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GIRO AMBIENTAL - B. A.R.B.I.E. 4.0
Em destaque · HD Vídeo · GIRO AMBIENTAL

GIRO AMBIENTAL - B. A.R.B.I.E. 4.0

46 views Publicado 18/12/2024 HD · 15:57

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Recentemente pesquisadores da USP identificaram microplásticos em cérebros humanos. Isso dá a dimensão do quanto eles estão presentes em nossas vidas. Pensando nisso, os pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais desenvolveram uma proteína sintética capaz de retirar os microplásticos da água. O experimento será testado inicialmente em filtros de água.

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[Música] e no giro Ambiental de hoje a gente vai falar do projeto Barbie 4.0 que detecta e retira microplásticos do filtro de água caseiro mas não se assusta não vai sair uma boneca do seu filtro de água para falar sobre esse processo o projeto os benefícios dele a gente convidou a Gabriela perinot que é a pesquisadora que desenvolveu o Barbie 4.0 muito obrigada pela sua participação aqui com a gente no giro ambiental Ah bom dia um prazer falar com vocês Gabriela começa explicando esse nome pra gente porque ele é um nome que sugere muita coisa né isso a gente usou na verdade as iais da palavra Barbie como o acrônimo pro nosso projeto que é o desenvolvimento de um de uma ferramenta eh bioengenharia né de usar a palavra Barbie né É porque a Barbie é feita de plásticos né e a gente sabe que hoje em dia eh o descarte incorreto de plásticos e o acúmulo de plásticos nos rios nos oceanos eles geram esse tipo de poluente que são os microplásticos que são partículas bem pequenininhas de plástico que acabam se soltando naturalmente né dos resíduos Plásticos e acabam indo parar inclusive na água que a gente acaba consumindo né então foi uma brincadeira mas para tratar de um problema bem sério e bem atual impossível escer o nome a partir né Desse acrônimo Gabriela eu queria que você falasse pra gente eh a gente ingere muito microplástico invisível aos olhos porque eu sei que a gente tem partículas que são perceptíveis mas tem muita partícula que a gente nem tem consciência que tá ingerindo Então isso é o problema porque a quantidade de microplásticos que é permitida na água potável ela não é regulamentada no Brasil por quê Porque é um problema tão recente que não existem ainda métodos muito eficientes e muito eficazes para quantificar essa quantidade de microplásticos né O que já se tem são alguns estudos mostrando que já foi detectado o microplástico em diversos tecidos do corpo humano então de alguma forma essas partículas estão indo parar no nosso organismo então no nosso projeto a gente desenvolveu eh duas frentes né vamos dizer né uma frente e é realmente o filtro que incorpora né uma proteína que a gente chamou proteína de Barbie para ligar esses microplásticos e a gente conseguir remover os microplásticos da água e a outra parte do projeto ela envolveu justamente o desenvolvimento de um biossensor que também utiliza essa mesma proteína que tem a capacidade de se ligar aos microplásticos paraa gente justamente conseguir quantificar quanto de microplástico existia na á e depois da gente filtrar pra gente de novo né quantificar e verificar que foi removido e esse projeto ele ainda ele tá sendo aplicado ainda tá sendo testado ou ele já pode ser escalado Gabriela é esse projeto ele foi desenvolvido para participação Em uma competição de biologia sintética internacional que aconteceu agora no mês de outubro lá em Paris e então ele envolveu diversos estudantes diversos pesquisadores aqui do cnp e nós eh desenvolvemos várias provas de conceito né então são várias partes do projeto que a gente provou que funcionam então a gente já tem eh experimentos demonstrando né que a nossa proteína ela se ligra microplásticos que o nosso biossensor tem uma alta eficiência para quantificação e agora né os próximos passos é realmente a gente construir o filtro e testar todos os componentes de forma integrada então ele ainda não está apto para ser escalonado hoje né mas a gente Espera que daqui algum tempo isso possa ser utilizado no mercado mesmo espera muito né E essa proteína é a base vegetal ou animal qual é a origem dela ah na verdade essa proteína é uma proteína totalmente sintética nós que criamos essa proteína usando ferramentas eh computacionais que foram até premiadas com Prémio Nobel de química desse ano né então são ferramentas muito muito Poderosas eh em que nós nos baseamos então em uma proteína que já havia sido reportada na literatura como sendo capaz de ligar em um tipo de plástico que é o pet que é um tipo de plástico muito comum né que a gente utilia no no nosso dia a dia e com base então nessa proteína que havia sido eh já reportada nós fizemos diversos experimentos computacionais para criar novas proteínas que que poderiam se ligar em outros plásticos porque a gente sabe que existem diversos tipos de plásticos né que acabam indo eh pro descarte incorreto então com essa com esses experimentos eh computacionais nós geramos muitas muitas muitas sequências que tinham maior maior eh capacidade de se ligar aos plásticos e nós fizemos uma combinação de todas essas sequências para gerar uma única sequência que combinasse todas as características dessas muitas muitas sequências que a gente gerou no computador para criar a Barbie então a Barbie é uma proteína sintética Ah então vocês chegaram numa matriz que dá conta de vários tipos de plástico né exatamente então nós medimos por experimentos inicialmente em em sílico também que a gente chama né ional e nós observamos que a Barbie tinha eh uma uma capacidade de se ligar né uma afinidade aos plásticos maior que a a proteína que a gente utilizou de referência e depois nós realmente eh fizemos um experimento né e no laboratório para mostrar que ela realmente tinha maior afinidade pros por plásticos comparada com a proteína da literatura é fantástico né Gabriela eu queria saber se é inovador isso se já tem algo parecido fora do Brasil ou vocês deram esse pontapé inicial Olha é bastante inovador né então como eu te falei essas ferramentas elas foram eh premiadas esse ano então são ferramentas muito eh muito recentes e toda essa questão de design de proteínas assim do de novo que a gente fala né que é assim uma criar proteínas que não existem na natureza é um tema de pesquisa assim bastante recente e Que Tem surgido muito muito recente então é bastante inovador e principalmente para atacar esse problema dos microplásticos né que também é um problema bem recente da nossa sociedade e a estratégia que vocês usaram pro filtro de água caseiro ela é mais potente do que de repente Numa estação de tratamento pela questão da da capilaridade de atingir mais pessoas lá na ponta né que é o consumo final da água eh eh o ano passado a gente estava pensando e nós começamos esse projeto já no ano passado né a gente tava com a ideia de usar em estações de tratamento de água mas conversando né com até com pessoas da sanasa e com outros pesquisadores nós vimos que talvez fosse muito ambicioso a gente já começar a tentar atacar a estação de tratamento de água inicialmente então talvez fosse mais viável a gente começar com o filtro caseiro porque ele tem uma um volume de água muito menor que vai ser tratada né então eh a quantidade de proteínas que a gente vai precar seria menor e também por uma viabilidade técnica né se a gente quisesse alterar o esquema de tratamento de água numa estação de tratamento de água isso é muito mais Custoso porque teri que ser feitas modificações estruturais né na no todo o processo de tratamento e então a a nossa ideia de usar um filtro é que a gente usaria um filtro convencional e só incorporaria uma nova camada nesse filtro Então seria uma modificação mínima né mais branda que viabilizaria eh o uso né Eh em casas assim e não teria um custo absurdo né então a gente queria fazer também uma coisa que fosse acessível com um custo relativamente baixo para que fosse acessível pro maior número de pessoas possível é incrível né e eu queria saber sobre essa proteína quando você insere essa essa proteína sintética no meio ambiente Existe algum tipo de impacto vocês estão estudando também essa questão exatamente a gente tá estudando essa questão sim porque é uma proteína nova né que nós desenvolvemos né então os próximos passos dos nossos estudos incluem a gente verificar se existe algum risco de toxicidade para assim por exemplo se alguém ingerir sem eh sem querer a proteína né se teria algum Impacto mas a princípio a gente acredita que não teria e a ideia é que a proteína ela fique no filtro que ela não vaze realmente pro ambiente né mas eh é claro que é importante a gente fazer todos os testes para verificar se não existiria nenhuma toxicidade nenhum outro risco e isso está já no nosso radar e é um dos próximos passos que a gente vai vai conduzir no no laboratório Gabriela queria dar os parabéns por esse trabalho sensacional Espero que ele siga aí bem rápido até porque a gente precisa muito disso né e queria que você deixasse os contatos para quem tiver interesse de saber mais talvez o seu pessoal ou da própria Instituto de Pesquisa do cnpem Ah eu agradeço eh é o meu contato meu e-mail é Gabriela ppin @l.c np.br eh nós temos o Instagram do do time cnp em Brasil eh em que a gente eh divulga né todas as ações que a gente tá fazendo ao longo do projeto e tem também né o site do cnp e do LNB que que a gente divulga as nossas eh nossas pesquisas e até as reportagens né que saem sobre isso e tem também as redes sociais do cnp né tanto no Linkedin no no Instagram basicamente Esses são os nossos principais meios de comunicação e eu fico à disposição se alguém tiver alguma dúvida tiver interesse né saber mais sobre o projeto esse projeto ele foi conduzido por um time né como eu falei então nós todos estamos à disposição para colaborações para tirar dúvidas e que for necessrio mais uma vez então muito obrigada trabalho e para você que nos assiste Continue com a gente que agora é hora daquele giro ambiental pelo Brasil e pelo mundo com as principais curiosidades e notícias qual é a origem das Orquídeas uma pesquisa publicada na revista científica newfit list mergulhou no universo dessas flores admiradas por sua beleza e diversidade para descobrir sua origem e como elas foram se adaptando para existirem praticamente quase todos os cantos do planeta segundo conta o artigo da Fapesp um time internacional de pesquisadores liderados pelos cientistas do Jardim Botânico real de K em Londres e que inclui profissionais Brasileiros das Universidades Estadual de Feira de Santana na Bahia e da Federal do Paraná investigou a árvore genealógica das Orquídeas a partir de análises de 353 trechos de DNA retirados de 1921 espécies representando 38% dos gêneros da família as orquídeas surgiram no Hemisfério Norte há cerca de 83 milhões de anos nos últimos 5 milhões de anos no entanto elas foram se diversificando para outras formas variadas Especialmente nos trópicos elas se adaptaram a praticamente todos os ambientes com exceção dos desertos e polos gelados qual é a origem do plástico devido à Sua versatilidade o plástico rapidamente se tornou um material unipresente Amado no início ele se tornou motivo de preocupação pois agora é encontrado em toda parte inclusive dentro do corpo humano plásticos naturais como casco de tartaruga âmbar borracha e goma laaca são trabalhados Desde a antiguidade Museu dedicado às descobertas científicas localizado na Inglaterra entretanto o plástico sintético é muito mais novo e um de seus antecessores foi o parkesina patente em 1862 pelo artesão e químico inglês Alexander parx considerado o primeiro plástico humano faturado era um substituto barato para o Marfim ou casco de tartaruga essa invenção foi adotada e desenvolvida por outros levando a criação do celuloide mais popularmente usado em filmes do canto mais remoto da Terra as profundezas do oceano passando pelo sangue humano e pela placenta no útero feminino o está em toda parte cientistas estudam manobra para diminuir ataques de tubarão os tubarões são daltônicos e de baixa visão assim sua caçada é orientada principalmente pela identificação da silhueta de sua vítima por dentro da água a sombra de surfistas e banhistas são facilmente confundidos e atacados pela espéce sabendo disso cientistas da Universidade Mire reproduziram a técnica usada pelo peixe sapo que quando jovem possui estruturas em sua parte inferior que emitem luz fotóforos alterando sua silhueta para confundir predadores em teste em um ponto de caça para tubarões brancos os cientistas lançaram ao mar pedaços de espuma em forma de focas com luzes acopladas na face virada para a água ao fim de 500 horas de teste registrou-se um número de ataques muito menor à falsas focas com a iluminação a equipe está conduzindo mais testes e experimentos com o objetivo de criar um protótipo de equipamento que possa ser instalado em pranchas e embarcações para prevenir os ataques [Música]
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