Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, [Música] [Aplausos] [Música] mais um Giro Ambiental no ar e hoje nós vamos falar de um relatório muito importante que traz alguns dados que a gente precisa agora conhecer. Qual é o alerta? Olha só, a Academia Brasileira de Ciências lançou o relatório chamado Microplásticos, um problema complexo e urgente. O documento analisa os efeitos do descarte inadequado do material e propõe estratégias de combate aos minúsculos fragmentos que contaminam o meio ambiente, especialmente rios e oceanos. Esse trabalho ele foi feito aí a várias mãos, mas ele foi coordenado pelo professor Adalberto Val, que é da ABC, Academia Brasileira de Ciências, e ele que está conectado com a gente aqui no Giro Ambiental de hoje, professor Adalberto, seja bem-vindo e já nos conte esse trabalho, né, que resultou nesse relatório, que além da ABC nós tivemos aí a participação da Universidade Federal de Pernambuco e a do Rio de Janeiro também. Seja bem-vindo. Prazer estar com vocês aqui e falar um pouquinho desta questão que é uma questão candente, não só aqui no Brasil, mas no mundo todo. Existe uma preocupação mundial com a presença e descarte de plásticos eh nos ambientes de uma maneira geral. A gente se refere à água e aos oceanos. Mas o que a gente descarta no ambiente terrestre acaba também eh sendo lavado, lixe para os ambientes aquáticos de uma maneira geral. E quando esses microplásticos eh se fragmentam, eh parte desses fragmentos acabam indo pro ambiente aéreo também. A gente acaba respirando esses microplásticos. Professor, a gente lembra que há um século o plástico revolucionou a economia e também até tinha naquele momento aquela questão, olha como ele é durável, ele vai afetar mesmo, em que momento ele acaba nesse processo produtivo ou nesse processo de consumo ser o vilão. O que que aconteceu nesse nesses 100 anos que acabamos tendo hoje muitos problemas em relação a isso? Olha só, o plástico foi uma descoberta fantástica, tem uma empregabilidade em vários setores eh extremamente importantes, eh importante e a gente não vai acabar com o uso do micro do plástico de uma maneira geral. O plástico na na saúde, por exemplo, na parte médica, é de extrema importância. O uso eh nos hospitais, em cirurgias, eh tem um papel extremamente importante por conta de ser um material de fácil uso, fácil fácil fácil produção, fácil uso e esterilizável. Eh, então tem um uso importante. O grande problema foi a produção de plásticos de uso único para o nosso cotidiano. Pratinhos, copinhos, garrafinhas. E aí vai, né, garfinhos, colherzinhas. E isso tudo acaba no ambiente. acabando no ambiente, por ação do por ação da das da radiação, do calor, da humidade, esses plásticos se fragmentam eh em pequenos pedacinhos que nós chamamos de microplásticos. E esses microplásticos acabam, na realidade sendo absorvidos pelos organismos em todos os níveis. Quando eu tô falando em organismos, não só animais. Mas vários vegetais também acabam na realidade incorporando esses pequenos fragmentos de plásticos. E evidentemente que quando eh nós usamos essas plantas como alimento, por exemplo, eh nós estamos consumindo também esses plásticos. Esses plásticos acabam alcançando vários órgãos do nosso corpo. No caso de animais, peixes, por exemplo, nós temos já um uma infinidade de artigos científicos mostrando a presença de plásticos, de microplásticos no músculo dos peixes, no coração dos peixes, no fígado dos peixes. E aí quando a gente consome esses peixes, nós estamos consumindo consumindo esses esses plásticos, essas partículas de plásticos que acabam se acumulando no corpo da gente também, causando problemas extremamente sérios, né? Inclusive eu vi aqui com base do estudo, o senhor falou aí nos animais, mas já a detecção, por exemplo, também no ser humano desses microplásticos, correto? Perfeito. Perfeito. Nós temos duas duas grandes barreiras no nosso no nosso corpo, a barreira placentária e a barreira eh encefálica, né? Quer dizer, ou seja, o bebê quando tá se desenvolvendo, ele é protegido por uma barreira chamado barreira placentária. O nosso cérebro também é protegido pela barreira encefálica e já já detectamos plásticos no cérebro e no feto. Portanto, o plástico é danado. Ele atravessa todo o nosso corpo e se acumula em diferentes lugares do nosso corpo, causando problemas extremamente sérios. Mas note, o problema se agrava ainda por dois motivos fundamentais. O plástico é um carreador de poluentes. Ele se liga, por exemplo, a determinados metais no ambiente, metais pesados, e carrega esses metais junto quando a gente consome esses esses plásticos, tá certo? E isso é agravado ainda mais pelas mudanças climáticas que aceleram esses processos de fragmentação e de absorção pelos organismos em seus ambientes, quer sejam animais, como disse, quer sejam quer sejam vegetais. Portanto, um problema sinérgico que acaba acontecendo de forma drástica. Professor Adalberto, diante desses dados, diante dessas constatações, ainda há um meio para que quem tá lá em casa no seu dia a dia, eh, mude o comportamento, o que que dá pra gente pensar para reverter ou minimizar esses efeitos que hoje aparecem aí nos animais, nos alimentos vegetais e até no ser humano, como o senhor acabou de mencionar. alguns alguns comportamentos muito simples podem ser adotados no dia a dia pra gente reduzir o uso de plásticos de uma maneira geral, tá certo? Por exemplo, você vai ao supermercado, leva sua bolsa de pano pro supermercado, em vez de usar as a velha sacolinha plástica de uso único, né? Você chega do supermercado, tira as coisas da sacolinha e joga e joga a sacolinha plástica no lixo, né? copinhos plásticos, pratinhos plásticos. Acho que a gente pode reduzir de forma bastante significativa isso. O documento da Academia Brasileira de Ciências traz uma série de recomendações com relação a esses aspectos, mas eu acho que a gente pode caminhar muito rapidamente para que a gente reduza isso e deixe o plástico que tem um papel extremamente importante para para aquelas funções, para aquelas atividades mais nobres que são necessárias. Fala, inclusive, como o senhor acabou de mostrar o documento, um dos pontos é educação ambiental desde a educação básica. A gente sabe que, inclusive, muitas escolas fazem esse trabalho, promovem essa nova consciência. De que forma o senhor acredita então que os pequenos podem levar essa lição para casa, pros seus pais, pros seus familiares, para mudar o tipo de consumo daquele copinho, daquele garfinho, como o senhor disse agora a pouco? É possível? Claro, sem dúvida nenhuma. o nível, o melhor nível, eh, pra gente trabalhar, melhor nível etário pra gente trabalhar essa questão, sem dúvida nenhuma, são as crianças. são elas que vão viver um ambiente eh melhor, com mais qualidade de vida, se a gente começar desde já a trabalhar essa questão para eliminação do uso do plástico, eh, do uso único de artefatos de plástico. Vamos deixar os plásticos que são de uso mais prolongado, tá certo? eh ocupar os lugares e deixar os esses de uso único eh serem substituídos por produtos que sejam biodegradáveis. Por exemplo, cotonetes com asteinhos de papel, copinhos de papel, a gente tem alternativas para isso. E as crianças são fundamentais para para aprender a evitar o uso dos plásticos. uma única vez. O relatório aponta ainda, professor, justamente algumas questões de governança, como a revisão do Plano Nacional de Combate ao lixo no mar, que foi feito em 2019, fomento ao finan e financiamento de mecanismos de avaliação de riscos de saúde, capacitação, incluindo aí a qualificação de catadores e, claro, a circularidade dos plásticos, como o senhor fala, de mudança de legislação. Fala um pouquinho agora para finalizar como que é possível a gente pensar isso, por exemplo, em médio e longo prazo? Bom, de uma maneira geral, a gente não vai resolver a questão com uma única ação. Eh, a questão dos plásticos é multifacetada e precisa ser tratada com diferentes ações, entre elas, essas todas que você acaba de citar são extremamente importantes, né? a educação, legislação. Mas eu eu iria um pouquinho além. A gente precisa investir fortemente em ciência e tecnologia, não só para encontrar alternativas para o plástico, existem várias, eh, também encontrar usos transformativos do plástico que já está no ambiente hoje, para que a gente possa ter outros produtos a partir desses plásticos. que prolonguem a vida deles. Os plásticos demoram muito tempo para serem degradados. Então, a gente desenvolvendo novos métodos, novas tecnologias para uso desses plásticos é extremamente importante. É bom, é bom lembrar que parte dos plásticos, eh, dos pequenos fragmentos de plástico são transportados pelo ar para diferentes regiões. Na Amazônia, onde eu estou agora, a gente tem contaminações extremamente significativas, mesmo em ambientes remotos, eh, por plásticos e por microplásticos de uma maneira geral. Então, a pesquisa científica tem um papel importante para encontrar soluções para essas para esse material que está depositado nas nessas diferentes regiões e evitar que eles cheguem aos nossos aos nossos organismos de uma maneira geral. Educação, ciência, tecnologia de fundamental importância. Tá certo? Então, professor Adalberto Val, muito obrigada pela sua participação. Ele que é o coordenador do relatório da Academia Brasileira de Ciências, que trata de microplásticos, um problema complexo e urgente. Muito obrigada, professor, e até uma próxima. Até uma próxima. Um prazer falar com vocês. E olha só, o giro ambiental não terminou não, porque agora você vai ficar aí com informações, curiosidades e notícias sobre meio ambiente e sustentabilidade. Considerado um dos maiores e mais antigos já registrados, o Iceberg A23A pode ter os seus dias contados. A enorme massa de gelo que se desprendeu da Antártida em 1986 está se fragmentando dramaticamente enquanto avança para o norte rumo a águas mais quentes. O iceberg, que já chegou a ter 1 trilhão de toneladas, tem se desintegrado em pedaços gigantes de cerca de 400 km qu cada e em fragmentos menores que se espalham pelo mar. De acordo com o oceanógrafo Andrew Majors, o Iceberg está apodrecendo por baixo e derretendo constantemente. Manter a Amazônia de pé é sete vezes mais lucrativo para o Brasil do que a exploração predatória. A afirmação foi feita pelo professor Sandro Percário da rede Biorte durante o Congresso Brasileiro de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia em Cuiabá. Segundo ele, o país precisa adotar um modelo de desenvolvimento sustentável que una a ciência e economia. Os dados que embas a afirmação são do Banco Mundial. A floresta preservada pode gerar cerca de 535 milhões de dólares por ano em valor econômico, com serviços como regulação climática e biodiversidade. Por outro lado, as atividades predatórias, como desmatamento, geram apenas 75 milhões de dólares anuais. Isso significa que o ganho com a floresta preservada é até sete vezes maior do que o obtido com o desmatamento para agropecuária, mineração e extração de madeira. [Música] เ