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Reunião Comissão Permanente Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania
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Reunião Comissão Permanente Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania

20 views Publicado 12/03/2020 HD · 1:41:21

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g1 o som pra fora de belo horizonte conta com problemas de funcionamento com um presente de casamento d tô esperando e aí há um ano a tv câmara campinas olá boa tarde falamos ao vivo aqui do plenarinho da câmara de campinas aonde vai acontecer a reunião da comissão de defesa dos direitos humanos e cidadania essa reunião aí que vai ser presidida pelo vereador carlão do pt hoje o tema discutido vai ser violência doméstica e políticas públicas sobre o assunto o plenarinho aqui já tá cheio de mulheres que vão participar desse debate que você acompanha a partir de agora ao vivo aqui pela tv câmara uma boa tarde a todos ea todas essa é a reunião ordinária da comissão de direitos humanos e cidadania e da câmara municipal de campinas em que nós hoje temos dois pontos de pauta aqui para ser debatido ah não eu queria inicialmente agradecer a presença e aí da fernanda e que é professora da puc-campinas e da presença que vai contribuir conosco aqui na no nosso debate adorasse lopes que é sociólogo e representante da marcha mundial das mulheres que também é tá aqui queria justificar já ausência de um representante da secretaria de assistência social e cidadania que já tinha uma agenda marcada anteriormente e justificou mandou um ofício justificando a presença eu clico também agradecer aqui a presença do vereador rossini que também é membro dessa comissão e justificar ausência né o pastor elias que é membro da comissão também já teve aqui e teve que se ausentar que tem uma outra agenda aqui na na casa eu queria muito rapidamente antes a palavra para o vereador e nós priorizamos colocar essa falta nessa primeira reunião da comissão de direitos humanos tendo em vista não só um momento difícil que nós estamos vivendo na cidade e no país relação aumento da violência doméstica os dados temos assustados então é um dos objetivos além de prestigiar o dia internacional da mulher o mês de março que aonde muitas mobilizações o mundo afora tem gritado socorro pela e função do aumento da violência doméstica é uma violência que ela não vem que ela não tá acontecendo é só dentro de casa né também é uma violência do estado brasileiro na medida em que quando tira direito dos trabalhadores e é para as mulheres a consequências muito maior porque hoje ela já tem um prejuízo enorme né lá na diferença salarial no direito a oportunidade então nós não podemos não podemos deixar de de fazer essa discussão porque é uma discussão que nós temos que permanentemente tá fazendo ela em todos os espaços onde a gente tem oportunidade de falar porque este aumento da violência ele tem tem um reflexo e extremamente grave na sociedade brasileira né então na medida em que tá pautado né o o armamento na sociedade tá faltado o discurso do ódio isso tem refletido muitas vezes na relação e uma das famílias particularmente o prejuízo para as mulheres para as crianças têm sido cada vez é maior depois eu queria falar de alguns gases aqui da cidade de campinas mas a gente vai ao decorrer aqui da das apresentações né eh também aqui agradecer a presença aqui da marineide agnelo de oliveira que é do grupo de mulheres da periferia obrigado a presença a rose amêndola que é da marcha mundial de mulheres também obrigado pela presença tô vendo aqui a domingas que a tabela do sindicato das domésticas também aqui presente a anna bonarda que é da executiva municipal do partido dos trabalhadores e não se a presença também do nosso presidente seja bem-vindo feio e eu ricardo que também está presente presidente do pt de valinhos obrigado da presença a lurdinha que a nossa chefe de gabinete e uma das coordenadoras da são as pessoas que eu não citei depois o cerimonial vai nos passando aí nos passando passar para o vereador oi boa tarde cumprimentar a inicialmente vereador carlão do pt né presidente dessa importante comissão de direitos humanos da câmara que tem com frequência trazido para o debate nessa casa theme temas como esse que são cada vez mais necessários para urgentes e atuais em complementar as mulheres da mesa as mulheres presentes é a questão da violência contra a mulher inclusive no ambiente doméstico obviamente deve ser estudado debatido compreendido para se pensar como incorporar nas ações de políticas públicas né medidas que possam ajudar na prevenção dessas ocorrências e de posteriormente até no sentido de se ter uma rede de apoio suporte políticas que possam minimizar minimizar os efeitos danos até psicológicos as vítimas infelizmente ainda tá no terceiro milênio a gente ter que está debruçado para debater esses temas parece que a humanidade evolui mas não avança em alguns campos como esse desrespeito às mulheres às questões de gênero de uma forma geral né a gente e no noticiário cada dia o feminicídio crescendo na cada dia a gente abre a página do nosso nos jornais o ver pela pelos programas pelos noticiários mais uma vítima é mais uma mulher vítima ou de violência e até na no extremo assassinada morta por atitudes bizarras asa ainda por esse machismo em raidado pelo preconceito ainda parte da sociedade então calão eu acho que abrir a câmera e essa comissão para discutir esse tema da visibilidade fazer com que as pessoas a sociedade possam parar para pensar nisso é uma forma também de contribuir para tentar encontrar soluções e aí não assim no no final mesmo concientizar as pessoas né que todos são responsáveis sobre esse tema então espero que seja um momento e proveitoso não é produtivo e que todos aprendamos eu às 3:00 eu tenho uma reunião com o núcleo marcado na secretaria de habitação da casa eu vou ficar um pouco mas assim quando eu te vou ter que sair mas de qualquer maneira tá crescendo transmitido pela tv câmara depois ficar todo debate e discussão registrada aí a gente pode acessar e virar mesmo uma umas um ponto de consulta né pra gente não perder o conteúdo que vai ser debatido aqui parabéns boa tarde obrigado vereador queria também informar a ser espectadores de também o público que presente que nós apresentamos e dar uma aparecer aqui no projeto de lei que veio para esta pauta como a reunião da comissão de direitos humanos quando tem projeto para dar aparecer a gente a comissão faz aparecer aqui a prova aparecer então nós aprovamos aqui o item dois essa falta que foi sarado o jogador felipe marquesi do projeto de lei ordinária 42/2019 de autoria do vereador luiz cirilo que institui o programa de conscientização e prevenção da alienação parental em campinas tão esse projeto foi dado parecer que vai estar aqueles posição para que as pessoas possam também quem quiser conhecer o projeto e também anunciar até presença da camila tá cheiro que é embaixadora do movimento vai ter mulher sim líder da rede mulheres que decidi que decidem e formada formada no renova brasil é obrigado a presença tá eu queria aqui apresentar e primeira professora fernanda carolina de araújo e finger que é mestre e doutora em direito pela universidade de são paulo professor do programa mestrado da puc campinas que vai apresentar para a gente aqui contribuir com nosso o nosso debate e depois a gente vai abrir o debate aqui para que as pessoas possam também se manifestar o favorito vai ficar à vontade e é preciso ligar já tá tudo certo oi boa tarde a todos a todos gostaria de agradecer pelo convite em primeiro lugar e pela oportunidade de debater questões relacionadas à violência contra a mulher tenho me ocupado desses estudos na puc-campinas porque é uma questão cidadania porque é uma questão de defesa de direitos humanos mas também porque a sua mulher sou mãe e sei um pouco do que a realidade de ser mulher no país que tem tanta violência como o nosso queria registrar a presença do meu orientando de mestrado joão paulo giraldelli que tem me acompanhado a nesse muitos outros estudos e agradecer a todos mais uma vez a oportunidade de alugar de falar e aprender também um pouco sobre a violência contra a mulher a violência contra a mulher acho que todos sabem né lá deriva da simetria de gênero ela foi construída ao longo do tempo e ela está baseada nas relações de dominação que em é uma mulher e fazem com que ela se contente ou com que ela tem tem a que aceitar essa violência essa violência é o extremo da dominação masculina temos uma situação de dominação que combina na prática de violência e a gente tem percebido que esses números têm aumentado significativamente com o passar dos anos a quatro décadas aproximadamente que a gente começa a dialogar a respeito da violência contra as mulheres essa violência se torna visível mas a partir de 93 a gente começa a provar documentos legais para discutirem e tentarem combater essa violência o primeiro deles é a convenção de viena aprovada no ano de 93 aqui no brasil nós temos recentemente assumido compromissos internacionais e internos também para o combate à violência contra a mulher o mais importante ou mais conhecido de e é aprovação da lei maria da penha no ano de 2006 mas estranhamente a gente vai pensar um pouco sobre isso hoje a partir de 2006 em 2007 né quando a gente já tem essa lei em vigor especificamente a partir de 2007 os números do aumento da violência eles são muito significativos então temos uma legislação para proteger as mulheres especificamente contra a violência doméstica e familiar mas esses números só tem crescido desde esse momento a gente vai pensar um pouquinho sobre isso não é fácil né oferecer explicações para uma realidade mas acho que a gente tem algumas hipóteses algumas sugestões do que está acontecendo eu queria falar um pouquinho sobre os números né para que a gente conseguir entender a dimensão da violência contra a mulher muitas vezes quando a gente discutir um pouco a questão da desigualdade das mulheres a questão da violência algumas pessoas que não estão inseridas e se acham que essa discussão é banal que o problema da violência não existe e ele existe ele é um problema absolutamente importante e crescente infelizmente o atlas da violência de 2019 ele traz alguns números importantes para gente conhecer esse fenômeno e ele disse ele comprovou que no ano de 2017 cerca de 13 mulheres foram assassinadas por dia no nosso país no ano de 2017 entre desculpa entre 2.000 e 2016 2007/2017 o número de mulheres mortas cresceu trinta por cento então crescimento muito significativo e no ano de 2017 a gente teve um total de quatro mil e novecentos mulheres 4.936 mulheres mortas né porque todas importam então os meus tem que ser exatos esse é o maior número registrado desde desde do ano de 2007 é só que essa violência contra a mulher ela não se distribui igualmente nem todas as mulheres são igualmente vítimas de violência quando a gente olha a mulher negra a mulher negra sofre muito mais violência do que a mulher não negra em 2017 a gente conseguiu constatar pela aquelas da violência que 66 por cento das mulheres mortas eram negras é como eu disse no início à violência contra a mulher ela tem crescido mas ela cresce muito de uma forma muito mais acelerada quando se trata da violência contra as mulheres negras a violência de mulheres nãon negras entre 2007/2017 teve um crescimento de quatro e meio por cento mas a violência contra o número de mortes de mulheres negras cresceu trinta por cento e do total dos homicídios praticados contra as mulheres ainda de acordo com atlas da violência 28 por cento foram cometidos na residência dessa mulher o que é um paradoxo né porque muitas vezes a gente vai para as nossas casas porque lá é um lugar em que a gente se sente seguro mas para as mulheres estar em casa não significa estar seguras mas uma parte muito significativa dos casos acontecem dentro da residência em 2017 só para a gente ter uma ideia dessa dimensão 221 mil mulheres procuraram os serviços de atendimento para relatar a ocorrência de algum tipo de violência então é um número muito importante existem outras pesquisas que também fazem com que a gente conheça um pouco melhor essa realidade em 2018 foi publicada uma pesquisa chá o poder judiciário na aplicação da lei maria da penha que foi realizada pelo cnj e o objetivo era entender como os tribunais de justiça do país estavam se colocando diante das situações de de feminicídio e eles identificaram nessa pesquisa que no ano de 2017 é existiram 13825 processos que discutiam que investigavam a ocorrência de feminicídios uma outra pesquisa dessa vez realizada pelo ministério público de são paulo no ano de 2018 também e chamada raio-x do feminicídio em são paulo teve como foco o estudo de alguns casos de feminicídio no total eles estudaram 364 casos e 240 deles o feminicídio foi praticado num contexto de uma relação afetiva então o autor dessa violência era o marido o dinheiro ou o ex-marido pessoa pessoas muito próximas né dessa mulher e a principal motivação em 45 porcento dos casos pra violência era separação do casal então o homem não aceita o término do relacionamento e ele pratica violência em razão dessa decisão tomada pela mulher crime ciúme sentimento de posse foram desculpe ciúmes sentimento de posse machismo foram responsáveis por trinta por cento de feminicídios em dezessete por cento dos casos o motivo relatado pelo homem foi uma discussão em dois por cento motivo seria financeiro e essa pesquisa realizada pelo ministério público também comprovou que a maioria dos casos de feminicídios 58 por cento deles aconteceram durante a noite entre 18 horas e 6 horas da manhã e que a cada três vítimas de feminicídio duas foram atacadas em casa então são dados semelhantes com aqueles do atlas da violência mulheres sofrem violência mulheres são vítimas de feminicídio em casa é a forma como essas mortes acontecem elas também são muito cruéis e indicam também a resistência de ódio é de não aceitação em relação a determinada situação a maioria das mulheres são mortas com por armas brancas arma de fogo ela responsável só por dizer só não mas por ela responsável por dezessete por cento dos assassinatos mas em 58 por cento e cinquenta e oito por cento deles é cometido com uso de armas brancas facas né algum instrumento que o homem tem ao seu alcance além disso também chama atenção o número de homicídios praticados com uso de objetos domésticos como panela de pressão móveis cabos de telefone ou de televisão tem do onze por cento dos casos e por fim a gente tem 10 por cento de e em que as mulheres foram asfixiados então o atlas da violência ele mostra ele pressupõe que se por acaso a gente flexibilize o controle de armas mulheres morreram mais mas independente disso mulheres morrem e entre os casos analisados também nessa pesquisa é importante dizer que dos 364 feminicídios acontecidos em 12 as mulheres tinham medidas protetivas então essa é uma realidade muito comum quando a mulher sofre violência muitas das mulheres que sofrem violência tem já uma medida protetiva para garantir ou afastamento do agressor do lar mas para garantir de alguma forma sua segurança em razão disso até importante comentar que em 2008 foi alterada a lei maria da penha para disciplinar que descumprimento de medida protetiva é crime então caso o homem desculpa essa medida ele pode ser preso em razão disso não sei se essa medida é suficiente né para fazer com que a as medidas protetivas sejam cumpridas mas essa é uma realidade a partir de 2018 homem é preso se diz cumprir uma medida protetiva e aqui em campinas os dados da violência contra a mulher também tem chamado muita atenção a lei maria da penha ela quando ela foi aprovada lá no ano de 2006 ela determina que todos os municípios devem alimentar estatísticas da violência por que não é possível a gente combater um problema se a gente não o conhece e aqui em campinas a gente tem um sistema de dados que é os 9 que identifica a quantas e quais e quais são as mulheres vítimas de violência e como esses casos acontecem os dados demonstram aqui em campinas que a violência ela vem crescendo a cada ano e ela vem crescendo muito em 2014 só para a gente ter uma ideia foram 367 notificações de violência contra mulher em 2018 esses números pularam para 1086 casos então a cada ano que a gente verifica as e esses nove os dados aumentam 367 em 2014/2015 574/2016 688/2017 779 até que a gente chega nos 1086 casos no ano de 2018 aqui também se constata que a principal violência praticada contra a mulher ea violência física mas aqui a gente tem que problematiza geralmente a violência física ela é o ápice de um conjunto de violências que vem sendo praticada ea mulher só se entende muitas vezes vítima de violência quando ela é fisicamente agredida a violência psicológica geralmente faz parte do dia a dia de muitas mulheres mas elas não se percebem muitas vezes em razão da cultura cultura patriarcal das experiências de vida elas não se percebem dentro desse ciclo de violência quando a violência chega fi a contece aí elas percebem que que efetivamente são vítimas de violência então a gente tem um número significativo né o número mais ou é mais relatado é o de violência física mas a gente sabe que talvez se considerar outras espécies de violência psicológica a violência patrimonial os números também vão ser bastante importantes aqui também em campinas assim como se comprovou lá no atlas da violência o cônjuge companheiro esse companheiro é o principal autor das agressões sempre estão as agressões elas tem a ver com as relações de afeto que a sua mulher estabelece né ela confia em alguém para dividir a sua vida eventualmente e esse alguém é que pratica violência contra ela aqui em campinas uma pesquisa realizada pela faculdade de ciências médicas da unicamp que analisou as as mulheres mortas né o índice e aqui em campinas conseguiu constatar que as taxas de feminicídio aqui na nossa cidade elas estão acima da média do estado de são paulo se a gente olhar nas estatísticas existe uma variação importante de violência contra mulher em cada um dos estados são paulo é o estado com uns menores índices então a gente tem o índice de 2.4 a mulheres mortas a cada 100 mil habitantes mas aqui em campinas essa pesquisa demonstrou que o índice de feminicídio é de 3,18 casos a cada 100 mil mulheres então números muito maiores do que no restante do estado de são paulo e aí e nessa pesquisa se constatou que das 26 mulheres mortas no período analisado 17 foram vítimas de feminicídio a gente sabe que nem toda a morte de mulher e feminicídio muitas vezes as estatísticas não conseguem identificar se aquilo é uma morte de mulher ou se aquilo é um feminicídio essa pesquisa tá demonstrando que a gente levar em conjunto em consideração um conjunto de morte de mulheres um número muito significativo é de feminicídios a grande maioria é de feminicídios e o feminicídio a gente sabe né acontece ou em razão de uma discriminação contra a mulher ou em razão da violência doméstica e familiar isso são as mortes que a gente pode chamar de feminicídio se a mulher tem uma desavença no trabalho e eventualmente é morta pelo seu chefe isso não é uma situação de feminicídio a princípio mas se a violência morte deriva ou da violência e da discriminação oi ou da violência doméstica e familiar isso sim é um feminicídio tão casos bastante significativos de crime de feminicídio se a gente levar em consideração todas as mortes essa pesquisa realizada pela unicamp também demonstrou algo que a gente tem visto em todas as outras pesquisas na maioria dos casos o autor da violência é o companheiro sempre companheiro esse companheiro namorado eles que praticam a violência contra a mulher das mulheres também identificadas como vítimas de feminicídio nessa pesquisa duas estavam grávidas e a maioria dos crimes aconteceu no domicílio mais uma vez essa realidade mulheres sofrendo violência dentro de casa e ainda se constatou como a gente já viu pelas duas outras pesquisas anteriormente mencionadas que a intenção se separar é uma motivação muito o restante para violência e para violência letal toda vez que a mulher decide que quer sair desse relacionamento abusivo o homem pratica violência contra ela muitas vezes a violência fatal que é o feminicídio e aqui são alguns dados né um pouco para gente tentar compreender como é que essa questão da violência contra mulher tem se apresentado mas aí cabe a nós pensam um pouco porque será que esses números estão aumentando o que será que justifica isso não é muito fácil a gente formular uma única hipótese porque o aumento da violência ele pode ter a ver com as mulheres se sentirem seguras para denunciar os casos de violência eles podem ter a ver com aumento efetivo da violência então existem inúmeras razões é muito difícil a gente definir porque que os números da violência contra a mulher tão aumentando mas o que a gente pode pensar a partir desses números é que talvez a resposta dada pelo estado não seja adequada se fosse adequada talvez a gente conseguiria reverter esses números se a gente não reverte se eles só aumentam me parece que a resposta não é a melhor quem gosta que a gente tem dado a lei maria da penha ela é uma legislação que é multidisciplinar ela traz uma política integral transversal interinstitucional ela fala da necessidade dos homens participarem de cursos para compreender o que é uma masculinidade né qual é o papel do homem como um homem deve se comportar em relação a sua companheira ela discute a necessidade de se formular em estatísticas ela discutir que a mulher precisa ser protegida juntamente com seus filhos então é o atrás um rolo de direito muito importante para que a mulher consiga se livrar da violência mas acontece que em razão muitas vezes da dificuldade da implementação e da efetivação dessas medidas que tem um custo importante né e que precisam ser discutidas o que se tem tem se dado prevalência na parte penal da lei maria da e ainda que ela traga várias possibilidades de resposta o que a gente tem aplicado a resposta penal é a criminalização do autor da violência não que a criminalização não seja importante mas ela é questionável internacionalmente as legislações elas elas dizem as trazem a necessidade da criminalização da violência contra a mulher mas se essa criminalização acontece sozinha de maneira isolada ela não é suficiente para resolver a questão ó e aqui eu queria também trazer algum alguns números para a gente pensar um pouco nessa realidade para tentar entender como é que o poder judiciário enfrenta a violência doméstica e familiar contra a mulher mas quero deixar registrado só a solução penal não adianta precisamos políticas públicas de educação sensibilização sensibilização da comunidade de proteção da mulher para que ela consiga se livrar desse ciclo de violência uma pesquisa muitíssimo interessante realizada e deixa eu procurar o nome da pesquisa para dar crédito realizada no distrito federal por souza e ximenes ela teve como objetivo analisar a percepção dos acusados dos agressores nos casos de violência contra mulher tem um movimento que foi contrário não entender como a mulher se sente mais entendeu a opinião do agressor a ideia do agressor a respeito do fato praticado e o que se identificou nessa pesquisa é que os homens agressores eles não têm consciência do fato praticado 65 por cento de eles entendem que a vítima que deu causa à violência que eles não são os responsáveis que foi a mulher que provocou e por isso que ele acabou usando da violência para revidar de em algum momento 58 por cento dos homens ou um 58 por cento dos casos os homens afirmaram que não reconhecem como delito a é contra a mulher então eles acham que o que eles fizeram não é violência que é um direito deles agir daquela forma e no 63 por cento dos casos os homens alegaram que estavam se defendendo diante de uma agressão o que a gente tem que perceber aqui é que tenha compreensão do crime por parte dos agressores a gente não vai construir nada a pena ela acaba perdendo qualquer significado nesse contexto porque o homem vai se sentir injustiçado ele vai entender que quem provocou essa situação de injustiça foi a mulher ea prisão ela tem um fim né ainda que ele esteja condenado e seja preso à prisão acaba muitas vezes eles estabelecem esse relacionamento amoroso e se ele entendeu que a mulher foi a responsável por esse sofrimento que ele viveu na prisão e volta praticar violência então os homens não se reconhecem como agressores mês e são condenados pela prática de violência contra mulher e os tribunais que julgam os casos de violência contra mulher o que a fabiana severe que a professora da da usp de ribeirão preto conseguiu constatar é que nos tribunais muitas vezes reproduzem os preconceitos e os estereótipos ligados às mulheres então o que eu fico pensando nesse caso é que é muito cruel a mulher ela tem uma dificuldade imensa para se livrar de um ciclo de violência à mulher procura o poder judiciário como última esperança para protegê-la e a decisão que é dada em muitas situações é a reprodução dos preconceitos sociais que colocam uma mulher numa posição subordinação o que acontece o que a fabiana conseguiu identificar é que geralmente ou muitas vezes os tribunais eles fazem uma análise que vai muito além da apreciação do comportamento no momento a seleção acontece mas tem como referência os papéis estereotipados de gênero análise de que desse o homem é um bom pai de família se a mulher é uma dona de casa fiel e isso tem sido resultant determinante para os resultados do processo se homem se por acaso a mulher que sofre violência ela não se a deco a esse papel de gênero que se espera dela a resposta do judiciário muitas vezes é desfavorável é como se essa violência fosse justificada pelo pelo modo de vida em razão da da da vítima de agressão não é o que é muito assustador uma outra pesquisa também realizada pelo cnj que se chama entre práticas retributiva e restaurativos a lei maria da penha e os avanços e desafios do poder judiciário e traz um pouco da percepção das mulheres quando procuram um poder judiciário para resolver os casos de violência doméstica e essas mulheres elas relatam que ela se sentem frustradas e não ouvidas pelo poder judiciário né não ouvidas nesta discussão que vai dizer se elas são vítimas ou se elas mostram que vai esclarecer o que aconteceu ela tem latão ainda que o tempo de tramitação dos processos é muito longo e que ela se sentem re vitimizadas durante esse processo várias situações e que ela somente utilizarem o processo novamente ou recomendariam por falta de opção bom e muitas vezes elas e os agressores saem das audiências ou na maioria dos casos ele está indo às audiências sem entender o que tinha o que tinha acontecido e aí elas pedem explicação para as psicólogas para as assistentes sociais para que me explique né o que foi aquilo se o problema se resolveu se a violência vai acabar partir daquele momento porque elas não entenderam nada que tinha acontecido e ainda para discutir a questão do poder judiciário dos 24 juízes analisados nessa pesquisa só quatro tinha algum tipo de capacitação específica na área de violência que é algo que já tem sido constatado também em outras pesquisas uma inclusive realizada pela professora argemira que demonstrou que existe falta de capacitação técnica para lidar com a violência doméstica e familiar essa violência ela tem facetas específicas então é necessário que os magistrados e aí tudo poder judiciário a também os promotores os representantes do ministério público todos precisam conhecer essa violência senão nada vai ser resolvido olá aqui é o meu objetivo né às vezes é um pouco chato ficar falando de números mas eu queria trazer um pouco da dimensão do problema da compreensão do volume da violência que tem sido praticada pela contra a mulher desculpem um 2018 né 2018 que estão que a gente tem como última referência de produção de dados não é uma violência lá da década de 80 não não é uma violência longe de nós é uma violência muito próxima os números eles fazem com que a gente tenha uma ideia do volume desse problema social mas eles não mostram um pouco para nós a tristeza eo sofrimento que é ser vítima de violência então as questões que elas são muito mais complexas muitas vezes é muito comum que a mulher sofria violência em determinado momento ela se reconcilia com companheiro e que aquela relação de alguma e se estabeleça e aí as pessoas pensam não mas essa mulher gosta de apanhar então eu vou deixar quieto porque não adianta para que pune essa mulher gosta de apanhar não é gosta de apanhar ninguém gosta de apanhar as questões são muito mais complexas a mulher têm grande dificuldade em razão dessa cultura patriarcal em que a gente vive de se reconhecer como vítima de violência à mulher muitas vezes é dependente financeiramente do marido que até a proíbe de trabalhar e se ela tem filhos sair de casa sem ter condições financeiras para isso torna o problema muito maior então às vezes ela ó fita por sofrer violência mas tentar preservar um pouco os seus filhos então muitas questões que que tornam esse problema contra da violência contra a mulher muito sério muito complexo a gente precisa entender esse problema precisa compreender a realidade da mulher para que a gente possa pensar em políticas públicas e vivas para proteção dessa mulher e da sua família que é absolutamente afetada pela violência doméstica obrigada a ligar fernanda então antes de ir de passar aqui para o público eu queria passar aqui para professora doracy lopes e mestres e funcionou dia pela universidade estadual de campinas doutor em sociologia pela universidade de são paulo e representa também a marcha mundial das mulheres gracie boa tarde a todos ea todas é um prazer estar com vocês muito de vocês nessa nesse evento tão importante para nós mulheres e também para os homens na eu vou fazer eu acho que a exposição da professora fernanda foi confirma muito o que a gente e vem discutindo e sentindo na pele os números de campinas do estado de são paulo do brasil especialmente depois do golpe de 2016 isso se acelera-se a profunda e 2019 em diante mais ainda com anulação de todos os programas de proteção à mulher né no seja no governo federal como no estadual eu vou fazer um pequeno histórico e vou ponto alguns pontos relativos à campinas especialmente por ter participado do conselho municipal da mulher cuja eleição foi no final 2016 e a gente teve o mandato 2017/2019 como suas o representante da sociedade civil então nessa nós constituímos chapa assim como agora também no final 2019 constituímos chapa com as companheiras da sociedade civil e dessa última vez também as minhas companheiras que eu não estou mais do conselho da mulher tiveram mais que o dobro de votos das demais companheiros da sociedade civil em função do reconhecimento do trabalho que é feito da militância que é feita junto às mulheres da cidade de campinas e em 2017 nós temos duas representantes da apeoesp é uma também ligada à área da educação que é uma entidade de classe dos funcionários da educação que a fuzzy ao grupo de mulheres de periferia o movimento advogados independentes mais aliás duas do grupo mulheres periferia eu da marcha mundial outra companheira da marcha mundial e associação de mulheres guerreiras que discutir o trabalho das mulheres é de sexo na região de campinas e é essa chapa discutiu um programa esse programa passava por criar um fórum de mulheres ligado ao conselho da mulher então essas entidades da sociedade civil criaram as fórum e estaria aberto para participação de todas as outras entidades e mulheres das cidades a outra outro ponto que a gente levantou foi a reestruturação da coordenadoria da mulher de campinas a gente sonhou que poderia rediscutir as políticas públicas da cidade evitando a concentração de poder em cima de uma única pessoa então tem uma única mulher que cuida de vários cargos e inclusive a coordenadoria da mulher eu que prejudica muito essa separação de interesses e projetos e programas de atendimento e fica muito prejudicada mas é e o outro ponto foi a fiscalização das políticas públicas principalmente o centro de referência da mulher que foi uma verba do governo dilma que a gente recebeu para ter aqui o um hospital que a gente chamou de hospital da mulher e que infelizmente no decorrer do caminho aí a gente não conseguiu colocar essa verba em prática ela foi deixa nossa foi dado uma outra destinação para essa verba o e desses três anos de conselho da mulher que a gente nós fizemos debates e interessante inclusive com o carlão um dos rebati foi sobre o centro de referência da mulher e o perigo que se corria de perder a verba federal na caixa econômica federal e fizeram o debate sobre educação e gênero que foi feito um salão vermelho com muita participação fizemos várias atividades mas não conseguimos avançar mais no que diz respeito à implementação de algumas questões de educação de saúde e de violência por quê porque as mulheres da sociedade civil uma parte tem uma experiência de vida de longa né a participação com a visão bastante assistencialista então elas fazem questão de se limitar a limitar a sua identidade a pedidos de assistência social para aquele bairro para aquela aquela associação e sempre bastante a aderem muito ao projeto do governo municipal o que é um problema em termos de independência de discussão de projeto político para melhorar a situação de violência de educação é para mulheres a rua outra parte da sociedade civil que compreende que os projetos tem que ser coletivos abraçado por todas as entidades discutido em fóruns e levado adiante para a câmara municipal defendido dentro dos não só do conselho da mulher mas é do conselho da saúde e do conselho da educação e assim por diante se vários diálogos foram tentados com outros conselhos é é no município a partir dos conselhos é que se a gente consegue chegar a projetos que universo analisem a proteção o acolhimento à mulher então a gente propôs discutiu por exemplo a ampliação do atendimento à mulher vítima de violência doméstica e acolhimento dos filhos o serviço existe em campinas ele é muito restrito e e condições materiais muito em áreas então todas as formas de ampliação da delegacia da mulher fica pela quantidade da população de campina exigiria cinco delegacias de mulher a gente conseguiu a segunda a segunda que funciona 24 horas é a outra a anna assim a maioria da violência ocorre no fim de semana e feriados então é difícil dependendo da onde essa mulher mora como é que ela faz para se deslocar e o atendimento é sem qualificação como você disse no júlia no judiciário é sem qualificação é no âmbito policial também reproduzem esses preconceitos no atendimento à mulher e tem às vezes uma pessoa já recebemos denúncia é de mulheres evangélicas que ficam na delegacia para impedir a o registro da violência e enfim dificuldades toda horta bom então essa essas duas formas da sociedade civil agiu ou aderindo ao projeto do governo municipal ou tentando se colocar na sua qualidade de fiscalizadora de proposição pro positiva nos projetos é uma grande barreira porque uma grande barreira o jonas o atual governo foi eleito em 2012 é sim 2016 esse governo se antecipou como jesus o meu colega presidente do pt carlos o feio ele se antecipou ao projeto neoliberal radical que acontece no plano federal 10/2019 através do presidente jair bolsonaro então ele privatizou serviços públicos ele tem a ser visor ele coloca a saúde educação é os próprios serviços de atendimento à mulher é sempre como gestor de e gerindo alguma entidade da sociedade civil que vai se responsabilizar por essas questões então ele radicalizou em campinas a a privatização sem falar da ah não então o urso a o conselho da mulher chegou a soltar uma nota sobre a corrupção na saúde que prejudica o principalmente o atendimento das mulheres e das crianças então as mulheres e as crianças foram as mais atingidas pela corrupção que ocorreu naquele escândalo que que o 30 de novembro de 2017 o gaeco ministério público de são paulo ea pm desencadearão uma fase lá no hospital ouro verde onde a gente ficou assim estarrecido com os desvios de 1,2 milhões e milhões de milhão de reais é engenheiro vivo que foi encontrado né a questão da corrupção e não são verificar os atendimentos do hospital ouro verde e era assim um absurdo ou mulheres grávidas mulheres recém com recém compacto recém-feito assim a gente ficou extremamente chocada com a situação do atendimento na no ouro verde e continuou né acontecendo toda precariedade também no serviços nos demais postos de saúde os hospitais da cidade então a gente tá vivendo uma situação extremamente difícil vamos continuar tendo representantes importantes no conselho da mulher e e nosso papel tem sido mais o dia apontar as dificuldades de implementação da fiscalização e do o projeto do que qualquer outra coisa gostaria de lembrar que o centro de referência e atenção integral à mulher que seria feito o sonho era que integrasse todos os atendimentos para que a mulher que sofra violência o estupro puder não precisasse passar por tantos lugares diferentes na cidade repetir as mesmas histórias nesses mesmos do galaxy ouviram que não pode ouvir numa situação dessa por falso qualificação de quem atende e a gente por duas vezes no concelho salvou a verba o federal do governo dilma porém esse hospital que seriam uma política de integração de várias políticas públicas atender e acolher a mulher fazer os atendimento à mulher vítima de violência de estupro virou uma policlínica então a verba não foi perdida mas virou uma policlínica de atendimento desfigurou completamente a proposta inicial do centro de referência e atenção integral à mulher então a verba ficou foi salva pô por nós duas vezes porém não para o projeto original bom então eu gostaria de dizer que a esse debate atinge em cheio a questão dos direitos humanos das mulheres dessa cidade os números apresentados pela professora doutora fernanda é mostram mais uma vez como campinas extrapola na sua falta de atendimento às mulheres e a gente espera que desse debate a gente consiga mais mobilização em torno do tema e agradecer muito a oportunidade e é uma pena que a representação da câmara da do governo municipal não pode estar aqui hoje para gente ouvir também o lado do governo municipal né a questão do aumento da violência contra a mulher na cidade muito obrigada [Aplausos] é obrigado a se é então a gente vai abrir aqui para trazer para que possam trazer algumas questões aqui para expositoras eu queria já inicialmente deixar na questão para que depois vocês pudessem comentar é porque eu tenho insistido falar muito que se nenhuma criança nasce violenta um artista e isso mostra que o estado as suas políticas e suficiente para transformação então a relação e função dos conflitos hoje que nós estamos debatendo em relação à escola sem partido ideologia de gênero como é que a gente precisa se eu enxergo a educação com uma principal ferramenta para que a gente possa no curto espaço de tempo poder ter um país diferente ter uma essa situação com batidas e depois queria que você comentasse qual é o papel e são de gênero na educação para que a gente possa que isso possa ser alavanca principal e a outra eu eu acho que você comentou um pouco da lei maria da penha e que eu tenho impressão que talvez tem uma necessidade e a medida protetiva não pode vir depois porque e se eu contratei a denúncia a veracidade dela ela precisa vir de imediato porque de fato a vingança machista ela é muito perigosa então eu queria que vocês comentaram sobre isso também então eu queria só pedir vamos dar três minutos para quem quiser usar a palavra mas a gente poderia que se apresentasse e fizesse em pé aqui porque tá sendo passado ao vivo e nós queremos também fazer com que eu se esse debate a gente possa depois reproduzir em bairros e comunidades que a gente vai disponibilizar essa gravação para que a gente possa passar em outros espaços também esse esse debate não tá aberto a palavra aqui para quem quiser se manifestar e e aí as disposições em ah tá que bom e aí olá boa tarde boa tarde carlão boa tarde companheiro da mesa boa tarde a todos a todos os ó domingas sou das mulheres da periferia e do sindicato das domésticas a violência como a senhora acabou de falar a mulher negra que tá aí né realmente é muito forte e o a violência para chegar nesse filme desse vídeo quanta violência a gente só se a gente estava discutindo aí o as atividades do 8 de março e a gente falava que é um leque tão forte de violência e no último período ampliou mais esse leque porque tá assim arrancando tudo né os direitos trabalhista todos os direitos então a violência que a mulher sofre hoje mulher idosa o jovem a negra todas a mulher do campo a mulher da cidade é uma violência muito grande e vindo também desses governos todo mundo assistiu aí esses dias eles chamando os trabalhadores trabalhadores de parasita que as domésticas é que a culpada de subiu dólar porque vai até para disneylândia agora poucos dias aqui nessa casa o vereador falou que as mulheres deixa o filho na creche para fazer fofoca sabe virou assim uma coisa combinada isso é um absurdo que a gente está vendo hoje o que nós mulheres estamos sofrendo a violência no transporte na educação na moradia na saúde em todo lugar que a gente vai é só violência e sem e ainda essa violência que vem e essa liberação que que todo mundo pode usar mas quem sabe isso é muito grave muito grave e eu eu como o trabalhador doméstico eu faço plantão atenda às trabalhadoras e eu atendo muita mulher que vem fugida de outros lugares e esses dias eu atendi uma que veio do de mato grosso ela tava no relacionamento abusivo ela veio fugida para cá e chegando aqui ela na não podia usar os documentos dela ela não podia ir no banco por exemplo tirar um dinheiro na caixa econômica porque ele tinha que usar o cpf dela e se ela já cpf dela ele saberia onde ela estava e isso nem eu sabia que mas ela disse que não poderia fazer isso então eu queria que vocês comentassem um pouco porque para mim isso foi surpresa porque ela falou não eu posso eu não posso usar meu cpf eu não posso ir lá na caixa tirar o dinheiro que eu tenho sabe então como fazer nesses casos a mulher tá fugida e não são poucas não são poucas aqui na região de campinas tem muita mulher e inclusive traf cada um vindo é violência que vem do peru porque antigamente a trabalhadora doméstica vinha do nordeste muitas vinha criança do nordeste da agora não tão trazendo do peru tô trazendo da américa latina aí para dentro dos condomínios que aqui campinas tem muito condomínio vem direto no jatinho dentro do condomínio você não pode comunicar com ninguém e você aqui é uma pessoa que tá tá errado aqui no país porque você não é do país então você fica quietinho aí então assim é muito grave o que tá acontecendo na região de campinas é muito grave que tá acontecendo no brasil com a questão das mulheres da classe trabalhadora então eu queria que vocês me ajudasse a gente já pelo menos dá um conforto para gente o que fazer porque não dá nem para imaginar por onde começar obrigado obrigado domingas mais alguém aí oi boa tarde a todos boa tarde a todos esse debate essa discussão do combate à violência né e aí quando a gente fala do feminicídio que é o fim da linha vamos dizer assim né do processo todo de violência que a mulher sofreu o fim da linha é matar matou né é é um debate muito recorrente né por conta dessa situação da estrutura da sociedade que a gente vive para ter a calma x essa coisa toda que já foi falado aqui eu acho que ele tava a pensar um pouco e aí vocês podiam ajudar a gente nisso como que a gente nossa mãezinha no momento do desmonte do serviço público né aonde isso é real né então por exemplo adora falou ali eu lembro que eu fui do conselho nacional da mulher né pela marcha inclusive eu lembro que a gente discutiu o orçamento lá a gente discutiu o orçamento que era para autonomia econômica para a violência para a gente discutir samento para ver quer dizer o que a gente tem agora é a notícia a última é que assim não tem orçamento mais lá tá fazer nada para fazer nada de política pública nacional nós saímos de 2001 2002 a gente tinha do brasil inteiro 300 e pouco organismo de política para as mulheres nós chegamos em 2013 isso tá num material não tô mentindo a quem quiser para lá isso é estatístico nós chegamos em 2013 com 3 mil e tanto os organismos de políticas para as mulheres olha o salto que a gente deu isso demandou isso demanda investimento a gente tem que ter vontade de política tem que ver tem que ter investimento para poder fazer acontecer porque é através desses instrumentos que você consegue criar política pública e não é só criar porque isso que a que ela tava dizendo dessa coisa de você a gente quer às vezes as câmeras né as casas da cidade apresenta muito projeto mas no monitório projeto depois o pino da exemplo típico nós estamos agora fazendo um abaixo-assinado as mulheres no movimento social lançaram no dia vinte e cinco de novembro que é o dia de combate à violência contra a mulher latino-americano de combate à violência contra a mulher um abaixo-assinado porque campinas tem uma lei que foi aprovada nesta casa em 2001 né antes da lei maria da penha ela tem uma lei que por força de uma iniciativa de uma verdadeira negra primeira vereadora negra da cidade de campinas né ela fez um projeto de lei dizendo que a cidade precisava ter um processo de campanhas continuada de combate à violência contra a mulher não é pontual isso é campanha continuada né e como como é que a prefeitura podia fazer usar todos os espaços públicos e de publicidade é é ônibus a escola é posição de e fazer campanha de alugar com as pessoas ter roda de conversa ali enfim fazer todo o processo essa eu nunca saiu do papel então nós estamos fazendo um abaixo-assinado para pedir que a prefeitura faça uma campanha de combate à violência contra a mulher pia lei da cidade é fazer o quê lei é isso que ela precisa então é o exemplo típico de como a lei aceita e se você não monitora se você não tá não fica no papel né então acho que acho que um pouco do esforço que eu acho que a gente tava pensar aqui é como que a gente faz isso sair do papel então por exemplo a melhor experiência que a gente tem no estado de são paulo de casa abrigo essa é a experiência agradecer por quê porque experiência do abc foi algo que foi discutido coletivamente nas cidades do entorno abcd aquela lá né na região é a rádio a rádio foi coordenadora dessa casa ela que vinha aqui acabou não poder lutar mas ela quer um negócio que a gente quer discutir com ela porque porque você integrou o orçamento das cidades e você construiu um equipamento que tem perspectiva que dá certo campinas uma casa abrigo nossa de campinas é um negócio é o negócio impressionante você bota lá uma o limite dela é 35 mulheres como uma cidade que tem a violência cresce nesse número entendeu sim o problema é que a cidade enxerga a política para mulher como uma política pontual não de conjunto então é muito difícil então acho que a minha eu queria que vocês comentassem isso assim como é que a gente pode para enfrentar e para enfrentar né porque isso também é uma questão né a gente falar vamos pensar como é que a gente combate à política né que a mulher que a gente combate como é que a gente enfrenta ela a pessoa me enfrentar a violência contra a mulher né isso foi isso foi uma terminologia que a gente discutiu muito na spm que era a secretaria nacional de políticas para as mulheres né como é que a gente enfrenta nesse brasilzão né então acho que como é que a gente pode enfrentar essa questão de forma mais coletiva como é que a gente pode pensar equipamentos políticas que se integre no conjunto para não se isso aí é para não ficar porque o prefeito que é sempre dizer que a casa não sei do que no sorteio é dele né foi ele que fez então nós estamos tendo agora um problema com a casa da mulher brasileira nós fizemos a casa da mulher brasileira ainda que tem uma série de questões mas por exemplo são equipamentos que estão construindo que agora o governo diz que não vai lá vai funcionar que nenhuma hospital aqui a casa da mulher mas ele vai vir me atendeu homem mulher criança todo mundo não é mais aquele equipamento que era para atender de forma conjunta toda a demanda das mulheres né então mas como é que a gente pode pensar isso mesmo tendo que enfrentar esse problema nos municípios que cada prefeito pensa num jeito que a da prefeita pensa num jeito é que a gente consegue integrar eu acho que isso a gente só pode pensar se o movimento social se movimenta é a sociedade civil não impulsionar isso não rola então acho que a gente precisava talvez carlão como que a gente pode pensar isso a partir das comissões sei lá no parlamento metropolitano aonde que a gente pode pensar para integrar para gente ter mais condição de fato da segurança para essa mulher que vai lá na delegacia e volta para casa e depois se ela é agredida ao não vou trabalhar na delegacia porque ela vem aqui não resolveu nada né então acho que essa coisa da integração acho que é o grande talvez a grande questão que nós está se enfrentar agora né é oi boa tarde gente agradeço o convite parabéns vocês é nós precisamos cada vez mais é de pessoas discutindo esse tema eu penso assim acredito nisso temos que trazer luz sobre esse tema essa causa de todos nós e eu vou falar algo que é muito semelhante é o que ela falou que é uma coisa que eu particularmente vejo antes de estar inserida nessa questão é política e tudo mais de mulheres enquanto cidadã eu já havia que é bem o que você falou antes e ela também citou que essa questão da proteção essa questão de que a lei maria da penha embora seja bem completa tem tem sido utilizada muito na criminalização e eu penso que falta ter um olhar mais atento para proteção para o acolhimento oi gente entender essa mulher as dificuldades dela porque às vezes ela não ela não vai reclamar como você falou às vezes ela é dependente desse marido ela vai ficar lá às vezes ela pensa é bom pai e ir aí e aí se ela vai o que faz com ela temos em campinas uma casa isso é ridículo não tem outra lá outra palavra isso é ridículo e no meu pensamento até mesmo essa casa abrigo não é suficiente teria que ter outro tipo de medida de proteção é que realmente funcionasse porque isso aí não basta essa casa abriga ainda que dia que a gente tenha mais isso não basta porque essa mulher vai ficar lá por um tempo e depois oi que hora que ela saiu dali a coisa continua ela vai conseguir se reinserir no mercado de trabalho ela foi preparada para isso ela foi preparada antes para entender sobre essa violência o marido lá nem ele tem a consciência ela muitas vezes ela é a como você mesmo falou é muitas vezes ela se auto-tune em nome da família dos bons costumes da religião é muito triste é muito triste então realmente porque eu queria falar é muito semelhante aqui você já falaram e se vocês quiserem falar mais sobre isso eu é uma coisa que me dói porque eu realmente acho que deveria ter um olhar mais atento nessa questão da proteção e da conscientização tanto por parte da sociedade da mulher também para ela entender e e do homem e de medidas de políticas é realmente funcione porque eu não acredito nessas que a gente tem é isso obrigado mas alguém nós vamos devolver aqui para mesa para que ele possa também é e lá pois não não é oi boa tarde a todas a todos é um pouco de do que todo mundo já falou né e eu também como advogado e ativista em direitos humanos também a gente tem enxergado muito essa questão né das medidas protetivas que que as mulheres não conseguem na realidade né serem efetivados e também como a fernanda falou na questão do judiciário tem um judiciário preparado para isso especializado mas não só judiciário não vim só de cima para baixo de cnj para cumprir metas e tal e sim qualificado mas aí eu trago para o município município também eu acho que a gente desde um conselho tutelar que recebe as crianças que recebem a violência doméstica também que às vezes é reflexo do que a mãe vem recebendo também né eu acho que a gente não tem essa integração na escola não conselho escolar né conselho de educação a e tem essa integração aqui no município para saber para conseguir esses dados e tá também apurando e aí pensando um pouquinho também eu acho que a questão da medida socioeducativa né eu trabalhei anos na justiça do trabalho que às vezes as as condenações não eram são impreem pecuniárias mais em si medida socioeducativa por que não provocar esse judiciário nosso também né em condenar em medida socioeducativa não como é o condenado né na prisão né mas por que não condenar é porque não aplicasse as medidas socioeducativas eu acho muito interessante nesse sentido também e também eu não sei nessa pesquisa que vocês não precisa que você citou a fernanda é a gente sabe na verdade não faz que não foram citados mas a gente sabe também que o recorte econômico também é muito diferente tá eu já me deparei com vários casos né que a gente sabe que a maioria são que vivem em situação de vulnerabilidade e tudo mais mas eu já me deparei classe bem alta tá que existe sim mulheres que sofrem violência que viveram em cárcere privado tá que para se libertar assim demorou demorou anos tá porque pensou na família pensou nos filhos pensou na profissão né então essa essa coisa uma me tocou muito no que nas experiências que eu tive e então acho que também vale a pena pensar um pouquinho né como a gente conjugar tudo isso né e de que forma é também por exemplo o município ou não sei se caberia uma lei alguma coisa nessa questão de tá incentivando as empresas por exemplo também tomarem para si essa medida sócio protetiva tá divulgando entendeu fazendo palestras nas empresas uma isenção para uma empresa talvez tá que queiram se instalar em vez da isenção no imposto vamos o neto tá para toda a classe trabalhadora para toda aquela ou sindicatos eu não consigo enxergar agora nesse momento mas eu acho que valeria a pena pensar um pouco nisso também tá bom eu agradeço obrigado então eu vou ver aqui para mesa talvez não sei quantos minutos está com horário pouco avançado mas eu avisei 57 minutos daria para fazer a resposta para a gente poder fazer os encaminhamentos finais a e aí eu vou tentar organizar tudo e pensa junto né porque acho que estamos pensando todos no mesmo sentido a educação de gênero é fundamental para que a gente consiga enfrentar a questão da violência contra a mulher nós naturalizamos situações que são violentas e uma questão simples até do dia a dia um casal tem um filho os dois trabalham o imagine imaginemos não né faz parte de um pouco da realidade geralmente a mulher ela mesmo que tenha mais qualificação têm mais dificuldade de conseguir um emprego mais dificuldade de alcançar um posto de trabalho privilegiado tomar ganha menos do que o homem isso é comum existe a necessidade de cuidar da criança mas a mulher ganha pouco então ela fica em casa e o homem continua trabalhando e ela se responsabiliza pelo cuidado dos filhos e ela abandona eventualmente um projeto de vida que ela tinha né de ter uma carreira de conquistar alguns objetivos então isso é uma violência e a gente naturaliza isso é fundamental que a gente perceba isso não é da ordem das coisas elas não tem que ser assim estamos construindo vivemos em sociedades patriarcais em que as coisas acontecem desse jeito acabou que a gente não se conscientizar como mulher como homem que se a gente não pensa a respeito é um pouco dessa e dão de papéis sociais a violência ela vai continuar por isso que educação ela é absolutamente fundamental mesmo para a compreensão dessa realidade em que a gente vive as medidas protetivas elas são fundamentais a mulher quando vai na delegacia e relata um caso de violência é possível que nesse momento já seja concedida uma medida protetiva então geralmente a concessão ela é rápida mas o problema é como garantir a efetividade desta medida protetiva porque um papel dizendo que o homem não pode se aproximar que faz ela é o impede com um papel exatamente o que é e talvez vamos tentar existem várias possibilidades de medidas mas se a gente não trabalhar para que essas medidas possam ter alguma efetividade não resolver nada então vamos já existem algumas iniciativas nesse sentido vamos dar para uma mulher um botão do pânico se o homem se aproxima ela tem como chamar o socorro ela tem como pedir ajuda medida protetiva por si só lá um papel dizendo que ela tem esse direito não resolve nada então a gente não pode ser cego é essa realidade fundamental todo mundo disse um pouco disso aqui mas que a gente perceba que a violência contra mulher é estrutural e ela institucional ela é praticada pela sociedade ela é praticada pelo próprio estado o estado pratica violência contra a mulher a todo momento acho que antigamente a violência do estado contra a mulher era muito clara porque existiam leis que proibiam as mulheres exercerem determinado direito então mulher não votava mulher precisava pedir o código civil dizer quem sabe de autorização do marido para trabalhar a mulher ela não tinha igualdade de direitos no cuidado dos filhos não não me cuidado cuidado era tudo dela mas na responsabilidade sobre os filhos então legislação ela era muito clara é no sentido de que o estado praticava violência contra mulher hoje ela não é clara mas a violência acontece então quando a gente tem a gente tá falando um pouco de direitos aqui quando a gente tem uma reforma previdenciária que proíbe por exemplo que a pessoa como lhe pensão por morte com aposentadoria a gente está tratando de mulher que tem que fazer essa escolha por que as mulheres vivem mais geralmente elas que recebe a intenção então a reforma da previdência quando a gente lê não parece que tem uma perspectiva de gênero lá então parece que está velado essa violência mas ela existe as mulheres que são prejudicadas por todas as reformas vamos flexibilizar relação de trabalho quem vai ser oi quem é que tá tá sujeita essa foi a flexibilização são as mulheres que ganham menos pronto né é fundamental que a gente percebe essa violência ainda é praticada pelo estado só que de uma forma um pouco mais sutil talvez e como é que a gente resolve né o que que a gente faz briga luta fala não são simples a soluções né uma lei não vai resolver os problemas o que a gente precisa de dinheiro a gente precisa de orçamento a gente precisa de construção de lugares para que essa mulher seja protegida a gente precisa muitas vezes até de auxílio financeiro para que ela consiga sair da sua casa e procurar um outro destino então não é fácil não é fácil não é simples e precisamos ser ouvidas né as mulheres precisam ser reconhecidas como sujeito de direitos não é simples numa sociedade em que a violência estrutural a mulher precisa gritar muito precisa lutar muito para que seus direitos sejam reconhecidos então seria muito fácil e fala olha vamos seguir aquele caminho porque aquele caminho vai dar certo não tem caminho fácil não tem é o é a luta é a educação é conscientização é mostrar que estamos sendo prejudicados que nosso papel é fundamental dentro e fora de casa e aí quem saiba quem sabe a gente consegue alguma modificação a violência de gênero ela atende todas as mulheres ela não tem um recorte de classe social mesmo o que acontece é que as mulheres geralmente de classes sociais mais vulneráveis denunciam mais mas se o preconceito contra a mulher ser discriminação existe na sociedade obviamente que ela existe em todos os níveis mesmo existem algumas estratégias alguns projetos de judiciário é tendentes a condenar os homens a participar de grupos de ressignificação de masculinidade então essa ideia de que a punição pela prisão não funciona ela não sei se é evidente mas ela começa aparecer com certeza talvez um projeto e não é capaz de resolver o problema mas talvez nessa gente fica compra compra essa briga ó vamos lá precisamos que a resposta seja diferente o problema pelo menos eu entendo que não é a criminalização o problema é a resposta dada pelo direito penal a prisão não vai resolver mas se de repente a punição desse homem é participar de grupos de ressignificação de masculinidade para que ele entenda o que é ser homem que entenda o que quais são os direitos da mulher respeite a mulher certamente que a gente vai conseguir alguma coisa positiva de repente esse homem viveu em um ambiente que o pai fazia isso o pai agredir uma toda agressão era comum que eu acho que ele está no direito dele vamos mostrar que esse aqui não é assim que as coisas funcionam então é só para não me alongar demais não é fácil mesmo não é fácil mudar uma realidade que tá aí e que tem sido muito desfavorável para as mulheres é mas temos que tentar até muito tá acho que é um espaço importante estamos falando estamos mencionando estamos relatando os problemas é assim que as coisas vamos construindo né a gente fala fala fala grita e uma hora seremos ouvidos acho que é uma demanda da sociedade o feminismo ele não é uma luta de mulheres o feminismo é uma questão de justiça social então essa luta é de todos nós bom obrigado e não concordando com o vereador carlão essa questão da educação é a que mais nos desafia e propostas na que propostas é ter para organizar as mulheres em torno dessas questões eu lembro que a gente vai passar por mais um ano de eleições municipais e que é o todos os grupos organizados de mulheres da cidade e vão ter que construir juntas no projeto no programa de de interesse que melhoras um quadro da situação que foi relatado aqui então quê que nós vamos poder propor para os candidatos a prefeito a partir do coletivo das nossas identidades então a proposta do fórum feito pelo conselho da mulher que infelizmente é a gente não conseguiu implantar por não ter adesão das conselheiras do governo municipal e nem adesão de companheiras da sociedade civil que não entenderam a proposta eu acho que a questão do fórum pode ser construída fora do conselho então as.com o podem participar mas que tenha inclusive e representantes das mulheres de outros partidos e interessadas em participar e de olho mulheres de outros conselhos que queiram participar e que a gente deem fazer na questão da educação de gênero né que passa por essas questões que a doutora fernanda colocou mas que a gente pode ampliar como a questão da as medidas socioeducativas para homem e a gente enquanto o movimento feminista da cidade eu como marcha mundial de mulheres a gente estranha muito que o governo municipal do jonas donizette proponha um projeto voltado para educação do homem sem discutir com os grupos organizados de mulheres da se e sem ouvi-las e ele vai ser implantado provavelmente para com pouca divulgação e teria que tá acompanhado de um projeto educacional de divulgação ele não consegue divulgar é não consegue implementar a proposta da vereadora maria josé cunha que tá na já aprovada a lei isso auxiliaria educação isso é educação é uma educação preventiva que ele deveria auxiliar então assim o movimento feminista tá na rua angariando assinaturas vamos encaminhar ao senhor prefeito mas ele vai saber já por outro vários canais que nós somos na rua por esse vídeo que existe essa lei e que essa lei precisa ser a cada e que se ele quer educar homens ele precisa antes ampliar o atendimento acolhimento às mulheres da violência se fosse a gente pega os dados da vara de um ano de trabalho da vara os últimos eu só tenho os dados dez de maio de 2019 o fato de ter a vara especializada em violência doméstica que foi uma reivindicação do movimento feminista dessa cidade de existir essa vara porque várias outras regiões metropolitanas já tinham vara e aqui não então de tanta gente reivindicar sua vara ela foi implantada e as mulheres passam a denunciar é muito mais então os dados de um ano de funcionamento até o dia dez de maio de 2019 nosses e enquanto conselho da mulher na inauguração inclusive é o saldo é de 1.419 processo você tem sentenciados 1169 medidas protetivas de urgência é em andamento processo em andamento 10147 minto 10147 minha andamento isso mesmo sendo 66 1525 procedimentos investigatórios de 3622 envolve a medidas protetivas e ações penais o que significa que as mulheres aumentou o número de mulheres que procuram a justiça e esse sem a varas a gente não tinha esses dados então você tem um número muito grande de procura da várias especializado em violência doméstica da de campinas e região é o que significa que com o aumento da busca do judiciário tem que vir junto o que a doutora fernanda propôs a educação tem que vir junto uma série de medidas educacionais tanto para homem quanto para mulher então a tarefa do próximo conselho da mulher no ano eleitoral é auxiliar na criação desse fórum de discussão em que a gente deve apresentar um programa e apresentar para todos os candidatos que pleitearem ser prefeito dessa cidade bom obrigada e aí e obrigado eu trouxe três três elementos que são importantes para nós talvez a gente nos desafiar mesmo né eu acho que editar informações como essas um vídeo e poder levar na periferia da cidade eu acho que é importante que a gente eu tenho impressão que muito poucas pessoas conhecem a rede de proteção às informações e vocês vão quebrar uma barreira que aquela aquela coisa de que briga de marido e mulher não se mete a colher acho que tem que colocar com ele denunciar só que as pessoas precisam ter acesso a onde que eu denuncio como denunciar eu acho que ele tem que fortalecer isso eu vejo quando passo apenas um banho no lopes na amoreiras são 30 placas que tem do poder público falando sobre a obra e ali é uma frase de combate à violência doméstica dando informação para a sociedade eu acho que o pouco isso que o luiz falou que nós precisam intensificar a campanha a gente tá vendo aí quando fala em dengue se gasta milhões para fazer propaganda botar no jornal sendo que a gripe mata tanto quanto a dengue até mais falô coronavírus neto a uma mobilização estado e o estado seria capaz de fazer isso mas eu penso que nós somos ser desafiado e além de fazer essa cobrança no poder público eu tava aqui me lembrando de um debate importante que os consegue faz que a vigilância solidária as pessoas se uma tão a conta da outra para o ladrão não entrar mas o cara espanca a esposa ele fecha a janela dele para não ver para não ser compra para você tá não participar daquilo e eu acho que a gente tem combate a forma de combater é você escancarando levando o máximo de informação possível para o conjunto da sociedade e eu penso que uma coisa importante que nós também podemos fazer eu quero ver se é possível que a comissão de direitos humanos possa ter acesso quem são que perfil é essas pessoas que estão fazendo a denúncia é no judiciário para que a gente possa também ver se quem é que dá acesso a essa informação né como hoje o número de feminicídio nas periferias nas pessoas mais pobres tem sido maior significa essas pessoas estão tendo menos acesso à informação talvez talvez estejam denunciando mesmos é muito importante que a gente consiga para ver se pesquisar nessas 10 mil e tantas pessoas que foram até o judiciário e quem são essas pessoas a gente possa ver se nós não precisamos ampliar é a defensoria pública da defensoria pública tá mais perto das pessoas lá periferia enfim conjunto de ações que eu acho que a gente possa promover e nesse sentido eu vou colocar aqui à disposição da gente poder organizar grupos de discussão na periferia vamos pegar essa fita né editar ela e lá fazer a conversa nas periferias reunir o povo e ao mesmo tempo levar informação eu acho que se nós tiver um possibilidade de produzir inclusive eu sei que já saiu bastante carteira mas não massivamente como deveria que oriente as pessoas não só as pessoas que são vítimas mas o vizinho estudante o padre e o pastor a mãe-de-santo todos têm informação de como falar com a sua para onde dirigir as pessoas o disque 100 eu não sei se eu decidi 180 180 eu disse 180 que é uma ferramenta também importante não só que isso precisa ser massificado precisa estar na capa dos cadernos para as crianças ver na escola e chamar a própria criança ser um veículo também de cobrança dentro da sua família tem um monte de iniciativas que eu acho que é possível fazer só que a gente sabe que eu poder público ele funciona na base da pressão na base da mobilização e na e principalmente na criatividade que eu acho que essas que as mulheres têm que nós temos colocar essa criatividade em prática né os materiais que todo o material produzido tem que falar com o movimento sindical para todos os jornais do sindicato tá colocando esse desafio e a gente poder fazer uma emenda nessa lei mais uma que nós já fizemos uma emenda nessa lei da maria josé com o objetivo de fazer com a ação seja efetivada é uma resistência hoje por exemplo das empresas de transporte o ônibus você colocar um cartaz ali é um é um parto então nós precisamos eu penso que nós deveríamos obrigar com toda propaganda que a prefeitura fizer as autarquias a nasa setec o ceasa em todo toda a produção de material a gente tem que pôr uma frase de efeito uma informação pro que isso aumente o leque de possibilidades das pessoas buscar buscar ajuda buscar apoio e também eu a sociedade tem a possibilidade de como é que eu denuncio né eu sei que a mudança que teve na lei da maria da penha que possibilite de um vizinho também faz a denúncia quando a pessoa não faz eu acho que muito pouca gente sabe disso para nós precisamos massa e ficar falar em todos os lugares mas fazer com que o poder a sua parte você fazer uma pergunta pois não é tem como encaminhar o pedido de atualização desses dados ea caracterização o perfil das mulheres para o a várias especializada da mulher eu acho que é não é é possível é possível a gente pedir fazer um pedido para judiciário através de um ofício um requerimento por parte aqui da cama trabalho da comissão de direitos humano porque eu acho que essa informação ela é extremamente importante primeiro tecla na região é porque o número é grande o nome é muito grande eu acho expressivo é mas também eu preocupante e preocupante porque nós precisamos saber quem são as pessoas para ver quem é que tá levando as denúncias e como é que a gente realmente é isso ajuda inclusive a gente fazer a luta para que esse espaço da vara especializada ela precisa ter mais mais visibilidade mais profissionais mais gente preparada porque a gente possa ampliar o leque de eu queria agradecer a presença de vocês a contribuição aqui no debate é colocar a comissão de direitos humanos à disposição para que a gente possa ampliar esse esse debate ontem nós tivemos um debate aqui subo lançamento da campanha da fraternidade e o professor da puc disse que também tá tão procurando construir outros observatórios para que a gente possa ter dados cada vez maior em todas as áreas para gente alimentar a sociedade de informação que eu acho que é isso que vai poder contribuir para a gente é combater e esse momento tão difícil da sociedade que eu agradeço a presença de todos e de todas e em breve vamos estar retornando você toca pessoas que depois estiverem sendo ter acesso a agravação nós vamos reproduzir para que a gente possa cada vez mais está ampliando a nossa de baixo então declaro terminada encerrada a reunião e agradecendo aí a presença de todos a tv câmara pela cobertura e até a próxima [Aplausos] a arma do ibope esses dados o casamento o telefone seja disponibilizado tenho tenho e eu converso agora com o vereador carlão do pt que já está aqui do meu lado e presidiu a reunião o vereador qual o balanço que o senhor faz muita participação né das mulheres aqui hoje é importante eu acho que a contribuição que as entidades têm trazido por debate e relação ao combate à violência doméstica foi extremamente importante eu acho que o balanço que a gente faz uma preocupante em função do aumento da violência mas também a um alento porque a uma disposição por parte do movimento organizado as mulheres da periferia da marcha mundial de mulheres 10 universidades em aumentar o nível de políticas públicas para que a gente possa contribuir com a diminuição desse desse tão grave assunto que a violência doméstica e verdadeiramente sabe que muita parte da violência doméstica acontece dentro da própria casa mesmo né pelo marido pelo pai e pelo ti a a a gente precisa também intervir fazer políticas públicas de conscientização para que não ocorra dentro do lar da mulher exatamente eu penso que um dos caminhos é você fazer com que no espaço da educação a educação de gênero precisa tá dentro das escolas você tá dentro da igreja precisa em todos os lares para isso é importante que o poder público aumente a sua capacidade de divulgação de informação para que essas políticas para que esse assunto entre dentro da casa das pessoas estão nós vamos fortalecer aqui na câmara municipal através de projeto de lei através de emendas no projeto de nas leis já existentes para que o poder público municipal possa contribuir com o objetivo de ampliar a divulgação e informações das redes protetivas de violência contra mulher é interessante que teve a participação aí de diversas áreas da sociedade é importante isso todo mundo unido para combater essa tipo de violência exatamente nesse momento eu acho que a a união ea mobilização que são ferramentas fundamentais para que a gente possa conjuntamente com toda a sociedade fazer com que ciente de violência diminui que campinas está no mapa extremamente mais alto que várias muitas cidades aqui do país tão nós precisamos aqui em campinas aumentar a rede protetiva aumentar a divulgação e através da mobilização da rede homens e mulheres que a gente vai conseguir mudar essa realidade é muito obrigada por falar aqui com a gente eu que agradeço tenha uma disposição e vamos continuar firme nessa luta e eu tv câmara continua acompanhando aí essa luta do vereador carlão do pt a você de casa muito obrigada pela companhia e audiência e fica agora com a nossa programação normal e aí e aí a tv câmara campinas
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