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[Música] E no Giro Ambiental de hoje, a gente vai falar sobre a Sierra, uma plataforma criada a partir da inteligência artificial pela organização conservação internacional, capaz de cruzar informações georreferenciadas com políticas públicas, indicando as áreas preferenciais para recuperação de mata nativa. Quem vai trazer mais informações pra gente é o Aquel Saliba, que é coordenador da gestão do conhecimento da conservação internacional e também um dos criadores da plataforma. Muito obrigada por aceitar o nosso convite. Bom dia. Eu que agradeço por estar aqui com vocês para compartilhar essas informações. Ah, que eu conta pra gente a importância dessa plataforma. Isso é inovador porque é muita coisa, né? Cruzar informação georferenciada. com política pública, que plantas você pode utilizar na recuperação da área. São muitas informações minuciosas reunidas numa única plataforma. É isso mesmo? É isso sim. Eh, a gente teve como um projeto que é composto por organizações não governamentais, no quais algumas organizações são convidadas ou submetem alguns projetos para participar. E aí a gente desenvolveu esse projeto que é basicamente para usar realmente informações de referenciais com documentos, seja ele científicos, políticas públicas, etc. Hoje em dia a gente tem eh muit muitas coisas disponíveis ao processamento tá disponível vários dados, principalmente no Brasil, que é que é amplamente aberto, vários documentos, só que todos estão separados, a gente não tem essa, essa conexão direta, né? Então a plataforma ela tem com esse objetivo realmente de linkar essas informações e e conseguir dar respostas de maneiras rápidas que antigamente a gente demorava aí 4 meses, 5 meses para conseguir e agora a gente consegue resolver em 5 4 minutos se tudo der certo. Muito legal. Eh, vocês demoraram para desenvolver isso. Como é que foi? Foi um uma soma de esforços. cada um já tava trabalhando ali na sua área de atuação e foram juntando as expertises. É, então o projeto ele veio eh desenvolvido pelo time dos Estados Unidos e aí na verdade a gente tá pensando em implementar para todos os países que a conservação internacional tem eh eh atuação, só que o Brasil tá servindo nesse momento de protótipo, né? posteriormente vai ter essa expansão, né, com com essa enfim, com essa com essa proatividade, com essa, enfim, tudo dando certo aqui no Brasil, a gente vai expandir pros próximos países, né? Então a gente teve essa união do time dos Estados Unidos, outros outras pessoas dos outros países. Só que como o Brasil foi protótipo, eu acabei participando aí com, enfim, com outros parceiros aqui da C Brasil para esse desenvolvimento. Tomou cerca de dois meses, então teve esse desenvolvimento com time da Microsoft, outros parceiros de universidades, etc, que construíram com a gente. A gente tá nesse desenvolvimento do protótipo para poder liberar aí pros tomadores de de decisões no próximo semestre. Pra gente vai ser incrível, né? Porque o Brasil, só para ele se adequar ao Código Florestal, ele tem um passivo muito grande de recuperação de mata, né? Sim. É. Eh, e acaba que fica solto, né? As informações ficam soltas e acaba que os próprios eh proprietários ou indústrias, empresas, etc., não tem tanto conhecimento sobre eh o Código Florestal, sobre outras legislações e muitas vezes tem os os geados e não tem essa informação ou tem essa informação, não tem um Goldado. Então esse cruzamento dessa informação vai ser fundamental para auxiliar na na nessas metas ambiciosas que o governo tem de de recuperar alternativa. Quem vai poder acessar essa plataforma a curto prazo aqui? Então, nesse momento, a gente tá eh desenvolvendo planos de negócios pra gente conseguir também ter uma verba para poder fazer manutenção da plataforma. Então, a gente tá em negociações com alguns parceiros. Eh, a gente tá com uma parceria para para ser, eh, enfim, né, ir paraa frente com o Ministério do Meio Ambiente que tem interesse de utilizar a plataforma para alcançar as metas do plano veg. Então, a gente tá eh eh nessa nessa passo a passo agora, mas a a o ideal é que no próximo semestre os tomadores de decisões tenham acesso. Então a gente vai ter essa conversa com com quem tiver interesse para ver como que a gente pode liberar esse acesso, né? porque é é uma plataforma que ela vai exigir muita eh muito processamento e os dados guardados em nuvem, então gera um gasto muito grande. Então a gente primeiro precisa chegar nessa verba para poder liberar ele talvez no futuro eh eh gratuitamente para todos. Mas nesse momento a gente pensa em liberar primeiro para os tomadores de decisões. Você diz assim, um gasto com servidores para para essa disponibilização de armazenamento de dados, né? Isso. Hoje a gente conversando com o time da Microsoft, a gente eh estima algo em torno de 100.000 por ano para poder somente armazenar essas informações em nuvem para que sejam acessadas, né? Hoje em dia a gente tem diversas priorizações, diversos eh plataformas que já possuem eh eh geodados, né? E algumas fazem geoprocessamento, mas não conectam com os documentos. E essas plataformas elas já tomam eh eh eh já tem um gasto grande para se manter quando você trata de manter diversos dados e também documentos e fazer o processamento. Isso exige pelo servidor que, enfim, né, ainda tem a resposta da inteligência artificial que também gera eh eh eh um certo gasto. Então, hoje a gente tem que eh desenvolver esse plano de negócio para poder conseguir fazer essa manutenção. Por isso a importância desse dessa parceria, né, das expertizes de países diferentes para que eh possa agilizar esse processo, né? Sim. É a conexão com o intuito, na verdade, é que seja uma plataforma global, né? Só que a gente não pode também ser tão ambicioso a esse ponto de já falar agora que a gente vai alcançar todos os países, né? Primeiro tem que ter o interesse dos países. A gente toma como início esse essa questão dos países da Cí, porque a gente consegue ter essa esse pontapé inicial, conversar com os governos, etc. Para poder engajar e trazer eles para dentro da plataforma, né? Então é fundamental de fato ter essa troca de experiência com os outros países, entender que que que eles precisam. A gente começou pelo Brasil de fato porque o Brasil é referência mundial, é um país quando você entra em qualquer outro país, você não tem tanto acesso a dados que nem o Brasil tem. Então a gente começou com esse protótipo, mas sim, essa troca de experiência com os outros países e também com os os enfim, né, as empresas, indústrias, etc, dos outros países, que é quem atua mais no Brasil, vai ser fundamental. E para quem tá assistindo, eu queria que você falasse, por exemplo, eh, as empresas que têm passivos ambientais, existem muitas, né, através da do licenciamento ambiental, esse levantamento é feito. Então, para que a pessoa possa instalar, por exemplo, a empresa possa instalar um parque industrial, ela tem que compensar isso ambientalmente. Essa plataforma vai facilitar aí muito para que esse processo seja agilizado, né? Sim. Eh, geralmente, eh, a gente tem muitos, tanto o governo brasileiro quanto dos estados, muitos têm incentivos fiscais para isso. Geralmente as empresas não têm esse conhecimento. Então, assim, para uma empresa ter uma propriedade, definir os 20% ou 60%, né, no caso da Amazônia, você, enfim, é fácil proprietário identificar dentro da da área dele o que que é interessante, né, para ele. Só que muitas vezes esse interessante pro proprietário não é interessante pro meio ambiente. Você colocar um fragmento florestal aleatório dentro da sua propriedade não gera uma conectividade com os fragmentos de fora. Então a plataforma tem esse objetivo também de demonstrar é ideal que você conserve em tal ambiente porque você pode gerar uma conectividade, você pode melhorar pra fauna, pode melhorar pra dispersão de sementes da flora. Então essa essa em troca e vão ter informações referentes a a tipos de árvores, porque a gente tem muita muit muitas restaurações acontecendo com eh eh florestas com com árvores que não são daquele ambiente. Então você somente colocar uma árvore provavelmente não vai vingar ou você pode criar um desequilíbrio ambiental naquele naquela área. Então esse conhecimento dentro da plataforma também vai permitir que direcione o local e como o tipo que é mais indicado, o tipo de árvore, etc. Eu acho que vai ser bem interessante, assim como os gastos, né? Muitas pessoas julgam: "Ah, é muito caro ou eh eh eu não tenho noção de quanto que eu vou gastar". Então, essas informações também vão até na plataforma para poder dar um guia geral pro interessado em fazer a restauração. Maravilhoso. Vai ser uma oportunidade de de da gente poder eh pensar local, mas realmente agir global, né? Conectando aí os biomas. Quero agradecer demais sua participação aqui com a gente, ACON. Eu que agradeço pela oportunidade. Espero que a gente se encontre aí mais vezes. Muito obrigada. Parabéns aí. Sucesso na plataforma. Obrigado. Tchau. Tchau. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. Nessa época do ano, é comum ver filhotes de aves aparentemente sozinhos no chão. Em boa parte das vezes, a mãe está por perto tentando ensiná-los a voar. Antes de tomar qualquer atitude, seguir algumas orientações, sempre pensando no que é melhor para o animal, tendo em vista que a mãe é quem pode proporcionar os melhores cuidados a ele. Então, ficam as dicas. Primeiramente, procure pelo ninho em árvores ou estruturas próximas de onde a ave foi encontrada para tentar devolvê-lo. Caso o ninho não seja encontrado ou esteja inacessível, improvise um novo ninho fora do alcance de animais domésticos e protegidos de chuva e do vento. Após isso, observe por um tempo para verificar se os pais voltam e retomam os cuidados com o filhote. Caso o filhote fique lá por muito tempo, sem que os pais se aproximem, entre em contato com os órgãos competentes do seu município. Atenção, na fase em que está aprendendo a voar, a avea estará toda empenada, pulando e esperando pelos pais. Nesse caso, não interfira. Manter um passarinho sob seus cuidados não é uma tarefa fácil e muitas vezes resulta na morte precoce do animal. Por isso, é muito importante que todas as tentativas acima sejam dedicadamente empreendidas para que o animal tenha mais chances de sobrevivência. [Música] A ciência investiga o desaparecimento dos tatuaias brasileiras, um fenômeno que preocupa moradores e pesquisadores. Estudos da ERGE, Unirio e Fiocruz, com apoio da FAPERGE, buscam entender as causas da redução populacional do eremita brasilienses, o Tatuí, mais comum no Brasil. A pesquisadora Rane Abud da Uniri aponta que o problema pode ser global, afetando diversas espécies do gênero eremita devido às transformações do antropoceno, ou seja, provocada pelo homem. A praia de Fora, no Rio de Janeiro, é historicamente monitorada e registra uma diminuição constante na presença desses crustáceos desde os anos 90. Uma revisão bibliográfica revelou relatos semelhantes em outros países, como os Estados Unidos, México, Irã, Uruguai e Peru, sugerindo o impacto ambiental de grande escala. [Música]