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[Música] e no giro ambiental dessa semana a gente vai repercutir o assunto polêmico da semana a PEC da praia que viralizou nas redes sociais inclusive com o vídeo da atriz Luana Pani criticando essa PEC que se aprovada vai mudar o regime de privatização das áreas costeiras as praias poderão ser privatizadas isso tem um impacto significativo tanto pro meio ambiente quanto pra questão tributária e para falar sobre esse tema a gente convidou o geólogo Marco Moraes que é o autor do livro Planeta hostil e é especialista em mudanças climáticas e degradação ambiental muito obrigada pela sua participação aqui com a gente Marco é um prazer estar aqui obrigado pelo convite muito obrigada mais uma vez e Marco como é que fica se essa PEC for aprovada quais os impactos que ela pode trazer pro meio ambiente pra questão dos ecossistemas que que dependem ali da da área Costeira eh preservada para poder se desenvolver né é eu vejo eu vejo que essa Pec está na contramão do que a gente devia fazer como país né como sociedade porque se na condição atual em que já existe alguma proteção a gente tá vendo uma grande degradação do do do meio ambiente Costeiro do sistemas das zonas costeiras essa PEC ela virá para facilitar né esse tipo de descontrole que já está ocorrendo a gente tá vendo né empreendimentos imobiliários em áreas de preservação destruição de manguezais Enfim uma série de agressões aos ambientes costeiros na situação atual o que a gente devia estar fazendo e preocupado como sociedade é ampliar a ação governamental para a proteção das áreas costeiras né lembrando e quando eu falo isso não é só dos ecossistemas mas também das pessoas que moram nessas regiões sim e que dependem inclusive dos peixes ali da questão da extração com sustentabilidade paraa sustentação econômica das famílias enfim e até mesmo do abastecimento alimentar da população é dos vários ambientes costeiros o que mais preocupa são os manguezais né a gente tem uma grande extensão de áreas de manguezais que servem pro sustento de muitas famílias servem para purificar a água né que chega no mar eh podem ser explorados economicamente inclusive do ponto de vista turístico desde que respeitado a preservação do ecossistema e os mengis lembrando são berçários da vida marinha não só do mang mas da vida marinha eh muitos peixes que são inclusive pescados economicamente nascem crescem ali nos manguezais então a sua destruição afeta todo um ecossistema não só Costeiro mas também Marino é uma cadeia mesmo que vai ser impactada se essa PEC for aprovada mas eu acho que com essas questões que aconteceram no Rio Grande do Sul né Marco acho que as pessoas estão muito sensíveis a esse tema né Acho que por isso repercutiu tanto e até o Rodrigo Pacheco falou Calma gente que ainda não éi na votação tá em discussão na comissão de na comissão de constituição e justiça do Senado e acho que as pessoas tão sensibilizadas para olhar com mais maturidade para esse tema você acha que sim sim bom a consulta pública que tá sendo tá sendo realizada é maciçamente né a opinião das pessoas é maciçamente contrária a PEC porque sob justificativas de reduzir taxas de receber recursos por da da dos proprietários né que vão comprar pá do governo enfim nenhuma dessas justificativas que podem ser ajustadas aqui ali na questão de taxação né mas Nada justifica uma PEC dessa abrangência que descentralize né o controle sobre as áreas costeiras a gente precisava precisa exatamente o contrário uma espécie de plano nacional paraa preservação das áreas costeiras paraas pessoas que vivem ali paraas pessoas que dependem delas economicamente e para uma grande e até mesmo para para para os turistas paraos veranistas que querem um ambiente preservado não querem um ambiente destruído né é isso vai na contramão realmente e um país que é Continental e todo praticamente metade do país todo é margeado pelos oceanos né Eh você acha que isso teria um impacto eh com com relação à questão do da subida do do nível dos oceanos que isso também é um é um tema que tá presente tá acontecendo aos nossos olhos Aí dependendo da da ressaca do mar avança dentro das áreas urbanas inclusive você acha que isso também tem que ser considerado essa questão da subida do do nível do mar é muito bem muito bem lembrado porque a gente tá com a perspectiva de subida dos oceanos avanço da linha de costa então quando eh eu falo no plano nosso Nacional de preservação das zonas costeiras Isso inclui residências instalações industriais ou seja uma série de de de de de empreendimentos e de zonas urbanas que tem que ser protegidas né então nós estamos falando nós estamos falando em preservação de ecossistemas mas também estamos falando em cuidar das pessoas que vivem nas áreas litorâneas que podem ser eh que podem ser atingidas inclusive esses muitos esses proprietários que querem privatizar as suas propriedades Talvez daqui algum tempo não haja mais propriedades né o mar ter invadido e essa essa ambição toda Vai se mostrar inútil né Exatamente esse é o ponto né Marco a gente tem que tá olhando para uma outra direção e ainda um tema tão assim a gente fica até surpreso né que isso venha para uma discussão pública né Marco eu queria agradecer muito a sua participação mais uma vez você que é autor do livro Planeta hostil né e especialista aí em mudanças climáticas tem muito a contribuir com a gente agradeço muito a sua participação mais uma vez Ok Obrigado prazer foi meu vamos acompanhar o que que vai acontecer daqui pra frente né Marco isso mesmo vamos ficar atento é é bom o nós falamos no livro né o planeta hostil realmente tem vários capítulos sobre os oceanos e as zonas costeiras então quem se interessa pelo tema Tá aí uma boa referência e para você que nos acompanha Continue com a gente que agora a gente vai fazer aquele giro pelo Brasil e pelo mundo com as principais matérias ambientais que movimentaram essa semana no mês em que se comemora o dia mundial do meio ambiente é importante valorizar ações como as do departamento de licenciamento ambiental da secretaria do clima meio ambiente e sustentabilidade de Campinas AC climas que acessora os processos rel à obras de infraestrutura e regularização fundiária de interesse social minimizando os impactos negativos ao meio ambiente e promovendo a conservação dos recursos naturais durante a execução de obras públicas para isso a secretaria conta com profissionais com formação nas áreas de engenharia ambiental engenharia civil e biologia em 2023 a Coordenadoria elaborou estudos ambientais para obras de macrodrenagem pavimentação e drenagem executadas pela secretaria de infraestrutura além da implantação de ciclovias executadas pela indec e regularizações fundiárias de interesse social coordenadas pela Secretaria de Habitação e Cohab a Unesco divulgou um relatório sobre as mudanças nos oceanos do Planeta os dados indicam que 2023 foi o ano mais quente já registrado para as temperaturas oceânicas o estudo referência foi o segundo o relatório a temperatura dos oceanos está a 1,45 GC mais alta do que nos níveis pré-industriais com alguns pontos excedendo o aumento em até 2º C como o caso do mar mediterrâneo e parte tropical do Oceano Atlântico no acordo de Paris que aconteceu em 2015 os países que assinaram o documento se comprometeram a manter o aquecimento global abaixo dos 2 gra cé comparados à era pré-industrial o estudo também mostrou que enquanto a temperatura da atmosfera flutua entre aquecimento e resfriamento os oceanos estão aquecendo de forma constante como uma panela de pressão dentro do forno Esse aumento de temperatura colabora para a subida dos níveis dos mares a partir do derretimento das camadas polares nos últimos 30 anos o nível dos mares elevou em cm um mergulhador descobriu em Venice na Flórida uma presa de mastodonte de mais de 1,5 m de comprimento que se acredita ter entre 10 milhões e 500.000 anos de idade os mastodontes são animais pré-históricos da família mamuti dai são distantemente Associados com os elefantes que conhecemos hoje e habitavam a américa do norte e central no mioceno a quarta época da Era geológica a sua extinção aconteceu entre 10 e 11.000 anos atrás Alex lundeberg de 29 anos aproveitava a praia quando descobriu o fóssil enterrado na areia a presa está intacta e pesa cerca de 27 kg o achado pode ter o valor de 5 5.000 cerca de R 25.000 A ideia é compartilhar a descoberta com o Museu de História Natural da Flórida o vídeo de um tubarão lixa ou lambar encalhado nas areias da Praia do coque em luí Correia no Piauí viralizou nas redes sociais na imagem Os banas tentam devolver o animal para a água o destino turístico costuma ser bastante frequentado segundo a Professora Doutora Edna Cunha do curso de engenharia de pesca da Universidade Federal do Delta do Parnaíba o comportamento não é normal e demonstra que ele pode estar ferido ou doente já que o animal é subaquático e vive submerso a professora ressaltou a coloração avermelhada na parte ventral do animal que por ser atípica pode indicar algum processo hemorrágico só um evento assim justificaria ele vir para a superfície e ficar encalhado a espécie de tubarão é típica do litoral piauense e característico pela cabeça larga achatada com olhos e dentes pequenos chegam no máximo a 3 m de comprimento sendo as fêmeas as maiores em tamanho a especialista alertou para os cuidados em um animal como esse tanto para os banhistas quanto para o animal que às vezes recebe chutes Na tentativa de devolvê-lo para a água [Música]