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Reunião da Comissão permanente da mulher
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Reunião da Comissão permanente da mulher

31 views Publicado 17/08/2020 HD · 3:12:47

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Fórum “Pandemia e Violência de Gênero, Uma ÓticaInterseccional”, promovido pela Comissão Permanente da Mulher

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E aí E aí a TV Câmara Campinas eu declaro aberta Então essa sessão que a sessão do fórum pandemia e violência de gênero eu gostaria de agradecer alguns agradecimentos da iniciar esse evento é uma parceria que começou o ano passado e que eu espero que seja uma parceria duradoura né entre a comissão da mulher da Câmara Municipal o comércio porque a comissão é a coordenadoria da Mulher em situação de violência do tribunal de justiça e o Núcleo de Estudos de gênero Pagu da Unicamp então é uma parceria que foi a organização conjunta Desses desse evento né gostaria de agradecer as nossas parceiras que contribuíram para que esse evento realiza assim então a doutora Angélica de Almeida a doutora Teresa Cristina Cabral Santana Rodrigues a Doutora Rafaela Caldeira Gonçalves a doutora Danielle galhano Pereira da Silva e a professora Carla besta é que né a gente foi no low pensou e organizou esse fórum conjuntamente gostaria de agradecer ao presidente da Câmara o vereador Marcos Bernardelli pela disposição de Ney todo o empenho em a colher esse evento um evento remoto que tá sendo organizado não formato que não é o formato convencional É como acontece Geralmente os eventos aqui então eu gostei de agradecer ao presidente por acolher a proposta desse formato agradecer também a toda equipe e tá aqui trabalhando né ao pessoal do cerimonial da tecnologia da informação da TV Câmara da Coordenadoria de Apoio às comissões toda equipe aqui da casa aos nossos gabinetes das pessoas que contribuíram para que este evento fosse possível é e talvez a gente tem a presença também o ingresso de dos vereadores então eu já menciono o ingresso eu gostaria de agradecer também a presença das nossas convidadas da mesa que gentilmente aceitaram o convite de virem que compartilhar as experiências e os conhecimentos gostar de agradecer todas as nossas convidadas que estão aqui representando comunidades entidades órgãos movimentos enfim toda uma série de pessoas que aceitaram o convite de estarem aqui presente associações então é muito importante a presença de todas vocês também é alguns recadinhos nesse primeiro momento Então nós vamos ter o início com a abertura EA mesa de debate nesse primeiro momento a gente pede que as pessoas que estão acompanhando deixem a câmera desligada Então a gente vai ter só apenas as organizadoras e a mesa de abertura debate agora com a câmera ligada E aí depois quando a gente abrir para as intervenções do público a gente e quando Cada um foi falar liga a câmera né E aí a gente vai ajustando para ajudar o pessoal que tá fazendo aqui a nossa equipe aqui aqui da casa que está nos auxiliando aqui com a plataforma é um formato novo que estamos todos aprendendo Então a gente vai ter que né isso aqui também é uma experiência de como realizar uma reunião com um volume grande de gente com bastante gente com participação dessa forma remota também como é de praxe né a câmera também quiser mandar mensagem manda e-mail seu WhatsApp para a câmera nos canais da câmera fique à vontade o e-mail é 19782 em 97 8293 1776 e ou pelo e-mail [email protected] p. Leg.br são vocês né quem está nos acompanhando pela TV Câmera e quiser entrar em contato também fiquem à vontade de recadinhos eu acho que é isso a gente bom vamos aqui ó Vereador Carlão do PT acabou de ingressar Agradeço o vereador para os ingressos a gente já vai já vou abrir também para dar saudação dos vereadores Vereador Carlão que é membro suplente aqui na comissão de direitos da mulher é então eu acho que de recados são esses a temos apenas mais um recado nós as organizações né os órgãos que estão fazendo essa organizando esse evento nós vamos elaborar um documento síntese ao final do evento com sugestões com as questões com as Preto bom e é para gente passar fazer um recomendação entrar em contato com diversos órgãos então a gente também está colhendo a coletando sugestões que vocês fiquem à vontade de nos enviar também e esse evento foi uma motivado no sentido de trazer aqui na cidade da cidade de Campinas a discussão sobre esse novo contexto o contexto da violência de gênero no contexto da pandemia que aconteceu muito difícil não sabemos que a violência contra mulheres contra crianças e adolescentes é uma realidade em nosso país uma realidade muito triste do nosso país mas que nesse contexto de pandemia isso se torna ainda mais complexo né É uma situação que deixa pela situação do isolamento Social pela quebra de vínculos pelo desemprego pela queda na renda por todo esse contexto torna-se ainda mais complexa a violência contra a mulher isso exige que os órgãos né que os órgãos poder público os órgãos que tem aí a competência e responsabilidade de darem respostas em relação de auxiliarem as mulheres darem respostas de exige que nós tenhamos uma atenção é a esse problema e que a gente tá Bom dia de equação Então essa foi a ideia o que motivou a organização deste foro e eu espero que a gente possa ter é todas Uma ótima reunião é eu vou passar palavra então para o vereador Carlão do PT para sua saudação vereador E aí E aí Oi oi boa tarde vereadora queria parabenizar pela iniciativa mas estou entrando aqui um pouquinho atrasado mas e a irmã da minha saudação a todos que estão aí participando as debatedoras e especial um parabéns para você de vereadora pela Índia é mas agora eu quero quero ouvir quero aprender um pouco mais obrigada a e assim o Gleison tá me avisando aqui que quando as pessoas que forem com que entrar em contato que mandar mensagem pelo WhatsApp mandei o nome também né Então as pessoas que parem mandar mensagem sugestões perguntas pelo WhatsApp da câmera mandem o nome para que a gente possa identificar quem são as pessoas né é isso brigada viu Brigada pelo pelo toque bom vamos então dando andamento eu gostaria de saber se o áudio da doutora Angélica Está ok e deixar apenas um minuto Tá eu vou passar então a palavra para a a Carla Bessa que é professora da Unicamp coordenadora do Núcleo de Estudos de gênero da Unicamp Olá boa tarde boa tarde a todas todos todos que estão presentes nesse mundo virtual seja aqui nesse aplicativo estamos usando para fazer essa reunião seja via YouTube que estão nos acompanhando agradeço imensamente a Dra Teresa Cristina né da Coordenadoria Estadual da mulher a Mariana conti que tem sido uma grande parceira do Núcleo de Estudos de gênero desde o momento que eu assumi a coordenação do núcleo né e dizer assim que a a nossa disposição para elaborar um pouco organizar este fórum né é começou a como a Mariana já disse no início no final do ano passado é um pouco antes né a gente nem sabia da Bom dia né porque a gente já vinha notando que as questões enfrentamento da violência estavam sofrendo importantes recursos e silenciamentos né é de políticas públicas que haviam sido instalada já no âmbito do estado federativo e que estavam sendo no desmobilizar das ou até mesmo integralmente fechadas a começar pela própria eliminação da palavra gênero do vocabulário de políticas públicas né do atual governo federal então é a gente tá vivendo né já algum tempo o momento de crescimento de intolerâncias de todo tipo de discursos de ódio bem como manifestação ostensiva é de força bélica e tudo isso afetou assim o nível mais cotidiano dos comportamentos e de certa forma desenvol o enaltecimento de uma habilidade mais agressiva em alguns casos até a Tais né então nós assistimos o retorno das mídias sociais em campanhas de Atos políticos José a última mulher submissa recatada do Lar voltar a atuar no âmbito doméstico o culto da maternidade como destino EA demonização de políticas públicas que visam por exemplo né questão da legalização do aborto enfim a gente tá no momento tenso e denso de questões políticas no âmbito mais geral e quase todas muito interligadas com a questão da violência né E é claro que a pandemia ela serviu como um gatilho né que de alguma maneira é irradiou a e colocou em evidência ainda mais as questões né de todas atenção O Retorno desse discurso hetero para tirar Calma né então é a gente diante desse quadro já no ano passado a gente pensava na importância de uma junção de novamente né eu pago tem uma longa tradição nesta luta de enfrentamento de realização de Pesquisas Mas também de de contato com movimentos sociais movimentos populares e e de fazer essa conversa com judiciário com Legislativa essa aproximação mais Ampla e que a gente entende que o enfrentamento da violência como ela é multicausal né ela também requer multi-ações e a esse fórum ele era uma forma da gente realmente encarar enfrentar isso com o princípio que é o princípio de pensar junto lá então A ideia é Inicial foi esta e eu elaborei aqui né assim dois Prince é importante transforme um princípio que é da de que os saberes precisa estar interligados e não hierarquizadas quais saberes que eu tô falando aqui saber das se cólicas assistentes sociais da juristas das advogadas das antropólogas da de todo um conjunto de Agentes e atores desse cenário de enfrentamento da questão da violência a gente precisa partilhar isso né as ativistas das agentes de saúde estão lá na ponta enfim a gente precisa encontrar modos de escuta para a gente produzir cada vez mais novas ferramentas de trabalho a gente não quer voltar naquele momento em que o feminicídio era encarado como um crime passional é e uma questão de honra a gente não quer voltar para esse lugar aí a gente quer encontrar maneiras de Resistir e de avançar então eu O que é para gente começar a fazer isso eu não sei Mariana já deu meu tempo aqui E você tá com microfone fechado é que nós é Oi Mariana deu tempo e já deu Ok então eu não sei eu passo a palavra para Fabiana porque era a próxima convidada ou a gente vai esperar a doutora Angélica vi eu vou o Vereador Pedro Tourinho que eu vou te ingressar eu vou passar a palavra para ele aí a gente faz parte que o áudio da doutora Angélica e quando a gente passa a palavra Fabiana tudo bem então tá então é isso mesmo gente então eu agradeço a todos vocês que estão aí nos ouvindo Com todas essas né esses acasos que acontecem mesmo no ambiente como esse né e enfim vamos ficar atentas e melhorar a escola bom obrigada Carla eu vou passar palavra então para atirador Pedro Tourinho que é membro titular da Comissão da mulher função de direito dá uma olhada como ela Municipal de Campinas Olá boa tarde Mariana quero parabenizar a comissão da mulher pela realização dessa atividade quero saudar aqui a Angélica Fabiana Karla beach amagali tá aqui também para as peças Mônica Marina estão acompanhando aqui participando desse debate quero falar da pertinência é desse dessa dessa construção abaixo da condição da mulher né a vereadora Mariana conti sentido uma construção do trabalho dessa então a gente marcada no primeiro por um compromisso inarredável com a agenda da Defesa do jeito da mulher do Combate à violência contra mulher né de forma muito consistente contundente segundo começa a sensibilidade muito intensa para poder acionar os as tarefas da comissão nos momentos Nos contextos em que a os contextos de violência contra mulher se tornam mais Agudos mais é mais intensos né como é indiscutivelmente o caso da academia aqui a produziu uma alteração na nossa a dinâmica social que coloca indiscutivelmente risco né a Bíblia bem-estar de milhares talvez milhões de mulheres países que acabam é acabaram tendo uma mudança substancial na dinâmica interna dos objetivos a gente sabe que é uma parcela preponderante dos casos de violência contra mulher são os corações que são perpetrados por pessoas que são correntes íntimas né com vida e o habitual das vezes modelo queijo aumento cintura familiares mais então existe um desafio posto né para toda a falta do Combate à violência contra mulher e precisa ser debatido o seu objeto reflexão e a trazer esse esse olhar como esse contexto produziu é o modo de agravamento e aprofundamento dessa a dinâmica que precisa ser combatida né Para Além disso eu acho que cabe a gente colocar eh também o outro elemento aí falando muito do meu da minha experiência né de como é que os serviços de saúde são a espaços onde a ausência de política pública protetiva consistente é da vida dos trabalhadores e trabalhadoras acomete e violenta que forma também muito intensa as mulheres posto que a a maioria das trabalhadoras de saúde no Brasil hoje são mulheres né então a gente tem estatísticas que revelam uma taxa de contaminação pela convite altíssima é entre trabalhadores da saúde que são em sua grande maioria mulheres não tem todo molhar é para como o seu organismo a questão da até da sociologia das profissões a maneira como as profissões se estruturam no no âmbito da saúde e faz com que muitas mulheres tenham sido a linha de frente do ano além da exposição é a 2019 né as profissionais algumas categorias profissionais são categorias e essa predominância das mulheres é desproporcional desproporcionalmente mais alta do que em outras então né as profissionais técnicas de enfermagem as profissionais de Pedreiras as profissionais das áreas de apoio na medicina é um pouco mais equilibrado com o provavelmente a dependendo do recorte geracional ainda uma predominância de homens mais cada vez mais também uma categoria da saúde que é na qual a predomina nas nos grupos mais jovens as mulheres e a gente sabe que a gente enfrentou isso aconteça dá para dormir aqui com uma condição de a desde proteção muito profunda dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde né a ausência de equipamentos de proteção individual adequados a um contexto de escassez de políticas para a proteção dos trabalhadores da saúde que é uma é compromete sensivelmente a saúde alguém está mede de muitas pessoas Então só só uns comentários eu não quero me alongar aqui mas quero parabenizar a Mariana Mais Uma Vez pelo trabalho e agradecer as convidadas pela contribuição que tá sendo nada que tá obrigado obrigado obrigada Pedro é eu gostaria que a gente pudesse abrir o microfone da doutora Angélica de Almeida nós vamos aqui a gente teve um pequeno probleminha am.no áudio mas eu queria ver se a gente consegue o contato com a doutora Angélica o doutor Angélico a senhora nos ouve e a gente não tá conseguindo ouvir a senhora Doutora lamento ruim então vamos ver se a gente consegue resolver seria muito importante a doutora Angélica que é desembargadora é emenda do Comércio pintou a gente mas aí então eu vou passar a palavra lá Doutora Tereza Cristina é a doutora Tereza Cristina que é juíza de direito e do Comércio e também Oi boa tarde eu todas Boa tarde a todos consegue me ouvir e a gente vai tentar ajudar a Transamérica e permitir que o microfone aqui funciona enquanto isso só passou essa minha colhida MK muito obrigada lá como nos pau a Unicamp né Por se tornar possível a realização desse jeito de se formam essa cama parceria que nós começamos o ano passado e finalmente esperando realidade nesse percurso que a gente espera que seja só começando que a gente poder discutir todas essas questões que entendemos como fundamental nesse evento nessa situação de prevenir programa extremamente Sério pelo amor passamos mais poder poder fazer esse tipo de análise e poder atuar em rede que exatamente essa a nossa intenção é meu nome é Teresa para quem não me conhece o seu juízo Ou Tribunal de Justiça de São Paulo integra Comércio e para quem também não me conhece a começa começa a maioria dos tribunals X hiato a em se passou em implementando políticas públicas dentro do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e também como composição de rede Na tentativa de proporcionar é políticas que venham Diogo uma forma a atender essa demanda da violência de gênero doméstica e familiar contra a mulher tanto na formação servidores e servidores magistrados e magistrados como também nessa formação da rede que essa é uma situação que a gente faz hoje aqui com a câmara municipal com a Mariana com a mulher não é que é a vereadora de Campinas com a Carla peça que é o difusor integra também a Unicamp é mais uma vez de agradecimento espaço fala agradecendo a oportunidade de a gente envia mensagem desenvolver essa política pública e com isso passa a palavra para Carla Será que ela possa introduzir as nossas primeiras expositoras Muito obrigado bom então Mariana você quer falar alguma coisa Não não você Surgiu aqui eu fiquei você não quiser que a gente finalmente tivesse conseguido abrir o microfone no projeto ou então nossa primeira convidada que eu agradeço muito que tenha aceitado esse convite porque a pessoa muito especial para nós do pago ela ela se formou eles nesse graduação na Unicamp mestrado na Unicamp né que a Fabiana de Andrade e e ela acha que bola vai se apresentar né Nós combinamos isso de que pessoas façam pouco essa alta apresentação a gente quer ouvir também como as pessoas falam de si mesmas né e é só dizer que assim é um prazer por pago pela Fabiana aqui conosco nessa tarde de hoje é isso Fabiana é muito obrigada Carla é todo mundo tá me ouvindo se você tiver algum problema Por favor me avisem eu gostaria de agradecer imensamente o convite feito pela Carla e do na nossa placabest pela Natália Corazza através do pago para compor essa mesa então eu gostaria de começar pelos agradecimentos então agradeceu pagou agradecer a comissão da mulher do município de Campinas agradecer também a comesp é por realizar esse evento aproveitar para agradecer às pessoas que abriram essa mesa a Infelizmente eu espero ainda poder ouvir a a doutora Angélica agradeço a Teresa Cristina pela apresentação a Mariana conti e todas as pessoas que passaram aqui pela nessa abertura né E também Estendeu o meu agradecimento as minhas colegas de debate a Magali Mendes a já esperte e a Marina Ganzarolli e eu Olá seja realmente um momento de reflexão e a gente tem poder pensar sobre a violência doméstica e desculpa a violência de gênero e avançar em questões sobre violência doméstica violência familiar E tantas outras formas de violência de gênero que é infelizmente nós ainda vemos né eu tenho bastante coisa para dizer então eu preparei uma um roteiro para mim né eu gostaria antes de continuar Deixa eu só voltar para você e aqui bom antes de continuar eu gostaria de agradecer a criação desse fórum eu eu faço das minhas as palavras da Mariana e de certa maneira também tá Carla que ele precisa continuar né Nós precisamos articular saberes e experiências de pessoas de diversos lugares para que a gente possa entender com profundidade a questão da violência de gênero né e enfim todos os retrocessos que nós temos visto e que eu não vou repetir que a Carla foram brilhantemente sobre eles nos colocam a questão do enfrentamento da violência de gênero e da reflexão sobre as suas múltiplas formas de expressão é como uma pauta urgente né então eu gostaria de dizer isso eu gostaria de dizer que eu ficou também nem somente feliz por ver e articulada essa a essa proposta né de circulação de saberes de produção certa maneira coletiva articulada de formas de enfrentamento em porque isso reflete a história do pago né o pago e ele pediu uma licença para falar um pouco disso até para conseguir dizer para vocês Qual é o meu lugar é o pai lugar que eu vou falar né Qual é o meu lugar nesse nesse debate né E então pagou sempre esteve articulados movimentos sociais é na fim da década de 70 da década de 80 o cabo C ele teve próximo dos movimentos feministas inclusive o grupo Quem fundou o pagou é um grupo que veio dos movimentos feministas de Campinas e também movimento feminista da Unicamp é e na época é o nome era coletivo feminista de Campinas e que agregava uma série de profissionais como professoras pesquisadoras alunos funcionárias e foi um grupo que pensou que começou a organizar eventos e reuniões e atividades que tinham como ideia história essas desigualdades em que as mulheres viviam então discussões sobre casamento maternidade sexualidade trabalho e também violência contra a mulher o pago ele é esse encabeçado por Marisa Correia que é uma figura importantíssima né na Fundação do pago com tantas outras pesquisadores que continuam é núcleo desenvolvendo pesquisas importantes e reflexiva sobre a questão da violência de gênero mas não somente né e a professora Marisa Correia e participou ativamente do que viria a ser o assistiu essa mulher de Campinas por exemplo é um dos primeiros é um dos primeiros instrumentos de atendimento e a mulher em situação de violência é um dos primeiros inclusive do país junto com o SOS de São Paulo e teve um papel importantíssimo dando no desenho de políticas voltadas para o enfrentamento à violência eu não posso ir num lugar muito porque tem essa questão do tempo e também não quero ser injusta com nenhuma pesquisadora do pago que eu te faço tem uma participação Fundamental e é referência nos estudos de gênero Mas o que eu gostaria de dizer que ela vai brigar para uma vida parecia uma quantidade Ampla de pesquisadores pesquisadores pesquisadores e estudantes que vem que vem tem no como talvez base refletir sobre as desigualdades sociais não é pensando assim de uma maneira Ampla né refletir sobre o mundo e também pensar forma de e não é essas questões então é nesse lugar que eu também colocando SP bate eu fui orientada pela professora Maria Fernanda Gregória que é que é pesquisadora do pagou e alta Google eu devo a minha formação sobre os estudos de gênero então eu gostaria muito agradeço a licença que vocês me deram por dizer isso e acredito que eu estou aqui nesse lugar em forma de agradecimento mesmo por tudo que eu aprendi nesse núcleo e eu falo da professora bebê porque até hoje quando eu vou pensar alguma questão é ela a primeira pessoa que me vem sempre na ela continua orientando sem saber Que bom eu também me coloco nesse debate é porque eu tô na minha pesquisa foi feita no município de Campinas é eu trabalho pelo menos 15 anos estudando a violência doméstica e familiar contra mulher em específico né especial e eu comecei estudando essa mulher de Campinas que foi uma pesquisa que por questões da minha vida pessoal ela foi interrompida Mas que que foi um início né de pesquisa no estresse mulher é o mestrado com a Carla disse eu desenvolvi na Unicamp com orientação também da professora bebê né Professora Maria Filomena Gregori e eu estudei a prática policial nos crimes previstos pela lei Maria da Penha então eu Eles foram tema né para tentar ser sucinta e no meu doutorado que eu não fiz no Recanto eu fiz na USP é com a orientação da professora Ana Cláudia Marques é eu estudei a os relacionamentos violentos E destrutivos então eu fiz a pesquisa no oceano que é um centro de referência todos vocês conhecem em Campinas e hoje até hoje eu tenho contato com as profissionais oceanos são minhas parceiras de trabalho média reflexão é nós temos uma parceria é muito importante para mim né enquanto profissional que trabalha com a questão da violência de gênero e também fez uma parte da pesquisa no grupo de autoajuda amada mulheres que amam demais né o meu objetivo sempre foi pensar o melhoramento das políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher e pensar estratégias de ação de acolhimento de proteção para as mulheres Então isso é é desse lugar que eu falo né antes de seguir eu esqueci de colocar aqui deixa eu ter uma ideia antes de seguir eu gostaria de que a gente se eles ficam algumas algumas as ideias na cabeça nós vamos pensar colocar dessa maneira primeiro que toda violência é uma ação não consentida que causa sofrimento diversos impactos em diversos níveis da vida de uma pessoa segundo que a violência de gênero não se resume às violências praticadas contra as mulheres um terceiro ponto que vem decorrência disso e eu gostaria de fazer desculpam um esforço de síntese que quando falamos em algo está baseada em gênero nós não nos referimos apenas a homens ou mulheres como seres nascidos biologicamente como Tais mas a relações desiguais de poder que estabelecem e produzem um conjunto de condutas e códigos a partir dos quais os sujeitos precisam se encontrar caso contrário serão constrangidos violentados ou mesmo assassinados por tanto de quando a gente fala em gênero a gente fala que é uma categoria analítica política performática identitária descritiva então ADN o gênero poderiam essa essa síntese é um pouco maluca que eu fiz mas para a gente tentar entender da onde a gente fala quando a gente está descendo violência de gênero né então também o cara chama atenção que a gente é importantíssimo a gente pensar nos contextos de emergência das violências de gênero elas precisam estar articuladas a outros a outras categorias indicadores e eu menciona que alguns raça etnia condições de moradia geração nacionalidade por exemplo aquela pessoa é é um refugiado o migrante ou uma brasileira é um brasileiro questões de sexualidade saúde Então são categorias contextuais que vão apresentar Quais são as estratégias que a gente pode tomar Então esse é o ponto de partida né para gente fazer frente a a violência de gênero é um e eu tô dizendo isso porque porque outras formas de violência se enquadra como violência de gênero e a além da violência doméstica familiar Claro aérea de fobia que a gente viu academia um aumento todos os números também de falar bastante preocupante não tem como a gente entrar nisso mas você pode ficar por um debate e o as diversas formas de estuprar estuprar conjugal por desconhecido estupro corretivo que aquele praticado contra as mulheres lésbicas por exemplo a violência corretiva né que o atual presidente inclusive chegou a dizer que ter um filho dele seria falta de porrada isso a violência física não é coletiva é assédio sexual infantil que a gente viu os números das denúncias não diz que ser caírem e também acender um grande alarme de preocupação e outras formas assédio moral sexual enfim Infelizmente eu poderia estar muito mais forma de violência é tudo isso para dizer que eu também queria pandemia não criou ou inventou a violência de gênero ou a violência é muito ela ela apenas disse precisou apenas é uma palavra ruim mas assim ela deslizou e acirrou desigualdades sociais embora mulher não seja por exemplo a única pessoa é aí agora falando propriamente da violência doméstica e familiar contra mulher embora a mulher não seja a única pessoa que sofra violência doméstica os estudos têm mostrado que de dez vítimas de violência doméstica 8 são mulheres e outros números que reforçam nossa a nossa a importância da gente pensar em políticas voltadas para as mulheres quando se trata de doença voltadas também para as mulheres quando se trata de políticas para eu mexer com a mãe da violência doméstica e familiar são as altas taxas de feminicídio Brasil ainda é o quinto maior país é o quinto no ranking mundial de feminicídios e é uma posição bastante triste a maioria desses desses feminicídio se das violências domésticas acontecem dentro de casa como já foi mencionado e a aquela o agressor sempre alguém que a mulher escolheu conviver ou se relacionar ou que têm algum laço de parentesco então a casa sempre foi mesmo antes da pandemia o espaço de segurança risco e perigo pelas mulheres é a pandemia falando agora da academia em abrir a gente viu com alarme né as notícias nos meios de comunicação que mostrava o que que houve um aumento nas denúncias de 190 que aquele número que se liga para a polícia para [Música] denunciar situações de emergência nem mente né O que estão acontecendo em Aumento também na no nas ligações para o 190 desculpa por like sempre 30 que é o canal Olá tudo governo federal que existe Desde 2005 isso é importante ser dito é uma política que tem bastante tempo e eu vou mais de 35 por cento da no período do começo da pandemia de baixo Até abril e dos casos de feminicídio no Brasil como todo o aumento de 22,2 por cento mas a gente leva o estado de São Paulo e somente foi de 51 por cento isso é muito grave ao mesmo tempo que a gente observou o aumento desses índices né dessas taxas a gente viu reduzisse o número de registro de boletim de ocorrência e presenciais de pedido de medidas protetivas de urgência em relação a Lei Maria da Penha e como eu disse trans ligações para o disque 100 né que é um canal de denúncia de violações de direitos humanos mas também também de violações comprar violência contra criança e adolescente Então o que o Alerta nos mostrou é que ficou visível a situação que as mulheres E aí vem por muito tempo né então e de maneiras muito diferentes né então o relato de cárcere privado estupro e violência psicológica controle de diversas maneiras pelo agressor e uma série de outras formas de violências né feminicídio violência física enfim o que isso nos mostra né primeiro que as orientações de distanciamento social e descer vittar aglomerações fizeram que as pessoas ficaram mais tempo em casa e de fato e depois a mulher ao seu agressor por mais tempo e isso inibiu essa mulher de procurar que o serviço de apoio denúncia Isso foi um ponto um outro ponto que eu acho importante sede também que também gerou uma dificuldade da Mulher em procurar por algum tipo de ajuda né ou de apoio foi a alteração no funcionamento de algum serviço né se era importante evitar a aglomeração de pessoas então houve uma alteração também no funcionamento de um serviço o fechamento de escolas e por exemplo impactou no sentido de com quem a mulher vai deixar os filhos para poder ir até um determinado lugar para fazer uma denúncia ou solicitar algum tipo de acolhimento a redução na oferta de transporte público também é super relevante quando a gente pensa que muitas mulheres é moram distante dos centros ou dos lugares onde os serviços são oferecidos ativou as então Me desculpa mas você também tchau e até mais é o bom é em Sim e também reduziu a as mulheres também tiveram mais dificuldade de procurar que o centro de referência ONGs delegacias especializadas em uma segunda o segundo ponto que que eu acho que é uma Impacto relevante em relação à ao distanciamento social é que é o se evitar aglomerações em contato com pessoas que estão neste grupo de risco fez com que as mulheres se afastassem Da sua rede de apoio e famílias igrejas e amigos e isso coisa é um ponto muito importante da gente considerado que a denúncia Não é a primeira opção das mulheres quando elas percebem que alguma coisa não vai bem o que o relacionamento está ruim como as minhas interruptores dizendo as pesquisas que eu fiz né então quando elas percebem que existe uma situação de violência o que elas estão sofrendo com elas estão tristes Enfim uma série de questões as pesquisas têm mostrado isso e ele inclusive na e o terceiro ponto que eu acho que a também é um agravante que eu acho que a gente tem que considerar quando a gente pensa a questão da violência doméstica e familiar durante a pandemia é o lugar e que a mulher ocupa no mundo então como a gente disse Todas aquelas intersecções de raça etnia classe é importante de registrar aqui que as mulheres negras e pelas estatísticas são as que mais procuram pelo serviço de apoio são as que mais relataram ter sofrido violência física e também aquelas que estão entre os maiores taxas de feminicídio e que morrem das formas mais violentas esses dados foram reafirmados uma pesquisa recente feita pela entrevista a organização feminista sof e que é essas informações se recolocaram durante a pandemia e isso para não dizer de outras populações que a gente tem dado os estilos como por exemplo as mulheres indígenas né É tudo isso para dizer que os impactos sobre o cotidiano dessas mulheres a violência não são iguais isso que está ser considerado durante academia e depois academia também então por exemplo foram fortalecidos canais de denúncia online por aplicativos que são super importantes muito já existiam antes da pandemia e outros foram criados e em algum fortalecidos mas é importante pensar que por exemplo Nem todas as mulheres têm acesso a internet ou que tem um celular que tem acesso a internet boa né não internet que seja possível é acessar esses canais e a internet no município uma série de outras questões então a gente precisa pensar nisso porque essas múltiplas formas de viver o mundo de alertar o mundo vai abrir um conjunto de possibilidades de ação para essa mulher e eu para esse grupo de mulheres que são atravessadas por esses questões né E aí trazendo um pouco da minha pesquisa tô preocupada ontem bom então me avisa hein caso eu esteja sem tempo eu gostaria de levantar alguns elementos para pensar como funcionam esses relacionamentos relacionamentos violentos e Ou seja eu quero pensar um pouco Como opera e ativa a dinâmica dessas relacionamentos violentos destrutivos mas eu quero propor pensar em sua parte das histórias das mulheres se eu não tenho tempo para apresentar as histórias eu gostaria de apresentar um pouco a um uma as ressonâncias queria que elas existem né os pontos de contato em crianças Então as histórias que as mulheres contavam para mim né na minha pesquisa de doutorado Mas enfim né nesses 15 anos de pesquisa é isso foi recorrente eu queria observar que o que elas me contava estavam atravessados por normas de gênero O que que significa elas elas tinham na o da figura da mulher cuidadora a doação do anulação de si mesma a valorização da família a qualquer preço a proteção dos filhos a pressão da família de origem e da sociedade para permanecerem na relação ao seja continuar tentando não desistir da família o entendimento da importância da figura de um pai para os filhos mesmo que se pai fosse ausente né assumir sozinha às responsabilidades da casa dos cuidados da casa dos filhos e muitas vezes também do Companheiro no outro ponto que observei de ressonância nas histórias das mulheres aqui elas estavam atravessados por normas de sexualidade o que isso quer dizer a ideia de satisfazer o desejo do outro a naturalização do estupro conjugal como algo possível o desconhecimento do seu corpo do seu próprio corpo e dos seus próprios desejos daqui então que ela desligou o que quer né do que lhe dá prazer é disso que estamos falando a culpabilização pelas acusações de adultério e uma série de outras questões o outro ponto também são questões ligadas ao relacionamento afetivo então por exemplo o ideal de amor romântico a ideia de que o amor existe o sofrimento Renault seus do casal como sendo uma só pessoa do Companheiro como representando o príncipe encantado que irá salvá-los e protegê-las e de estarem dispostas a tudo fazer pelo amor ou seja ir até o fim né outras questões também outras outra ressonância são questões concretas né dê o lugar delas no mundo então uma queda do nível econômico que não permitia que elas saíssem da relação não ter um lugar para onde não ter emprego ou renda própria prejuízos ou complicações à saúde mental então é está sofrendo uma depressão uma síndrome do pânico e ansiedade medo então tudo isso todos esses elementos articulados de maneiras bastante imprevisíveis impactavam as possibilidades de dessas mulheres saírem a ver em que viviam uma relação violenta né Elas me diziam que essas situações criaram armadilhas ilusões ou fantasias e fazer um pouquinho não chegassem a real situação em que vigia E aí procurando viver até o fim é importante a gente pensar sobre os pontos porque a principal característica de situações de violência doméstica e familiar contra a mulher consiste exatamente em Idas e Vindas é em limites oportunidades no sofrimento que são Largados ascensionados e da lua de mel que nunca é uma lua-de-mel né É sempre a partir do momento que a violência começa não existe mais lua de mel né então eu gostaria também de levantar o ponto que é essas é importante pensar também de como os profissionais vão atender essas é acolher essas mulheres primeiro porque é preciso a partir dessas histórias que esses profissionais essas profissionais faça um deslocamento para entender outras formas de habitar Mundos o Vinícius impostos pelas desigualdades sociais e entender as temporalidades imprevisíveis das mulheres nesta situação é para se movimentarem né as as possibilidades que elas têm de movimento e também do seu próprio lugar enquanto uma pessoa vivendo no mundo em que muitas vezes esses profissionais essas profissionais que compartilham de situações de violência é ou tem limites para ouvir a uma uma história de violência então isso também precisa se levar em conta que irá atender e para concluir Eu acho que o caminho de superação da violência contra a mulher é sim como ele Talvez complementando o que a Carla é começou dizendo é fortalecer as redes de apoio à polimento e proteção às mulheres e essas políticas precisam ter a mulher como centro Três Meninas o texto de Ana eu posso ir pode Ai desculpa é essa é bom é essas políticas as precisa estar centradas na mulher e elas precisam de mencionar esse lugar da mulher enquanto um sujeito que é atravessada por uma multiplicidade de potências e de experiência que não se restringe ao seu lugar como família como esposa como namorada como filha como filha enfim é se a gente não não tem matizar esse lugar da mulher enquanto um sujeito que não não está necessariamente articular da família o a casa sempre vai ser o lugar de segurança perigo e risco pelas mulheres durante e depois da pandemia e o que a gente vê atualmente no na política Federal é exatamente a Contramão disso tudo o esvaziamento de políticas públicas voltadas para as mulheres em termos hoje Oi gente sentido a redução de estudos e levantamentos estatísticos estatísticos pontinos feitos pelo governo sobre a violência de gênero contra mulher e é importante dizer também que isso já vem acontecendo desde 2016 né Essa não constância na no no nas estatísticas feitas pelo Governo Federal então a gente pode observar que a partir desse período muitas as pesquisas estatísticas elas vêm de outros institutos A Perseguição as ações baseadas em gênero e o reforço da mulher associada a família nuclear é transexual é só a gente olhar os programas as campanhas dos planos propostos pelo atual governo e é isso que a gente vê e continuar nessa linha é a gente colocar em risco não só a mulher mas também essa família que o governo cartão de proteger é era isso que eu tinha para dizer agradeço não sei se eu estourei o tempo Espero que não e E aí bom Obrigada Fabiana eu vou passar a palavra para outra da Angélica que te digo que o nosso problema que nós temos na conexão aqui do som foi resolvido dos evangélica senhora consegue me esquecer Me ouvem Tô brincando então muito obrigado e me desculpe logo de início é pela pelo atraso na participação mas eu quero desejar uma boa tarde à toa é chata hein participar com o núcleo de estudo da Unicamp EA Comissão da mulher da Câmara Municipal de Campinas deste foram pandemias violência uma ótica interseccional eu quero apresentar portanto a minha falta ações a casa peça que tchau se manifestou a Mariana conti a a minha mãe fez passam também de saudação a Fabiana Andrade que acabou de nos trazer em nos brindar com uma magnífica apresentação dos dados e da sua pesquisa com relação à o perfil da mulher e as condições da Mulher em risco de violência doméstica quero saudar também Cloud aluna Mariana Ganzarolli Magali Mendes e peço licença para saudar Tereza Cristina Cabral Rafaela Gonçalves Daniela Gonçalves galliano e mais a fatura Maria de Lourdes Rachid que são também integrantes da Coordenadoria da mulher do tribunal de justiça e minhas saudações também em homenagem a todas as pessoas que participam deste forma e eu em tempo de pandemia da covid-19 né de consequências são dramáticas e traumáticas não é em que Nossa já mais de 100 mil pessoas perderam a vida é a intervenção do de órgãos estatais da sociedade civil não é a sociedade civil da universidade é importante porque porque é importante sobre a perspectiva da violência de gênero a intervenção é dessas entidades ué segundo o levantamento do o brasileiro de segurança pública no mês de março e Abril do corrente ano né no Estado de São Paulo o registro de casos de violência de gênero doméstica e familiar diminuiu diminuiu também os pedidos de medidas protetivas de urgência o afastamento do lado do agressor a proibição de aproximação do agressor em por qualquer meio com a vítima E aparentemente é um dado interessante relevante auspicioso aperta né mas eu digo aparentemente Porque neste mesmo levantamento no mesmo período entre Março e Abril em 2020 no Estado de São Paulo os casos de feminicídio cresceram mais de 41 por cento em comparação ao ano de 2019 não é feminicídio o que é aquela Boss a violenta das mulheres pelo fato de ser mulher embaixo banho neste levantamento mais da metade dos casos a a a mulher foi tirada a vida da mulher no ambiente doméstico e também pelo seu companhia quando se fala em violência de gênero e familiar não se está falando como já foi acentuado e positivo Se ela paga várias seus clientes ser Deus em um a violência esporádica por motivos aleatório fala assim que eu lência doméstica e familiar era como um fenômeno sistemático não exemplo nós sabemos que no Brasil por muito que tenha nesse alcançado é as relações sociais entre as pessoas são desiguais assimétricas e uma vez em brigadas com a raça cor condição a orientação sexual é origem idade ganham dimensão incomensurável a estrutura patriarcal hierarquizada exige das mulheres o desempenho Como já foi acentuado não tem o desempenho de certos papéis determinados comportamentos e se não forem observados podem encostar a vida da mulher como ensinar SDS saffioti a mulher deve se ajustar a um padrão socialmente consumar a violência de gênero portanto envolve relações pessoais são âmbito doméstico e familiar em que agressão física psicológica sexual Econômica é praticada portanto por parceiros ou ex-parceiros a laços afetivos sentimentais em Tiago de ar de uma pessoa tem como fundo como pano de fundo eu diria e o sentimento de posse sobre a mulher o controle sobre o corpo desejo e autonomia da mulher a limitação da emancipação da mulher profissional e econômica sexual intelectual o tratamento da mulher como objeto sexual uma manifestação de desprezo de ódio pela molhar portanto no contexto de violência de gênero as agressões se sucedem de forma gradativa via de regra o golpe fatal é precedido de agressões psicológicas físicas sexuais etc e é patente a dificuldade da Mulher em romper com o ciclo de Violeta de violência ela se sente constrangida em revelar a violência que sofre na sua própria casa o próprio ambiente doméstico praticado Como eu disse pelo marido pelo companheiro pelos namorado sem ter receio de quebrar o silêncio medo da vingança do agressor pois bem em face deste quadro o acolhimento da Mulher em risco de violência doméstica e familiar pressupõe intervenção integrada e conjunta em rede de vários órgãos estatais e de entidades da sociedade civil é preciso o acolhimento da mulher seja eficaz que de ensejo a que ela compreenda o contexto em que está inserida e se não houver essa atuação eficaz para romper o ciclo de violência Pode encostar como vimos a recuperação contínua das agressões ou pode significar a festa da própria vida é é de suma importância o reconhecimento dos sinais de violência do ciclo de violência legumes não podem ser banalizados por tantos os exemplos de agressão física psicológica sexual deve acender uma luz de alerta a repetição reiterada de Atos agressivos em São Paulo desde macho a partir de março de deste ano o Tribunal de Justiça de São Paulo é tomou algumas medidas algumas delas propostas pela começa ou seja entre elas eu diria a dispensa do boletim de ocorrência para o pedido das medidas protetivas de urgência o afastamento da pessoa humilde se aproxima a proibição de aproximação do agressor por qualquer meio com a ofendida a idade também assim que foi editado o boletim eletrônico a possibilidade da utilização do boletim eletrônico e também uma campanha silenciosa informando as mulheres as portas de entrada do atendimento em caso de violência de gênero doméstica e familiar é é é E aí Bom dia criar folha último e é por último mesmo e por último eu gostaria de acentuar o signo de em tempo de pandemia da covid-19 o meu disse de consequências são dramáticas e traumáticas para a sociedade brasileira a intervenção interseccional sempre a importância portanto trocar saberes e encontraste caminhos é que permitam que a mulher obrigada a permanecer confinado em casa em momentos de isolamento social que se faz imprescindível é importante encontrar Camila para que a mulher tenha condições de ser acolhida e atendida de forma eficaz o desafio que se coloca é que análise crítica da academia as pesquisas da universidade a vivência EA militância dos movimentos sociais em rede com os sistemas dos órgãos estatais com sistema de Justiça portanto possam evidenciar portanto caminhos e soluções mais justos e igualitário o enfrentamento da violência de gênero doméstica e familiar em nosso estado eram estas as considerações que eu gostaria de apresentar neste papai muito obrigada bom obrigada doutora Angélica que ela fala tão sensível muito importante e muito importante essas medidas tomadas então pelo tribunal de justiça é eu gostaria de anunciar a presença de algumas pessoas que estão aqui presentes e é muito importante é a presença de vocês até porque nós queremos discutir com as mulheres na sua diversidade e queremos que as mulheres na sua diversidade é apresentem é qual é a situação da vida né enfim para que a gente possa fazer sugestões e recomendações dos órgãos Lembrando que a gente vai Afinal de servente vou fazer um documento síntese e nós vamos encaminhar então eu também gostaria de sugerir quem tiver sugestões e talvez não queira usar a palavra ao final a final da depois da mesa nós vamos abrir um momento das intervenções Mas quem quiser mandar sugestões pode mandar sugestões também pelo chat tá então eu gostaria de anunciar a presença da Ângela o que a professora do município da Beatriz Helena Braz que é do Conselho de saúde distrital e da comissão do Conselho de saúde integração a Edwiges Edwiges Lima EA promotora legal Popular a Rosemeire solar time que a professora do EJA do da Escola André tosello a Carolina quartan é a Julia Cristina savine que a do coletivo feminista Ana Montenegro a Silvia Morato que a da creche do Castelo Branco a Vanessa Ferreira que a da associação beneficente direito do ser A Edilaine Bergamin dia do CEI Maria Aparecida Vilela Gomes e a Mônica sai que a professora do município a professora Vânia cadesc Vânia sedesc que é do Instituto Federal de São Paulo gostaria também de agradecer a presença da Mônica e da Mônica e da Karina a Monica Divino Salvador e a Karina questão da assucamp Associação dos surdos de Campinas estão participando aqui com a gente e gostei de agradecer também os nossos intérpretes porque acho muito importante que essa discussão chega e também nas mulheres com deficiência nas mulheres que para que a gente possa né dá conta das mulheres na sua diversidade eu vou passar a palavra para Doutora Tereza Cristina que vai anunciar a próxima convidada E aí e agora seringa trabalho vou passar a palavra para Doutora Cláudia Luna vou deixar que ela se apresente e muito na salinha do que nós estamos aqui fazendo hoje no ambiente desse fórum que essa necessidade a gente olhar para a violência de gênero sobre a vários aspectos depois interseccionalidades que fazem com que onerabilidade sejam aumentadas né esse tempo de pandemia também e essas dificuldades acabem atribuindo acabem de alguma forma incrementando é a violência no sentido de dificultar os caminhos com essas mulheres podem ser correr para poder buscar o atendimento conseguir quebrar o ciclo da violência tem um passo a palavra para Doutora Cláudia Luna a Dra Cláudia boa tarde a todas todas e todos em primeiro lugar eu quero agradecer a oportunidade de poder participar desse fórum que é tão essencial Nesse contexto a inimaginável em comum que nós estamos vivenciando a essa anomia essa pandemia tipo 2019 que acaba por revelar aspectos polêmicos outros como a não só o aumento expressivo das violências de gênero mas sobretudo também questões relativas a as Relações raciais também são afetadas por essa pandemia então eu quero agradecer a oportunidade de aqui está é substituindo a nossa potente de magnífica palestrante Joice Bear não sei se o farei a contento Por que Joice a meu ver o nível mas procurarei aqui trazer ao dinamicas para que a gente possa te alugar sobre as questões raciais que estão aí permeando Esse aspecto e esse contexto da cor vídeo 19 eu quero saudar a comissão Municipal da mulher aqui na pessoa da vereadora Mariana Counter o núcleo pago estúdios de gênero da Unicamp na pessoa da Dra Carla a doutora Fabiana de Andrade e sobretudo As queridas desembargadora Angélica Dra Teresa Cabral Doutora Rafaela copeira Dra Danielle que são as nossas grandes parceiras aí dá comesp e falar do meu lugar enquanto mulher e negra a presidindo a comissão da mulher advogada da Seccional Paulista da OAB é atuando a enquanto advogada há 23 anos atendendo em situação de violência de gênero desde a violência doméstica e intrafamiliar passando pela violência de mulheres é em situação de encarceramento e também mulheres em situação de tráfico humano nas mulheres nas suas mais diferentes fases da vida e sobretudo é tratando dessa dessa desse atendimento às mulheres em situação de violência é a partir das suas intenções interseccionalidades de gênero e Raça questões etárias localidade então quando Nós pensamos é e a partir da nossa vivência colocando esse locos e esse corpo negro numa perspectiva de vivência a pensar a na dinâmica e sobretudo da afetação e o impacto das violências de gênero entre cruzadas pela questão racial Nesse contexto de mulheres sobretudo as mulheres negras vivenciando esse período de com anemia é óbvio que nós não podemos deixar de considerar aqui é o atravessamento de dois marcadores que são marcadores extremamente graves tiram estruturar a elementos estruturais e estruturantes de desigualdades entre as mulheres são Ative o racismo estruturais que trarão nessa situação e nesse contexto de economia de correr de 19 colocaram as mulheres negras numa situação e ainda maior bo a idade bom então é imprescindível que a gente possa entender Nesse contexto de pandemia e ouvia de maneira muito atenta o Vereador Pedro Tourinho quando ele traz a dinâmica e sobretudo a qualidade das mulheres negras que estão atuando no serviço de saúde e a desse lugar e dessa dinâmica que eu vou também estruturar a minha fala veja as mulheres negras Nesse contexto de isolamento social a trazido pela corrigir 19 é importante que a gente diga que mulheres negras considerando esses marcadores sociais raciais de desigualdade considerando as suas vulnerabilidades econômicas e sobretudo aggeo localidade é que colocam nos lugares em que essas mulheres com ocupar a cidade lugar das suas moradias a princípio serão lugares em que a planta estarão elas residirão em locais periféricos então é impossível e nós falarmos insegurança através de isolamento social porque isolamento social para essas mulheres jamais será a escolha e o que as colocar a si também a imaginarmos ou se você também é traçarmos uma virada mais específica é contextualizando a situação de violência e excessos em que elas vivem quando Nós pensamos em violência doméstica E intrafamiliar e essa perspectiva Boo não isolamento essas mulheres por vezes estarão também por conta dessa convivência mais intensificada mais expostas ainda a esses contextos de violência doméstica e familiar e e falando um pouco desse Episódio de violência doméstica e intrafamiliar trazendo é características específicas de como essa violência doméstica e intrafamiliar ela é graça e manifestar nesse período de pandemia é importante também atentar para algumas especificidades considerando esse contexto por exemplo nós estamos aqui a verificar e constatar e tem sido agredidas principalmente mulheres negras Nesse contexto periférico nesse período de pandemia como por exemplo elas serem colocadas para fora de casa sem o uso de máscara para que possam estar sujeitas a serem infectadas pela corrida e 19 os seus maridos numa outra dinâmica também estão sendo colocadas num contexto maior de cárcere privado e também sofrendo violência por exemplo com uso de material que deveria ser utilizado para sua segurança por exemplo estão sendo incendiada se sofrendo agressões como queimaduras utiliza fazendo uso de álcool em gel e nesse mesmo contexto pensando na intensificação dessa convivência que acentua e potencializa os casos de violência doméstica entre a familiar é importante também nós relembrarmos que está acontecendo a cifra aqui também ainda está oculta dos números de é legítima defesa ou onde a não apenas tentativa mais homicídio a a morte do Companheiro causada por essa mulher e nessa convivência mais estreita também está assim defender numa dinâmica de evitar a sua morte é tendo que agir em legítima defesa para continuar sobrevivendo Mas então nós tivemos aí um dado relevante esse dado é da delegacia de polícia duas tá região do extremo leste de São Paulo da delegacia de polícia de Cidade Tiradentes em que nesse período de pandemia em relação ao período anterior nós tivemos um aumento de cinquenta por cento nos casos de legítima defesa em situações a doméstica praticados por mulheres negras que lá vivem vai que Residem nesse nesse nessa nessa territorialidade é em relação a 6 meses atrás e a pro outro outra outra perspectiva também é importante nós avaliamos outras questões importantes porque mulheres negras são maioria hoje atuando nos chamados serviços e atividades essenciais Então nesse cenário que mulheres negras atuando nos serviços essenciais a nós podemos classificar aqui é números até do próprio IBGE d955 1756 mulheres negras estão atuando a em serviços essenciais enquanto profissionais da saúde no sistema SUS é e nem ligava eu que o grau de Exposição dessas mulheres a violências que se somam a violência doméstica entre a familiar iniciada anteriormente pelo pela prática ou pela divisão sexual desigual do trabalho irá também trazer uma gravamento a situação dessas mulheres que duelam diariamente cor o fato de sofrerem por vezes violência dentro de casa está expostas a outras violências e sobretudo duelar para que ao final do dia possam continuar sobrevivendo sem que possam ser a contagiados pelo covid-19 Então a gente tem esses contextos extremamente graves dessas mulheres que também é numa a precarização do seu trabalho estamos sujeitas essa outras violências que vão acontecer por exemplo pensando nessa cidade aqui está É nesse contexto Urbano é que está também impactado pela corrigir 19 onde nós temos vias urbanas mas desertas pensar que essas mulheres saem de casa muito cedo ou voltam para casa muito tarde pensar também nas dinâmicas de Exposição à violência as outras no contexto Urbano que essas mulheres estão expostas como por exemplo a com lugares mais desertos e locais periféricos menos iluminados é um exemplo a violência sexual eu dou é para Além disso nós precisamos pensar nesses locais de moradia nesses territórios em que essas mulheres negras pobres e periféricas se encontram a demanda de ausência de políticas públicas e de serviços básicos como saneamento acesso à água e também acesso por exemplo a serviços de entrega de delivery de que poderiam facilitar é esse isolamento social de modo a não permitir que elas pudessem estar mais a e transitando pela via urbana ou seja aquelas poderiam inclusive estar isolamento acho que é nós precisamos pensar quando é falamos dessas mulheres que estão em lugares periféricos é essencialmente mulheres negras do quanto à demanda de serviço e as características e especificidades desses territórios EA precariedade de serviços também vão trazer e vão impactar a dinâmica EA vivência dessas mulheres não é e sobretudo impactar no conjunto de violências violências também que se traduzem no na falta de acesso a um conjunto de políticas públicas que deveriam ser destinados essas mulheres onde também elas não têm acesso a um acesso mais precarizar antes então é ainda falando sobre a questão das mulheres trabalhadoras é a última chamados serviços essenciais nós precisamos pensar e mulheres que estão trabalhando no transporte público mulheres que estão trabalhando em atividades e comércios essenciais como nas farmácias nos supermercados Além de pensar nas profissionais da saúde no caso das mulheres a questão são mulheres negras que estão na saúde mas atuando como técnica de enfermagem e também como mulheres é na área de higienização desses dessas clínicas ou desses hospitais e também essas mulheres estarão sujeitas caso elas estejam em contexto de violência doméstica e intrafamiliar a violência doméstica na modalidade de violência é patrimonial são essas mulheres que estão aí engrossando as pesquisas do ipea que caracterizam o Brasil como a que o sábio é dizendo que se o Brasil tem uma cara e uma cor que representa o beleza e nos dão conta da dimensão do fenómeno da feminização da pobreza não é que são mulheres que a cada três lares brasileiros são as chefiadas por mulheres negras nós temos essas mulheres negras como é elementos estruturais de sustentabilidade econômica das suas famílias e também sofrendo pela dinâmica e dos impactos dessa economia causada pelo coronavírus e por vezes também expostas à violência as outras que impactam também patrimonialmente os seus ganhos então é importante que a gente também possa é fazer uma leitura e um diálogo do impacto dessa violência dessa violência também pode estar dentro de casa ou esse conjunto de violências que essa mulher negra sofre e dos impactos dessa violência na sua saúde que vai refletir no seu ambiente o trabalho não é tão mulheres sobretudo mulheres negras trabalhando em serviços essenciais ele se as mulheres negras já estarão é sendo submetidas a um grave Impacto psicológico na sua saúde emocional e física trazida pelo próprio contexto do racismo estrutural a que estão sujeitas e do racismo e da violência na dinâmica da violência institucional e da violência poderes aqui também estarão submetidas no seus locais de trabalho e quando essa violência doméstica e intrafamiliar ela vai se entre cruzar por outra violência que será encontrada no trabalho que poderá ser a violência é causada pelos assédio sexual e moral que também colocar a essa mulher uma outra dinâmica de outros adoecimentos no local de trabalho como por exemplo exposição acidente de trabalho perda da e são drástica na sua produtividade e perda na sua concentração e isso é extremamente relevante para que a gente possa enxergar as graves dimensões dessa violência e Os Mirins de afetação a saúde dessas mulheres predominantemente na saúde dessas trabalhadoras negras que só trazem de maneira ancestral e também permeado pela questão do racismo estrutural que elas sejam as centralizadoras do cuidado é trazido como elemento determinante social nas suas vidas Então quem é que cuida quem é que pensa a partir desses determinantes e marcadores de que vão colocar essa mulher não numa condição de humana mais uma condição de sobrevivente que políticas poderão ser desenhadas e pensadas a partir deste corpo que ainda é subalternizado que ainda é desconsiderado quando a gente pensa num olhar e numa implementação de políticas públicas então é imprescindível E possamos pensar quando nos debruçamos nesses marcadores trazidos pelas interseccionalidades que a gente possa para além de considerar a questão de gênero trazer o marcador de raça para o centro e esse diálogo é essencial para que o olhar o desenho a formulação de políticas públicas ela possa se dar para um templar essas realidades que são múltiplas e que eu procurei trazer nesses Breves 20 minutos que eu não sei se utilizei para que a gente possa entender é o quanto essas desigualdades ela se tornaram ainda mais graves nesse período de pandemia e a Organização Mundial da Saúde já também trouxe o resultado e uma estatística extremamente grave onde já é mostrou que pessoas negras estão morrendo muito mais isso leitura no período estatística relativa ao mês de maio nesse período de pandemia então é para que nós possamos e eu quero deixar aqui é esse essa consideração final que no mundo pós pandemia nós precisamos entender quem vai pagar a conta maior dessa fatura eu não tenho a menor dúvida de que aquelas que pagaram a maior parte dessa fatura No que diz respeito ao adoecimento aos impactos dessa Gama de violência de gênero serão sobretudo as mulheres e essencialmente as mulheres negras então eu quero agradecer essa oportunidade e parabenizar a importância deste fórum aqui na região de Campinas capitaneado pela pelo núcleo pago da Unicamp pela câmara municipal trazendo aqui a comesp como grande o e colocar também a Ordem dos Advogados do Brasil sobretudo a comissão da mulher advogada que está presente em 243 subseções no localidade à inteira disposição peixe foram para colaborar então muito obrigada e Joice berth me perdoe aí você mas não obviamente não conseguirei e não sei se consegui substituí-la a altura então Grata pela oportunidade mais uma vez E a Cláudia Parabéns certamente conseguiu como sempre uma grande parceira fazendo a importantes apontamentos né nessa intenção nosso de olhar para o intercessor interseccionalidade nas marcadores sociais da diferença lembrando sempre que nós somos distintas e diversas mulheres com distintas e diversas características muito embora a e Maria da Penha com o Marco Nacional falha de todas as mulheres Usina a cada uma de nós para cada uma dessas aferições na que a gente possa compreender a gente possa fazer o encaminhamento das politicas públicas que é uma das intenções de se forma obviamente que já lembrando para as pessoas que conseguirem se manifestar pelo chato pelo chat para poder até fazer as suas perguntas podem mandar suas sugestões de encaminhamentos finais como adiantou a Vereadora Maria na intenção é que a gente passa depois do encaminhamento né Esses foram não é um fim em si mesmo é o começo de desenvolvimento de uma política atendente a nós jogarmos né para questão a ligação da política pública dos serviços necessários à nossa espera a Fabiana falou disse para caos também sem políticas públicas a mulher não consegue sair da situação de violência né mas a dificuldade existe e ela foi implementada com academia ainda que presidente essa situação considerando a ausência de violência que já vinham no Crescendo com muito bem apontado pela Fabiana Então nesse contexto para a gente jogar um pouco também para outras questões interseccionais e marcadores sociais da diferença passo a palavra produtora Marina avisar a hora que já está na sala já com a doutora Marina Se apresente e nos brinde com aço lá brilhante exposição como sempre é uma boa tarde a todas a todos a todos meu nome é Marina Ganzarolli eu sou advogada estou Presidenta da Comissão da diversidade sexual E de gênero da obra em São Paulo e sou também conselheira Estadual da OAB de São Paulo a mais jovem advogada entre 200 conselheiros na cama Doutora Cláudia disse a 245 subseções Campinas a Inclusive a segunda maior do estado e são também a única mulher lésbica dentro deste espaço em estudo a violência baseada no gênero e na no contexto do direito é desde a minha graduação que fiz aqui na Universidade de São Paulo onde foi uma das fundadoras do primeiro coletivo feminista de uma faculdade de direito no Brasil coletivo feminista Dandara que já completa em 12 anos o meu exercício não só mais difícil desde a gravação também né mas depois após as A Noiva de Cristo não como advogada atende é a tendo a 13 anos mulheres LGBT vítimas de violência e por causa deste Trabalho há 4 anos atrás junto com outras advogadas as feministas fundei uma organização de impacto que presta assistência jurídica gratuita a mulheres em situação de violência que a rede feminista de juristas a defende então tenho caminhado aí dentro do campo do direito mais ou menos junto com a Lei Maria da Penha desde de 2006 tinta coincidente mente é o ano que eu eu entro na faculdade e logo já começa a fazer este trabalho por meio de escritório modelo da da Universidade de São Paulo E aí no mestrado e também no doutorado ainda estou na fase de doutoramento trabalho então aspectos de gênero é dentro do direito então na feita essa breve introdução eu queria dizer início agradecer imensamente ao convite eu estou campineiras ou Barão Geraldo dance mudei aqui para São Paulo quando passei na Fuvest nós já moro aqui há 15 anos mas fiquei muito feliz com convites né porque cresci é tive o privilégio de crescer e rodeada de mulheres e referências é questão que foram ligadas à ao pago de alguma forma então Yara belelli e Adriana piscitelli Margareth rago foram mulheres que permearam a minha infância a grande referência para mim enquanto mulher é a época enquanto o menina e hoje enquanto mulher então fiquei muito feliz com o convite porque tenho a Unicamp e o próprio pagou apesar de não ter nenhuma relação Direta com a única apesar da família né É me senti muito muito feliz e acolhida com convite eu gostaria de agradecer enormemente da em nome da Professora Doutora Carol abertas e também da doutora Angélica não aquele desembargadora quiserem aí fazendo um trabalho tão importante a frente tá Comércio e enfrentamento da violência contra mulher no Estado de São Paulo EA altamente a vereadora Mariana consiste na pessoa de quem é o cumprimento todas as mulheres é que atuam na política né Nós mulheres que são os 50 mais de cinquenta por cento da população e ele não ocupamos nem quinze por cento das cadeiras do congresso nacional é uma ausência de representatividade que é obviamente se reflete na forma é que a produção Legislativa no Brasil cidade é e nos seus aspectos E vieses de gênero é então cumprimento a vereadora Mariana e todas as mulheres que fazem esse importante trabalho é neste ambiente que é tão sexista é tão bom o opressor irmã para para presença de Corpos femininos É então acho que trago aqui uma contribuição do meu lugares de fala né Não só do meu trabalho enquanto o advogado enquanto feminista é enquanto alguém que estuda e trabalha com os sobreviventes e vítimas de violência baseada no gênero que é a necessidade né E aí o tema do nosso fórum né de olharmos para para o aspecto dos aspectos da interseccionalidade dessas mulheres como a Fabiana muito bem colocou né a pandemia não é responsável pelo aumento das notificações de violência à violência ela existe com ou sem a pandemia a pandemia ela agrava as desigualdades econômicas sociais de gênero que já existem a nossa sociedade né e que tô falando especificamente da violência contra a mulher a gente está falando de uma violência que ocorre aonde dentro do lado é então o aumento da oportunidade para a para o cometimento do crime instalado quando você tem a a para as pessoas que têm o privilégio de estarem em isolamento social uma convivência aí a familiar aumentada né forçosamente aumentada é hoje o lugar mais perigoso para meninas e mulheres no Brasil tanto sermos assassinadas quanto para sermos estupradas quando pra morrer nos é o próprio lado né o próprio domicílio então não à toa as notificações de violência doméstica fora do contexto de pandemia se dá um normalmente aos finais de semana nos horário nos horários noturnos que estão os horários de convivência familiares é então trago aqui uma perspectiva do meu lugar de fala que é muito Bom dia tia a experiência de ser mulher né que eu vou Cláudia muito bem tirou se não é universal né quando dizemos a palavra mulher não escrevermos todas as mulheres que existem na nossa sociedade é existem mulheres negras brancas olhar esse gênero as mulheres trans é mulheres heterossexuais e mulheres lésbicas e mulheres bissexuais e mulheres tirem o campo mulheres que vivem na cidade e na cidade que vive no centro que vivem na periferia da é mulheres jovens mulheres idosas mulheres com deficiência nas indígenas refugiados um beijo os marcadores sociais da diferença eles são inúmeros né a gente poderia que citar diversos é não só a raça não só diversidade sexual que estamos aqui é destacando né Mas são muitos nos atravessamentos as estruturas de privilégios de opressão que determinam a experiência de cada um de cada uma e não só experiência né esse lugar social é determina o acesso à dir e o acesso a garantias que deveriam ser igualmente acessíveis para todas e na verdade na prática nãon Ouçam é então a gente já tem um problema de subnotificação no na violência principalmente na violência sexual é e ainda assim daquilo que temos notificado temos grande dificuldade É de fato o aplicar a legislação é isso fica mais Evidente ainda é quando os equipamentos públicos não podem ser feito presencialmente acessados né então é a e muito importante dizer isso né e acho que trouxe a Claudia trouxe uma um aspecto essencial que é existem muitas mulheres que não estão no isolamento né Para Além do fato de que a dupla jornada né Para que ela se tem o privilégio de estar em isolamento ela se sou Essa é a alça os afazeres domésticos eles são ainda mais aumentados né num contexto é de pandemia do cuidar água as crianças não estão indo à escola né então para aquelas que têm o privilégio de estar dentro do domicílio isso também aumenta isso não é uma questão de opinião né nós sabemos que quem cuida dos idosos das pessoas com deficiência né que não possuem autonomia por algum motivo y z ou de pessoas que estão adoentados são as mulheres né quem cuida dos filhos quem cuida do Lar são as mulheres daí não à toa temos aí 30 milhões de brasileiros vivendo né famílias monoparentais compostos unicamente pela mãe né Quatro milhões de brasileiros que sequer tem um nome do pai na certidão de nascimento então estamos falando de ir aí novamente não é uma questão de opinião as mulheres eu vou até pegar aqui o dago o cisco da exercemos no Brasil de acordo com o apenad né Pesquisa Nacional por amostra de domicílios contínua executivos 18 horas semanais em cuidados de pessoas afazeres domésticos sabe que os homens é dedicam 10 horas semanais lá então para além desta do acúmulo de trabalho de jornada tem essa situação das das mulheres Systems privilégio estar isolamento e as mulheres que não têm esse privilégio que são as mulheres que estão na frente né na linha de frente e que normalmente estão em profissões que são menos vou usar água no mercado de trabalho né não à toa isso também é um aspecto de gênero quando a gente vai tratar de determinadas profissões a gente flexionam gente não femininos ao invés de usar o masculino né a enfermeira eo médico é a a pedagoga a professora ou empresário o advogado o político é e não à toa essas profissões né e no masculino são mais valorizadas no mercado de trabalho aí tem uma remuneração melhor é e quando você pega o perfil de raça o perfil é socioeconomico novamente as mulheres negras são as maiores prejudicadas E aí eu queria trazer um outro neném tu né para esses para esse recorte que é o da diversidade sexual é não só de orientação sexual mais de identidade de gênero né que outras mulheres também continuam trabalhando independentemente da pandemia e expostas é a questões de saúde e segurança gravíssimas as mulheres em situação de prostituição é e Associação Nacional dos travestis é identifica que 90 por cento das mulheres transam Brasil estão em situação de prostituição é e continua um durante o período de pandemia trabalhando é Porque precisam sustentar é então é para além da violência doméstica aqui também verificamos dente de largas ou ofensivos é importante lembrar que esse essa luz Essa é a lembra da Penha que é considerada um dos três melhores Marcos enfrentamento à violência contra a mulher do mundo é ela fala em gênero é em violência baseada no gênero e ela é muito clara e expressa daí que independe da orientação sexual não é desde cometida no contexto afetivo doméstico-familiares então é obviamente aplicada né a lares homoafetivos é eu como advogada vi também o aumento nos pedidos né de auxílio e de ajuda também entre casais de mulheres não estamos enquanto mulheres lésbicas a livres ou não sujeitas a estrutura né patriarcal de desigualdade de Poder é de gênero que existe na nossa sociedade é interessante notar que o lesbocidio é um feminicídio de mulheres lésbicas aí é neste caso E os autores né obviamente é ele tava falando a violência doméstica entre a família lares homoafetivos mais ou menos gosto de os autores da violência são a majoritariamente do gênero masculino né é o lesbocidio no Brasil ele aumentou de 2014 a2017 237 por sangue é imagem aleatóriamente de mulheres lésbicas negras nas 58 por cento eram mulheres lésbicas negras né então quando a gente pensa nesse Marco excelente de enfrentamento à violência que a Lei Maria da Penha versus aplicação como que ele de fato é aplicado como que ele chega né nas mulheres como que a gente dar antes essa proteção quando eu vou somando é estes marcadores sociais como raça orientação sexual e identidade de gênero na esta mulher infelizmente né fica ainda mais exposta eu tenho uma situação de vulnerabilização é determina o seu acesso à proteção e aos direitos garantidos pela lei Maria da Penha e por todo o sistema de proteção a mulheres então só para dar um exemplo Ester Então essa mulher trans que sofreu uma violência do companheiro e busca uma delegacia especializada da mulher o atendimento adequado para pedir uma medida protetiva de urgência de afastamento em relação a esse companheiro agressor que também é um Paula também tem uma relação profissional é ele também é o vamos dizer assim o cafetão dela ele também ele é a explora economicamente né E ela busca Então essa medida protetiva numa delegacia da mulher infelizmente apesar da legislação ser Clara vai apresentar pra gente ter enunciar E é claro né que te deixam expressa tanto a polícia quanto ao judiciário a aplicação da Lei Maria da Penha é as mulheres Cis e trans né as mulheres de gêneros e as mulheres trans também é na prática muitas vezes isso não acontece é Então essa essa mulher é não tem um atendimento adequado mesmo na delegacia especializada é porque ele é ouvir o preparo não houve a capacitação é e novamente EA transfobia é a lesmofobia o racismo é seu formas de violação e violência e discriminações né condutas discriminatórias e violações de direitos humanos que permeiam não só nossa sociedade mas infelizmente também o nosso judiciário é até porque a delegacia o hospital é o próprio judiciário o Ministério Público a Câmara dos Vereadores a universidade e não estão apartados do mundo né não estão imagem estão aqui nessa sociedade Brasil é que é o quinto país do mundo e feminicídio então o primeiro país do mundo em transfeminicidio é uma sociedade profundamente marcada pela desigualdade de poder entre homens mulheres pela desigualdade de poder entre brancos e negros pela desigualdade de poder entrar transexuais e lgbts é então é importante que a gente fale É e de enorme né Às vezes as pessoas ficam muito Nossa mas essa sigla LGBT que cada vez tem uma letrinha mais não é realmente infelizmente muitas vezes a gente precisa de nomear as coisas porque aquilo que não tem nome continua invisível continua invisibilizado continua não digito continua não considerado continua não pensado na política pública a gente está falando de uma população quando a gente fala de mulheres TRANS e tenham expectativa de vida média nacional que é menor da metade é menos da metade e ativa a dívida a Nacional total é então a gente tem muito ativa dívida nacional hoje de 75 anos a expectativa de vida da população perdeu de menos de 35 e vejam algo que a Fabiana trouxe que é muito interessante é um centro de dados né então a gente já tem um problema Seríssimo de estruturação dos dados de violência que a gente já sabe que são subnotificados de violência baseada no gênero que a gente tem uma inconstância nos dados do League o do disco 80 né a gente é preciso se não fosse o atlas da violência do Fórum Brasileiro de Segurança Pública a gente não teria uma compilação que olha tanto para os dados do disque quando para as notificações informadas por cada Secretaria Estadual de Segurança Pública é então ainda bem que o Fórum Brasileiro de segurança pública faz esse trabalho quando a gente está falando de violência contra população LGBT é isso fica é mais grave não é para se ter uma ideia a gente teve relatórios oficiais né do disque 100 né quero discutir é Direitos Humanos É sim em relação à violência contra população LGBT apenas na história do Brasil apenas nos nos anos 2011 2012 2013 todos os outros dados que possuímos por exemplo esse que eu trouxe do lesbocidio é o assassinato de mulheres lésbicas não só porque são mulheres mas também porque são lésbicas é é é algo que é o resultado de um trabalho da federal do Rio de Janeiro conduzido pela professora Maria Clara Dias inclusive sofreu grande perseguição para publicação desse trabalho é que chama do Siena nesse possível inclusive está disponível na internet trabalho interessantíssimo né E que traz também o aspecto muito interessante desse tipo de violência e é também o suicídio até o quanto os nossos jovens lgbts beija novamente né a violência que começa dentro e na negação da identidade da organização sexual nesse adolescente né na violência doméstica contra esse menino afeminado' da é que gosta de boneca ou essa menina que é mais masculina né É Essa violência que começa dentro de casa e que leva muitas vezes a evasão escolar a expulsão a saída do domicílio né um virtude da violência e do não reconhecimento das identidades da sua orientação sexual expondo esse jovem adolescente a todos os perigos né É de estar na rua é de estar no estar em uma situação de rua é então e aí a gente entende por que que essa expectativa de vida é menor do que 35 anos né então eu vou ser do mesmo sítio ele traz mensagens ficar muito interessante que água suicídio no sentido de pessoas além de obter que não se suicida mas que são os Suicidas é pela violência pela exclusão é de a cidade que não compreende é e que não quer abrir se para o diferente é o par ativo que é considerado diferente né então a gente só observo jogos LGBT queria mais ele tem cinco vezes mais chances de cometer suicídio de acordo com estudo da Universidade de Colúmbia a gente observa nesse jovens é e sintomas de estresse pós-traumáticos semelhantes aos sintomas de violência sexual como a depressão síndrome do pânico ideias de suicídio abuso de drogas e Álcool distúrbios alimentares e automutilação é estão né Essas violências são violências que são observadas ou dentro do ar ou são observados no na quando na escola né quando tem oportunidade de se jovem ter o acesso ali do educador da educadora né Então veja que num contexto de pandemia né quem que está observando a a segurança que tá conseguindo Garanhuns X é a segurança desse Oi jovens né também algo que se coloca na então esses dados essas estatísticas do mesmo sítio mas são trazidas graças a estudos né o grupo gay da Bahia Faz esse trabalho a anca também vários trabalhos mas oficialmente veja o estado de São Paulo aqui o nosso estado temos no boletim de ocorrência da nossa Polícia Civil aqui que é né cada estado tem a sua até que é responsável pela pelo boletim de ocorrência né que é responsável pela no pelo inquérito pela investigação e te dá então é para o Ministério Público os instrumentos meios para que esse processo seja levado a cabo na vara de violência é não existia no formulário o abertura né um campo para se colocar a orientação sexual da vítima então se eu quisesse realizar o boletim de ocorrência por lesão corporal é que foi baseado no discriminação LGBT FOB é bem então eu apanhei porque né ali me chamou né esse disse verbal mente agressões caracterizavam Por que aquela violência tava com o correndo né e tinha um caráter agilista fobia de transfobia e homofobia não existe não existe no boletim de ocorrência um campo para se preencher orientação sexual como é que eu ia poder criar estatísticas do Estado de São Paulo de quantas violências acontecem contra a população LGBT se nem no boletim de ocorrência tinha é esse campo né então esse Campo existe hoje né no boletim de ocorrência já alguns cerca de três ou quatro anos se eu não me engano e muitas vezes não é utilizado a doutora tem vergonha de perguntar isso não tem nada a ver com a situação foi uma briga de trânsito né mano mas ainda assim não consigo olhar isso praticamente né para esse tipo de violência simples essa informação não é colhida no momento da neve a notificação do crime então seu né aí por exemplo ou uma outro aspecto Aí o japonês errando também próxima e da próxima aí do meu tempo o outro aspecto importante a violência sexual onde acontece a violência sexual no Brasil dentro de casa né novamente contexto de pandemia aumenta a oportunidade né em que se cria essa conduta criminosa ocorre setenta por cento das vítimas são menores de 17 anos mas se for para por 152 nos quebrados é das vítimas são meninas menores de 13 anos então quando a gente tá falando disso pelo Brasil a gente tá falando basicamente tudo filhinha de abuso contra criança e adolescente que acontece cometida por quem por um familiar é por um pai ou padrasto o cunhado o vizinho o amigo da família que frequentar a residência o tio primo né o avô eu consigo dizer qual é o a relação de valor desse tipo de crime que tem com a vítima né então e aí como que a gente garante é a saúde a segurança das nossas meninas nas nossas mulheres dentro do ambiente doméstico bom então é a justiça ela é essencial é a comesp a doutora tem mesa Doutora Angélica é as nossas delegadas né das delegacias especializadas as guardiãs da Maria da Penha são essenciais mas a gente está falando do momento da violação é a gente precisa da água assim para trás e cada vez mais falar sobre educação é a violência é a pontinha do iceberg por baixo né da superfície essa estatística a gente consegue quantificar né de estupros de homicídios é de agressões é ela é aquilo que a gente vê tá acima da superfície abaixo da superfície a gente tem uma desigualdade de poder que se materializa em todos os aspectos das nossas vidas e as mulheres ganham cerca de trinta por cento ao menos o que os homens os mesmos postos de trabalho hoje no Brasil Somos mais escolarizadas que os homens mas o que vamos logicamente o mercado informal é nós mulheres nós temos 44 por cento a mais do que as mulheres negras no Brasil é somos o quarto país do mundo em casamento infantil né quando ligamos a televisão somos homens e mulheres desde muito cedo bombardeados com imagens é com o esteriótipo de padrão de padrão de beleza de branquitude de magreza de juventude que são inatingíveis para 99 porcento dos meninos das mulheres brasileiras não à toa a gente tem pesquisas com uma ver o galho é do Reino Unido que mostram que um terço das meninas de 7 a 10 anos já sente pressionada assistente pressionada para ser bonita é a gente tem ainda a ausência de mulheres em cargos de poder Então essa desigualdade de poder é que traz que traz lá na ponta é essa essas estatísticas de violência então aí realmente tá trazendo a um último aspecto da violência sexual em relação às mulheres lésbicas que é o estupro corretivo é que a violência sexual cometida contra a mulher lésbica é o estupro que é cometido não só por ser mulher mais também pela sua orientação sexual e que está tipificado no Brasil desde 2018 com alteração do Código Penal não temos hoje modificação específica para esse isto para essa violência sexual que acontece especificamente contra a mulher lésbica então fico à disposição agradeço mais uma vez o convite tentei trazer algumas das questões relativas ao enfrentamento à violência baseada no gênero que permeia o aspectos da diversidade sexual e também da identidade de gênero muito superficialmente né mas espero ter atendido aí há a expectativa de começarmos de iniciarmos esse debate esse fórum esse locos nesse espaço de diálogo para pensar como podemos tirar do se transformar em realidade uma lei Maria da Penha que de fato atenda a todas as mulheres independentemente de orientação sexual de raça ou de identidade de gênero aproveita inclusive para cumprimentar o trabalho da Comércio e tem certeza que trabalhou muito para isso da recente alteração da nossa lei estadual que regulamenta a competência das delegacias especializadas da mulher que mudou a palavra sexo feminino para gênero feminino mais uma vez reafirmando a necessidade de que mulheres trânsito para vestir também sem sejam atendidas nesse equipamento muito obrigada e para aqueles que tiverem interesse o quiserem continuar esse debate eu deixo meu contato@Mari Ganzarolli canal2 tá grande quando você diz sociais aí obrigado bom obrigada Marina é muito importante na questão que a Mariana mencionou né que dizer de todos os equipamentos estarem aí adaptados e reconhecerem e legitimarem as diferentes identidades de gênero que nós temos vejo e te mando aí então né mulheres trans mulheres travestis isso é super importante eu vou mencionar algumas pessoas que estão aqui presente depois eu vou passar fala Para nossa querida para Carla Carla anunciar a fazer o anúncio da próxima convidada mas aí do Dante a falar da próxima convidada é vocês quem quiser se manifestar pode se inscrever no chat ok então eu gostei de anunciar a presença da Sofia Carolina a senhor é like é do coletivo feminista Rosa lilás da Renata damas que é da associação de educadores e educadoras sociais do Estado de São Paulo é Barros do Tribunal de Justiça de São Paulo a Pilar Guimarães que a da zona de educadores feministas autônomas é a marina kawanishi que é do Conselho das escolas municipais o Thiago Pereira que é o Thiago Pereira que é da une a Carolina klingelnberg do coletivo feminista Ana Montenegro A Vanessa Ferreira cada associação beneficente direito dos de ser a Janaína Richard que a professora do município a Gisele Barros que é do TJ de São Paulo análise do Conselho Tutelar a Silvana Ferrari do Conselho Tutelar a Cassiane tomilhero do fórum Municipal de Cultura e mais algumas pessoas aqui é a Mônica Oliveira Santos Souza que é do Tribunal de Justiça da Bahia tá acompanhando a Ana Taveira que é militante do PSOL a ande ande Benedetti que a da aldeias infantis SOS Brasil região sul a Fabiana Estela eufrosino que é da Prefeitura Municipal de Campinas a Tamara Bernardes também da Prefeitura Municipal de Campinas a Renata Mendonça da associação beneficiente direito de sexta a Fabiana Fabi O que é estudante de serviço social a Tamires cantar diz que a promotora legal popular e eu acho não esqueci ninguém se eu tivesse lado alguém depois a gente nem na presença também tá bom então vou passar pela Carla Bessa bom obrigada Mariana antes e passar a palavra para querida Magali Mendes eu queria só agradecer imensamente às que antecederam até agora a Cláudia Luna que assumiu aí essa incumbência né é de última hora que nos brindou assim que uma reflexão importante cima da necessidade de políticas antirracistas nesse país né pra gente pensar questão de gênero a marina que eu sou fã de longa data e que acho que de novo trouxe essa essa importante necessidade da gente pensar naquilo que conjuga né que constrói essa Teia da questão da violência né quando a gente fala a senhora da importância de discutir gênero nas escolas da importância da gente pensar uma renda mínima é universal e que atenda as mulheres daquelas tenham a quantidade de emancipação enfim a gente tem uma série de dimensões aqui pa e pensadas conjuntamente e agora a gente vai ouvir mais uma mestra né Pra quê que eu conheci quando era secretária do pago quando era Mestrando ainda na Unicamp há muito tempo atrás e que já havia nela assim uma Sindicalista importante uma guerreira que ajudou a montar uma associação das mulheres negras daquele de Campinas e Atualmente trabalha na pele pés que também é uma das nossas assim é constituidoras né das periferias de Campinas e ela vai ser alta apresentar porque isso aqui é só uma Uma Chamada carinhosa para dizer o quanto é importante essa parceria com a galinha né Acho que pago é sempre muito grato a presença da Magali e aos ensinamentos que a Magali tá indo pra gente então Magali com você a palavra e a dona para ouvir não tá dando para ouvir bom é eu é que quero agradeço seu convite Carla e agradecer também a comissão da mulher na câmara de Campinas é qual a Mariana é presidente que tem conduzido muito bem nem aí agradeceu começa pela pela pelo convite né e acho importante e num momento como esse e que vocês uma acadêmicas como profissionais do direito é venha trazer para nós algumas informações ajudante do dia a dia também possa trocar essas informações né Então desse ponto de vista acho que esse fórum é que se inicia hoje é um Marco na história de Campinas e do nosso ponto de vista e ele deve sempre é o que muitos dos assuntos que foram tocados aqui existem pessoas mulheres em Campinas que é trabalham especificamente atuam nesses setores né então acho que é importante para nós é que esse fórum simples e que esse fórum continue para que essas pessoas venham falar do do seu retorno daquilo que atua o daquilo que sofre né Eu sou eu moro aqui na região sul né especificamente luziel Monte Cristo e que levar B que é um complexo de ocupações que aqui em Campinas é da década de 90 vem se consolidando a região sul é uma região de ocupações Urbana e Quem é essas ocupações Elas têm se dado em forma de luta Habitacional em Campinas né Por falta de um projeto Habitacional é nós fomos obrigados a ocupar espaços para que nós que construímos Campinas e tivéssemos também o nosso espaço que é de direito humano que é o espaço da moradia garantir então eu eu queria colocar isso para que as pessoas entendessem é que moradia direito e que é direito das mulheres é pensando é a moradia como um espaço nosso mas Espaço das nossas famílias também né E aí a gente pensar também aqui essa zonas sua onde eu moro é a zona é a região de Campinas que menos têm acesso a diferença né então a gente pensar como Campinas e desigual e que Como nessa pandemia as coisas se afloram e esse demonstra como mais desiguais ainda então aquilo e para já era o cotidiano hoje passa a ser visto pelo gás da cidade então acho que pensar um pouco nisso para nós é importante e daí a importância também das que me antecederam terem falado também porque me deu oportunidade de centrar a minha fala nas questões e que dizem directamente respeito a nossa vivência em Campinas né E aí eu quero falar um pouco de pra nós a violência de gênero ela ela é entendida né popularmente como as diferenças Há diferentes formas de violência que luz atinge é sejamos mulheres fiz o sejamos mulheres trans nessa sejamos negras sejamos ciganas a nossa região tem muitas cigana sejamos indígenas os estamos brancas pobres né porque do nosso ponto de Visa quem lucra com tudo isso e quem se beneficia com essa violência é é o sistema capitalista que também é representado por homens brancos com mais de 50 anos e feijão eles proprietários de empresas sejam ele latifundiários sejam ele do poder executivo legislativo ou judiciário o mesmo nos centros de produção de conhecimento como são as Universidades então a gente fala muito e intersecção e naquilo de nos coloca como coloca os nossos por vamos demonstrador é inclusive de Sofrimento erros e a gente não coloca comida seccionalidade muito quente privilegiado e quem leva a vantagem é dessas dessa composição que muitas vezes é subumanas que nós mulheres vivemos então eu gosto sempre de lembrar um homens brancos com mais de 50 anos e se eu acho que isso a gente precisa pensar que é para gente saber também e refletir também como é que a gente desconstrói liso né E como é que a gente se torna enquanto mulheres é [Música] anticapitalista é porque esse sistema para nós pobres para nós mulher para nós negros não tem eu a entrada como o melhor sistema para as nossas vidas então ao invés de legitimam nós precisamos desconstruiu e muito mais do que isso talvez apresentar o estilo dele porque é esse sistema com essa representação masculina e branca que se beneficia da nossa pobreza da nossa falta de condição e do nosso da nossa falta de acesso e aí como mulher negra pobre quebrada eu quero dizer que é nós não queremos estar nessa estatística das que mais sofre nós queremos que a nossa realidade mesmo e para nossa realidade da é necessário que a gente de reflita Quem são os privilegiados e diz construa-o e elimine essas primeiro beijar e para eliminar os é nós vamos ter que nos unir né E aí é muito e é muito necessário que a gente diga isso nesse momento se não pode parecer que nós queremos nos cinco minutos sistema nós não queremos que esse sistema cabe e que sejamos capazes de consumir algo novo para as nossas vidas e que todos tenham os mesmos direitos e que todos tenham deveres também mas que a nossa qualidade de vida seja u né E aí falando nisso eu queria lembrar um pouco que Campinas é alguns dias atrás se tornou oficialmente uma metrópole e né e o quê que significa isso para nós mulheres para nós mulheres pobres para nós mulheres negras dessa cidade é significa de as injustiças vão aumentar né que a pobreza vai aumentar e todas as formas e da devam ser colocadas embaixo do tapete o que quando a gente pensa em Metrópole que a gente pensa em algo grande mas no sistema nos coloca a refletir sobre algo que reproduz riquezas e a gente sabe que pra nós é esse status de Metrópole vai nos trazer mais ainda o sofrimento né em uma cidade que nós vimos crescer desordenadamente e que nós sabemos que essa condição de Metrópolis Metrópolis vai usar aceitar porque somos as mais poros porque somos da chefe de família porque somos as moradoras de quebrada de favela o que estamos em situação de rua o que somos periféricas né e somos as que mais recentes do do serviço do Sul Zé e tudo isso não se traduz em vou ter habilidade o Zé porque somos as que têm menos acesso aos equipamentos e beneficiar estamos longe da assistência estamos longe do Judiciário estamos longe da educação estamos longe da saúde com qualidade estamos longe da Segurança Pública porque eu entendimento de Segurança Pública numa cidade como Campinas é a proteção de quem tem bens não é a proteção de quem não tem na né então é isso é muito profundo para nós é Estamos também longe da segurança alimentar né se é verdade o que estou dizendo por aí que nós precisão o mesmo melhor para o nosso corpo e tem mais resistência ao coronavírus então nós estamos muito longe disso a ponto de no início da pandemia até hoje a cidade não tem não ter controle de quem são os pó a unidade da tarde e que nós sabemos que um Minha Essência somos nós mulheres porque somos aqui em Campinas 52 você entra da população né a população que paga imposto né seja num num pão seja uma fruta ou seja no no eletrodoméstico ou seja em qualquer qualquer utensílio que a gente tem na nossa casa Então nós pagamos impostos e nós vemos nós não temos o passo depois ele assistir Jesus para nós as nossas nosso Bem Viver então isso para nós é é muito sintomático é necessário que a gente pensa e e hoje está junto com um setores do Judiciário setores da universidade é setores da o Municipal para nós é uma possibilidade da gente avançar na discussão do que é que as mulheres é nessa cidade precisão e essas necessidades não se iniciaram é com a pandemia e imaginamos que elas vão se agravar pós pandemia mas que tem usar convicção de que esses problemas eles podem ser resolvidos então é pensar um pouco nisso para que a gente aponte caminhos de solução e as promotoras legais populares tem toda a possibilidade e tem todo o desejo de contribuir na solução desses problemas né Henrique fazem com que é essa recém Metrópole também tenha problemas de fundo né e e a gente pensando nas questões ES é de Campinas é a gente pensar aqui é a segunda de DM do Estado de São Paulo foi realizada aqui em Campinas né pô foi implementado aqui em Campinas a criação do caism Unicamp de para nós foi na época é uma possibilidade da gente avançar Nas questões das mulheres e não atende primeiro da violência contra a mulher e o uso por exemplo a gente tem notícias de que mulheres transam foram a tinta que foram mulheres trânsito de Campinas que foram dissolver não violência sexual não foram atendidas no país meninos para nós é é muito significativo e muito triste é a gente pensar por exemplo na criação que você ama que a na década de 90 era uma referência de Jack é muito público é de proteção uma mulher e a gente vê que hoje com as políticas públicas que com as políticas que são de São sendo implementadas com um esse governo Municipal é o cê amo foi foi precarizado né que isso não deveria acontecer para nós promotoras legais populares por exemplo em vez de ser precarizado eu tinha que não tem como como esse ser ampliado nós defendemos a muitos anos que exista um cê amo em cada região de Campinas porque é impossível uma mulher pobre que não tem renda que mora lá no Anchieta ou que mora lá no campo belo chegar até você amo de ônibus é impossível porque porque se ela sofreu violência inclusive o violentador ele é é ele que que rege a economia da casa então ela vai ter dinheiro para tomar uma se ela tiver 11 anos no bairro dela vai ser muito mais fácil dela acionar assim como se a a as delegacias que existem hoje duas mas se elas fazem melhor divididas em queriam seria para nós mulheres populares mais fácil que eu tenho na delegacia e nós não estamos dizendo que e que duas delegacias é é bom para nós estamos dizendo que eu amo demais delegada nós fizemos de delegacia da mulher também regionalmente como uma Metrópole merece né então pensar nessa nesse histórico também pensando histórico do programa iluminar né que a princípio era um bloco de programa mas que podem correr do tempo ele não dá conta de detectar os problemas Oi gente tem em Campinas e ao mesmo tempo cria um problema para os profissionais de preencher formulários para os quais elas não foram Preparadas né outra questão que para nós é muito séria é o abrigo sorteio né aqui a gente sabe que não também não dá conta da demanda que tem que não é uma demanda localizada é uma demanda Metropolitana então a gente precisa pensar nisso e para que a gente amplie e que as mulheres não fique no abrigo sarai e me é presos quem tem que sofrer repressão da Justiça é o agressor não são ela então precisa ser um lugar aonde as mulheres possam ter interrupção entre elas aprendem não são um fim sair de lá mais qualificadas o que entrar porque senão a lógica é voltar a morar um agressor Então essas coisas para nós são muito importantes da mesma forma que ampliar a atuação dos Cras é impossível uma cidade como Campinas te Class fechado em tempo de pandemia é impossível para nós isso não tem lógica né E aliás é todo equipamento público municipal no momento de pandemia deveria saber quem são as pessoas mais vulneráveis na cidade Campinas teria condição de colocar as cestas básicas na porta das pessoas se tivesse é aquela aquilo que você está me chamam de busca ativa aí quando a pandemia como começa as mulheres que já são vulneráveis ficam mais vulneráveis ainda e ainda passam fome então essas coisas é que precisam ser acertadas e penso que um fórum como esse é capaz de é de dar uma possibilidade para gente de não Só tem isso Batista e aliás Campinas tem muito É mas não só tem estatísticas não só tem estudos mas a gente ter soluções para essas questões que para nós são importantíssimos é e ao mesmo tempo a gente pensar como é que a gente contribui com a região né como é que a região diálogo né Nós temos cidades na nossa região que não tem de de ele então até outro dia era 17 cidades e apenas 11 tinham ddm agora se não tem nem DM na cidade as mulheres têm que vir até Campinas e sobrecarrega ddm de Campinas nem aí é tvdm na cidade é um direito Esse é um direito para as mulheres que possam sofrer violência ou que sofreu violência e aí a gente se empoderar Como diz a Joice a gente se poderá significa a gente tem equipamentos perto da gente também né a gente não se contaminar com o vídeo significa a gente não tem que tomar um Tonico's ou para ir trabalhar ou para ir até uma equipamento público né tem dado o nome dos noticiários desses dias e pelo menos aqui em Campinas aonde que mais tem segunda minar pessoas com convide dentro dos ônibus e não é isso ônibus estão superlotados e as mulheres estão nos olhos em particular as trabalhadoras domésticas que aliás né porque isso antigamente falando é a maior categoria de mulheres no Brasil né são 8 milhões de mulheres das quais 1 milhão delas perderam emprego né nessa pandemia então assim é pensar como é que a gente é contribui para a solução desse problema mas pensando a responsabilidade maior é está no poder público mesmo né como é que a gente dia logo as coisas poder público que não quer falar com a gente né como é que a gente já falou né aí como é que em alguns setores que a gente lutou para aqui para 15 uma Defensoria Pública né e como o juizado de violência contra a mulher uma regra dos setores de papo é dão respostas para aquilo que necessidade nossa né E isso para nós é uma da internet gente oi Como interromper mas só tem mais três minutos tá com um monte tá difícil de interromper mas só contando né E aí a gente que essas respostas e eu já precisa de alugar a gente precisa equedia lugar e aí por fim eu queria lembrar aqui e distância torre de mulheres de há quase 20 anos ele esquecido ou não lembrado o lembrado com vergonha nessas idades que são as mulheres em situação de Cássia né Nós temos uma média de 500 mulheres em situação de carro sabe nessa cidade né segundo e o infopen ES há 36 mil mulheres presas o Brasil é 45 porcento dessas mulheres poderiam cumprir a prisão domiciliar né E aí a gente pensar como R os operadores e justiça seja são ele é advogada sou advogado sejam é ele juízos os juízes como é que contribui para que são as mulheres é posso estar em casa com seus filhos a maioria delas somente são mais EA maioria delas não não cometeram pênis violentos Então se é possível ou não é que isso Tá se dando em Campinas né como é que a sociedade se esqueceu de nela exige o presídio feminino e tomates anos atuando isso também né Essas mulheres estão sem visita felizmente não existe um caso de é de Com vinha de dentro do presídio feminino em Campinas mas essas mulheres estão sem visitas e parte significativa dessas mulheres podiam estar cumprindo Pena em casa então é eu quero para encerrar dizer que o que nós queremos nessa cidade é que é as mulheres sejam políticas para as mulheres sejam prioridade e que nas políticas Gerais é que as mulheres sejam considerados e queremos finalmente que esse fórum simples sempre porque tem muita mulher nessa cidade que precisa falar inclusive as mulheres trans que hoje estão abrigadas numa casa de Iniciativa popular não de iniciativa pública né porque porque o governo de Campinas não tá pensando nessas nessas os movimentos soci Oi e aí são vários que se mobilizaram para que essas mulheres tenham ao menos uma casa de passar né então mulheres que em sua maioria vieram moradoras em situação de Cuba Então acho que essas coisas a gente precisa pensar e trazer para que juntas a gente possa resolver é isso gente Obrigado uma galinha somos nós somos agradecidas por essas parece mapa de ação que você montou aqui para gente em relação à cidade de Campinas Muitíssimo obrigada eu passo agora a palavra produtora Teresa para ela fazer um pré vir encerramento aqui para a gente passar para as perguntas e comentários e abrir um pouco a palavra é isso Dra Teresa Cristina quer fazer um ou não agradecer a todos vocês foram exposição extremamente importantes tô fazendo em uma série de ações a gente tava lutando aqui uma galinha que sem caminhoneiros necessário para o orçamento importante Essa visão interseccional ele é fundamental a gente tem que sempre ouvir e você tem razão faltam outras mulheres a ideia aí fixamente a fazer uma interação dessa discussão desse debate tento descobrir que um pouco mais complicado porque ainda que você já para algumas nós obviamente Mas fácil para ver se eu deixo de dentro das casas outro equipamento que ele tanto para outras vezes não deixa de ser uma porta fechada é impossível de ser aberta diante de todas as nossas habilidades envolvidas nas nossas mas agradecer imensamente todas as falas colocadas não consigo nem complementar os foram absolutamente complementares e acho que a passar agora para as perguntas e apontamentos e depois dos a camisa para as últimas considerações bom obrigada Teresa é só lembrando que quem quiser fazer o uso da palavra pode se inscrever pelo chat eu vou passar a palavra então para a Mônica Azevedo que é da assucamp para ela fazer as suas considerações E aí ou a gente tá com débit Maurício que vai auxiliar também neste trabalho E aí E aí Olá eu sou eu não sou da assunto Hum eu pertenço ao Paróquia Divino Salvador quem vai falar em nome das um campo e depois é outra sou a Karina e eu fiquei vendo várias pessoas debatendo Oi e eu sou surda e eu me sinto igual os problemas são iguais nós sentimos na pele os mesmos problemas são diversos mais eu posso dizer que eu enquanto mulher surda me sinto tão violentado Quanto qualquer outro é mas é a grande maioria dos problemas que o surdo tem enfrentado como forma de violência e discriminação eu gostaria de dizer para vocês o tema principal é a comunicação é porque eu sendo surda em qualquer lugar que o for e as pessoas olham para mim de uma forma diferente com preconceito de uma forma mais grosseira simplesmente pelo fato de eu não me comunicar como elas a minha comunicação é diferente seja em qualquer lugar um hospital se eu precisar recorrer a uma delegacia em qualquer lugar que eu precisar ah e também é uma mulher oi para ela poder comentar sobre esse tema e ela precisa saber como ela foi criada dentro da sua própria casa cada uma tem a sua própria história e para mulher surda isso é pior porque dentro do ambiente doméstico também não existe comunicação dentro da própria família a própria família não conhece a nossa língua Oi e eu encontro tudo não consigo me comunicar comigo próprio pai ou com a minha mãe ou até mesmo com o irmão eles não conversam comigo e essa forma é uma forma de violência também uma forma de violência comunicativa isso para nós é uma dificuldade a principal dificuldade do surdo porque eu quero conversar eu quero aprender entender o que tá acontecendo Eu preciso ser aconselhada é um direito que eu tenho eu preciso que a família incentive eu enquanto filha mas a maioria das famílias isso não acontece e esse é o sofrimento que o surdo tem de violência dentro da sua própria casa Olá seja pai seja mãe ou seja mesmo uma madrasta muitas vezes eu não me sinto como eu não posso não me sentir como um filho por não ter a possibilidade de comunicar e isso é violência também eu gostaria de ver para mim a minha comunicação é muito difícil e em qualquer lugar não é só exteriormente mais dentro da minha própria casa ou até no meu trabalho isso acontece dentro da escola com amigos também em qualquer local em que eu me sinto presente a comunicação é o principal barriga é a principal arma de preconceito é como eu me sinto desvalorizada e muitas vezes eu me sinto oprimida isso me gera medo até mesmo de procurar a polícia porque como eu vou fazer uma denúncia uma delegacia e falam vai lá reclama com alguém mas eu chego lá ninguém vai me atender é isso que eu gostaria que todos vocês pensassem que em todos os lugares os atendimentos públicos precisaria do que e tem o intérprete alguém que soubesse a língua de sinais é única forma eu não me senti dependente de uma família ou de alguém me acompanhar em todos os lugares que eu Precisarei ir eu não tenho coragem eu preciso sempre chamar alguém eu me sinto dependente E aí nessa forma e vou cada vez me fechando mais eu percebo que muitos estudos têm tem depressão e teve realmente até o suicídio por não se sentirem pertencentes a sociedade e hoje com o coronavírus a partir do momento que isso começou todas as pessoas começaram usar máscara isso piorou muito a nossa qualidade Porque como que eu que preciso da leitura labial eu vendo uma boca tampada eu não tenho noção nenhuma do que está sendo falado Oi me desculpa eu não consigo entender o seu surdo e eu percebi que as pessoas não têm paciência com isso é mas eu preciso mostrar que eu não entendo porque eu preciso da leitura labial como eu vou ficar com eu só tô vendo os olhos eu não tô vendo nada o bom é mais uma forma que eu me sinto violentada as pessoas usam esse argumento que elas estão preocupadas mais isso gera em um certo grau de ansiedade Eu também me preocupo muito com Corona eu tenho que saber me cuidar eu preciso saber me proteger mas eu não sei como e as pessoas não passam as informações para gente pela língua de sinais às vezes escreve em algumas palavras mas a gente não tem conhecimento de toda a palavra e todo o vocabulário da língua portuguesa isso também causa confusão e sofrimento para comunidade surda e também por exemplo outras formas de preconceito se tiver acontecendo uma briga não sei nem o que tá acontecendo Eu não tenho como já lugar entender a causa dos problemas é a vida do Sul da vida muito mais sofrida do que as pessoas entendam por exemplo eu não tenho como ir no psicólogo psicólogo não sabe língua de sinais e se tiver acesso a língua de sinais um psicólogo são poucos profissionais que se tem que falta também e falta a coragem do Sul do procurar um profissional porque ele já traumatizado eles já sabem que não vai acontecer uma comunicação satisfatória porque o próprio psicólogo não conhece a realidade do surdo e seria muito melhor que os profissionais interessados em conhecer na nossa língua e nós estamos surdos nós precisamos ajudar os outros surdos e incentivar os outros filhos mas eu não sou um profissional eu não sou psicólogo eu posso apenas aconselhar quando eu percebi que os tudo tá triste porque ele passa pelos mesmos problemas que eu passei eu entendo o sofrimento que ele enfrenta os lugares que ele precisa se dirigir então muitas vezes eles pedem para mim alguma forma de auxílio porque eles querem gritar eles querem colocar para fora e é impossível muita muitas vezes também as pessoas chegam perto do tio e grita achando que ele vai entender alguma coisa mas a forma que ele entende os conteúdos seja em qualquer lugar num na farmácia no supermercado é pela língua de sinais e não existe nem placas nem nada as pessoas acham que imagens São suficientes para a gente faz eu preciso de um profissional eu preciso ter acesso a língua de sinais o que que me adianta uma placa cheia de letras e de palavras em português lá não tem língua de sinais e eu fico muito feliz quando encontro alguém que sabe a Libras Mas isso é raridade isso é muito triste para nós é uma forma de uma pressão da comunidade surda é mas eu vi todos vocês explicando muitas coisas eu gostaria de reafirmar que nós mulheres sofremos igual a todas as outras explanações e se você tiver junto de um homem ou 20 e o homem ouvinte bater como que a mulher surda vai se defender disso ela vai procurar quem a polícia e ela ela vai fazer um boletim de ocorrência procurando a polícia quando ela chega lá ela não vai conseguir conversar não vai ter internet e é um processo tão demorado você tem que colocar no papel porque não existe alguém capaz de se comunicar com você não a delegacia de polícia ou também não posto de saúde e eu queria perguntar para vocês quantas pessoas sabem quantos surdos existem em Campinas e na região de Campinas quantas pessoas surdas é uma comunidade imensa estudos não sabem para onde recorrer imagina Campinas e cinco intérpretes numa Central Eu fico feliz porque existe cinco internos que prestam esse serviço mas precisava do número muito maior é que existe uma atendimento eficaz verdadeiro isso é muito sério quando a gente se preocupa com a realidade do surdo e com tudo o que ele sofre e com tudo que ele enfrenta pela ausência da língua de sinais e as pessoas não fazem ideia de como isso nos causa constrangimento de comunicação sentimos ofendidos eu sou igual a vocês eu só tenho uma diferença eu não escuto e não falo e parece que mesmo que você sabe um pouquinho de língua de sinais e tudo sobre assim como um pouquinho as coisas seriam muito mais fáceis a vida dos tudo seria muito mais fácil é mas infelizmente hoje na nossa realidade nós podemos ver várias explicações várias temáticas mas o nosso problema principal continua Eu Gostaria de reforçar a dificuldade da gente encontrar com o Vinícius usando massas e que não se propõe a falar com a gente pela leitura labial eu peço um pouco mais empatia que vocês se coloquem nos nosso lugar e se as pessoas soubessem língua de sinais Vocês não fazem ideia de como a nossa vida seria diferente você tem que ficar perguntando que foi O que foi isso gera um certo constrangimento imagina quando você não entende alguma coisa e pede repete de novo repete de novo repete de novo isso é muito difícil para nós é uma luta continuar nós estamos lutando para quebrar barreiras e a único recurso através da língua de sinais e que esta língua esteja presente em locais públicos e eu tentei resumir um pouco para vocês ok a minha experiência e eu agradeço Mônica agradeço gostaria de me desculpar pelo equívoco em relação é a Mônica queda Divino Salvador e eu vou passar a palavra então para a Karina Martins que é das ucamp que vai fazer os as suas considerações Karina o Olá tudo bem com vocês o meu nome é Karina eu sou conhecida por esse sinal na comunidade surda e eu moro na cidade de Valinhos eu agradeço a vocês pelo convite é a primeira vez que eu falo na Câmara Municipal e agradeço a vereadora Mariana e também a todas as pessoas que estão prestando atenção nesse momento nesse fórum Oi eu gostaria de cumprimentar também porque a Mônica já falou para vocês o mesmo trabalho que as um campo e faz eu enquanto participante da diretoria Eu Sou coordenadora da Pastoral dos surdos da cidade de Campinas Eu também frequento a igreja Divino Salvador e nós observamos constantemente as pessoas passando informações Mas eu sinto a mesma dificuldade da Mônica as informações são língua portuguesa e nós nos sentimos deixadas de lado isso nos casos certo sofrimento bom e isso retrata para nós o principal sinal da violência o que nós sofremos e nós temos desse trabalho com Tino mas as pessoas desprezam essa nossa luta não existisse incentivo que a pessoa surda nós sempre estamos na mesma luta o e às vezes conseguimos algumas coisas aí eu acredito que no futuro se usa ainda vai ter uma vida melhor do que nós temos hoje mas ele depende nessa nossa luta hoje com o coronavírus as barreiras de comunicação alimentação aumentou muito a Mônica falou para vocês esse problema da marca para nós se eu for numa loja você chegar no médico como que eu vou entender se o médico tá com uma máscara no rosto como que eu vou entender o perigo do vírus eu tenho medo mas eu não tenho as informações as palavras que ele escreve não entendo nada e são só palavras isoladas para gente é necessário um contexto isso eu tomar um remédio errado e se eu estiver grávida eu não tenho acesso às informações Isso é uma forma de me sentir violentada Oi eu gostaria que você se imaginassem também esse fórum pensasse e sente-se na própria pele como nós sentimos Olá seja homem seja mulher é pertencente ao grupo a comunidade LGBT não importa os surdos estão presente em todas as comunidades existem casais e nesses casais existem agressão Independentes são casal hetero homo mas o surdo que participa disso não tem nem como denunciar eu pergunto para vocês como um surdo vai fazer uma denúncia no local se ele não tem como falar na própria língua vezes tem o número de telefone adianta para mim número de telefone eu até sei o número da polícia eu faço para vocês aqui mas e daí adianta para mim eu preciso de me comunicar pela minha língua língua de sinais e não existe essa forma de o denunciar na polícia de procurar um advogado e um médico isso não existe ainda que falta isso na nossa sociedade o principal desafio Nossa falta de acessibilidade linguística e se acontecer a violência dentro da minha própria casa eu não sei o que fazer eu me senti agredida violentada eu fico imaginando que meu marido me bater eu vou denunciar onde o que que eu tenho que fazer eu não tenho ideia da onde procurar e eu vou continuar com esse sofrimento dentro de mim a minha vida inteira eu vou passar sofrendo apanhando eu pergunto vocês imaginam nesse local esse tema violência dentro da sua própria casa e não saber o que fazer essa realidade da comunidade surda e por isso nós precisamos saber que ter coragem Como denunciar é mas como não existe acessibilidade essa é a nossa realidade e também falta informações Mas não sabemos onde procurar um psicólogo sabe língua de sinais a gente não sabe procurar um advogado a gente não sabe se existe uma assistente social que possa nos dar esse auxílio e nós estamos sempre dependentes da nossa família será que uma hora que a gente vê alguém da nossa família e para nos auxiliar como que a gente vai se virar como a gente vai ter autonomia eu preciso procurar um amigo interno que vai junto comigo eu queria que você sempre disse sobre isso esse sofrimento das Barreiras da comunicação é um trabalho que venha muito tempo o que nós não podemos desistir precisamos continuar lutando acreditar que mora nós vamos romper barreiras essa é a nossa principal luta é nós também pagamos impostos igual todos vocês nós somos cidadão Moramos na cidade pagamos impostos e nosso cobramos acessibilidade aqui esse é o principal que nós precisamos para que a gente tenha uma vida um pouco melhor os seus vinhos fala tá bom você já tem a vida de você já melhorou bastante vocês entendem as palavras vocês podem tirar carro mas até nisso a gente tem dificuldade você sabe o que pode acontecer e eu sendo surda sozinho dirigindo eu morria de medo de pegar um carro porque se acontecer alguma coisa não tinha nem como ligar para alguém pedir um auxílio se acabasse a gasolina do meu carro como eu que ia pedir para alguém me socorrer eu tive que aprender por mim mesma nessa vida a me virar sozinho e eu também falo de uma outra pessoa que dizia para mim que tinha medo de andar à noite é por causa de violência como que ela vai gritar como que ela vai pedir socorro como que ela vai voltar para casa Se ela sofrer violência durante a noite e não tem nem como gritar bom e Nós preferimos o que nós queremos ter uma vida livre nós queremos viver em paz como todo mundo e por isso reafirmo para vocês para nós é uma dificuldade que vocês não enxergam eu volto ao assunto se eu sofrendo a violência e os ouvintes discutam o vizinho escuta a moça gritando a mulher chorando palavrões mas eu não tenho apanhado em da minha casa ninguém vai conseguir entender o que eu tô eu não falo não tem como eu gritar as pessoas acham que é normal que isso é próprio do Sul da é o jeito do Sul de sim falar através de mim mas o suco não tem voz os filhos comunica por sinais isso nós somos diferentes e eu pergunto o que eu posso fazer se eu sofrer na mão de um ouvinte bom então essa nossa luta sempre continua mais parece que nós não temos resposta Essas barreiras sempre continuam e eu buscar informações em vários locais que eu tenho uma vida um pouco melhor e eu gostaria muito que vocês o setor público principalmente os advogados que vocês dessem um toque para esses profissionais a importância de um advogado e de um médico de um psicólogo e uma assistente social que vocês aprender assim um pouco de língua de sinais Nem que fosse com o básico eu não tô brigando eu não acho que vocês estão brigados mas que vocês aprenderem sem que o básico E por que vocês fazem só para quem que eu preciso aprender isso a para que eu não vou trabalhar com surdo não não é isso e eu digo para vocês eu sou professora Oi e eu digo assim se eu tiver amanhã depois que procurar um psicólogo para pedir uma orientação para um aluno meu filho eu não sei quem eu vou procurar e o psicólogo sim é capaz de orientar as pessoas não eu eu peço que vocês Imaginem isso também é como é importante que a polícia um delegado que as pessoas consigam Entender no momento de emergência eu tenho para onde correr e a polícia não sabe não adianta chegar lá os Esquilos tudo foi preso como que ele vai argumentar O que aconteceu é muito difícil eu não faço nem ideia de como é um surdo na cadeia bom então eu peço que todos vocês busquem aprender um pouco da língua de sinais e a nossa língua própria língua da comunidade surda é a língua de sinais Esse é o jeito do surdo e nós temos corpo nós somos pessoas humanas como vocês mas tentamos vida de uma forma visual nos entendemos o mundo de uma forma visual É mas o nosso único problema é isso aqui eu não lhe resumo eu não resumo a um ouvido eu sou muito mais que isso eu me sinto muito mais que isso eu não me sinto só uma pessoa deficiente porque eu não escuto a sociedade precisa enxergar a pessoa surda e se atentar violência que nós lemos vemos sofrendo há muitos anos até os dias de hoje eu pergunto para você o que que melhorou para nós precisamos continuar com uma luta eterna eu acredito que nós vamos conseguir sim mas eu me preocupo muito com a comunidade surda e que a maioria ter uma vida pior mais difícil ainda do que a minha não consegue procurar auxílio jurídico não consegue procurar polícia não tem como denunciar nada E novamente digo para vocês se eu sofrer violência eu vou procurar os meus direitos sim mas eu acreditei muito se você não sabe nem o que fazer ele sofrer agressão física dentro da própria casa e ele sabe se aonde ele chegar vai ter intérprete alguém vai acompanhar ele ele vai chegar sozinho como que ele vai se comunicar Imagina você falando a outra língua num país que você tá desculpa se eu fui muito longa tentei resumir mas é o principal eu queria falar em nome da comunidade subir Esse aumento importante para nós e peço que vocês se atentem a nossos não nos deixem de lado nós não pertencemos a um outro mundo um mundo paralelo nós estamos inseridos na comunidade e vocês também podem nos acolher nós somos apenas pessoas surdas precisamos ter unidade não preconceito não tem discriminação eu peço para vocês procurem se unir procure entender um pouco a nossa realidade que vocês entendam pouco a nossa cultura eu tenho certeza que um pouco mais de carinho atenção acessibilidade vai melhorar muito obrigado pela atenção de vocês E aí bom obrigada Karina e Mônica eu agradeço muito se você estiver aqui é muito importante essa posição que vocês fizeram acredito que nós queremos né a ideia desse fora comtempla diferente as mulheres nas suas diferenças nas suas necessidades e é muito importante esse momento de vocês estarem com daqui pra gente as questões então eu agradeço imensamente mesmo né é eu na verdade dando seguimento a gente não tem mais só confirmando não tem mais pessoas inscritas eu gostaria apenas de ler uma mensagem que chegou pela gente para a gente pelo WhatsApp que é é é da Cláudia que é coordenadora do Conselho Municipal da mulher de Campinas ela fala boa tarde Sou coordenadora do Conselho Municipal e faz parte da União Brasileira de mulheres ao BM por conta dessas e as mulheres me procuraram para orientação de como proceder quando sofrem algum tipo de violência seja física ou psicológica há duas semanas recebi um relato do mal atendimento porém a atendente masculino da delegacia do Paulicéia essa mulher foi constrangida humilhada após horas de espera não consegui fazer do boletim de ocorrência nesse dia portanto além das violências sofridas Por um companheiro ainda sofre violência institucional quero parabenizar pelo debate pelo fórum muito necessário principalmente tempo de pandemia onde constatamos as precariedades e a falta de políticas públicas pode atendimentos básicos a sociedade como um todo em especial para as mulheres que sofrem as violências aproveitando a participação da desembargadora a doutora Angélica de Almeida do comércio para denunciar e registrar o descaso atendimento das mulheres na na delegacia por alguns servidores Então ela fez essa essa manifestação é eu vou passar bom então Jaque se a gente não tiver tem uma uma inscrição quem quer elástico tá é pode abrir e latinha do coletivo Zefa o Village que a do coletivo A Débora vai auxiliar E aí depois a gente vai retornar então para as nossas convidadas para as considerações finais e lá três minutos ok vou controlar aqui porque a gente já tá com tempo é adiantado pode ser Oi gente boa tarde é muito importante é organização e participar desse fórum dá uma organizada desse furacão interno né de revolta e desafios que a gente está vivendo eu sou Educadora E aí vem aqui fazer um convite/uma explicação eu acho que a gente já foi falado isso mas a gente precisa estar nas escolas né então vamos equipamentos públicos que mais atendem a população que atendem de forma pulverizada todo mundo todo mundo tem alguém perto de você que tá participando da escola e a gente precisa dar um jeito de compartilhar essas informações que a gente na militância sabe galera da academia site a galera do Ministério Público tenta sensibilizar esses profissionais que estão lá para gente tentar construir né de uma maneira mais compartilhada e dialógica mesmo uma sociedade mais justa mais democrático porque escola é nesse momento academia tá com muita dificuldade de manter o seu papel como instituição social de defesa aqui desde residências diversidades mas também temos profissionais lá dentro que precisam ser sensibilizados e outros muito bem intencionados e também é necessita como todas nós né de estar sempre dialogando conversando que a gente conseguir pode ficar as nossas práticas tem um gargalo imenso eu percebo várias coordenações de escola de mandando gente para fazer formação no atc Presença de uma hora semanal que a gente entende de planejamento de formação e não tem quem faça isso ó tá vendo a série PS base habitantes do pessoal fazem também a gente não dá conta não temos pernas então quem sabe um bagulho o espicha ali tanto que não conseguem organizar um projeto de extensão né que faça formação para educadores educadores não aquele projeto que essas tem que ir até o banco esse e querer estudar gênero mais um projeto que vai na escola nessa reunião que é rápida falar um pouco inicialmente sobre essas pessoas são tão importantes quem sabe sensibilizar + adaptadores para trabalhar todas essas questões que a gente sabe que são necessárias de trabalhar né aqui em Campinas a gente tem um histórico muito forte na militares movimento feminista mas em 2015 quando nós passamos pela violência que foi a proposta de emenda orgânica a Lei Orgânica do Município da ilha da opressão né do município queria Proibir a menção a palavra gênero e todos os contextos escolares e de equipamentos públicos a gente sentiu muita falta da Universidade na União o que a gente feliz não tivesse uma dela tá aí ainda ofensiva nessa câmera Municipal extremamente violenta o professora uma foto se machuque racista que a gente tem e outra preocupação que eu queria colocar aqui pronto aproveitar a presença de várias revistas é que recentemente nós tivemos aqui em Campinas é a Constituição de uma página por adolescentes denúncia no Twitter ex-esposa de Campinas e nesta página elas estavam ali dando um jeito delas de botar forro e denunciar seus agressores ao mesmo tempo que a gente fica né Muito satisfeita com a nova geração botar a Boca no Trombone mesmo vai que vai quebra tudo a gente fica muito preocupada com os aspectos tanto de retaliação são possíveis pelos próprios agressores que envolvia tanto outros adolescentes quantas pessoas adultas também quanto às possíveis retaliações legais né que é uma adolescente ao criar essa essa página por exemplo poderia sofrer a gente faz o que a gente dá conta nós fizemos a primeira coisa né é vítima de violência precisa O que é ser ouvidas fizemos reuniões de acolhimento certo vamos atuar e apoiada a melhor forma possível mas eu acho que como a comissão da mulher a gente poderia afundar aí uma um grupo de trabalho de estudo nessa gente entendendo melhor os aspectos legais essas questões e nós contente quando ele ela faz ela ser a cirurgia serviço tem que usar as comunicações tem muito mais pensando muito mais realizadas em meios digitais e de todos os problemas isso traz né muitas famílias não têm acesso uma das meninas estava sozinha dentro de casa não consegue denunciar escola que tem ter um mês a possibilidade de vigilância de denúncia a gente tá de olho sempre ficar acontecendo ações estruturadas famílias mas elas não estão raiz frequentando este lugar e a violência aumenta e muito Quero Agradecer todas as contribuições foram muito gostosa Cisco a pesar de violentas né e na pele Mas é muito bom a gente saber se tem muito trabalho sendo realizados e que estamos junto nessa tá legal obrigada Pilar eu vou passar a palavra então para a Deixa eu ver isso aqui a minha colinha para as nossas convidadas né podemos começar então com a Fabiana E aí Oi Fabiana E aí Fabiana tá aí a Fabiana Fabiana cinco minutos a gente pede agora a gente vai tema vai ter que ter um tempo porque a gente já tá caminhando para o final tá você abrir a Fabiana Não é porque eu tava tentando abrir eu acho que eles também estavam aí quando eu abri eles achavam e foi só seca vou tentar falar brevemente brevemente na verdade é primeiro eu estou muito feliz de ter participado desse fórum é é um fórum que eu quero continuar acompanhando porque eu acho que é extremamente importante eu tenho uma ligação bastante afetivo com Campinas que foi onde eu me constitui como o profissional né toda minha pesquisa foi aí e foi muito importante ouvir a Magali que me trouxe tantas lembranças da Unicamp um exemplo de liderança a Maria Marina Ganzarolli também falando sobre os LGBT a car a grande exposição as mulheres falando da questão da mulher surda que eu anotei o nome dela mas eu não tem tanta coisa que os dance mais um dia Onde está e o que eu vejo disso tudo aqui tem muito trabalho pela frente né é um trabalho primeiro eu tinha um grande mapeamento que vai ser feito porque ele parece que aquela história que o Brasil não conhece o Brasil acho que também podemos dizer isso sobre Campinas também não existem uma quantidade de pessoas em situação de violência e de violências que não são simplesmente violências do violência de gênero ela se interseccionam e outros tipos de violência institucional essa violência é da comunicação da ausência da comunicação E eu gostaria eu não é só te falar em relação a isso que é possível ou o que é o nome de Rosa né Eu queria várias coisas para dizer mas uma delas acho que é principal que essa que os profissionais que atendem essas pessoas né então tanto um profissional sensível as pessoas que não é que tem algo qualquer é tipo de deficiência e a gente pode pensar em surdos em pessoas que não enxergam e diversos níveis né pessoas que têm problemas de deficiência física e pessoas negras todos os indígenas que a gente nos elas nem estão presentes aqui né então assim ciganos né ciganas então assim olha só uma também que a gente precisa fazer e olha qual é o perfil do profissional que se tem né que atende essas pessoas é quando se fala de média e alta complexidade né bom então o que eu vejo é que assim a educação Ela é super importante não só como um lugar um espaço onde a gente precisa atuar não só em relação aos profissionais mais relação aos estudantes mas a educação no sentido pedagógico mesmo né a gente precisa aprender a ter antipatia pegar até empatia pelo outro aprender a olhar para o outro né e não que a gente vai se colocar no lugar dele mas consegui olhar para aquela dor e para aquele sofrimento e se movimentar ele se indignar ponto de entender que aquilo não é possível e então a gente precisa entender os lugares das pessoas né dá onde elas vêm os profissionais que atendem na delegacia da mulher no centro de referência nos traz na prefeitura essas pessoas elas não estão elas não são seres superiores né e elas não têm elas tem um preparo profissional e técnico para quê a função mas elas precisam de um preparo emocional né quando a gente pensa que gênero ele interfere exatamente na no na ideia que as pessoas têm de relacionamentos pessoais familiares Então são ideias que são constituídas de vários lugares né então eu acho que esse é um desafio é conseguir também é e fazer com que a fiscalização parte disso né ela não é só afetiva É também um movimento e que você de deslocamento né e de entender que o fato de existir uma pessoa que não compartilha do seu ideal de família do seu ideal de relacionamento isso não interfere a sua maneira de estar no mundo mas se você não atende aquela pessoa de uma maneira que seja empática você está interferindo no jeito daquela pessoa está no mundo né e produzindo e tudo isso é um relato das suas mulheres em relação à questão é da deficiência auditiva mais poderia ser de várias outras formas né Cada um tem um relato sobre isso então assim para não estender né Eu acho que isso é uma questão importante que deve ser considerado esse grande mapeamento e essa questão dos profissionais né e é isso só agradecer também me coloco à disposição Esse é um tema que me interessa é profundamente né Eu acredito que a transformação de políticas a melhoria de políticas públicas e da vida das pessoas passa pelo por isso né Para a gente olhar para os problemas e procurar soluções então muito obrigado bom Obrigada Fabiana nós que agradecemos pela presença é eu vou passar a palavra então para a Marina Ganzarolli para fazer as suas considerações finais por favor Marina em pó mais uma vez eu agradeço o convite é importante que espaços É como esse aconteçam com regularidade é para que as mulheres é campineiras possam trazer né as dificuldades de aplicação proteção é de aplicação da legislação e proteção das mulheres na ponta né no dia a dia e queria corroborar as falas que que me precederam e também agradecer as contribuições é que que foram colocadas eu sigo à disposição é para fazer esse trabalho de capacitação né em relação não só a educadores e educadoras mais com a esquece quaisquer que sejam as profissões é a gente precisa falar sobre sobre essas desigualdades e o recordes aí que que afligem as mulheres e meninas então 15 à disposição@Mari Ganzarolli gostaria mais uma vez de agradecer e ressalta a importância da educação para para esse tema não só para a educação das crianças né para ti ir lá na frente isso não aconteça não adianta nada a gente ensinar para menina é fechar a perna não né não sai à noite um bebê quando na verdade a gente precisa ensinar os meninos sobre o que é consentimento e pensar como que a gente consegue construir uma masculinidade menos tóxica daí talvez lá na frente evitar essas estatísticas é falando de gênero nas escolas é falando para todas as mulheres a inclusive aquelas que não falam a língua portuguesa que se comunicam por libras é muito importante né quando falo fazendo direito né da Educação um ano agora é a faculdade de direito da Universidade de São Paulo já começando a disponibilizar para quem tem interesse em aprender por meio de uma extenção a linguagem de sinais né que eu acho que é um já é um grande avanço todas as Universidades deveriam ter essa essa matéria essa opção é porque a população precisa de todas as áreas do conhecimento de forma acessível né Eu sou deixar essa essa esse registro mais uma vez agradecer e desejar EA todas a todos a todos um ótimo final de semana bom obrigada Marina eu gostaria só de fazer menção aqui ao comentário da professora Vânia T10 que é do Instituto Federal de São Paulo ela fez no comentário aqui no chat agradeço por toda essa contribuição foi muito bom participar deste fórum deixo aqui uma sugestão para incluir nesse debate a questão da mulher da Grécia do sistema prisional e de sua inclusão produtiva no mundo do trabalho nós do Instituto Federal de São Paulo temos um projeto de extensão o Alvorada que está organizado no Campo de Campinas e hoje está em mais de 15 estados do Brasil nele temos poucas mulheres precisamos fazer mais delas para esse projeto que além da formação de eu poder fazer a colocação no mundo do trabalho via autogestão ou em colocações no mercado Mais uma vez agradeço em nome do Instituto Federal Campinas Boa tarde obrigada professora Vânia o professor eberval também que a diretora do Instituto Federal esteve por aqui teve aí bom então eu agradeço muito importante o Instituto Federal dar presente para a gente poder ampliar a nossa rede eu vou passar a palavra então para Magali Mendes para suas considerações finais e eu queria agradecer o convite dizer que foi muito importante está aqui com vocês também dizer que as promotoras legais populares do Estado de São Paulo no dia sete de agosto assinaram uma carta os prefeitos e prefeitas e que o prefeito Jonas já recebeu é falando junto com o IBC Clean e outras entidades mas nós em número de 35 cidades que executa o projeto pé limpeza assinamos falando das mulheres e o convite né E como nós necessitamos de políticas públicas para esse momento né então é e essa gata vou enviar para Mariana acho que já enviei mas vou enviar novamente para aqui vocês recebam também a outra coisa que aí é muito direto né Eu queria dar um recado ao prefeito de Campinas até que ele pare com essa coisa eu tiver aqui o comércio que isso nos contamina né isso nos obriga a ir para aí trabalhar então pare com isso porque isso vai fazer com que as mulheres sejam mais prejudicadas ainda e pensando nisso a Unicamp que foi a primeira que se manifestou pela quarentena agora está enviando cartas aos seus funcionários para o retorno ao trabalho então essa coisa de 15 dias trabalha e se contamina e volta para casa aqui esse dia é isso que pressiona as outras instituições a redor a pressionar os seus trabalhadores corre-campo tem mais de 20 mil trabalhadores e que vão a todos os mares dessas cidades e e o nível de contaminação que tu vai virar Então esse é um recado sincero de uma mulher de Periferia que não quer que outras mulheres não né Nós estamos em Cristo essa coisa de Rosa aí para o ocorre de abóbora aí para o amarelo isso não é real Campinas está cada dia aumentando o número de contaminação e de mortes por com vídeos tô com vídeo 19 Então isso é muito sério e a gente precisa se manifestar EA Câmara de Campinas precisa se posicionar deve todos os órgãos públicos também então era isso meu recado e dizer que as mulheres têm direito a vida né e o covid-19 tá matando a gente Beijos precisa recuperar o nosso potencial de vida e que Esse prefeito não tô pensando nas nossas Pronto Falei obrigada Magali eu agradeço imensamente as contribuições da Fabiana da Marina e da Magali a Cláudia Luna teve que sair mas é muito importante para a gente ouvir fala tão qualificadas compartilhar os conhecimentos as experiências eu gostaria de passar a palavra agora para a doutora Tereza Cristina que vai falar fazer suas considerações finais em nome do Comércio é muito obrigada pela oportunidade pelo espaço de fala que ele abra pela parceria mago Camp a Câmara Municipal de Campinas como eu disse antes e só o começo de um caminho que tem que ser criado Fabiana Marina é a Cláudia e a Magali forneceram importantes informações sobre as pessoas que participaram dos debates a gente tem tudo aqui a notado que a gente começar enfim é um caminho que leva à construção de políticas públicas de erradicação da violência de gênero é importante e eu acho que é importante que SUS faça parte da Educação do conhecimento da ciência né porque a gente consiga compreender Quais são as suas violências como elas colocam de que forma aquelas instalam e como é que a gente faz a partir desse conhecimento por fazer as propostas necessárias para que esse nosso caminho possa ser pregado importantes contribuições foi uma tarde bastante importantes precisa é interessante O que é comércio também fica o nosso de sua disposição a todas as instituições precisam ser se unir para erradicação da violência de gênero doméstica a mulher compra mulher a Lei Maria da Penha para os isso de maneira bastante interessante esse nosso importante marca Nacional legislativo incorporando inclusive outros Marcos internacionais expressivos e necessários e a gente está aqui exatamente com esse tipo de intenção exatamente com esse tipo de finalidade uma ótima tarde todas a todos e até uma cada um bom obrigada Teresa eu vou passar palavra então pra professora Carla aberta para as considerações finais em nome do pagou bom obrigada Mariana mais uma vez gente eu tô aqui assim querendo aquele espaço de bater palmas que todo mundo de abraçar todo mundo no final de dizer olha aquilo que a gente tinha expectativa que era de aguçar nossos sentidos de ver essas inscrições densas e em vários momentos da que eu fiquei bastante emocionada com a questão das mobilidades isso que a Magali trouxe né da importância a gente pensar políticas anticapitalistas que a gente entenda que dos sistemas todos de pressão como ele se interligam e eu sei que é uma tarefa gigante que a gente sai assim daqui meio tonta meio zonza eu tô tonta meio zonza de informações estão tão precisas e importantes e reflexões densas e e mesmo eu sei que tem muita gente que está nos ouvindo que gostaria que teria muito que falar e a gente a gente faz esse compromisso de no próximo fórum se a gente conseguir organizar de uma tal maneira que a gente abre muito mais espaço para as falas das dos movimentos das pessoas estão vinculadas dos das pessoas estão trabalhando na pontas né da diretamente nessa assessoria neste trabalho a gente aumento da violência enfim eu penso que eu foi uma tarde de aprendizado muito forte como o Doutora Angélica disse né É É um momento dramático e traumático a gente esses encontros eles ajudam a gente a amadurecer EA fortalecer a nossa sensibilidade para dar conta para respirar né a gente hoje as notícias dos jornais assim trouxeram para mim uma notícia desesperadora né de que o que está acontecendo com tudo que tá acontecendo com esse desgoverno com relação à pandemia com esse desmonte das políticas públicas em relação as mulheres um e o aumento da do número de pessoas que apoiam esse governo que está aí né ou seja aqui que dão respaldo a isso que a gente está tentando entender e visualizar enfim é mais a gente tá aqui numa tarde de respirar de pensar junto de buscar essa coletividade necessária essa rede né com doutora Teresa também falou e eu acho assim que tem realmente tem dimensões estéticas tem dimensões políticas têm dimensões éticas e fundamentais que formam esse caldo denso né que o tipo que foi trazido aí por todas as pessoas que tiveram a a palavra durante esse nosso encontro então assim só dizer que a gente só deu o ponta pé Inicial na verdade a gente tinha pensado no Fórum de 2 dias com várias coisas que acontecendo e a gente fez formato mais enxuto por conta mesmo né da emergência da situação de pandemia e das dificuldades que estão também esse espaço de futebol traz algumas comodidades mas também traz limites assim às vezes encontrado Então é isso eu agradeço imensamente é que a contribuição quis durante todo o processo né da vereadora Mariana da doutora Teresa da doutora Angélica do Comércio como um todo né e é na organização disse a gente entende que realmente isso é só o início Tô ligada bom obrigada Carla nós tivemos várias pessoas aqui se manifestado no chat falando agradecendo e parabenizando pela iniciativa A Mônica vai que a professora da rede diz que aprendeu muito Acácia retome leira O que é presidenta do fórum permanente de Cultura de Campinas também aqui falou do acumu então eu acredito que o fórum cumpriu o seu papel eu gostaria de agradecer imensamente às nossas convidadas agradeço imensamente as pessoas que estiveram aqui presentes com a gente na plataforma é agradecer a todo mundo que trabalhou aqui a toda equipe da ATI intérprete coordenadoria de Apoio às comissões teve a câmera cerimonial todo mundo assim porque foi um formato hinos não que não é usual aqui na casa e eu sei que houve um empenho muito grande para permitir é essa participação gostaria de ar é muito a Karina e a Mônica por trazerem as esse debate essa esse depoimento tão importante é achei muito importante e um alerta com relação às políticas aí que possam ser acessíveis né Eu acho que o desafio aí é que a gente consiga construir escolas bilíngues para que a gente possa mudando a cultura para que as pessoas possam ir aprendendo aos poucos as a essa que é o segundo amar língua do Brasil né Se eu tiver equivocada mas é a segunda mais língua do Brasil que é a língua de sinais assim a Libras É eu gostaria de agradecer também a Pilar e E a Vânia enfim todo mundo que se manifestou aqui e principalmente agradecer em nome da Comissão da mulher a parceria que faça a parceria formada entre o comércio entre o Núcleo de Estudos de gênero Pagu é e a Carla a doutora Teresa dos Angélica a Doutora Rafaela Doutora Daniele essa parceria tá formada nós queremos continuar e queremos que isso resulte em recomendações em funções em uma série de coisas então nós vamos conseguir esse documento Simples e vamos reunir todas as informações aqui colocadas e vamos estar juntamente com juntamente com Unidas para atuar para que a gente consiga que essas políticas entre na esteja uma realidade na vida das mulheres e só pra encerrar Lembrando que no dia sete de agosto foi aniversário da Lei Maria da Penha né a Lei Maria da Penha 6 14 anos então é uma coisa que a gente comemora e que a gente sabe dos Desafios para implementar isso na vida na realidade das mulheres eu agradeço imensamente então é Agradeço também a só pra encerrar de fato agradecer ao Vereador presidente da Câmara Marcos Bernardelli e e os vereadores em falando PT que estiver aqui também nessa nesse 20 Então declaro encerrada o fórum pandemia e violência de gênero e desejo uma ótima tarde para todo mundo E aí se você acompanhou Então a reunião da comissão da mulher aqui da câmara presidida pela vereadora Mariana conti que trouxe hoje um fórum sobre pandemia EA violência de gênero fique com a gente acompanhe a nossa programação até mais E aí E aí a TV Câmara Campinas
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