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Estúdio Câmara | Puberdade e Educação Sexual na Adolescência Em Casa
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Estúdio Câmara | Puberdade e Educação Sexual na Adolescência Em Casa

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E aí Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando, Estúdio Câmara no ar, ao vivo. Hoje, quarta-feira, dia 4 de novembro, vamos conversar sobre um assunto que ainda deixa muitos pais sem saber como AGIR. Hoje nós vamos conversar sobre a sexualidade na infância e na adolescência.

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E aí Olá, muito bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos chegando, Estúdio Câmara no ar, ao vivo. Hoje, quarta-feira, dia 4 de novembro, vamos conversar sobre um assunto que ainda deixa muitos pais sem saber como agir. Hoje nós vamos conversar sobre a sexualidade na infância e na adolescência. Quando começam as primeiras dúvidas sobre o corpo, como conversar sobre as mudanças da puberdade, Como que nós fazemos para orientar os nossos filhos em um mundo em que eles recebem tantas informações, especialmente pela internet, né? Mais do que falar sobre sexo, a educação sexual envolve respeito, autoconhecimento, limites e muita proteção. E a gente quer saber de você aí de casa, né? Você conversa com a sua família ou ainda existe uma dificuldade aí para encontrar as palavras certas? Você conversa com o seu jovem, com o seu adolescente, ou você ainda sente um pouco de vergonha, né? Porque nós vamos entender hoje como que nós, adultos, podemos acompanhar cada fase do desenvolvimento das nossas crianças com informação e com responsabilidade, tá? Então, manda sua mensagem pra gente, 19 97 82 937 76. Enquanto você manda sua mensagem, a gente atualiza algumas informações E daqui a pouquinho nós voltamos ao nosso tema central do programa de hoje Porque as nossas convidadas já estão conosco Então vamos conversar sobre educação sexual Vamos falar sobre puberdade Vamos falar sobre como nós devemos orientar as nossas crianças e os nossos adolescentes Nós precisamos falar sobre isso e hoje nós temos aqui duas especialistas que vão nos orientar, tá bom? Então, olha só, gente, antes, algumas informações, eu quero convidar você para acessar o site da Rádio Câmara Campinas, porque a Rádio Câmara Campinas entrou oficialmente no ar na última quarta-feira, inicialmente pela internet, a emissora funciona 24 horas por dia, vai transmitir reuniões e votações da Câmara, notícias do Legislativo, programas sobre cultura, saúde, esportes também, além de músicas, tá? De diferentes estilos. Então, para ouvir, basta acessar a radiocamaracampinas.com.br, a mesa diretora da Câmara já solicitou ao Congresso Nacional a concessão para a transmissão em frequência FM, então logo em breve nós estaremos no seu dial em frequência FM também, mas por enquanto somente na internet e nós já estamos transmitindo o programa, o Estúdio Câmara e tantos outros programas que fazem parte da nossa grade também na rádio. Então, o Estúdio Câmara está na rádio, você acessa lá, você pode ouvir, radiocamaracampinas.com.br, então você que está ouvindo a Rádio Câmara, aquele abraço para você, muito bom dia, obrigada por estar conosco. Mais informação chegando, a Câmara de Campinas realiza na sexta-feira, gente, dia 6, às 7 da noite, audiência pública, para debater o projeto de lei orçamentária, que prevê investimentos de mais de R$ 12,6 bilhões no município para o ano que vem. Então a população pode participar presencialmente, a sua visita é muito bem-vinda, tá? Plenário da Câmara, você pode chegar lá, entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, 66, no bairro Ponte Preta, também você pode enviar perguntas e sugestões por meio do formulário que está disponível no site campinas.sp.leg.br durante a audiência, tá? O debate será transmitido ao vivo aqui pela TV Câmara Campinas, no canal 11.3, estamos em TV aberta, canal 4 da Claro, 9 da Vivo Fibra, também pela rádio, a transmissão também disponível nas páginas da TV Câmara, da Câmara de Campinas, no Facebook, no streaming do site do Legislativo e no portal da TV Câmara Campinas no YouTube. Tá bom, gente? Então participe, sexta-feira, audiência pública aí sobre o orçamento que a prefeitura vai utilizar e distribuir para a cidade no ano de 2027, tá bom? Previsão do tempo chegando? Vamos lá, então. Hoje temos aí sol, aumento de nuvens agora de manhã, porém sem chuva, mínima 17, máxima 32 graus. Bora viver o aqui e o agora, pega a sua garrafinha, vamos se hidratar e vamos fazer desse um dia maravilhoso para todos nós, tá bom? Agora, voltando ao nosso tema central, volta pra mim, a gente vai falar hoje sobre a educação dos nossos filhos. Eles crescem, gente, recrescem, começam a perceber as mudanças no corpo, fazem perguntas, aquelas perguntas, e passam a demonstrar curiosidades que nem sempre nós, adultos, sabemos responder. Na adolescência, essas questões ganham novas dimensões, porque surgem as descobertas afetivas, as preocupações com aparência, a influência dos amigos e agora das redes sociais, né? E para muitas famílias lidar com tudo isso não é simples, não. Há quem tem vergonha de conversar, quem não sabe o que dizer e quem tem receio até de abordar o assunto antes da hora, mas qual é a hora? A gente ainda não sabe, né? Então, para acompanhar o desenvolvimento dos filhos, a gente tem que oferecer orientação, respeitando a idade, sim, e as necessidades de cada fase. Então a gente precisa entender como começar, como conversar, sem julgamento, porque de repente eu não consigo conversar com meu filho. A gente precisa aprender, estamos aprendendo todos os dias. E é por isso que hoje nós recebemos a Vanessa Favinha, ela é psicóloga e psicanalista, tem experiência clínica no atendimento clínico de adolescentes e adultos. Quero dar as boas-vindas, o bom dia, muito obrigada pela sua participação, Vanessa, seja bem-vinda. Eu que agradeço pela oportunidade de estar aqui hoje. Maravilha, nós que agradecemos. E para completar a nossa dupla de especialistas do programa de hoje, pelo Zoom, a Abilene Basílio, psicóloga e educadora parental, que há mais de 10 anos trabalha com orientação em famílias e o fortalecimento das relações entre pais e filhos. Seja muito bem-vinda, bom dia, obrigada pela sua participação. Eu que agradeço, muito bom dia, bom dia, Rúbia, bom dia, Vanessa, bom dia a todos que nos assistem. um prazer estar aqui com vocês. Prazer é todo nosso, gente. E para começar a nossa conversa de hoje, eu já começo trazendo uma orientação, porque organizações como o UNESCO, a Organização Mundial da Saúde são claras. A educação sexual precoce é gradual, aliás, e é um fator de proteção para as nossas crianças. Ela previne comportamentos de risco, fortalece a autoestima, reduz casos de violência sexual e melhora a qualidade do vínculo entre os pais e os filhos. Em outras palavras, falar protege e escutar salva. Então, vamos ouvir as nossas convidadas do programa de hoje. A gente começa com a Vanessa, porque quando a gente fala em sexualidade, muitas pessoas pensam imediatamente na vida sexual, né? Mas no desenvolvimento da sexualidade, a gente precisa falar que nós precisamos conversar, porque faz parte do processo do desenvolvimento humano, e quando a gente fala do desenvolvimento humano, claro que a gente envolve as nossas crianças e os nossos adolescentes. Então, qual é o primeiro passo, como que funciona, e como a gente deve orientar os pais, as mães, os cuidadores, para se munir de ferramentas para iniciar esse processo de conversa? É, é um tema bem polêmico, um tema que alguns pais têm muito receio de falar com os filhos, mas a gente precisa pensar também aqui sobre uma ótica da psicanálise que a sexualidade vai muito além da puberdade. Então ela começa desde a infância, sendo na fase oral, na fase anal e na fase fálica, em que a criança ela vai se descobrindo nessa, na prazer na fase oral, vai se redescobrindo a fase fálica que também é a parte dos genitais, então é um processo e aí falar sobre sexualidade com esse adolescente é na entrada da puberdade mas o quanto que na infância os pais também vão orientando sobre sobre as minhas regras, o meu corpinho, as minhas regras, né, então para evitar os abusos, então assim, falando sobre também um pouco da violência, então assim, aqui o meu corpinho, minhas regras, ninguém coloca a mão, isso já é uma educação para os filhos, então isso é muito importante. Muito bem. É desde criança, é desde pequeno, porque a nossa vida, ela começa na infância, né? Então, tudo que nós aprendemos na infância vai reverberar em nós, adultos. Então, a gente já falando de infância, a gente vai conversar com a Bilene, porque ela tem no dia a dia essa convivência com pais e com filhos, E a gente precisa saber, na sua avaliação, tem uma idade certa para a gente começar a conversar sobre esse assunto? Como é que a gente percebe o momento de introduzir essas orientações de acordo com o desenvolvimento de cada criança? Porque como a Vanessa trouxe, quando a menina ou o menino, a gente vai explicando, né? Olha, não deixa tocar, não pode e tal. Mas a partir de que momento que a gente faz isso? A criança entende a partir de que momento? É interessante essa pergunta, Rubia, porque eu falo que nunca é cedo demais para iniciarmos a educação sexual dos nossos filhos. Porque desde que a criança nasce, quando a gente está falando sobre o respeito ao corpo da criança, nós pais já estamos ensinando para a criança sobre esse respeito na forma como a gente trata e a gente cuida do corpo da criança. Então quando eu vou trocar uma fralda, quando eu vou dar um banho na criança, então a forma que eu cuido, a forma que eu toco o corpo da criança já está ensinando sobre o respeito ao corpo dela, sobre os limites do corpo dela. Então desde o primeiro dia de vida a gente já está nos cuidados do dia a dia ensinando sobre educação sexual. Mas, claro, conforme a criança vai crescendo, a gente vai evoluindo, então, nesse ensinamento, a educação sexual é progressiva, então, a cada idade existe o que ensinar, como ensinar, de forma apropriada para cada idade, uma linguagem apropriada para cada idade, para que a criança vá aprendendo e crescendo, e assim nós ensinamos e protegemos as nossas crianças. Muito bem, interessante a sua fala, me fez lembrar eu trocando as fraldinhas da minha filha, né? E é interessante quando a gente vai fazer a troca de fraldas, a gente sempre vai para um espaço protegido, um ambiente onde está lá só a mãe ou a cuidadora e a criança, então isso já é um manejo que transmite um cuidado para o corpo dessa criança. E às vezes a gente nem percebe que a gente está fazendo isso. Interessante a sua fala. Agora, Vanessa, passamos aí essa fase ensinando a criança e aí de repente vem a puberdade, tem as mudanças físicas, nem sempre essa criança está emocionalmente preparada para lidar com elas, a menina começa já a crescer o seio, o mínimo movimento ali, ela já se sente diferente das outras, A mãe e o pai não sabem como agir, aí tem a questão da autoestima, a jovem adolescente ou pré-adolescente começa a se enxergar diferente, é algo muito complexo, eu gostaria que você falasse pra gente sobre como que a gente lida com tudo isso, porque eu passei por essa situação e precisei sim de orientação, porque na cabeça dos pais, a criança ela vai ser sempre criança, a minha filha tem quase 30 anos e pra mim ela é uma criança, entendeu? Então você imagina uma criança que está em desenvolvimento e a gente sabe que ela vai crescer, mas a gente acaba não entendendo muito bem. Porque também há uma dificuldade dos pais de entender que essa criança cresceu. Porque eles, vamos falar um pouco da adolescente, né? Então, ele é convocado, a puberdade, ele é convocado a deixar uma infância para entrar na puberdade. E muitas das vezes é um processo, aliás, de luto, que eu vou deixar essa infância para entrar na puberdade. então as mudanças do corpo a questão quando você está falando da menina, da menstruação dos seios, então assim é tudo novo para esse adolescente e lembrando que na psicanálise não é um tempo cronológico cada adolescente vai passar por um período então é um tempo lógico Então, muitas das vezes, tem adolescentes ainda com 21 anos, 22 anos, que ainda estão no processo de adolescente. Então, assim, ter esse manejo de, peraí, tem alguma mudança, eu estou percebendo que meu filho está muito calado, o que está acontecendo? Porque antes, ele também tinha alguns pensamentos infantis e lidando com outros adolescentes, falava, peraí, esse pensamento aqui é muito infantil, esse comportamento também é infantil. Então, não posso pensar, porque ele vai se alienar um grupo e deixar esses pais. Então, quando você está trazendo aqui, nossa, é difícil eu olhar para minha filha e ver que ela cresceu. Porque também é um processo de luto para os pais. Esse adolescente, ele é convocado a entrar na puberdade, a lidar com as mudanças fisiológicas deles e emocionais. Muito. Então, é dois processos que os dois têm que ter. Um diálogo, uma conversa. E muitas das vezes, esses pais trazem imposições para esses filhos. É desse jeito, coloca uma cartilha. Você vai fazer desse jeito e ao invés de escutar. Isso. O que está acontecendo? Que mudança é essa? como um exemplo, por exemplo, a menina menstrua, então ela vai menstruar entre 10, cada menina vai menstruar de uma idade mas aí a mãe vai lá e dá o absorvente e fala pra ela, olha você já é uma mocinha, e não contextualiza o que é isso que processo é esse que você tá passando, olha vai a sua pele vai mudar, você vai se sentir então assim, falar sobre mas é interessante a gente pontuar também uma questão que é muito fácil trazer pra que os pais tenham que falar desse jeito quando na verdade esses pais também passaram por um processo totalmente diferente onde os pais não falaram sobre a sexualidade, onde os pais não comentaram com eles como que esses pais passaram esse processo da puberdade como que esses pais passaram essa travessia da sexualidade Então, muitas das vezes, a mãe chega no consultório com uma certa angústia, porque precisa falar com essa filha, trabalhar sobre esses aspectos, mas na adolescência ela teve uma questão de uma violência, ela teve um certo abuso, e para ela é muito constrangedor falar, porque ela não quer falar de um jeito violento com essa filha. Então, é preciso compreender todo um contexto familiar para estar trabalhando com esse adolescente. Exatamente. Porque ele também está no processo de luto, esse adolescente. E os pais também estão, porque eles são convocados a tirar esse ideal, que não é mais uma criança, porque já é um adolescente, E é um sujeito desejante, que tem os seus desejos também. Então, assim, é um processo bem complexo, que é preciso também trabalhar com o adolescente e com a família. Por isso que quando o adolescente vai no consultório e ele fala, e na maioria das vezes, ele é punido por falar sobre sexo, por falar sobre desejos. Porque o sexo não é só das zonas erógenas, né? Então, o prazer, ele se estende em outras questões. Então, é preciso olhar esse contexto todo, de trabalhar com essa mãe, né? Entender como que foi esse processo, de dar um espaço para esse adolescente dentro do consultório, do set analítico, para falar sobre as suas dúvidas. Muito bem, muito bem. Olha só, né, que importante, né, Abilene, a fala da Vanessa, porque não temos manual de instrução, cada um é de um jeito, a gente vai aprendendo e precisamos de orientação, você trabalha com orientação de famílias também, né, E o que a Vanessa trouxe é de olhar com mais cuidado o papel dos pais e cuidadores nesse momento da educação e da orientação sexual com os filhos. É importante porque, às vezes, os pais nem foram educados sobre isso, não é? Exato. Eu ia destacar essa fala da Vanessa, de que realmente nós não aprendemos nada disso. Nós não aprendemos a nomear corretamente as partes íntimas do nosso corpo, a gente aprendeu a colocar apelido, então sempre foram assuntos que foram tabus, assuntos que carregam muitas crenças, muitos mitos. Então nós não aprendemos a respeitar nosso próprio corpo, nós não aprendemos que a gente podia dizer não, né, colocar limites, então nós estamos ensinando nossos filhos ao mesmo tempo que a gente está aprendendo, né, então a gente está buscando essas informações, por isso me alegro muito por poder ver esse tema aqui, né, sendo falado, sendo divulgado, a gente precisa falar sobre isso, porque as famílias buscando essas informações, esses conhecimentos, aprendendo, aí a gente consegue colocar em prática com as crianças e quebrar esses ciclos, fazer diferente daqui para frente. Muito bem. Agora, a curiosidade sobre o próprio corpo faz parte do desenvolvimento infantil, mas como é que a gente diferencia, Bilene, comportamentos esperados para cada idade das situações que merecem uma atenção dos pais? Está vendo? Mais uma incógnita. Como é que a gente vai diferenciar o que é o comportamento esperado pela idade e o que é algo que precisa de atenção? Como é que a gente diferencia isso, Abilene? Oi, produção, ela está com a gente ou caiu? Ah, então está retomando o contato com a Abilene, a internet caiu, mas a gente continua aqui com a Vanessa. Vamos lá, como é que a gente faz para diferenciar isso? porque é natural, a criança está em desenvolvimento, é natural ela querer entender o que está acontecendo com ela, mas até que ponto esse natural faz sentido? É ser honesto com essa criança a partir do momento que, então, eu trago aqui essa questão da infância, que até os cinco anos, essa criança vai observando a parte genital e você vai falando com ela. E você vai sentindo a que ponto essa criança vai te perguntando, vai indagando você sobre as questões. Então, assim, não é mais a cegonha veio... Então... A cegonha veio. E aí, como faz? Como responde uma pergunta dessa? você pode trabalhar muito e eu gosto muito sobre principalmente quem trabalha com crianças do lúdico o lúdico com a criança é perfeito pra trabalhar com ela o lúdico com a boneca falando sobre a genitária sobre o meu corpinho sobre as sensações porque é interessante que quando na infância, na criança, então ela vê o beijo do adulto ela sente um certo nojo ai que nojo, que coisa ruim, credo, vê um filme alguma coisa, credo você vai perceber no olhar da criança, na adolescência, na poberdade que isso já não é mais um nojo é um certo interesse é um certo descobrimento é de saber por que e a fala dessa criança desse adolescente, ela vai mudar as perguntas elas vão mudar E você, honestamente, precisa ter esse manejo para falar com essa criança. Então, quando a criança fala sobre a concepção, como vem, então você trabalha com esse lúdico, como que dá sementinha, mas aí depois de uma certa idade, oito anos, que vai indagar novamente, porque essas perguntas, elas vão vir à tona. e como que você vai ter o manejo pra falar sobre isso até porque quando a gente tava falando com relação da infância, que você, do trocador desse cuidado quando você vai amamentar, porque você também se cobre, se cuida da criança e aí então assim, dispor essa criança pra todo mundo é verdade e tem uma outra questão também, que é preciso respeitar essa criança, então se as vezes essa criança não conhece aquela pessoa, então ela não quer abraçar, ela não quer beijar, trazer o respeito começa nesse lugar, então ela não é obrigada a beijar abraçar então ela fala, nossa mas é um adolescente, mas ele não conhece ele não está se sentindo seguro então assim, o quanto que as informações ela começa desde a sua infância os limites também começam da infância então abordar esse assunto com o seu filho vai tendo esse manejo a partir das perguntas o lúdico os livros então eu digo, é tão interessante que os pais até perguntam de um manual eu quero um manual não tem um manual um manual pra eu trabalhar e não existe, porque cada adolescente tem a sua subjetividade, sua singularidade o manual ele vai te trazer uma clareza do que faz que meu filho tá, né, então olha como que eu vou abordar esse assunto com meu filho e essa conexão com seu filho vai ser único então assim, olha seja um ouvinte, não traga um discurso pronto, porque é assim, seja ouvinte, escute o que esse adolescente, quais dificuldades esse adolescente está passando, O que está acontecendo no seu corpo, qual esse interesse, porque ele hoje, né, com a internet, é uma facilidade imensa de saber. Então, assim, ele vai procurar, ele vai procurar na internet, ele vai procurar com um grupo de amigos. E você? Como que você vai lidar com essa situação? É, deixar que ele seja orientado pela internet ou pelo grupo de amigos, ou vai promover essa orientação dentro de casa. Exato. Apesar que também seja essa ponte em que, bom, eu vi na internet, tá bom. Vamos juntos ver, então. que você viu na internet mesmo você sabendo sobre o que que é, porque essa é a sua concepção de normalidade mas você vai estar num lugar de ouvinte e entender o que ele está entendendo, né? Por que que ele está falando ah, tá, então, você viu, o que que o grupo falou pra você? Ah, falou desse jeito, então ah, então, mas o que que você acha? Ah, eu aprendi desse jeito Então, assim, ter essa conexão, dar o lugar para esse adolescente falar, descobrir com ele também. Muito bem, é isso. A Belene voltou. Ai, que bom que você voltou para a gente. Estamos aqui conversando e, olha só, a Vanessa nos orientando aqui de uma forma muito interessante, porque a gente para e analisa, tudo é uma questão de comunicação, Mas a gente tem que ter uma comunicação assertiva de acordo com a idade dos nossos filhos E quando a gente fala em comunicação, Abelene, eu quero te perguntar o seguinte Me veio aqui a questão da orientação sexual para as nossas crianças e adolescentes Na questão do gênero, a mãe fala com a filha e o pai fala com o filho Isso ainda se preconiza ou já está tudo certo, o pai pode conversar com a filha sobre essa questão e a mãe pode conversar com o filho ou depende de cada família, porque se a gente parar para analisar, lá atrás era a mãe com a menina e o pai com o menino. e coisas mínimas se falavam, né? Hoje a gente já tem mais uma abertura, nós temos mais conhecimento, os tabus estão sendo quebrados, mas eu quero saber dessa questão. A mãe fala com a menina e o pai fala com o menino? Ou não? Não é necessário. O pai e a mãe podem conversar, né, tanto com menina quanto com menino. Claro, mas pode variar de família para família no sentido de a gente perceber se esse pai, se essa mãe se sentem confortáveis também, né, então se há algum desconforto, às vezes tem toda a história realmente de vida daquele pai daquela mãe, às vezes é um assunto que gera muito gatilho no pai ou na mãe mas desde que eles se sintam confortáveis para essa conversa não tem essa questão de gênero eles podem conversar abertamente, o ideal é que essa conversa venha tanto do pai quanto da mãe, que seja realmente um assunto tratado ali em família E a partir do momento, Abelene, que a criança ou pré-adolescente começa a pedir privacidade, né? Privacidade. Como que a gente age diante dessa situação? Isso, a privacidade ela costuma se tornar muito mais marcante ali por volta dos 6, 7 anos de idade. Então, é quando a criança já vai para o banheiro, já quer fechar a porta, já pede para ficar sozinha. E o mais importante é a gente respeitar esse pedido por privacidade, a gente conversar sobre isso, a gente orientar, mas abordando esse assunto da privacidade, isso vem desde pequenos, isso só vai evoluindo, como eu disse, a educação sexual é essa progressão, mas então nós respeitamos esse pedido por privacidade e vamos acompanhando, e isso vai até adolescência, né, essas conversas vão sempre progredindo. Muito bem, estamos aqui falando sobre puberdade, orientação sexual para os nossos filhos, né, é interessante a gente trabalhar essa questão do início, né, lá da infância, e a gente sabe que vamos ter que conversar com eles de acordo com a idade, Então a comunicação é específica para a idade até chegar naquele momento em que a gente sabe que a criança cresceu e que não é mais aquela criança que cabe no nosso colo, que a criança tem as suas vontades e que já é um adolescente e daqui a pouco é um adulto. E por isso essa orientação é necessária. Sim, porque é uma travessia para a puberdade muito difícil, porque o adolescente lida com várias questões emocionais, então é um rompimento do ideal dos pais para buscar a sua identidade pessoal. Então ele vai buscar no grupo, ele vai buscar e tirar, romper esse ideal dos pais. Então é muito importante, porque você escuta muito na fala dos pais, de adolescente, nossa, mas agora aquele adolescente, ele é um aborrecente, porque ele não faz mais aquilo que eu gostaria. Exatamente, porque ele está rompendo com aquilo que é ideal para os pais E ele está buscando a sua identidade O que ele quer É até interessante, porque uma fala de um adolescente na clínica Antes, uma fala de um adolescente fala Antes eu era a marionete dos meus pais Uau, sério E agora, o que eles falam Então, assim, e hoje eu não gosto do que eles falam, do jeito que eles querem, eu tô buscando. Então, assim, que lugar que esses pais silenciaram a comunicação com essa filha? Então, assim, o que pra você não é legal, o que pra mim é legal, pro meu adolescente é legal. Porque ele tá redescobrindo na vida, com o grupo. Então, ter esse espaço, ter esse manejo com o adolescente é muito importante. E esses pais também estão rompendo de um ideal, que aquele filho não é mais aquele filho que eu idealizei. E eu vou ter que lidar com isso, que é quando eu trago para você. É o luto dos pais também, de entender que esse filho cresceu. como você falou, a minha filha hoje tem 30 anos mas é aquela minha vai ser sempre a gente nem se dá conta às vezes, imagina se ela tem 30 anos, eu tô falando que vai ser sempre a minha criança, você imagina uma criança em desenvolvimento e a gente nem percebe nem percebe, né, Abeliane, que essa criança tá crescendo e aí que você vai ter que tomar uma atitude e vai ter que ter um manejo e uma comunicação assertiva, entre aspas, porque a gente não acerta o tempo todo, para poder orientar essa criança. Olha só que complexo, Abelene. Sim, Rúbia. E nessa fala da Vanessa, e pensando na adolescência, a adolescência, como a gente já destacou aqui também, a infância é a base. Então, na adolescência, a gente só vai ver o reflexo de tudo que foi construído até então. Então, se a gente busca nesse diálogo, essas conversas, esse vínculo, né, com o nosso adolescente, isso precisa ter sido construído desde a infância, né, então eu preciso buscar a minha criança, né, buscar conversar com a minha criança, fortalecer esse vínculo com a minha criança, para que isso exista lá na adolescência, né, então não adianta eu esperar que o meu filho adolescente venha falar comigo, trazer os assuntos, né, se eu não construí isso desde a infância, né, se não houve esse caminho, essa abertura para o diálogo, pra assuntos, né, desde a infância, é uma construção, né. Tem que ter uma certa liberdade, uma certa confiança, né, porque senão a criança não se sente à vontade. Não, porque a partir do momento, até a Milene trouxe importante isso, é a construção, qual é o percurso que você vai ter com o seu filho, né, pra que ele consiga ter segurança em falar com você, Porque a partir do momento que você trabalha com o seu filho, discute com o seu filho sobre a sexualidade de uma forma punitiva, ele não vai mais falar com você. Ele vai, esse silêncio para o adolescente, inconscientemente, ele traz como uma punição, como sentir desejo é algo punitivo. quando na verdade nesse momento é falar sobre desejo, é falar sobre o sexo, é falar sobre as formas de sentir desejo somos seres desejantes sim, e é importante salientar que os hormônios trabalham, enquanto a gente está tentando explicar alguma coisa, os hormônios estão trabalhando naquela criança que já está na fase pré-adolescente, e aí, além da curiosidade, tem os hormônios trabalhando dentro desse corpo, essa mente está em desenvolvimento, e a gente precisa fazer esse manejo. Mas olha, vou te falar, a gente precisa de orientação, viu? Não é fácil, é desafiador demais, e é por isso que a gente traz informações com pessoas tão maravilhosas como vocês duas e a Abilene que faz essa orientação parental eu gostaria que você trouxesse pra gente a realidade disso que a gente tá falando porque de repente pra algumas pessoas não faz sentido mas vocês que vivem isso no dia a dia isso é real, você tem contato com pacientes ou com clientes, não sei como vocês abordam, mas é com pais que às vezes ficam perdidos se está na hora de falar ou não, e como devo abordar, como é que eu devo falar com a criança? Com certeza, é uma dúvida muito presente, muito recorrente, porque como eu disse, nós não aprendemos isso, nós somos a primeira geração que está pensando sobre educação sexual, que está buscando aprender para ensinar, então é uma dúvida geral mesmo, não só, assim, existe o desejo dos pais de fazer diferente, então eles querem fazer diferente do que eles viveram na própria infância, mas realmente não sabem como fazer, por onde começar, como educar sexualmente em cada idade, existem muitos mitos, muitos tabus em torno da educação sexual, a grande maioria acha que educação sexual é falar sobre sexo, e não é, pelo menos não no início, não com as crianças pequenas, a conversa sobre sexo vai vir lá na frente, na idade certa, com a maturidade certa, com a linguagem certa, mas a gente começa desde pequeno ensinando sobre as partes íntimas, sobre respeito ao próprio corpo, sobre falar não, então tudo isso os pais precisam aprender para saber como educar sexualmente de acordo com a idade dos filhos. Excelente, nós não fomos educados porque tínhamos muito tabu, de repente alguma mãe, algum pai tentou chegar próximo dessa educação de forma mais aberta como nós estamos falando aqui hoje, mas não era tão permitido assim. Não, antigamente não tinha uma clareza, não tinha a internet que trazia essa comunicação. Claro, tem a parte positiva e tem a parte negativa, mas não tinha tanta clareza como tem hoje. Então, hoje os pais, eles têm muito mais acesso para construir um diálogo legal com esse adolescente. Então, assim, procurar ajuda, bom, olha, não estou conseguindo lidar com certas situações, eu vou procurar uma orientação, eu vou procurar uma análise para desconstruir aquilo que eu achei que era ideal, né? Por que que o meu filho está tendo esses certos comportamentos? Tem algo que eu não... Dá ordem que está me atravessando. Então, assim, olhar também com muita empatia para você. Sim, exatamente. Porque você também está num processo de luta, é uma construção. Exato, muito importante esse olhar para nós mesmos, para poder entender, aceitar, aprender e manejar, porque nós estamos melhorando, a cada geração a gente vem melhorando, a gente vem quebrando tabus. E esse é mais um momento de quebra de tabu e é importante demais porque nós vemos tanta situação de violência contra a mulher, né? E a gente precisa ensinar os meninos e as meninas, e isso desde pequenos. De repente, com esse ensinamento, a gente pode diminuir isso lá na frente, minimizar isso quando os nossos pequenos de hoje estiverem adultos. Pode ser que eles olhem para as outras pessoas, independente do gênero, com mais carinho, com mais atenção, com mais cuidado. Agora, 840, é isso mesmo, né, Abelene? Pode falar. Isso, quando a gente ensina desde pequena, né, Rúbia, o respeito pelo próprio corpo, né? Quando a gente ensina a criança que o corpo dela é dela, que ninguém toca no corpo dela sem a permissão dela. A gente também está ensinando para a criança que o corpo do outro também merece respeito, que a gente também não deve tocar no corpo do outro sem a permissão do outro, então é uma via de mão dupla, então a criança aprende a respeitar o próprio corpo e a respeitar o corpo do outro também, então a gente está educando para que essa criança cresça e se torne um adolescente, um adulto que conhece o próprio corpo, que respeita o próprio corpo, e respeita o corpo do outro, e isso é sobre prevenção aí das violências, sobre prevenção de abuso, né, sobre quebrarmos esses ciclos. Como é importante, olha a importância e o peso que tem essa orientação. Sim, como que você vai fazer esse percurso, né, até a adolescência, porque você vai entendendo a partir do manejo que você vai ter com a criança, quando eu trabalhei, falei pra você com relação do lúdico com a criança então ela vê hoje, atualmente a gente vê música falando sobre as questões mais explícitas então falar, bom, o que você entende sobre isso, desse diálogo então assim essa questão quando você fala sobre a violência doméstica, com relação contra as mulheres, é muito importante falar com as meninas, né, e os meninos também, trabalhar sobre, assim, o respeito, os limites, né, o quanto que isso é importante para ela compreender mais do que isso, ela identificar como é a violência, né, então uma violência psicológica, uma violência patrimonial, uma violência, então, assim, ela vai conseguir identificar. Exatamente, a orientação que nós precisamos aprender a repassar para as nossas crianças Agora 8h50, a produção está me avisando aqui, nós temos algumas perguntas Então vou direcionar para vocês, pessoal de casa participando, muito obrigada aí, viu gente Olha só, o Marcelo Tavares do Taquaral Meu filho de 13 anos fica constrangido quando a voz falha e os colegas riem Essas brincadeiras podem afetar a confiança de um adolescente? Olha só, interessante, né, Abilene? Vamos responder o Marcelo Tavares? Sim, a questão de afetar a confiança do adolescente, então o adolescente pode presenciar nessas brincadeiras, essas situações, mas a autoconfiança dele, a autoestima dele, ela vem de dentro de casa, dessas relações com esse pai, com a mãe, então ele precisa estar seguro dentro dessa relação com o pai e com a mãe, contra as conversas, os diálogos, como destacamos aqui. Então, para que esse pai oriente, para que essa mãe oriente e para que ele consiga lidar com essas situações. Então, às vezes nossos filhos passam por situações e a gente acha que eles já deveriam saber como lidar com aquilo e eles não sabem. Então, eles precisam desse passo a passo mesmo. Então, filho, da próxima vez que isso acontecer, como que você pode fazer, como que você pode reagir, como que você pode responder, né, mas o mais importante é o que ele vive dentro de casa, que é isso que vai trazer essa confiança, essa segurança para ele lidar, enfrentar essas situações. Agora, claro, se é uma situação na escola, por exemplo, que tem sido recorrente, né, a gente buscar também a escola para fazermos esse trabalho, né, em conjunto, né, de orientação para esses alunos que estão praticando isso também. Mas o que antecede isso também, como o Marcelo está trazendo, é justamente trazer para esse filho de 13 anos, que é o esclarecimento do percurso dessa adolescência. Então, há uma mudança da voz, a questão hormonal, você vai sentir que vai ter spin. Então, assim, trazer pra ele que essas mudanças são da ordem da adolescência mesmo. Então, assim, que ele vai entender que daqui a um tempo vai passar. E vai vir outra. E vai trazer esse lugar pra esse adolescente. E falar, quando eu trago, de ter clareza com esse adolescente. ah, mas isso daí vai passar não, mas traga, olha, é um processo filho, é um percurso que você tá passando, né, a voz a espinha, a questão hormonal porque que você sente arrepio então assim, se ele tem mais confiança e mais tranquilidade de falar com o Marcelo que é o pai, então assim trazer uma clareza pra ele um diálogo que desconstrói esse conceito que nossa, peraí, o que é adolescência? Então a gente precisa entender um pouco sobre o que é. Muito bem. 8h53, tem mais uma pergunta para a gente? Pode colocar na tela, produção, por favor? Olha só que conversa interessante que nós estamos tendo aqui hoje, né? Sobre a orientação sexual para os nossos filhos, a importância, a necessidade de começarmos a conversar, ter mais clareza com as nossas crianças pré-adolescentes, adolescentes. A Juliana Pires do Bom Fim. A avó dos meus filhos acha que falar sobre namoro é incentivar as crianças a namorar. Como lidar com essas diferenças de opinião entre as gerações, né? Então, falando que a gente vai geração em geração, a gente vai evoluindo, a gente vai aprendendo, mas a gente precisa respeitar, né? Principalmente as gerações anteriores, avó, avô, mas também explicar que hoje as coisas estão diferentes, que os tabus estão sendo quebrados. Abelene, socorro! Vamos lá! A questão de conversar sobre namoro não vai incentivar a criança a namorar. Claro, aqui, pensando que essa conversa é uma conversa de orientação. Então, se eu estou conversando sobre namoro para orientar meu filho, minha filha, então eu estou, na verdade, prevenindo comportamentos que possam vir ali por falta de instrução. E como foi falado aqui também, se a gente não conversa, alguém vai conversar. A criança vai receber essas informações de outras fontes, de outros lugares e muitas vezes orientações que vêm de forma distorcida. Então, podemos e devemos sim conversar sobre namoro. A gente estaria incentivando o namoro se esse fosse o tom da nossa conversa. Então, se eu sento com a criança, com meu filho, minha filha pré-adolescente, Para incentivar namoro, eu vou estar incentivando. Agora, uma conversa educativa, de orientação, não incentiva. Pelo contrário, vai muito mais pelo caminho da prevenção. Bem, importante falar sobre isso, porque está tudo aí, tão explícito. Novelas, internet. E se você não conversar, a criança vai ficar cada vez mais curiosa e vai querer matar a curiosidade conversando com alguém. E aí, a gente está esquecendo que são sujeitos desejantes. Então, o que nesse amiguinho, de namoro, o que ele desperta em mim? Sim. Trabalhar sobre isso. Olha, você é uma criança, eu acho que o que a Milene trouxe é sobre a orientação. Olha, não é o momento ainda. Então, porque assim, não falar é não falar sobre que ele é um ser desejante. E como faz com a questão da avó? Porque no caso aqui, a avó dos meus filhos acha que falar sobre namoro é incentivar as crianças a namorar, então ela precisa lidar com essas diferenças de opinião entre as gerações. Exato, porque a geração da qual nós viemos não é a mesma de hoje. Então, como eu trouxe pra você, né, Rubia, porque justamente a forma como nós fomos educados é muito diferente da forma... Agora imagina como a avó foi educada. Exato, e aí aquilo que é ideal pra ela não é o ideal de hoje. por favor, Abelene se existe um diálogo com essa avó, se essa avó está aberta para esse diálogo realmente sentar, conversar não sei se já foi feita essa tentativa de uma conversa, até de ouvir os medos, as preocupações dessa avó, e essa mãe pode falar para a avó, olha, eu fui atrás de informações, eu estou estudando sobre o assunto, eu estou recebendo orientação sobre o assunto e hoje nós entendemos que se é o melhor caminho, o caminho da orientação, da educação, né, e a gente tentar nessa conversa com a avó, então, desconstruir aí esses tabus, essas crenças que essa avó ainda carrega. É verdade. Mas é importante também essa desconstrução, ela vem no diálogo. Exato. Então, nessa desconstrução, eu consigo resignificar, então, Juliana, com essa avó que fala sobre, entender por que que ela tá falando dessa forma não invalidar a preocupação dela o que ela compreende sobre então, quanto que, olha hoje em dia tá dessa forma eu vim conversando então assim, também trazer um lugar pra essa avó falar sobre, porque muitas das vezes essa avó fica com essa criança no período da tarde e aí ela ouve essa criança falando que é um certo namoradinho então ela fica angustiada então assim, também dá espaço pra essa avó falar. Exato, exato porque essa avó não teve espaço de fala, né, quando ela era criança, pré-adolescente nem adolescente, que sabe, adulta, né e agora, de repente ela traz essa preocupação, então não invalidar, né e ouvir, mais uma vez aí a comunicação e a escuta, né, ativa para um entendimento aí entre as partes. 8h59, a última pergunta, a gente já vai para o encerramento? Pode colocar na tela, produção? Nossa, conversa muito boa aqui, a gente vai aprendendo tanto. Paulo Henrique, do Jardim Chapadão. Tem adolescente que sente que precisa beijar alguém só para não ser chamado de infantil pelos amigos. Olha isso. Como ajudar esse jovem a não cederem à pressão? Ai, Abilene, e agora? Está vendo como é desafiador? Como é delicado e complexo essa educação, gente? Muito, muito desafiador. A gente volta aqui no ponto do diálogo, da conversa, da orientação. Então, que não, ele não precisa beijar alguém para provar nada. O valor dele não está num beijo ou na falta de um beijo. E aqui entra de novo o respeito ao corpo desse próprio adolescente. então ele não deve se forçar a praticar algo, a beijar alguém só por pressão, só porque estão forçando ele a fazer isso, ele estaria desrespeitando o próprio corpo, os próprios limites, a própria vontade, só para ceder ali ao grupo. Interessante, vocês trouxeram essa questão, porque tudo que vai acontecer na adolescência foi feito e embasado na infância. Sim, mas também tem uma travessia do adolescente que ele, assim como ele rompe esse ideal dos pais, ele também quer pertencer a um grupo. Então, Paulo, ele está querendo pertencer ao grupo e pertencer ao grupo, muitas das vezes, ele tem que fazer aquilo que o grupo demanda. Então, como trabalhar essa autoconfiança? Então, assim, ele vai fazer aquilo que o grupo quer. Exato, para pertencer, ele precisa da sensação de pertencimento E é uma forma justamente dele validar aquilo que ele está buscando E que ele não é mais criança Exatamente, então ele não vai escutar essa questão, esse rompimento é justamente para buscar E essa situação aí faz parte do grupo de adolescentes mais cotidiano do que a gente imagina Mas a importância é conversar e ouvir E de repente orientar igual a Abelene trouxe para a gente Sobre o respeito pelo próprio corpo, pelo outro E mostrar que não faz sentido e que lá, um pouquinho mais lá na frente Tudo vai acontecer, a gente vive fases da vida e que essa é uma fase e que vai aprender nela, vai passar e depois dessa vai ter outra e outra e outra, né? E a gente vai seguindo as fases da vida e aprendendo em todas elas e hoje a gente aprendeu um pouquinho, gente, porque olha, o assunto ele é tão complexo e tão interessante, porque a nossa geração de repente não foi ensinada, a geração da minha mãe nem se falava no assunto, e a geração da minha avó, então, né, poxa vida. E aí nós nos deparamos com a situação de termos que orientar os nossos filhos, as nossas crianças, olha isso, né, e os nossos adolescentes e pré-adolescentes, enfim, orientar sobre a vida sexual, sobre a orientação sexual, mas isso não diz que é o sexo em si, o ato, mas como conviver em sociedade respeitando seu próprio corpo tendo seus limites e respeitando o próximo, para que, quem sabe a gente tenha aí uma geração mais com mais compaixão um pelo outro com mais respeito um pelo outro, e a gente agradece demais a presença de vocês que nos orientaram hoje e eu quero só agradecer você que participou, tá bom? Vamos lá, considerações finais, muito obrigada pela sua participação, Vanessa, e que orientação você deixa, né, para os pais, eu tô aqui pensando que dá vontade de trazer mais um programa pra falar sobre isso, porque aqui na minha cabeça tem um monte de dúvida, olha só que coisa mais interessante, a gente acha que sabe, mas a gente não sabe nada, né, vamos lá. Exato, eu, Rubi, agradeço a oportunidade de estar aqui também para falar sobre um assunto tão complexo que é essa passagem, esse rompimento entre a infância e a puberdade. O que eu trago aqui para os pais nessa travessia para o filho da adolescência É justamente dar lugar para esse adolescente falar, esperar um pouco sobre aquilo que você quer falar para o adolescente, o ideal seu, mas ouvir o que ele acha, sabe? Então, assim, como eu trouxe no começo, não há um manual verdadeiro, um manual que você vai seguir, arrisca, e que você sabe que o resultado vai ser aquele. Porque senão, o best-seller dá tudo super certo, né? Ou as altas ajudas. Mas que seja um manual, uma orientação para você de como lidar. Mas assim, ter espaço com esse adolescente para conversas claras, sem um ideal, um ideal, né, então assim, dê esse espaço para o adolescente falar sobre as suas angústias, sobre as suas dúvidas, e aí nesse diálogo você vai construir um vínculo verdadeiro entre você e o adolescente, que ninguém vai ter. é só você e o seu filho muito bem, muito bem, muito obrigada mais uma vez, tá? Eu que agradeço pela sua participação e pelas orientações a gente agradece você também, viu Abilene obrigada por estar conosco por nos orientar, por conversar com a gente, tão importante esse assunto e vocês trazendo de uma forma que a gente consegue entender o manejo que a gente precisa de repente começar a fazer em casa, então mais uma vez gratidão, muito obrigada, considerações finais Eu acho que a Bilene, não acredito, a Bilene caiu de novo, voltou voltou, voltou, considerações finais não pode cair não, fica com a gente Vamos lá, eu que agradeço trazer esse tema tão importante tão necessário aqui no programa poder falar sobre isso e fico à disposição para continuarmos nesse assunto realmente há muito para ser falado é um tema muito amplo oriento famílias, atendo online, eu tenho um curso de educação sexual e prevenção de abuso na infância e no meu Instagram também tem muitos conteúdos gratuitos que as famílias podem acessar e aprender e começar a colocar em prática Muito obrigada pela participação de vocês mais uma vez pelas orientações e assim gente internet é desse jeito né tem hora que dá uma bugada e cai mesmo mas aí a gente tá sempre trabalhando para que a gente consiga levar um produto de qualidade para você né e a gente hoje é conversamos sobre puberdade sobre orientação sexual a gente entendeu que acompanhar aí o crescimento dos nossos filhos exige atenção exige diálogo disposição para aprender juntos, é isso, cada fase traz dúvidas, desafios e a orientação precisa acompanhar o movimento, né, com respeito à idade, à individualidade, os limites de cada criança e adolescente, né, mais do que ter respostas, né, nós adultos precisamos construir uma relação de confiança para que os nossos filhos saibam que podem procurar ajuda e conversar sem medo de julgamentos. Isso é muito importante. Então a gente agradece você mais uma vez, quero te convidar, porque hoje ao meio-dia nós temos Câmara Notícia com o Gabriel Castro, às seis da tarde nós temos também Reunião Ordinária, tudo transmitido aqui pela TV Câmara Campinas, também pela rádio, tá? A rádio tá no ar, Rádio Câmara Campinas, então acesse lá o site. E amanhã nós temos mais uma edição do Estúdio Câmara. Gente, amanhã a gente vai falar sobre Fobia social, quando o medo de ser observado, julgado ou avaliado pelos outros começa a interferir na rotina, nos relacionamentos e até nas atividades profissionais. É importante entender o que está acontecendo, né? Então, amanhã, pretendemos conhecer os sinais, compreender as consequências e saber quando é preciso buscar ajuda. Então, o tema de amanhã no Estúdio Câmara é fobia social. E nós te esperamos a partir das 8 da manhã, ao vivo, aqui na TV Câmara Campinas. Um grande abraço para você, fique bem, se cuide e até lá. Tchau, tchau. 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