Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
E aí a TV Câmara Campinas Olá boa tarde a todos que acompanham a programação ao vivo aqui da TV Câmara Campinas agora são 15:18 nós estamos ao vivo aqui do plenário da Câmara de Vereadores onde começa agora uma reunião ordinária da comissão permanente da mulher que é presidida pela vereadora Mariana conti você acompanha Pelas nossas redes sociais também pelos canais da TV vamos acompanhar Oi boa tarde a todas e todos eu declaro aberta a 7ª reunião ordinária da Comissão da mulher quero já agradecer a presença da vereadora Ltda Calixto que é membro integrante da comissão que agradecer a presença da Lilian Fernanda Silva que está aqui representando o gabinete do vereador Paulo Búfalo e do a desse Mendes que está aqui representando o gabinete do vereador Gustavo petta que também é membro da comissão no dia de hoje nós vamos tratar sobre a saúde menstrual um tema que tá muito em Pauta né Gente eu já vou comentar um pouquinho sobre isso e para tratar do tema nós temos três convidadas que a quem eu já agradeço de ante-mão é por terem aceitado o convite e a Tamires Arantes que é do coletivo juntas de São Paulo e o coletivo juntas que fez uma ação muito importante interessante junto com a deputada A Sâmia Bomfim e o Padre Júlio Lancellotti lá em São Paulo então que agradecer a presença da Tamires a Magali Mendes que a promotora legal Popular que tem um trabalho já de longa data com mulheres né formando mulheres para auxiliar uma análise das Comunidades né no Combate à violência doméstica e tem feito um trabalho super importante é com mulheres em situação de cárcere então ele também agradeço uma galinha pela presença e Adriana Leandra Ribeiro dos Santos que é do projeto mulheres invisíveis que também já tem feito é um trabalho de distribuição de absorventes e ela vai contar um pouquinho para a gente dá logo mais sobre e eu quero também agradecer a presença da vereadora Pérola Miguel e já convidá-la para compor a mesa aqui conosco bom antes de entrar na pauta pela para mim te dito eu queria fazer brevemente um repasse do encaminhamento que nós tivemos a última reunião que foi o encaminhamento de visitar o centro de referência da mulher aqui na cidade de Campinas e estivermos lá eu a vereadora aguida Calisto a vereador da Paula Miguel estivemos presente e podemos conversar com a Secretaria de Assistência com a coordenadoria da mulher com a coordenação do ceamo e também com algumas servidoras trabalhadoras ali do centro foi uma visita na minha opinião bastante produtiva depois seus vereadores quiserem comentar também sobre a quem visita Mas a gente pode observar a situação de dificuldade que o seu não está passando Principalmente nesse contexto nesse momento de pandemia é o seu amo ele hoje é um serviço especializado que atende mulheres em situação de violência é um serviço de porta aberta mas que recebe encaminhamentos também das delegacias de outros órgãos e os e amo hoje conta apenas com uma equipe técnica uma assistente social uma psicóloga e uma uma uma advogada que faz assistência jurídica vejam numa cidade com 1 milhão e duzentos mil habitantes é óbvio que isso não é insuficiente e nós podemos acompanhar o relato das pessoas que trabalham ali dizendo de como está faltando pessoas para atender o volume de mulheres o que vem procurando a gente vem discutindo a um bom tempo o aumento da violência né a situação da pandemia ocasionou o aumento da violência então nós saímos assim digo que essa é uma pauta que nós já temos tratado um bom tempo mas na minha opinião reforçou a necessidade da ampliação da equipe ali dos e amo né Então acho que essa é uma coisa é uma questão urgente existe uma política é uma orientação de descentralização dos serviços O que é importante mas a descentralização não pode significar de diluição né então a gente a reafirma necessidade da do serviço especializado a necessidade de um serviço especializado que esteja no território mas também esteja fora do território porque muitas vezes o território pode representar um risco para mulher né muitas vezes a mulher tem que sair do território tão e a localização também do Selmo no centro mas há necessidade também de ampliar a equipe foi feito o relato de que com o número de funcionários você não consegue fazer inclusive se eu me thinner anti que era uma política que havia um tempo atrás né mas a gente teve um problema com uma coordenadora alguns anos que inclusive concedeu trabalhadoras que faziam parte do Oceano para outros serviços em que a gente viu um desmonte do serviço dos e amo e eu entendo que para a gente fortalecer a política de Combate à violência na cidade de Campinas é um pressuposto que a gente consiga ampliar a a equipe do Oceano nós estamos aí em momento vamos entrar em discussão sobre a lei orçamentária sobre plano plurianual nós já discutimos isso na no outra na outra na mas acho que a gente e colocar isso na pauta né o encaminhamento aqui quando Comissão da mulher colocar isso na pauta a desculpa a Lilian também estava presente representando o vereador Paulo bússula nessa visita desculpa Líder esqueci de mencionar o teu nome mas a gente é a gente precisa colocar na pauta a necessidade da destinação de verba que sua entre no plano plurianual que a gente consiga destinação de equipe lá para os e amo também solicitamos eu quero aqui já formalizar para a gente fazer uma solicitação formal em nome da Comissão da mulher seus vereadores estiver em acordo né que a gente a gente solicitou verbalmente é um fluxo né que se formaliza-se por que muito se falou de uma mudança de uma alteração do fluxo mas nós solicitamos que isso fosse apresentado formalmente para a gente então qual é o fluxo hoje do e os seus dos atendimentos e os dados né sobre os quantos atendimentos acontecerão de onde estão vindo os encaminhamentos Enfim tudo isso que isso fosse formalizado então queda já colocar aqui né para que a gente faça essa solicitação formal a coordenadoria da mulher e a coordenação do ceamo bom feito esse breve repasse da dessa visita já entrando na pauta é não sei se você abra o primeiro para as convidadas depois que vocês né Tá então a gente a gente convocou esta reunião para discutir a questão da Saúde menstrual da pobreza menstrual é um tema que está bastante em voga não é um tema que vem sendo discutida há muito tempo por vários coletivos que vem desenvolvendo inclusive trabalho né de distribuição de absorventes mas esses coletivos que fazem é importante coletivos feministas coletivo de mulheres movimentos sociais mas esses coletivos também discutem necessidade dessa distribuição ser uma política pública Então a nossa reivindicação é para que a distribuição e o acesso o direito ao acesso aos absorventes seja uma política pública recentemente foi aprovado um projeto de lei de autoria da deputada Marília reais e que definir então a necessidade de distribuição de absorventes pelo governo federal é e a gente se observou acompanhou com muita indignação o veto que o presidente Jair bolsonaro fez a esse projeto com falas extremamente distorcidas e mostrando aí uma falta de conhecimento e um desprezo em relação a essa pauta né quando a gente o presidente é O que é disse que questionou o verbo orçamentária disse que teria que tirar dinheiro da saúde educação e isso mostra uma ignorância porque você a distribuição de absorventes é uma necessidade do ponto de vista da garantia do direito à saúde sobretudo para as mulheres em situação de vulnerabilidade e população em situação de rua mulheres em situação de cárcere mulheres de baixa renda a gente sabe que muita gente hoje não consegue comprar comida que Dirá comprar absorvente e então tem que recorrer a materiais precários tem a sua saúde prejudicada e também uma política de educação né são milhões aí de meninas que todos os meses muitas vezes deixam de ir à escola porque não tem absorventes é para Pará nos durante o fluxo menstrual então deixam de Skol e e acabam tendo o seu direito à educação prejudicado né então a gente aqui é reafirma nosso protesto em relação ao veto do presidente Jair bolsonaro essa tem que ser uma política pública também em nível estadual e municipal então há necessidade também de do município você é um criar é o a política pública EA distribuição de absorventes dentro das políticas de assistência de educação essa é uma necessidade nós temos vários projetos de leite da mitando aqui na casa a gente até vai ter uma audiência pública na semana que vem que vai ser coordenada é o vereador Paulo bússola é o ator né da audiência a vereadora Paola Miguel como presidente da Comissão de Direitos humanos também tá tá construindo isso e a gente vai ter uma audiência pública aqui na casa e mas sabemos que essa é o embate é uma luta Oi e a gente sabe que isso sempre esbarra na questão orçamentária e em geral as mulheres é uma luta para que as mulheres sejam prioridade nas políticas orçamentárias né quer dizer a gente sabe que em grande medida os governos tenha a saúde direito à dignidade das mulheres como última prioridade na distribuição essa mentário então deixa aqui as minhas esta breve consideração Inicial e vou passar então a palavra já para as nossas convidadas é podemos comer começar com você Magali É pode ser bom então eu vou passar a palavra para Magali Mendes para fazer o uso da fala Oi boa tarde a todas EA todos também né que os homens se sintam um pouco Mulheres nesse momento para poder ter sensibilidade para esse assunto que tão bem A Mariana trouxe e é bom e que nós precisamos lá em Campinas não é sinal de comutação dos metade da população metade da população de Campinas é feminina e aí eu quero aproveitar e parabenizar aqui a vereador ar as vereadoras aqui que estão do meu lado dizer o quanto é importante para nós mulheres de Campinas é ter ampliado a bancada de vereadoras Mc mandato porque exatamente assuntos como esses jamais seriam tratados se nós não tivéssemos um número maior de vereadora porém não temos problemas cotidianos problemas gritantes problemas que beiram ao Crime e problemas criminosos que as mulheres é de Campinas são vítimas e para a gente resolver isso e a gente vai precisar é nas próximas eleições ampliar mais ainda o número de mulheres vereadoras né e fico muito contente de saber que são mulheres críticas que são mulheres de esquerda que são mulheres feministas e mulheres de fato preocupadas com a vida das mulheres em Campinas e aí um uma das questões que para nós é prioritária é a questão da saúde né e isso é verdade que nós mulheres somos cuidadores e cuidadoras do mundo é verdade também é que nós que a nossa responsabilidade ela passa pelas famílias ela passa pelas crianças pela pelas adolescentes e pela pelas pessoas idosas E aí a gente e é aqui é nós enquanto mulheres mulheres pobres mulheres de Periferia Eu particularmente moro no complexo Oziel né moro no Jardim Monte Cristo que é o Ziel Monte Cristo e Gleba B A gente acompanha o quanto nós mulheres nós mães e avós temos que dar conta das nossas famílias né E aí quando a gente pensa em saúde a gente pensa também é que saúde que menstruar e menstruar pontualidade é saúde né eu tenho 59 anos vou fazer agora sou de uma família de quatro mulheres e um homem meu pai Operário na minha casa cinco mulheres que menstruavam nós quatro e mais minha mãe e não é como é e eu sou de uma época que não existia ainda absorvente é né E aí tinha todo um trabalho de educação da nossa mãe com a gente é para na hora da menstruação a gente aprender a fazer os paninhos a gente lavar os paninhos a gente botar para quarar os paninhos e agente reutilizar no próximo mês né é eu eu sou uma pessoa anti-capitalista mas algumas coisas a gente tem que pensar que foram positivas né o absorvente foi uma coisa extremamente positiva para as mulheres né porque porque pensar no absorvente a pensar numa forma higiênica da gente viver é né e em particular quando a gente é adolescente é uma mulher na minha idade tem vergonha de poucas coisas né porque a gente a idade traz isso para gente a idade nos empodera para que a gente possa falar o que a gente quer né e viver mesmo que com restrições Mas a forma que a gente acha melhor agora a infância e adolescência e nós mulheres começamos a menstruar com 89 anos né a infância a adolescência e a juventude nos traz algumas algumas questões que nos impede de ter uma vida plena tô nem aí a menstruação quando ela não é bem atendida bem acondicionada ela impede as mulheres de fazer uma série de coisas né ela ela impede a gente de ter Líder das né liberdade de usar saia curta a liberdade de usar só se liberdade de ir à escola né Porque dependendo do fluxo que a gente tem é a gente na minha época se dizia vá dava e isso é para quando a gente é jovem e isso é muito constrangedor Oi e aí a gente pensa também que não é só uma questão estética Mas é uma questão de saúde mesmo né É uma questão de você não fica não ter algo para condicionar sua menstruação que você possa de forma higiênica descartar e que não fique se acumulando esse retro alimentando no seu próprio corpo bom então é parece uma questão simples mas é uma visão muito complexo né que impede muitas mulheres de viverem plenamente e in particular Quando se é jovem quando se adolescente é Oi e aí a gente precisa de dizer falar sobre menstruação porque mulheres vem sua as mulheres entrou Ou pelo menos as mulheres Sim menstruando então a gente precisa pensar nisso quase dimensão que tem Ah e por exemplo o posto de saúde ele ele ele tem camisinhas masculinas e distribui gratuitamente E por que que não se distribui gratuitamente e absorventes e E por que não toma a gente pensar como pode dimensão que tem é um problema de saúde é um problema de educação é o problema de assistência é um problema social e é uma pessoa social e aí nós somos rolando de mulheres que estão aqui fora É né agora você imagine uma mulher em situação de classe e nem com com a sua com a sua liberdade é restrita dentro de uma cela com mais 10 15 20 30 mulheres né aí tem uma coisa que eu não sei explicar mas é um pouco psicológica quando uma mulher tá muito junto com a outra e menstrua todo mundo acaba menstruando mais ou menos na mesma época se deve ter alguma explicação mas imagine você dentro de uma célula com com outras mulheres todas menstruando e sem condições de ter um absorvente aí vamos transportar isso para pandemia né No início da pandemia ninguém sabia o que era essa pandemia ninguém sabia como si se contaminava é virou uma neurose Nossa é Mundial é né imagine é essas mulheres que estão em situação de Cássia com as visitas suspensas por tantos os familiares que já são reduzidos estatisticamente né porque as mulheres são punidas quando quando tão em conflito com a lei de várias formas mas quando elas estão em conflito com a lei elas são punidas mais duas três vezes né E nesse momento as as as visitas ou suspensos né ah e essas mulheres ficam sem essa condição a neve tem minimamente sabonetes e absorventes né E aí a gente a gente pensou nossas promotoras legais populares Não essa campanha não foi uma coisa pessoal foi uma coisa coletiva nós que já desenvolvemos oficinas dentro do presídio feminino que até então era de regime fechado e naquele momento existe uma média de 300 mulheres é nós entre outras coisas definimos junto com o coletivo de mulheres negras lélia Gonzalez fazer essas campanhas então desde Abril do ano passado a gente tem contado com a parceria de de organizações e de pessoas para que a gente conseguisse é de tempo em tempo levar absorvente a viagem de higiene básica para essas mulheres porém né E aí eu fiz junto conosco apoiando a nossa campanha além da própria a vereadora Mariana nós temos um pessoal do cupinzeiro mulheres pela justiça é o mês passado mesmo a OAB fez uma campanha enorme e doou toda Todo o material todos os absorventes para que nós promotoras legais populares pudéssemos levar o presídios então assim a gente tem um molde apoiadoras e apoiadores Mas isso não é o suficiente porque isso não garante inclusive que essas mulheres tenham isso como uma prática cotidiana bom né e a gente assim para nós é importante porque a partir dessas campanhas por exemplo a gente conseguiu sensibilizar uma parte da cidade dizendo olha aqui em Campinas vezes um presídio sim e esse presídio feminino né então muita gente nem sabia que esse presídio existia bom e nós conseguimos sensibilizar e muitas pessoas deram esse retorno para gente o que é muito importante o que mostra aquilo que nós pobres da Periferia só sabemos há muito tempo Somos um povo solidário agora também pagamos impostos né Eu costumo dizer que é desde a cachaça que a gente que a gente possa tomar cerveja até o absorvente que a gente utiliza tá Comprido imposto o imposto é exatamente para que seja aplicado do nosso ponto de vista nas políticas públicas e é isso é uma política pública importantíssimo para as mulheres é e quem não é mulher é tem mãe mulher tem esposa mulher tem namorada ou mulher tem irmã mulher tem vizinha mulher e essas mulheres em algum momento nas suas vidas menstruaram E aí E o absorvente ele não é uma coisa é que ele tem um padrão diferente bom né absorvente algo que tem no mundo inteiro mais ou menos o mesmo padrão E se nós pensássemos nisso com uma política pública gente podia avançar até para pensar um método ecologicamente correto e das mulheres descartarem a sua menstruação né Agora se a gente não tem o básico como é que a gente vai pensar em métodos alternativos né É muito complicado isso é muito complexo isso então como mãe como avó como uma mulher feminista como uma feminista Negra como uma feminista velha eu tô aqui para falar da importância é tanto das nossas vereadoras fazerem Esse ato essa esse momento de discussão nessa comissão da e como da gente sensibilizar os vereadores dessa casa né Aí que nós sabemos que é a maioria nem penso em política para as mulheres a mais que os vereadores assumirem que é independente da nossa ideologia mulheres votaram neles há é independente da nossa ideologia né Eu quero dizer aqui que eu não sou partidária mas não sou de direita bom então eu sei exatamente essa representação que que essa câmera que essa casa tem aqui e se ela é de fato a casa do Povo ela tem que pensar nas mulheres e mulheres menstruam bom e nós não temos vergonha de menstruar né até porque a biológico acontece queira ou não queira E Agora Nós temos vergonha de saber que nós somos uma cidade que não pensa na gente que não pensa numa menina de 12 anos que já menstrua e que o fluxo é alto numa mulher de 40 anos que menstruei que o fluxo é alto também e que para além dos nossos fluxos nós Ainda temos coisas que os homens nem imaginam como cólica que a coisa mais horrível mais ou menos do que uma mulher possa sentir pior do que dor de dente bom né Então as eu queria encerrar por aqui é queria novamente agradecer e dizer que essa luta Ela não é uma luta só das mulheres e ela é a luta de toda a sociedade de Campinas né tô conversando com Campinas é eu sou uma mulher de território né é uma luta de todas as mulheres de Campinas e é uma luta para para que a gente consiga de fato de cidadania a cidadania tem absorvente também bom né a gente não pode pensar em cidadania só como voto cidadania é ter absorventes e e é poder inclusive no dia da eleição se a gente tiver menstruada sem absorvente para ir votar e na e com todo o respeito aqui é a minha idade me permite hoje falar em algumas coisas que talvez na idade de vocês não se fale mais é para mim esse momento que a gente tá dizendo uma chizu a misoginia e que o patriarcado tem tomado conta das nossas vidas não tem como eu encerrar minha fala assim dizer Fora bolsonaro esse presidente não nos representa não representa que menstrua nesse país E aí gente não tem como a idade nos permite isso e não tem como eu não falar isso e talvez vocês que me convidaram não Esperasse que eu dissesse isso mas eu não tenho como encerrar as minhas fala assim dizer isso esse cara esse homem não nos representa porque não gosta das mulheres é Quem não respeita as mulheres e não respeita as mulheres em particular que menstrua é mas nós mulheres já que estão entrando na terceira idade é isso é papo para outra um disco para outro aviãozinho da cama nós temos o que falar sobre isso também obrigada gente bom obrigada Magali vamos muito contempladas fora bolsonaro quero deixar aqui registrado também eu recebi uma mensagem muito especial da eles Rosa aí eles rosa é uma mulher trans inclusive foi a primeira mulher transa entrar por quanto as trans no programa de pós-graduação do Instituto de Filosofia e ciências humanas lá da antropologia e aí eles me chamou atenção sobre o fato de que homens trans também menstruam então quero agradecer a eles por essa essa chamada e dizer da importância da gente incorporar também a perspectiva LGBT que ia mais dentro desse debate é então quero deixar aqui registrado e quero agradecer a presença também da Aline Santana que assessora parlamentar o que o gabinete da vereadora Débora Palermo que é também lembra dessa comissão e a Leila Celestina que assessora parlamentar representando o gabinete do vereador Cecílio Santos muito obrigada pela presença eu vou passar a palavra então agora para a Iandra Ribeiro dos Santos para fazer suas considerações e falar um pouquinho sobre o projeto mulheres invisíveis E você como é que eu faço um E ai ai oi tudo bom Trazer isso a Iandra soma das integrantes do mulheres invisíveis eu vou contar um pouquinho do projeto para vocês o mulheres invisíveis surgiu na escola Culto à Ciência em 2019 foi criado por mim pela Larissa e pela Luana nós éramos estudantes do 2º ano do ensino médio e a gente teve um desafio que foi entrar na disciplina de iniciação científica nessa disciplina a gente foi impulsionado a criar um projeto e como três meninas que menstruam a gente pensou em um propósito comum escolher um público-alvo que foram as mulheres em vulnerabilidade social EA população em situação de rua especialmente o nosso projeto surgiu basicamente da gente olhar para as pessoas em situação de rua e perceber que o básico que a gente tem não é básico é Oi para o outro isso não deveria acontecer porque são itens de higiene básica absorvente e produtos de higiene menstrual no geral São itens de Saúde Pública São itens que Todos deveriam ter acesso então a gente iniciou esse projeto lá em 2019 com pouquíssima informação não se falava sobre tanto sobre o pobreza menstrual como se fala hoje em dia na internet a gente pesquisando as informações eram não supérfluas mais Quase que inexistentes o senso de da população de rua é do que tá disponível na internet pelo pela prefeitura ainda tá desatualizado na não quando a gente começou ainda estava desatualizado tá dizendo que pelo senso de 2015 que 600 pessoas estão em situação de rua em Campinas de 600 pessoas pouquíssima gente né só que tá desatualizado Enem 2015 era 600 pessoas principalmente no centro de Campinas onde tem uma concentração muito grande da população de rua que é onde eu cresci onde a Larissa cresceu e a gente olhando para aquelas pessoas em Extrema situação de pobreza extrema situação de vulnerabilidade menstruação não é prioridade para elas ir para para as pessoas que menstruam não é prioridade porque não tem como ser isso é violência quando você tira a possibilidade de uma mulher que tá lá nas suas sem senha a possibilidade de escolher entre alimento ou comprar um pacote de absorvente é assim desumano E sinceramente é desumano é uma violência a gente lutou muito para conseguir montar esse projeto nosso pra gente conseguir montar uma base teórica com muito estudo fomos atrás de pessoas que tinham esse mesmo contato essa mesma visão e todas elas disseram para gente que nunca tinham pensado nisso porque a gente também não tinha pensado nisso como que mulher em situação de rua e pessoa situação de rua cuidam da sua menstruação elas não cuidam é tem um contexto completamente diferente entre quem tem moradia e quem não tem um contexto que uma mulher sob efeito de drogas tem uma relação com a menstruação completamente diferente do que uma mulher que não tem não está sob efeito de drogas uma mulher que ela precisa de um grupo de homens por exemplo nas ruas para se sentir protegida para que outras pessoas de fora não à violência oi e ela menstrua é possível que ela seja excluída nesse grupo durante a menstruação porque ela não tem como conter a menstruação então eu contexto muito muito diferente onde miolo de pão onde trapos velhos casca de bananas são todas colocadas na região íntima para conter a menstruação evitar constrangimento é eu acho que ninguém chegaria e eu digo isso por todos os nós perto de uma mulher que tá toda manchada de sangue por conta da menstruação está sob efeito de drogas né é uma coisa se pensar uma coisa assim questionar e por isso que o nome é mulheres invisíveis porque a gente passa perto delas todos os dias e a gente não vê a gente não enxerga a gente não pensa sobre elas políticas públicas não pensam sobre mulheres e não pensam sobre mulheres em vulnerabilidade social não pensam sobre mulheres em situação de rua é por isso que mulheres invisíveis existe é isso E aí bom obrigada Iandra Obrigado e parabéns pelo trabalho que vocês vem desenvolvendo Espero que seja exemplo também para outras mulheres outras meninas enfim fico muito orgulhosa de te ouvir falar eu vou passar a palavra então para Tamires Arantes que é do coletivo juntas é lá que será que é oi oi gente boa tarde para todos para todos todo esse que estão aqui sou do coletivo juntas um coletivo feminista anti-capitalista anti-racista um coletivo que se espalhou aí pelo Brasil todo né somos um coletivo que é atuamos aí em diversas lutas em diversos estados hoje então é inclusive fazendo ações aí muito importante parecidas com as que a Iandra falou aqui então a top ainda é muito aqui com ela também mas queria agradecer aqui o espaço convite da Mariana acho que essa reunião aqui é muito importante porque é um debate que se faz pouco como disse a Iandra né É de fato algo que a sociedade não debate nem sabe o que significa a pobreza menstrual ou a própria menstruação já é por si um tabu né lá na escola em casa um pouco se fala sobre o corpo o corpo da mulher ou corpo que tem genitaria feminina vamos se dizer assim né então por si só menstruação já é outra boa né na sociedade não pode falar em menstruação porque é sujo porque é nojento porque a tido como uma coisa feia enfim é isso precisa o primeiro passo é avançar nesse debate né porque é uma questão natural enfim é uma questão que o corpo tá ali respondendo né então é porque quando é ligado relacionado a mulher e isso tem que se tornar algo ruim né é o que a gente chama de misoginia Então o que vem da mulher é nojento é ruim mas enfim eu acho que essa é uma primeira um primeiro desafio nosso né E claro que acho que muitas colocaram aqui a situação com relação a menstruação eu ia lembrar que as pessoas trans também os homens trans que se o constrange ou esse constrangimento né Muito forte para as mulheres para os homens transa é maior ainda porque é uma violência que tá ferindo a sua própria identidade de gênero então menstruar para um homem transa já é por si só uma própria violência porque ele não se identifica com aquele corpo ali também né então eu acho que é importante fazer esse debate a gente conseguir também avançar em relação a quem são as pessoas que menstruam e o que o que significa né não tem que ser um tabu hoje na nossa sociedade e principalmente com essa visão ainda tão misógina sobre a questão da menstruação mas queria também aqui falar um pouco sobre a gente acha que isso não pode prejudicar em nada né então o que que é um debate uma ideia misógina como essa esse tabu da menstruação você pode fazer de tão mal assim para a sociedade acho que a gente tá vendo agora um exemplo de um veto de um presidente que entende ou o debate da menstruação como algo e relevante como algo que não precisa ser debatido na sociedade então para ele ver tá distribuição de absorventes é um reflexo concreto do que a gente tá falando da ideologia misógina da ideologia machista é porque não entender a necessidade hoje dica que se tem né dê que a menstruação é um debate sobre a saúde das pessoas que menstruam sobre uma necessidade básica das pessoas que menstruam é uma é a materialização desse machismo né Então essa ideia leva ações concretas como essa e também se nesse veto que houve recentemente é muito também pensado em como que esse governo é despreza mesmo também a população expressão especialmente essa população que vive hoje na extrema pobreza na situação de rua infinito porque não acha que essa população tem que ter dignidade mínima para poder ter o direito ao acesso ou uma coisa básica né então a gente tá falando no cenário do nosso país em que tá muito complicado também a a gente tem acesso a muitas coisas né o aumento do preço no Mercado é o aumento da sobre a cesta básica sobre os alimentos enfim faz com que as famílias hoje tem o que fazer escolha ali na hora de fazer compra no supermercado inclusive cada vez é mais raro você ver os carrinhos cheios né transbordando a com e virou compra semanal contando no ali no dedo nas moedinhas o quanto que você tem o que você precisa Então se um absorvente que custa quatro reais para uma família a prioridade vai ser comprar o pacote de macarrão né vai ser comprar alguma outra algum outro produto que seja também compartilhado entre todos os membros ali da família e deixar de ter acesso a um ten sílio que é de necessidade básica e por isso e fazer as trocas né as mulheres têm usado tecido tem usado o papel o jornal enfim para poder conter né o a para poder utilizar em como absorvente e é algo terrível né então a gente está num cenário em que as pessoas estão a condição Econômica também muito difícil seja porque o o aumento do preço no Mercado Tá exorbitante mas também porque estamos numa situação muito precária de desemprego de empregos precarizados sabemos aqui para falar inclusive de mulheres e pessoas trans que esse é tão bem o público que tá nos postos mais é precarizados hoje de trabalho na sociedade então são essas as pessoas que são também setores que são estão vulneráveis horas tem emprego horas estão fora do emprego se você tem filho né normalmente são as mulheres que vão ter que ficar ali dentro de casa para poder os homens irem trabalhar então estamos falando lidando com essa situação em que muitas vezes a mulher mesmo não vai ter a condição de nem te comprar né um a ser um absorvente ou qualquer outra coisa então esse é um cenário e um cenário bastante gra E aí fim do qual a gente tá passando essa então mais a pobreza menstrual quando a gente fala nesse tema ele é um pouco mais abrangente do que isso assim né não é só sobre ter ou não ter o acesso o absorvente isso daí é uma Uma das uma das facetas dessa pobreza menstrual Mas e aí ela tava dizendo aqui a pobreza menstrual começa por não ter o direito à moradia que você não consegue ter o direito o acesso a água uma água potável para você tomar banho para você Enfim né Fazer A Gene básica a falta de acesso a Outros tantos produtos que são necessários né o próprio papel higiênico enfim a pobreza menstrual ela é algo muito maior do que só é ter um não absorvente mas que ficou materializado nesse veto e queremos chamar atenção Para esse debate né o que fizemos uma ação na tem uma forma de responder esse veto uma forma de debater sobre a pobreza menstrual foi também é respondendo isso com solidariedade que acha que é algo que também esse tempo pede para que nós sejamos mais solidários com os nossos com as pessoas que inventam pelo por esse momento mesmo que a gente tá passando né mas muito movidas por uma Fúria né uma Fúria que a gente fala também feminista uma indignação E aí a Magali tá falando né que tá anos e anos aí no movimento feminista e para vocês verem Se não fossem anos e anos do movimento feminista do movimento de mulheres a gente tá aqui hoje debatendo o não veta uma distribuição de absorventes se não fosse esse movimento se não fosse agarra dessas mulheres a pressão de se fazer nos governos para que isso se torne uma política pública A Maria nem sendo debatido né então acho que tem entrado aí também a importância do movimento nesse sentido de se organizar para também dá uma resposta para esse momento né mas para para nossa felicidade também nesse sentido é é mesmo que acho que bolsonaro precisou da Ali entendendo para o movimento hoje de mulheres com o movimento feminista que inclusive foi um movimento que já começou se organizando Contra esse governo né então lá e 2018 muitas folhas que falaram ele não ele nunca ele jamais enfim e criaram ali já uma primeira resistência de diante desse governo porque sabia o caráter dele também em diversas das suas facetas tanto a elitista mas também é machista enfim entre outras e foi uma resposta também esse movimento esse veto só que para para o azar dele né estamos o sendo solidários criando ação tivemos uma grande distribuição de absorventes em São Paulo na capital junto com a deputado A Sâmia Bomfim o Padre Júlio Lancellotti que fizemos essa distribuição dos absorventes e depois disso também se desdobrou para vários estados assim a gente tá tendo esse tipo de ação fizeram uma vaquinha online que tá tamo também aí quem quiser inclusive contribuir com a nossa vaquinha para poder organizar isso como uma política Nossa permanente né Isso é uma ação permanente do nosso coletivo junto com o abaixo-assinado que hoje passa de 150 mil assinaturas você já tá todo mundo Contra esse projeto ele é uma civeto né Ele é um um absurdo e as pessoas estão contra esse projeto e esse recado aquele quis dar as feministas as mulheres é um recado que ele tá ele tá sendo dado essas respostas e para nossa felicidade tô vendo pessoas come Andreas né e pessoas também é como a Magali e como a gente é invencível feminismo é imparável então se tiver alguma ação né algum alguma provocação nesse sentido estamos nós aqui também na linha de frente para também responder esse processo mas não vai ser um veto que vai intimidar as mulheres que vai intimidar as pessoas a se movimentarem contra os ataques dessa da retirada de direitos aí que tá acontecendo Então acho que para também pensar esse momento acho que é esse é um debate muito necessário que se faz necessária a nossa solidariedade a nossa organização é enquanto mulheres né enquanto pessoas também sendo solidários com as as pessoas Dá uma população hoje de vulnerabilidade social prejudicada para tá se envolvendo mais ações mas também e organizando as pessoas que estão indignados Contra esse governo porque não é só sobre os absorventes eu acho que queria terminar com isso né Isso é uma parte né mas existe uma luta muito maior prioritária para que a gente consiga vencer essa série de ataques que a população brasileira está vivendo que é enfim não enfrenta o enfrentamento da covidien Enfim estamos vendo vários escândalos aí com a CPI da com vídeo falando dá para vim Senhor o quanto que inclusive foi pensado o governo pensou e tratar a população com métodos ineficazes é o seja atuando mesmo com a política de morte vemos quanto que essa população está sofrendo aí para poder sobreviver para poder se manter para poder se alimentar o quanto que a população e Inclusive tem uma categoria E de entregadores de úberes que não nem conseguem mais trabalhar porque o preço do combustível tá muito alto então a o Tom numa situação muito precária Então não é só sobre o absorvente mas é sobre toda essa situação é que tem sim o inimigo que se paralisa numa uma política de um governo que é genocida que é misógino que é elitista né então acho que a nossa luta aí é sobre combater a pobreza menstrual porque a pobreza nem deveria existir no nosso para nós né a pobreza deveria não deveria existir pobres no sentido de ninguém deveria passar por essa situação né mas existe uma escala social em que é necessário que essas pessoas sofreram para que um por cento da população consiga viver lindamente na sua vasilha Assim finep pessoas que eu pelo menos um guia não ser na capa da revista Então essas pessoas estão lucrando com a com a nossa vida com as nossas desgraças então é por isso que a gente também Insiste e luta mas começa por e esse setor que também está indignado com o bolsonaro para construir uma luta para aquele saia agora desse poder porque já prejudicou muito o nosso povo Então essa é um pouco acho que o recado aí do coletivo juntas né a gente tá Chama aí todas que queiram do mês se organizar conosco organizar essa luta porque ela é muito importante para que a gente possa dar continuidade aí nessa e em outras batalhas que acha que o movimento de mulheres também é um movimento muito resistente não à toa que é ele estaria há séculos né muitos muitos anos aí fortalecendo cada vez mais e mais mulheres eu acho que é isso tem que ser a nossa motivação também para poder sair dessa situação Então acho que é isso nós chama todas as aí também a organização para essa luta tão necessária aqui pelos a ensinar a gente tem falado dos absorventes ficam o bolsonaro sai é E aí bom obrigada Tamires pelas considerações parabéns pelas ações que estão sendo feitas em São Paulo mas também em vários lugares né dessa luta pela derrubada do veto do presidente da república com relação ao projeto de distribuição é a gente tá sobre uma pressionando né a gente tá pressionar os deputados porque vai ser um recado importante que o movimento de mulheres vai dar se a câmera derrubar esse veto eu vou passar a palavra então para as nossas vereadoras Paola quer começar ou você é Já pode começar a cola estão Paula começa bom Boa tarde aqui quero parabenizar a nossa presidenta que vereadora Mariana conti porque trazer essa temática neste momento eu acho que é fundamental a gente discutir o que está acontecendo na política nacional e como isso também implica na nossa vida aqui em Campinas quero parabenizar a Magali Alhandra a Tamires por terem trazido né diversas formas de como o movimento os movimentos feministas têm tentado suprir essa necessidade que é da população e gostaria de saudar também a vereadora guiga Calisto que tá aqui conosco e também todos os representantes dos outros mandados acho que uma coisa importante que foi trazido aqui né que quando a gente fala da pobreza menstrual ou da dignidade menstrual né as mulher é uma indignidade menstrual é fundamental que a gente tenha justamente um projeto para a distribuição de absorver ensina mais esse momento de pandemia na pandemia a gente tem alguns dados interessantes que justamente o aumento do desemprego e o aumento tu absorvente menstrual que subiu em torno de quarenta por cento Então como que neste momento as mulheres vão conseguir comprar um item tão caro da higiene pessoal sendo que elas são os primeiros que foram primeiros as perderem os empregos e muito provavelmente com seus últimos a retornar em justamente por serem as mulheres as responsáveis pelo pelo cuidado cuidado da casa cuidar dos irmãos cuidado dos Pais o cuidado muitas vezes dos parentes dos amigos então quando a gente fala né é dessa indignidade Justamente a falta de dinheiro para sobrevivência As mulheres hoje tem que escolher se elas querem comprar o arroz o cara o feijão está muito caro macarrão que tá muito caro ou então o absorvente Então a gente tem um projeto que trata da distribuição e absorvente para as mulheres de baixa renda é fundamental um outro ponto importante né é a Magali trouxe na fala dela justamente o porquê que esse projeto é vetado ele é vetado por que um projeto que atinge prioritariamente às mulheres e porque primeiramente como outras trouxeram aqui os homens trans também menstruam não-binarios né também ministrou então eu também apresentei um projeto que trata sobre a erradicação da pobreza menstrual e a gente tem um cuidado justamente de colocar pessoas que menstruam justamente por entender né que esses é que a população LGBT que ia mais também tem sofrido muito com esse aumento desse item né que pode parecer banal mas assim a camisinha é quando a gente fala do homem ela é distribuída de forma gratuita não tem uma discussão na onde vai sair esse o e qual que é o valor que só atinge No Impacto no orçamento total mas quando a gente tem um item de higiene aqui é prioritariamente para as mulheres a gente tem isso ah mas onde vai sair então esse veto neste momento mostra Justamente que esse governo aí a Tamires trouxe muito bem né elitista não tá preocupado com as mulheres mais numeráveis não está preocupado com as mulheres que não tem condições nenhuma de adquire um absorvente e isso a gente pode trazer as estudantes a partir de 89 anos mulheres em situação e situação de rua que a justamente o projeto que a Iandra é trás e neste momento da pandemia também Aumentou e a gente não consegue dimensionar na cidade de Campinas qual que é o nosso número real de mulheres em situação de rua também tem as mulheres de baixa renda que perderam seus empregos durante a pandemia e que já estava numa situação difícil agora justamente tem que escolher e as mulheres encarceradas que historicamente são abandonadas são abandonadas muitas vezes pelas próprias famílias né mas também a Bruna vai para o estado quando a gente fala é de dignidade menstrual então é Além disso né quando a gente apresenta um projeto nessa casa a gente entende que a gente não pode mais tratar a menstruação como você não tá bom porque quantas vezes né naquele dia inesperado você é começa a menstruar tem vergonha de pedir um absorvente emprestado para sua colega de sala ou então para uma diretora uma funcionária uma inspetora de alunos isso a gente tá falando Justamente na da adolescência né o medo a vergonha e isso impede muitas vezes que as mulheres saiam de casa seja para estudar para trabalhar justamente pela vergonha por esse assunto né que é natural durante 40 anos em média a mulher a gente ainda trata isso como sendo uma vergonha fala de Baixinho Fala Baixinho fala de cantinho fala só com as pessoas mais próximas então é fundamental para gente pare de tratar esse assunto como você não tá mu né Então aí fundamental que a gente naturalize e o absorvente né Eu sou de um outro tempo né não não conhece Quando Comecei a menstruar já tinha o absorvente descartável mas a gente tem visto cada vez mais é práticas que são esqueçam com absorventes reutilizáveis que são menos que agridam menos o meio ambiente mas eu acho que isso é um a temática para gente começar a discutir é um pouco mais para frente primeiro a gente precisa resolver o problema da indignidade menstrual de muitas mulheres em especial nosso município para depois a gente começar a pensar ecologicamente é incomum que a gente pode resolver esse problema e outra coisa interessante que a gente traz no nosso projeto é justamente que a gente trata sobre a geração de emprego e renda com geração de absorvente tem uma experiência na Índia né que a Justamente a fábrica de absorvente onde empregava mulheres e aqui no Brasil gente poderia pensar nesses absorventes que são feitos em casa que são reutilizáveis igual era antigamente para gerar emprego e renda para mulheres de baixa renda porque é fundamental que a gente neste momento consigo resolver dois problemas a gente conseguiu resolver o problema da indignidade menstrual das mulheres Mas também da renda dessas mulheres que estão em indignidade menstrual sem dúvidas né a gente não vai conseguir trazer aqui todos os problemas que implicam nas mulheres é para elas não comprarem absorvente mas eu acho que também isso no ponto que a gente tem que se debruçar aqui eu acho que o ponto fundamental que a gente tem no município de Campinas é saber e as mulheres é hoje não tem condições de queria absorvente independente da situação se estejam em idade escolar se tão é no mercado de trabalho estão em situação de rua é só assim a gente vai conseguir pensar e quais são as maneiras e as melhores maneiras para resolver esse problema mas hoje como a Iandra trouxe os dados são um poucos a gente não tem senso sendo realizado há muitos anos o IBGE também não é feita muitos anos então todas as políticas nacionais que a gente muitas vezes traz aqui as pessoas não entendem o porquê é justamente porque Isso dificulta e a gente saber qual que é a quantidade de pessoas neste caso que precisam de um absorvente que precisam de absorventes mensalmente Então é isso influencia na renda per capita do município da quantidade do IDH do nosso município Implica também e como nosso município está olhando para essas mulheres quando a gente fala de transferência de renda como o cartão nutrir e a utilização dele e todas essas questões a gente não consegue responder aqui é só para comentar um pouquinho né da nossa visita aos e amo a gente visitou os e amo né a gente conseguiu observar um pouquinho melhor Quais são as demandas e necessidades aquele dado não é alarmante que é na pandemia o número de denúncias caiu é realmente real né quando elas trazem uma tabela que a gente até pediu para que a gente tivesse isso mais detalhado em formato de requerimento a gente consegue observar aqui no ponto mais crítico da pandemia as mulheres deixaram de buscar esse serviço então é fundamental que a gente consiga distribuir distribuí-los é todas essas atendimentos nas regiões te também o seu amor de forma centralizada e começar um o atendimento para as mulheres principalmente se atendimento especializado quando a gente fala de assistência jurídica e psicológica e também Gostaria de reforçar aqui o convite para nossa audiência pública que vai ser na terça-feira dia 26 as nove horas da manhã para que a gente consiga é construir coletivamente um projeto sobre a erradicação da pobreza menstrual aqui para o município de Campinas eu acho que não dá mais para gente achar que algumas iniciativas estaduais e nacionais um vão conseguir suprir a nossa necessidade local e municipal porque hoje como eu disse aqui como a Iandra trouxe a Tamires é a Magali a gente não consegue dimensionar Quais são esses públicos a gente não tem a quantidade de mulheres exato que precisam A gente tem programas que são para estudantes a gente tem programas e para mulheres em situação de rua mas tem muitas mulheres de baixa renda que tem vergonha de falar que não consegue comprar absorvente porque perderam o emprego que não consegue comprar absorvente porque o cartão nutrir ou é o auxílio emergencial que Ela recebia ela tinha que escolher ou alimentar os filhos ou cuidar desse então a gente precisa ter um projeto Municipal para gente conseguir além de resolver o problema dessas mulheres Mas também de dimensionar quantas são essas mulheres quero parabenizar mais uma vez a vereadora Mariana conti queria trazer dessa temática é importante cima neste momento para Campinas obrigada bom obrigada vereadora Paola é importante as considerações que a vereador da Paula trouxe e só comentando essa questão dos dados né que a Iandra até comentou dos dados desatualizados e são Fato né a gente tem dados muito desatualizados é e com metodologias e inclusive questionáveis né Então na verdade hoje a gente está trabalhando do ponto de vista Geral do país porque o governo restringiu e cortou a verba inclusive para fazer um novo Censo do IBGE é isso traz uma consequências em termos de política que são irreparáveis são irreparáveis não é possível né a gente quiser fazer urgente no Censo do IBGE no país mas assim o essa esse apagão de dados ele já não não tem como sanar nós já estamos no prejuízo e do ponto de vista é aqui do mu em Campinas tem a própria metodologia de levantamento de dados por exemplo da população em situação de rua é bastante questionável né então acho que a gente pode até talvez em algum momento comentar e conversar melhor sobre isso né de forma mais específica eu vou passar a palavra então para vereador aguida Calisto para suas considerações Boa tarde apresenta Amarena Counter dessa comissão Boa tarde vereadora Paula Miguel Oi boa tarde a Tamires Arantes Neto coletivo juntas a Iandra do projeto mulheres invisíveis companheira de luta também Magali Mendes Boa tarde Boa tarde a Lilian né que compõem também aqui a mesa conosco representando o gabinete do vereador Paulo Búfalo o adecir representando o gabinete do vereador Gustavo petta que também pertence essa comissão a Leila que tá aqui também conosco né representante do gabinete do vereador Cecílio Aline Santana minha querida Também representa o gabinete da vereadora Débora e demais pessoas que estão aqui presentes servidores essa casa enfim que garante a realização dessa dessa reunião importante sobre esse tema e como algumas alguns aqui já iniciaram falando eu também tenho um pouco de dificuldade com o tema pobreza menstrual mas a gente acaba utilizando porque é o tema é o título né o nome que pegou até porque a gente faz essa discussão mesmo que a menstruação a pobreza não é da menstruação né é a menstruação como acho que a Tamires falou bastante sobre isso a menstruação ela faz parte de toda essa complexidade que é todo o ciclo que pode levar e perpetua a vida né então a gente sabe que a pobreza ela persegue as mulheres e meninas que menstruam né e é uma pobreza Econômica uma pobreza social é tão a gente talvez deveria re-significar esse termo mas como essa é uma pauta que tá colocada a gente tem que a atenção mesmo porque é uma pausa de extrema importância porque tá acontecendo hoje no nosso país nós temos hoje mais de dados oficiais tá gente sabe muito bem que são dados sobre notificados até porque a própria vereadora Mariana conti e falou aqui que esse governo não fez não vai fazer o senso né ele e com falta desses dados a gente muitas vezes fica de fato com dificuldades e ter paramos mais específicos das oficiais né Mesmo assim específicos certificados que são Dados mesmos que correspondem à verdade mas as oficiais falam que gente tem mais de 30 milhões de pessoas que vivem na extrema pobreza E se a gente for nos pautar por esses dados oficiais que são mais de 30 milhões nós temos metade disso que é composto por mulheres e meninas né E ainda tem ainda apontar os homens trans como as companheiras aqui citar então assim só uma metade disso menstrua e metade disso se que tá tendo condição de comer metade disso está tendo condição sequer de ter um prato de comida diário ali para ter acesso Ainda mais quando a gente vai vai é levar em consideração acesso a questão dos absorventes para muitos homens e muitas mulheres da classe alta classe média alta né a gente costuma às vezes fazer esse recorte de classe que eu acho que é importante é [Música] e a menstruação a pode limitar as mulheres né o ato de menstruar Porque mesmo a gente nós menstruando a gente tem que continuar trabalhando tem que continuar estudando a gente não tem o direito de ficarmos em casa Teve um dia que a gente tava fazendo esse debate na sessão aí o vereador aqui falou falou a mulher quando esse já tinha que ficar em casa aí a vereadora Mariana conti né respondeu lá também acho mas não capital não dá esse direito para nós né capitalismo não dá esse direito ele precisa continuar seu processo de exploração e de opressão Então a gente tem que ir menstruando e trabalhando indo para rua e estudando só que existe um acordo velado na nossa sociedade um acordo cultural que quando a gente menstrua o nosso sangue não pode aparecer se uma mulher mancha comeu várias vezes manchei a gente passa por um constrangimento medonho na né Ainda mais quando a gente é menina na escola Quem de Nós já não passou por e teve que pegar uma blusa e amarrar na cintura Quem de Nós já não passou por isso então que se a gente já sofre esse acordo velado que se tem esse esse né Tabu como a própria vereadora falou Vereador Paola citou esse tabu de da menstruação né a gente a gente além da gente passar por esse constrangimento é é a gente ainda sofre por isso as meninas e mulheres com dificuldade ainda elas são duplamente penalizados eu falo duplamente por quê Porque quando a menstruação vem a menstruação quando ela chega ela tá é tá se tá se materializando ali um ciclo que está sendo é concretizado né quando ela vem não é apenas um ato nós mulheres quando menstruamos não é apenas o ato de sangrar é mas a gente sente né o fechamento de um ciclo né todos os todos os efeitos emocionais e físicos né de que o corpo não vai gerar uma vida então por isso que é chamado da tensão pré-menstrual né que a gente fala né da TPM né e ali você sentir todo o seu o seu emocional abalado o seu físico abalado com a própria Magali Mendes falou aqui sobre a questão das cólicas você sente todo aquele processo algumas mulheres sentem meia numa as outras e sentem isso intensamente e a gente sabe que é que esse intensamente também tem todas as atribuições de toda uma vida que a gente leva mensalmente cotidianamente de muita opressão de muita preocupação de muito sofrimento que nós carregamos e que isso faz né Depois se resultar numa tensão pré-menstrual mas mais leve ou mais forte então aqui ela passa por todos esses efeitos emocionais e físicos aí chega na hora de menstruar nem direito a um absorvente ela tem bom então a gente pode estar falando de coisas que para muita gente nunca nunca passou nunca teve a necessidade como a Magali falou de ter o paninho lá de lavar colocar de molho né de colocar na água sanitária de colocar para quarar nunca passou por isso nunca teve essa dificuldade mas nós temos no mínimo hoje 15 milhões de mulheres e meninas que passam por isso então é esse debate é extremamente importante parabenizar vereadora Mariana conti presidente da nossa comissão por ter realizado esse momento desse debate para a gente poder da luz para essa essa situação né É dizer reforçar também o convite que a vereadora Paula Miguel fez aqui que a gente vai ter uma audiência no dia 26 nessa casa tramitam sete projetos sobre sobre esse tema né é a a discussão dessa audiência e eu também é provocada incentivada penteada por um GT de mulheres que compõem que compõem o Conselho Municipal de Saúde esse GT tem feito as inscrições de todos os peles que tramitam nessa casa essas mulheres estão inclusive estão assistindo hoje aqui essa reunião não aqui na casa mas estou assistindo pela tele cama elas debateram esses projetos e elas vão vir participar dessa mesa inclusive nessa audiência pública que vai ser presidida pelo vereador Paulo Búfalo no dia 26/9 horas da manhã justamente para apresentar para tentar de alugar Qual que é o melhor projeto que possa de fato representar a luta essa essa demanda importante porque algumas aqui disseram não se trata apenas de você oferecer o absorvente mas se trata de apresentar uma é pública completa para para garantir a dignidade menstrual e para garantir né uma menstruação sem tabú e para garantir aí que nós mulheres possamos é ter um um pouco de alívio em tantos tormentos que nós temos que enfrentar na nossas vidas Só pelo fato de sermos mulheres bom querem ser aqui agradecer mais uma vez esse momento oportuno da gente fazer de bater essa pauta e dizer que a cada ataque que nós mulheres sofremos nós vamos gritar mais alto e o grito não tem não é outro é fora bolsonaro obrigada gente bom obrigada Vereador águida pelas palavras pelas considerações e até pegando o gancho que foi mencionado na vida pela vereadora da Guida pela vereadora Paola pela Magali pela Tamires pela Iandra na verdade se a gente for pensar se né nessa questão do Tabu que existe em torno da menstruação dessa questão cultural a distribuição de absorventes dentro da escola pode cumprir um papel pedagógico inclusive né de ser uma política pública pedagógica sobre o conhecimento do corpo da mulher e sobre a democracia desconstrução desses tabus que envolvem o corpo da mulher e eu vou passar pela Lilian depois eu posso volta para casa E aí se liga o microfone Então tá saliente e você queria dizer que tem escolas em Campinas e quem tem comprada de sorvetes para as alunas e adolescentes são os professores que já tensa salários precarizados os professores professoras que tem comprado né E que muitas vezes sofrem é digamos assim restrições assédio e que vão criminalização pelo fato de fazerem esse tipo de política dentro das escolas mas que são na verdade educadores né que estão cumprindo seu papel com salários precarizados Inclusive eu vou passar a palavra então para Lilian pelas suas considerações Lilian tá e depois eu abre para o público para quem quiser se manifestar e a câmera foi boa tarde a todos esses é começa aqui parabenizando né as companheiros que me antecederam aquelas belíssimas falas e pelas contribuições de um tema que é extremamente importante necessário para toda a sociedade é um absurdo o que aconteceu recentemente né do veto do governo Jair bolsonaro a distribuição de absorventes né porque isso só mostra que essa simples ato de distribuir um absorvente é mais uma perda dos nossos direitos coisas que já acontece diariamente né Nós perdemos os nossos direitos diariamente Principalmente nesse período de pandemia e principalmente sendo mulher principalmente sendo Negra Esses são levados que acontecem diariamente das nossas percas isso mostra também a falta de dignidade que nós mulheres temos preço governo e é eu acho que a empresa Mariana te trazer um relato aqui de Maio fica muito para todas nós né da época escolar né Teve uma época na escola que uma companheira ela pediu o caderno emprestado todos os meses e ela chegou a reprovar porque o fluxo delas menstruação era muito grande o fluxo dela chegava assim de 7 a 8 dias e ela não tinha como ela ir para a escola porque ela simplesmente não tinha absorvente ela tinha vergonha de falar atrás direção tinha vergonha de falar para os professores e ela tinha medo de colocar o pano e vazar né E aí que entra um pouco do debate porque o absorvente ele é colocado como utensílios mercado né com um simples utensílio que a gente vai lá e compra mas não como utensílio de saúde não é tudo que a gente pode colocar inclusive numa região tão íntimo é a questão de você colocar paninho como a Magali trouxe né Magali é importante a gente ressaltar também que dependendo do fluxo só de vazar se você tem que colocar várias vezes a troca é constante diário e a gente não tem que ter vergonha de falar sobre isso hoje é um ato ainda que as mulheres quando começa a descer de repente né sem ter dado o dia ainda ela tem vergonha de pedir o absorvente ela vai lá no ouvido da da companheira e pergunta você tem um absorvente para mim emprestar Então como que isso hoje ainda é um debate de Tabu por quê que isso acontece é falta de estudos sobre isso é a falta do nosso governo colocar isso como questão de saúde pública ressaltar também a questão do saneamento básico e da higiene necessária que é preciso ter para essas mulheres Principalmente as mulheres mais vulneráveis o quê aí André trouxe aqui sobre a questão de mulheres que colocam jornais papel de pão miolo de pão papel para conter o fluxo isso é muito grave o como que isso pode afetar de fato a saúde e infecções e dá para essas mulheres Então acho que quando a gente traz um pouco desse debaixo desse angu tão tema que toca muito as pessoas que menstruam né Não só as mulheres mas as tranças também como que esse assunto ele não deve ser delicado e ele tem que ser pautado geralmente aí eu gostaria de parabenizar aqui a comissão da mulher de trazer esse tema tão importante necessário e também audiência pública realizada e que será realizada no dia 26 as nove horas da manhã e fazer o apelo para que essa casa compreenda que a distribuição de absorventes nada mais é do que ceder às mulheres o direito EA dignidade que lhes pertence eu vou pegar rosto não é bom obrigada Lilian Obrigada por ter representando aqui o gabinete do vereador Paulo Búfalo que você que vai presidir essa audiência pública né E vai ser muito importante a gente fazer esse debate que a gente possa unificar todos esses projetos né para que a gente posta é tramitar e aprovar nessa casa um projeto que construa uma política pública é para garantia da Saúde menstrual enfim a gente precisa até ver direitinho com o termo né da parte do isso que é que a vereador Agda é trouxe Vamos abrir então para o plenário Se alguém quiser se manifestar alguma consideração e A Companheira ali sendo que eu chegar aqui mais perto vem cá vem aqui Me fala seu nome por gentileza e Eu Nunca mais a vi como fazer um vestido Olá boa tarde meu nome é na Eu Sou professora da rede pública Estadual aposentada hoje né e queria compartilhar com vocês realmente na época que eu tinha 14 anos foi quando eu menstruei já existiu mods mas a minha mãe não tinha dinheiro para comprar né Eu morava em um curte isso num bairro de classe média aqui em Campinas no castelo e eu faltava às aulas sim eu faltava às aulas porque eu não tinha fluxo para mim que ele era hemorragia todo mês é negócio de louco bom e uma das dificuldades Além da questão de vazar e você morrer de vergonha né tem que amarrar blusa na cintura não é o caso hoje mas como é que você vai fazer a troca do paninho né você vai pegar um pano toda ensanguentada colocar dentro de um plástico por na bolsa e voltar para a sala de aula então tem umas questões práticas também a para Além da questão da Saúde de higiene que impossibilitam em alguns momentos que você se utilize né de panos ou e essa discussão que vai ser interessante futuramente né sobre outras formas de absorvente tudo mais mas eu queria relatar isso achei muito importante eu acho que a gente tem que tentar assim organizar o máximo possível esse movimento e soterrar o bolsonaro com absorventes entendeu a gente tem que derrubar ele assim soterrado de absorventes acho que ia ser é uma uma coisa sim fantástica que ela vá alma da maioria das brasileiras tá então Obrigado por trazer essa temática estou aqui na luta para tá aí junto organizando aí tchau o e obrigada pelas considerações foi muito importante é só fala eu tenho certeza que todo mundo é todas as mulheres têm relatos sobre situações né quem nunca tinha a estratégia de levar a blusa de frio mesmo no calor porque no limite você amarrava né na cintura então muito obrigada pela sua pelo seu relato Tá sim ela tá comentando aqui que como professora também ela cedeu muitos muitos absorventes para trás alunas né essa situação que nós vivemos EA necessidade da gente é derrubar né da fazer a pressão para garantia de política pública para derrubar o veto do bolsonaro e pelo fora bolsonaro e eu achei uma bela saída soterrado e morde é bom gente se ninguém mais não temos mais considerações eu vou passar a palavra para as nossas pelas considerações finais os minutinhos de considerações finais pode ser Pelas nossas convidadas pode ser vamos começar então na ordem inversa vamos Tamires pode ser um o telefone aqui não quero só agradecer aqui mesmo debate acho que foram excelentes as contribuições enfim né Compartilhar aí também as situações as histórias para importante que é para materializar né que isso acontece isso é uma situação real da vida de muitas das mulheres né A Companheira professora que trouxe aí a situação da escola mas também não no ambiente de trabalho as dificuldades que você tem quando você tá menstruada Porque também tem um outro probleminha só pequenininha assim que às vezes é a cólica né então quando você não tem ainda é mais tranquilo mas é muito incômodo também né Então deveria ser mais pensado e mais debatido a situação da menstruação por uma questão mesmo de saúde como colocou aqui a companheira ainda não devia ser tratado na como questão de acesso de mercado né mas como uma garantia de uma um direito básico de saúde por isso que acho que é importante a gente defender a a Taxi para que fazer uma pressão né Para que o veto seja derrubado para que se torna uma política pública para que os absorver de sejam distribuídos nos postos de saúde nas escolas nos equipamentos sociais que tem porque é uma necessidade básica que se tem né Acho que essa essas onda né de solidariedade vamos dizer assim é muito importante em relação então esses trabalhos que tá fazendo juntas que faz o trabalho da Leandra aqui do mulheres invisíveis essa solidariedade é muito fundamental mas só ela não vai dar conta de atender uma demanda que eu estrutural né existem isso tem que ser uma política pública porque o estado precisa se responsabilizar sobre a saúde das pessoas A estrona então acho que é a nossa luta é essa aí acho que só também aqui compartilhar agradecer Enquanto vocês falavam né todo mundo aqui com um pouco fazendo essas contribuições eu pensava o quanto que o bolsonaro tem que dar mesmo intimidado né quanto que ele quer mesmo dá uma demonstração ali ainda de força de potência primeiro porque é é com esse tipo de política né do ódio da misoginia do machismo que ele vai formando os seus Então isso é bom para que ele forme cada vez mais homens odiosos as pessoas orgulhosas e esse é o seu público aqueles que odeiam as mulheres aquele que o odeiam os pobres aqueles que odeiam é tudo o que não não vai de encontro ou seu próprio umbigo vamos se dizer assim Então essa é mais uma forma dele formar os seus é aquele busca hoje na sociedade né busca conformar um setor bolsonari está um setor é fascista para que possa servir como seu exército aí só que para só que isso não não vem sozinho né não existe só o que eles querem uma imposição de uma minoria hoje na sociedade inclusive que quer tocar política no país com a política de morte uma política misógina enfim não existe só esses grupos de ódio não existe também uma força social muito grande eu acho que eu quanto vocês falavam pensava muito isso que só essa mesa aqui é isso que ele quer tentar derrubar né que as mulheres não se organizem que elas não ocupam esses espaços as Perlla metais que estão aqui hoje tem um fruto também de uma luta muito importante de muito tempo então esse é o incômodo dele né que as mulheres se mobilizem para fazer ações que as mulheres e para fazer pressão que as mulheres ocupem os espaços de poder e eu acho que por isso é o ganho também nesse nesse sentido né dê o quanto que é importante que a nossa luta também se transparência nesse momento Então existe sim ou a política genocida do bolsonaro é a política misógino mais pro outro lado existe também uma resistência muito forte das mulheres né então eu acho que esse que isso Sirva como mais uma parte da nossa luta né que a gente entende essa outra também como uma parte fundamental para se avançar para uma luta ainda maior né a gente sabe que são muitos os desafios mais que se não existe esse movimento se não existe isso aqui que a gente tá falando né esse e começa a fazer um debate também não consegui uma avançar né e eu tendo achar que hoje também e aliás é estatístico não existe uma maioria social que não quer mais esse presidente por n motivos E aí é um parte deles são essas mulheres que estão indignados né Então a nossa indignação ela é ferramenta também ela é subsídio é alimento para nos movimentar para isso a gente está sendo solidária Mas é porque a gente tá com raiva tá com indignada tá furiosa com tantas coisas que estão acontecendo e eu acho que o importante de ações e de debates como Esses são exatamente para que a gente também Se fortaleça para poder continuar lutando contra tudo que a gente acha que não é justo né então acho que esse é o maior medo dele né e feliz felizmente existe o feminismo ao contrário do que dizem para nós essa é uma ferramenta muito potente muito importante que tem também uma capacidade muito forte no nosso país de empurrar para mudanças que são quer dizer que tá respeito aos direitos das mulheres se a gente diz que o feminismo ele não é uma luta apenas só pelos nossos direitos nesse caso acaba né sendo muito pontual tem momentos que precisa ser sobre os nossos direitos né então por direito ao acesso a um absorvente é específico de pessoas que menstruo mas o nosso feminismo não é só por pelos direitos específicos né das mulheres é um feminismo que que é uma transformação na sociedade que que é uma outra lógica de Economia uma economia que funcione para as pessoas uma economia que funcione para fortalecer a vida do nosso povo mesmo né uma uma mudança busca uma mudança radical hoje então nosso feminismo entende que é uma luta muito mais Ampla né porque tudo também envolve as mulheres né no lutar pela dignidade do trabalho para o melhor para a precarização contra Enfim uma por exemplo a reforma administrativa que tá acontecendo que aqui no estado né que vai colocar os servidores a servidores EA precarização dos nossos serviços públicos que vai atingir muita das mulheres então temos que tá também à frente disso assim como outras Tantas lutas assim a gente costuma dizer que mulheres são linhas de frente das lutas em geral né Luta Pela Educação tá lá mulheres luta pela saúde tá lá mulheres a luta é enfim né grau por um monte de coisa então e é isso né esse é um pouco o saldo do momento né a gente não desistir e sair daqui também desse espaço bastante fortalecida para poder continuar e empurrar empurrar empurrar até cair vai cair eu sou um pouco dessa opinião né Aí é mas é isso queria agradecer acho que muito importante o debate também sal da que as ações que são feitas as minhas companheiros que já estão aí na luta há muito tempo de disponibilizando também aí qualquer contribuição que possamos dar encontro coletivo enfim para poder fortalecer a luta das mulheres aqui em Campinas também bom obrigada Tamires brigada por você ter aceitado o convite e vindo de São Paulo para cá parabéns pelas ações pela abaixo-assinado pela distribuição que tá que o coletivo junta está fazendo em vários lugares como uma ação política de pressão pela derrubada do veto é eu vou passar a palavra então para a Iandra e a gente do mulheres invisíveis que ele agradecer né oportunidade Quem queria imaginar que um projeto começou na escola estaria hoje aqui na câmera conversando sobre um assunto tão importante quanto esse né com tanta gente que conhece desse assunto muitas mulheres que tem um conhecimento muito maior que a gente então é muito importante a gente está aqui esse coletivo na acho muito empoderador na verdade está com muitas mulheres fortes e foi citado também aqui a questão dos recortes né É tanta raciais conta de classe e isso é uma coisa que sempre ocupou a mente de mulheres invisíveis sempre foi muito necessário fazer essa questão dos Recordes nos nossos estudos a gente se deparou com a estatística de que mulheres negras é são mais propensas a estarem nas ruas EA sofrem mais violência e também a gente sabe que a população negra tem a maior probabilidade de vivem em situação de pobreza nesse país né a mente mente de pobreza menstrual Então seja parar para pensar não essa violência de gênero tem violência racial também tudo é questão de recortes e a gente parar de pensar que absorvente aí tem cosmético não é e tem que saúde pública se preservativos são distribuídos absorvente também devem então a gente queria muito agradecer a oportunidade assim é gratificante tá aqui de conversar sobre isso com vocês então a gente só queria agradecer mesmo é isso muito obrigada obrigada e anda nós que agradecemos pela contribuição vocês foram Vanguarda nesse processo inclusive né a puxando esse tema essa discussão no momento em que esse tema não tinha tanta visibilidade Então parabéns parabéns pelo trabalho que vem sendo desenvolvido e ouvindo assim você vendo eu já de vocês ouvindo você falar a gente fica mais esperança e não futuro né no papel da Juventude das mulheres jovens que estão aí lutando para transformar Essa realidade brigada brigada a gente que agradece Sigam a gente nas redes sociais para conhecer sobre o projeto é no Instagram@ponto invisíveis vergadas gente quer falar também do juntas a verdade para não esquecer o juntas é@coletivo juntas e tem também o arroba juntas SP daí podem seguir lá a gente tem um link da vaquinha enfim é só mandar uma mensagenzinha é legal eu vou passar a palavra trabalha ali e só até já antes da Magali está Zé fala eu queria poder por também que a gente faça uma Moção em nome da Comissão da mulher para o governo do estado e para secretaria de assuntos penitenciários cobrando a distribuição dos absorventes dentro dos presídios em específico o presídio feminino aqui de campinas como item de higiene básica então acho que a gente né seus vereadores sem acordo a gente a prova aqui a gente encaminha Como como é parte do encaminhamento da Comissão da mulher Então passa então a palavra da prova Magali para suas considerações finais depois da fama dessa menina eu tenho certeza que o número de vereadoras a próxima eleição vai ampliar bom né Acho que a gente tem que ter jeito para todas as faltas e e acho que ela fala de uma coisa muito séria para nós Eu costumo dizer que como feminista Negra minha primeira falta é o fim da pobreza por quê Porque nós somos 44 por cento da população feminina que é 52 por cento e se é verdade que as mulheres são as mais pobres do mundo nós mulheres negras somos as mais pobres entre as mulheres e nós não queremos chorar nós queremos virar esse jogo Nós queremos fazer o que a Angela Davis disse Mas queremos mexer a base dessa pirâmide por para tudo Senhor se mover junto também né então acho que em nós não queremos que ninguém esteja é mas na base dessa pirâmide E aí a gente lembrar da gente mas a gente lembrar também das lanças irmãos indígenas que estão morrendo no país afora né a bala é porque a gente infelizmente tem como símbolo Nacional agora uma arminha e nossas nossas parceiras nossas irmãs indígenas dos povos originais estão morrendo é a abala e Brasil afora Então eu penso que a gente tem que ter todas as suas faltas na mesa e tudo isso tem a ver com menstruação é um e tudo isso tem a ver com menstruação E aí a gente pensar que é que em Campinas né aqui em Campinas nós temos a pobreza está instalada nem aí aqui em Campinas a gente nas cestas básicas não tem absorventes e não e aí a gente pensava o quê que isso significa para nós né Por fim eu queria lembrar aqui que nós promotoras legais populares iniciamos essas essas campanhas para para chegar até o presídio feminino mas que exatamente assim mês felizmente algumas mulheres lá da PUC de Campinas também iniciaram essa campanha e para nós o que significa isso para nós significa pensar também em outras mulheres que estão em situação de cárcere que a gente nem sabe são 11 presídios femininos no Estado de São Paulo de regime fechado e aqui em Mogi Mirim tem um Hum Hum E e aí a gente a gente não conseguiu dar conta de Mogi Mirim durante esses dois anos e aí até a gente já conversou com essas mulheres da PUC é a a campanha delas tem uma perspectiva talvez até maior do que a nossa porque vai atingir um público de classe média a gente atingir um público pobre que tira o sabonete da despesa para dar para gente que tira um pacote de absorvente para ela para gente ir aí a gente já até apontou para elas essa necessidade então a gente pensar que o número de mulheres em situação de Cáceres cresce nesse país né em média de dez anos cresceu mais de 500 por cento então a bola da vez para ser encarcerada hoje são as mulheres isso passa pela criminalização das mulheres Oi e aí quando a gente pensa na criminalização das mulheres a gente também sabe que essas mulheres são negras e pobres a em é necessário ter um olhar mais atento para essa situação né e nós enquanto educadoras populares o nosso foco são as melhores mas a gente acha também às Mulheres encarceradas nesse caso mas a gente acha de bom Tom que as vereadoras que são responsáveis é pela comissão do André pela comissão de direitos humanos pela comissão que pensem nisso também aqui em Campinas Só existe uma lei com relação as egressas aos egressos e não não não diferencia GN né é no geral então leia-se homens né e a gente precisa começar a pensar nessa realidade e cresce mas que precisa ser estampada e não dá mais para que as mulheres para que o número de encarceramento de mulheres cresça nessa velocidade assim como não dar mais que nossos filhos e filhas negros sejam mortos Então a gente tem aí um problemão passa pela menstruação é porque seus olhos não menstruar essas região Zafira a bom né então é pensar na vida das pessoas negras passa pela mensuração também e eu queria encerrar com isso e Agradecer o convite e o apoio que a Mariana em particular e que vocês que são vereadoras dessa gestão tem dado para a luta das mulheres em Campinas acho que é necessário a gente ser feminista porque o feminismo ele a vida machismo que mata e o feminismo quer igualdade e nós feministas populares lutamos por isso pela vida das mulheres Oi pessoal Obrigada Magali Quero agradecer você novamente por ter aceito o convite de participar aqui com a gente da Comissão da mulher parabenizar pelo trabalho das promotoras legais populares que é um trabalho fundamental que vem sendo feito também trouxe aí muito Vanguarda né esse trabalho a discussão sobre os absorventes sobre as condições de vida das mulheres em situação de cárcere as promotoras legais populares tem pautado há um bom tempo e tem desenvolvido um trabalho muito importante ia pedir para você também falar do contato das promotoras legais populares xixi não deixa eu ver aqui eu sou muito pelo progresso das promotoras legais populares no Instagram eu sei que tem não sei de cabeça mas sei que tem as novinhas que Messi Procura lá e para entrar em contato com as promotoras se encaminhando para o final é que agradecer a presença das nossas convidadas agradecer a Tamires ai André Magali agradecer a Lilian representando aqui o vereador Paulo Búfalo agradecer a vereadora Ltda Calixto a vereadora da Paola Miguel o a representação do vereador Sílvio Santos do vereador Gustavo petta e da vereadora Débora Palermo agradecer a intervenção da na na e de todo mundo que está acompanhando aqui pelas redes sociais pela TV Câmara Então declaro encerrada a 7ª reunião ordinária da Comissão da mulher obrigada [Aplausos] é normal o lugar não eu já vou quebrando tudo bom e essa foi a 7ª reunião ordinária da comissão permanente da mulher aqui da Câmara de Campinas que é presidida pela vereadora Mariana conti aqui ao meu lado criadora pobreza menstrual foi o tema central dessa reunião problema que afeta milhões de brasileiras em situação de vulnerabilidade social qual que é a importância de falar sobre isso nesse momento que a gente vive Boa tarde Boa tarde a importância primeiro lugar quebrar um tabu né a gente como foi dito aqui na reunião a o corpo da mulher da menstruação ainda é um tabu embora nós passamos por isso todos os meses boa parte dos anos das nossas vidas e o fato de ser um tabu traz uma série de consequências consequência de constrangimentos consequência da falta da educação para lidar com isso então a primeira questão é quebrar o Tabu e para que o acesso ao absorvente que é um item necessário né e eu e aqui todas as mulheres que estão nos escutando sabe o quanto o absorvente ao item necessário faz parte do nosso cotidiano né é uma boa uma parcela do mês a gente né É Um item que se coloca como uma item de primeira necessidade durante o período da menstruação para que isso seja um direito um direito para garantia de saúde pública um direito pela garantia de educação um direito para é garantia de trabalho então por isso E aí o terceiro motivo é um motivo político mesmo porque nós estamos numa luta pela derrubada do veto é com relação ao projeto de lei o veto que o governo bolsonaro que o presidente bolsonaro fez com relação à distribuição de absorventes e para que a gente também tem a incorporação dessa dessa política pública da distribuição para pessoas em situação de vulnerabilidade seja no Estado de São Ou seja é no cidade de Campinas e aí situação pessoas em situação de vulnerabilidade a gente tá falando das milhões de mulheres que estão com dificuldade de comprar arroz feijão que estão com dificuldade alimentar seus filhos e que tem que comprar absorvente que é um item de primeira necessidade né a gente está falando de mulheres em situação de rua a gente tá falando de mulheres encarceradas a gente está falando de homens trans que também menstrua então está falando de pessoas que menstruam Então essa essa má necessidade e que espero que esse movimento que tá tomando conta da é que tem sido eu eu acho muito muito positivo que esse seja um tema que esteja em Pauta porque a gente sabe que as transformações são assim né são a partir desses processos que a gente pode ter transformações eu espero que daqui para frente o absorvente seja entendido como um entende a metade de higiene de saúde e mão entende dignidade para as pessoas que misturam E para isso hoje a mesa foi composta só por mulheres para trazer esse debate né Que que foi acolhido hoje desses coletivos essas dessas iniciativas o quê que pode sair de iniciativas aqui da Câmara de Campinas Olha a gente tem visto várias iniciativas de solidariedade e aqui a gente trouxe as a o coletivo mulheres invisíveis que tem feito as promotoras legais populares e o coletivo juntas que tem feito ações de solidariedade de distribuição mas para além da dessa distribuição dessas solidariedade que muitos Anéis apoiam né Muito a gente acompanha enfim para além disso a necessidade de ser uma política pública na verdade tem vários projetos com conteúdo sobre isso aqui na Câmara eu acho que desafio é a gente criar um projeto né E vai ter uma audiência pública na terça-feira às nove horas da manhã a agência pública que a gente conseguia transformar esses vários projetos no único projeto e que a gente consiga por meio aqui do Legislativo inclusive dialogar Pressionar para que o Executivo incorpore como parte do orçamento público porque aí que entra a questão né você para você fazer a garantia da distribuição do absorvente como política pública você precisa ter um orçamento agora é o que geralmente se fala é que né Como assim não cabe no orçamento mas não entendi primeira necessidade né foi mencionado aqui a camisinha distribuição de camisinha é um item importante de saúde pública que foi responsável pela diminuição da de DST aids e que tem uma lógica de que é inclusive do ponto de vista econômico porque o custo por exemplo com uma pessoa adoece é muito maior né o custo de o estado o custo econômico por exemplo das meninas que abandonam a escola né então assim do ponto de vista inclusive da economia você quer dente de saúde menstrual você evitar que as mulheres usem jornal foi mencionado casca de banana então assim eu quero que que as pessoas assim a gente só fazer um exercício de se colocar no lugar do outro vocês imaginam que que é você não tem absorvente você precisar os ao jornal para conter a menstruação isso traz Impacto terrível do ponto de vista da saúde pública né do ponto de vista da Saúde daquela mulher e isso isso gera Isso é uma que elemento de falta de dignidade é e também traz questões sobre o adoecimento o que acaba resultando em custo para o SUS também então mesmo do ponto de vista da economia né a gente já aprendeu isso que a política pública de prevenção de garantia em função da saúde é muito mais barata do que tratar doença Essa é a lógica do SUS por isso que a gente defende o SUS porque promover evitar o adoecimento promover a saúde é muito mais barato do que tratar doenças né Então desse ponto de vista também é a que se pensado ponto de vista que é um gasto orçamentário fato mais um gasto para promover dignidade e para a gente é promover saúde Vereador obrigada pelas entrevista um ótimo fim de semana Obrigada um ótimo final de semana para você e para todo mundo agradeço e a você e de casa nós agradecemos também a sua companhia por toda essa semana e te aguardamos também a partir de segunda-feira para mais uma semana com muito conteúdo jornalístico aqui na TV Câmara Campinas um ótimo fim de semana E até lá E aí a TV Câmara Campinas