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Ser Empreendedor | Negócios para o público Infantil
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Ser Empreendedor | Negócios para o público Infantil

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Resumo editorial

O programa entrevista duas empreendedoras do segmento infantil e de maternidade. Fátima apresenta sua trajetória como educadora que transformou experiência profissional em escola de educação infantil. Mariana, arquiteta que mudou de carreira, relata sua experiência com e-commerce de produtos de maternidade com bordados artesanais.

Citados nesta edição

Descrição do vídeo

R$ 70 mil é o investimento inicial estimado para abrir um espaço kids, segmento que moveu US$ 236 milhões no Brasil em 2025 e deve superar US$ 454 milhões até 2034, segundo pesquisa do IMAR. A pedagoga Fátima, formada em magistério em 1996 em Minas Gerais, relata como criou a escola de educação infantil Espaço Baubai após vender seu primeiro negócio e recomeçar durante a pandemia. A arquiteta Mariana, que mudou de carreira, aparece no ciclo de entrevistas com empreendedoras do público infantil com seu e-commerce de produtos de maternidade bordados à mão.

Transcrição completa do vídeo

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E neste mês da criança, o ser empreendedor vai mostrar também quem atua no segmento infantil. Para isso, eu vou falar alguns números, porque de acordo com a pesquisa da IMAR, o Brasil movimentou 236 milhões de dólares em 2025 e projeta chegar a 454 milhões, na verdade ultrapassar até o ano de 2034. A gente lembra que, inclusive, de acordo com essa mesma pesquisa, há uma expectativa de cerca de investimento de 70.000 R$ 1000 para o investimento inicial na abertura de um espaço kids ou, por exemplo, de um hotelinho infantil. E a gente veio conhecer quem tem uma proposta nesse segmento que traz aí na sua bagagem a pedagogia, o ensino e toda uma vivência como empreendedora. É a Fátima que vai contar a sua história. Nós estamos aqui no espaço Baubai. Ela vai contar pra gente como surgiu tudo isso. Fátima, antes da gente falar desse investimento em si, quando você percebeu que a sua bagagem, a sua trajetória profissional poderia se tornar um empreendimento? Bom, muito obrigada pela oportunidade, né? Um prazer estar aqui com vocês falando de um sonho, né? é um sonho que se tornou realidade. Então assim, eu sempre trabalhei com educação. Então eu falo que na minha vida eu tenho duas paixões, que é o ensinar e o cozinhar, que eu acho que ambos traz muito prazer, né? Desperta um certo prazer. E desde 99 eu comecei atuando como professora, né? Me formei em magistério em 96 lá em Minas e eu tive uma infância muito sofrida, mas ao mesmo tempo era gostoso ser criança naquela época, porque a gente brincava, né? Então assim, tinha acesso a rios, eh, à rua, então a gente brincava de verdade. E e o sonho de ser professora sempre morou em mim. Fui, fui ser professora, fiquei em 99, eu grávida, né, de 4 meses. Falei, por que não abrir meu minha própria escola? Já de cara falou: "Vou empreender, vou empreender. Lá em Minas ainda aqui. Aqui já casada. Isso. Casei, né, em 97, vim para cá e aí em 99 falei, vou vou abrir meu espaço. Aí abri uma escola de educação infantil. A escola tinha o nome turminha da Mônica. E aí fiquei um tempo com essa escola e por aquelas nes motivos, né, que a vida prega algumas peças na gente. Eh, tive uma uma pessoa, eu digo, abençoada na minha vida, só que não, que ela por alguns motivos ela acabou fazendo uma denúncia lá pro Maurício Souza e eu tive que trocar o nome. Então, assim, foi um bac, né, nessa época, porque eu troquei o nome, porque aquela época ainda não se tinha aquela questão dos direitos autorais, como se tem hoje. A gente fazia as coisas mais ou menos pela emoção, não era? Não tinha tanto conhecimento como se tem hoje. Olha, antes de abrir um negócio, você tem que pesquisar se já existe o nome. Uma série de coisas que exige. Exatamente isso. Então assim, foi nessa emoção, por gostar do personagem, né? A gente vai lá e coloca com a cara e a coragem. E aí teve essa denúncia tudo. Então assim, tive que mudar o nome do da escola, coloquei outro nome, só que aí foi surgindo uma série de coisas, sabe? quando parece começa a dar tudo errado. Sim. Aí foi isso. Começou a dar tudo errado. No meu empreendimento tinha uma quantidade de alunos alta, foi caindo, caindo, caindo, até que eu tive que vender essa escola. Aí vendi a escola, voltei pra sala de aula, né? Voltei. Aí trabalhei em ONGs, trabalhei eh na prefeitura como contrato de um ano mais ou menos. Aí na pandemia eu falei assim: "Eu vou empreender de novo, porque eu nasci para isso." E aí durante a pandemia as mães, né, com aquele aquele caos que ficou a educação, porque não sabia, né, se a criança aprendia, se não aprendia, a tecnologia, as aulas online, as aulas online. Então assim, nessa eu falei, é minha vez de novo. Deus tá me mostrando o caminho. E aí eu fui pras aulas particulares, pro reforço escolar, tentar entender um pouco dessa dinâmica, né, da educação, que a gente sabe que em em muitos pontos é falha, né? E aí eu criei meu próprio método, falei, vou desenvolver um jeito que se a criança não aprende de do jeito que a gente tá ensinando, a gente tem que ela vai aprender do jeito que ela consegue. A gente tem que ensinar do jeito que ela aprenda, né? E aí foi nisso. Aí eu comecei em casa, empreendendo em casa, né? na pandemia, uma criança por vez, todo mundo de máscara. E aí foi de repente minha sala eu já não tinha mais, já era uma uma sala de aula mesmo. E aí livros, cadernos, estojo, tudo lá. E aí eu falei assim: "Iso na sua casa, lá em casa". Falei: "Eu marido já querendo, né, falar assim: "Chega, né?" Aí eu falei: "Agora tá tudo estruturado, vamos abrir uma sala". E aí eu fui, aluguei um espaço, lindo espaço inclusive, e virou Vila BC. Aí comecei a Vila BC com uma sócia, inclusive é uma amiga minha na época, né? Abrimos juntas, ela ficou ali comigo mais ou menos um ano e depois ela viu que não era o que ela queria e eu falei: "Não, eu vou continuar mesmo sozinha, eu vou continuar porque eu tenho fé". E nessa eu fiquei 5 anos com Vila ABC. Sim, né? Ele funcionava na Vila União, tinha uma clientela muito boa, é assim, os pais maravilhosos, as crianças mais ainda. E ali eu consegui alfabetizar muitas crianças e consegui assim, você fica até emocionada quando conta essa história. Os olhos dela estão naquelejando aqui. Am. É, eu amo assim, eu tenho uma paixão muito grande, né, pela infância, pela educação e um respeito também, né? E aí nessa eu fiquei com o Vila BC por 5 anos. Aí quando nasceu, eu pensei toda a minha trajetória, né? Porque quem é Té? Conta para quem tá lá em casa. Té o meu neto. Hoje ele tem dois anos e eu sou mãe de quatro, né, gente? Nem me apresentei direito, mas eu sou mãe de quatro e eu criei os quatro sem rede de apoio. Então assim, é porque você veio para Campinas e talvez todo mundo fina. Ficou todo mundo lá. Exatamente. E assim, eu criei, eu criei os meus quatro assim, sem rede de apoio. Eu não queria que a minha filha passasse por isso. E aí eu falei: "Por que não? Eu já tenho toda a bagagem, eu tenho o conhecimento, eu tenho a força de vontade. Assim, empreender nunca é fácil, né? Mas coisas fáceis também acho que não é muito bom também, não. Então a gente vai pro difícil. Sim. E aí eu falei, vou procurar um lugar onde as crianças possam se conectar com a natureza, com as brincadeiras, viver mesmo, né? Sair da tela, porque hoje tem muita tela, sim, né? É um desafio pra gente tirar as crianças da tela, porque às vezes a gente pensa num primeiro momento, ah, tá na tela, a gente tá confortável, mas depois a gente perde muito, né? Perde tudo, né? Eu digo, perde tudo, porque a criança perde, não cria nenhuma habilidade ali, não desenvolve nenhuma habilidade, pelo contrário, ela fica nervosa, irritada quando sai daquela tela, que vira uma dependência, né? Sim. E aí, pensando nessa questão, falei assim: "Eu não quero abrir outra escola, não é o que eu que o meu coração quer, é um outro momento, ab é um outro momento. Eu quero algo que dê liberdade e ao mesmo tempo limite, né? Porque aqui quando a criança vem, não é que você vai deixar, ah, eu vou soltar aqui no quintal de brincar a Vila Baobá e ele vai fazer o que ele quer. Não, isso não é educação, né? Isso não é amar a criança, porque quem ama dá limite. Então assim, por amar a infância, eu falei: "Vou fazer um lugar onde eu possa ficar com o meu neto, onde ele possa experimentar tudo isso e eu possa também ser uma rede de apoio para as famílias, né?" Sim. Famías, que é o quintal de brincar, que é o Vila Baobá. E o Vila? E aí, mas por que Vila Baobá? Você falou desse contato com a natureza e como você consegue colocar e pensar nesse nome dentro daquilo que você tem como objetivo proporcionar para essas crianças e para essas famílias? É porque assim, né, o Vila BC, se eu trouxesse ele que já andava comigo há 5 anos de lá, seria muito formal, seria tipo uma escola. Então eu iria ser uma extensão de uma escola. Então não queria que fosse associado à escola. Então o baobá é uma árvore, né? É a árvore da vida, é uma árvore que a gente, eu trabalhava as africanidades, eu sou apaixonada pelas africanidades, pela África de uma forma geral. E aí a minha turma anterior da ONG, ela chamava Vila eh turma do Baubá. E assim, as crianças abraçaram tanto a causa, a gente experimentou a semente que a gente ganhou de uma de uma família que era da África, que trouxe pra minha sobrinha, que a minha sobrinha deu para mim, levei para essa onga, as crianças comeram a fruta, a gente colocou para germinar, nasceu o baubá, eu falei assim: "Então é algo que eu que mora em mim, sabe assim? É algo que eu falo, o baubá ele é tão forte que eu quero criar crianças assim fortes, né? Desde a raiz. O Vila BC você fechou? O Vila BC eu fechei. Aí o Vila BC eu fechei, encerrei meu ciclo lá e trouxe vila Baobá. Assim, não perdi o Vila, só fiquei com o Baubá. Baá. E desde quando você inclusive o Vila Baobá, você saiu da Vila União, que aqui quem mora em Campinas, esse programa a gente sabe que inclusive por estar na internet e ele vai além das fronteiras geográficas. Mas para quem tá assistindo, você tinha um negócio num bairro estruturado, mas que não é considerado de alto poder aquisitivo. Aqui é de alto poder aquisitivo. Como que você migrou para esse público quando a gente pensa do ponto de vista do negócio e você tinha estruturado para um público? É esse quem veio ou depois você teve que adaptar o negócio à sua clientela? Mirna, você tocou num ponto maravilhoso, porque assim, lá eu já tinha um conhecimento, né? Então não é nem pelo poder aquisitivo essa transição. Não foi nada pensado, tipo, financeiramente. É que eu queria um lugar onde eu entrasse naquela casa e falasse: "É aqui que eu vou florescer". Que é um grande espaço aqui. Depois vocês, vocês já devem estar vendo algumas imagens aqui. É um espaço muito grande. Isso e isso foi importantíssimo para essa escolha. Foi importantíssimo para essa escolha, porque assim, eu teria aberto lá na minha região mesmo a mesma proposta, o mesmo quintal de brincar. Nós procuramos por meses, casa, não encontramos nenhuma casa que contemplasse, né, esse nome, quintal de brincar. Então, aí eu vim de lá, onde todo mundo já me conhecia para cá. Aí foi um desafio mesmo. Está sendo um desafio, né? Porque assim, apesar de estar aqui novo, mas a gente tá criando o nosso público, pegando a confiança das famílias. Eh, a gente nasceu, né, o Vila Barbá nasceu para ser um contraturno, uma rede de apoio e quando a gente chegou aqui no Taquaral, a gente se deparou com, opa, parece que não é isso que o pessoal quer. Então vamos atrás do que vamos entender o pessoal daqui. Vamos, vamos buscar o que que eles querem, porque o seu público é aqui da região, que trabalha ou mora aqui na região. Isso. O meu público hoje é daqui, mas o público daqui é diferente do público que eu tinha lá. Então assim, empreender é isso, né? é você abrir o seu leque, abrir seu horizonte, você não pode ficar na mesmícia, eu abri para ser um contrno, vai ser um contrno. Não, porque você não vai conseguir, né, gerar receita, pagar suas despesas. Então, se o público, se os pais querem vir com a criança, venham. O nos Eles gostam de brincar com as crianças aqui também. Eles gostam, eles adoram. E eu me surpreendi com esse público, entendeu? Que eles gostam de vir, de sentar, de estar com a criança, não apenas deixar ir embora. Sim. pessoal daqui eles vêm, eles participam, todos os pais participam. Aí eu falei assim: "Então vamos receber as famílias". Mas aí como que você conseguiu adaptar aquela ideia inicial? A gente vê, nós estamos aqui inclusive sentada nessas cadeiras de adultos, mas vocês vão ver aí nas imagens, quase tudo é para criança pequena, com cadeiras menores, mesinhas menores, bancadas pequenas. Como você consegue adaptar o pai? Ele senta no chão. O pai senta no chão e brinca. E brinca porque assim, como nós não tínhamos essa essa intenção, né, do adulto, então eu falei assim, eu não vou adaptar pro adulto, o adulto vai se adaptar à criança, já que ele se propôs a vir aqui. Exatamente. Então, quando ele se propõe, fala: "Gente, não tem." Inclusive as nossas rodas do início de apresentação é feita no chão. Então, todas as famílias sentam e é a cena mais linda que você pode imaginar. É muito, muito bom ver as famílias interagindo, vindo, participando. A gente faz muita oficina sensorial e com as famílias eh com as crianças, né? Então vem um público muito bebê. Bebê que eu digo bebê mesmo, 7, 8 meses, 10 meses e a família ali junto se sujando, brincando. Ah, é maravil. Muitas vezes hoje, inclusive pessoas moram em apartamentos ou até em móveis menores para tornar a vida mais ágil. E aqui eles também se expandem junto com os filhos. Exatamente. E do ponto de vista do negócio, como foi então conquistar essa clientela? Como foi que essa clientela descobriu que tem a Vila Baubá? Que que você fez? Então, Instagram, rede social, rede social, Instagram e propaganda boca a boca, porque um vem, conta para outro e o outro vem. Então assim, apesar da de estar aqui há pouco tempo aqui nesse espaço, né, nós temos aí já um grupo de WhatsApp de mães que se interessaram a entrar, que já se passam de mais de 100 mães no grupo de WhatsApp. É um grupo fechado pra gente não ficar enchendo, né, a caixa, porque isso também a gente sabe que corre, né, com o cliente da gente. Então assim, a gente criou esse grupo, a gente coloca lá só o que é relevante, igual agora nas no sábado a gente vai estar fechado para um evento particular. Então uma empresa escolheu o nosso espaço para vir fazer a festa do dia das crianças aqui. Vocês também têm esse outro olhar, então, para essa possibilidade do espaço ser usado de certa forma alugado para a empresa? Isso sim. Com certeza. Assim. Então é tanto para empresas quanto para festa de aniversário de crianças. Então assim, 2 anos, 3 anos, 5 anos, até uns 8, 10 anos, o nosso espaço contempla. Já teve alguma festinha aqui? Dia 17, dia 18. Dia 18, domingo, é a nossa primeira festa de aniversário, mas nós já temos cinco, seis festas agendadas de aniversário aqui com essa proposta de da criança tá aqui brincando, estar solta, com essa proposta de estar solta, porque o que que o pessoal fala é assim, tem outras opções, tem muitas, né? Tem as cháas que são imensas, mas tem a questão da piscina, tem os bifets, mas tem a questão dos brinquedos mais altos. Então, quem procurou aqui é porque quer algo voltado realmente pra infância. Agora, Fátima, você disse que abriu o espaço, o objetivo que a criança tenha um local para brincar. Então, inicialmente, para quem tá em casa e até para mim que cheguei aqui, eu penso assim: "A criança vai ficar aqui no contraturno escolar ou no final de semana?" Como foram surgindo esses outros modelos, esses outros leques de possibilidades dentro do negócio? alugar, por exemplo, para empresas e para festas infantis. Necessidade de fazer a receita. Mas quem teve a ideia foi você? Quem foi? Foi sua filha. Gente, ela trabalha em família também. Sim. Isso. A gente trabalha aqui em família. A minha filha não tá aqui agora, mas em outro momento, quem sabe, né? Ela pode participar. Mas é tudo família, é um ambiente familiar. Então, quando tem os eventos, inclusive eu, meus filhos, um fica ali, outro fica aqui. Então, assim, todo mundo se ajudando. E quando eu percebi que o pessoal daqui não precisaria desse contraturno de imediato, falei: "E agora um espaço desse lindo?" Porque na minha visão ele tá lindo, maravilhoso, assim, tudo voltado pra criança e cadê as crianças? Falei: "Então, a gente vai ter que fazer outra coisa. O que que a gente pode fazer? Que a gente pode oferecer." Aí começar, começamos com pesquisas, né? O que que o pessoal daqui necessita? Tem o taquaral que é aqui pertinho. Então onde o que vai? Quem vai no taquaral? Famílias, crianças. Só que assim, a gente sabe que é um lugar aberto, amplo e que o pai precisa ficar correndo lá atrás da criança, né? A grosso modo de dizer. Aqui tem tudo que o taquaral não tem, mas é um espaço mais fechado, mais seguro, um ambiente mais seguro, um ambiente mais seguro e as famílias podem vir, elas podem relaxar, porque enquanto as crianças estão brincando, vai ter os monitores, né? Nós que estaremos sempre de olho, mas sem ficar ali, não mexe aí, não mexe aqui, não é hora disso. Não é essa a nossa proposta, é o brincar livre, mas com respeito, né? com eh que a criança possa brincar, possa se descobrir, mas que ela também respeite o ambiente onde ela está. E ao mesmo tempo a mãe senta, relaxa, conversa com a amiga, conversa com o próprio pai que tá do lado. Sim, esse momento às vezes não tem. Inclusive esse brincar, vocês vão ver aí nas imagens, tem um ambiente aqui do lado de fora que tem um banco de areia. A criança ama fazer eh caminho, castelo e tudo mais. Então é o dia que pode se sujar também. por favor. Na verdade, assim, aqui é para se sujar mesmo. Então, quando eles vão pra areia, a gente já chega lá, já olha pro pai, né, meio que sem pedir muita permissão, mas pedindo pode jogar água. E a gente vai lá, a gente joga a água. Aí eu vou chegando pertinho, eu vou ofertando, né? Panelinha, colher, eu não vou dar impor. Você vai brincar com isso. Eu coloco próximo a criança. É um convite, né? Aquele convite com intenção. Então eu vou colocando perto e os baldes cheios d'água lá. Então a criança ama, né? Então assim, depois precisa fazer uma higienização das crianças porque eles brincam de verdade. Eles gostam. Como é para você pensar em unir algo que você gosta muito, que é esse trabalhar com público infantil, e também a um negócio que tem que dar lucro, a um negócio que tem que sustentar a sua família, até porque você disse: "Olha, aqui todo mundo tá envolvido nesse negócio." Como é equilibrar esse prato, esses pratos para você? O sonho e, claro, o financeiro? É um desafio, né? É desafiador falar assim, é fácil, não é fácil, porque tem dia que a gente tem cliente, tem dia que não tem cliente. Então assim, eh, só que eu acho que nada fácil presta, né? Eu tenho essa convicção comigo. Eu falo que é um desafio, mas eu tenho muita fé. Então, assim, eu vivo pela minha fé. Então, eu sei que hoje eu não tenho, mas que amanhã eu vou ter. Entendeu? Assim, se hoje tá sem criança, amanhã vai estar um monte. Então já teve um a último penúltimo evento que a gente fez era vaga para 20 crianças, a gente tava com mais de 25. E assim, esse espaço aqui que a gente tá, ele estava lotado, então a gente conseguiu fazer um um bom dinheiro naquele dia que ele supriu a semana que não teve. Sim. E e tá tudo bem, entendeu? E aí, como você disse que esse modelo de negócio ele tá no início, eh, de que forma você faz planos, por exemplo, para daqui um ano? conhecido, consolidado, tendo uma agenda importante quando são eventos corporativos, a eventos também de festas de aniversário. Como que você tá planejando isso para daqui um ano, por exemplo, para que isso se amadureça? É, primeiro lugar, ter a confiança das famílias, né, que eu acho que é o primordial. Uma vez que você consegue conquistar a confiança das famílias, o seu negócio vai andando. Eu digo isso no meu ramo, né, que eu tô eh lidando com vidas e com o maior tesouro que a família pode ter, que é uma criança, é um filho, né? Então, como eu tô lidando com crianças, com vidas, então eu acho que o primeiro passo é conquistar a confiança das famílias. Quando as crianças são bem acolhidas, eh, não tem como dar errado. Então, para daqui um ano, eu penso que eu preciso mudar de espaço, porque vai estar tão cheio e tão próspero e tão maravilhoso, e eu vou estar conhecida em tantos lugares que eu penso que vai ficar pequeno aqui e que eu preciso expandir. Aí o lugar onde eu expandi, eu sei que Deus vai abençoar esse lugar, vai ser um lugar com muito verde, onde os próprios elementos da natureza vão ser os brinquedos das crianças, que é o que a gente espera, né, resgatar. E a gente já vai deixar vai deixar combinado, então, que você venha aqui contar no ser empreendedor sobre esse sonho concretizado. Com certeza. Com certeza. Vai ser um prazer. Combinado. Combinadíssimo. E a gente vai agora então para um breve intervalo. A gente volta já já e agora você fica com as dicas de livros sobre empreendedorismo e na sequência a gente vai contar mais uma história inspiradora com esse tema infantil. Estamos no mês das crianças, no mês das crianças. Então com isso, a gente vai contar quem empreende com esse olhar para esse público. Até já. A gente começa com a dica do ebook disponível em plataforma digital de aprendizagem a Sengage, marketing e o mercado infantil. Nele, Andres Rodrigues Veloso, Diogo Indebran e Marcos Cort Campomar analisam como o público infantil funciona como consumidor direto e indireto, influenciando decisões familiares em diversos setores, além de brinquedos. A criança e o marketing. Na obra Ana Maria Dias da Silva e Luciene Riciote Vasconcelos exploram as estratégias de comunicação e as técnicas das empresas ao se dirigirem aos menores, ajudando pais e profissionais a entenderem esse impacto. Nascidos para comprar, uma leitura essencial para orientarmos nossas crianças na era do consumo. Ele, a renomada economista e socióloga Juliete Shor examina como a cultura de mercado transforma a infância e molda a identidade dos jovens através de marcas e produtos. E neste segundo bloco, a gente continua falando sobre o mercado voltado ao público infantil. E agora nós vamos falar especificamente de roupas, até porque o mercado de roupas para bebês deve continuar crescendo. Em 2026 há uma perspectiva de que feche um ano com um faturamento de 67.70 70 bilhões de dólares com uma perspectiva de chegar em 2031 com faturamento de 93 bilhões. E com isso a gente veio conversar com a Mariana, que desde 2019 empreende neste segmento. Nós estamos hoje no espaço físico da loja dela, mas essa história começou na casa dela. É isso mesmo, Mariana? Conta pra gente. Isso mesmo. Tudo bem? Tudo bom. Eh, comecei ali por 2019, de uma maneira bem despretenciosa. Eu sou arquiteta e eu trabalhava até então com arquitetura, sempre gostei. E aí meu filho nasceu em 2015, as coisas foram ficando mais complicadas no sentido de que eu queria ser mãe mesmo. Eu não queria ter que entrar 8 horas da manhã num trabalho, sair 6 horas da tarde, colocar ele numa escolinha desde bebê. E aí eu falei, eu vou tentar fazer essa transição de carreira. aquilo te inquietava, me inquietava. Eu queria ser mãe. Foi um sonho que eu tive por muitos e muitos anos. Eu demorei a conseguir ser mãe. Então eu falei: "Não, eu quero viver o meu filho, a maternidade, a vida dele". E assim até hoje, assim, tá? E daquela ideia, por que que você escolheu trabalhar com esse segmento e de arquiteta para trabalhar com roupas especial bordados? Me conta. Eu consigo ver ainda uma ligação. Eu sempre fui, eu a área de arquitetura que eu trabalhava, arquitetura de interiores, eu sempre gostei do que é belo, vamos dizer assim. Então eu consegui eh puxar isso para esse universo da maternidade. O meu foco é eh são peças de roupa recém-nascido. É aquele enxoval que a mãe leva pra maternidade. Eh e aí é uma roupa tão esperada como eu fui uma mãe que demorei muito a engravidar, então você cria um sonho, você idealiza o momento às vezes por anos e você nem tá grávida. Eh, então eu acho que é uma maneira da gente levar o que é belo ali pro começo da maternidade, bordar a mão, voltar às raízes, aquela vó que bordava o nome do bebê, aquele enxoval feito com cuidado e não essas roupas que a gente vê feitas em série. Sim. E aí, a partir dessa questão emocional, como foi naquele primeiro momento ainda na sua casa formatar esse negócio? Foi tudo de maneira intuitiva. Eu peguei um valor que eu tinha, peguei R$ 10.000, falei: "Vou comprar em estoque e vou tentar". Eu eu segui algumas lojas de do universo de maternidade por conta do meu filho. E aí você fica ali rodando o Instagram, quanto mais você olha, mais vai aparecendo. Sim. E aí eu fui me envolvendo com aquele ai quem sabe por não? Comecei ali em 2019 a imaginar, procurar fornecedor e em 2020, janeiro eu fiz o meu Instagram. Assim, eu por eu, o nome eu criei, né? E como chama? O Limar, já chamava o Limar, então sempre chamou o Limar, né? O L vem do nome do meu pai, Ulisses, o meu filho chamou João Ulisses, e uma rivem da minha avó, que era o meu apelido de infância quando eu era pequena, certo? E e foi ali que começou de maneira desprenticiosa, eu comprei esse estoque e comecei a postar no Instagram. Era foto no início, só foto, só foto, não aparecia. Eh, as fotos eu que tirava com o meu celular em casa. Então, foi assim de E aí a coisa começou a dar certo. A primeira venda que eu fiz foi num valor assim que eu falei, gente, porque eu não tinha nem seguidor, como uma pessoa confiou em mim, mas enfim. E foi para uma pessoa de Campinas ou não? Não, foi uma pessoa de Ribeirão Preto, não esqueço até hoje. O nome dela é Ana Paula. E eu fiz várias coisas para ela e foi a minha primeira venda e foi aquela coisa que eu falei: "Não, agora eu vou, eu tô com coragem". É porque você vendeu tão longe já de início. E aí com toda ess com toda essa resposta positiva, a partir dessa venda de 2000, quanto tempo você ficou nessa na sua casa e como você foi estruturando o negócio? Porque daí você percebeu que tinha que abrir uma empresa, que tinha que ter um estoque. Como que foi isso, esse passo a passo, Mariana? Esse passo a passo também foi assim tão aos poucos que eu não percebi assim uma uma grande mudança. Eu comecei como MEI, né, e passei ali bons anos como MEI. Eh, a gente emitia nota, mas era um faturamento baixo que ainda entrava nesse nesse nesse segmento. O estoque ficava em casa, então eu organizava em armários de casa. Eh, aí veio a necessidade de criar um site. Então, eu criei um site mais ou menos, acho que em 2021. Mas você mesma? Não, eu contratei uma empresa. Aí você contratou alguém? contratei uma empresa, ele usou uma plataforma e a gente trabalhava ali dentro, mas era uma plataforma muito ruim, muito engessada e a coisa crescendo e a loja crescendo. Eu pensando, nossa, se com essa plataforma ruim tá indo bem, então eu acho que eu posso dar mais um passo. Aí eu conheço um rapaz chamado Pedro, que hoje é o meu braço direito, que ele faz toda a parte de tráfego para mim, estrutura site, tudo isso. E ele sempre me estimulando, vai, vamos continuando, continuando, eh, vamos investindo mais em tráfego. E a coisa foi crescendo cada vez mais. E hoje em dia a gente já tem uma estrutura que permite um espaço físico. E agora a gente já tá pensando numa expansão porque aqui já tá pequeno, tá? Mas para você chegar nessa expansão até aqui, a gente falou de 2019, quando você veio para cá? Ano passado. Ano passado. Tivemos pandemia. E na pandemia como foi? foi a grande virada também, eu acho, positiva. Positiva, porque o mercado online, eu só vendia online. Então eu até pensava assim, gente, será que o meu produto que é o máximo ou é a pandemia? No final foram foi um pouco dos dois, mas na pandemia eu ficava assim, não é possível. É porque na pandemia a gente teve aquele fenômeno de quem não estava no online teve que ir, teve que ir. E quem já estava já tava com uma com uma bagagenzinha ali para sobreviver. Sim. Então foi seu melhor momento? Não, hoje é o melhor momento, mas na pandemia foi o momento que eu pensei melhor momento, vai dar certo, vai. É isso. E eu me apaixonei por isso. Então hoje assim, depois de estar na minha casa com meu filho, aqui para mim é o melhor lugar do mundo. Sim. Mas até então você trabalhava na sua casa, dividi o seu tempo com a maternidade, como foi esse amadurecer também da Mariana mãe para falar: "Olha, agora é a hora de eu ficar num em um lugar longe de casa ou não necessariamente ali todo o tempo full time perto da família. Como foi isso? Também eu acho assim que o meu filho na época tinha 3 anos quando eu comecei, hoje ele já tem 10. Então ele também foi amadurecendo junto com a loja. E a necessidade de tá ali, aquela mãe que a escolinha liga, ai tá com gripe, ai tá com isso, isso vai diminuindo com o amadurecimento da criança e a criança vai ficando mais confiante e você também. Então hoje para eu trabalhar com a carga que eu trabalho, ele fica quase que o tempo todo na escola e ele ama, graças a Deus. E e eu fico tranquila aqui. A loja é um espaço do lado da minha casa e muito perto da escola dele. Então é aquela maternidade que eu ainda consigoar tudo. Então eu saio daqui, levo ele no violão, volto trabalho, saio daqui, levo no futebol, volto. Então assim, tá tudo aqui eh na mão para mim, então eu consigo trabalhar e ser mãe. Você escolheu inicialmente essa sala que fica dentro de um condomínio de negócios e você falou agora a pouco que pretende expandir. Qual é essa ideia de expansão e por você escolheu inicialmente vir para uma sala que ela é mais fechada? E qual é o próximo passo? É, eu escolhi vir para uma sala mais fechada. Primeiro eu olhava esse prédio aqui da janela do meu quarto e eu sonhei em vir para cá pela distância e pela segurança. Eh, então eu não tenho que investir em segurança. Uma loja de rua é uma outra demanda. Sim, né? De shopping também é muito é outra demanda. Então aqui eu consegui vir eh e e ir me estruturando aos poucos. Essa expansão que eu falo seria uma loja aqui dentro maior, uma sala maior aqui dentro, aonde eu consiga organizar melhor estoque. O grande problema que o e-commerce ele exige um estoque grande e aqui é uma sala pequena ainda. Ah, então você não atende os clientes diretamente aqui? Atendo alguns, sim, mas a maioria do que eu vendo não é necessariamente Campinas. Ontem, por exemplo, eu postei para Emirado dos Árabes e não era uma uma brasileira, era uma árabe mesmo. Então, já vem paraa Grécia, Canadá, Estados Unidos. Óbvio que não é o que acontece toda hora, mas acontece com frequência. Então eu tenho que ter um estoque preparado para isso, tá? Então a pessoa entra no site, ela compra. Eh, eu tenho que ter aqui para enviar imediatamente. Sim. E hoje você ainda é quem cuida, por exemplo, das fotos, das peças ou você já tem uma equipe maior? Já tenho uma equipe. Eu tenho as meninas que fazem vídeo, eu tenho o pessoal do tráfego, que é o Pedro. Eh, eu tenho a Fernanda que faz foto. Eh, tem uma umas moças que vem me ajudar a fazer. Elas embalam tudo para mim. Eh, tem a coleta que vem buscar. Antes era tudo eu, eu que embalava, eu que fotografava, eu que levava. Você que enviava tudo. Eu fazia tudo, fazia tudo. Agora não. Agora a gente já tá, eu tô conseguindo delegar, né, e cuidar mais de outras partes para continuar crescendo. Sim. E as peças, essa compra das peças, e também eu vi que inclusive você trabalha com bordadeiras. Como é isso? Elas são suas parceiras? Sim, sim, elas são minhas parceiras. Hoje a gente conta com cinco bordadeiras. O 90% do que a loja vende é de trabalho manual, é de bordadeira. Então, eh, eu tenho cinco bordadeiras, esse b. Então, a mãe vai no site, essa opção eu tenho lá, rosinha, amarelinho, borcanto, a gente borda o nome do bebê. Mas às vezes a mãe fala assim: "Ai, mas eu queria que fosse azul bebê com lilás". Tem como fazer? Tem. Ela chama a gente no WhatsApp e a gente direciona a compra toda feita pelo WhatsApp. Sim, né? Aí agora a gente entrou eh a gente personaliza muito, muitas mães buscam frases religiosas. eh, santinhas, acho que muito pelo momento que a mulher escolhe engravidar hoje em dia. E aí a gente consegue desenvolver, personalizar, criar com com a ajuda da inteligência artificial, a gente faz um projetinho, aprova, escolhe cor. Então também é um trabalho muito personalizado. Tem uma curadoria então nesse processo? Tem tem. Eu que escolho tudo. Tudo passa pela, pela minha mão, pelo pela minha aprovação, cor, desenho. Essa parte eu não delego e acho que nunca vou conseguir. Sim. Sim. E as bordadeiras elas ficam, elas são sua parte, elas não ficam aqui, não é? Não, cada uma fica no seu espaço e a gente envia através de motoboy, a gente envia o body com a descrição, com a cor da linha. Você já mandou pelo WhatsApp inclusive o modelo desenho. É, elas já até sabem os modelos disponíveis. Quando tem que criar, elas vêm até aqui, a gente desenha, pensa, imagina a viabilidade. E como essas profissionais que têm esse olhar, além de ter a especialidade do bordado, que eh a gente sabe que o quanto hoje é difícil encontrar uma bordadeira, muito. Eh, como elas foram chegando até você? Você fez alguma seletiva? Foi o boca a boca? Como que você foi construindo essa equipe? A primeira bordadeira que já nem tá mais comigo era conhecida de um vizinho. Sabe aquela história que eu cheguei até ela falei: "Ai, você queria tentar bordar, bordar nome a mão?" Comecei só bordando o nome e aí a coisa começou dando certo, né? E aí uma vai indicando a outra. Hoje a gente, nós estamos em cinco bordadeiras. Uma delas é professora em uma escola de bordado, uma delas é uma bióloga da Unicamp que ela aborda por prazer, uma delas é a mãe do melhor amigo do meu filho. Eh, temos outras duas que foram indicação e que também são super parceiras e ponta firme nesse processo de arquitetura para o e-commerce, você também teve que estudar para entender melhor esse mercado, porque eu abri este bloco do programa falando do mercado de bebês de uma forma geral. Sim. Mas pro e-commerce exclusivamente, o que que você teve que fazer? Eu tive que entender plataforma, eu não sabia nada, nada. Então eu tive que entender as as plataformas, as possibilidades de plataforma, a parte de logística, eh eh organização financeira, né? Eu eu comecei ali fazendo planilha no Excel, eu mesmo. Sim. Simplesinha. Hoje em dia a gente já tem um sistema, então eh foi assim, do zero eu não sabia nada, nada. E aí eu fui crescendo, amadurecendo a loja. muita gente foi parceira, foi me ajudando a estruturar e assim foi. E hoje então, mas você chega naquele, inclusive hoje em redes sociais, muitas vezes a gente vê algumas vendedoras de de vários tipos de produtos, elas fazem live, você também usa? Ainda não cheguei nesse momento, mas o pessoal que me ajuda com os vídeos falam: "A gente tem que entrar nessa outra plataforma que tá muito em alta, que é o TikTok". Eu sou um pouco receosa porque minhas peças são personalizadas, é tudo muito eh você não vai vender 10 bores iguais no mesmo dia. É uma outra pegada. É uma outra pegada. Então eu sou muito resistente a esse tipo de plataforma ainda, porque eh o seu negócio, ele é um negócio do e-commerce, mas ainda assim voltado à personalização. Sim. Então, a pessoa entra no site, ela começa a olhar ali e aí tem um botãozinho WhatsApp e aí ela chama: "Ou eu ou algum vendedor atende e a gente responde tudo muito rápido. Ah, é sábado, se a gente tiver online, a gente tá respondendo, não tem aquela, sabe?" Então assim, foi muita dedicação para chegar até aqui. Não teve sábado, não teve domingo, não tive férias. Acho que o ano passado foi a primeira vez que eu tirei 15 dias de férias. Geralmente o e-commerce eh se fala essa questão das férias quando a pessoa tem uma porta aberta, ah, eu não consigo fechar minha loja, o e-commerce parece que é tão pesado quanto, então é tão pesado quanto as peças pronto entrega você tem que enviar. Então eu viajando 15 dias, eu tive que deixar a gente aqui estruturando, trabalhando, fazendo a loja movimentar. Conseguiu descansar? Não, ficou pensando na loja? Fique aí. A gente descansa, mas a cabeça continua aqui. A pessoa que é dona do seu negócio, ela tá acordada, ela tá pensando, eu sou assim. Sim. Você fala em expansão e aquela pessoa que queria se dedicar mais ao filho, aquela arquiteta que falou: "Vou fazer uma transição de carreira para poder conciliar tudo isso?" Quando você olha paraa sua história, Mariana, deu certo. Eu acho que eu cheguei num momento que eu queria da loja, obviamente que eu quero muito mais, mas eu acredito que deu certo. Eh, eu consigo ser mãe do meu filho do jeito que eu queria. Eu sempre tô junto com ele. Eh, então é semana de prova, eu consigo ajudar ele ali trabalhando um pouco menos. Eh, enfim, essa coisa da gente ser dona do nosso horário faz toda a diferença para mim. Sim. Agora, quando você pensa nessa nesse mercado, que que você planeja pro futuro? Eu até falei um pouquinho de expectativas. Que que você planeja? Eu planejo continuar nesse nicho que eu trabalho de maternidade, dando valor pro mão, dando valor pro manual. Eh, eu eu planejo continuar desse jeitinho que eu tô. Essa coisa de produção em série, milhares de vendas, ainda não é o meu foco. O meu foco eh, trabalhar bem com as minhas bordadeiras, que são as minhas maiores parceiras. E eu acho que a gente tem tudo para dar certo. Sim. E valeu a pena toda essa trajetória. Toda essa trajetória. Não me arrependo de nada. Não me arrependo de ter mudado de carreira. Só tenho agradecer porque era o que eu queria. Tá certo? Então, parabéns pelo seu trabalho. E olha só, o ser empreendedor fica por aqui. Lembrando que todo domingo, 5:15 da tarde, a gente tem a estreia de um novo programa e, claro, com reprises durante a semana. Tanto a história da Mariana quanto da nossa convidada do primeiro bloco você encontra outras também lá na playlist do youtube.com/tvcâmara e no portal da TV Câmara Campinas. Até um próximo ser empreendedor.
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