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Ser Empreendedor | Empreendendo no Setor Pet
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Ser Empreendedor | Empreendendo no Setor Pet

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Resumo editorial

O programa aborda o empreendedorismo no setor pet, com William Passarini relatando sua trajetória profissional e o planejamento para abrir um pet shop no Centro de Campinas. Também discute a capacitação de profissionais de banho e tosa, a importância da prática presencial e o uso do Instagram e do Google para atrair alunos.

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Descrição do vídeo

William Passarini transformou 16 anos de experiência em hospital veterinário em um pet shop no Centro de Campinas. Após quatro anos de planejamento, investiu R$ 120 mil e, segundo seu relato, recuperou o valor em menos de um ano. Na entrevista sobre gestão de negócios no setor pet, explica a escolha do ponto próximo a apartamentos, a ampliação da equipe e a oferta de serviços como banho, tosa e hidratação.

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Olá! [música] [música] O Brasil possui 166.8 8 milhões de pets, o que leva o país ao terceiro lugar na posição do ranking mundial, um mercado em expansão que tem uma previsão ainda para 2026, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Setor de Estimação, de uma perspectiva de movimentar R bilhões deais. E o ser empreendedor de hoje vai falar desse segmento. Neste primeiro bloco, nós vamos conversar com William Passarini, que justamente decidiu montar o seu negócio de pet shop e também consultoria para outros estabelecimentos. William, primeiro me conta dessa sua relação com PET, como que começa isso? É mesmo antes de você resolver empreender nesse segmento, quem veio primeiro, empreendimento ou o amor pelos pets? O amor pelos pets. Bom dia, tudo bem? Eh, primeiro veio o amor pelos pets. Eh, há 16 anos atrás eu entrei num hospital veterinário como motorista e aí trabalhei do anos e fui me aprimorando, fui crescendo, passando para auxiliar cirúrgico, eh, auxiliar de banheitosa e fazendo todas as áreas. Eh, e nesses 16 anos eu fui pegando conhecimento, foi como uma faculdade, eu fui aprendendo, me estabilizando, profissionalizando para chegar no ponto que eu cheguei hoje e abrir meu estabelecimento. Aí lá você já fazia até atendimento também. atendimento, auxiliava em cirurgia, banho e tos, que nem eu falo, a gente ajuda em tudo, a gente tem que aprender tudo. Então, a gente fazia banho, a tosa, eh, auxiliava os as pessoas e foi uma faculdade, a gente sai de lá já formada. E como foi essa transição para abrir o seu próprio negócio? Você pediu demissão ou por acaso você foi demitido e falou: "Agora essa é a hora?" Qual foi o start? Eu tava já me organizando para fazer isso. Eh, há 4 anos atrás eu coloquei que eu queria abrir meu pet e aí eu fui guardando dinheiro, me estabilizando. Cheguei no meu patrão, falei: "Ó, não dá mais. Eh, quero fazer um acordo, quero sair". Que eu percebi que tá na hora de eu voar sozinho agora. Ele na hora falou: "Ah, tudo bem, vai fazer muita falta, eu posso cobrir o que?" Eu falei: "Não, tá na hora, tá na minha hora". E aí eu decidi, acabei saindo numa boa, abri meu pet e graças a Deus estamos seguindo. Nós estamos em local eh no centro de Campinas, ao lado de uma avenida bem movimentada. Como que foi então pensar em todas as estratégias, modelo de negócio, inclusive o seu funciona dentro de um contêiner? Como foi preparar e pensar? Local do ponto e tudo mais. A gente quando estuda para abrir um pet, a gente estuda onde tem mais cachorro, apartamento. As pessoas trabalham e não tem aquele tempo de dar atenção e eu trato pet. Então a gente falou assim, eu como eu já trabalhava aqui há 6 anos na área central, eu vi que aqui tem muito pet, é muito idoso com cachorro e hoje o pet ele não é mais aquele, ah, dá comida, ele vai cuidar da casa, não, ele é um filho. Então a pessoa cuida como um filho. Falei: "Meu, e aqui já é minha área?" e apareceu a oportunidade de comprar aqui. Aí a gente comprou o pet. Ah, não é alugado, não é alugado, é comprado. Aí a gente comprou aqui e resolveu montar o pet. Então tá no coração de Campinas, onde a maioria do do redor nosso é apartamento e nossos clientes são totalmente daqui. Qual foi o seu investimento inicial? O nosso investimento inicial com um ponto tudo R$ 120.000. Em quanto tempo você já fez uma prospecção de ter esse investimento de volta? A gente se programou para um ano ter esse retorno. Graças a Deus a gente tá já conseguiu menos de um ano obter esse retorno. Já deu tanto sucesso então, hein? Graças a Deus. Tanto que a gente começou com uma pessoa, hoje nós somos em três aqui no PET e vamos abrir a quarta vaga agora para final de semana porque o fluxo tá sendo muito grande, então a gente vai pegar um freelance para poder suprir a necessidade. Quais são os serviços que você oferece no estabelecimento? A gente oferece pacote de banha e tosa. Eh, tem a hidratação, tem o triming, que é uma tosa especial, que é toda artesanal, eh, o banho de ozônio, que é um diferencial hoje, é o banho de ozônio. E a gente tem, o que que é o banho de ozônio. O banho de ozônio é essa nossa máquina. Ela libera eh 70% de O3 e 30% de água. Mas qual é a diferença em relação ao banho comum? A diferença é que é para cachorro com problema de pele, eh, fungos, dermatite, preven 90% contra o câncer. Então é um banho terapêutico, a diferencial é esse e é um custo alto, mas que assim compensa. Se você for ver pelo resultado, eh, de 10 cachorros, 10 sai satisfeito. Não teve um até hoje que voltou. Então é um banho bem benéfico. Do momento em que você abriu o estabelecimento, como que foi então falar pros clientes? Olha, nós estamos nesse local, atendemos, como foi essa divulgação? Eu falo que assim, o marketing, a propaganda foi tudo eu. Eu abria o pet, deixava as meninas, pegava panfleto, rodava 7 km ao redor todo dia. Todos os dias. Ah, então não foi aquele método, ah, agora tem tecnologia, vou usar sua rede social. Usava. Eu falo que o Instagram é um funcionário que a gente paga e ele impulsiona, só que a gente não pode ficar parado. Então assim, eu eu pegava panfleto, punha pet aqui e falava pr as meninas, já venho. E aí rodava 7 km aqui em volta. Até porque você disse aqui, como nós estamos em uma área com muitos condomínios, muitos edifícios, foi esse público que você foi atrás. Foi. É o que eu falo aqui, em uma avenida só você pega mais de 30 apartamento. Então assim, a gente conseguiu fazer hoje, graças a Deus, a gente mantém com a internet, a gente não faz mais essa correria hoje. Mas assim, a gente conseguiu, correu e conseguimos chegar. Até porque a gente tá em um estabelecimento, como eu disse, dentro de um contêiner que você eh divide com outros estabelecimentos. É uma área comercial. A gente teve uma lei aqui no município aprovando que estabelecimentos comerciais pudessem funcionar porque fica embaixo de um pontilhão. Isso. E aí você tinha que divulgar, ó, eu estou nesse local. Isso aí é mais ou menos por aí. Na primeira semana já deu o resultado ou demorou um pouquinho? Mais isso. Ã, a gente é que eu falo, a gente nunca passou um dia sem ter um cachorro aqui, que foi um propósito. Aí de que abriu, eu falei, nem que eu tenha pegar um cachorro na rua, mas a gente vai colocar aqui, mas não vai ficar sem. Mas graças a Deus, assim, nunca passou. Eh, e foi difícil porque a gente falava, ó, estamos na na avenida de baixo do pontilhão, como isso aqui era usuários que ficavam aqui, fizeram um local, né? A pessoa fala: "Mas posso ir parar de carro?" falou: "Não, aqui é tranquilo, pode vir. um estacionamento. Hoje eles já associam, já passam a localização, eles já sabem que é tranquilo, mas demorou um pouco para pôr na cabeça deles. Teve que tirar aquela fama anterior que tinha desse espaço, que era um local, para quem não é de Campinas, esse pontilhão era um local que muitas vezes pessoas em situação de rua que são eh adictos ficavam por aqui. Então, houve um trabalho aqui no centro da cidade para revitalizar esse espaço, torná-lo um centro comercial, que é onde funciona o seu pet. Isso aí. Isso mesmo. Então, teve que tirar toda aquela crença. Então, pode vir aqui, tem segurança, tem segurança, tem estacionamento, pode parar em qualquer vaga, tem manobrista, caso deixe eles não manobrar pra gente, não tem problema nenhum. Sim. E desde então você disse que nenhum dia ficou sem um trabalho, apesar que começou com um e outro. Hoje você consegue atender mais ou menos quantos por dia? Hoje a gente atende em torno de 16 a 20 cachorros por dia. E final de semana aí aumenta. A gente como a gente tá pegando mais uma terceira pessoa para poder aumentar mais. Aí bate 23, 25. Mas aí qual é o diferencial? Ter esse colaborador a mais, esse parceiro a mais ou aí você também tem que investir em mais maquinário? Então é, eu vou ter que investir em maquinário porque a gente montou para duas pessoas, como tá entrando a terceira, eu vou ter que adquirir mais maquinário, que é uma terceira banheira. É isso? Não, não. A banheira ainda supre porque elas dão o banho e coloca na máquina. A máquina já faz o é como se fosse um funcionário. Ela seca. Ah, essa máquina é de secar. Gente, depois nós vamos mostrar detalhadamente o funcionamento e o processo do banho. Depois uma máquina. Ah, então não usa mais aquele secador, usa. A gente dá o banho, põe aqui, tira o excesso do da água e põe na máquina para terminar de secar. Hum. Então eu falo que é um outro funcionário. E o cão, como é a questão do humor do cão? Eu digo isso porque, gente, eu tenho um cãozinho, um bacê de 15 anos que ele dá trabalho toda vez que eu mando no pet, ele quer fugir. Ele no outro dia eu tive que inclusive eles esperaram que eu chegasse para conseguir cortar a unha, porque quando foram cortar a unha dele, ele começou a ficar tão nervoso que a língua começou a rochear. Nossa. Então, como que é também esses desafios de trabalhar com humor canino desses seus clientes? É difícil, é difícil. Tem cachorro que vem aqui, o proprietário até depois se quiser olhar nossas avaliações ou no Instagram, a pessoa fala: "Ó, o cachorro é bravo." Nós temos a nossa atosadora Daane, ela trabalha com música terapia. Ela põe o pet em cima da bancada, liga e deixa 10, 15 minutos a música ambiente pro pet acalmando e ela vai ganhando confiança. Eh, tanto que no na avaliações do Google, a mulher falou assim: "Ó, vou levar um cachorro muito bravo, não se adaptou em três, quatro pet". O cachorro veio, o meu já fugiu de pet? Não, o cachorro veio aqui. A gente filmou e mandou para ela o cachorro bonzinho o tempo todo. Ela não acredita. Eu falei, tem que ter, tem que saber mexer. E graças a Deus assim, vem cachorro bravo, vem. Mas ela é treinada para conduzir o pet bravo. Tanto que a gente fala é bravo. Ele sai daqui, a gente manda pro cliente. Não acredito. Eu falo que nem o filho perto da mãe, ele fica bravo. Tirou a mãe de perto, acabou. Acabou a brave. Acabou. É. E essas técnicas hoje, quando a gente pensa no pet, a gente até conversava um pouquinho antes de você disse, antes o pet era aquele que ficava no quintal, hoje o pet ele faz parte da família. E quando chega aqui vocês têm esse olhar, inclusive com músicoterapia, é bem nesse princípio de que eu estou cuidando de alguém da sua família, a gente tá cuidando de um filho, né? É que eu falo assim, a gente manda nosso filho na escola, eu não quero que volte machucado, é a mesma coisa o pet, quando deixa o pet aqui, a pessoa tá entregando um filho para você, porque ela tá confiando. Então você tem que fazer o melhor pro pro pet. É que eu falo assim, a gente preza muito pela pela qualidade e pela segurança do pet. Tem pet que vem aqui fica nervoso, não deixa eu cortar unha. A gente fala: "Ó, dessa vez não deu, vamos deixar ele pegar confiança, na próxima a gente corta". Por quê? A gente não quer estressar o pet, a gente quer ganhar confiança. A gente prefere fazer: "Ah, mas não cortou a unha, vamos fazer no próximo." Por quê? para te acostumar com a gente, eh, não ter o risco de cortar ele, puxar e machucar, então a gente prefere preservar. É, o meu eu tive que agora, não sei se é porque ele tá ficando velhinho, ele vai ficando mais mais enjoado mesmo. Eu tive que segurar, ele é um bacet, teve que colocar a focinheira e eu segurar assim para ele não ver que tava cortando a unha. Mas olha, dá um trabalho mesmo. Você disse no começo da nossa entrevista, William, que além do pet, você também atua com consultoria. para outros pets. Como que é isso e como você pensou nesse nicho de mercado? Eu pensei quando eu trabalhava de empregado na dificuldade que era para poder gerir, fazer acontecer. Eh, e aí eu fui estudar, eh, fui, me formei em consultor. E por quê? Porque a gente vê muito pet que não vai pra frente. Por quê? A pessoa que dá o banho, faz a tosa, ele resolve sair do lugar e abrir o pet. Só que ele não tem a visão administrativa, ele tem a visão na produção. Ele é a mão de obra, mas ele não tem a visão administrativa e aí não sabe colocar valor, eh, não sabe como atrair cliente. Então eu entro nessa parte para poder ajudar a pessoa a atrair cliente. É, num dia, é que nem eu falo, dia de chuva, a gente tem que vender eh guarda-chuva em dia de chuva, em dia de sol, eh vender gelo para esquimó. Então a gente tem que aprender na necessidade, a dificuldade, que que a pessoa tá precisando e a gente estudar e entregar um bom resultado. Sim. Então aí você dá essa consultoria para esses novos empreendedores que também querem abrir o seu negócio. Sim. do do curso para atendimento, para recepcionista, toda essa parte de consultoria na dificuldade da empresa, eles me passam e eu vou estudar para entregar o melhor. E essas peculiaridades é diferente de você falar: "Ah, eu vou abrir um, sei lá, um consultório para humanos e tem que ter uma recepcionista do pet?" Não, não é. Eh, eu fui ajudar uma pessoa que tem, ela tem açog, não tava dando certa recepção. Ela falou: "Você não pode vir dar uma ajuda?" Falei: "Vô". foi lá de falou: "Nossa, melhorou muito, já tá agora, tá fluindo". Mas por qu eu falo assim: "Eh, atendimento é atendimento, independente se é daqui ou se é de outro lugar, eu falei, você tem que atender bem, tem que entender, eu falo assim, tem que entender a necessidade do cliente, sim, para você atender ele, n? Atendimento qualquer um faz, tem que saber a necessidade do cliente. William, agora com essa visão empreendedora, você acredita que vai chegar num ponto em que você possa deixar, inclusive aqui com suas colaboradoras, para você se dedicar mais à consultoria? ou você vai manter desse jeito. Quais são os planos? Os planos é, graças a Deus eu consigo deixar que nem a Dai, que é a nossa tozadora e responsável aqui do PET, eu consigo sair e deixar na mão dela para ir fazer minhas consultorias. E nossos planos é abrir a segunda loja. Já temos a segunda, só estamos fechando as coisas para poder abrir. Ah, pode dar um spoiler aqui pra gente. Em que região de Campinas essa loja? É Campinas. Campinas. Campinas. Lá na região da Badimpau, Nova Europa. Sim. Vai, sei lá, a gente vai abrir uma loja aí. ser o mesmo nome. O mesmo nome, o mesmo formato, vai ser tudo igual. Conêiner também? Conêiner também, sim. E, por exemplo, você está na região central, vai para um outra região lá, é região Suleste da cidade, correto? Qual foi a pesquisa que você fez para escolher esse local? A a pesquisa que nem eu falei, é apartamento, é ver onde tem muito pet, parcão que hoje tem muito isso, parcão, tem par e lá é avenida Banpau, é muito apartamento. E aí um pouco mais pra frente tem a estrada caudelaria que tem muito apartamento, que vai para valinhos, tem o swis park que é condomínio. Então ali a região é muito ampla para pet shop, um mercado muito importante. Mercado, tem muito petshop ali, tem petshop conhecido, renomado, mas eu falo é que nem barbearia, tem espaço para todo mundo. Basta se mostrar seu trabalho e ser um bom trabalho. Você imaginava, William, lá atrás, quando você começou como motorista de um pet, que hoje você estaria nesse local já pensando em ampliar o seu negócio? Jamais, jamais. Eu falou que a gente cai na acomodação, né? Ah, tá bom, vou ficar por aqui, tá bom? Mas depois que a gente começa a ver, falar: "Não, eu tenho capacidade para v um pouco mais alto". E aí foi indo. Mas eu não imaginava, não. Não imaginava. Há 4 anos atrás foi um sonho. Vamos pensar, vamos mudar e hoje conseguimos realizar. É isso aí. Olha só, o ser empreendedor vai para um breve intervalo, mas daqui a pouco a gente volta. Antes você fica com as dicas de livros sobre empreendedorismo. Até já. A gente começa com Desvando os segredos do mercado [música] PET de Robson Schuler. A obra aborda a nova era do setor, unindo o propósito do cuidado animal com ferramentas práticas [música] de gestão empresarial, marketing de experiência e visão estratégica. Pet business, a [música] fórmula secreta para o sucesso de Issa Ibraim Berquim. Ela oferece ferramentas de gestão aplicáveis a petshops, clínicas e profissionais autônomos, trocando a intuição por planejamento e dados concretos. Empreendendo com animais [música] de estimação, guia para abrir e gerenciar um petshop. Este é um guia prático [música] em formato de e-book com passo a passo sobre plano de negócios, [música] escolha do local, gestão de estoque, contratação, precificação e marketing. [música] [música] De volta com o Serreedor e a gente continua falando sobre Mercado PET, até porque dados divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para animais de estimação mostram que a abertura de pequenos negócios ligados a este segmento cresceu 22% nos últimos anos, totalizando mais de 41.000 novos empreendimentos no país. Nós inclusive mostramos um no primeiro bloco que foi aberto há pouco tempo a partir de uma experiência. Mas você sabia que muitos desses profissionais para abrir o próprio negócio procuram uma especialização, procuram aprender a trabalhar? E é aí que entra o negócio da Camila, que ela está desde 2014 nesse segmento, é médica veterinária, mas partiu para um outro caminho, o ensino da estética animal. Camila, conta para mim como foi essa questão de formar a médica, mas perceber que este era um importante nicho. Sim, na verdade, eh, quando eu comecei trabalhar nisso, eu percebi que eles são os filhos das pessoas. Então, hoje é muito normal uma família ser constituída pelo pai, a mãe e o filho pet. E quando a gente pensa neles, a gente observa que esse mercado hoje ele é muito amplo e ao mesmo tempo muito emocional. Então eu preciso não só cuidar da beleza, mas sim do do como um todo desse animal. E a saúde deles, o bem-estar deles dentro do pet shop hoje é o que mais o cliente quer. Ele prefere o animalzinho dele que não esteja nem tão bonito, mas que ele esteja completamente com bem-estar e seguro dentro do Boitosa. Sim, quando a gente pensa nessa segurança e nos profissionais, lá em 2014, quando você abriu o negócio, ainda não tava tão quanto hoje. Sim. Como foi também crescer, perceber essa expansão do mercado e também você ir proporcionalmente também atraindo novas pessoas e empreendedores que falam: "Olha, eu quero aprender para abrir o meu negócio, eu quero aprender para trabalhar, para oferecer meu serviço". Como é formatação disso para você? Bom, eu comecei com 14 anos no Banitosa, então vamos falar aí, já tô, já estou há 22 anos e realmente mudou muito. Antigamente o cão era para cuidar da casa, hoje não. Ele é um membro da família. E o que que a gente percebe? Eh, quando você procura um petshop, hoje a primeira coisa que a pessoa pensa é: "Opa, essa pessoa sabe realmente o que ela tá fazendo?" Então, na verdade, foi daí que eu comecei a perceber que a gente precisava de um lugar especializado. Então, acabei trabalhando em outras escolas de banheitosa, mas não é simplesmente um banho. Muitas vezes o tutor pensa que o banho é só pôr o shampoo, secar e tá tudo certo. Mas na verdade não. Um cão dentro de um banho tosa, ele corre muitos riscos de afogamento, estress, quedas, eh intoxicações. Tanto que a gente tem uma lei mais recente que fala inclusive que todos os pets têm que ter uma câmera dentro dos estabelecimentos justamente para que haja um uma maior transparência em torno de alguns casos que nós tivemos inclusive aqui no Brasil. Sim. Sim. E essa câmera, na verdade, claro, ela é muito segura para o responsável pelo cão, mas ela também traz a segurança para o profissional que trabalha com segurança, porque mostra qual é o seu procedimento. Então, sim, ela é muito importante. Nós sabemos que em qualquer profissão tem profissionais que às vezes não estão tão qualificados, mas isso protege o que tá qualificado e que ele mostra que realmente ele teve esse cuidado. Então, a câmera hoje ela é imprescindível pro pet, pro responsável e também pro empreendedor na área. você diz que realmente o cuidado com o pet não é só simplesmente um banho, um shampoo. A partir disso, inclusive eu vi aqui, gente, na descrição, a Camila, ela é mestre inoming, que foi a primeira pergunta que eu fiz para ela quando cheguei aqui. E agora ela vai contar para você em casa o que é isso, Groming. [roncando] Sim, eu sempre brinco que o jeito mais fácil de explicar é o cachorro quente e o hot dog. Na verdade, o tosador ele é o groomer. Então, a escola de grooming é a escola de tosa. Mas claro que como todo brasileiro, aquele glamour do inglês, ele vem, mas aqui no Brasil, se a gente for titularizar, eles meio que classificam, não existe essa classificação, mas eles classificam como o banhista, tosador, o esteticista de animais e o groomer. Então, esse profissional mais renomado que já tá trabalhando com patrocínios, palestras, cursos internacionais, competições, tem competições que valem até R$ 10.000. Inclusive vocês estão observando alguns troféus aqui atrás. Isso é fruto de toda essa técnica? Sim, porque é um mercado muito amplo. Eh, a mão brasileira, né, essa mão de obra, prestação de serviço, ela é muito bem vista. Então, o nosso mercado é extremamente aquecido, principalmente nos campeonatos. Nós temos hoje acontecendo aqui no Brasil o maior campeonato da América Latina. Então, a gente tem as 300 competidores juntos tosando animais e mostrando a técnica e a competência. Você imagina uma coisa dessa? E um prêmio de R$ 10.000, ou seja, estética tá lá no alto no nosso mercado. E pensando nisso, qual é a média de alunos que você tem mensalmente? O curso dura, explica primeiro, quem chega aqui, por exemplo, ah, eu nunca trabalhei com pet, por onde começa e como funciona todo esse processo de se tornar aluno e passar por cada uma dessas fases que você mencionou? Eh, a gente prefere muito quando o aluno não tem experiência, porque é muito melhor para ele entender como funciona a escola. Quando ele se matricula aqui, a primeira coisa que ele vai receber são as normas da escola. Então, ninguém chega aqui. Eles querem pegar um cachorrinho no primeiro dia, mas não. Eles sentam, aprendem normas, segurança, eles entendem dos equipamentos que eles vão trabalhar. Depois disso, eles vão passar por um treino, não só motor, mas psicomotor, onde eles aprendem a manusear o material. A gente tá falando do filho das pessoas com materiais cortantes. Já não vai pegar a tesoura direto no pet, não. De forma nenhuma. Ele aprende primeiro no ar, depois em bexiga, em lata, nunca no pet. E aí ele começa com os procedimentos mais simples no cão. Isso sempre acompanhado pelossa indicação é que seja um curso intensivo. A o órgão de correlações brasileiras ele exige que o curso tenha em torno de 200 horas de carga horária. O nosso, ele tem isso e mais 200 teóricas. Mas para embasamento, essas horas ficam em formato intensivo. O aluno fica aqui o dia inteiro, desde as 9:30 da manhã até às 18 praticando com a gente durante um mês, dois meses, depende do desenvolvimento dele. Aí sim ele vai se considerar pós provas, prática, teórica, ah, tem prova também. Pá, com certeza. se ele vai sair daqui, tô usando um animal eh que é filho de alguém, ele precisa estar certificado com nota. Então, ele passa por três provas. E também nós temos um formato hoje que tá saindo muito, que é nosso carro chefe de vendas hoje é o nosso curso em parceria com a faculdade e nosso curso acaba sendo uma uma extensão universitária, onde o nosso aluno sai com curso profissionalizante com o selo do MEC. Mas uma exigência que a gente tem para isso é que o aluno faça um curso de primeiros socorros. Então, esse aluno, ele vai sair daqui não só cuidando de um animal na parte estética e no bem-estar, mas aconteceu uma parada cardiorrespiratória, esse cachorro convulsionou, eh ele teve um acidente, cortou o animal, como proceder? Então, esse aluno ele sai literalmente formado de forma integral. Vocês formam geralmente quantos alunos? Em torno de 20 alunos mês? Em torno de 20 alunos mês. Se for nesse módulo intensivo de ficar o dia inteiro todos os dias. Sim. E tem pessoas que falam: "Olha, eu já eu já faço banho, já trabalho, mas eu quero me especializar em alguma coisa". Também tem esse nicho? Sim, a gente brinca que são as nossas pós-graduações, com certeza. Então, um profissional que já tá trabalhando, às vezes ele tem anos de experiência e ele não não se adaptou às vezes uma nova tendência com vai, vamos pensar aí, Copa do Mundo, todo mundo queria pintar os cachorros, as mechas. Então ele vem para fazer cursos específicos. Aí são cursos mais rápidos. Sim. Uma outra questão é esse público, quem vem aprender com você, ele pensa o que, ah, o mercado tá crescendo, eu preciso aprender para arrumar meu emprego ou não, eu preciso aprender para ter o meu negócio. Quem é esse público que vem? Bom, então são basicamente três públicos que a gente tem. Os que querem empreender, a primeira vez ali dele, ele pensa: "Putz, o que eu vou fazer? Que que eu gosto de cães?" Então ele empreende ali, nós temos pessoas que já trabalham e o próprio proprietário da empresa traz eles para se profissionalizar. Afinal, o mercado tá pedindo isso. E nós temos um público que tá crescendo muito, que são os pais de pet. Eles hoje querem fazer os cursos porque eles, alguns têm receios, então assim, vai ter cachorro para todo mundo, tanto para ir no Baitosa, mas como também hoje tem mães de pet e pais de pet. Então eles fazem cursos para simplesmente cuidar dos seus próprios animais. A gente conversou um pouquinho com a Camila antes dessa gravação e você também contou que inclusive tem algumas pessoas que pensam em empreender nesse mercado fora do país. É um nicho importante, então fortíssimo. A mão de obra brasileira, ela é muito requisitada, tem uma qualidade absurda, né? brasileiro tem isso, essa vontade de fazer bem feito. Então, só esse ano nós formamos alunos do Peru, Paraguai, eh Inglaterra, Estados Unidos, é como se fosse água. Tem aquela questão também de, olha, eu vou aprender as técnicas aqui e a gente sabe que tem muita gente que vai trabalhar fora do do Brasil, inclusive na Europa. Ah, eu vou trabalhar em casa de família e tem as outras técnicas também. Prestar esse serviço para para essas famílias é importante. É um nicho também que dá para ficar de olho. Sim, a gente tem uma aluna que ela é da Irlanda, acredito que a gente até postou no Instagram. Essa aluna, ela já trabalha em uma casa e ela cuida do cachorro. Então quando ela veio pras férias aqui no Brasil, ela aproveitou para fazer esse curso, porque querendo ou não, ela tá agregando valor no serviço dela. Então, com certeza, uma excelente opção. Sim. Quando você abriu o negócio em 2014, você já tinha feito um planejamento estratégico do ponto de vista, olha, eu vou investir aqui, a gente tem inclusive a informação que você lá investiu R$ 100.000, né? Um mercado em franca expansão, você tá 22 anos nesse mercado, isso mudou muito. Sim. Eh, eu já trabalhava numa escola de Baitosa que decidiu fechar, aposentar, então eu já tava no ramo, vamos te dizer. Então, eu já trabalhava numa escola que já tinha um número muito grande de alunos, de clientes. Eu não conseguia montar um negócio pequeno, eu já precisava montar uma coisa grande. Porque você trouxe aquela clientela? Exato. Na verdade, até os próprios colaboradores. A gente já contratou todo mundo, foi quase que uma migração assim de empresas. Meu marido ele desfez a sociedade em uma empresa que ele tinha. Então, a gente conseguiu esse investimento de R$ 100.000. Foi muito preciso, porque afinal aqui a gente tem 500 m² para que a gente possa atender esses 20 alunos mês a média de R$ 3.500. Você cuida mais da parte pedagógica e ele da administrativa. Exato. César, ele é administrador, tá se formando agora na parte de direito, então ele toma conta dessa parte mais jurídica, empresarial. Sim. E eu tomo conta da, eu sou formada e pós-graduada em gestão de pessoas também. Sim. Mas eu cuido exclusivamente dos alunos, né, dos cães e dos alunos aqui. Sim. E agora pensando para 2027, tem planos, tem novidades que você possa já nos contar? Sim, na verdade nós estamos expandindo eh essa formação junto ao MEC, porque a gente acredita que agora o mercado, mudanças, políticas, todo mundo tem que tentar uma coisa nova. Quem tá otimista vai investir e quem tava pessimista também quer investir numa nova mudança. Então a gente acredita que o mercado pet vai est muito em alta. Um, porque os animais continuam crescendo muito e dois, porque é um mercado que tá se anos consecutivos só espaço. Então, sim, a gente acredita que vai crescer demais e por isso a gente tá investindo muito nessa capacitação junto ao MEC para que os nossos alunos tenham um diferencial no mercado. Vamos pensar, você vai fazer uma unha, você faz um curso de manicure e tá tudo bem, mas imagine um curso de manicure vinculado ao MEC com as exigências do MEC. Então, é isso que a gente quer trazer. A gente quer trazer um curso que seja realmente muito profissionalizante para que a pessoa possa abrir esse mercado. E a captação desse aluno hoje é rede social, é indicação, como é feito isso? Muito feito no boca a boca, mas hoje em dia o Instagram ele é de uma forma absurda, né? Então sim, tem um investimento muito grande ali no Instagram, mas Google também, vamos falar que é muito forte. Então, a gente faz o investimento mensal relativamente alto, eh, para trazer as pessoas aqui. A partir do momento que ela conheceu, deu uma pesquisada, ela começa a ver avaliação de Google, vai num banitos e pergunta onde você fez curso e então é uma junção de tudo, mas confesso que o Instagram e o Google ali são os que mais chamam. em tempos de internet, já que a gente tá falando sobre isso, e também muita gente pergunta por, e isso eu já sei que tem em outros lugares, por que não fazer, por exemplo, um curso online? Eh, eu acredito assim, uma especialização, você já é formado, você quer entender uma técnica bem simples, ok, mas filho das pessoas, material cortante, você precisa ser no presencial. Então eu falo muito aqui com os alunos, quando eles estão praticando, são detalhes, é uma forma de segurar, é uma pressão que você pode fazer, é como encostar a lâmina, precisa ser presencial. Eh, eu falo para eles assim: "Você deixaria o seu filho com um médico que aprendeu a fazer uma cirurgia online?" A gente não deixa. Nem mesmo o motorista que aprendeu online, a gente não deixaria o nosso filho ou até mesmo o nosso pet, um veterinário online. A gente não quer. Então, por que que o banosa seria seguro online? Sim, a prática ela sempre vai ser soberana. Verdade. Então, Camila, parabéns pelo seu trabalho e o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem a estreia de um novo programa e a playlist com todas as nossas entrevistas que trazem histórias inspiradoras. Você confere no portal da TV Câmara Campinas e também no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Até um próximo ser empreendedor. [música] [música]
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