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Esclerose lateral amiotrófica

Neurologista explica como a ELA afeta os movimentos na TV Câmara Campinas

No Saúde é Vida, Wesley Alfredo Gawlinski Arruda detalha a degeneração dos neurônios motores e o componente hereditário da doença.

Por Redação TV Câmara Campinas
Neurologista Wesley Alfredo Arruda em participação remota no programa Saúde é Vida, da TV Camara Campinas
Neurologista Wesley Alfredo Arruda em participação remota no programa Saúde é Vida, da TV Camara Campinas

O neurologista Wesley Alfredo Gawlinski Arruda explica como a esclerose lateral amiotrófica (ELA) compromete os movimentos voluntários no Saúde é Vida, da TV Câmara Campinas, publicado em 8 de novembro de 2026. Na entrevista, o médico aborda a degeneração dos neurônios motores, as hipóteses investigadas para a origem da doença e a participação de fatores hereditários.

Segundo Arruda, a ELA integra o grupo das doenças do neurônio motor. Ela afeta tanto o neurônio motor superior, que transmite os comandos originados no cérebro, quanto o inferior, responsável por levar essa informação até o músculo. A degeneração desse trajeto prejudica a execução dos movimentos e pode comprometer a respiração e as atividades cotidianas.

Ao tratar das causas, o neurologista afirma que entre 90% e 95% dos casos são considerados esporádicos, sem histórico familiar conhecido. Nesses casos, os mecanismos que desencadeiam a doença ainda não são plenamente compreendidos.

“Provavelmente é uma mistura, uma combinação de muitos processos que vão levar essa perda dos neurônios motores.”

Entre as hipóteses estudadas, o entrevistado cita alterações no funcionamento das mitocôndrias, estruturas celulares responsáveis pela produção de energia. Também menciona o excesso de estimulação associado ao glutamato e falhas nos mecanismos de limpeza e reciclagem das células, com acúmulo de proteínas como a TDP43.

O componente hereditário aparece em uma minoria dos casos, conforme o médico. Um dos genes mencionados na entrevista é o C9ORF72, também relacionado à demência frontotemporal. Arruda explica que algumas apresentações da ELA podem envolver alterações cognitivas, dependendo de fatores como o gene e a variante envolvidos.

O neurologista também diferencia a ELA da esclerose múltipla. Segundo ele, a esclerose múltipla pode atingir diferentes regiões do sistema nervoso central e apresentar manifestações distintas. Na ELA, o comprometimento característico envolve os neurônios motores, e alterações sensitivas primárias, como queimação, formigamento ou perda de sensibilidade, não constituem a apresentação descrita pelo especialista.

A entrevista oferece ao público de Campinas explicações sobre o funcionamento do sistema motor e as diferenças entre as duas condições. A edição do Saúde é Vida tem duração de 39 minutos.

Assista à íntegra

A matéria completa foi ao ar no SAÚDE É VIDA da TV Câmara Campinas. Assista ao vídeo original: Saúde é Vida | Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA.

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Acervo TV Câmara

Saúde é Vida | Esclerose Lateral Amiotrófica - ELA

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