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Mãos Solidárias | Programa Isabel de Aragão
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Mãos Solidárias | Programa Isabel de Aragão

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Mário Belen, coordenador do Programa Isabel de Aragão, conversa com Cassiane sobre a iniciativa de assistência e promoção social criada no Centro de Estudos Espíritas Nosso Lar, em Campinas. Na entrevista sobre educação e trabalho social, ele recorda a distribuição de alimentos à população em situação de rua, visitas de apoio emocional e qualificação profissional. O coordenador explica o foco atual em educação e informação para as comunidades e relaciona o nome da iniciativa à tradição de caridade de Isabel de Aragão.

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Olá, começa agora mais uma edição do programa Mãos Solidárias e hoje vamos conhecer o programa de assistência e promoção social Isabel de Aragão. Vamos conversar agora com o Mário Belen, ele é coordenador aqui da instituição e vai contextualizar um pouquinho. Muito obrigada por nos receber, Mário. Cassiane, bom dia a todos, bom dia Cassiane, obrigado pela presença, obrigado pela presença de toda a equipe do Mãos Solidárias. Para a gente é um prazer imenso receber vocês aqui e ter esse espaço para divulgar o nosso trabalho. E é exatamente isso que a gente quer mostrar também, como que funciona esse trabalho, o que é esse programa, mas primeiramente também falar um pouquinho sobre o nome, você vai contextualizar um pouquinho para a gente, exatamente. Primeiro eu acho que é importante dizer, nós somos oriundos de uma casa espírita, o Isabel de Aragão é um programa de assistência e promoção social que nasce dentro do Centro de Estudos Espíritas Nosso Lar. Como é base de um centro espírita, faz parte do DNA de uma casa espírita Ter um trabalho de assistência social Então nós já estamos aí completando no ano que vem 30 anos de centro espírita E obviamente 30 anos de Isabel de Aragão Durante esse tempo o programa social teve diversos formatos Depende da demanda, depende daquilo que é a maior necessidade no momento Das vulnerabilidades que nós estamos lidando Então, o programa já teve, por exemplo, um momento onde a gente fazia sopas, fazia o alimento para as pessoas em situação de rua. O programa já teve alguns momentos onde a gente fazia visitas nas casas de assistência emocional. O programa já teve alguns momentos em que fizemos qualificação profissional para as assistidas. E, nesse momento, a gente está trabalhando com educação. Porque esse também faz parte do DNA do nosso lar, nós somos um centro de estudos. E como um centro de estudos, a gente tem a possibilidade da tarefa no Isabel de Aragão, voltada também para essa área de levar informação de qualidade para as nossas comunidades. E eu estava brincando aqui com ela a respeito do nome, Isabel de Aragão. Então falando um pouco sobre isso e essa curiosidade. Isabel de Aragão é, na verdade, uma santa da Igreja Católica, é Santa Isabel e ela foi uma rainha importante de Portugal. Muito embora seja espanhola, ela era uma princesa infante e quando se casou com Dom Diniz, acabou se tornando uma rainha de Portugal. E uma das características de Isabel de Aragão sempre foi esse lado da caridade, da serventia. Então, veja que a gente está falando aí de uma época de 1271, foi quando ela nasceu, então, nesses anos, alguém dentro da corte portuguesa que já se preocupava em promover a paz, em ser uma pessoa pacificadora, e já fazia o trabalho social na época. E tem uma curiosidade muito... É, são uma época que não era exatamente essa a preocupação. Então era algo realmente dela. E é bacana a gente falar sobre isso, porque um das passagens, um pouco aí de mito, um pouco de lenda, mas uma das passagens que tem relação a ela, era no momento onde ela estava fazendo esse trabalho de assistência social, pegando moedas, usando lá a padaria do reino para poder distribuir entre os surdos de uma forma escondida. e ela teve lá um momento de flagrante, porque ela foi denunciada e aí o próprio Dom Diniz vai perguntar a ela, fala, olha, o que você está carregando aí nessa carruagem? E aquilo deveria ser pães, algo assim. E ela vai dizer, não, senhor, o que eu estou carregando aqui são flores, só que era no meio de um inverno rigoroso. E como assim flores, né? No meio de um inverno rigoroso. E quando ela tira o manto da carruagem, de fato eram flores. Então, a gente traz sempre esse exemplo, por quê? Porque o que nós queremos levar para as comunidades onde a gente assiste são flores. É o aroma da flor, é o aroma da rosa. Por que usamos a cor vermelha característica? Porque eram rosas vermelhas. 200 anos depois, quando foi feito o trabalho de canonização, e no meio dessas pesquisas, perceberam que o próprio corpo dela ainda estava íntegro. E quando abriram a sepultura, veio um cheiro de rosas. Então, hoje a gente usa muito o símbolo da rosa para trazer o nome de Isabel de Aragão. E você vai encontrar na literatura espírita também que, atualmente, o espírito que foi Isabel de Aragão trabalha acolhendo os espíritos que regressam ao plano espiritual. Muito legal, então, essa saber dessa curiosidade e também desse legado que vocês trazem ao nome E compromisso. Do programa e o compromisso, exatamente. Falando, então, do programa em si, Mário, eu queria que você falasse sobre as famílias, né? Quantas famílias são atendidas, o espaço que vocês utilizam, né? É na região do Campo Belo, para as famílias daquela região, né? Fala um pouquinho para a gente. A região do Campo Belo é, hoje, em Campinas, talvez, o setor onde a gente tenha uma maior quantidade de famílias em vulnerabilidade social. Para você ter uma noção, 24% das famílias cadastradas no Cade Único são da região do Campo Belo, aqui em Campinas. Então, por isso estamos naquela região, porque ainda, de fato, é uma região que tem um alto índice de vulnerabilidade social. Hoje, nós estamos trabalhando com 150 famílias, o que nos dá um universo de 350 pessoas, entre bebês, crianças, atendemos de zero a cem, temos oportunidade, temos espaço nas nossas oficinas para todas as idades, levamos atividades para todas as idades, mas a nossa prioridade são mães solo. Então hoje, das nossas 150 famílias, 130 são mães solo ou mães que são as principais responsáveis pelos recursos daquela família. E a gente busca sempre mães que tenham filhos adolescentes, porque o nosso trabalho é voltado principalmente aos adolescentes. Então, nós queremos que eles estejam presentes e é muito difícil hoje você manter a atenção de adolescentes. Nós fazemos os nossos trabalhos de oficinas dentro de uma escola estadual. Então, só o fato de ser uma escola para o adolescente já traz ali uma repulsa. Poxa, eu fiquei na escola toda semana e tenho que voltar. Mas é esse o ambiente, é essa a estrutura que a gente tem. Hoje a gente trabalha, então, com 360 pessoas. E o nosso trabalho, ele é dividido em duas partes. É a parte da assistência, que pra nós é o auxílio material. E um pouco dessa coisa da caridade que a gente leva. E a parte da promoção social que nós fazemos em formato de oficinas. Que são as oficinas ministradas pelos voluntários. Quantos voluntários atuam aqui com vocês? Nós temos cadastrados e atuando atualmente 85 voluntários. E aqui vale sempre lembrar, e fica o meu convite a todos, para ser voluntário do Isabel de Aragão, Mário, eu preciso ser espírita? Não, não precisa. Eu preciso ter alguma religião? Não, você precisa ter compromisso. Você precisa ter a vontade de fazer o trabalho. Você precisa ter uma informação de qualidade para que a gente possa fazer essa ponte. Então eu costumo dizer, o Isabel de Aragão tem a responsabilidade de ser uma ponte. entre as pessoas que queiram fazer uma tarefa, tem uma informação bacana, tem uma atividade bacana para levar e eu vou colocar em contato com as pessoas que estão interessadas em receber essa informação. Porque nem sempre o fato de você estar em vulnerabilidade significa que você esteja aberto também a querer participar da oficina e está tudo bem. Então o compromisso do Isabel é criar essa estrutura, organizar, para colocar em contato aqueles que queiram fazer um trabalho com aqueles que estão dispostos a participar dessas oficinas. Perfeitamente. E Mário, essa localidade que nós estamos aqui no Vila Marieta é um espaço onde vocês recebem também as doações, é um momento de cronograma, planejamento para as oficinas. Fala um pouquinho. Aqui esse espaço para nós é muito importante porque o Centro de Estudos Espíritas Nosso lar começou nesse ambiente. Então pensa que aqui é um ambiente para nós que ele é todo protegido e traz essa espiritualidade forte. É onde a gente faz todo o planejamento das oficinas, onde a gente recebe todas as doações. O nosso principal mantenedor é o centro dos principios do nosso lar. Mas nós temos muitos colaboradores também que colaboram diretamente com o Isabel. Então aqui a gente recebe todos os itens que nós vamos cuidar deles. vocês vão ver nos vídeos ali, o trabalho que a gente faz, monta cestas, inventaria isso, cuida dos bazares. E nós temos aqui alguns ambientes que estão precisando de reforma, né? Eu estava até comentando, né, Cassiara, que nós temos recurso para fazer outras oficinas. Esse espaço é próprio. Esse espaço é próprio, é um espaço nosso e que assim que a gente conseguir fazer uma reforma nele, eu vou poder trazer e abrir atividades durante a semana que hoje eu não consigo fazer. Tanto para os voluntários que queiram fazer um artesanato. O nosso projeto para 2027, já dando aqui um spoiler, o nosso projeto para 2027 é a gente ter uma barraca em feiras de artesanato em Campinas. Eu quero levar o nome do Isabel de Aragão expondo através de artesanatos, de peças que a gente produza. Só que para isso eu preciso ter um espaço para que a gente possa desenvolver essa atividade aqui na nossa sede durante a semana e aí é que eu estou lutando com esses recursos para poder fazer a reforma que a gente precisa, elétrica, hidráulica, os nossos sanitários, porque a estrutura é toda boa. E é amplo também, tem uma parte de fazer algo assim mais ampliado também, vocês querem aqui nesse espaço para trazer oficinas aqui também, né? Fazer as oficinas para aqui, para dentro da nossa sede e fazer... E a gente tem muito interesse em fazer cursos, por exemplo, para adolescentes, preparando para pré-vestimulares. Eu tenho contato com algumas universidades, contato com alguns cursinhos que falam, olha, a gente pode promover um espaço, você tem um espaço? Eu falo, olha, eu tenho, mas eu preciso reformar a minha sala para poder fazer uma sala de aula, para poder atender essa demanda. Então, esses sonhos que a gente tem é trazer um pouco mais de atividade aqui para o Marieta e não só as atividades que a gente faz hoje lá no Campo Belo. Então, hoje a maior demanda de vocês em termos de melhorias seria mais a reforma aqui na sede do Vila Marieta. Hoje, para mim, o ponto de crescimento do nosso programa, que é crucial, é conseguir essa infraestrutura para abrir essas possibilidades de tarefa, para que as pessoas possam vir trabalhar aqui. E a gente trazer também os assistidos para serem treinados, para receberem exposições durante a semana. Porque as aulas, as oficinas, elas acontecem apenas aos domingos, é isso, né? Isso, as oficinas são aos domingos porque a gente usa a infraestrutura de um colégio estadual. Então, durante a semana toda o colégio é um colégio e a gente tem ali o domingo pela manhã. E olha que coisa bonita isso, que para mim é importante que a gente tenha a possibilidade de estar em um colégio. Nós temos esse DNA da educação e estar para a gente num colégio é muito importante. E a gente teve essa possibilidade e o nosso objetivo nessa parceria com o colégio é fazer com que a comunidade local use a estrutura do colégio aos domingos, traga vida para aquele lugar aos domingos. Então, a gente leva as tarefas, traz a comunidade, traz os pais, porque ali eles ajudam a cuidar melhor, inclusive, da escola, a valorizar aquele ambiente, então boa parte do nosso trabalho é nesse sentido também, de valorizar a estrutura da própria escola, que da comunidade é aquilo que tem mais, é o braço da comunidade mais importante dentro, que a gente tem hoje dentro do Campo Belo. E Mário, a gente conversou com os oficineiros também, eles trouxeram toda essa experiência também aqui dentro desse programa de vocês, de promoção, e além disso, foi citado bastante sobre a questão do artesanato, que isso acaba envolvendo também a oportunidade das mulheres, das pessoas que participam, a empreender. E aqui no espaço a gente tem as máquinas também de costura, e isso também tem uma demanda, né? Que você gostaria também de falar sobre as máquinas. É importante, porque nós temos as máquinas hoje aqui, e a gente tem o pessoal que pode produzir, produzir peças. Veja, hoje os nossos recursos, eles são provenientes, obviamente, do nosso mantenedor, do nosso lar, São provenientes de pessoas físicas que fazem as colaborações e eu estou trabalhando muito com a questão das parcerias de empresários ou de empresas. Para você ter uma ideia, a gente conseguiu esse ano até uma cadeira dentro de um grupo do BNI, da Praça Capital, onde nós estamos lá com uma ONG, e para fazer parcerias nesse sentido de buscar recursos adicionais. Mas quando eu falo, por exemplo, em recursos, eu preciso ter uma contrapartida. Então, o que eu preciso ter é a infraestrutura. Hoje, o que eu tenho? Eu tenho o pessoal, eu tenho a metodologia, me falta a estrutura para colocar isso em prática e é em busca disso que a gente vai planejar o próximo ano de 2027. Perfeito, bom, mas não terminou não, a gente vai para um rápido intervalo. Na volta, você vai conhecer um pouquinho o trabalho que é realizado e também os depoimentos dos oficineiros. Então, não saia daí que o Mão Solidária volta já já. Cris Laine, há quanto tempo você atua aqui na Isabel de Aragão? Nós estamos no projeto desde 2024. Então, eu comecei como auxílio material, que seria toda a arrecadação de alimentos, roupas, brinquedos que a gente leva para lá. Então, desde essa época eu estou aqui atuando com o pessoal. E como que você soube do projeto? Por que você decidiu ajudar voluntariamente? Eu estou no nosso lar, eu sou frequentadora no nosso lar desde 2021 E aí em 2024 houve a divulgação do programa Isabel de Aragão Eu achei incrível, uma área muito carente da nossa cidade, do Campo Belo Então eu resolvi ver o que era e acabei me apaixonando, até hoje Nós recebemos as doações via voluntários aqui do próprio Isabel e também da casa lá do nosso lar. Então elas chegam para a gente e são colocadas em uma bancada e aí a gente faz a triagem. Eu tenho uma equipe, a gente vem às quartas-feiras à noite e aí a gente faz essa triagem, separação e depois coloca na própria embalagem, faz kits para os bazares que são três vezes no ano, a cada quatro meses. O primeiro bazar geralmente é de material escolar que a gente arrecada, o segundo bazar é roupa e o terceiro utensílios. Então nós vamos juntando os materiais, os utensílios, para depois levar até eles. Geralmente são as atividades que ocorrem durante o mês. No último dia do mês ocorre a entrega das cestas e a cada quatro meses o bazar. O que chega até nós, que muitas vezes vem com um déficit, por exemplo, de utensílios domésticos, elas precisam muito. As roupas a gente acha que está satisfatória e a gente tem um sonho aqui de mudar a nossa estrutura. Essa estrutura é emprestada pelo nosso lar, esse imóvel é do nosso lar, só que ele não está nas condições satisfatórias. Então a gente quer mudar isso, quer tentar melhorar a nossa estrutura aqui dentro para conseguir separar e ter uma melhora na qualidade dos produtos. A gente recebe e tria e aí separa pelo bazar, pelo tipo de bazar. Então, por exemplo, o nosso próximo bazar é de roupas. Então eu tenho algumas roupas para serem triadas, elas têm que estar em condições de uso. Muitas a gente trabalha nelas, então tem que lavar, tem que passar ou alguma coisa assim A gente providencia e vai colocando nas araras para que quando chega lá elas consigam escolher com bastante qualidade Os utensílios a gente acabou de fazer agora em setembro, a gente teve o bazar dos utensílios E foi muito gratificante, elas ficam muito felizes Então a gente recebe de tudo um pouco, panela, eletrodoméstico, vasilhas mesmo, que a mulher adora, né? Então tem sempre, esse é o déficit que a gente tem dos utensílios. Nós trabalhamos a ideia da cesta básica. Infelizmente não conseguimos atuar exatamente com a mesma quantidade ou com o mesmo número de itens Porque nosso mantenedor maior é o nosso lar Lá nós temos os frequentadores e deles nós incessantemente solicitamos esse auxílio material Além deles, claro, a sociedade também nos auxilia, contribui conosco Porém, tudo que é voluntariado, infelizmente você não tem uma rotina Então é preciso sempre buscar atividades, criatividade e acima de tudo a doação Então nós vamos sempre estar falando disso, principalmente em nosso canal maior Que é o mantenedor do nosso lar Semanalmente nós recebemos as doações dos frequentadores e de terceiros Pessoa física mesmo aí da sociedade Semanalmente nós recebemos isso lá no nosso lar De lá, nós fazemos uma logística, trazemos para cá e aqui nós temos um trabalho bem minucioso. Aqui nós trabalhamos com a questão da validade, da qualidade do alimento, da aparência dele, que isso é importante. Quando você vai fazer uma doação, você faz como um presente. Isso tem que ter uma boa aparência, uma boa qualidade, uma certificação. Então nós fazemos toda uma separação, uma higienização e também fazemos as embalagens desses itens. Então aqui tem um controle muito rígido, porque nós estamos falando de itens que são perecíveis. Então tem que ter uma boa apresentação. E aí nós fazemos toda uma logística. Montamos as cestas e carregamos isso através de transporte mesmo Que também são voluntários conosco uma vez por mês Lá também nós temos essa atividade Todo mês nós temos três atividades Uma delas é exatamente a entrega de 150 cestas em média para 150 famílias Esse é o nosso maior objetivo quando a gente fala de auxílio material Mas além disso, é importante salientar que a busca dos itens para com os nossos voluntários e assistidos, ela está em conjunto com a sociedade e falando espiritualmente também com as graças de Deus. Além dos alimentos, nós também trabalhamos com o projeto com as fraldas, Porque os nossos assistidos, eu diria que temos aí praticamente umas 40 crianças que ainda utilizam das fraldas, que também recebemos isso voluntariamente. Então são sugestões que nós colocamos extra à alimentação. Mas dentro da alimentação, você falou uma coisa muito importante. Nós não temos as variedades. Nós no passado trabalhamos com quase 25 itens alimentares dentro da cesta básica Que lógico, quando se fala em cesta básica, nível governo, nós estamos falando de mais de 90 itens Mas nós trabalhamos com 25 e hoje nós estamos com 16 itens Um deles são os ovos, que são importantes dentro da alimentação Além do arroz, do feijão, do açúcar, o macarrão Também temos um parceiro que contribui conosco nesse sentido, onde nós fazemos aqui a embalagem e o envase dele. E, além disso, eu entendo também a questão dos leites. Por quê? O leite é um dos itens mais importantes quando nós falamos de crianças. É importante e, infelizmente, hoje parece uma coisa tão insignificante para nós, que, graças a Deus, não sabemos a dificuldade que é de ter esse leite. Eu sou professora de artes. Nós temos a oficina Artes Além do Olhar. Eu trabalho com crianças de 10 a 15 anos. Eu sou formada em artes visuais. E nós criamos essa oficina com o objetivo de trazer essa visão do mundo para as crianças, através desse olhar mais apurado. Então, com essa oficina de desenho, elas conseguem ficar mais atentas, trazer mais refino no desenho, elas conseguem observar melhor, eu falo para elas que tudo que elas aprendem na oficina, elas vão levar para a vida, porque elas têm disciplina, elas vão ter muito cuidado, organização com as coisas, com os materiais, com o trabalho em si, limpeza, organização. Então, assim, não é só o desenho, é uma série de coisas. Então, a oficina aborda não só o desenho realista, a observação, ela também aborda a vida, né? Então, por exemplo, tem festas populares, a gente traz para a sala, a gente trabalha os temas que estão acontecendo na sociedade. Então, no material que eles fazem, a gente começa com o grafite, vai fazendo o degradê, depois a gente vai trazendo a observação com proporção, com perspectiva, e aí o trabalho vai fluindo. Eu faço oficina de Química e Física Descomplicada, e a ideia da gente é descomplicar a ciência, é levar a ciência para o cotidiano das crianças. Então, a gente pensa, quando a gente fala em Química e Física, a gente pensa em algo, fórmulas, equações, coisas muito difíceis. Então, ali a gente mostra para as crianças com pequenos experimentos, a gente consegue trazer a ciência para o dia a dia, porque a gente tem ciência nos alimentos, a gente tem ciência nas cores que a gente enxerga, nas luzes que a gente vê, então a ideia é essa, trazer a ciência para perto deles. A gente procura levar os experimentos simples para eles, sem grandes usos de reagentes que eles não têm em casa, então é qualquer experimento que eles possam reproduzir em casa, e para despertar a curiosidade, porque a gente percebe que durante a oficina eles ficam muito interessados, questionam e inclusive perguntam se podem repetir em casa e mostrar para pai, mostrar para mãe e essa é a sementinha que a gente está querendo plantar. Hoje o judô age realmente dentro da base da formação de qualquer cidadão Então trazendo a parte, como a tradução diz, o caminho suave É realmente hoje a condução de se tornar realmente um cidadão Então a gente faz a parte, o nosso papel dentro desse projeto é que realmente a gente consiga, dentro do programa, é que a gente consiga realmente transformar essas pessoas em verdadeiros cidadãos na frente, com base do carinho, do respeito, que realmente a arte marcial traz muito isso. Você percebe essa transformação das crianças que participam? Sem dúvida, hoje a gente trabalha com crianças em média de 10 anos, dentro de 10 a 11 anos, incluindo algumas que têm um aspecto autista, Então a gente consegue entender e realmente ver dentro do processo que a gente tem das aulas, da continuidade que a gente tem de todas as etapas, o quanto realmente ela tem uma evolução e o quanto realmente isso tem sido importante, muito importante, para toda essa condução dessas crianças. Aqui no Isabel somos voluntárias E os voluntários aqui gostam muito de fazer o que fazem Então eu sou uma dessas pessoas que gostam E a gente cuida da parte de artesanato No artesanato a gente trabalha com a costura Temos as máquinas de costura E nessas máquinas a gente faz coisas para que elas mesmas aprendam e possam vender Ou coisas voltadas para o próprio programa Tem um exemplo aqui, esse final de semana passado nós fizemos uma lembrança para lembrá-las do Outubro Rosa Então foram elas mesmas que fizeram Tem a questão da cartonagem também, que é um trabalho bem bonito que elas fazem coisas que elas podem para elas e para os filhos e para a própria comunidade. Os passeios a gente faz geralmente ligado aos temas, ou da própria oficina, ou daquele mês que está acontecendo. Então são vários passeios também, com crianças, já fizemos com adultos. Ser voluntária para mim é uma doação de amor, de carinho. A gente se doa muito, mas a gente aprende muito. É uma troca, uma troca necessária que faz a gente ser diferente e ser feliz no que faz. O Espaço Carinho é uma turma de quatro a seis anos. É a primeira turma que as crianças ficam sem a mãe. E a gente faz o trabalho com eles dentro dos temas que a gente elenca no ano de forma lúdica A gente faz pintura, colagem, atividade corporal E tenta trabalhar com as crianças a questão de potencializar o que eles têm de qualidade E depois disso eles começam no Clube da Imaginação, que é de 6 a 9 anos que é um espaço também com a mesma didática para as crianças um pouco maiores. Para mim o voluntariado é uma coisa muito importante, da questão da gente mesmo poder desenvolver, proporcionar conhecimento, apresentar outras diversidades, coisas que às vezes as crianças não teriam convívio. O Isabel de Aragão se difere um pouco da ciência social porque um dos principais focos do projeto é justamente a questão do convívio social, da relação social e cada pessoa é uma pessoa. Então tem gente que prefere fazer convívio através de um desenho, através de uma costura e tem gente que prefere movimentar o corpo, praticar um esporte. E é justamente nesse ponto que minha oficina entra. Eu sou ex-jogador do Guarani, joguei em liga metropolitana de basquete, então sou uma pessoa com uma carga de esporte muito legal. E é justamente aí que a gente entra, toda pessoa de equipe do movimento de ação entra, para poder compartilhar esse conhecimento para as pessoas, para poder compartilhar essa questão do convívio, essa questão da relação social, mostrar para as pessoas como que funciona a relação do quadro, como funciona a relação dos esportes, porque no Brasil a maioria das escolas é futsal para os meninos e vôlei para as meninas. E aí o nosso projeto entra num tom muito mais amplo, a gente traz muito mais esportes para todo mundo de forma mais igualitária, generalizada, justamente para poder criar esse convívio, forçar eles a terem essa interação com os outros e mostrar um novo leque de possibilidades, porque muita gente fica preso a uma coisa ou a outra e tem muito mais a se descobrir através do esporte, por exemplo. Eu sou responsável pela oficina de saúde e estilo de vida Que é uma oficina que tem como público as mulheres que cuidamos nessa oficina São mulheres de 30, 50 anos, todas mães E como eu trabalho, meu ofício no dia a dia, sou psicóloga Então eu já trabalho ali com a fragilidade humana com esse olhar de acolhimento, já é o meu dia a dia, então eu tento trazer esse olhar, esse cuidado para elas também, mas também propiciando para elas um lugar onde elas possam ter voz, falar sobre os seus sentimentos, fortalecer a autoestima, criar inclusive entre elas uma rede de apoio, sororidade, toda essa questão entre as próprias mulheres, que todas elas compartilham situações parecidas, cada uma com a sua história única, obviamente, mas cada uma fortalecendo uma a outra, trazendo possibilidades de ampliar um olhar sobre o mesmo problema ou um problema parecido. Então é muito rico, é muito gostoso e também acho que eu trago um outro ponto bem importante. Nessa relação com os filhos, a gente busca trazer opções de fortalecimento de vínculo De diálogos mais saudáveis, de conexões mais saudáveis entre mães e filhos Então, quebrando ciclos, fazendo novas histórias, dando novas possibilidades Então, é só realmente transbordar o coração mesmo Eu aprendo muito com elas, eu acho que é uma troca de todas nós ali Bom, vocês acompanharam um pouquinho então do trabalho que é realizado, mas além dessas oficinas, tem outras também oportunidades para quem quiser conferir um pouco desse trabalho, conhecer o espaço também. Além disso, também tem o bazar, né, Marcos? Sim, isso é importante. Você gostaria de falar, muito importante, isso também ajuda, é para recurso também, né? É para os recursos, né? Os recursos que nós temos, eles vêm basicamente dos nossos bazares. Então, o nosso lar possui quatro bazares em Campinas. Hoje, tem o bazar que fica aqui na Ponte Preta, na Abolição, a gente tem o bazar que fica lá no Campo Grande, tem um aqui que fica no caminho do Swiss Park, e estamos inaugurando agora o nosso bazar lá no centro da cidade, que é onde nós entendemos que vai ter o maior fluxo de pessoas. Então, para você que se interessou pelo nosso trabalho, quer contribuir com o Isabel de Aragão, doe peças para a gente poder colocar nos nossos bazares, doe imóveis, a gente vai deixar aqui o endereço certinho para você entrar em contato, e ajudem a divulgar os nossos bazares. E frequentem, por que não, os nossos bazares, que vocês vão encontrar, garimpar peças que vocês vão achar incríveis. Sigam no Instagram, que vocês vão ver as imagens dos bazares, vai ver como é bacana esse trabalho. Essa é a nossa principal fonte de recursos. Então, é muito importante que a gente faça essa divulgação dos bazares do nosso lar. Com certeza. Então, você que tem aí peças em ótimas condições de uso, justamente para as pessoas que necessitam roupas femininas, infantil, masculinas, calçados. Ofensivos domésticos, móveis, a gente vai buscar, a gente retira. Inclusive, a gente conversou, vocês acompanharam um pouquinho do depoimento também, né? Do pessoal que faz toda essa criagem também, de escolher as peças, né? De tomar cuidado pra levar o melhor, né? Pra quem precisa. E, além disso, o Mário também tem um projeto agora pro final do ano, né? É, esse é o convite que eu quero fazer, né? Estamos aí chegando já no final de mais um ano, né? O ano passou que a gente nem percebeu. E a gente está lançando agora, esse mês, o nosso projeto de final de ano de kits de Natal. Como funciona? Você se candidata a ser um padrinho de uma criança ou de um adolescente ou de um adulto assistido. Nós entregamos os kits de Natal para os 360 participantes do programa. Quando você se coloca à disposição para ser um padrinho, você vai entrar, mandar aí um formulário, que eu estou deixando o link aqui para vocês. Lá no formulário você preenche com o seu celular, seus dados. E eu entro em contato com vocês, dizendo para vocês, olha, o padrinho, o afilhado é esse aqui. Eu faço um sorteio randomizado, não deixo ninguém escolher, senão as pessoas dizem, ah, eu quero uma criança, uma menina de 3, 4 anos. Não, vai ser ali uma coisa randomizada. Um sorteio. E aí um sorteio, e aí você vai receber o nome da pessoa e aquilo que ela quer. aquilo que ela pediu. Os nossos kits, eles são peças novas, no kit de Natal não são peças usadas, e a gente sempre vai colocar ali uma camiseta, uma peça de roupa, um calçado, um item de higiene pessoal, que é importante, e o brinquedo que a criança sugeriu para ser comprado. E aí você manda para a gente esses produtos e a gente embala, a gente entrega numa festa que a gente faz no final do ano, no dia 20 de dezembro, que é a entrega dos kits de Natal. Então eu vou convidar todos a participarem, aqueçam os corações, vamos fazer a diferença agora nesse final de ano E a gente monta esses kits que é um momento para eles que eles aguardam com muita ansiedade A gente promove vários eventos durante o ano, acho que a gente já falou um pouco sobre isso Os bazares, alguns eventos, alguns passeios, temos no início do ano sempre a questão dos materiais escolares Mas agora a atenção das crianças todas, a gente vai nas oficinas e eles já estão falando ah, eu posso escolher o meu presentinho vai ter esse ano e eu sempre brinco com eles, olha, eu não sei nem se vai ter porque que vocês estão falando sobre isso, já ficam esperando ansiedade, mas a gente vai lançar a campanha a partir da semana que vem e eu peço pra vocês que se coloquem à disposição pra serem padrinhos dos nossos afiliados e você vai ver que no final das contas o presente maior é seu é, exatamente Bom, Mário, muito obrigada pela participação aqui no programa Mãos Solidárias, por nos receber também, né, e é claro, deixar essa importante mensagem, o pessoal que está nos acompanhando também, não precisa se limitar apenas às datas, mas, né, o programa, ele tem aí várias oficinas e atividades, né, por todos os anos. Estamos deixando o nosso feed também, pra quem quiser ajudar a qualquer época do mês, é bem-vindo. Exatamente, então esse conteúdo você pode acompanhar também na íntegra pelo portal da TV www.cameracampinas.com.br e também nas nossas redes sociais. E também siga aqui nas redes sociais, então, do programa Isabel de Aragão para vocês conhecerem um pouquinho o trabalho. Mais uma vez, muito obrigada. Eu que agradeço esse espaço tão importante que vocês abrem. E tenho que dizer também que nós não estamos sozinhos. Temos nossos companheiros da União da Fraternidade, temos o pessoal do Formiguinhas, temos o pessoal do Ajudar Faz Bem Campinas. especialmente os nossos companheiros que fazem um trabalho lindo do Mãos do Bem que são nossos irmãos lá do Candomblé, da Umbanda todas essas casas fazem trabalho importante, esse Mãos do Bem é de um grupo de Umbanda que fica ali no Flamboyant nós temos uma parceria linda a gente se ajuda, nós estamos juntos com várias entidades, com o mesmo objetivo se isso tocou você se isso te sensibilizou nosso contato está aí, venha participar com a gente muito obrigada Fica então o convite e o recado do Mário. Nosso programa chegou ao fim, espero que você tenha gostado. Então acompanhe esse conteúdo na íntegra e eu te espero na próxima edição do Mãos Solidárias. Até lá! Legenda Adriana Zanotto Legenda Adriana Zanotto
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