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Giro Ambiental | Campinas tem maior fábrica de mosquitos do mundo no combate à dengue
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Giro Ambiental | Campinas tem maior fábrica de mosquitos do mundo no combate à dengue

120 views Publicado 15/05/2025 HD · 13:55

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No Giro Ambiental desta semana, você vai conhecer uma revolução silenciosa no combate à dengue e outras arboviroses. Em meio ao aumento histórico de casos no Brasil — com mais de 6,5 milhões de registros em 2024 —, a ciência brasileira apresenta soluções inovadoras que unem biotecnologia, sustentabilidade e esperança. 👩‍🔬 Aedes do Bem – Mosquito contra mosquito Você já ouviu falar da fábrica de mosquitos de Campinas? A cidade abriga a maior unidade de produção do mundo da Oxitec, empresa que desenvolve o chamado Aedes do Bem: uma solução biológica onde mosquitos machos geneticamente modificados são liberados para cruzar com fêmeas do Aedes aegypti, resultando em descendentes que não chegam à fase adulta ou são apenas machos, interrompendo o ciclo da transmissão da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana. 💡 Em testes em cidades como Indaiatuba, Piracicaba e na Bahia, a tecnologia já demonstrou reduções acima de 90% na população do vetor — um dado animador diante dos surtos que enfrentamos em todo o país. Campinas, além de abrigar a sede da fábrica, será também polo de produção da nova tecnologia com a bactéria Wolbachia, que impede o mosquito de transmitir doenças. 🌍 Wolbachia – Mosquito que perde a capacidade de infectar A segunda inovação é o uso da bactéria Wolbachia, uma bactéria natural presente em mais de 60% dos insetos. Quando o Aedes aegypti é infectado com ela, perde a capacidade de transmitir vírus, mesmo que esteja em ambientes urbanos e tropicais. Essas duas estratégias podem ser combinadas, formando um duplo ataque eficaz contra epidemias. A Wolbachia impede a transmissão da doença, enquanto o Aedes do Bem reduz a população de fêmeas. Juntas, representam uma esperança real frente ao avanço das arboviroses, principalmente com as mudanças climáticas e a resistência crescente aos métodos tradicionais de combate, como a pulverização química. 🌡️ Por que São Paulo lidera em número de casos? Com mais de 230 mortes confirmadas em 2024, o Estado de São Paulo sofre com a presença de três sorotipos do vírus da dengue circulando simultaneamente. Isso, somado ao adensamento urbano, eleva a transmissão — mesmo entre pessoas que já tiveram a doença antes. É um alerta vermelho para políticas de prevenção mais modernas e sustentáveis. 🐾 Capivaras loiras e feridas pós-tempestade No giro final do programa, conheça uma cena comovente em Campo Grande, onde uma capivara ferida caminhava com seus filhotes após uma tempestade. E em Cuiabá, o calor extremo e a seca severa podem estar causando alterações de pelagem em capivaras — alguns animais estão aparecendo com pelos loiros. Especialistas acreditam que os fatores vão desde problemas hormonais até carências nutricionais. 🌱 Ciência, tecnologia e empatia ambiental marcam o episódio de hoje. Assista até o fim, compartilhe essa revolução e ajude a espalhar conhecimento contra um dos maiores problemas de saúde pública da atualidade. ✅ Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas 🎥 VÍDEOS RELACIONADOS JÁ PUBLICADOS PELA TV CÂMARA CAMPINAS: 🦟 Alerta Dengue: bairros em risco em Campinas 🧬 Saúde Agora: Como se prevenir da H. pylori 🌿 Cidade Sustentável: HIDS e o futuro verde de Campinas #aedesdobem #oxitec #campinassp #controlebiologico #dengue2025 #mosquitodadengue #biotecnologiaambiental #giroambiental #capivarasloiras #cuiaba #campoGrande #arboviroses #wolbachia #zika #chikungunya #febreamarela #saudeambiental #tvcamaracampinas #prevencaodadengue #inovacaoemsaude #ecologiaurbana #mosquitovetor #mosquitoedes #engenhariagenetica #biociencia #ciencianobrasil #reducaoepidemica #futurosemepidemia #educacaoambiental #mudancaclimatica #mosquitoedobem #noticiaverde #tecnologiacampinas #shortsbrasil #videoeducativo #reelsbrasil #tvpublica

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[Música] Em 2024, foram contabilizados no Brasil 6.5 5 milhões de casos de dengue e o estado de São Paulo tem 238 mortes, das 322 registradas mostrando que realmente é um programa de saúde pública. E no giro ambiental de hoje, a gente vai falar sobre o controle biológico de arboviroses, uma empresa Oxitec que está produzindo a EDES do bem. Se você, como eu, está curioso para saber como isso funciona, a gente vai conversar agora com a Luciana Medeiros, que é bióloga da Oxitec, já tá aqui com a gente. Muito obrigada pela sua participação aqui, Luciana. Eu que agradeço, Alexandra. Vai ser um prazer conversar com você. Luciana, a empresa Oxitec já tinha uma tecnologia aí para trabalhar com essa questão de controle biológico. Você quer começar falando por ela antes da gente falar dessa inovação da da nova bactéria? Isso. Vamos falar então dois do Bem. Bom, o S do Bem, ele é uma solução biotecnológica que foi desenvolvida pela Oxitec. Eh, ela se baseia no combate do mosquito com o próprio mosquito, né? Isso suscita bastante curiosidade, né, pensando que até hoje o que as pessoas acostumam ver o controle químico, né, e chegar com uma ferramenta biológica, ela é surpreendente, né? Então, eh, é super bacana esclarecer como que funciona esse controle biotecnológico, que é o mosquito é liberado por alguns dispositivos que são distribuídos ao longo das áreas de tratamento. Esses dispositivos contém ovos, né, que são fabricados pela Oxitec, na nossa fábrica de Campinas, interior de São Paulo. E aí esses ovos eclodem simplesmente com adição de água pelo usuário. Um sistema muito simples e eficiente. E esses mosquitin chegam à vida adulta são apenas mosquitos machos. Então mosquitos machos naturalmente não picam, não é porque tem a tecnologia da Oxitec, né? Então, esses mosquitos marcham, saem de dentro dessas caixas e voam pelo ambiente do tratamento em busca de fêmeas para exercer a ecologia deles, né, que é encontrar fêmeas para casa lá. Quando eles cruzam com essas fêmeas, essas fêmeas vão originar uma próle, né, os filhotes de novo, apenas machos que chegam à vida adulta. Então isso significa num primeiro momento que a gente controla a população de fêmeas, que são as os vetores, né, que disseminam doenças porque elas picam efetivamente e ao longo do tratamento a população cai e consideravelmente a gente tem resultados dos nossos pilotos. Por exemplo, na cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, a gente conseguiu chegar a 96% de redução da população de egípcio, o que é um número muito significante e e assim impactante em relação ao controle das arboviroses no fim, né? Porque o a primeira medida de se combater a essas doenças importantes é o controle do vetor. Então, traz eficiência e complementaridade ao que as prefeituras normalmente usam como manejo eh da do da dengue, né, e da carbovirose em geral. Sensacional, Luciana. E esse piloto, ele só foi feito em Daiatuba ou já tá sendo escalado? Então, o piloto de Indaiatuba foi o último a ser realizado, né? a gente encerrou ele num primeiro semestre de 2023, mas foi uma parceria de 5 anos e a gente já havia feito outros pilotos, né? A OxITEC tá no Brasil já desde 2011 fazendo pilotos, né? A gente passou por algumas cidades do estado da Bahia, a gente passou por Juiz de Fora em Minas Gerais, viemos pro estado de São Paulo, fizemos parceria com a prefeitura de Piracicaba, tivemos resultados muito impressionantes também. Então, sempre na escala de acima de 90% de redução da praga, né? Então isso traz assim um cenário de bastante esperança e no nos dias que a gente encontra, né, que vê que os o manejo atual, tradicional não vem trazido resultados e eh o mosquito tá se tornando cada vez mais forte, ainda mais com o cenário de alteração climática, né, movimentação de pessoas paraas áreas urbanas descontroladamente. Então tudo isso assim soma um pouquinho de dessa esperança da gente conseguir fazer um controle eficiente do Egipte. E eu queria ter, eu tenho uma curiosidade, por que São Paulo explode o número de casos? É porque ele aqui se tornou mais resistente justamente pelas políticas de pulverização, por tentar combater mais proativamente ou não tem um estudo sobre isso? Olha, Alexandra, eh o Brasil inteiro sofreu um aumento assim sem precedentes, né? Normalmente, eh, quando a gente fala fala de arboviroses, a gente tem uma sazonalidade da doença que normalmente é relacionada não só a fatores climáticos, mas em relação aos soripos que estão circulantes em cada região. Então, em São Paulo, por exemplo, a gente tem os três soripos que estão circulantes, que é o um, dois e o três, que foi eh inserido recentemente. Isso faz com que a imunidade da população esteja baixa e a chance de incidência da doença aumenta, mesmo se a população já tiver tido contato com sortipos um e dois. Então isso fez com que São Paulo, além de ter climas diferentes, né, cada região acaba tendo uma peculiaridade, né, em relação ao quanto que a Praga consegue se distribuir ou se adaptar melhor. Essa prevalência dos três sorotipos foi determinante para que São Paulo tivesse no pior cenário agora em relação ao Brasil inteiro. É, e faz sentido também pela questão populacional, né? Muita gente convivendo perto, próximo e aí aumenta a chance de contaminação, né? um mosquetinho pode fazer um grande estrago, né? Pois é, né? A gente acha que por ser um mosquito ele não é uma ameaça tão grande, né? Mas além, né, de ser uma o animal mais letal, né, existe essa eh essa brincadeira até quando a gente vai conversar com as crianças na escola, nas escolas, quando a gente dá palestras, qual que é o animal mais letal do mundo, né? ele pensa que é um tubarão, que é um leão. E aí a gente vê que o mosquito já causou mais, causa mais de 700 milhões de mortes no ano, né, no mundo. Então assim, a gente não pode negligenciar e entender que esse mosquito cada vez mais forte as áreas urbanas é o local que ele tá mais adaptado a sobreviver. E São Paulo, né, tem uma região urbana enorme. Na selva de pedra ele vai bem também, né? E não é só para dengue, né, que essa tecnologia funciona. Não é só para dengue, justamente porque a gente tá combatendo um mosquito que tá relacionado a mais de 100 arboviroses. Então você imagina, no Brasil nós temos a dengue, a zica, chipungunha e febre amarela urbana, né? Agora existem outras doenças associadas aos aos AED egipte que podem eh trazer problemas também epidemiológicos, né? Então, o dengue é apenas uma delas, a gente tá sujeito a várias outras e tem outros mosquitos também, né? Na verdade, eh, a arbovirose tá relacionada a à disseminação de doenças por outros tipos de mosquito também. Então, o controle e na verdade o descontrole, né, que a gente vive hoje em dia com as condições climáticas e urbanização acelerada, movimentação de pessoas, tudo isso causa esse esse tipo de problema que a gente tá vivendo hoje em dia. E aí vem a Valbácia, né, que é um uma inovação dentro desse processo que muda alguma coisinha. Eu queria que você falasse pra gente dessa nova tecnologia também. É muito legal, Alexandra. Essa tecnologia, ela já é adotada em vários países do mundo, né, além do Brasil. eh foi inicialmente eh colocado aqui no Brasil pela Fiocruz, juntamente com o Ministério da Saúde. E isso trouxe uma esperança muito grande, porque a tecnologia de substituição por Volbá, que é o nome técnico, né, ele faz um apelo um pouquinho diferente, né, a atuação técnica e o combate do mosquito com mosquito também no fim, né, a gente usa mosquito biotecnologia para fazer o combate, mas ele atinge diretamente a capacidade de disseminação da doença, né? Então, os mosquitos, uma vez infectados com essa bactéria bobáquia, eles diminuem a capacidade vetorial deles, né? Isso significa que eles não conseguem se contaminar com os vírus como um mosquito que não tem bobáquia. E essa bactéria, ela é comum entre os insetos, né? mais de 60% dos insetos são contaminados com vobácia naturalmente. Então isso não é um processo que agride de maneira nenhuma a natureza e faz com que a gente consiga trazer um outro um um eh uma outra ferramenta, né? Então o Aedes do bem chega suprimindo a população, controlando os indivíduos, né? Oedes egipt e Vbácia chega lá na ponta, né? fazendo com que qualquer mosquito que ainda tenha no ambiente perca a capacidade vetorial. E aí a gente tem uma a soma de duas tecnologias que podem ser muito poderosas, efetivas, né? E para finalizar, queria que você falasse da fábrica. A maior fábrica fica aqui na cidade de Campinas, não é? Olha só, dá dá arrepio e dá orgulho também. Essa é uma outra brincadeira, né? A maior fábrica de mosquitos do mundo, né? fazendo um paralelo da fábrica fantástica, fábrica de chocolate, né? Todo mundo ouve esse essa frase e fica assim surpreso e tentando imaginar o que isso significa, né? O que é fabricar mosquito. Então, a gente tem 5.000 m² eh aqui em Campinas, né? E e hoje a gente ampliou a nossa capacidade, então além do ES do Bem, a gente tem uma linha dedicada pros mosquitos com Volbac que estão praticamente prontas. E até o fim desse ano, a depender da resposta da Anvisa, que a gente tá esperando, né, para para que esse processo seja regulamentado de ponta a ponta, então teremos em breve em Campinas as duas linhas de produção e com uma produção industrializada e profissional para isso, né? A Oxitec, ela se estabeleceu no mundo como a líder para soluções biotecnológicas e a gente tem uma expertise muito grande, não só de desenvolver a biotecnologia que tá dentro dos mosquitos, mas também de produzir eles em alta escala e conseguir trazer o benefício para uma população grande como o nosso país, né? Então, até fica o convite, Alexandre, você ir lá visitar a nossa fábrica e assim eh as pessoas entender o quão importante o polo de Campinas é em relação à inovação e tecnologia. Lá a gente desenvolve ciência, né? Então isso é muito bacana pra região de Campinas. Não é chocolate, mas é fantástico. Luciana, queria agradecer demais a sua participação e que você deixasse os canais, o site, o ar pra gente seguir. Se vocês quiserem saber sobre o nosso portfólio, outras pragas que a gente atua além do EDSA Egipt, vocês podem entrar no www.oxitec.com. Mas para saber sobre o AEDSDubem é aedsdobem.com.br br e também nos canais de eh Instagram, LinkedIn, vocês vão encontrar os dois por lá também, @edsdobem. Muito obrigada mais uma vez pela sua participação aqui com a gente, Luciana. Obrigada a você, Alexandra. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. No dia seguinte, a forte tempestade que devastou o Campo Grande, uma capivara ferida chamou a atenção no Lago do Amor, enquanto as equipes da prefeitura trabalhavam na limpeza dos estragos. Em meio aos destroços de concreto, árvores, ferros e terra, uma família de capivaras caminhava juntinhas. A mais machucada, com um ferimento grande na cabeça, estava perto de seus filhotes. Uma cena inusitada chamou a atenção dos visitantes do Parque das Águas, na cidade de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Capivaras loiras. Segundo o especialista, a causa pode ser a seca de mais de 120 dias e o calor acima de 40º, que podem afetar a fauna como apelagem das capivaras. Especialistas dizem que a exposição ao sol pode não ser o único motivo. Outros fatores incluem deficiências nutricionais, substâncias na água e doenças de pele. Problemas hormonais e autoimunes também podem alterar a cor dos pelos. [Música]
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