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Reunião da Comissão Permanente da Mulher
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Reunião da Comissão Permanente da Mulher

14 views Publicado 21/02/2020 HD · 1:38:18

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a tv câmara campinas bom dia internacional da mulher e a mulher como um todo acompanha a o que gostaria de desejar boa noite também para as pessoas que estão nos acompanhando pela tv câmara a gente tá dando início então a nossa primeira reunião da comissão permanente da mulher de 2020 e para a gente começar os trabalhos desse ano eu resolvi convocar então reunião para a gente falar sobre a luta organização a história as demandas né quais são os desafios das mulheres na atualidade também marcando-o oito espertinhas marcando aí também o mês de março a gente resolveu fazer agora no final de fevereiro porque a gente sabe que o mês de março tem muita coisa pela cidade né tem uma tem manifestação tem vários eventos então para que a gente também não né pudesse participar dos eventos da cidade está contemplando as várias coisas que estão acontecendo eu resolvi então fazer então em fevereiro para gente é sobre a o início dos trabalhos do mês de março e aí a gente tem as nossas convidadas que eu já vou apresentar aqui a gente tem um prazer te receber aqui nessa mesa acácia janeiro que é coordenadora regional das mães pela diversidade a maria laura do coletivo feminista rosa lilás maria tá chegando a maria a a talita que é da associação brasileira das mulheres na geociências a elisa rosa que é vice-presidente do pessoal de indaiatuba do coletivo feminista e do núcleo lgbt e a betânia chegou agora a betânia que é da associação mulheres guerreiras e aí a gente vai ter as nossas convidadas aí para falar maria laura acabou de chegar do coletivo azelas então eu vou fazer uma breve introdução e aí depois a gente passa para as nossas convidadas é sobre a sobre o que o coletivo como que você se organizam né enfim como qual é o trabalho desenvolvido acho que é importante a cidade de né tá conhecendo diferentes óticas de trabalho político e organização de trabalho com as mulheres nas mulheres na sua diversidade e falar um pouquinho dos desafios né na verdade a gente tem uma história de luta das mulheres as mulheres sempre participaram das suas mais diversas formas da do processo da vida política muitas vezes enfrentando barreiras né então a gente sabe que muitas vezes a história que é narrada nos nas nos documentos oficiais não traz a a história dessas mulheres e isso foi muito importante inclusive aqueles sabe enredo da mangueira trazendo para a avenida a história que não tá no retrato né de da raiane é de uma série de figuras que praticamente a nossa história oficial apagou da apagou e não traz visibilidade se as mulheres sempre lutaram e uma uma questão que tá colocada na atualidade é que a mulherada tem se organizado para ocupar cada vez mais espaço tem feito denúncia das violências que nós sofremos no cotidiano tem sugerido políticas públicas trem frenta essas violências com as delicadezas que essas esse tipo de violência exige porque quando a gente está falando de mulheres que passam por uma série de violências esteja violência assédio na rua violência doméstica violência no trabalho assédio moral assédio na situação de gravidez as mulheres lgbts ou seja a gente tem aí uma série de diferenças e delicadeza é pública precisa alcançar a gente não quer que ninguém fique de fora mulheres com deficiência né então a gente tem aí uma série de especificidades que importante alcançar as mulheres estão ocupando as ruas também e noite de março novamente a gente vai tá ocupando as ruas a gente tradicionalmente tem feito em várias cidades do país a o ato no 14 de março 14 de março que marca o dia em que assassinado a nossa querida companheira marielle franco e aí nós estamos fazendo aí dois anos sem respostas sobre quem mandou matar marielle né então a gente vai também ocupar as ruas no dia quatorze elas mulheres têm gritado pelas suas demandas as suas dificuldades no as os retrocessos que acontecem dentro de um modelo econômico onde as mulheres são as que mais perdem quando a gente tem um ataque na aposentadoria a gente sabe quem são a que as mulheres são as mais atacadas quantas famílias não têm o ponto de apoio fundamental aposentadoria da vó e aposentadoria que a vó que consegue aí manter a família que os filhos estudem a gente está tendo um processo de desmonte acelerado do sus que é uma realidade aqui também campinas isso recai sobre as costas as mulheres porque são as mulheres que ficam percorrendo o centro de saúde com seus filhos com os doentes são as mulheres que cuidam dos idosos são nós mulheres que carregamos aí nas costas o custo desse desmonte também a política de educação infantil que aqui em campinas a gente tá vendo o acúmulo de políticas desastrosas que é sempre a precariedade ea precarização vai gerando outro dos problemas então acabou a o período integral para crianças acima de 3 anos a gente tem anos aí de uma gestão que não contrata trabalhadoras não contrata servidores não contrata monitores professoras e a gente e agora recentemente a situação de escolas que ficaram até sem aula por conta da falta de profissionais e a gente vai vendo que tudo isso acaba acarretando em mais trabalho e mais dificuldade porque a mãe que tem que sair pegar um ônibus sair das suas casas tendo que levar criança lá longe voltar para o trabalho tem que largar o emprego porque não consegue vaga no período integral então a gente vai vendo que esse modelo econômico vai sobrecarregando e são as mulheres que carregam o peso desse do que vem sendo implementado as mulheres é as mulheres negras também nessa também é uma é uma marca do momento né quer dizer a visibilidade que as mulheres negras as mulheres trans as mulheres lésbicas têm trazido à tona né que inclusive chamando a atenção do próprio feminismo lembra fazendo por e do feminismo que o feminismo ele é um feminismo que tem que ser interseccional que tem que contemplar a diversidade isso é muito interessante muito importante as mulheres periféricas trabalhadoras do sexo mulheres gordas pessoas com deficiência e mobilidade soropositivas idosas mulheres não alfabetizadas então a gente está tendo aí uma série de mulheres que agora né que embora lutem a luta não começa agora mas que a gente tá vendo que estão ganhando espaço visibilidade lutando por representação política e sempre importante dizer eu fico imaginando como seria um cenário diferente se não tivéssemos mais mulheres feministas aqui de luta na câmara hoje eu sou a única mulher sua 15ª em 220 anos de história da câmara municipal ea gente todo dia ir vivencia situações de machismo mas também também as mulheres tem avançado no sentido de que é importante a representatividade olá mulheres mas é importante o programa que as mulheres descendo que representa as mulheres porque a gente sabe também que muitas vezes a gente tem na atualidade mulheres que foram eleitas que estão esses fácil de poder e que muitas vezes combatem a própria organização política ea demanda histórica das mulheres então é uma questão de representatividade mas é também uma questão do programa que as mulheres têm levantado para ocupar a política então sem mais delongas eu gostaria de passar então vamos começar com a cássia cássia se apresenta fala do coletivo e de como você tá vendo nesse momento na atualidade né com esse governo é que a gente acha que não pode piorar mas piora né e as declarações eu não poderia poderia deixar deixar registrado aqui que apresentei uma moção na sessão passada aqui na câmera na ontem apresentei uma moção que foi subscrita por alguns dos membros daqui a mulher foi subscrita pelo presidente da câmara e vários vereadores contra as declarações absurdas que o presidente jair bolsonaro fez em relação à jornalista patrícia de campos melo são declarações que usam que atacam a moral da jornalista como a forma de tentar desconstruir a sua competência profissional reforça a cultura do estúpido trata a mulher como objeto e é e tem que ser de objeto de indignação de todo mundo de toda a sociedade que não é possível que o print chefe do executivo nacional ele seja o principal de goji fundidor da cultura do estupro no brasil e isso é uma coisa que a gente precisa mais quela mensagens a combater então deixar aqui registrado que essa moção foi aprovada nós vamos encaminhar e todos os lugares que a gente puder protestar contra esse tipo de prática é muito importante então passando aqui para cássia a olá boa noite meu nome é cássia janeiro sou representante coordenadora regional do coletivo mães pela diversidade é e eu primeiro gostaria de agradecer o convite da mariana quero engrossar gostaria de começar endossando ela fala da mariana contando assim com o meu repúdio pessoal como mulher né e dentro do coletivo nosso repúdio em relação a fala do presidente jair bolsonaro é que diz respeita não não apenas uma mulher mas respeita todo o coletivo de mulheres brasileiras que estão aí lutando há tantos anos para serem reconhecidas a gente precisa lutar dia após dia para se colocar no mercado de trabalho para dar conta de desses transtornos todos que a mariana já citou e aí vem uma fala do principal representante do brasil infelizmente é infelizmente o representante infelizmente a fala é que vem simplesmente acabar com querendo acabar com a reputação de uma jornalista que é reconhecido ele não acaba com a reputação da jornalista porque é eu acho que a fala depois muito mais contra ele mesmo do que contra contra ele e contra os seus seguidores do que contra a patrícia de campos melo bom o coletivo mães pela diversidade que nasceu em 2014 de uma forma muito espontânea que foi assim o que que a gente pode fazer para proteger os nossos filhos e as nossas filhas dessa onda de preconceito que a gente vê crescendo cada vez mais né não à toa crescendo cada vez mais quer dizer não a gente a gente vê um crescimento hoje é dia após dia e um crescimento exponencial após a eleição de jair bolsonaro não à toa porque volto a dizer quando o chefe de sado é se manifesta a respeito de forma homofóbica de forma machista ele abre uma porta que por onde passa um boi passa uma boiada né casa ele abre um precedente para que todas as pessoas se sintam à vontade para expressar a sua os seus preconceitos e sob alegação de liberdade de expressão né e a gente sabe que isso não pode acontecer bem o coletivo no tem por objetivo nosso lugar de fala é o de mães então a gente não fala no lugar dos nossos filhos e filhas mas a gente fala é como mães e agora também como pais porque dentro do coletivo muitos pais se interessaram então tem um grupo de pais dentro do do nosso coletivo né como dizer para maria o coletivo cresceu muito nós antes abrimos a parada de são paulo tinha éramos uns 30 mães por aí agora a gente tem um carro e a gente abre a parada é uma coisa muito bonita porque mãe é uma coisa muito simbólica né e a gente tenta muito combater esse discurso de que a gente que ninguém quer ter filho lgbt e não é verdade né o que a gente não quer uma sociedade preconceituosa a gente não quer que os nossos filhos e filhas sejam é objeto de preconceito como são na dentro do coletivo não existe nenhuma mãe e nem um pai agora é que não tenha passado cujo filho ou filha não tenha passado por uma situação de preconceito e até de morte quer dizer o preconceito ele começa no verbo né no começo era o verbo né então assim não ele começa com falas preconceituosas e pode deslocar em violência física então a gente o caso não tem um movimento nasceu por isso né a gente sentou e o que que a gente pode fazer de que forma a gente pode elucidar para as pessoas é a situação em que se encontram a situação de vulnerabilidade em que se encontram os nossos filhos e as nossas filhas e um com crescimento do movimento é isso começou a ganhar contornos políticos não partidários né nós somos um movimento suprapartidário é mais começou a ganhar um controle político na medida em que a gente vai ocupando os espaços públicos os espaços políticos e a gente coloca não se fala na iniciativa privada na no poder público é a gente vai a escolas né o problema dentro das escolas é muito grave a gente sabe de casos de bullying que não se não se restringem aos colegas de escola né eles passam também por professores o meu filho pessoalmente foi vítima de o professor inclusive né então assim é o a gente vai às escolas a gente faz palestras a gente vai as universidades e a gente vai assim tentando informar porque grande parte do preconceito acho que talvez todos os preconceitos tem uma mãe que que é a falta de informação e agora tem uma madrasta que são as fake news né então assim a gente tem nessa nessa última eleição a gente viu todo tipo de barbaridade do kit gay de vão transformar o seu filho em gay né é uma coisa muito absurda então assim eu eu gostaria de enfatizar uma coisa que é muito forte no nosso movimento nós não nos envergonhamos os nossos filhos e das nossas filhas é nós não gostaríamos que eles fossem eles ela se fossem diferentes o que a gente quer é lutar por uma sociedade é que eles elas possam ser quem são né que que possam se expressar a forma como bem entenderem porque em geral isso é o discurso é que armas ea família nossa mas se sua família se vê ameaçada por um gay por uma lésbica é que que que tipo de estrutura familiar né então assim na verdade a gente não não não tá aqui para colocar nossos filhos e nossas filhas comum um escudo que a gente quer é expressar o nosso repúdio a qualquer tipo de preconceito é qualquer um né que inclusive com a mariana bem colocou dentro do movimento feminista muitas coisas precisam ser repensadas com relação a mulheres trans né que muitas muitos segmentos é não não aceitam as mulheres trans e na verdade ninguém tem que aceitar ninguém a gente tem que respeitar as pessoas nós também combatemos esse termo né da aceitação como se a gente for eu tivesse num patamar superior et a aceitar alguma coisa inclusive uma uma das falas do do meu filho dentro da minha família eu tenho todas as letras né eu tenho uma filha lésbica eu tenho um filho gay eu tenho um genro bissexual e eu tenho uma neta trânsito então dentro da minha família já tem todas as letrinhas e eu me lembro quando o meu filho estava passando por uma situação muito difícil e ele não queria contar né até achei interessante porque eu tinha muitos amigos gays então não me passava pela cabeça queria imaginasse que pudesse sofreu um preconceito dentro de casa mas enfim ele tava ali no quarto e tava chorando aí o meu filho mais velho veio e falou ali amanhã o césar tá chorando que tem um segredo que não pode contar para ninguém não é o que é uma bobagem que eu sabia que ele era gay desde dois anos de idade aí fui lá conversei com ele né e aí ele daí eu falei com vocês esa qual foto qual é o problema aí ele falou não não é nada a ver é porque vou eu não como é que você sabe ficou super espantado eu falei meu deus é porque eu troquei suas fraldas né você segue você não nasceu você estreou né então é você é gay desde muito pequenininho que eu sei que você é gay aí foi você aceita e aí foi a primeira vez que eu deparei com essa com esse termo né que eu achei muito como assim aceita eu falei olha depende né dentro do que não é muito com muito medo eu falei você me aceita hetero aí ele falou não mas é diferente assim nós somos diferentes né mas assim por que que eu tenho que aceitar você né você tem que se colocar do jeito que você é e tem que ser respeitado né aceitação implica que eu seja superior a você eu não sou superior eu sou diferente então a partir daquele momento ele que tava passando por uma situação muito difícil na vida dele ele se soltou e aí assim ele pode ser quem ele realmente é né então assim eu eu tenho uma frase que eu que eu que eu gosto de usar que é assim o que cada um é que todo mundo possa ser como cada um né que eu seja que a gente respeite a individualidade a condição né sexual de cada um eu não falo em nós nos do coletivo não falamos em opção sexual porque isso não existe mesmo que existisse a opção é uma coisa de seria uma coisa de foro íntimo né mas não é o caso eu percebo isso claramente na minha família é que as pessoas são como são e sempre tiveram espaço dentro da família e uma coisa que a gente sempre é se preocupa assim que a gente toma conhecimento explicitamente é com relação ao preconceito né então e assim é o preconceito de outras mães que chegam a gente tem mais que chegam desesperadas e que diz o que que eu faço com meu filho aí a gente lisa não você não faz nada com seu filho nem com sua filha você faz com você né para o trabalho tem que começar dentro ah e assim o coletivo tem tem tido casos de muita alegria para a gente é que que são casos de reversão não sexual né mas de reversão do fóbica né porque a gente tinha muito bem muitas mães que chegam nesse estado de desespero que que eu vou fazer que que vão dizer o que que é minha família vai dizer e vocês não imaginam a carga em cima da mãe que é não é porque a mãe é que é responsável por que a mãe não criou direito a mãe ou foi muito rígida ou foi muito libertária é a mãe foi uma mãe ausente ou muito presente mas enfim a culpa é sempre da mãe especialmente no caso de transexuais a culpa é sempre da mãe então a gente tenta combater isso dentro do próprio movimento conversando com outras mães e fazendo com que as pessoas tenham uma consciência maior por meio dessa em eu decidi rod informações que a gente que a gente passa né e a gente tem também é parceria com aqui em campinas com a unicamp com o ambulatório de gênero da unicamp a gente tem parceria com advogados a gente tem parceria com psicólogos psiquiatras enfim mas é um movimento que cresceu demais cresceu até diria desordenadamente porque nós éramos pouquíssimas mas agora a gente tem representação no brasil inteiro somos mais de duas mil mães estamos aí para lutar pelos nossos filhos e pelas nossas filhas muito obrigada [Aplausos] oi eu gostaria de saudar também a dona carmem que lá do menino chorão da do coletivo de mulheres do menino chorão eu vi a domingas a domingas em cada minga sem o planeta também tá com agência domingas está no conselho da mulher esse ano tá né tá no conselho da mulher tá no conselho também do sindicato das domésticas e vai falar aqui com a gente um pouquinho também gente eu vou na verdade como estou mesa grande quando 10 minutinhos eu vou só avisar só para o pessoal e eu gostaria também de agradecer e anunciar a paula nicolucci que a cantora que prime presente ou aí com uma um cd com marchinhas da vergonha né obrigada pela presença obrigada pelo presente então eu vou passar a palavra pode ser da maria maria o coletivo feminista rosa lilás a maria laura p oi gente peixe meu nome é maria laura eu sou tô representando o coletivo rosa lilás daqui de campinas tem muitas vezes muito difícil falar numa mesa como essa com a gente tem um mulheres que a gente vê sempre admira tanto bom e é tô aqui para representar o nosso colete que também tem achei os mulheres que me admiram muito porque ele fica essa tarefa de falar pela gente é achei muito importante a a ideia da organização dessa mesa para o para comissão da mulher na véspera né nas vésperas do 8 de março pensando na história nas origens do 8 de março mundialmente e tem histórias divergentes sobre de onde começou a data mas todas elas remetem a uma história de luta das mulheres de representação das mulheres na luta não só por condições melhores de trabalho para elas mesmas mas para condições de trabalho para todo mundo melhores condições de trabalho para todo mundo para faltas que dizem respeito a todo mundo e que as mulheres sempre historicamente tomaram frente representando e e tendo protagonismo tanto por exemplo o uma das histórias de origem do 8 de março é teria sido a a a e a manifestação que foi pontapé inicial para a revolução russa de 1917 onde as mulheres estavam lutando contra a participação da rússia na primeira guerra mundial contra a situação de miséria que que o pai estava vivendo e ou então a história que a gente mais conhece aqui no brasil que a das sindicalistas lá de nova york que estavam lutando por condições de trabalho igualitárias para elas porque desde que o mundo é mundo não talvez não mas desde que o capitalismo capitalismo as mulheres sofrem mais sempre sofre mais sempre tão no lado mais fraco da corda nas condições desiguais estão colocadas para todo mundo ir aí mais especificamente né no lado mais para quando acorda as mulheres negras mulheres transando diabetes e a gente sabe muito bem como isso funciona na prática e a gente sabe também muito bem o quanto o capitalismo a gente se falar em termos abstratos assim mas o quanto tem forças por aí que tentam pegar e cheirar o se uma das lutas que a gente tá o tempo inteiro travando né então o dia da mulher foi por muito tempo entendido como um dia de homenagem às mulheres e de homenagem a certos traços que na verdade não são empoderador empoderadores e nem libertadores pra mulher nenhuma que são esses tratos de docilidade do mês cidade no sentido de sempre estar numa posição de subserviência de estar a serviço do outro tempo inteiro e isso era o que a gente tava sempre celebrando quando a gente tava homenageando as mulheres nos comerciais de televisão ou que vinham seu colega de trabalho te desejar você tenha sempre esse lindo sorriso no rosto muito obrigada isso sempre foi uma disputa que a gente teve que travar em que nos últimos anos sentindo muito resultado de resgatar o sentido do dia internacional de luta das mulheres e das mulheres não só de uma mulher só das várias mulheres que estão lutando de formas diferentes aí pelo mundo ele é um rosa e lilás mais especificamente surgiu em 2011 aqui em campinas a partir de uma onda de estupros que estava acontecendo em barão geraldo aos redores da unicamp e que demonstrou a necessidade de a gente está em constante e mobilização e organização enquanto mulheres porque essas é isso na quantas onda de estupros vivemos em barão geraldo windows que dirá em outros lugares do brasil vivemos antes e ainda vivemos depois disso e a necessidade de a gente se colocar organizada para não só remediar situações específicas ou essa explico de violência que a gente vive mas pensar como que a gente lida no em toda a ideologia machista que perpassa essas que perpassa essas situações e o ciclo de violência que é constante e se perpetua continuamente né isso ainda é a nossa principal perspectiva no sentido de estar sem ter e para manter uma rede de mulheres organizadas pensando sobre os problemas hoje le mans as dificuldades das suas vidas concretas das mais diferentes tipos de mulheres então a gente tem jovens estudantes como eu a gente tem mulheres trabalhadoras mãe solo e da gente tá pensando qual é a origem da dessas dificuldades específicas que a gente passa dessa desigualdade que a gente está colocada e como que a gente pensa sobre elas e como que a gente pensa como lutar para mudar essa essa situação né bom e isso também pensando ainda mais no momento atual que a gente vive onde está colocado uma tá sendo empurrada uma agenda de precarização da vida acho que dá uma forma de dizer de uma forma de viver que é toda violenta né e como sempre a gente vai estar do lado mais fraco isso tanto nas medidas econômicas que são passadas conto na é isso nessa representação sempre das mulheres como propriedade de outra pessoa né o das mulheres negras como a isso mas ainda como uma pessoa que não as mulheres negras mulheres trans como pessoas que não merecem ter uma representação uma possibilidade de igualdade no mundo que a gente vive aí eu ia falar um pouco sobre as outras que a gente tava que a gente participou longo dos últimos tempos e que eu acho que representam o que a gente precisa ser decolar para que sejam cada vez maiores a gente possa estar cada vez mais envolvidas né a gente é a luta que que deu a conquista da vara especializada de combate à violência doméstica aqui em campinas junto do mandato da mariana o processo de organização das mães que foi um processo muito importante para o nosso coletivo que faz a gente crescer muito no sentido de coletivo aprender mais e saber mais como se colocar nessas questões que foi a partir assim é pensando as dificuldades mais mais concreto se quebrar com mais mulheres assim da nossa cidade que é o direito a viver a maternidade de forma plena e tranquila né se a gente pensa o direito à escolha de ser mãe que tem que ser totalmente garantido também se você decide ser mãe quando você vai ser mãe de que forma você vai ser mãe qual e quais vão ser as condições que vão ser dadas a você para que você possa viver essa experiência da forma mais tranquila possível né e e que é uma coisa que tá que é sempre apresentado muita a passagem de campinas as creches a questão do oferecimento das creches aqui é uma cidade é uma questão muito crítica da especialmente da creche período integral e como isso afeta a vida de milhares de da enorme maioria das mães da cidade que isso tira um pouco tira sua possibilidade de trabalhar digitar no mercado de trabalho então autonomia financeira de ter tempo para você e para sua saúde mental físico etc né o quanto isso afeta a vida das mulheres e de pensar também o direito da criança como direito da própria mãe e de como o estado de forma geral é não entendi as crianças como pessoas né que têm direitos e que tem que devem ter uma condição de vida garantida e a gente fez esse processo fez um curso se mobilizou em torno disso conseguimos organizar várias mães no coletivos foi um processo muito importante depois sua mãe a gente no outro lado assim voltando mais para nós o que é outro lado que é uma coisa muito importante para as mulheres também que essa do acesso a cidade é o perdão gente meu pai tava me desculpa mas aí a gente se organizou também para servir de novo outra onda de estupros e a sede em campinas e que inclusive o processo de imobilização que se deu na unicamp mostra essa dificuldade de a gente como mulheres se mantém mobilizada constantemente se manter pensando sobre isso constantemente que a gente tá as as nossas tu dançando no campo tivemos muita dificuldade de dar uma resposta organizada para isso e pensa nutrição e a partir da política pública que a gente propõe que a gente luta para que para que passe nesse sentido para que tenha mudanças a operadora sobre isso duradoras nesse sentido né então a gente organizou um sarau no final do ano passado que foi estar alumínio inclusive em parceria com as mulheres da bm gel de campinas que foi foi um processo muito importante também de pensar o acesso à cidade o direito a circulação que é o direito mais básico de toda a pessoa mas que para as mulheres de forma geral não não existe na sua concretude né que é o direito de ir e vir de circular pela cidade de estar presente viver a cidade tem uma praça lá em campinas que é conhecida como praça do estupro e a gente pensou como ocupar essa esses passos de uma fórmula é uma forma consciente de uma forma que propôs e outros outros usos para esse espaço na então a gente fez um sarau com várias mulheres várias mulheres da cidade toda com atividades políticas e artísticas várias mulheres estão aqui hoje estavam no sarau inclusive foi muito legal e também como que a gente chama atenção do do estado para para essas pautas que são tão básicas e de verão tá tão garantidas né se adaptar a isso de forma geral era isso que eu queria dizer queria contar um pouco para vocês das outras que a gente tem organizado no rosa e pensar a necessidade de a gente manda essas lutas acontecendo que a gente pensar sempre na diversidade de mulheres que a gente iguaba no nosso feminismo e como que a gente pensa políticas públicas para resolver a vida não só a parte do nosso ponto individual né mas pra que a gente ocupe cada vez mais os espaços públicos e aí aproveitar fazer um convite inclusive vai ter o ato do dia internacional de luta das mulheres aqui em campinas no dia oito vai ser no dia sete a gente no dia primeiro de março vai se organizar no rosa para pensar intervenções artísticas para pensar nossa organização para a gente está presente de uma forma bem bonita lá no ato ocupando da melhor forma possível então tá todo mundo convidado tá tudo lá nas páginas do rosa lilás e é isso muito obrigado bom obrigada maria eu vou passar para lá vai para o lado de cá para betânia pode ser betânia da associação mulheres guerreiras boa noite a todos e a todos meu nome é betânia santos sou uma trabalhadora sexual nós temos uma organização chamada de mulheres guerreiras mas hoje aqui eu me dou o direito de falar pelo coletivo de mulheres trabalhadoras da cut né nós estamos nesse coletivo desde 2009 é a subsede da cut campinas né tem que deixar bem claro nos apoiou e nos recebeu com respeito em 2009 para que nós possamos compôr esse coletivo de mulheres trabalhadoras né desde então a gente compõe este grupo né nos e eu não fazendo ser representado e nos representando como trabalhadores que somos fazemos parte de um grupo nacional chamado rede brasileira de prostitutas grupo esse que é bem mais velho até com que a central única dos trabalhadores né nós já temos 34 anos e estou hoje aqui muito honrada pelo convite já fui convidada né associação foi convidada outras vezes infelizmente não pode comparecer e hoje também quase a gente não comparecer íamos porque tivemos plenária da cut da subsede da cut hoje botei também um outro evento no rio de janeiro daqui a pouco eu vou sair um pouco antes que vocês para reforçarmos essa nossa luta pelo respeito dos trabalhadores sexuais da vila mimosa caso alguém ainda não saiba a vila mimosa e tem a tendo constantemente alguns embate com relação às trabalhadoras o espaço onde elas trabalham a e está sendo fechado a conta constantemente né por uma dupla de deputados aliados do presidente que eu não falo o nome porque não é meu presidente eu não votei nele então não vou dar ibope é o nome dele né esse presidente que as pessoas elegeram para estar lá é mas a polícia militar com vários argumentos é para que aquele espaço não continue funcionando um dos um dos argumentos é que é precisa-se de alvará de funcionamento para os espaços lá onde as trabalhadoras estão sendo que trabalho sexual não é crime mas o espaço pelo qual eles não querem nos dar o direito de trabalhar é ele é considerado como crime tão como não tem como criminalizar um espaço eles inventam qualquer coisa como por exemplo saída de incêndio é fiação mal colocada e aí as trabalhadoras é quem sai perdendo eu falo é mas eu falo aqui em nome de todos os trabalhadores do sexo porque embora muitas pessoas acham né mas não foram só as mulheres 90 por cento oitenta por cento somos mulheres trans né e mulheres se somos trabalhadores sexuais mas nós temos também o zetros né e os me chez bissexuais que fazem programas também então nós somos uma categoria de trabalhadores sexuais portanto essa nossa luta pela américa latina pelo respeito e reconhecimento aqui no brasil nós lutamos pela regulamentação é bem difícil falar isso mas nós temos vários coletivos feministas que é contra a regulamentação do trabalho sexual não tendo em vista que essa essa contrariedades di-10 esses coletivos é só vem a depor contra nós mesmo nós trabalhadoras sexuais porque somos nós que existem os direitos e a outra colega achar que pode falar por nós né vem anúncio prejudicar nós temos um projeto assinado por jean wyllys e uma pele gabriela leite eu falo assinado por que todas as pessoas falam que foi jean wyllys que projetor que fez esse projeto esse projeto foi um pacto feito entre jean wyllys e gabriela leite que foi candidata a deputada lá no rio de janeiro e os dois dialogaram que qualquer um dos dois que fossem eleito iria estar assinando e propondo alguns projetos de lei é dentro da câmara dos deputados e joão willis carregou esse esse legado de gabriela leite até agora quando foi obrigado a sair do país né para não ser morto comum mariele melancia assassinado como mariele então nós trabalhadoras sexuais bom né nós estamos aqui e nós estamos desde o princípio do mundo né a companheira falou assim acho que é nossas mulheres somos assim mais sofremos desde o início do mundo pois eu tenho a honra eo prazer dizer que as prostitutas são as protagonistas dessa história do trabalho né nós somos as primeiras trabalhadoras né lutadoras do mundo do início dos tempos né porque a prostituta é embora as pessoas falem que é uma palavrão é vulgar para mim não é prostituta e eu repugno quem chama qualquer pessoa de filho da como xingamento se falar como benefício eu vou adorar e vou respeitar mas se falar como xingamento filho da por exemplo esse povo que estar lá eleitos em o meu voto né se chamar ele de filho da eu vou ficar muito brava porque minhas filhas são filhas da e os meus filhos são filhos da e não merece que seja comparado com um tipo de pessoa que nem esse cara que está aí é dizendo que está representando o brasil eu acho ele um analfabeto político um preconceituoso e que vai contra a todos os é como é que fala todos os aparatos de bondade que tem as mulheres afinal de conta ele nasceu de uma mulher ele jamais poderia maltratar ou tratar uma mulher da forma da qual ele trata esses essas indignações nós mulheres não vende hoje né contra esse cara esse cara já cuspiu e mulher esse cara já bateu na cara de mulher né e não é para mim não é nenhuma surpresa esse tipo de desagravo o que ele faz com as mulheres e para nós trabalhadoras sexuais e até brinquei com a nossa o cenário siqueira acho que algumas das pessoas aqui conhece ela foi assessora de joão willis e é uma trabalhadora sexual ativista mulher trans nela gosta muito que a gente falei que ela é uma mulher de pau ela também se apresenta dessa forma é e eu falei brinquei com ela falei eu vou para o rio de janeiro mas não vou né ficar fique atento comigo porque eu posso ser presa por agredir um parlamentar se eu chegar na vila mimosa encontrar um dos deputados pode ter certeza que eu vou querer dar um tapa na cara de um e aí eu não tenho fórum privilegiado que nem eles e a gente sempre nessa luta e lutando politicamente nós resolvemos nos juntar a qualquer tipo de coletivo mesmo aquele que é seja contra nossa regulamentação nós queremos ouvir também nós queremos discutir o tipo de contrariedades então nós da associação mulheres guerreiras e nós estamos junto a todos os coletivos de campinas e região né dialogando e nos apresentando como trabalhadoras sexuais como mulheres como mãe de famílias como mãe de mulheres né e como arrimo de famílias e trabalhadoras procurando o respeito pelo nosso trabalho como direito porque esse é um direito nosso é um direito de escolha a gente se pode escolher o que a gente quer ou não fazer a partir dos 18 anos reza nossa carta de princípio aí de brasileira de prostitutas tem uma carta de princípio que a partir dos 18 anos com as suas faculdades mentais olha para vocês verem o quanto a gente é ético né no nosso trabalho você pode escolher aquilo que você quer ou não fazer né e é por isso que nós lutamos e andamos pela américa latina que está pelo mundo em busca desse direito um direito da mulher o nosso como trabalhadoras de escolhemos aquilo que nós gostaríamos de fazer bom obrigada betânia eu vou passar a palavra então para talita que é da associação brasileira das mulheres nas geociências v oi oi oi boa noite eu faço parte da bm gel como mariana falou e eu tô aqui como representante das mulheres na ciência e o nosso coletivo ele surgiu ele teve insurgência é pela profusão de práticas sexistas principalmente na vagas de emprego marcadamente assim ao machismo muito escancarado eles anunciavam que davam que estavam contratando homens em várias vagas dentro da nossa área e por que para eles era muito melhor ao invés quando a equipe era composta majoritariamente por homens era muito mais fácil eles excluírem as mulheres desses espaços do que ele dá com a cultura do estupro e com a cultura do machismo então eles preferiam excluir as mulheres desses espaços e quando a gente pensa que as mulheres elas não estão efetivamente atuando na área profissional então elas vão para a área acadêmica e quando a gente analisa os números a gente vê que na verdade ela as minorias na área acadêmica então a gente se pergunta onde estão as mulheres e quando a gente vê principalmente os postos de gestão os poços de coordenação a grande maioria compostos por homens e quando a gente fala por exemplo da área acadêmica científica a progressão de carreira ela acontece pela produtividade só que como que a gente tem uma produtividade que parada se a gente não tem uma equidade de de equidade de gênero de políticas nesse sentido porque enquanto as mulheres elas precisam suprir essa mesma produtividade que os homens para poder conseguir progredir na carreira isso não só na área acadêmica mas não era profissional é se elas precisam lidar com a dupla jornada no trabalho doméstico se elas precisam se elas estão à frente da gestão das famílias se elas e enfim não não não tem as mesmas políticas públicas para poder ingressar no mercado de trabalho e fazer essa conciliação com os trabalhos de casa e os trabalhos profissionais porque a gente vive na sociedade que é desigual nesse sentido e então eles vêm com uma falácia da meritocracia de que a quem é atingir os melhores postos ou atingir os cargos de chefia quem consegue ter uma produtividade maior mas essa produtividade ela não é que parada se a gente não tem essas políticas é principalmente pelo fato da licença parental porque é muito desigual assim é abissal a diferença da licença-maternidade para licença paternidade então as mulheres elas tem também essa dificuldade de reinserção e de se manter no nível de produtividade muito diferente dos homens e quando a gente fala também uma outra luta que a gente e quando a gente olha para as mulheres negras porque quando a gente pega nas universidades por exemplo além da maior parte do corpo docente de pesquisadores se compostos por homens são homens brancos então cadê as mulheres cadê as mulheres negras nessa classe e além disso esse é um problema não só dentro da nossa área enfim não só aqui no brasil mas todos os holofotes estão voltados para os homens e homens brancos então quando a gente pergunta é para qualquer pessoa fala cinco cientistas mulheres que você conhece e cinco cientistas homens vai ser é muito mais difícil porque a maior visibilidade os holofotes são todos voltados para os homens e principalmente para os homens brancos a nossa ciência ainda é eurocentrada então a gente briga para gente dar uma para gente construir um espaço de equidade de gênero de políticas para a gente conseguir para gente acabar com a o mérito cras ia aí para a gente conseguir parte de um mesmo patamar e também para gente dar maior visibilidade para essas mulheres que produzem ciência e que não são tão determinadas pela sociedade é uma outra demanda nossa que também foi um ponto de insurgência o problema de assédio dentro das universidades e principalmente por parte dos professores muitos casos de assédio são relatados e a gente tem uma grande dificuldade de conseguir mover ações nesse sentido em defesa das das alunas e das professoras a sediadas porque como eu falei quem está nos postos ocupa a maior parte dos postos de gestão de coordenação são homens então assim acontece uma passada de pano verdadeira e quando a gente consegue levar o processo administrativo para frente porque na maior parte das vezes eles são engavetados é muito difícil a gente conseguir ações positivas a sede a dor porque principalmente pela estabilidade do cargo quando universidades públicas pela estabilidade do cargo de servidor público e porque muitas vezes esses professores eles voltam não acontece nada pela estabilidade eles voltam e eles retaliam então eles marcam aquela aluna e muitas vezes elas não se manifestam justamente por medo e como acontece fora da universidade é só um reflexo do que a nossa sociedade então recentemente teve um caso que foi muito emblemático porque na universidade federal de ouro preto lá em minas é um professor que estava no estágio probatório que o professor ele passa no concurso ele fica dois anos no estágio probatório e aí ele passa por um comitê de ética para poder avaliar se ele fica ou se ele efetivado ou não e aí nesses dois anos de estágio probatório ele acumulou 12 processos administrativos por assédio e passou pelo comitê de ética como se nada tivesse acontecido que se deveria ser um comitê de ética e eles concluíram que há na verdade esse comitê eles julgaria só caso os técnicos que esse professor não tinha infringido nenhuma legislação interna e aí esse caso ele foi para uma instância superior na universidade e por assim dizer ficou por isso mesmo porque é isso que acontece a gente não consegue legitimar as nossas lutas e a gente tem tido uma dificuldade muito grande por exemplo de conseguir construir dentro das universidades ouvidorias femininas porque quando você vai relatar esse caso para quem cê vai relatar para homens então a gente não consegue recorrer a gente não consegue formar uma frente nesse sentido e isso é muito complicado porque isso é muito constante e isso fica muitas vezes debaixo dos panos e é para a lenha assim da universidade a gente tem desenvolvido e a gente considera ser super super importante se envolver em pautas que não estejam relacionadas à ciência por isso a gente participou a gente organizou junto com o coletivo rosa e lilás como a maria falou uma um sarau na praça do estupro e para gente cobrar por iluminação pública por melhorias da segurança porque a gente entende que se a gente não tiver bem psicologicamente se a gente não tiver em relações tanto pessoais quanto profissionais numa situação de equidade e se a gente não tiver viva se a gente não tiver são e salvo a gente não consegue produzir ciência então as nossas pautas elas não tão tangenciam o movimento feminista na verdade ele trans passa por quê e a gente tá brigando por e cuidar de uma licença parental a gente tá brigando por maior visibilidade do trabalho das mulheres é isso que a gente tem buscado a gente tá brigando para a gente conseguir transitar pela rua em paz para ir para universidade para infinito e para qualquer lugar então a gente tem atuado também nesse sentido e as nossas pautas são diversas e a na verdade as nossas demandas são as demandas de muitas das mulheres e é nesse sentido que a gente tem tentado construir nosso coletivo ele é dentro da universidade mas as nossas ações elas passam esses muros porque a gente está buscando uma cuidade na sociedade e aí bom obrigada talita eu vou passar para dona carmem que é lá da comunidade do menino chorão da dona carmem fazer sua fala boa noite meu nome é maria do carmo pereira de souza conhecida como carmen souza sorriso da comunidade feminista menino chorão chorão é uma homenagem que a gente fez ao nosso companheiro chorão ou o primeiro homem ea nos reconhecer como homem de mulheres de luta que a gente na época tava sozinha lá não tinha ninguém nem se sabia que nós existimos e o chorão foi que achou a gente aí depois que ele morreu foi quando os cara lá de cima estava exigindo que nós mudasse o nome da nossa comunidade que não podia se chamar a colômbia por que não era homens que incomodava quem comandava era nós que nós quando a gente entrou era nós só queria bom dia mas depois foi vir nos problemas e a gente foi tentando lutar em defesa das mulheres para melhorar a situação delas aí a gente enfrentou um monte de coisa que aconteceu com a sociedade sabe né saiu em todos os jornais enquanto é teve morte né para intimidar a gente morreu mulheres na época 2013 mataram três mulheres para intimidar nós para que nós senti-me das e saísse da área mas a gente não saiu e a nossa luta continua nós não baixamos a cabeça a gente continua querendo defender a nossas companheiras estamos com problema sério na rua um que em 30 dias aconteceu dois estupros ano passado foi um estupro em 30 dias de um para o outro porque não tem iluminação pública a gente já tá lutando por isso há muito tempo ontem a gente teve o e falaram que não sabe porque não tem luz que já foi pago o dinheiro da iluminação pública na nossa área e ainda já tem um ano que foi pago e nós ainda não tem iluminação e a gente tá temendo que algumas mulheres sejam morta porque a rua é muito escura as mulheres trabalham chegam uma hora da manhã as mulheres que trabalham no shopping chega uma hora e nem todo dia a gente tá atento para esperar a chegada das mulheres que trabalham fora que às vezes a gente está cansada quando tá todo mundo de boa a gente ainda espera fica as mulheres na rua esperando as outras companheira chegar para a própria segurança delas para que não aconteça alguma coisa então foi duas mulheres estupradas um era estudante foi dez e meia da noite a outra foi meia-noite e quinze em 30 dias de uma para outra e o problema é muito sério mariana a gente pede a ajuda para as autoridades nós praticamente pedindo socorro sus para que não venha nossas mulher não venha ver uma morte porque é o que a gente tá esperando a qualquer momento chegar uma hora uma mulher amanheceu o dia morta na rua um que a rua que a gente pede que seja a rua francisca dias dos santos que é nome da nossa companheira que morreu na luta com nós dona chiquinha que entrou com a gente desde o começo a ideia de abrir a rua uma foi dela na época a gente abriu com facão com inchada um ano depois que a gente conseguiu passar a máquina que a nossa rua não foi a nosso bairro não foi a prefeitura que abriu foi nós primeiro a gente abriu no braço como todos que conhecem lá sabe depois a gente já mandou a máquina passar mas a gente pagou para o máquina abrir nossa rua a prefeitura nunca abriu rua para nós as duas são aberta a força nossa e nós continua lá tem poucas mulheres do começo mas nós ainda existe lá é uma comunidade feminista porque quando a gente entrou entrou só nós mulher hoje já tem muitos homens cara de pau na nossas costas né porque a comunidade é nossa mas nem por isso a gente proibido eles entrar deles entrar na comunidade hoje eles tentam atrapalhar o nosso tirar o nosso sossego tirar nossa paz mas mesmo assim a gente vai empurrando enfrentando os homens continuamos batendo nós continua batendo nos homens vamos bater enquanto ele estiver machucando nossas companheiras nós vamos agir na porrada porque quando eles vão bater no nossas mulher nossas companheiras eles não se lembra que existe justiça então nós não podemos também ter medo da justiça porque quem tá lá dentro é nós a justiça não tá lá todo dia a polícia e todo dia e nós também não quer que nós se garante mas não precisa da polícia lá dentro nós precisa de nós mesmo ter força e saúde para enfrentar os brutamonte que tem lá valentões né mas não baixa a cabeça para ele nós só não mata porque é feio né mulher matando homem né aí nós não quer matar nós não somos criminosa nós simplesmente quer se defender e defender nossas companheiras aí a gente só nos homem mata mas a gente não tá lá para matar ninguém não está para lutar pela nossa segurança a nossa moradia o bem-estar da nossas companheiras da nossas crianças do nosso jovens porque a comunidade é a primeira comunidade feminista acho que no estado de são paulo né é a primeira e mas nós sabia que um dia se tornar tudo isso não a gente não esperava quando a gente entrou mas só não tinha moradia nós não entendi nada mas não sabia de nada não sabia nem o que era liderado somente eu não te esperei com um pobre analfabeto da bom e se tornar líder né nunca esperei me tornei mas eu não esperei por isso obrigado gente é e aí a gente tá lá ainda hoje os valentões e enfrenta nós hoje a gente teve uma briga feia com um homem que a nossa água é relógio comunitário ainda mas ontem a gente ficou sabendo que também vai liberar os relógios comunitário e a nossa área vai ser regularizada mariana a gente tô passando em primeira mão que parece que ainda vai sair ainda vai sair no diário oficial né que a gente foi chamado ontem para reunião que a gente vai receber não vamos mais ser desapropriado vamos ser legalizada não saia vai ser regularizado vamos receber regularização fundiária então é uma honra ontem eu tenho esse vídeo essa notícia e hoje está aqui eu acho que vocês merecem saber em primeira mão nem os moradores sabe disso ainda viu aí você estou sabendo aí a gente tá muito contente porque tudo que a gente fez valeu a pena a gente sofreu muito enfrentou a polícia derrubando nossos barracos aero e na polícia mata derrubar barraco derrubar a casa tocar fogo e barraco e hoje tá tudo calma que hoje a polícia sabe que mexer com nós é pior de que mexer com polícia e bandido junto porque nós somos pior do que eles é só mexer com nós para saber como nós age não somos bandidos nós somos nada de mais para nos defender nós viram leão nós somos bicho para de vender umas às outras nós só luta pelas nossas defesas nós não quer atrapalhar ninguém nós não pede nada para ninguém a gente nunca pediu cesta básica para ninguém sempre lutamos pelo nossas necessidades hoje nós já temos condições de pagar água e luz e até a regularização fundiária que sabemos que a gente vai pagar pelo terreno mas hoje todas nós trabalha a gente já tem condições para isso quando a gente entrou nós não tinha mas hoje nós tempo que todas nós trabalhamos e continuamos ali como eu sempre falei que a gente não tinha e para brincar de casinha gente entrou para ficar e vamos permanecer tem 9 anos que nós estamos lá e a gente pelo g pelo que a gente tá vendo vai durar mais ano porque quem chegou a nove anos e tá conquistando tudo isso né que hoje o homem falou que a região do campo belo inteira tem mais de 30 anos e nunca receberam nenhuma notícia que vai ser regularizada a primeira área que vai ser regularizada é a nossa eu fiquei contente porque eles estão lá tantos anos não conseguir nós só com nove anos já vamos é uma avanço né as mulheres loucas como é assim que os caras lá chama nós né eles falam assim as loucas quando vocês pergunta no por nós eles falaram lá nas loucas somos loucas sim louca por direito direito à moradia igualdade racial igualdade de gêneros somos loucas por direito e com muito orgulho a gente fala que cê é louca é tão respeita as loucas mas só pede isso somos lo a respeito as bolsas que as bocas tem nome as loucas tem família as loucas são mulher nós somos mulheres e mulheres de luta luta por moradia a gente tá lutando pela nossa moradia digna e pelo que a gente vê vai dar tudo certo a gente só tem agradecer os amigos a mariana vários companheiros que tava junto com nós na luta betânia que fez várias atividades lá né betânia a gente tem grandes amigos que acompanhou a nossa luta a gente sofreu muito fechou a pista saiu na no jornal 2013 que o campo belo virou praça de guerra mas porque eles queria tirar nós de lá aí a gente entrou em guerra sim foi guerra com aeroportos brasil a gente entrou em guerra com ela posso brasil porque a terra não era deles e eles queria tomar no grito de nós que antes de nós já tinha entrado três a ocupação todas as três eles tiraram no grito nós eles não conseguiram evitar mais que nós e ele temos mais alto eles gritaram conseguir antes de nós aí quando a gente entrou nós que grita é nós que fala que foi nós que ocupemos ea ocupemos para ficar a nossa moradia criar nossos filhos nossos netos nossas crianças agora o nosso barraquinhas se destruiu mas não foi mais aeroporto que mandou a polícia derrubar a mariana foi a chuva que nós fizemos tudo errado porque lá tudo é nós mulher nós não sabia fazer direito e fizemos nosso pequeno barraquinho de evento aí a chuva veio com vento e tu levou tudo embora não ficou nada ou só o chão mas porque a gente não tinha noção como fazia mas gente fez né mas durou um ano nosso barraquinho depois de um ano que a chuva levou embora agora a gente tá agora nós não estamos fazendo a gente tá pagando para um homem fazer para um carpinteiro fazer o nosso pontinho de cultura é um profissional que tá fazendo mas a gente tá pagando ele não tá fazendo caridade para nós não é um homem que tá fazendo mais tá fazendo com nosso dinheiro olá mulheres estamos lutando para pagar o dinheiro dele a diária dele da construção que ele tá fazendo lá porque a gente sabe que nós não entende de carpintaria então tem que pagar né agora nós pode pagar então nós estamos pagando para ele construir o novo espaço para o nosso trabalho de nossas crianças estamos com um grupo grande de jovens de criança estamos com 160 crianças inscritas né estamos um grupo de jovens de 41 jovens que ainda não sabe se divertir não sabe sair a diversão deles é lá fizeram uma pesquisa na região e todas as falas saiu onde a sua diversão na casa da dona carla aí eu disse agora aí eu diz agora eu vou abrir um clube né porque se toda a diversão dos jovens das mulheres dos homens é lá em casa então vou abrir agora é um clube né porque eu não sabia disso que a diversão deles era lá porque até no dia do baile funk o jovem no baile funk porque no baile funk eles podem ter vários assédio né alguém chamar eles oferecer droga as meninas podem ser assediada e eu tando perto a gente tá ali observando né o que tá acontecendo aí eu acompanho eles em tudo tudo que acontece eu tô ali com jovem vamos para o baile funk vamos qual é a mãe que libera se vocês ir para o baile funk aí as moedas na carmem vai todas as mães libera né aí lá eu tomar uma vodka lá também com jovem né já fico de louca já aí os jovens já não quer nem vai beber porque tem que cuidar de mim se eu ficar bebo eu ficar beba como que eles vão levar para casa ele já não bebe porque eu tô bebendo aí eu descobri o ponto fraco deles não pode viver o bebê o bebê que eles ficam com medo de eu dar trabalho então eles não podem beber porque tem que cuidar de mim ah isso é muito legal eu sei que é se no começo a gente sofreu muito só que agora gente é só alegria agora é só tem vitória para contar e peço que vocês vão conhecer a comunidade menino chorão somos mulheres carentes mas a gente não pede nada para ninguém não a gente não cobra nada na nossas festas evento que a gente faz nada é cobrado não tenho medo somos pobres mas não somos miserável pode entrar à vontade só não pode é homem ser violento que se ele for violenta ele lá ele tentando pau ele não sai seu as porradinha das mulheres noite lá tem mulheres fortes que luta capoeira grave uma gata é um grupo de mulheres que fizeram krav magá para se defender fizeram kung fu né para se defender as mulheres sabem bem se defender e defender outras mulheres como antes de ontem segunda-feira a gente defender um almoço no terminal central né e o cara tava batendo nela mas estava em cinco nós ir para a reunião da cultura lá na estação cultura eu não sei se comentário mas ele levou uma lapadinha das meninas e ele tava batendo uma moça com bebê bem ali no terminal né e a gente era cedo era 7 e pouco e por azar dele a gente ia passando bem na hora aí ele levou uns telequete bom né e veio outros lá se meter de onde era nós aí eu só falei assim as loucas aí ele olhou olhou mais sessão de onde é as gotas nem dizer que a do menino chorão né vai que eles vão atrás de nós lá né aí eu não falei do dia nós era a gente foi embora e pronto aí quando a gente voltou não vem mais nem pelo terminal tipo dia de arrumar alguma coisa contra nós né porque pelo jeito os cara ela tá ali né aí ele disse nada vamos embora vamos embora aí o outro disse que ia onde já se viu isso louca quem é essas loucas eu disse as bolsas sai gritando né as bolsas não mexe com as loucas e fomos embora para nossa reunião e nós não te esperamos bater no homem fora do nosso espaço né mas praticamente a gente foi obrigado mas não podia deixar a bater nas nossas com uma companheira porque era uma mulher não deixa não importa que a gente não conhece não deixa de ser uma companheira esse nós somos loucas por direito em qualquer lugar que a gente tiver a gente tem que lutar por direito de ver direito a defesa da mulher né ela tava ali sem defesa com a criança e o homem alto forte batendo uma pobre mulher baixinha pequenininha né aí tinha uma bem forte não acho que só a vanessa já assustou o homem né porque a vanessa já é bem grandona mas aí deu tudo certo mas então vamos conhecer dia 14 vai ter batalha de rap lá a gente espera que as mulheres a pra falar apresentar um rap não é uma festa tona mas é porque a gente sabe que vai ser o dia que morreu a nossa companheira mariele né aí para não deixar esquecido a gente quer fazer uma batalha de rap para incentivar o jovem as mulheres cantar que coisa né eu incentivo né que a gente tá sempre fazendo alguma festinha com as meninas agora a gente fez uma nova cobertura né o vento levou o homem a gente já fez outra é o homem tá fazendo barraco lá mas descobrimos que continua errado a gente botou as telha ao contrário mas não pega chuva as telhas tá a parte de cima tá para baixo mas não tá pingando água mas tá tudo bem aí pode ir à vontade de espaço é grande dá para todo mundo vai ser dia 14 a partir das 9 horas da noite 9:00 que é para não ter criança a gente não quer criança que a nossa festa é de louco tem tudo que vocês imaginarem loucura aí a já começa a tarde para não ter criança e ninguém tá reclamando que tinha criança viu alguma coisa de errado que lá é livre a festa livro a festa é nossa festa das mulheres dia 14 comemoração do dia internacional da mulher imagina sua loucura que vai ser e vai rolar até sexo ao vivo né e de lá você duvida nada muito obrigado gente [Aplausos] oi dona carmen muito ficamos muito feliz de receber essa notícia em primeira mão da regularização a gente ter acompanhado a batalha das mulheres ou meninas chorão pelo direito à moradia ea gente fica muito muito muito feliz parabéns pela conquista e que seja o começo de tudo né da água da luz da rua da dona chiquinha né dona chique que foi inclusive homenageada com a medalha marielle franco que a gente possa conseguir tudo isso lá junto com a senhora né parabéns pois muito feliz e e eu vou passar a palavra então para elisa eles rosa mas é só fala tá ligado oi boa noite meu nome é liz rosa eu não representa nenhum coletivo eu sou de natuba eu faço parte do núcleo feminista núcleo lgbt é primeiramente eu gostaria de agradecer muito a presença o convite na eu tava conversando com um companheiro quando eu cheguei quanto é difícil para nós enquanto pessoas transitar nesses passos né o quanto o quanto não que os espaços não sejam convidativos né mas assim a permanência nesses passo é muito difícil nos espaços predominantemente heterossexuai esse gêneros e estruturalmente brancos né então a eu gostaria de começar a minha fala também falando a respeito um pouco sobre o dia o dia oito e a um dia muito muito importante muito significativo mas eu sinceramente hoje não tenho muitos eu não tenho muitos motivos para celebrar sinceramente eu venho vendo da comunidade trans eu sou uma mulher transexual negra de classe média baixa e eu venho percebendo o quanto tudo isso o que é o sol né estou da minha construção me me traz tanta coisa tanta dificuldade é tanta coisa difícil difícil de de andar difícil de me comunicar difícil de ter relações interpessoais difícil de me relacionar afetivamente e tudo isso às vezes faz com que nós perdemos um pouco o eixo e e as esperanças né mesmo mesmo tendo a consciência de que nós nós qualquer um papel muito importante né pelo menos esse essa essa é a minha opinião o papel das pessoas transexuais e papel das pessoas travestis são papéis muito importantes porque além de serem papéis revolucionários nós somos estamos aqui para dizer que sim nós somos as pessoas nós temos os nossos direitos e nós estamos aqui nesses espaços então acho que automaticamente nós precisamos negociar nossa permanência né aqui com a cisgeneridade né com heteronormatividade e enfim é tô falando um pouco sobre isso a nossa companheira falar um pouco a respeito da nossa amiga a indianara siqueira que é uma mulher transexual é muito importante que foi é violentamente eu diria expulsa do nosso partido do psol eu sou do pessoal faz parte do pessoal eu sou filiado ao psol e eu tenho muito muita preço e muita oi e eu boto muita confiança no partido mas isso isso isso isso em específico e algumas outras acontecimentos como por exemplo é a questão da alane eu não sei se vocês conhecem alane ela nem uma mulher transexual negra que ela sofreu inúmeras perseguições políticas aqui no brasil e ela precisou se exilar em outro país que eu não posso dizer o qual me desculpem e e a lane tá assim fazendo muito uma grande movimentação para conseguir permanecer comer e existir lá então eu acho que assim o partido tem pecado em algumas em alguns assuntos nós lá indaiatuba nós estamos ainda no debate sobre machismo estrutural sobre transfobia porque são questões que estão tão enraizadas e que bom e que às vezes quando são solicitados quando são quando quando nós tentamos dialogar existe uma o conservadorismo barra isso de uma forma tão grotesca que violenta que faz a gente ficar e desestabiliza desequilibrada com com a tamanha a falta de consciência de percepção e de de questões na progressivas enfim e era basicamente isso que eu queria dizer me desculpa eu estou um pouco nervosa não estou muito acostumada com esses passos por mais que eu tenho me eu me graduou em direito na unimax indaiatuba sou de indaiatuba mas assim é sempre muito difícil falar nesses em todos os espaços e e sobretudo falar sobre questões que estão tão latentes nas nossas vidas sabe eu gostaria por exemplo de chegar aqui com a máxima segurança e firmeza para dizer a respeito de tudo isso mas são questões tão violentas que que nos violentam todos os dias a todos os momentos hoje eu cheguei aqui em campinas e até eu chegar em barão geraldo porque eu tive que pegar alguns ônibus e tudo mais até chegar em barão geraldo o quanto foi difícil sabe eu estava no ônibus eu não sei com um amigo meu ou absentia perrotta eu estava no ônibus e tinha uma série de alunos da unicamp me desculpa em te amar sempre de alunos a unicamp algumas outras pessoas todas as pessoas que generas ninguém sentou do meu lado ninguém frente as malas e assim é isso é muito preocupante assim porque isso na verdade essa essa esse esse distanciamento que as pessoas nos colocam nos nos dizem que não para determinados lugares né a prostituição compulsória esses passos então e é isso é basicamente isso que eu tenho para dizer eu acho que a gente está conseguindo é tentando nos organizar né é mesmo que seja muito difícil quando toda vez que eu eu estou em contato com o movimento lgbt é sempre é sempre um é algo prazeroso mas ao mesmo tempo eu me sinto em desespero por dentro porque eu vejo que sim nós estamos sinceramente encargos e lutando por direitos óbvios na e enfim é isso que eu gostaria de dizer para vocês agradeço muito a oportunidade e obrigada a e a gente agradece muito sua presença mesmo muito mesmo é muito importante a gente ouve aqui é o lugar de soltar o verbo é mulher ela está soltando o verbo e é sempre muito difícil falar né quem fala nas mesas sabe como é muito difícil é para sempre difícil para as mulheres para as mulheres trans estarem aqui e usarem do microfone e falar em mas a gente a gente está junto nessa nessa empreitada eu vou passar a palavra então para domingas a domingas é do sindicato das domésticas e do conselho da mulher bom e se trata domingos fazer sua fala oi boa noite a todas ea todos obrigado pelo convite também já quero justificar que a carol não conseguiu chegar acabou de me mandar uma mensagem aqui pediu desculpas e desejou uma boa reunião porque ela ficou presa aí no trânsito no serviço esse rolou não conseguiu chegar aqui eu sou a domingas eu sou de um grupo de mulheres na periferia é um grupo bem antigo aqui em campinas e não é mulheres na periferia pela o fato da gente morar distante também a gente mora distante mas o nome do grupo que existe há mais de 30 anos é pelo fato de a gente está distante ainda daquilo que a gente precisa então nós estamos sempre na periferia do que a gente precisa então foi essa ideia e daí a gente nesse nessa this oi gente já começou a participar da discussão das domésticas que eu também participo dessa organização antes de ser sindicato antes de 86 que as trabalhadoras domésticas até aí não podia ter sindicato só associação né aí depois com a nova constituição foi que a gente pode construir sindicato das domésticas então a gente vende essa luta também e aí se junto com isso tem a questão do conselho da mulher porque se a gente já foi falado aqui a gente precisa de creche a gente precisa de escola a gente precisa de saúde então a gente tem que também está presente nessa discussão que é das políticas públicas para mulher porque na questão da violência na questão do abrigo campinas é uma cidade muito grande e não tem delegacia não tem espaço suficiente que atenda as questões das mulheres a questão da violência que a gente sabe que é muito forte e ultimamente aí a gente perdeu uma verba fundamental que era para o hospital da mulher também isso é muito triste que falta de gestão sei lá a falta de respeito com as mulheres porque uma verba que podia ter um hospital que atender a mulher como um todo e nós aqui em campinas a essa verba veio voltou veio e voltou eu voltou agora parece que vai sair uma coisinha lá que vai só e adequar aquilo que já existe não vai ampliar nada então isso é muito triste a gente conviver com esse tipo de situação né sério o que é uma cidade que merece ter uma boa organização porque é muito triste é muito problema que a gente enfrenta com relação à violência e aí falando um pouco da questão das do sindicato né sindicato das domésticas é uma categoria muito grande em todo o país são mais de 7 milhões de trabalhadora no brasil a maioria são mulheres negras são arrimos de família e que sofre todos os tipos de violência e cada vez que a política que a situação tá igual nós estamos vendo agora é quem mais sofre são as mulheres né a gente que mais sofre com a falta de direito então assim nós o sindicato estamos em processo de mudança de diretoria mas eu achei eu coloquei que as meninas que depois a gente deve estar vindo participando da comissão da mulher aqui na câmera junto com a mariana mas era importante vir aqui hoje porque refletir sobre esse dia hoje eu refletir que não é um dia de festa não é uma comemoração de festa mas é uma comemoração de luta o 8 de março reviver isso hoje para mim é como se tivesse lá naquele período só falta a fogueira só falta a fogueira para por nós porque as mulheres hoje a classe trabalhadora tá assim tá tá tirando tudo todos os direitos que a gente tem o mínimo que a gente conquistou é a mulher aposentadoria quantas pessoas idosas senhoras idosas que a gente atende que pensava que ia ter condições se aposentar tá lá esperando o tô bem mulher ganha o nenê tá lá esperando mais um ano que minha licença não sai depois dessa questão aí dessa reforma é então assim nós estamos voltando tudo à estaca zero então é muito importante esse tipo de espaço aqui é muito importante a gente une a nossa voz minha voz a outras mulheres a outras companheiras e grita não dá não dá não dá para aceitar e daí todos os tipos de preconceito todos os tipos de preconceito já foi falado aqui eu também não gosto de falar o nome desses que estão aí desses governos isso aí mas assim não tem respeito com a classe trabalhadora não tem respeito com ninguém a semana passada aí todo mundo viu que falaram das trabalhadoras domésticas que a gente que era bom com dó o alto que assim a gente não ia para disney né é um absurdo é um absurdo uma falta de respeito é é assim querer dizer que o nosso lugar é lá no porão da escravidão que é onde a gente nunca devia ter saído e eles falam isso eles faz isso com tanto ódio eles tem ódio das mulheres tem ódio da classe o ódio deles é é porque as domésticas algumas domésticas conseguiu viajar de avião algumas domésticas conseguiu o povo filho na universidade do lado do filho deles deve ser esse o ódio deles porque é um absurdo é um absurdo que a gente vê hoje então assim para não ficar repetindo que muitas companhias daqui já me contemplado eu só queria dizer que é muito importante esse espaço para a gente está refletindo e discutindo e dando grito nosso grito não dá mais ele o lado aqui do dia sete de março que a gente vai fazer esse grande ator do dia sete depois a ideia no dia oito também é fazer um ato nacional em são paulo acho que a cada vez mais nós temos que unia nossas voz as nossas forças mulher ele jovem estudante mulher trabalhadora mulheres profissionais do sexo todas as mulheres une a voz e dá um basta basta de violência contra as mulheres basta de violência contra a classe trabalhadora basta de violência sobre os nossos ovos sobre os nossos filhos todos todos todos então é isso e eu queria mais uma vez agradecer pelo convite e e agora vou abrir o espaço para as pessoas falarem eu peço que as pessoas fazem rapidamente não vai dar tempo de voltar para mesa mas eu acho que todo mundo aqui passou seu recado falou dos nas nossas lutas dos coletivos e aí a gente vai abrir então para para quem quiser fazer o uso da palavra e quem quiser usar a gente pede que vem aqui né por conta da do registro se alguém não quer fazer o uso da palavra e ninguém quiser a gente me solta a tinta é sempre assim gente hatch na timidez bom se ninguém quer fazer o uso da palavra é bom então a gente vamos então caminhando para o final né a domingas já jantou aí o calendário que vai ter aqui calendário que vai ter aqui em campinas no dia sete de março tem o ato unificado das mulheres que a mamãe que a gente vai marcar aí a comemoração no dia oito tem o ato em são paulo no dia quatorze nós fazemos aí dois anos do assassinato da nossa querida amiga companheira mariele e vamos marcar também o dia 14 fora isso tem uma série de eventos acontecendo pela cidade a gente trouxe aqui para vocês um pouco das mulheres na sua diversidade as mulheres com as suas demandas a mulher da vida real a mulher que tá ali levando levando seus filhos ponto comida dentro de casa a mulherada do jeito que a gente é né com a nossa diversidade e que todo mundo merece respeito com certeza poderiam ter outro dos coletivos outro oi gente daqui de campinas que a gente não conseguiu contactar o que né mas que a gente a ideia dessa reunião é dá para que a gente pudesse apresentar e pela cidade de campinas um pouquinho do que é o movimento a luta e as demandas das mulheres a gente vai enviar os certificados né quem pediu certificado de presente a gente vai mandar pelo e-mail mas caso não tem algum problema manda um whatsapp para gente a gente fez uma carta um folder com sobre a situação da violência doméstica nós estamos na campanha é pela vida das mulheres queremos combater a violência doméstica tem um folder com todos os serviços que atendem às mulheres em situação de violência aqui na cidade é muito importante que as mulheres guardem passem pegar suas amigas para suas irmãs para suas mães para que numa situação de violência saiba a quem recorrer é pelo menos do ser oi e a gente teve aqui em campinas também nós estamos uma luta pela implantação do centro de responsabilização e reeducação do autor de violência é uma previsão da lei maria da penha para que os homens condenados pela lei maria da penha possam passar por processo de discutir as masculinidades discutir a violência em todos os espaços em que foi implementado esse serviço teve um muito uma aceitação muito grande porque caiu os índices de reincidência então essa é uma política efetiva na cidade nós tivemos o anúncio a prefeitura anunciou que vai plantar esse serviço também é uma conquista da luta porque é uma falta antiga que a gente também quer discutir como é que vai funcionar qual metodologia como que se contempla a realidade das mulheres então essa também é uma boa notícia que a conquista de todos nós e a gente convida vocês para participarem dos eventos pegar os materiais e só para finalizar e a gente tá chegando aí no carnaval carnaval para mim que a gente vai trabalhar muita gente vai descansar mas muita gente vai curtir o carnaval também e o carnaval tem que ser bom para todo mundo todo mundo pode falar então analisando o carnaval tem que ser bom para todo mundo então a gente vai curtir o carnaval sem violência sem assédio sem transfobia sem homofobia respeitando todo mundo respeitando a festa de cada um então é só que a mensagem aí para todo mundo que vai agora né vamos para o carnaval com muito respeito a talita quer comentar é só observação é porque eu não sei se a o dia de hoje ele foi aberto para o estendido a todos os outros vereadores e enfim mas eu uma observação de que a luta pelo direito olá mulheres é pelo que a gente briga isso o 8 de março mas é interessante que não tem a presença de homens apesar de a gente só tem uma vereadora mulher na câmara então cadê os homens da câmara presente na câmara para poder debater junto com a gente e principalmente porque a gente tá no ano de eleição então eu acho que a gente tem que começar até a repensar em quem a gente tá colocando e enfim e aí e a gente e a gente sempre conversa mas vamos lá é [Risadas] mas é isso então é isso gente eu desejo um ótimo retorno agradeço todo mundo que participou agradeço essas mulheres maravilhosas e que a gente se encontra aí nas lutas nas ruas fazendo aí soltando o verbo e trazendo né mais conquistando mais direitos mais mulheres fortalecendo a mulherada bom obrigado tá bom obrigado e assim vamos vamos chamar foto e aí e encerrou-se nesse momento essa primeira reunião da comissão permanente da mulher presidida pela vereadora mariana conti que vai nos dá aí um parecer um apanhado por que muita coisa foi falada mas é um resumo disso vereadora o que nós tiramos de ouro de tudo isso olha eu acho que a gente dá de ouro que as mulheres a gente tem uma diversidade enorme cada um sabe como é a nossa vida muitas vezes as mulheres são julgadas é o olhar sobre as mulheres é sempre uma mulher de condenação mas a gente sabe cada um sabe o que passa na vida e a gente teve aqui mulheres que têm diferenças que vivem situações das mais diversas que nós temos muitas mulheres que vivem outra das situações e que a gente precisa que essa mulher é a mulher da vida real ocupe o espaço da política porque aqui na câmera o espaço onde se decide muitas coisas mas a mulher real que sofre violência que thales tem moradia que tá nos mais diversos trabalhos as mulheres trans as mães né de pessoas lgbts que tem temem pela violência pelo preconceito dos seus filhos muitas vezes essas mulheres não estão no espaço de decisão no espaço onde se decide os fundos das coisas então a ideia desse dessa comissão foi recebê-las e que hoje você espero que vocês tenham gostado e compartilhado aí nesse momento que a gente e para garantir direitos é necessário a participação popular então fica o convite para a próxima reunião fico convite para próxima reunião a gente vai discutir o centro de responsabilização é uma conquista para a cidade é uma experiência pioneira que nós temos que é 41 centros de educação do autor de violência pelo país em todos os lugares onde foram implantados caiu os índices de reincidência então essa múltiplo de política que no médio prazo já o que significa economia de gastos é muito eficiente e é uma processo é apostar de que a gente pode reducar nossa sociedade que a gente não precisa conviver com o machismo que a gente não precisa conviver com a violência então é a gente vai discutir isso e você estejam com a gente compensa ele adora muito obrigado e boa noite obrigada boa noite boa noite e nós encerramos aqui na sala silvia pascoal no plenarinho da câmara municipal essa reunião da comissão permanente da mulher e foi ao vivo mas você fica aí o convite para continuar com a programação normal da tv câmara campinas boa noite e aí a tv câmara campinas
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