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[Música] TV Câmara, Campinas. Bom, bom dia a todos, a todas. Obrigado pela presença de todo mundo aqui novamente nessas manhãs de sábado que a gente tem utilizado aqui paraas reuniões do nosso da nossa frente parlamentar pelo meio ambiente de enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas. Quero agradecer a presença aqui de algumas pessoas, a Súria Guimarães, coordenadora do Fórum Lixo Cidadania, o Ronaldo Hipólito, coordenador do Fórum Socioambiental e também todas as pessoas de Campinas, né? Fórum Socioambiental de Campinas e todas as pessoas aqui que compõe o fórum, as organizações, a Maria Isabel Lopes dos Santos, eh, presidente da Coper Bassoli, bem-vinda. O Marcos Fideles do núcleo socioambiental do do Bravo Núcleo Socioambiental Nova Europa. Eh, a gente tá e outras e vocês todos, todas. Antônio do Condema, professora Laura da PUC também do Condema, né? Tá no Condema ou tá no Você me deu outra gestão. Eh, enfim, todas as pessoas que estão aqui eh colaborando conosco nessa frente parlamentar, como vocês, acho que a maioria sabe, a gente na no começo dessa legislatura, nós tivemos a iniciativa de retomar eh essa frente parlamentar. Na verdade, eram duas frentes parlamentares parlamentares na legislatura passada e nós resolvemos propor uma única frente, né, que lidasse com as questões do meio ambiente e com as questões do enfrentamento eh aos efeitos das mudanças climáticas, porque são temas absolutamente conexos, né? E nós temos tentado, nós fizemos uma primeira reunião que foi uma reunião de organização da agenda de debates, né, dos principais temas e hã e a gente tem a partir daí eh nos reun nós temos nos reunido nesses eh praticamente a todo mês, né, pra gente fazer as nossas reuniões, os nossos debates. Isso tem sido muito importante para suprir também não só o andamento do das ações do nosso mandato, mas de outros mandatos parlamentares também, né? Que que enfim que compõe aqui a nossa Câmara Municipal de Campinas. Eu atualmente tô na comissão de meio ambiente também como membro e e a gente a partir daqui das das contribuições das conversas daqui da nossa frente, a gente tem trabalhado eh temas, levado temas também pra Comissão de Meio Ambiente eh aqui da Câmara. Um dos temas fundamentais que a gente entende que devem ser tratados e que a gente entende também que Campinas pode melhorar demais, né? pode melhorar muito na sua atuação é a questão dos resíduos sólidos, né? Então, nós eh propusemos e vai ser votado na segunda-feira uma comissão especial de estudos destinada a avaliar e debater a gestão e o gerenciamento de resíduos sólidos na cidade de Campinas. Nosso mandato atualmente tem eh duas comissões de estudos, uma relativa às salas de cinema, salas de exibição, foi uma proposta do centro do da comissão técnica do audiovisual e que nós estamos já caminhando pro encerramento. Obrigado. Caminhando pro encerramento dessa dessa comissão, né? As comissões de estudos elas duram por 180 dias que podem ser prorrogáveis. E a gente tem entendido essas comissões como espaços assim muito interessantes da gente realmente fazer estudos, pensar em política pública de uma maneira consequente, de uma maneira embasada, com uma agenda de discussões, né, que possa tocar nos temas mais importantes relativos a cada um desses, né, a cada um desses grandes temas. Então, as a questão do audiovisual e das salas de cinema. A segunda comissão que a gente aprovou e estamos dando início também é a comissão das neurodivergências, né, que vão tentar lidar e propor uma política integral sobre as neurodivergências na pra cidade de Campinas. A nossa avaliação hoje é que praticamente não há uma política articulada, né, assim, sequer há uma política setorial, né? a gente vê um monte de problemas na educação, a gente vê um uma, né, as dificuldades da saúde dar conta das questões relativas às neurodivergências e isso para não falar das outras secretarias, né? Então, a gente entende que eh que esse tema deve ser tratado de uma maneira integral, deve deve haver uma política integral eh que articule todos os segmentos. Eh, há um projeto de lei, inclusive na Câmara dos Deputados, que visa criar uma política nacional, né, para as neurodivergências. E nós estamos, acho que articulados a essa iniciativa. E a terceira comissão de estudos, cada vereador pode ter só três, né, até porque dá trabalho para caramba, porque a gente assim, pelo menos as nossas estão dando trabalho, né? Tem muitas aí que são criadas e que não vão pra frente, né? Para dear. É, então, mas as nossas têm dado bastante trabalho, então, eh, por quê? Porque a gente eh monta realmente uma agenda, né, pensa a partir da do estab do de estabelecida a comissão de estudos, a gente faz uma primeira reunião e pensa o que que vai ser o começo, meio e fim, né, dessas ações, qual vai ser o produto que a gente quer buscar. E e aí a gente, né, fez essa essa essa esse encaminhamento para essa comissão de estudos sobre resíduos sólidos na cidade de Campinas. Tal é o a importância do tema que a gente, né, que o nosso mandato eh tá tá dando, não só paraa questão ambiental, mas especificamente para essa questão dos resíduos sólidos, né? Então, hoje aqui é um marco importante porque a gente conecta a ação da frente com esse início do trabalho da comissão que certamente será aprovada na segunda-feira, né, em plenário. Já nós já temos aqui eh mais de 11 assinaturas, né? 12 já, né? 12 assinaturas. A nossa assinatura, porque assim, cada comissão de estudos, ela para ser aprovada, ela precisa de 11 eh vereadores, né? É 1/3 da casa. Então, já nos apoiaram aqui a vereadora Guida Calisto, o vereador Gustavo Peta, o vereador Rubens do Gás, a vereadora Paola Miguel, a vereadora Débora Palerma, vereadora Mariana Conte, vereadora Fernanda Solto, vereador é o Carlinhos, José, ah, o Carlinhos Camelô, José Carlos dos Santos. É que aqui eu já pensei que era um outro aí, mas não é, né? Ainda bem. Eh, o vereador Luís Abico, que tem sido um parceiro bacana, né? presidente da comissão de meio ambiente. A gente eh teve aqui no lançamento dessa frente parlamentar, inclusive o vereador Aíton da farmácia e o vereador Dr. Ianco, que estão nos apoiando na criação dessa comissão. Então, a comissão ela ela tem essa essa tarefa de analisar com com alguma profundidade, né, com ou diria com até com com bastante profundidade a questão dos resíduos e e afinal de contas o que que nós enquanto legislativo podemos apresentar como política paraa cidade, tá? Então, é dentro desse espírito que a gente propôs essa reunião de hoje, né? Eh, eu queria agradecer muito a presença da professora Emília Rutkovsk, que tem sido uma amiga, parceira, companheira desde que a gente se conheceu, quando eu fui pra Unicamp, né, e pela trajetória da Emília, a gente tem trocado bastante nesses anos. A professora Emília é da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da FECFU, da Unicamp, enfim, tem uma longa trajetória no nas questões ambientais, especialmente no tema dos resíduos sólidos, né? Quero agradecer a Kelly dos Santos Brito. Obrigado, Kelly, pela tua presença também. A Kelly atualmente é secretária da cooperativa Renascer lá no Santa Lúcia. Então, também agradeço a tua, né, tua por você poder falar da tua trajetória, da tua experiência aqui. Nós convidamos o Valdecir Aparecido Viana da Reciclamp. ele teve uma questão familiar, não pôde comparecer, né? Mas nós estamos em diálogo também com com o Valdeciri e a Reciclamp para que a gente possa compor essa essa esses nossos trabalhos aqui. Antes de passar a palavra para pra professora Emília, quero agradecer também a presença do Thiago Custódio. Cadê o Thiago? que que eh tá atualmente como agente territorial do programa Polinger, né, no campo da economia solidária, os agentes de economia solidária. Depois o Thiago, obrigado. Depois o Thiago vai falar um pouquinho sobre isso, sobre esse, sobre essa política pública também. Thiago, a Pâmela Vila Nova, gestora cultural do ponto de cultura quintal Garatuja. Obrigado, Pâmela. que compõe ali o circuito Nova Europa de ação, a professora Laura Bueno, Marcha Mundial das Mulheres, o Zé Antônio, vice-presidente do Condema, como eu já tinha comentado, e a Adriana, cadê Adriana? Tudo bom, Adriana? Níneca, embaixadora da Frente Parlamentar Nacional. Fala, Semuk. Semuk. Que que é a Semuk, Adriana? Semu é a Secretaria da Mulher Nacional. Ah, legal. Da secretaria. Ah, legal. da Secretaria da Mulher na veio com essa frente já fazia um ano, mais um ano, tá? E a gente tirou algumas embaixadoras. Ah, que legal. Obrigada. Então, aí depois você também queria que você falasse um pouquinho, tá, sobre suas ações aí, como que a gente pode articular e fazer coisas juntos. Então é isso, sem mais delongas, eu passo aqui para pra professora Emília e aí a gente dá andamento pro nosso debate. Emília, eu acho sentar aqui se vocês vão que ficar passando em pé. Pode ser? Pode porque esse negócio de ter um olho funcionando e outro não, porque eu tô ainda não tô aprendendo. Você quer o microfone de mão ou prefer? Ah, ok. Fica aqui. Bom, bom dia a todos. Tá dando, tá todo mundo me ouvindo bem, né? Que você se incline bonitinho pra esquerda. Oi. Desde que você se incline pra esquerda. Tarinar pra direita fazer mesmo que queiram fica difícil. Tem um problema de DNA, entendeu? que não permite. Bom, eh, eu queria agradecer muito o Wagner, né, e à frente por ter, primeiro por ter elencado esse tema, né, logo de cara, por pensar que a terceira e eh comissão de estudos devesse ser sobre resíduos. Eu queria agradecer muito, acho que todo mundo que tá aqui, a grande maioria tá há muito tempo, né, com esse perrengue aqui nessa cidade. Eu vou, ó, gente, eu acho que eu pus slide demais, então vou passar rapidinho, porque ontem eu comecei, eu eu não sabia direito por onde que eu ia começar. Pera aí que pronto. Eu não tinha muita certeza de por onde eu ia começar essa conversa com vocês, né? O que que eu ia trazer, tá? Eu fiquei um pouco por questões de saúde meio que afastada inclusive do Condema, do cotidiano dessas coisas. No Condema. A gente tá com um problema nesse momento porque eu presidi a Câmara Técnica de Segurança eh Hídrica e Saneamento. Isso foi passado por um outro representante no Condema, o Carlos Alexandre. E desde então, que vai fazer do anos, a gente não conseguiu ter nenhuma reunião da Câmara Técnica, né? Então, tá muito difícil saber o que que tá acontecendo na cidade sobre isso. Não que pelo WhatsApp todo mundo que que é membro da Câmara fique pedindo reunião, mas a reunião não acontece. Então eu falei: "Bom, e aí como é que eu vou de por onde que eu começo para discutir isso? O que que tá acontecendo?" Então, eu fui num lugar que é mais fácil, né? Você vai pro site da prefeitura, numa cidade de um país democrático, todas as informações têm que tá lá, não tem? É assim que funciona, né? Eh, não em Campinas. É bem complicado, tá? Eu consegui achar as coisas, mas eu tive que fazer esse papel de detetive para poder localizar as coisas dos lugares mais incríveis. Mas aí eu me dei conta que a gente tá na realidade numa frente de meio ambiente, mas de enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas. Então eu resolvi começar a pela coisa que é mais recente na prefeitura, que é de 2020, quer dizer, um pouco mais antiga do que até o nosso novo plano, novo plano de resíduos sólidos. Mas vamos ver o que que é a política municipal de enfrentamento dos impactos da mudança do clima e da poluição atmosférica de Campinas lida com resíduos, né? E aí depois eu falei: "Bom, e aí a gente checa o que que tá acontecendo na cidade". Eu só vou trazer aqui as coisas que são mais eh diretamente ligadas com isso. Ai gente, desculpa. Bom, princípio. Entre todos os princípios lá diz que a participação popular, o controle social tem que ser garantidos pela transparência e o acesso à informação. E aí eu tive ser um detetive especializado em internet pública para poder achar as coisas. Então essa foi a primeira coisa. Depois da diretriz, ele tá dizendo que tem que ter uma integração das estratégias de mitigação e adaptação à mudança do clima com outras políticas públicas, em especial com as políticas setoriais, dentre elas tá lá o saneamento, tá? Além disso, é uma diretriz, a redução, a reutilização, o reaproveitamento, a reciclagem e o aproveitamento energético dos resíduos eentes e o tratamento e a destinação ambientalmente adequados dos rejeitos dos domésticos industriais aliados ao incentivo à produção e ao consumo conscientes, visando a redução da quantidade de resíduos e afluentes gerados. Falei: "Uau, né? Resolvemos o problema dos resíduos, né? Tá lá na diretriz e tem como objetivo que você precisa estabelecer mecanismo para estimular a modificação dos padrões de produção e consumo de novo, que fala direto com a economia circular e, portanto, com a questão dos resíduos, certo? Bom, ele tem um decreto para poder instituir então o que ficou que a prefeitura resolveu chamar de plaque, né, que, né, o som é é um som manomatopéico, né? O plano local de ação climática, ele pretende entregar à cidade uma visão integrada, inclusiva, alinhada com suas prioridades sociais, ambientais e econômicas, bem como as condições facilitadoras e marcos de implementação necessário para as ações de mitigação. Os objetivos estratégicos, entre vários, tem aqueles que garanta que ninguém seja deixado para trás. Isso está numa lei em Campinas, tá? Que tem como objetivo garantir que ninguém seja deixado para trás, adotando abordagem e ações inclusivas e equitativas. Eu falei, né, relação então aos catadores, ó, estamos super bem. E um dos eixos estratégicos, eles são cinco eixos estratégicos, se não me engano, é o saneamento básico resiliente. E o saneamento básico resiliente tem que garantir a universalização, o gerenciamento integrado do saneamento que mitigue também então a os os gases de efeito estufa. E aí eu fui ao PLAC. De cara no plaque tem essa essa esse quadro, né, essa figura que diz que em torno de 17% das emissões de gases de efeito estufa em Campinas tem a ver com os resíduos, tá? Depois no texto ele diz que é resíduos e efluentes. Então, contando o esgoto que saem das casas das pessoas, das indústrias, das empresas, isso junto, mais o o lixo. E aí, engraçado, né? um um plano de ação climática falar em lixo, mas o lixo que sai das cidades, não os resíduos. Isso já diz muito de como é que a prefeitura entende, né? E tem metas de redução. E olha só, a nossa meta para 2025 era diminuir 5% nos gases de efeito estufa. E eu tentei descobrir aonde é que a gente reduziu isso. Eu não achei o dado. Então acho que se a Frente Parlamentar pudesse perguntar pra prefeitura seria interessante, porque nós estamos em 2025 já, né? Mas depois eu achei um outro quadro que diz o seguinte: para os resíduos a gente tem uma meta em 2025 de reduzir 5% desses gases. Portanto, é um crescimento muito interessante, né? a gente vai reduzir. E o que que é isso? Eu também não achei essa informação. Tô trazendo aqui porque eu acho que a frente poderia tentar descobrir paraa gente o que que é isso. No eixo dois, então, que é o eixo do saneamento básico resiliente, que eu já li para vocês o objetivo, tem como sua primeira ação reduzir a quantidade de resíduos destinados ao aterro sanitário. Depois a gente conversa com os catadores como é que isso está acontecendo, né? Bom, e esse eixo ele visa assegurar a gestão integrada do saneamento, contemplar abastecimento, o manejo dos resíduos sólidos, tá? tá, tá colocado lá como importante. Bom, disso eles dizem pra gente que daqueles 17% os dados diz que quatro estão ligados diretamente a resíduos e que 13 ao tratamento dos refluentes. Que tratamento é esse que ainda produz 13% de gases de efeito estufa, né? Porque que esses gases não estão sendo canalizados? Se tá sendo tratado, é factível a canalização desses gases. Não deviam estar aí pelo ar, né? e diz que o município produz 1300 toneladas de resíduos dia e nós computamos, aí eu percebo nas entrelinhas, não que esteja explícito, mas no plaque, ele se refere ao fato de que o nosso resíduo hoje vai pro aterro de Paulíia e que o aterro de Paulíia hoje é um ecoparque que produz biogás. Então acho que a gente tá reduzindo esses 5% lá no aterro de Paulíia, não é aqui em Campinas, né, usando o aterro. E deve ser engraçado porque a prefeitura de Paulí também deve estar usando o mesmo 5%, né? São 10. É, é cinco que vira 10 é bom, né? É. Pois é. Então tem a arte da multiplicação dos pães, certo? Bom, e também nos diz que 99.77% 77% da população de Campinas tem um sistema de coleta de resíduos regular e que a coleta seletiva só recolheu 1.94% do resíduo da cidade, tá? Isso é trágico, né? Se a gente tem que dar conta de 5%, gente, o trem aqui tá difícil, desculpa. Mas qual coleta seletiva é essa? Põe, põe no modo avião para mim parar de me encher a paciência da prefeitura. Não, a prefeitura informa que ela só consegue fazer desses 13 toneladas, 1,94% vai paraa reciclagem. É isso que a prefeitura informa. Obrigado. Bom, e aí ela fala de algumas transições. De novo, ela diz que a transição é a expansão dos serviços públicos de coleta de lixo, não é de resíduos, tá? Está lá no plaque, eles querem coletar é lixo, né? Então isso já complica e reduziu o descarte irregular do resíduo. Ela quer coletar lixo e acabar com a irregularidade do resíduo. É é interessante pensa frase. E a separação adequada de resíduo orgânico de resíduo sólido. Então o orgânico não é sólido. Essa é a frase que tá no plaque, tá? A reciclagem de resíduos deve ser ampliada para 100% da coleta, porque hoje ela é em torno de 70%, né? E aqui diz que a nossa matéria orgânica, quando for coletada pela prefeitura de forma segregada, vai produzir energia, tá? e também diz os tratamentos em loco de afluentes e resíduos sólidos realizados pela iniciativa que tem que ser executado com tecnologia de baixo carbono, né? Bom, e aí tem um um desejo para 2050 que Campinas vai ter toda a sua coleta mecanizada de resíduos sólidos e eles chamam aqueles lixão verde putefato que fica pela rua de de coleta mecanizada, tá? eh, que vai ampliar a coleta seletiva para 50% de todo o material para 2050. A gente tá meio caminho disso, a gente faz 1.94 e vai chegar a 50% em 25 anos. Isso é que é um processo de aceleração, né? E o município também, a partir da usina verde vai expandir o tratamento de resíduos orgânicos e de novas unidades de compostagem. ecoponto ponto verde, tá? E 100% dos bueiros vão estar eh devidamente limpos para evitar adagamentos. Então, só algumas coisas, depois eu fico aí se vocês quiserem dar mais uma olhada. E aqui tem as ações. Quais são as ações? Mas as metas no plaque de fato é para 2032 40 e 50. Então, para 2032, a gente só vai ter 20% desse material eh de resíduo reciclável coletado, mas mesmo assim de 1,95 para 20%, tem que se esforçar. É isso aí, Thaago. Tem que se esforçar, né? aumentar a quantidade de resíduo orgânico tratado pela usina verde. Mas quando eu visitei a usina com a vereadora Guida, nos foi informado que a CETESB não permite que se leve orgânico doméstico pra usina, que a usina só pode ter os efluentes de da o lodo de esgoto da Sanasa, né? Espero que isso tenha mudado, porque eles têm que chegar a 470 tonelad dia de resíduo orgânico para tratar lá, né? E fortalecer um programa de educação ambiental que quando eu procurei e procurei muito com uma agulha no palheiro, eu não achei nenhum programa até hoje de educação ambiental acontecendo para em relação aos resíduos. Então isso me preocupa muito, porque a gente tem que E aí o programa de educação ambiental é medido por número de ações. Então se tiver 15 ações em 2032 tá de bom tamanho, tá? Eu vou passar pra frente porque não vai dar. E tem aqui alguns marcos e para eles o primeiro grande marco para julho de 2026 para implementar isso é aprovar PPP. é o primeiro marco de implantação pra gente ter um saneamento resiliente, tá bom? A governança é fundamental e eles dizem que a governança vai se dar por disseminação das informações e por estímulo à participação popular nas discussões locais. Eu espero que todos vocês tenham participado de todas as discussões, né, ou pelo menos é estimulado a participar dessas discussões locais. Bom, aí eu falei, hora de ver o que que tem no plano de resíduos. Aí eu fui procurar, procurar, procurar e eu achei na aba da audiência pública que aconteceu em 2020 uma um link para o plano municipal de resíduos que te remete ao Diário Oficial. No Diário Oficial tem o decreto que institui o Plano que diz que tem anexos, mas os anexos não estavam lá. Os anexos vão ser colocados no dia seguinte com um novo decreto, tá? E aí tá lá o plano. Eu entrei no plano para ver o que que tinha no plano. Eu vou só trazer algumas coisas, tipo para começar. Nós estamos em 2025. Este é o plano vigente. Então este plano deveria ter sofrido no mínimo, alterações em relação à projeção da população de Campinas, né? Porque ele tá projetando para 2024 1.199 pessoas na cidade. E o IBGE diz que a gente no máximo de projeção tem 1.139.000. Para quem trabalha com resíduo, o Ronaldo aqui que já, né, foi secretário, sabe muito bem. Essa diferença de 60.000 pessoas é quase que um caos, né, para você trabalhar e projetar resíduo, principalmente quando você contrata. Isso não, você nem absorve isso dentro do cotidiano. E aí vejam que a taxa de geração de resíduos, ela é bem é uma média em torno de 0.7. Bom, e tem essa esse outro gráfico que é muito interessante porque é um gráfico de percentagem de de fração de material. Eu não sei quanto em peso é isso, mas eu sei que a percentagem de frações de materiais por classe social em Campinas, a classe A, B, C, D e E, tá colocado nessa tabela e a gente fez umas contas já, umas contas que a gente já fez tem um tempo, inclusive, a Súria e eu. E a gente viu que 30, em torno de 33% é material reciclável seco, 38% é reciclável orgânico. Portanto, Campinas tem um potencial de que 71 por 71% dos seus recicláveis, do seu resíduo, é passível de reciclagem. Então, até aquele 50 é baixo, né? Bom, e mas aí, gente, olha o nome desse quadro histórico de eficiência. Olha os dados que estão aqui nessa coluna chamada coleta seletiva e a percentagem de eficiência é uma eficiência negativa porque a gente vai a estimativa é que o resíduo aumenta naquela primeira tabela que eu mostrei, mas a coleta por tonelada de seletiva, ela vai de 5.000 de olha, chegou a 7.800 e de repente ela cai para 4200. Porque 2020 não é um bom dado, porque de março a setembro não houve coleta na cidade, tá bom? Então, voltando para isso, Campinas então está aí com essa com essa taxa de 4.000 toneladas. Só que quando a gente abre o atlas de reciclagem, que é o atlas que foi feito pela Ancate, que é o braço técnico do movimento nacional de catadores, e põe lá Campinas e o Atlas só tá recolhendo de dados de parte das cooperativas da cidade que está ligada a um programa do Mais reciclagem. Lá somando o que foi coletado em 2022 dá 6 toneladas. e não são as 14 cooperativas, tá? Porque os dados são de cooperativas, não tão aqui os acatadores independentes. Então já vê a uma disparidade entre o que a prefeitura diz que ela coleta, as cooperativas informam. Por isso que o atrasicagem é excessivamente importante, porque é a partir dos dados que a cooperativa vende, tria e vende, tá? E aí quando vocês entram no da reciclagem, a gente vê distorões no Brasil inteiro, porque oficialmente a gente não recicla nem 5% do Brasil. A indústria, por exemplo, diz que a indústria que menos que tem a taxa mais baixa no Brasil é de 35% de vidro. E no atras da reciclagem a gente tem dados de quase 80% de reciclagem. Então esse é um país que dados também é uma coisa que a gente precisa começar a ter informação decente, senão nós estamos problema. Tá bom? Portanto, gente, o que está hoje como plano de resíduos desta cidade tem como meta que a máxima reciclagem vai se dar máximo em 2050, 2030, com 30% do resíduo doméstico sendo coletado, né? A meta é que 35% ainda vá para aterro, tá? e que a população e por que que é só 35%, que 35% tem que ir pro aterro, porque se diz que a população campineira não vai conseguir separar na fonte mais do que 20%. Tem uma sensação de que a população não consegue fazer isso, mesmo com a PPP de 30 anos que será super eficiente, tá bom? É muito difícil a população fazer qualquer coisa decente se não tem nenhum programa educativo para tentar ajudá-la, né? E no topo disso tudo é importante a gente saber que um texto inclusive que tá na na no texto que que o que o o vereador leu há pouco na apresentação do programa Integra Resíduos em abril deste ano, no hotel, aquele hotel ali na na aqui da ban, esqueci o nome do mercury, né? teve uma reunião com a secretária da C000 e ela veio apresentar o Integra dizendo que tá buscando escala e que gostaria que os municípios todos entregassem ao estado a responsabilidade do tratamento do seu resíduo. Apesar de não constar da lista dos municípios que já aderiram o município de Campinas, o prefeito oficialmente como presidente da Gencamp entregou pra secretária o resíduo de Campinas para que o estado tomasse conta dele, porque o relegando que o município não tem condições financeiras de fazer isso, tá? Você tem como entrar na prefeitura? Isso é a única coisa que eu achei e achar onde estão as cooperativas, que é isso que tá em amarelo, e aonde estão os pontos, ecopontos da cidade. Isso que tá em azul é para dizer que tem mais de um muito próximo. Aí, olha só que interessante essa área mais ao norte. Num trabalho que a gente fez na época que o Ronaldo era era o secretário com o o Valdir Biso, que era o diretor de limpeza urbana, a gente fez a gravimetria por bairros da cidade e a gente percebeu que na região da Nova Campinas e do Gramado e em Barão Geraldo, as pessoas produziam em torno de 1.5 a 1.7 kg de resíduo por dia, por pessoa. E aqui na região do Vida Nova, né, que naquela época o Vida Nova era o bairro um pouco mais de mais de Campo Belo, Vida Nova, as pessoas produziam 200 g de resíduo por dia. Olha aonde que tá localizada as cooperativas e os ecopontos. dizer, quem produz mais resíduo reciclável não precisa nem de ecoponto, nem de cooperativa por perto. Se a gente tá fazendo isso dentro de um plano local de ação climática, por que que eu preciso que caminhões que são movidos a diesel fique passeando com essa reciclagem para poder trazer isso para essas cooperativas que estão do outro lado da cidade? É mais uma pergunta ser feita paraa comissão de estudos, tá? E aí eu achei a educação ambiental. São três exemplos da educação ambiental para resíduos. O primeiro foi uma ação no dia 20 de abril de 2018, no limite entre Campinas e Sumaré para ver se diminuía o descarte irregular de resíduos na divisa dos dois municípios. Um no dia 19 entre Campinas Sumaré e Hortolândia também para tentar evitar o descarte e umas visitas regulares que as escolas de Campinas fazem paraa unidade paraa usina recicladora de materiais. Essas são as ações de educação ambiental. Ou seja, a gente precisa que as pessoas segreguem na fonte. Mas eu queria saber quantos de vocês aqui já tiveram alguma informação de como a segregação na fonte deve ser feita, né? Bom, nós temos problemas e aí tem uma lista de deficiências. O plano diz que a gente tem deficiência porque não existe atualmente um programa efetivo e eficaz de educação ambiental. Então isso tá escrito desde 2020. Nós somos em 2025 e nada parece ter sido alterado. Programa de educação ambiental, a gente tem alguns educadores aqui, não é uma coisa que consuma tanto dinheiro quando você tem uma estrutura de escola, de parques, né, que você pode pensar várias coisas. E diz que o problema da sujeira nas vias públicas tem a ver com a falta de conscientização ambiental da cidade, né? Nós é que somos os responsáveis. Falta tratamento pros resíduos, falta gente, falta uma série de coisas. Eles reclamam que a coleta seletiva clandestina acontece. Então o coitado do catador independente virou clandestino, né? O que é uma coisa muito complicada para quem quer ser inclusivo. Tá lá dito que a gente tem uma política de inclusão, né? E diz também em que, apesar da prefeitura entregar os kits de reciclagem para as cooperativas, as instalações físicas das cooperativas ainda deixam a desejar, tá? Então está escrito com todas as letras o nosso plano desde 2020, assim como a prefeitura reclama que não consegue achar boas áreas para instalar as cooperativas. Isso tá posto, tá bom? Eu vou passar paraa frente. Ou seja, no final das contas, a prefeitura diz que ela não tem dinheiro, tem um problema financeiro. Se ela não tiver uma PPP de 30 anos, ela não vai poder mudar nada. É isso. Mas é engraçado porque em 2022, em pleno governo bolsonarista, inclusive o Bolsonaro, a única coisa daquela mudança que ele fez no no na lei de saneamento que foi positiva, foi criar a obrigatoriedade da cobrança pelo serviço de manejo de tratamento de resíduos que nunca existiu no Brasil, né? Acho que todo mundo aqui lembra do escândalo que foi a tal da Martaxa, quando a Marta Suplic resolveu precisava taxar uma coisa que é cara, que custa, né, pra cidade, até porque é uma forma inclusive das pessoas entenderem que resíduo é uma coisa você tem que tomar cuidado, tanto cuidado quanto você tem de consumo de água, tá? Inclusive porque tem uma resolução, tá? E tem esse manual que eu coloquei até com link aqui dizendo como é que a prefeitura pode fazer essa taxa acontecer. É tudo explicadinho. A Ana explicou tudo, fez tudo bonitinho, fez o dever de casa para as prefeituras e as prefeituras continuam. Não adianta simplesmente você colocar no IPTU, dizer, ó, desse IPTU que você paga, tanto disso a gente gasta com resíduos. Eu quero saber se aquilo ali dá conta, porque eu tenho a impressão que não dá, porque a prefeitura tá dizendo que sem PPP lá não consegue fazer nada. E a lei diz que você tem que ter a manutenção e você tem que ter a implementação paga pelas pessoas, tá? Nós temos um plano nacional de resíduos sólidos, que também é um decreto de 2022 que diz que até 2024, portanto, o ano passado, 13% dos orgânicos já tinham que ter virado biogás em todos os municípios. Que 13% dos secos tinham que ir para as cooperativas. A taxa aqui continua 1.9, né? E tem o Programa Nacional da Reciclagem com o programa Recicla Mais. Por que que a prefeitura não tem estimulado as cooperativas a estarem no recicla mais? Bom, e para terminar, que eu já avancei bastante no tempo, nós temos a já de bem antes de 2020, em 2017, a gente já começou a discutir no FL Cidadania a plataforma de Campinas lixo Zero. E essa plataforma ela quer primeiro eliminar a produção. Para, na minha opinião pessoal, palavra listo devia virar palavrão, né? Aquela palavra que você não briga com a criança se ela põe a palavra na boca, né? Por quê? Lixo, gente, não tem valor. Não tem valor ambiental, não tem valor econômico, não tem valor social. E resíduo tem tudo isso. E a diferença entre ser lixo e ser resíduo tá naquelas duas figurinhas ali, ó. A hora que você pega uma coisa que você não quer e você pensa o que que você vai fazer com ela, isso continua sendo resíduo. A hora que você joga fora dos seus olhos, né? Porque o máximo que você pode fazer é isso, né? A Pâmula, que é muito boa nisso, já chegou à conclusão que fora é só dos meus próprios olhos, aí eu olho para trás, então eu tenho que olhar para um lado, né? Isso vira lixo. Opa, desculpa. Tá? tem que priorizar a coleta seletiva solidária. E coleta seletiva solidária não é feita em grandes contêiners. Ela deve ser feita na coleta porta a porta, realizada exclusivamente pelos catadores. Já está provado no Brasil, na América Latina, na África, onde a gente já trabalha com isso há muito tempo. Quando a própria cooperativa, o catador está fazendo a coleta seletiva, ela tem melhor qualidade, ela tem menos rejeito, né? E é um trabalho de educativo da da melhor qualidade. Então isso tem que acontecer, né? As cooperativas têm que ser remunerada por todo o seu trabalho. Ela tem que ser remunerada pelo trabalho de mobilização e sensibilização, né? Porque ninguém conscientiza ninguém. O máximo que a gente faz é mobilizar e sensibilizar as pessoas, a coleta porta a porta e a triagem do material. Porque essa triagem que ela tá fazendo também é uma economia pro nosso bolso. Então ela tem que ser remunerada por isso, né? E a plataforma recomenda que a gestão tenha controle social. Se pode ser que se crie um conselho especial de saneamento, algumas cidades têm isso, ou a gente usa o próprio Condema, que tem câmara técnica especializada para isso. Tem que se implementar o plano municipal de gestão integrada dentro dos princípios da política nacional, que são princípios, todos esses estão colocados no plaque, que é o do poluidor pagador, do protetor recebedor, da prevenção, da precaução e da capacitação técnica continuada. Essa rota tecnológica, ela tem que privilegiar o aprimoramento contínuo técnico. Se eu faço uma PPP de 30 anos, não tem contrato que eu consiga colocar e não tem contratante que vai assinar um contrato dizendo você tem que fazer aprimoramento técnico contínuo, porque é impossível fazer qualquer avaliação de lucro se eu fizer isso. O plano de educação ambiental é um plano também contínuo e processo de educativo tem que iniciar antes que o processo de de coleta, de segregação aconteça, não é depois, porque eu já começo com um passivo. Se eu começar o o programa de educação ambiental depois, eu começo com passivo. As pessoas começam a fazer errado, cheia de boa intenção. E eu tenho que desfazer aquilo que as pessoas já estão fazendo, né? E a coleta porta a porta de recicláveis deve ser entregue com certeza às cooperativas, tá bom? A gente tem que ter, então aqui a gente de novo, o fórum traz que é preciso estabelecer um plano municipal de mobilização e sensibilização paraa gestão de resíduos, né, dentro da pirâmide colocada pelo artigo 9 da política nacional, que é não gerar, reduzir, reusar e reciclar, tá? Isto é fundamental. Os planos locais, e eu acho que é muito importante a gente pensar em planos locais nos vários regiões ou distritos da cidade e com isso, inclusive pensar onde que vão ficar as cooperativas, porque fica muito mais fácil se as cooperativas e os ecopontos estão próximo de onde o resíduo é é produzido, porque a gente tem um problema de gás de efeito estufa com diesel e a gente tem que evitar isso, né? Melhorar as estruturas das cooperativas. Hoje a gente tem, eu acho importante que essa comissão de estudos, vereador, comece a primeira, a sua primeira ação, fazendo um grande tour. A gente já fez isso com o Ministério Público em outras ocasiões, por todas as cooperativas. Vamos ver que a gente tem cooperativas em situações muito díses nessa cidade, né? E isso não quer dizer que as pessoas da cooperativa A ou da cooperativa B são profissionais de qualidade inferior. Eles estão trabalhando em situações muito diferentes, né? e eles merecem todos ter o mesmo padrão de qualidade no espaço de trabalho deles, tá? A importância de um grupo de acompanhamento dos contratos para ser proativo e não apenas fiscalizador, porque eu acho que se a gente tá falando de inclusão, se a gente tá falando que a a participação tem que acontecer, esse grupo não é para ficar fiscalizando depois, é inclusive para ser proativo para ver antes que as coisas vire um caos, o que que a gente pode fazer e fomentar novas cooperativas. um estudo já bem antigo, a sua Sal dele, acho que é 2018, né, Celeste? Que naquela época se dizia que Campinas comportava 40 cooperativas com 30 cooperados em cada uma, trabalhando e não trabalhando três turnos, só dois turnos, tá? Então a gente tem como, né, a questão da importância da do protagonismo da Secretaria de Assistência Social para ser assist para para praticar a política nacional de assistência social, não a política de começar a fazer ajuda, não é ajuda, né? Assistencialismo social hoje tem uma definição em política pública bem diferenciada. o envolvimento e articulação dos conselhos municipal fundamental o desenvolvimento de um projeto de combate ao desperdício de alimentos, porque quase 65% do que a gente produz nessa cidade de resíduo é comida. Isso é um absurdo. Isso é um completo absurdo. Isso é um disparate, tá? O Brasil, gente, mas o Brasil produz em torno de 58% em média, tá? Mas a gente ainda produz um pouco mais, né? E é necessário o desenvolvimento de um projeto de compostagem caseira, um projeto regional. É possível em situações que você faça a compostagem na tua casa, isso é um ganho. É possível que você faça na praça de algumas regiões. É possível que a prefeitura assuma em outras situações. A gente pelo mundo tem todos esses diferentes tipos acontecendo e é fundamental que os grandes geradores comportem o seu próprio resíduo ou deem eles a solução para isso, né? E claro, a gente insiste que é imprescindível proibir a incineração de resíduos em Campinas, tá bom? Os projetos têm que contemplar as dimensões da da redistribuição de renda e do reconhecimento e da representação daqueles que sempre trabalharam com resíduos, catadores. Isso é fundamental. O plano de gestão integrado, ele tem que imponderar o social quando ele é inclusivo, o ambiental quando ele é sustentável e o econômico quando ele promove a circularidade. É impossível a gente falar de alguma coisa hoje sem dizer que a gente tá tentando trazer esse processo de produção, de ação dentro se se não for dentro da economia circular. Portanto, lembrar sempre que a coleta seletiva solidária é exclusiva com os catadores e que a incineração é algo que a gente tem que sempre abominar, né? E todas essas outras formas que a física diz que não tá incinerando, né? Mas tá, mesmo a frio, a gente consegue fazer a incineração hoje. Tá bom? Desculpa se eu passei muito do tempo. Muito obrigado, Emília. Eh, a gente quando pensou aqui essa essa mesa, a gente queria essa um pouco esse quadro, né, esse cenário sobre não só a trajetória da questão dos resíduos na cidade. Acho que a olhar pelos sobre os planos e sobre a o que falta nos planos, né, ou até o que sobra nos planos. Eh, o que sobra nos planos aponta muito isso, né? E então acho que foi muito legal. A gente já tem aí uma um monte de coisas para discutir. Kelly, queria que você então fizesse a sua a sua fala e fica à vontade para falar de todas as questões, todos os problemas, aquilo que você viu nesses anos todos, nesses anos de atuação sua, tá? Obrigado pela tua presença. Bom, primeiramente, bom dia. Acho que é bom dia ainda, né? É, pelo amor de Deus, só para descontrair, gente, que eu tô bem nervosa, mas tudo bem. Fica, fica à vontade. Eh, bom, eu me chamo Kelly, sou catadora e hoje eu faço hoje não, já há alguns anos faço parte na da cooperativa Renascer aqui em Campinas e tô na gestão também. Estou como secretária na dentro da cooperativa. É complicado falar depois da professora Emília, né? Mas a gente vai tentar. Bom, vamos lá. Eh, em relação a hoje a cidade de Campinas, ela ela tem tido vários problemas com a questão da do resíduo mesmo na cidade. A professora Emília enfatizou bastante sobre a questão da da coleta, eh, dos catadores fazerem essa coleta, é de extrema importância, porém a gente tem um um agravante que é não ter uma estrutura, né, legal para tá fazendo isso. tem todas as cooperativas têm essa estrutura e bem lembrado também. Eh, eu eu vou meio que juntar um pouquinho de tudo que a professora Emília disse e eu tô com os tópicos aqui. Eh, bem lembrado também eh sobre a questão do que a a prefeitura traz pra gente em relação à à área, barracão, eh, a os equipamentos para que a gente possa trabalhar, mas aí é um pontapé inicial, chega, coloca, trabalha. Agora com vocês, vocês dá jeito, né? Então é bem isso que a gente vive. Eh, até agradeço aqui a presença das demais também e todos vocês. Tem a Cópia Bassoli, que tá aqui também, que é a mais nova da cidade. A Adriana tá ali também que é da Santo Espedito. Eu não sei se tem mais alguma cooperativa, mas enfim, aí já sabem essa realidade. A gente enquanto cooperativa e prefeitura, a gente tem uma uma dificuldade nessa conversa, né, de est junto ali, porque é muito vai em uma secretaria para tentar resolver algo, já joga pra outra, a outra pra outra e assim vai. Não tem uma comunicação legal, então fica difícil resolver as coisas. recentemente, vou até aproveitar o gancho, a gente teve uma reunião na prefeitura e assim, eh, gente, é extremamente importante que isso aconteça, de ter esse apoio prefeitura cooperativa e até mesmo com os catadores individuais. E a gente tá com sério problema. Eu vou enfatizar isso que é o que tá muito preocupante nas cooperativas hoje, que é a questão da coleta seletiva, do material chegar até a cooperativa. Então, eh, a gente tá bem num num caminho agora de mudança de contrato. Eu acho que a professora Emília tá por dentro disso também. Acho que mais algumas pessoas aqui. E quando isso acontece, eh, mexe total com o resíduo da cidade. Eh, fica até meio estranho e contraditório. Algumas informações que a gente escuta e vai averiguar que daí a gente vê. Eh, mas para onde tá indo esse material? Chegava toneladas pra gente, tipo, um caminhão chegava com 100 kg em uma vez, né? Uma viagem. hoje chega com 380, né? Então, e a gente tem registro disso que é tudo documentado, tem ticket, tudo certo, a gente faz uma medição mensal. E daí eu chego a uma conclusão que ela é bem óbvia na no meu, na minha opinião, enquanto Kell dizendo aqui, eh, uma coisa é você ter o contrato com a prefeitura, igual a nossa cooperativa hoje é contratada. Eh, então quando você tem um contrato, o parece que o resíduo ele simplesmente desaparece, ele sai do do do seu caminho ali. Quando você não tem um contrato, a cooperativa fica abarrotada. Normalmente é isso que acontece. Então fica meio óbvio, não fica? Fica meio estranho. Não tô aqui para julgamentos, ó. Então, eh, e isso é nossa, acho que eu levantei uma polêmica, né? É, é o óbvio. Olha, pensa bem, contratada, a prefeitura paga, certo? A gente tem um contrato, a gente vai receber pelo material que ela está trazendo, né? Contratada. Então, qual que é a lógica? É você pagar ou não pagar? Quem não é contratado, a chance dela ter um volume maior de material é enorme em relação a nós contratadas. Então acho que eu não acho que eu não preciso fazer uma virada de chave, né? Acho que ficou bom. Deu para entender. Deu, né? Desculpa, mas eu tenho que falar. É isso que tá acontecendo. Então é uma opinião minha, mas acredito que das demais também, que isso fica muito claro e é um debate que a gente tem sempre com a prefeitura em relação a isso. E e isso é assim, pra gente é uma dificuldade, né? Porque a gente tá no mesmo trabalho de quem não tá contratada ainda e a gente luta junto, a gente quer que seja contratada, que seja igualitário para todas, né? Bom, Campinas, isso, isso. Mas eu acredito, eu acredito assim, se for enfatizar, nós não somos empatados de 1000 kg que recebemos 500. É, eu ia chegar nisso agora. Isabel, isso é, eu ia, eu ia chegar nesse ponto agora. Aí isso. Então, mas aí veja bem, mesmo que fique na mesma, aquele rejeito que vem no caminhão pra gente, se você é contratada, você recebe por ele, você entendeu? É, é isso que eu tô dizendo. Então, de uma certa forma fica meio estranho isso. Então, é contraditório. Se a gente for analisar aqui, eh, eh, eh, tem coisas acontecendo que às vezes fica até difícil da gente chegar até isso, mas se a gente fizer igual a professora Emília dá uma de detetive aqui, a gente vai conseguir chegar lá, né? Bom, eu queria muito aproveitar esse espaço para falar sobre isso. Talvez não seja o foco, mas é a reciclagem. se é o resíduo. Eu quero enfatizar mais um pouquinho em relação a esse contrato que acho que tá pegando legal e e tem a ver com a gente. Eh, vai ter agora uma mudança. Eh, esse agora a gente queria que já fosse logo, né? Mas e tudo bem, demora um pouquinho. Que que vai acontecer? Eu não sei se vocês estão a a par disso, mas eu vou já vou deixar aqui falado. O novo contrato vai aumentar o valor do contrato paraa gente. Hoje a gente recebe R$ 386,49 por tonelada da prefeitura, tá? O contrato, porém o rejeito, suposto, o rejeito a prefeitura coleta e leva, certo? com o novo contrato não vai para R$ 660 e umas moedinhas lá que agora não me lembro aqui e a gente vai ter que arcar. A obrigação é nossa de pagar para retirar o rejeito da cooperativa. A gente não está de acordo com isso, tá? Então é é uma bomba, né? Espera só um pouquinho. Que que que vocês acham assim? Se a gente deixar a a aquele terminar assim a fala, daí a gente abre. Vamos guarda as questões aí, os comentários pra gente poder, porque assim, nós vamos resolver aqui. É, mas mas vamos pelo menos tá bom. É, eu eu só quis trazer isso justamente para causar isso mesmo, tá? Essa foi a minha ideia. Então eu eu já até fugi um pouco do que mais que eu ia dizer, mas enfim, eu quis trazer isso porque é uma é um assunto de extrema importância pra cidade e para nós que estamos dentro disso, né? E acho que envolve todos aqui, né? Independente de serem catadores e catadoras ou não, né? Então, outra coisa, eh, eu tô, eh, gostei demais e acho que é isso que tem que ser feito, essa questão da logística, da onde está as cooperativas, ecopontos, os munícipes, eh essa questão importante, educação ambiental, somos catadores e catadoras, a gente tem capacidade de fazer esse trabalho. Por que que não chegam até nós e por que não faça um contrato com a gente? A gente tem que ser remunerado por isso. É um trabalho nosso e a gente tem capacidade e tem qualificação para isso, porque a gente tá ali todo dia, a gente sabe como é. Vou dar só um exemplo que eu vim conversando até no carro com a dona Celeste, que acho que ela já foi embora até. Eh, isso a em 2019, se eu tiver errada nas memórias, acho que a professora Emília consegue me ajudar. A gente fez um trabalho no tempo ainda, a concessionária era renova, a gente fez um trabalho de educação ambiental, porta a porta, bonitinho, tudo bem. Aí veio a pandemia, aconteceu tudo aquilo, ficou acho que seis meses, se eu não me engano, aqui sem coleta, sem nada. Foi uma loucura. O atual governo da época naquele tempo, chegou na na mídia e disse: "Não vai, com as minhas palavras, tá? não será feita mais a separação do do orgânico, da reciclagem, do e tal. Não precisa, tipo, não precisa mais fazer isso. OK, passou a pandemia, voltaram para explicar o que que era para ser feito depois? Não. Então, quer dizer, o trabalho que a gente fez anteriormente foi tudo por água baixo. Então, eh, eu, eu tô meio que focando nisso e sim, eu acho que nós, enquanto catadores e catadoras e gestores e gestoras das cooperativas, é bom que a gente tenha esses espaços aqui. Eu acho que é importante pra gente poder colocar o que tá acontecendo, né? E sim, eu vou enfatizar novamente, a gente pode ser os educadores ambientais e que tenha mais ações para que as pessoas conheça a gente, o nosso trabalho, vá visitar, vai saber como que é, como é o nosso trabalho. E para isso a gente não não precisa estar formado, não precisa, nossa, é o, é a cabeça, é a crânio, não. Simplesmente vá conhecer, vai ver o nosso trabalho, ver como é importante. Você já pensou se não tivesse as cooperativas e nem os catadores? Eu acho que muitos de nós aqui nem estaria aqui mais para contar alguma coisa, né? Então é isso, eu agradeço e eu tentei resumir, gente, eu tô um pouco nervosa, mas muito obrigada. Ótimo, Kelly. Muito bom. Qual que é a nossa ideia aqui então, gente? Eh, que a gente possa agora no debate, né, nas falas, nos comentários, né? Eu eu já vou eu vou aqui começar a fazer as inscrições já. Pera aí. Primeiro a Adriana que ia falar e a gente segurei ela lá. Eh, e assim, que que eu queria aqui propor a vocês, né? Nós já nós estamos numa situação privilegiada aqui, porque nós vamos começar a comissão de estudos e qual que é a nossa tarefa na comissão que a gente tem aí pelo menos que assim a gente talvez não dê conta, infelizmente, de todas as questões que são muitas, né, nesses 180 dias de comissão de estudos. Mas o que que a gente, enquanto inclusive um vereador de oposição a esse governo que tenta estabelecer diálogos pontuais, né, em algumas em alguns setores e tal, a gente quer apresentar política pública, né, assim, para além da questão do plano, que tem diversos problemas, mas identificando as questões e e colocando isso a público. A comissão de estudos, ela não pode ser uma coisa acadêmica, né? a gente não vai se enfornar ali no no nosso gabinete ou numa salinha e produzir um outro plano maravilhoso. Não, não é isso, né? Então, a gente tem que se basear naquilo que já foi proposto e que já foi, inclusive, né? Eles assumiram essa esse compromisso, por um lado, foi aprovado pela Câmara, é lei vigente, portanto, né? De outro lado, as nossas percepções do que que tem que avançar, melhorar e mais do que isso, tratar dessas questões que a Kelly apontou, né, do problema de hoje, né, do que que tá acontecendo hoje. Então, assim, esse essa nova proposta de contrato, ela não é legal. Vamos para cima. nós temos que enquanto comissão de estudos também lidar com essas urgências do dia a dia, tá em diálogo com as cooperativas, né, e assim por diante. Então, eh, um pouco esse espírito aqui que eu queria que vocês também enfatizassem, que eu já anotei diversos pontos, né? mas daquilo que a gente não pode deixar de tocar nesses nesses 180 dias de trabalho que podem ser eh eh prorrogados por mais 180, mas a gente gosta sempre de, né, concentrar e trabalhar bastante para não ter que prorrogar, né, para ter que para poder apresentar um produto para todas as pessoas que se envolvem nesse trabalho, que a gente sabe que não é, quer dizer, não é só a gente, muito pelo contrário, a gente tem um compromisso com a população e com as pessoas que estão junto conosco. Então, Thiago, eu vou vou vou pedir para você falar depois que eu tinha marcado para você falar porque quero passar para Adriana aqui e aí depois a gente queria que você falasse a respeito da do programa Pinger. Adriana, por favor. Som Adriana, mais conhecida como Neneca. Eh, tô 29 anos na Catação, sou da região noroeste, eu e a companheira Kelly, que também faz muitos anos. Agora a gente assumiu um compromisso com a Frente Parlamentar Nacional, porque a gente viu a importância eh assim de levar essas propostas para o para os deputados, para os ministros. Hoje a gente tem uma equipe, a gente viaja o Brasil inteiro com essa frente parlamentar, discutindo essas políticas aí e fazer virar lei, como a gente conseguiu reverter e trazer de volta o projeto Cataforte, né, nas discussões lá, eh, o próatador, agora estamos discutindo sobre Senais, porque isso que alavanca as cooperativas, tá? Isso que dá suporte e sustentação pra gente continuar a a trabalhando, porque não tem como você carregar um um um fardo de 300 kg nas costas. Antes, no começo até ia, né? Né, Kelly? Então, é isso. E a nossa frente parlamentar hoje estamos discutindo as políticas que são que vem de encontro para as mulheres, por isso que é eh Frente Parlamentar das Mulheres, Semuc. Então, nós estamos discutindo hoje que nós temos um um uma preocupação. Eu tô envelhecendo, a Kelly tá envelhecendo, todos nós catadores estamos envelhecendo e não tem eh como falar eu vou aposentar. Então, nós estamos tratando lá de aposentadoria por tempo integal pros catadores, eh contratação, né, mas uma contratação, uma contratação justa, né, porque aqui aqui nossa, não é justa, porque eh eu não sou contratada, eu fui contratada, mas houve um probleminha aí no numa vírgula no meu documento, então teve que dar uma cancelada, mas nós estamos correndo atrás. E assim, eh, quando eu estava se, eu tava na contratação, vinha 250 kg, 350 kg. Aí quando eles pararam, né, aí tá vindo 1300, 100. Eu sou a a própria prova viva. Eu não, a nossa cooperativa sou a própria prova eh viva. E quando eu era contratada não vinha nem vinha pouco rejeito. Se vinha 5% era muito, né, Kelly? Hoje se vocês é quando chega o caminhão lá até tijolo vai, né? É isso. Então, quer dizer, é uma coisa que tá óbvio, tá na cara. E outra coisa também que eu que eu penso eh que nós também estamos com um projeto com os catadores autônomos. Eh, a professora Emília falou que eles falam uma outra palavra que eu até não peguei, clandestino. Não, eles não são clandestino, só que são separadamente de cooperativa. Eu fui catadora autônoma, saí da da catação sozinha e fui pra cooperativa, né? Só que tem o uma coisa, eles catam sozinho porque eles não pagam imposto, eles catam só para eles. A prefeitura não fica 24 por 48 em cima deles, como fica nas cooperativas, entendeu? Então para eles é melhor catar sozinho. E outra, eu era catadora, é muito gostoso catar sozinho. E hoje nós estamos com um projeto junto com a Pimp Mais Carroça, junto com a com a Frente Parlamentar. Nós estamos ingressando esses catadores avuso dentro da cooperativa sem ele ser catador, entendeu? Ele ele vai sair da rua, nós vamos dar todos os suportees para eles, espaço para eles triarem. Isso já tá sendo sem ele ser cooperado. Sem ele ser cooperado. Isso já tá acontecendo na Santos Pedito. Tá dando super certo. Vai fazer 10 anos. E assim, a gente agrega ele, ele traz o material dele, ele separa, ele tem banheiro, ele tem eh eh cozinha para fazer, tem uma estrutura, entendeu? E tá dando super certo. Aí levamos isso junto com a Pimpa Mais Carroça para pra frente parlamentar. A frente parlamentar, ela ela ela tem assim a a nós quando montamos a intenção de fomentar as cooperativas para que os deputados, os ministros nos atendessem, falasse com nós e visse o que nós estamos passando no Brasil inteiro. Isso daí, Kelly, você sabe, né? No Brasil inteiro, entendeu? E a frente parlamentória é muito importante, porque lá eles vão mostrar e apontar os problemas que nós estamos tendo, né? Nós temos 125 deputados, tá? Que assinou essa frente parlamentar. A que a que nos coordena, lá, eu falo nos coordena, é Flávia Morais, né? e ela não conhecia o nosso trabalho. Então foi uma coisa assim igual tá acontecendo aqui, teve várias reuniões, explicações, a gente tá vendo que tá indo no de acordo com nós queremos. há 25, há 29 anos atrás para hoje, eh, a gente cresceu um pouco, mas fruto do nosso trabalho de sair pra rua, bater panela, junto com o fórum lixo cidadania, junto com com eh lixo zero, junto com a ITCP, foram eles que fizeram com que hoje nós tivemos aqui, porque eles acreditam, eles acreditam no nosso trabalho, como os outros políticos também lá em Brasil. Brasília, nós temos acesso com a ministra uma vez por mês, né? A gente senta e leva todas as dificuldades que tá no Brasil todo. E é isso, pessoal. A nossa luta não tá sendo fácil. Nós precisamos eh também o outro problema que eu falo para vocês também é do imposto. Nós estamos pagando mais imposto do que uma empresa grande, grandiosa. Então nós não sabemos se pagamos o imposto ou se a gente faz um uma divisão digna para cada cooperado. Então a gente fica nessa. Às vezes não às vezes falta água, às vezes falta luz. Mas eu quero dizer assim, a dificuldade que nós temos não é que nós não temos um espaço coberto, não temos um banheiro, temos a a dificuldade é telhado caindo, às vezes eh prensa quebrada, eh que não a gente não consegue eh pagar o um, o, né, uma manutenção. Então é isso, pessoal, essas dificuldades que quando o governo vê eles fazem vista grossa. Quando sentamos, eles fazem vista grossa e eles querem eh colocar os catadores de acordo, é como se fosse uma empresa. Nós não somos uma empresa, nós temos, tem cooperativa que tem 30 sócio, tem cooperativa que tem 40 sócio, tem umas que tem 15. E é difícil, né, você ter uma manutenção. Eh, conforme o preço cai, o material sobe. Conforme o material sobe, o preço cai. Vocês entenderam? Então, a gente tem isso daí. Estamos pedindo também eh com o quando cair o valor do material para que eles coloquem um abono para as cooperativas conseguirem sobreviver, como os dos pescadores, né, e dos rurais também. E tá lá trmitando lá na câmera. Eu espero que dê certo. Não é fácil viajar aí todos os estados, município buscando e depois levando. É, a equipe é grande, tá? São 160 mulheres do Brasil inteiro. São Paulo aqui tem mais representante, né? Porque São Paulo, você viu, vocês viram o tamanho de São Paulo, quantas cooperativas tem. Então é isso. E também cuidar da saúde da mulher, porque nós catadoras a gente não tem assim, vai fazer um exame, demora 4, 5 meses, eh, para faz o exame, o exame demora um ano, quando vai ver a pessoa, o catador já morreu, entendeu? Nós não temos assim, eh, queremos casa própria. Você vai fazer uma inscrição, ah, você não pode, você não tem comprovante que você trabalha, que você recebe, não conseguimos a casa própria. Então, a gente fica nessa assim, nessa balança que nós, né, de de crescimento. Quando a gente pensa que a gente tá crescendo, vem um e poda gente. Então é isso. E essa frente parlamentar com vários vereadores é importante para todos nós, pra gente sentar dialogar com esses vereadores para eles conseguirem na Câmara Municipal lutar pelos nossos direitos, porque a empregada doméstica lutou, conseguiu e por que nós não vamos conseguir, né? Então é isso, pessoal. Obrigado e desculpe a Obrigado, Neeca. Rapidinho, tá? Daí vou então a Kelly vai falar só pontuar, depois eu passo pro Tho, depois o Ronaldo. Só um ponto mesmo, é que a gente falou da questão de volume aí de de do materiais, né? Eles falam que a coleta seletiva agora tá indo menos materiais porque aumentou os catadores avulsos na rua. Isso não condiz. E um outro detalhe também, a questão do aterro. Eh, só para que vocês fiquem a sabendo dessas informações, a gente tinha um um local dentro lá do aterro que chamava pulmão. Era o o transbordo, né, para ir com o material que a cooperativa não conseguisse receber. Foi feito um leilão. A gente não sabe nem o que foi que aconteceu e são e boa parte das cooperativas são contratadas. né? Então assim, a gente não ficou sabendo de nada, quase ficamos sabendo que teve um leilão, saiu de lá, tá, mas e aí não poderia mexer com aquele material tava contaminado, tipo assim, e eles não são tão transparentes, né? É o que a gente precisa. Pronto. Isso. Só chega, nene, desculpa, pessoal, que a gente tem tanta coisa só para colocar eles. Pega o microfone. Você precisa do microfone? Tá bom, gente. Tá bom. Só pega aí, ó. Vocês dá a corda para Neneca para vocês ver. Eu falo logo. É que tá gravando. Oi. Desculpa, gente, aqui é tanta coisa pra gente colocar. Eh, e eles ganham também a empresa de coleta, ganham três vezes em cima da gente. Eles ganham para coletar, ganha para levar para nós e ganha para tirar o nosso rejeito e ainda quer que nós pagamos ele para tirar o rejeito. Quer dizer, eles vão ganhar quatro vezes. Então eu peço com carinho mesmo para que vocês vej esse contrato e não deixe que isso aconteça, porque nós estamos sendo eh como escada para eles ganhar dinheiro e nós e sabe, é isso. Desculpa aí. Obrigado, Thago. Alô. Alô. Bom dia. Bom dia a todos. Queria bom dia. Bom dia. Primeiramente agradecer ao vereador Wagner Romão pela iniciativa. Eu acho que esse é um espaço importante, utilizar o parlamento municipal para discutir questões tão importantes e tão eh delicadas mesmo. Infelizmente nós estamos numa situação muito delicada no município quanto a gestão dos nossos resíduos sólidos, né? também cumprimentar a Kelly, querida amiga, companheira, nossa professora da vida aqui. Nunca tive aula na Unicampília, mas tenho aula com a Emila. Cada vez que eu entro no Instagram ou entro no Facebook, a Emília tá sempre nos ensinando, é a professora da vida. E agradecer aqui a todas as pessoas que estão presentes, muitos conhecidos. Vi o Willam ali, grande Willam, Alexandre, né? Pessoal da Copa Herbaçol também aqui que a gente teve lá. um ano e meio batalhando, né, também com toda essa todos esses percalcios. A Coperbaçol tá aqui, ela pode falar, os percalços são os mesmos e não não é por menos, né? Bom, o eu sou hoje, né, desde junho, eh, agente do Programa Nacional de Formação Psinger. O Programa Nacional de Formação Psinger é um programa criado, né, pela SENAIS, pela Secretaria Nacional de Economia Solidária, eh, que é um uma secretaria dentro do Ministério do Trabalho e Emprego do governo federal, em parceria com a Funda Centro, né, a Funda Centro e a e o Ministério do Trabalho realizaram a parceria onde foi criado, né, o programa PSINE, que é um programa que visa organizar, fomentar, articular, eh, buscar eh alternativas, eh, soluções com agentes de economia solidária em todos os estados do país. São no total 500 agentes, né, no país todo e no Distrito Federal. E temos aqui no estado de São Paulo 60 agentes distribuído entre todo o estado de São Paulo, em quase todas as regiões. Campinas conta com quatro, né, com quatro agentes, sendo um de Valinhos e um agente que é de Montmor, Capivari, né? Então, a gente trabalha a região metropolitana de Campinas e a região de Piracicaba na nesse primeiro momento é com mapeamento, porque assim, nós passamos por 4 anos aí antes da gestão do presidente Lula de um completo abandono, de uma completa destruição, perseguição. E muitos dos empreendimentos e dos coletivos eh populares, eles desapareceram pros olhos do governo, não desapareceram na vida real. Na vida real as Kelles, as Adrianas, as Isabels, estão aí eles continuaram batalhandoquanto eles só estavam sendo mais massacrado do que já eram massacrado antes, né? Então, a intenção do programa é através de formação, né, organizar novos grupos, organizar os coletivos informais, né, que são chamados de clandestinos, gente. Candestinos é você fazendo 1,94% de coleta seletiva, você vai falar que o clandestino é o problema da da coleta seletiva do município. Por isso que a gente não consegue atingir os índices suíços que eles estão colocando ali na na no papel, né? Então, eh, dizer que pode contar com o programa Pinder, pode contar eh com esse agente e no que precisar. Eh, e acho importantíssimo essa iniciativa. Eu acho que esse essa frente parlamentar, bem como esse relatório, devem ser amplamente divulgados para que a gente tenha de fato o escancaramento da real situação dos resíduos sólidos de Campinas. A real situação dos resíduos sólidos de Campinas é um lixo, professor, né? Então assim, nós não podemos mais então é utilizar essas ferramentas, usar esse relatório, usar esse parlamento para que a gente possa sim mostrar a verdade pra população de Campinas de como está sendo o tratamento do resíduo sólido na cidade. Muito obrigado, gente. Valeu, Thago. Muito bom. Obrigado. Então, estamos trabal Vamos trabalhar junto, Ronaldo, por favor. Deixa eu ficar em pé. Tô coletando inscrições aqui, pessoal. Bem, boa bom dia a todos. Eh, eu quero parabenizar a o mandato, vamos dizer para por trazer esse tema que nós estamos discutindo há vários anos. Aliás, a criação da primeira frente parlamentar e a criação do órgão que eu coordeno, que é o Fórum Social socioambiental, se deve a uma discussão que estava fazendo sobre resíduos sólidos há 3 anos atrás, três ou 4 anos atrás, né? Então eu, dado esse preâmbulo e dado o que foi falado aqui pela mesa, pela Kelly, pela Emília, pelo Thagão, pela Neneca, eh, eu queria colocar algumas coisas eh pensando no que que é o plano, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, o que que é o plano municipal de resíduos sólidos e o que que deveria ser eh uma gestão de contrato, um uma licitação Eu eu começo dizendo que é errado o modelo. O modelo que é feito do Brasil todo tá incorreto. Enquanto nós fizermos eh licitação com contrato onde você paga por quilo coletado, não tem interesse de nenhuma das partes, nem da prefeitura e nem do concessionário que vai vencer essa licitação de diminuir isto quando a gente quer. diminuir eh a quantidade de resíduos que a gente coloque eh que a gente se disponha nas nossas lixeiras, né? E baseado nisso, você teria que ter um contrato onde você colocasse o preço por quilo coletado com alguns parâmetros diferentes de hoje. Por exemplo, você poderia colocar o preço do quilo do resíduo coletado, onde na fórmula dele tivesse o que coleta-se e o que se recicla. Como assim? Você pode falar assim, dizer, uma parte do valor que eu tô pagando por preço coletado é para você fazer a educação ambiental para você fazer a reciclagem. A partir da hora que a reciclagem aumenta, eu aumento o valor que eu pago para você da parte da educação ambiental. Você passa a ganhar mais se você passar a coletar menos. o enquanto não for nessa, isso é um exemplo, pode ter de vários jeitos, mas esse é um dos exemplos mais fácis de entender como é que a gente pode ter uma coleta decente, uma coleta, eh, que tenha menos seja mais fácil de ser triada e que a gente aumente eh a a o a quantidade de material para ser reciclado que as que as a as cooperativas trabalharão. E falar em cooperativo, eu queria citar aqui que 1/3 da legislação da política nacional de residos sóos é de citação das cooperativas de catadores. Daí a dada a importância que eles têm no processo como um todo. Se você tirar 30% da política nacional, dos catcional, você fica com 70% para fazer. Você nunca vai conseguir fechar a conta. Por isso que o Lula quando ele eh ele sancionou a lei em 2010, ele foi fazer isso e foi em seguida para um evento dos catadores que ele vai todo fim de ano naquela naquele naquele ano, né? E em seguida, em seis meses, em 8 meses depois, saiu o decreto. Então foi o decreto mais rápido. O o decreto da política nacional de ídos sólidos, da regulamentação, ele saiu junto com o decreto da regulamentação eh da política de saneamento, que demorou 6 anos para sair, seis ou 7 anos, se não me engano. Então, eh baseado nisso, a coleta seletiva, ela deveria ser dos catadores. Mas não só isso, é aquilo que a Kelly falou. E a gente tem em Campinas, vamos fazer fazer o parâmetro com a saúde, nós temos postos de saúde e nós temos também agentes de saúde. Por que que não podemos ter isso também na parte dos resíduos sólidos? teremos as pessoas para coletar e tem temos que ter também os agentes também que vão de casa a casa mostrar como deve ser feita a triagem, como o que que aquela triagem depois vai virar no futuro para evitar o que a Emília falou aqui, que as pessoas fazem, que visitado pela bâa que você joga lá e você olha para pra frente porque você não quer saber para onde vai. a pessoa tem que saber o que acontece com isso. E baseado nessa linha também, eu queria colocar eh primeiro eh agradecer o pessoal que na festa da da que nós fizemos do Forum Sociambiental, nós fizemos o evento lixo zero e foi o primeiro que foi feito na cidade. E eu gostaria de que ver um jeito de a gente colocar eh como premissa para os eventos da cidade que isso seja feito em daqui pra frente e de um modo que eu não sei como é que faria, mas a gente acho que é interessante fazer isso. É a outra coisa que nós temos que ver que tem peso na política nacional de exos sólidos é a logística reversa. Por que a logística reversa? Porque quando você fabrica o teu o teu produto lá, você sabe que vai chegar no mercado de no mercado e vai chegar nas casas das pessoas e aquilo vai gerar algum resíduo. E aquele resíduo que que chegar, ele tem que ser reciclável. Você tem que fazer que chegue reciclável porque senão você está perdendo dinheiro e você está atacando a natureza. E a outra coisa que eu gostaria de falar também é sobre compostagem. A compostagem, do jeito que ela é tratada eh nos municípios, ela é tratada de modo muito eh superficial e tangenciados, porque a gente fala do de fazer uma compostagem com minhocário, é, com uma, vamos dizer, com uma uma composteira caseira, isso também é possível, mas nós temos que pensar alto, porque metade do lixo é resíduos compostáveis. aqui na na apresentação da Mir é 38% se não me engano que ela colocou. Isso daí é muita 68 68. Isso aí, isso aí é muita coisa. Isso aí dá para você fazer política de refloramento no Brasil inteiro. Isso aí dá para fazer reverter o quadro do semiário, do brasileiro aqui, que tá cada vez com menos matérias orgânicas, porque é lavado pela pela pelas enchentes, pelos pelos temporais, por pelas faltas de árvore. Então eu acho que nessa linha esses quatro pontos são importantíssimo de discutir nessa nesse eh nessa comissão especial. Eu acho que a gente são coisas que eh são difíceis de de mudar. É uma é uma política que é adotada há muito tempo. Tem é muito tem seis ou sete empresas no Brasil que tratam disso só. Então é um hobby muito grande, mas acho que tem que começar de algum jeito e aqui acho que é um bom lugar para começar. Obrigado. Obrigado, Ronaldo. Muito bom. Olha, temos o Marcos Fideles, a Neneca e a Súria aqui inscritos, tá? Marcos, por favor. Bom dia. Eh, é essa questão do lixo do A não gosta que a gente fala, não fala lixo, né? Tá desligado. Tá ligado? Tá, tá ligado? tão escutando eh essa questão de lixo, de casa de lixo. Eh, só uma informaçãozinha, nós estamos há 3 anos, né, numa luta na nossa região para construir o a casa de resíduo do posto de saúde. Noss, olha que descaso do posto. Então, eh eh por isso que assim a gente passou com descarte, é o descarte da coleta de resíduos de um posto de saúde onde vão seringas jogado no chão. É, é, é absurdo. Eu queria ter que o vereador fosse lá. Não. E nós, você tá me devendo uma visita no bairro. Nossa, agora, agora cobrou. Vai. Mas eu eu é enxergando que nós temos aí uma luta muito grande no parlamento, mas eh falta a gente voltar pra população. Tá faltando. Eu eu sei que vocês são em seis, são poucos, tá? Mas tudo isso que a gente pega em em reuniões de frente parlamentar em e em no fórum e tudo, falta esse retorno, né? A gente precisa informar essa população. Achei fantástico, Kelly. Eh, mas eu gostaria de uma hora pegar alguém de uma cooperativa e levá-la no meu bairro e chamar as pessoas para conversar. Tô à disposição. Hoje nós estamos eh eh criando espaços, né? Eh, por exemplo, fizer uma farmácia viva no posto de saúde, tá começando a ter cada vez mais gente. E esse tipo de de reuniões é onde a gente tem que pegar esse tipo de informação. Senão vai ser Dário de novo com 66%, não é ele, mas é outro. E é por aí que eu acho que a gente tem que eh atuar e com muita força, né? Eu acho que todos aí verificaram que o minha a minha atuação saiu do do amplo e foi voltado pro bairro. Eu acho fundamental. Essa é a única forma que eu vejo de avançar. Nosso bairro tem locais, inclusive de uma luta que nós fizemos agora, Joaquim Paiola. O que que tá virando aquela Joaquim Paiola? depósito de lixo diário. Mas para isso nós precisamos estar conversando e informando essa população. É a única forma da educação ambiental a gente tá lá junto. Tá bom? Obrigado, gente. Obrigado, Fideles. Agora é Neneca, depois a Súria. Pode, pode deixar com a Eh, Alô. Pode deixar eh a Nenea já tá. Eu vou falar sobre o que o companheiro aqui Ronaldo, né? Quero agradecer também a oportunidade que vocês deram para nós lá pras pras catadoras na festa. Eu acho que isso realmente teria que ser todo ano, né? é o meio da gente conseguir mostrar pra comunidade, né, que existe uma uma entidade chamado lixo zero e que se preocupa com o resíduo e se preocupa com os catadores. Estão tudo junto. Quando a gente se junta, a gente fica mais forte. E outra coisa sobre a logística reversa, hoje nós, né, Kelly, eh, da cooperativa, nós eh trabalhamos com a logística reversa, mas para nós a não tá sendo viável, para mim não, né? Porque você junta, pega aqueles, aqueles resíduos que não consegue vender, que é pet, bandeja, PVC, e você tem que procurar o destino e a empresa vem, quer, quer pagar você por quilo, por tonelada, eh, às vezes 30 centavos, não sei você, Kelly, mas no nosso caso é isso. Então, o que nós pedimos nacionalmente que mude essa lei do resíduo do da logística reversa, por nós queremos fazer a logística reversa diretamente com a ponte, com a indústria, porque a indústria ela paga empresas para ir buscar esses materiais e eles ganham mais do que a gente. Chega na gente, ah, é catador, vamos dar 30 centavos. Nós não queremos mais isso. Nós não queremos intermediário. Queremos o quê? Que diretamente da fonte e que eles eh, como é, como é que eu posso falar? Que eles vê, olhe o nosso trabalho que sem nós eles não conseguem praticar logística reversa, o que eles colocam no meio ambiente, né? E nós não queremos mais eh vem, ah, a gente vai pintar, ah, nós vamos dar IPI para vocês. Ah, nós vamos dar luva. Não, não queremos mais isso. Nós queremos dinheiro em caixa porque nós sabemos a nossa dificuldade. Então, lá também na nossa frente parlamentar, nós estamos discutindo isso diretamente com o ministério para que mude essa lei do do da logística reversa. Da logística reversa. Tá muito fora do comum. Tá bom. E agradeço a vocês também que eu já tô indo. Agradeço Kelly. Maravilhosa. Zeneca. Não, eu tenho outro compromisso que me convidaram. Agradeço a professora Emília, sempre maravilhosa, eh, nos ensinando sempre. E o que eu sou hoje, eu eh agradeço a ela, a Celeste, a Súria, porque é um trabalho de formiguinha, né, todo dia. Então é isso. E a gente a gente pensa e fala: "Não, eu não vou desistir porque tem pessoas como ela que não deixa a gente desistir". Então é isso que sou muito grata a vocês e até mais. Pode convidar, viu? Obada. Tá bom. Valeu, Súria, você. Bom dia, gente. Bom dia. Eh, a minha fala aqui vai ser muito no sentido da do que a Kelly trouxe, né, que eu acho que a Kelly fez aqui hoje é uma denúncia, um pedido de socorro, né, Kelly, com relação a esse novo contrato da prefeitura, né, porque como a gente pôde entender, ele é muito abusivo. Uhum. como anterior já era, a gente já tinha feito essa briga, né, professora Emília, tínhamos feito já esse embate junto com as cooperativas. Agora a gente tem aí um novo desafio, porque é um absurdo. Eh, faz parte da política pública municipal da destinação correta para os rejeitos, como a Neneca trouxe aqui, eh, a concessão, ela ganha para ir lá e retirar os rejeitos. O contrato com a empresa de concessão é contrato de anos, ao contrário dos contratos com as cooperativas, que são contratos anualmente revistos, como a Neneca trouxe aqui, a cooperativa dela não conseguiu renovar, porque qualquer vírgula, qualquer probleminha mínimo que seja, a cooperativa é desligada do contrato da prefeitura. por mais problemático e todas as questões que a gente tem, a gente luta para que essas cooperativas sejem contratadas pela prefeitura, porque é o correto, é é o certo a se fazer, né? Faz parte da política de resíduos. Então, eh é acho que assim, a gente precisa pensar como que a gente vai atuar. Seria muito importante se todos os movimentos que estão aqui hoje, eh, acho que é uma luta ambiental, né? Uma luta de todos. de todas nós, eh, a gente fazer essa atuação e esse embate junto com as cooperativas, junto com o mandato do professor Wagner Romão, outros mandatos que possam vir se juntar essa luta. Eu acho que isso é bem problemático, essa situação com com a prefeitura e é uma situação totalmente assim, é obrigação da prefeitura e a gente vai ter que falar para eles que é obrigação deles, né? A gente vai ter que falar o mínimo. É isso, gente. Obrigada. Obrigado, Súria. A Laura. Bom dia a todos. Eh, eu quero queria acrescentar nessa nesse debate uma preocupação que eu acho que reforça a a a importância da política de resíduos sólidos, que é a limpeza pública voltada paraa questão da dengue. A dengue é um uma crise nacional, né? Os dados indicam que cada vez mais teremos surtos de dengue e chicungunha e zica, né, associados. Eh, e Campinas tem sido um município com uma situação muito grave e eu acho que tem uma ligação óbvia com limpeza pública, resíduos sólidos, o que as pessoas fazem com os resíduos nas suas casas para utilização econômica ou por falta de informação. E me eu até lembrei disso quando você mostrou que a culpa da sujeira é da população, né? No texto do texto oficial. Então, de novo, a culpa da dengue é da população, enquanto a gente sabe que a a é necessário haver uma modificação muito estrutural disso, que eu acho que tem é muito semelhante ao que tem que ser mudado em relação à questão da coleta, da separação. Eh, e eu tenho eh eu ia eu tinha marcado aqui para comentar logística reversa. Agradeço ao Hipólito e a Neneca. Eh, e a questão da compostagem, mas eu tenho uma pergunta para fazer para vocês, que é em relação a esse coletor verde. Eh, no bairro onde eu moro, você tem aquela a caçamba, a caçamba verde, né? E eu queria entender qual que é o custo e o benefício desse sistema, porque ele tá disseminado, né, na cidade e acho que o o contrato novo certamente deve dar centralidade a ele. a minha avaliação e absolutamente pessoal. Eh, eu acho uma facilidade pro morador de um bairro domic residencial como eu, você poder juntar o lixo, não dentro da sua casa ou dentro do condomínio, mas já levar para esse lugar correto. E lá, uma vez por semana a coleta seletiva da prefeitura, aqueles caminhões com grade, né, passa. H, eu vejo dois problemas aí. Um é que a coleta seletiva, de fato, os catadores individuais passam antes do caminhão, então ele já já separam, né, o o reciclado. Reciclado o o de maior valor, o de menor valor fica pra prefeitura coletar depois do caminhão. Por outro lado, em ruas mais comerciais, aquela ah a caçamba verde, ela é usada pelos por e restaurante, comércio, eles jogam tudo lá. Não tem uma diferença entre o lixo da sua casa e o as 20 caixas de papelão ou isopor que um restaurante de comida japonesa tem e joga naquela mesma caçamba. Então eu queria entender um pouco como que vocês veem isso e qual seria a perspectiva. Obrigada. Obrigado, Laura. Márcia, bem-vinda. Bom dia. Peço desculpas que eu cheguei super atrasada, não podia vir, mas eu vim assim, um pouco para marcar a presença, né, e dar força pro fórum e outra para fazer um convite, né, contar para vocês que a gente lá na cozinha solidária São Marcos, eh tá em negociação com a Unicamp, né, a Emília foi lá pra gente fazer uma compostagem, com a Donicamp, com a com a enfim, com vocês. is eh para fazer uma compostagem e o limite maior que a gente tinha era espaço, porque a gente produz muito resíduo na cozinha, muito, muito mesmo, né? E e aí nós conseguimos resolver o problema do espaço. Vim para dar essa notícia porque a gente fez um acordo com a Transpetro. Transpetro tem uma área, aliás, tem duas áreas lá no São Marcos que estão autorizadas pra gente utilizar as duas ou uma delas, como a gente bem entender. As duas têm limites importantes. Uma é do lado, exatamente do lado de uma estação de tratamento de esgoto. E eu preciso de ajuda para fazer uma análise técnica do que é possível usar nesse terreno exatamente ao lado. E outra que é em frente é ao lado de uma estação de gás que tem riscos operacionais e tal. Então, o que é possível fazer em uma ou em outra, eh, a gente precisa avaliar juntos, mas estão as duas autorizadas, inclusive para início imediato. Eh, o, o projeto tá aprovado, foi entregue pro presidente, tá aprovado. Pedimos uma série de coisas, inclusive bolsa de meio salário mínimo para quatro pessoas, enfim, carro, porque a gente vai precisar de trans, enfim. Mas independente disso, eles disseram: "Enquanto tramita pode estar começando já." Quero convidar então o fórum, quem quem se se sentir eh assim eh que sentir que é possível para tá lá com a gente, tá marcada a reunião com a Transpetro na cozinha solidária dia 27, quarta-feira, às 11 horas, né? E para nós da cozinha solidária e da economia de Francisco e Clara, é muito importante que seja um projeto coletivo realizado em rede. Então, queremos muito que a presença do fórum, a presença da do Unicamp, Unicamp, etc., quem mais puder e quem mais eh eh puder, né, estão todos convidados. Eh, penso que pode ser um projeto piloto, um projeto modelo, eh, para a compostagem, para lá nós temos eh fizemos roda de conversa para ver as maiores necessidades e as e a maior das maiores é dos catadores. Então, talvez a gente possa pensar nesse bojo, né, desse projeto também resíduos de uma forma geral e ser, quem sabe um piloto, um modelo, uma semente lá no São Marcos. Agradeço muito e peço desculpa de novo do atraso. Quem vai o microfone? Obrigado, Márcia. Obrigado, Zé Antônio. Pessoal, eu vou na fala do Zé Antônio, eu recolho as últimas aqui, tá? Bom, bom dia a todos. Quem eu não vi ainda, né? Queria primeiro assim agradecer essa oportunidade aqui da frente, essa temática, né? Eh, uma iniciativa muito importante e agradeço também as mulheres aqui cataduras. Eu tenho visitado a a Coperbaçol lá. Chego lá, vejo aquele barracão lotado e elas trabalhando lá, fala: "Olha, eh, essas mulheres são muito guerreiras, né?" Mas eh olha, é muito interessante também a gente eh a gente fica pensando saídas, né? Como o que como resistir a tudo isso, né? Como superar esses obstáculos, eh, que no fundo tem a ver com políticas públicas, né? A primeira questão que eu queria levantar, eh, que é o seguinte, e a forma, as políticas públicas hoje as são todas compartimentaliz compartimentadas de educação, não conversa com as políticas de resíduos, de resíduos não conversa com de planejamento. Isso é muito difícil. O que acontece hoje e parece que essa compartimentação é feita de propósito mesmo, sabe? para não funcionar as coisas, para os interesses, né, eh, estarem acima de tudo, né? E eu eu quero falar isso, tô falando a partir do ponto de vista de professor que eu fui e me sinto ainda. Acho que né, Lúcia, somos professores eternamente, né, na rede pública. E a e aí assim eu fico essa questão de falar, olha, falta educação, incomoda muita gente, falta, porque a gente é levado a pensar que olha, as escolas tão em falta e tão mesmo, aos educadores são tão em falta e tão mesmo. Só que é o seguinte, eh, nós temos que pensar também, eh, existe hoje uma tendência de engessamento das políticas pública, de educação. Os currículos, por exemplo, do estado, vocês nem imaginam como que tá dentro da escola hoje. uma escola para poder na a lá da Transpetro agora que teve ali no Campos Elízios. Eu visitei duas escolas, conversei com os diretores, eles se comprometeram a levar os alunos, falei: "Olha, eu tenho que eu tenho que eh pedir autorização a divisão de ensino, se eles vão autorizar". E aí não apareceu nenhuma escola. Aí eu vi a diretora lá de uma daquelas que eu tinha ido. Mas cadê os alunos? não vieram nenhuma sala de não. A gente deixou eles livre para vir. A gente não foi autorizado a trazer uma sala de aula com a professora, como a gente fazia antigamente. Pha uma sala de aula dentro de um ônibus e na beira de rio ia visitar os barrancos para ver a geologia. Então é é muito difícil ver isso, sabe? Eh pensar que esse tá sendo um impedimento, né? E existe toda uma assim uma pressão, um jogo de poder que impede também os educadores de romper essa barreira. Impede de todas as formas, a questão salarial, eh a questão de organização, educadores pecam mesmo, né, sindicatos, né? Eh, eu só queria, tô falando isso porque eu penso assim, eh, nós temos que pensar formas de provocar as micropolíticas de cada das escolas. Nós não vamos chegar nessa, eh, abordar essa questão da educação ambiental eh só através das macropolíticas. As secretarias, eles têm emenda parlamentar, tem, vai lá ver os projetos que eles conseguem levar pra escola, sabe? São projetos que dentro da caixinha, olha, é até aqui, daqui paraa frente não se pode tirar o aluno da sala de aula, por exemplo, é super difícil, né? E aí os territórios das escolas deixaram de ser espaço de educação, sabe? Por exemplo, você vai lá no Bassóle, na região da Coper Bassóle, lá você vai, você fica vendo todas as esquinas, os catadores trabalhando, como que é importante essa essa economia, esse eixo da economia, a a recolher o que joga, se joga fora, né? E mas não tem política de incentivo a isso, tem política de proibição para perceber a demanda que o território tem, sabe? Então, eh, o meu meu assim a minha eh meu convite, né, eh assim, é de pensar como de se aproximar das escolas, daquele professor, daquela professora, daquela diretora e por aí corroer, porque tá muito difícil chegar, ó, vou lá na secretaria, vou marcar uma reunião na escola com coletivo. É muito difícil hoje acontecer isso, porque tá engessado, tá? Eh, eles não têm muito interesse porque tem lá eh metas a ser cumpridas de de aprovação e um monte de de provinhas e provas aí de avaliações externas que estão só pensando em querer cumprir isso, mas nem é muito difícil, não estão cumprindo também, não estão cumprindo também essa questão, sabe? Porque o lado social da educação tá ficando esquecido, né? E essa questão da da dos resíduos, de lidar com o que a gente, o que sobra nosso é muito importante, sabe? Eu tive já tô vou vou encerrar já, mas eu eu tive uma experiência, gente, de fazer compostagem na escola. Eh, vocês nem imaginam, eu tenho registro disso, tá, professor Emília? Eu tô só esperando uma oportunidade porque nós queremos discutir esse projeto, sabe? Eh, foi se foram seis meses de eh de assim de organizar os quatro períodos da escola para fazer a coleta seletiva. Deu um monte de resíduos lá de de coleta só de frutas, de resto de frutas, que foi impressionante aquilo. Abasteceu a horta que é enorme da escola durante um semestre, sabe? Mas foi muito interessante a a o a, por exemplo, a oportunidade de discutir eh a questão alimentar, eh o desperdício, a criança mordia a maçã e jogava no lixo, sabe? Aí nós chegamos assim num período eh pegar o lixo depois e mostrar assim depois no na Olha, maçãs com uma mordida jogadas fora, sabe? Então a educação eh tá tá tá desse jeito assim, né? E aí os os educadores depois de um semestre, aí eu me aposentei, eh eles não continuaram lá porque eh essa questão do tempo, é a questão dos tempos escolares, dos currículos, das metas a serem atingidas, não continuou, não continuaram, sabe? E então a gente tá aí uma uma indagação, como romper isso daí. Não é só falta de vontade de educadores, viu? Se você vai numa escola, professor Wagner, você vai numa escola, você encontra parceiros, é, encontra. Sim. A questão é que se for lá pela secretaria, eles vão eles vão te engessar de como chegar lá. E aí é difícil. É isso. E aí, muito obrigado aí pelas mulheres, guerreiras, que eu me inspiro muito. Cada vez que eu ap eu apareço mais na Coperbaçó lá. Essa semana eu fui lá e assim fico muito inspirado quando vejo vocês lá. Tá bom, obrigadão aí. Obrigado, Zé. Bom, temos aqui a a Pâela, a Lúcia, que eu esqueci, passei, era a Laura que tinha falado antes. Aí eu já já não sabia que se era Laura, se era Lúcia. Aí ficou pulei você pois o Gil. Tá, vamos lá, Pâmela. Depois eu passo aqui pra mesa e a gente encerra. Ah, acho importante também lembrar que a educação ambiental ela também precisa ser com as pessoas que estão com a caneta na mão, então, e com quem está para se formar, para entrar no mercado de trabalho. Então, falar com cursos técnicos, falar com universidades, pessoas que vão ser, né, os próximas engenheiras, engenheiros. Então isso também é um esforço importante que às vezes a gente fica só tentando educar as crianças e não dá tempo mais, né? Eu já fui essa geração e não deu tempo, não deu certo. Eh, também queria aproveitar para fazer um convite para vocês. Eu vou apresentar hoje um espetáculo que fala sobre o plástico e tem relação com as coisas que a gente tá discutindo aqui. Chama plástico mito contemporâneo. Vai est lá no Teatro Barracão em Barão Geraldo às 8 horas. A entrada é no chapéu, então super democrático pode vir. Ó lá, ó. Recomendada que eu acho que eu já vi na minha escola quando eu tava estudando. Ela tava lá. É outro no Ah, é o é o outro. Ah, tá. É outro. Será do CPROCAMP? É. Ah, esse mesmo. É esse mesmo. O outro é o Fora de Onde, que é o que eu queria oferecer para esse grupo de estudos. Tem um outro espetáculo que eu tô fazendo que ele ainda não está pronto, não tá no ápice da sua produção teatral, ele tá ainda em processo, mas ele conta a história do lixo em Campinas. E é justamente na hora que discute quando a gente joga alguma coisa fora, a gente joga fora de onde. Esses foras que a gente joga as coisas são territórios. São territórios. E eu consegui também como uma repórter investigativa, reunir onde estão os antigos aterros e lixões da cidade de Campinas. a a maioria, não todos, claro. E olhar para esse mapa é devastador. Você entende que existe um dentro e um fora na cidade. Eh, e aí ofereço para pro grupo de estudo se em algum momento a gente puder apresentar, porque o sonho com esse espetáculo é apresentar na Câmara, porque fazer educação ambiental escola, a gente faz, só que agora o sonho é conseguir falar com as vereadoras, vereadores e suas famílias. Meu sonho seria isso, essa plateia. Então, enfim, ofereço aí pra frente, pr pro grupo de estudos, se algum momento a gente achar que cabe discutir através de um lugar lúdico, né, de uma brincadeira, de uma piada, de uma diversão e da reflexão. Valeu, gente. Obrigado. Obrigado, Pâela. Vamos, vamos fazer isso sim, Lúcia. Eh, o que eu ia falar, acho que foi José. Oi. O que eu ia falar, o Zé começou falando já também. e e explanou bastante coisa. Você também começou sua fala. Eh, para mim a educação Ah, tá. Por que que eu tô falando isso? Porque eu fui professora desde 85, comecei lá com as crianças. Naquela época a gente discutia muito educação ambiental. Ensinamos pras crianças as cores, né? Onde que separa o quê? E e eu vi que isso não deu resultado, né? Perdemos, parece que perdemos tempo. E já naquela época eu já nós já identificamos isso. Separamos com as crianças os lixos, eles traziam de casa, a gente botava nos lugares e aí eh no final de semana elas vieram, mas professora, eu passei lá na na porta da escola e o lixo tava tudo junto de novo, tudo misturado no mesmo saco. Então assim, ah, e tá e para complementar aqui também, a gente tentou separar ali no gabinete. Daí a pouco as meninas falaram: "Mas o lixo tá misturando tudo lá, a gente separa aqui e elas juntam tudo no mesmo saco". Então, eh, quando ela disse que pensar educação ambiental você tem que pensar com a caneta. Eh, eu acho que não dá pra gente tem que ficar enganando as pessoas. E eu até pedi desculpa para as crianças. Falei, eu não falo mais disso aqui, peço desculpa, porque olha que vergonha que a gente passa como adulto, achando que criança ser idiota, não é? Então assim, eu acho que eh pensar formação, pensar educação, é a gente fazer refletir sobre o que nós estamos vivendo, como nós estamos vivendo, isso que nós estamos fazendo aqui, isso que a colega tá fazendo com o teatro, né? E como é que nós vamos fazer as lutas pra gente sair desse lixão que nós estamos eh imerso, né? Não dá para chegar lá que nesses projetinhos que aparecem, Wagner, é projeto para educação ambiental. Aí você vai lá, faz isso, faz aquilo. Gente, isso não cabe mais. Ninguém é idiota. Por isso que nós estamos vivendo isso que nós estamos vivendo. Eh, eh, parece que assim é um descompasso com a questão da educação, desrespeito. Então, não dá mais. Então, a gente quando for pensar em formação para eh meio ambiente, resíduos, a gente tem que pensar com respeito à população. Era só isso que eu queria falar. Obrigado, Gil. Alô. Ei, som aí. Eh, então, pessoal, não é é rapidinho, só uma um comentário assim sobre a apresentação que a que a Emília trouxe pra gente do das políticas, né? Eu fico pensando assim, né? É uma coisa muito paradoxal, né? Fora outros problemas e contradições que a Emília bem apresentou ali, mas assim, eh, a questão das metas, né? Você vê lá uma meta de até 2050 chegar a 50%. Assim, a gente tem que ficar feliz que a meta parece ambiciosa frente à realidade horrível que nós temos, né? Mas você pensa, pô, os caras estão pensando que daqui a 25 anos a gente vai chegar na metade, né? Não, você não consegue nem pensar que não, nós vamos resolver o problema, né? Não é nem como falar desmatamento zero, lixo zero, não. Se a gente chegar na metade, nossa, é um sonho, né? E então eu fico pensando muito, parece com a com o acordo de Paris também, né? Você faz uma meta que é bastante ambiciosa pra realidade, mas que nem é suficiente. E você não chega nessa meta, passa. Exatamente. Você não faz polícia, não tá tentando chegar de fato, na verdade, né? Você só joga uma meta lá para dizer: "Olha, não, vai ser legal lá no na frente, né?" E aí chega na chega em 2025, tinha uma meta, ah, não atinge, então joga para 2030, chega lá, não atinge e aí você vai aumentando essa lacuna, né? De enfim. Então, só queria colocar esse esse desconforto que é isso. A gente tem que se contentar com metas que parecem muito ambiciosas, que não vão ser atingidos e são muito a quem do que deveria. E então nada acontece, né? E é só perguntar também sobre o grupo de estudos, como é que é, se pode participar, se é aberto, como é que funciona, enfim. Vamos lá então. Bom, vai atenção. Alô. Não tava não. Eh, eh, essa questão dele tá falando das metas, eu já não falo das metas, eu falo a questão da legislação. Uma coisa que me preocupa muito na legislação no Brasil é que ela é muito cheia de princípios e objetivos e diretrizes, né? Então, a gente vê isso na nossa legislação municipal. A gente fez um debate aqui, debate aqui sobre o verde, né? E a gente viu que tá tudo na lei, mas nada acontece. A o plano é maravilhoso, virou lei e nada acontece. Quer dizer, porque a gente tem uma legislação, me desculpe, mas é muito discurso, é muito discurso, né? O o o Vilassa lá atrás dizia que os planos diretores eram grandes discursos, continuam sendo grandes discursos, mas a legislação também, né? Porque parece assim, princípio não vale, né? O que vale é assim uma coisa muito concreta. O princípio é muito abstrato, que é mais o que tão fazendo com a Constituição hoje. Quer dizer, tão passando a o PL da devastação passa por cima da Constituição, né? Por quê? Porque é um princípio que tá lá na Constituição, não é um uma coisa mais palpável, mais objetiva. Então, a gente tem que começar a pensar um pouco nisso também. primeiro, ou faz com que a população tome realmente consciência de que isso, embora seja uma coisa meio abstrata, é concreto, tem concretude, né, e precisa ser cumprida, ou a gente começa a mudar um pouquinho essa produção legislativa porque não tá funcionando, parece, né? Brasil existe lei que não é cumprida no país inteiro, né, em todos os níveis. É isso. Obrigado, Tina. É, acho que a gente tem uma um um combo aí, né, tanto dessa preocupação que o Marcos Fideles colocou aqui, Zé, também várias pessoas sobre o quanto a gente pode também nós também podemos ser agentes, né, dessa de mobilização social, né, o quanto o legislativo também, né, no nosso caso aqui, pode ser esse agente, né, acho que de um lado isso, a gente não se contentar em ficar aqui nas nossas comissões internas, né, o que acaba pode acontecer. A gente às vezes a gente até já fez essa reflexão aqui no mandato sobre o quanto a agenda da própria Câmara acaba encapsulando a nossa ação e a gente tá, né, justamente buscando sair desse dessa armadilha, porque isso porque essa é uma armadilha, né? E e acho que de um outro lado essa legislação tão abstrata de diretrizes, de princípios, ela precisa ser, esses princípios e diretrizes precisam ser ativados, né? Acho que a nossa busca tem que ser essa. Alguns algumas coisas que a gente tem feito aqui que acabam chegando lá no Ministério Público, né? Porque é isso, né? a gente acaba a quantidade, eu até não imaginava quando a gente, né, quando antes de ser vereador o quanto a gente ia dialogar com o Ministério Público. Eu sempre achei que era um ator importante, mas acaba sendo assim, eh, quando, sobretudo quando a gente consegue, não é, quando a gente consegue encontrar promotores e promotoras eh que sigam os princípios constitucionais, nem vou dizer que sejam do campo X ou ou Y, né? Quando a gente consegue encontrar promotores, sejam desse que sigam os princípios constitucionais, a gente consegue ter aliados, né, e aliadas bem interessantes, né? Então, a gente tem feito isso muito na educação. Esse agora nessa semana a gente entrou com uma representação junto ao Ministério Público na no na linha do debate sobre o tempo integral nas escolas municipais, né, que é uma uma sacanagem assim para falar o português correto? Porque a as conveniadas que recebem da prefeitura tem oferecem a educação infantil no tempo integral e a prefeitura e as a administração direta e as cogeridas não oferecem o tempo integral. Como é que pode isso, né? Então, a Lúcia tem sido a nossa bastiã aí dessa dessa luta e num diálogo muito aberto com o Ministério Público. Então, acho que isso é muito legal também. Então, eu fico pensando nisso também, Tina, quando, né, quer dizer, como é que a gente usa isso aí, né? Só um minutinho. E essa discussão, pera aí, pera aí. E essa discussão eh eu eu estive essa essa semana eh trabalhando com o MEC e para pensar o plano municipal de educação a partir do plano nacional e eu levei essa discussão e apontando essa questão da desigualdade educacional. Aham. Porque isso não se enxerga. E e para e foi uma novidade assim, eu falei: "Como é que pode vocês atenderem um grupo de crianças eu atendo desse jeito, outros eu escolho atender desse jeito, inclusive oferecendo recurso para um e outros não." E e mesmo lá no Ministério Público, como é que a gente oferece uma educação desigual dentro de um próprio município com recursos, né? E aí essa essa pauta tem assim ganhado eh força, força. É bem interessante. Então, acho que é isso também e e acho que assim, o o nosso mandato, né, eh eu quero muito que a gente tenha essa liberdade entre nós também, né, da gente poder dizer: "Olha, vocês estão caminhando bem, vocês estão caminhando errado, corrige aqui, acerta colar, porque é um grande aprendizado também essa nossa, esse nosso desafio de ter um mandato, né, eh, com essas características dentro do Partido dos Trabalhadores, dentro de um campo de esquerda, dentro de uma oposição, né, a esse governo. mas que também ela não é uma oposição só por ser oposição, porque nós temos entendimento distinto da política pública e ao mesmo tempo a gente quer influenciar a política pública. Então não é não é brincadeira o nosso desafio. Então a comissão de estudos, Gil, ela ela é uma comissão formal da Câmara, ela é diferente da frente parlamentar. A frente parlament, a frente parlamentar também é formalizada por um ato da presidência, mas a gente tem muito mais liberdade, né, de tocar a frente. Infelizmente, embora os vereadores eh, inclusive que compõem a frente formalmente sejam comunicados a todas as sessões, a todas as reuniões, é muito muito raro, né? Vocês lembram que o Luiz Yabico teve aqui na no primeiro dia, mas assim, é muito raro porque os vereadores e as vereadoras têm as suas próprias agendas pessoais dos seus próprios mandatos, então a gente não consegue assim atuar em forma de frente mesmo, né? Claro que quando a gente propõe algo, a gente claro vai chamar atenção. Olha, tem esse projeto aqui que é importante pra questão ambiental. Nós vamos, eu vou, né, enquanto presidente da frente vou batalhar para que eles possam estar conosco. Mas o dia a dia da frente, ele é muito do mandato mesmo, né, e de vocês que compõem esse campo, fórum, né, outras entidades e tal. A comissão, ela é uma comissão mais eh, digamos assim, representativa da diversidade da Câmara. Por quê? Porque ela é composta por cinco vereadores obrigatoriamente, né? E de certo modo assim, eh, como é, o que que vai acontecer segunda-feira? Isso vai passar pela, pela mesa diretora, né? O, o presidente ele na sessão ele vai dizer a seguinte: quais primeiro, a comissão de meio ambiente, por ser um tema feito ao meio ambiente, ela tem a prerrogativa de indicar um membro, né? Eu inclusive vou pedir ao Luís e a Bico que seja um desses membros. Ele é o presidente da da comissão, né? e é um cara que, né, tem uma trajetória aí nesse campo, dialoga com esse campo e os partidos indicam o seu interesse, né, em ter essa em fazer parte dessa comissão. E aí nós vamos ver a partir dos interesses dos partidos como é que a que essa que essa comissão vai ser formada. Então, a comissão ela tem mais participação. Quem propõe quem propõe a comissão é presid é preside isso. Eu vou presidir a a essa comissão, né? Então, provavelmente do PT eh serei só eu, né? Porque a não ser que nenhum outro partido se interesse, mas vai ser mais ou menos dessa forma. E aí a comissão, a nossa experiência pelo menos é de uma participação maior dos outros mandatos. Então, às vezes, se não é o próprio vereador, o assessor direto, chefe de gabinete acompanha, tem uma relatoria, né? Então tem uma tramitação e tem um processo mais intenso. Que que nós pretendemos fazer aqui a partir dessa reunião aqui? Nós vamos identificar esses temas chave, né, que vocês já relataram aqui. Vamos fazer um pouco dessa desse balanço. Queremos muito dialogar com as cooperativas, né, porque vocês são a essa nossa referência eh central, né? E vamos colocar no nosso grupo. Esse essa frente aqui tem um grupo, né, de de referência de WhatsApp, que se alguém não tá ainda nesse grupo, avisa pra gente coletar a o contato e vamos lá, né? Vamos fazer uma primeira proposta e vamos colocar em discussão pra gente poder iniciar os trabalhos o mais rápido possível, tá? E aí, então, e aí vamos montar as mesas de discussão e as visitas, né? Porque acho que isso é muito importante também. Uma coisa que a gente tá impercebido é essa. Nós não podemos ficar quietinho aqui na cama. Nós temos que ir pra rua, né? Ir pra rua, ir paraas visitar as cooperativas, visitar as escolas, viu, Zé? Estamos visitando muito, né, Lúcio? Estamos visitando muitas escolas. Essa semana mesmo, a outra semana passada, né, a gente foi numa escola estadual, eh, alios ali no no campus elísios, né, José dos Santos. É, Padre José dos Santos. um projeto muito interessante que vai conectar, que a gente ainda vai botar na rua porque estamos em processo, né? Mas ali tem um có tem um córrego ali atrás, um córrego que nasce tipo 400, 500 m ali acima. Tem uma, tem duas nascentes ali. O córrego recebe rejeito da própria escola sem tratamento. É um negócio impressionante, né? Esgoto, né? E aí a própria a própria comunidade começou a perceber isso por intermédio de professores, professoras lá. Então tem projeto de química, né, de verificação lá, tem projeto de biologia, tem projeto de sociologia, foram fazer pesquisa das comunidades sobre como eles viam o córrego e agora entrou o tema políticas públicas. Aí o professor lá veio, entrou em contato com a gente, fomos lá, visitamos a escola. com essa dificuldade realmente pode, não pode, a diretoria de ensino vai deixar, não vai, mas a gente vai fazer uma ação com essa galera, né? Então eu acho que é isso, né? E é e é fazer com que esse tipo de ação possa reverberar em outras escolas, né? E que a gente possa ajudar e e caminhar juntos, né? Antes de passar para pra Kelly e paraa Emília, queria dizer outra coisa nossa, outra ação do nosso mandato que deve dar a gente deve dar publicidade aí nessa semana, que é a questão das emendas impositivas participativas, né? A gente vai fazer um uma espécie de orçamento participativo da das emendas impositivas. A gente não sabe exatamente, vocês sabem, né? Existe agora o Instituto das Emendas Impositivas. Cada vereador tem o direito de, digamos assim, destinar recursos para projetos, para eh equipamentos da prefeitura. Deve ser em torno de R.hõ500, alguma coisa assim, né? Metade desses recursos são para saúde e a outra metade são para outros projetos. A gente tem muito, a gente, né, tava estávamos dialogando com a Paola, com a Guida nesse, nessa semana. Eh, eh, há muita dificuldade, né? Às vezes você destino, às vezes não, quer dizer, em grande tem uma grande parte dos projetos que a gente pode destinar o recurso, mas que na a prefeitura não vai executar, né? Então, nós queremos assim ao máximo trabalhar para para os projetos que a gente for fazer esse esse processo, que a prefeitura execute, né? Então, vamos batalhar muito para isso. Como é que vai funcionar em linhas gerais? O edital sai essa semana. dia 20. Dia 20. Vamos lá, vamos manter o o nosso prazo. Eh, metade vai paraa saúde, a metade vai para outros temas. A gente deve eh acolher projetos de até, aí importante falar com as cooperativas, com custo de até R$ 300.000, tá? Eh, então é o valor máximo que a gente vai apoiar por projeto e nós vamos fazer uma triagem desses projetos que nós vamos acolher. Vai ter um prazo para recebimento desses projetos. Nós vamos fazer uma triagem, ver aquilo que tá com a documentação, tá tudo direitinho e tal. Nesse meio tempo, inclusive, queremos fazer um diálogo com as secretarias para ver a viabilidade, né, desses desses tais projetos. E depois nós vamos aqueles que passarem por essa fase, né, de elegibilidade, ou seja, aqueles que podem receber o recurso, a gente vai disponibilizar no nosso site um período de votação para que alguns deputados e deputadas já fazem isso, né, vocês devem saber, um período de votação eh das pessoas se cadastrarem e votarem nos projetos que preferem, tá? Tanto na saúde como os outras áreas. Isso é importante porque a gente quer estimular a cidadania, as pessoas saberem primeiro o que que é um vereador, que que é a prefeitura, porque tem uma mistura também, né, do que que é o legislativo, o que que é o executivo. Saber que uma das tarefas dos vereadores nesse momento, além da inserção da na lei orçamento, na lei orçamentária anual, também é esse instituto das emendas impositivas, que a gente a princípio não gosta, né? Não gosta. A gente fez uma baita discussão sobre isso no no nosso planejamento antes do início do mandato, mas a gente optou pelo seguinte: "Olha, se nós não vamos também deixar para lá esse recurso, vamos fazer de um jeito que a gente possa também trabalhar a par da educação, né, política e assim por diante." Então vai ter uma uma um momento de votação e, portanto, de mobilização das pessoas que estão liderando os projetos para que as pessoas próximas, né, e se cadastrem também e possam votar. Então, nós vamos os cinco os cinco mais votados de cada área, saúde e outros temas, o nosso compromisso é eh repassar a emenda, fazer a destinação da emenda. Os outros projetos, né, que não ficarem nesses cinco primeiros lugares, serão as nossas prioridades pra gente elencar a a destinação das emendas, o restante dos recursos das emendas, tá? Então é isso. Então fiquem atentos, atentas aí, ajudem a gente a divulgar, porque a gente sabe das dificuldades e a gente quer se cercar de todas as as, né, as garantias, inclusive no diálogo com a prefeitura, de que essas emendas vão ser executadas, tá? Então essa vai ser uma ação importante para nós nesse segundo semestre também, né? Para que a gente não fique no ano que vem nessa miudeza, né? Ah, o Fagner Romão tem lá um recurso, pede para ele. Não, não é, não é isso que a gente quer. A gente quer publicidade, a gente quer transparência, a gente quer educação política, a gente quer essa forma de lidar com recurso público, tá? Então, queria agradecendo as manifestações aqui também, quero passar primeiro pra Kelly, né, e depois pra professora Emília pra gente poder caminhar e assim já fiquem convidados, convidadas para as ações da comissão de estudos especificamente, tá Kelly? Bom, quero agradecer a oportunidade de ter participado. Eu acho que esses encontros, essas reuniões aqui é de extrema importância pra gente. E eu sempre resumo, eh, para não esticar muito aqui, que acredito que a professora Emília agora vai ter um pouco mais para falar. Eh, eu sempre falo, vamos na fé, na luta, né, para que a gente poder possa conseguir aí alcançar os objetivos que não são fáceis, mas não é impossíveis, né? Dá para lutar aí e conseguir e agradecer e fazer o convite. Fiquem à vontade, se quiserem, chamar a gente das cooperativas para conhecê-las. Eu acho que é importante vocês viabilizar qual é o nosso trabalho. Então, muito obrigada e até uma próxima. Oi. Oi. Fala. questionar se alguém quer fazer parte do grupo operativo da comissão de estudos, se interessados, se quiserem participar da que a gente vai escolir as temáticas e tudo. Tá bom? Eu quero. Então vamos lá. Aí então procure a procura a Bárbara, quem quiser colocar o seu nome ali pra gente grupo do da comissão específica dos resíduos sólidos do desse grupo de dessa comissão de inspeção de estudo. Então fazer parte pra gente os temas. de todos os encontros que a gente vai fazer. Maravilha. Obrigado, Bárbara. Eh, vamos lá. Eu queria comentar tudo que todo mundo falou. Tem coisa que eu queria falar um pouquinho, mas vamos rapidinho. Eh, por que que as leis na área ambiental prioritariamente a partir delas começou a expandir isso para todo lado de pôr diretriz e princípio, né? Eu me lembro quando eu comecei quando eu comecei a a militar como ecologista lá na década de 70, os mais velhos dizem assim pra gente: "Um dia vai acabar a ditadura e é bom que a lei já esteja lá. E é sempre bom colocar os princípios que a gente quer, porque esse povo não tá acostumado com essa área ambiental. E é isso. Então começou assim e agora o que acontece é uma coisa absurda. Vocês leiam, por favor, essa política municipal de enfrentamento. Ela tem um dicionário completamente idiota. Até o que é reservatório tá colocado lá, tá? O que começa a dizer assim: "Bom, então reservatório em Campinas tem que ter aquele nome. Isso quer dizer que o reservatório da SAN NASA não pode existir mais, né? É, é bem complicado. As pessoas perderam completamente a noção sobre isso, mas tem esse esse histórico, tá? Cadê a Márcia? Foi embora. Tá ali. Ah. Fui não, não é essa. Não é Márcia. Como é que chama que tava aqui? Lúcia. Desculpa. Márcia tá aqui. A Lúcia. Lúcia. Eh, porque a Lúcia eh citou uma coisa que eu vivo brigando desde que ele existe. Vasilhame verde, azul, vermelho, amarelo, só serve para quem compra, para quem produz, porque não serve para porcaria nenhuma, tá? Por quê? Primeiro porque a gente tem catadores, quem faz a triagem de fato são os catadores. Então a gente tem um profissional que é super habilitado a fazer isso. E como uma senhorinha uma vez falou para um professor super especializado em sensores eletrônicos, né, que o sensor dela é isso aqui, é de uma eficiência que nenhum sensor eletrônico conseguiu dar conta, né? Eu já vi robô, robôs finlandes fazendo triagem e fazendo coisa errada. Eu já vi vários sensores internacionais, sempre faz coisa errada. Agora isso aqui do catador não erra, tá? E não fazem uma coisa que eu também vi na Europa, que é maquiagem de fardo, né? Os caras põe uma coisa por fora e depois fica cortando pro pessoal não ver que lá dentro tá cheio de coisa que não deve, tá? fardo. Então assim, aquilo colocar é complicado. Tem muita coisa que eu vou te pôr na sua mão, você vai ficar mais isso, eu ponho ali, eu ponho aqui porque tem muito material misto. Então na realidade assim, a gente precisa separar em reciclável seco, reciclável úmido, os especiais, eu tô falando se você tá dentro da sua casa, seu espaço de trabalho e o rejeito, tá? Então é isso que a gente precisa fazer. Acho que dá para fazer. E aí, qual é o problema que a gente tem nos espaços públicos? A gente, porque a gente é arrogante também, né? Então, a gente ou espalha o vasil na Unicamp, então tá cheio disso. Os caras vão lá, retiram os vasilihamos de dentro da sala de aula, espalha os vasilihamos no corredor, mas não conta para ninguém o que vai acontecer, né? Depois fica aluno, professor, todo mundo desesperado sem entender que que tem que fazer. Ou a gente separa no espaço da gente e esquece de conversar com quem faz a faxina. E aí a faxina vai te dizer assim: "Mas no meu contrato não deixa eu fazer isso não, porque fazer isto aumenta o custo do contrato, né? Então, a gente tem que começar isso que a a Pâela falou, faz todo sentido. Eu quero começar com quem faz o contrato de resíduo, porque quem faz o contrato de resíduo tem que explicar o que que ele quer. E não vem me dizer que a 866 não deixa, porque ela deixa. O pessoal não quer ter o trabalho de especificar, porque você para poder fazer pela 866, você tem que justificar, né? E é possível justificar porque a gente tem leis hoje para justificar. Com a política local de ação climática de Campinas. Você justifica qualquer contrato diferenciado nesse município. Não tem como, né? E é lei. É lei, não é decreto. Aquilo lá é lei, tá? Então isso é possível. Mas tem que contar, né? Aquela, sabe? Aquela coisa do Zagalo, conta. Esqueceu de contar pros russos, né? Senão não vai dar certo. Certo? Então a gente precisa fazer isso. A escola perdeu o espaço pedagógico, né? Ela não é mais um espaço pedagógico, né? E ela não é em qualquer lugar, inclusive na universidade, tá? Ela é um lugar que as pessoas vão para fazer alguma coisa, para ficar escutando preleção de alguém, né? Atualmente a questão de do espaço pedagógico se perdeu. O que que é processo educativo também se perdeu? As pessoas acham que elas precisam ser treinadas. Tem uma coisa de que eu tô treinando os outros. Tem vai vira e mexe alguém na universidade me me diz isso. Precisa de um treinamento. Hã, que coisa mais esquisita. Eu não quero treinar ninguém, né? Eu quero dialogar com as pessoas. Eu quero conversar, discutir com as pessoas as possibilidades da por que é que a gente precisa mudar algum comportamento. É necessário? Que tipo de comportamento é esse? O que que isso significa? E comportamento não se muda sozinho, se muda no coletivo. Não adianta esse tipo de coisa que a gente tá pensando aqui não é para mudança individual. Individualmente eu acho que todos nós fazemos alguma coisa, né? Há um tempo atrás você era ridicularizado ou incomodava se você fizesse. Agora não mais, mas você precisa lidar com isso. E como é que socialmente a gente faz isso? E aí, gente, a educação ambiental não foi pensada desde Tibiliz, né, em 72, ela não foi pensada para ser um instrumento de uma disciplina em sala de aula, né? Ela foi pensada como uma questão de discussão coletiva. Então, para de ir pra sala de aula, pelo amor de Deus. Vamos pensar isso de outra forma, tá? Não é na sala de aula que eu vou resolver isso. É uma sacanagem com a criança. E aí, lembra o seguinte, se eu começo a dizer pra criança que tudo que o pai dela faz é errado quando ela é criança, quando ela virar adolescente, quem é que vai dar limite para esse adolescente? Não somos nós na universidade. E a gente fica pegando aquele bando de alunos sem o menor limite para nada, né? Porque ele ficou o tempo todo escutando na escola que o professor disse para ele que o pai dele não entende de nada sobre exído, não entende de nada sobre meio ambiente, é ele que entende, ele que explica tudo pro pai. Então isso é um equívoco craço, sabe? Então assim, se eu preciso sim conversar com o adulto e eu tenho medo de conversar com o adulto em vários lugares, porque a gente faz isso sobre um monte de coisa. Todo mundo aprendeu a a fazer a pagar IPVA. Não aprendeu quando era adulto. Isso não tem sala de aula que te ensina, né? Todo mundo aprende regra de trânsito, todo mundo aprende bilhões de regras de comportamento em sociedade. Enfim, tem uma série de coisas que a gente aprende. E quando você muda de um país pro outro, quando você muda de uma região para outra no Brasil, rapidamente também você aprende várias coisas. Então a gente tem que entender o vamos ser de fato Paulo Freire nesse país, ao invés de ficar só falando dele o tempo todo, esquecer de tudo que ele já nos ensinou e há muito tempo, né? Então é super importante entender isso. Eh, precisamos mudar, sim, precisamos vir. Eu acho que ter essa que eu vou chamar de mística aqui, né? o flora de onde, mas esse esse monólogo que que a Pâm ela faz e todos os que ela montou, né, ao longo do seu doutorado com a questão do resíduo, ele faz a diferença para as pessoas para começar um início de conversa de uma forma diferenciada com as pessoas. Então, acho que isso é muito importante eh de estar sempre sendo pensado dessa forma, né? A gente tem que parar um pouco com esse negócio de que eu tenho que fazer preleção o tempo todo, né? Acho que tem outras coisas. Eu acho que tem uma coisa de comportamento, uma coisa de de discutir junto, de entender o limite de cada grupo. Cada grupo vai ter um limite para as coisas que ele vai fazer. E aí entra a questão da compostagem, né? É importante sim para quem quer fazer a compostagem individual. É, mas eu tenho que dar dizer para ela que aquilo ali é alternativa. Eu tenho ter uma política pública de compostagem, tá? Assim, São Francisco não é uma cidade com 2 milhões de habitantes e é 100% lixo zero no orgânico e não é na casa das pessoas, tá? A prefeitura faz isso. Então isso a gente tem que, isso é uma política pública. Não vem dizer agora que todo mundo tem que ter binhoca californiana para fazer compostagem, pelo amor de Deus, entendeu? E assim, entendo que a minhoca calafoniana ela foi trabalhada para fazer isso, né? Mas aqui a gente ainda não estudou as nossas minhocas para isso. Mas tem um projeto gigante na UFMG de anos que eles estão trabalhando como inhocossul para um monte de coisa, né? Não tem ninguém que faça comercialmente a produção do Mihocossu para isso. Mas não quer dizer que a gente não saiba disso. Há formas de fazer de outro jeito. Há formas de fazer de outro jeito. Não vem dizer que se eu vou fazer compostagem eu tenho que virar vegano. Porque é possível você continuar comendo carne e ir fazendo. Você vai ter um problema de fazer compostagem com osso dentro da sua casa. Por isso que eu preciso de uma política pública para isso. Eu tenho que que entender essas diferenças. Eu não consigo. Isso é é muito bom quando eu penso na escola que a escola vai fazer a compostagem, porque eu vou ter que pensar que tipo de alimento esse aluno vai comer e o alimento dele vai ser bem mais saudável. Portanto, compostagem tá ligada assim à segurança alimentar, né? Quando eu começo a localizar a a compostagem, ela é uma estratégia educativa de segurança alimentar. E a gente tem que entender isso dessa forma. Não é que eu vou resolver o problema do resíduo orgânico. O resíduo orgânico é política pública que tem que que começar a tratar disso. Não pode pôr isso no colo das pessoas. Hã, caçamba. Tem uma cidade na Itália que o prefeito ganhou a eleição, eu vou, eu esqueci o nome da cidade, dizendo que ia tirar aquelas porcarias daquelas caçamas da rua. foi feriado no dia, ele ganhou a eleição, com 20 dias ele conseguiu abolir o contrato, foi feriado na cidade, porque aquilo é um horror, aquilo é na realidade um um conjunto de lixão que fica espalhado pela cidade. Facilita quem tem o contrato terceirizado. É óbvio que facilita porque o cara não tem, ele vai ter menos gari no caminhão. O caminhão tem um trajeto mais rápido, o caminão prensa mais rápido, né? Mas você tem aquela porcaria que fica fedendo porque a limpeza daquilo nunca é ideal. Lembra que no começo aquilo tinha um cartaz dizendo que só podia pôr orgânico. Agora não tem mais nada porque viram que, né, não não vai funcionar. Se caçamba quer caçamba de antúho, se você não vigia caçamba, você vai pô tudo vai acontecer ali dentro. Então imagina essa essa essas essa lix porque é uma lixeira de fato, né? Então isso não faz muito sentido. Isso é uma ideia de que em vez de porta a porta eu tenho que fazer a mecanização. Isso só é interessante se eu tô terceirizando o processo. Isso facilita para quem cria contrato. Isso não facilita pr pra cidade, pra comunidade. Então, faço o porta-porta do reciclável. O porta-porta do reciclável com catador implica que vai ter um horário que o catador tá chegando para poder pegar esse resíduo, tá? E eles têm uma uma tecnologia social super bem desenhada sobre isso, né? de fazer de como é que você trata, quem faz a coleta, quem vai e bate na casa para poder pegar, aonde, qual, como é que ele centraliza isso, como é que passa o caminão da cooperativa, isso já tá é uma tecnologia consolidada, tá, pelo movimento a partir do movimento nacional de catadores. Então, isso é feito em várias cidades no Brasil e isso é muito bem feito. E aí você tem uma coisa de que o independente não vai passar antes e coletar o melhor e não vai fazer a triagem ali aonde tá esse resíduo esperando o caminhão, tá? A outra questão é, a maioria dos contratos do município diz paraas empresas que fazem coleta que ela pode fazer uma compressão meia boca do resíduo. Em vez dela fazer a compressão total do do do lixo, quando é resíduo reciclável, ela faz só metade, mas ela não lava aquele caminhão dela 100% para ela poder colocar reciclável lá dentro, certo? Porque isso tem um custo assim, para eu limpar um caminhão que pega lixo para ele poder pegar reciclável, eu vou ter que lavar ele com água quente e com alta pressão, senão não vou tirar aquela monte de porcaria que tava lá antes. Isso é um custo e é um custo elevado. Então eu não faço isso. Eu dou uma limpadinha, jogo o reciclável. Quando eu jogo o reciclável e alguns recicláveis eu pressiono de qualquer jeito, que que vai acontecer quando isso chega na cooperativa? O que era reciclável na porta da minha casa virou rejeito até chegar na cooperativa, né? Porque se não for caminhão gaiola vai ter problema. E aí a quem faz o transporte não quer ter o caminhão de compressado e o caminhão gaiola, porque isso tem um custo. Por isso que se eu discuto com a cooperativa que tá especializada em reciclável, faça a coleta, eu vou viabilizar para ela o caminhão gaiola. Isso aí, isso faz a diferença. Agora para de imaginar que caminhão de cooperativa é Uno, é un presente, né? Ele não precisa de manutenção, ele não desgasta, ele é um, a cooperativa tem um caminhão, coitada, e uma rota que ela tem que dar conta. Como ninguém consegue ter um caminhão só para fazer isso. Por isso é importante ter cooperativas de segunda ordem. É, por isso foi era seria super importante conversar hoje com a Valdeci, porque ele representa uma cooperativa de segunda ordem. O o grupo da que a Kelly tá aqui do Bassol estão tentando organizar o NIR. Uma cooperativa de cooperativas. Isso que é uma cooperativa de cooperativas. É ela que detém o caminão porque ela vai ter dois, três caminhões. Porque não adianta ter 15 cooperativas cada um com um caminão, que isso é um grande prejuízo, né? Mas se eu tenho um conjunto de cooperativas que tem dois, três, quatro caminhões, eles fazem o percurso, eles têm o caminão de manutenção, é menos gente para ser motorista e cada caminão tem dois cooperados que vão estar ali ajudando. E não o porta a porta não é passando o caminhão como passa o caminhão de lixo. O porta a porta a pessoa vai com bag e com carrinho e tem um lugar aonde o caminhão passa depois recolhendo. E tem gente fiscalizando para ninguém sair lá mexendo e fazendo com bagunça. Nem cachorro, porque não é só o catador independente. Cachorro também adora mexer nesse negócio, gato, esse monte de material de rua. Então tem uma tecnologia social mais do que definida para isso, tá? Então não é é não é não é a necessidade de isso virar uma confusão danada. [Música] Que mais? Logística reversa. Gente, nós temos é a lei, eu não gosto nem do nome porque não tem nada de reverso nessa logística, né? Mas foi o nome que em português ficou paciência, né? A gente, na realidade, a gente tá trazendo uma noção que já começa na Suécia na década de 70 que é a responsabilidade expandida do produtor, tá? E aqui no Brasil, quando a gente colocou isso na lei, a primeira coisa que eu nem lembro quem mais no Congresso, o pessoal falou assim: "Mas e aquelas coisas xinglink que tem no Brasil, quem é que vai cuidar disso?" Eu falei: "É, então tem que pôr o importador." Aí começou a pôr, um monte de gente virou responsável. O que que aconteceu? Porque aí tem o outro que fala: "Não, não é só importador, tem aquele, tem aquele que chega e fala: "Então põe aí também o comércio, põe não sei quem, porque aí põe todo mundo. Quando você põe todo mundo, tá certo? Então esse é o grande problema da logística reversa. E a segundo problema, nós precisamos ter acordo setorial com a indústria. E aí o estado não faz, não adianta a união fazer acordo setorial com a indústria, porque assim, um acordo setorial da indústria em São Paulo é diferente do acorte setorial no Amazonas. Então não adianta você falar: "Não, o acordo setorial quem faz é a união. Não, a união só vai dar diretriz, não tem como, tem que ser no estado e não é município que faz acordo setorial. Não tem nem como o município fazer a corte setorial, isso tem que ser no estado. E aí você começa a ver um problema de logística absurdo no Brasil, né? Eu tive em São Gabriel da Cachoeira mês passado. Que que adianta aquele povo lá coletar sacolinha de plástico? Se a empresa mais próxima que faz reciclagem disso tá em Brasília. Nossa! Entendeu? Então assim, agora aqui em São Paulo, a gente aqui São Paulo, Rio Minas, a gente tá no triângulo das bermudas, né? É, tudo é possível, mas eu tive uma aluna que foi estudar um tipo de plástico, que é aquele plástico duro de embalagem de shampoo, PAD. PAD. Isso tá assim, o mesmo mesmo eh vasilihame, ele sai do interior de Minas, vem aqui para São Paulo, vai ao Rio de Janeiro e encontra a indústria em São Paulo de novo, entendeu? Você fala: "Cara, que passeia essas coisas". Então, o acordo setorial começa a acabar com esse passeio e esse monte de meio de caminho que vai ganhando dinheiro, porque cada vez que isso passeia aumenta o valor, né? Assim, é possível a cooperativa, isso que a NeNeCa tá falando, não, não é um problema de acabar com a lei da logística reversa, é um problema do acordo setorial e esse acordo setorial vai ter que começar a dizer quem é de onde é que tá de fato a indústria, ela aonde que tá a indústria, né? E é isso que as pessoas que a indústria não quer dizer onde é que ela tá, quem é que tá recebendo essa história, mas ela adora dizer, olha, 99,9% do alumínio desse país é reciclado. Isso implica que a gente não precisa nem explorar bachita mais no Brasil para consumo do Brasil. Então por que que a indústria, por que que a mineração de bachita não para? Esse discurso funciona de um jeito, mas quando eu falo assim, então não vamos mais mexer com a indústria de bachita, vamos parar com aquela confusão lá na Amazônia. Ah, não, gente, não, pera aí, também não, né? Claro que a gente precisa. Para onde que tá indo essa bachita nova? Tá. E isso é exatamente para tudo. Plástico, gente, é a primeira grande indústria circular que a gente tem no século XX é a indústria do petróleo. Plástico é resíduo de gasolina e diesel. Foi assim que surge o plástico. E quando a gente minimamente falou no final aí do do do da pandemia que surgiu essa história da cidade lixos, da cidade pós-combustível fóssil, teve um teve uma reunião no Texas, né, que os caras voltaram e falaram assim: "Ah, tudo bem, gente, tudo bem. A gente concorda que não precisa mais fazer gasolina e petróleo. A gente vai aumentar em 42% a produção de plástico." Aí eles iam inverter. gasolina e diesel ia virar resíduo da indústria do plástico. Aí todo mundo falar: "Não, pelo amor de Deus". Tá? E a gente tava nesse momento caminhando para ter um tratado internacional contra o plástico, né? Para você começar a pensar como é que tem plástico que é super fundamental. Eu fui doadora de sangue enquanto eu pude, né? Por idade, parei agora por idade. Eu não quero doar sangue. Meu sangue é ó negativo. Ele é super importante para para pessoas, por exemplo, com leucemia, né? Eu não quero doar sangue numa vasilha de vidro, porque o risco desse negócio ir e ir para para ninguém é muito grande. Mas eu não preciso tomar água num copo de plástico. Ninguém me convence que eu preciso fazer isso, tá? Não há menor necessidade. Se eu preciso canudo, eu ando com canudo de metal dentro da bolsa. Eu não preciso ter um canudo de plástico toda vez. E principalmente que agora a maioria das pessoas tem canudo para ficar mexendo o drink. Não é nem para usar para beber, né? Para mexer o drink. Pelo amor de Deus, não tem colher. Desde, desde Luís X colher para fazer isso. Agora precisa ser canudo de plástico, né? Então tem essas questões. E aí o que que acontece? O tratado que tava indo, de repente, ele teve um retrocesso inacreditável. É inacreditável o retrocesso da discussão. Olha o que que aconteceu na última reunião semana passada. É como se a gente não tivesse feito discussão nenhuma. Vai começar praticamente do zero. E apareceu um conjunto de países que chamam, ah, eu esqueci o nome que eles deram. Você lembra, Adriana, o nome que eles deram para eles que quem quem foi falar foi o Irã. Inclusive na penúltima reunião em Nairobi, né? Eles deram um nome para eles de países comprometidos que você não sabe quem tá atrás. pela primeira vez você não sabe quem é esse conjunto de país. Aí quando começa a votação, você fala: "Ai, mas tá, os Estados Unidos tá junto com o Irã nisso, é mesmo, né? Você começa a ver umas coisas completamente sem sentido, tá? Então, bom, eh, eu acho que eu acabei de falar sobre tudo. É, e a questão aqui em Campinas que é muito séria, é muito sério esse contrato. Quando acabou a pandemia, porque a gente ficou o tempo todo, a gente precisou do xerife, né, o nosso grande xerife, que é o Ministério Público, pros catores não passarem fome, né, a gente brigou muito, o fórum conseguiu, né, muito junto com com os com o Ministério Público. cestas básicas decentes pros catadores, inclusive cesta básica com botijão de gás, né? E cesta básica com material de limpeza pessoal, né? E tinha que escutar coisas por pelo lado da prefeitura ou da renova na época. Sim, mas professora, para que c 5 kg de feijão é muito porque feijão caruncha? Eu falei: "Uai, mas não é não perecível. Que história é essa que no mês é 1 kg só de feijão, tá bom? dois de sal. Eu falei, né? Que coisa. É, é, foi isso mesmo. Era isso. A, a discussão chegou nesse nível, gente. Eu juro para vocês que eu não consumo básico. Eu fui no supermercado e entender o que que era uma cesta básica. Era um negócio maluco. Mas pelo menos a gente conseguiu isso com os catadores. Que que acontece agora quando acabou a pandemia? que estavam as cooperativas todas destroçadas, elas foram fechadas, elas não podiam trabalhar. Então, teve roubo na cooperativa, teve incêndio próximo das cooperativas, teve de tudo. Naquela situação, a prefeitura já fez um contrato que era draconiano, porque dizia que a cooperativa tinha que est instalada como uma empresa. As cooperativas que estão na Reciclamp tem uma situação muito diferenciada das que não estão. E a Reciclamp tem já um, ela tá aí desde o primeiro cataforte, né? Então uma outra história, tá? Então já era darconiano naquela naquela hora. Agora a prefeitura com esse histórico que eu tô falando com vocês, até da forma de coleta de material, a prefeitura dizer que é a cooperativa que tá produzindo o rejeito e, portanto, ela tem que pagar pro seu rejeito como se ela fosse um grande gerador. Porque isso a lei tá dizendo do grande gerador. O grande gerador tem que dar conta do seu resíduo. Então agora eles estão dizendo que cooperativa virou um grande gerador. Isso é completamente absurdo para poder pôr isso no contrato. É isso que tá subendido. Agora, a empresa que faz a coleta, ela sai de boa porque ela só faz transporte. Tá bom? Desculpa, Wagner. Bom, gente, para finalizar, queria agradecer de novo Emília, Kelly, vocês todos, todas. Dizer que na no mês que vem, nossa intenção aqui eh é que a gente possa discutir a questão da água, a gente tem um, enfim, ní é um problema regional, né? eh, no mínimo regional tem uma possibilidade do no ano que vem deve ser já discutida a outorga, né, renovação da outorga do PCJ. E além disso, a gente tem todo um debate a respeito das nascentes na cidade. Então, a gente vai um pouco combinar essa discussão, né? eh na para o mês de setembro e para o mês de outubro a nossa intenção e aí dialogando aqui, né, com a nossa com nosso grupo de de apoio, de referência, é a gente fazer um debate sobre a COP 30, né, porque a gente já vai est no novembro vai ser a COP, um pouco a gente, né, entender as perspectivas, o que que a gente pode, a nossa, nossa capacidade de influência não é, né, a ideal, mas é um pouco a gente fazer esse esquenta aí cobrar coisas, cobrar posicionamentos. Então a ideia é que a gente possa discutir isso em outubro. Tá bom? Perfeito. Sim. Difundir. Exatamente. É nesse sentido. Se tiver top, né? Porque não tem aonde ninguém ficar ali. Pois é. Tem que ser a distância. Tá rolando. É por remota. Tá bom, pessoal. Então, seguimos juntos. Forte abraço. Boa semana para todos. Bom final de semana. Obrigado. Ainda tem café. É lá que eu vou agora doida para tomar um café, hein. Ô, Cleit, espera eu. Wagner, obrigada, viu? TV Câmara, Campinas. Yeah.