Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] No Giro Ambiental de hoje, vamos falar sobre a iniciativa da Prefeitura Municipal de Campinas, juntamente com CPAGRE da Unicamp, com a capacitação pioneira sobre mudanças climáticas para os professores da rede municipal e estadual de ensino. A ideia é multiplicar os saberes, promover a reflexão sobre os nossos desafios atuais. Quem vai explicar pra gente como nasceu a iniciativa, quais os próximos passos é o secretário de clima, meio ambiente e sustentabilidade Brasa Dega Júnior e o professor Gustavo Melo. Muito obrigada por participar aqui com a gente no Giro Ambiental. Obrigado, Alexandra. sempre uma satisfação muito grande a gente tá podendo participar e levar a informação para toda a nossa cidade de Campinas, né? Esse projeto tão importante nesse momento que a gente vive aí as emergências climáticas, né? Então é fundamental que haja a capacitação aí do nosso corpo técnico, da área de educação, para que possa levar para nossos alunos aí, para toda a nossa cidade, não só da cidade de Campinas, mas do estado, eh, tanto da nossa rede municipal, rede estadual, como as próprias escolas particulares também, se assim os desejarem, todos essa parceria muito grande aí e importante nossa com a Unicamp. é muito importante nesse momento que vivemos. Gustavo, eh, queria que você falasse pra gente como é que nasceu essa iniciativa. Essa iniciativa nasceu em 2023, quando a gente iniciou o trabalho de escrita do plano local de ação climática e e a equipe técnica da prefeitura precisava de apoio paraa conceitualização de alguns eventos climáticos e buscamos no CEPAGRE essa parceria, né, na academia, na Unicamp para nos referenciar. E a grata surpresa foi descobrir que dentro do CPAGRA existe um braço, vamos dizer assim, né? Um setor de educação climática que é o Labeduc. E com a equipe do Labeduc, a gente começou a eh pensar nessa possibilidade de uma formação eh voltada para educação climática, que além de tudo tá previsto dentro do próprio plano de ação eh local climática, como das suas metas, trabalhar a educação climática com formação de professores e multiplicação, né, dessa temática. E foi um trabalho construído aí em conjunto com a equipe do CEPAGR, com as diretorias de ensino do estado, leste, oeste, com a Secretaria Municipal de Educação, onde a gente foi formatando esse curso durante um ano, 2024, quase que inteiro e agora esse período do primeiro semestre de 2025. Eh, e o legal é que além de abordar temáticas muito, muito atuais, ã, e conectadas com a realidade do município e dos planos municipais, eh, acrescentou de forma absurda com a participação acadêmica. muitos professores são referências dentro das suas áreas na Unicamp até pro Brasil e fora do Brasil, vão estar participando como formadores desse curso e estamos muito felizes com essa possibilidade e os resultados que a gente vem acolher. Maravilhoso. E secretário, a ideia então é formar multiplicadores desses saberes que vocês vão discutir para que sejam realmente passados para todos os níveis da sociedade. Sim. Eh, nesse primeiro momento, né, esse curso, como você mesmo disse que é pioneiro. Eh, nós estaremos aí abrindo aí 50 vagas aí para professores da nossa rede municipal, mais 60 vagas aí paraa rede estadual. E e isso é muito importante, essa formação, essa conscientização é fundamental para que a gente possa levar esse conhecimento para toda a nossa população. E Gustavo, como são as disciplinas que os professores vão ter dentro dessa desse curso de capacitação e qual a carga horária? Como é que vai funcionar? É online, né? Isso, Alexandre é online. Só pegar um gancho que o secretário falou. O bacana também desse curso é que ao fim do curso, eh, todos os professores que participarem, eles vão ter que o trabalho de conclusão do curso TCC e a apresentação de um projeto para ser executado na escola que esse professor trabalha. Então, a gente vem com a parte teórica e o professor no final do curso já vai pra parte prática para aplicar na escola. E dentre os temas que a gente vai trabalhar, tem questões relacionadas relacionadas a às mudanças climáticas, justiça climática e racismo climático, que é um ponto hoje assim que tá ganhando muita força dentro das discussões eh e na sociedade, que é vincular a questão da vulnerabilidade social e os efeitos, né, das mudanças climáticas, que para essas pessoas são mais sentidos. eh cidades resilientes, como trabalhar a pedagogia da educação climática, entre outros. E o curso ele é um curso de 34 horas, ã, que vão ser distribuídas aí em todas segundas-feiras a partir do dia 11 de agosto, no período da tarde. Eh, e vão aí durante mais ou menos um mês. E aí a gente fecha com o encontro presencial, aonde justamente vai ser o momento de apresentação dos trabalhos de cada professor que vai executar na sua escola, de troca de experiências, de troca de impressões sobre o curso. E esse e essa é a primeira edição. A gente pretende replicar esse curso nos próximos anos e crescer o público que participe dele pra gente, como o secretário muito bem disse, utilizar essa ferramenta poderosa que é a educação para falar de mudança climática com todas as pessoas de Campinas e até de fora. Muito legal. E as vagas que foram abertas já foram preenchidas? Vocês tiveram interesse máximo? Como é que foi? A as inscrições ainda estão abertas? H até o dia 28, no comecinho de segunda-feira, né? Ã, mas para quem tá acompanhando aqui, eu acho que vai faltar vaga. Eh, o pessoal se interessou bastante, até porque, como o secretário também disse, é um é um curso, quando a gente fala de pioneiro, eh, não é só no sentido de que Campinas tá fazendo isso pela primeira vez. a gente tem muito orgulho e de contar com com com esse apoio que a que que a gestão tá dando pra gente, até porque eh não temos notícia de nenhuma outra cidade do país que tenha organizado um curso tão abrangente, né, com com setor acadêmico e principalmente eh aberto para todas as redes de ensino, que a maioria dos municípios desenvolvem ações para suas redes municipais e a gente conseguiu através dessa articulação eh também muita boa vontade na parceria por parte da da das diretorias de ensino do estado, conseguiu soltar um curso desse tamanho pra rede estadual, municipal e assim por diante com essa qualidade. Então é um curso inédito até no país com esse modelo e com essa temática. Incrível. A gente vai ser pioneiro, então vai entrar pra nossa conta de pioneiros, né? E secretário, quais são os desafios principais da cidade? Só pra gente ter uma ideia, né? É claro que cada cidade tem o seu perfil, seu desafio maior. Campinas, quais são para nós, quais são os principais desafios climáticos? Olha, Campinas é uma cidade muito grande, né? Nós somos 796 km². é uma cidade de uma extensão territorial muito grande. Então a gente tem às vezes durante o mesmo dia em vários pontos das cidades, eh temperaturas diferente, com diferenças até de às vezes de 4 graus aí de uma localidade para outra, dependendo da questão da arborização. Então, eh, nesse momento a gente vem preparando as nossas políticas, eh, de mitigação tanto do um projeto bacana, por exemplo, que a gente tem implantado na cidade é as microsflorestas, né, que vem dentro desse encontro e estamos aplicando elas nos locais aonde a gente nos locais aonde a gente tem um uma intensidade de calor maior. Então, eh eh essa esse momento que a gente também tem de implantação do nosso PLAC, que agora a gente sai da parte da filosofia do nosso plano eh de ação climática, estamos entrando em prática, como esse curso, por exemplo, eh eh que é pioneiro, né? Então é esse que são os grandes desafios, é tirar do papel todas as boas ideias que foram escritas até agora e colocar na prática que as pessoas sintam no seu dia a dia. é esse o nosso papel e tenho certeza que a gente vai conseguir aí eh com a ajuda de todos, a colaboração de todos, porque quando a gente fala de emergência climática, de ação climática, né, então tem que haver eh a colaboração de todos e é isso que a gente tá fazendo através dessa colaboração aí, dessa capacitação do nosso corpo decente. É, e nada docente. É, é. E nada melhor do que para pra gente sensibilizar as pessoas do que chegar na escola, né? E Gustavo, e a gente sabe que assim as emergências climáticas elas são muito parecidas para todo o mundo, praticamente, pontuais desafios para cada região. Esse currículo desse curso, ele pode mudar paraas próximas edições, vocês fazem sempre ele atualizado? Como é que vocês têm pensado nisso? Eh, a gente tem essa possibilidade sim de de flexibilidade na na questão da da ementa que a gente chama, né, que é a grade com as disciplinas que a gente vai abordar. Eh, porque a ideia, como eu disse, é se repetir, é terem várias edições. E a cada edição eu acho que é muito válido a gente aprender com coisas que deram certo, que não deram e rever para uma próxima edição do curso. Mas eu vou pegar o G deu agora, Alexandre, e vou tocar num assunto aqui bem legal, que é uma novidade. Eu tava até comentando com o secretário aqui um pouquinho antes da gente, né, entrar no ar paraa entrevista, que é o seguinte, essa capacitação que a gente tá fazendo em parceria com Cepagner, ela já gerou uma outra ação que a gente vai ampliar pra cidade durante o ano que vem, que é o trabalho de formação junto às comunidades mais vulneráveis do território de Campinas. Durante o Plac, a construção do plano local de ação climática, foi feito um levantamento das áreas mais vulneráveis, inclusive com as características regionais, de quais eram os riscos mais eh eminentes em cada região, se, por exemplo, uma região tá mais sujeita à enchente, se uma região tá mais sujeita a uma onda de calor por por falta de vegetação. Então, esses riscos foram mapeados no plaque. E hoje a gente tem um panorama de quais regiões são mais vulneráveis socialmente, climaticamente e que podem ah precisar de um apoio maior do poder público. E aí a gente já tá com o piloto lá na região do Bassoli, aonde o pessoal da do CEPGRE, junto com a gente aqui da secretaria vai até o local, conversa com os atores daquela comunidade e junto com eles pensa nos problemas e nas emergências climáticas que podem ou estão já acontecendo ali pra população ter protagonismo nessa participação e dizer qual é o papel dela e na contramão também pedir né, eh, levar ao poder público as demandas que são necessárias para aquela região, para que o poder público possa também ter material para intervir. Então, esse é um segundo momento, um desmembramento dessa formação que pro ano que vem a gente deve estar levando aí para toda a cidade. Hoje temos um piloto lá na região do Bassoli. Muito legal. Eu queria já parabenizar por essa iniciativa. É sempre bom ser pioneiro e com certeza virão outras turmas aí pra gente ampliar esses saberes, né? e queria saber um contato pra gente acompanhar esse projeto, essas aulas, os trabalhos de conclusão de curso. Existe algum canal para isso? Bom, a gente pretende estar dando visibilidade durante todo o curso através do portal da prefeitura mesmo, né, com as matérias. Ã, então durante o curso, conforme forem tendo novidades e coisas mais interessantes, a gente vai colocando no portal. E o fechamento do curso já tava até combinado com o pessoal da comunicação da prefeitura e até por uma questão de transparência, né, a gente vai apresentar sim os dados, os projetos, as escolas atingidas. Ã, tudo isso, primeiramente através do portal, né, que é uma fonte mais rápida de informação. Ã, e espero que os resultados sejam melhores até do que a expectativa que a gente tem. Muito bom. Então, muito, muito obrigada mais uma vez pela participação de vocês aqui com a gente. Eu que agradeço, eh, Alexandra, estamos sempre à disposição e eu fiz questão que o professor Gustavo Merl estivesse presente aqui, que é o coordenador desse projeto aqui na Clinas. Então, já que nós vamos capacitar os nossos professores, nada mais justo do que eu ter um professor aqui eh coordenando esse projeto. Muito obrigado e com certeza será um grande projeto paraa nossa cidade, toda a região. Muito obrigada então, professor Gustavo, também sucesso em nossas atividades. Muito obrigado. E para você que nos acompanha, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. [Música] Conheça as espécies da fauna invasora que dominaram o Brasil. [Música] Em 1839, as abelhas europeias chegaram ao Brasil importadas de Portugal. Embora a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, a FAU, as considera a espécie de abelha mais presente no Brasil e a mais reconhecida mundialmente, sua introdução trouxe desafios. Essa espécie invasora compete com a cerca de 250 espécies de abelhas nativas brasileiras que, ao contrário das europeias, não possuem ferrão. [Música] Originário do Oriente Médio, o pardal doméstico foi introduzido no Brasil no início do século XX para controle de insetos. Contudo, sua dieta variada permitiu-lhe adaptar-se plenamente às áreas urbanas em todo o país. Pesquisas mostram que a espécie se beneficia da presença humana, alimentando-se de restos e sementes. Além disso, destaca-se pela alta taxa de reprodução, com até quatro ninhadas de quatro a cinco ovos por temporada. Não se engane pelo tamanho. O camundongo é uma ameaça séria. Ele não só espalha doenças como antavirose, leptospirose, mas também prejudica plantações e a vida selvagem nativa. O maior estrago, porém, acontece nas ilhas. Chegando de carona em navios, esses roedores invadiram até santuários como Fernando de Noronha e o atol das rocas, representando um perigo ainda maior para as aves nativas. [Música] Muitos a vem como uma aliada no combate aos mosquitos em casa, mas a lagartixa doméstica é, na verdade, uma espécie invasora. Ela se beneficia da vida dos seres humanos, mas isso não diminui sua ameaça biodiversidade nativa. Acredita-se que essa lagartixa chegou no Brasil de carona em navios com o primeiro registro em solo brasileiro, datando de 1945. Desde então, sua invasão se espalhou por todos os biomas do país. O pombo comum originário da Europa e do Mediterrâneo é um mestre em colonizar novos ambientes, do asfalto aos edifícios. Ele se adaptou perfeitamente às cidades brasileiras, onde há comida em abundância. Estima-se que chegou ao Brasil no século X, trazido pelos portugueses. Contudo, essa ave é um grande reservatório de patógenos, representando um risco de transmissão de doenças, como salmonela, criptococose e toxoplasmose para humanos e outros animais. [Música]