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[Música] No Giro Ambiental de hoje, vamos falar do prêmio A 100 Mais Inovadoras no uso de TI, recebido pela SANASA. A premiação se deu por conta do monitoramento e gerenciamento das redes de água de Campinas com o uso da inteligência artificial. E isso evitou a perda de 82 milhões de litros de água tratada. E quem traz mais informações paraa gente é a Sabrina Coelho, que é coordenadora de parâmetros hidráulicos e análise de perdas. Muito obrigada pela sua participação aqui com a gente, Sabrina. Oi, boa tarde, Alexandra. Sabrina, queria saber mais sobre esse prêmio. A gente vai falar um pouquinho mais dele, mas primeiro eu queria que você contextualizasse a questão da perda da água tratada, que é um desafio gigante para toda empresa que faz o tratamento de água, né? É, realmente é um desafio muito grande, principalmente no âmbito nacional, né? A SANAS, ela é uma empresa a referência nessa questão de controle de perdas. Eh, hoje estamos com uma perdas com 18% nas perdas na distribuição, sendo que a média nacional está em torno de 40%. Então, baseado nesses indicadores, podemos perceber que já temos um bom conhecimento e estamos trabalhando, né, com este programa de controle de perdas há mais de 20 anos, eh, sendo uma referência para todas as outras empresas em âmbito nacional. desde 94 trabalhando pesado e de 2021 a 2024 teve até uma troca da tubulação que foi um ponto importante também para que essa NASA fosse escolhida para esse projeto, não é? É, esse projeto ele visa mais o monitoramento do das variáveis de pressão e de vazão ao longo da sede de distribuição de água. é um projeto que se iniciou em setembro, né, a operação dele setembro de 2024. Até agora, marcio, como você mesmo disse, já deixamos de perder 82 milhões de litros de água com os eventos relacionados nessa plataforma com uso de inteligência artificial. E temos eh esse projeto ainda, né, ele tem uma duração de 10 anos e é um projeto com termo de cooperação, de uma parceria público-privada. E para eh ser assim o escolhido para essa parceria, eu não sei se tiveram outros concorrentes, mas a Sanasa, por ter essa técnica já muito avançada no tratamento de água, por ter essa preocupação e redução das perdas, ela foi uma das escolhidas, ela pôde concorrer a essa parceria? Essa parceria ela não foi uma concorrência. Eh, a SANASA, ela sempre visa uma inovação dentro da empresa e nós já estávamos buscando, né, essa inovação com uso de inteligência artificial, porque cada vez temos mais dados para estarem sendo monitorados e humanamente se torna impossível a essa análise de tantos dados. Então, nós já estávamos buscando algumas alternativas nesse sentido. Eh, encontramos uma uma parceira que é a MANUVAV e através também do financiamento pela Microsoft, que também tem um projeto de reabastecimento de água em âmbito eh eh internacional, eh conseguimos fazer essa parceria. Então, foi uma feliz coincidência essas três empresas estarem no mesmo momento. E essa NASA, por já ter toda uma estruturação, né, e um e um grande knowhow nessa parte de controle de perdas, eh ficou muito mais fácil essa aproximação com essas empresas e facilitou o a tratativa desse termo de cooperação. E esse termo de cooperação, então, ele tem a previsão aí de 10 anos, né, de durar por 10 anos. e nenhum custo a mais para essa NASA. É isso. E se essa NASA não tem um custo direto envolvido nesse termo de cooperação, ele tá sendo financeiramente suportado pela Microsoft. Ô, Sabrina, eu queria que você falasse das vantagens que essa parceria com inteligência artificial, ela pode trazer tanto pra questão econômica, mas principalmente ambiental. Eh, essa parceria ela além de possibilitar o volume evitado, né, de de água, eh, propiciando a menor retirada de recurso hídrico do rio Atibaia, ela também ela nos auxilia no tempo de resposta. Então, antes um vazamento que não era visível, não é aquele vazamento que você passa na rua e consegue enxergar, a gente poderia demorar às vezes um mês para conseguir identificar esse vazamento. Agora em 24, 48 horas, através desse monitoramento e com o auxílio da plataforma de A, a gente já consegue identificar que aquela região tá com vazamento. E isso é importante porque muitas vezes a gente consegue agir antes que ocorra algum impacto no cliente final. Então, muitas vezes o consumidor não é impactado e nós já estamos agindo preditivamente para que esse consumidor não seja impactado. Além disso, também nos propiciou um maior monitoramento das pressões da das pressões monitoradas quando ocorre algum problema, né? são equipamentos, equipamentos eh de tempos em tempos eles podem causar algumas falhas. Antes de ter um impacto muito grande, significativo no consumidor, nós já conseguimos ter esse monitoramento e já encaminhamos, né, a equipe a campo para est realizando essas manutenções. Então, além dos ganhos ambientais, também trazemos vários ganhos sociais paraa população de Campinas e até também porque a água tratada tem um custo muito elevado, não é simples assim a gente disponibilizar essa água nesse nível de qualidade que essa NASA faz pra gente aqui em Campinas, né? Isso. A água ela tem um custo muito elevado, né? É, muitas pessoas acham que é muito simples esse processo de apenas abrir a torneira e sair água, mas tem uma gama, uma equipe muito grande trabalhando aqui dentro da NASA, desde a captação do rio até a entrega dessa água com qualidade e com eficiência na torneira dos consumidores. Temos gasto com produtos químicos, temos gasto com energia, temos gastos com o pessoal a mão de obra. Então é um trabalho muito importante e nós temos muita responsabilidade para trabalhando com esse recurso tão importante e vital que é a água. E aqui em Campinas, então, a gente já tem uma redução abrupta de perda no sistema de transporte dessa água tratada, né? E eu queria saber também quais são as outras formas que podem haver a perda de água e se existe também ligação clandestina ainda, que eu vi que é um ponto, mas eu acho que a gente já conseguiu avançar bastante nesse sentido, né? É, nó além dos dos vazamentos, né, que porventura possam ocorrer, eh devido a redes estarem mais antigas, tem muitos vazamentos que eles também são provocados por terceiros. Eh, também temos a questão de descontrole de pressão por conta de algum equipamento. Isso pode ocasionar um rompimento. Eh, também temos a questão de perdas, né, comerciais, tanto por fraudes quanto por submedição dos equipamentos, que também é um trabalho intenso que nós fazemos dentro da gerência de controle de perdas. Estamos sempre com os equipamentos de última geração, garantindo eh a melhoria contínua e o controle e a redução das pedas de durante todo o processo de distribuição de água. E Sabrina, pela meta ousada de 0% de água perdida, de água tratada perdida, você acredita que em 10 anos a gente consiga alcançar essa meta? Essa essa meta de 0% é uma meta inalcançável. Eh, nem os países mais desenvolvidos, né, como o Japão, eh, é 0%. Eh, os melhores países, nós falamos que eles chegam a um dígito de perda, então estão ali abaixo dos 10%. No nível que nós estamos agora, reduzir que seja 01% é um investimento muito alto. Então nós a nível de Brasil com todas as questões que envolvem a nossa cultura, estamos já num patamar muito elevado. Estamos competindo inclusive com países internacionais, inclusive estamos cada vez mais fazendo um benchmark internacional para trazer esse conhecimento de fora, já que já somos referência nacionalmente. Então vemos essa necessidade de estar buscando lá fora mais inovações, eh melhores práticas de gestão. Estamos trazendo já, né, essa questão de fora, visto que aqui dentro somos referência nesse quesito de redução de perdas. Eh, mas é importante deixar claro que 0% é inalcançável. As perdas existem perdas inevitáveis, elas vão acontecer independente da da maturidade da empresa, né? até o Japão com uma referência, a perda deles é de 3 4%. Então essa questão do zero, ela é inatingível, mas sempre buscamos essa melhoria. Tá dentro da nossa meta. Então estamos cada vez mais tentando reduzir. A meta dentro do nosso plano municipal de saneamento era atingir os 18% eh entre 2029 a 203. Essa meta nós já atingimos antes do prazo. Eh, de acordo com a Agência Nacional de Águas, a ANA, a meta é de 25%. Então, assim, estamos, já atingimos todas as metas estabelecidas. O nosso trabalho agora é manter esse indicador e melhorando ele aos poucos, porque sabemos que temos bastante trabalho pela frente ainda. Maravilhoso, Sabrina. Muito obrigada pelas informações. A gente pode também acompanhar pelo site da SANASA essas informações do prêmio. Sim, esses prêmios eles estão publicados no site. Eh, podem ser acompanhados com certeza. Então, mais uma vez, muito obrigada pela sua participação aqui com a gente. Muito obrigada, Alexandra, pela oportunidade. E para você que nos acompanha, continue com a gente porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. Em Manaus, um flagrante preocupante envolvendo tráfico de animais exóticos foi registrado. Três achalotes, uma espécie de salamandra originária do México e classificada como ameaçada de extinção, foram interceptados durante um transporte ilegal via correios. De acordo com o IBAMA, a crescente procura por esses animais no mercado clandestino tem uma ligação direta com a popularização da espécie em plataformas de jogos online. Essa demanda virtual tem impulsionado a exploração e o comércio ilegal de achalotes. A criação comercial dessa espécie é considerada ilegal em território brasileiro e não existe regulamentação para sua posse ou comercialização. A popularização dos achalotes no universo dos jogos eletrônicos, onde frequentemente são representados como criaturas aquáticas, detentoras de habilidades especiais, com a capacidade de regeneração de membros, contribui para o aumento do interesse público pela espécie. [Música] Após um isolamento de mais de 200 anos na ilha Santa Bárbara, no sul da Bahia, no arquipélago de Abrolhos, um grupo de cabras foi retirado da ilha em uma operação coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICM B. A notável capacidade de adaptação desses animais, a ausência de água doce despertou o interesse científico e eles serão objeto de estudo pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, a ESB, e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa. Os animais foram transferidos para o campus da Wesb em Itapetinga, onde estão passando por um período de quarentena. [Música]