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Giro Ambiental | Corais em colapso? O primeiríssimo ponto de não-retorno do clima
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Giro Ambiental | Corais em colapso? O primeiríssimo ponto de não-retorno do clima

27 views Publicado 11/12/2025 HD · 11:09

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No Giro Ambiental de hoje, recebemos o biólogo Dr. Federico Argemi para analisar um dos alertas científicos mais graves dos últimos anos: o possível primeiro ponto de não-retorno já ultrapassado pelo planeta — o colapso dos recifes de corais devido ao aquecimento dos oceanos. O tema ganhou destaque após a divulgação do Relatório Global de Pontos de Inflexão 2025 (Global Tipping Points 2025), publicado em 13 de outubro e elaborado por 160 cientistas de mais de 20 países. O documento afirma que os recifes de corais de águas quentes já passaram de seu limite térmico, indicando que vivemos uma “nova realidade climática”, onde alguns impactos podem ser irreversíveis. Segundo o relatório, mesmo o aquecimento global atual — cerca de 1,4°C acima do período pré-industrial — já foi suficiente para desencadear perdas sem precedentes nos recifes, que registraram os piores níveis de branqueamento da história entre 2023 e 2025. Esses ecossistemas, que abrigam 25% de todas as espécies marinhas do planeta, sustentam comunidades costeiras, cadeias alimentares, economias turísticas e atuam como barreiras naturais contra erosão e tempestades. O branqueamento ocorre quando o estresse térmico faz com que os corais expulsem as algas simbióticas que lhes dão cor e energia. Sem elas, os corais entram em colapso fisiológico, têm dificuldade de se reproduzir, ficam expostos a doenças e podem morrer em poucas semanas. Ondas de calor marinho, poluição, acidificação e mudanças na salinidade são fatores que aceleram o processo. A Grande Barreira de Corais, por exemplo, teve 80% de suas colônias branqueadas em 2024, no que especialistas classificam como uma ameaça sem precedentes à sua recuperação. O relatório também alerta para outros pontos de não-retorno próximos ou em curso, como: • o derretimento do permafrost, que libera grandes quantidades de metano; • a perda das camadas de gelo da Groenlândia e Antártida Ocidental; • o colapso das florestas boreais; • e a degradação acelerada da Amazônia, que pode atingir o ponto crítico até 2050. Esses eventos não acontecem isoladamente: eles se amplificam, retroalimentam o aquecimento global e tornam ainda mais difícil reverter danos climáticos. Durante o programa, o Dr. Federico Argemi destaca como o branqueamento dos corais brasileiros — especialmente no Nordeste e no arquipélago de Abrolhos — já impacta a biodiversidade, a pesca artesanal, o turismo e a segurança alimentar. A redução de complexidade dos recifes afeta peixes, tubarões e toda a cadeia ecológica, comprometendo serviços ambientais essenciais. Apesar do cenário alarmante, o episódio apresenta iniciativas de esperança e recuperação, como o projeto realizado em Porto de Galinhas (PE), onde visitantes participam do plantio de fragmentos de corais em ações de turismo regenerativo. A startup responsável já implantou mais de 6 mil fragmentos no oceano, envolvendo a comunidade e os turistas em práticas de conservação. O Dr. Argemi reforça que a solução depende de ações globais e locais: redução de emissões, conservação dos ecossistemas marinhos, áreas protegidas, controle da pesca, combate à poluição e avanço de tecnologias de restauração. Ele explica que ainda existe chance de recuperação — mas somente se medidas urgentes forem adotadas agora. Este episódio é essencial para quem se preocupa com clima, biodiversidade e futuro das próximas gerações. Assista, reflita e compartilhe. A informação é o primeiro passo da preservação. 📌 Deixe nos comentários: Você já presenciou algum recife branqueado? Acredita que ainda há tempo para evitar novos pontos de não-retorno? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá. O relatório global de pontos de inflexão de 2025, publicado em outubro deste ano, aponta que a Terra pode ter ultrapassado o seu primeiro ponto de não retorno relacionado às mudanças climáticas, o branqueamento dos recifes de corais à medida que a água dos oceanos esquenta. E pra gente entender o que tudo isso significa, nós estamos conectados agora com o biólogo Federico Argeme, que vai explicar para nós o que é esse estudo e o que está acontecendo. Federico, seja bem-vindo ao giro ambiental. E eu já te pergunto, o que significa esse branqueamento dos corais e qual é o que quando a gente fala em primeiro ponto de não retorno, o que que significa isso? Bom dia, espero que esteja muito bem. Muito obrigado pelo convite para tentar eh trazer essas informações e compartilhar com vocês o que tá acontecendo mesmo no nível mundial, né? uma situação só do Brasil, é uma situação que a gente vem há muito tempo sabendo que vai acontecer um o tá acontecendo mesmo processo de aquecimento global, onde esse aquecimento global traz uma mudança nas temperaturas da água no no nos mares. Então isso traz um uma alteração muito grande onde os alguns animais não conseguem se adaptar nessa nessa situação e começar a acontecer esses eventos mesmo que produz uma mortandade desses animais principalmente os sacifes e corais eles são animais que ficam fixos em algumas áreas eles têm esse relacionamento com altas temperaturas no mar, mas com o máximo eles conseguem se manter vivos e bem com temperaturas abaixo de 27º na temperatura superfície da água. O que tá acontecendo agora que a gente tá muito por em cima desse desse valor, chegando até uns 33, 34 g isso traz um estress muito grande para os organismos que não conseguem sobreviver. Então esse processo curar tem que entender que é uma colônia de organismo mesmo, que não não é só um um indivíduo. Isso vai trazendo essa mortandade e faz um impacto muito grande na no balanço, na estabilidade dos sistemas. Porque o relacionamento dos corais com outras espécies dá um abrigo, produz, mantém uma boa população, uma boa biomassa de peixes, onde tem também as cadeias trófica alimentar que acontece no mar. E esse impacto, essa mudança nos corais trai um impacto até nos grandãos tubarões. Então esse relacionamento, esse esse impacto que produz o aquecimento mesmo das águas, a gente tá vendo que é um impacto muito grande. E o no retorno não é isso que a gente não tem uma percepção ou uma visão que isso vai mudar daqui paraa frente ou a água vai se esfriar, vai baixar a temperatura. Não, pelo contrário, a gente tá vendo que tem um aumento contínuo dessa temperatura e a manutenção. Então, o retorno tem a referência disso, não conseguir recuperar essas populações de corais com o impacto que traz para peixe, para pra pesca mesmo, é um impacto muito grande para tubarões, para raios, a verdade é isso, é um desbalanceamento mesmo da cadeia trófica que nos mares. Agora eu vou, ô Federico, fazer aquela pergunta de quem tá em casa e eu que estou aqui longe dos Recifes, que estou aqui longe da praia, longe do mar, o que cada um de nós tem a ver com isso? É muito importante isso. Todos nós temos acções no dia a dia e que vai nos trazer um benefício. A redução dos consumos mesmo de energia faz um impacto muito grande. As emissões, a redução de emissões de dióxido de carbono faz uma mudança e ajuda na na mudança do do clima. Então tudo que a gente pode contribuir mesmo, o lixo faz parte também, o plástico, então tudo que a gente pode reduzir e trabalhar com essas três terra que a gente conhece de reduzir, reutilizar, reciclar, fazer um impacto a melhoria. E muitas vezes a gente não percebe mesmo que essas mudanças vai nos trazer complicações no futuro para aquelas pessoas que não próximo do mar, mas a gente consume peixes, a gente tem dietas basadas no nos frutos do mar. Então tudo isso num futuro pode trazer uma complicação muito grande até para generar água para o consumo da gente. Isso muito importante também porque o ciclo mesmo hídricos que se dá com evaporação, as chuvas traz outros problemas. E a gente pode ver isso também com esse aquecimento, como as tempestades hoje em dia são muito mais grandes, muito mais fortes, tem um impacto. Ontem aconteceu no Bn na Filipinas mesmo um um evento de tifon muito grande com muitas vítimas está próximo da praia. Mas a gente começa a ver essas acções, essas situações de chuvas, alargamentos, eh perdas de casa, tudo isso que acontece mais no meio do continente, mas tem um impacto que vem do aquecimento global que a gente mesmo tá generando. Então é muito importante começar ter uma noção que todas as nossas acções vão trazer uma um resultado e uma complicação no futuro. Então tentar fazer uma redução, ser conscientes do que a gente tá utilizando e como a gente utiliza nossos recursos. Acho que isso o mais importante e todos nós em conjunto podemos colaborar com isso. Federico, quando a gente ouve a, né, essa essas duas palavrinhas juntas, não retorno, parece um caminho sem volta. E aí é verdade, tem como a gente pensar em transformar esse não retorno em algo ou não. Olha, esse Recife que em certa forma no português popular morreu, digamos assim, eh isso a gente pode fazer para que os outros Recifes não tenham esse branqueamento ou esse que tem esses que já foram relatados, né, desse branqueamento existe como recuperá-los? Isso tem muitas instituições aqui no Brasil e no mundo geral onde trabalha com a repopulação, o restabelecimento dessas colônias e corais. Que que é? A gente faz uma reprodução, faz pega uma larvinha para ele começar a crescer. Muitos aquários no mundo estão trabalhando e acompanhando esses processos. Aqui no Brasil acontece mais na região Nordeste mesmo do nosso litoral. Eh, e a gente tem esse trabalho, né? Uma repopulação, chama também o fraing, que é o quebramento dos corais para criar novas colônias, mas também pegar larvas, fazer cria e isso também os aquários hoje em dia tem um papel muito importante no desenvolvimento, na melhoria desses processos. Eh, nós no CNC ficamos mais no sul do país, mas a gente faz um apoio para diferentes projetos onde a gente consegue trabalhar isso e melhorar as condições. O retorno pode ser virado e a gente consegue virar com muitas acções. Então, a gente não tem que perder a esperança mesmo que vai conseguir reverter a situação, melhorar a situação, que isso vai nos trazer um benefício muito grande para toda a população, para mundial. A verdade é esse, não só do Brasil, senão no mundo inteiro, tá? Federico, o nosso giro ambiental de hoje, ele tá claro gravado, né? Mas a gente tá em um momento de COP 30 em nosso país, né? que vai reunir aí as autoridades do mundo todo eh debruçadas sobre o tema da do meio ambiente. Esse também é um tema importante dentro desse contexto. Isso com certeza é um tema importante, tem a ver com mesmo com um aquecimento global, então trazer os impactos que a gente que acontece muitas vezes a gente fala do aquecimento global e a população, as pessoas não conseguem entender o que tá acontecendo com essa com essas situações. Então, trazer o que acontece com Corais, trazer o que acontece com outras populações são resultados desse aquecimento. a gente consiga avaliar e ter um resultado eh mesurável mesmo, que a gente consegue medir para ter um resultado de de um o que tá acontecendo no mundo é trazer essas informações e compartilhar. e oscop reuniões de nossos representantes a nível no nível mundial. Traz-se isso, poderse comunicar, alinhar projetos, eh trabalho em conjunto, não só por um país, no geral, e tentar reduzir e transformar essas situações que a gente tá vivendo hoje em dia, tá certo? Então, olha, Federico Argem, muito obrigada pelas suas contribuições aqui no Giro Ambiental e até uma próxima oportunidade. Muito obrigado vocês e prazer tenha participado aqui com vocês. Muito, muito obrigado também. Tá certo? Então, olha, e você de casos giro ambiental não acabou, não? Fique agora ligado nas informações, curiosidades sobre sustentabilidade e meio ambiente. As ações humanas deixaram traços tão duradouros que alteram a história geológica da Terra. Um estudo da USP encontrou vestígios do Sésio 137 em sedimentos do rio Ribeira do Guape, no interior de São Paulo. A substância lançada na atmosfera está se acumulando em bacias hidrográficas, atuando como um marcador temporal. O Sésio 137 é uma espécie de assinatura do antropoceno, época geológica marcada pela profunda influência da humanidade no planeta. Os pesquisadores afirmam que os níveis encontrados da substância no Rio não oferecem riscos à saúde. No entanto, o achado reforça a discussão científica sobre a formalização e o início dessa nova era geológica.
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