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quando a história de superação pessoal impulsiona o empreendedorismo no programa de hoje você vai conhecer a helena que ressignifica ou a sua vida e hoje é dona do próprio negócio [Música] acolher as ervas separar as rosas preparar tudo no sala uma banheira que se enche de espuma o escalda pés feito com todo cuidado precede uma boa massagem mas antes há um momento de relaxamento com a terapeuta no espaço de beleza que traz paz sussego uma pausa para correria do dia a dia para que eu abrir essa porta que eu vi essas paredes essas paredes para mim é como cicatrizes mesmo e aí eu falei eu sou helena amaral e akiva nosso espaço e anamara 18 meses de construção e união de esforços para transformar uma trajetória em algo sólido em um negócio nesses oito meses foi uma trajetória de choro de é angústias mas também de amor dedicação de medos de histórias mas quem vê a helena assim não imagina que mais que ser uma empresária ela é uma empreendedora da vida uma menina que desde muito cedo passou pelas mais terríveis histórias teve os pais presos foi abandonada pela mãe junto com os irmãos morou no viaduto nove de julho na capital paulista a história de empreendedorismo da helena tem uma outra história por trás de superação pessoal e algo que ela vai agora compartilhar com a gente helena fala um pouquinho pra mim sobre a questão que da sua infância da sua história como mulher e até combina hoje no seu negócio eu hoje o uso meu espaço a idéia de inaugurar esse espaço para mulheres vem por conta de ter morado na rua né eu fui meus pais foram presos muito noel tinha quatro anos então depois disso passei um período entre uma família e outra é dos dois pais depois disso ainda tive um segundo abandono pela mãe aos 9 anos 10 anos que eu fiquei eu e meus irmãos a 9 de julho morando sozinhos largamos em 5 na rua não nos deixou o apartamento e voltou dez anos depois nesse período é venho também o processo de dependência química que mesmo envolvido era envolvida na época com o tráfico então não tinha toda uma desestrutura familiar então nós também isto todos nós também tínhamos vindo dessa vemos dessa estrutura só que os meus irmãos voltaram para pirituba voltaram pra casa da minha avó eu não quis voltar acabei ficando houve também todo o abandono por parte de pai e da indiana pacers aaa a sobreviver sozinho porque só você chegou a ser abrigada em alguma instituição não eu fiquei embaixo do viaduto mesmo nome de juno e por conta de juizado ter tentado tirar todo atrás e era como os outros moradores de rua crianças tinham medo desse do juizado você não sabe como que seria um naquele momento eu fiquei um período é embaixo do viaduto mesmo neste período a solidariedade de um vizinho a fez ter uma nova chance o que me trouxe de volta à sociedade foi o ver o mundo além do viaduto né foi ver o mundo além das ruas foi quando conheceu uma faculdade quando eu olhei quando eu entrei então a minha história começa nesse sentido nós fomos morar com a minha mãe nesse apartamento antes de sempre estudamos né mesmo ela ter ficado surpresa meu pai também aos 24 anos mesmo estando com uma volta um parente ou que nós freqüentamos a escola isso sempre foi é um fato entre a gente quando fomos para 9 júlio que ela foi para lá nós ficamos um período de um ano ela nos abandonou neste período de um ano então foi o único período que de fato não freqüentei escola quando ela nos abandonou apenas irmãos voltaram pra pirituba e eu fiquei naquele momento é eu já não me via mais integrada uma sociedade naquele momento é eu não eu não imaginava futuro não via futuramente então os estudos não era pra mim uma importância porque eu não tinha um conteúdo quando eu comecei a perceber que eu precisava voltar que eu precisava me ver é foi quando decidi que o que esse meu vizinho me ajudou é por conhecer saber que eu e meus irmãos e saber que a síndica nos expulsou saber que eu tinha ficado em me ver no viaduto naquelas condições que me deu uma chance de voltar para a sociedade e me reintegrou numa sociedade de fato porque até então era para uma desestrutura familiar então acho que não me via como fazia parte disso ele se ele estudava e trabalhava ele fazia faculdade no ipiranga ele trabalhava e era cadeirante ele sempre falou pra mim que a única coisa que me faria ser alguém seria eu me posicionando a vida tinha 12 anos 11 12 anos já começa a época e o meu pai no carandiru há muitos anos antes ele sempre falava pra mim que a única coisa que nunca me dariam e nunca tiraram de mim era o conhecimento esse meu meu vizinho ele estudava elevados de tudo muito a sério então ele falou melhor maneira de você voltar e acreditar em você é você começar a fazer alguma coisa com você então a gente eu vou te matricular numa escola e você vai fazer o supletivo que foi quando nós mudamos para o ypiranga e eu voltei a fazer o que eu voltei a estudar e comecei no supletivo uma turno ele observando todo ano enrolava a diretora de que meus pais estavam viajando e não poderiam assinar a seu material não tinha matrícula então todo ano é a mesma desculpa e assim foi porque eu falava que eu tinha 17 anos oito anos e eu não tinha só tinha 15 mas encontrava na sala mundial uma esperança é eu sempre fui apaixonada por conhecimento eu sou até hoje o contato com a família novamente veio logo após a gravidez aos 15 anos e depois com o casamento aos 18 o projeto de estudar continuou eu voltei porque eu vi eu vi a necessidade da minha filha tem uma base é uma flor exemplo tem uma referência e eu senti essa necessidade já ter já tinha ficado na casa de uma casa de outro com o bebê e aí já não dava mais pra eu eu precisava de alicerce em que eu já tinha voltado a trabalhar foi quando eu fui cabrito e falei vou eu preciso de ajuda eu tenho uma filha e eu preciso colocar numa escolinha e eu preciso de uma era preciso mudar de escola tem um lugar com família e à minha filha foi motivador maior de eu não querer que ela tivesse a mesma mãe que eu tive quando eu me apoiei no meu caso no meu casamento eram as duas crianças ainda é porque ainda tinha 18 e 19 mas eu já tinha uma filha e eu me apaixonei pela idéia e pela e pela vida pelo desejo de ter uma família real onde se tinha vó se tinha tia se brincava no natal se tinha é páscoa ea minha filha merecia aquilo queria viver aqui porque eu não sei quanto isso continuava estudando eu sempre estudei eu parei um esse período quando eu fui mãe que daí eu fui tirar minha filha em janeiro então eu parei nesse período por conta de eu tinha 16 anos e tudo mais e depois eu retomei isso com a mais ou menos um ano a helena lembra que teve que superar o julgamento da sociedade devido o histórico de vida você tinha tinha sempre pessoas que conheciam minha história achava que não tinha esse direito não tinha direito de estudar se não tinha o direito de ser mãe ser uma boa mãe porque não teve uma boa mãe são julgamentos social sempre foi muito forte o primeiro empreendimento foi a venda de roupas que logo se expandiu para uma loja plus size sempre com atenção na autoestima da mulher eu fui num desfile de policiais em são paulo já morando aqui em campinas quando me casei ou a família do meu marido me acolheu e foi onde eu me vi como família porque eu integrei a minha filha essa família eu vi a chance de ser uma de aprender a semana com a minha sogra então quando eu é resolvido em meu primeiro empreendimento foi através de um desfile sobre plus size em são paulo fashion week foi um dos primeiros desfile plus size que teve eu fui a convite de uma amiga eu ganhei esta entrada e eu sentada a minha filha era muito novinha sentado a ver o desfile eu falei cara por que não eu já vendi a roupa né e eu comecei ontem nesse espaço não tem essa uma das formas das primeiras a ter uma loja pro size na região eu pegava a coleção nova e levava para a pessoa se sentir melhor na casa dela e uma maneira de não ser agressiva de ser leve de falam pra ela olha eu vou até você eu te levo essa roupa e tudo bem se não servir tudo bem isso a gente pode trazer uma moda mais jovial independente do seu peso com uma nova gravidez desta vez considerada de risco o negócio fechou neste período helena decidiu pelo fim do casamento quando ele falou pra mim que tudo que eu tinha até mesmo uma calcinha foi ele que me deu eu fiquei quase 10 horas no banheiro chorando e eu revi toda a minha vida naquele momento eu revi toda a minha vida e eu falei eu tenho duas opções ou eu volto pra pituba e recomeçando vida eu aguento isso aqui eu pensei eu não volto não posso voltar hoje para um lugar do que eu não tenho estrutura com uma criança adolescente um bebê na barriga então é um jeito de recomeçar eu não estava trabalhando e tenho dúvida que certas palavras me cortaram por dentro e eu virei pro meu ex marido sair do banheiro virei pra ele foi assim oh oh oh oh que vai nascer eu vou por ele numa escolinha pública eu vou voltar a trabalhar e vamos separar de você ela recomeçou como caixa na pizzaria de uma amiga e ainda foi revendedora de produtos de beleza de porta em porta era aquela coisa de ah sim eu te ajudo mas eu não te apoia entende e aí você não se ver com apoio você acaba desistindo você acaba de uma certa forma quebrando e com o segundo filho eu não vou falar e aí eu comecei a vender seus produtos dois meses depois já estava alugando marcava eu vi trabalhando com mulheres que não era uma questão de vender um produto de estética mas era devolver pra ela mulher que existia nem no próximo bloco a empreendedora enfrenta novas mudanças ea busca pela autoestima e aprendizado a leva para um novo caminho [Música] [Música] [Música] a vida das pessoas pode dar muitas reviravoltas e para empreender é preciso se concentrar em objetivos é o que diz a especialista em mais de túnis que explica que a técnica pode e deve ser aplicada por empreendedores o empreendedor tem uma demanda muito grande de atividades ele tem um check list extenso que ele precisa cumprir cumprir para o seu negócio para o seu empreendimento e muitas vezes isso gera ansiedade ele fica com a cabeça milhão fica um monte de coisas e às vezes acaba não fazendo tudo o que precisa por conta desse excesso de ansiedade é um é um estado mental em que nós temos o controle da nossa atenção sobre qualquer coisa que nós estamos fazendo é um estar presente naquele momento para chegar até o que o está hoje a helena foi se motivando com foco em cumprir o que prometeu a si mesma eu sempre gostei de ouvir porque a pessoa estava buscando aquilo por que buscar uma massagem buscar é uma escada até alguma coisa nesse sentido você está buscando o bem estar que talvez nem saiba olha é acho que aqui a gente tem um tratamento que não tem nenhum lugar e eu me senti realmente acolhida é melhora relaxa o corpo relaxa a mente acho que é uma coisa extremamente necessária hoje nessa correria da vida e aí eu fui entendendo as histórias de vida das pessoas dando espaço para sentar para falar eu fui ouvindo aquelas histórias e fui trazendo aquilo é através da massagem e 80 no kur aquilo tentar trazer a pessoa acolhimento mostrar para ela que era seguro e que mesmo se não soubesse o que ela estava procurando tudo bem a história da lenda é muito linda então o que ela fez ela pegou seu passado e ressignificar vida ela tornou o passado algo do presente pra criar um empreendimento e atuar em cima daquilo então é uma história muito bonita de alguém que soube aproveitar a sua história que criou um ativo com a sua história e que está conseguindo viver aquilo transformado de uma forma muito bonita no seu presente então ela é meio de forma instintiva ela já ela já usa essas técnicas então ela já desenvolveu esses comportamentos de de superação de aproveitar a história que ela tende enfim de ressignificar as coisas hoje quando a gente fala empreender se empreende por necessidade e por oportunidade né queria que você falasse dessa questão de nessas duas vertentes como é trabalhar a superação de uma história pessoal para que o seu empreendimento tenha sucesso quando você trabalha a sua história de auto-superação você coloca a sua cara no negócio ele fica muito mais personalizado e é você é a sua marca que você vai levar para as outras pessoas e hoje as pessoas gostam de pessoas elas gostam as identificam com é com a história das pessoas e elas vão junto e esse junto compreende e entender que o negócio requer relações humanas e eu mudei toda a minha vida tive que pegar meu pequeno deixar com a avó a volta passando por início de usar itu tanta coisa acontecendo e eu tive que reestruturar muitas vezes dormi aqui pra economizar gasolina é contar com apoio de colegas e é a arquiteta que vem me dá apoio e assim uma amiga que chama outra amiga ninguém feliz ninguém conquistar nada sozinho fui procurar uma escola para o meu filho que eu quero mudar pra cá eu achei pessoas relacionadas ao que eu preciso para uma outra parte de estrutura do meu espaço então eu abraço as coisas estão acontecendo eu abraço as oportunidades e eu to delegando pra cada um que a sua para que ele rode na entrada uma engrenagem 11 ambiente completo então o empreendedorismo está dentro de cada um de nós ela vai ter muito sucesso porque ele é diferente de você criar uma coisa crua que não têm um nome que não tem um significado que não tem uma causa por trás então eu vejo que ela conseguiu juntar muito bem colocou a sua história colocou a personalidade dela pra é compor esse empreendimento antigamente era antigamente as pessoas não precisavam é trabalhar em equipe eram trabalhos mais individuais e você tinha que mostrar resultado hoje em dia não só hoje em dia mas de um de décadas para cá é valoriza se muito o trabalho em equipe então a pessoa precisa desenvolver habilidades sócio emocionais para se relacionar melhor com outro ser humano as pessoas precisam se conectar com pessoas eo mãe foi fazer isso é você estar presente naquilo que você está fazendo você se conectar com outro ser humano ofereceu seu melhor pra ele aquilo vai promover uma grande transformação seja através do seu produto do seu serviço então essa o empreendedor que tenha consciência disso e que usa isso no seu dia a dia com certeza ele já tem um diferencial meu espaço não é só isso não é só uma espada eu não conheço nenhum espada nunca conheci nenhum espaço isso aqui faz parte da minha história porque tudo que eu fiz aqui era algo que eu gostaria de ter eu tenho essa casa com uma base uma rocha por isso que ela é de cimento porque ela de pedra como nós mulheres somos e eu tenho isso aqui como demint só que tem que funcionar e agora eu tenho que ser é terapeuta empreenda e o empreendedorismo vem entender de finanças contabilidade e é um outro mundo e ela virou quando contei um pouco da minha história nos emocionamos um eu posso contar sua história porque o seu espaço ele tem uma história e isso faz a diferença [Música]