TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Reunião da frente parlamentar do hip hop
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÕES

Reunião da frente parlamentar do hip hop

19 views Publicado 29/10/2025 HD · 1:59:57

Sobre este vídeo

Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

Transcrição completa do vídeo

86 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

TV Câmara, Campinas. Bom, pessoal, boa noite a todas as pessoas aqui presente. É com muita alegria que a gente recebe todos vocês, todas vocês aqui nessa atividade que é o lançamento da Frente Parlamentar do Hip hop e da cultura periférica. Essa frente já foi votada, já foi aprovada, mas a gente estava esperando, aguardando o momento, eh, um momento bastante importante, ideal, pra gente poder fazer o lançamento. Então, eu tô bastante feliz porque hoje a gente, de fato, eh, organizou um dia importante com a presença de uma pessoa muito especial para nós aqui para fazer o lançamento dessa frente parlamentar. A gente sabe que na cidade também tá acontecendo a conferência, né, do hip hop. Infelizmente chocou, né, as as duas agendas, né, mas eh enfim, né, a vida segue aí. Com certeza eh nenhuma atividade vai est pagando a outra, até porque eu acredito muito na nossa atividade aqui, que com certeza é uma atividade muito mais radical. Então eu fico com a nossa. Bom, eh, eu vou formar a mesa, tá gente, primeiro e depois a gente vai ter a honra de ouvir aqui o mal com cantar para nós, tá? Então, primeiro eu vou formar a mesa e aí eu quero chamar a nossa estrela da noite aqui para sentar conosco e quero um bastante aplauso pro nosso companheiro Renato Freitas, deputado estadual pelo Paraná. E é uma honra receber o Renato aqui. Quero também convidar para poder assumir aqui a mesa conosco uma educadora social do movimento de cultura popular que é a Cibelle Rodrigues. Bom, quero também convidar uma pessoa que é muito conhecida por todos vocês, eu tenho absoluta certeza também me honra muito de tê-la aqui conosco, que é o Renan do Inquérito. Renan Inquérito, né? Do Inquérito. Renan Inquérito, R professor. Uma honra tê-lo aqui. Senta aqui, Renan. Obrigado pelo convite. Quero convidar também uma outra mulher, militante do hip hop também, que é a Angel, que também nos honra muito compor a mesa aqui conosco. Seja bem-vinda. Caiu a esponjinha. Quero convidar também o RB, o Iago Rebolsas Barbosa, que é MC, que é da batalha da UMG. E eu quero chamar também para compor a mesa Silas Eduardo, coordenador do cursinho popular Rert Souza. Aí toda hora eu tiro esse negócio. Agora eu tirei no meu no meu vestido. Tem só sua mãe te ama assim, né? falou: "Minha mãe é vida". Ai, pretencioso. Bom, eh, antes de eu passar paraa nossa atração principal aqui, quero só registrar a presença de algumas pessoas e quem quiser também que a gente anuncie a presença, é só procurar o pessoal aqui do cerimonial, a Cecília, que tá deve estar por aqui, ou o Leandro ali também. Tá bom. Quero registrar a presença do Samuel Camilo Anastásio, que é produtor cultural. Cadê o Samuel? Obrigada Samuel pela presença. Quero também registrar a presença da Maira Sampaio que é assessora, representando aqui o mandato da vereadora Mariana Conte. Obrigada. Registrar a presença da Naiara Oliveira. Naiara é do Movimento Popular de Saúde. Naiara da Levanta a mãozinha aí pro povo. Registrar a presença também do Paulo Mariante que é do Fórum Municipal de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas e também presidente do Conselho Municipal de Saúde aqui de Campinas. O Paulo é tudo, né, gente? Obrigada pessoal. Alguém quiser mais que seja registrada a presença? É importante porque essa atividade, embora ela não está sendo transmitida eh diretamente porque nós estamos tendo uma solene aqui ao lado, ela tá sendo gravada e amanhã com certeza já vai pras para os canais, né, para as plataformas aqui da casa. Então é importante, né, da visibilidade. Quero registrar também a presença do Augusto, né, que tá deve estar representando o mandato do vereador Gustavo Peta. Obrigada. E vamos lá então. Pode ser, Malco. Gente, o Malco vai cantar aqui para nós. Boa noite pessoal. Boa noite. Boa noite. Eu sou o Malcon GDN, sou artista independente, sou lá do Campo Belo, né? Sou multiartista. Eu canto, danço, trabalho com audiovisual também. Sou produtor, produzo todas as minhas músicas desde 2019. E é isso. Queria mostrar um pouco do meu trabalho, principalmente direcionar lá pro Campo Belo, que é uma região que ainda tá fraca assim na questão da música, na questão da cultura, né? Então é isso. Ah, é assim, ó. Agem como Alcapone, mas no fundo eles são repple. Massa não mata sua fome. Alguns matou para portar um apple Money. Eu me sinto eon na estrada para me tornar a com muito sangue nas linhas. Sou Jason escurecendo sua sexta-feira escutando aquele som bom. Não quero maison, quero uma mansão. Enquanto se não vingar, me comprometo a fazer um bom som. Veja como se portam vários bicos se perdem na cota. Faz rap para farmar cocota. Acabaram preso na picota. Você me veja corta, não me importo com o que tu porta. Eu faço rap porque vivo disso. Eu faço rap do mundão lá fora. Pros que precisam de incentivo à rua sedi não é de agora. Longe dos olhos que provém. Essas ruas de terra tem povo e sangue, guerras para se tornar. Eu sou um leão, mas não viram. Porcos da barca desciam e meus manos subiam. Hã, o corpo na calçada, eles fingindo que não viram. De onde o virote veio, numa bala não existe freio. Guerras para se tornar lon. Eu sou um leão, mas não viram. Porcos da barca desciam, meus manos subiam. Hã, o corpo na calçada, eles fingido que não viram. De onde o virote veio, numa bala não existe freio. Peita agola veio reserva no pulso minutine. Era o que eu enxergava debaixo daquela capa toda cinza. Eles atiram e vê depois. Em segundos o sonho se foi, mas uma família tá de luto. A família do rapaz de 26 anos não acreditava no que tinha acontecido. A vítima foi encontrada por três tiros. Ah, guerras para se tornar leon. Eu sou um leão, mas não viram. Porcos da barca desciam, meus manos subiam. Hã, o corpo na calçada, eles fingido que não viram de onde o virote veio. Numa bala não existe freio. Guerras para se tornar leon. Eu sou um leão, mas não viram. Porcos da barca desciam, meus manos subiam. Hã, o corpo na calçada, eles fingem do que não viram. De onde o virote veio? Numa bala nesiste freio. E é isso. Muito obrigado. Já fechar aqui, pessoal. Jovem mestre é a música que compõe o meu IP. Aprenda a fazer drill parte um. Vamos embora. Somos jovens fora do ei ódio na guia statation. Os cara polem nós PlayStation o melhor da sua generation. Aceita ou muda sua location. Nós é chave, não vi liga mais para feijo. Eu pegete no meio do seu queixo. Enquanto eles babar no que é movimento um espetáculo. Faço meu bit, minhas mix, meus clip, eu nem ligo pro obstáculo. E o medo que te puxa para trás tá tirando seu gás, te enrola como se fosse um tentáculo. Um olho na grana e outro na trama. Eu até me sinto um estrábico. É, enquanto eu faço essa merda, eu me sinto vivo. E quando eu entro em sintonia, rola alquimia e essa energia vibra no seu coração. Joga um pouco dessa rima, adiciona um sals. Duas doses de dores da vida. Mas toma cuidado para não pôr muito sal. Isso é apenas um dia meu normal. Isso é fácil. Isso é alquimia. Se bater de frente, você vai passar mal. É como se fosse um talento natural. Tudo que eu passei que tá na minha pele, eles não vão sentir. Ainda vão mentir dizendo que acredita em ti. Não é sobre joias ou roupa de grife, é sobre o que eu sentia. Então cala essa boca. Vocês nem tava lá, nem roupa para clipe nós tinha. Me fechei para amores, coleciono, flores. Me conta através dessas linhas. Tinha baixo estima, corte era na um. Descobri que era lindo só com 21. Nós faz essa fita maior fácil, parece que nem dá trabalho. Então podefar no meu hype, meu mano, porque tem onda para [ __ ] Formas assimétricas no Cup. Preto e preciso me chame de Sopi. Surfo no bit, nem surfo no surf. Ah, é assim, ó. Jovem mestre. Hã? Não é sobre Josf é sobre o que eu sentia. Então cala essa boca vocês nem tava lá nem roupa para clipe nós tinha. Me fechei para amor no flores. Me encontra através dessas linhas. Tinha baixa estimar era na um. Descobri que era lindo. Só convite um. Não é sobre joias ou roupa de griia. Então cala boca seis nem tava lá nem roupa para clipe nós tinha. Me fechei para amores. Colleciono flores. Me conta através dessas linhas. Tinha baixo estimo. O corte era na um. Descobri que era lindo só conviti. Muito obrigado pessoal, essa foi a saidira Malc GDN. Acompanha nas redes sociais. Estamos aí fazendo um trabalho MBO na casa. E é isso. Valeu, Mael. Nós obrigadão, gente. Malcomanheceu amanheceu hoje. Bom, pessoal, vamos lá, então. Vamos iniciar. Bom, eh, como eu disse inicialmente, essa é o lançamento da Frente Parlamentar do Hip hop e da, e é uma frente parlamentar que vem discutir aí o hip hop e a cultura periférica. A intenção, a necessidade de organizar essa frente parlamentar, ela surge justamente nesse processo que o mandato eh tem sido convocado nesse período, muitas vezes nesse momento que estamos discutindo o orçamento da cidade, discutindo apoio a a grupos, a organizações da periferia, grupos culturais, enfim, e a gente tava sentindo uma certa eh angústia nesse, né, e uma certa dificuldade muito de apoiar a nossa juventude, a nossa, os nossos irmãos, as nossas os nossos parceiros que estão na periferia lutando, fazendo arte, fazendo cultura, eh sobrevivendo, enfim, cantando, encantando. E nesse sentido nós entendemos que que seria importante a gente ter um instrumento aqui que pudesse pautar a cultura do hip hop, até porque constantemente essa casa recebe projetos que são projetos vinculados eh a setores aqui da cidade, que são os setores da extrema direita, que apresentam projetos de ataque à cultura negra, a cultura popular, a cultura periférica e principalmente a cultura do hip hop, né? Ontem nós estávamos falando inclusive eh o quanto a nossa juventude, os nossos artistas que estão na periferia muitas vezes apanham porque cantam, né? Então, nesse sentido, a formação dessa frente parlamentar vem com esse objetivo de dar esse suporte, de dar eh sustentação, de apoiar, de debater, principalmente porque, como eu disse, essa casa é uma casa que também tem muita gente, que é muito avesso à nossa cultura. Então, a gente precisava pensar num instrumento de organização nesse sentido. Junto com isso, nós também organizamos um projeto que tem esse olhar. A gente ficava muito incomodado muitas vezes, Renato, quando tinha e momentos aqui na cidade que a gente que nós éramos sempre abordados a apoiar grupos culturais de fora, grupos grupos culturais já consolidados, grupos culturais que já estão num patamar já, né, numa situação confortável, enquanto que os nossos irmãos ali estavam precisando do nosso apoio e a gente não sabia como fazer. Então, nós organizamos também um projeto aqui que chama conexões periféricas. E esse e esse projeto eh já temos aí muita coisa já organizada, muita coisa já executada. Inclusive nós temos a presença de pessoas aqui que fazem parte desse projeto e que já experimentaram, né? E já já tá dando muito certo. E eu tô bastante feliz com isso, porque a gente sai de um modelo, né? Porque as casas, os parlamentos, as instituições historicamente sempre representaram uma classe social e representar o nosso povo, aquele que tá sofrendo, são poucos que se propõem. Então, nesse sentido, eu tô bastante feliz porque o nosso mandato tem feito algo que tem pautado ali a nossa juventude, a juventude que, de fato tem sofrido muito nessa disputa que é uma disputa desigual, é uma disputa desumana, né? E é uma disputa que a gente tá sempre perdendo. A gente não quer mais perder. A gente quer ir para cima, enfrentar de frente e querendo ou não, esse povo vai ter que nos aturar. Então é isso. Então eu agradeço bastante esse momento e por isso que nós estamos lançando hoje essa frente parlamentar. Eh, eu vou passar agora a palavra às pessoas que estão aqui na mesa, porque são pessoas que também fazem parte desse projeto da da esse projeto de de conectar à periferia, né, de fortalecer a periferia, de estar na periferia produzindo cultura, organizando, lutando, militando. Então, são todos aqui, todos que estão nessa mesa aqui fazem isso de alguma forma. Então vou primeiro pedir que a companheira Cibelle possa fazer uma saudação inicial aqui e a gente mais uma vez agradece a presença da Cibélia aqui conosco. Obrigada. Boa noite. Tudo bem? Boa noite. Eh, eu tô muito feliz hoje, né, de encontrar companheiros de uma luta, né? Eu comecei no hip hop em 1998, então tenho uma idade avançada que eu sou, quer dizer, sou mais experiente há mais tempo, mas o que sempre me intrigou e o que o hip hop me move e moveu é que a juventude negra periférica, né, tem poucas possibilidades, né, de conseguir se sentir um ser humano, né, um ou alcançar a cidadania de fato. E isso que a Guida falou, né, de da nós produtores culturais eh fazemos isso, né? que eu faço isso há muitos anos, continuo fazendo, ter um apoio, né, ter um olhar, eh, poder conversar com o movimento no sentido de se movimentar politicamente com o que tá acontecendo na cidade nesse momento é importante, né? Então, eu saúdo todos os companheiros da mesa aqui, muito feliz, companheira Guida, meus parceiros todos que estão, né? Não, não vejo olhares inimigos hoje, fico feliz também, mas eles também, né, estão convidados a participar e debater política e movimentos negros, né, na cidade. O hip hop é um movimento negro, né, quem não considera isso, eh, tá equivocado, né? É isso. Obrigada. Obrigada, Cibele. O RB pode fazer uma saudação pra gente, por favor. Som. Som aí agora vai. Eh, primeiramente, boa noite a todos e todas presentes. Eh, muito obrigado pela presença de todos vocês aqui presente. Muito obrigado também pela oportunidade de estar compondo essa mesa. Quero agradecer também a presença de todos vocês e é, acho que também é aqui fica melhor. Pode ser. Obrigadão. Eh, bom, e queria fazer uma saudação. Antes de tudo, meu nome é Igor Rebolsas, meu nome artístico é Revolução RB. Eu sou morador de uma região periférica chamada Parque Oziel. E eu também faço parte de dois movimentos interligados aí ao movimento hip hop. Eh, eu sou organizador da batalha do AMG, juntamente com meus irmãos clássico, Lip, Taislan MC e também o Kai, que são também moradores jovens da comunidade do Parque Oziel. E eles também faço parte da OM Gang, que é um coletivo mais ligado musicalmente assim, né, em quesito de o grupo de rap, eh, composto por mim, por meu parceiro da OMG, que tá presente ali, o clássico Lip, também o Taislan, o Kai e também o Boso MC. Eh, dito isso, um salve ali também pro Gab, nosso padrinho, sempre vem fortalecendo e queria deixar tipo eh, a questão da mensagem de esperança, né? Tipo um lançamento de uma frente parlamentar de apoio ao hip hop, essa cultura negra que vem se fortalecendo dia após dia, minuto após minuto, segundo após segundo, é um movimento tipo bem importante para esse momento que a gente se encontra agora, que é um movimento que dá voz assim pra periferia, né, e consegue nos deixar mais forte para conseguir o nosso objetivo que é viver o básico, né, tipo ter os direitos humanos, tá ligado? o direito básico, direito de viver, direito de sonhar e o direito de sobreviver também, né? E pô, um fim, pô, um basta toda a forma de opressão contra a cultura hip hop. Então, essa frente parlamentar, ela é um passo gigantesco e bem importante pra nossa cultura. Desde já quero agradecer a isso e muito obrigado pela oportunidade, pessoal. Vamos lá. Valeu, RB. Bom, vou passar agora a palavra para Angel. Obrigada, Angel. Valeu. Tá ligado aqui. Salve, salve, galera. Boa noite. Boa noite. Deixa um boa noite também para quem tiver assistindo. Boa noite para todas e todos da mesa, todas as pessoas aqui presente. Eu sou a Big Girl and Joan. Tô aqui representando o Breaking e deixo um agradecimento a a composição dessa frente parlamentar que se posiciona e se mobiliza em apoiar a cultura hip hop, em fortalecer e ajudar também a formação paraa sustentabilidade dos artistas aqui na cidade nos quatros nos quatro elementos da cultura. E é isso. Quero agradecer a oportunidade de estar aqui hoje. Tá sendo uma experiência muito positiva est partilhando desse momento com vocês. Valeu, vou passar a palavra agora pro Silas, porque o Silas tem uma tarefa importante aqui, que é um pouco de explicar pra gente eh como que tá organizado esse projeto das conexões periféricas, tá? é ele que tem pilotado aí pelo mandato aqui. Ele sentou na mesa e se apresentou como coordenador do cursinho, mas, né, todo mundo sabe que ele compõe aí o mandato e ele que tá organizando, que toca de frente, né, enfim, que é o pensou muito esse projeto das conexões periféricas. Boa noite todos e todas. Boa noite. Quero agradecer a presença de todos. Quero cumprimentar a mesa aí, eh, saudar essa iniciativa do mandato da vereadora Guida Calisto, agradecer a presença desses companheiros ilustres, Renato, Renan, enfim, obrigado por nos honrar com a presença de vocês. Bom, eh, desde o surgimento da lei das emendas impositivas, a gente tem percebido um problema que quando a gente lida com as questões eh culturais, eh os nossos, os artistas populares, sobretudo os artistas do hip hop, a principalmente aqueles que faz luta social no território, que entrega cultura, moda, comportamento, espaço de de produção de conhecimento, de troca, de sociabilidade, né, de de uma sociabilidade, inclusive que disputa a juventude com o crime, com as drogas, etc. Eh, não tem tido, não tem alcançado as políticas públicas da cultura, como os outros grupos da cidade alcançam. E isso nos aborrece profundamente, porque a gente tem um mandato popular, eh, munidos de uma lei que nos permite municiar a galera de recursos, mas os nossos a gente acabava que não conseguia atingir. Então, a Guida deu uma tarefa de esse ano, a gente dá um basta nisso, assim, ainda que a gente eh retardasse um pouco a marcha, que a gente precisava mapear a galera nos territórios e fazer essa galera eh de alguma forma resolver todas as questões burocráticas, etc. Al para se credenciar e a gente iniciar esse trabalho. Então, 2025, ele foi um ano que a gente se debruçou nisso, basicamente, né? E eu quero agradecer aqui as várias acolhidas que a gente teve nos territórios, né? a gente mapeou muitas iniciativas já, eh, mas sobretudo no complexo OMG, a gente teve a oportunidade de pensar a política pública a partir do território. Foi ali que a gente criou um modelo pra gente e a partir deles, aprendendo com eles, que a gente eh desenvolveu um modelo pra gente lidar com isso e expandir para outras iniciativas. Então, a gente progrediu muito nisso e a gente fez de um modo que a gente mapeou e montou um time para que em 2026 essa galera toda já credenciada possa presentear a cidade com um circuito de hip hop pensado num horizonte temporal de longo prazo. Então, o mandato é desde já é preciso dizer que o ano de 2026 e na cultura a gente tem um trabalho focal no hip hop. É isso. 2026 será o ano do hip hop em Campinas. Valeu, Silas. Bom, quero agradecer aqui também a presença do Renan. Renan tem sido um parceiro gigante aqui conosco. A gente sabe da história do Renan, a gente sabe, muitos conhecem o Renan muito mais de perto do que eu, mas o Renan, desde o primeiro momento que ele eh, na verdade, a gente, eu me aproximei do Renan, foi numa atividade que o Renato organizou lá no Paraná. que eu fui pro Paraná no aniversário do núcleo periférico, que é um projeto também gigantesco que o Renato organiza, enfim, potencializa lá. E eu fui conhecer Renan lá, o Sila já conhecia, muita gente já conhecia, mas eu e ele a gente, né, nós o primeiro contato de fato foi lá e eu fiquei abismada, né, do da presença do Renan de palco, do da do envolvimento de todo mundo, todo mundo cantando as músicas do Renan assim. Eu falei: "Mas esse cara não é de Campinas, né? todo mundo aqui no Paraná cantando a letra, enfim, acompanhando o show de forma, né, totalmente emocionada, interagindo muito, assim, foi muito mágico aquele dia. Aí eu falei pro Silas, Silas, a gente precisa encostar nesse moço aí, não pode deixar ele ficar andando sozinho assim, mais não. Então, hoje Ana tá aqui, eu agradeço muito também essa parceria que com certeza esse projeto, a Frente Parlamentar e toda essa essa aproximação e esse fortalecimento passa assim também pelo apoio que o Renan tem dado e e por essa caminhada que a gente tá aí já iniciando e e fortalecendo. Obrigada, Renan. E é com você. Obrigado. Vixe, você é louco. É uma tarefa em glória ficar quase por último, porque todo mundo já falou, né? Mas boa noite. Eu agradeço imensamente por pela presença de vocês, pelo convite gentil da Guida do Silas. Para mim, eh, quero dizer que também foi um prazer ter encontrado vocês nessa caminhada e a gente demorou para se encontrar, mas a gente tem tantos amigos em comuns, tantos projetos em comuns e é muito louco como que a gente não se esbarrou e foi se esbarrar lá no Paraná no evento do Renato. Eh, enfim, se eu for falar também aqui do Renato, da nossa relação de tudo, vai a noite inteira, porque nós tem várias histórias, né? várias histórias juntos. Então, para mim é uma honra estar aqui com vocês. Eh, e para não ser repetitivo, eu queria pautar minha minha fala no seguinte. Eu queria dizer assim, eh, o rap é a comunidade enchendo a laje, éí no cinema ver um filme e tá lá o sabotagem. É quando o moleque da fundação contraria e quem diria ganha um concurso de poesia. O rap é house preto, não é bala de tut fruti. É um carrinho de dog que virou food truck. A caneta do Gog, a agulha do KJ. Os pés do Nelson, as mãos dos gêmeos no spray. Quer saber o que é rap puro? A escola ocupada pelos alunos, Mariguela, Mandela, Guevara, Dandara, Zumbi foram rap antes mesmo do rap existir. Um texto do Ferreis, um samba do Adoniran, são rap tanto quanto um som do utan clan e astia que leva sopão pros mendigo. É rap até umas horas, mais que os MC umbigo. O repetípulo Galileu e a sua teoria provou que o mundo não é centro, ele é periferia. Saral da Coperifa lá na zona sul resgatando mais gente do que o SAMU. O rap é Milton Santos, é Paulo Freire, é escola. Tem uns que estuda, outros só cola. Rap é a mãe de família que vira freestyleira. improvisa com o pouco que tem dentro da geladeira. Um pivetinho ouvindo Racionais com 11 anos. A força de uma senhora se alfabetizando. Era tão rap subir no telhado e conseguir virar antena para assistir IO MTV. Dinadir, Carolina de Jesus, Jorge Bem, Bezerra da Silva e Musum foram rap também. E quando uma palavra salva o moleque, uns chamam de conselho, eu chamo de rap. É isso. Gente, emocionante. Bom, agora a nossa estrela, Renato Freitas. Uh, satisfação, satisfação total. Boa noite. Boa noite. Para mim é uma honra a oportunidade que eu tenho a ocupar esse papel nesse momento da história e poder dar o meu testemunho, sobretudo no que diz respeito à cultura hip hop. a todos os elementos de alguma forma atravessaram minha existência, foram meus professores em especial o MC, a palavra falada, escrita, cantada, o poder das palavras. E eu desde cedo percebi que quem falava demais gastava a palavra, retirava significado da palavra. E entre os que observavam e captavam os sentimentos da comunidade, estavam sempre os músicos, os poetas. E o rap é exatamente isso, ritmo e poesia. E essa poesia me salvou, foi bússola para mim num tempo, foi lâmpada pros meus pés, num tempo de escuridão profunda, num abandono, num deserto de direitos, sem eh um amparo, um apoio sem o convívio com meu pai, porque eu não tive o convívio, mas também com a minha minha mãe, porque trabalhava demais. Então, aprendendo na rua e construindo a minha identidade com muita com muitos conflitos na base dos conflitos no sul do Brasil. E o rap quando chegou lá na minha quebrada, eu lembro até hoje a primeira vez que eu tava andando, a primeira vez foi dentro da minha casa mesmo. Meu irmão colocou uma uma fita que tinha uma música na fita do fim de semana no parque, né? É, eu acho que ali 93, alguma coisa assim, né? Fim de semana no parque. Falei: "Caramba, mano, música muito da hora, que ao mesmo tempo que ela é alegre, ela é reflexiva, ela é crítica. E ela mostra ali qual que é a diferença de você tá saindo da tua quebrada, das ruas de terra, das casas de madeira, de uma lógica de de funcionamento, né, de relações relações sociais para perto do centro, né, onde tem os clubes, as pessoas lavam os seus carros, se fosse hoje em dia, né, levavam, levam seus cachorros para passear 6 da tarde. Outro mais caro cachorro, né? A marca mais [ __ ] é o novo tênis, né? Você queria ter aquele 12 mola hoje você quer ter o cachorrão de sei lá R$ 5.000, né, mano? E e o moleque vendo tudo do lado de fora, sem poder adentrar aquele mundo, só lembra do seu pai bem louco gritando dentro do bar. E falei: "Mano, essa essa música aí fala de nós. Mais do que falar de nós, quem canta essa música é nós, porque essa música não é de quem entendeu apenas e explica. Essa música é de quem viveu. A cabeça pensa onde o pé pisa. As palavras dessa música foram gestadas nas solas dos pés, porque alguém atravessou desertos para conseguir dar um testemunho tão visceral, profundo e verdadeiro. E logo depois eu vi a na numa outra fita e também já naquele período mesmo uma fita gravada na escola tinha uns 11 anos do tinha duas músicas nacionais, né? Tinha umas gringa e tal, acho sai para eu sei lá o quê. Não lembro exatamente as gringas, mas as nacionais eu lembro. Tinha uma música do MRN que era Movimento e Ritmo Negro, que tem aquela música, uma noite de insônia que é bem famosa, né? Mas aqui que tava lá uma menos famosa que é eh, desculpe, eh, desculpe, meu amigo Charles Baby Brown, tal, pá, como ela te dói. Como ela te dói. Então, é a música que você viu pelo flow, pelo nome do personagem Charles Baby Brown, né, e que tinha essa referência nesses filmes gangstas, né, da daquela época. Você vê que ela tinha uma influência muito forte dos Estados Unidos e ela é o hip hop chegando forte mesmo, né? Com essa influência toda assim, né? Tanto que ele no no início ele fala de estilos de música, ele fala: "Você curte teu samba aí, teu pagode, eu curto meu rap", não sei quê e pá. E então, portanto, não tinha esse elemento social, crítico tão forte. era essa outra dimensão do hip hop que também era um pouco um pouco festiva e nesse caso tinha não era tão festiva, tinha uma uma um revanche, uma revanche ali, né? Era uma treta, né? E a outra que realmente marcou porque foi uma música de cunho social muito forte que se chamava eh eh subraça, né? Do câmbio negro, né? que ele começa a subir, ele ele pega uma uma reportagem, olha, na época eu pensei que aquela reportagem não existia, que era colocada ali para ter aquela resposta e justificar de alguma forma a música, né, como se faz na arte, né? E não, anos depois, recentemente, uns 5 anos atrás, eh, essa entrevista veona uma moça branca da zona sul dos Estados Unidos, dos Estados Unidos podia ser, né, mas é do Podia ser, né? da zona sul do do Rio de Janeiro, né? Dando uma entrevista daí. Ah, que que você acha dessa gente não apanha? Ah, essa gente é suja, essa gente, olha a cara deles, essa gente tal, essa gente tinha que eles cheiram, é grotesco, eles pá não são brasileiros, é subaça. E nossa, sinistro, né? Uma entrevista assim e essa moça apareceu pedindo desculpa, né? Depois de velha, né? virou professora tudo e dizendo que enfim, né? Dizendo, enfim, né? E que fita, né? Você mandou um louco, né? E o o câmbio negro eternizou ela ali, né? E e começou assim sobera, daí ela começa a dar uma resposta altura assim e aquilo ali marcou também, né? Porque, pô, eh, nós não tínhamos a possibilidade de se dirigir a essa classe média branca dessa forma tão direta e verdadeira como o R tava fazendo naquele momento, né? Sem rodeios, né? E pessoas também que não eram exatamente formadas na universidade, que não estavam elaborando teorias sofisticadas para arrumar espaço ou legitimar sua fala dentro de espaços de poder, né? eram pessoas que tinham o seu poder justamente no poder do acontecimento, que naquele caso era uma resposta, né, uma um uma resposta, uma reação ao racismo, mas aquilo ali o que era forte é porque aquelas circunstâncias eram comuns, né? Então o que ele tava sentindo era o que milhares de pessoas estavam sentindo. Então aquilo ali foi comum a mim também. Falei: "Caralho, mano, esses cara, o rap já daí já era. A partir daí, igual a mim, é aqui quantos filhos de mãe solteira que viu no rap ali um pai pra vida inteira, porque ali eu já olhei falei: "Caralho, mano, é isso, é sobre isso". E daí o Racionais tava preto até os ossos e tal. Falei: "Olha, mano, um dos nossos e tal". E aquilo foi o meu primeiro sistema de compreensão de um mundo que eu vivia apenas como observador. E a partir daquele momento, eu já não era só um observador. De uma outra história, num outro ângulo, num outra dimensão. Eu era protagonista, porque eu me via naquele moleque do fim de semana no parque. Eu me via na na letra do do do Taí, eu me via na letra do Câmbio Negro, do MRN. Daí depois de tantos outros, né, que foi saindo, né, desde doctors, né, mas, né, festa e tal, rolê e tal, né, até sistema negro mais gangsta, né, para falar um exemplo daqui mesmo, né, e tantos outros que se seguiram, né, que até para mim o ano de 1999 foi 99 2000, 2000 foi o ápice de tudo, né? Porque é um ano que sai traficando informação, traz sujeito homem, seja como for, assim, encaminha humanidade, logo depois tem o Sabotagem, tem o Demenus Crime, tem o próprio Doxter, Maluquer de Nona Leste, eh, tem F da Morte, Crime do Raciocínio, que inclusive eu conheci o Renan no disco do Fo da Morte. Eu tive, né, oportunidade de falar isso pro Renan, né, porque eu tô lá ouvindo aquele disco do Fo da Morte que é [ __ ] para [ __ ] é feito no Brasil, né, mano? É um duplo, se eu não me engano, né? E daí lá no meio lá tem uns manos que não é o fácil da morte cantando, né? E tem algumas vezes isso no disco, acho que não é a primeira vez, tem uns patatia, tem uns bagulhos diferente nesse disco, né? Daí eu olho lá, tá o Renan lá cantando, falei: "Ó, os manos meu grau aí falando várias fitas da política também e tal, né?" Então o hip hop sempre foi muito generoso, né? Porque os artistas que despontavam estendiam de imediato, né, a mão pros outros artistas que estavam chegando, a exemplo, né, do Racionais, que é o maior deles, né, que que produziu, que ajudou, que fortaleceu tantos outros. o RZO. A gente tava ouvindo hoje a entrevista da negra ali, né, no Spotify. Ela falava um pouco dessa dimensão do RZO de agrupamento, de ajuntamento, né, do do dos loucos, das loucas, né, e isso daí gerou talentos como fortaleceu, aperfeiço talentos como DBS, eh, como negro Útil, né, como como o próprio Sabotagem e enfim, essa visão política aí me deu autoestima. Essa visão política fez aquela revolta cabulosa que eu tenho dentro de mim, tem um mínimo de direção para que ela não fosse autodestrutiva. É, a cultura hip hop também e principalmente me fez exercer a minha cidadania, que não foi a cidadania pelo exercício do direito, mas foi pela luta pelo direito, que também é uma dimensão do exercício da cidadania, talvez até a mais importante, já que não era não era franqueada a entrada no centro da cidade de Curitiba, o direito de ir e vir, já que não era possível uma escola lá na quebrada. já que não era possível um asfalto, né, mano, já que nada daquilo que deveria ser a obrigação do estado se fazia eh presente. Então o hip hop me dizia para eu não ficar parado, né? Me dizia que você que está entrando no mundo da informação, autoconhecimento, denúncia e diversão, você tem voz, filho. Você tem voz e vez. Levanta. Essa é a hora. Se não for, se não hoje, quando? Senão nós, quem? Então foi um alistamento, né? Pânico na zona sul. Então a gente se sentiu ouv outros outras pessoas falarem isso, o Dexter fala isso. Mas exatamente como eu me senti também. Fui alistado. Tá na música lá do do dos caras lá, né? Como se tirasse uma carta aqui na minha casa e e de falar assim: "Ó, mano, a partir de hoje aí você tá no exército, filho. Não há o que faça." E eu só me senti honrado, né? vestia camisa, bermuda, boné, chinelo e fui pr fui pra guerra. E é claro, né, no primeiro momento as armas que a gente tinha eram uma revolta direcionada para quem? para playboizada neocolonialista, branca, braço avançado da Europa, dos Estados Unidos, no nosso próprio país, que são aqueles que têm os privilégios quando a estrutura de desigualdade racial e social se mantém, porque são os herdeiros desse processo. mesmo que eles dizem hoje em dia que não tem que ter reparação, não tem que ter nada, porque eles não fizeram nada, porque isso tá no no passado. É evidente que isso é passado de herança, não só a herança material, que é o dinheiro, a terra e etc, mas a a herança simbólica, né, que é a valoração que a figura branca ainda tem no nosso país em relação a a à figura negra, né? Então você pressupõe virtudes num enquanto você pressupõe eh vícios no outro. E o nome disso é é discriminação, né? Então o hip hop me fez ir pra reta e eu me vi ali com 10, 11, 12 anos indo pro centro, eh, dando cavalo louco para comer um x salada, eh, pegando já uma bolacha recheada, um refrigerante no mercado. Daí quando eu tava ali com meus 14, já tava pegando ali um um um um walk a força de de um jovem de de colégio particular, um depois um disc e de repente já tava com os moleques na rua, já tava andando em gang, já tava tretando, já tava colecionando cicatriz, já tava fazendo cicatriz nos outros e já parecia que eu tava fluindo numa estatística tranquila aí, né, numa correnteza tranquila de estatística. que previsíveis, né, no nosso país. E novamente eu parei, refleti e o hip hop nunca me falou para eu sair fazer coisa errada na rua, né, mano? E eu pensei, mano, como que eu alio o conhecimento que eu tenho e a sede de conhecimento que o hip hop me dá para alguns, até o quinto elemento, a eh a minha necessidade de sobrevivência, pô, o estudo, mano, como que eu vou assim, assim assado, voltei a estudar. Fui fazer ciências sociais, porque era o mais próximo do hip hop que eu que eu imaginava e via e pensava, né? História, sociologia, filosofia, humanas, né? A crítica do pensamento, de modo geral, das relações sociais, né? Tava lá, que é o que o o hip hop também a partir do rap, né? Principalmente, mas todos os elementos se propunha a fazer, né? E e eu fui, me formei, consegui aliar esse conhecimento do hip hop, da rua com o conhecimento universitário, sair da universidade como quem entra na numa numa numa eh no castelo, né, cheio de riquezas, toma de assalto a parte que me cabe. e voltei, né, pro campo de extermínio, pras quebradas, para fazer com que esses, e conhecimento, é, tivesse, eh, e funcionalidade, né, tivesse, eh, uma razão prática de existência. E quem conseguiu eh e o instrumento para fazer essa tradução de conhecimento foi uma vez mais o hip hop se mostrando então assim não só uma captação de um sentimento, de uma afinidade de quebrada, mas como também uma teoria eh que é passada oralmente como tecnologia de sobrevivência afro-brasileira, né? E isso daí me fortaleceu demais, principalmente politicamente, porque me fez um ser de bando, né? A nossa filosofia é a roda, né? A nossa filosofia é a oralidade. Seja a oralidade na roda na esquina fazendo fogueira, curtindo um rap, seja numa roda de capoeira, seja num num terreiro de candomblé, seja onde for a filosofia da roda da de você ouvir, de você falar e de todos terem mais ou menos a mesma participação e protagonismo, né? Então, esse aquilombamento que o hip hop foi promovendo, eh, foi me dando instrumentos que me colocaram hoje como deputado estadual a partir dessa linguagem, né? Para quem me ouve e pensa, cara, primeiro que louco, os caras às vezes falam, né, Guida, Renato, o que acontece, mano, que você chega lá e daí você fala várias fitas e pá e pô, mano, você decora, você testa, você faz no espelho, né, o pessoal fala, tá ligado? Você fez cursinho, mano. Você sempre falou. Fez cursinho. Você você sempre falou. Fala para nós qual fita. Eu falou: "Mano, para você ver como é que é. Eu até meus meus 20 anos, mano, era mudo, filho. Era quieto. Os lugares que eu trabalhei só me permitiam dizer o que era protocolo. Sim, senhor. Não, senhor, posso ajudar? Que é sorvete? A sua cola é o quê? A minha cota é essa, fia. E e sempre observei, né? Sempre fui bom observador. Eu colocava um capuz na cabeça, ficava lá no cantinho da sala torcendo para não ser visto, mas ao mesmo tempo enxergando todo mundo e fui percebendo várias coisas. Então as palavras foram gestadas com muita paciência. E como que foram gestadas e aprendidas? nas rodas, no agrupamento, no há quilombamento. As palavras que eu digo não foi eu que inventei. O significado delas também não. A situações em que elas nasceram não são próprias e únicas da minha pessoa. Pelo contrário, são situações comuns. Aquilo que eu falo é de conhecimento comum. E a forma com que eu consigo expressar isso é utilizando todo o instrumental do rap, da cultura em hip hop que tá dentro de mim. Eu sóo, eu só deixo, eu só me manifesto naturalmente, porque eu fui letrado pelo hip hop e o resto foi só incremento. E é essa política que eu trago. É, é quase uma política de fé, porque a música Aché é para quem é de aché, pra chegar bem vilão, independente da sua fé, música é nossa religião, porque eles não vão entender o que são riscos e nem que nossos livros de história foram discos. E assim a gente foi conseguindo construir uma forma de fazer política junto com os meus parceiros do núcleo. Ó, o Binho, meu parceiro, canta um rap. Dá um salve aí, ó. Binho P, núcleo periférico. Nós conhece algumas décadas também. Black hip hop na veia. Vagninho, escritor da parede da casa dos outros. Ripof Carlinhos aí, organizador do R da Boa Vila na quebrada dele e vários outros irmãos e irmãs que tiveram e que passaram pela mesma faculdade e que nós podemos falar as coisas mais complexas e mais profundas da nossa realidade, da realidade brasileira, numa linguagem que consegue burlar lá, sabotar, hackear a linguagem oficial e universitária que é tão excludente e que ao invés de servir ao povo, ela serve para afastar o povo, marcando uma distinção entre aquele que tem esse poder e o outro que não tem. E o hip hop é isso, né? eh democracia, é agregamento, é poder. E hoje a nossa política vem daí e por isso é uma política que não dá um passo atrás. É uma política que carrega dentro dela todos os sonhos do mundo, mas vive cotidianamente tendo que enfrentar todos os problemas do hoje, do aqui e do agora. Ou seja, é pessimista na razão e otimista na ação. É uma política que acredita que é possível mudar ao fazer, ao tentar. E é uma política que acredita também que é uma chave, um escudo, uma espada. É isso mesmo, Bo. Satisfação. Hip hop. Fico feliz de eu ser lá na na minha na no Paraná, né, o presidente da Comissão de Igualdade Racial, de fazer parte das comissões, dos grupos e do movimento hip hop lá e ser convidado para estar aqui em Campinas, que é o lugar onde os senhores de engenho eram os mais cruéis. E por isso também a resistência é uma das mais inspiradoras. E faço essa homenagem a Campinas. no nome e na memória de Laudelina de Campos Melo, que foi uma das grandes lutadoras que honra a memória de Campinas, entre tantas outras pessoas que nasceram e passaram por aqui. Salve o hip hop, salve a nossa cultura, salve a nossa ancestralidade, salve a nossa oralidade e salve a democratização do saber que a cultura nos proporciona. E mais para terminar, todas as artes contribuem pra maior arte de todas, a arte de viver. Então, viva a vida. Aê! Bom, pessoal, eu sei que vocês vão querer falar, não vão ou não? Vai, eu vou abrir então aí se vocês quiserem fazer questões aqui pra mesa, pro Renato, enfim. Eh, o Augusto vai, é o primeiro inscrito, mas antes do Augusto falar, Cecília, o Augusto aqui, ergue a mão que a Cecília vai levar o microfone, tá? Precisa falar no microfone porque tá sendo gravado, tá bom? senão não sai e a gente quer que fique registrado a pergunta de vocês, a intervenção de vocês. Depois a Maira. Eh, pessoal, é o seguinte, vou deixar um recadinho aqui enquanto o Augusto vai vai preparando ali para fazer a questão dele. É o seguinte, no mês que vem, no dia 15 de novembro, nós vamos fazer o lançamento da terceira edição do HQ Territórios Negros. Não sei se todos aqui conhecem, né? O HQ e é uma história em quadrinhos que é um mapeamento dos territórios negros da cidade de Campinas. se propõe a fazer esse mapeamento. Obviamente a gente já tá na terceira edição porque a gente não consegue mapear tudo. E que bom que a gente não consegue mapear tudo diante de uma cidade como Renato diz, né, que é conhecida nacionalmente com um histórico extremamente violento contra o povo negro, mas ao mesmo tempo que forjou tantos lutadores e lutadoras negras e negros territórios como Laudelina de Campos Melo, também citado pelo Renato, eh, como como é Campinas. Então, a gente vai fazer o lançamento da terceira edição. Ele tá mais lindo ainda, né? A primeira edição, acho que muitos aqui sabem, por conta da primeira edição, eu sofri uma tentativa de cassação por duas vezes por conta da dos territórios negros, né? Um material, uma revista em quadrinhos, né? uma história em quadrinhos eh provocou a a extrema direita da cidade impedir a cassação do nosso mandato. Por duas vezes a gente conseguiu aqui eh vencer esse processo junto com os movimentos populares, movimentos sociais que veio até essa casa, defender o nosso mandato e agora a gente tá dobrando aposta. Ano a ano a gente dobra a aposta, agora a gente tá na terceira e que venham aí, né, outros processos. Mas agora a gente sabe que o HQ está mais do que consolidado. Então no dia 15 de novembro nós vamos lançar a terceira edição do HQ vai ser numa quadra de escola de samba no na Rosas de Prata, tá? Então num território negro que também é retratado dentro do nosso HQ. Certo, Silas? Falei tudo certinho. Vamos lá, Augusto. Boa noite a todas as pessoas. Eu sou Augusto, tô aqui representando o mandato do vereador Gustavo Peta. Eu quero registrar aqui, né, o que o mandato do Gustavo Peta ele tem apoio, né, essa frente parlamentar. eh registrar também que o o mandato do Gustavo Peta apoia a batalha da home aqui em Campinas, então é um movimento da hip hop também, mas não quero falar exatamente sobre isso porque a fala do Renan me trouxe uma lembrança afetiva. Eu sou músico aqui de Campinas. É difícil uma pessoa branca falar sobre isso, né? num espaço totalmente do hip hop, mas eu escutava o a hora do rap do 105 FM escondido do meu pai que eu moro morava, né, num um num bairro operário, né, que tem uma uma herança de pessoas brancas em indústrias, então tinha essa esse preconceito, mas eu morava ao lado da Vila Rica, onde o sistema negro teve uma influência muito grande, né, de lá que eles são. Então, os meus amigos ouviam o sistema negro e eu acabava ouvindo também e tive um uma aproximação ao rapa, negro e a partir do desse espaço rap da 105. Então, eu queria parabenizar dessa frente ampla ampla, né, parlamentar, eh parabenizar a fala do Renato que me trouxe e do Renan, que me trouxe muitas memórias afetivas. E vou deixar uma pergunta aqui, eh, como vocês relacionam o hip hop, principalmente o rap com a educação, né? Eu já trabalhei principalmente a o fim de semana no parque com educação, como eu sou da educação física, eu consegui colocar o território, né, do fim de semana no parque, eh, como uma separação de classe, né, entre a o pessoal da periferia e os playboys, no qual eu até pouco tempo atrás eu me incluía, né, como sou pessoa branca de bar bairro operário, que tinha acesso à questõ às questões eh materiais, enquanto as pessoas não tinham. Então, deixo aqui consignado a pergunta à mesa em relação como que vocês lidam com o rap e a educação. Obrigada, Augusto. Eh, só antes de passar pra Maira, quero registrar a presença do Gabriel Ton da Silva, que tá representando aqui o Emancipacipa Moura. Isso. Acho que eu não tinha falado, né? Gente, se eu não falei aqui, não registrei, me lembra, tá? Porque as fichas acabaram se misturando aqui. Eh, Maira, boa noite. Licença para chegar. Queria primeiro saudar essa mesa que tá linda, gente. Parabéns. Saudar a Guida por essa iniciativa da Frente de Resistência ao Hip hop. E eu sou a Maira, eu sou da equipe da vereadora Mariana Conte. também construo o emancipa Jord de Moura, que foi falado agora lá no Oziel. E bom, a importância do hip hop, eu acho que foi falado aqui, né, na mesa, mas eu queria colocar, né, que eu eu sempre quando vou falar sobre o movimento hip hop, eu falo isso, que ele é um ele é um instrumento político de resistência. É nele, né, em que nós vamos de fato, né, construir as nossas ferramentas, nossas reflexões sobre a nossa realidade e intervir nela, né? Então deixar, acho que depois da fala do Renato ali, né? Eu acho que englobou muito do que eu que eu ia dizer, a questão da roda, né? Eu acho que ela eh é muito importante porque nós nós dentro do da periferia, nós da dentro da da cultura popular temos a cultura da roda, né, de estarmos juntos e em roda. E saudar também que o mandato da Mariana tá junto, né? Ela não está porque ela está também de licença. Não sei se estão acompanhando aí, já aproveitando aqui para colocar porque os fascistas sempre têm medo, né, da luta. Tá ela, o mandato dela tá estão querendo caçar por conta da ida até a flotilha, né, nesse tentando barrar o genocídio em Gaza. E lembrando, né, o que eles fazem lá, eles também fazem aqui contra os nossos corpos, tá? É isso aí. A pergunta é enquanto resistência mesmo, né? Eu acho que o hip hop ele, apesar da eh de ser as tentativas de coptação, né, do da direita, do mercado, tudo, ele é ele sempre tá nesse lugar da resistência e das narrativas e da voz mudando, né, pelo seu território, nos seus lugares. Obrigada. Valeu, Maira. Quem é o próximo? Ele não tá passa aí a Maira, passa depois pro Não, é você, você depois lá. Boa noite, pessoal. Boa noite. Eh, meu nome é Elias. Eh, queria agradecer primeiramente ao Daniel que através do Silas me fez o convite de estar vindo aqui hoje e graças a Deus deu certo de de estar aqui. Eh, tem alguns rostos conhecidos aqui também da Vivi, seu filho Ma conheci hoje aqui, inclusive parabéns pela apresentação, tá? A Angel também que já esteve já em alguns eventos que a gente fez também, né? Prazer imenso tá conhecendo o Renato também, que, né, eh, sigo o trabalho dele faz tempo, sigo ele também nas redes também, né? Eh, o Renan também faz um tempo já que a gente que eu conheço ele também. A gente já esteve em alguns palcos aí já, né, da vida aí. Mas enfim, eh, queria dar os parabéns primeiramente para vocês, porque a gente é da década de 90, né? A gente começou a fazer rap na década de 90. Saímos na coletânia raps, rap, não sei se o pessoal conhece aqui que é onde que saiu de Nadi, visão de rua. Na época eu fazia parte do do Ideologia Negra, hoje eu faço parte do Rap Company, eu e o L Face, que que está aqui também. E a gente sabe da dificuldade que é a transformação que teve, né, o hip hop, por toda a transformação que passou e a dificuldade que a gente tinha naquele tempo e continua tendo até hoje, né? Melhorou algumas coisas. A gente sabe que para você conseguir gravar um gravar um um hoje não é mais CD, mas enfim, é bem mais fácil. Naquela época lá, a gente participou do concurso onde tinha 54 bandas. Dessas 54 bandas, oito bandas, a gente era os primeiros no caso, né? Eh, o prêmio era essa faixa coletânea, onde saiu visão de rua, ideologia que eu era na época, Happy Company, que onde que eu tô hoje, a o grupo que eu estou hoje. E a gente sabe da dificuldade que era nesse momento aí, né? Então eu queria desde já agradecer ao olhar que que vocês estão tendo, falo vocês todos da mesa aí, né, a Guida, né, por esse projeto maravilhoso aí destinado ao hip hop, né, porque como eu disse, a gente vem desde 94 e a gente nunca teve um olhar assim para o hip hop, para o rap, né? Quantos shows a gente chegou a fazer. O Hélio fez, sabe, disso aí, a Vivi também, que era do quatro bases também, né? E enfim, a gente ia ia cantar e ali tava presente vários estilos, né, de de grupo. Tinha o samba, tinha algumas vezes o rock, tinha o sertanejo e todos com cachês, né, meu que que interessante, né? Todos com cachê. E quando o organizador da festa era questionado sobre, né, meu, põe nós, ah, não, a verba não deu. É que teve que pagar segurança, pagar a estrutura, pagar palco e o rap sempre ficou sem receber, né, sabe, né? Começou a melhorar um pouquinho que a gente começava a fazer alguns shows, aí os caras, ô, tem meia dúzia de cerveja para vocês ali no final da festa ali. Aí depois começou a me lembrar mais um pouquinho que aí começou a aparecer uns lanches, né, também, né, uns lanches e tal, né? Enfim, eh, é isso. Então, a gente a gente sabe o que que é o o significado, a caminhada, né, meu, que a estrada que que a gente trilhou juntamente com, né, meu, com os manos, que é os pioneiros aqui de Campinas. que é o sistema negro, né? E Dinadi também, que meu levou a bandeira tanto do do hip hop, do rap campineiro, como da das mulheres também, né? Que hoje é lembrada aí como a da a maior cantora que tem, né? Pioneira, na verdade, né? Então assim, eh, eu gostaria que todos que estão aqui hoje aqui, eh, pensasse, né, meu, na importância que tem para Campinas, né, meu, para Campinas, o que vocês estão fazendo, entendeu? Então, agradeço muito ao projeto de vocês e que no ano de 2026 dê tudo certo. Já deu certo. Obrigadão mesmo, Gabriel. Forte abraço, Renato. Forte abraço, Renato. Satisfação imensa, de verdade. Satisfação total. Eh, parabenizar todos na mesa, parte aí, gente muito querida para mim. E eu venho falar em nome do Emancipa Jordi, como a Guida falou, o Emancipa Jordi é um núcleo de educação popular que foi construído e é construído no Oziel, no Parque Oziel, mesma quebrada do RB e da OMG, da UMG. E o emancipa é uma rede nacional, né, de educação popular. Mas o Emancipa Jordi, ele carrega o nome do Jordi Moura, que foi um adolescente de 15 aqui aos 15 anos, teve a sua vida ceifada por um por um verme, por um guarda municipal aqui de Campinas. Eh, ele tava com o irmão dele de moto, tirando um lazer no campão do Oziel. E aí o guarda municipal decidiu que a vida dele não valia. E aí vejou ele e o irmão dele. O irmão dele sobreviveu hoje, tá estudando direito, tá aí crescendo, fortalecendo, mas ele teve a vida ceifada aos 15 anos de idade. Obviamente não preciso falar que ele era negro, né? E então a gente carrega o nome dele, a luta dele para que a morte dele não tenha sido em vão. E essa é a nossa luta. Eh, sua fala me emocionou em vários momentos, mano. Eu tava com o celular aqui gravando e com dificuldade de deixar certinho, porque contemplou muito a nossa vivência, né? Nossa, e as vivências são múltiplas, né? São coletivas, mas cada um sabe o buraco que pisa, sabe como que são as dores de dentro. Então eu agradeço demais, assim, eh, você fortalece demais a nossa caminhada, os seus vídeos, as suas falas que a gente assiste diariamente, são alimento pra alma de verdade, pra nossa alma, pra nossa luta, pra nossa fé. E ter você aqui de frente é um negócio da hora. Assim, para mim é tão importante como se eu tivesse contando Brau, tá ligado? Eh, você representa algo muito importante para nós. E falando de rap, de hip hop, né, essa cultura negra que é filha de tantas outras culturas, né, e eu cresci, cresci em Rola de Samba, né, minha família paterna, toda preta, eh, viveu e vive a cultura do samba, né? E aí quando você falou das rodas, eu lembrei de Paulo Freire, né, sobre as rodas, mas também lembrei das rodas de samba, né, o quanto é importante a gente a gente lembrar e pisar nessas rodas de novo, né, né, como diria a Beatriz, a Beatriz Nascimento, encontrar o quilombo dentro da gente, né? Então que essas rolas de samba, essas rolas culturais, essas rolas de rapjam sempre ressoando dentro da gente para que a gente não se perca no caminho. É isso. Valeu, Gabriel. Mais ninguém? Eu não vi o microfone. Boa noite a todos. Boa noite. Meu nome é Daniel. Eu sou morador da região Ouro Verde, trabalho no correio, faço iFood também para ganhar um extra, né? E tipo, vocês está pensando o que que esse Branquelo Grisalho tá fazendo aqui num bagulho de hip hop? Mas eu, assim como o Renato me identifiquei muito com a fala dele, filho de mãe solteira, pobre, periferia, quebrada, o rap caiu na minha vida e me educou. Tudo que eu sei é rap racionais. A diferença, Renato, é que quando o Mano Brau falou, se você se considera preto para preto, você será, você já era preto, eu tive que erguer a mão. Acho que essa é que diferença, mas identifiquei bastante. Então assim, o rap é minha vida, sempre ouvi, sempre Aprendi a gostar de outras músicas, não sou mais radical, mas é o rap, é o rap, não tem jeito. E eu, só para terminar, só para concluir, eu gosto também de fazer vídeo no TikTok, né? Vou ter que falar isso aqui agora. Eu postei um vídeo, Renato, sábado antes do jogo da ponte, antes de eu ir pro jogo, falando que você ia vir no Taquaral e tal, né? Esse vídeo já bateu 46.000, né, de visualização. E é um perfil que eu acabei de criar, não tem nemhum mês, porque o outro que eu tinha de 33.000, O TikTok cortou, tive que fazer do zero. Beleza. Aí que que eu falei? Deixa eu ver se eu lembro tudo que eu falei. Eu falei: "Ó, o PT não sabe, o PT ainda não sabe, mas ele é o futuro do partido e ele é o futuro do povo pobre brasileiro. O PT ainda não sabe. Ele tem afeição do povo. Ele tem um discurso cortante e poético do povo. E eu comparava, não comparava, pontuava. Assim como Lula, né? Ele tem uma história de vida marcante que o povo se identifica assim como o Lula e outras coisas lá, entendeu? Tipo assim, próximo, não tô falando Hadad agora, tá um pouco mais, mas você tem que ser o primeiro presidente preto do Brasil. Tem que ser, vai ser, nós somos você já. Só, só para concluir, eh, só para concluir, eh, você vai ser porque você tem todas as as características que o povo de esquerda quer e é obrigado para votar depois do Lula é o Cimo. Não adianta, não adianta. Vai vir outros antes, tal, tal, mas vai ser você. E aí fala primeiro, presidente preto, porque o o Nicolas Pessanha, ele foi, vou pegar uma fala do Jonas Manuel, ele foi o Smith. Smith, que é o escravo que puxava o saco do branco. Ele foi o Smith. Ele não era nem abolicionista, né? A gente tava conversando aquele dia, não era. Então você vai ser o primeiro dejonga. Primeiro Dijonga livre, presidente do Brasil. E é isso que eu espero. Ah, meu canal eh Bombone, se você puder ajudar lá também. É, tem que deixar. Tem mais alguém? A gente pode voltar aqui. Mais, mais alguém? Mais alguém? Não, não. Então, aproveite. Boa noite a todos. Boa noite. Eh, é um prazer muito grande estar aqui. Fala seu nome. Eu eu o meu nome eu vou dizer o meu nome artístico do grupo R Company. Sou o L Face do grupo Rap Company e assim é uma satisfação muito grande estar aqui nesse momento com o cabelinho branco igual dele já e assim e tá participando de de de um de desse desse momento histórico, digamos assim, né? um momento de reconhecimento, é como se fosse um um um carimbo de autenticidade. Não que o hip hop não tenha autenticidade desde quando as primeiras pessoas começaram a fazer rap lá atrás, ele já veio com a autenticidade, mas isso aqui é um é um momento de eh histórico, eh eh registrado e para mim é é um momento assim muito importante. Todos já falaram a respeito do Renato, quero parabenizá-lo, né? Até porque eu eu paranaense? Você é paranaense? Eu nasci em Sorocaba. Ah, nasci em Sorocaba. Mas só nasci só mas moran a vida toda. Eu fico com 12 dias para lá. Pará. Ah, tá. Eu sou paranaense, gosto muito do estado do Paraná, né? E já vi os trabalhos também que você faz em prol da necessidade eh do do crescimento, em prol do dos mais necessitados, enfim, de de forma de um modo geral. E eu tô vendo vários artistas aqui. Eu vejo que aqui tem vários artistas, né, meio aqui, mas estão aqui. E como Eli já disse, né? Então, só pr para fortalecer, enfatizar o que tudo que foi dito aqui, então eu tenho que só parabenizar a todos que estão aí, a todos que estão aqui por esse momento, porque tá todo mundo em prol de um único de um único assunto que é o engradecimento, a valorização do do hip hop, né? E como já foi dito antes, só para repetir, enfatizar, rap, né? Eh, ritmo, amor e poesia. Obrigado. Posso voltar aqui pra mesa? Posso? Bom, vou ver aqui como é que eu eu nem combinei como que eu volto aqui paraa mesa. Eh, só eu queria só os meninos ali tavam falando e eu lembrei de uma de uma de um evento bem rapidinho, quando a gente tava discutindo no gabinete o que que a gente ia fazer, né? A gente tava tava recebendo essas demandas, né? E a gente perdido ali o que fazer, como fazer, como ajudar, como não, enfim. Aí eu lembro que ela fal, aí eu falei, Silas, vamos montar uma frente parlamentar? Aí o Silas falou assim, aí o Silas ficou muito preocupado com o nome, né? Ele falou assim: "Mas ai, hip hop, hip hop, né? Não sei se ele se ele lembra". Aí eu falei assim: "Não, tem que ser isso, tem que ser tem que ficar marcado no nome. O nome pra gente é extremamente importante, político, pra gente fazer uma demarcação mesmo. Tem que ser hip hop. preocupação dele naquele momento. Achava que eu acho que era meio que de engessar ou ah vai vai excluir, não vai, né? Pelo contrário. Aí eu falei assim: "Tá bom, então a gente coloca eh em culturas periféricas porque ele tinha essa preocupação." Então hoje vendo vocês, todos vocês falarem aqui, né? Pessoas que são mais jovens, pessoas que são mais antigas, pessoas que já viram de tudo, né? tem muita história e a gente hoje a gente consegue ter esse olhar melhor, mais apurado, que de fato valeu a pena a gente, né, brigar por esse nome, Frente Parlamentar do Hip hop. É, é isso. Então, obrigada pela presença de todo mundo aqui, tá? Eh, vamos lá. Quem quer começar aí fazendo uma saudação pra gente finalizar aqui com o Renato? Eu quero. Vai lá, licença aqui de novo. Eh, a hora que eu fiz aqui a saudação inicial, eu eu tô bastante nervosa ainda, eu não tô conseguindo me expressar da maneira como eu gostaria, mas eh o conexões periféricas, ele tem uma um olhar muito democrático na construção do que tá sendo feito o mandato da vereadora Guida. Foi o primeiro mandato aqui em Campinas que eh, pelo menos que eu visualizei, fazer um diálogo com as pessoas que estão na rua, com as pessoas que estão pulando catraca para ir dançar um breaking, para ir fazer um rap, que tá eh sem conseguir receber um cachê, que muit das vezes ganha um malem, um lanche, tá ligado? Enquanto outras pessoas que acabam se beneficiando por algum privilégio de informação, né? Então, essa desestrutura que muitos artistas vivem aqui na cidade, o mandato chegou para essas pessoas, para esses grupos que já são marginalizados dentro de uma cultura marginalizada e falou: "Olha, o que que você acha que precisa para melhorar na sua correria, pro desenvolvimento de vocês aqui na cidade?" Então, eh, para as pessoas que estão conhecendo a Frente Parlamentar agora que tá sendo, eh, anunciada e também o conexões periféricas, eu gostaria que todos soubessem de como isso está sendo feito de forma democrática, né? Eh, e parabenizar mesmo por essa iniciativa mais uma vez, dizer que é muito importante a sua figura tá aqui conosco hoje, porque você representa o enfrentamento, né? o enfrentamento dentro da política que a gente vê em você. E o hip hop é uma cultura de enfrentamento. Então, a gente segue uma mesma linha assim, uma uma mesma diretriz. A sua fala eh fez muitas pessoas aqui se sentirem acolhidas. São sentimentos que a gente já vivenciou em comum. Então é importante essa referência aqui sua aqui hoje e assim como de todas as outras pessoas que estão aqui. A Sibele falou uma parada que eh me pegou bastante, que é de não encontrar olhares inimigos. A gente tá entre pessoas que estão com o mesmo com a mesma intenção de fazer de forma democrática, de forma transparente, né? E e também eh construir de forma coletiva. É isso aí, galera. Se todo mundo nervoso falar assim, eu quero ficar nervosa. Sibe. Sem nervosismo. Vou tentar ficar calma. As pessoas me chamam de radical e não tem porquê. Imagina. Eu gosto. Eu sou uma pessoa pacífica. Mas eu queria também eh ressaltar aqui, né, o meu compromisso com o hip hop que me deu, né, o rap resolveu minha questão identitária. Eu acho que a cultura me apresentou um mundo gigante. Eu mergulhei fundo, né? Sou dei muito rolê. Eh, me aquilombei na cidade, Tainã, Urucungos, meus mestres, minhas mestras. que eu acho que o hip hop abriu essa porta, né? E a minha preocupação como educadora, e eu sou educadora por conta do hip hop, comecei dando oficinas de grafite lá, né, no na época da politização do hip hop em Campinas, né, com o governo do Toninho Isalene, a gente conseguiu se organizar como eh segmento. O o hip hop Campinas não era reconhecido como segmento cultural, né? Apesar de já ter company, apesar de já ter quatro bases, apesar de já ter sistema negro, apesar de já ter Dinadiv, visão de rua e todo esse quadro, né, periférico importante, a gente não era reconhecido como eh segmento cultural pelo governo da cidade. Participei desse movimento e esse movimento me mostrou que eu teria que fazer uma escolha, né? Uma escolha pela educação, uma escolha pel pela essa partilha de conhecimento, eh, de partilhar essa importância por viver na periferia e por estar eh com essa missão que eu não entendi até hoje de estar no meio de crianças e idosos. E é um negócio que me acompanha muito, mas eu tenho um trabalho na cidade com crianças, né? E o Conexão Periférica, ele me trouxe muito esse desejo de potencializar ainda mais eh essa partilha de conhecimento, essa apresentação da arte, eh essa construção de identidade que foi roubada, que foi subtraída, que o capitalismo ataca todos os dias, trazendo o individualismo até na periferia. a gente é difícil, a gente faz saral na praça e a galera não vai, né? Então, porque tão no celular, porque tão eh coptadas eh pelo pelo sistema e não consegue se aquilombar mais, não consegue mais se enxergar, se ver. E eu acho que fazer isso com uma criança é a melhor coisa que a gente pode fazer como cidadão, como cidadã na sociedade, né? O Malcom GDN, meu querido, que é filho da Vivi, que é uma menina que eu comecei também, ele é fruto disso. Então você vê eh o compromisso político que ele tem é o mesmo que eu tinha, que eu e a Vivi tinha, que as pessoas tinham. E isso, essa roda precisa continuar e rodando. Tem que aparecer outros Malcons, né? Outros NBS. Eu eu queria dar um salve aqui também, porque eu tô vendo o Campo Belo aqui. E o Campo Belo para sair do Campo Belo tem que ter uma importância política muito importante, muito, muito relevante e ver jovens do Campo Belo no plenarinho falando de hip hop. Isso para mim é muito importante, educativo e eu tenho certeza que a gente vai voltar para lá. eh com muito mais gana de mostrar que o Campo Belo não é só crime, não é um lugar esquecido. Ali tem pessoas maravilhosas, artistas como Mal, como o NB, como a Eveline PJL, como várias pessoas que também estão fazendo o cenário do rap em Campinas hoje. subdelta denunciando e se expressando e representando. E a gente precisa fazer essa roda girar. Então acho que a educação, né, a gente olhar paraas nossas crianças e dar continuar dando oficina voltar da workshop 30 anos depois. Eu acho que é é isso mesmo. Acho que a gente tem que se conectar na periferia para isso, para eh dar voz e fazer continuar rodando. RB. Salve, salve. Eh, então são várias trocas de conhecimento, são várias informações semelhantes, assim, histórias parecidas, tá ligado? A mesma parada da vivência, a fita da identificação, né? A gente se vê assim, eh, em um movimento de luta. E queria falar sobre a questão da educação e o hip hop, né? Como que eu tô vendo que o hip hop ele tá sendo uma das ferramentas principais para mim concluir meus estudos, para mim acessar uma universidade. É uma coisa que, tipo, o hip hop me ensinou. E também eu observo que aqui em Campinas ultimamente o movimento hip hop, ele também vem ocupando as escolas, como por exemplo, eh, a batalha da MG, ela já esteve presente na Escola Técnica da ITCAP, também na comunidade lá, na escola da comunidade do Parque Oziel. e também na coriolano, enfim, em diversas outras, falando sobre a questão do movimento hip hop e como esse movimento ele é capaz de salvar uma vida, transformar uma vida, tirar uma pessoa que tá no crime, tirar uma pessoa que tá na depressão, tá ligado? E também é uma ferramenta que ensina como lidar com a vida, né? A questão de tipo você se identificar em uma letra de música, como por exemplo, fim de semana no parque. E eu particularmente eu me identifico bastante com a música, tô ouvindo alguém me chamar por principalmente por ser um jovem negro de região periférica, eh, e ter acessado ali um ambiente um pouco mais elitizado, que é a escola técnica do cutuca. E aí eu vi, tipo, preconceito bem de perto, assim, pessoas que te, tipo, você percebe no olhar assim o desprezo, tá ligado? É uma fita que meio que não é muito da hora de lembrar, mas que às vezes a gente tem que lembrar para olhar atualmente o ponto onde você chegou e como que você hoje em dia lida com isso. Hoje em dia lá na comunidade tem crianças que já rima na nossa batalha de rima. Então, tipo, eu observo que essa missão ela tá sendo cumprida dia após dia, tá ligado? E o hip hop, ele é essa ferramenta que só tem a tendência de expandir, impactar mais pessoas e fazer com que mais pessoas realizam os sonhos, que tem muito a ver sobre isso, a questão do poder de sonhar, tá ligado? E o poder realizar o sonho, que é o que a gente tá fazendo hoje em dia, tá ligado? É o que o Conexões Periféricas possibilitou a batalha da MG, a Mgang enxergar o rap, o hip hop. como essa oportunidade de realizar o nosso sonho e também de falar paraa nossa comunidade, tipo, mano, você consegue acessar uma Unicamp, você consegue abrir uma empresa, mano, você consegue ser tudo que você quer, tá ligado? Basta você persistir, conhecer. Então, a gente foi passando essa mensagem adiante. E isso daí é hip hop, tá ligado? Isso que tá acontecendo aqui agora é hip hop, é sempre essa comun, é sempre essa comunicação, né? essa pasta de informação. Aí acaba que as pessoas acabam se identificando nas palavras, nas ações que pode levar a quebra de todo esse sistema de opressão contra o nosso povo, tá ligado? E acredito que a ferramenta principal de luta é essa, né? É o hip hop, mano. O hip hop ele dá para ver que é algo atemporal, né? que é de geração para geração e a gente sempre luta pelos princípios principais do hip hop, que é educação, lazer, viver, cultura e você ter o básico da vida, né? Então o hip hop ele é essa vida, né, que vai impactando outras e vai criando essas conexões, principalmente em regiões periféricas. Então é sobre isso. Então muito barulho para todos vocês e muito barulho pro hip hop. É mais um. E é isso. Isso foi mais um, ao meu ver, particular assim de como que tá o hip hop, como que ele tá funcionando assim. E é isso. O mais da hora do hip hop é o poder da união. É saber que cada ideia pode ser implementada pra gente chegar em um resultado que é maravilhoso. É isso aí, pessoal. Obrigado. Valeu. Valeu, RB. O RB tava falando e eu lembrei eh de falar pro pro Wagner que a gente visita muita escola com o nosso HQ Territórios Negros, né? A gente vai, nós somos muito chamados com esse, com HQ, que é uma revista em quadrinhos e feita, ela é toda desenhada à mão, enfim, pelo pelo artista João da Silva. inclusive as letras da do HQ, ela é desenhada também e tal. Na segunda edição nós não colocamos eh nós fizemos um acerto de contas, né? Fizemos uma correção porque na primeira edição nós não tínhamos retratado no HQ o hip hop, nós não tínhamos. E aí a gente, na segunda edição a gente corrigiu e a gente colocou lá os quatro elementos, né, do hip hop. numa escola onde a gente foi, a gente eh tão tomando um pouco de cuidados ali, nós falamos: "Olha, tem uma das expressões é o grafite, é o picho, né? Uma das expressões do hip hop, conversando com todos os alunos". Aí teve um depoimento de uma professora que falou pra gente que ela só conseguiu alfabetizar o aluno dela com as letras do picho e do grafite. O aluno, o aluno não conseguia se alfabetizar, né, no modelo tradicional. Foi a partir dessa observação que o aluno fazia no território onde ele mora, no caminho de casa paraa escola, que ela conseguiu a partir daí do do trabalho que o Wagner faz muito bem alfabetizar um aluno. Então, uma salva de palmas para o Wagner, que com certeza tem sido um recurso importante para alfabetizar alunos que têm dificuldade, né, de aprender a ler, escrever. Bom, vamos lá. Eh, você quer dar uma palavrinha aí, Sil? dá jeito para tudo aqui. Eh, dizer que assim que que o hip hop ele fez parte da minha vida também. Eu acho que eh tem tudo a ver hip hop e educação, né? Foram nossos livros. Meu primeiro, minha primeira compra de, de rap que eu fiz, eu era office boy aqui em Campinas, a gente chama de guardinha, né? Ou patrulheiro era guardinha. E eu comprei um cdzinho eh uma demo do Demus Crime no Camelô, né? Esse foi a minha primeira aquisição, assim, eh, e embora eu tenha o cursinho popular de Souza tenha me possibilitado ingressar na universidade pública, eh, a universidade pública ela não me aculturou, né, a perspectiva eh eurocêntrica, aquela epistemologia ali excludente, não conseguiu. E quando eu vou pra sala de aula, eu levo comigo é muito mais do que a rua me ensinou, do que o rap me ensinou, do que a universidade, né? Eh, eu tenho aluna aqui que não me deixe mentir, mas a na primeira aula de sociologia, no primeiro ano, eh minha aula não variava muito bem, né? Eu sempre começava eh pesquisas publicadas provam, preferencialmente pobre, preto, prostituta paraa polícia prender. Pare, pense, por quê? Pelas periferias praticam perversidades, PMs. Pelos palanques, políticos prometem, prometem pura palhaçada, proveito próprio, praias, programas, piscinas, palacetes, palmas. Pra periferia. Pra periferia. Panicu pólvorá. Pá pá pá. Primeiras páginas. Preço pago, pescoço, peito, pulmões perfurados. Parece pouco. Pedro Paulo, profissão pedreiro. Passatempo predileto. Pandeiro. Pandeiro, parceiro. Preso portando pó, passou pelos piores pesadelos, perdeu pais, parentes, passado, presente, principal pertence. Enfim, não vou me lembrar de tudo faz tempo, desculpa, mas eh eu só queria eu só queria concluir até porque o Gog fez outra versão que ele dobrou a narrativa, tal. Sempre prometi pros estudantes que eu ia decorar a segunda parte para recitar, mas era mentira porque eu eu sabia que eu não seria capaz. Eh, mas dizer que eh obrigado eh Guida Calisto, por possibilitar que eu cumpra essa tarefa que brilham meus olhos de verdade, que me faz est sábado, domingo, reunido com a galera tocando as demandas que sem que tem que ser tomado, porque é uma coisa que de fato toca o meu coração e minha alma e me inspira. me faz entender eh qual é o meu papel e estar feliz por isso. Então é isso. Obrigado. Toda vez que a gente vai apresentar o HQ, ele recita esse. Já era para ele ter saber tudo já. E os alunos amam. Adoro. Eh, Campinas hoje reconhece o hip hop como patrimônio material a pedido do nosso mandato, né? Nós entramos no Condeparque com esse com esse pedido e mesmo Campinas trazendo esse histórico que tem, né, de tanta gente que forjou, a gente sabe que a história do hip hop em Campinas é uma é uma é uma história que tem uma relação, uma conexão com a chegada do do hip hop no Brasil, né? Então, passa por Campinas também e mesmo assim, somente agora isso. E e engraçado que o Condepac aqui em Campinas ele vota favorável ao nosso pedido justamente no momento em que a secretária de cultura da cidade estava respondendo um ataque, né? Porque ela fez uma fala que o filho dela tava dirigindo um carro que eu não sei o nome do carro. É, e enfim, era um áudio. Era um áudio, não era um áudio. Era bom. A Sibelle sabe porque Sibo, ela ela ela conhece muito bem essa história. E um companheiro nosso, inclusive que não tá aqui, justificou a ausência, fez a denúncia no Ministério Público porque ela fez, acabou fazendo uma fala lá, tal, e o, e o, e esse companheiro nosso, que não tá aqui hoje, ele era funcionário dela, inclusive. Eh, e por conta disso, ela até me chamou para participar da votação, né, da aprovação, né, que o CONDEPAC aprovou como como reconhecimento. Foi bom, né? Foi bom, porque, enfim, reconheceu e reparou, né? A gente espera que tenha reparado mesmo e tenha aprendido as as doras penas. Ou seja, o hip hop continua ensinando aí muitas pessoas, né, a não ser mais racista. Então vamos lá, Renan. Fala que nem sei quem é os cara. Bom, primeiro eu eu ainda bem que eu tenho oportunidade de fazer essa fala. Eh, não foi nada que foi perguntado, mas foi uma observação minha. Eu eu queria dizer, Malcon, que eu fiquei muito emocionado quando você cantou aqui e quando você falou, cara, porque você falou assim: "Eu produzo minhas próprias músicas, cara. Que orgulho que me deu de você, tá ligado? E e e que inveja, porque na nossa época, mano, pra gente conseguir produzir uma música, a gente demorou para conseguir ter acesso ao computador. Então, que da hora isso. E você falou um bagulho na sua letra, né? Eu fiquei tentando prestar atenção, obviamente que eu não consegui decorar tudo, mas você falou um bagulho na sua letra muito louco. Você falou: "A gente faz parecer que é fácil". Realmente, mano, parece que você já veio, né? Ó, seu nome Malcon, mano. Tá ligado? Você faz parecer que é, né, mano? Nós era chamado de de João. Aí nós queria pôr nome em inglês para aparecer com os cara, mano. E você já veio de fábrica Malcon, tá ligado? Não à toa, porque a sua mãe, né, mano, também bebeu dessa fonte. Que da hora, né? que você eh eh veio com isso mesmo. Você parece que é fácil mesmo, tá ligado? Eu produzo minhas músicas, vixe, faço tudo, meus bagulhos. Eu falei: "Caraca, mano, né? Como o Renato falou, nós até 20 anos não tinha vergonha até de falar em público, mano, tá ligado? Então, que da hora isso, né? Como hip hop, a gente fala muito de escola em hip hop, né? Escola, nova escola, tal. Eh, eu, eu gosto muito do Gog quando ele fala em gerações, porque geração, né, é uma coisa que vai passando, né? Então, eh, a gente tá falando de gerações, mano. Olha que louco, né? E, e falando de geração, eu vi o irmãozinho falar do cotuca, vi rapaziada falar de cursinho. Eu sou um aluno de cursinho popular, eu fui aluno do cursinho do sindicato que não existe mais aqui em Campinas. Fui aluno lá, depois fui aluno da Unicamp, graças a esse cursinho. Fui parar nesse cursinho por causa do hip hop. E aí assim, falar em hip hop educação é quase é muito louco. É eh para mim é tipo um pleonasmo, tipo, né? Igual tipo porque quando que foi a primeira festa lá do hip hop lá no prédio do Kulk? Foi para quê? Para arrecadar fundos para comprar material escolar pra irmãzinha dele pra escola. Certo? Tipo assim, né? Ela que puxou o bonde, na verdade ela que foi a zica, né? A Cind que foi a zica ela, né? O irmão dela. Mas olha como o hip hop começa, como uma festa, né? Como uma diversão, mas que arrecadava fundos para para comprar o material de uma menina para ela ir pra escola. Então o hip hop é diversão, hip hop é união, o hip hop é é é é é é é esse mutirão, é essa parada toda. Várias vezes aqui foi falado o nome do sistema negro da Dinadi. Di, Silas falou do Gog. Eh, bom, não fazendo propaganda, mas já fazendo, nós vamos homenagear todas essas pessoas no palco sábado, na Lagoa do Taquaral, inclusive algumas a gente tem a felicidade de homenagear em vida, né? Vão est lá Dr. Exisidal representando o sistema negro. Dinadi tá presente nas músicas, na na cenografia que a gente preparou pro telão, tá ligado? Gog vai tá presente. Gog, um rapper de 61 anos em franca atividade cantando com nós lá ao vivo, tá ligado, mano? Isso é histórico. Quando o Silas começou a declamar que, pô, nós tivemos uma felicidade de ter o Gog morando aqui na região. Gog morou em Hortolândia. Foi nessa época que nós ficamos amigo, né? Essa amizade vem até hoje e tanto que ele vai tá vai est aí no show. Enfim, passa um filme aqui na minha cabeça de ver como o hip hop não é só os quatro elementos, como é muito mais. A gente falou aqui, eu eu a gente faz pesquisa às vezes na universidade, né, para ninguém ler, às vezes só pra gente. Ali nos anos 2000 fiz uma pesquisa falando do começo da institucionalização do hip hop. Eh, o hip hop tava começando a lançar os seus primeiros candidatos. O hip hop tava colocando eh membros do seu movimento como assessor parlamentar, o hip hop, eh que antes não conseguia nem fazer um ofício para fechar uma rua, para pedir um palco e agora tava infiltrado, era assessor num gabinete, era e eh era filiado a um partido. Então esse movimento todo, né? E aí eu falei isso pro Renato quando da na sua primeira eleição, né? que é muito louco. Eh, eh, é a realização de um sonho do hip hop, a sua candidatura, mano, a sua eleição, a sua evolução, a sua existência eh é motivo de orgulho para todo mundo aqui, tá ligado? Porque a gente sabe que não dá para todo mundo ser MC, não vai dar para todo mundo ser DJ, não vai dar para todo mundo ser B boy, big girl, grafiteiro, mas dá para nós do hip hop ser, mano, ser deputado, ser vereador, ser arquiteto, ser médico, ser engenheiro, né? A gente precisa de de tudo isso também. O hip hop é um levante dessa dessa geração toda, né? Então, então é isso. Me sinto orgulhoso e contemplado na fala de cada um, na pessoa de cada um. É isso. Da hora. Massa pessoal, antes de passar pro Renato, que eu sei que depois que ele falar vai todo mundo para cima dele, vai até eu vou passar o recado antes. A gente tem que falar tudo antes dele. Eh, ó, agenda do Renato, tá? Amanhã o Renato vai est lá na esquina do Marcão, que é um bar, um território negro lá no campus elísio, né? Silvio Carvalhens, número 85. Renato vai tá lá, vai ter uma feijoada, quem quiser cola lá. Eh, a gente vai est também, o relato vai est à noite lá no bar do do Ademir lá no Barão Geraldo. Sei que todo mundo conhece aqui, um bar conhecidíssimo. Renato vai tá lá no sábado. Amanhã à tarde. É amanhã à tarde. É porque como vocês não tinham publicado eles que eles fazem agenda, sabe? Assim, eles vão fazendo agenda. Amanhã à tarde vai est também no Ozeel Manticristo, tá? O Renato vai eh fazer uma visita lá. Renato já conhece o Oziel, mas ele vai novamente lá numa outra agora numa num outro percurso, né? Numa outro num outro passeio, porque parte importante do Conexões está no Ozial. Então, Renato vai conhecer lá. Eh, no sábado o show do Renan. estão todos, não estão convidados, estão convocados. É, todo mundo tem que ir, vai ter que dar um jeito, né? Todo mundo chama mais gente, vamos lá fortalecer. Enfim, o Renan falou muito bem aqui. Eh, e sábado é o show, né? Só, né? Ya, tá aí no final. Se o Renato conseguir, né? que eu acho que ele consegue porque ele é zica, ele consegue. Tem uma uma festa também na quadra do Rosas de Prata lá na Vila Bela, né? Eh, chama chama, tem um nome oficial que a gente não gosta de usar que é Vila Castelo Branco, né? Nós chamamos de Vila Bela porque é a Vila Bela. Então, porque é Bela porque é Bela. Então, a gente vai est lá na Vila Bela, na quadra da Rosa de Prata, finalizar essa agenda. Então, quem quiser ficar mais perto do Renato, conversar com ele, segue o Renato. Renato, valeu, irmão. Satisfação. É nós. Eh, a questão ali, eu acho que da educação é uma questão muito marcante, porque coloca o hip hop no lugar da pedagogia, né? Nessa pedagogia, ontem foi o dia do professor, né? nessa pedagogia da libertação, essa eh pedagogia que do oprimido, né? Nem todo do livro livre, depende da história contada e também de quem vai contar. Para mim contaram que o preto não tem vez. O que que hip hop fez? Veio e me disse o contrário. Enquanto a escola, enquanto me falaram que eu era, enquanto a escola me falou que eu era feio, o hip hop veio e disse: "Tu é bonito para caralho". E é exatamente disso que se trata, né? Porque nós entramos numa máquina pedagógica que nos queria conformado, cabis baixo, apagado, sem autoestima, para tá numa fila dos desempregados implorando por um eh uma suuneração para exercer uma subcidadania e para ter uma vida abaixo da linha da pobreza. E quando a gente tem professores, né, e professoras da cultura hip hop que nos orientam a construir a nossa identidade a partir da autoestima dos nossos grandes feitos e principalmente da nossa grande política. O Brasil perdeu e ainda perde e muito por não ter aproveitado a nossa experiência política tradicional ancestral. Que eu quero dizer com isso que a maior política de todas, o objetivo maior de todas as políticas é, assim como a arte, contribuir paraa manutenção da vida. e do bem viver num país como o nosso, que há tantos, há tantas décadas é o mais violento do mundo. Ano passado e morreu mais civis aqui no Brasil do que na guerra da Ucrânia, para se ter ideia. E isso todos os anos, todas as décadas, o Brasil em números absolutos é o que mais mata pessoas. Os bairros são vários, mas para citar aqui em São Paulo, já que a gente tá no estado de São Paulo, a gente cita eh bairros aí e quebradas aí, né? Capão Redondo, cidade Tiradentes, eh Brasilândia, para citar alguns. Nesses lugares, a comunidade se aquilombou e construiu de forma orgânica suas próprias lideranças que sistematizaram um postulado ético. Por isso se chama Sobrevivendo no Inferno de 97. Por isso aqui se chama bem-vindo e ao inferno. Por isso o os discos de rap de modo geral eram grandes conselhos à juventude negra para que ela se mantivesse viva, porque essa era a grande preocupação daquelas pessoas, porque eles não tinham assistido, não tinham lido, eles também estavam vivendo aquilo. esse postulado ético, essa forma de ver o mundo, de agir no mundo, de valorar o mundo, essa cosmovisão comunitária, ancestral, foi fundamental para que houvesse uma diminuição extrema do número de homicídios na cidade de São Paulo. Alguns dizem: "Não, mas isso foi obra do crime organizado". Mas as ideias que nutriram nessa perspectiva de pacificação, de resolução de conflitos, o próprio crime, a própria cadeia e a própria quebrada, foram ideias do rap nacional. Cada 10 barracos na década de 90, na segunda metade da década de 90 que você passava, 11 tava ouvindo o rap. Então, não tinha exceção, era um domínio completo, uma hegemonia da cultura hip hop nos anos 90, que foi se construindo no seu início dos anos 90 e que teve sua obra final a eh na virada do século. E exemplo disso é que em 2002 a gente elegeu o presidente Lula com o apoio dos principais rappers do Brasil. No no como é que chama? No no fazendo eleição no palco ali. É, mas como é que fala? palanque, subindo no palanque, rappingood, brow, eh, MVB e uma série, tem aquela foto, uma série de, ou seja, um senso crítico construído com paciência, com perseverança, de forma aguerrida, lúcida, humilde, com os pés fincados no chão e com a mente a milhão, né? E isso daí foi fundamental paraa preservação da vida. Agora, essa construção, essa tecnologia social que permitiu resolução de conflitos, redução de violência e, portanto, um passo adiantado em relação à justiça, não foi reconhecida e muito menos valorizada pelo poder instituído no Estado. Os erros que foram cometidos no estado brasileiro, não são poucos, foram cometidos todos por mãos brancas. Ah, o Brasil é o país mais corrupto e outros políticos. Verdade, é um dos mais mesmo. Mas aí, quem são esses políticos? Quem que é o Pacheco? Quem que é o Lira? Quem que é o presidente do partido da esquerda, o presidente do partido da direita, presidente do partido do C? São três brancos, [ __ ] Os erros de um, os erros do outro, os erros do outro não são os nossos erros. Nós não temos, não tivemos uma oportunidade de construir uma tradição política, institucional de decisão, portanto, a partir das nossas experiências. A cabeça pensa onde o pé pisa. Nossos pés pisaram muitos problemas em muitos problemas, em um campo minado. E a cabeça pensou e resolveu, mas não foi aproveitado, não foi valorizada, porque não é nós não somos vistos como seres pensantes. E isso daí eh foi quebrado não pela pelo ouvido que só houve a racionalidade oficial da universidade ou da política ou dos caçadores de Marajá, como Fernando Color de Melo. Isso foi quebrado porque entrou pelos poros. Entrei pelo seu rádio, tomei, você nem viu. É isso que o hip hop fez. Tomou o Brasil de assalto e os caras nem perceberam. quando perceberam, eram era muito tarde um governo de esquerda e uma uma hegemonia de ideias de esquerda já tinha sido construído, principalmente no que diz respeito à autovalorização das pessoas pretas e da construção de uma política diferente. A saída não tá no centro, a saída tá na periferia, né? Essa é a virada de Copérnico. Ou é Galileu com a sua teoria. Então, satisfação demais poder fazer parte desse momento em que a periferia eh ocupa o centro, deixa de ser cenário paraa ação deles e passa a ser protagonista. Nós estamos escrevendo a história. Eu espero que daqui 10 anos a gente tem em todos os estados pessoas pretas, pobres, adivindas, produtos da cultura hip hop e que, portanto, mantenham esse enfrentamento como filosofia de vida, como quem diz: "Não, não, eu não vou apagar da minha memória a história dos meus irmãos que morreram no campo de batalha, sentando numa mesa de negociação com o inimigo e recebendo emendas ou em cargos. A gente prefere morrer de de pé do que viver de joelho, já dizia o revolucionário, né, mano? E o hip hop é isso. Hip hop é jovem, é utópico, é idealista, quer o mundo, quer tudo. E como diz o Emicida, queremos tudo. E para ontem é nós. Bom, pessoal, obrigada, obrigada mesmo. Valeu. Foi muito bom. e acompanha a nossa frente. A gente tem aí uma programação, né, de de debates, de encontros, mas sobretudo é um instrumento aí para fortalecer nosso povo. Então, parabéns a todos que estão aqui. Parabéns a quem atua, sempre atuou e tem atuado no hip hop, conta com o nosso mandato, conta com essa frente. Estamos junto aí, pessoal. Valeu. Uh. Agora antes vem aqui tirar rápido. TV Câmara Campinas.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do REUNIÕES

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
2:21:50

Palestra: NR-01 e Saúde Mental no Trabalho – Prevenção, Acolhimento e Responsabilidade

2:04:12

Palestra "Capacitismo e Quebra de Barreiras"

2:41:28

Palestra – Campanha Janeiro Branco: Cuidar da Mente é Reescrever a Vida

1:41:06

8ª Reunião da CEE Políticas Públicas Voltadas às Pessoas com Alguma das Neurodivergências

2:00:26

Debate Público “Tecendo a Lei das Mestras e Mestres de Campinas em Diálogo com o Brasil"

1:02:50

Debate Público | Eldorado vive: 30 anos de luta por terra, dignidade e reforma agrária

13:33

1ª reunião extraordinária da comissão permanente de educação e esporte

1:54:25

2ª reunião ordinária da comissão permanente da mulher

5:41

2ª reunião ordinária da comissão permanente de política urbana

13:12

2ª reunião ordinária da comissão permanente de mobilidade urbana e planejamento viário

10:09

1ª reunião ordinária da comissão permanente de administração pública

1:33:18

1ª reunião da comissão de defesa dos direitos da criança, do adolescente e da juventude

1:26:36

85ª reunião solene

1:41:25

Seminário em comemoração ao dia mundial das doenças raras

34:29

1ª reunião ordinária da comissão permanente de constituição e legalidade

3:36:19

3ª reunião ordinária

18:59

10ª reunião ordinária da comissão permanente da mulher

14:35

9ª reunião ordinária da comissão especial de honrarias

1:19:03

Reunião da frente parlamentar da educação

41:39

9ª reunião ordinária da comissão permanente de proteção e defesa dos direitos dos animais

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
9:12

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo

5:31

Adote Um Bichinho | Semana 08 a 13 de Junho de 2026

52:59

ESTÚDIO CÂMARA - MEDO DECEPCIONAR OS PAIS

4:56

Câmara Notícia | Lançamento Programa Igrejas Seguras 2026

14:44

Câmara Na Copa | Seleções estreantes, curiosidades e sabores da Copa

1:05:58

Câmara Notícia

11:50

Notícias da Metrópole

34:36

Notícias do Legislativo