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Usar a fotografia como instrumento de educação ambiental e alerta para preservar a APA, área de proteção ambiental do Campo Grande, na cidade de Campinas, onde nascentes e animais silvestres sobrevivem em meio ao avanço urbano. Esse é o objetivo do estudante em técnico de meio ambiente do Centro de Educação Profissional de Campinas, Almir Francelino, que vai falar sobre esse uso da imagem nessa nesse trabalho. Ele tá conectado com a gente agora aqui no Giro Ambiental. Seja bem-vindo, Almir. E já me fala dessa ideia, o que que aconteceu? você mora na região do Campo Grande, de que forma você conheceu a APA e pensou: "Vou usar a fotografia para trazer todas essas informações?" Eu sou eh eh morador aqui do Campo Grande, né? E eu nasci eu nasci na na região aqui, eu nasci eh no Jardim Florense 2, para ser mais exato, e aqui vivi a minha vida toda, né? H, então, eh, eu, eu, eu cresci no meio da mata aqui, né, da, da região aqui, eh, Rio Capivari, eh, Córrega do Pissarrão. Eh, e vi que através do tempo, através do tempo, ah, isso foi se acabando, né? Pois cabana, eu comecei na na fotografia, fotografar a a APA aqui do do Campo Grande faz do anos e meio mais ou menos, né? Uma decisão minha. Por quê? Eh, porque eu vi que que tudo aqui está se deteriorando, está se acabando, essa mata está se acabando. Então, achei eh achei melhor através da mostrar, né, através da fotografia a a diversidade de de que a gente tem na aqui na na Flora e na na Fauna do Campo Grande. A partir então dessa sua vivência e dessa sua realidade, como então você pensou? Olha, eu preciso usar a fotografia para então contribuir, dar a minha contribuição, até porque eu vi aqui que você faz, né, o curso de técnico em meio ambiente, para que eu possa também dar essa contribuição à sociedade e à minha comunidade. Sim, sim. Eh, como eu disse, eu vi que a a eu eu sou um tempo que eu andava no meio do mato aqui e era um e era mato mesmo de verdade, né? nos miados aí de dos anos 80 aí era mato de verdade. E eu vi com que a o o o urbanismo, a a a cidade, né, está vindo pro campo. Eh, e e aí eu decidi eu decidi que eu precisava fazer alguma alguma coisa da minha maneira, né? E o que eu achei eh o que eu achei para fazer era através da fotografia. Eu vi que as redes sociais é um instrumento muito muito bom para que a gente eh eh divulgue, né? Através disso, eu comprei lá minha câmera, uma câmera usadinha, né? e falei, vou registrar todas a app em si, em geral aqui, para que eu possa para que eu possa tá mostrando a diversidade, né, que nós temos aqui, a da fauna e da flora aqui do Campo Grande. Então, conta pra gente qual é essa diversidade, quais foram então os animais encontrados, as plantas, as flores? Ah, eu encontrei aqui. Nossa, até eu me surpreendi, eh, das da do do que eu encontrei aqui na APA do Campo Grande. Aqui eu encontrei Lontras, eh, num rio que tá sucateado, rio Capivari tá sucateado, né? Eh, ele tem mau cheiro aí nessa região ou não? Tem muito, tem muito, tem mau cheiro muito. Eh, só que a gente mora aqui nesse local, eh, praticamente, eh, desde do nascimento, a gente nem sente mais, né? As pessoas que vêm de fora, que que sentem a esse esse odor ruim, né, que exala do rio Capivari, do córrego pissarrão, né? Hã, então, como eu disse, eu achei lontras aqui. E tem peixes, viu? Peixes ali. Tem muitas, tem peixes, tem muita, muita ave ali eh, eh, aquática, né? Aves que vivem, né, da de peixe, principalmente biguá, né? Os biguá ali, eles eles são eles eles têm muito muito biguá ali e e eles vivem, né, da dessa dessa dessa pesca aí da desses desses peixes, né? Eh, e como você se sente, Almir, sendo aí a ao mesmo tempo que você faz esse registro artístico, você também faz para toda a sociedade uma espécie de denúncia? Sim, sim, sim. Eh, eh, eh, como disse, eh, a minha a minha a minha ideia, o meu intuito sempre foi chamar a atenção, chamar atenção para preservação de do local aqui, né, para preservação da APA, né, e e essa foi a maneira mais eh mais certa assim, que eu achei mais certa de mostrar atenção, eh, de prestar eh de chamar a atenção, né? Eu já vi que inclusive como estudante de tecnologia, né, em meio ambiente no CPROCAMP, que é uma escola de ensino público, né, é um centro de profissionalização, inclusive você já foi inclusive eh condecorado aí com o diploma de mérito socioambiental pela prefeitura. Me fala um pouquinho dessa dessa honraria também quando você traz essa mensagem. Creio que você nem pensava nisso quando começou, né? Não, não pensava. A minha intenção mesmo era era mostrar, né, era mostrar a diversidade eh de da vida que é que a gente tem aqui. Inclusive lá o meu o meu logo que eu coloco, né, sempre depois das minhas postagens, né, eh, é preservar a fauna e a flora do Campo Grande também é preservar a vida. Então, a minha intenção sempre foi eh de mostrar, né, de da preservação aqui do local, mas a CPOCAMP ela ela foi muito, eu sou eu agradeço muito a CPOCAMP porque eh ela ela ela deu um passo, ela me fez dar um passo muito grande na de mostrar, né, a diversidade que nós temos por aqui. Eh, são os professores assim que me incentivaram muito, né? inclusive foi deles a iniciativa de de me me mostrar, né, ali para paraa prefeitura, mostrar o trabalho que a gente faz para paraa prefeitura. Então eu sou muito muito grato a a todos ali da da CPRAM da CPROCAMP ali que ajudou a dar esse passo imenso, né, Roervação daqui da APA do do Campo Grande. Almir, quem tá assistindo a giro ambiental, como que as pessoas podem ter acesso a essas imagens e conhecer melhor o que tem de natureza ali na APA do Campo Grande? Sim, você se você pode eh me seguir no Instagram, né? Eu eu dei uma prioridade pro Instagram. Eu tenho uma página ali do YouTube, mas eu não tô mexendo muito. Eu dei eh prioridade ali pro Instagram, porque eu vi que ali eu podia alcançar um pouco mais pessoas, principalmente aqui da da nossa região do Campo Grande aqui, enfim, a todos aqui de Campinas que pode ajudar também a na preservação da nossa da nossa APA aqui. Eh, veículo Almir Almir Natureza é o meu o meu Instagram. Quem puder dar uma força lá, seguir, né, divulgar para que a gente possa alcançar o o objetivo maior que é a proteção aqui da APA. Yalmir, além da fotografia, eu vi aqui que você inclusive faz parte da Proesp, que é a Associação Protetora de Diversidade das Espécies, a ProESP Campinas, Grupo Ambiental Campo Grande, no Condema, que é o Conselho Municipal de Meio Ambiente, inclusive participou de algumas ações, entre elas a limpeza de uma das nascentes do rio Capivari, ao lado de moradores aí da região do Campo Grande. grande, eu queria que você falasse um pouquinho dessas ações e dessa participação efetiva também. Sim, sim, sim. A a a ela a Proesp e o Condema, eles chegaram no momento ímpar da minha vida, né? Eh, porque sem eh essa o ambiental Campo Grande também que eh está aqui conosco aqui e nos ajuda a a na divulgação, né, na divulgação do nosso trabalho. Então, eles chegaram assim na minha vida como ímpar, porque sozinho eh a gente não consegue fazer nada. A gente pode até tentar, mas podemos até tentar, né? Eh, mas não conseguimos sem sem o apoio. Então, a Proespe, o Cundema Ambiental Campo Grande, eles vieram como uma parte essencial aí para pra gente conseguir o nosso nosso objetivo. E sobre a limpeza, é muito bom você, é muito bom você ver que tem pessoas, né, tem pessoas eh com o mesmo intuíto que o seu, que é a preservação, que é a preservação. E e foi uma experiência assim, eu eu particularmente eu não tinha passado por essa experiência ainda, né? Então, foi uma experiência para mim muito, muito maravilhosa. Podemos esperar então, Almir, alguma exposição, né, para que as pessoas possam ver a essas fotos pessoalmente. Tem aí um planejamento para isso? Sim, sim. Eu eu já fiz alguns alguns planejamentos, né? Tô tô tentando arrumar aqui aí algum algum patrocínio para poder tá tá tá tá fazendo as exposições da minha das minhas fotos, né? E eu gosto aí, tenho um planejamento futuro aí de fazer um livro, né? Eh, contando um pouquinho a respeito da APA aqui, mostrando as as a diversidade eh de vida que nós temos aqui através desse desse livro também, tá certo? Então, Almir, muito obrigada. Você que está aí acompanhando o Giro Ambiental, viu alguma das fotos do Almir? Que traz aí essa beleza do distrito do Campo Grande, que tem lá uma área de proteção ambiental que muitos inclusive que moram em Campinas desconhecem. Almir, parabéns pelo seu trabalho. Muito obrigado. Eu queria eu queria sealientar que eu encontrei aqui eh mais de 85 espécies de animais, né? Então, se você eh se você está vendo, né, e você quiser colaborar aí com com aqui a preservação do da APA Campo Grande, procura aqui as ONGs, né, que tem aqui eh eh Ambiental Campo Grande ou mesmo a Proesp aí, o Condema, para que você possa ajudar, né, na preservação aqui da da APA Campo Grande. Eu agradeço. Eh, que Deus abençoe vocês. muito obrigado por por me ajudar a divulgar aí esse trabalho que é essencial paraa vida aqui do Campo da APA Campo Grande, tá certo? Então, Almir, muito obrigada e olha, você continue ligado no giro ambiental. A partir de agora, a gente mostra notícias e curiosidades sobre meio ambiente e sustentabilidade. Uma nova espécie de Mosca das Aranhas foi oficialmente descrita na Mata Atlântica a partir de um exemplar coletado há quase 30 anos. O minúsculo inseto da família Acrosseridai, conhecida por espécies raras, estava à espera [música] de um cientista para ter suas diferenças reconhecidas. A nova espécie foi batizada como estas terescenses, uma homenagem ao município de Santa Teresa no Espírito Santo. A coleta original foi feita na Estação Biológica de Santa Lúcia, reforçando a importância da região serrana do estado para a biodiversidade. As emissões de gases e estufa das maiores petroleiras e produtoras de cimento contribuíram diretamente para no mínimo, 213 ondas de calor extremo [música] entre 2000 e 2023. Segundo o estudo publicado na [música] revista Natura, esses eventos causaram mortes e enormes prejuízos ao redor do mundo. O relatório [música] aponta que sem a poluição gerada por essas 180 carbon majors, muitos desses eventos seriam bem menos intensos ou virtualmente impossíveis de acontecer. O estudo estima que metade do aumento na intensidade das ondas de calor neste século pode ser atribuída às [música] emissões dessas grandes entidades. [música]