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Giro Ambiental | Aterro zero: como a indústria pode lucrar com sustentabilidade
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Giro Ambiental | Aterro zero: como a indústria pode lucrar com sustentabilidade

80 views Publicado 02/07/2025 HD · 13:08

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No Giro Ambiental de hoje, vamos conhecer uma iniciativa que une sustentabilidade, inovação e geração de renda: o Programa Aterro Zero. A proposta é simples, mas poderosa: eliminar o envio de resíduos aos aterros sanitários, promovendo o reaproveitamento total de materiais na cadeia produtiva. Quem compartilha esse exemplo de sucesso é a engenheira ambiental Sabrina Costa Carvalho, representante do Grupo Formitex, por meio da empresa MD Papel, referência no setor de papel e celulose com práticas ambientais responsáveis. 🌱 O que é o programa Aterro Zero? É uma estratégia de gestão de resíduos que visa reutilizar, reciclar ou transformar em energia 100% dos resíduos gerados por uma empresa, impedindo que qualquer material vá parar em aterros sanitários. Além de proteger o meio ambiente, essa prática contribui com: Redução de custos operacionais; Geração de empregos verdes; Criação de novas cadeias produtivas; Cumprimento de metas ESG e responsabilidade ambiental. 📌 Neste episódio, você vai entender: Como o programa Aterro Zero funciona na prática; Quais são os principais desafios e soluções para zerar os resíduos; Como a MD Papel estruturou sua operação para garantir reaproveitamento total de materiais; Os impactos positivos sociais e ambientais da iniciativa; Dicas para outras empresas implementarem ações sustentáveis semelhantes. Segundo Sabrina, o sucesso do programa está na integração entre gestão, logística e educação ambiental dos colaboradores. A prática de transformar resíduos em recursos é uma tendência global que coloca empresas como a MD Papel à frente de um mercado cada vez mais exigente com critérios de sustentabilidade. ♻️ O futuro é circular. E exemplos como esse mostram que é possível unir produtividade e compromisso ambiental. Assista, compartilhe e descubra como iniciativas sustentáveis podem transformar negócios e comunidades. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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[Música] E no Giro Ambiental de hoje, vamos falar sobre o programa Aterro Zero, aderido por empresas que têm o objetivo de zerar a destinação de resíduos para aterros sanitários. E a nossa convidada para falar sobre esse assunto é a Sabrina Costa Carvalho, que é engenheira ambiental da Formitex, grupo da qual a MD Papéis faz parte. E graças ao programa, a empresa conseguiu evitar o envio de cerca de 5.800 toneladas para o aterro municipal. Muito obrigada por aceitar o nosso convite, Sabrina. Eu eu que agradeço pelo convite, Sabrina. Para quem tá assistindo, queria que você começasse explicando o conceito do aterro zero. Perfeito. Eh, o aterro zero, ele é uma estratégia de gestão de resíduos que tem como objetivo evitar ao máximo o envio de resíduos sólidos gerados na operação para os aterros municipais. Eh, essa prática, ela tá muito alinhada com a política nacional de resíduos sólidos, que traz a hierarquia de destinação, né? Então isso preconiza que deva ser priorizado a não geração, a redução, a reutilização, a reciclagem, o tratamento e depois de esgotado todas as possibilidades de destinação para esse material, aí sim deverá ser enviados aos aterros, né, que seria a destinação final. Então, quando a gente adota uma abordagem de aterro zero, quer dizer que a gente vai eh usar, usufruir o máximo valor econômico daquele material. Então, na MD, esse programa ele existe desde 2020, né, onde a gente observou algumas oportunidades com os materiais gerados lá dentro que eram antigamente enviados pro aterro municipal e conseguimos pensar em outras estratégias para valorar esse material e evitar esse envio, né, paraa destinação final. a própria sigla em inglês que originou fala do desperdício zero, né? Entendendo que todo material ele tem uma utilidade, pode ser reaproveitado, né? Exatamente. Eh, eu tenho um professor na faculdade que ele fala muito sobre a diferença do lixo e do resíduo, né? O resíduo é aquele material que ele tem o valor econômico agregado, ele tem uma possibilidade de tratamento. E aquilo que a gente chama de lixo, né, que seria o rejeito, é quando não há nenhuma viabilidade técnica ou econômica para esse material. Então, deveria deveria ser idealmente uma pequeníssima fração de todo o resíduo que é gerado e é que é enviado ao ATER, né? É maravilhoso. É uma outra perspectiva, né? A gente entender o lixo como uma matériapra. E para compreender todo esse processo, é importante essa questão de análise do ciclo de vida, né? Pensar o produto desde a sua produção e todo o seu caminho até chegar à sua destinação final. Exatamente. Eh, esse veio muito alinhado com o princípio de economia circular, né? Então, quando a gente olha paraa natureza, a gente nota que não existe resíduo, né? Todo final de um processo, ele serve pro início de um outro. E a economia circular vem justamente para trazer essa ideia também para paraas nossas operações, né? Então a gente começou a olhar os nossos resíduos como uma matériapra, como um combustível para um outro processo. Eh, lá na MD Papéis é uma fábrica de papel cartão que nossa grande porção de matéria-pra vem de material reciclado, né? Os papéis reciclados. Então quer dizer que o resíduo de um outro processo é a nossa matéria-pra. Então a gente olhou com esse mesmo olhar pros nossos próprios resíduos, né? Então essa grande porção de resíduos que antes a gente enviava pro aterro sanitário, passamos a enviar para o coprocessamento, né, que ele é utilizado dentro dos fornos de cimento como combustível. Então, ao invés de usar os combustíveis à base de petróleo, se usa muito o esses blendes, né, formados de resíduos industriais com poder calorífico. É, é até meio filosófico, né? Eu gostei de você comparando aí com a natureza e assim como a natureza precisa de uma parceria, né? No caso da MD Papéis, quais foram os parceiros que vocês precisaram para destrinchar esse material e reaproveitar? Você já falou de um, né, da queima. Quais mais materiais vocês conseguem? É uma grande porção dos nossos materiais a gente consegue vender, né? Então assim, muitos resíduos metálicos eles têm um valor econômico agregado, então a gente encontra parceiros de cooperativas que conseguem comprar esse material e reutilizá-lo. Eh, paletes também eles têm um valor agregado, a gente também consegue eh inserir aí na reciclagem. E aí nós temos eh o que a gente chama do de um um rejeito do nosso processo, né? Então, como a gente recebe a parar eh de papel, né, que são os resíduos de papel, geralmente eles vêm contaminado. Então, a gente faz um processo de depuração interno que gera bastante resíduo plástico desse papel que vem contaminado. Então, é um grande volume, né, que a gente conseguiu um parceiro ali próximo da região para ele formar esses blends, né? Então, a gente também tem os o lodo da nossa estação de tratamento, eh, de esgoto, a gente tem as cinzas das nossas caldeiras, que a gente conseguiu aí junto com um parceiro próximo ali da cidade de Limeira formar esse blende, né? Eles misturam com outros produtos também recebidos de outras indústrias e formam eh esse blend que é vendido paraas indústrias de cimento. Essa e o interessante desse processo de coprocessamento é que no final dele não se gera resíduo, né? Então, como ele é utilizado para queima, o pó que se se resta, né, ele é incorporado ao produto, né, do do cimento, que acho que é o clinker, se não me engano. Então ele acaba ali um ciclo fechado e aí o aterro fica muito mais aliviado, com certeza, né? E eu queria saber como é que vocês motivam dentro da empresa todas setores a ter esse olhar e a participar desse processo. Eh, justamente em 2020, quando a gente começou a a estudar os nossos impactos ambientais, a gente percebeu que sem colaboração do time não daria certo, né? Então, a gente vem trazendo campanhas e treinamentos de conscientização para toda a nossa equipe. Eh, até porque o resíduo ele precisa ser segregado de alguma forma ali dentro da empresa, né? Principalmente aqueles gerados em grandes volumes. Eh, então, anualmente nós fazemos campanhas. Eh, esse ano a gente teve uma campanha agora em maio que foi voltado paraa reciclagem. Eh, a gente ficou o mês inteiro arrecadando lacres de tampinha e tampas plásticas lá na unidade que a gente destinou para uma ONG aqui de São Paulo. Então, periodicamente, nós trazemos algumas campanhas de conscientização para aproximar o nosso público interno dessas temáticas, o que é um fator importantíssimo para pro sucesso dos nossos projetos. Todo mundo ali vestindo a camisa, né? E um conceito que surgiu em 1970, você acha que ele ainda precisa crescer muito, tanto na área da governança quanto da própria sociedade para que exista uma multiplicação mais rápida, até porque a gente tá vivendo essas emergências climáticas já? Com certeza, né? É como você falou, é um assunto que ele tá em pauta há bastante tempo, mas nós ainda temos muito chão pela frente, né? Eh, o Brasil ele enfrenta muitos desafios com a sua gestão de resíduos. Nós ainda temos problemas com lixões, né? Por mais que eles sejam proibidos por leis, nós sabemos que muitos municípios têm dificuldade no na destinação final do seu material. Até mesmo os aterros municipais que eles são licenciados, eles têm um processo de tratamento, né, do chorume e dos gases gerados, eles geram impacto sim na vizinhança, né? Então, por isso que é muito importante que a gente olhe para essa questão do aterro zero como sendo imprescindível, né? Daqui a pouco não vai ter mais espaço pra gente armazenar os nossos resíduos. Eles acabam tendo aí um impacto dessa ocupação territorial. Então, morar perto de um aterro é desagradável e cada vez mais que a gente precisar desses espaços, né, para jogar os nossos resíduos, eh, acaba multiplicando esses impactos. Então, é muito importante que a gente continue trabalhando para minimizar a geração de resíduos. que as empresas continuem eh trabalhando para pensar em alternativas de tratamento e de resíduos. Eh, e os municípios também, né, em pensar em estratégias de como reduzir a geração de resíduos urbanos, de como aproveitar melhor os resíduos urbanos, uma boa porção dos nossos materiais gerados em casa mesmo, poderiam ser sim ir paraa reciclagem. E a gente sabe que isso é um grandíssimo desafio ainda no Brasil, né? somente 3% de todo material passível de reciclagem, ele é de fato reciclado no Brasil. Então, a gente tem um potencial enorme para explorar, né? Enquanto a gente não conseguir avançar nesse tema, a gente tem que enxergar como se a gente tivesse enterrando dinheiro, né? Esses materiais, eles valem dinheiro, eles teriam como ser inseridos dentro de uma cadeia produtiva novamente. E, infelizmente, uma boa parte deles está sendo enterrados aí, lotando nossos aterros municipais. Você tocou num ponto importante que eu até ia perguntar, desde que o programa foi implantado na empresa, qual foi eh o retorno econômico que vocês tiveram? Que até para destinar um resíduo às vezes é preciso pagar. À medida que você consegue vender esse resíduo e transformar isso numa cadeia produtiva, economicamente também houve um retorno pra empresa? Sem dúvida, né? Então, a sustentabilidade, quando a gente fala desse termo também olha o seu pilar econômico, né? Então, eh, nós fizemos várias contas para provar que quando a gente olha o resíduo com esse potencial econômico, a gente também tem ganhos financeiros, né? Então, o aterro municipal ele é uma destinação cara, né? A gente precisa do transporte, a gente precisa do espaço, a gente, esse volume que a gente gera de material coprocessado, ele é muito grande, né? né? Então, quando a gente viu essa oportunidade, a gente conseguiu reduzir bastante o nosso custo com destinação. Então, ali fechou-se o ciclo da sustentabilidade, né? Então, a gente olhou-se pro eh olhar ambiental, eh olhou-se pra questão social, né, da geração de empregos e também olhou pra questão econômica, que ficou sim mais barato para nós eh a destinação desse material. Sabrina, quero agradecer demais a sua participação aqui no Giro. É uma inspiração pra gente ver isso funcionando efetivamente, porque parece uma meta ousada, né? Aterro zero, como é que a gente vai chegar em lixe zero? Parece muito ousado, mas aí a Formitex tá mostrando que é possível através da MD Papéis. Muito obrigada por participar aqui com a gente. Eu que agradeço. Seguimos em frente, com certeza. E para você que nos assiste, continue com a gente, porque agora é hora daquele giro ambiental pelas curiosidades do Brasil e do mundo. [Música] O Beijaflor, responsável por captar o néctar das flores e polinizar as matas, tem encontrado grandes desafios. O biólogo e fotógrafo Marcelo Cullman adverte que o desmatamento e as mudanças climáticas são ameaças reais a essa interação natural e delicada. Após 10 anos de imersão e pesquisa no cerrado, bioma conhecido como o berço das águas, Kman catalogou 45 espécies de beijaflores. Esse trabalho resultou no livro de 550 páginas, cerrado em cores, flores atrativas para beijaflores, uma celebração dos flagrantes capturados. Em seus estudos, Kuman enfatiza a necessidade de monitorar os impactos das mudanças climáticas sobre essas aves, pois a alteração no período de floração das plantas pode modificar seu comportamento. [Música]
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