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[Música] no giro ambiental dessa semana a gente vai repercutir o Terremoto de magnitude 7.3 que aconteceu ali no Chile fronteira com a Bolívia e foi sentido em São Paulo fez sentido inclusive em Campinas daqui de onde a gente tá falando e para repercutir esse assunto a gente convidou o Henrique Gonzales que é engenheiro ambiental especialista em geotecnologia muito obrigada pela sua participação aqui com a gente Henrique bom dia não é um prazer est aqui e vamos dobrando esse assunto aí que é muito curioso né gente não tá acostumado né Henrique no Brasil a gente tem aquela consciência de que a placa é única que não tem esse risco pouquíssimas vezes se sente né esse tipo de de tremor o que que aconteceu final Henrique é algo que a gente não tá muito acostumado a a ouvir no Brasil né a gente sempre escuta na escola que a gente tá no meio de uma placa tectônica então a gente não sofre tanto desse problema só que agora aconteceu né como você falou várias cidades de São Paulo eh sentiram os temores E isso aconteceu principalmente por conta né da da cidade de São Paulo tá ali dentro de uma uma região geológica que a gente chama que é uma bacia sedimentar então tende a intensificar né esses esses tremores Então por mais que o tremor não tenha acontecido ali né o epicentro tenha acontecido lá no Chile a gente consegue por contto dessas características geológicas sentir ali principalmente em São Paulo Então pode acontecer mais vezes esse fenômeno sim né é um fenômeno natural a gente não consegue muito ter uma previsão de quando vai ser o próximo a gente não tem ainda eh tecnologias muito desenvolvidas então esse tipo de de previsão pra gente né mas pode acontecer é um fenômeno natural tá então pode acontecer sim mas a gente não tem uma preocupação tão porque acaba quando a gente sente aqui no Brasil a gente vai sentir pequenos tremores que acabam não tendo a magnitude necessária para criar né danos estruturais então a gente pode ficar mais tranquilo aqui no Brasil a gente é mais um efeito colateral então né dos tremores que acontecem por aí isso isso e que bom né porque o Brasil ele não tá preparado para esse tipo de de evento diferente do Chile né que já tem toda uma infraestrutura da cidade de construção que já tá eh desde 1960 né quando teve um grande terremoto lá eh Valdívia né grande terremoto assim que matou milhares de pessoas lá no Chile Eles já tiveram toda essa reestruturação das das cidades para aguentar esse tipo de evento é a gente tem outros desafios aqui né para para se preocupar né e mas a escala é medida então a escala hister é a que a gente mais usa para medir essa intensidade do tremor né isso isso e a gente fala que a escala rit vai de zero a nove né mas agora a gente tá usando até uma escala livre né Por exemplo 1960 lá no Chile atingiu 9,5 da escala Richer foi 7.3 7.4 tá então a escala mete mede essa magnitude né do tremores né da intensidade da da propagação ali da da energia e e é o interessante a gente falar desse ponto né da escala Richer Porque por mais que você tenha tremores no escala richit eh semelhantes por exemplo a do Chile a que a gente teve por exemplo no Nepal eu estudei eh Fiz parte da minha graduação na universidade de Tecnologia em sney na Austrália lá a gente fez o mapeamento né Eu trabalho com geotecnologia Então trabalha muito com a parte de mapeamento lá a gente fez um mapeamento dos danos causados pelo terremoto do Nepal ele na escala rit ele foi 7.8 né então relativ ente próximo ao que a gente teve no Chile só que a gente teve milhares milhares de pessoas feridas né centenas de mortos e agora no Chile a gente não teve justamente por essa questão ali da diferença da preparação da infraestrutura da cidade né Muito interessante né tem que ter essa preparação Até porque não tem como prever o terremoto né Ele só pode ser e sentido e medido mas não tem como prever né isso não tem como prever o que a gente faz são sistemas de alerta né então assim no momento que aconteceu o tremor a gente já eh tem rotas de evacuação tem planos de fuga então a gente já gera esses alertas pra população mas a parte da previsão ainda é é complicada né e Henrique por exemplo a gente não tá Entre entre as placas né a nossa placa é é mais estável e tal mas existe alguma possibilidade de um movimento eh da parte interna do do plasma da parte mais do magma mesmo da terra se movimentar E aí a placa como um todo se mover eu acredito que no Brasil a gente não precisa ter essa essa preocupação tão grande não eh seria mais se a gente tivesse algum Impacto eh por exemplo que acarreta eh Talvez um um tsunami por conta de uma outra movimentação mas aqui o nosso problema maior é nessa nessa junção da placa dinástica com a placa sul-americana que é ali na região exatamente onde ocorreu esse esse tremor agora onde ocorreu também lá tremor grande temor lá de 1960 né aquele ex tremor de 63 foi o maior o mais sentido no Brasil o que aconteceu no Acre que você tem registro e eu não sei eu não sei te dizer se foi o o maior né mas foi um dos maiores Acredito que tenha sido sim um o maior aqui no Brasil então a região norte pela proximidade deve sentir até mais né esse tipo de de fenômeno pela proximidade com essas placas ali na América Latina né na América Central questão da da proximidade e tem a questão também de características geológicas que amplificam essa essa esse sentimento ali né sensação ali do do tremor como aconteceu agora em São Paulo por conta das das Bas sedimentares né É mas então a gente pode ficar tranquilo que aqui no Brasil é sempre uma coisa eh secundária né pode pode a gente tem outros problemas bem maiores aí para para se preocupar né é uma coisa que assusta né porque a gente não tá acostumado mas a gente tem outros problemas bem maiores aí para se preocupar é a nossa reação geralmente é pensar pô Será que eu não estou legal né porque como a gente não tem esse preparo né E esse fenômeno com certa frequência as pessoas costumam pensar Nossa acho que eu não tô legal tô sentindo alguma coisa né diferente do dos lugares onde as pessoas já sabem que aquilo é um sinal de que pode dar um ruim né isso foram muitos muitos relatos de tontura né a pessoa falando Ah eu não sei se eu senti um tremor ou se eu tô passando mal ou se eu tô tonto fica até essa confusão né porque a à vez a gente não para para pensar caramba foi um tremor que tá acontecendo aqui no meu prédio à acha que é alguma coisa com a gente mesmo né pô eu perdi aqui minha orientação na verdade não foi um fenômeno natural mesmo inclusive as estruturas a pelo menos nas matérias que que repercutiram esse fato disseram que as estruturas ficaram eh não foram abaladas foi um tremor bem tranquilo nesse sentido né sim sim sim foi bem tranquilo agora tipo no Chile mesmo ali perto do epicentro a gente não teve nenhum relato e feridas mesmo n então muito bom bom né que quero agradecer muito a sua participação aqui com a gente no giro dessa semana não Eu que agradeço foi um prazer sem precisar pode contar com gente muito obrigada Henrique pela sua participação e para você que nos assiste Continue com a gente porque agora é hora daquele giro pelo Brasil e pelo mundo com as curiosidades e destaques ambientais desta semana um peixe que envelhece contrário nativo das Américas do norte e central oct obus ou peixe búfalo vivem majoritariamente nas Águas Doces dos Estados Unidos Canadá Guatemala e México em 2019 pesquisadores encontraram um representante da espécie e acreditavam que tinha cerca de 25 anos porém após análise chegaram à conclusão que o animal já tinha mais de 100 anos a descoberta foi divulgada na revista cientific ports e gerou curiosidade no meio científico ainda segundo o estudo também publicado no mesmo veículo em 2021 o ict obus fica mais forte e saudável quando se aproxima dos 100 anos quando alcançam aproximadamente 80 H 90 anos de vida esses peixes passam a responder muito melhor a situações de estress e o sistema imunológico se torna mais resistente do que o de peixes búfalos mais jovens cientistas acreditam que a longe evidade da espécie se dá por conta da dificuldade que os ict obos têm para se reproduzir são necessárias condições ambientais muito específicas e ainda majoritariamente desconhecidas para que a reprodução destes Peixes se dê de maneira eficaz assim para garantir a perpetuação da espécie estes peixes teriam se adaptado para viver por mais tempo é preciso pesquisar muito ainda para saber das aplicações Dessa descoberta para a ciência e para isso garantir a preservação da espécie que hoje é popularmente utilizada em campeonatos de pescaria colocando em risco a possibilidade de encontrar indivíduos mais velhos e portanto essenciais para as pesquisas uma cobra da espécie taipan Costeira quebrou o recorde de maior quantidade de veneno espelido em uma só mordida segundo informações do Australian reptile Park onde a cobra vive foram ejetados de uma só vez cerca de 5.2 g de veneno quantidade suficiente para matar cerca de 400 humanos a quantidade é três vezes maior do que a média de uma cobra taipan Costeira o recorde anterior era de uma cobra de mesma espécie que ejetou 4.9 G esses répteis são típicos de regiões costeiras do Norte e leste da Austrália no Australian reptile Park taipans costeiras T seus venenos coletados para que possa ser produzido antídoto contra as suas picadas chamada de Amazônia Azul a área marítima sob jurisdição brasileira no Oceano Atlântico Tropical Tem se tornado mais ácida ao longo de 20 anos colocando em risco ecossistemas marinhos o aumento da acidez prejudica sobretudo os corais um tipo de oases da biodiversidade no oceano que serve de habitar para outras espécies como peixes a observação publicada na revista frontieres in Marine Science é de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e do Instituto de Pesquisa alemão Geomar a acidificação do oceano está relacionada ao aumento da concentração de gás carbônico no mar capturado da atmosfera esse gás é um dos principais causadores das mudanças climáticas e é emitido por atividades como desmatamento e queima de combustíveis fósseis segundo o estudo em 20 anos a concentração de gás carbônico no Atlântico ial cresceu uma média de 10% um monitoramento de corais feito pelos pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro detectou que 80% dos animais da espécie mussismilia rispida da Bahia de Ilha Grande sofreram branqueamento entre Março e abril de 2024 a principal hipótese é que o aumento da temperatura da água seja a causa do fenômeno já que não há registro de poluição no local segundo a noa a administração Nacional Oceânica e atmosférica dos Estados Unidos o mundo passa por um evento global de branqueamento dos Corais com registro de fenômenos do tipo em três oceanos Atlântico Índico e Pacífico Já segundo os pesquisadores da UEG o branqueamento dos Corais ocorre após eles perderem as zooxantelas microalgas que os cobrem e que são responsáveis pela coloração alaranjada em condições normais de temperatura e com quando não há poluição As algas de corais fazem simbiose a matéria orgânica da fotossíntese das microalgas é reaproveitada pelos corais quando há poluição ou mudança de temperatura no ambiente em que vivem os corais sofrem um estress e a simbiose é desequilibrada com isso a perda de zooxantelas e a estrutura calcária fica exposta sem os nutrientes eles podem morrer isso só não acontece se eles conseguirem se associar à Nova As algas o coordenador do projeto explica ainda que a morte dos Corais afeta a vida marinha causando desequilíbrio Ecológico e pode ter consequências de grandes proporções como a diminuição de espécies como lagostas povos e [Música] peixes n