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[Música] TV Câmara Campinas Bom dia a todos Bom dia aos presentes quero desde já agradecer a presença dessa mesa maravilhosa hoje nós vamos estar discutindo na frente parlamentar de políticas públicas para criança e adolescente a a estrutura funcionamento demandas dos centros de atenção psicossocial infantil da rede da Saúde de Campinas então para falar sobre os nossos nossos centros de atenção psicossocial Caps como a gente chama né normalmente falar do CAPS nós temos aqui nessa manhã o Marcelo de Souza Bruna que é coordenador de saúde mental da Secretaria de Saúde quem eu já cumprimento e agradeço Marcelo pela presença a Viviane Marcondes n gata coordenadora do CAPS espaço criativo Obrigada Viviane pela presença ariad boncio coordenadora do capis travessia capiz travessia Ariadne Obrigada pela presença o Bruno Henrique bengel de Paula coordenador do capiz J né porque é Juventude também Roda Viva e muito obrigada Bruno a Sandrina indiane que é presidente do Cândido Ferreira né que faz parte da da rede da Saúde Mental Obrigada Sandrina pela presença e a Eduarda Barbosa de Souza e coordenadora do CAPS J carretel Obrigada Eduarda bom também quero agradecer a presença da Sato testolini que é conselheira e usuária do Roda Viva da Selma que é Celma Regina facina pessoa que é do Centro de Saúde Presidente Kennedy da emilene Pereira Costa que é assistente social e controle local de saúde do capiz Roda Viva da Regina Garcia coordenadora do centro promocional Nossa Senhora da visitação da Fernanda paixão assistente social do centro promocional Nossa Senhora da visitação da Line Santos comunicação social e marketing do patrulheiros Campinas e Margarete Wolf e assistente social do patrulheiros Campinas sejam muito bem-vindas viu e que a gente tenha uma uma reunião aí muito muito Profa que a gente possa tirar dúvidas fazer apontamentos depois da apresentação deles vocês podem falar podem fazer perguntas Tá bom eu abro um espaço aí para para vocês também que estão aqui na na plateia obrigada vou abrir a palavra pro Marcelo Marcelo vai fazer uma uma apresentação sobre a estrutura dos Caps eh depois a Sandrina vai complementar com a com a questão do do atendimento do Cândido Ferreira eh depois cada coordenador dos Caps também vão falar do espaço deles do funcionamento estrutura e possíveis demandas aí que tem para ser atendidas paraa gente poder depois fazer um relatório e encaminhar paraa Secretaria de Saúde Marcelo com você agora obrigada bom dia bom dia a todas as pessoas eh eu queria de antemão agradecer a vereadora pelo convite eh Sandrina Nossa parceira eh através do convênio com o serviço de saúde Dr Cândido Ferreira eh a minha intenção é nesses primeiros nesses primeiros minutos fazer uma breve apresentação da rede de saúde mental eh antes da gente falar especificamente do CAPS infanto juvenil eh por quê porque a gente não pensa um Caps fora da rede rede entre os serviços de saúde então intras setorial ou rede intersetorial entre outros parceiros Assistência Social educação enfim é inviável a gente pensar existência de um CAPS Infantil sem rede então a minha ideia agora é apresentar um pouco eh essa rede do município a rede de Campinas que foi constituída a partir dos Marcos legais propostos não é eh pelo pelo enfim a princípio né da reforma psiquiátrica a saúde mental de crianças e adolescentes Entra depois nessa história Esse é um ponto bom de discussão pra gente então a rede de Campinas ela foi toda desenhada a partir do que a gente tem nos Marcos legais e nas diretrizes técnico assistenciais do Ministério da Saúde eh e a gente tem muitos desafios evidentemente inclusive nesse Campo de Campinas ter sido reconhecida como modelo pela Organização Mundial de Saúde em 2020 tá então a gente hoje fala um pouco da rede e fala um pouco dos Desafios é importante a gente pensar que a saúde mental ela se faz pela rede de serviços da Saúde Mental mas a saúde mental é algo que a gente a gente chama a gente fala que a saúde mental ela é transversal O que que significa isso que é impossível também a gente pensar saúde mental sem as escolas sem os espaços de promoção de saúde mental sem aquilo que a gente chama de segurança psicológica nos Espaços em que a criança e o adolescente e seus cuidadores e fam familiares nos Espaços que eles habitam no dia a dia tá então isso é muito importante a gente frisar a rede de saúde mental ela é muito importante mas sem essa outra sem esse outro aspecto da Saúde Mental a gente não vai conseguir avançar Tá pode passar Bruno a gente chama de raps é a rede de atenção psicossocial a sigla vira rps tá então são é um conjunto de diferentes serviços diferentes Serviços de Saúde Mental nas cidades disponíveis nas cidades e nas comunidades que quando articulados quando eles trabalham juntos eles formam uma rede eh e eles devem em rede ser capazes de cuidar de pessoas com os transtornos mentais e com problemas em decorrência do uso de de drogas álcool craque e Outras Drogas como a gente chama e ela também tem a missão de cuidar de seus familiares nas suas diferentes necessidades tá a raps a rede de saúde mental foi instituído por meio da portaria essa essa que tá descrita ali de 2011 consolidado em 2017 eh e tem uma outra portaria mais fresca vamos dizer assim que é de de junho de 2023 e a portaria 757 que referenda eh aquilo que a gente tem hoje no município então o caps infanto juvenil é um um ponto que é referendado agora tá eh a rede ela integralmente está no SUS no sistema único de saúde tá bom eh dentro das diretrizes do Sistema Único de Saúde a gente então eh propõe-se a implementação a implantação de uma rede de serviços Aos aos usuários que seja plural com diferentes graus de complexidade a gente já vai falar disso também e que promovam assistência integral para diferentes demandas diferentes necessidades dos usuários Né desde as mais simples Até as mais complexas e graves e situações de crise enfim as abordagens e condutas devem ser baseadas em evidências científicas atualizadas atualizadas constantemente essa política busca promover uma maior integração e participação social do indivíduo que apresenta o transtorno mental eh os pacientes que apresentam transtornos mentais no âmbito do SUS recebem atendimento na rede de atenção psicossocial então essa que eu falei para vocês é a raps e a gente a gente tem uma organização eu vou ser mais breve nesse ponto a gente depois Nas questões porque a rede do município é bem grande então eu vou fazer uma apresentação bem geral e depois tá dentro da da a gente organiza Então por níveis de complexidade da atenção básica ou atenção primária secundária e terciária então caso e a ideia é que todo usuário tenha eh o comece o seu circuito seu o seu caminho de atendimentos pela atenção primária atenção primária é composta essencialmente pelos centros de saúde então todos os centros de saúde do município a gente tá caminhando para 69 centros de saúde eh e na na atenção primária também a gente tem o consultório na Rua o consultório na rua é como se fosse uma unidade móvel que busca garantir acesso e atendimento para as pessoas que estão em situação de rua e que em muitas situações não conseguem vir para um Centro de Saúde Tá além disso a gente tem outros sete centros de convivência que são espaços de convivência e promoção em saúde para todos os usuários inclusive aqueles que acometidos por transtornos mentais tá Depois a gente pode falar onde estão cada um deles tá bom eh seguindo Então a nossa pirâmide a gente partiu do básico a gente só sobe um pouquinho e vai pra rede especializada ou para PR PR principalmente aqui situando os caps então centros de atenção psicossocial os caps a gente tem três tipos de caps geralmente quando a gente escuta a palavra Caps a gente já atribui ao Caps adulto né que foi o primeiro que surgiu mas é importante a gente entender que o caps ele ele não é um só a gente tem o caps adulto que é esse que a gente conhece que vem então desde lá do do fechamento dos hospitais a gente tem o caps álcool e drogas aqui é importante a gente lembrar que que o caps álcool e droga só atende adultos que fazem uso eh ou tem transtornos mentais decorrentes do uso de álcool craque e Outras Drogas então Caps álcool e drogas a partir dos 18 anos e por fim que é o nosso tema de hoje o caps Infanto Juvenil que é um Caps voltado pro atendimento de 0 a 18 anos inclusive dos adolescentes com um uso eh acentuado ou uma uma situação um pouco mais agravada por conta do uso de de álcool craque e Outras Drogas também tá então são esses três tipos de caps a gente tem no total em Campinas 14 Caps seis Caps desses que atendem a população adulta tá os seis funcionam 24 horas a gente tem outros quatro Caps que atendem eh usuários de álcool e Outras Drogas os adultos então Quatro Caps AD e outros quatro Caps i j são os caps infanto juvenil tá bom que esses que a a gente vai comentar depois com mais Eh mais cuidado a gente tem o ponto de atenção às urgências e emergências então aqui a gente situa o SAMU as upas enfim que é a a a quando uma intervenção mais aguda se faz necessário uma intervenção se faz necessário por um quadro Agudo tá de crise enfim eh atenção Residencial de caráter transitório isso a gente não tem aqui em Campinas as nossas residências terapêuticas são todas de longa permanência tá são 21 casas tá distri idas em todos os distritos de Campinas pros usuários prioritariamente pros usuários egressos dos hospitais psiquiátricos Então são aquelas pessoas que Ficaram muitos anos às vezes 30 40 anos e essa casa tem essa função de ressocializá-lo né uma uma uma ideia de Reintegração com a Comunitária atenção hospitalar que é a enfermaria de saúde mental ela fica situada no no Complexo Hospitalar Prefeito Edivaldo orce tá então lá é é um ponto que quando um caso tem uma demanda que extrapola né que vai além do que eu consigo fazer no Caps eu Solicito a internação os caps solicitam a internação essa solicitação é é é avaliada por um por uma central de regulação com com psiquiatras E aí se for mesmo caso ele ele vai para a internação no Hospital Ouro Verde é importante a gente lembrar que é preconizado que essa internação não seja uma internação prolongada tá então ela dura em média 13 14 15 dias às vezes um pouquinho mais às vezes um pouco menos tá bom e a gente tem todas as estratégias de desinstitucionalização que são essas casas que eu já falei para vocês os serviços residenciais terapêuticos enfim eh programa de volta para casa mas aí também centrado na população adulta tá então assim considerando toda essa complexidade vocês viram que é uma rede muito complexa tem serviços muito diferentes e todos eles compõem uma mesma rede né então dado essa complexidade do Cuidado na no campo da Saúde Mental e as diversas necessidades apresentadas pelas pessoas com transtornos mentais eu né Com necessidades em decorrência do uso de drogas bem como seus familiares são disponibilizados diferentes tipos de serviço eh que se utilizam da estratégia de atuação em rede então A ideia é que a gente construa sempre um caso em rede para que o o a pessoa atendida não fique só restrita um determinado espaço tá que a gente e a a reabilitação psicossocial funciona em rede tá buscando sempre o cuidado integral e longitudinal dessas pessoas eh a porta de entrada pro cuidado em Saúde Mental então a gente como a gente fala se existe uma demanda nova onde a gente deve buscar prioritariamente a gente deve buscar prioritariamente o centro de saúde tá eh a gente busca porque eh num ponto que a gente tenta organizar o Centro de Saúde Quando houver a necessidade Ele vai tentar construir com o caps de referência a vinda desse dessa criança e desse adolescente pra gente pensar aqui junto algumas situações exigem uma intervenção mais rápida do CAPS então a gente não consegue fazer toda essa construção com atenção primária por isso que a gente diz que o caps é porta aberta para acolhimento eh não significa que toda pessoa que procurar o caps necessariamente vai ser atendida lá né mas ela pode procurar buscar esse acolhimento e eh o caps vai ajudar a pensar o melhor a melhor estratégia para aquele caso isso eh Então são objetivos da nossa rede né a gente tem que ampliar o acesso à atenção psicossocial o cuidado em Saúde Mental da população geral promover o acesso de pessoas com transtornos mentais e com necessidades decorrentes do uso de craque alco e Outras Drogas e suas famílias aos lugares onde esse esse acompanhamento é ofertado então aos pontos de atenção garantir a articulação e integração desses serviços desses pontos de atenção da rede de saúde no território ou seja na região de moradia dessas famílias né o mais próximo possível qualificando o cuidado por meio do acolhimento do acompanhamento continuado ou seja da sequência de atendimento e também da à urgências à crises tá eh Gente esse é um Panorama mais geral da nossa rede que é isso assim sem entender o que é a rede a gente não vai conseguir discutir bem o que é um capis infanto juvenil eu passo a palavra agora para Sandrina eh uma parte dessa rede é composta uma boa parte dessa rede é composta em parceria através do convênio com o serviço de saúde Dr Cândido Ferreira então a gente sempre faz essa discussão A ideia é que o serviço que a gente não tenha distinção entre um serviço que funcione a partir da gestão direta e a partir da gestão conveniada que a gente Trabalhe com as mesmas diretrizes e então a palavra tá com com a Sandrina Obrigada Bom dia obrigada Marcelo parabenizar a vereadora Débora Palermo né pela iniciativa eh em convocar né Essa audiência públ para um tema tão importante relevante dentro aí dos cuidados da nossa rede né eu vou fazer uma fala breve né e agradecer aí também né a parceria com os quatro coordenadores de Capes infanto juvenis do município a minha fala é para reforçar eh a importância do Cuidado em rede e a parceria do serviço de saúde Dr Cândido com a Secretaria Municipal de Saúde o Cândido é uma entidade do terceiro setor eh tem aí um uma história né Eh bastante longa no município de quase 100 anos e no final da década de 80 ele não se renova eh eh na administração né de os filantropos eles vão saindo e e a instituição vai ficando com bastante dificuldades então o Cândido Procura pelo poder público literalmente eh pedindo né apoio e comunicando que encerraria suas atividades e a Secretaria Municipal de Saúde naquele momento entende que a instituição tem um potencial eh para transformar o modelo de cuidado né E então desde 90 eh o Cândido tem essa parceria com a Municipalidade eh eu entendo que é uma parceria importante para cumprir exatamente o que o Marcelo apresentou né e Campinas ela é uma cidade é reconhecida eh Há muito tempo né Campinas é berço e da reforma sanitária da reforma psiquiátrica então eh cuidar eh de criança de adolescentes eh o principal ponto é o cuidado em rede e intersetorial né não podemos eh pensar que só o capis né é o lugar de Cuidado então é o capis é o lazer é a cultura é habitação né Eh eu tive uma experiência de coordenar né um capis adulto eh AD e num num lugar né de bastante eh construção né da população que foi a região do Campo Grande e o nosso primeiro médico clínico a equipe Inicial desbravando o território né construindo ele traz uma discussão da importância eh dessa rede e das políticas públicas né o caps era localizado no Jardim Lisa e ele trazia exemplos né de como a iniciação de uso de substância eh problemática num campo que você tem eh ausências né E ele dizia muito disso né E era um bairro que naquele momento não tinha escola né então Eh reforço essa importância eh de alar alargar né a discussão eh para o outras eh políticas e que o Cândido ele apesar de ser uma instituição do terceiro setor ele funciona eh dentro das diretrizes do SUS né e eh entendo que a história da instituição com a Municipalidade permite isso né e meus votos é que outras eh instituições do terceiro setor se fortaleçam e que contribuam né o SUS é importante mas as parcerias eh não só públicas né mas também eh com todos os parceiros tô dizendo isso porque tem duas instituições parceiras aqui também né na linha de cuidado que se fortaleçam e que a gente conte com essa casa eh Para apoiar esses projetos que são tão importantes obrigada Marcelo Obrigada Sandrina pela pelas apresentações né e quero comunicar também que a Tânia Cristina Garcia Centro Social do paica tá com a gente bem-vinda viu Tânia o paica faz um atendimento muito importante aos autistas e famílias né então era uma era um serviço que faltava em Campinas que não atendesse somente a criança ou adolescente mas fosse extensivo a família da desse dessas crianças e adolescentes eles têm feito isso muito muita eficiência pode ser a Vivi agora Viviane é o Bruno então Bruno seja bem-vindo fique à vontade Bruno Bruno é coordenador do CAPS infanto juvenil Roda Viva aí o Bruno vai falar onde fica esse capis e tudo que acontece ali Bruno fica à vontade por favor obrigado Débora pelo convite né Por abrir esse espaço pra gente trazer essa discussão tão importante né pro município o queria também agradecer as pessoas que estão presentes né particularmente o né satico que tá representando o nosso conselho local do CAPS né e acho que tem tido uma atuação muito importante inclusive pra gente poder construir esses diálogos né com outros espaços né Eh a gente pensou Débora eh num primeiro momento eu fazer uma apresentação geral tá Inclusive a respeito né do que são os caps e j né a gente trazer um Panorama daquilo que é comum para depois a gente trazer um pouco as especificidades de cada serviço então vou representar aqui os quatro coordenadores fazendo essa primeira fala e depois a gente vai individualmente comentando de cada serviço pode ser pode então gente acho que como o Marcelo colocou o caps ele integra né a rede de Atenção psicossocial se constituindo como um desses pontos de atenção né e acho que importante para quem não conhece né o caps J é um serviço de atenção diária né Ele é destinado a atendimento então de crianças e adolescentes que apresentam prioritariamente um intenso sofrimento psíquico né decorrente então de transtornos mentais graves e persistentes né incluindo aqueles relacionados ao uso né de substâncias psicoativas e também outras situações clínicas né que impossibilitam né ess essas crianças adolescentes de estabelecer laço social e também realizar seus projetos de vida então acho que esse é um destaque importante né Eh a gente fez questão de colocar esse término do prioritariamente acho que eh pensando que o cuidado em Saúde Mental é dado em rede né quando a gente pensa a inserção de um usuário num capis J A gente tem que priorizar esses sujeitos que tão intenso sofrimento psíquico né Eh e a experiência acumulada né nesses serviços né funcionando A partir dessa lógica da tensão diária ela indica que o o amplia-se as possibilidades do tratamento tanto para criança quanto adolescentes quando atendimento tem o início mais cedo possível acho que isso inclusive é tema de debate né eh não só na Esfera municipal mas Nacional inclusive internacional da gente pensar no que a gente chama das intervenções precoces né E que isso tem um efeito né no cuidado e até no no prognóstico né No que diz respeito ao tratamento então portanto os caps e j estabelece eles estabelecem né as par com a rede de saúde né isso que o Marcelo já comentou assim como a Sandrina que a gente chama das ações intersetoriais né então aqui a gente cita né tanto outro serviço de saúde a Rede de Educação Assistência Social né então esses serviços né dessa rede intersetorial que tão e participam ativamente do cuidado né de criança e adolescente aqui a gente coloca alguns aspectos né inclusive que eh estão presentes né em textos ministeriais e que a gente inclusive debate isso na prática de algumas condições que favorecem um cuidado em Saúde Mental dessa população infantojuvenil tá então aqui eu vou trazer alguns desses aspectos dentre eles né o o tratamento ele tem mais probabilidade de sucesso quando a criança ou adolescente é mantida em seu ambiente doméstico e familiar acho que esse é um ponto super importante né Eh acho que dentro das políticas inclusive da assistência social tem existe essa centralidade a gente sabe E a gente vivência isso na prática que a manutenção desse espaço assim como a Sandrina trouxe né das políticas de moradia né garantir condições né materiais mínimas de existência para esses sujeitos e sustentando esses laços né familiares ou mesmo com a família extensa são fundamentais né e acho que como a Débora coloca também né Eh citando né o trabalho realizado pelo paik esse essa atenção voltada também à famílias é fundamental e a gente vê na prática os efeitos que isso tem pro tratamento então quando a gente consegue de fato integrar a família né no acompanhamento desses sujeitos o tratamento tem uma capacidade muito maior de ser né efetivo tá então esse é o segundo ponto né já me antecipei que as famílias devem ser parte integrante do tratamento Quando possível pois observa-se maior dificuldade de melhora quando se trata de crianças e adolescentes isoladamente tá o tratamento deve ser também né Eh pensado aliás desculpa o tratamento deve ter sempre estratégias e objetivos múltiplos preocupantes com a atenção integral a essas crianças esses adolescentes o que envolve ações não somente no âmbito da CL na clínica né Mas também de ações intersetoriais as equipes técnicas né que atuam dentro do do Caps infanto juvenil depois a gente pode comentar um pouco né como é que é a composição das equipes tá ela deve atuar sempre de forma interdisciplinar permitindo sempre enfoque ampliado né das questões de saúde mental né então Eh quando a gente pensa na na atuação Clínica né dos dos diversos atores que compõem né os serviços Caps e j é fundamental que essa atuação se dê né nessa composição entre diferentes saberes né em diferentes disciplinas deve ser ter em mente também né que o tratamento de dessas crianças e adolescentes mesmo quando não é possível trabalhar com uma hipótese de remissão total de um problema né a obtenção de progresso no nível do desenvolvimento né dessas crianças e adolescentes em qualquer aspecto de sua vida mental pode significar né uma melhora importante Nas condições de vida para ele e suas famílias então muitas vezes a gente eh pensa em alguns casos né o tratamento ele não opera numa remissão Total das questões né dos agravos em Saúde Mental mas é fundamental a gente trabalhar em out outras instâncias né pensando inclusive num num numa melhora da qualidade de vida desses sujeitos né mesmo com a suas questões né que podem gerar algum tipo de limitação né então acho que esse é um é um trabalho fundamental que eh A partir dessa perspectiva a gente entende né a como é imprescindível esse trabalho intersetorial né não é só a saúde que vai se responsabilizar né por essas questões né mas tanto a educação Assistência Social enfim e as atividades de inclusão social em geral e escolar em particular deve ser parte integrante dos projetos terapêuticos né Eu acho que faz parte da nossa eh Clínica cotidiana né Essa interlocução por exemplo com as escolas né acho que a gente é convocado a gente convoca também essas instituições né porque os via de regra né os usuários dos nossos serviços estão também alunos de alguma escola né então é fundamental que a gente tenha essa essa articulação de uma forma muito muito próxima né E aqui os caps e j que a gente tem em Campinas né como o Marcelo colocou a gente tem quatro hoje né E até importante a presença da Sandrina né trazendo também né Essa histórica parceria né com do cândido com a prefeitura e os caps infanto juvenis a gente tem essa divisão né então dois Caps são eh de administração do Cândido né então um carretel e espaço criativo e dois são de administração direta da prefeitura que é o Roda Viva e o travessia né então nos IJ a gente tem essa essa divisão né Eh e pegando o histórico de Campinas até se Marcelo Sandrina quiserem complementar fiquem à vontade né mas o o surgimento dos primeiros Caps ele se dá em 2010 né antes de 2010 a gente tinha outros serviços no município né para quem é mais antigo de rede talvez lembra né do craisa que era um serviço né de referência né de atenção à saúde integral do Adolescente e que depois né Eh de 2009 teve um processo de transição 2009 2010 né E esse serviço depois veio veio a se constituir como o que é hoje o espaço criativo assim como a pré-história vamos dizer assim do carretel né Depois se a Duda quiser comentar ele vem de um outro serviço que era o cevi né que era o centro de vivência infantil da infância né centro de vivência da infância que era um serviço destinado então ao atendimento de crianças e crianças que tinham alguma questão com relação ao desenvolvimento né e que depois né nesse processo de transição para a implementação dos Caps se torno o caps JK retel e daí em 2000 então esses eram os dois Caps do município né a partir de 2010 em 2013 Então a partir né de uma de um investimento né da administração pública eh São criados outros dois Caps né que daí são de administração direta que é o Roda Viva o qual eu coordeno e o travessia tá eh com relação ao trabalho nos Caps né a gente pensa né como coloquei anteriormente e ressalto aqui né enquanto diretriz uma a gente prioriza os casos de maior complexidade tá acho que isso super importante pra gente inclusive poder debater aqui e o apoio o ag e o agenciamento de ações de desinstitucionalização que foram comentadas inclusive pelo Marcelo e pela Sandrina tá os princípios né paraa operação do cuidado né então são os pilares né paraa nossa atuação Obrigado são né o projeto terapêutico que é aquilo que estrutura né o o cuidado em saúde eh ele é elaborado né tanto pela equipe né quanto de forma compartilhada com o usuário e sua família de modo a atender as necessidades de saúde né de cada um e ele é feito de forma singular acho que esse é um ponto importante então cada sujeito vai ter um projeto terapêutico que é seu tá o trabalho também operado sempre nesse pensamento em rede e no território né como a gente já falou aqui o princípio da intersetorialidade né e o acesso e a integralidade do cuidado né então de forma a garantir que os os usuários né da Saúde Mental eh não sejam vamos dizer assim usuários só de um serviço como a Às vezes a gente costuma ouvir né usuário de caps né Eh acho que esse é um ponto problemático né Porque de fato o usuário é usuário do serviço do serviços da rede como um todo né então acho que isso muitas vezes até uma leitura estigmatizadora né dessas pessoas né porque elas utilizam todos os serviços né E tem direito Inclusive a poder acessar todos esses serviços né e outro princípio é o acompanhamento dos familiares responsáveis que eu acho que é uma é um né o Marcelo tava falando dos Caps e dessas modalidades né a gente tem muitas diferenças né uma delas é quando a gente quando a gente vai pensar no trabalho com crianças e adolescentes é um trabalho que também é conjunto com as famílias que às vezes na clínica do adulto isso não é tão frequente agora na infância na adolescência isso é constante é necessário e a gente tem que pensar inclusive estratégias de cuidado para as famílias né que muitas vezes né tão também numa condição de Sofrimento né associada ou não ao sofrimento de seus filhos né vocês querem falar das atividades ou ou eu sigo vocês querem comentar tá tá bom tá bom eh a gente elencou aqui né então atividades que são comuns aos quatro serviços tá então daquilo que é ofertado né aos usuários inseridos no nos Caps né então a gente tem atendimentos individuais e esses atendimentos são ofertados pelos diversos profissionais que compõem a equipe os já falo tá então no nos Caps a gente tem eh profissionais da Psicologia né terapeutas ocupacionais fonoaudiólogos psiquiatras pediatras assistentes sociais tem equipe de enfermagem né que é mais farmacêutico o qu no Ah sim e alguns TM também monitores de de oficinas tá eh então esses profissionais eles compõem tant os atendimentos individuais coordenam os grupos e também as oficinas terapêuticas fazem também visitas e atendimentos domiciliares né tem os atendimentos voltados à família tem as atividades né comunitárias que enfocam a integração né da criança do adolescente na família na escola na comunidade né ou qualquer outra forma de inserção social né que são essas ações voltadas né a a um trabalho conjunto né com esses outros serviços né que como a gente coloca logo em seguida que é visando o desenvolvimento de ações intersetoriais e aqui a gente comenta um pouco desse eh desses dispositivos como a gente chama né mas pra gente poder pensar um pouco no como eh Como opera o dia a dia num Caps né Que ações que atividades a gente eh põe em prática lá dentre elas né o Marcelo já comentou sobre o acolhimento né então seria o acolhimento inicial no Caps né então são novos usuários né que podem chegar com quadro né Agudo né uma crise ou não pode ser um caso que seja compartilhado com outro serviço né que chega pela primeira vez né nesse ponto de atenção da rede então pode ser por encaminhamento ou pode ser por uma demanda espontânea né Então essas são as formas né de de acesso dos das pessoas né Aos Caps e j a gente tem um desses dispositivos que a gente chama de ambiência né então eh acho que até pra gente auxiliar vocês a visualizar quando a quantas vezes a gente pensa por exemplo numa eh numa ambulatório o ambulatório normalmente a gente tem um atendimento agendado a gente tem uma uma recepção e cada qual aguarda seu atendimento no seu horário né pré pré combinado né lá no Caps né a gente pensa que né esse espaço que a gente poderia pensar como uma sala de espera é um espaço potente pra gente inclusive pensar em intervenções né então não seria um mero lugar de você esperar um atendimento que tá por vir mas um lugar que a gente pode então produzir encontros entre pessoas inclusive muito diferentes seja criança adolescente adulto né pessoas com questões né relacionadas a isso ou aquilo enfim né então eu encontro com pessoas totalmente diferentes né E que isso interessante porque a gente pensa né em promover formas de socialização visto que a maioria dessas pessoas que têm algum um agravo em Saúde Mental grave tem um comprometimento né nas suas interações sociais Então se a gente investe nisso né isso vira também para além dos atendimentos individuais e grupo né formas de intervenção que são eh interessantes né de serem eh propostas promovidas para essas pessoas né E aí daquilo né como eu já falei né então é uma convivência marcada pela diferença né acho que isso é interessante no Caps né são pessoas muito diferentes Então não é um lugar que só presta atendimento para um determinado tipo de Diagnóstico São pessoas que assim do ponto de vista psicopatológico T diagnósticos Diferentes né mas pessoas que TM o mesmo diagnóstico mas que T histórias também muito singulares né vem de famílias de origens muito variadas vivenciam o seu sofrimento de formas também diferentes acho que esse é um ponto importante até pra gente poder debater né não são todos iguais são todos diferentes e a gente inclusive valoriza essa diferença a gente trabalha a partir dela né Eh um um dispositivo fundamental pro nosso funcionamento só beber uma água são as reuniões de equipe né ou mini equipe então é o momento né então o serviço que a gente privilegia esses encontros que eles se deem de forma semanal né então o momento que a equipe se reúne para poder pensar né sejam os casos clínicos que a equipe acompanha seja a organização do serviço seja de repente uma demanda que surgiu que a equipe tem que se né tem que pensar sobre o que fazer como fazer né é um momento também que se discutem se formulam os projetos terapêuticos né E que Inclusive a gente pensa os profissionais de referência né que a gente chama do gestor do caso Clínico para quem é o usuário do serviço de saúde mental essa até uma uma fala F muito comum a minha referência a minha referência ao Fulano a minha referência ao ciclano mas é alguém que vai ser responsável e vai estar mais próximo do usuário dessa família e vai ajudá-lo inclusive nessas articulações não só para dentro como para fora né então a gente pensa nessa nesse nesse profissional como alguém é fundamental né Eh para poder fazer esse tipo de de articulação eo é alguém reconhecido né tanto pelo usuário quanto pela família né para que muitas vezes as pessoas não se sintam perdidas ali no serviço né tantos profissionais tem alguém ali que é o mais próximo tem um vínculo enfim né as ações de de de atenção a situações de crise né então M Às vezes a gente tem intercorrências né que a gente tem que eh poder sustentar né uma situação de crise de Sofrimento intenso né do das pessoas e que isso mobiliza o serviço como um todo né isso implica inclusive uma reorganização pra gente poder dar conta dessa situação aguda né eh essas situações de crise podem acontecer fora do CAPS né então a gente tem que pensar de que maneira a gente articula isso auxilia nessa construção de rede mesmo que não haja naquele momento uma necessidade ou que seja indicado o encaminhamento pro Caps naquele momento mas de que forma a gente articula né então por exemplo com a urgência emergência né ou fazer orientação pros usuários ou seus familiares pelo telefone né muitas vezes a gente consegue fazer ações continentes por telefone conversando né Eu acho que esse é um ponto importante né que a gente eh conversa bastante né de poder ofertar essa também como uma ação de cuidado a pessoa não tá bem Liga no Caps vamos conversar vamos pensar o que fazer enfim né outro dispositivo interessante né O que a gente chama de matriciamento ou apoio matricial né então eh São reuniões sistemáticas que a gente realiza com as equipes dos centros de saúde né E que a gente a gente pensa os casos clínicos em conjunto com eles então por exemplo tem um paciente do Centro de Saúde né que tá passando por uma situação de Sofrimento importante por conta por exemplo de do falecimento de algum familiar né tá vencendo um processo de luto né então Trago essa questão do falecimento até por recentemente a gente aqui na Câmara discutiu a questão da orfandade né E esse sujeito tá em sofrimento e vem sendo a situação bastante difícil né Eh e ele é acompanhado P essa equipe da atenção primária e a equipe do CAPS pode auxiliar nesse momento a pensar junto inclusive o cuidado desse sujeito que pode continuar se dando né né no Centro de Saúde se a gente entender que se agravou o quadro a gente achar melhor né o encaminhamento pro Caps a gente vai fazer isso de forma conjunta com a equipe com o usuário né E E essas ações elas incluir não só as discussões mas esse e esse pensar junto do caso mas atendimento então a equipe Vai lá então vamos atender junto com com o pediatra do Centro de Saúde para avaliar junto essa essa criança ou esse adolescente assim como se tiver necessidade fazer uma visita vamos lá na casa vamos junto com agente comunitário avaliar como é que tá essa situação né Eh além dessas ações né de matriciamento as equipes da atenção primária né a gente também tem uma série de redes intra intersetoriais né então redes com eh que fazem parte né do do do serviço de saúde mas também redes com com Assistência Social né redes que incluem também profissionais da educação né então reuniões com os diversos conselhos né Principalmente Tutelar com as promotorias vara né Enfim acho que eh essa é uma parte importante do trabalho no Caps né Essas articulações e para que isso possa acontecer a gente precisa se reunir e se encontrar com as pessoas né E também né Eu acho que é algo fundamental e que e a gente poderia pensar que teve uma importância fundamental até para a o acontecimento desse evento né que é é o protagonismo quando a gente pensa protagonismo dos usuários Inclusive a partir dos conselhos principalmente né que é o que a gente chama do controle social Então os conselhos locais conselhos distritais próprio Conselho Municipal a gente tem as conferências então ano passado a gente teve a conferência de saúde mental e a saúde infanto juvenil foi pauta importante nesse tema Eesse tiver uma estadual ainda tá por vir a Nacional né Assim como as assembleias né as associações familiares enfim esse é um ponto fundamental né porque é a partir do do usuário e seus familiares que via de regra vão sendo construídas as políticas públicas né e agora a gente vai paraa apresentação de cada serviço então pela ordem podemos começar contigo Duda Bom dia a todos eh se li ligou todos me ouvindo Bom dia a todos né tô muito feliz da gente poder falar um pouquinho sobre Caps infanto juvenil sobre essa população que a gente fala tanto né mas às vezes a gente não sabe muito bem o que é o caps para onde vem e eu vou falar um pouquinho do carretel que é o local onde eu trabalho só queria complementar um pouquinho o que o Bruno disse né que eu acho que o caps também cuida de violências que não tem nome de doenças né e eu acho que a nossa missão fundamental da reforma psiquiátrica e da luta antimanicomial é combater a segregação eh essa é uma missão comum a todos os centros de atenção psicossocial Sobretudo o infanto juvenil né que nasce depois dos Caps adultos e que hoje a gente faz a reforma da reforma a luta da luta né a gente tem crianças e adolescentes que são netos bisnetos de pessoas que fizeram tratamento de saúde mental muitas vezes lá no Cândido né quando o Cândido ainda tinha o local de internação então é são por essas pessoas que a gente ainda luta briga Olha cuida e que a gente tá lá todo dia bom gente essa é a carinha do CAPS infanto juvenil carretel e não sei se vocês conhecem mas ele fica ali na lagoa né a gente tá num numa avenida bastante movimentada fica bem em frente ao cartrom então a gente brinca um pouco que que o Taquaral também é nosso quintal né dá pra gente descer lá fazer atividade com as crianças eu acho que esse é um ganho e como a nossa faixa territorial Ela é bem extensa tem muitas crianças e adolescentes que nunca foram até o Taquaral então quando vão fazer tratamento lá no Caps ou vão conhecer ou vão fazer algum acolhimento a família fala hoje nós vamos passar o dia aqui no Taquaral E aí isso também se torna um evento e por se tornar um evento é uma ocupação da cidade a gente tá falando de mobilidade urbana né quando a gente fala de mobilidade de ocupação a gente tá falando que todos têm direito à cidade mas essa é sempre uma questão tem mesmo né as pessoas conseguem chegar em todos os lugares então o caps fica localizado ali todos estão convidados a ir lá conhecer tomar um café sempre tem um bolinho Caps infanto juvenil tem bastante comidinhas né esse essa é um ponto forte da I que o Bruno falou de pipoca bolo e as crises muitas vezes é também a partir e do fazer do comer que a gente consegue amenizar situações de Sofrimento psicosocial que a gente nem imagina né o quanto uma pipoca pode fazer um um efeito na vida daquele sujeito ou um bolo evita que aquele adolescente que faz uso de substância psicoativa saia de lá e procure talvez e o craque ou alguma coisa assim e então nós somos referência atualmente pros distritos de saúde Leste Norte então a gente tá falando de uma faixa territorial extensa né E desde Joaquim Egídio até o Rosal a gente tem a maior área rural né de de Campinas então a gente cuida ali da região do Carlos Gomes Vilage então é um realmente uma viagem às vezes pras pessoas chegarem né E nós temos atualmente 22 centros de saú que a gente faz apoio matricial mensalmente né então a gente também tem esse trabalho para fora a gente se desloca né E vai até o centros de saúde vai PR as reuniões intersetoriais que a gente tá falando bastante hoje porque realmente a gente faz bastante reunião intersetorial é o carro chefe aí da nossa do nosso dia a dia Então essa é a carinha do CAPS Eu acho que o Bruno né quando a gente montou essa apresentação agora é mais para mostrar a mesma a carinha dos Caps porque tudo isso que ele apresentou é o que nossos quatro Caps fazemos né temos atividades eh internas externas eh trabalhamos bastante Gostamos muito das crianças dos Adolescentes né e é sempre uma alegria e o dia a dia o cotidiano ele é muito diferente por ser criança e adolescente Então vale a pena Quem ainda não conhece algum Caps e perto da onde vocês estão para poder conhecer E serão todos bem-vindos acho que depois a gente abre paraas dúvidas e questões né diferentes a cada Caps e a rede como um todo Obrigada eh pessoal eu queria só esclarecer uma informação eh a gente tá no momento de um de um novo senso vocês devem estar vocês devem estar acompanhando isso então Aqueles dados ali postos enquanto o o dado populacional eh Porque tem uma uma uma mudança interna também no município né as pessoas mudam de bairro de região Enfim então eu peço que vocês não considerem ao pé da letra aquele dado porque a gente tem tem uma equipe agora trabalhando nesse processamento porque isso incide diretamente no planejamento sanitário de cada região uma outra informação importante é que na saúde agora a gente tem operado a partir de seis distritos e não mais cinco tá o Distrito Sul que é aquele eixo que iria ia do do da divisa com Valinhos até o campo belo sabe eh então Paranapanema ele agora ele é ele é composto por dois distritos acho que isso é importante para vocês Talvez o Bruno f porque é o território dele agora tá então na saúde a gente se organiza com seis distritos foi criado o distrito suleste também já numa perspectiva de de melhorar aspectos relacionados à acessibilidade do do usuário tá bom só isso ol Olá bom dia eh então eu sou Viviane Eu Sou psicóloga de formação e tô na coordenação do CAPS J espaço criativo tá eh o caps J espaço criativo ele fica na região né no distrito de saúde Sudoeste então a gente atende a toda essa região né do distrito de saúde Sudoeste eh somos referência para trê centros de saúde acho que como a Duda disse né assim na apresentação que nós Montamos em conjunto acho que traz aí uma dimensão do que que é o caps infant juvenil né Eh muito próximo a todos os serviços eh eu queria pontuar também para além das coisas que foram apontadas já acho que esse diálogo é muito importante né Eh acho que outros né a gente precisa continuar construindo e falando disso principalmente no momento em que a gente precisa retomar o que que é né Eh muitas vezes informar e para outros retomar o que que é um Caps e principalmente um Caps infanto juvenil enquanto lógica mesmo acho que esse é um Desafio eh talvez aí pra gente pensar e dialogar em que a gente conversa muito com os parceiros de de rede e mas o que que é o caps o que que vocês atendem que lógica é essa quando a gente fala da potência da ambiência né da dos princípios e diretrizes do SUS da reforma psiquiátrica tem uma lógica uma forma de olhar pro sujeito em seu contexto em toda a sua singularidade e de um trabalho eh muito amplo que é diferente dos parceiros por exemplo que atendem numa lógica ambulatorial Então você vai faz o seu atendimento vai embora o caps tem um jeito outro de operar e isso causa muita confusão né e a gente entende não quer dizer que a gente não tenha atendimentos ambulatoriais a gente faz alguns atendimentos mais ambulatoriais mas o caps não é um ambulatório e a gente tá exatamente nesse momento em que a gente tá discutindo para dentro das equipes o que nós somos a que viemos o que queremos né E como a gente também dialoga e constrói com a rede né com a rede com os usuários com os familiares eh e também mais uma ressalva assim que eu acho que é importante é que a gente vem colhendo os frutos né assim de uma galera que tá vindo de pós pandemia né então crianças e adolescentes eh teve Impacto para todo mundo mas quando a gente pensa nessa população em específico 2 anos trancados dentro de casa é um impacto assim profundo que a gente ainda não tem dimensão acho que a gente ainda vai eh Talvez um dia saber o que que foi isso que aconteceu mas a gente tá colhendo esses frutos então a gente tá se debruçando muito nessa conversa sobre a sobre a diferença dos atendimentos quem e a garantia de direitos né Eh a necessidade de algum relatório para respaldar algumas garantias e tem muitas crianças e adolescentes que estão ainda trancadas dentro de casa que a gente não tá conseguindo acessar num sofrimento intenso eh a questão né da da exposição à telas em excesso dificuldade de laço social de se relacionar eh acho que eu queria trazer um pouco disso que eu acho que são os grandes Desafios que a gente tem dialogado internamente entre os Paes e com a rede né E como é que a gente dialoga inclusive com os parceiros que operam de uma outra forma mas que compõem não tem como a gente só consegue trabalhar junto né acho que é construindo mesmo Então acho que é um pouco isso ressaltar também a a questão a né a importância da ambiência queria contar uma uma situação que a gente teve no espaço criativo que acho que é bacana para ilustrar isso porque foi um a gente a gente falou olha vamos ousar e tentar fazer uma festa junina em que a gente vai juntar misturar Caps i j com Caps adulto e aí a equipe ficou tensa né E como é que vai ser isso essa relação usuários dos dois serviços e as equipes e foi a experiência mais maravilhosa que eu já pude participar desses anos de saúde mental eh nos serviços né e acho que é dessa potência dessa riqueza e dessa possibilidade eh essa Aposta que a gente faz nessas relações nessa autonomia e nos Laços que as pessoas são capazes de criar e como isso é potente né n quando a gente pensa no Cuidado em Saúde Mental Então acho que é um pouco isso tá bom obrigada obrigada Viviane agora ariad Cap J travessia bom eh Bom dia tá ligado Eh meu nome é Ariadne terapeuta ocupacional de Formação eh eh também tô muito feliz de estar aqui podendo dialogar sobre isso acho que bom eu sou referência do capis travessia que fica na região noroeste eh é uma região como muitas mas assim é uma região que tem uma singularidade que eu acho que é uma região muito vulnerável eh o capiz fica bem no início da região não sei se vocês conhecem a região noroeste ele fica bem aqui na eh PR ali perto do integração do Centro de Saúde de integração e aí ele tem todo o trajeto assim ass a gente atende até o bassole então assim é uma distância não é tão grande se a gente pensar que são 65 Km qu mas para quem é do bassole e vem para pro atendimento é longe né então eu acho que assim se a gente pensar em acessibilidade eh eu acho que também isso é um dificultador né quando a gente pensa em alguns pontos pra gente pensar em rede né quando a gente pensa em rede eu acho que isso também é pensar em rede né Eh eu acho que uma questão que quando a gente pensa na pandemia eh uma coisa que a pandemia nos trouxe foi eh que a gente pode sentar junto e começar a pensar os caps num modelo único né hoje a gente tem essas questões assim eh todos os caps funcionam mais ou menos lógico cada um com a sua singularidade mas com os mesmos eh programas Então a gente tem mais ou menos as mesmas funções por isso que a gente conseguiu fazer uma apresentação única então assim eu acho que isso foi muito importante uma coisa que a gente teve póspandemia é uma um diferencial assim que antes a gente atendia muita criança de zero a c e hoje a gente atende muitos adolescentes hoje a nossa população de adolescentes tá muito grande né e a gente conseguiu um tempo atender online hoje a gente não consegue tanto mas e eu acho que que isso mudou muito né esses adolescentes têm chego e a gente tem que criar algumas formas de atendimento para eles eles não chegam tanto no Centro de Saúde quando eles chegam Eles já chegam de uma forma mais agravada então isso é uma questão que vem nos preocupando Esse aumento de adolescente né que não tem não tem chego e às vezes a gente não consegue acessar e a gente só consegue acessar eh quando eles já estão mais agravados mesmo né Eh a gente trabalha numa equipe multiprofissional então todos os atendimentos quando a gente fala em grupo essas coisas eu queria só frisar que isso sempre é em atendimentos multi né não é só assim a ele vem para atendimento com o psicólogo ou vem com atendimento pro psiquiatra não ele vem para uma avaliação geral com uma equipe multi e depois aí sim a gente pensa no PTS mas eu acho que isso é muito importante e muito rico do CAPS ele sempre entra para uma avaliação com uma equipe multa então com olhares de várias de vários profissionais né então então assim ele vai ter uma avaliação geral não vai ter avaliação de Um só né então acho que isso é o o mais rico do CAPS assim né acho que é isso obrigada Ariadne obrigada vivit obrigada a todos a gente pode conhecer um pouquinho eu tenho só fotinha ah roda vivo isso que eu falara eu queria ver o eu ten uma foto de todos menos o Roda Viva isso é porque eu anotei aqui quant centro saúde cada um atende que eu tô assustada ai Roda Viva posso posso falar rapidinho pode por favor por favor Dev te dou a palavra só para e colocar né Assim como as apresentações anteriores né então o cada Caps é referência para um para um uma área de abrangência específica o nosso Roda Viva ele é referência então pro Distrito Sul e o distrito suleste Marcelo explicou um pouco nessa nova divisão né distrital então e são essas duas regiões que a gente Abarca uma faixa territorial em torno de 120 né qum qu e esse volume populacional eu acho que ele tá abaixo tá para cima você acha os dois distritos Ah é maior do que 260 é isso Ah sim sim sim uhum Então e o acho que é redivisão acho que tem uma redivisão nessa nessa demanda populacional que cada um dos seis distritos vai ter em média 200.000 pessoas adscritas tá só para vocês terem uma ideia e pensando Campinas com 1 milh Entendeu Uhum perfeito a gente é referência então para 17 Centro de Saúde o caps ele fica ali na região do parque Prado para quem conhece ali eh e próximo ali a Nova Europa e o acho que pensando em termos eh territoriais né então a gente atende né ali a região mais próxima do centro do São Bernardo por exemplo a gente atende né mais eh o Centro de Saúde os bairros mais próximos ali de né indo para Valinhos então paranapanem Maros Imbuia até o o que a gente chama ali do eixo da Santos Dumon né para quem vai para Indaiatuba lá esquerda né então osel em diante né até chegar no no no Jardim Fernanda né então acho que assim como as colegas trouxeram né Acho que esse é um Desafio né pensar um território amplo né com essa extensão e quando a gente vai discutir acesso né E tem acho que um complicador que é quando a gente acho que a Duda menciona isso quando a gente pensa em mobilidade urbana né Acho que esse é um ponto de pauta até n nossas reuniões do conselho local né Eh muitas vezes as pessoas moram não tão distantes do CAPS mas a eh a forma como tá né ordenada né o a distribuição né do transporte coletivo né dificulta porque muitas vezes a pessoa tem que sair ir até o centro e depois regressar pro bairro né isso implica né uma deslocamento né Eh com tempo maior né a gente tá falando né de crianças e adolescentes que tem alguma questão de saúde mental Então acho que isso são dificultadores né do acesso e eh consequentemente né até quando a gente pensa em adesão ao tratamento a gente tem que considerar bom como é que esses usuários estão chegando se é possível Qual que é o custo que se tem né para se chegar né no local de atendimento enfim mas para complementar a fala das colegas que eu acho que esse é uns dos Desafios pra gente pensar que daí não envolve só a saúde né Obrigada Brun é eu uma um das uma das coisas que eu fico pensando é a questão desse dessa distância e dessa dificuldade de que nós sabemos que que muitos casos de saúde mental tem inclusive de entrar num ônibus de conseguir a família conseguir levar Porque muitas crianças né dependendo do transtorno não não consegue não não consegue e as famílias não tem carro então a gente é uma demanda muito complicada Mas me me preocupa muito algumas coisas que a gente ouve né e eu acho aproveitar vocês hoje aqui para para realmente tirar essas dúvidas da gente muita gente fala que a questão da Saúde Mental está aumentando muitos casos de deação suicida automutilação autismo e outros transtornos uso e abuso de substância psicoativas eh o quanto isso é real e o quanto não é e essa rede né a gente viu aqui eu não preciso nem perguntar dá para saber olhando os números ali que essa rede é insuficiente pra demanda que que nós temos eh em Campinas na questão da Saúde Mental a gente eu trabalhei 12 anos no conselho tutelar eu já via isso ali que a gente sabe que o trabalho dos dos Cap são é um um trabalho muito bom muito importante mas eh e é suficiente o número de caps eu acho que é um debate que a gente tem que trazer se tá aumentando essa demanda a gente também não tem que começar a pensar em mais Caps em mais regiões mais descentralizados né para poder atender essa população eh outra coisa que me preocupa que eu não sei como que tá hoje mas sempre foi um problema sério no conselho o número de leitos né para crianças e adolescentes leito psiquiátrico no Hospital Ouro Verde eh outra eh coisa que sempre os pais falavam lá no conselho era uma uma uma demanda e a gente convidou os conselhos mas convidamos Ontem foi uma falha Nossa do gabinete eh de convidar com antecipação pros conselhos estarem aqui hoje né E infelizmente eles não não não estão porque Eles teriam muita coisa para contribuir nesse debate Mas a gente pode também trazê-los num outro momento que é ah muitos Pais principalmente daqueles adolescentes e crianças que têm transtornos mais graves mais e mais difíceis de lidar que demandam muito da família que demandam muito muita atenção reclamo que não essas crianças e esses adolescentes Eles não conseguem frequentar um um uma um atendimento de contraturno escolar por conta do comportamento porque a escola ela é obrigatória então a escola ela tem que se adequar e Tem que atender a inclusão diz isso e ela tem já o serviço de contraturno uma um adolescente ou uma criança que é dá muito trabalho a gente sabe que não fica a gente sabe que tem essa dificuldade da permanência a gente não conseguiria pensar em oficinas atividades eh assim para contraturno escolar para esse grupo de adolescentes e crianças que são mais que porque a família eu fico pensando assim isso Me angustia os pais têm que trabalhar os pais têm que sair de casa trabalhar e aí como é que deixa esses filhos eh que tem essas demandas que precisa de uma atenção maior uma supervisão maior então é uma uma questão que que eu acho que vale a pena a gente pensar outra coisa que eu gostaria de saber qual o número de crianças nós temos crianças adolescentes em situação de rua né hoje por uso de substância sendo atendido pelo consultório de rua eh uma outra demanda que os pais traziam muito ao conselho questionavam muito que eles não gostavam que no mesmo espaço trata se trata pessoas que são usuárias de substância e outros transtornos mentais eles não eu lembro muito um caso de uma mãe que ficava muito brava el sempre brigava com a gente porque a gente mandou ela pro Caps e a menina era uma demanda de capsi tinha aqui realmente e ela fala que a menina Aprendeu a usar droga lá com os meninos que usava Então ela falava Ah vocês que acabaram de de prejudicar minha filha já tava ruim agora tá pior então eh eu queria ouvir de vocês que são técnicos entendem né como é que é isso né ou seria interessante dividir né e atender num Caps a questão da do al álcool e drogas e em outro Caps somente transtornos outros transtornos outras outras deficiências as reuniões intersetoriais eu fiz uma lei aliás eu preciso eh cobrar que seja regulamentada sobre as reuniões intersetoriais mensais també não quinzenais né quinzenais A primeira para discutir políticas públicas para criança e adolescente com toda a rede porque eu falo não adianta jogar Só paraa Saúde é saúde assistência educação o esporte lazer todos né Segurança Pública todo mundo conjuntamente discutindo políticas públicas para criança e adolescente para venda eh se vocês têm sido chamados se vocês têm participado né para para debater esses casos o mais eh porque os casos do capios T que ser discutido em rede que a segunda discussão é a a primeira de políticas públicas a segunda e reunião mensal é para discutir casos daí só só vão os técnicos não vai a só vão os técnicos do serviço da escola da da da assistência da saúde e outros que precisam ser chamados para discutir as osc que atendem essas crianças tudo se se vocês têm sido chamados se vocês têm participados eh e a questão da orfandade né as duas leis dessa casa que quem fez fui eu escrevi pensando exatamente no sofrimento dessas crianças que perdem eh que sempre foi uma coisa que me pegou muito forte de ver o sofrimento dessas crianças eh primeiro do Conselho era por conta do feminicídio Porque até então nós não tínhamos o covid né e a gente via o o o sofrimento grande de adolescentes e crianças que até muitos começavam se automutilar porque tinham perdido o pai a mãe Eh que é a questão do feminicídio principalmente no mesmo dia a criança o adolescente ele perde a mãe normalmente ele perde o pai porque é o pai que mata ou o companheiro e os e o quando não o grupo de irmãos porque uma avó um vai com uma avó outro vai com a tia outro vai com a outra tia aí eles perdem Inclusive a convivência entre irmãos e a gente via o sofrimento disso e como que tá esse eh eles têm procurado né o atendimento essas crianças tem chegado porque eu fico muito preocupada com isso tem chegado a aos Caps aos ao a serviço de saúde essas crianças para ser acompanhada né Por por psicólogos pela rede de de de saúde eu acho que é isso é as as que eu lembrei quando vocês iam falar falando a gente vai vai brinco a gente vai sofrendo de novo né porque a gente começa a lembrar da da dos casos e e e são alguns questionamentos que sempre vinham batiam a porta do do Conselho e ainda hoje batem a porta Nossa aqui né na na na câmara pela pelo envolvimento nosso com essa pauta da Criança e Adolescente então não sei como fiquem à vontade à vontade para vocês irem respondendo aí conforme vocês acharem melhor tá bom obrigada eh Débora a gente abre bom já são muitas questões né a gente poderia entrar nessa e depois eh vou vou começar por algumas assim eh na apresentação esqueci de dizer assim antes dessa vivência agora na Secretaria Municipal de Saúde eu fiquei né de 2011 11 até 2021 em Capes infanto juvenil nessa transição craisa cevi para depois espaço criativo carretel e esse processo que é relativamente recente eu digo relativamente recente porque ele começou em 2013 mas ele veio mesmo a a se consolidar muito recentemente né do espaço do do Roda Viva e do travessia eh então aproveito esses dois momentos agora e e diantes eh para dizer já vou pr pra pergunta Acho que mais em emblemática assim é suficiente eu acho que no campo das políticas públicas a gente não tem no sistema de garantias de direito nada que seja suficiente tá a gente tem que buscar caminhos para que haja tanto um fortalecimento do que tem imposto e eu acho que isso é muito importante sabe gente porque também tem em alguns momentos isso que a Ariadne falou é muito muito caro pra gente é muito importante que é a possibilidade da gente otimizar os recursos que a gente tem porque em muitas situações a gente sim tem recursos tem possibilidades e eh de repente uma reun União intersetorial otimiza um processo e viabiliza o cuidado de uma criança e um adolescente Enfim então a gente tem que caminhar tanto pro fortalecimento do que a gente tem posto né E hoje dá pra gente dizer que a gente tem quatro Caps i j estruturados em Campinas com equipes dimensionadas eh se vocês olharem a portaria do Ministério da Saúde vocês vão ver lá porque eles falam né o número de psicólogo o número de médico enfim Olhem a portaria de lá e Vejam as nossas equipes são equipes muito as Nossa equipes são muito maiores tá então os capses de Campinas tem equipes muito maiores Não tô dizendo que é suficiente tá porque acho que a gente entra num debate aqui que é muito importante que é do do avanço e da expansão da da da da da política da raps né então fortalecer serviços e pensar caminhos para expansão como a gente pensa caminhos paraa expansão de uma rede tão complexa e que se depara agora como como a Viviane falou com Desafios que eu lembro antes da pandemia a gente já percebi Olha a criança eh a saúde mental de crianças e adolescentes tá cada vez mais pedindo espaço a gente precisa sair dessa lógica adul centrada e começar a pensar a partir dessa lógica de crianças e adolescentes veio a pandemia a curva cresceu mais então a gente já percebia esse movimento de aumento é é muito importante a gente lembrar que o adoecimento também de crianças adolescentes diz muito de uma sociedade que a gente vive diz das Telas diz enfim eh então a gente já vinha percebendo vendo esse esse aumento de antes e aí agora de fato ele ele se consolidou não é a gente tem hoje e uma demanda mais mais complexa e mais volumosa nos nossos dias dias o que que eu acho que a gente tem que pensar em termos de expansão tá a gente já tem o Bruno falou da conferência Municipal de Saúde Mental é um texto importantíssimo pra gente porque vem construído a partir da base né com controle social dialogando com diretrizes técnicas Enfim então ele é um texto muito importante e lá consta sim Caps infanto juvenil o nosso ponto é pensar eh expansões sustentáveis o município por si só ele não vai dar conta de sustentar uma política toda de saúde mental a gente precisa pensar em caminhos de financiamento principalmente que tem o envolvimento tripartite a gente precisa do do governo federal o governo federal dá alguns acenos mas ainda ele tem uma participação muito pequena tá quando eu penso uma um dia a dia do CAPS o custeio de um Caps eu tenho uma participação eh eh do do da municipalidade muito elevada sim muito elevada isso isso que o o Ministério da Saúde Ele até corrigiu alguns valores mas ainda assim a gente não tem um protagonismo nesse sentido e e a participação Estadual também ela é olhando para rás da atenção primária ela é nula tá então a gente tem uma discussão muito importante porque a saúde mental de crianças e adolescentes precisa de fato ocupar um papel fundamental na agenda social S de todos os atores pra gente pensar caminhos de expansão a gente tem a gente tem esse desejo de de de caminhar expandir para que se amplie o número de caps infanto juvenil ainda que o panorama de hoje seja muito melhor do que aquele de 2013 ainda que a gente tenha maior demanda hoje a gente tem quatro capz mais bem estruturados tá eu acho que desse ponto da suficiência isso vale para todos os os para toda a rede né da atenção primária a retaguarda para pras crises isso isso que você falou Debora é muito importante também crise não marca hora né a crise acontece a gente tem tenta se antecipar a gente tenta cuidar eh então a gente hoje tem sim uma discussão em curso com eh os pontos de retaguarda para atenção à crise para que haja desde um de uma capacitação das equipes das upas para para pro enfrentamento dessa desse aumento no número de casos aí particularmente falando da das tentativas de suicídio enfim eh situações muito graves e tem também uma discussão com eh na linha da da da retaguarda hospitalar com a enfermaria pensando também em aumentos enfim tá ainda que hoje eh felizmente no campo da aí olhando principalmente pros adolescentes isso é muito mérito também dos Caps e dos parceiros intersetoriais a gente tem hoje um manejo de situações críticas que minimiza muito as solicitações que de fato vão chegar paraa internação Eu acho que isso é um dado muito importante pra gente eu acho que hoje a gente consegue cuidar às vezes no dia a dia então um adolescente tá lá no no no carretel ele dêu um final ele não tá muito bem ele começa a frequentar o carretel todos os dias né das 8 da manhã à 6 da tarde a gente costura com a família ou às vezes com serviço de acolhimento institucional isso evita algo que pode ser muito pesado às vezes pra vivência né que é uma internação hospitalar então em termos de suficiência acho que a gente tem que caminhar para aquilo que a gente acredita mesmo e ampliar e fortalecer todas as redes eh que compõem aí essa macr rede de proteção social de crianças e adolescentes eh nesse sentido da da da urgência emergência até depois a gente pode pensar em divulgar também a gente trabalhou tem uma nota técnica né uma linha de cuidado de urgência e emergência que vai discriminando a função de cada um dos serviços então quando um caso eh precisa da retaguarda da UPA enfim eh tentando tentando olhar para essa demanda que cresce tanto de casos mais agravados nesse momento eh eh Ari posso só só concluir da orfandade porque eu acho que foi um evento muito bacana assim vieram pessoas a gente não conseguiu vir tanto peso Vamos pensar assim a rede de saúde mental Desculpa só para concluir esse ponto do fand mas a gente além daquela busca ativa a gente fez uma buscativa bem bem intensa de dos casos que a gente conseguiu a partir da do levantamento feito pelo Ministério Público a gente lá naquele evento da orfandade foi foi ponderado também essa dificuldade de acessar essa informação não era uma informação fácil de se ter eh e a gente conseguiu rastrear boa parte desses casos eh entendendo que eh uma boa maioria vai quando necessário acessar o próprio Centro de Saúde a partir da equipe multiprofissional do Centro de Saúde o caps vai ser muito importante acho que em situações que se agravam enfim e a gente tá nesse momento trabalhando também um documento aí junto com a área da área técnica da Criança e do Adolescente da pra gente montar um um um instrumento que é que que apoia as equipes para que haja de fato uma visibilidade deste tema no cotidiano de trabalho principalmente da atenção primária que a gente consiga olhar para isso e isso eh Então a gente tem tem visto um pouco por aí dos comportamentos né Mas e aí um usuário um adolescente usuário de substância eh com uma criança pequena Enfim acho que esse é um debate que vem né que vem é um debate importante da gente caminhar por aqui acho que os os coordenadores estão bem mais apropriados nisso do que eu o que a gente percebe assim no âmbito nacional até é que as iniciativas de de segregação de demanda então um adolescente eh usuário em um lado e a a a as outras demandas da Infância em outro eles não sei se dá pra gente dizer que fracassaram Mas eles perderam muita força tá isso isso a gente tinha Caps AD e j no ABC né na região do ABC e eles estão perdendo força as pessoas têm percebido que eu não sei se vocês têm mais informações disso mas cada vez menos os municípios têm investido nesse tipo de serviço e cada vez mais pensado no desafio que e é Um Desafio mesmo no dia a dia como é que a gente vai cuidar do adolescente mas cada vez mais investido nesse ponto de caps infanto juvenil e todas as políticas apontam para isso se a gente olha os documentos do ministério lá não tem essa discriminação tá então acho que é um debate muito rico mesmo são questões super acho que valiosas pra gente que complementar né é eu só ia complementar que justamente essa questão da diferença porque quando a gente consegue tratar no território é muito mais fácil muito mais fácil o tratamento com a família nas crises nas crises que a gente consegue ir cuidar em casa porque às vezes a gente realmente a gente não consegue pensar numa internação e a gente consegue evitar uma internação se a gente tá no território então independente da patologia se a gente consegue estar no território a gente consegue fazer uma articulação muito mais fácil com a rede dessa criança e a adolescente independente da patologia então às vezes pras mães fica né mais difícil assim Ah meu filho é autista e tá com uso de substância no mesmo local mas enfim eu acho que assim pro usuário é muito mais importante que ele esteja no território dele né Independente de qual seja a patologia Então acho que para pra gente olhar para além da patologia a gente tem que olhar pro Território que ele tá sim mais alguém quer complementar vi Duda eu V Bruno vamos lá eu gostaria só de complementar a fala da eh da á E também o que o Marcelo inicia sobre essa questão do eh de ser um espaço né que cai bom adolescentes crianças enfim com com com as suas questões né Eh quando o Marcelo comenta de segregação de demanda eu acho que esse é um tema muito caro pensando na nossa sociedade né então eh acho que a gente tá em tempos né de polarização política né a gente tá com uma disseminação de discurso de ódio então em que a diferença ela é sempre posta como algo ameaçador né ou até como tratado como um inimigo né e eu acho que dessas experiências que a gente contou um pouquinho né a respeito e nós estamos falando de uma experiência local né de um Caps infanto juvenil né mas quando a gente viabiliza a essa possibilidade de encontro de pessoas M diferentes acho que isso tem um ganho que muitas vezes em outros espaços sociais a gente não vivencia isso né então e só para fazer essa ponderação porque eu acho que eh tem sido uma oportunidade muito rica a gente não a gente não segregar né E porque eu acho que a segregação tem todos esses riscos né da gente cada vez mais se afastar do outro inclusive nesse reconhecimento das suas diferenças né acho que só essa ponderação Obrigada Bruno é é uma é uma uma discussão boa eu acho porque os pais eles têm é normal os pais se preocuparem muito né por isso que eu falei a essa essa demanda essa queixa era recorrente porque o o o o pai ou a mãe do da daquele da menino ou da menina que fazia uso de substância nunca reclamaram quem né dessa de de trabalhar em conjunto mas os os pais e mães e outras de crianças que não que tem outros transtornos outras deficiências sempre trouxeram isso né Muito muito claro incomodava né então eu acho que mas eu acho que se se o Cap sabe lidar consegue lidar com tranquilidade com isso né Eu acho que não daí vocês que tem que são os técnicos aí que que tem que que discutir eu queria abrir para pra pergunta da das pessoas presentes se alguém alguém quer fazer pergunta Quer fazer alguma colocação não precisa ser sua pergunta pode ser sugestão pode ser tem alguém que queira a Tati Ah deixa eu anunciar a Tati a Tati a Tati Martinelli ela é realizadora do projeto ação bem te quero que trabalha com as mulheres que foram vítimas de câncer de mama faz um projeto muito lindo Tati bem-vinda obrigada Débora eh eu tenho na verdade são duas perguntas e uma só eh todo Caps faz diagnóstico avaliação do do TDH e autismo E se sim se essa avaliação é feita no na na demanda espontânea ou se é necessário encaminhamento para avaliação pelos centos de saúde é bom essa a gente sabe essas informações que como eu tenho contato com muitas pessoas e muita gente acaba perguntando né é importante a gente ter essa informação para Até que a gente possa alinhar e encaminhar as pessoas obrigada obrigada ta Ótima pergunta quem que pode responder Oi Tati tudo bem eh todos os caps eles estão capacitados a fazer hipóteses diagnósticas de todas as patologias né que estão relacionadas à saúde mental E também como a gente disse as violências que não TM nomes de doenças mas que também fazem parte ali do do Sid 10 ou de outros outras normas de diagn né então Eh no Brasil quem pode fazer diagnóstico são os médicos né Independente da sua especialidade então por exemplo os médicos dos Caps podem dar diagnóstico assim como os pediatras nas unidades básicas os clínicos e assim por diante é claro que no na como a gente apresentou né o caps toda essa complexidade a gente faz nas reuniões de equipe de mini equipe no encontro com as famílias e com as próprias das crianças e adolescentes né todo profissional dá sua visão né então por exemplo eu sou terapeuta ocupacional a gente fala muito em diagnóstico situacional né então como é o contexto daquele sujeito naquele cotidiano então a gente não vai Só usando o CID 10 que é o mais clássico né Eh nós eh o caps ele funciona como porta aberta então qualquer pessoa que chegar no Caps será atendido porém como a gente tem dito aqui da intersetorialidade da linha de cuidado e da raps que são os pontos de atenção preferencialmente quando ele vem do Centro de Saúde da atenção básica a gente garante também que aquele sujeito né criança ou adolescente com aquela família também seja Vista na sua integralidade então para nós é muito muito caro nos é muito caro quando a gente consegue fazer essa rede de cuidados no centro de saúde para que possa chegar no Caps por algumas questões por exemplo eh alguns casos de de a gente bater o olho a gente fala fala nossa isso aqui é um caso de caps mas a gente precisa trabalhar muito ele no território antes de chegar pela própria distância física do local Então se a gente encaminha também num momento que não é muito assertivo aquela família vai uma vez e depois não volta mais ou porque é longe ou porque foi muito difícil de chegar ou porque não encontrou a pílula mágica que esperava naquele primeiro encontro então sempre pra gente é melhor quando essa ponte tá bem sólida né entre os serviços mas é claro que qualquer pessoa que chegar Será atendida posso Claro complementar só queria complementar também que assim eh nem todo e t e TDH é de caps né então assim eu acho que a gente também tem as as equipes nos centros de saúde que também estão apropriadas para para essa atenção então a gente também pensa muito na funcionalidade eh quando a gente fala que o caps É para um paciente um usuário com uma gravidade que necessita mais de uma funcionalidade mais difícil de ter no dia a dia eu acho que é isso então assim eh esse paciente que tem uma funcionalidade mais tranquila que ele consegue fazer outras atividades diárias eh ele pode est na unidade básica né então ele tem outras atividades com a equipe de saúde mental com a equipe emul né que tá lá que pode fazer grupos que pode atender que tem outros lugares que ele possa estar que não seja no Caps tá eh só complementando porque eu acho que a pergunta é muito boa eh complementando a a resposta das colegas quando a gente olha Eh particularmente para pro tea eh a gente eh ele hoje é Eh boa parte dessa demanda crescente que a gente tem percebido é associada a a a alteia enfim a gente tenta tem tentado também construir porque eh ele ele ele está na rede de de atenção psicossocial mas ele está em todas as outras redes inclusive em outros pontos de da reabilitação eh que funcionam como uma certa retaguarda inclusive para pra atenção primária então a atenção primária quando identifica uma necessidade de algo a mais vamos pensar assim para aquele caso ela vai acessar o caps em muitas situações mas ela não vai acessar só o caps tem outras possibilidades aí a partir de alguns outros convênios eu cito aqui pestal que faz eh eh um trabalho então assim e ele ele eh é uma pergunta muito importante mesmo porque ela toca em outras redes aí para a gente para que a gente avance por exemplo numa discussão um pouco mais eh aprofundada nesse tema seria importante que a gente tivesse aqui também outros parceiros que compõem outras redes da saúde né particularmente aí dentro da da da da linha de cuidado da pessoa com deficiência da das outras reabilitações que não só a reabilitação psicossocial que é essa que o caps executa tá obrigada esclarecido Tati mais alguém mais alguém satico dout satico é veterinária meus cachorros melhor veterinária de Campinas mas é uma propaganda ol É verdade ela é uma além de ser uma querida uma excelente ah gente olha Bom dia né obrigada Débora eh eu acho que essa oportunidade é de extrema importância agradecer vocês todos estão na mesa assim para mim são eh de extrema importância né então eu vou vocês passaram a visão aí de vocês como coordenadores eu vou tentar passar um pouco da Visão da como usuária né representando acho que a todas as famílias que eh conseguiram chegar até o caps e as que muitas famílias não conseguem as que infelizmente ou por desconhecimento ou por dificuldade né a gente já discutiu isso no conselho local que é a dificuldade das famílias eh não só do da distância mas é de colocar aquela criança que muitas vezes não consegue estar no meio de outras pessoas você colocar no ônibus e viajar sei lá uma hora para ir outra hora para voltar então acho que é muito difícil né Então eh eu embora não tenha essa dificuldade eu sei de muitas famílias que tem né então primeiro lugar eu eu gostaria de falar para a população que gostaria de abrir né Eh essa importância da doença mental não só nos eh acho que crianças adolescentes esse número tem aumentado e eu eu queria falar a primeira coisa que eu sempre falo para todo mundo que a doença mental não tem cara né quem tem um filho com um transtorno mental ele não tem cara de nada ele é uma criança normal e a gente é cobrado o tempo inteiro porque a gente não vive só em casa muitas vezes eu eu penso nossa eu queria ficar em casa trancada eu e o meu filho para não ver a cara de ninguém porque você vai no âmbito familiar Ah mas o que ele tem qual que é o diagnóstico não ele não tenho diagnós mas como Ah então eu começo a p Ah mas você já foi no médico então assim é muito difícil as pessoas entenderem que não é tão simples se chegar né e e eu posso até vocês são mais qualificados mas eu acho que um do um transtorno mental não é igual a outro o autista não é igual a outro né então você não tem um uma receitinha de bolo para tratar né E então é é um tratamento realmente individual e quando eu cheguei até o caps até por coincidência quem me atendeu o telefone foi o Bruno eu fui muito bem acolhida né eu tava totalmente perdida eh a iniciativa privada não me atendeu aliás fechou portas e eu recebi esse acolhimento como um todo não só meu filho mas familiar que a gente chega totalmente perdida se já é difícil você ter um criar um filho um filho especial quando chega e até que a gente realmente eh perceba isso é difícil porque você recebe opiniões de tudo que é lado Ah será que ele tem mesmo Será que não é falta de né primeira coisa você dá acho que você faz tudo que ele quer você é cobrado pela educação você não não não impõe limites então a gente sofre pressão tá e a Eu acho que o ponto principal né Eh que eu também às vezes bato a inclusão na escola é fantástica eu acho que ela veio para ajudar muito mas quando chega no transtorno mental é um transtorno é um transtorno é um transtorno pra gente conseguir uma escola que aceite e eu tô falando não só das das públicas eu tô falando das particulares tá então assim é um desgaste infinito e eu fui mais uma vez acolhida numa escola municipal que tem já um apoio melhor mesmo assim falta falta bastante porque para nós mães não é só um local pra gente despejar nossos filhos lá a gente gostaria que eles também eh recebessem um tratamento diferenciado e é muito difícil eu entendo o lado da escola eu sempre fui eh muito participativa com as direções com com as diretoras que é muito difícil você cuidar individualmente numa sala de 40 às vezes até 50 né como é que aquela criança em crise vai conseguir que seja tratada E aí você já desestabiliza a sala inteira então é difícil para quem tá lá é tentando dar aquela aula é difícil pros pais das crianças típicas aceitar que aquela criança que fica ali perturbando Todo mundo precisa ser respeitada é difícil pra gente que passa um terror terrível que o seu filho possa agredir um outro possa machucar o outro enfim é complicado precisa muita coisa ainda né apesar de de ter esse acolhimento e é outra coisa muito importante que você falou Débora é o realmente o contraturno acho que eu já pedi Inclusive a sua ajuda né no passado porque embora vocês atendam eh uma hora um grupo um outro dia um atendimento individual e o restante do tempo o que que eu vou fazer né com meu filho eu vou colocar el numa escolinha de futebol não dá não é possível né ainda que eu consiga pagar né vou natação não dá as pessoas os profissionais ali não tão capacitados para aquilo aí você falou a gente precisa trabalhar né até que eles sejam criancinhas você ainda consegue mas agora eu trabalho menos do que quando ela era criança por quê tá mais perigoso né eu não posso deixá-lo em casa não posso levá-lo então a gente faz o quê não trabalha normalmente a gente abdica né da profissão do Trabalho em prol desse filho que exe essa atenção tá outra coisa que você falou importante né da da do Medo do CAPS ali da transtorno mental com a d eu posso garantir para você não é lá o problema é na escola né Principalmente agora que ele tá adolescente porque os adolescentes em geral estão doentes eu não sei é a família é o é a é a né a tecnologia eu não sei Mas de onde eles trazem não é você Pode garantir não é no Caps é na escola é na no convívio na sociedade em geral sabe então eu ia pedir realmente para você que tá nesse meio Eh toda a ajuda possível até para o futuro né porque a tendência infelizmente é aumentar quem não conhece ou não tem vai conhecer e vai ter alguém na família vai vai ter que acionar um serviço especial AD eh Então eu acho que assim essa primeiro esse Primeiro passo é muito importante e eu gostaria que a população inteira conhecesse um pouco da dificuldade que é e da importância do trabalho de cada um de vocês que estão lá e dando ajuda pra gente muito obrigada doutora satico e eu acho que é uma palavra né que eu tenho falado muito esses dias nós tivemos uma discussão aqui na casa sobre perturbação do Sossego público e e eu falei que ninguém é contra evento que eu não sou contra evento porque eles me xingaram os todos de bar aí dizendo que eu sou contra evento contra bares falei De forma alguma não sou contra bares restaurantes eventos mas eu acho assim o seu direito vai até onde começa o direito do outro as pessoas têm todo o direito de se divertir de sair para um bar para uma balada faz um projeto acústico Estoura o timpano lá dentro Mas quem quer dormir quem quer descansar tem que ter o direito do descanso então eu eu falei o que tá faltando na sociedade é a prática da empatia é de você se colocar no lugar do outro na questão da Saúde Mental eu vejo a mesma coisa eu acho que essa questão do apontar o dedo ficar sabe o tempo todo questionando falando ou eu acho assim quem não ajuda se não se não se não atrapalhar já ajuda bastante né eu acho então eu acho que essa questão eh as pessoas precisam eh entender que é você tem primeira coisa você tem que se colocar no lugar do outro a melhor forma Da gente ser Justo da gente ser correto tentar se colocar no lugar do outro porque muitas vezes você não Por mais que você Tente você não consegue e não consegue estar naquele lugar que aquela pessoa tá você pode tentar fazer um exercício para você se se segurar e não dar eh palpite errado e e incomodar ainda mais mas você não consegue est no lugar daquela pessoa mas a prática da empatia eu acho que é o que falta na questão da Saúde Mental e outras questões hoje a sociedade após pandemia eh essa questão do do da das Telas Ah eu sempre falo pros pais e sempre alerto né a ninguém posta eles têm que falar isso para os filhos fos ninguém posta nas redes sociais coisas ruins muito dificilmente muito raramente Alguém posta uma situação é sempre quando tá viajando quando tá eh comprou um carro novo alguma é só coisa boa Então a criança nós adultos nós temos uma maturidade a criança ela está em em formação em desenvolvimento ela não tem os filtros que o adulto tem né então ela começa a achar que a que a só a vida dela é ruim que só ela que tem problema que só os pais dela que brigam porque os outros pais é tudo família margarina né na na é tudo abraçado viajando ninguém briga tá tudo bem então aquilo começa a incomodar E aí eles começam a achar que aquilo é que eles que são né E esses dois anos que eles ficaram fora da escola porque na escola conversando com o coleguinha ele vê que isso aqui não é a realidade que o o pai da e a mãe do amiguinho também briga que brigou com ele que tem as dificuldades eles ficaram 2 anos fora né de de circulação Eu acho que isso e na tela então isso eu acho que também fez pensando assim eu não sou técnico Mas vocês podem até me ajudar nisso eu acho que isso fez com que os nossos adolescentes e crianças adoecesse mais ainda né E então eu acho assim essa essa reunião na na frente eu acho que é a primeira eh deve ser a primeira de muitas para discutir saúde mental porque tá batendo a porta de todo mundo todo mundo está preocupado com essa questão que vem aumentando que vem eh eu acho que nós vamos ter que ter uma uma nova abordagem uma nova visão mais atenciosa paraa questão da saúde mental que muito tempo ficou ficou muito tranquila eu eu nasci eu nasci em Souza nasci em Joaquim Egídio na verdade e moro SOS até hoje mas lá tínhamos o Tibiriçá e o Cândido Ferreira eu conheço essa questão da saúde mental desde muito pequena Né desde de porque a gente convivia ali com com com os os antigamente era sanatórios né a gente chamava de Sanatório a gente escutava as pessoas gritando lá dentro era aterrorizante graças a Deus a gente não tem mais isso mas a essa a essa pauta da saúde mental ela evoluiu muito graças a Deus ela avançou muito mas agora tá trazendo pra gente outros desafios maiores ainda né Eh Criança e Adolescente Caps e infantil juvenil é uma coisa nova se a gente for pensar em tempo é novo mas agora ele é muito ele tem que ser muito forte porque a questão Bate a porta todo dia as escolas não sabem o que fazem né E aí esse eh a é o que eu falo a a nós temos as as melhores leis né Pena que elas saem do Papel né Eh a questão da inclusão de você tratar cada criança de forma diferenciada conforme a necessidade ainda tá muito longe ainda tá muito longe de acontecer isso a escola também precisa ter mais apoio né dos governos né Municipal federal estadual para que elas também possam desenvolver um trabalho com essas crianças melhor que elas possam atender essas crianças que têm a deficiência é uma luta para você conseguir um professor auxiliar para você consegui um cuidador eu lembro no conselho era só com medida judicial não pode ser assim eu acho que o caps apontou fez um relatório precisa é necessário um professor auxiliar é necessário um cuidador não precisa ter que recorrer judicialmente nós temos que avançar nisso a gente não pode mais admitir que fique lá a criança esperando esperando julgar esperando a boa vontade eu acho que tudo isso eh São pautas que a gente precisa eh discutir e eu coloco isso aqui essa frente parlamentar à disposição de vocês né para trazer proposta apontamentos pra gente poder fazer a sociedade enxergar eu às vezes eu vejo e eu falei isso aqui de manhã hora que eu cheguei para alguém eu eu percebo muito claro isso Às vezes as pessoas não querem enxergar a questão da Saúde Mental achando que é mais fácil que se você não enxergar ela deixa de existir não adianta ou a gente olha e princípio da realidade pé no chão nós temos um problema e nós precisamos resolver nós precisamos resolver da melhor forma os caps fazem um trabalho maravilhoso mas eu fico pensando na demanda e a grande maioria não chega porque questão de mobilidade questão de eh os pais trabalham eh tempo então nós temos que pensar outras formas né avançar outras formas pra gente poder atender o maior número de crianças e adolescentes que têm qualquer tipo de transtorno seja a dependência química que infelizmente hoje é uma realidade né muitos muitos lares aí muitas crianças até e adolescentes principalmente mas eh a gente começa a pensar nessas pautas a gente perde o sono né É falo é é muito doído pra família e eu fico muito eh preocupada eu sei que os caps atendem as famílias eh dão esse esse acolhimento esse apoio familiar o paica também lá agora Estendeu o atendimento para as famílias que é muito importante que é muito eh benéfico porque a família adoece junto ela sofre junto e adoece junto aí às vezes você não tem mais um um caso na família de saúde mental acaba né se não ti tiver o acolhimento e e e e e o que eles precisam eles acabam adoecendo porque eu eu tenho muita tranquilidade em falar eu teria que ter muito apoio porque eu pareço durona Mas eu sou mole eu sou sensível eu ficaria eu sou eu iria sofrer muito precisaria Com certeza de um apoio de um psicólogo de um terapeuta para me ajudar a lidar com uma situação como a satico né então Eh e eu coloco essa frente aberta para vocês né O que você quiserem quando quiserem vir discutir Débora a gente precisava discutir a gente queria discutir a questão da Saúde Mental a pauta tal a gente marca vocês vêm convidamos outros atores que eu acho que a gente tem que fazer uma discussão mais ampliada temos que trazer a educação nós temos que trazer assistência né outras secretarias né Exatamente é a o esporte o lazer gente as Praças esportes podiam ter tantas atividades né para esse público para para todos os outros públicos Então eu acho que dá pra gente fazer e e o que o Marcelo falou a questão da Cidade ambig da Criança realmente a questão do do estatuto que fala que criança deve ser prioridade absoluta né e nas destinação de recurso nas políticas públicas passar realmente a ser e não tem como você melhorar uma sociedade se não pensar assim gente eu sempre falo isso se você não cuidar desde do ventre da criança des da Concepção da do dos diagnósticos precoces dos acompanhamentos tratamentos a sociedade não vai melhorar vai só piorar aí depois o povo é cheio de apontar o dedo né ah porque é louco matou nós vimos agora recentemente o rapaz que surtou matou a família aí né achando que envenenou a filha são questões de saúde mental esse rapaz estava adoecido e nós precisamos ter esse olhar porque a sociedade está adoecendo e nós precisamos redobrar os cuidados os atendimentos e o nosso olhar eu quero abrir para se alguém mais fazer alguma pergunta algum pois não Bom dia Tânia eu sou assistên social do paica eh eu venho assim eh enfrentando umas demandas que aparecem para mim né das famílias a dificuldade que as famílias têm de est conseguindo o laudo né no centro de sa eles eh costumam passar com o pediatra né E aí quando eu encaminho esse atestado do psiquiatra para um benefício do LOAS ou a gratuidade do Vale Transporte a pessoa com deficiência não é aceito né então eu queria saber assim é possível est encaminhando essas crianças que estão que apresentam essa dificuldade com o laudo para os caps Oi Tânia tudo bem eu acho que a gente precisaria entender acho que antes eh o que tem acontecido para esse relatório médico com a hipótese diagnóstico ou com o diagnóstico O que que tem acontecido por que ele não tem sido aceito tá eu acho que esse é um um um ponto porque todas as diretrizes que a gente tem acompanhado Pessoal vocês me corrijam se eu se eu tiver errado Eh o diagnóstico para eu ter um diagnóstico dentro do Cid né que é o a classificação internacional das doenças basta que o o relatório seja Assinado por um médico tá eu não tenho a necessidade é claro que o psiquiatra em muitas situações ele vai ser muito importante né outras especialidades enfim mas eh do no meu entendimento não deveria ver essa barreira para um relatório médico tá vocês me corrijam se eu tiver errado porque o que que a gente tem tentado fazer gente assim até importante que você falou da atenção primária a gente lançou recentemente é um documento também tá lá no site da prefeitura Se vocês entram lá na n na página da Secretaria de Saúde aí tem área técnica da saúde da criança área técnica da Saúde Mental tá em qualquer uma dessas desses Campos tá lá no no site tem um documento que a gente nomeou de vigilância e rastreio dos atrasos do desenvolvimento que é um instrumento que foi elaborado para facilitar eh o o diagnóstico Inclusive a intervenção a tempo precoce que e eh e ele é um documento que é voltado para todo os profissionais da atenção primária tá então ele é também pro médico mas é pro psicólogo pro terapeuta ocupacional pro agente de saúde que tem uma uma uma um papel muito importante enfim a ideia é que com esse instrumento uma boa parte dos casos assim das Crianças eh tem a gente consiga avançar nesse diagnóstico também nessa nesse cuidado mais rápido tá então me parece que acho que o importante seria a gente tentar entender porque esse relatório eh médico ele não tem sido aceito enfim Qual é a barreira eles justificam algo como como isso retorna para vocês tá eh porque me parece a gente a gente não vai conseguir né Gente assim eh se a gente hiper especializar todo tipo de atenção a gente falou assim as Campinas é uma cidade enorme eh ainda que a gente potencializasse muito muitos Caps a gente precisa do Centro de Saúde né inclusive nesse nesse percurso da garantia de direitos então acho que vale primeiro a gente tentar entender o que que tá acontecendo para esse relatório eh nem chamaria de laudo mas esse relatório médico que é fornecido que é de direito das famílias por que ele não tem sido aceito tá bom tá bom eh acho que foi em agosto que saiu uma portaria que não só os eh os psiquiatras e os neuros podem fazer laudos eh de teia de tudo isso reforçando isso dos pediatras na na atenção primária eu não lembro direito a data mas eu lembro que foi numa reunião em setembro que a gente fez que foi reforçado isso pros pediatras então assim eh é interessante ver com eles isso porque que não tá sendo aceito Porque a partir de de agosto foi falado muito sobre isso uhum tá porque essa essa rotina essa prática diária aí do enfrentamento na ponta ali com atendimento com as famílias e com as crianças eu ven enfrentado muito isso no paica Imagino e e assim quando eles precisam de alguma coisa nos matriciamento a gente acaba reforçando alguma coisa que precise com o psiquiatra e o pediatra né em matriciamento eles fazem isso mas os laudos mesmo eles podem fazer e pode fazer os encaminhamentos necessários sem nenhum problema uhum inclusive até dúvida de pediatra que passa lá pra gente ah eu não posso fazer sou pediatra não sou neuro eles podem não sou psat eles podem Sim Podem podem Hum tá obrigada imagina Obrigada Tânia mais alguém alguma pergunta então eu vou vou passar aqui para pras meninas irem se despedindo Bruno o Marcelo Marcelo Deu uma saidinha porque 11:30 é o teto porque tá todo mundo correndo hoje né então vamos lá começando pelo Bruno pode ser Bruno suas considerações finais Pode ser sim bom novamente eu agradeço a oportunidade eu acho que inclusive eh a partir da sua fala Débora desse ser um espaço que a gente possa inclusive eh ter como possibilidade de interlocução né Acho que fico bastante contente né acho que assim como a satico trouxe né ela ela fala dessa invisibilidade né acho que a gente precisa de espaços públ públicos para dar visibilidade para essas questões de saúde mental especificamente na infância e adolescência né Acho que pensando inclusive na necessidade da gente priorizar né como você bem coloca né Eh a formulação né de políticas públicas que de fato atendam cidade né dessas crianças desses adolescentes né Então queria agradecer a você a as minhas colegas ao Marcelo também Sandrina e a plateia hoje né por terem vindo aqui e minhas colegas do CAPS né eram duas trabalhadoras mais da satico Então é isso muito obrigado obrigada Bruno pode ter certeza que aqui sempre vocês vão ter espaço para discutir saúde mental ou outras polí públ para criança e adolescente essa frente eu criei com essa com esseo mesmo da gente colocar aqui trazer a pauta das políticas públicas paraas crianças adolescentes do município Então essa casa tá aberta para essa discussão sempre que vocês quiserem Sandrina pode ser você agora eu também agradeço aos presentes em especial aí a iniciativa né da vereadora Débora cada né com várias pautas e em especial em relação ao cuidado de crianças e adolescentes e também te dá parabéns né pela iniciativa de investir num cuidado intersetorial e Agradecer o convite obrigada Débora Obrigada Sandrina da mesma forma digo que os cândidos tá sempre eu tô sempre no radar lá nas necessidades de vocês sempre que precisar estamos aqui Marcelo por favor suas considerações eh eu gostaria de agradecer também o convite da vereadora achei uma discussão muito rica porque ela tenta trazer de novo acho como a satico muito bem ponderou da gente trazer a saúde mental pra vida da sociedade porque se a gente não fizer esse movimento a gente vai fracassar não tem outro caminho a gente precisa né tratar os estigmas fazer boas discussões envolver muitos parceiros pensar uma cidade que acolha crianças adolescentes Enfim então achei muito muito rica gostaria de em nome da Secretaria Municipal de Saúde Agradecer o convite eh e reforçar que a gente tá à disposição tá para para outras discussões dessa frente para outras discussões relacionadas ao ao ao tema enfim eh pra gente voltar a falar da orfandade pra gente voltar a falar de outros eh Desafios que a gente tem e que enfim são Desafios que quando a gente discute dessa forma eh a gente de fato avança bom muito obrigado obrigada Marcelo eh eu falo que a gente discute da visibilidade para fortalecer né Eu acho que quando você dá visibilidade para uma pauta você fortalece eu acho que esse é o maior intuito eh é dá visibilidade para toda a sociedade entender um pouco mais a questão da Saúde Mental entender os serviços né porque muita gente desconhece com certeza muita gente desconhece qual o papel de um Caps que o caps é porta aberta né Eh Então acho que isso é muito bom dar essa visibilidade E com isso trazer um fortalecimento pra questão da saúde mental que a gente sabe que é de extrema importância e de extrema relevância do município Duda as suas considerações eh gostaria muito de agradecer né Eh todos que vieram e estão aqui disponíveis para falar sobre isso queria muito agradecer vereadora agora te encontrar né já trabalhamos juntas em outros espaços eh lembro muito das discussões Que nós tínhamos a Margarete também né É um prazer reencontrá-los eh e eu gostaria muito de agradecer a oportunidade da gente poder conversar sobre esse tema eu acho que em tempos de telas de mídias de redes né a gente poder olhar olha a olho e tirar as dúvidas e pensar Qual é a melhor construção de rede de se afetar né com o problema do outro que também é nosso né a gente não tá saindo do problema o problema é nosso né então eu fico muito feliz de poder compor esse esse local nesse dia né estar presente aqui agora agradeço muito reforçar aqui o convite as portas do CAPS carretel estão abertos para quem quiser ir lá tomar um café conhecer conversar e obrigada pela disponibilidade da frente acho que a gente tem muito o que dizer sobre a saúde mental infanto juvenil muito obrigada Obrigada Duda vou matar saudade lá viu Duda tomar um café a gente a gente tava sempre lá discutindo os casos né Às vezes a gente fica eu e a Margarete a gente fica Relembrando né Eh mas a gente sabe E parabeniza viu todos vocês todos os caps pelo trabalho a gente sabe da importância tô Cândido de todos os caps o atendimento que vocês fazem a diferença que vocês fazem né na na vida dessas crianças adolescentes das famílias deles então eu agradeço muito vou lá qualquer hora tomar um num cafezinho com você Duda sem discussão de casa nós vamos discutir política pública adne por favor bem eu também queria agradecer muito eu queria agradecer muito também essa oportunidade eh eu sou recente na na coordenação né faz um ano tá fazendo um ano agora que eu vim pra coordenação desse Caps então assim eu queria também deixar de portas abertas Se quiserem me conhecer eu acho que a Duda fala uma coisa que eu queria retomar assim eu venho do apoio da do distrito mas eu acho que o usuário é nosso né ele não é só do CAPS ele não é só da da assistência ele não é só do Centro de Saúde ele é daquele território todo então ele é nosso né Ele é em algum momento ele é do CAPS Em algum momento ele é do Centro de Saúde em algum momento ele é da escola em algum momento ele é de todos nós então eu acho que trabalhar em rede é a coisa mais linda que a gente tem o melhor que a gente pode fazer por ele né então a gente poder construir a história dele junto é o que a gente pode fazer de melhor por por quem quer que seja então estamos de portas abertas e obrigado pela oportunidade se tiver outras acho que a gente precisa sim Sempre pensar eh na criança e no Adolescente em rede muito obrigada obrigada Ariadne eu sempre falo que a gente não faz nada sozinho né não existe o ser humano ele não é frag ele ele não é um pedaço que ele vai tem que ser todos juntos né perpa Por todas as secretarias e todos conjuntamente conseguem efetivar um atendimento Se você deixar só num espaço não tem como eu lembro muito quando fala de questão de saúde mental quando minha filha tava no segundo ano acho segundo ano é que eu a a professora falou que era ela precisava fazer uma avaliação aí a mãe né surta né eu falei meu Deus Débora a Carol Fazer uma avaliação aí eu fui fazer os exames tudo ela foi diagnóstico de TDH E aí a escola me encaminhou para uma uma psicopedagoga e a gente começou a fazer a terapia né a Carol começou a fazer acompanhamento com a com essa psicopedagoga e essa psicopedagoga fazia o diálogo com a escola gente em questão de pouquíssimo tempo com uma uma uma dica nós resolvemos o problema da da minha filha a Carolina era totalmente ela até hoje ela viaja ela tá prestando atenção numa coisa você começa a falar outra ela ela viaja e a professora falava Carol presta atenção e aí ela Ela é tímida ela já ficava chateada já não conseguia mais prestar atenção nem nada aí a a conversa olha como é importante o técnico né como é uma pessoa capacitada faz toda a diferença aí a a psicopedagoga foi na escola e falou assim você falou pra professora você não vai mais falar Carol presta atenção Carol Ó você quando você perceber que ela perdeu o foco você vai passar do lado dela e vai fazer assim ou lá na frente mesmo você vai estalar o dedo e eu vou combinar com a Carol que quando você est lá dela é porque porque ela viajou porque ela tem que voltar acabou o problema Acabou o problema então olha a a a intersetorialidade a escola com o técnico com um pequ um problema que com instalado eu falo com com instalado de dedo resolveu até hoje ela fala mãe eu lembro das professoras daí Isso aí foi para para todos os anos né ela falou só na faculdade que eu achava falta nocino médio Na faculdade ninguém mais instalava o dedo para mim eu tinha que dar conta do do recado sozinha mas é a importância eu gosto de contar de ilustrar pra sociedade pras pessoas verem que dá certo você confiar e e e e e ouvir né o técnico ouvir aquele que tá ali com o teu filho tá ali te orientando dá certo então é muito importante aí ter socialidade Vivi você bom eh também quero agradecer né todas e todos os presentes eh nessa conversa que nos é tão cara né Eh agradecer a vereadora imensamente por essa abertura eh acho que vou dizer o que todos os colegas aqui Já disseram mas a pela questão da da invisibilidade o estigma a necessidade de um olhar intersetorial né quando a gente pensa em prevenção atenção né Eh então é muito importante esse diálogo E aí finalizando dizendo dessa abertura de uma continuidade né então que a gente possa continuar esse diálogo chamar outros atores outros setores se aprofundar nos temas Caps e j espaço criativo também tá lá de portas abertas quem quiser conhecer também vá lá tomar um café com a gente eh e eu acho que queria encerrando a minha fala dessa forma assim até breve que a gente continue esse diálogo perfeito Vivi eu quero agradecer viu a presença da Viviane da Ariadne da Duda do Marcelo da Sandrina do Bruno minha cabeça às vezes falha eh da Dra satico das meninas lá do CAPS todos vocês que vieram aqui hoje viu Eh para prestigiar esse momento dizendo que é o primeiro de muitos eu acho que essa essa discussão ela não pode e não deve acabar aqui né Eu acho que a gente tem que eh trazer outros momentos vocês falam eh para Minha pauta a gente qual que é primeiro se é discussão do da questão das Telas se é diálogo com a escola e com a assistência e a gente eu espero assim uma devolutiva de vocês Débora vamos vamos discutir na frente e trazer a a sociedade porque isso fica gravado e e tá sendo transmitido pela TV né isso pode ser eh colocado nas redes sociais de vocês para as pessoas entenderem um pouco mais sobre a questão da saúde mental dos Caps do do funcionamento atendimento e aqui nós estamos à dispos né de de vocês todos para para sugestões para pautas para discussões Sempre que precisar viu agradeço demais a todos eh e pra sociedade né Para todos que nos que estão nos assistindo mais empatia né mais empatia eh com aqueles que têm um filho com algum com algum transtorno mental com alguma deficiência com alguma dependência química ninguém tava vacinado Contra isso qualquer momento pode bater na nossa porta né então se coloca no lugar do outro tenta ajudar tenta ser um braço que acolhe né não um braço que afasta para que a gente possa ter uma sociedade também mais acolhedora melhor para todos né E principalmente para nossas crianças e adolescentes que eles apesar de est na lei né que nenhuma criança né o estatuto fala pode ser exposto a qualquer situação ória constrangedor humilhante eu falo que não precisaria estar na lei né Eu acho que é um pouco de sensibilidade um pouco de amor um pouco de empatia já diz isso né a gente tem que se colocar no lugar do outro e amar e sem qualquer preconceito sem qualquer discriminação porque é isso que a gente eu falo que é isso que Deus espera de nós e que a gente tem que fazer todos os dias muito obrigada [Música] TV Câmara Campinas