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O mercado do marketing digital no Brasil está em forte expansão, impulsionado pelo amadurecimento dos investimentos em publicidade online e pela profissionalização da Creator Economy, que é a economia dos criadores de conteúdo. Para se ter uma ideia, em 2025, o investimento em publicidade digital alcançou a marca de 42.7 bilhões deais. Por isso, o ser empreendedor de hoje vai falar sobre este tema em quem tem uma trajetória neste segmento. A gente começa conversando com o Bruno Gonçalves, que olha, bem antes de marketing digital, ele já fez tantas outras coisas. Bruno empreendedor nato. Olha, pode se falar que desde criancinha. Como assim desde criancinha? Pois é, desde criancinha. Porque a gente começou ali com os 9 anos de idade, né? Trabalhando já, né? Nessa nossa época, sem no chamar de velho, né? Hoje não pode mais trabalhar com Pois é, a gente já trabalhava desde cedo e daí a gente foi se aventurando no mundo da tecnologia, né? Sim, foi um dosioniros na informática do Brasil e ali eu dava aula de informática com 9 anos de idade. Uau! Acompanhando o pai e já Exatamente. trabalhando. Exatamente. Mas naquela época você tinha ideia de que aquilo era trabalho ou para você era uma diversão? Olha, para mim já era um trabalho porque meu pai me estimulava a trabalhar e falava: "Homem responsável já trabalha". Mas e aí? Eu vi aqui que a produção apurou, que você depois foi pras pistas de dança. Que história é essa? Pois é, essa daí foi uma virada, né? Eu descobri um pouco que eu tinha dots musicais e aí fui me aventurar em ser DJ. Na verdade, não foi uma aventura, na verdade acabou sendo uma profissão por 20 anos, né? Você então era empreendedor nesse segmento. Exatamente. Então eu já tive casas noturnas, já fui DJ também CLT, porque para tudo você precisa aprender. Então eu fui aprendendo como funcionava a noite, como funcionava as casas noturnas e as festas. A partir daí comecei a produzir e fazer festas. E aí encontrei um grande eh gargalo nisso, né? Porque antes existiam os promoters, mas não tinha o digital. E aí, Bruno? Primeiro você tá lá no digital por uma questão familiar e de ver, de aprender ali com a sua família. Depois dá essa guinada e quando o marketing digital volta paraa sua vida, ou não era necessariamente o marketing digital, você fala: "Poxa, tô cansado de ser DJ, de dessa vida noturna, vou fazer outra coisa". Claro. Eh, bom, eu decidi, né? Então, eh, ir pro marketing digital, quando eh as pessoas elas me contratavam para resolver problemas das empresas dela. Então, por exemplo, por exemplo, a gente pegou aí um restaurante, né, eh, que ele vendia 45.000 e colocamos ele para vender 250.000 com o marketing digital, porque movimentando as redes sociais, estruturando estratégias que até então era só uma sementinha que já estava no meu coração. Mas naquele momento, Bruno, foi porque houve uma oportunidade ou porque houve uma necessidade? Olha, quero deixar de ser DJ, vou fazer outra coisa e aí apareceu ou não, poxa, vou pegar essa oportunidade e vou deixar a outra profissão de lado? Olha, foi a mudança de mercado, né? O digital ele teve uma ascensão de 2015 para cá, então ele foi crescendo. O que potencializou isso foi a pandemia em 2020. Em 2020. Então, mas você já tava em 2015 nesse mercado de volta ou já? Eu eu tava no digital nesse mercado, porém não estava como DJ, mas fazia as festas. Sim. Então, eu já executava toda a estratégia da divulgação das festas. Hum. Perfeito. Então, para isso foi necessário, né, eu ir aprofundando mais no digital e entendendo para onde ele poderia chegar, aonde e aí é o sem limite. O digital é sem limite. E a partir desse case do restaurante que de 45 para mais de 200.000. Aí, foi aí que você disse, é isso que eu vou fazer? Olha, isso foi com toda certeza, porque aí eu vi que eu realmente estava formando uma estratégia consolidada, né, e entendendo que hoje eu faço essa estratégia. Tanto é que hoje eu sou um estrategista de marketing digital e lançamento de infoproduto, tá? Mas como essa questão, eu abri inclusive falando desse mercado que você mostra mesmo que está antenado e foi de olho nesse mercado que você migrou, mas e aí como para você inserir os seus próprios contatos que você tinha antes das festas, como foi mostrar que era um Bruno que tava em outro segmento? Bom, o primeiro de tudo foi eh fazendo, tendo cases de sucesso, né? Um deles foi eh uma franquia odontológica muito famosa, aonde eu entrei para fazer ali um projeto como diretor de marketing e saímos de lá com 15 milhão de faturamento em 2 meses. Então a partir daí a gente foi aí tendo no e as pessoas foram observando com os outros olhos. E aí com essa autoridade é aonde que nós fomos tendo essa caminhada de pro digital. Sim. E hoje, como é essa questão do mercado digital? Qual é o propósito quando você pensa: "Eu atendo direto?" Você ensina as pessoas a trabalharem no mercado digital ou então, por exemplo, não, vamos fazer uma loja digital, vou trabalhar com tráfego pago. Qual foi o funil que você fez? Bom, isso foi a partir do momento que eu entendi que infopruto era uma realidade e ele tinha um ticket muito alto, né, aonde você poderia ganhar muito dinheiro com a internet e uma câmera, porque basicamente é isso. Se você tiver uma grande ideia saber convencer as pessoas quebrando a objeção delas, você transforma isso em um produto e você tem sucesso em cima disso. Então, a partir do momento que eu entendi que isso era real, que que eu fiz? Comecei a estruturar, ter minha própria equipe e fui treinando a própria equipe para que eles pudessem executar aquilo que era já validado para mim. Bruno, para quem tá lá em casa e não conhece muito de marketing digital, é basicamente o quê? É trabalhar com redes sociais, é trabalhar com um site, é trabalhar com uma loja virtual ou é tudo misturado? Olha, o marketing digital hoje tudo, o nome dele já diz digital. Então, tudo aquilo que é do digital é o que você transforma em venda, em conteúdo e aquilo que te gera o quê? Os olhos para você, pro seu produto. Isso é o digital, o marketing digital, porque o marketing é aquilo que você faz para vender. E o digital é o complemento disso hoje, porque antes era o marketing offline, né? A gente tinha banners outdoors e tinha os panfletos e tinha o tete a tete, né, que até hoje é o melhor marketing a teta. Ainda ainda sempre vai ser. Como assim? Em era de internet, de rede social. Pois é, porque querendo ou não, hoje na era da internet nem tudo que reluz é ouro. Então o que que acontece? Muitas pessoas vendem, escutem bem, muitas pessoas vendem algo que elas não conseguem cumprir. E que que acontece? Os clientes chegam pra gente machucado e muitos deles querem o quê? O tete a tete. Para entender a realidade do que eles podem realmente viver. Sim. Então, por exemplo, além de fazer o atendimento também via digital, esse tete a tete é primordial. Com certeza, porque ali você passa a segurança pro seu cliente, você demonstra para ele a sua autoridade, né? Porque hoje na terra, né, digital, você tem o quê? Pessoas que vão vender algo que talvez não tenha autoridade, você não conheça literalmente o que ela realmente produz. E aí fica uma coisa muito vaga. E a gente tem que entender, para todos os lugares sempre tem uma pessoa que não é uma pessoa de boa índica. Agora a gente fala sempre aqui no nosso programa, Bruno, das pessoas que investem nos seus negócios. A gente já teve caso de pessoas que falou assim, olha, eu tinha R$ 40 e fiz marmita e vendi marmita. Outras eu tinha R$ 100.000, 500.000, dependendo do negócio. Por exemplo, o seu negócio, quanto é preciso ter em mãos para minimamente abrir um negócio de marketing digital? Olha, na verdade, se você tiver uma vontade, tiver um foco e quiser realmente, eu tenho certeza que tudo funciona e coopera para o bem. Agora você precisa se dispor em ter um coração ensinável, porque nem tudo você sabe e nem tudo eu vou saber e vou aprender com você. E aí nós vamos formar essa estratégia, nós vamos formar uma equipe para o quê? aumentar suas vendas e colocar você para ter sucesso no seu empreendimento. Agora você investiu quanto? Olha, eu investi 0. Você já tinha computador? Eu só tinha o computador em um sonho. R$ 0. R$ 0. Mas no decorrer da trajetória, você foi investindo em equipamento. É claro. É claro. Ao decorrer, né? Você vai o quê? escalando a partir do momento que você vai tendo maturidade, vai tendo ali autoridade, você vai vendo que é necessário para você fazer o investimento. Então, um bom computador, né, uma boa câmera, né, e assim cursos também, né? Então, a gente teve que fazer e também estudar para que isso tudo operasse, né, na operação que a gente tem hoje. Hoje nós falamos em faturamento em mais de R bilhões deais aqui no país. Você já fez o seu primeiro milhão? Olha, vou te contar uma realidade. Nós estamos acostumado a fazer pessoas a faturarem o primeiro milhão. E, é claro, consequência disso, nós já faturamos mais de 3 milhões, com certeza, mas tudo com fruto do nosso entendimento do produto de cada pessoa, de cada cliente. Cada cliente tem um produto específico e a gente vive esse produto. O marketing digital, ele acaba sendo personalizado. Isso com certeza. O marketing hoje ele é um camaleão. Vamos colocar hoje. Se você precisa de um marketing que seja para na rede social, ele é de um jeito. Se você precisa de um marketing hoje para o seu site, ele é de outro. E se você precisa de um marketing de CM, olha, SMS é outro. Então você precisa ter os gatilhos corretos, a forma correta. O que eu chamo aqui na empresa é o método checkmat, porque o método checkmat é aquele que você sabe jogar cada jogada com cada posicionamento correto e entender qual é o momento que a gente pode o quê? Matar a jogada e comer a dama. E o marketing digital, ele também ajuda, por exemplo, empresários a rever as suas estratégias? Ah, com certeza. Tem muito empresário hoje e aí que eles têm são muito enferrujados, eles continuam ainda naquela vela. E a gente lógico, a gente entende, certo? Mas a gente tem que o quê? Cuidar deles com muito carinho e o quê? Trazer para eles a realidade de hoje, né? A realidade de hoje funciona no método antigo. Funciona porque o que que acontece? O um a um ele funciona até hoje. Sim. OK. Mas tem situações que hoje o digital ele pode alcançar muito mais e potencializar o seu negócio. Bruno, no final das contas, valeu a pena fazer essa transição de carreira do Bruno das Pistas, do Bruno que pensava nas playlists, que pensava na divulgação da sua festa para esse negócio. Um outro nicho no mercado digital. Olha, valeu muito a pena, né? Eu fui eh DJ por 20 anos, inclusive numa casa renomada aqui no Shopping Dom Pedro e foi muito bom enquanto durou. E mas essa transição foi uma das melhores que eu fiz, valeu a pena, porque eu construí tudo. Eu construí eh patrimônio, eu construí família, eu construí tudo através da profissão que hoje eu executo como estrategista digital. E também quero deixar para você, se você tem o desejo no coração de ser um estrategista digital, pode me procurar. Ah, você também, então não é só fazer o marketing da empresa, você ensina também. Sabe por quê? Porque hoje nós temos que dar oportunidade para as pessoas que desejam e tem no coração ser empreendedor. Porque hoje o empreendedor ele tem que ter o quê? Ele tem que ensinar. Sim. Porque tudo que ele planta ele vai colher. Então esse empreendedor que você ensinou um dia ele pode ser o seu cliente. Perfeito. Então onde você quer chegar como empreendedor? Olha, eu quero chegar como empreendedor hoje é uma meta que nós temos é de ensinar empresários a estruturarem a sua empresa e colocar essa empresa para ter o quê? as famílias dessa empresa felizes, porque se elas têm a segurança que tem uma estratégia correta e que tem venda, você está fazendo pela família. Então é o quê? Fazer as famílias felizes. Muito bem, Bruno. Obrigada pela sua entrevista. E olha só, o ser empreendedor fica por aqui, lembrando que a gente tem mais uma história de sucesso no próximo bloco. Mas antes você fica aí com as dicas de livros sobre empreendedorismo. E a primeira leitura começa com 27 Leis do Poder do marketing digital de André Coimbra. Um guia direto, estratégico e profundamente prático para quem deseja crescer no digital de forma consistente, ética e sustentável. Cada lei foi moldada ao longo de mais de duas décadas de atuação em projetos reais, mentorias, campanhas e posicionamentos que geraram resultados concretos para marcas e empreendedores em diferentes estágios. Marketing 6.0. O futuro é imersivo, eliminando as fronteiras entre os mundos físico e digital. De diversos autores, a obra traz várias tecnologias de ponta, como a inteligência artificial e a realidade aumentada, modelo que proporciona uma experiência mais interativa e imersiva para o cliente, tanto no espaço físico quanto no digital. Nele, os autores mostram maneiras de integrar essa nova abordagem com as mudanças drásticas de comportamento que vem sendo observadas no consumidor e explicam o que se deve fazer para que uma empresa continue relevante nesse contexto. Marketing digital para empreendedores e pequenos negócios em crescimento. Aprenda o marketing digital e leve o seu negócio ao próximo nível com simples estratégias que geram resultados. O Ebook Kindle traz passo a passo 10 estratégias de marketing digital que geram resultados diversos rapidamente que podem ser implementadas em qualquer modelo de negócio. de volta com o ser empreendedor e a gente vai contar agora a história da Marília, que está aí há mais de 25 anos no mercado digital. Quando tudo praticamente começou. É isso mesmo, Marinha. É isso mesmo. Era quando tudo era mato. A gente já estava no online, já estava no digital. Mas como era antes do digital? Tem esse esse início de como foi desbravar tudo isso? Me conta. Exatamente. Então eu brinco um pouco que eu falo que eu comecei a vender no Orcut. Quando eu comecei a vender online, eu comecei a vender no Orcut. Sim. E a minha hisa ainda vem antes disso, porque eu sou publicitária, formada, fiz um MBA em marketing digital e aí a gente tá falando de ruim falar de data, né? Mas a gente tá falando de 97, 98, então muito tempo atrás. Sim. É, eu fui assim, os meus pais sempre gostaram muito dessa coisa minha de de gostar do digital, de gostar da do computador. Então, eu já tinha um computador em casa, aquele compact que era aquele quadradão. Eu já tinha esse computador em casa, eu ia lá, desmontava o computador, tirava os hardwares, fazia, instalava programas, né? Então, eu sempre gostei muito disso. E era uma época que ninguém nem tinha computador ainda em casa. Então, isso já foi fazendo parte da minha vida, né? e fui estudar publicidade propaganda, depois fui seguir pro pro MBA no marketing digital e chegou um determinado momento em que eu parti para querer ter um site e aí eu montei. Mas desde o começo você já empreendou você chegou a passar pelo momento de trabalhar, por exemplo, numa agência? Trabalhei muitos anos. Trabalhei muitos anos em agência, estagiei, depois trabalhei em agências em São Paulo. Atendi grandes clientes, mas aí quando a gente tá falando de agência e naquela época a gente falava muito do mundo agora, do, né, do físico e não do online. Ainda não existia. Então a gente falava de outdoor, de busdo de jornal, de revista. Eh, esse era o meio que eu vivia, né? Então, as coisas começaram a surgir muito devagarzinho quando surgiu o primeiro e-mail, então as pessoas trocavam e-mail, aí o e-mail, o marketing, tudo foi galgando muito devagar, né? Sim. E e aí quando eu comecei a descobrir esse esse mercado, esse mundo, a primeira coisa que eu fiz, e aí nós estamos falando de 2004, eu tive um portal na internet que chamava Grávida em Campinas e ele era destinado às mulheres que estavam grávidas na região de Campinas para encontrar produtos, serviços, médicos. Mas o que te deu esse insight de criar naquela oportunidade exportal? Eh, eu participei de uma pesquisa numa agência de de propaganda que eu trabalhava e essa pesquisa trouxe que esse mercado de gravidez, né, de bebês era um mercado que tava para explodir. E ninguém acreditava muito nisso, porque era uma coisa meio que ninguém falava muito de gestação. E aí naquela época tinha revista Caras e eles contaram, olha, as atrizes que eram as influencers da época vão começar a aparecer falando de gestação, falando de gravidez. e é um mercado que tem aí a explodir. Eu falei: "Então, eu vou para esse mercado, mas eu quero já ir no online". E foi assim que começou a a minha saga aí no mundo digital, né? E depois através do portal grávida em Campinas, eu entendi que Campinas precisava de uma loja que atendesse bebês, atendesse gestantes, mais voltada para esse nicho. Então, por exemplo, não tinha na época em Campinas uma loja que se preocupasse em não ter uma mesa com um canto arredondado para não bater na barriga da gestante, um piso antiderrapante para que a gestante não escorregasse, porque, né, a gente ia visitar as lojas e e via tudo isso. Falei: "Poxa, olha, pode ser uma coisa legal". E aí surgiu o Apeti Papilon, que é o meu negócio, que eu tenho até hoje, já há 19 anos, eh, surgiu e eu já quis fazer a loja física junto com a online. E aí que eu te contei, a gente vendia no Orcut. Nout era a plataforma que a gente tinha online para oferecer os produtos, batia foto dos produtos, postava na nossa comunidade no Orcut, as clientes telefonavam pra gente e faziam a compra que a gente chamava de venda digitada naquela época. digitada. Digitada, a gente pegava a maquininha do cartão de crédito e a cliente no telefone cantava o número do cartão, porque não existia clonagem de cartão naquela época. Cantava o número, a gente digitava aquele número, fazia venda, ia até o correio, postava a mercadoria e tava chegando na casa de cliente no Nordeste, no Sul, atendendo já o Brasil inteiro. Sim. Mas aí, qual foi a oportunidade que você percebeu para para além da loja, para além de uma coisa para você? Quando você percebeu que outras pessoas e que o mercado e principalmente aí tem um um pulo do gato que tinha um público específico que precisava do seu conhecimento. Olha, isso partiu foi pós pandemia. Quando chegou 2018 eu já vendia mais no online do que vendia na loja física. E eu tomei uma decisão em 2018 que foi fechar a loja física e partir completamente 100% para online. Muitas pessoas desacreditavam na época. falava, mas você vai fazer isso? Você tem uma loja tão bonita em Campinas, grande com 150 m², você vai fechar e vai pro online, mas eu já vendia mais no online do que na física. Então eu já enxergava um caminho muito interessante. E ali eu comecei a estudar muito, estudar, conhecer o mercado, fui fazer curso de SEO, que é pra gente poder ranquear as palavraschaves importantes nas buscas de forma orgânica, sem precisar pagar. e comecei a estudar muito. Eu sempre gostei muito de estudar e e fui estudando, estudando e conhecendo e aprendendo. E quando chegou na pandemia, a minha loja já tava pronta vendendo muito já. E a gente arrebentou de vender na pandemia porque as outras lojas não estavam preparadas para isso. Elas tiveram que correr para tentar se adaptar a o novo momento. Exatamente. E como eu já tava pronta nessa época e tudo correu muito bem, as pessoas começaram a me ver como uma autoridade no assunto e-commerce. Sim. Ela já fez, ela sabe qual que é o caminho a percorrer. E começaram a me perguntar: "Olha, Marília, vamos tomar um café, vamos conversar um pouquinho. Eu queria entender o que você fez." E eu ia, tomava o café, explicava. E aí eu comecei a perceber um nicho de mercado. Falei: "Gente, eu sei tanto, eu estudei tanto, eu tenho tanto conhecimento, eu tenho tanta vivência disso, eu vivo isso no meu dia a dia, por que não, de repente começar a passar esse conhecimento para outras pessoas?" E aí surgiu a ideia, né? Primeiramente, eu, ah, vou fazer um curso online, eu vou fazer uma mentoria. E todo o trajeto que eu percorri e todo o conhecimento que eu tenho, eu entendi que o e-commerce ele não é uma receita de bolo. Então, eh, não é o que é para mim não é igual para você e não é igual para outra pessoa. Pode até ser o mesmo segmento, mas cada um tem que tomar uma estratégia. Mas como isso você consegue diferenciar? pelo produto, pelo serviço ou para quem está atrás desse serviço ou produto. É uma junção de coisas, porque eh você tem que entender quem é aquele empresário, aquela empresária, quem tá por trás daquela marca, qual o que que ela almeja, qual que é o sonho dela. Eu tenho empresárias, por exemplo, que me procuram, eu quero vender só na região de Campinas. Eu quero ser online, mas vender só na região de Campinas. Outra me procura e fala: "Eu quero vender pro Brasil inteiro". E o outro vem e fala: "Eu quero vender internacional". Cada um você vai aplicar um tipo de plataforma, um tipo de estratégia de marketing digital. Então, precisa ser algo muito individualizado. E aí surgiu a ideia da consultoria, que nada mais é do que eu entrar dentro da empresa, entender como aquela empresa funciona e fazer um projeto personalizado para essa empresa. Sim. E desde que você começou a atuar nesse nicho, o quais foram os desafios e também as vitórias? Os desafios maiores é as pessoas entenderem que o e-commerce não é algo que você só sobe produto no site e no dia seguinte você vai estar vendendo. Muitas pessoas têm esse acreditam nesse sonho ainda, porque tem muito guru de marketing na internet que vende assim. Sim, mas começou lá no comecinho era só isso. Isso nós estamos falando de antes da pandemia, tá? Pós pandemia e aí dois a partir de 2020 a concorrência no online cresceu demais. Todo mundo foi para online. E é importante a gente falar que quando a gente fala de online não significa você ter uma loja virtual, você ter um canal de vendas online. Se você vende pelo WhatsApp, você vende online. Se você vende pela sua lojinha no Instagram, no TikTok Shop, se você vende nos marketplaces, Mercado Livre, Amazon, você vende online. Então não necessariamente você precisa ter um site para vender online. Sim, né? Então a concorrência hoje é muito grande na venda online e as pessoas acreditam que é muito fácil. Eu vou abrir um site, eu vou subir os produtos e eu vou sair vendendo. E não funciona assim. A gente fala muito em serviços e produtos sobre experiência do cliente. E no online, essa experiência que antes era do pessoal, o cliente também busca no online? ele busca no online e essa experiência começa desde da navegabilidade, que a gente chama, que é algo que hoje a gente estuda muito, entende muito, a usabilidade, como que essa pessoa vai navegar, o site é fluido? Ela consegue se encontrar dentro desse site? Então esse é um primeiro momento, é o primeiro contato que ela vai ter com a sua marca. Depois, como vai ser esse atendimento? Alguém no WhatsApp vai procurar essa cliente, falar que recebeu o pedido, que tá tudo em ordem, que tá seguindo, mandou o número do rastreador e depois, muito importante, qual que é o primeiro contato físico que essa cliente vai ter com a tua marca? A unboxing, a caixa. Aí você vai mandar num saco preto parecendo um sanito, ou você vai mandar numa caixa bonita, com cheirinho, com uma cartinha escrito à mão, com florzinhas. Então, cada, lógico que cada negócio a gente tem que entender a precificação, que tipo de produto que tá vendendo, né? Mas o encantamento do cliente começa aí. Então a gente vê hoje grandes marcas, uma Louis Viton, uma Guti vendendo online e super bem falando: "Poxa, mas como se tudo é a experiência de marca, você vai pagar milhões numa bolsa, é toda a experiência que você tem de marca de loja?" Não. Hoje a pessoa recebeu uma caixa da Luis Vitton, abrir essa caixa, gravar, aí ela faz gravando, "Olha o que que eu acabei de receber". Então tudo isso faz parte desse encantamento. Sim. Agora tem um detalhe. que você ainda não nos contou, mas que a produção já me contou, por que você também fez um nicho desse atendimento mais voltado pro gênero, por você só atende mulher? Muito bom, muito boa pergunta. Num mercado como a gente tem hoje online, ele é um mercado, vamos dizer assim, que majoritariamente de homens, tá? Então, a gente já tem uma uma barreira aí, né? Por exemplo, uma mulher que tem um e-commerce de joias ou um e-commerce de leris e ela vai procurar alguém para ajudá-la, ela ela vai encontrar na maioria homens trabalhando nesse mercado. Sim. E de repente não é o perfil dele, ele não consegue entender como passar essa mensagem. E eu aí eu entendi que eu poderia nich para atender só mulheres, porque eu estaria entregando para elas justamente esse diferencial. Então, além de eu fazer uma consultoria personalizada e individual, eu sou uma mulher, eu sou mãe, eu sou esposa, eu consigo estar nesse outro lado, nesse outro papel. E além de tudo, eu também sou empresária. Eu também tenho o meu e-commerce, que também é voltado para o segmento feminino, porque a a Petipilon atende bebês e crianças, então a gente acaba atendendo mais mulheres também. Então eu venho já de um nicho que já atendia, na sua grande maioria mulheres e a escolha foi nichada e bem pensada mesmo. Eu quero esse diferencial na minha consultoria. Marília, você disse que no começo era tudo mato e hoje quando a gente pensa em mercado digital, em que ponto nós estamos hoje? Nós estamos entrando com a inteligência artificial agêntica e hoje é muito importante que o e-commerce esteja preparado para vender para robôs. Antigamente a gente tinha que pensar como que eu vou encantar o meu cliente humano, como que eu vou fazer para que, né, para que essa pessoa compre de mim, que objeções que eu vou ter que quebrar e como eu vou fazer para quebrar essas objeções. E hoje você precisa pensar, eu preciso vender pro humano, eu preciso vender pros motores de busca, Google, Bing, e eu preciso vender pras inteligências artificiais. Então hoje nós estamos nesse caminho. O que que eu entendo hoje do meu trabalho é quase que como um médico. Eu preciso estudar todos os dias. Toda semana sai uma ferramenta nova, sai algo novo e se eu não estiver atualizada, se eu não estiver estudando muito, eu vou ficar para trás. Sim. E a minha cliente, a empresária, ela não tem tempo para isso. Ela precisa cuidar do negócio dela. Ela tem estoque, ela tem eh clientes dela, ela tem o financeiro da empresa dela para cuidar. Já pensou se ela tivesse ficar estudando e entendendo tudo que tem de novidade no online ou no digital? Então, ela me contrata, ela tem em mim essa, vamos dizer que essa fortaleza e essa pessoa que vai poder auxiliar e ajudar em tudo que ela precisa no mundo digital. Sim. Agora falando um pouco de futuro, a gente tá falando da inteligência artificial, que há muito tempo era o futuro, mas já é o presente. Sim. O seu negócio, você pensa em como ele vai evoluir, vai ser conforme também essa evolução da tecnologia ou o que você pensa em relação a esse atendimento hoje, a essa consultoria, você pensa em lançar um novo produto digital? Como é isso? Olha só, como eu disse para você, eu acredito muito que o e-commerce é algo bem individual e personalizado. Então, não acredito muito num lançamento de um produto ou alguma coisa que seja global ou que vá atingir muitas pessoas ao mesmo tempo. Eh, o que a gente vê muito é as pessoas falaram assim: "Ah, agora eu vou perguntar pro chat GPT ou eu vou perguntar pro Gemini, eu não preciso mais de um consultor, eu não preciso mais de um especialista, porque o chat GPT vai me responder tudo." E na verdade o que a gente eh tem no chat de PT são eh informações muito ricas e hoje a gente também utiliza inteligência artificial. É importante que todo o negócio esteja inserido nesse mundo das IAS, mas é importante também entender até que ponto você precisa da humanização. E eu acredito muito que o e-commerce ele vai ter uma virada. Hoje a gente tá todo mundo muito ligado nessa questão da IA, tudo muito digital e eu acho que as pessoas vão se cansar um pouco disso e quem vai fazer a diferença no futuro é quem for humanizado, quem conseguir destacar esse diferencial dentro do negócio. Então eu acho que as coisas é, o mundo é cíclico. Apesar da gente falar muito em respostas prontas, as pessoas querem respostas personalizadas. Personalizadas. Exatamente. Então o robô bem treinado, ele consegue fazer muito por você. E ele vai ajudar muito a gente em diversos aspectos, mas numa consultoria, em tratar de um negócio com um especialista, eu ainda continuo acreditando que o humano ainda vai por muito tempo. Ou seja, nessa relação de marketing digital, claro, precisa se saber muito de tecnologia, mas não pode esquecer os relacionamentos pessoais. Exatamente isso, né? que eu acho que eh saber encontrar esse limear, esse limite vai ser quem vai se destacar no futuro. Marília, muito obrigada, muito sucesso e a gente encerra o ser empreendedor de hoje. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde tem a estreia de um novo programa. E você também pode conferir todos os nossos episódios lá na playlist do youtube.com/tvcâmara e também no portal da TV Câmara Campinas. Até um próximo ser empreendedor. الله