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e Olá, bom dia, são nove horas mais nove minutos, mais um dia começando de atividades legislativas aqui na TV Câmara Campinas, nós estamos ao vivo aqui no plenário, abrindo o dia de atividades com uma reunião extraordinária que vai começar agora da Comissão Permanente de Política Social e Saúde. O vereador responsável é Paulo Haddad que se encontra aqui no plenário, mas lembrando, ainda mantendo todos os protocolos de distanciamento social e prevenção a covid-dezenove, essa reunião ainda será em sistema de deliberação remota. Você aí de casa acompanha pela TV e pelas redes sociais. Vamos acompanhar. Muito bom dia a todos, bom dia ao público que nos acompanha pela TV Câmara, pelas redes sociais. Quero dar o meu bom dia ao amigo Rodrigo Andrade, que se faz presente aqui no plenário, que é fisioterapeuta. Carlos Eduardo Barsotti, que nos acompanha também remotamente. A Letícia Gaspar Tunala Mendonça. O vereador Cecílio Santos, amigo, parceiro do Legislativo, sempre presente nas reuniões da comissão e a Deise Mara do Nascimento. O presidente da Comissão de Política Social e Saúde convoca nos termos do parágrafo segundo do artigo 70 do regimento interno a terceira reunião extraordinária dessa comissão a ser realizada no dia 29 de junho de 2021, terça-feira às 9 horas em ambiente virtual, através do sistema de deliberação remota desse poder Legislativo. Informa que a reunião será transmitida pela TV Câmara Campinas através do sinal digital 11.3 do canal 4 da NET e do canal 9 da Vivo Fibra, com retransmissão simultânea nas fanpages da TV Câmara Campinas e da Câmara Municipal de Campinas no Facebook e streaming no site campinas.sp.leg.br e no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Esclarece também que a população poderá participar da reunião através do e-mail comunicação arroba campinas.sp.leg.br e pelo WhatsApp 19 978 29 3776. E também os vereadores poderão participar na forma prevista pelo ato da mesa, número 07 barra 20. Vou passar a palavra para o nosso amigo Rodrigo, mas antes disso eu vou fazer um breve relato da formação acadêmica do amigo que se faz presente. Rodrigo Andrade, ele é fisioterapeuta, mestre em ciências da reabilitação pela Universidade de São Paulo, docente do curso de fisioterapia da PUC São Paulo especialista nos tratamentos da coluna vertebral e exercícios científicos para escoliose ele é o único fisioterapeuta na América Latina com formação internacional no tratamento da escoliose baseado em evidências nós estamos no Junho Verde que faz uma menção à escoliose idiomática adolescente Então esse é um tema, talvez desconhecido para alguns, mas um tema de extrema importância. Nós tivemos o entendimento de trazê-lo à baia, trazê-lo ao conhecimento da população, para que a gente possa, de alguma forma, sanar algumas dúvidas e também passar alguns esclarecimentos para a nossa população. Rodrigo, muito obrigado pela presença, você tem a palavra. Muito obrigado, bom dia a todos, obrigado pelo convite, mais uma vez aqui na Câmara dos Vereadores. Só fazer uma breve correção, eu hoje já não sou mais docente da PUC de São Paulo, eu fui por seis anos, e as minhas formações sobre os tratamentos científicos, hoje, claro que temos outros fisioterapeutas no Brasil que já são formados nesses métodos científicos, eu tenho uma vasta formação nisso mas hoje a gente já tem outros fisioterapeutas também capacitados para ajudar as pessoas hoje eu sou doutorando pela Universidade de São Paulo a USP com o tema escoliose então no nosso Instituto de Escoliose Brasil a gente faz realmente diversas pesquisas em prol da escoliose então queria agradecer eu tenho me dedicado há muitos anos em prol da conscientização da escoliose, pela sua importância, realmente pela importância do entendimento da população para um diagnóstico precoce, então junho é o mês internacional da conscientização da escoliose, que seria o caso mais importante da população, entender mais sobre a doença, procurar isso mais brevemente em seus filhos, para que a gente tenha curvas aí menores, tá? Então, hoje eu preparei uma breve apresentação aqui sobre a escoliose, sobre o que é de fato o junho verde, a escoliose, então eu vou apresentar aqui para vocês. Só me dá o retorno aí, se compartilhou a tela, se não compartilhou. Está compartilhando? Não apareceu aqui para mim. Compartilhou? Não? Compartilhando? Deixa eu ver aqui, só um minutinho. Agora sim, né? Não? Deixa eu interromper e começar de novo. Mais uma vez. Agora sim? Vocês conseguem enxergar? Agora sim Tem um pequeno atraso Então queria agradecer mais uma vez Eu vou exemplificar aqui para vocês o que é a escoliose Então a escoliose é uma condição, uma alteração da coluna vertebral Que ela altera as três vistas, as três dimensões da coluna Então quando você olha uma criança de frente ou de costas, ela pode ter um C ou um S na coluna, que isso é uma inclinação da vértebra, da coluna, então a coluna entorta lateralmente. Quando você olha a criança de lado, ela normalmente tem isso mais reto, onde deveria ter uma curvinha aqui, que é a cifose, isso é mais retificado. e o teste de um minuto, que é o teste de flexão do tronco, você vê a torção das vértebras, essa rotação. Então, quando a gente encontrar isso nas crianças e nos adolescentes, é importante investigar, procurar um especialista, um médico, um fisioterapeuta especializado, para que possa propor um tratamento mais adequado. Então, a escoliose, ela é muito importante, principalmente para as nossas crianças e para os nossos adolescentes, porque a gente tem algumas fases do estirão do crescimento, então quando ela aparece, ela desenvolve, a criança começa a ter essa alteração da postural, a entortar ali na fase de 0 a 3 anos, a gente chama isso de escoliose infantil. Quando aparece de 3 a 10 anos, a escoliose juvenil. E ali a fase mais crucial, que é onde a escoliose tende a desenvolver mais, onde ela tende a piorar mais, é nesse estirão do crescimento da puberdade, da adolescência. Então, é importante a linha entre os 10 aos 14 anos das meninas e dos 12 aos 16 anos dos meninos, que é a fase do estirão mais rápido da coluna, da puberdade, da adolescência, é a escoliose idiopática do adolescente. A escoliose idiopática do adolescente, ela é a mais prevalente, é onde a gente mais estuda, todas as pesquisas, os centros do mundo tendem a estudar mais essa escoliose, então a escoliose idiopática do adolescente, que é aquela que vai de 10 a 18 anos. Então a escoliose é muito importante porque quanto maior esse grau, que a gente já descobre, as chances do crescimento de piorar, então tem diversos centros de pesquisa no mundo que nos dão porcentagens das chances reais dessa criança piorar a sua curvatura, entortar, sem fazer absolutamente nada, em seis meses, um ano, essa coluna vai adaptando ali naquela posição e vai piorando, tá? E aí, acho que é o mais importante de chegar aqui, né, o porquê que nós precisamos cuidar dessas crianças e desses adolescentes com escoliose. Porque o relato de todos os dias é esse, nas nossas clínicas. Olha, minha filha não tinha nada e de repente ela está com uma coluna assim. Então isso em coisa de um ano, seis meses, a escoliose evolui. Então a primeira coisa, essa doença é uma doença altamente progressiva na fase do crescimento. Nós precisamos cuidar para evitar que uma escoliose, uma curva leve, se torne grave. Como que isso acontece? Acontece, a gente chama de escoliose idiopática, mas as causas são genéticas, hormonais, não é porque mexeu no celular, botou uma mochila, a criança não tem culpa, isso vem lá da formação, é celular o problema. As causas são inerentes de qualquer coisa, a gente tem que cuidar do tratamento, porque você não evita que uma pessoa tenha ou não tenha escoliose, Isso é um fator inerente, ela nasce com isso, vem lá de forma do nascimento. Mas o que a gente pode fazer, o que a gente deve fazer é cuidar dessas crianças. Como que nós podemos cuidar dessas crianças e o porquê? Nós precisamos cuidar delas, primeiro, para não deixar aumentar a curvatura, evitar essa progressão. Porque quando a gente tem curvas maiores, essas pessoas sentem mais dor. Quando você compara estudos de muitos anos, aí os adultos que têm escoliose, eles sentem mais dor nas costas do que os adultos que não têm escoliose. Isso gera mais incapacidades para realizar a aptidão do trabalho, etc. Então, dor é uma questão que você impossibilita essas pessoas. Vale ressaltar que hoje, quando a gente tem uma criança com uma curva leve, ela pode ter uma vida normal. nós estamos aqui falando para a população, ela vai conseguir ter uma vida praticamente normal. Se a gente vai deixando essa curva piorar, a gente deixa isso para o estado, para a vida dessas pessoas é muito ruim, ela fica muito incapacitada. Então elas vão ter mais dor. Em curvas maiores, isso vai ter um comprometimento respiratório. Imagina nessa foto aqui como é que fica a capacidade respiratória dessas crianças, desses adolescentes, elas vão tendo maiores alterações posturais, incapacidades físicas, isso vai deformando ali o corpo realmente, elas vão tendo menos habilidades e capacidades de praticar exercício, de trabalhar, então elas vão ser aí um problema de saúde pública para a população e isso vai ocasionar problemas sociais, emocionais, muito importantes nessa população. Então, o trabalho preventivo é algo fundamental para evitar enormes problemas lá na frente. E aí, então, como eu falei, existe uma fase importante, como na pediatria, É comum, você que tem filho, é muito comum, quando você vai elevar o seu filho no pediatra, ele entender, olha, com tantos meses ele tem que engatinhar, com tantos meses ele tem que sentar, com tantos meses ele tem que falar e andar. Existem momentos da vida que a gente tem que olhar para algumas coisas para ver se o desenvolvimento está correto. Nas crianças e nos adolescentes, principalmente naquela faixa etária do estirão, é importante a gente fazer um teste preventivo, tá? Então, isso tem que ser colocado aí em xeque para a população, que quando você tem um adolescente e é importante observar ali a coluna deles na fase da adolescência, principalmente próximo à puberdade, quando começar a aparecer pelos, perto da primeira menstruação, né? A menarca nas meninas, essa é uma fase crucial ali. Então a gente precisa nos atentar nessa fase da vida. Nós fizemos um trabalho publicado em uma revista muito importante há alguns anos atrás, chamado Spine Deformity, que nós fizemos um trabalho de prevalência da escoliose idiopática do adolescente aqui no estado de São Paulo. Eu tive o prazer de contribuir. O que nós fazíamos? Nós íamos até as escolas públicas do estado de São Paulo, no interior aqui de São Paulo, nós avaliamos mais de 2.562, isso é um trabalho de uma equipe pela Universidade de São Paulo, a USP, foi o doutorado de uma colega, amiga, Patrícia Jundipenha. Nós íamos até a escola, nós fazíamos um teste rápido, que é um teste de um minuto, utilizando... Então, esse teste está descrito na literatura desde 1865, chama Teste de Adams, e a gente colocava um instrumento chamado escoliômetro, é nada mais que um nível de pedreiro, que ele quantifica ali o grau dessa alteração, dessa rotação da coluna. Tendo uma rotação ali importante, 7 ou maior que 7 nesse aparelhinho, tem aplicativo de celular hoje, tá gente? Você colocar no seu celular, chamar escolhômetro, baratinho você compra ele, então para os educadores físicos, para os pediatras, para os pais mesmo, é super acessível. quando encontra 7 ou maior que 7 nesse teste que leva a mão ao chão a gente recomenda fazer um exame de imagem que é uma radiografia da coluna que é ali que você vai saber se tem ou não escoliose e o grau e quais são os tratamentos então esse caminho é muito importante então é um teste muito simples que você pede para a criança levar a mão ao chão quando ela leva a mão ao chão você vai encontrar um lado da coluna mais alto que o outro e isso pode ser um forte indicativo da escoliose. Claro que esse é um grau mais avançado, para deixar mais claro aqui para vocês, mas a gente põe isso na coluna das crianças. Mas olha o dado mais interessante desse estudo, que nós fizemos com mais de 2.500 adolescentes. Quando o profissional da saúde vai em busca, vai atrás das crianças, do adolescente tentando fazer o teste, a gente encontrava curvas pequenas em média, 20 graus. Então, curvas pequenas são tudo que a gente precisa. Nesse caso de 20 graus, eu vou mostrar posteriormente, o tratamento é só exercício específico de fisioterapia. Não precisa usar colete, muito menos as chances de ir para uma cirurgia muito menor. Então, também pensando na qualidade de vida dessas crianças, desses adolescentes, mas pensando no custo final desse tratamento. Para o Estado também, quanto que custa? Hoje a gente tem um estudo da revista Coluna, uma revista nacional, a fila de espera para uma cirurgia de escoliose hoje pode chegar a mais de 5 anos hoje no Brasil. Então, imagina se você tem uma filha que quando ela já tem indicação cirúrgica, ela vai demorar 5 anos, a cirurgia é mais difícil, o risco é maior, a incapacidade se torna maior. Então, as chances de você ter um bom resultado pós-cirúrgico também é menor. Então, o Estado não está ligando para isso, de fato, nós precisamos nos atentar. Outro aspecto importante, que nós também publicamos uma outra revista importante, internacional, chamada Journey Manipulative, é que a gente precisa falar para a população que o desnivelamento do ombro é um sinal importante que pode ficar atento para ser um diagnóstico precoce. Então olha para esse ombro, se você vê o seu filho toda hora com ombro diferente do outro, assimétrico, vai procurar ajuda, vai fazer o teste que pode ser escoliose. Então como que a escoliose hoje é tratada no Brasil, né? Os pais, as crianças, quando elas descobrem já está grave, tá? E aí a gente de fato não está sabendo, elas acabam ficando um pouco perdidas. E aí as indicações ainda hoje são aquelas, olha, não precisa fazer nada, vai lá no médico, o médico fala, não precisa fazer nada, vamos acompanhar para ver o que vai dar, tá? Muitas pessoas indicam natação como um tratamento, natação é uma ótima atividade física, todas as atividades físicas são bem-vindas, mas isso não é um tratamento, tá? A fisioterapia utiliza técnicas também que são muito, tem seus respaldos, RPG, pilates, mas não são comprovadas cientificamente para a escoliose em si, vou mostrar o que são, os estudos têm mostrado, e ainda a gente utiliza coletes muito antigos, colete de Milwaukee, de 1945, além de ser um colete muito antiquado, ruim, etc., a adesão, o bullying, isso acontece muito, nós estamos em 2021, a adesão é muito ruim, e aí nós vamos ter altos níveis de pessoas precisando de cirurgias. Então, hoje, as indicações dos consensos internacionais são observar somente quando tem curvas abaixo de 10 graus, porque nem chega a ser escoliose, é só uma postura inadequada. 10 a 25 graus, os exercícios específicos de fisioterapia para escoliose, que são exercícios tridimensionais da coluna. De 25 a 45, 50 graus, os coletes ortopédicos. Esses coletes, hoje a gente utiliza os coletes S4D, os coletes tridimensionais. E acima de 45, 50 graus, aí sim tem indicação cirúrgica. Então, hoje o que tem de comprovação científica são exercícios específicos, são exercícios que visam o paciente aprender como é que faz o exercício. E ele mesmo se corrige, ele faz exercícios todos os dias nas suas casas, exercícios de correção, autocorreção tridimensional. Hoje nós utilizamos coletes tridimensionais, então a tecnologia chegou para ajudar essas pessoas também. Hoje a gente escaneia o corpo do paciente, aparece todo o corpo do paciente assim, o colete é todo projetado num software de computador e aí depois existe o molde 3D, que o colete é todo feito no molde, até a gente ter um colete totalmente tecnológico, muito diferente daquele que vem até o pescoço, para que a gente tenha qualidades cada vez mais importantes e resultados. Hoje a gente tem diversos estudos científicos comprovando o uso em curvaturas menores, estudos de alta qualidade, mostrando que os coletes, só o uso do colete ortopédico pode evitar essa progressão em 72% a 75% dos casos. Então, o diagnóstico precoce e tratamentos efetivos no momento certo, a gente evita aí diversas complicações e essa fila de espera aí que chega a mais de 5 anos no Brasil, tá? E aí, se a gente tem, a gente vai ter casos realmente que precisam de cirurgias, e aí a gente vai ter, precisamos de bons médicos, que estão alinhados na ciência, para que eles também, imagina, se você tem uma curvatura no momento certo, ideal, você vai fazer com que você tenha pessoas com resultado cirúrgico também muito melhor, podendo fazer exercícios cada vez mais interessantes, e aí tendo realmente uma vida melhor, uma vida normal. Então, o diagnóstico precoce, exercícios científicos no momento ideal, em curvas pequenas, coletes em curvas moderadas e as cirurgias o mais rápido possível, com médicos muito cabaritados aí, para que a gente tenha resultados assim maravilhosos e os pacientes continuem tendo uma vida normal. Agora, se a gente esperar cinco anos para poder fazer uma cirurgia, ele não vai ter um resultado desse e o pós-operatório também não vai ser satisfatório. Esse é o meu recado, só para dar uma abertura do que é a escoliose para vocês e o que a gente tem hoje de tratamento. Muito obrigado. Muito obrigado, doutor Rodrigo. Acho que tem tantos questionamentos, Rodrigo, mas nós vamos fazer o seguinte, Para a gente poder organizar aqui, eu vou passar a palavra ao Dr. Carlos Eduardo Barsotti, que é médico ortopedista, cirurgião do Hospital Sírio-Libanês e Associação de Assistência à Criança Deficiente, médico assistente do grupo de coluna do Hospital de Servidor Público Estadual de São Paulo. Ele é um dos poucos cirurgiões que realizam intervenções de alta complexidade, atuando na correção de escoliose de grau elevado, lordose, cifose e demais deformidades. Doutor Carlos Eduardo, nós já tivemos aqui o nosso querido amigo Rodrigo, fisioterapeuta, falando um pouco dessa escoliose idiopática do adolescente, falou da juvenil, da escoliose infantil, enfim, já deu uma pincelada. Agora vamos ter aí a fala do cirurgião, aquele que muitas vezes ele tem que resolver um problema que poderia ter sido resolvido lá atrás, quando dá prevenção, a gente sabe que o melhor remédio ainda é prevenir, evita gastos e também sequelas, com uma qualidade, uma facilidade de tratar muitas vezes doenças que elas são de fácil condução e de resolução a curto prazo. Eu falo isso também porque a gente, eu sou dentista de formação, fiz medicina também, eu opero, mas dentro do consultório a gente tem a parte de ortodontia, então a gente se começar a tratar a criança numa fase mais tenra, mesmo com dente de leite, dente são descido, que vai trocar, você consegue minimizar problemas futuros, até de cirurgias grandes, cirurgias ortognáticas, cirurgias que são bem extensas. Então, eu vou abrir a palavra para o colega, para que ele faça as suas considerações, passe um panorama daquilo que ele tem feito para tentar minimizar as cepelas de uma coluna muitas vezes deixada sem tratamento e acaba culminando numa cirurgia extensa. A gente sabe que às vezes uma simples cirurgia, que a gente fala que é simples, mas não é de uma hernia, de disco, enfim, alguma coisa que deixa as pessoas muitas vezes inválidas, às vezes, não consegue ter uma vida normal, limitação na sua qualidade de vida, mas imagina uma cirurgia dessa de coluna, você pega toda a extensão da coluna. Doutor, seja muito bem-vindo, a palavra é do senhor. Bom, eu que agradeço o convite, é um prazer estar aqui do lado de pessoas tão queridas como o Rodrigo, que é um baita profissional, Campinas tem sorte de ter um profissional desse nível, inclusive eu trouxe ele para São Paulo justamente conhecendo o trabalho dele, falando, nossa, a gente não tem isso em São Paulo, precisava trazer essas evoluções do colete, esse conhecimento baseado em ciência que o Rodrigo trouxe e difundiu no Brasil. Então, primeiros parabéns, Campinas, por ter um profissional desse gabarito que a gente trouxe aqui para São Paulo, para o Sírio, enfim, para ajudar a gente em todo o conhecimento do tratamento clínico e poder evitar cirurgias desnecessárias. Eu acho que o grande ponto que a gente tem que se conscientizar dentro desse mês é primeiro ter trabalhos públicos de prevenção à escoliose e à progressão da doença na criança. Então, eu acho que a instituição de projetos públicos, que o Rodrigo é super capaz de fazer isso em prevenção escolar e detecção precoce da doença para evitar um gasto futuro, inclusive do sistema de saúde que já é sobrecarregado. Então, eu acho que isso é um ponto que eu gostaria de falar aqui, sabendo que a gente está com poder público, com pessoas tão nobres e com poder de decisão. eu acho que o Estado precisa ajudar essas pessoas e difundir o conhecimento sobre o tratamento precoce e no caso da cirurgia, eu acho que o que eu tenho para falar é que a gente precisa de programas de saúde pública focados em ajudar as crianças com escoliose, são crianças deformadas, crianças que têm sequelas graves pulmonares e cardíacas e que são abandonados sociais, porque a gente fala que escoliose não dá camisa, Então, hoje você não tem políticas públicas de melhora para as crianças com escoliose. Então, mais um pedido aqui, um voto para o conhecimento do poder público de que existe uma fila enorme e que a gente precisava, eu me proponho até ajudar em Campinas, se vocês precisarem, ajudar no tratamento e em programas públicos de tratamento das crianças que estão aí na fila, que é uma fila tão grande, tão árdua. e, enfim, é só isso. Eu acho que o Rodrigo já se planou super bem sobre a doença, já fez uma aula sensacional e parabenizar aí a Câmara dos Deputados de Campinas pelo projeto e por ter chamado a gente para ser ouvido. Muito obrigado. Muito obrigado, doutor Carlos Eduardo Barsotti. Será uma honra tê-lo aqui conosco, viu? Eu acho que fica lançado aqui o desafio dessa Câmara Legislativa se debruçar sobre o assunto, sobre essa pauta, eu tenho o vereador Cecílio que se faz presente virtualmente, para que a gente possa trazer a Baia, trazer a Tona, essa demanda aí, fica aqui, viu, Rodrigo, o compromisso de nós nos reunirmos e está sensibilizando o nosso prefeito, que é médico também, eu acho que ele não vai se furtar, aqui temos o entendimento desse tema, e aí fazer uma busca ativa, fazer alguma coisa, já que seja colocada como política pública dentro das unidades básicas de saúde, que a gente faça um diagnóstico precoce dessa doença para minimizar danos futuros. Eu vou abrir agora a palavra à Letícia Gaspar Tunala Mendonça. A Letícia que é psicóloga, mestre e doutora em psicologia pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e mãe da Luísa de 15 anos. Luísa ainda tem 15 anos? E tem escoliose e faz um tratamento com o senhor. Eu fiz a pergunta para o amigo Rodrigo. Rodrigo falou, não, já não sou mais, mas enfim, ele é muito modesto, ele tem, o currículo dele é extenso, eu me limitei apenas a alguns dados, mas a gente vê que a formação acadêmica dele é uma formação importante com muito conteúdo. Fique à vontade, a palavra é toda sua. Bom dia a todos, estão me ouvindo bem? Conseguem me ouvir? Conseguem me ouvir? Sim, tá bom. Então, eu queria agradecer o convite que Rodrigo me fez de estar aqui nesse momento tão importante. Queria também reforçar a competência do Rodrigo, que tem acompanhado a minha filha desde os seus 12 anos, Então, ela fez 15, realmente ela está com 15 agora, ela acabou de fazer 15, agora em junho, né? É um prazer estar de novo aí com o doutor Bassotti, estivemos juntos aí recentemente no simpósio. Bom, e vou fazer algumas considerações, né? Assim, no papel de mãe e psicóloga, do que eu tenho passado, né? do que eu passei, do que eu vejo muitas mães passando, e reforçar algumas coisas que já foram ditas aqui, tanto pelo Rodrigo, quanto pelo doutor Bassotti. Então, eu, assim como muitas mães, descobri a escoliose da minha filha acidentalmente. Normalmente é assim que acontece. Muitas mães, os pais, não vou falar só das mães, mas os pais em geral, Tem alguma situação familiar em que a criança está com uma roupa mais decotada, um biquíni, enfim, ou trocando de roupa e acabam vendo, em determinado momento acabam percebendo que há algo errado com a coluna, alguma coisa está torta, não está bem no lugar e aí começa a sua saga de investigação do que poderia ser aquilo. Normalmente o que a gente percebe é que há muita desinformação em relação à escoliose Muita gente, como o Rodrigo ressaltou aí na fala dele Muita gente pensa que a escoliose ela é derivada de um problema postural De ficar no celular ou de pegar uma mochila pesada E aí acaba muitas vezes ou não dando importância, a importância devida ou então buscando profissionais que às vezes reforçam esse tipo de pensamento ou um tratamento que não é adequado. Eu fui uma dessas dois, que apesar da minha, vamos dizer assim, eu sou uma mãe bastante escolarizada, esclarecida, meu marido é médico, e mesmo assim a gente não pensava que era um problema postural, mas também não sabia que a escoliose era uma doença crônica e progressiva, nós não tínhamos esse conhecimento. E quando vimos e percebemos a escoliose da minha filha, a gente procurou fazer um exame, levamos a médicos, a fisioterapeutas, e foi-nos proposto um tratamento que realmente não era o tratamento adequado naquele momento, aliás, não era um tratamento adequado para a escoliose, É o que acontece muito, nós fomos parar na fisioterapia para fazer RPG e pilates e ao longo de 3 anos, minha filha ficou fazendo esse tratamento aí dos 9 aos 12 anos e ela teve uma piora bastante significativa. O que nós percebemos também, não pela avaliação dos profissionais que estavam acompanhando, infelizmente, mas percebemos pela, por mais uma vez, ela está em casa, se mexendo, né, aí com uma roupa mais decotada, a gente mora no Nordeste, nós somos de São Paulo, mas moramos atualmente em Aracaju, e ela estava ali mais tortinha, bem mais tortinha. e fomos novamente, meu marido com o médico, vamos fazer um exame porque não está bom esse tratamento, não está dando certo, vamos ver e eu fui fazer o exame e percebi que a curva estava extremamente acentuada foi um grande susto para mim e aí nesse momento eu falei, não, poxa, ela está com profissionais e está nessa situação, alguma coisa está errada na formação desses profissionais ou na atualização deles a respeito da escoliose alguma coisa está estranha, e eu fui buscar a informação na internet. E estudando a escoliose na internet, eu descobri indicadores que eu como mãe, acho que teria que saber, porque são indicadores básicos, indicadores básicos para a evolução da escoliose, que é o ângulo de Cobb e o Hiser. O ângulo de COBE, ele diz respeito à curva, né, como aí o próprio Rodrigo já colocou, e o risco era a maturidade óssea da criança. Então, isso vai determinar tanto a progressão da doença quanto o tratamento, né? Então, são dois indicadores muito básicos, muito elementares da doença e que em nenhum momento, em três anos de atendimento, eu fui esclarecida sobre isso, né? Então, hoje em dia, eu sou uma pessoa que muitas mães procuram para falar sobre a escoliose, para ser orientada, então eu sempre falo, olha, não deixe de sair de uma consulta médica, né, quando você for levar seu filho, sem saber esses indicadores básicos, eles vão ser essenciais para a escolha do tratamento. Então, eu acho que só nesse breve histórico, né, e foi assim que, né, por meio da internet que eu acabei conhecendo o Rodrigo, passei por cinco cirurgiões, a minha filha, ela tinha 51 graus de curvatura na lombar e 37 graus na torácica e ela foi por cinco cirurgiões indicadas a fazer uma cirurgia, três deles disseram que tinha que ser muito urgente essa cirurgia, quando eu perguntava, mas quando? Eles falavam, para ontem, porque como é uma doença progressiva, ela poderia realmente evoluir rapidamente em pouco tempo. E o que a gente vê mesmo, eu participo de um grupo de mães do Brasil inteiro e nesse grupo de mães a gente vê relatos de várias mães que passaram por isso, dos filhos não tiverem oportunidade do tratamento adequado e na espera a curvatura acabou chegando a 100 graus, 80 graus, 70 graus, que aí é uma curvatura bastante grave, com várias questões de incapacidades, com problemas que acabam gerando outros problemas físicos, como problemas cardíacos, pulmonares, etc. Então, realmente uma doença séria e deve ser levada a sério. E o tratamento, infelizmente, como o doutor Bassotti falou, no sistema público, acho que aqui é uma oportunidade realmente de colocar isso, é bastante deficitário. Eu penso que a educação em saúde, para informar melhor sobre o que é a escoliose, quais são as causas dela, quais são os tratamentos melhores, essa educação em saúde em larga escala é de extrema importância, porque realmente há muita desinformação, tanto da população geral, quanto dos próprios profissionais, como eu disse, eu encontrei vários profissionais que me disseram coisas bem diferentes, né? Então, eu penso que essa educação em saúde, tanto capacitando os profissionais, eu acho que os profissionais de diversas áreas, a escoliose é uma doença que afeta as questões psicossociais, das famílias, das crianças, dos adolescentes, então eu acho que a integração de profissionais na área de psicologia, de assistência social, elas são extremamente importantes também, além do médico, do fisioterapeuta, enfim, acho que tem que ser uma equipe multidisciplinar realmente. Então, eu penso que a educação e saúde é extremamente importante da população, a formação dos profissionais, a realização de programas organizados, programas organizados com a finalidade de trabalhar todos os aspectos e fases da escoliose, são extremamente importantes também, e eu acho que, bom, eu não vou me alongar muito, né, porque eu acho que o tempo é curtinho mesmo, mas enfim, só para concluir essa questão da minha filha, dizer que realmente esse tratamento funciona, né, a minha filha hoje ela teve uma mudança extremamente importante, né, clínica, os parâmetros também, como o COBE, né, eles reduziram na lombar de 51 graus para 42 graus, é uma redução bastante significativa em dois anos de tratamento, utilizando o colete e os exercícios específicos, como, né, científicos específicos. Teve também uma redução na torácica, né, ela é hoje a gente conversando sempre, né, o Rodrigo, ela é uma menina que escapou até o momento da cirurgia e isso traz uma grande felicidade para a gente, né, então eu penso que, acho que é consenso, né, que o rastreamento da escoliose seria algo assim de uma política pública bastante importante, acho que nós temos espaços importantes para fazer isso, por exemplo, eu penso que as escolas podiam ser um lugar para o rastreamento, além do serviço de saúde, as escolas poderiam trabalhar, por exemplo, dentro da educação física, o rastreamento, fazer um treinamento desses professores e trabalhar com isso, mas é importante ter para onde mandar essas pessoas depois, quando você rastreia, depois você tem uma responsabilidade, porque você gerou aí uma questão para cada uma dessas pessoas, sabendo que tem, existe essa curva, então precisa ter um lugar para escoar, para levar essas pessoas, então acho que realmente teria que ter um programa que poderia abarcar realmente aí vários campos, constituindo uma política pública ampla e levando realmente a educação, como eu já falei, educação e saúde para a população e para os profissionais, rastreamento, a identificação precoce e ativa dessa problemática e depois vários níveis aí de prevenção, então nós estamos falando de prevenção primária, mas aí vamos trabalhar também na prevenção secundária e terciária, que eu acho que é de extrema relevância para esse problema. Bom, eu não vou me alongar, porque eu sei que o debate pode ser amplo e eu estou à disposição para responder qualquer questão, seja como mãe, seja como psicóloga, né? E mais uma vez, queria agradecer a oportunidade. Muito obrigado, doutora Letícia Gaspar Tonala Mendonça. Pode falar à vontade, viu? Não se preocupe, não. A gente abriu aqui o espaço, o espaço é para a gente exaurir, abordar o assunto na sua plenitude, na sua íntegra. Vereador Cecília, você faz presente? Não, o vereador não se logou, eu iria passar a palavra a ele, mas por dificuldade de agenda, ele me comunicou aqui que teria que se ausentar por algum tempo e voltaria. Eu vou pegar aqui alguns questionamentos meus, eu coloquei aqui sobre a escoliose infantil e a juvenil, eu só queria para que a população pudesse entender também, eu acho que vai para o Rodrigo essa pergunta, Rodrigo, o quanto que a gente tem, eu não me recordo se você passou nos seus slides, qual a porcentagem de escoliose infantil e juvenil, quanto isso progride ou tem aí um quadro que ele acaba não evoluindo, uma escoliose idiopática do adolescente, qual seria o tratamento se realmente tivesse algum grau, não sei o quanto isso impacta em uma coluna, enfim, mas que você desse mais uma, abordasse um pouco mais essas duas situações de escoliose infantil e juvenil, não é o tema, mas eu acho importante, até para as mães que estão nos assistindo, às vezes tem uma criança pequena, pode saltar aos olhos dela alguma coisa que ela poderia ter visto numa fase mais precoce. Parabenizá-lo pelo trabalho, 2.562 crianças que foram investigadas, foi feita uma busca ativa. Falar da importância, tentar ressaltar um pouco mais dessa busca ativa, que a gente pode estar colaborando em termos de legislativo para vocês, o que isso poderia representar, eu sei que você tem aí um trabalho importante, a própria Luísa vem de Aracaju para tratar com você, eu sei que você tem pacientes não só do Brasil, mas de outros países, então falar um pouquinho disso, o que poderia atenuar lá na frente gastos dessas famílias. E vou fazer uma pergunta também para o doutor Carlos Eduardo. Carlos, se faz... Então, o Carlos saiu, então eu vou fazer para o Rodrigo também. Se ele puder responder, muito bem, senão a gente depois passa essas perguntas a ele. Eu queria saber, Rodrigo, se você puder também, o índice de sucesso nessas cirurgias. Eu acho que você tem, porque até é o feedback que ele dá para você. Está anotando aí? Se não, eu repito aqui, tem mais perguntas ainda. E eu estou fazendo uma analogia com tratamento de dente. A gente vê na televisão, o Invisalign, que são as plaquinhas para tratar problemas de alterações dentárias, mal posicionamento de dente, faz um escaneamento da boca toda e esses aparelhos, essa aparatologia, ela vem toda pronta, você só vai trocando os aparelhinhos. Como é que funciona, doutor Rodrigo, esse colete? Esse colete, você faz um escaneamento, a confecção desse colete, eu sei que era um colete que vinha antigamente, eu não sei se agora, eu acho que não, pela aquisição desse equipamento, você pode fazer aqui a sua merchandise também, não tem problema nenhum, parece que agora vocês vão começar a confeccionar aqui no Brasil. É o único colete para o tratamento todo? Então são essas perguntas, se eu tiver mais alguma coisa aqui eu retorno, tá? Muito obrigado. Obrigado aí pelos elogios, é um prazer, queria agradecer os elogios do Dr. Carlos Eduardo Barsotti, ele é um médico referência aí nesse tratamento no Brasil, ele, não cabe aqui palavras aí, eu sou muito grato aí à parceria, a gente faz pesquisas juntos, então é um cara muito aberto ao tratamento conservador, apesar de ser cirurgião, então isso é bastante importante, então, sucesso aí, e muito obrigado pela confiança da Letícia em depositar. Quando você coloca o seu filho, e é muito importante o tratamento multiprofissional, a gente fez uma mesa redonda, nós três, no nosso segundo simpósio sul-americano da escoliose, que foi organizado pelo Escoliose Brasil na semana passada, então foi importante a gente estar novamente aqui, porque esse trabalho multi é fundamental para o caminho longo do tratamento, que eu acho que é a sua a primeira pergunta, a prevalência da escoliose idiopática do adolescente, esse estudo que a gente fez, você falou que foram 2.562, foram 2.562 adolescentes em 3 pesquisadores, então olha só, a gente não tinha verba da FAPESP, a gente não tinha verba, só no último ano, nós demoramos 4 anos para fazer essa pesquisa, então o que eu acho que a gente poderia pensar nisso como uma estratégia de saúde pública? O Estado, ele já paga profissionais de educação física, Ele já paga pediatras, na verdade é muito mais uma política pública de conscientização, então naquela faixa etária desse teste precisa ser feito, esse equipamento do escolhômetro custa 30 dólares, então assim, baratinho para o Estado, se você for parar para pensar. Então, acho que a ideia principal é a gente conscientizar, porque isso não oneraria mais o Estado. A gente já tem o profissional da educação física, a gente já tem fisioterapeutas da rede pública, a gente já tem pediatras, porque parece que é uma coisa, ah, então nós vamos falar disso aí, vai custar dinheiro para o Estado. Pelo contrário, o custo final é muito menor no fila de espera, risco de cirurgia, incapacidade, o quanto que essa pessoa vai deixar de produzir financeiramente, pagando impostos mesmo quando ela gera do seu trabalho no futuro e se ela for incapacitada e não puder fazer, além de você muitas vezes se aposentar antes, então além de você gerar um custo final do tratamento, essa pessoa pode gerar, na verdade ela pode gerar mais gasto para o estado e deixar de produzir, então esse é um ponto importante. A gente tem uma prevalência mundial entre 2% e 4% da escoliose idiopática do adolescente, nesse estudo nosso aqui do estado de São Paulo a gente encontrou 1,5%, Parecido com o que tem no mundo, 2 é o número mais importante. Na infantil e juvenil, um pouco superior, assim, até a prevalência ali, só que a gente não tem nenhum dado epidemiológico. Só que por que é importante a gente pensar na escoliose infantil e juvenil? Porque eu mostrei um gráfico que quando mais longo é o crescimento, mais eu tenho tempo de crescimento, mais eu tenho chance e risco de progressão, de piora desse quadro. então eu tenho que ficar mais atento nas crianças e nos adolescentes. Aparece em maior, assim, onde mais progride ali rapidamente é no estirão do crescimento, em cada seis meses, um ano, aquela coisa que tinha 20 foi para 40 graus, ela dobra a curvatura muito rapidamente mais na fase da adolescência, mas o infantil e juvenil eu tenho que ter mais cuidado por mais tempo, Então isso é mais desafiador, é mais trabalhoso, é mais difícil mesmo. E aí eu acho que eu vou fazer a última pergunta que foi sobre o colete, se é o mesmo colete. Hoje a gente está produzindo os coletes aqui em Campinas, nós adquirimos essa tecnologia, uma tecnologia toda internacional, o software internacional, os equipamentos são importados, porque foi um investimento muito, muito grande, porque a gente precisava realmente ter os nossos coletes mais acessíveis para a população aqui, está mais fácil, mais presente, porque os coletes são trocados, a gente fala em média em um ano, mais ou menos, porque quanto a criança vai crescendo, o corpo vai mudando, então a gente também precisa de novos coletes. Só para vocês terem uma ideia, 6 centímetros ou 4, 5 quilos, 6 quilos, é o máximo que a gente poderia suportar aquele colete. A criança vai crescendo, os pontos de pressão vão se mudando e eu tenho que mudar o colete, isso infelizmente. Então, também, lá na criança, no infantil e juvenil, eu tenho que trocar mais coletes, então o tratamento é mais difícil, fica mais caro, porque você tem que ter mais trocas de coletes. Mas, mesmo assim, se você pegar o preço de um colete comparado, mesmo um tratamento de uma vida toda, comparado com o preço de uma cirurgia, é infinitamente menor o custo final do tratamento, sem ter os riscos cirúrgicos. Você me perguntou sobre os riscos cirúrgicos, quais são os sucessos da cirurgia. Gente, hoje, a gente tem que ter um, assim, acho que o doutor Carlos seria a melhor pessoa, era um especialista nisso, mas a gente teve uma mudança de paradigmas com relação a um tipo de cirurgia que chama neuromonitorização. O que é isso? São eletrodos, é um anestesista ou um neurocirurgião juntamente com o ortopedista cirurgião, ele fica ali na cirurgia o tempo inteiro monitorando a condução nervosa, a condução mesmo, vendo se está tudo bem ali com a medula, com os nervos, ele vai ficar monitorando as inervações, vamos falar assim, para ficar mais simples para vocês entenderem. Quando você faz uma cirurgia, depois que veio a neuromonitorização, por exemplo, Carlos Eduardo Barsotti, todas as cirurgias dele são com isso. Então os riscos cirúrgicos caíram absurdamente Pode ter risco, lógico, como qualquer coisa na vida Mas o doutor Carlos Eduardo Barsotti poderia falar aqui Eu acredito, acho que eu já ouvi essa fala dele Ele nunca teve um paciente que ficou paraplégico dele Tetraplégico, riscos medulares Quando você tem isso e pacientes em locais mais de referência Ele opera no hospital de servidor, na CD, no cirurgio ibanês é mais fácil, agora nós estamos falando de Brasil, tá? Esse sistema de neuromonitorização não tem no Brasil, na verdade, assim, as cirurgias de escoliose, elas só tem em alguns polos de referência, e aí isso vira um gargalo, então, sem a neuromonitorização, sim, os riscos são muito maiores, tá? Antigamente, a gente tinha mais riscos, as cirurgias, lógico, elas têm as suas complicações, elas podem ter as suas complicações, mas quando você faz com médicos gabaritados em hospitais de referência isso acaba ficando cada vez menores os riscos e etc então falta mais centros que queiram cuidar dessas pessoas também cirurgicamente então o gargalo vai ficando cada vez menor e eu vou tendo cada vez mais gente esperando por cirurgias eu acho que é mais ou menos isso que a gente tem que pensar O poder público também precisa ter uma atenção maior a resolver de fato o problema disso com uma estrutura melhor para que esses médicos possam operar com os materiais melhores, com hospitais melhores para que eles possam ter um resultado melhor também dessas crianças e desses adolescentes. Então, hoje a gente tem toda essa tecnologia, vai trocando com o software, que é um software internacional, e aí essas máquinas para a produção do colete internacional. hoje em dia do Brasil, tanto que chama método brasileiro, o nosso colete, nossa forma de trabalhar, que é o que a gente tem pesquisado. Rodrigo, tem mais uma pergunta aqui de um internauta que tem filho de 5 anos, Ele pergunta para a gente aqui, qual a idade, se é que tem idade ideal, a partir de que idade a família tem que levar uma criança, seja no pediata, no fisioterapeuta ou no ortopedista, para que ele possa fazer um diagnóstico precoce de uma possível escoliose juvenil, infantil ou idiopática da adolescência. Na verdade não existe uma idade, ou a partir do momento que você faz esse teste, ou a criança lá, 5 anos, está brincando, com o tronco fletido, e você encontrou essa simetria entre um lado e outro, você viu as costas um pouco diferentes entre um lado e outro, você deve procurar um especialista, você deve procurar uma ajuda para identificar ali o problema, fazer uma radiografia, e aí na radiografia você tem de fato o diagnóstico. Então não existe uma idade, em qualquer momento da fase da criança, do adulto, que você procure um profissional gabaritado ali para fazer o exame e ter o diagnóstico. eu quis elucidar nessa aula, o que a gente tem hoje de padrão ouro de tratamento, quais são os tratamentos comprovados pela ciência, tá? Então, porque isso, como a gente fala para a população, é importante para a população ficar atenta se você não está recebendo um tratamento, porque você foi lá, achou precocemente, foi o que aconteceu com a Letícia, precocemente descobriu, foi no profissional, ele indicou um tratamento que não estava alinhado com a ciência, as chances de darem errado esse tratamento são maiores, certo? E aí você precisa, a gente precisa de tratamentos que são comprovados cientificamente para que a gente tenha uma probabilidade maior de ter sucesso, de ter sucesso. Então o tratamento ele é baseado nisso, então qualquer momento da fase da criança e do adolescente, se você descobrir ou pela assimetria dos ombros ou pela teste do um minuto de levar a mão ao solo, encontrar as costas ali assimétrica, é importante que você vá a um profissional para que ele faça uma radiografia ali, comprove qual é o grau, qual é a angulação para indicar o melhor tratamento para o seu filho. Obrigado, doutor Rodrigo então toda vez que a mãe ou o pai vê que tem alguma coisa que não está legal, ou seja, tem algum defeitinho ali está diferente de um lado ou do outro procurar o fisioterapeuta procurar o ortopedista e se a primeira a primeira, o primeiro diagnóstico não for convincente, procurar outro, né? Eu acho importante para que tenha isso atendido, aquilo que realmente é a doença ou a patologia da criança. Eu vou perguntar, também tem alguns questionamentos, primeiro como é ser mãe, né? De uma adolescente, uma menina bonita, a gente viu aqui, o Rodrigo mostrou a foto dela, uma criança bonita, uma criança que está aí na flor da idade, desenvolvendo, crescendo, enfim, tem lá uma alteração que graças a Deus pode ser tratada, pode ser curada ou minimizada. Então, primeiro a mãe, segundo a psicóloga, como é que a psicóloga lida com isso e também saber se você é procurada, tem demanda com esse segmento, com esse tipo de patologia, enfim, eu sei que vocês têm um trabalho conjunto, o Rodrigo, o Carlos e você fizeram essa mesa redonda, mas tentar contextualizar o quanto tem, o quanto não tem, enfim, para que a gente tenha mais informações sobre o seu trabalho também, o seu lado profissional. Bom, obrigada pela pergunta, eu só queria complementar um pouquinho a resposta anterior do Rodrigo, só para dizer que eu acho que é importante buscar um profissional especialista em escolhiosos, escoliosos, né, porque infelizmente não é todo profissional que se diz alguém que entende de coluna, não necessariamente entende de escoliosos, e eu vivenciei isso, eu acho que é importante essa diferenciação, né. Bom, então como, né, aí agora respondendo a sua pergunta, como mãe, né, e eu falo por mim, outras mães, como eu disse antes, que eu acompanho várias, né, que me procuram como profissional e como mãe, eu vivenciei, assim, eu vivencio com ela diariamente essa situação, e o que a gente percebe é que são muitos desafios que tem pela frente, né, Então, primeiro essa questão realmente do susto da percepção do problema e do diagnóstico, né, esse é o primeiro problema. A gente conversou até na nossa mesa redonda de muitas vezes a culpa que os pais sentem por não ter percebido antes, né, isso também é uma coisa que ocorre bastante. O enfrentamento da desinformação e da dificuldade de confiar no que os profissionais estão falando, porque cada um diz uma coisa e você acaba não ficando muito seguro do que vai acontecer e você acaba tendo que buscar essas informações, por exemplo, na internet, como eu busquei, para criar algum tipo de critério para isso. Aí eu fico pensando como ficam aqueles pais que não têm esse acesso ou não têm esse esclarecimento para a compreensão do que está lá na internet, do que está sendo dito. Então, acho que esse é um desafio do percurso que os pais fazem para chegar a ter um tratamento adequado. A questão financeira, porque é um tratamento caro, e realmente a gente vê muitos pais com muito sofrimento para conseguir fundos para cobrir esse tratamento, que realmente não tem publicamente tratamento desse tipo e aí vendem às vezes carro, casa, os que tem, sei lá, e a gente vê de tudo, fazem vaquinhas virtuais e tudo mais, isso acontece. E como mãe de uma adolescente que aí passei por tudo isso Então eu passei pelo susto, eu passei pela desinformação Eu passei pelo tratamento inadequado E isso gera muita angústia E uma das principais angústias que eu vivenciei realmente foi Se fazia ou não a cirurgia Um medo muito grande de esperar pelo tratamento conservador eu demorei três meses para conseguir uma consulta com o Rodrigo, e os médicos diziam para mim que eu tinha que fazer a cirurgia ontem, eu falava assim, meu Deus, como é que eu vou esperar três meses, essa menina vai entortar mais, e eu vou arriscar, não vou arriscar. O dilema de você decidir pelo seu filho, que é uma coisa que você vai ter que decidir pela vida dele, qual vai ser o melhor tratamento, é claro que é importante incluí-lo nessa discussão sempre, mas a responsabilidade da decisão é sempre dos pais, então eu tenho dois tratamentos que podem ou não dar certo e você tem que tomar essa decisão nesse momento no escuro, porque até esse momento você está meio que no escuro. Então essa é uma dificuldade bastante grande, foi sofrido para a gente foi sofrido para ela, como naquela época com 12 anos, que ela já estava ficando muito torta, ela chorou muito, ela ficou muito angustiada, ela teve momentos que pedia para fazer a cirurgia, eu quero fazer essa cirurgia, eu quero fazer essa cirurgia, esse tratamento não vai dar certo, isso antes de chegar no tratamento, e a gente explicava para ela que não era bem assim, que a cirurgia tinha também suas questões, que a cirurgia não era simplesmente mágica, ia lá, vai fazer a cirurgia, vai se resolver, mas você tem a próprio risco da cirurgia, você tem o pós-cirúrgico, você tem, como o Rodrigo disse, tem cirurgias e centros médicos bem capacitados, mas tem outros que não, então a gente vê relatos aí de gente que teve que se reoperar, reoperar aí duas, três vezes por material inadequado que foi colocado e quebrou o material lá dentro ou cirurgia mal feita, enfim mas se você está num centro bom, com um bom médico, a chance de dar errado é realmente muito baixa que a gente vê muitos casos bem sucedidos de cirurgia mas a cirurgia é algo que sempre assusta um pouco os pais ainda mais nessa idade são muito jovens e você fica cheio de dúvidas como é que ficaria a mobilidade dessa criança, que realmente tem alguns impactos sobre a mobilidade da coluna, porque a coluna fica segura por duas hastes de titã, não é isso, Rodrigo? Ela fica segura por duas hastes ali que são colocadas para retificar a coluna. Então tem aí uma questão de mobilidade que vai ser atrapalhada depois no pós-cirúrgico pela própria fisioterapia, né, quando isso acontece, né. A criança, eu acho que daí, em relação ao tratamento conservador, acho que os desafios que eu enfrentei também, né, além dessa questão da distância, de não ter aqui no local, da gente ter que se deslocar, né, e tudo mais, a questão do custo, você tem alguns desafios para um tratamento longo, né, Sendo um tratamento longo, a criança também vai mudando, ela é mais criança, daí ela vai ficando adolescente, né? Ela vai tendo outras necessidades, outros interesses, então assim, eu acho que o desafio ele vai aparecendo conforme o desenvolvimento da criança também vai se dando, né? então assim, enquanto ela é criança ela vai ter algumas questões depois que ela vai ter virar uma adolescente assim, dos seus 12, 13 anos é uma coisa, depois agora ela com 15, 16 é outra são outras necessidades então, eu acho que no meu caso ela foi uma menina que me surpreendeu bastante ela é uma menina bem preguiçosinha eu tinha muito medo dela não aderir ao tratamento, que era usar o colete por mais de 20 horas diárias, que é isso, o tratamento, e mais fazer exercícios todos os dias. Então, assim, ela me surpreendeu, porque ela foi muito dócil, foi muito disponível para o tratamento. É claro que ela tem seus dias piores, seus dias de preguiça, seus dias de revolta até quando que vai isso, aguento mais eu quero tirar esse colete, eu tô cansada né e a gente fica numa eterna negociação, né e eu falo isso que esse tanto ponto de vista como mãe, como psicóloga eu sempre falo, até falei isso no simpósio eu acho que a negociação é uma uma bela ferramenta, assim, né então assim, como as necessidades dos desafios vão mudando a gente também vai tendo que negociar como é que essas coisas vão ter que acontecer, sem abrir mão do que é importante para o tratamento dar certo. Então, a negociação tem um limite. Então, se eu tenho que fazer exercício todo dia, eu vou ter que fazer exercício todo dia. Se eu tenho que usar o colete 20 horas, eu tenho que usar o colete 20 horas. E dentro disso, eu vou negociando. Mas também o tratamento em si vai passando por fases. Agora a gente está numa fase de fechar a questão do crescimento, a maturidade óssea dela, então o polente está perto de a gente deixar de usar o polente, então nós estamos em negociação aí desse processo de retirada e do que vai ser colocado no lugar, que são exercícios, mais exercícios, mais atividade física, mais musculação, mais enfim, mais aí que é o que ela gosta de fazer. Então tem essa negociação que está sendo feita agora, essa nova adaptação. Então eu penso que são vários períodos de adaptação. Eu tive a sorte dela ser uma menina que acabou sendo bastante aderente, mas eu vejo muitos pais que não passam por isso. Tem adolescentes que têm o desafio de não quererem usar o colete na frente de colegas, de namoradinho, namoradinha, e não quer usar, não quer ir para a escola de colete. Então a gente também tem que trabalhar isso bastante. Tem alguns adolescentes que sentem desconforto na adaptação ao colete, também é uma coisa a ser trabalhada. Tem famílias muito disfuncionais e que acabam atrapalhando o tratamento, né? Então, às vezes até o adolescente quer, mas a família é um pouco desorganizada e acaba atrapalhando mesmo o tratamento. Os pais não estão ansiosos ou os pais não são muito colaborativos. Então, é um tratamento que é um tripé dos profissionais, né? Aí o médico, fisioterapeuta, psicólogo, que eu acho que é bem importante. e também na família, né, a família é extremamente importante nesse momento, então eu penso que também, assim, como psicóloga, eu acho que o trabalho com a família é muito essencial, né, eu acho que a psicoeducação mesmo, como eu disse desde o começo, né, de trazer o conhecimento a respeito do que é a escoliose, qual é a sua progressão, quais os tratamentos, quais os, enfim, ele é super importante para a aderência e para o entendimento realmente do que é o problema. E também eu acho que a busca de um psicólogo é extremamente importante, principalmente para a adesão ao tratamento, né? Porque a adesão ao tratamento vai passar por esses momentos que eu falei, de angústia, de cansaço, de estresse, de conflito entre adolescente e a família, de imagem corporal, de autoimagem, então o adolescente já está passando por um processo de desenvolvimento que ele já tem uma questão com a autoimagem, naturalmente isso é um dado da adolescência, é um corpo que tem transformação e de repente esse corpo em transformação tem uma curva, está torto, existe uma vergonha de mostrar o corpo muitas vezes, naturalmente com a curva isso piora, o uso do colete também às vezes provoca uma adaptação a vestimentas mais larguinhas, para não querer mostrar que o colete está lá, e aí depois quando o adolescente quer mudar de roupa, ele não consegue se ver numa roupa um pouco mais justa, isso a minha filha está passando agora por isso, então a gente liberou ela para usar, liberou o colete em atividades sociais, E aí quando ela vai botar uma roupinha mais justa, como você disse, ela é uma menina bonita, né? E como todo adolescente quer mostrar sua barriguinha, botar uma blusinha curta, alguma coisa assim, ela passa horas porque ela se sente muito estranha com aquelas roupas, né? Então tem uma nova adaptação da imagem corporal. É claro que se a gente tem adolescentes, como o Rodrigo tem aí, pacientes que a gente acompanha até na rede social, que são super tranquilos, até fazem Instagram, fazem tudo para mostrar o colete mesmo, vai para a escola penduza por cima do colete, vai com o colete pronto, vai para a praia de colete, tem gente que é assim, mas não são todos, né? Então eu acho que assim, eu acho que são muitos desafios que a gente enfrenta, desde a descoberta até a decisão, acho que o processo decisório pelo tratamento É muito difícil, por todas as questões que eu já coloquei, e o acompanhamento também, seja no processo cirúrgico ou conservador, não é uma coisa pontual, é um acompanhamento de muito tempo, de longa data, é uma coisa crônica que vão passar por vários períodos, vários desafios diferentes da família e do adolescente e da criança. Então, eu penso que seria isso, assim, a princípio, mas eu posso esclarecer qualquer dúvida. Obrigada. Muito obrigado, Letícia. primeiro parabenizá-la, viu, pela dedicação, pela forma com que você conduz o tratamento da sua menina, da Luísa, parabenizá-la também, porque não é fácil, né, pegar um... A gente muitas vezes tem filhos, adolescentes, eu tenho três filhos, já passaram da adolescência, já estou com um netinho de sete anos, a gente sabe como não é fácil lidar com adolescente, Imagine numa situação em que ele tem que fazer uso de um colete, ele tem lá, ele se enxerga de uma forma diferente do coleguinha, enfim, mas parabéns pela condução, pela paciência, pela perseverança também ao profissional Rodrigo. Uma outra pergunta aqui, Rodrigo, acho que o pessoal está gostando de tê-la aqui conosco, mas não é da escoliose idiopática adolescente, esse nosso internauta que é um pouquinho mais maduro, ele fala que às vezes ele está lá na academia, ele olha, parece que o ombro está mais baixo que o outro, mas diz que não sente dor, o que ele tem que fazer, se ele precisa procurar algum profissional, até para, eventualmente, isso pode, no futuro, gerar algum quadro de dor, alguma limitação, enfim, se você puder contribuir com a gente aqui, a gente agradece, viu? Ótimo. Obrigado aí pela pergunta. Obrigado aí pela pergunta. Na verdade, o que a gente precisa deixar bem claro é que a fase crucial do tratamento da escoliose são ali nas crianças e nos adolescentes, tá? E ele passou da fase do crescimento, ou seja, ele é um adulto e ele tem uma curva inferior a 50 graus, as chances dele ter uma... Então, isso faz com que ele não tenha nenhum tipo de problema pra vida dele. Também uma coisa importante deixar claro para a população que ninguém é 100% reto nem é perfeito simétrico tá é natural que nós tenhamos as nossas diferenças posturais isso não é patológico isso não traz nenhum risco nenhum problema para as nossas vidas o que a gente está falando são Então, isso é uma alteração estrutural da coluna que é a escoliose. Então, a primeira coisa, se ele é um adulto que ele tem menos que 50 graus, ele não deve se preocupar, a não ser que tenha algo que esteja incomodando esteticamente, na qualidade, a gente trata bastante adulto, a gente pode ajudar com exercícios, Especial, queixa, importante, vida que serve, atividade, vida que serve, e... Muito obrigado, Rodrigo. Nós não temos mais questionamentos, eu vou para a gente, para o final do nosso debate aqui, nessa nossa conversa sobre escoliose, eu vou abrir a palavra a Letícia e ao Rodrigo, aí eu faço as considerações finais e a gente encerra esse nosso bate-papo gostoso. Eu acho que é importante trazer essas informações à população, assunto que até então viu o Rodrigo, Letícia, eu acho que pouca gente tinha conhecimento disso, e a gente viu que a prevalência não é pequena, 2% da população é uma prevalência até que alta, estamos falando aqui 6 milhões de brasileiros, é muita gente. e então é importante que a gente tenha esse entendimento, essa informação e talvez, como já disse anteriormente, ter aí uma sinalização de políticas públicas que possam lá na frente trazer um respaldo, um alento, uma qualidade de vida melhor para essa população. Eu vou deixar a Letícia falar primeiro as damas, depois o Rodrigo finaliza e eu concluo, pode ser assim? Bem, primeiro eu queria agradecer muito essa oportunidade de estar aqui participando acho que é um espaço extremamente importante para esclarecer a população e também para sensibilizar não só sensibilizá-los, mas para pensar com carinho nas políticas públicas acho que elas são extremamente relevantes quem sabe a Campinas cria um projeto piloto bem sucedido, que depois possa ser aplicado ao Brasil inteiro acho que vocês estão com todas as ferramentas aí a proximidade do Rodrigo, a consultoria dele enfim, de quem mais ele trouxer para colaborar com isso mas acho que seria muito interessante começar aí com um piloto, realmente eu sou uma pessoa privilegiada porque eu tive condições, eu tive esclarecimento tive condições financeiras para levar minha filha a um tratamento, ainda há tempo de fazer um tratamento conservador, que para mim é importante, para mim era muito importante escapar da cirurgia, eu entendo que eu poderia e talvez, não sei, espero que não, passar por uma cirurgia dessa, não gostaria realmente, e a gente conseguiu até agora ganhar essa briga com a escoliose. Como diz o Rodrigo, eu me lembro que a primeira consulta que eu fiz com o Rodrigo, ele me fez uma metáfora com um jogo de futebol. Meu marido é completamente viciado em futebol, mas eu sou completamente desorientada em futebol. Eu demorei um pouquinho para entender a metáfora dele, mas ele falou assim, olha, se jogar o Barcelona com o São Paulo, se o Barcelona empatar com o São Paulo, é um resultado bom ou não? Eu falei, ah, acho que não, né, não sei, fiquei pensando. Ele falou, ah, o resultado é excelente, porque o Barcelona é maravilhoso, então se empatar, está maravilhoso. Então, assim, ele querendo me dizer que se a gente conseguisse que a curva dela não crescesse, já seria um resultado maravilhoso, né? porque ela estava naquele momento com 51 graus, mas que o São Paulo vai brigar para ganhar do Barcelona, assim como a gente ia brigar para ganhar da Escolhose. E eu nunca esqueço essa metáfora que ele fez. Então, eu acho que é isso, acho que a gente precisa criar uma briga para ganhar da Escolhose. Acho que tem muita gente que não tem esse privilégio realmente Eu acompanhei casos aí realmente na minha profissão e no grupo de mães Assustadores, assustadores realmente De curvas que em dois, três meses foram para 100 graus E pararam a vida da família toda A mãe sem poder trabalhar, cuidando da menina a menina depressiva, toda torta, muito torta. Tenho a curiosidade de ver uma imagem de uma criança com 100 graus de curva. É assustadora, é realmente assustadora. E essa criança, a gente sabe que ela poderia ser, não chegar a isso. Ela não chegou a isso porque ela tinha uma curva agressiva, mas ela não teve oportunidade de tratamento. Era uma família sem condições financeiras e não encontrou no seu espaço público ali a oportunidade de se tratar. Então eu acho que é muito realmente importante que se pensem nessas pessoas todas e na informação mesmo da população. porque muitos erros de tratamento, que a pessoa até investe seu tempo, seu dinheiro, se esforçam, suas expectativas, às vezes são mal sucedidos, porque nem os profissionais estão inteirados do melhor tratamento da escoliose, nem a população para questionar esses profissionais, né? Então eu acho que eu gostaria de deixar de mensagem isso aqui, eu acho que essa educação e esse start aí de um piloto, de uma política pública, acho que são de extrema relevância para todos nós, e agradecer muitíssimo ao Rodrigo, porque ele fez toda a diferença aqui na nossa vida, e na vida da Luísa, realmente, ela adora ele, adora ir para Campinas, ela até agora no deslame do colete, Ela falou assim, mãe, mas e agora? A gente vai começar a parar de vir em Campinas? Eu disse, não, a gente vai continuar, vamos lá, mesmo que você tirar o colete, o Rodrigo dispensar a gente, a gente vai falar, não, mas a gente quer voltar, a gente vai ficar vindo para acompanhar, se a sua escolhosa vai ficar assim mesmo na vida adulta, pode achar que a gente vai ficar vindo assim. Ela estava muito preocupada com isso. Obrigada. Não, isso é legal, o que a gente sempre fala na medicina, na psicologia, na odontologia, é o vínculo profissional-paciente, quando você tem confiança, cria um vínculo, você acaba tendo adesão ao tratamento e a coisa caminha bem. No caso da Luísa, eu acho que o São Paulo ganhou do Barcelona, viu? O técnico era bom e auxiliar técnica também era muito boa, vocês fizeram toda a diferença, eu acho que nesse embate, nessa partida aí, vocês saíram vencedores, eu acho que o São Paulo fez bonito aí. Rodrigo, eu vou passar a palavra a você, para que você faça as suas considerações finais, e aí a gente já encerra essa nossa reunião que está tão boa, tão gostosa e tão informativa. Ah, que bom ouvir essas palavras, né? Isso aí que nos motiva. Eu, desde 2015, que eu comecei a trabalhar somente com escoliose, né? Sempre trabalhei com problemas de coluna, escoliose sempre esteve presente na minha carreira, mas a partir de 2015, ali com a Escolhose Brasil, né, a gente começou a fazer um trabalho de conscientização muito árduo, principalmente na internet, mas é assim, eu primeiro gostaria de agradecer por estar aqui a terceira vez que eu participo no mês da conscientização da Escolhose aqui na Câmara dos Vereadores da cidade de Campinas. Campinas, ela é pioneira aí pela ajuda do DJ, que também é um pai de uma paciente que trabalha aqui e ele fez essa ponte por livre e espontânea vontade, então gostaria de agradecê-lo assim, pelo que eu acho que cada pessoa que tem a sua escoliose, cada pai, cada mãe, ela vira um soldadinho ali em prol dessa campanha, dessa conscientização. Então eu queria agradecer, queria agradecer o presidente, queria agradecer os vereadores, ao Carlos Eduardo Barsotti, que é um parceiro, um excelente profissional que eu admiro tanto, a Letícia, como mãe, como psicóloga também. Então, assim, faz seis anos praticamente que eu dedico a minha vida aí a tentar divulgar a escoliose em cursos de formação no Brasil e no desenvolvimento das nossas técnicas, no desenvolvimento de pesquisas, no desenvolvimento de tecnologias para Campinas, então eu queria agradecer todo esse time, a gente não faz nada sozinho, a gente faz isso com apoio dos nossos pacientes, dos nossos pais, com apoio da nossa equipe, do Escolhase Brasil, de todas as nossas sedes, das nossas equipes de pesquisa, Então, só meu muito obrigado, muitas vezes eu apareço aqui, mas por trás desse trabalho, existem pessoas ali se dedicando com muito amor, com muita paixão, para tentar ajudar uma patologia que é tão complexa, ela é tão difícil, porque a gente não sabe nem de onde ela vem direito. então a gente está ali nas nossas buscas de tentar entender mais de tentar achar o melhor tratamento para ajudar 6 milhões de pessoas que a gente tem no Brasil me levando que a nossa profissão seja mais reconhecida que trate as pessoas com as melhores evidências científicas esse é o nosso trabalho a nossa missão então mais uma vez muito obrigado por estar aqui por poder levar isso para a população e eu estou super aberto a tentar de alguma maneira implementar, a gente já tem em Campinas de forma pioneira a semana, por uma lei, acho que é uma lei municipal, que ela preza a conversa sobre isso, a conscientização, os prédios públicos em Campinas ficam verde nessa semana, então a gente já está caminhando, saindo daquilo que estava parado, que era esquecido, porque essas pessoas precisam realmente de um tratamento bem feito, mas antes disso a gente precisa encontrá-las lá com uma campanha de conscientização em curvas menores, porque isso é o principal, né? Mais uma vez, nós vamos falar aquilo que no Brasil a gente já está careca de saber, mas que a prevenção ela é o melhor remédio, ela é a forma mais barata de cuidar e que vai trazer mais benefícios para a população, tá bom? Muito obrigado mais uma vez. muito obrigado doutor Rodrigo Andrade essa lei o qual o Rodrigo se refere foi uma lei do ex-vereador atual deputado estadual o vereador Rafa Zimbaldi lei 164 de 2017 que institui a semana de prevenção de conscientização da escoliose idiopática adolescente, mas Rodrigo, Letícia, fica aqui o compromisso desse amigo agora, viu, tenho em mim um amigo, um profissional da área de saúde que tanto luta também para que a gente possa ter algumas ações preventivas, seja em qual patologia for, para que a gente dê uma qualidade de vida melhor à população, que a gente leve aí um pouco mais de alento aos menos favorecidos, eu acho que essa é a tônica da pessoa que se permite a vida pública, a gente tem uma vida privada toda pautada no trabalho profissional, quando você vai para a vida pública, todo aquele seu passado muitas vezes é esquecido, então você se torna um político, e hoje o político não é bem visto pela sociedade, então não por culpa talvez de alguns, mas por culpa de outros, Então, fica aqui talvez o nosso compromisso, a nossa obrigação de andarmos sempre na linha, fazendo a coisa certa, trazendo assuntos que são importantes, atendendo os anseios da população, fazendo esse link entre a população e o poder público. então fica aqui também o agradecimento ao amigo DJ e na pessoa dele saudar todos os funcionários que se envolveram para essa nossa reunião, então agradecer a minha gratidão aos funcionários que estão aqui nos permitindo debater esse assunto, fica aqui o compromisso desse vereador, Eu tenho mandato até final de 2024 que a gente possa, Rodrigo, Letícia e Carlos Eduardo, que a gente possa trazer para Campinas talvez um pioneirismo em termos de diagnóstico precoce, tratamento e uma abordagem diferenciada desse tema que é tão importante. Então, agradecer a presença de vocês, Rodrigo presencialmente, a Letícia de forma virtual, mas também abrilhantou muito o nosso trabalho aqui, trouxe muita contribuição, agradecer ao público que nos assistiu, nos acompanhou, seja pela televisão ou pelas redes sociais e também citar aqui o vereador Cecílio Santos, que sempre participa dessas reuniões da Comissão de Saúde, mas por motivo de agenda teve que se ausentar. Então, muito obrigado a todos, um bom dia e que Deus nos abençoe, dando muita saúde, muita paz e muito alento para enfrentar todos esses problemas que nós estamos enfrentando no nosso país. Obrigado. Chegou ao fim, então, esta reunião extraordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde, que tratou sobre o junho verde, sobre a importância da conscientização sobre a escoliose. Esse desvio de coluna que atinge milhões de adolescentes. A gente fica por aqui, mas daqui a pouquinho tem o Câmara Total trazendo os destaques com Gabriel Castro e notícias aqui de Campinas e região. Um ótimo dia, até mais. E aí