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[Música] No Giro Ambiental de hoje, vamos falar de jogos didáticos e climáticos, desenvolvido pelo Laboratório de Pesquisa em Ensino e aprendizado em clima, meio ambiente e geociências. O nome do jogo é Entrando no clima e serve como uma ferramenta sensacional de aprendizado. E quem vai explicar pra gente como funciona esses jogos para que a gente entre também no clima é a Daniela Rezende, que é pesquisadora do Lab Eeduc e professora de geografia. Muito obrigada por aceitar o nosso convite, Daniela. Oi, Alexandra, muito obrigada. Eu que agradeço em meu nome e em nome do Labeduc. Daniela, que ideia sensacional, né, de criar um jogo para que as pessoas possam entender toda essa dinâmica, né, que o meu ambiente não é uma coisa simples, é complexo mesmo, né, envolve muitos setores e como geógrafo acho que você teve essa esse start, né, de começar a pensar como promover um jogo que ensine também a a dar essa dimensão do clima, das mudanças climáticas e dos impactos possíveis, né? Sim, a gente começou a verificar essa demanda, né, com o dos professores e acabou uma demanda minha também. Sala de aula era um tema bastante complexo que envolve aí a questão das mudanças climáticas. todos os conceitos a elas relacionados são conceitos muito complexos, interdisciplinares. Então, todos nós professores, eh, sentimos essa dificuldade. Então, a partir desse momento, a gente resolveu começar a desenvolver jogos aí como recurso de aprendizagem para que os professores pudessem eh ter uma ferramenta, né, ter um recurso aí para trabalhar a questão das mudanças climáticas eh em suas aulas. É, como você bem disse, é complexo e envolve muitas disciplinas, geopolítica, biologia, química, né? E como é que vocês fizeram? Foi uma junta de de professores, de pesquisadores, cada um no seu tema? Como é que vocês pensaram isso? Ou já tinha também um protótipo, um modelo que vocês se inspiraram? Esses jogos, na verdade, eles começaram a ser desenvolvidos eh de forma física, com um primeiro jogo chamado Entrando no clima, por pesquisadoras que trabalhavam lá no Labeduc antes de mim. E aí logo quando eu entrei para desenvolver a minha tese de doutorado, eu também havia conversado com a com a minha orientadora, que é a professora Priscila Coutre, que coordena o o Labeduc, eh que eu tinha vontade de trabalhar com essa questão dos jogos, porém logo depois, né, entrou a pandemia e aí a gente começou a pensar em como é que a gente poderia desenvolver esses jogos online, mas que eles pudessem ter as duas versões para atender a ambos os casos. E aí eu comecei, eu já tinha alguns jogos elaborados da minha própria prática docente, que eram jogos que eu utilizava nas minhas aulas. E aí eu comecei a desenvolver outros e outros e pensei: "Poxa, se tá funcionando nas minhas aulas, pode ser que funcione em outros contextos, com outros professores, em outras componentes curriculares." Aí a gente passou a disponibilizar esses jogos. Eh, funcionou muito bem e acabou que aí eu desenvolvi os jogos também para voltados paraa minha tese de doutorado, mas outros jogos também e deixo todos lá disponíveis para quem tiver interesse, quem quiser utilizar e também depois dar um feedback pra gente, pra gente saber se estamos no caminho certo, né? Muito legal. E sempre a questão lúdica é uma forma muito interessante de aprendizado, né? E os jogos também são sempre eh de duas a quatro pessoas. É isso. Olha, os jogos ali no formato online você pode desenvolver de várias formas. Pode ser de duas a quatro pessoas. Você pode montar pequenas estações na sala de aula, projetar o jogo e o docente conduzir esse jogo de acordo com o contexto. Ele pode pegar o link do jogo e passar pros seus alunos, por exemplo, numa plataforma que a escola tenha aí de disseminação de conteúdos, disseminação de mensagens e aí você consegue também que os alunos joguem. Então é, ele é bem versátil, assim, a gente teve esse cuidado, né, de todos os jogos que a gente disponibilizou lá, que ele pudesse ser bem flexível, né, bem adaptável, porque os contextos em termos de Brasil são muito diferenciados, as escolas são muito diferenciadas e mesmo dentro de Campinas. Então nós tomamos esse cuidado para que o professor se sentisse bem confortável e bem à vontade para desenvolver do seu modo. No caso do Entrando no clima, existe uma idade ideal ou vocês têm níveis para cada idade? Nos nossos jogos, o Entrando no clima é a nossa página, né, do Instagram que funciona como o nosso repositório de jogos. a gente colocou um no link lá da Bill eh o acesso. Aí você pode entrar lá e escolher o jogo que você deseja jogar. Alguns a gente coloca um mapeamento, por exemplo, é habilidade tal pro sexto ano do ensino fundamental, anos finais, é pro ensino médio. Porém, a gente tem visto e recebido feedback de professores que isso daí tem sido meio que indiferente, assim, tem sido aplicados jogos de de várias faixas etárias para várias faixas etárias. Então, eu diria que hoje os nossos jogos têm uma faixa etária de 8 a 80, né? Que legal. E para quem quiser ainda eh usar as versões físicas, vocês também disponibilizam? Tem um custo? Como é que funciona? A gente também disponibiliza e assim na medida em que o professor eh nos coloca essa impossibilidade de usar o jogo online, a gente costuma conversar com esse professor para saber qual é o contexto que ele se encontra. E aí a gente coloca várias sugestões para ele para que ele possa adaptar esse jogo online paraas suas características. Então eu gosto bastante de conversar porque cada realidade é uma realidade. Então muitos docentes nos procuram ali mesmo pelo Instagram. Às vezes a gente conversa por ali mesmo, às vezes eles marcam um meeting com a gente. Aí vai depender também muito do contexto do professor. E a gente disponibiliza tudo de forma ampla e gratuita. Então é só entrar na nossa página do Instagram, é só procurar por lá que você vai encontrar todos os jogos, ou seja, dá para modelar o jogo, então, de acordo com a característica e com a proposta também, né? Quem sabe de repente vão acontecer olimpíadas, né, de entrando no clima, por que não, né? A gente precisa disseminar esse conteúdo, com certeza. E é só pelo Instagram ou vocês têm site também, Daniela? A gente por enquanto eh disponibilizando os jogos, eles estão no Instagram, que é a forma mais fácil do dos professores aí acessarem. Eh, também tá na página do SEMAD em Educação, mas ali no Instagram nosso é é direto, assim, a gente pode entrar, clicar no seguir, disseminar informação, que isso é bastante importante. E também assim fica bastante tranquilo, que ali você pode deixar seus estudantes com o jogo. Ali é a informação e o conhecimento que estão ali não são fake news, não são desinformação. Isso é um ponto que eles também nos colocam bastante, né? A dificuldade que eles têm em trabalhar mudanças climáticas nesse cenário de tanta coisa, né? De tant onde eu vou buscar. Então, a nossa ideia, a nossa proposta aí é ser um canal seguro para que o professor eh diante de tantas demandas que ele tem, pelo menos dessa, ele possa se sentir aí acolhido e tranquilizado, né? é super pedagógico e feito por pessoas da área da educação, num laboratório de educação. Não tem como dar errado, pode confiar, né? Essa é uma segurança realmente no mundo que existe até negacionismo climático, a gente precisa realmente ter essa segurança, né, Daniela? Exatamente. E a nossa nossa ideia sempre foi essa, que ali fosse um porto seguro pro professor. Eh, não que ele não tenha essas condições de procurar essa informação, mas a gente sabe que o professor tem muitas demandas, a gente sabe que o professor às vezes não tem tempo. E o cuidado maior que nós temos aqui é assim, são jogos elaborados de professor para professor, apesar de da gente tá lá na na Unicamp, né? Apesar de eu trabalhar como pesquisadora, de eu ser pesquisadora, eu sou professora de geografia, então, eh, é de professor para professor e a gente tomou bastante esse cuidado de de ser uma coisa bem flexível, né, para que ele possa realmente utilizar no seu contexto de sala de aula. É nada com uma experiência de sala de aula, né? Eu tenho um irmão professor e sei como é que é. É, você nunca deixa de ser professor, né? é 24 horas, é relatório, é tudo isso. Então, ter um lugar para fazer essa pesquisa e ter esse material lúdico é muito rico, né? Eu mesma dei uma olhadinha e achei muito interessante eh palavras, por exemplo, eh, eu falei, eu mesma nunca tinha ouvido falar em Albedo. O que seria isso, né? Quer dizer, você vai ampliando o repertório. O que seria Albedo, professora? Então o albeda é uma característica, né, de todos os corpos de absorver ou refletir e refletir calor. Então a gente tem a máxima de que quanto mais escura for a superfície, maior ela vai absorver e quanto mais clara, maior ela vai refletir. Por isso que nos polos a gente tem, né, o albedo máximo, considerado teoricamente um, que é a máxima reflexão de luz em função das superfícies congeladas. E quanto mais escura for a superfície, mais você vai reter calor. Por isso que comumente as nossas roupas aí de inverno são roupas que têm cores mais escuras, que também é uma estratégia eh que a gente utiliza aí para reter o calor. Olha que maravilhoso, né? Então, coisas que a gente não sabe e pode aprender de forma lúdica. Eu achei interessante também que vocês têm, por exemplo, se o seu condomínio não recicla eh materiais eh reutilizáveis, eh, volte duas casas, né? Então, a gente consegue ter essa amplitude de horizontes através de jogos. Então, também pode ser usado em condomínios, em ciclos de pessoas eh idosas, porque não, né, não tem limite de idade, né, como você falou, de 880. Não tem. A gente tem até uma experiência de aplicação desses jogos no programa universidade que a Unicamp oferece, né, para para as pessoas aí da da melhor idade, para elas virem em contato com a Unicamp e tudo mais. E a gente já aplicou esses jogos e e a resposta foi muito positiva também, né? Então, não tem limite de idade. Todo mundo que estiver interessado aí em em aprender sobre as mudanças climáticas, é lógico que ele é direcionado pro âmbito do da educação formal, mas nada impede que diversos públicos acessem. Isso até é muito bom, né? Treinar a nossa mente também sempre ajuda, né? Daniela? Quero agradecer demais a sua participação aqui com a gente. A gente colocou o Instagram aqui para que todo mundo possa acessar. Eu que agradeço. Agradeço a oportunidade de promover a educação climática aqui para todos e todas, que que isso é um assunto para lá de necessário e a gente aqui no Labeduc fica à disposição. Se quiserem entrar em contato com a gente, pode ser pelo Instagram mesmo que a gente responde e vamos seguir na nessa missão nossa aqui de levar informação, conhecimento científico para todo mundo. Obrigado. Mais uma vez, Daniela. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. [Música] Golfinhos, nariz de garrafa na costa da Austrália usam esponjas marinhas como ferramentas para caçar. Um estudo da Royal Society Open Science mostra que apenas 5% dos golfinhos, principalmente as fêmeas, adotam essa técnica complexa e extraordinária. Segundo os cientistas, eles usam esponjas para remexer a areia e encontrar peixes escondidos. No entanto, a esponja interfere na ecolocalização do golfinho, o que exige um aprendizado longo e especializado. Apesar do desafio, a prática é vantajosa. As esponjas protegem o focinho dos golfinhos de pedras e animais venenosos no fundo do mar. Além disso, os peixes encontrados na areia são ricos em gordura, compensando o esforço da caça. [Música]