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Seminário Direito à Cidade | Territórios e conflitos urbanos
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Seminário Direito à Cidade | Territórios e conflitos urbanos

44 views Publicado 10/11/2025 HD · 1:03:13

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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TV Câmara, Campinas. Vamos lá. Agora, dando início à programação do bloco três, apresentação do movimento nacional marcha das batalhas. Vou trazer inicialmente aqui e através da minha mediação Rafael Martins, membro do projeto curadoria Hip Hop. Vou solicitar aqui a presença do Carlos Índio, Secretaria Estadual da CUT. Seja bem-vindo, aqui em seguida vou solicitar aqui a presença e participação do Andrade, Batalha da Leste. Chega junto. Bom, então para começar a gente fazer uma uma boa conversa, vou solicitar que seja reproduzido aí mais uma inserção do nosso parceiro de luta Bob 13, que vai falar aí sobre desafios dos avanços da cena. Galera, dando continuidade aqui na minha fala, eu gostaria de ressaltar a importância que as redes sociais têm na formação de movimentos culturais, na manutenção deles e também no desenvolvimento de carreiras de artistas que ali atuam, né? Hoje as batalhas são vistas como grandes vitrines, né, que expõe ao mundo novos talentos que muitas vezes chegam cruz e através do tempo se desenvolvem e por muitas vezes saem prontos pro mercado musical e por muitas vezes também se tornam grandes ícones da nossa música brasileira, onde temos grandes exemplos hoje de artistas que estão no topo do mercado musical e que vieram das batalhas de rima. Então, a gente sabe que o nosso ambiente é um ambiente de formação, é um ambiente de desenvolvimento, é um ambiente de trabalho muito sério e aplicado semana após semana na questão de intelecto, na questão de vivência de comunidade, na questão de eh entendimento eh de como você vai se portar na frente de outras pessoas em público, em palco, com o microfone na mão. Então, a gente sabe que as batalhas têm esse papel gigantesco para moldar e formar grandes artistas. E as redes sociais elas têm uma grande importância nisso, porque através do registro audiovisual são eternizados vídeos que são colocados nas grandes plataformas e por ali permeiam e são espalhados, né? Então, a imagem do artista, a imagem do movimento cultural fica conhecida através desses registros que são expostos pelas redes sociais. E as redes sociais também tem um papel gigantesco, principalmente na formação do intelecto, no posicionamento, na questão de você explicar para aqueles que estão chegando, né, o que é a cultura hip hop, de que forma que ela trabalha, de que forma que ela abraça as pessoas, né, porque a internet ela expandiu tanto que hoje as batalhas de rima elas estão sendo vistas pelo mundo todo. Eh, muitas crianças estão sendo eh impactadas com as batalhas de rima. é um ambiente de educação, é um ambiente de informação, é um ambiente de de cultura, né, de intelecto, de desenvolvimento intelectual. Então, eu vejo que as redes sociais elas trazem eh essa gama de espalhar a informação e muitas vezes as pessoas chegam, elas gostam, elas se interessam, mas elas de fato não entendem 100% aquilo que elas estão eh absorvendo, aquilo que elas estão assistindo. Então, as redes sociais elas são importantes também para que as batalhas se posicionem, para que as batalhas façam política pública, exibam também os seus projetos para que vocês possam eh de alguma forma mostrar pro mundo o trabalho que é feito, né? Então, a rede social ela tem esse papel impactante e a gente sabe que uma luta sem registro é uma luta que muitas vezes passa desapercebida, pode passar apagada. Então hoje nós temos aí registros, né, da marcha das batalhas que foi feita em São Bernardo do Campo, quando foi eh feita uma operação policial totalmente equivocada, né, por mando do prefeito lá, que fizeram pressão contra o movimento e foi feita uma marcha maravilhosa lá na cidade para combater, né, esse descaso em Campinas também teve uma marcha maravilhosa para protestar também o descaso que a polícia teve, agressão policial e o impedimento de um evento cultural que tava acontecendo de forma idônea e registrada também do sistema público da cidade. Então, a gente sabe que os registros são importantes, as redes sociais são importantes. Então, a gente tem que entender que de forma inteligente a gente consegue fazer política, a gente consegue fazer eh grandes parcerias e colaborações, né? e também viajar o Brasil, fazer trabalhos eh impactantes. Eu posso garantir para vocês que as redes sociais tem mudado a nossa vida. Hoje nós estamos aqui em Manaus e amanhã estaremos em Itabatinga, que é a fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia. Mês que vem estaremos no Acre e em Rondônia. E já passamos esse ano pelo Paraná, já passamos pelo Rio de Janeiro, enfim, grandes capitais e grandes cidades gostam de fazer colaboração com a Batalha da Aldeia e a gente sabe que essas colaborações aumentam cada vez mais. Hoje, por exemplo, tá rolando uma batalha lá no Paraná, que é uma colaboração da batalha do S com a Parigu, que é uma junção colaborativa de batalhas de diferentes estados para contemplar a cultura. E isso foi graças às redes sociais, pois a batalha do S tem feito um trabalho impecável no desenvolvimento de artistas e no desenvolv no desenvolvimento de de seus de seu movimento, assim como a batalha do cálice, assim como várias batalhas, né, galera, que a gente pode ressaltar aqui, mas que hoje estão presentes aqui nesse encontro. Então, é super importante a gente falar sobre rede social, é super importante a gente usar a rede social de forma positiva, certo, mano? expor casos negativos e lutar contra desigualdades. Enfim, galera, essa minha contribuição. Espero de alguma forma ter somado aqui com vocês. Falei um pouquinho, né, mais de 5 minutos nessa nova fala, mas espero que vocês tenham compreendido um pouco da do meu pensamento, daquilo que eu vejo que é positivo das redes sociais para o nosso movimento. Muito obrigado. agradecer a participação do Bob 13, que vem trazendo com muita relevância essa conexão entre o uso da rede social, entre o uso do espaço na gestão pública. Recentemente a gente teve no Ministério da Cultura, fomos recebidos aqui, inclusive mandar um uma saudação paraa Márcia Rolemberg que nos recebeu inclusive muito por mérito da contribuição da Associação Dirigentes Municipais de Cultura, por mérito também da Secretaria Estadual de Cultura da CUT, que nos ajudou nessa conexão e propositalmente, inclusive dá prosseguimento Ao próximo vídeo do próximo participante, nós vamos trazer para falar o Juninho, que agora tá numa numa outra composição, vai exercer uma função aí a nível federal e nós vamos trazer o Juninho para poder falar sobre a relevância da construção nacional do movimento das batalhas de rima e principalmente sobre esse calendário tão especial que nós estamos agora na proximidade do dia 12, que foi um movimento nacional de combinado de protocolar processos, legislações e de realizar ações simbólicas em relação aos direitos da existência das batalhas de rima, né? Então, com a palavra o Juninho. Salve, salve, galera. Eu sou o Juninho, sou produtor cultural, militante do movimento negro e da cultura periférica. Uma satisfação enorme trazer essa saudação aqui para esse primeiro encontro paulista de batalhas de MCs. Esse movimento que eu considero um dos mais relevantes hoje, espalhado pelos quatro cantos do Brasil, eh com uma grande presença nos territórios periféricos, protagonizado por jovens negros, eh, da classe trabalhadora, LGBTs, mulheres. Então, é fundamental que essa expressão tão relevante também se organize politicamente para reivindicar os seus direitos. E eu considero que tem alguns elementos que são fundamentais nessa luta. Primeiro, o reconhecimento dessa manifestação como um patrimônio cultural da cultura brasileira, da cultura dos territórios, das cidades, dos municípios. Então, o reconhecimento dessa cultura é algo que é fundamental. O segundo, é fundamental que tenha programas, né, políticas públicas que atendam, que fomente essa cultura, né? Então, é fundamental que a gente brigue para que os editais eh que já existem possam contemplar essa cultura, mas também criar eh editais e outras políticas de fomento que dê sustentação, que dê condições mínimas paraa realização desses movimentos culturais, dessas rodas culturais, dessas batalhas, dessas dos islãs, dos saraus e etc. E por fim, é fundamental que a gente construa protocolos, né, ou que que de alguma maneira iniba o processo de repressão a essas manifestações culturais. a gente percebe que uma dor importante a denúncias, há relatos no Brasil inteiro de eh experiências de violência praticado pelas forças eh eh forças do Estado, sejam municipais ou estaduais, que criminalizam, que perseguem, que que atacam essas manifestações. Então, é fundamental que a gente crie protocolos, legislações, que garanta, que salvaguarde essas manifestações de ocorrerem livremente, de de poderem se expressar, claro que, obviamente, dentro eh das regras do do e do estado democrático de de direito, mas o que a gente vê muitas vezes é uma violação do estado democrático de direito quando a livre manifestação cultural não é permitida e não é respeitada. Então é fundamental esses três elementos: reconhecimento cultural, políticas públicas de fomento e o respeito e o combate à violência contra essa manifestação cultural. Acho que são pautas fundamentais para que eh avance essa agenda das batalhas eh não só aqui no estado de São Paulo, mas em todo o Brasil. Então, estamos junto. No próximo dia 12 eh de novembro, vamos fazer um grande protocolaço eh de projetos municipais e também estadual aqui na na Assembleia Legislativa de São Paulo, eh de fortalecimento da cena das batalhas. Eh, tá correndo em Brasília um projeto de lei da deputada federal de Minas, Duda Salabé, que também prevê um programa nacional para para as batalhas. Enfim, tem várias iniciativas pipocando Brasil aa e é fundamental que o estado de São Paulo se organize, se articule, eh, para reivindicar suas bandeiras e possa também não só reivindicar suas bandeiras, mas também se fortalecer enquanto uma cena cultural potente como ela é. Tá bom? Estamos junto nessa construção. Conte conosco e vamos em frente aí. Um forte abraço. Alô. Eh, pessoal, então, eh, agradecer a participação do Juninho, que veio dizer sobre essa correspondência nacional, essa demanda que há no movimento por mérito até mesmo de uma organização do do setor cultural, por uma organização dessa conexão que precisa ser uma conexão nacional. E além de agradecer a participação do Juninho, eu vou também aqui anunciar e passar a palavra pro índio do Sinergia, que também é secretário estadual de cultura da CUT, que vai falar sobre direitos de trabalhadores na cultura. Com a palavra. Bom, bom dia a todos, todos e todes. Eh, um prazer estar com vocês aqui para poder trazer algumas questões que a gente tá sempre discutindo, debatendo no com os trabalhadores fazedores e fazedores de cultura e tem muito a ver aí com as lutas que vocês estão fazendo aí jun junto aí a à regulapção, regulamentação, o reconhecimento das batalhas de rima. Eh, então, como o Rafa me apresentou aí, sou secretário de cultura da CUT São Paulo, que é a CUT é um uma central onde se agloba confederações, federações e sindicatos. Então é só passando um pouco aqui para vocês um de um de um histórico, né, sindicato, aquilo mesmo que é que é recriminado, aquilo mesmo que é demonizado, né, pela sociedade. Aí é isso daí mesmo que tem sua origem na mão dos trabalhadores e trabalhadoras. lá no passado começaram ter as esfor explorados aí para poder acabar com a exploração se juntaram para poder combater eh esse tipo de exploração. Antigamente você sabia muito bem que era 16, 17, 12 horas de trabalho e sem direito, sem nada. Então num num atitude de basta, todo mundo se juntou e falou assim: "Não pode ser assim". O problema é que quando se juntou era muita gente e começou até a ter situação de até matar patrão mesmo, porque o patrão não dava não não ia dar na na linha que queria. Daí os car daí a os trabalhadores chegavam e e e eles não aceitavam, não atendia a pauta e chegava até jogar o patrão de cima do prédio para por conta disso daí por conta aí como como tava acontecendo isso, falar assim, ó, gente, a gente não pode ser assim, a gente tem que ser organizado, tem que ter alguém que vai lá conversar, tem quem tem alguém que vai ver sobre a questão de legislação, tem alguém que fazer a parte de comunica Tem que ter alguém fazer a parte de formação, tem que ter alguém para poder fazer a parte de administração, tem que ter alguém para poder chegar e organizar a galera para poder vir junto com a gente, tem que ter alguém para poder chegar e fazer com que isso, com que as pautas cheguem até os trabalhadores. Então, tem que ter um grupo que isso se chamou sindicato. Por isso que eu falei, comecei a minha fala falando, ó, hoje criminalizado essa palavra sindicato foi por conta da unidade da organização dos trabalhadores. Por que eu tô fazendo essa essa passagem? Porque é mais ou menos o que vocês estão fazendo. Vocês nascem, começa a aparecer, vocês estão se organizando e começaram a criminalizar. E aí estão começando a criminalizar, vocês estão começando a se estruturar, tendo eh querendo a sua regulamentação, o reconhecimento. Vocês estão indo longe. Na hora que começarem a ver que vocês estão indo longe, vão querer separar vocês como estão fazendo isso conosco agora, como tão fazendo trabalhadores. Porque lá nos anos 50 veio um cara, veio para para ser presidente do do Brasil e olhou que tava tudo muito bem organizado, que tava ganhando tudo porque era eh não era sindicato por categoria, era um sindicato dos trabalhadores. Aí ele falou assim: "Eu tenho que separar essa galera por causa que eles estão dando muito trabalho". Aí jogaram grana na mão dos caras da dos sindicatos que criaram imposto sindical, criaram algumas criaram a CLT, foi bom naquela época. Daí foi criado a CLT. Mas também criou uma licitação sindical, onde tinha o imposto sindical, tinha várias questões que ficaram interessante. Aí saiu da mão, não, daí não foi só na mão daqueles que queriam fazer luta, aí apareceu os interesseiros porque viu que era um negócio que que dava dinheiro. Foi por isso que daí deu uma misturada, uma precarizada no movimento silical daí para lá. E essa luta a gente faz até hoje para poder chegar que os sindicatos sejam na mão daqueles mesmo que querem fazer a luta dos trabalhadores e trabalhadoras. Eu fiz essa passagem porque vocês também vão viver isso na hora que chegarem, virem que que tá interessante, que não é uma só apenas uma cultura de rua que só fica dentro dos bairros, das praças, essas coisas estão atingindo vários lugares, vai aparecer gente querendo se interessar por isso, vai querer ser bater nas costas de vocês para poder dividir vocês, para poder se aproveitar do movimento e etc e tal, que eu acho que seja adepto tá acontecendo, mas isso intensifica cada vez mais, porque quando Mais se se organizar isso daí, quando a Secretaria de Cultura da CUT São Paulo, assim como da do da CUT eh nacional, ela nasce faz agora faz, eu tô no meu segundo mandato, então tem dois mandatos só que tem eh essa secretaria de cultura. E quando chegaram, falaram para mim: "Ó, índio, você tem a pegada aí da cultura, você gosta daí eh você tem a proximidade e tal, porque eu tenho muito proximidade, já participei de vários movimentos culturais já. você vai assumir aí, beleza? Eu falei assim, beleza, mas só que é o seguinte, eu não vou ficar fazendo evento, eu venho entrar para aqui paraa secretaria de cultura, para poder chegar ir atrás da luta dos trabalhadores, trabalhadores da cultura. E com isso, eh, já tendo acesso a alguns lugares, eu me aproximei lá do Ministério da Cultura e nós começamos a discutir várias coisas, principalmente na época da pandemia, que foi o setor cultural, todo mundo sabe disso, né? Vocês devem ter passado por isso aí, que foi o primeiro a parar e o último a voltar. E vocês imagina, eu fiquei imaginando vocês aí que tá lá na praça direto, todo mundo junto na nas batalhas, não poder fazer isso, como fazer isso, né? Não existia, né? Vocês não vocês não fizeram. Podia fazer ter feito algumas lives e tudo, mas não tinha nada a ver com que é de verdade vocês. Aí nós chegamos falando assim: "Meu, tem que salvar esse pessoal". e começou a ter aqueles fomentos, começou aí a discutir a Blanc, Paulo Gustavo, né, ter os fomentos aí, mas junto lá com a Secretaria dos Direitos e eh dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Cultura, que é dentro do Ministério da Cultura, eh chegamos falar assim: "Meu, não adianta você dar grana apenas pra galera. é para dar grana, mas só que nós temos que chegar e manter, tem que ter uma alguma coisa para poder chegar e ter uma subsistência fora desses projetos, dessas desses eh fomentos. Foi aí que a gente discutiu como fazer isso e foi pela primeira vez criada a conferência eh nacional dos trabalhadores e trabalhadores da Cultura pelo Ministério da Cultura, onde eu ajudei construir e organizar tudo junto com o Ministério da Cultura, por isso minha proximidade com isso. E depois e de lá saiu um estatuto, uma proposta de estatuto para os trabalhadores e trabalhadores da cultura, que é para poder falar sobre direitos. sobre, né, direitos. Quando eu falo direito, são qual que é o valor que para alguém contratar, né? Qual que é o as condições de [limpando a garganta] trabalho para vocês, a previdência? Todo mundo aqui da cultura, vocês sabem muito bem que eu falei assim: "Não, tá bom, eu vou aposentar como? Que que eu vou ter de aposentadoria quando parar, né? Quando eu não puder, quando eu tiver doente, onde eu vou buscar dinheiro que eu não posso trabalhar? Como que eu? Então tudo isso tem a ver com vocês, tem a ver com todo mundo da cultura e a gente fez estatuto. Esse estatuto foi eh aprovado nessa conferência e foi levado pra conferência nacional onde também foi aprovado isso daí também lá. E agora nós estamos na fase de chegar e implementar isso dentro lá junto ao Ministério do Trabalho, Ministério da Previdência, Ministério da Cultura para todo para todo mundo. Isso perpassa também para o reconhecimento. Essa essa essas conferências também foi também para poder startar um processo de reconhecimento de profissionais que estão na cultura, que é o que vocês estão fazendo aqui. Então, já foi cadastrado 160, mais de 160 eh profissões queavam que não tinha nome, que não tinha não tinha, não tava encaixado em nenhum lugar, que trabalha com cultura, pessoal que trabalha montagem de palco, eh, de iluminação, tal, essas essas coisas todas e também fazedores de cultura. E vocês estão aqui fazendo isso para poder entrar dentro desse eh desse hall, que a partir disso vocês entram dentro numa caixinha onde quando vai ter a os fomentos, discutir a distribuição de recursos para a cultura, né? quando vai pensar no no músico, teatro, artista, daí vai colocar os que das batalhas de rima a partir de uma aprovação de uma lei que então é isso que tá construindo aqui. Eh, tá sendo feito essa esse reconhecimento, essa essa essa luta para poder chegar também passar o estatuto. E e hoje a essa esse trabalho eh tá perto de acontecer. E com isso, ah, quando o Rafa me procurou pra gente poder dialogar a respeito disso e mais outros que também que chegaram, nós começamos a conversar, eu falamos assim: "Bom, mas nós temos que chegar, ô Rafa, né? A gente precisa chegar e fazer alguma coisa já para poder regulamentar e quando acontecer essa essa parte do estatuto tudo já ter reconhecido a batalha de rima como eh agente cultural." E aí foi quando nós chegamos, falou assim, ó, tem um deputado Alencar que topa fazer isso daí, né? A Puca teve o prazer de conhecer ele ontem lá. Nós estamos esse final, essa semana que nós estávamos um congresso do Sinergia Silicato que eu faz parte aí. E aí eu agradecer de novo Punca, o DL, o IK foram lá para poder chegar através da Rima, mandar os recado relacionado ao congresso do nosso sindicato. Galera ficou estagiada, adorou eles ter ter ido lá. E eles também, eu vi que eles também saíram lá bem rico de de muita coisa que foi discutido, inclusive foi criada a Secretaria de Mulheres da lá dentro do sindicato. E aí o Alencar apareceu lá para e já já tirou, né, eh, bateram uma um papo, tiraram uma foto e ele se dispôs a poder chegar e fazer esse projeto que seja uma emenda que o que que for necessário para poder regulamentar. Então, a ven aqui para trazer essa eh essa eh essa parte da minha fala aí eh para dizer isso daí, eh que nós estamos aí nessa luta junto com vocês, né? Eh o setor cultural que tá muito próximo junto com vocês aí. E assim que poder, eh conseguirmos essa essas vitórias, eh a gente vai poder cada vez mais estar em vários espaços. E uma coisa eu digo eh o começo da minha da minha fala, gente, eh a gente tem que se manter unido para poder esse movimento que vocês estão fazendo, ele ser algo que fique na mão daqueles que construíram e não ser daqueles que querem depois se aproveitar, porque quando eh de fato acontecer as as vitórias, são as vitórias minhas, serão as suas vitórias também, muita gente vai querer se aproveitar assim que é que assim como faz com tudo isso. E a e essa parte e essa e o que vocês fazem, vocês estão mudando mentes. E nesse momento de que nós estamos vivendo aqui, nós precisamos de muito, muito, muitas pessoas, muita gente para poder mudar as mentes, mudar essa forma de pensar. E e como o mundo mudou, não é mais aquele jeito que aqui nem a gente fala no movimento sindical, que a gente vai naquela porta de fábrica, faz greve, fica falando uma hora lá na frente, as coisas são rápidas, que é eh eh rede social, eh são jogo rápido, né, que que as pessoas querem ver. Eh, e vocês têm a manha de chegar e falar de uma forma rápida, objetiva e eh descriar, desconscertar, destruir alguns conceitos que já existem hoje aí que estão sendo colocad muito, muito, muito de vocês aí nessas batalhas que nós estamos correndo aí, nesse momento de fascismo que nós estamos vivendo. Valeu, gente. Obrigado aí por e desculpa ter alongado um pouco. Bom, agradecer a inserção do índio. Eu acho que é essencial ouvir um um atuante nessa dimensão da organização. Importante também, assim como a gente no primeiro bloco, a gente olhou um pouco para as matrizes e a ancestralidade de todo um povo, é interessante olhar uma outra, dá para chamar de ancestralidade, mas nem tá tão longe assim. Mas claro que hoje no imediatismo eh da mídia e no nosso problema de memória de curto prazo, porque somos povo brasileiro, né? Importante ter alguém para lembrar um fato tão novo assim. Sem mais delongas, eu vou iniciar a minha fala sobre enquanto membro do projeto Curadoria Hipop. E agora sim é a minha fala, porque eu vim representando na qualidade de substitui o DJ Binho no primeiro bloco e nesse momento venho falar sobre batalhas de rima e violência policial. Primeiro, primeiro lugar, quero enfatizar aqui para as pessoas que estão ouvindo, seja o, a versão gravada, seja aqui presencialmente, de que para lidar com violência policial é necessário fazer diferente de todo mundo que fez antes da gente chegar. Eh, não tô dizendo que batalha e nem batalha de rima começou agora. Não tô dizendo que cultura ou movimento hip hop começou agora, mas se a gente de fato quer receber um outro tratamento do Estado, seja através da segurança pública, seja através dos direitos humanos, seja através da cultura do esporte, nós precisamos estudar. E para estudar, nós temos um um detalhe, a gente precisa pagar com o nosso tempo. Então, muito do que se vive aqui em outros diversos eventos e reuniões, com a cultura periférica, com as culturas pretas, com as culturas hip hop, com as culturas de movimento social, é uma formação que não tem preço e não tem faculdade nenhuma que paga. Não estou negando a educação pública, muito menos a educação pública de nível graduação. Tô dizendo que principalmente aqueles que vivem da cultura marginalizada e criminalizada, se também puderem fazer o Enem, fazer o pró, o fiéis e também ter a educação formal, o diploma, diploma não garante caráter, mas garante muitas vezes a gente de ser escutado, de ser levado a sério e principalmente de conseguir conquistas na instituição. E falar de conquistas na instituição para um segundo passo, nós precisamos ter formação política de como conversar com as polícias, sejam elas polícias ou sejam elas guardas. E para isso é necessário, para você ser escutado hoje por um policial que tá numa rotina X ou Y ou por um guarda municipal, é preciso tratar ele enquanto servidor público e não no lugar da arrogância, mas no lugar de que você saber com quem você está falando e você entender que antes de você fazer um diálogo diferente, um enfrentamento de eh dialógico, Aquela pessoa, ela já tem diversos preconceitos com a sua pessoa, diversos preconceitos com o seu meio e diversos preconceitos do que você vai falar e de como você vai reagir. Então, também é sobre formação política e fibra moral, psicologia. Lidar com a polícia também é um jogo psicológico. Saber que nem sempre aquele trabalhador que tá fardado, ele tá disposto a executar um plano e que às vezes o diálogo ele pode garantir uma boa relação. Digo isso de às vezes, porque hoje a instituição policial ela tem uma tendência se colocar enquanto uma instituição acima da instituição e somente a participação política e a formação política de quem trabalha com esses movimentos vai garantir com que você se defenda, você dialogue bem com o quadro de servidores públicos da segurança e, principalmente, você saiba identificar adequadamente quais são as condutas excessivas e demonstrar quando você tá lidando com uma conduta excessiva, fora do que há de estatuto de uma guarda municipal, fora do que há de uma conduta de uma polícia, seja ela militar ou não, para você inclusive saber como falar: "Olha, este daqui é o meu direito, eu vou filmar essa abordagem. é um direito constitucional, porque dependendo da forma como você fala, o conflito ele já se inicia ali e já virou caso de violência. E hoje o que o nosso movimento marcha nacional das batalhas de rima precisa é estabelecer que olha, nós sabemos o que nós queremos, sabemos como dialogar e ninguém aqui quer fato de violência para bombar na rede social. Ninguém aqui quer filmar policial sendo violento. O nosso objetivo não é filmar nenhum policial, é que não tenha nenhuma violência policial. Então, acho que eh por fim e para tentar fazer um uma última inserção é a gente também entender o quanto que nós batalha de rima, movimento cultural de rua, não tô falando só nem das batalhas e nem falando só do hip hop, precisa fazer a política da redução de danos. O por que os movimentos de rua, em alguns casos, faz muito sentido que eu não participo ou não conheço, não vou criticar. Mas em outros casos não faz o mínimo sentido ter consumo excessivo de álcool, não faz o mínimo sentido ter consumo excessivo de maconha, não faz o mínimo sentido ter outras substâncias. O movimento precisa decidir como ele quer ser visto pela sociedade. E como ele é visto pela sociedade é utilização, instrumentalização das forças policiais, como não ser proibicionista e ao mesmo tempo também não apoiar o uso do estado policialesco como justificativa da narrativa de que elá são os drogados, esses jovens. Olha, precisamos proteger as crianças porque é equivocado, é errado dizer, mas a gente precisa acabar de uma vez com toda de todas com a retórica de que a reunião de jovens em praças é para usar droga, é para fazer apologia. Então nós também, e aí puxando a a narrativa da Punca, eh nós durante o mês da realização da marcha da maconha, nós precisamos falar sobre a maconha medicinal, sobre a redução de danos, porque sim, tem uma idade que se a criança e o adolescente ela fizer o uso de maconha de determinada forma excessiva, vai prejudicar e há estudos sobre isso. Então nós também entre nós, nós precisamos entender como defender essas causas, essas pautas, a liberdade individual das pessoas, que ainda não mudou a legislação sobre o uso dessa substância em específico. Então, se ainda não mudou, não tem como fazer uso dessas coisas. E eu quero até fazer aqui o uso do exemplo do cálice, que nós não podemos portar substâncias e outras coisas que incriminam tanto a pessoa individual, porque o movimento ele tem que prezar pela proteção e pela defesa do direito individual, mas entender que entender que se você está no movimento cultural, o movimento cultural vai ser responsabilizado pela sua cultura. é errado, é equivocado, mas a gente sabe que no atual momento de preconceito e de que as guardas e as polícias ainda não tem essa formação, eles não sabem que as batalhas de rimas são contra as drogas, que é para salvar as pessoas de cometer crimes, que é para evitar com que os jovens, as crianças e outras pessoas em outras idades tenham sofram de depressão. é para valorizar o patrimônio público, o a praça, o local da cidade. Então, quero deixar aqui essa contribuição. Acredito eu que a gente eh tem aí muito por mérito do Víor Mafra que acionou o Mauro, que hoje é ouvidor das polícias do estado de São Paulo, e anunciar aqui que a gente deve ter uma data de reunião com as batalhas de rima, com o movimento marcha das batalhas, para que a gente possa ter um canal privilegiado com a ouvidoria das polícias de São Paulo, aonde a gente possa fazer de dois fluxos. a gente dizer paraa ouvidoria das polícias do estado de São Paulo e que a gente também escute, entende o que do lado de lá justifica com que esse preconceito, com que algumas ações sejam generalizadas. Então, ninguém aqui tá generalizando nada. Acho que a gente tá trazendo aqui apontamentos materiais. E dizer, por fim, antecedendo o próximo vídeo, dizer basicamente aí pra gente antecipar a próxima apresentação de que nós protocolamos na Câmara, no Congresso Federal, com base na na relação que o movimento cultural de rua tem aqui na cidade, a criação do Dia Nacional da Batalha de Rima, da Batalha de Rua, das batalhas de rap e rodas culturais que a gente vem Vem convencionando que seja no dia 3 de julho, que é o mesmo dia que aconteceu o evento tão especial aqui, que não foi um evento só do cálice, um evento eh de toda a cultura de rua e que também é o dia nacional do cantor e que também é o dia de promulgação do ECA, do Estatuto da Criança e do Adolescente. Então, sem mais delongas aí, passar a palavra pro deputado federal Jonas Donizete, que é o deputado federal mandato aí que se disponibilizou a protocolar essa iniciativa no Congresso Federal. Alô, amigos do Hip hop, aqui é o deputado federal Jonas Donizete. Olha, eu quero primeiro cumprimentá-los aí pelo encontro, dizer que é muito legal, a cultura se fortalece e em Brasília nós temos trabalhado firme para divulgar aí a parte cultural das batalhas de rima do hip hop. E para Campinas é uma alegria recebê-los, viu? É muito legal ter vocês com a gente e contem comigo na Câmara dos Deputados para cada vez mais fomentar, apoiar o hip hop. Eh, só deixar aqui uma introdução também, eh, deixar o agradecimento ao deputado federal Jonas Donizete, eh, por essa iniciativa e principalmente, né, por colaborar nessa mediação que a gente precisa de ser feito aqui em Campinas, porque, né, inclusive veio daqui de Campinas. E passar a palavra pro nosso próximo participante que é o Víor Mafra. Ele atua na cultura também e hoje tá participando do projeto Sintonizando na transformação. Veio falar sobre projetos e direitos de juventude. Bom dia, boa tarde. Meu nome é Víor Mafra. Primeiramente queria agradecer, tá compondo esse encontro tão importante que faz parte de diversas iniciativas que estão acontecendo tanto em âmbito regional quanto em âmbito nacional, em pró das batalhas de rima, em pró da política voltada à juventude, as culturas de rua periférica. Então, eh, parabenizar todo mundo que tá organizando e compondo essa iniciativa. Falando um pouco brevemente sobre mim, atua há muito tempo na cultura hip hop, comecei como MC, depois como articulador e produtor cultural. Eh, realizei os eventos do Arena do Rap em Campinas durante muitos anos, eh, que a gente procurou trazer essa contribuição paraa cultura, mas também fazer essa luta político institucional, que é muito importante. E também tem uma carreira eh bastante atuante na política voltada à juventude. Hoje sou gestor do projeto Sintonizando na Transformação, que é um projeto de pós-medida socioeducativa. E através dessas experiências pessoais e profissionais, eu venho hoje fazer uma reflexão com vocês, com todo mundo que tá aqui presente e dando destaque também às pessoas do poder público. Por quê? Porque muitas vezes quando se pensa soluções voltadas, principalmente à periferia quebrada, se pensa algo externo atuando no interno, no território, nas comunidades, né? Então, algo que vem de fora para resolver algum problema. E aí eu acho que é um erro muito grande. Por quê? Porque no próprio território tem muitas potências, já muitas atuações políticas que já se mostram efetivas e que não são exploradas, eh, garantidas, fomentadas, eh, amparadas, né, visibilizadas e que se tivesse um olhar mais cuidado em relação a isso, tenho certeza que muitas questões eh estruturais que que problemas estruturais que tem nas periferias, nas quebr enfim, nos territórios onde tá as pessoas que têm mais vulnerabilidade, seriam resolvidas essas questões, entendeu? Com esse incentivo. Por quê? Porque tem muitas lideranças comunitárias, coletivos. E aí a gente tem um exemplo aqui que é a pauta principal das batalhas de rima. As batalhas de rima estão no território nacional inteiro. Em todo canto tem batalha de rima, jovens se organizando, atuando politicamente e se apropriando da cidade. E quando a gente fala de cultura, muitas vezes, né, por exemplo, a batalha de rima, a gente só pensa em, tá, é arte e cultura, é isso que eles fazem. Mas o que é feito através das batalhas de rima é algo muito maior em pensando em direito à cidade, direito a liberdade de expressão, a atuação política, a enfim, tem muitos direitos que as batalhas de rima e esses movimentos da juventude, essas atuações que acontecem no território, já trabalham, já trabalham, né, diretamente ali no trabalho, como falam, de base, né? Então, já acontece, já tá acontecendo. O problema é que o poder público não consegue ver ou não quer ver essas [limpando a garganta] potências. E o pior, muitas vezes elas são oprimidas, né? Que acontece, por exemplo, que a gente tem um exemplo da batalha do cálice que ganhou proporção nacional no aniversário, numa edição de aniversário que os policiais foram, embargaram, oprimiram. recentemente aconteceu de novo. Isso acontece no Brasil inteiro. Então, muitas lideranças, coletivos que atuam na quebrada, que se não atuassem estaria muito pior a situação, muito pior, eles ainda têm que lidar com a invisibilidade, com a falta de incentivo e com a opressão de forças do estado, né? [limpando a garganta] Vamos falar da polícia, né? Mas não só da polícia. Muitas vezes um político, uma alguém que tá ali que deveria olhar com olhar mais atento também tá embargando, também tá dificultando o trabalho dessas pessoas, sendo que elas elas conhecem muito aonde moram, conhecem o que que tá ruim, o que que tá bom, mas pode melhorar ou aquilo que melhorou, mas que mais incentivado pode ajudar mais ainda. são elas que sabem, são elas que estão atuando ali e fazendo que não piore as coisas, melhorando muito as coisas de forma autoorganizada. E eu acho que a questão é para ser breve, o estado tem que incentivar essas pessoas, esses coletivos e dar todo o apoio possível e trazer para perto. Trazer para perto, porque eles sabem o que, por exemplo, a batalha da OMG sabe o que no Oziel tá acontecendo, o que que é importante. Então, chama a batalha da OMG para conversar, chama o cálice, que é no centro, a batalha Estação da Rima, por exemplo, para falar, para construir a política pública, entendeu? Eu acho que já passou do momento de de olhar dessa forma que política é aqui, periferia aqui e cada um atua de uma forma. Não, não. A periferia tem que tá nos poderes políticos, até porque a maioria da população de todas as cidades, elas estão nesses lugares, entendeu? Que tem tem necessidade de muita melhoria. Então, resumidamente, minha fala é essa. Poder público já passou do momento de trabalhar e atuar junto com esses coletivos, com essas forças políticas que atuam na comunidade, que atuam nos territórios. A batalha de rima, ela atua, ela ajuda muito na política pública, ela faz política pública. O que estamos pedindo é eh amparo, segurança, incentivo. E não é um incentivo pontual, é um incentivo de pensar uma política pública, de como apoiar esses movimentos e essas pessoas que estão atuando no território. Então, a gente tem que pensar para ontem como que a gente pode estruturar uma política realmente que seja efetiva para que essas esses movimentos culturais, esses movimentos possam atuar com estrutura e excelência, porque eles já são excelentes na na no teu trabalho. Só falta ter um apoio e um amparo de excelência por parte do poder público. Então, essa é a minha reflexão. Muito obrigado e bom encontro. Bom, agradecer a inserção aí do Víor Mafra, eh, lendária aí para quem frequentou, né, na Universidade Estadual de Campinas, a Arena do R. grande inserção num num território bastante eh ímpar, bastante eh diferenciado em relação aos espaços em que acontece as apresentações. E agora em seguida nós vamos executar o vídeo do nosso parceiro aluado DJ, que é da Batalha da Norte. Então nós vamos aí falar, escutar o parceiro falar sobre organização e resistência das batalhas. Vamos lá. Salve salve cotozeira na voz. Fala aí pessoal, como é que vocês estão? Eu me chamo Luan, sou um jovem de 26 anos, sou fundador e organizador da Batalha da Norte, um movimento cultural de batalha de rima que acontece toda sexta-feira na zona da norte de São Paulo. O nosso movimento ele começou em 2019. Quando a gente viu batalhas como a aldeia e a leste fazendo história em praças públicas e reunindo milhares de jovens para um propósito nobre, que é apreciar rimas e consequentemente sair de lá estudado, sair de lá reflexivo, longe das drogas, longe do crime, longe de coisa ruim, longe de más influências. Eh, e com essa inspiração a gente começou o nosso movimento há cerca de se anos atrás e hoje a gente é consagrado como uma das maiores batalhas do Brasil ao lado dessas mesmas batalhas que inspiraram a nossa criação. E eu vim aqui falar um pouco sobre a não só a nossa, mas a luta das batalhas para chegar onde elas chegaram e para existir diariamente e também trazer um pouco do outro lado, o lado bom, a parte boa de milhares de batalhas acontecerem em todos os cantos do Brasil, todos os dias, toda hora. Eh, falando um pouco sobre a luta das batalhas de rima, a gente percebe que existe uma grande, ainda assim existe um grande preconceito por parte de uma parcela muito específica da população, mas é uma parcela que, por mais que seja específica e talvez seja até minoritária, ainda é uma parcela muito influente no que se diz respeito a decisões policiais, decisões políticas e isso torna um tanto quanto complicado para que as batalhas se estabeleçam, sendo que as batalhas são movimentos que estão lá puramente, por entretenimento e consequentemente ente salvando pessoas que estariam em lugares piores se não tivesse uma batalha para ela ir todo dia da semana. E isso é uma parada que a gente vê, todos os organizadores que estão aí podem confirmar o que eu tô falando. Eu tenho certeza que todos vocês já tiveram milhares de jovens que já chegaram em vocês para falar: "Pô, mano, a sua batalha salvou minha vida. Assistir a sua batalha fez com que eu não me suicidasse. Assisti a sua batalha, me tirou do tráfego. Quantos MCs a gente não conhece, que largaram crime, que era a única opção que eles tinham, que eles conheciam e conheceram esse mundo novo do freestyle, embarcaram nele e mudaram de vida. Então é um paralelo que na minha cabeça e sei que na cabeça de vocês não faz sentido. Por que que as batalhas são tão hostilizadas, sendo que as batalhas são movimentos que mobilizam e salvam tantos jovens? A única coisa que as batalhas geram que pode atrapalhar uma outra pessoa, com todo respeito, é o barulho. E que se você esperar 15 minutinhos a mais, esse barulho vai sumir. Mas se a gente puder encarar uma realidade, a gente vê que essas mesmas pessoas, esse esse mesmo grupo minoritário, porém influente, que reclama do barulho das batalhas, não reclama do barulho das igrejas, que muitas vezes fica até depois de meia-noite com música alta, com pregação alta, sem respeitar possíveis religiões diferentes deles ou a falta delas. Também não vê reclamando de sertanejos que ficam até de madrugada, porque você só reclama daquilo que você não gosta, certo? Então, é muito óbvio que a repressão em cima das batalhas, ela vem porque muitas pessoas se recusam a entender o nosso movimento e simplesmente nos julgam e nos categorizam como marginalizados, como jovens desocupados que não tem o que fazer e mal sabem eles que ali é o nosso trabalho. Não só o nosso trabalho, na verdade, a grandissíssima maioria dos organizadores MCs de batalha tem seus trabalhos CLTs para poder manter a batalha viva e ativa, né, falando especificamente dos organizadores. Alguns conseguem viver apenas da batalha, mas ainda assim é uma grande minoria. E mesmo aqueles que vivem da batalha ainda passam por uma repressão que não faz sentido. Para mim, o exemplo que ainda tá mais fresco, que não vem sendo tanto comentado, é o exemplo da batalha da aldeia, onde eles são a maior batalha do Brasil disparado. É o movimento que mais mobiliza jovens de todos os cantos do Brasil para assistirem o movimento cultural, para verem rimas, para dar uma risada, para refletir, para prender uma parada nova. E eles não têm direito de realizar o movimento deles na praça onde eles nasceram, que é uma praça pública lá em Barueri. A prefeitura de Barueri continua reprimindo eles e não permite que eles realizem o movimento. Eles estão na luta durante um ano, acho que até mais de um ano, simplesmente para conseguir fazer o movimento lá numa praça onde não acontece nada de segunda-feira e que se não fosse a batalha da aldeia seria mais um ponto para outros jovens irem lá e usar droga e traficar, porque eu já fui lá e eu já vi. Então, eu acho que o que deve ser discutido, o que deve ser refletido, é sobre esse paralelo. Por que que o movimento que tá aqui feito de bom grado de pessoas que muitas vezes não tiram R$ 1 dessa parada, muitas vezes tiram do próprio dinheiro para que o movimento possa acontecer, para mobilizar jovens, sempre incentivando as pessoas a saírem do crime, sempre incentivando as pessoas a não ir pro mundo das drogas, tirando gente das drogas efetivamente e ativamente, tirando pessoas da depressão, mobilizando a juventude para um propósito nobre, que é o rap, que é a música. Por que que esse movimento ele é perseguido como se ele fosse algo tipo um crime organizado? Porque é o que parece, quando uma organização policial invade uma batalha de rima ameaçando disparar arma de fogo, jogar gás lacrimogênio, bater com cacetete, você trata desse jeito quem é bandido. Você não trata uma roda cultural desse jeito. Então, essa é a reflexão que eu trago para cá e esse esse é o meu parecer como organizador de batalha, tudo que eu observei, vivenciei nesses 6 anos e venho ativamente lutando e trabalhando para que as batalhas tenham um lugar melhor, um reconhecimento maior dentro do âmbito cultural, porque é isso que a gente é. Somos puramente cultura. Estamos aqui para propagar cultura, propagar música, kit poesia, um debate de ideias em cima de instrumental e possivelmente futuras novas vocações, talvez formar novos DJs, novos MCs, novos apresentadores, mas que todos eles vão para o caminho da música ao invés do caminho do crime, certo? Desejo uma boa tarde para todos vocês aí. Fiquem com Deus. Bom, pessoal, você mais direto aqui. Nós estamos com o horário bastante em cima, então vou passar direto pra penúltima contribuição que é do Cotozeira, da batalha do Ana Rosa e em seguida vamos ter o Andrade aqui da batalha da leste. Fico confuso. É um da norte, outro da leste. Só faltou da sul e da Enfim, vamos lá. Salve salve, cotozeira na voz, um dos organizadores da batalha do Ana Rosa que acontece desde 2017 na Praça do Metrô Ana Rosa em São Paulo. E mano, um acho que a espinha dorsal da nossa batalha é que a gente tem plena convicção de que o corre é coletivo. Então, se for só bom pra gente, tá errado. Tem que ser bom para todo mundo. Não tem como uma sociedade ir pra frente se metade fica para trás. Não tem como uma sociedade ir pra frente se um terço fica para trás. Não tem como ir pra frente, uma sociedade pra frente se duas pessoas ficam para trás. Então, o nosso Corre, ele é sempre pensado no coletivo. E uma das ações que a gente faz eh para trazer esse coletivo é as pré-seletivas para um Ana Rosa. Então, a gente faz seletivas toda semana em diferentes batalhas, batalhas menores, batalhas que não não são necessariamente no centro de São Paulo. E essas seletivas elas valem vaga para você rimar no Ana Rosa. Então, já saiu inúmeros casos de gente que veio de seletiva, MCs que até então não eram super conhecidos e que ganharam a vaga pro Ana Rosa através dessas seletivas e chegaram lá, foram campeões ou começaram a ter visibilidade. Então essa é uma das nossas ações e a gente quer cada vez mais fazer mais ações para isso, porque sendo repetitivo, mas é importante ser repetitivo nesse assunto, é o corre é coletivo. Se for bom para um só, tá errado. É nós. Alô. Quero saudar o índio. Agora antes de passar a palavra pro Andrade, vou também anunciar aqui e agradecer a presença da assessoria parlamentar da vereadora Paula Miguel na pessoa do Lucas Malafaia, que teve presente em muitos momentos aí, principalmente na escrita da lei que eh finalizou num processo aí de uma lei de de recreação do Conselho Municipal do Hip hop. tá próximo aí de ter a sua eleição anunciada. Obrigado, Lucas. Obrigado, vereadora Paola. E passar agora na nossa última participação, pedir para ser bem breve aí. Andrade tá com a voz, meu amigo. Eh, bom dia, boa tarde todo mundo aí que veio pro encontro aí, ficou até o final. Acho que é bem importante a gente acompanhar as ideias até o final para est escutando o que todo mundo tem a dizer. Eh, principalmente também quem tá trabalhando aí, fazendo a parada acontecer. Para quem não me conhece, para mim, para quem me conhece também, eu sou o Andrade, organizador lá da Batalha da Leste. Uma batalha que tá há quase 15 anos acontecendo lá na saída do metrô Itaquera. Eh, a gente foi uma das primeiras batalhas da cidade, assim, e uma das que estão atividades em atividade até hoje, uma das mais antigas do país. E não é por conta disso que a gente também não sofre com a falta de apoio, com a repressão policial. É, já foram diversos episódios que a gente passou lá. E eu acho que para essa conversa, para além da gente trocar ideia também, a gente seria importante a gente dar eh encaminhamento sobre essas ideias, certo? Então, em relação à repressão policial, em relação a faltas de estrutura que às vezes a a prefeitura poderia disponibilizar, eh, eu acho que a gente tem que se organizar aqui com os outros coletivos que também estão na luta. Eu vi aqui o pessoal da OAB, tem outras pessoas que mexem mais com essa parte burocrática e documental. Eu acho que como encaminhamento seria importante a gente tá trocando ideia para ver quem pode se ajudar em relação a isso, porque tem muitas organizações que não conseguem ou não tem eh a informação, o acesso aos recursos para conseguir fazer essa parte documental, para conseguir entregar essas paradas nas falando do meu caso que é de São Paulo, né, nas subprefeituras, onde você consegue as autorizações e fazer visita na PM, da gente ter conseguir um contato maior entre esses órgãos e as batalhas de rima através desse movimento aqui que a gente tá fazendo. É, outra coisa também que eu acho importante falar e também falando da cidade de São Paulo, é uma coisa que eu descobri há pouco tempo, mas eu acho que pode ajudar a nós se a gente se ajudar, que é o orçamento participativo da subprefeitura da da cidade de São Paulo. Não sei se vocês sabem, mas os bairros todos, eh, dependendo do tamanho e do tanto de gente que tem lá morando, eles têm um orçamento participativo que varia, como eu disse, conforme o tamanho do bairro e tudo mais. Eh, a Batalha da Leste acontece em Itaquera, no bairro de Itaquera. Eh, eu posso estar falando coisa errada aqui, mas eu acredito que esse orçamento troque de gestão a gestão quando se troca se troca as pessoas que são eleitas e tudo mais. Mas o orçamento participativo de Taquera, no último na última vez que ele foi disponibilizado eram R$ 10 milhões deais e essa essa verba ela é conversada uma reunião igual a gente tá tendo aqui. Eh, você vai lá na subprefeitura e político tem medo de gente, né, mano? Essa que é a verdade. Então, se a gente se organizar para est presente nessas reuniões, eh, às vezes com batalhas que são, vamos dizer assim, que a gente pode focar em batalhas específico, que seja uma uma região ali onde tem um, uma verba maior disponibilizada para aquela região, é a gente consiga em conjunto elaborar projetos que vão beneficiar nós como um todo dentro do estado, tipo uma batalha que vai acontecer lá, elaborar um projeto, uma batalha que vai acontecer, convidando outras batalhas que estão dentro do nosso movimento e assim a gente conseguir pluralizar essa entrega do orçamento público. Mas eu eh eu troquei ideia até com Alencar sobre isso também. Ele falou uma frase que ficou na minha cabeça, o orçamento participativo ele é disputa. Então a gente tem que chegar lá, a gente tem que participar das reuniões, a gente tem que trocar a ideia, tá ligado? E como eu disse, político tem medo de gente. Então, se a gente se organizar aqui as batalhas da capital, as batalhas daqui, eu não sei como é a legislação daqui também, se existe isso dentro da cidade de Campinas, mas falando da cidade de São Paulo em específico, se a gente se organizar para est dentro dessas reuniões, fazer pressão, pelo menos uma ou duas batalhas consegue uma verba da hora para est fazendo um super eventão que vai fortalecer a nossa cena também, tá ligado? De alguma forma. E para finalizar também, eu queria dizer que eu não vi debatendo sobre isso aqui hoje, não vi pessoas dessa área presentes, mas existe também um entendimento de que as batalhas de rimas também são um esporte, tá ligado? Um esporte mental, onde as pessoas se enfrentam, se debatem, o hip hop já esteve presente através do break nas Olimpíadas. Então acho que como movimento seria importante também a gente se articular para ser visto como esporte e a partir disso também conseguir verba do esporte, porque existem verba destinado do esporte do governo federal, governo municipal e etc. A gente conseguindo esse reconhecimento do nosso movimento como um esporte, um esporte mental, como é o xadrez, sabe? Onde você tem que se esforçar ali, porque é isso, na verdade, os MCs eles estão ali se esforçando, elaborando frases para ser melhor do que o outro. Então, uma competição é um esporte também, a gente tem que lutar para ser reconhecido como tal e também conseguir verbas nesse sentido. Então, acho que como encaminhamento seria legal a gente conseguir um contato de alguém nesse nesse nesse âmbito, né? alguém do esporte, de algum de uma secretaria do esporte a nível federal que possa nos ouvir e possa nos reconhecer como tal, entender quais são os mecanismos, as burocracias que a gente tem que fazer para também conseguir verbo a partir disso. E essa a minha contribuição, sem querer enrolar muito, mas é isso mesmo. Obrigado, monstro. Muito bom. Obrigado aí por o Andrade nem tava na programação, mas de repente uns três dias, quatro dias para cá resolveu vi, né? E o nosso movimento é assim, a gente eh monta planos há 60 dias, a gente tá planejando. A gente fez convite pra Defensoria Pública do Estado, a gente fez convite pro Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria do Estado, a gente fez convite para Corregedorias e e outras áreas aí de segurança pública. E é muito bom poder sempre ter essa liberdade de planejar. Acho que somou muito a sua participação. Acho que fica a mensagem que foi falada que a gente precisa disputar o orçamento e para disputar o orçamento precisa participar, se organizar e não pode ser uma participação, né, índio inocente, né? tem que entender que tem a sua história e e é bom a gente evitar ficar no bolso, seja de quem for, seja da polícia, seja de político. E é bom a gente saber quais políticos que estão ao nosso lado, né? Então fica a mensagem de agradecimento a todos e cada um parlamentar que somou e está somando com essa cultura. Fica novamente o agradecimento a todos servidores daqui que possibilitaram que fosse possível essa transmissão, a gravação, o atendimento ótimo que que deixa as pessoas daqui fazendo seu papel, né? Quando ninguém erra não não aparece, né? Então, a gente quer agradecer aí por fim e deixar o agradecimento e por último deixar aqui uma mensagem do Léo Cesário que é da construção nacional. Do dia 19 a 21 de novembro vai ter o encontro nacional das batalhas de rima que acontece junto com a programação do duelo de MCs Nacional. Então, deixar essa letra aqui porque a gente também fortalece movimento nacional. Não sabe se vai ter os bolsos, se vai ter o o din para ir para lá para se hospedar, né? Tá, tá correria para caramba por aqui. Mas é isso, a gente precisa se fortalecer. E pessoal, pedi uma salva de palmas aí a todos os servidores da Câmara que tornaram possível isso aqui. Obrigado. [música] TV Câmara, Campinas. M.
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