E aí a TV Câmara Campinas o Olá boa tarde 1:26 nós estamos ao vivo aqui no plenário neste momento começa a transmissão da TV Câmara Campinas para reunião da comissão permanente de cultura que tem o tema Centenário Paulo Freire construções culturais como Pedagogia do Oprimido o presidente da Comissão é o vereador Paulo Búfalo Então vamos acompanhar Oi boa tarde a todos e todas nós estamos dando início aqui então a 7ª reunião ordinária da comissão de Cultura com uma uma das comissões permanentes aqui da casa desde o início desta legislatura essa comissão é composta por esse Vereador a vereadora Paola o vereador Gustavo py Eta o Vereador Luiz Rossini e o vereador marrom Cunha temos procurado sobretudo empodera as atuações do Conselho Municipal o funcionamento do Conselho Municipal de políticas culturais aqui na cidade é nessa nessa nossa reunião ordinária nós decidimos dialogar sobre o centenário o Freire e a suas o seu diálogo com a produção cultural seu diálogo com a cultura produzida no país e por isso chegamos a essa reunião celebrando o centenário Paulo Freire quero dizer que essa não será a única atividade realizada pela casa lembrando o Centenário do mestre né Que Faremos também uma programação na comissão de educação dessa casa aí nos próximos dias estaremos divulgando antes de anunciar e agradecer os nossos convidados eu já quero justificar aqui ausência do vereador Gustavo petta e tendo em vista uma uma greve muito séria que está ocorrendo hoje numa empresa Metalúrgica e nós tivemos que nos revezar então eu a vereadora Paola Miguel Que também está presente aqui e a vereadora guiga Calisto estivemos na madrugada junto com os trabalhadores na empresa e agora à tarde o vereador Gustavo petta Cecílio e Mariana conti estarão na entrada do segundo turno eu quero aproveitar e registrar não poderia deixar de registrar entre os descalabros que estão ocorrendo destaco a criação de um aplicativo chamado meu chapa que se refere ao Chapa desses que ficam Às Margens da rodovia esses trabalhadores mas lá aplicado a uma é aluska o Distrito Industrial está no meio de várias comunidades portanto eles têm usado dessa estratégia para buscar pessoas da comunidade para sem treinamento sem condições sem equipamentos de prevenção e ganha recebendo r$ 70 por dia sem qualquer proteção se consumido feito carvão lá nas minhas de produção desta empresa então a situação é de descalabro semelhante muito próxima e análoga à escravidão e portanto nós não vamos tolerar essa situação Então essa é a gravidade dessa dessa greve portanto nos dividimos sem mais delongas eu quero aqui já agradecer que já estamos a mesa né é com os nossos convidados o professor neuton Miranda que é o jornal da Secretaria Municipal de Educação de Campinas a minha Morais que a atriz e Coringa do teatro das oprimidas diretora da Emef Padre Emílio miotti Anabela Leandro que artista cantora do núcleo do de samba cupinzeiro Oi Andreia Mendes que a presidenta do Conselho Municipal de política Cultural de Campinas gestora de projetos sociais no Jardim Monte Cristo e do Instituto Baobá de cultura e arte e baú fundadora do coletivo de artistas pretas incorporações também fará a sua apresentação também agradecer a presença da professora Marília Camargo Araújo especialista em dança e consciência corporal pela Universidade Gama Filho coordenadora pedagógica da rede municipal da cidade de Santa Bárbara d'Oeste ah e também ativista no movimento hip hop ah e também agradecer a presença mesa que fará a abertura em nome de um de um coletivo que está aqui que também ter a palavra da professora Maria Terezinha Matos que é do grupo mulheres organizadas do CRAS Satélite Íris lá da do distrito do Campo Grande e região noroeste da cidade agradecer a presença da vereadora Paula Miguel e vamos dar início aqui então a nossa mesa com a intervenção do Professor neuton Miranda A e obrigado Paulo por esse convite por estar aqui na casa do Povo começo a minha fala então saudando essa casa que a casa da gente que a casa do Povo de Campinas saudando também a educação EA Educação na sua natureza primeira que é a educação pública e aquela educação pública que de fato está quantify cada pela qualidade pela construção da qualidade social que a gente tem como compromisso e como responsabilidade para falar de Paulo Freire não dá para não fazer a saudação a essa educação e a esse compromisso e a essa responsabilidade saudar também a cultura e os seus movimentos a cultura e como algo que representa toda essa organização humana nas suas experiências de vida nas suas experiências de organização Comunitária nas suas manifestações então quando eu Saúdo a educação Eu também preciso entender que a cultura e à educação elas estão umbilicalmente Unidas nesse processo de construção é de uma mudança e de uma transformação e trago aqui na minha fala a saudação e afectiva a vida e a memória de Paulo Freire Paulo Freire se vivo no dia Dezenove de Setembro teria feito 100 anos 100 anos 75 de vida e os outros 25 de um legado e de uma memória que continuou que permaneceu porque a força de Paulo Freire EA presença de Paulo Freire em vida fez com que as suas construções os seus ideários as suas escritas continuar a sem vivas entre nós então quando a gente Saúda Paulo Freire a gente Saúda essa memória a gente Saúda essa lembrança a gente Saúda esse legado e é e trazer essa saudação e trazer essa vida e trazer esse legado e para mim é muito importante trazer para nós e para todos aqueles que nos acompanham lá na TV Câmara é duas obras das 23 que Paulo Freire escreveu duas obras essenciais que marcam a história pedagógica e as intervenções políticas pedagógicas que Paulo Freire traz não só para a educação brasileira mais para educação no mundo porque Paulo Freire é reconhecido internacionalmente pelas suas construções pela sua pelo seu ideário pelos seus escritos a primeira obra que eu trago aqui para lembrar dessa memória dessa vida é o Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire no exílio pública em 1967 e essa obra se transformou numa referência conhecer Paulo Freire e não lê Pedagogia do Oprimido e não dá para dizer que você conhece Paulo Freire Paulo Freire ele se identifica como ele diz na introdução do Pedagogia do Oprimido eu escrevo para os esfarrapados eu escrevo para os pobres eu escrevo para os oprimidos na verdade Paulo Freire no seu prefácio quando ele diz aos esfarrapados do meu país Ele tá dizendo Olha a pedagogia que a gente escreve e constrói aqui não é uma pedagogia para Mas é uma Pedagogia do o ou seja E como que os nossos pobres como que os nossos esfarrapados como aqueles que estão invisibilizados eles podem trazer para dentro da educação seja ela a educação escolar seja ela a educação popular como que eles podem trazer currículo como que eles podem trazer Cultura como que eles podem marcar cotidianamente a história que é a história das suas vidas das suas vidas que são todos os dias é vividas e organizadas dentro da comunidade dentro dos seus territórios então Pedagogia do Oprimido é um livro que Paulo Freire coloca para gente é o início de uma esperança transformadora de uma esperança que precisa está em nós principalmente nas populações mais pobres na busca de uma educação que aconteça em todos os lugares que aconteça nas praças que aconteça nas escolas que aconteça nas comunidades nas famílias dentro dos lares uma educação que vai transformando e que vai mudando e que vai libertando então Pedagogia do Oprimido está clássico aqui afirmação de Paulo Freire de que a educação precisa ser uma educação para a liberdade' e junto com o Pedagogia do Oprimido eu trago um livro um outro livro de Paulo Freire esse publicado em 1997 um pouco antes de Paulo Freire falecer que é o Pedagogia da Autonomia É nesse Pedagogia da Autonomia Paulo Freire retoma O Pedagogia do Oprimido e reafirma de forma muito brilhante e de forma muito madura essa propositura de que uma educação ela precisa ser Libertadora ela precisa ser emancipatória ela precisa ser crítica então a gente entende que é preciso para falar de Paulo Freire para entender de Paulo Freire para defender uma educação pública de qualidade social é preciso que a gente conheça essas duas obras de Paulo Freire para além dos outras das outras 23 publicações que Paulo Freire deixou em vida para que a gente possa referenciar de fato uma educação que seja de qualidade e que o libertária e emancipatória e e lembrando esses dois escritos de Paulo Freire e já caminhando para conclusão da minha fala eu gostaria de deixar aqui um anúncio e uma denúncia Como dizia Paulo Freire é logo depois que Paulo Freire retorna do seu exílio e ele chegando em 1987 ele é convidado por Carlos Brandão para o 3º encontro nacional de supervisores de educação e essa fala de Paulo Freire nesse terceiro encontro é se tornou depois é um capítulo uma parte de um livro mas ele tem um título chama-se o sonho o sonho possível educação O Sonho Possível e eu vou ler para vocês peço permissão o último parágrafo desta palestra que Paulo Freire diz assim para os supervisores educacionais presentes nesse terceiro encontro nacional mas esse chamado é um chamado que ele faz para todos porque isso se transforma nesse momento como é um anúncio Profético para aqueles que querem de fato uma educação que seja crítica e Libertadora AM bom então ele encerra a sua palestra dizendo assim educação o sonho possível eu agora diria a nós como educadores e educadoras E ai daqueles e daquelas entre nós que pararem com a sua capacidade de sonhar de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar ai daqueles e daquelas que em lugar de visitar de vez em quando amanhã o futuro pelo profundo engajamento com hoje com aqui e com agora ai daqueles que lugar desta viagem constante Ao amanhã se a trela hein a um passado de exploração e de rotina Então a nossa educação ela precisa ser uma educação comprometida com a liberdade comprometida com os avanços na construção de outras comunidades de outras e de outros territórios que sejam de fatos de fato educadores estão obrigado a comissão de Cultura por essa oportunidade de trazermos aqui na casa do Povo essa presença de Paulo Freire na sua memória e no seu legado obrigado Paulo é Eu é que agradeço a professora neuton Miranda pela sua exposição quero antes de passar a próxima convidada anunciar também agradecer a presença do Vereador Luiz Rossini aqui é também membro dessa comissão líder do Governo na casa já passo aqui a professora minha Morais que atriz Coringa do teatro das oprimidas e diretora da Emef Padre Emílio miotti tem 10 minutos meu tá bom Obrigada boa tarde a todas e todos primeiramente agradecer a oportunidade de estar aqui nessa Como estão hoje né para estar falando sobre questões tão importantes aí tão caras para a cultura e para a educação né Miranda trouxe aí e brilhantemente um pouco para gente do Freire que é o homenageado de hoje Oi e eu vim aqui para contar um pouco para vocês sobre uma figura assim como Freire pouco difundida e pouco conhecida no nosso país é chamado Augusto Boal então Augusto Boal foi um teatro volume dramaturgo brasileiro carioca é que escreveu um livro né e criou uma metodologia teatral que é muito muito próxima daquilo que o Freire fez dentro da pedagogia então o baú atrás para gente o Teatro do Oprimido ele vai trabalhar com essas questões da operação dentro de uma porte que a gente fala que é uma pote estético que é o teatro Essa é a gente entende o teatro como uma arte por Excelência porque dentro do teatro a gente tem todos os outros fazer este atrás né dentro do teatro a gente tem no cenário né a gente pode desenvolver a arte plástica canto dança e qual que era a ideia do Augusto Boal dentro dessa proposição do Teatro do Oprimido que nós ele diz que nós seres humanos somos teatro na concepção mais arcaica do termo nós somos teatro pois estamos sempre na perspectiva de atuar e atuar como intervir no mundo né uma intervenção no mundo E é só que ao longo do nosso processo de socialização civilização e cultura é nós vamos aprendendo que quem tem o direito a esse processo de atuar e de fazer artes é o outro e não a gente é um artista mas quem que é o artista né Essa é pergunta que que o bolo faz quem que é o artista Quem que é o ator e ele disse que o ator somos todos nós então dentro desse processo do Teatro do Oprimido igual busca resgatar aquilo que nos foi tirado porque quando a gente é criança né se a gente não tá a gente desenha a gente canta né anti pinta a gente brinca no processo de atuação e o próprio processo de escolarização vai tirando isso da gente né que aprende a sentar e escrever a gente começa a ter outro tipo de Oi para o Teatro do Oprimido e para Pedagogia do Oprimido isso é diferente porque porque como Freire Diz Para Além de aprender a ler e escrever é necessário que se Leia o mundo né E para o Teatro do Oprimido é isso é necessário também que se Leia o mundo através das Artes tão boa ao traz para gente é um resgate do que daquilo que a gente chama de meios de produção do fazer teatral né então é aprender que nós podemos também fazer parte disso eu trouxe aqui esse é o primeiro livro que o blog escreveu que chama Teatro do Oprimido e outras poéticas políticas Esse já é mais antiguinho se vocês virem o livro por aí com certeza vai ter uma outra capa Essa é a sexta edição já tem muitas outras edições igual já foi traduzido em mais de 30 países é difundido no mundo é muito praticado também na Índia e esse livro traz né a essência do que é o Teatro do Oprimido e o que que acontece gente olha que interessante quando o Boal cria o Teatro do Oprimido né ele já tinha trabalhado no Teatro de Arena em São Paulo já tinha feito o teatro que a gente chama de teatro mais tradicional e ele percebeu então que a gente precisava rememorar e isso tudo né rememorar o nosso papel de de artista e como fazer isso né parece meio estranho como rememorar papel de artista então é através das imagens das palavras e do Som a gente se apropriada as imagens das palavras e do som para fazer arte é a gente ele disse que aqui o teatro e Mais especificamente o Teatro do Oprimido é uma ferramenta de combate né É uma ferramenta crítica de ação social e transformação social Então dentro do seu da sua perspectiva ele começa a perceber que especificamente num dia e no qual estava tendo uma cena teatral que era uma cena de violência doméstica era uma cena na qual o marido era agressiva com a esposa e aí o boa ao parava e perguntava para as pessoas no momento do que ele chama de crise chinesa porque crise chinesa porque no ideograma chinês O que representa a crise também representa oportunidade então no momento de crise e chinesa Ele parava e perguntava para as pessoas é o quê que vocês acham que essa mulher que aqui tá identificada como oprimida Lembrando que o aprendido é aquele que busca transformar a sua situação de opressão ou deprimido não é um deprimido né e busca transformar a sua relação de pressão e perguntava para plateia perguntava para os espectadores aqueles que estavam na expectativa de atuar O que ela deve fazer e as pessoas diziam o que ela devia fazer e isso era representada no palco e até que um dia uma senhora dizer assim eu acho que ela tem que dar uma boa lição nele e depois perdoar E aí eu vou pedir a pros artistas que estavam no palco representar aquilo e a senhora não satisfeita dizer não não é isso que eu tô falando ela tem que dar uma bela lição nele e depois perdoar que acho que foi umas três vezes que os atores representaram de disseram né a mulher dizia Olha você não pode fazer isso comigo tal enfim o que que aconteceu a mulher ficou muito brava com boa porque ela dizer não é isso que eu tô dizendo eu tô dizendo que ela tem que dar uma bela lição nele e ele disse então vem a senhora aqui e mostre como é e essa senhora foi até o palco pegou uma vassoura e bateu no Arthur foi isso era bela lição nesse dia Augusto Boal percebeu que não bastava perguntar se passava pelo corpo passava pela minha insistência no mundo essa expectativa de atuar de estar ali né E aí foi se construindo esse teatro que ficou conhecida como teatro fórum depois que tinha toda essa relação abria-se para uma conversa com os espectadores para eles chegarem a uma solução em conjunto e a partir daí quando o baú volta do exílio ele se torna a vereador na Cidade do Rio de Janeiro nos anos 90 e aí ele cria isso aqui ó chamado teatro legislativo que hoje no Brasil tá sendo feito em Belo Horizonte pela cidade Dolabella E aí é muito interessante porque é o teatro-fórum feito em praça pública para conversar com a população para descobrir qual é a demanda desta população né são muito interessante saiu a primeira lei de proteção à testemunha no Rio de Janeiro a partir desse teatro do teatro legislativo por exemplo Esse foi nos anos 90 quando o bofe foi vereador a partir disso né é dessas transformações todas tem uma Curinga a gente fala que quem trabalha com teatro da primeira Curinga né Tem uma Curinga chamada Bárbara Santos que foi formada Oi Augusto Boal que um dia perguntou para ele se ele faria um teatro feminista por exemplo o Eduardo disse que não que não fariam teatro feminista sem do homem branco heterossexual que ele podia fazer um teatro antigo patriarcal mas que o xadrez feminista deveria partir de mulheres feministas E aí a partir dessa conversa e depois da morte já de goalball morreu 2009/2010 a gente começou a praticar isso aqui ó teatro das oprimidas que estão as mulheres fazendo o teatro numa perspectiva feminista por que que eu trouxe para vocês eu tenho que encerrar que a minha participação porque são os frutos de uma Pedagogia do Oprimido né e da possibilidade de transformação A partir dessa perspectiva do que é ser Oprimido então a gente se reconhecem quanto Oprimido e a gente busca a transformação através e por exemplo da arte e uma coisa que é muito interessante que tá nessa perspectiva tanto da pedagogia quanto do Teatro do Oprimido é a perspectiva do coletivo né a gente entende que estratégias individuais elas são uma armadilha do capitalismo na para a gente se ver se movimentar no mundo é necessário que isso seja feita em coletivo Então são pedagogias que são também coletivas e que partem da perspectiva do sujeito e eu acho que é isso e tem uma coisa só para finalizar que boa ao dizia aí que para mim é muito cara que parece clichê mas é uma frase importante cima que ser cidadão não é viver em sociedade se cidadão é transformar o mundo então o que nós possamos transformar esse mundo que a gente vive obrigada tá bom obrigado professora Mia bom pela pelas duas primeiras intervenções né você que está em casa nos acompanhando pela TV Câmara já tem uma noção da diversidade da pluralidade do pensamento de Paulo Freire E aí essa dimensão que nós queremos dar é com essa essa reunião ordinária da comissão de Cultura refletindo sobre o centenário né de vida de Paulo Freire do seu pensamento para que as pessoas que estão em casa nos acompanhando o pelas redes sociais tem uma noção nós temos aqui trabalhos realizados por coletivos de mulheres na que pensam a pensão Paulo Freire e coletivamente se organizam nessas Produções do seu artesanato das suas formas as estações e na medida do possível nós vamos fazer mostrar essa produção né Compartilhar com vocês essa produção eu me parece que tem uns canais para que nós possamos receber interações né com internautas duas pessoas que estão em casa eu só queria ter uma noção aqui se depois puderem passar antes de passar para Anabela ainda agradecer me esqueci no início mas agradecer a equipe do cerimonial do Apoio às comissões pessoal da segurança da Casa a equipe da TV Câmara e o pessoal que trata aqui da comunicação visual e da divulgação aqui nos acompanhando e nos registrando aqui para depois entrar para a história né então vou passar aqui Anabela é daquela possa fazer a sua exposição também Olá boa tarde boa tarde a todas a todos e a todos e o meu nome na Bela eu sou integrante do núcleo cupinzeiro que fica sediado no distrito de Barão Geraldo aqui em Campinas eu quero dizer que eu tô muito feliz e muito honrada em tá aqui para homenagear Paulo Freire aqui nessa casa eu vou eu vou contar brevemente um pouquinho sobre o núcleo cupinzeiro um pouquinho sobre o nosso bloco e depois entrar um pouquinho no tema do nosso bloco de carnaval de 2020 que foi Paulo Freire Como foi essa experiência então nunca cupinzeiro ele foi fundado em 2001 né com o objetivo de fazer um mergulho sobre o samba sobre o universo do Samba mas o samba não como um gênero musical só mas também como manifestação da cultura popular lá então desde lá a gente vem pesquisando a roda de samba como um espaço de aprendizado né a pesquisando compositores e o samba nas suas diferentes configurações aqui no Brasil né então o núcleo cupinzeiro ele que esse ano completa 20 anos a gente fica muito feliz em completar 20 anos no ano do centenário de Paulo Freire né então nosso núcleo ele tem diversos braços um de informação né um núcleo que trabalha mais com criação artística e um desses braços é o bloco do cupinzeiro quê que foi fundado é um ano depois da fundação do nosso núcleo então que já tem 19 anos e eu queria contar um pouquinho pra vocês é o que que levou o nosso núcleo a 19 anos atrás teu desejo de fundar um bloco de carnaval aqui em Campinas né naquele momento a gente ia muito fazer a parte da nossa pesquisa visitar rodas de samba porque era o nosso espaço de pesquisa de trabalho que a gente ia para o Rio para São Paulo para onde tivesse essa roda que no nosso olhar em uma roda de aprendizado e em São Paulo a gente encontrou muitas vezes com os Eu quero uns velhos baluartes assim do samba né da Velha Guarda das escolas então aí tinha Carlão do Peruche tinha próprio Osvaldinho da Cuíca seu Nenê de Vila Matilde E cada vez que a gente encontrava com esses senhores a gente falava que era de Campinas e ele ficava assim emocionados e falavam Nossa Campinas Campinas é o carnaval mais forte do Estado Campinas tem uma tradição incrível um batalhão do Samba maravilhoso a gente se olhava aquela gente tem um elo perdido aí né porque naquele momento em 2001/2002 O Carnaval não fazia nem parte da agenda da cidade né cultural existiam as escolas de samba que já são antigas mas que passavam e ainda passa o infelizmente Muitas dificuldades então gente não tinha um carnaval estruturado E aí a gente foi pesquisando a gente ficou com isso né com esse desejo de pesquisar e conversando com pessoas enfim a gente acabou chegando no centro de memória da Unicamp no material fotográfico do grande fotógrafo V8 aqui de campinas que foi é mais importantes da cidade e a gente conseguiu ver os blocos de carnaval na então a gente viu imagens desses blocos antigos e eram vários blocos de vários bairros diferentes com características diferentes Então realmente existiu isso aqui e aí a gente ficou com esse desejo dentro do nosso lucro então primeiro lugar que é um do objeto dos objetivos principais é de retomar esse carnaval que é uma tradição da cidade né retomar o carnaval espontâneo e segundo lugar sempre pisar o asfalto com o posicionamento dizendo algo né a gente a gente olha assim para as fotos como espaço de aprendizado também né então mesmo levando beleza e alegria que são próprias do carnaval né a gente sempre pisa a rua com uma ideia a gente nunca vai assim sem dizer nada a gente sempre quer dizer alguma coisa né nesse espaço de aprendizado da diversidade da liberdade que a gente sempre faz uma pergunta a gente conseguiu isso né construir na rua esse espaço de liberdade eu acho que a e conquistas mas a gente ainda ver o nosso carnaval como carnaval muito eminentemente branco numa cidade que é de maioria Negra Então isso é uma coisa que deixa a gente muito preocupado muito triste a gente sabe porque a gente sabe cada vez mais a cidade ela é cercada né Por um tipo de olhar então a gente vem discutindo isso nesses 19 anos com o pessoal que faz a segurança e tudo mais né mas sim sim a gente sabe que essas pessoas são impedidas de entrar no distrito que vende outros bairros tem uma série de Barreiras então ainda tem muita coisa para ser construída nesse espaço tão sagrado que é a rua mas isso é uma outra conversa né então desde 2002 a gente trouxe vários temas para rua né a gente falou dos batuques que os escravos realizavam nas fazendas do lado de Barão Geraldo que a essência do Samba do interior a gente homenageou Solano Trindade a gente já falou sobre o Saci como uma figura importante né Para nossa identidade nacional sobre os o Nações Indígenas né E para o Carnaval de 2020 numa reunião com o nosso grupo A gente achou que seria urgente trazer o Paulo Freire como tema naquele ano porque ele tava sendo assim absurdamente atacado naquele momento né Por Algumas pessoas desse desse atual governo então a gente achou que seria importante criar uma experiência artística potente e grande na rua e levando o nome do Paulo Freire no lugar onde ele sempre deveria estar E aí para fazer o samba né o nosso bloco todo ano a gente sai com samba composto pela gente mesmo e vários outros né a gente sempre mergulha no tema Então os integrantes ele todos os quase 70 integrantes do bloco mergulho no tema fazem pesquisa trocam materiais né e a gente fica mais ou menos um mês desculpa quase um ano nessa pesquisa e nós sabemos do grande teórico do grande acadêmico do número imenso de prêmios e títulos que Paulo Freire já recebeu que ele é o terceiro autor mais citado do mundo mas para compor o samba a gente imaginou como se a gente tivesse uma relação pessoal com ele como se ele fosse assim um tio um avô então a gente olhou de uma outra perspectiva para criar né É para além dos Incríveis textos a gente gostava muito de de vê-lo falando né de ver como ele olhava para educação como um ato de amor né de ação libertária e sempre com o objetivo de beneficiar as pessoas isso é uma coisa que a gente traz também no nosso trabalho quando a gente sai na rua a gente sempre tem uma motivação desse coletivo o nosso carnaval é para levar benefício para todas as pessoas Então isso é uma ponte assim que nos une a ele né então no samba a gente tentou trazer a visão desse homem bonito assim a pessoa grandiosa né E aí nós brincamos com Paulo menino com Paulo adulto com o Paulo como se fosse nosso avô tá trazendo Paulo Paulo Freire com esse campo do afeto né E e esse processo também fez a gente olhar para o nosso próprio trabalho né dentro do bloco perceber que a gente tem quase 70 pessoas talvez nem 10 sejam musicistas profissionais e a gente consegue em três meses que essas pessoas se insiram dentro de uma bateria executando coisas musicalmente muito complexos né E isso só é possível porque a gente sabe como disse Paulo Freire que todos têm algo a aprender e todos tem algo a ensinar então no nosso coletivo a gente fala que a gente aprende pelas costas quando a gente vê tá todo mundo aprende todo mundo sabe já a gente não sabe como mas é a força do coletivo a força da Cultura né de todas as experiências né E também a gente aprendeu uma coisa que a gente já sabia mas a gente não sabia dizer como né o Paulo Freire falava aqui a leitura do mundo antecede a leitura das palavras e a gente viu que para essas pessoas a relação e no cotidiano ela antecede a leitura da pauta musical né então é isso é eu queria Antes de mostrar o vídeo né Eu trouxe o vídeo aqui para finalizar minha fala bem curtinho para vocês conhecerem o samba do nosso bloco né dizer que a arte ela a gente acredita é uma ferramenta muito potente e que é uma ferramenta que no mínimo nos permite imaginar um mundo melhor e isso já é uma coisa um super fácil super importantes né e sem dúvida Quem ataca Paulo Freire nunca parou para ouvir um choro de Pixinguinha nunca parou para ouvir o samba do Cartola Geraldo filme nunca parou para ouvir a voz de Clementina de Jesus ou mesmo para observar as flores na rua da nossa cidade mas a gente acredita que sempre há tempo e que a gente vai descer a Bárbara Então viva Paulo Freire e queria mostrar para vocês o vídeo do nosso samba Muito obrigado ah tá kkk hahaha e em ricos uma pequena cidade no sertão do Rio Grande do Norte à beira da Antiga Estrada de Ferro começaram uma revolução a revolução de Angicos Foi iniciada para acabar com analfabetismo o problema básico do estado e [Música] e o menino leu o mundo Olha o sol me diz que eu chão tá fazendo Horizonte silenciar vai a ponte Dantas outro não lidam brincar da tarde Di vai crescendo o homem livre sob o sol de Jaboatão Recife fez metre em os ditos Ele atende a com palavras Vai pensando uma luz feita fundo de uma nova educação canta a bela melodia atrás da velha fantasia nome com qualquer visão sua voz se faz canção o seu olhar a visões guarda força da semente vive o mestre em quem a friend Esperança por esse chão vamos e aprender o Brasil só por ele chama encantar a nação vamos cantar a vida de novo [Música] Paulo Freire morre para você aprender o Brasil só que nesse chance encantar adaptação esse chamo some da vida de novo Paulo Freire morre mão vamos ver aprender o Brasil é só correr chão e encantar a nação Eu chamo casar a vida São Paulo Freire imóveis em e viva Paulo Freire viva Paulo Freire então obrigado Ana Ana Bela Leandro e já passo aqui a palavra Andreia Mendes que a presidenta do Conselho Municipal de política Cultural de Campinas já esteve em outras reuniões aqui da nossa comissão e tem nos ajudado muito nesse trabalho também de organização da nossa comissão permanente de Cultura aqui na casa então é contigo André Boa tarde Paulo Boa tarde a todas as pessoas que compõem esse plenário EA todos os membros dessa mesa É uma honra está mais uma vez aqui dentro da casa do Povo principalmente para Celebrar o centenário de Paulo Freire que transformou e transforma a minha vida e a vida de tantas e hoje eu quero compartilhar um pouco com vocês de como o Paulo Freire afeta as minhas Produções e como a pedagogia o as pedagogias de Paulo Freire São apresentadas de forma coletiva e aqui lombada em cada uma das minhas ações em cada uma das minhas experiências em cada um dos meus momentos de inserção no mundo é eu sou uma mulher preta retirante Nordestino do sertão baiano eu sou mãe solo trabalhadora da cultura e da educação a soma do forno e Joe hahn eu sofrer Eliana desde a minha adolescência e não comecei com a pedagogia do oprimido o que veio depois eu comecei com cartas à guiné-bissau dentro de uma pequena biblioteca de uma escolinha de uma cidade de menos de 100 mil habitantes chamada Itaberaba no sertão baiano é aquele livro que era um cartas auxiliando um processo de alfabetização do Povo da Guiné e penetrou em mim uma garota de 13 anos como se fosse uma ferramenta para se construir escadas que se subiam de forma horizontalizada o meu grande combustível em cada uma das ações que me movem no mundo seja ela qual for caminham no sentido da emancipação coletiva o que rompem com as dominações do neoliberalismo cada projeto apresentado desenvolvido e me move a construir com e para gerando reconhecimento identitário valorização cidadã e cultural e já Pedagogia do Oprimido aquela que Freire a ponta e defende como uma pedagogia para todos que postam emancipar mediante a luta Libertadora aquela que só faz sentido se os oprimidos estiverem juntos na construção na reconstrução de sua Humanidade para realizarem assim as suas tarefas tarefas humanísticas e históricas o Freire esse que defende um projeto emancipatório ele fez com que eu buscasse dentro de uma sociedade socialista o lugar de fala é o lugar que da voz e vez ao silenciados a minha arma para poder desenvolver a pedagogia o freireana ou as pedagogias freireanas é a cultura é a cultura e à educação Eu Sou professora eu sou artista eu sou curadora eu sou membro do mundo eu e o meu corpo feminino já em si no desafio o que ousa existir ocupando lugares marcadamente brancos G1 é ressignificar as representações significa para mim abrir espaços para uma nova leitura sobre cultura e história do meu povo que contribuiu e contribue e para que habitamos Principalmente um lugar que haja diversidade social racial E de gênero considerando que a produção e as suas visualidades dessas e destes que aqui habitam e suas influências visual sejam parte constituinte para identidade do nosso país que sejam reconhecidos bom e que seja um legitimados e dando lugar para valorização do multiculturalismo tão pregado pelo nosso mestre Paulo Freire e eu queria aqui neste momento compartilhar com vocês um pouco da minha trajetória a partir de algumas imagens é que serão transmitidas aí para vocês e enquanto passa eu gostaria de se Vocês conseguem ver o Instagram há aproximadamente dez anos eu abri mão de uma carreira executiva em uma multinacional e decidi que eu gostaria de ser de transformar a minha comunidade que é o complexo do Parque Oziel que me acolheu quando eu sair do Sertão e vim para cá eu abandonei tudo e decidi que eu queria ser uma arte Educadora Pregando a pedagogia de Paulo Freire na minha comunidade meu objetivo era fazer arte-educação Ter uma Kombi e sair pela comunidade fazendo trabalhos de arte educação mas ao acessar esse espaço Universitário pode ir se passando os slides não tem problema enquanto eu falo quando eu acessei esse espaço entende que a minha presença ali dentro ela era é algo que não era esperado né entre um corpo feminino ou periférico preto e que essas representações não se preocupavam em nos incluir né enquanto fazedores e sim como um representações dentro dessas obras e consegui driblar todo esse sistema eurocentrismo e acabei ocupando um lugar enquanto artista enquanto curadora e enquanto Educadora que eu pude levar à diversidade e para os espaços de arte através de Exposições como essas que estão passando aí é aqui na cidade de Campinas que lotavam lotaram museus e galerias de arte que antes não recebiam o público que tem essa cara que é o público preto e o público periférico Talvez para muitos né é utopia imaginar que a gente consiga romper consistência sistema hegemônico né que vem aí perpetuando por centenas de anos né Tem centenas de anos né décadas e mais décadas aí com esse essa mesma narrativa mas quando você começa e você sabe que você não está sozinho e que você veio para coletivizar ganha potência as pessoas se reconhecem as pessoas começam a ter a autoestima o e passam a fazer com que essa rede ganha espaço e isso é o que tem acontecido em todo o meu processo dentro da cultura na cidade de Campinas e hoje já acessando outros espaços essa falta de representatividade nos Espaços essa carência de representatividade no espaço ela ganha uma potência né nesse decênio que é o destino dos negros no Brasil é e isso faz com que a gente tenha né o direito o mínimo direito de ocupar alguns lugares né a partir de alguns incentivos né estatais né e de lutas sociais e é isso fez com que a gente pudesse entrar em uma exposição e ver artistas pretos e pretas e as pretas e pretos educadores dentro desses espaços rompendo todo esse sistema é eu compartilho com vocês uma experiência que está sendo desenvolvido aqui em Campinas de uma mulher preta que não trabalha sozinha que está aqui apenas representando um pequeno núcleo e é de pessoas que praticam as suas utopias e que buscam transformar a vida seguindo as pedagogias que Freire nos apresentou e é isso agradeço aqui a oportunidade e estou à disposição para compartilhar as experiências da nossa vida e viva Paulo Freire e viva a pedagogia Libertadora e emancipadora Olá tudo bem valeu Andreia Obrigado aí pelas suas contribuições à próxima falar ser a professora Marília Camargo Araújo que é especialista em dança e consciência corporal pela Universidade Gama Filho e da coordenadora pedagógica da rede municipal da cidade de Santa Bárbara d'Oeste Marília só antes de passar a palavra para ti embora estejamos sem os canais aqui oficiais para interação eu vou passar o e-mail aqui do nosso mandato mesmo caso você que está em casa nos acompanhando que era enviar alguma alguma contribuição então é Paulo Búfalo tudo
[email protected]. Br São Paulo Bú
[email protected]. Br tel contigo Marília Obrigada Paula Boa tarde a todas e todos inicialmente eu quero agradecer pelo convite tem muito feliz e muito honrada por participar dessa mesa em homenagem a Paulo Freire muito feliz em saber que esta casa aqui em Campinas está homenageando esse grande educador patrono sim da educação brasileira são muito feliz em ver a sua homenagem eu vou trazer aqui na minha fala um pequeno recorte de uma experiência pedagógica com a dança na escola partindo do referencial freireano e também vou trazer aqui um pouquinho algumas considerações do meu projeto de Mestrado esse ano E aí no mestrado da Faculdade de Educação Física aqui da Unicamp cujo tema também traz o Hip Hop com referencial freireano eu falo aqui hoje não sozinha mas também nome de um coletivo que é o grupo de estudos escolar da Faculdade de Educação Física da Unicamp um grupo de professores comprometidos por uma educação crítica dialógica E autoral então fico muito feliz de estar representando os aqui hoje também é eu organizei aqui algumas coisas para gente dialogar um pouquinho né e eu vou começar falando um pouquinho sobre o surgimento do hip-hop para a gente entender onde hip hop e Paulo Freire diálogo o Hip Hop é uma cultura uma manifestação cultural que nasce nos guetos de Nova York no bairro do bom mais ou menos no final da década de 60 e início da década de 70 e que reúne um conjunto de manifestações culturais que é representada pela música pelas Artes e também pela dança o foco aqui é claro que não é falar desse percurso histórico mas ele é importante para a gente entender onde Paulo Freire vai se encontrar com esse hip hop onde eu também consigo trazer isso para prática pedagógica lá no chão da quadra como a gente chama na escola é na aula diretamente com os alunos e com as alunas e é como o hip-hop surgiu nas periferias ele surge como um movimento de resistência um movimento de resistência principalmente do negro americano e do jovem periférico em busca de voz em busca da sua libertação né naquele contexto onde o Hip Hop surge havia muitos problemas de ordem social muita violência muitas drogas como consequência a educação era sempre fragilizada a rua naquele momento representava um espaço para os jovens se manifestar um espaço para os jovens mostrar as suas potências no espaço para o jovem ter voz e naquele contexto a gente encontrava muito racismo também Oi e aí a gente pensa que mera coincidência que o Brasil na verdade não é mera coincidência com a realidade do nosso país também então esse também é um dos motivos que nos faz aproximar dessa cultura que surge nos Estados Unidos mas que rapidamente se difunde para o mundo todo principalmente aqui no nosso país também surge como um movimento de resistência o movimento que nasce nas ruas começando lá pela cidade de São Paulo e se espalhando por todo o nosso país esse movimento cultural então de emancipação do Oprimido de emancipação dos jovens da Periferia ele pode ser visto hoje não várias formas na nossa sociedade a gente pode encontrar nos modos de se vestir dos jovens na fala em algumas gírias em algumas expressões na arte urbana que nós encontramos aí pela rua na música recentemente eu fui fazer uma atividade com os meus alunos bom E era uma graça uma gravura um desenho e uma das crianças quando foi escrever o nome escreveu o seu nome com letras garrafais bem autorais diferentes similar a um grafite Então como a gente encontra essa expressão do hip-hop que Tali Tali presente na cultura dos nossos alunos então a gente agentes barra com essa manifestação cultural em todas as esferas da nossa sociedade hoje hoje nós encontramos o hip-hop encontramos traços encontramos signos dessa Cultura em todas as esferas da nossa sociedade e por que que eu fiz esse pequeno recorte essa pequena contextualização e O que é para fazer a relação com a dança que é pensando nisso que nós precisamos reforçar Então os debates sobre a educação física escolar e sobre os significados dessas práticas corporais na vida dos nossos jovens nós precisamos pensar em práticas corporais em uma perspectiva crítica e é aqui que eu encontro o Hip Hop com Paulo Freire não basta apenas voltando para dança Não Basta apenas a gente ensinar a dançar por dançar Então nós vamos representar um passo nós vamos copiar um passo numa Alva instrumentalizada né que vem de cima para baixo onde o professor ou professora é aquele que detém o conhecimento é aquele que vem com os passos e as coreografias prontas e o alô A Luna apenas reproduz apenas limita aquilo que está acontecendo Então não basta mais fazermos esse tipo de aula e com Paulo Freire a gente entende que é na horizontalidade das relações que a educação acontece porque é o mesmo tempo que eu ensino eu aprendo e aquele que aprende ao mesmo tempo que aprendi Ele também me disse então nessa relação horizontal é que nós vamos ler o mundo é a partir daí que nós vamos conhecer e entender o mundo o e Paulo Freire então é a referência perfeita para gente compreender a educação nessa perspectiva crítica nessa perspectiva dialógica nessa perspectiva Libertadora E aí eu gostaria de falar mais uma frase né que tem a relação com isso ensinar não é apenas transferir o conhecimento é uma educação libertadora a partir do hip-hop a gente Visa descodificar a realidade uma realidade no com muitos adotam ainda hoje ligando hip hop exclusivamente a uma manifestação periférica Marginal ativo mesmo sentido pejorativo da palavra né não reconhecendo essa manifestação cultural e criticando as suas representações por muitas vezes a gente escuta comentários ligando hip hop é feio como por exemplo um dia numa aula online eu coloquei um rap para os alunos para as alunas ouvirem e um aluno virou e falou assim nossa professora Que música feia isso me fez refletir depois só o final porque essa música é feia é porque que a gente acha que essa música é feia né Será que é porque a gente não tá acostumado a ouvir ela não tá na mídia a gente não tá acostumado a ouvir ou porque o que ela fala ali é algo que talvez nos incomoda então essa fala desse aluno se evidenciou uma situação limite Como Nós aprendemos com o referencial freireano A partir dessa situação limite nós encontramos uma realidade codificada é um estigma frente ao real frente a visão que se tem de Periferia Então a partir daí partir desse momento na aula eu procurei trazer algumas letras para os alunos vamos entender o que essa música está querendo dizer Vamos ler a letra vamos entender o contexto o que que essa música tá querendo nos dizer fala sobre a realidade fala sobre a questão dos preconceitos sobre violência sobre o que acontece nos bairros que estão distantes da gente e por isso que a gente acha feio e a partir daí a gente volta para a história a gente volta para o resgate histórico volta para dar voz aos oprimidos e entender o contexto no qual hip hop se faz presente na nossa vida e é a gente pode entender um pouquinho desse contexto é um pouquinho da minha dissertação um pouquinho da experiência que eu trouxe para vocês já para encerrar no meu projeto de Mestrado a gente vai olhar para essas realidades codificadas olhar para essas situações limites e a partir do referencial freireano estreitar relações e práticas como as práticas pedagógicas possam podem se constituir na escola então para além de uma dança simplesmente por ser dançado mas que uma dança que nos fazer um mundo hip hop hoje nos permite trabalhar com identidade um debate sobre cultura de massa sobre gênero sobre resistência sobre classe social sobre preconceito sobre cultura Urbana sobre critica discriminação expressão corporal uma infinidade de temas Paulo Freire ele não falou especificamente sobre o Hip Hop é mas nesse autor nós trazemos sim algumas considerações do seu pensamento para que a gente possa ler o mundo acho que a gente possa ler o mundo através dessa prática corporal com criticidade olhando para a realidade e desvelando essas situações limites então problematizar a realidade identificar os temas geradores como nesse exemplo da música rap é um É sim uma educação libertadora Paulo Freire Vive sim na educação obrigada a e obrigado Marília eu vou passar a palavra Então é a professora Maria Terezinha Matos que está nessa mesa representando o movimento de mulheres organizadas do CRAS Satélite Íris mas depois ela vai compartilhar palavra também com o grupo de mulheres que está aqui representado Então eu só queria ela já já está se preparando está pronto para falar mas dizer que enquanto nós podemos aqui através da organização das comissões a começar essa comissão de Cultura comissão de educação da qual nós estamos presentes também a nossa ideia é de que essa essa diversidade tão Ampla aqui ela possa depois ser explorada que nós possamos criar em outros espaços de diálogo com sobre cada uma dessas dimensões da do conhecimento e da teoria deixada por Paulo Freire tão passo aqui a palavra a Maria Tereza Boa tarde a todos nós estamos muito agradecidas né pelo convite de estar participando hoje de dessa comemoração do centenário do Paulo Freire nosso mestre e sempre que nos ajuda né a direcionar cada vez melhora o trabalho e eu gostaria sim de inicialmente dizer né que eu meu nome é Terezinha eu sou assistente social e hoje na coordenação do CRAS Satélite Íris localizado na região noroeste de Campinas e o nosso serviço é um serviço público da secretaria da Assistência Social e o nosso trabalho Visa garantir o acesso das famílias das pessoas aos serviços e aos seus direitos sociais direitos básicos principalmente sendo que o trabalho coletivo é uma é um dos nossos focos maiores né as oficinas o artesanato todo o trabalho e depois a gente vai tá passando um vídeo e a palavra também para as para algumas mulheres que puderam vir mas assim uma das questões que a gente vê muito forte é que o trabalho coletivo possibilita que as pessoas interajam entre elas que elas consigam é verificar com as outras as suas identidades os seus potenciais o seu a o lado tudo isso vai se vai se construindo de uma maneira mais mais potente e o nosso território é um território muito potente com muitos saberes muitas pessoas é em busca né de direitos de uma série de questões mas que também tem um potencial maravilhoso para buscar para aprender para participar então eu me sinto assim orgulhosa até de tá aqui hoje porque esse esse trabalho nosso é uma construção de muito tempo não é uma coisa que começou agora então o Cras satélite ele tem esse esse trabalho há muito tempo e muitas pessoas colaboraram para que esse trabalho chegasse até onde ele chegou a e então por conta né de dessa desse trabalho a gente foi convidado né pelo Miranda e eu gostaria de falar que a gente fez recentemente a 2 anos atrás uma parceria com a universidade um projeto de extensão da PUC com a professora Stella Godoy que fez todo um trabalho com esse grupo de mulheres e que a gente preparou um vídeo né para para passar para para que todos possam conhecer um pouco mais e depois disso acho que a sala das mulheres né de de algumas que puderem tá trazendo Mas o que eu vejo assim de muito forte muito importante é que o centenário de Paulo Freire resgata e traz todos os dias para gente é a força que tem o potencial de cada ser humano e o potencial que cada um tem da sua história da sua trajetória da sua busca por melhoria de condições de vida né então a gente tem assim uma uma um carinho muito grande e uma felicidade né de poder tá aqui hoje é trazendo esse trabalho para para ser compartilhado com todos muito obrigado e o vídeo já está na E aí é a Praxis defendida por Paulo Freire se refere a uma soma de atividades que tem como função a transformação da realidade EA produção da história dos indivíduos os círculos de Cultura ferir anos são momentos de troca em que essa práxis acontece permitindo que o sujeito pronuncia o seu mundo e inicia a sua transformação em [Música] E aí [Música] E aí E aí E aí [Música] E aí [Música] Oi [Música] livre 4/2005 sua mente ar esse essa organização né com a gente começou no início com era mostrar né aqui tinha é meu para ele trabalhar com provém a era né e eu marcadores começou chegar você que não gosto e nossa montando usar contratar oficineiros para desenvolver essas roupinhas né então vamos lá tava sobre primeira tela vinham EA partir deles junto a gente não sua então trabalho traz né então trabalhar para filha que eu não acredito vou lá comprar terça-feira então era ah sei lá não porque aquela primeira e ele tem muito conhecimento todos a mãe tem um grupo bom lá de capoeira lá então ele vai fazer uma sobra de teatro e eu acho que ele chegou fazer mais nada aqui Carolina mas ele tá camarada que era um olhar carinhoso E aí é inspirado nos círculos de Cultura de Paulo Freire desde 2016 desenvolvemos com graça Satélite Íris o que chamamos de Círculo de trabalho artístico compreendemos a arte como linguagem como forma de afecção no momento do trabalho artesanal para além de simples produtos as mulheres confeccionam expressões relacionais desse o retrato do eu com o outro do mundo no círculo de trabalho dá-se uma bricolagem dos saberes das mulheres acumulados ao longo de suas próprias trajetórias de vida por meio de rodas de conversa de trabalho artesanal os saberes das mulheres são ouvidos e problematizados ao mesmo tempo em que elas empreendem a tecelagem de suas aspirações e projetos de vida e ouvindo Os relatos das mulheres do território do CRAS Satélite Íris compreendemos assim o vivido na cidade mercadoria construída para e pelos homens os espaços públicos e Políticos são frequentemente lugares hostis as mulheres para as mulheres trabalhadoras as travessias são fardos pesados na lógica sistêmica de opressão de seus corpos esperam delas que não morem na cidade mas que apenas se escondam mas as mulheres arteiras do CRAS Satélite Íris subverte essa lógica e assina uma história onde o silêncio é o idioma imposto pelo dominador o artesanato EA assinatura das mulheres Semeando Esperança E aí é muito legal registro eu queria passar então deixar aberto para algumas das representantes das guerreiras né das arteiras né é poderem se manifestar Se vocês quiser o microfone tá aí pelo menos uma saudação né Fala o nome de se é de um grupo específico ou é do coletivo né Para nós é importante ou vilas e se quiser falar das obras também tá bom meu nome é Juciane eu sou participante do CRAS e Educadora do projeto é eu venho do grupo troca de saberes que nasceu em 2016 e troca de saberes é é uma forma da gente expressar que cada uma sabe fazer uma coisa e dá para ensinar todas então foi esse nascimento do nome e a amperagem eu acabei conhecendo o Paulo Freire tô estudando né ele e as atividades e quando eu procuro as 10 citações de Paulo Freire eu vejo que ele fala assim não há saber mais ou saber menos há saberes diferentes Então hoje eu sei que troca de saberes vende umas as 10 citações de Paulo Freire [Aplausos] Olá boa tarde meu nome é Maria das Dores tratada do Maria Marinho Eu Eu frequentei muito pouco o Satélite Íris o Claro Satélite Íris mas a gente tem um grupo no no satélite do São Judas no Cras do São Judas que foi providenciado pela Terezinha Débora pela Terezinha a Débora e Juliana Juliana ela é do secretaria e da cultura e a Débora também Assistência Social e convidou a gente Para gente está fazendo essas manifestação que seria montar um grupo também a invés de ser no crazy o sábado do satélite Se fosse no Cras do São Judas porque fica mais perto para gente que a gente não precisa tomar umas para ir até lá tem muita Senhoras que é mãe que gostaria muito de compartilhar E aí essas mulheres foi juntada no satélite no São Judas e a gente tem um grupo lá que é o grupo das bordadeiras fazendo arte Então a gente tem as coisas ali faz e faça um pouco para o satélite né Por causa satélite internet da Terezinha mas a gente pretendia gostaria que fosse ampliado um pouco mais o São Judas porque o satélite ele é é organizado tem muita gente mas o São Judas aí não tem muita coisa então isso aí para gente faz falta porque lá Sérgio viva Leite né depois vem o grupo do bordado que é na terça-feira agora a gente agora ONG do Pé de Feijão junto com a Fi aqui tá montando lá umas voltas para nós nós estamos muito animada muita mulher animada para mexer com essas hortas e além dos Bordados essa esses esse grupo foi muito bom para gente porque na academia todo mundo ficou isolado não sabia o que fazer mas com esse grupo das bordadeiras a gente se unia e falar umas pelas outras e ensinar dialogar e isso foi muito bom para saúde de muitas né Tem muita gente que não têm muita preocupação com tá ou não de cademia mas tem outros que tem porque fica fechado dentro e não tem nada para fazer aí vai passando Terezinha passa uma coisa Débora passar outra Juliana passa a outra para gente e vai conversando e a gente vai se interagindo e eu acho muito bom esse grupo que nós temos nós temos muitas coisinhas bacana feita lá com muito carinho e [Aplausos] e é boa tarde eu sou a Edna também faço parte do Grupo São Judas né E também só voluntária do leite eu entrego leite e e o artesanato é muito importante na vida da gente né que atira a gente da depressão a gente aprende uma com as outras né então é muito importante muito legal aí fica uma com as outras e muito importante para a gente e qual é a junto com a Débora né com a Terezinha e a gente vai tocando a vida né Muito importante tá bom muito obrigada [Aplausos] e eu só queria acrescentar também amiga da Ju né Porque ela disse do grupo troca de saber eu sou a Filomena Também faço parte do grupo troca de saber junto com a Terezinha no Brasil então eu sei é muito bom você participar desse grupo porque ela terapia né você sai de casa deixa a pia tá cheia de louça e vai aprender tanto vai aprender e como ensinar muito bom eu só tenho que agradecer Eu sou aposentada né então quando eu aposentei falei assim nossa e agora eu preciso ver jeito Por isso conversar preciso sair né que eu não sou daquela você tá da ficar lá dentro de casa aí eu fui lá e vou ver que o bairro oferece aqui né que que tem no bairro aí conversei né conversar com as meninas com uma com outra fazendo caminhadinha perguntando conhecendo isso conhecendo aquilo eu só sei que fui parar na o campeonato que já trabalhava antes daquelas crianças eu eu também faz trabalhei esse método do Paulo Freire foi bem na época logo Começou né Acho que 2016 Não sei não sei se é bem isso mas aí eu apliquei e pela secretaria né da ação social e eu fui uma leitura de fato de ouvindo juvenil dois lá na região do Campo Grande então eu aplicava muito esse método Paulo Freire foi muito aplicado com as monitoras e as Crianças gostavam muito e eu fiquei mais orgulhosa ainda porque a gente assim e um tempinho lá uma vez duas vezes por semana que você ficava o artesanato e depois que eu aposentei eu fiquei sabendo que alguns dos meninos das meninas que eu ensinei fazer bordado crochê tapete de barbante hoje é uma renda deles umas das rendas deles e fazem tapete de crochê e vendem então foi muito bom eu só tenho que agradecer tudo isso essa trajetória de vida até aqui hoje e para mim cada dia que passa eu aprendo mais eu aprendo mais eu tô sempre busca aprender e ensinar também para mim é muito gratificante do estou muito grata por tudo muito obrigado e é nós é que agradecemos Os relatos de vocês das experiências né Nós estamos numa outra frente finalizando o trabalho de uma comissão de estudos lá da do distrito do Campo Grande né E aqui nós podemos tirar de aprendizado durante esse período que nós ouvimos várias pessoas relatos lá da comunidade mesmo foi o papel das mulheres no que nem todo o processo de formação e desenvolvimento do distrito do Campo Grande e impressionante assim o que nós ouvimos não só do seu atos e é da própria das próprias comunidades mas de especialistas o pessoal que estudou a região né como isso tem um potencial Fantástico assim e acho que o Cras tá revelando isso né com o trabalho trazido aqui eu vou inclusive aproveitar um recorte aqui da nossa reunião para fazer um adendo lá o nosso relatório final né que é um relatório que vai depois servir aqui de referência para a gente pensar outras políticas públicas e essa é uma referência importante né inclusiva essa esse chamado para o Cras do São Judas né a gente do fortalecimento vamos fazer questão de registrar isso bom eu vou passar então agora aqui na dinâmica né eu vou passar a palavra a vereadora o vereador que são membros da comissão o rei o que há de ser tá aqui da assessoria do vereador Gustavo petta que eu já registrei aqui a é o motivo da ausência né então passo aqui a palavra a vereadora Paola vereadora Paola permita fazer um recorte muito rápido aproveitar que nós estamos concordo da comissão eu gostaria de aprovar que na próxima reunião da comissão Na oitava nós fizéssemos aqui uma uma escuta daquela campanha dos 15 dias de ativismo pelas casas de Cultura aí nós vamos fazer um convite as casas de Cultura enfim para trazer esse relato um pouco da situação dessas casas Tudo bem então tá tá aprovado tem a palavra nove vereadores desculpa fazer o recorte mas aproveitei o cloro tá bom não primeira quero parabenizar o nosso Presidente aqui porque atrás a mágica no mês do Centenário do Paulo Freire né é uma reunião muito importante e que amplia né também as construções que Paulo Freire fez ao longo da vida queria saudar o professor Miranda que a gente se conhece há bastante tempo na militância queria saudar Mia Anabela Andreia a Marília a Terezinha e as mulheres que estão aqui também representando todas as mulheres que já passaram pelo troca de saberes aí que tem transformado pelo relato de vocês a a vida né E aí eu mando as coisas que eu gostaria de comentar né porque a minha trouxe sobre o Teatro do Oprimido né porque e sobre o teatro legislativo a gente fica pensando nem como que a gente pode aqui pensar fora da caixa e a gente na verdade está em que revisitar algumas coisas né Eu acho que isso é fundamental é uma das coisas que eu não não tinha conhecimento e agradeço muito pelo por trazer aqui dessa nova possibilidade também da gente conseguir buscar novas formas aqui no legislativo a Anabela traz a questão do samba né de Campinas e do e do carnaval e como que tudo isso e como que Campina já foi muito importante nela essa questão do Samba do carnaval a gente vem perdendo isso toda vez eu comento isso né quando era mais jovem tinha carnaval em Campinas e ele foi cada vez mais se descentralizando na indo para as regiões mais nobres e cada vez mais está virando uma atividade é que tá distante da Periferia onde o samba é tocado muitas vezes construída e transformado né Eu acho que uma das coisas que a gente precisa retomar aqui em Campinas essa questão do Samba e do carnaval porque eu acho que é uma expressão cultural muito importante a gente viu né do ano de 2020 2021 apesar da gente não ter a ou carnaval em si né a gente tiveram a gente deixa diversas marchinhas que são gestão em forma de protesto na Então essa expressão cultural que a gente tem perdido aqui na cidade de Campinas a Andreia traz a questão de como que é o corpo preto nas instituições privadas E como que isso é assim a gente precisa não estão preparados para isso né E como que você também saiu de lá e quis mostrar para as pessoas é com através de museus essa construção do Povo Preto né e como que a gente tá então eu quero parabenizar pelo trabalho né e como que a gente tem observado aí é essas expressões e como que a gente precisa mostrar cada vez mais é que nós também podemos nós mulheres negras e periféricas que estamos ali muitas vezes ocupam alguns espaços que somos invisibilizados como que nós também temos o direito de ocupar aquele espaço e temos que também ser lembrados e visibilizados e eu acho que uma coisa importante que a gente tem na quando a gente vê os museus é justamente a uma parte da história do Povo preto que foi apagado a gente e esperar a gente consegue salvar e para o futuro a Marília traz a questão não é de que o Paulo Freire ele não fala do hip-hop né pra frente dito e no grafite Mas acho que ele traz Justamente a questão de como que você pode ensinar as pessoas utilizando que ela tem no dia a dia então essas culturas e muitas vezes esses movimentos e músicas que são criminalizados ao longo da história né a gente sabe que são movimentos periféricos e negros principalmente a gente precisa recuperar isso inclusive para fazer com que as pessoas é os jovens os adultos né que a gente tá tendo um grave muito grande agora com a falta do analfabetismo é com a volta do nosso objetivo justamente por conta do fechamento das escolas ao abandono do EJA abandono do Ensino Fundamental e Médio das Universidades acho que é um caminho né que a gente tem justamente para atrair essas populações novamente para o ensino ea O que é utilizando a música né que a gente ouvir no dia a dia acho que facilita muito quando a gente fala de escrita de leitura e o funk eo hip-hop o samba é diversas outras expressões culturais que são muitas vezes criminalizados e foram que nos dado ao longo da história acho que elas são fundamentais justamente para gente conseguir é transformar isso e a Terezinha né trouxe justamente essa questão do CRAS e de como que eu troca de saberes vem impactando na vida de mulheres assim a gente na câmera a gente tem discutido muito ou essa questão de como que as mulheres foram impactadas pela pandemia de como que é nós que somos responsáveis pelo cuidado muitas vezes não somos cuidadas aí eu acho que só troca de saberes a justamente para isso é um cuidado que a mulher acaba recebendo não só pelo cuidado mas também com a arte com a construção com outras outros planejamentos que fazem a gente conseguir recuperar também a nossa saúde mental que acho que é fundamental nesse mesmo espírito de pandemia e eu acho que eu sou são as minhas contribuições quero parabenizar mais uma vez o presidente Paulo Búfalo por trazer essa temática importante por Abrir também é outros caminhos do Paulo feio além do da Pedagogia do Oprimido né que a gente fala muito mas a gente também não consegue aprofundar eu acho que essa reunião conseguiu aprofundar e trazer outras visões então quero parabenizar mais uma vez a e obrigado Paola já passou Vereador Luiz assim Oi boa tarde tá primeiro também que era o cumprimentei para indenizar o Paulo Búfalo Vereador apresenta essa comissão é por ter tomadas iniciativas é importante de trazer para câmara um momento também de comemoração do centenário Paulo Freire complementar todos da mesa obrigado pela aula pelas reflexões que em mim particularmente produzir o algo que eu tô tentando ainda compreender é sem dúvida Paulo Freire é o maior pensador e filósofo foi reconhecido mundialmente né pela contribuição que deu para pedagogia infelizmente alguns tentam desqualificados envelhecer desconstruir é todo esse legado que ele deixou é que tá presente né eu fiquei aqui em pressionado positivamente de a continuar riqueza em cada depoimento nas pesquisas nas ações de todos vocês de todos os movimentos com essa diversidade que é rica e maravilhosa também no relato das mulheres lá do Satélite Íris do São Judas mostrar o quanto Paulo assim é uma prova real de quanto Paulo Freire tava certo no seus pensamentos né Eu acho e todas as frases citações pensamentos de Paulo Freire eu acho que cada uma delas é como um farol que aponta e daria um estudo pesquisa e tem uma que a primeira vez que eu vi me marcou uma delas quando ele fala educação não transforma o mundo né a educação muda as pessoas as pessoas transformam o mundo busca do reconhecer o potencial transformador que tá em cada indivíduo e quando a a pedagogia olha para aquele seja criança adolescente adulto né com esse potencial Oi a procurar da vazão é isso né e o potencial individual ele é e ainda fica maior no coletivo né Eu acho que isso a beleza do que ele fala tá aí eu quero dizer Paulo Búfalo em e é muito pouco eu acho que a gente precisaria A partir dessa pequena experiência aqui pensar algo maior né que demonstra a grandeza EA importância do que a Paulo Freire é uma contribuição a sua maravilhosa tá registrado nos anais da casa né nesse pequeno relata que a gente moço quanta riqueza que tem não só na nossa cidade né mas enquanto que a gente pode avançar né nesse processo aí de desenvolvimento humano né Eu acho que a gente quer transformar a realidade primeiro precisa conhecer e perceber a realidade Onde está inserido partir daí cada um da sua contribuição Parabéns sua feliz e ter poder participar desse momento Obrigado a todos vocês Oi eu queria saber se se Obrigado Vereador Rossini saber se chegou alguma alguma questão só verificar lá enquanto enquanto nós vamos levando como nós temos um tempo ainda hoje nós estamos um pouco mais Mais folgado Então nós vamos ter um tempo ainda para voltar para a mesa mas eu queria lembrar que algumas questões eu falei com o professor Miranda até aqui no início né É verdade que nós estamos retomando aqui as atividades da casa nós gostaríamos muito que a casa estivesse cheia Ampla Mas de qualquer forma como ainda persiste essa questão os cuidados nós estamos procurando dialogar através da TV Câmara da divulgação mostrar os trabalhos sendo realizados e a casa terá uma programação através da comissão a ação é isso já está em curso é montando isso organizar nessa programação e o coletivo guia do cadores que atuam aí na sobretudo na educação de jovens e adultos lá da região noroeste Então é eu pediria inclusive que o professor é neutro pudesse expor isso um pouco Pode ser na sua fala dele depois tá bom a outra questão né a Juciane lembrou Progen eu lembrei aqui que em 1998 o progma casa Tainã e as promotoras legais ela é eu estive junto eu fui um dos coordenadores um curso que durou assim alguns meses e a o resultado daquele curso é uma das primeiras feiras de artesanato na periferia que foi na Castelo Branco e depois aquela aquela feira Serviu de referência para regulamentar As feiras de artesanato aqui na cidade de Campinas estão com exceção a feira do centro de convivência as demais são organizados A partir dessa experiência pro G Casa Tainã e as promotoras legais lá no projeto da Castelo Branco o bom é Além disso então antes que eu volte aqui para mesa eu não sei se ela não Então nós não tivermos outras questões se é possível é nós pegarmos a imagem dessa do Artesanato aqui se não for possível tanto tanto da aqui da frente da nossa mesa né onde tem uma obra aqui e artista está na mesa né A Andreia é como também a produção da uma das arteiras olha lá tá aqui tá pegando o banner né que mostra aí o trabalho realizado lá pelas mulheres do CRAS do Satélite Íris e esse é o banner do grupo guerreiras Ah não da troca de saberes isso a falar com jeitinho a gente vai pegando aqui é isso isso aí talvez nós já tenhamos Olha lá essa daí a obra artista está a mesa da Andreia Mendes né pode falar fala da obra fala da Vivi isso quando o professor Nilton me pediu né para trazer lá traga duas obras suas para apresentar eu as minhas obras são muito grandes difíceis de transportar né Essa obra é uma obra de 2017 e ela não é uma autoria individual ela é uma autoria coletiva por isso que optei por trazê-la ela chama coletividades foi uma hora que eu desenvolvi com os meus alunos do ensino médio que eu ganhei esse esse essa colcha de uma pessoa que ganhou da bisavó dela e ela pediu para mim cuidar dessa coxa e eu não sabia o que fazer e como cuidar dela e é entendendo grande valor dela né ficou comigo muitos anos e nesse processo de da Educação de arte de toda de toda desconstrução do que é o valor da arte eu decidi levar essa peça entendendo que ela não tinha preço e propus né para que os jovens construíssem comigo uma obra e aí o resultado foi esse nós estávamos pesquisando um artista que chama Apolo que que trabalha com gotejamento que é uma técnica que vai derramando a tinta sobre a obra e que muita gente não gosta porque fala que não faz sentido e eu eu fui trabalhando essas questões com eles do que eu fazer coletivo e saiu nisso nas nesse trabalho completo e tem algumas pessoinhas pequenas formando uma roda né que foi o momento que eu propus o que significaria para que qualquer pessoa olhando para essa obra entendesse que ela não era só da minha autoria e aí eles propuseram essa construção e esses va essas várias pessoinhas em roda então eu achei muito simbólico né porque a prática que eu acredito é a pau a prática que Paulo Freire acredita e a roda se simboliza muito esse lugar é do igual né já não tem ninguém em uma situação diferente ali na composição geral é isso legal outro é feita feito esse registro então eu vou retornar à mesa é para que a gente faça que uma as considerações finais caso tem algum fome o chamado como eu sei que o professor Miranda tem E também ainda aberto caso alguém que irar a fazer a conclusão também tá bom então vamos lá pode ser na mesma ordem Pode ser então vamos lá virando agradecer novamente a possibilidade de estarmos juntos e com a comissão de Cultura nesse evento Como disse o vereador Rossini que traz para essa casa do Povo um movimento que precisa continuar que precisa ampliar e eu tenho também Total acordo com isso que esse evento que essa manifestação das culturas dos oprimidos daquilo que os oprimidos se organizam e fazem na cidade de Campinas e na região metropolitana de Campinas porque nós temos aqui uma convidada de Santa Bárbara que ele possa se manifestar que ele possa ser visível para todos nós eu dizia para o Paulo enquanto ouvia todas e todos aqui falando das experiências e como a cultura transforma as suas vidas e a sua comunidade que é mais e ficou a gente sabe e estar junto com esse grupo de mulheres e de homens que estão em todos os lugares dessa cidade e da nossa região metropolitana transformando E aí vou repetir a frase do vereador Rossini a educação não transforma o mundo mas ela transforma as pessoas e as pessoas transformam o mundo pessoas transformam as suas realidades é esse movimento que a gente está fazendo aqui e dando a perceber pela TV Câmara para que a gente possa marcar historicamente essa produção e as nossas boas intenções na transformação das nossas realidades e aproveito já que o Paulo anunciou e nós temos aqui também parceria com a comissão de educação acontecendo no próximo mês de 18 a 23 de outubro de dois mil e 21 o evento e já em debate que tá na sua 8ª edição foi a gente debate é um movimento que nasci lá na região noroeste naquele território trazendo visibilidade para a educação de jovens e adultos uma educação que foi esquecida ou que foi de certa forma diz construída nas políticas públicas até aqui não só Municipal Mais também nacionalmente então hoje em debate ele traz a educação de jovens e adultos para o centro da educação pública para o centro da educação popular e ele constrói o movimento lá no território Noroeste que é o movimento muito o nosso que é o movimento intersetorial entendendo que a educação escolar ela não dá conta sozinho de todos os problemas que nós temos o território e para isso a educação conversa com a segurança que conversa com assistência que conversa com habitação e dessa maneira a gente vai se com se constituindo é como serviços garantidores de direitos não é dentro do território e esse conjunto de ações de todos os serviços públicos de todos os equipamentos públicos no território tem sido muito bom muito proveitoso e tem trazido para todos nós enquanto os servidores públicos mas também enquanto comunidade é uma transformação das um dos nossos fazeres E dos nossos saberes no território então de 18 a 23 de outubro a gente tem acontecendo também pela TV Câmara o oitavo EJA em debate desde já a gente agradece a comissão de educação e também os vereadores que nos apoiaram nessa atividade a partir da casa do povo a partir da TV Câmara obrigado obrigado Professor Elton a passo aqui a professora minha Moraes bom novamente Boa tarde né Queria agradecer de novo por ter tido a oportunidade de estar aqui dirigindo um pouco com vocês nessa relação da Pedagogia do Oprimido com o Teatro do Oprimido queria deixar aí para quem tiver interesse em saber mais procurar né nas redes no Instagram é a rede Madalena internacional se escreve Magdalena com g mudo né o estrago que o Instagram rede Magdalena scinternacional é uma rede de mulheres praticantes de chagas ou tremidas a gente se denomina madalenas é quem tiver interesse em saber também mais sobre a questão do teatro legislativo que é interessantíssimo é quem tem feito isso hoje a vereadora Aurea Carolina e a Cidadela de Belo Horizonte sol e procurem conhecer gente o o nome dele é transformador ele é para todos né Qualquer um pode fazer e é uma prática que de fato traz transformações na vida das pessoas dos jovens e dos adultos das mulheres e eu não sei como que tá nas escolas municipais de Campinas eu tô na rede Municipal há pouquíssimo tempo mas na sala de leitura das escolas estaduais eu sei que tem o livro Teatro do Oprimido mas a gente também acha em PDF né vale a pena conhecer porque uma pedagogia que pode ser feita para todos né todos todas depois disso muito obrigado obrigado minha passou aqui ó Anabela Leandro eu quero agradecer e dizer que foi um foram momentos bem interessantes de bordados assim né fui percebendo como as falas as experiência elas Bom dia de encontro assim elas vão se completando né então que a minha falou do Augusto Boal o no cupinzeiro teve assim a honra na nossa história de ir para o Fórum Mundial social se eu não me engano foi em 2001 com um grupo de Teatro do Oprimido aqui de campinas chamava moleca movimento lésbico de Campinas e um núcleo de cultura do MST aqui de campinas e a gente foi encontrar com boa ao lá em Porto Alegre EA gente ficou toda semana fazendo intervenções nessa dinâmica do Teatro do Oprimido assim foi maior aprendizado da minha vida e é uma grande experiência na vida a gente tá perto de um mestre né o mestre é sempre uma figura indescritível muito simples né Então é eu me lembro de um dia que a gente ia fazer o trabalho primeiro dia chegou lá tava uma bagunça no lugar tava cheio de entulho e as pessoas que tava organizando ficou todo mundo tem que reclamar tem que ele chegou olhou o e simplesmente começou a limpar o lugar sem falar nada assim essas figuras né que tem a prática o desejo muito forte e e aqui foi falar também do progênio né a gente também no grupo fizeram muito próximo da Isabela do progênio né que essa grande mulher uma figura que que deveria ser homenageado até um hectare em Campinas é uma figura importantíssima uma mulher muito guerreira né e a gente também aprendeu muito com progênie assim muito muito mesmo assim então dizer que é uma grande honra tá aqui nessa roda né a gente sempre roda a gente aprende né nesse círculos nessa dinâmica e também com uma costura com essa essa comissão de educação porque eu acho que a educação EA arte elas estão no Campo Maior da Cultura né então a gente sempre está junto como ferramentas potentes e dizer que o sonho é que a gente veja tudo isso nas escolas tudo isso sendo né espalhado por aí a gente tem tanta coisa no Brasil né tantos conteúdos e e só para finalizar assim eu sempre vejo isso acontecer né O que que de Fiuk que nos define Se a gente pudesse usar eu sou brasileiro porque né e a gente vê isso acontecer quando vem alguém de fora aqui para o nosso país até as pessoas que falam mal que achou ruim que que elas vão fazer elas vão levar a pessoa para ver um samba elas vou levar a pessoa para comer uma moqueca ela não vou levar para ver empresa carro importado então assim isso é muito valioso é o Nosso tesouro senti abrir o baú lá tá Paulo Freire tá Manoel de barr tá Isabel do projeto é o boa alta todo mundo acho que a gente precisa realmente reverenciar essas figuras e não deixar que elas sejam esquecidos né é isso muito obrigado obrigado obrigado Anabela passo aqui André então E mais uma vez eu gostaria de agradecer pelo convite é feito por essa comissão por toda a organização o presidente por a lei né dessa ação que está acontecendo e por toda a parceria junto ao conselho de política cultural e e o que o nós estamos fazendo nesse lugar enquanto comissão enquanto conselho é justamente uma prática que caminha dentro do que Freire acreditava né Nós estamos do lado dos oprimidos e nós estamos dando voz aos oprimidos e É uma honra poder compartilhar desse lugar com pessoas comprometidas como você o vereador Rossini a Paola o Gustavo petta e tantas as pessoas que somam com a gente é para valorizar a cultura da nossa vida O que é tão rica e tão cara Agradeço ao Professor neuton Miranda para por mais uma vez né reverenciar Paulo Freire de uma forma poética Tão rica e tão preciosa e por todo o trabalho que faz nessa rede Municipal agradeço a todas as mulheres sentadas aqui é o meu lado por todo o comprometimento aqui e em todos os lugares que vocês atuam Eu acredito muito no poder que é construído com bases enraizadas por mulheres muito obrigada a todas vocês por existirem na minha vida e na vida de tantas outras é isso que ia que mais uma vez me colocar à disposição sempre e que viva em nós a pedagogia do oprimido o Opa obrigado Andreia passar então a Marília e novamente muito obrigada muito obrigada pelo convite obrigada a todos e todos aqui pela partilha eu comecei falando né e quis destacar na minha salão pequeno recorte de uma prática pedagógica visando horizontalizar as relações visando olhar para o mundo para que a gente revele e dos vele do mundo então que a gente precisa a gente necessita de mais práticas pedagógicas que tenham esse olhar crítico que tenham esse olhar para o mundo que contradiz a visão arbitrária de educação que nós vimos muito então parabéns novamente por esse vento repito mais uma vez parabéns pela homenagem a Paulo Freire aqui em Campinas visto que a nível Federal não tivemos essa homenagem Então parabéns por Campinas por estar fazendo este eu quero deixar aqui aberto convite para quem quiser dialogar sobre Paulo Freire na educação o grupo de estudos escolares tá aberto fica sediado na Faculdade de Educação Física da Unicamp quem quiser entrar em contato com a gente pode nos procurar pelo Instagram é@escolar underline fef underline Unicamp tão@escolar underline chefe underline Unicamp deixa o meu Instagram também que trata especificamente sobre a dança na escola com esse referencial freireano que é@dança underline na escola@dança underline na escola só para finalizar dentro de todas essas potencialidades eu trouxe uma citação aqui do professor William Ribeiro que também tem a sua referência muito ligada e essa autonomia né Essa Pedagogia da Autonomia Pedagogia do Oprimido que fala sobre o hip-hop também só para gente voltar o olhar para as potencialidades dessa manifestação cultural ele fala assim hip hop pode ser entendido como um movimento sociocultural político associado às identidades negro juvenis abrangente de uma série de manifestações artísticas em um sentido transformador e crítico-transformador das difíceis realidades vividas em diferentes contextos nas denúncias e nas soluções e crítico das relações sociais desafiando preconceitos e discriminações e de apreensão de direitos coletivos entretanto e contraditoriamente pode ser apropriado de diferentes maneiras o que lhe confere diversos significados e sentidos desde os em resumo a sua génese Emerso na diversidade no hibridismo nas múltiplas identidades e na complexidade dos dias de hoje tão através da sua situação novamente o reforço como com que o hip-hop nos traz muitas possibilidades para revelar o mundo aqui eu faço o recorte do hip-hop mas dentro de todas as práticas corporais encontramos isso também fica aberto convite para quem quiser dialogar com a gente Obrigada legal Marília nós que agradecemos passo aqui então a Maria Terezinha Matos e é eu gostaria de compartilhar com vocês é a história desse painel que a gente trouxe q tah q tah fixado ali porque eu acho que o protagonismo das mulheres do satélite eu acho que aparece muito nitidamente nele né eu lembro que teve um momento no Cras que a gente não tinha mais oficineiros né para Desenvolver atividades e o ano seguinte a gente não teria mais aí o grupo de mulheres do troca de disse assim não mas a gente vai tocar esse grupo aqui nós mesmas aí eu fiquei olhando assim e o grupo não a gente eu sei um pouco de determinada coisa a outra sabe uma outra coisa E aí uma vai estar ensinando a outra mas a gente faz questão que esse grupo continue E aí foi e surgiu o nome troca de saberes através dessa situação né que foi uma uma situação assim limite assim que a gente estava numa situação de Não termos oficineiros e esse grupo se mostrou tão protagonista nesse momento e todos os outros momentos tudo era conversado em rodas de conversa se tinha uma determinada questão de terminado o problema o grupo parava conversava e foi dessa maneira E aí surgiu uma doação de retalhos que veio da comunidade aí o grupo falou assim vamos então construir um painel dizendo sobre o nome do nosso grupo E aí que foi feito esse esse painel Então eu acho que o protagonismo dessas mulheres a força dessas mulheres é a O que traz uma riqueza de aprendizado para todo mundo né na verdade eu acho que não apenas elas que estavam nesse processo mas todo Cras todo mundo assim a gente ficou meio que impactado com tudo isso e é um grupo que tem uma força e todos os outros né Eu acho que todos os outros grupos de mulheres eles acabaram também num processo de escolher um nome para o grupo né então a guerreiras do satélite também foi um nome que foi construído a partir da de rodas de conversa com essas mulheres Então acho que isso traz assim é Paulo Freire né para gente quanto saberes Quantas coisas que se a gente coloca à disposição e a gente pára para olhar para conversar com calma a haver soluções a gente consegue né eu vejo que o ensinamento dele realmente é cada vez mais atual para todos nós E eu acho que é isso muito obrigado pela oportunidade e por estarmos aqui conversando acho que Campinas dão exemplo gigante nesse sentido para nós ele realmente é o mestre e um educador que não Não Tem Fronteiras né Na verdade acho que Paulo Freire é um cidadão do mundo mesmo obrigada e obrigado Terezinha passar então a palavra ali a professor Carlão que atua também com o vereador Gustavo Pedro Ah tá justificar Broly O Retorno Boa tarde a todos na verdade vinha acompanhando no carro debate e vendo a importância que tem de nesse Centenário enaltecer ela figura do Paulo Freire Acima das disputas né porque a gente vê que o Paulo Freire tem uma Dimensão em todas as áreas né É até um tempo atrás ele vai chegar Professor Raphael Guzzo ela dizia que o Paulo Freire vinha para Campinas às quintas fazer debates e discussões a professora que eu seja tem uma dimensão muito grande eu creio que na cultura essa dimensão tenha uma outra perspectiva né Essa Perspectiva da Liberdade da atuação da ressignificação dos espaços Então queria parabenizar e dizer que o Paulo também é da comissão de educação e deve render no próximo mês um debate duas mesas que vai ser promovida pela comissão de educação também no sentido de discutir o centenário e não deixar que se passa o vestido né uma data tão importante em que Pese o governo federal não tenha feito nenhuma nenhuma ação é para um dos brasileiros mais conhecidos né a gente aqui não deixará passar batido Por que ele também é o patrono da educação Campineira além de ser da educação brasileira e acho que é importante fazer esse registro para que não fique para as novas gerações o registro que tentam um pouco Paulo Freire que é um registro ruim né de que não tem teoria de que não tem elaboração e pelo contrário né nós sabemos que a sua atuação vai para além dos espaços da sala de aula eu acho que talvez é isso Que incomode tanto a capacidade do Paulo Freire encantar esperançar e construir um mundo novo né Talvez isso não tenha inimigos no mundo para quem quer construir um mundo novo a escola nova um lugar onde todos se reconheço enquanto cidadão Talvez isso incomode mais aqueles que queiram destruir se então acho que o debate de e faz sentido nessa perspectiva EA gente quer agradecer e dizer que é possível fazer mais e mais ações assim como a gente tem visto pela cidade como um todo Obrigado Carlão Com certeza nós vamos desdobrar essa essa discussão aqui ainda na nos debates da da comissão de educação Então nós vamos chegando ao final aqui da nossa que vocês querem Não tudo bem então nós vamos chegando aqui ao final da dessa nossa sétima reunião da comissão de cultura que discutiu Centenário Paulo Freire construções culturais como Pedagogia do Oprimido eu quero agradecer aqui então as contribuições trazidas aqui pelo Professor neuton Miranda pela minha Morais Anabela Leandro a Andreia Mendes Amaro Oi e a Maria Terezinha Matos assistente social do CRAS do Satélite Íris e também a Juciane é Filomena do grupo troca de saberes a Maria das Dores e a Edna Pereira Bonfim das bordadeiras fazendo arte e também do grupo guerreiras do Satélite Íris que estão aqui representadas na nas figuras que puderam estar com a gente hoje dizer que é com com esses convidados convidados especialmente e com vocês em casa nós fizemos aqui essa essa reunião da comissão de cultura da comissão permanente dessa casa a e lembro que Paulo Freire né confiava tanto na nossa capacidade intelectual de formulações a partir de cada conhecimento de cada lugar que a gente ocupa na sociedade que ele sempre nos provocou a pensar escrever coisas que nunca foram pensadas ou escritas e acho que a grandeza diversidade dos temas trazidos por essa mesa dão a dimensão dessa e dão sentido à essas palavras a essas provocações que ele nos fazia por isso nesse Centenário Nós só precisamos reafirmar é afirmá-lo como patrono da Educação de Campinas e também do Brasil né e cada vez mais buscar no seu e nas suas ideias nas suas contribuições saídas né para que a gente possa de fato emancipar a nossa sociedade né pelas mãos pelo conhecimento pela capacidade de cada um de cada uma de nós então é isso eu finalizo com essas palavras a nossa sétima reunião ordinária da comissão de cultura da Câmara Municipal de Campinas forte abraço a todas todos e todos e viva Paulo Freire II é encerrada portanto a reunião da comissão de Cultura já está ao meu lado o presidente da Comissão vereador Paulo Búfalo durante mais de duas horas portanto foi debatido EA sua ideia Inicial era mostrar como estavam interligados dois assuntos a educação hoje através de Paulo Freire com todas as suas filosofias e pensamentos e área da cultura com os núcleos que nós vemos hoje passando por carnaval dança hip hop isso se concretizou Boa tarde mais uma vez boa tarde de fato A ideia era da essa dimensão né cultural para teoria de Paulo Freire para suas elaborações e eu acho que isso foi incontestável que hoje é não só pela pelas várias Faces que você meu já anunciou da música da dança do Samba enfim mas também pelas mulheres aqui lá do o Campo Grande da região ali do CRAS Satélite Íris pela produção artesanal a a força da organização dessas mulheres né tenho aqui em mãos inclusive uma produção dessas mulheres né das das bordadeiras isso lembrando aqui das bordadeiras lá da região e essa potência né na de organizar de organização é de pensamento né de partilha que a gente vê no no ensinamento nesse centenário de Paulo Freire Então acho que a reunião da comissão de Cultura cumpriu a sua meta de semear esse debate agora cabe o as outras comissões como a comissão de educação por exemplo aprofundar um pouco aspectos trazidos aqui pela comissão de Cultura também Vereador é Paulo Freire educador filósofo a histórico acadêmico E hoje você fez essa aproximação com a cultura pegando até um gancho do que disse o líder do governo o Vereador Luiz Rossini é você entende que é o que foi feito hoje tem como ser ampliado tem como chegar às escolas e Paulo Freire você entende é que sofre alguma resistência mesmo a sua Campinas né Essa cidade metropolitana ela tem um potencial de dar essa visibilidade que a a esse conhecimento e sedimentar isso já que no no país lamentavelmente as ideias o Paulo Freire um dos principais pensadores nós mais lidos internacionalmente né sofrem um grau de resistência muito tremendo agora nós precisamos acreditar nisso porque o próprio Paulo Freire a sua solidariedade a sua e as pessoas exigiria de nós mesmo nesse momento adverso é sonhar e te tolerância né com quem pensa diferente e isso passa por essa tolerância não é a possibilidade de mudar Enfim então acho que é por aí mesmo a ideia da gente fortalecer o seu pensamento a partir da reflexão a partir do debate crítico Obrigado Vereador Eu é que agradeço Tá certo então entrevista com o presidente da Comissão permanente de Cultura aqui da Câmara de Campinas mostrando também então o trabalho das bordadeiras e a participação de 10 pessoas no total desta reunião nós ficamos por aqui pedindo a você para continuar aqui na TV Câmara Campinas nós temos a exibição do nosso telejornal Camara notícia em seguida tem reunião de comissão lembrando que hoje é segunda-feira dia da 16ª reunião ordinária que você acompanha ao vivo aqui na TV Câmara Campinas até já E aí a TV Câmara Campinas