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a tv câmara campinas olá boa noite a comissão da mulher faz a daqui a pouquinho debate bastante importante para combater a violência contra as mulheres o serviço de responsabilização e educação do agressor esta reunião é presidida pela vereadora mariana cont vamos acompanhar boa noite a todas e todos eu agradeço pela presença aqui na reunião boa noite também dá o público que estamos assistindo pela tv câmara e é com muita satisfação então que a gente dá início à reunião da do da comissão dos direitos da mulher de setembro e com muita alegria a gente recebe hoje a marilda de oliveira lemos que é assistente social do conselho municipal dos direitos da mulher de pirajuí e ela veio lá de prazo e pra cá pra compartilhar um pouquinho a experiência dela é de 1 21 anos talvez mais né de trabalho com mulheres em situação de violência para falar especificamente da importância da gente te né na verdade a nossa perspectiva é que a gente consiga criar e trazer para campinas 11 centros de responsabilização e educação do autor de violência então é amarildo a gente combinou que ela vai se apresentar vai contar um pouco da história dela então a gente deixa que ela vai fazer com muito melhor propriedade eu gostaria de agradecer também a presença do cláudio dos ramos moreiras que é do conselho de saúde do vista alegre e do da conselho de saúde das especialidades do mário gatti obrigada pela presença a cláudia oliveira da minha campinas parceira sempre junto com a gente na comissão da mulher a marcelo gonçalves que é terapeuta holística fundadora do grupo estupro sem vergonha obrigada pela presença e eu gostei também de comunicar saudação da elza montali keko da coordenadoria da mulher de campinas ela teve infelizmente ela teve uma um contratempo familiar e ela não pôde vir mas ela também mandou uma saudação e está acompanhando esse debate então sem mais delongas eu vou passar a palavra da marilda que é a nossa expositoras da noite de hoje boa noite a todas e todos nem eu sou marilda é a marina pediu pra falar um pouquinho da minha trajetória eu trabalho com mulheres em situação de violência desde 98 em santo andré nuvem maria centro de de referência da mulher do município santo andré trabalhei lá há alguns anos nesse período foi implantada a casa abrigo regional do abc abc paulista e fui coordenadora da casa abrigo por um ano e depois saí de lá e fui pra a gestão pra assessoria dos direitos da mulher do município santo andré em santo andré ao menos naquele período é as políticas eram muito as políticas voltadas para as mulheres eram regionalizados porque lá havia e diego havia porque parece que está sendo um pouco de multado não sei bem um consórcio consórcio do grande abc e as políticas para as mulheres eram era 11 a implantada via e se esse consórcio uma vez que instalar um macaco numa casa-abrigo pra pra mulheres é pra região dos sete municípios do abc é não era possível por conta nem sei bem como é que se diz esse nome tecnicamente mas o município não pode passar de passagem dinheiro não é verba para outro município enfim então via consórcio a gente conseguir quando eu digo a gente as mulheres né nas mulheres o grupo de mulheres movimento feminista feminina é de santo andré conseguimos isso via consórcio se implantou a casa abre que existe até hoje né hoje ela é gerenciada por o ng e de tempos em tempos tem uma nova licitação enfim mas foi aí que eu aprendi algumas coisas né nesse período em que eu estava lá também 98 99 2000 2001 nasceu foi foi feito o ensaio de trabalho com homens que era era feito era realizado através de uma mãe ng depois eu saí de lá em 2008 quando eu saí de lá e já estava sendo realizado por voluntários as mesmas pessoas que eram contratadas pela pela o ng é uma vez que não tinha mais verba e eles continuaram o trabalho mas era uma é assim é um ensaio mesmo hoje o trabalho lá em santo andré está muito mais organizado judiciário com a ajuizar tereza cristina e e tem tem outro filho é bom a gente guardar esse nome de teresa cristina porque é uma juíza que que feita nessa essa luta e enfim aprendi algumas coisas há sete anos a estudei fiz o mestrado mestrado em políticas públicas foi o estudo de caso sobre essa casa abrigo porque na época era era a única casa abrigo para mulheres de âmbito regional então como política pública merecia um estudo de caso hoje já que eu saiba tenha a de belo horizonte que não fique em belo horizonte mas atende a região metropolitana de belo horizonte é possível que hoje tenha outras casas regionalizados mas eu não tenho esse dado enfim é e aí o meu doutorado eu fiz pesquisando as delegacias de polícia tanto da mulher como delegacia civil do da seccional de santo andré ea seccional de santo andré ela abrange 11 municípios de santo andré mauá ribeirão pires e rio grande da serra já o rio grande é bem pequenininha e essa é essa essa tese na tese entrevistei os delegados para ajustar 6 delegados investigadores e escrivãs atende entrevistei mulheres que estavam num ali no atendimento e foi pra para verificar um pouco a o quanto à efetividade da lei maria da penha é ela dependia da interpretação dos operadores do direito né desde desde desde a a escrivã desde aquela que entrega a senha e até quem atendente depois a delegada enfim é e a tese mostrou nesse período que que a lei e isso a defesa da tese foi em 2010 a lei foi aprovada em 2000 eles seis eu comecei a pesquisa em 2006 então era tudo muito novo hoje acho que a minha tese já está um pouco caduca mas aquelas falas dos delegados e das 10 das delegadas é de uma preciosidade e das mulheres é de uma preciosidade para dizer o que é que nós vivemos vou dizer o óbvio né que o sistema patriarcal que estrutura a nossa sociedade ele ele ele é pulverizado a tal ponto a tal nível que delegados e delegadas que tenha a responsabilidade porque é a primeira pra dizer que a violência contra a mulher é crime a primeira coisa que tem que ser feita é o bom leite de ocorrência e que tem que ter a a solicitação de de representação da mulher para se tornar um inquérito policial prazer que ele houve um crime então é é o start ali e como esse start é frágil e frágil por causa de que eles nem os delegados e delegadas são maus no ano são profissionais competentes não gente generosa gente boa gente estudada mas com uma uma concepção sexista da história das das relações e o comportamento sexista aqui que cega né então quando a gente oferece uma lente não óculos de gênero né às vezes é algumas coisas ficam mais visíveis é a desigualdade fica se tornam um pouco mais visível em dia a tese que quer dizer isso bem essa foi a carreira acadêmica mas é eu continue trabalhando com mulheres hoje eu não trabalho diretamente atendendo mulheres como fiz durante muitos anos quando eu cheguei em pirajuí há sete anos sete anos e meio que eu fui me oferecer pra escolher essa cidade de 25 x 23 mil habitantes para para viver fica entre bauru e lins na beira da rodovia marechal rondon quando fui me oferecer pra pra fazer um trabalho voluntário com mulheres que sofrem violência eu fiquei sabendo que ela não tinha violência contra mulheres a infraero tem estou chegando agora e tenho certeza que tem né e aí me convidaram para fazer parte do conselho municipal dos direitos das mulheres que já existia desde 2005 e aí participando desse conselho foi que a gente foi abrindo uma discussã né sobre o fenômeno é esse que coisa é essa ea gente foi então é inventando um caminho de atendimento para as mulheres daqui a pouco vou dizer pra vocês o o desenho que a gente fez então faz seis anos que é que lá já se faz o atendimento das mulheres em situação de violência e é um efeito pelas profissionais psicólogo e assistente social do creas e e faz um ano e meio que a gente faz o atendimento dos homens autores de agressão de violência doméstica contra mulheres então tudo isso foi uma construção bastante bastante lenta porque eu era estrangeira na cidade né um desejo enorme de fazer um trabalho um trabalho lá e as pessoas não me conheciam e assim a gente vai se dando a conhecer e vai achando os os atores sociais enfim né e a roda começou a girar então pra ser mais didático e vou acompanhar o powerpoint porque senão eu falo demais então eu chamei de desconstrução de violências atendimento agressor então como é que foi isso é aqui como é que eu mudo aqui já sei então enfrentamento à violência contra mulheres que nós chamamos de o projecto é um projecto ainda que no nosso horizonte tem que ele se tornará uma política pública que sá ainda nessa gestão não está sendo muito fácil mas está no horizonte então o projecto de sensibilização com homens acerca da violência contra as mulheres como é que começou então 2014 a estratégia qual foi via conselho municipal dos direitos das mulheres é a gente começou essa discussão discussão de mulheres de violência de violência de gênero de perspectiva de violência contra mulheres na perspectiva de gênero o que quer que era tudo isso então começou dentro do conselho até que a gente lá quem quem participava quero-os tinha funcionários da assistência da educação da saúde algumas mulheres representantes de alguma entidade entidade lação lions e rotary na associação da terceira idade são são essas entidades que a gente tem bem aí a gente pensou em chamar uma reunião não é para articular um trabalho e aí foi uma articulação com a assistência social a polícia civil a polícia militar o tribunal de justiça o ministério público a divx latem tem mt pequeninas tnp é divisão municipal de saúde ele não tem secretaria lá a divisão a diretoria na divisão municipal de saúde divisão municipal de educação municipal de cultura tem uma beirinha aqui é quem compareceu nessa essa reunião então os profissionais do cras e do creas e profissionais da educação e da polícia militar da polícia militar foi o capitão na época ele era tenente hoje ele já é capitão e depois de falar sobre violência contra a mulher disse que a gente precisava desse espaço porque não estava tornar visível porque a violência existe mas a gente saiba tornar visível é aquele discursinho nem assim o capitão óssea a senhora falaria isso para o meu efetivo eu falei claro sabe quando dá aquele frio assim aquele choque no assim vinha de são paulo são paulo a gente tem outra relação com a polícia militar e ele fala a senhora falaria isso para o efetivo prontamente claro bom a educação não se manifestou e o assistência social é a gente ficou de fazer também uma uma sensibilização com os profissionais bom o que então o que saiu dessa reunião foi isso sensibilização para profissionais da assistência e dos dos profissionais da polícia militar quem o efetivo que fica na rua e que que atende os chamados os chamados todos além de o de lei maria da penha foi fizemos essa não fizemos a capacitação estão conversando com esse capitão e foram muitas conversas muitas porque eu não queria só falar com os policiais eu queria que o capitão o capitão ele se sensibilizou naquela primeira reunião mas não só eu ficar sensibilizado queria que ele fosse parceiro que já que ele levantou de disputa agora vamos junto e fomos juntos mesmo então vários encontros com ele várias conversas eu queria que ele me conhecesse porque veja é difícil você você chegar numa cidade pequena primeira vez na minha vida que eu moro numa cidade pequena bem pequena e chegar com discurso desse né e aí fizemos ele propôs quatro grupos de quatro policiais militares então foram 16 policiais militares e eu fiz um programinha de três encontros básicos mas aquilo que é básico e três em quanto tempo a gente não pode tirar os policiais da rua né então 16 policiais esses 16 com três encontros ecope foi muito interessante gente eu aprendi muito porque os encontros eram semanais e de um encontro para o outro eles pensavam e isso foi muito importante porque porque quando eu tô fazendo com eles a desconstrução de gênero eu uso eu uso as filhas deles a esposa a mãe a irmã e isso numa cidade pequena é muito importante a família e aí um dos policiais o vant relaciona tivesse que falar só disso teria assunto mas eu quero dizer sim é um relato de um policial que veio não sei se foi no segundo ou no terceiro encontro que eu sem perguntar vocês pensaram no que a gente conversou sim uma pensão que vocês pensarem teve um acho que foi no terceiro enquanto que ele falou assim a senhora não sabe o que aconteceu eu falei pois me conte assim esse sim com ele quando pelo que vocês pensaram next e só não sabe o que aconteceu esses encontros estão me fazendo enxergar algumas coisas diferentes aí eu falei pelo ter por exemplo foram as mulheres eu falei no domingo porque é pra isso que nós estamos aqui né aí eu falei 'mas você tenha assim você quer dizer mais sobre isso né então eu vinha passando por um numa das rondas não é que eles não sei como é que chama onda que eles falam eu vi uma mulher assim lá têm as casas têm muita casa antiga daquelas que a casa começa na calçada assim a porta da rua é tá na calçada e tem a soleira da porta então isso só se ouve uma uma mulher sentada na soleira da porta e ele até falou o nome da rua e e ela tava sandy vestida com essas sabe essas calças que fica bem colocando assim bem grudada no corpo falei sei então e ela estava sentada bem de perna aberta e fez assim pra mim eu falei sim e aí a esse aí eu olhei e falei aí e aí eu fiquei pensando na senhora eu sininho e disse é porque é porque se eu não tivesse participado com a senhora dessas conversas eu ia pensar em outras coisas do que eu pensei quando eu vi essa mulher eu falei na verdade se pensou as duas coisas é que você trocou o pensamento ele foi assim essencial porque eles são todos em senhora é todo sim senhora você chora toda assim na pm é nem hierarquizado aí falei o que você pensa ele falou que pensaria que era uma mulher que está ali disponível disponível sexualmente inclusive né fala mas depois ele pensou em mim e falou assim que essa mulher devia estar se sentindo muito à vontade dentro daquela roupa e sentada daquela forma falei muito bem se está no caminho certo veja que coisa simples que coisa simples e tem outros relatos sabida com as filhas eles conversam com as mulheres em casa foi muito legal não sei se essa palavra é tecnicamente adequada mas foi muito legal bem e aí o combinado é que eles passando por esse processo de sensibilização eles é fariam um eles fazem não é o bo1 acho que é um r um registro de ocorrência em três vias isso combinado com o capitão o capitão sugeriu o capitão sugeriu uma via fica no comando uma via vai pra prefeitura então prefeito na época era uma prefeita ficava sabendo e outra vai para a delegacia pra polícia civil havia da prefeitura chega na assistência social ea assistência social encaminha para o cress parece uma burocracia mas não é tudo tão pertinho e tudo a pé que a gente faz né então tudo chega rápido e se esse essa notificação quando chega no creas a psicóloga e assistente social do creas faz o contato com essa mulher o por telefone ou manda uma agente ler o histórico né e ver o que convém para não colocar essa mulher em risco e o que é legal lá é como uma cidade pequeno se lá houvesse um centro de referência todo mundo saberia que a mulher que entrasse ali naquele centro de referência ela está em situação de violência não existe não existe e não é pra existir gente não dá para ter um centro de referência numa cidade pequena nós temos cidade de 25 mil habitantes que faz parte da comarca de 7 mil habitantes que faz parte da comarca não dá pra ter centro de referência da mulher mantém trás e no cais vai todo mundo todo mundo vai no cras e no creas que é onde os direitos estão violados vão os meninos que estão em liberdade assistida os meninos e as meninas né com as mães dos meninos não tão é um entra e sai de gente então foi aí que a gente é assim como é aqui lugar então dependendo do que está escrito naquela notificação ou se manda uma cartinha convidando para uma reunião de mulheres ou se faz um telefonema ou se faz uma visita a hyatt estuda com a forma de fazer contato com essa mulher que não a coloque em risco que essa é a sair né não colocar a mulher em risco o bem é então foi esse o desenho que a gente fez né o cress creches recebe faz o contato a resposta das mulheres é muito pequena e se acha que respondem vão a primeira vez dificilmente volta volta uma segunda nenhuma participou mais que 3 que três encontros e era o tempo ainda que eu ia eu fazia junto com as com a psicóloga assistente social eu fazia os encontros para elas irem percebendo como é que a gente lida com isso é porque senão a gente também houve essa mulher com um filtro muito preconceituoso ainda isso porque o sexismo tem instalado dentro de nós mulheres e homens ea gente tem que limpam esse filtro né e também eu todos os dias então não é que eu soubesse já tivesse com meu filtro purificado de jeito nenhum se uma constante mas que ela pudesse e se apropria da metodologia de atendimento de uma mulher que se encontra nessa situação numa cidade pequena isso numa cidade pequena eu fui aprendendo o boletim de ocorrência que é pra ir à delegacia então o autor era chamado ela era chamada tentam para registrar o às vezes ela já ia direto a própria polícia militar já levava ela registrava na hora e às vezes não é a nossa a nossa orientação era que os próprios policiais já falar sem que ela tinha que representar contra o agressor e então isso foi ficando redondinho ficamos amigas do delegado né então é assim e cada vez que tem um caso ele me mandou hatzaki me manda o boletim de ocorrência sabe é se me manda e eu passo pro para o concelho todo o concelho fica sabendo é então a gente está ligada é eu não sei se eu diria fortemente mas eu acho que adequadamente a polícia civil ea polícia militar e no centro e na assistência social então a gente fazendo esse atendimento das mulheres e uma vez que as profissionais foram sensibilizados e o processo sensibilização é constante as mulheres que vão ao cras para outros por bolsa família por qualquer outra coisa as profissionais já tem um ouvido um pouco mais sensível para a questão da violência gente é um negócio maravilhoso as profissionais são muito boas as vezes nos nossos cursos de graduação eu falo isso porque até junho eu era professora universitária ea gente fala muito dos cursos fala muito pouco disso dg de relações de gênero e violência de gênero e violência contra a mulher diz se fala muito pouco messi não tem umas teimosas que enfiam isso dá qualquer grave pode dar qualquer qualquer plano que você enfia é sabe assim porque não tem então mais uma vez que você entrega uma chave de leitura das relações sociais na perspectiva de gênero a partir do momento que você entrega um óculos uma lente para identificar as desigualdades de gênero os profissionais vamos não só e eu acredito muito nos profissionais eu sou assistente social de carteirinha sabe acredito muito e as parceiras psicólogos não sei se aqui tem alguma psicóloga mas sempre foram muito parceiros são muito boa gente só precisa entregar uma chave e um óculos só elas vão e aí foi foi indicada então a a as mulheres que eram atendidas no traz eram convidadas na reunião do crash então hoje o desenho é esse desenho é esse aí a gente começou a pensar nos hora chamei o capitão né conselho quando eu digo eu assim é o conselho chama o capitão convida o capitão vão conversar só não acha que seria bom a gente agora é é fazer um trabalho com os homens autores de violência a gente chama o delegado também tá só que é assim a gente dependia para fazer um trabalho com os homens dependia de um dodô da articulação do judiciário então um capitão me pegou pela mão eu e outras mulheres do do concelho e foram bater na porta eram duas juízas na época que ficaram lá dois anos foram embora agora em agosto é e falamos desse trabalho é que a gente tinha um projeto já levamos o projeto pronto esse projeto ficou sendo gestado dois anos com o capitão um cabo que ele diz pois disponibilizou para fazer o trabalho também com os 11 fazer parte da equipe e um psicólogo do cras a gente estudando durante dois anos a gente se baseando no projeto e agora josé de santo andré porque essas coisas eu aprendi lá o flávio flávio ram que é um dos integrantes do do projeto veio a pirajuí e apresentou o projeto ea gente ficou estudando e aí a gente decidiu poupar o bloco na rua a fazer um projeto de atendimento aos homens é diretora de mulheres apresentamos judiciário ea partir do momento que o judiciário topasse que a gente o botão o bloco na rua o judiciário topar significa que eles é intimar em os autores de violência os autores da agressão bem vou ver onde é que nós estamos aqui sim o programa e agora josé ele tem agora parece que já está com 22 24 encontros mas o programa o conteúdo dos encontros dito e agora josé tem essa esse conteúdo a apresentação do projeto questionários são duas oficinas na escala de gênero 11 uma vez que via rápida que se faz com um com os participantes muito interessante divisão de tarefas masculinas e femininas profissões masculinas e femininas como nos tornamos homens são duas oficinas que eles fazem os efeitos do nosso modo de ser homens é a violência nos jogos infantis a luta pela vida violência contra veja só depois de onze depois de 11 encontros é que eles vão falar de violência contra a mulher isso em santo andré no programa e agora josé é possível uma vida menos violenta discriminação exercida pelos homens a discriminação sofrida pelos homens minha vida de joão que é um videozinho que tem na internet é muito didático aquele vídeo zinho coisas de homem coisas de mulher construção social de gêneros fazem duas oficinas e nasce um bebê depois acho que é isso é quando a gente quando a gente estava estudando o projeto deles eles fazem uns é 16 encontros 16 18 20 22 agora para a questão com acrescentar mais dois encontros só que a gente viu que pra nós é isso demandaria muito fôlego nosso nosso e dos homens que cometem a agressão eles não eles não vão dar conta não vão dar conta por causa de quê porque ali é comarca atende cinco municípios o acesso é muito difícil tem um ônibus dependendo do lugar tem um item de manhã e tem 11 anos de e volta meio dia e depois volta de novo na zona da tarde por volta das seis da tarde e à noite não tem então tem ônibus rural que transporta o só o que colhe laranja que tem um pessoal de seringueira lá tem um seringal enfim a gente tem que pensar nisso facilitar o acesso né 22 encontros é não vai dar certo esse negócio aí a gente pensou em comer e e também vou dizer a gente estava inseguro porque eu conheci o projeto e agora josé de labor de participar da elaboração de discussão mas com os homens - téte a téte tive pouquíssimas vezes quando eles me chamavam para fazer uma conversa quando já estava concluindo aí você vai lá fez uma conversa uma avaliação era muito interessante viu num muito interessante ter essa experiência de pontualmente chegar no grupo porque eu defendo que são os homens que têm que trabalhar com os homens eles ficam mais à vontade bem aí a gente está assim é a gente está inseguro né e vamos fazer um negócio do nosso tamanho aí a gente resolveu fazer diferente bem então já é tudo isso aqui que eu falei há dois anos de formação é diversas reuniões com o tj polícia civil polícia militar divisão de assistência social que é uma assistência social onde é ficam alocados todos os conselhos inclusive conselho dos direitos da mulher fizemos uma reunião com os prefeitos das comarcas por que por que esses homens precisam vir porque aí os encontros em pirajuí como é que eles vêm então os prefeitos tinham que garantir que eles teriam uma condução é isso foi no inclusive foi lá no foi no fórum essa reunião hoje a gente combinou que as juízas convocariam os prefeitos e eles foram então por isso que eu digo olha o judiciário é peça fundamental porque embora todos os poderes têm igual importância igual poder o poder judiciário é assusta um pouco né ele convoca ele sente mão né e aí vai então essa reunião com os prefeitos foram as juízas que convocaram né bem aí fizemos um projeto apresentamos um projeto com 10 encontro que começou em 24 de maio e o nosso projecto começou assim primeiro encontro quem é você porque a gente pensava que eles que eles viam se pensar ele devia sim se esse olhar se reconhecer como ser humano como pessoa não como agressor num primeiro momento né mas como como gente o que você queria ser quando crescesse o que falaram pra vocês sobre casamento sobre a vida conjugal relações de afeto porque a gente queria partir do conhecimento deles da vivência dele que do universo deles porque morando em uma cidade pequena universo fica muito pequeno sabe o universo de compreensão não estou dizendo eu não quero ser mal interpretada mas assim é a vida é a favorece para que o universo que a gente pensa aquilo lhe pense daquele tamanho ea gente que não queria partir do universo deles né da vivência de por isso que a gente fez esse sim cosmo pois divisão sexual do trabalho construção é social de gênero como nos tornamos homens e mulheres os efeitos de ser homem nossa sociedade como a violência surge na vida das pessoas violência contra as mulheres do que estamos falando aí a gente apresenta o ciclo da violência aí falamos da vida da lei maria da penha depois um novo olhar um novo comportamento um novo homem a gente esse foi o primeiro o start que a gente tem os dez primeiros encontros mas aí a gente já foi está riscado já saiu do programa porque foi ele a parte não preciso um encontro pra isso ele a gente vai é esse conteúdo é absorvido noutros em outros temas que a gente foi descobrindo que é importante que eles mesmos foram mostrando pra gente que é importante a gente vai aprendendo com eles também então ficou assim escala a gente já começa com escala de gênero dois encontros porque porque na medida que eles é dois encontros para aplicar a escala e há há há um segundo encontro para dizer pra eles pra dar resultado é do da pesquisa tinha que a gente fez da coleta de dados que a gente fez né sobre gênero com eles é a discussão e todo o encontro a gente é faz o que o quê e agora josé faz um encontro só para fazer a apresentação do projeto nós todo encontro a gente retoma porque nós estamos aqui aí a gente pede para untar mais tempo explicar para os outros porque a gente está lá né o que a gente já conversou então é tem muita interação e ao contrário do programa ela nem sei se é problema o projeto aí em santana e agora josé que lá tem 468 homens nós no mínimo 16 no mínimo nós já fizemos encontros com 22 homens participando e nós ficamos assustados a primeira vez quando parte chegaram 16 homens e 16 intimações chegou para nós a gente se preparou para 16 participantes né a gente conhece uma cidade tão pequena que é uma comarca pequena né e mais há a freqüência a freqüência é essa no mínimo no mínimo 16 participante e o máximo até hoje foram 22 então faria 18 20 16 22 né então e assim eles vão chegando na medida que eles são intimados e vem a gente não consegue começar com um grupo e terminar os 10 encontros porque a vida é dinâmica eles a violência acontece todos os dias então eles estão semente mas estão chegando então essa coisa de apresentação do projecto que nós estamos fazendo aqui é todo dia então eliminamos um bem aí começamos com a escala de e depois o o depoimento pessoal de um participante da equipe esse participante da equipe é o cabo eu policial militar ele se apresentar país ana ele não vai mas todo mundo sabe que todo mundo conhece todo mundo né e e ele para surpresa nossa porque nós não sabíamos nós da equipe ele dá um depoimento da violência que ele cometeu com a esposa dele hoje é dever de vocês e adu aí olhava psicólogo assim lá pra mim e eu acabo falando eu pude sem inventores tirou da unis não está no nosso combinado e se não essa é a minha história a gente nem perguntou por que ele não falou antes é tudo bem só que isso impactou de tal forma o grupo eo grupo fazendo tanta tantas perguntas pra ele que a gente resolveu a gente perguntou pra ele 'você não não se cinco módulos se aborrece é pra você é tranquilo isso aí esse seu depoimento entrar no no rol dos temas ele falou não mas porque pegou psu pegou né então infelizmente nós tínhamos uma pessoa que agrediu a esposa mas que por outro lado hoje ele pode decidir depoimento e trabalhar contra os homens né depois a desconstrução do machismo e construção da masculinidade seu psicólogo que trabalha a questão do ciúme é esse e se gente o ppi porque é porque é o psicólogo também que vai ele apresenta um aumento ponte alguns não sabem ler direito mas ele é muito é muito e trabalha muito bem a gente decidiu tirar esse vai ser um tema porque é a primeira vez que ele que ele trabalhou isso não como tema mas que apareceu lá lá lá aqueles naqueles outros temas é foi muito importante o depoimento dos homens falando disso porque quer porque ninguém disse isso pra gente antes ambiente quase como um pedido de de socorro porque que ninguém disse isso pra gente é são alguns outros não então não é não é tudo igual né então vamos falar de ciúme nem sei onde vai falar de paternidade responsável por que sair também os 12 passos para se tornar um homem melhor 123456 não ter aí tá faltando há por que então tem aqui violência contra a mulher divisão sexual do trabalho ficou violência contra as mulheres ea lei maria da penha esses três assuntos sou eu que aborda e agora tem uma assistente social que está vendo junto tá compondo a equipe que está se apropriando disso também e tem um outro assistente social um rapaz que também entrando na equipe se apropriando dos outros temas bem os temas são esses a faixa etária depois eu converso mais sobre isso tá a faixa etária é de 17 há 72 anos você pensa que você tem um senhor de 72 anos pensa que é que todo mundo conhece a esposa dele a velhinha dele todo mundo quer todo mundo sabe que ela apanhou a vida inteira e agora essa senhora decidiu denunciar e ele estava lá gente muito difícil trabalhar com uma pessoa de 72 anos muito difícil muito de mal estar lá e de 17 porque ele estava ali quase fazendo 18 e já tinha uma companheira tinha filho no fim as ocupações deles são lavradores funcionário público motorista pintor tratorista comerciante representante comercial advogado estudante universal gente é muito interessante e um estudante universitário um estudante universitário para quem entrega esse papel a eds assim aqui mesmo é mas eu tenho que embora pra faculdade que estuda engenharia e hoje eu tenho prova o senhor the city né senhor fica aqui o senhor vai pra sua prova é mais o que acontece comigo e se o senhor não corre não começa o grupo o show começa daqui 15 dias enquanto são quinzenais e só começa daqui 15 dias não só tem que cumprir dez encontros é mas eu não sei porque eu tô aqui aí digo ah sabe sabe e se o senhor quiser saber um pouco melhor só fica no grupo mas até aqui olha já até nove horas não passamos das nove porque tem alguns dos dos participantes que não pode chegar em casa depois das 10 horas e alguns são de outros municípios então a gente tem que controlar inclusive isso sim mas chega a 59 inclinadas a bom ficou infernizou o encontro inteiro porque eu sou estudante de engenharia e todo mundo já sabe até os homens ficavam seja ea morrer feliz bom no segundo encontro em si não foi de um município vizinho e tinha um outro no mesmo município nós perguntamos um fulano foi preso aí eu né pergunta ele descumpriu a medidas não bateu na mãe quando é quando o rapaz falou bateu na mãe em couro assim os outros o na mãe eu tive que trabalhar isso como quem diz na mulher pode na mãe não sabe então a gente a gente não pode a gente tem que ser assim não pode perder nem em nenhuma fala nada pra para tentar refletir né bem então esse era um estudante universitário foi o único né as acusações ameaça violência doméstica súcia sursis o sis liminar em julho a lesão corporal e enfim tipo de violência soco chute rasgar a roupa furacom gráfico que queimar com grelha de churrasco essas coisinhas assim é hoje os dados de hoje é que nós temos reunião na quinta é é sempre quinta assim que ainda não tão quinta-feira passada tel a quinta-feira passada nós tínhamos 89 homens intimados o nosso programa tem um ano e meio o participante que já concluíram os dez encontros 34 atualmente participam 20 e faltosos esses que já estão faltando 23 encontros são 12 e aí quando eles faltam mais que duas vezes seguidas a gente manda um relatório vinho pro no judiciário porque daí o judiciário entende isso como descumprimento de medida e vai atrás né e os que e aí se a gente fizer a conta aí vai dar um não é fechar os 89 tem uma turma que nunca compareceu e aí o judiciário não fala pra gente se for um preços a toda vez a gente manda essa relação nunca compareceram porque nós temos lá u o número do processo na qual há várias nunca compareceu mas eles não respondem pra gente nesta prince foi preso o que então não sei as intimações são são essas então é isso que a gente está fazendo lá agora é isso eu não sei que o interesse vocês têm de saber além disso porque eu tenho coisas para falar mas depende das perguntas que vocês têm interesse esse aqui foi um pouco passo a passo é porque no convite o que vocês receberam menos que ele não desaprendeu é vocês têm no horizonte implantar um trabalho assim que o executivo implante um trabalho assim agora veja acho que a gente tem que ser muito respeito um ser respeitoso não sei qual é a palavra mais adequada mas assim esse é um passo a passo de uma cidade de 23 mil habitantes aqui tem um milhão e 200 que já tem casa abrigo tem centro de referência tem a ngc que já atuam de alguma forma quer dizer a cidade de alguma forma já está sensibilizada para a questão da violência contra as mulheres gente pode discutir está muito pouco sensibilizada mas já existe alguma sensibilização eu em 2002 mais ou menos 2003 é eu vim conhecer a casa abrigo daqui né aqui tem delegacia da mulher então é veja institucionalmente como política pública já existe uma sensibilização né agora não basta ainda mais quando a gente pensa um milhão e duzentos mil habitantes quantas mulheres enquanto os territórios que sofrem violência diariamente que estratégia o poder público precisa desenvolver para chegar nessas mulheres para essas mulheres saberem que têm o direito a uma vida sem violência que elas têm o direito de serem mulheres livres independente da sua condição social da sua condição financeira independente da sua da cor da pele da religião independente de qualquer coisa todas as mulheres têm direito a uma vida sem violência elas têm o direito de saber que violência contra elas é crime e que sendo um crime que precisa ser punido então elas possam ter essa informação o os meios de comunicação têm divulgado tem tem até tenha aparecido um razoavelmente na mídia informações dados mas sabe isso fica distante da vida delas porque muitas delas não se reconhecem numa situação de violência esse é o trabalho miúdo que precisa ser feito nos bairros nos territórios e aí quem vai fazer quem vai fazer precisa ser feito elas precisam ter a informação elas precisam ser reconhecer primeiro como sujeito de direitos e depois um sujeito de direito que está numa situação de violência e das violências mais absurdas mais perversas que a gente possa imaginar que a gente convive com isso cotidianamente mais do que a gente imagina bom é eu agradeço a marilda por essa exposição como a marilda colocou é uma experiência numa cidade com bastante particularidades campinas em alguma estrutura a gente tem 'ocean mantemos a casa abrigo temos conselho da mulher temos movimentos feministas temos várias faculdades universidades temos assim uma estrutura já temos uma vaga design especializada em violência doméstica e familiar e que foi uma conquista do movimento feminista estamos aguardando a realização é do cargo vocacionado na defensoria pública então assim a gente tem alguma estrutura o que acho que é essa essa experiência que a marilda trouxe importante pra gente pensar como e é essa a intenção dessa reunião como que a gente os vários atores né os várias faturas da dessa cidade como que a gente pode construir então há a criação de um centro de responsabilização do autor de violência pensando que isso é uma política de prevenção pensando que muitas vezes um autor de violência ele está no relacionamento abusivo um relacionamento com violência e que mesmo que aquele relacionamento ele seja interrompido provavelmente ele vai reproduzir no essas violências em outros relacionamentos ou dentro da família com os filhas com a mãe né então assim a idéia nossa é que isso seja e é uma previsão da lei maria da penha a lei maria da penha prevê e se essa ação então acho que é muito importante a gente partilhar dessa experiência e eu acho interessante que marilda coloca nessa questão do olhar de gênero para aqueles que executam a política pública não apenas o direito mas a política pública em geral é como a gente a gente tem acompanhado neve vários casos né de várias naturezas seja na assistência e muitas vezes falta essa sensibilização porque infelizmente a gente carrega e uma sociedade que carrega um julgamento muito grande da mulher né e eu só gostaria de compartilhar suas experiências a partir do nosso trabalho no mandato e depois eu vou abrir para as perguntas porque acho que tá todo mundo querendo também aí é falar e perguntar e e compartilhar sua experiência uma é é na na campanha que nós fizemos sobre a implantação da vara de violência doméstica e familiar nós fizemos alguns cartazes e divulgamos esses cartazes pela cidade nessa foi uma luta que nós construímos junto com o movimento feminista e várias entidades aqui da cidade e é interessante que eu estava no 8 de março de um ano numa manifestação do dia internacional da mulher e uma mulher vem me procurar e disse que ela tinha ido noite de março para falar comigo que ela queria falar comigo e ela disse que ela viu um cartaz e um quarto a 0 ciclo da violência que não é pra muitas vezes que a gente que talvez tenha aí que alguma trabalho na área pra gente seja óbvio a questão do ciclo da violência necker a violência ela tem ela se repete ela até o momento nem que a viu que se abranda o momento da lua de mel mas que depois a violência se coloca e aí ela falou que ela viu que olhou aquele cartaz e ela se reconheceu reconheceu a vida dela naquele cartaz e que então tinha decidido sair desse ciclo de violência e que ela não sabia muito bem o que era feminismo mas que achava que era algo bom porque tinha possibilitado ela sair dessa situação de violência e uma outra questão que eu acho que é muito importante também há o impacto dessa questão de ter um centro de responsabilização do autor de violência que é de fato responsabilizar os homens e têm algo visível que responsabilize os homens estão em outra situação uma moça também me me relatou que é ela né só violência sofria violência e exatamente pelo fato de acompanhar a tv câmara e as nossas campanhas o o marido dela se sentiu intimidado e parou de violentá lá por conta e ela começou streb que a gente manda material fala à violência contra a mulher é crime nem tão assim ao ver que havia na cidade e que a câmara de vereadores que havia alguém que ela que ele reconhece como a autoridade falando que violência contra a mulher é crime ele então parou de violentá lá então também essa questão da em relação ao talvez ela ela ultrapasse extrapole aqueles que estão ali cumprindo né à cep judicialmente é quando você fala que um senhor de 72 anos de idade que a cidade toda sabe que conhece vai cumprir uma um tem que cumprir uma medida judicial de participar desses encontros talvez muitos muitos muitos homens veja se eu posso ser o próximo néné e isso é importante eu acredito que extrapole isso isso cria um processo de educação que é uma educação daqueles homens mas é uma educação social que o efeito disso é mais amplo e envolve pra falar eu só gostaria de anunciar a presença e agradecer da lurdes simões que assessora do gabinete do vereador carlão do pt obrigado pela presença e lourdes é eu vou abrir as falas então quem pessoas quem quiser falar comentar eu até me comportei direitinho dizem quando eu falar assim se apresenta é falar seu nome na eu sou michelle e sua assistente social trabalha na prefeitura de campinas não trabalho com 11 é mulher em situação de violência trabalha com o segmento pessoa com deficiência mas é inerente ao nosso trabalho é entender que o recorte da violência tá em todas as relações mesmo né e aí para além da da mulher vítima de violência eu tenho um público que é uma mulher submetida à violência a deficiência principalmente as mulheres surdas que acho que é o que é o público que mais me ei cativa né em relação à violência mas enfim é só para me apresentar eu não estou nesse trabalhando diretamente com o segmento né eu achei muito bacana fala achei interessantíssimo também já trabalhei em uma cidade de 20 mil habitantes eu sei todos os fenômenos ele trabalhava não cresce então é bem é bem peculiar só fala em relação a isso porque eu estava realmente vendo todo o trabalho que era realizado naquele momento ali a 10 8 anos atrás eu trabalhava e é realmente isso o perfil das pessoas é esse mesmo né e as mudanças são mais lentas né então é e me vi naquele lugar também é o que eu gostaria de falar um pouco é sobre a importância desse trabalho que ele realmente é inédito no brasil ele não é desenvolvido na maioria dos lugares se é desenvolvido é muito tímido né então esses trabalhos mesmo que seja uma cidade pequena é bastante pioneiro enfim a gente aqui em campinas a gente é não tem né tá tentando construir agora enfim de bater mas o que tem causado na verdade bastante ansiedade na gente é e eu digo enquanto profissional quando o assistente social é essa mudança né atual que é bem fresquinho agora que os autores de violência vão precisar arcar com os custos dos usos e com os cursos de um eventual tornozeleira eletrônica se forem presos net tiverem necessidade de usar esse artefato aí e isso é muito recente artigo 9º da lei maria da penha foram precisas que três parágrafos né e está bem bem latente nos debates profissionais é o que nos preocupa é principalmente é que a violência de gênero ela tem recortes né que são importantes para a gente pensar principalmente na cidade como campinas então nós temos um recorde principalmente racial né que isso tá no mapa da violência inclusive né que as mulheres negras sofrem muito mais violência do que mulheres brancas e temos um recorte sócio-econômico também né que que eu não tenho dados assim específicos para colocar aqui agora mas a gente entende que é isso está posto na sociedade então a gente está muito preocupado em relação a essa situação nova né porque me parece que tá se estendendo esse positivismo em relação aos homens que sim devem ser responsabilizados mas também a gente sabe que a relação não se encerra no ato de violência é a relação à marina bem pois a questão do ciclo da violência é o lugar da violência a gente entende também é o lugar do fé tudo né tanto por parte do homem quanto por parte da mulher então é é a gente é ficar debatendo entendo tentando entender como é que isso vai acontecer principalmente porque você vai acabar sujeitando a mulher resistiu revitimização é no sentido de que esses pagamentos né porque está falando de um ato concreto nec é um que é um valor em dinheiro você vai ter que sair se o estado né e aí que essa é o homem que vai pagar mesmo né os orçamentos das casas são só dos homens então assim esse só uma nuance de tudo aquilo que vem sendo debatido né isso é uma preocupação é um olhar muito meu filho de fora desse lugar da especialidade de trabalhar com esse público né mas a gente ficou muito preocupado em relação a essa nova situação e colocar aqui é colocar em debate em outros lugares também principalmente para tentar compor algo mais oficial em relação aos nossos olhares técnicos principalmente daqueles que trabalham com o segmento está ligada michelle mas alguém fazer uso da fala boa noite parabéns pela iniciativa é fiquei muito surpresa quando o facebook e me convidou para esse evento né eu sou mais ela eu sou psicóloga de formação há 20 anos nessa estrada mais atuando hoje em dia como terapeuta holística mas estou aqui hoje muito mais pela minha história pessoal e profissional fui violentado ano passado e vim com o desejo de realmente contribuir para essa causa é porque é muito difícil pra gente é muito difícil pedir ajuda é muito difícil a gente sair da condição de vítima para assim poder a da própria vida e buscar uma cura então faz um ano que eu passei por isso hoje assim aquelas coincidências da vida eu lancei um perfil nas redes sociais que se chama estupro sem vergonha que foi o fruto de todo um movimento de despertar a força feminina que eu fiz comigo com um grupo por whatsapp com mais de 230 mulheres para trabalhar essa conscientização né do que é ser mulher hoje em dia então eu trago muitas a essa questão de pensar né da gente pensar é com o nosso papel de mulher enquanto isso e e repensar que assim o problema não é delas o problema é nosso o problema não é daquela mulher que está longe o problema da gente que está aqui então eu atendia na ocasião as psicólogas do caism que é o centro de referência da mulher aqui onde eu fui assistida foi acompanhada durante seis meses elas eram meus clientes de consultório então eu vivi toda essa inversão de papéis e vi toda essa situação aonde realmente a gente achava que era uma coisa assim longe não se falou assim ah lá na periferia lá longe isso acontece mas aconteceu comigo né e e vejo falando de ser crime eu acho que a questão ela é muito anterior à denúncia porque a gente tem que ter coragem de pedir ajuda então a gente não entende que aquilo que está vivendo é um problema a gente se culpa a gente se acha louca a gente acha que a gente criou essa situação então eu entendo hoje que assim esses grupos tanto com mulheres quanto com homens eles são necessários mas mas muito mais numa ação de despertar de consciência se você é mulher não é que você é uma mulher sobre violência não você mulher por ser mulher você merece olhar de ser respeitada enquanto mulher é é quase que assim incabível ter que discutir sobre estupro no ciclo gente não sabe é isso é foi pegando pra mim durante todo esse ano eu passei eu fui vendo assim quanto é difícil falar demorei um ano para ter coragem de falar para os meus pais disso porque eu achava que eles não mereciam saber tamanha a dor sabe que o filme cuidando sozinha foi me curando enquanto vivia criando meus dois filhos e passando por todas essas situações e eu vejo que muito assim o que eu consegui me reerguer foi no apoio entre mulheres mulheres que não necessariamente sofre é uma violência sexual nas mulheres que puderam me dar um abraço que eu precisava na hora que eu mais preciso precisei mulheres que se dispuseram a tá comigo entendendo os terrores que eu passava os medos o meu né minha reclusão então está com mulheres é me fortaleceu enquanto mulher né e hoje eu acredito que que essa é uma causa pra mim essa é a grande razão de estar aqui e de poder ser voz dessas mulheres sabe usar o que eu sei profissionalmente o conhecimento que eu tenho profissional e não gerar uma revolta contra os homens então assim em momento algum eu me revoltei contra o agressor eu acho que esse não é um caminho não que eu vá a mala e queria abraçá lo não é isso mas é uma compreensão de uma doença social que a gente vive acho que essa é a violência nem os homens agressores eles vivem de uma falta de uma falta de algo então a gente estudando essa essa psique humana a gente sabe o quanto a humanidade é carente de amor é carente de afeto é carente de respeito e e olhar para tudo isso é me faz coisa que tem compaixão sabe e falou assim como é que eu vou ficar brigando assim alguém tem que ser mais inteligente nessa história e romper esse ciclo de dor como estava falando um ciclo de violência é um ciclo de dor aonde vai ficar buscando culpado tá bom aí eu tô lá brigando com o masculino não é porque é machista e eu queria no meu filho homem de quatro anos como é que eu vou poder da a moça tem um ódio pelos homens que me vi tendo esse ódio sim mas trabalhando isso e em consciência porque senão a violência vai gerando violência eu tenho raiva dos homens eu vou continuar passando raiva prometeu filho caçula e aonde isso tudo vai parar né então essa consciência precisa ser muito expandida sabe de que esses homens precisam ser tratados eu tive num lançamento do documentário silêncio dos homens não sei se conhece e eu achei sensacional o programa da doutora gabriela manssur que é o tempo de despertar que esse projeto também de reabilitação com o agressor e vai falar assim quando esse silêncio contestador dos homens vai gerando mais dor e eles vão agredindo e vão agredindo e vão agredindo né ea coisa vai perder no sentido então eu acho que é importantíssimo a gente pensar junto mas pensar junto num todo sabe não excluindo assim a não vejo como algo distante mas como algo da nossa responsabilidade enquanto ser humano mais do que só como profissionais e contem comigo para o que vocês precisarem aqui né tentei até me inscrever na capita na capacitação nadadora gabriella não tive retorno do do ministério mas tô super aberto assim e acredito na causa eu acho que tem que olhar para os homens têm que cuidar do agressor tem que fazer é assumir responsabilidade é pra poder reverter todo esse quadro mas também só olhar para a mulher precisa empodera né vamos brigar obrigada mas alguém fazer um gancho a boa noite mas renata e advogado de formação hoje em dia na área de educação municipal na educação infantil e fazendo um gajo que ela falou quero trazer contribuição nesse sentido mesmo do que eu aprendi vivência como educadora de abrigo dessa carência da mulher muitas vezes que vem desde a infância então essa falta de informação do autoconhecimento tudo mais que isso vai somando e muitas vezes ela se submete à violência e nega diante das autoridades quando quando ajudada pela comunidade porque a única forma de carinho que ela conhece então no tato igual a criança muitas vezes que apronta ferro quase meio doida que num tomada com isso não sou da psicologia mas às vezes ela a filha chama atenção o pai bate tem carinha de outra forma não tem um toque de outra forma que não da violência sexual também às vezes acontece não não isto porque já muito doloroso mas de outras formas crianças também silencia porque a prova de que alguém que conhece tão bem conhece nesse sentido também na de trabalho com a mulher porque pra fazer parte do homem mas tem que ter fortalecimento dela na represa quando tem uns que essa rede de apoio é um trabalho longo na prece é na verdade a gente há geralmente a gente trata né nós inclusive a gente tem tratado dessa questão de empoderamento feminino campinas tem oceano que é o centro de referência acho importante dizer campinas tem uns e amo é que tem profissionais têm assim social e psicólogo tem é advogada que face a esse tenha os grupos é claro precisaria ter mais equipes precisaria fazer busca ativa porque afinal é hoje a gente tem apenas uma equipe nossa cidade com 1 milhão e 200 mil habitantes nem tão assim é muito pouco fica no centro da cidade então é é muito difícil acesso então seria necessário né ter mais serviços dessa natureza a gente tem vários movimentos coletivos que trabalham essa questão né é necessário ampliar é necessário que esse debate seja feito de forma mais ampla uma das batalhas por exemplo em relação à divulgação do próprio ramo é muitas mulheres não sabem que o seu não existe é que existe uma dificuldade de acesso às delegacias esse é o relato que a gente tem na final como a marilda comentou é muito em grande medida depende muito muito dos operadores é como que a mulher é recebida como que ela desde a pessoa que entrega a senha que talvez desestimule ela fazer um boletim é como que como que é esse livro é uma mulher que está numa situação de bastante fragilidade então a gente tem uma dificuldade grande com as delegacias que talvez seja algo é importante a ser a ser trabalhado mas é existe é esse e se diz a ciência trabalho dessa natureza né quer dizer de fortalecimento das mulheres que precisa ser ampliado que precisa ser é mais digamos assim dado mais visibilidade inclusive dando para essas mulheres que muitas vezes a mulher sofre violência mas ela não sabe o que fazer né a gente eu tenho recebido muito na nossa equipe a gente já sabe muitas mensagens de mulheres que estão aí em situação de violência não sabe o que fazer e então também essa orientação sobre o que fazer disponibilizar serviços para que ela tenha onde recorrer e isso é uma questão muito importante né e aí o que a gente está discutindo é e acho que essa idéia é que isso tem que correr em paralelo com a prevenção sendo feita também com os homens nem tão não é de forma alguma privilegiar uma coisa ou outra né mas assim que pra que isso seja efetivo pra que a gente faça valer a lei maria da penha e pra que do ponto de vista inclusive ned do retorno é que a prevenção ela é no longo prazo ela é a forma mais efetiva de fazer você fazer política pública é então que que a gente possa fazer esse trabalho e estabelecer na cidade começar esse debate com o judiciário com o executivo com o legislativo é então que a gente consiga promover néné entre os diversos atores aqui da cidade que essa é uma política fundamental e que a gente precisa do envolvimento de todas as áreas da rede assistência das escolas no momento que a gente está só que que o a questão de gênero é tão combatida né e coloca essa questão do olhar de dado ó culos do olhar de gênero é quando você quando você começa a compreender que a gente vive relações desiguais que as relações de gênero são relações condição construções sociais não é inerente ao ser homem ser violento é uma construção social que infelizmente a nossa sociedade nossa cidade educa os homens para aquilo né isso é o olhar de gênero né e infelizmente existe uma incompreensão por um lado e por outro existe uma uma batalha que é feita é contra esse acúmulo sobre as teorias sobre o conceito de gênero então esse também é uma é uma batalha que a gente tem tocado então desculpa só eu comentar em cláudia por favor numa cláusula sobre a minha campinas efe o evento é bem importante que a gente fala bastante de violência contra as mulheres mas a gente fala bem pouco dos homens e aí a minha pergunta é mais em relação ao termo o conceito tem algumas diferenças estão usando responsabilização do outro do agressor e eu já ouvi falar bastante recuperação de operação responsabilização é a mesma coisa eu tenho uma diferença tem uma discussão em torno disso a gente pode a gente termina então e depois a gente volta pra mario na área boa noite meu nome nará eu sou educadora da rede estadual faz parte de um grupo feminista chamado rosa lilás e maria não ia comentar justamente da questão da educação é já tem um tempo que que nós tentamos e somos extremamente com batidas quando a gente tenta colocar o discurso na nas salas de aula nos seus mais variados níveis de do mais sutil a um pouco mais aguerrido não dificilmente consegue manter uma constância nos discursos quando a quando a gente fala sobre feminismo o sobre o machismo quando a gente aborda as questões de violência mais diretas então é quase uma afronta ao estado assim é é é o pensamento que a gente pensar num no apoderamento que a gente tem passado agora está autorizado a nível federal quanto estadual e municipal nós estamos em campinas uma cidade que tentou aprovar uma série de leis absurdas há pouquíssimo tempo atrás né a gente tinha que é um projeto próprio do escola sem partido e é nesse ambiente que a gente está tentando desconstruir os nossos meninos e construir um olhar mais afinado das nossas meninas e isso é muito complicado eu queria que você falasse um pouquinho pra gente já alguma experiência ou de algum caminho que você conheça que a gente consiga continuar esse trabalho para além disso eu venho me aproximando do conselho tutelar e uma coisa que eu acho muito muito interessante também é que as pessoas desconhecem do conselho é a questão formativa do conselho né que é uma das suas prerrogativas e que eu acho importantíssimo quando quando a gente pensa que o conselho pode atuar com as com as mulheres com a família de maneira geral também se você também tiveram uma experiência para colocar pra gente nesse sentido mas alguém que fazer uso da fala não então a gente vai voltar a marilda então de michelle eu fico tão feliz de encontrar assistentes sociais eu fico feliz de encontrar educadores psicólogas mas só essa coisa assim corporativista né então michelle que bom que você trabalha com esse segmento da deficiência porque a violência contra mulheres têm deficiência ela ela tem um agravante então é preciso trabalho se a sensibilização é para a questão da violência e enfrentamento da violência contra mulheres é importante com as mulheres com deficiência é gravemente importante né é de mais importante acho que é a sua luta é esse projeto de vida viu michelle projeto de vida eu costumo dizer assim eu a aposentada não estou mais na na academia né mas eu costumo dizer assim nas reuniões de conselho dirigente enquanto estiver respirando enquanto estiver respirando eu vou estar fazendo isso que estou fazendo aqui quanto respirar a hora que eu parar de respirar na alguém tem que continuar mas sabe que significa isso é um convencimento estou convencida de que convencida de que esse trabalho precisa ser feito e precisa ser feito por todas nós por todos nós todos gente todos nós todas nós onde a gente estiver eu cumprimentei aquela senhora vera diz que seu nome dela a da portaria lá eu já sinto o cheiro tudo bem tudo bem é só trabalhar que é um tempo de dois minutos de conversa né pronto já é é assim a gente vai aprendendo estratégias ao cumprimentar as peças e não precisa ter discurso você precisa ter a sensibilidade de provocar uma reflexão sabino cumprimentar como é que a família está aqui não gosta do que faz e sabe que eu faço porque ela perguntou por que eu não gosto de saber da vida das mulheres e me interesso pelas meninas mulheres eu trabalho com aquelas que sofrem violência aí já começa porque aí né é então a gente precisa precisa todo mundo precisa fazer isso então michelle eu não lembro mas tudo que você falou mas você falou de acho que foi você que falou dos os grupos de homens que não têm muito você citou isso isso que é de que diz que os homens vão precisar arcar com os custos enfim os flashes para o sonho do tri mundial eu falo demais assistente social é nem vou fazer nenhum comentário sobre isso então michelle é eu acho que os recortes são super importante você falou da questão das mulheres negras têm as mulheres lésbicas têm as mulheres trans tenha transexuais transgêneros então é é é um o espectro é muito grande ea gente precisa estar atenta a cada a a cada singularidade isso mesmo né e precisa muito a sama e precisam fortalecer essas essas mulheres onde quer que a gente esteja né é é que o assunto aqui na rede se a gente tivesse que falar de rede hoje a escola é uma grande porta de entrada à saúde é uma grande porta de entrada da assistência social é uma grande porta então existem muitas grandes portas de entrada né então onde quer que a gente esteja na saúde na educação na assistência enfim a gente precisa estar te se esse olhar e esse ouvido sabe atento é pra captar pra pra deixar emergissem invasiva deixa energia e dá suporte a gente precisa fazer isso a gente precisa é igual em todos os segmentos sobre essa essa alteração da lei a gente vinha vendo do carro né não consegui abrir aquilo no meu celular eu ainda não sei o que eu tenho que te dizer não houve discussão veio caiu assim no colo da gente quem vai arcar com esses custos como vai arcar com os custos lembram se no tempo da lei 9.099 que os autores da agressão tinham que pagar cesta básica ea cesta básica era saía do do orçamento familiar e às vezes era a mulher que entregar naquela entidade assistencial sabe então é assim a gente ainda está no impacto né acho que eu ainda não tenho o que te dizer nós temos que pensar em nós temos que pensar e e agora já a samsung nada tão que o que a gente vai fazer com isso como como é que a gente pode é é que a gente que a gente vai fazer com isso né então nesse momento é o que eu tenho pra pra te dizer serem me desculpa michelle a renata claudia/marcella então marcela todos os tipos de violência são muito graves todos agora violência sexual vi e violência psicológica violência psicológica e você que é psicóloga sabe que desestrutura a mulher sair da casinha como a gente diz não sai do seu eixo havia uma esse perde e isso vira uma biruta né é muito grave muito grave e e assumir a culpa nessa coisa da culpa que nós mulheres é é carregamos é um negócio enfim é como os homens a gente trabalha a questão de estudar uma da uma discussão porque os temas são e se sabe mas quando falo do ciclo da violência quando falo da lei maria da penha que fala da dos tipos de violência então fala da violência sexual eu peço para eles dar isenções conhece esse tipo de violência vocês já ouviram falar conhece alguém que praticou sabendo um pouco sim com ele e disse também essas meninas com esse shortinho mostrando a bunda é é uma parte do corpo né eu vou precisar ficar em pé agora eles falam várias coisas aí eu digo assim vocês já viram homens que usam uma calça justinha justinho que vou falar o horário está tranqüilo porque quem está assistindo em casa pedir eu digo assim essas calças justinhas que marcam tudo mas que é fácil mas que marcam tudo é fácil para eles se entenderam eles ficam assim pra mim sabia sair quando faltar assim pouco vai ficar suspensa a respiração fica suspensa pois é tá tudo mostra ali só tem um tecido da qual cinco encobrir porque está todo à mostra ali e as mulheres não costumam não estão autorizadas chega lá e passar a mão eu chego perto deles assim a isso nojenta nenhum assim porque os homens chegam nas mulheres e passa a mão na bunda quem autorizou a autorização veio de quem há mais a mais segue então essa coisa da roupa gente ainda por mais que a literatura já tenha dito por mais que a televisão já tenha dito nas pessoas isso está incluindo a gente e nesse dia tinha dois homens com uma calça jeans aquele cinto não tem porque quanto maior o cinturão parece que é dá mais status não entende bem ainda essas coisas cidade pequena sim aquela calça bem apertada o desenho todo feito ali vocês entendem olhar precisa entender no futebol falando então é quando a gente quando eu falo disso dodô do estupro né é e que eles revidam né a gente faz eles pensarem é que que é isso né mas aí no caso deles ali eles estão ali é a medida deles é por conta de violência doméstica contra as mulheres a gente a gente fala de tudo mas o foco é esse aí eu falo do estupro marital e aí a gente chega numa certa idade e sublinha sabe né já fala coisas assim sabe já libera a censura eo libera a censura eu falo com autoridade a gente lá fala com autoridade mas libera algumas coisas eu faço eles pensarem na qualidade das relações sexuais que eles têm com as mulheres vocês já pensaram nisso que que significa qualidade das relações sexuais que ele tem é que eles têm com as parceiras que esse aí eu vou eu não vou falar tudo por causa do melhor não é mas eu vou trocando em miúdos eu vou trocando em miúdos só falta a desenhar sabe eu falo inclusive quando as mulheres estão na menopausa o que acontece com o corpo das mulheres e ele sabe eles eles ficam se sintam gente uma coisa que seria pra ser muito legal pra dar prazer pra gente ser mais feliz para ter a pele mais bonita pode ser um crime então a gente trata disso com eles mais nesse sentido de estupro marital né mas também porque eles falam do do estupro ddd é em espaço público né enfim a renata renata arremata é é é e então olha eu acho que eu vou falar se na cláudia amaro né eu penso assim nós somos nós mulheres e homens todos somos socializados neste nesta estrutura patriarcal a socialização é igual para nós é uma socialização desigual que vai dizer desde pequenininha que a gente inferior né e que o menino que o irmão é superior neco que o menino não quis arrumar a cama mas eu tenho que arrumar minha campanha dele tem vários exemplos né isso quem tem cama né porque têm as famílias que não têm a cama mas tem outro tipo de relação entendeu é o são outros temas que que a relação entre meninos e meninas já começa já começa a desigual então se a gente o que a gente tenta fazer com esse grupo que a gente chama grupo de reféns em sib lização nome e seu nome fantasia para a exigente dirigente disse que um grupo de reflexão sobre masculinidades e quando a gente fala masculinidades e de novo não vou falar aqui por mais a gente troca em miúdos aqui a gente não está falando de [Música] minha linguagem que eles que eles é claro né então é a gente procura fazê los entender refletir essa coisa da desigualdade estão todos os temas que a gente tem que dizer que a violência contra as mulheres é a expressão máxima é o último estágio da desigualdade entre homens e mulheres porque o homem pode bater ea mulher pode apanhar tem que apanhar nem é o último é o final da linha da desigualdade de gênero então a gente tenta fazer refletir é sobre isso e como é que a gente faz para que as mulheres né e os homens também percebam isso porque hoje ela e amanhã pode ser eu porque nenhuma de nós está é evento conta de sofrer qualquer tipo de violência discriminação nem se fala né gente é só botar o pé na rua ou às vezes dentro de casa ao atender o telefone isso a gente lida com isso todos os dias gente né não se acostumou porque a gente tem moza né mas é todo dia diz que haja discriminação que a gente que a gente sofre agora a violência e efetiva nenhuma de nós e com nenhum tipo de ver nenhuma de nós está isenta de sofrer como os homens a gente trabalha isso eles sempre querem se defender mas as mulheres precisavam saber disso as mulheres a gente cuida noutro espaço é que aqui nós dando só vocês então a gente foca sempre a gente não não dá espaço não deixa essa franja crescer de ensinar mas mulher mais ela aqui nós não estamos falando dela nós estamos falando de vocês e quando a gente fala das mulheres a gente fala dela é de se relacionar a relação homem-mulher falado da da história da subordinação feminina da história da inferiorização mas colhida feminina né a gente fala diz que isso é histórico ah mas as mulheres já estão ganhando mais que os onde quantas você conhece diz o nome e endereço porque senão vira e discurso assim sabe então a gente não passa a mão na cabeça deles não os desrespeita pelo contrário a gente diz que ali a gente não tá pra pra para julgar nem pra condenar isso é o papel do judiciário mas que nós nosso compromisso ali é fazê-los com que eles pensem e tem que pensar a gente tem que pensar na gente e eu digo assim pensar com essa cabeça sabe porque é essa linguagem que eles entendem 6 medir me desculpem os companheiros que estão aqui mas tem coisas que precisam ser ditas para os homens os homens sabe ea gente diz com muito respeito toda a equipe é muito respeitosa com o sol nunca te amo nenhuma queixa do final dos 10 encontros cada um completa os dez encontros a gente faz um atendimento individual ou sou eu o psicólogo e faz 1 fechou ea gente convida aqueles que sentirem à vontade falarem para os outros grupos dos restantes do grupo os participantes o falar alguma coisa como foi o processo pra eles nem tão alguns até a maioria fala né e tem depoimentos interessantíssimo gente esse é um senhor que é que quando eu expliquei da mulher e menopausa como é que fica o corpo da mulher como é que ele não ele não teve a ele durante os 10 encontros desencontros ele teve o encontro lá com a nome técnico disso me ajudem a advogada é aconselhar a conciliação chama então eles voltaram a morar juntos né e aí ele continuou os dez grupos que não está dispensado e aí ele falou assim ah e tudo o que eu ouvi aqui que eu aprendi aqui eu conversava com a minha esposa ea senhora sabe que melhorou muito e ele não falou que melhorou muito mas eu entendi o que melhorou muito porque eu pergunto qual o tema que mais chamou sua atenção está aquele dia que a senhora falou da menopausa mas eu falei eu falei assim ele saiu eu contei para minha esposa mas se a isso a senhora sabe que melhorou muito entende tudo gente a ignorância é tão grande então então eu fico eu não tenho compaixão assim é não quer somar né boazinha e não só mas não sou má então o meu sentimento não é de achei de respeito sabe eu reconheço ignorância sabe ignorância dele com a ignorância de muitas mulheres e me disponho a fazê-los refletir pensar sabiás com essa linha relação conta não é o que te fez uma pergunta se você tem alguma dado de na experiência do e agora josé em piraju ir sobre reincidência e kohl e se algum dado sobre a efetividade dessa digamos assim a gente sabe que a efetividade não é quantificar quantitativa simplesmente né mas se existe algum dado algum pesquisa sobre isso eu queria falar sobre isso mesmo é a reincidência não tivemos nenhum nenhuma reincidência ainda agora os resultados é muito difícil de medir a gente a gente está tentando um jeito pensar um jeito de mensurar de alguma forma mas o que a gente está como a gente tem constante contato com a delegacia da polícia civil então o que a gente está percebendo que o delegado está percebendo e fala pra gente que o número de boletins o número de registros está diminuindo onde consideravelmente mas não está diminuindo com a polícia militar agentes a senhora o número de chamados de vinil é de lei maria da penha com eles falam está diminuindo bom então nós no conselho dos direitos da mulher e na equipe que trabalha com os homens a gente levantou duas hipóteses em que a gente vai ver como é que a gente pode me diz a primeira hipótese é de que como é uma cidade muito pequena funciona a rádio peão e assim é e eles falou 'o eles vão falando um pro outro embora nós tenhamos um kombi nós temos quatro condenados o primeiro é não chegar atrasado nós começamos pontualmente às 19 30 e terminamos até 20 uma hora né é o outro combinado é não usar é o celular durante o encontro é não participar do grupo alcoolizado por duas vezes nós já tivemos que solicitar que algum participante se retire e o outro é que tudo que a gente converse ali fica entre nós ninguém nem eles nem nós da equipe comentamos qualquer coisa fora da lei nem pro judiciário os relatórios que a gente paga pelo judiciário é fulano veio flu não veio tá faltando já faltou tantas vezes concluiu os dois encontros é isso é ea gente explica o que é ética pra ele pra eles sentirem mais à vontade então a gente a gente está achando que essa rádio peão não que eles contem o que o que acontece no grupo mas contém que vão no grupo e isso é uma vergonha pra eles talvez isso esteja freando um pouco a outra hipótese que a gente levantou é que a sensibilização que a gente fez com os policiais militares já foi feita há quatro anos cinco anos mais ou menos como tainá na tela e já fizemos uma conversa com o capitão que outros policiais mais jovens de idade mais jovens de de instituição chegaram em pirajuí e que talvez eles precisem de um também de uma sensibilização porque é aquilo que eu falei o ouvido e um olho é tudo você é recebe um chamado pelo 190 e vai a vai atender o meu chamado de violência contra a mulher dependendo do que você enxerga da visão que você tem da mulher da visão que se ele se conhece as pessoas se conhecem então dependendo do óculos que você usa para enxergar as mulheres a violência o filtro que você usa o seu ouvido para ouvir a fala dele a fala dela faz toda a diferença né então a com o capitão a gente tá a gente está organizando uma nova sensibilização com os novos policiais que chegaram é a partir de de janeiro né veja uma cidade de 23 mil habitantes que você pode recolher 16 policiais na rua e faz falta 16 né porque são 16 que dão que que dão flagrante né então talvez isso seja um dado que esteja indicando que parece que não está ocorrendo a violência mas de repente estar mas mas não está sendo identificada como como violência mas duas falas e aí a gente encerra pode ser lá também precisa do do microfone para esse é o código alguma estatística que o nome só uma observação minha um aumento tremendo nuvem incêndio e independe de classe social e o tempo analisar isso aí o homem o cara fala seu bater eu vou em cana tá e aí eu fico detido ea mulher com a minha casa com o outro e aí o sujeito prefere matar que na questão de penas no bom comportamento o cara sai em cinco anos brincando então isso é uma observação que não sei se eu tenho razão não mas eu acho que houve um aumento no feminicídio em função desse aspecto independente de classe social eu não sei se existe estatística antes a atração paralelo com o advento da lei maria da penha i antes disso não acredito que houve um incremento no feminicídio e tento entrar no cérebro desses cara o que lhes penso e porque é uma coisa ou outra existe uma estatística nisso é recorde e vou passar a palavra da zaeli e aí depois a gente comenta né para encerrar também boa noite meu nome é cindy também são assistente social é a minha pergunta é será que marina fez da reincidência mas eu queria saber a questão tem algum outro atendimento depois disso é eles saíram e oque não ninguém mais eles porque eu penso e uma outra questão é o trabalho no bairro periférico aqui em campinas eu fico pensando como seria a atuação do quarto setor é diante disso porque eu fiquei imaginando isso ter um serviço desse onde eu trabalho eu não sei se seria receptivo a questão do do tráfico como que a e ser encarado não sei se é compreensível até a questão da do ciclo da violência quando a marina colocou eu falei nossa seria muito legal levar isso pra para o bairro mas eu fico pensando como seria essa questão desse acordo sabe não sei se ficou clara pergunta mas é s não sei se na cidade também o quarto setor deve existir claro mas se é forte tanto quanto em campinas aí eu fico fica no ar é só comentar uma questão que eu sei o que o seu relógio e coloca na verdade seu cláudia tipificação de feminicídio é muito recente é inclusive aqui em campinas em 2017 essa foi uma batalha porque em 2017 campinas é no revellion teve um feminicídio grande né quer dizer foram 17 pessoas mortas ea gente essa foi uma batalha eu tinha acabado de me eleger vereadora ná verdade e logo começamos com a batalha e somente pra que aquele caso fosse tratado como feminicídio na época a mídia as autoridades não tratavam esse não era um termo veja isso é muito pouco tempo atrás na época e se nós não temos conhecido eu lembro que logo no início do meu mandato qual foi a batalha batalha o seguinte vamos discutir o feminicídio e vamos exigir que as autoridades tratem como o feminicídio vamos explicar o que é feminicídio vamos começar com pé colocar pra mídia que trate como feminicídio como a violência motivada pelo gênero essa é uma questão depois e mesmo aí suíço aparece também nos operadores de direito na forma como registra porque naquele caso houve uma batalha do movimento feminista da cidade para que fosse alterado o o o registro para feminicídio porque não estava registado feminicídio então na verdade é exato então na verdade eu acredito que não é que necessariamente aumentou os casos mas é que hoje por conta das denúncias do movimento você tem mais estatística você tem talvez uma uma registros mais fidedignos e aparece mais conseguiu dar mais visibilidade para esses casos next a gente tem aí uma talvez um ao acho que a sociedade aos trancos e barrancos né com retrocessos e avanços a gente tem isso é por conta do movimento feminista a gente tem é feito é a sensibilização da sociedade para a sociedade como a força de compreende essa e se esses casos na então eu acredito não sei se a maioria concorda comigo mas é a resposta é essa mesma coisa com a lei maria da penha quando quando foi promulgada a lei maria da penha o número de de violet de violência à violência contra a mulher aumentou não há a lei é deu visibilidade né e aí os os números o os registros se tornaram públicos violência contra mulheres sempre existiu sempre as mulheres assassinadas por serem mulheres sempre existiu agora tem uma lei que que diz que olha não é não é um homicídio porque antes de ter a lei e é tudo nuno a mesma barca né agora não quem matou quem morreu porque ia eu acho que eu nem posso falar mas eu não acho que vá eu acho que vai sair uma pesquisa sobre os assassinos eu acho acho que teve a comentários assim então é não é lá o tráfico veja bem não é que não tenha tem mas é é todo mundo todo mundo sabe quem é zero em e e eu já quis é já tentei montar um esquema inclusive pra dar um flagrante não traficante sabe mas a esposa que estava gestante é sofrendo violência dele ela naquele momento nós combinamos ela chegar nuno creche agente é protegê lá no crash e dali levá la para um outro lugar quando ela quando ela viesse dizer se ele tá lá em casa e ele está traficando agora já está tudo montado com a polícia civil com a polícia militar tínhamos todas as senhas era só ligar para polícia civil polícia militar é mas ela chegou ela chegou lá e diz que ele tinha a gente achava até que naquela hora ele estava traficando a gente poderia dar o flagrante na polícia né mas ela chegou lá acho que naquele momento acho que ela se arrependeu e ficou com medo e disse que ela ela não sabe dn onde que é que o que ele não faz isso em casa que eu já tinha dito que foi que faria que fazia né então ea gente respeitou porque é a pele dela que está que está em jogo né mas assim misturado com a violência contra a mulher com o tráfico é ainda não apareceu para dizer que não apareceu não apareceu agora um que a gente teve noite não chegou pra gente eu acho que vai chegar que ele é é é inclusive o esse cabo é que que faz parte da equipe que trabalha com os homens ele estava na rua foi ele que deu o flagrante que levou o autor da agressão na delegacia ele falou que porque ele foi preso ele disse que quando saísse de lá ele é matar a mulher e falou isso na delegacia aí na audiência de custódia que dois dias depois ele falou que estava arrependido falou outras coisas enfim aí a mulher também já falou outras coisas e ele não ficou preso ele foi ele foi liberado esse caso envolvia e isso a gente sabe por que o intimação não chegou para nós a gente sabe por que esse carro que faz parte da equipe disse que eles estavam brigando por conta de droga não sei se ele era traficante ou só usuários mas é o motivo da briga era por conta de droga mas é essa nada muito muito grande como numa cidade grande vocês dá pra entender embora lá tem a três penitenciárias pirajuí é que com com a população da penitenciária vira 31 mil habitantes e 23 para quase 10 mil habitantes a mais nas duas masculinas e uma feminina eu já fui falar na na no presídio feminino também é maior ia a maioria das mulheres que estão lá é por conta do tráfico o companheiro foi preso no parceiro foi presa ela sumiu e e aí sobrou sobrou pra ela né uma estava lá porque matou o marido porque sofria violência é desse nesse grupo o atendimento é bom eu vejo gente já caminhando para o final eu gostaria de agradecer a presença da marilda santinha que alguém falou de centro de ressocialização é a claudia ela ela sai é porque pena mas aqui o artigo 35 da lei maria da penha diz que a união o distrito federal os estados e os municípios poderão criar e promover tantas coisas aí no inciso 5º de centros de educação e de reabilitação para os agressores nós não usamos a expressão agressor a gente usa autor de agressão é porque a gente não entende como identidade né o agressor como identidade e usamos o processo é é um programa de reeducação aqui fala reabilitação e educação na forma de reeducação nem falamos ressocialização é e agente em nem agora josé é responsabilização tenha um certo debate até infelizmente a cláudia saiu mas tem um debate todos sobre isso né quer dizer isso tem experiência tem experiência diferente sobre em cada lugar mas eu acredito que essa essa questão que a marilda comenta é importante porque a gente não quer trabalhar com chimba né não e isso é só mais uma coisinha e essa essa coisa de responsabilização acho que tem que ter mesmo né eles precisam saber o que eles fizeram se responsabilizar por isso é mais assim tenha tem uma discussão ainda no movimento feminista nos movimentos feministas de que nós mulheres não temos que fazer trabalho com o homem os homens que trabalham com os homens essa é uma discussão da qual eu já fui defensora nós cuidamos das mulheres os homens que cuidem disse porém os homens parece que num e indo para uma cidade pequena eu vi que de repente a gente pode fazer alguma coisa não fazendo favor nenhum pra eles nós estamos fazendo um favor pra sociedade para a socialização e para nós também né e quem sabe eles possam né se ajudarem né o grupo a a agora josé só trabalha homens com homens o flávio diz que o ideal seria eu me retirar e e agora outra assistente social me retirar do projeto a gente já fez essa discussão porém os meninos que o cabo eo psicólogo e agora outra centro social que chegou diz que a nossa participação ela ela imprime um outro caráter sabe é então eu não participo de todos eu tenho 33 temas que eu desenvolvo e o fechamento sou eu que faço a menos que eu esteja desenvolvendo o tema eu tenho alguém algum deles completando mas enquanto sair o psicólogo que faz então a gente tá assim fazendo a nossa retirada de nós mulheres uma retirada estratégica não participam de toda a gente está sempre lá mas na hora na discussão a gente se retira um pouco a gente está fazendo uma saída para avaliar para avaliar se ficamos senão ficamos até até os homens da equipe se sentirem seguros e tocarem então tudo isso uma discussão ea gente também está experimentando bom é eu agradeço então marilda presença agradeço todo mundo teve aqui acredito que o que fica de lição é que existem particularidades né e talvez a gente precisa elaborar as nossas estratégias e pensar as particularidades das cidades de campinas com os seus equipamentos com os nossos neca nossa composição geográfica com os conflitos que permeiam a nossa cidade mas que é importante a gente a partir dessas experiências construídas neco em outras realidades conta as experiências a gente possa também desenvolver aqui e chamar a atenção das autoridades da cidade pra que a gente possa então criar né por enfim né é baseado nas experiências já existentes esse centro de responsabilização do autor de violência reeducação do ato de violência enfim todos são debate eu só gostaria de falar com as pessoas que precisam é precisam do certificado né é de presença na atividade pra procurarem a carol e é isso e agradeça marilda a visita de pedágio para campinas agradeça patrícia que possibilitou o contato aqui e todos vocês que vieram todas e todos que participaram agradeço servidores os servidores funcionários da tv câmara todo mundo que acompanha o agente então tem encerrada bom retorno pra todo mundo obrigada eu sou bem fora da como é que se chama dodô força força e coragem e até o fim da vida agora viu enquanto tiver terminou agora há pouco a reunião que debateu políticas públicas para combater a violência da mulher aqui comigo está a presidenta da comissão a vereadora mariana continua noite vereadora um dos de baixo um centro de reeducação do autor de agressão é isso mesmo exatamente é esse o tema da reunião porque é uma questão é um centro que a lei maria da penha prevê a verdade está discutindo aqui né desde 2006 e está discutindo como implementar integralmente a lei maria da penha infelizmente os passos estão indo mais de um dos mais lentos do que a gente gostaria mas é é uma previsão da lei maria da penha e nós convidamos a marilda que trabalhou que acompanhou o processo é de pensar o uma experiência e agora josé que em santo andré e que atualmente trabalha em pirajuí e é pra outras é enfim é como que esse processo experiências a ideia foi socializar mesmo a partir dessa experiência que ela vivencia e pra que a gente possa pensar aqui em campinas a ré nossa realidade pensar estratégias pensar quais os caminhos possíveis em termos neve inclusive burocráticos legais mas que eu acredito que é ea existência desses desse centro como forma de prevenção da violência doméstica e familiar ela pode ser efetiva e ela pode ter resultados que inclusive econômicos um pequeno é verdade que é de grande está prevenindo a violência traz dignidade traz é é economia com gastos em saúde com umas com várias vagas com gás e segurança então enfim pode preservar vidas então eu acho que é um é muito importante eu fiquei muito satisfeita com a reunião e eu espero agora que a gente né o nó próximo passo a gente possa discutir isso com as autoridades então competentes que tem aí a possibilidade de implementar e essa é o objetivo da comissão da mulher que do da câmara municipal na qual a espécie reeducar o agressor a gente também pensa em quebrar um ciclo de agressão com certeza a idéia a a violência doméstica e familiar essa é uma característica está na literatura está nas experiências é um ciclo de violência então você tem um momento da violência dando você tem a construção do conflito então é um xingamento é o momento que você tem aquele momento é de detenção acontece a violência então a violência de vários não que a tensão já não tenha violência mas assim acontece o ato de violência física é e essa violência física conforme vai passando o tempo tende a se agravar e inclusive depois você tem o pedido de perdão tem a fase que nós chamamos que a lua de mel que o momento da conciliação em que geralmente a mulher acredita que vai passar que não vai acontecer novamente e de fato que em geral acontece aconteceu uma vez que aconteceu um momento de violência geralmente acontece de novo então é quebrar o ciclo da violência é a grande estratégia e é o que nós discutimos a todo momento na verdade a gente precisa auxiliar a mulher a ter condições de quebrar esse ciclo de violência e é muito difícil para uma mulher quebrar esse ciclo de violência sozinha porque a gente está falando de uma relação de violência que passa por afeto afetividade quando a violência acontece em relação dentro de relações afetivas isso é muito complexo é muito complexo então isso envolve família filhos casa envolve o julgamento envolve afetividade então por isso a gente precisa de elaborar estratégias muito focadas e que a gente tem experiências exitosas infelizmente a gente tem aí essas experiências precisam ganhar visibilidade para a gente tirar uns limpar o terreno mesmo de um monte de confusão que se estabelece na sociedade egípcia dizer que as mulheres podem ter o direito de viver uma vida sem violência e é responsabilidade do estado que auxiliá la até esse direito garantido em que elas possam ter voz também hoje a gente ouviu vários relatos aqui é importante aqui é de quem já sofreu violência nem que elas possam ter voz e buscar ajuda assim essa é uma característica também da violência doméstica e familiar ela está muito mais próximo do que a gente imagina é muitas vezes as pessoas a tratam a questão da violência doméstica como se fosse algo longe não tivesse passasse pela sua vida mas eu tenho certeza que toda mulher que estamos assistindo ou conhece alguém que sofreu violência ou conhece alguém que está sofrendo violência ou ela mesmo já sofreu violência de alguma natureza então é a violência ela está próxima ela acontece perto e muito né são muitos os casos o que chega como notificação que viram boletim de ocorrência é uma pequena parcela você tem em questões que envolvem conflitos de mais diversa natureza tem um conflito que envolve família tem um feito que envolve questões econômicas né agora o supremo tribunal de justiça decidiu que a mulher que é obrigado a largar o trabalho por conta da queda da violência é ela tem direito a receber auxílio do inss isso é muito importante porque imagina você é uma mulher que sofre violência ela tem ela é penalizada economicamente porque sofre violência então é muito importante esse tipo de ação então a gente tá tá tá aí né caminhando a partir desse processo de luta uma ao fim esse tipo de violência parabéns pela palestra e até o nosso próximo encontro da comissão vereadora muito obrigado uma boa noite e boa noite você também que nos acompanhou até agora e continuo continue aí na sua casa na nossa programação a tv câmara campinas nosso próximo encontro já a tv câmara campinas