Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, com a proximidade da COP 30, a 30ª edição da conferência das partes da ONU sobre mudanças climáticas, que vai acontecer em novembro, um evento global que reúne líderes, cientistas e a sociedade civil para discutir e buscar soluções para a crise climática. Nós temos um tema sempre e muito importante que ganha muito mais força nesse momento, a Amazônia. E hoje o giro ambiental, nós vamos tratar desse tema com o escritor Samuel Hanan sobre o livro Amazônia Brasileira, Preservar para Viver, responsabilidade mundial. Ele vai falar justamente sobre a atual situação da Amazônia e o que deve ser discutido na conferência. Com a gente. Então, está aqui conectado o Samuel Hanan, ele que é engenheiro com especializações em macroeconomia, administração de empresas e finanças no setor público. Ele foi secretário do Estado da Fazenda e vice-governador do Amazonas entre 99 e 2002. E além desse livro que nós vamos tratar hoje, ele já publicou outras obras e artigos voltados à análise crítica da realidade socioeconômica do Brasil e do Amazonas. Ran Hanan, desculpa, seja bem-vindo aqui ao Giro Ambiental. E eu já vou entrar primeiramente no primeiro capítulo. Eu vi aqui que é um livro que tem cinco capítulos bem detalhados, com bastante ilustração. Agradeço o envio do livro à nossa redação, inclusive para que a gente fizesse também esse estudo, né, dessa leitura. Mas eu quero que você fala já quando você diz aí que é o que todo mundo fala, né? Amazônia, o pulmão do planeta. Que análise você faz quando trata desse capítulo? Seja bem-vindo. Muito bom dia a todos. Obrigado pela oportunidade. Eh, é com prazer que eu falo a TV de Campinas, cidade que todos gostam. A Amazônia, eu vou me permitir dizer pulmão do mundo, mas é preciso que se diga o seguinte: o governo brasileiro, os governos brasileiros nos últimos 20 anos, 25 anos, nada fizeram em benefício da preservação da floresta amazônica. Se fala muito, mas nada foi feito pelo nenhum ato de governo. Da mesma maneira, os governos dos dos países ricos desenvolvidos, que muito falam sobre a Amazônia, também só fazem falar esse tipo. A floresta é vital pros assuntos climáticos, mas ninguém nada contribui para a preservação. Então, primeiro primeira primeira notícia que dou é que a preservação hoje está no nível de 84 86% da floresta original, ou seja, em 525 anos, praticamente, desde Cabral, foram devastados cerca de 15, 14% da floresta Amazônia, a troco de nada, porque não serviu essa Essa decratação não serviu a ninguém, nem a ninguém da a população do Brasil e nem a população do próprio local. Ela serviu pela omissão de todos aos contrabandistas, aos invasores, aos garimpeiros, as madeiras ilegais, ou seja, serviu para o ilegal. Então a oportunidade agora é dizer que até hoje esses 84 85% preservados são devidos única e exclusivamente ao homem simples amazônico, aos antigos seringueiros, aos os índios, que pouco se fala, aos índios, aos orcos da borracha, o o os o ribeirinho, eles preservaram esse 85. A que custo? Ao custo do enorme pobrecimento deles pelos pelo amor na Terra, pelo amor à floresta, pelo amor à biodiversidade. Eles, a eles os brasileiros devem e devem muito. Esse é o recado que todos falam. Prest é vida. É preservida. Presuela, mas é um custo de todos. Eh, você falou inclusive essa questão do empobrecimento, você traz nesse capítulo justamente essa renúncia econômica da população empobrecida e nós que estamos aqui no sudeste do país, né, temos as notícias, sabemos o que acontece geralmente pelas notícias e sabemos também que às vezes a custo de muitas vidas nesse processo de preservação, principalmente pelas populações ribeirinhas. É verdade. Olha, vou lhe dizer, o quem gritou a favor da preservação, infelizmente não foi nenhum brasileiro. Começou a em 2023 o ex-presidente norte-americano Joe Biden. O Joe Biden falou o seguinte: preservar a floresta é responsabilidade mundial de todos. sobretudo nossa dos países do G7, os países ricos. E e não tem como se preservar se nós dos países ricos não contribuirmos com volume de recursos expressivos em períodos longos, por períodos longos ao Brasil. Ele deu o primeiro recado. O segundo recado veio do prêmio Nobel de Economia na mesma direção, com um detalhe a mais irrelevante. Tem que contribuir os países ricos, mas tem, não podemos esquecer o homem pobre local que vive na região e que pobreceu para preservar. Temos que resgatar a dignidade desses homens. Prêmio Nobel La Peters de 2013 de economia. Posteriormente as ministras na Noruega vem na mesma direção. E em consequência dessas manifestações, o Banco Mundial fez um estudo, entregou os países ricos e pasme, olha o volume de O Banco Mundial concluiu os pa os a renúncia econômica que os brasileiros, os não, primeiro renúncia que os amazônias, que são os sete países da região, que esse tão tão tão deixando de explorar os recursos naturais e quantificou essa renúncia é da ordem de PM 317 bilhões de dólares anos. Não é milhões, bilhões de dólares anos. Como o Brasil tem 62% da floresta, essa renúncia dos brasileiros, dois amazônidas é da OD de 196 bilhões de dólares anos. Então, todo mundo fala Amazônia, mas tá quantificado. Qual é o a renúncia do Brasil em favor dos brasileiros e em favor da humanidade? É o que eu é o que eu defendo. É responsabilidade mundial. É, mas não ao custo local, ao custo global, ao custo mundial. Nós temos que botar na mesa na cópia, que somos credores desses valores. É, inclusive quando você faz essa relação, olha no capítulo dois do seu livro, que preservar é o único caminho e também fala da importância disso. Você acredita que agora a realização da COP, a especificamente aqui no nosso país, ela vai fortalecer para que esse discurso saia do papel e as populações eh de todo mundo, né, os principalmente G7, os países ricos e também os países amazônicos aqui, que a gente possa ter um esforço comum para que, de fato, as pessoas entendam que A responsabilidade pela Amazônia é de todos. Olha, eu vou me permitir, se você, se você concordar, a colocar um ponto antes. O ponto que eu acho mais relevante, a floresta em pé, ela é ela eleva o alto índice pluviométrico. que olhe só o todo mundo olha a floresta como questão climático e ecológico ambiental, mas ela tem um um uma fundamentação relevante que é econômica. Olhe para o Brasil. Pouca gente fala aí, você tem o que nós chamamos lá de rios voadores. O que significa? Não é coisa de espel não, mas é [risadas] verdadeiro. Você tem o mar e tem o mar sopra, vem uma umidade do mar, vem na direção leste, oeste, chega no oeste tem uma parede gigantesca chamado cordilheira dos Andes. Essa parede gigantesca faz concentrar toda a humidade na Amazônia. somado a humidade das árvores e doípero na Amazonha, isso canaliza uma umidade chamado evaporotranspiração, que vem por Centro-Oeste, Sudeste e Sul e influencia todo a o nível plviométrico da região Centro-Oeste e região Sudeste e Sul. O que significa? Se não tiver, você pode conceber agricultura sem água? Não. Então, 25% do PIB brasileiro é o agrobusiness, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Se não fosse a floreste em pé, o serrado vai ser deserto. Isso então é a primeira contribuição da floresta em pé do ponto de vista econômico. 25% do PIB brasileiro tá aí. E se você pode acreditar, nós daqui de São Paulo sabemos como é difícil o reservatório da hidrelétrico estar em cheio também se não tiver floresta em pé, esse custo da energia, sobretudo das bandeiras vermelha que muito mais caro, que dói no bolso de todos, vai piorar. Então, a contribuição da floresta para o Brasil é expressiva do ponto de vista econômico. Agora, contra CP, eu acredito pouco porque o Brasil não tem um projeto, o dinheiro existe, o mundo tá dizendo, estamos prontos a colaborar, temos que colaborar os ricos. O Banco Mundial vai e quantifica o valor da renúncia, mas não vejo um projeto colocado com transparência. Se fala muito. Ah, vamos as ONGs, vamos falar em fundo da Amazônia. Você não não tô falando de migalha, nem de muleto, é expressividade econômica para sempre. Nós somos credores, não temos que ficar nos defendendo como devedores. Temos que ter grandeza. É a oportunidade, mas lamentavelmente, tomara que eu esteja errado, eu não sou otimista. Eu acho que vou lembrar, vou dizer lembrar. Cera, a gente com certeza vai voltar a conversar numa outra oportunidade até a gente pode marcar algo pós COP 30 diante de tudo que vai ser discutido e encaminhado, né, nessa nesse encontro mundial. Mas para as pessoas que estão assistindo, como que elas podem ter acesso ao seu livro e entender um pouco mais sobre esse tema? Olha, eu vou só me permitir um pouquinho só, só uma frase. Eh, buscando um ensinamento de um grande brasileiro já falecido, chamado Roberto Campos, foi ministro. Ele dizia assim: "O Brasil é o país das oportunidades". Aí botou uma vírgula, perdidas. E nós somos campeões de oportunidades perdidas. Deus nos deu um legado maravilhoso, solo e subsolo, ricos, mas não estamos sabendo aproveitar esse esse esse legado de Deus. Então, mas como fazer? Então, eu tinha eu tinha até encerrado minhas perguntas aqui, Ranã, mas como há tempo de fazer o caminho inverso dessas oportunidades perdidas no que diz respeito à Amazônia? Ah, há tempo. Há tempo. Agora seria uma e sempre vai ter tempo, porque a floresta é imensa. A floresta é pulmão mesmo. E 84 estão preservados. Agora nós não podemos deixar que o avanço desse dessa agressão ambiental continue. Você tem uma ideia e em esse eu falei 84 85% preservado 15%. desses 15%, metade foi devastada em2 anos até 2002. 502 Cabral a 2002. Outra metade é apenas 23 anos. Os últimos 23 anos devastaram metade pela quê? Pela omissão de nossa de brasileiros, do nosso governo. Então não pode continuar. Tem tempo sim. A Amazônia não é problema para o Brasil, é solução. Tá certo? Então, olha, a gente tá mostrando aí durante a entrevista algumas ilustrações, inclusive do seu livro. Parabéns por esse trabalho. E eu já deixo um convite para você voltar aqui ao Giro Ambiental, conversar com o nosso telespectador, passar para quem tá lá em casa um pouquinho desse entendimento e do que é possível fazer, porque às vezes parece que a gente tá aqui no Sudeste tão longe dessa realidade, mas ela tá mais próxima do que a gente imagina. Muito obrigada, Hanan. Muito obrigada. Eu vou lhe dizer, o brasileiro precisa conhecer a Amazônia. Os brasileiros, todo mundo conhece a Disney, mas poucos conhecem a Amazônia, o paraíso do mundo. Tá certo? Obrigado. Bom dia. Tá certo. Bom dia. Olha só, gente, o giro ambiental não acabou, não. A gente tem agora aí umas informações, notícias e curiosidades sobre o meio ambiente e sustentabilidade. A poluição plástica já é uma grande ameaça. bá teve os seus riscos para os ecossistemas marinhos detalhados pela primeira vez em um estudo global da Tulin University. A pesquisa analisou os impactos do plástico desde a ingestão por animais até o transporte de poluentes tóxicos. Usando novas ferramentas computacionais, os cientistas identificaram as áreas de maior risco, como o Pacífico Norte e o Atlântico Norte, além de partes do Oceano Índico. As zonas de pesca intensiva são particularmente vulneráveis, principalmente por causa das redes e linhas abandonadas conhecidos como Gold Gear. O estudo também alerta para o papel do plástico como uma correia transportadora. de poluentes perigosos, como metilcúrio e químicos eternos chamados PFOs. Essas substâncias podem contaminar a cadeia alimentar e consequentemente afetar a saúde humana.