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Sala de Aula: Desafios no EJA
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Sala de Aula: Desafios no EJA

9.7k views Publicado 26/07/2019 HD · 33:37

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O Sala de Aula vai falar sobre os desafios na Educação de Jovens e Adultos, o EJA.

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[Música] [Aplausos] olá hoje o sala de aula vai falar de um assunto bastante preocupante e que atinge boa parte dos brasileiros o analfabetismo só aqui em campinas segundo o ibge vinte e oito mil pessoas não sabem ler e nem escrever por isso pra gente debater esse assunto cheio de desafios e vou conversar com a patrícia search e com a sandra fernandes leite tudo bem eu quero começar conversando com vocês e sandra são muitos os mesmos desafios para se combater isso o analfabetismo é bom primeiro lugar gostaria de agradecer é um convite a oportunidade sim mas se a gente for olhar historicamente na nossa história da educação a gente luta com o analfabetismo né desde sempre né nós temos uma dívida social aí muito grande de pessoas que ficaram sem acesso mesmo né sem conhecer direito negado hoje quando a gente fala de analfabetismo a gente também já tem outras formas que também precisam ser observadas nem como é o caso do analfabetismo funcional né e também a questão do analfabetismo digital então são 11 a questão do analfabetismo ela exige nenhuma vontade política nenhum projeto societário de educação que que pense nessa segunda oportunidade da escola você foi falando né de dor duas preocupações nessa sociedade se modernizou bastante né excluiu alguma parcela e da população é isso por exemplo a gente fala hoje na questão digital é bastante importante né então as pessoas que não acompanhou essa tendência também são excluídos é isso com certeza é quando a gente observa por exemplo é o ats ap que nós usamos no dia a dia é a gente pode perceber que foi é uma tecnologia que veio inserir muitos dos analfabetos por quê é porque embora eles não tenham o domínio da escrita e da leitura é o whatsapp por exemplo propicia o áudio né e isso fez com que eles pudessem se comunicar né e se inserir nesse nesse universo mas ainda é um desafio é não ter acesso ao computador à internet é tão cruel quanto não saber ler e escrever agora patrícia o mercado de trabalho hoje está bastante exigente né essas pessoas perdem a oportunidade de conseguir um emprego ou mesmo de se desenvolver profissionalmente falando com certeza né nós temos aí dois perfis digamos assim de pessoas que buscam a educação aquele que busca porque precisa né precisa do emprego ou está empregado e precisa se atualizar se reciclar e tem também o perfil como nós falávamos antes nessa do desejo é de adquirir conhecimento pra ter uma identidade ser um ser humano evoluído né então nós temos dentro de uma sala de aula além desses perfis diferenciados nós temos diferentes idades e vai desde 17 até 60 e poucos anos né então é um desafio para o docente é um desafio para os próprios alunos que estão juntos né mas é um desafio altamente gratificante porque cada um tem a sua experiência de vida ea maturidade está mostrando que as pessoas já com uma certa maturidade elas estão sendo requeridos no mercado né o espaço existe e muito né porque o brasil ele está se tornando o país mais velho a taxa de natalidade é cada vez menor então há a necessidade de resgatar essa pessoa mais madura com experiência só que ela tem que vir e voltar pra escola nela tem que o se reciclar o aprender do zero porque a tecnologia em algumas funções nela nasceu é inaugurar uma nova função uma nova profissão na então é uma pessoa que vai lá pra aprender do zero e não só se reciclar né e exatamente esse o grande desafio agora o sandro é falar essa é a patrícia falou aprender do zero nessas pessoas são pessoas que nunca foram nem freqüentar uma escola é mais difícil contando o fator idade e também esse fator também de nunca ter pisado numa sala de aula o fato de nunca ter pisado numa sala de aula numa escola é não necessariamente vai ser uma dificuldade é muitas vezes o desejo de aprender é o desejo de estar numa sala de aula ele vai superar o que a gente vai encontrar hoje na modalidade e que é um desafio é que boa parte desses alunos que chegam hoje na modalidade eles foram excluídos da escola nem todos não freqüentaram a escola porque não existia a escola muitos ao longo de suas vidas foram expulsos ou tiveram que sair dessa escola então eles voltam e eles retornam já com esse pra casso né com essa experiência hoje essa é a realidade é a gente tem tem sim alunos que nunca freqüentaram mas hoje a grande maioria já teve algum contato com a escola então esse é o grande desafio se sente capaz novamente porque muitas vezes o aluno da eja ele vai incorporar essa dificuldade pra ele né ele não se sente um portador de direito então ele não se sente capaz esse é o grande desafio para nós educadores escola né quando a gente vai pensar nessas políticas como engatar essa autoestima desse aluno né agora você falou de políticas não queria saber sobre as políticas públicas nepp para se combater o analfabetismo como é que está essa questão então é como uma pesquisadora da da área né o que observo é que nós temos é algumas incongruências nas políticas públicas quando a gente pensa em analfabetismo é muito comum é a gente o vê a proposta de se tratar o analfabetismo através de campanhas né é que são campanhas muitas vezes é que utilizam até oa logo em radica o analfabetismo é eu particularmente não gosto dessa palavra é porque não é por ser analfabeto que tem que ser radicado nós temos que superar o analfabetismo e esse é um dos grandes desafios muitas campanhas são pontuais e não olham para a alfabetização como a primeira etapa da educação básica muitas vezes essas campanhas não são pensadas visando à continuidade da escolaridade desses alunos esse pra mim é o grande é a grande questão das políticas educacionais quando pensamos em alfabetização precisamos olhar para a alfabetização como a primeira etapa da educação básica quando se pensa na modalidade eja você concorda com isso a 3 c e ao mesmo tempo coloca também em questão né há exatamente como o sandro colocou que quando esse indivíduo procura busca na educação busca seo o desenvolvimento ele já vem com alta sequelas né que foi foram causadas lá no passado ou porque a educação foi negada ou porque ele teve dificuldades ou porque foi expulso néné e no o senac por exemplo dentro do seu jeito senac de educar ele resgata esse indivíduo né ele trabalha esse indivíduo realmente é mostrando pra ele o potencial que ele tem e que ele pode sim vencer esses obstáculos através de técnicas modernas que nós temos na educação e inclusive com a nova tecnologia então ele se sente valorizado e ao longo do da quebra desses obstáculos ele vai percebendo que ele é sim capaz que ele tem potencial e que ele pode se tornar alguém com valor não só em si a educação mas com valor de poder no mercado agora eu fui até uma sala de aula contar um pouquinho dessas histórias dessas desses alunos que estão voltando para a sala de aula ou começando do zero a estudar e fiz uma reportagem bem bacana vamos assistir às mãos um pouco mais experientes começam a desenhar letras e um futuro diferente [Música] aos poucos a educação vai transformando a vida de quem nunca entrou numa sala de aula a certeza é o povo lá o a quem não estuda sente no dia a dia o peso do analfabetismo eu não sabia nem tomar o ônibus aí que eu fiz eu tomava um ônibus aqui e até o final e é contando os pontos do ônibus né pra chegar a aprender chegar no trabalho né e aí depois que a minha patroa o filho da minha patroa percebeu que a luz não sabia ler nem que eu falei para ele que sabia ler aí ele me ensinou a escrever meu nome e em nome do ônibus né aí eu fui ver em letras a o começo eo final da letra placas de rua o próprio nome e só por 48 anos aloísio não conseguia decifrar nada além disso tirar a carta de motorista e eu não consegui tirar dessas leituras falta alguma coisa que iam conseguir uma é ser visto em motores mas não tem carta e não tirei então e só voltam pra mim e outros serviços que aparecem em tom faltou muito o leitura porém vazio alguma alguma coisa eu posso fazer sem leitura mas não aparece e os que eu posso eu podia fazer se eu tivesse leitura tinha pegado mas até agora e eu resolvi entrar nessa altura para poder vender algo que não sei que é escrever lei ele não é o único segundo o ibge campinas tem hoje 28 1.442 analfabetos pessoas socialmente excluídas mas os números estão mudando tem gente querendo aprender na educação de jovens e adultos o primeiro objetivo é a inclusão social uma pessoa que tem dificuldade o que não sabe ler e escrever ela está excluído de todos os setores da sociedade é impressionante como esse processo ele é visível porém a pessoa quando ela começa a se alfabetizar aí acaba vislumbrando outras oportunidades inclusive profissionais de participação de grupos alguns se utilizam para a própria leitura da bíblia na na igreja que ela participa ou de convivência na associação na comunidade até de inserção social e qualquer situação qualquer setor da sociedade agora o a questão profissional ela é aqui é mais relevante até porque envolve a questão da sustentabilidade da sobrevivência neusa quando era menor não pode estudar a educação chegou agora aos 60 anos na hora certa as letras neco não sabia eu errava muito onde que era r 111 empunhar falece e agora já fez né o som play e aonde que vai não tem um pouco de dificuldade mas já dá pra ela defende muito bem seus menino aos 78 anos encontrou fôlego pra aprender mas muito bem porque hoje o caixa palavra né tanto aqui quanto na minha casa na minha casa eu tenho caderno cada um com o outro é caixa palavra a escola ajuda muita gente a pessoa que está na minha idade né iniciativas em campinas buscam alunos com mais de 15 anos que abandonaram a escola ou que nunca estudaram a ideia é erradicar o analfabetismo da cidade em quatro anos todas as pessoas acima de 15 anos que querem ser alfabetizados elas podem procurar a fumec além do programa de educação de jovens e adultos do primeiro que de alfabetização do 1º ao 5º ano nós temos outros programas também que complementam e passa a fazer parte da vida do aluno ou seja do itinerário de crescimento que o aluno precisa às exigências do mercado de trabalho é um dos motivos para a sala de aula tacin lotada o aloísio quer usar o saber pra todos era um novo rumo na vida que é um ano estudando essa placa e tá aí eu vou entrar num entra e entrei aí nesse frequentado em 2017 e toda agora nem aí e sincero pendendo bola algo mais aí vou escolher o que eu quero nem por enquanto estou pensando em tirar minha carta do 3d pois já estava aí vai o que parecia pra mim eu faço terezinha une o estudo eo trabalho sempre com energia para aprender o estudo é fundamental uns a gente tem que voltar a estudar porque hoje em dia quem tem estufa cuidar tão difícil imagina nem quem não tem mas graças a deus está mudando bastante a minha vida depois que eu voltei esturba está sendo maravilhoso não tem nem palavra o professor é maravilhoso pra ensinar se você tem dúvida ele chega e te explica temos que entender enquanto você não entender num não deixa de explicar cada um tem uma necessidade um motivo pra aprender então a aula pra essa turma tem que ser diferente mesmo uma aula tradicional ela não tem mais espaço e nenhum lugar nesse início do século 21 então a gente tem que pensar numa aula mais dinâmica é o aluno trabalhador é o foco é esse aluno trabalhador então a gente tem que pensar que saber se ele já traz e que conhecimentos a gente vai construir juntos aqui no contexto de sala de aula turma aplicada mesmo cada um do seu jeitinho está dizendo adeus ao analfabetismo e pegando gosto pela educação quem disse que é tarde pra aprenderem durante está vivo está falando tá tá escutando não tem dado a prendê lo acho que é bom a gente mostrou na reportagem a alunos com mais de 40 anos esse desafio aí de aprender um senhor de 78 uma senhora de 60 anos né mas existem os jovens também né pessoas de 15 anos de idade que estão fora da sala de aula é uma outra preocupação também sim é hoje dentro da modalidade eja muitos pesquisadores defendem a questão da educação ao longo da vida é exatamente pensando nessa diversidade que a eja é tanto o jovem é que foi excluído que saiu da escola e agora retorna é muitas vezes até por sentir a pressão né da exigência do mercado de trabalho é e essa pessoa já adulta já idosa que tem esse desejo de retornar à escola esse é hoje o desafio e o perfil dessa nova e já né então a gente vê pessoas que voltam para a escola para resgatar um sonho é o sonho de realizar essa passagem nesse direito de ter passado pela escola e também ao mesmo tempo esse jovem ou esse jovem trabalhador que quer melhorar suas condições de trabalho seu currículo sua formação e que quer caminhar né então hoje por isso a defesa de uma educação ao longo da vida uma educação que respeite essa diversidade e esses anseios que são diferentes nos nossos alunos de eja agora falando dos jovens de 15 a 20 anos até 30 anos é porque eles saem da escola não freqüentam a escola bom se a gente for olhar as pesquisas a gente vai descobrir que são inúmeros fatores né o fracasso escolar é um deles é nós ainda enfrentamos no brasil o problema por exemplo da gravidez na adolescência que muitas vezes é onde tiram as meninas né da escola é tem uma frase é que alguns pesquisadores defendem que a eja ela tem cor classe social gênero né a gente vai descobrir que quando a gente vai analisar é são as mulheres de muitas vezes as que vão retornar o que vão ter esse direito negado com maior com maior ênfase nós temos o problema da a evasão é do jovem que ao perceber não conseguir se adequar a essa escola regular ele acaba invadindo e abandonando a escola e só voltando mais tarde quando ele se encaixe nesse perfil da modalidade e acha certo a gente vai fazer uma pausa agora nesse assunto vamos pôr o intervalo e daqui a pouco eu volto pra continuar debatendo e os desafios da educação é daqui a pouquinho não sai daí [Aplausos] [Aplausos] estamos de volta pra falar dos desafios da educação e como se combater o analfabetismo eu vou conversar agora um pouquinho com você patrícia você falou no nosso primeiro bloco desse desejo né as pessoas querem estudar o que querem pedem a condição financeira à dificuldade de acesso à escola porque muitas vezes ela está longe do seu local de moradia então transporte e locomoção né seria muito importante é que a escola fosse até eles né escola estivesse presente então o fato de ter que sair dali para ir à escola para buscar o conhecimento já pode ser um impedimento e eles vêm cheios de receios cheio de medos cheio de sequelas do passado de bullying e uma série de outros fatos né tanto que quando é que eles visitam a escola primeira vez esses trabalhos práticos que a gente tem de levar na universidade para conhecer a universidade ou então a primeira chegada por exemplo será que ele é recepcionado por outras turmas para mostrar a escola né é um encantamento de como se dissesse é eu não acredito que eu estou aqui como se eles não tivessem direito ele tem esse direito né então em primeiro lugar é mostrar a ele que ele tem o direito e depois perder o medo vencer os obstáculos e depois enfrentar de fato né a prática a da educação que aí vêm outras dificuldades nem dependendo da idade e da condição financeira dele e o histórico escolar hoje a escola é atraente extremamente né é porque estamos na era do conhecimento então não é como a gente costuma dizer tudo pode se tirar de você - o conhecimento na ele é pra sempre nem ele que te torna o indivíduo um ser histórico né que te faz pensar né e é fundamental e da profissão né o ao mesmo tempo que é um desafio também para o docente porque eu estou participando da formação de um de um grupo de pessoas que eu não sei se essa profissão vai ter vai se realizar no futuro existe no futuro né porque com o avanço tecnológico muitas delas vão simplesmente desaparecer e o futuro nós não sabemos como ele vai ser então nós preparamos esses indivíduos também para um desafio no futuro levo se você é faz um trabalho manual é por que não começar a pensar lo através de a inclusão de tecnologia de máquinas para desorganizando modernizando tecnológicamente né porque é inevitável a tecnologia veio se instalou tá aí não tem volta e as pessoas têm que aprender a usá-la e aceitá la agora você falou de um ponto bastante importante também que é sobre o mercado de trabalho né as empresas elas incentivam que os funcionários estudem aprimorem também o conhecimento sim depende muito do tamanho da empresa do porte da empresa né mas a gente vê no mercado tanto grandes empresas como pequenas empresas que elas finalmente descobriram que o grande potencial delas chama-se humano né a tecnologia você tendo dinheiro você compra recicla troca encomenda customiza né agora o ser humano é de fato grande capital dela então a formação o incentivo ao ir pra escola ele está se tornando mais presente né isso é muito satisfatório porque é mais uma chance que as pessoas têm aquelas que não podem pagar em contar com a ajuda da empresa evidentemente que a pessoa tem que ter consciência que a carreira é tela não é da empresa na empresa pode ajudá-lo né e mais a pessoa tem sim que se esforçar porque a gente ouvi dos alunos reclamando que a essa escola não é muito boa né mas o aluno também precisa se esforçar em que allen e tem que ir bem agora existe espaço no mercado de trabalho para essas pessoas que estão começando a estudar agora né que já passaram em dos 20 30 40 anos sentem sem porque nesse cenário moderno né conta se muito com a maturidade o equilíbrio é evidentemente que o jovem é muito bem quisto pela capacidade de inovação que ele tem e da necessidade dele é encontrar a a a colocação prática daquilo que ele está estudando no mercado de trabalho mas num país como o nosso onde está se discutindo uma reforma de previdência é necessário aproveitar essas pessoas que têm uma formação o que tem uma vivência prática extremamente importante e recolocá las no mercado de trabalho agora isso é um grande desafio considerando até onde elas estudaram na qual é a capacidade motora que elas têm de realizar determinadas práticas em algumas funções mas é sem dúvida um momento histórico que nós precisamos acreditar que o conhecimento é o mais importante nessa era e todos devem colaborar com isso né háháhá o governo a iniciativa privada e os próprios indivíduos valorizando agora sandra quais os benefícios que a sociedade ganha quando consegue superar essa questão do analfabetismo tem um benefício social não tem certeza é só gostaria de retomar uma fala da patrícia que eu acho que ajuda nessa resposta é quando a gente fala nessa escola se atrativa né porque um contraponto é que quando a gente olha para as nossas escolas públicas é a gente vai perceber que a eja não é priorizada se nesses ambientes né a gente até usa uma expressão que aí já é inquilina da educação básica é muitas vezes e aí você citou exemplo é de um senhor de setenta e poucos anos ele é colocado numa sala que foi pensada e projetada para no máximo adolescentes e crianças e adolescentes então a gente precisa pensar nessas condições também que são oferecidas para esse aluno da eja nós precisamos ter esse cuidado é a questão da localização a gente tem visto esse movimento no brasil todo do fechamento de escolas e do fechamento de salas né sempre com a justificativa de pouca demanda mas para o aluno da eja proximidade de acesso a essa escola é muito significativa né imaginem uma dona de casa que tem que deixar o jantar pronto pra estudar é um obstáculo homens tranqüila - então do meu ponto de vista e respondendo à sua pergunta eu acho que esse é um projeto societário né e aí a gente tem que pensar isso eu acho que cada município precisa pensar qual é a sua concepção de educação para essas pessoas né é como que ele enxerga essa proposta de educação que isso é vontade política e sempre existe essa vontade política olha eu acho que dizer não seria muito seria muito sério a gente viu é principalmente a partir de 2003 uma série de programas do governo federal é pensado para a modalidade eja e foram programas que né tem muitas pesquisas que mostram que surtiram algum efeito a grande questão é que esses programas por exemplo eles privilegiaram somente uma parcela da eja que é o jovem o jovem trabalhador o adulto trabalhador é seguindo um pouco daquela linha da unesco at priorizar o jovem dos 15 aos 29 anos e aí a gente teve muito poucas ações voltadas para o adulto e o idoso então acho que ainda merece muito esforço agora que transformação educação falhas na pessoa você torna a pessoa portadora de direito você torna a pessoa um cidadão consciente e isso é como patrícia já citou é não tem preço é o conhecimento não é você resgata dignidade dessa pessoa né a partir do momento que você insere ela novamente na sociedade é em condições né você imagina um analfabeto pra pegar um ônibus não é que ele precisa identificar com a letra o meu medo e não consegue então é cidadania é por isso que eu friso a questão do direito que você da cidadania para essa pessoa né você dar condições para que ela é consiga ser um cidadão de fato netão é importantíssimo você resgata ea educação é tudo nela vai refletir no trabalho ela vai refletir na vida dessa pessoa nas questões de saúde né é fundamental e você percebe o triste é que as pessoas pegam gosto por aprender com certeza principalmente se elas forem bem estimuladas né como dizia sandra a escola precisa ser atrativa nela além de acolher esse indivíduo que já chega com bastantes obstáculos a um índice de evasão muito grande ea gente busca sempre sabe entender porque além da dificuldade financeira da dificuldade de locomoção é para que vale tudo isso né então essa forma essa técnica é de ganhar a confiança deles motivá los a dar continuidade é fundamental é principalmente na questão profissional é mostrar a ele que a 11 em poder amento da certificação a partir da evolução que ele conquista na escola né a gente com medo estava antes que a questão do certificado na era digital hoje a gente não imprime mais nada né mas ao mesmo tempo eles querem pegar aquele certificado porque aquilo é uma honra é o marco né e mostrar pra alguém né fisicamente olha eu consegui eu conquistei né foi de fato uma vitória você acha que essa tecnologia que hoje bombardeia gente pode servir ou para afastar ou para atrair o aluno a querer saber mais a aprender eu acho que a tecnologia mais atrás do que afasta porque ela é encantadora né ela é sedutora é hoje as pequenas crianças já estão ali se encantando por um celular ou qualquer outro objeto eletrônico agora e mesmo quando você pensa na escola né de uma biblioteca virtual é fantástico é ilimitado número de itens que você pode ter ali disponível agora costurar isso né que a grande questão e daí o docente o educador ele faz esse papel é por isso que a escola é tão fundamental porque as pessoas podem se tornar autodidatas estudar em casa algumas se dão muito bem que porque tem disciplina né agora ter com alguém que conduzi isso né é o diferencial que vai fazer com que o aproveitamento da aquisição desse conhecimento seja mais efetivo temos esperança de superar o analfabetismo acredito que sim e é só acrescentaria que eu acho que na linha do que a patrícia trouxe e das políticas também a formação desse professor que vai trabalhar com essas pessoas é fundamental né se a gente tem um docente um educador que ele não compreende esse desafio é que ele não está preparado não está bem informado é ele não vai conseguir fazer esse encantamento né então uma das medidas que são essenciais é se pensar a informação de professores e professores capacitados para trabalhar com a modalidade eja é sempre conceitos em julgamento né estando ali preparado para resgatar para dar oportunidade para esse aluno eu quero agradecer a sua participação sandra é a sua também e os sala de aula vai ficando por aqui até o nosso próximo encontro tchau [Música]
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