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REUNIÃO ABERTA SOBRE A SITUAÇÃO HÍDRICA DE CAMPINAS
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REUNIÃO ABERTA SOBRE A SITUAÇÃO HÍDRICA DE CAMPINAS

51 views Publicado 24/04/2024 HD · 2:37:11

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[Música] TV Câmara Campinas Boa tarde a todas e todos aqui presentes as pessoas que estão acompanhando pelas redes sociais também quero saudar a presença de vários representantes de movimentos entidades algumas pessoas também não puderam estar presentes mas estão nos acompanhando pelas redes sociais quero agradecer a presença da Angela poldos que é do fórum ambientalista e da ONG apa viva agradecer a presença do Gerson Oliveira que é da Coordenação Estadual do MST da Regional Campinas o Ronaldo Hipólito que é do Fórum socioambiental de Campinas O Vicente Andreu que é ex-presidente da sanasa e da Ana Agência Nacional das Águas o Leandro Sartor que é Vereador pelo pessoal lá na cidade de Tapira o Gerardo Melo que é do centro de de tradição nordestina amigos nordestinos Obrigada pela presença o Guilherme Oliveira que é coordenador executivo da Brigada cachorro do mato o thgo Lira que é secretário da proesp o Júlio Matos que é do bloco do Ribeirão quero agradecer a presença também da Micaela do movimento juntas e ainda tem um pessoal que chegou aqui pudesse né se apresentar Tem um pessoal aqui de Atibaia também Ah aqui ó a Néia Costa do pessoal de Atibaia o Lucas que também é do pessoal de Atibaia que também tão enfrentando lá a expansão Urbana Os Empreendimentos e a questão da água em Atibaia e também se tem alguém que eu não anunciei tem o dias aqui também que é do bloco do Ribeirão né se tem alguém que eu não anunciei puder falar eh e se apresentar a deputada Mônica seixa está caminha Ela tá vindo de São Paulo para cá então Eh assim que ela chegar ela vai fazer o uso também da fala eu vou começar com uma breve introdução só para contextualizar E aí eu passo a palavra pra Ângela que vai falar um pouquinho sobre a questão do Rio Atibaia e pro Gerson que vai falar sobre o abril de lutas o movimento de luta da reforma agrária que tá na pauta né e é uma questão importante no Brasil e no Estado de São Paulo também eh primeiro eu quero agradecer a convocação que nós fizemos né Nós estamos tendo uma parceria com várias entidades eh sobre a questão dessa iniciativa sobre abertura da CPI da água né eu tive essa essa iniciativa Exatamente porque nós temos recebido muitas e muitas denúncias eh e e preocupações né sejam de entidades sejam de munícipes com relação ao problema da água sobretudo em relação à expansão da especulação imobiliária e de de empreendimentos aqui na cidade de Campinas então nós temos aí duas preocupações fundamentais que estão de imediato mas que estão relacionadas com um todo né que é e acho que Angela pode falar melhor sobre isso eh que é o santiene Né que é um um empreendimento que foi liberado a construção de um muro eh entre o santiene e a e o Rio Atibaia e o Santana da Lapa também né que eu estive lá né Eh e pudemos verificar que é um empreendimento que virou uma grande canteiro de obras e cuja toda vez que chove né a chuva carrega uma uma uma terra ali do canteiro de obras para o Ribeirão das Cabras que é um dos afluentes do Rio Atibaia né então Eh nós estamos aí tem um cenário Estadual que a Mônica eh vai poder apresentar para vocês nós temos representantes aqui das regiões que também já estão enfrentando um cenário de escassez hídrica eh e por outro lado Campinas tem feito aí uma política ao inverso do que pode a cidade é claro que uma município não pode enfrentar eh sozinho uma questão de de escassez hídrica mas eh o município está na contramão da do que é necessário para a proteção das nossas águas né então nós temos aí um conjunto de rios Rio Capivari Rio Anhumas enfim todo que já sofreu as consequências dessa contaminação da expansão urbana do não aprove não não cuidado com as matas ciliares então nós eh esse é o motivo pelo qual nós resolvemos então abrir essa comissão parlamentar de de inquérito porque entendia que era necessário que reunisse as várias demandas de diferentes perspectivas sobre o cuidado da água até como uma forma de pressionar por uma mudança na orientação da política sobre a água na cidade de Campinas eh nós não temos as assinaturas necessárias para abrir a comissão parlamentar de inquérito nós temos por enquanto sete assinaturas de vereadores nós precisamos regimentalmente de 11 assinaturas eh mas diante disso e diante da da urgência e essa eu quero começar essa essa reunião apresentando uma proposta paraas entidades aqui eh que nós montemos então uma comissão popular de inquérito essa é a nossa proposta que a gente faça uma articulação dos movimentos sociais para por um lado reunir as várias denúncias demandas problemáticas que eu vejo que diferentes setores apresentam diferentes setores que estão desorganizados desarticulados e estão fazendo de alguma forma a partir da sua realidade material concreta fazendo a luta em defesa da água né então e e e e a gente vê eu sinto isso vejo isso que existe aí uma digamos assim uma uma uma vontade uma necessidade Uma demanda mas que não existe ainda uma articulação e uma coordenação para que se pense ações conjuntas né então para que a gente Monte essa comissão popular de inquérito com o sentido parlamentar Eh claro podemos utilizar aqui o Parlamento como espaço de denúncia e todas as vias institucionais mas que tenha um caráter sobretudo de movimento social né então a semana passada eh nós começamos a partir da militância eh militância do pessol militância eh de juventude começamos fazer algum algumas ações de trabalho de base para dialogar com a população de Campinas sobre a questão da água foi um teste mesmo e a avaliação é que houve muita boa entrada sobre a questão da água né sobre existe aí uma uma uma a questão do clima é uma questão que atinge sobretudo as condições de trabalho e as pessoas estão vivenciando isso e existiu uma uma boa entrada sobre a questão eh esse Alerta que nós estamos fazendo sobre o risco né que o nossos os nossos a a disponibilidade de água e que existe na cidade de Campinas sobre a disponibilidade de água vimos muita abertura sobre isso temos dialogado com eh entidades e movimentos que estão na região de Campinas então a ideia mesmo é que a gente faça aqui a partir daqui se a gente possa instalar uma comissão popular de inquérito que seja um espaço para tanto reproduzir eh né Acho que seria interessante reproduzir essas iniciativas nas cidades da região cidades que estão aí eh acompanhando a tibaia que já tá tendo um problema de falta de abastecimento de água Itapira mas também Ortolândia que tem um debate agora sobre a questão da privatização Afinal Ortolândia é Sabesp e o debate sobre a questão da do ajuste dos Municípios frente à privatização da Sabesp tá chegando nos municípios também eh e Pedreira que já existe uma luta antiga em Pedreira sobre a questão da barragem e agora foi retomada a o processo de construção da barragem então que a gente possa reproduzir essa comissão popular de inquérito nas várias cidades da região que a gente possa tomar iniciativas E aí eu quero me até me colocar à disposição e falar PR as pessoas que a gente possa debater as problemáticas que nós estamos levantando aqui também no conjunto dos movimentos nas escolas enfim onde a gente tem ido a gente tem colocado isso como um ser um debate que consiga chegar na cidade então esse trabalho de Base é fundamental mas também que a gente possa A partir dessa dando pontapé nessa reunião a gente possa inclusive digamos assim chegar em parâmetros comuns tanto sobre o diagnóstico da situação quanto de quais são as saídas e alternativas para que a gente possa enfrentar eh esse ário eh então assim essa breve introdução coloco já paraa discussão e avaliação essa proposta né então a proposta que eu quero apresentar é que a gente a partir de hoje instale essa comissão popular de inquérito sobre a questão da água de Campinas e região e aí nós vamos abrir aqui paraa fala da Ângela e do Gerson e a Mônica assim que a Mônica chegar e depois nós queremos abrir pras entidades Lembrando aqui que e só também colocar uma questão nós estamos eh nós estamos fazendo a gravação né Vamos fazer a transcrição queremos sistematizar isso num dossiê num documento né Eh E pedimos também paraas entidades que quiserem além da fala porque a gente sabe que a fala aqui é muito breve né é muito acaba sendo acaba só os pontos principais mas todas as entidades que estão aqui que estão nos acompanhando pela pelas redes sociais eh quiserem contribuir que nos encaminhe eh digamos assim um diagnóstico um documento uma ação um levantamento enfim que é importante para que a gente possa dar essa sistematização nesse movimento que nós estamos construindo Então é isso passo a palavra paraa Ângela para falar do Rio Atibaia e de tudo que tá acontecendo sobre o nosso Rio ah Boa tarde obrigada Mariana Jeferson prazer tá aqui com você na mesa de novo tá ligado isso acho que tá e ã então eu sou eu represento o Fórum sócioambiental de Campinas a ongia p viiva aqui oi e e e eu não sou técnica eu sou uma militante ativista Mariana sabe bem que a gente tá aí nas lutas há muito tempo mas eu posso dar um breve Panorama do que eu tenho assistido na apa de Campinas que é onde eu resido e aonde eu tenho feito a a parte principal da luta eh a o Rio Atibaia que corta e define a apa de Campinas ele hoje é o único fornecedor de água pro município inteiro porque o Rio Capivari que existia uma captação de água da sanasa lá eh foi eh eh ele tá tão poluído que essa captação de água passou a a não existir mais então hoje a água do Atibaia abastece a cidade inteira Inclusive a região do Ouro Verde do Campo Grande É incrível né que a água tem que caminhar tudo isso para chegar lá então isso a gente já começa a perceber a gravidade do problema que a gente tá enfrentando a gente tem presente aqui o Vicente Andreu que que que sabe e entende muito do sistema Cantareira e a gente Depende de uma outorga para que a nossa cidade tem a água do Atibaia disponível eh Posto isso eh eu queria trazer também a realidade que a gente tá vivendo hoje lá dentro da APA com dois grandes loteamentos que vieram sendo aprovados nos últimos 20 anos mas que hoje eles estão em fase de implantação e então e são um retrato do que a gente não precisa mais são loteamentos gigantescos que tem movimentação de terra gigantesca na beira dos corpos d'água o Vila santiane tá na beira do Atibaia então toda a movimentação de terra que eles estão fazendo tá sendo carreada pro Rio Atibaia o o Santana da Lapa tá na beira do Ribeirão das Cabras que também deságua noti baia e que tá num Esso É incrível isso a gente não entende como a tesb licenciou porque eles não fizeram a lição de casa a água eh de chuvas que aconteceram nesse verão fizeram erosões gigantes e toda a terra de novo foram foi pra bacia dob Então é assim que tá sendo tratado nossos Rios enquanto isso o poder público municipal faz que não é com ele porque quem licenciou é a cesb e tal e se isso não bastasse a implantação desses dois loteamentos agora a gente vive uma uma luta e uma realidade eh que demonstra mais uma vez o desinteresse do poder público municipal e na preservação dos nossos Mananciais porque o Vila santian foi implantado na zona de conservação de Manancial da APA Isso foi um escândalo Ah enfim como a lei da APA veio pós o início do do processo de licenciamento desse loteamento a gente não teve muito o que fazer inclusive o Ministério Público foi acionado não teve o que fazer mas agora esse loteamento que foi aprovado como loteamento aberto eles querem fechar de todo jeito de duas formas uma pondo muros viu Michele que a gente tá muros não muros não por quê Porque o o atibai Além de fornecer água pra cidade inteira é o principal macr corredor de fauna da cidade e esses muros vão ser uma uma barreira pra circulação da vida Silva eh eles também querem cercar com gradis as áreas verdes as Apps do Rio Atibaia a Vila Santana e o que sobrou de vegetação naquela região Então hoje a gente tem uma um exemplo Eh claro do que a cidade não precisa que é um loteamento desse tamanho numa zona de conservação de Manancial e e e de uma certa forma com a conivência do poder público na esteira desse movimento da especulação imobiliária a gente tá enfrentando aqui nessa casa o PL 88 que é uma alteração da lei 207 eh que vem a regulamentar o novo plano diretor que exclui a área rural de Campinas excluindo a área rural de Campinas ela passa a zonear eh e eh urbanizar essa área rural eh pelo PL 88 Eh toda a região paraa frente eh das Três Pontes eu não sei se vocês conhecem aquela região Mas é uma região estritamente Rural que o Atibaia ainda tem mata ciliar E tudo passa a ser passível de urbanização e no PL eh Eles já determinam que a partir da margem eh das Apps do Rio que no caso do Rio Atibaia pelo código florestal é só se 30 m eh você pode a partir de 30 m contando dos 30 m a 80 m você já pode construir um prédio é uma é uma é um escândalo isso eh em termos de preservação e eh tudo que a gente pretende para conservar as águas do rio Hoje quem tem oportunidade de a Souzas vê o rio cor de terra o Rio Atibaia hoje é um é é cor de terra o thago tá aqui como testemunha porque tem pouquíssima mata auxiliar e o que tem de Mata auxiliar a prefeitura está planejando acabar com isso também eh com a possibilidade das de na zona de expansão urbana do município poder urbanizar então a a a situação é muito grave eu tô fazendo um movimento estive no Ministério Público essa semana com o Dr Vidal eh porque a margem direita do Rio Atibaia tá protegida pela lei da APA a partir do da desse ponto que eu falo que é a As Três Pontes do Atibaia a margem esquerda ela está completamente vulnerável Então a gente tem que de alguma forma criar a zona de amortecimento eh da APA de Campinas que não é nada mais nada menos que é proteger a margem a margem esquerda do Rio tibaia no plano de manejo tem estudo sobre isso no plano Municipal do verde tem estudo sobre isso todos os estudos técnicos municipais feitos pela própria Secretaria do Verde apontam a necessidade de criar Essa zona de amortecimento E aí a a mesma Secretaria do Verde com com essa intenção maligna que eu só posso dizer assim propõe um PL como esse que tá tramitando na casa a a gente conseguiu barrar há um mês atrás mas eles Possivelmente vão pautar em breve E para finalizar eu só queria dizer a minha indignação com a com essa mesma Secretaria do Verde Essa secretaria municipal que agora é Secretaria do clima né esse climas não é mais a Secretaria do Verde eles criam um plano de enfrentamento às mudanças climáticas e não tocam nesses assuntos que são fundamentais que a Mariana tá trazendo aqui que a gente tem que tratar a água é um patrimônio da cidade é um patrimônio de todos os cidadãos e a gente não pode ficar Refém de um de um dos interesses econômicos Imobiliários destruindo os Mananciais ocupando nossas nascentes assoreando nossos Rios então eu eu entendo que e Essa secretaria do clima que tá enfrentando as mudanças climáticas tinha que pensar em primeiro lugar Nessas questões que são de preservação dos nossos eh dos nossos Mananciais das nossas águas e o que sobrou de fragmento Florestal nesse município não ela só alterou o nome da secretaria a a o plano de enfrentamento à mudanças climáticas do município é mudar o nome da secretaria criar um portal para monitorar emissão de carbono que a maior quantidade de emissão de carbono não vem eh não é do controle do município porque é do dos aeroportos enfim é só como a Tina costuma dizer planos discurso é aqueles planos para ficar no papel na prática a cidade tá sendo violentada e e com conivência do poder público municipal é isso que mais me choca eu agradeço o espaço Mariana a luta continua e aqui segue todo o meu apoio a a a criação dessa CPI obrigada [Aplausos] Obrigada Ângela eu vou colocar eu vou apresentar para vocês até um pouco dialogando com a questão que a Ângela eh apresenta eh um pouco das alterações da legislação que nós tivemos pelo menos desde 2017 pelo menos né eu vou colocar uma breve introdução antes mas eu queria me ater nas alterações que que a gente tem pelo menos desde 2017 que é quando eu acompanho desde que eu estou como Vereador e que eu tenho acompanhado mais de perto esse processo eh em 2017 a gente teve aqui em Campinas a elaboração do plano diretor o plano diretor que é o plano que di assim o planejamento Urbano dos 10 anos a cada 10 anos existe essa essa discussão e no caderno de Diagnósticos do que foi o caderno de Diagnósticos contrat AD pela própria secretaria né de habitação que foi elaborada pela fup que é uma fundação da USP apontava como um diagnóstico da cidade de Campinas a expansão Urbana eh primeiro como algo não necessário o que que é expansão urbana é transformar o território da cidade eh o território eh expandir as áreas urbanizáveis do do no território da cidade né então transformar áreas rurais em áreas urbanas eh esse caderno de subsídios apontava essa expansão Urbana primeiro como não necessária como um aspecto histórico da cidade de Campinas e como um alto custo paraa cidade de Campinas como um um aspecto histórico a o caderno de subsídios apontava que nos últimos 60 anos o perímetro urbano da da cidade se ampliou mais de 1000% né Eh como não necessário apontava que o crescimento populacional previsto o que existia de vazio Urbano né de áreas que estão dentro do perímetro e que não são utilizadas para moradia que não cumpre a sua função social seria capaz de absorver o crescimento populacional previsto na cidade de Campinas e o caderno de subsídios apontava também que essa dinâmica de expansão Urbana que nós temos na cidade de Campinas e que digamos assim configura a nossa cidade ela trouxe uma série de prejuízos pro conjunto da população que ela valorizou as terras Então ela privatizar os ganhos né Ou seja quando você tem uma área rural e ela se torna Urbana aquela área se valoriza então havia eh esse sentido de valorização da Terra para os proprietários e é fundamental que a gente também aqui que aponte o histórico da cidade de Campinas que é um histórico de uma cidade que tem origem eh aristocrática nos Barões de café que foram né tiveram aí dos antigos senhores de escravos né então assim Aí existe uma história da concentração latifundiária na cidade de Campinas e essa expansão a transformação da área rural em área urbana eh Valoriza as terras mas socializa os custos disso para o conjunto da cidade socializa os custos disso Em que sentido no sentido de que existe aí a reserva eh de terras que não são utilizadas para fins de produção agrícola por exemplo porque as áreas rurais elas se tornam enormes reservas de terra esperando a próxima valorização Urbana próxima expansão Urbana Então se um proprietário de de terra é mais interessante para ele deixar a terra parada ou esperando a a a urbanização do que utilizar terra para plantação agr cultura e toda a política que a gente poderia ter disso do ponto de vista da fornecimento da merenda escolar do ponto de vista do fornecimento de alimentos paraa população para reduzir o custo de vida esse é um aspecto por outro aspecto isso é hoje na atualidade é controlado pelos grandes fundos imobiliários que são os interesses do Capital que estão por trás desses grandes Empreendimentos e esse sistema de monopólio controla também o custo dos aluguéis né Afinal a gente tá vendo aí que na verdade os empreendimentos imobiliários que TM sido feito na cidade de Campinas tem como eh foco eh pessoas de uma faixa de renda que são capazes né não é para não é para a grande massa da população é para uma faixa de renda que é capaz de se endividar de criar eh fazer dívida para bancar um imóvel pagar a vida inteira mas fazer dívida né a gente sabe como que é essa situação né então é para essa faixa uma classe média que tem capacidade de endividamento e ao mesmo tempo a gente tá visto aí o aumento do preço dos aluguéis né a gente tá vivendo aí uma um aumento do custo de vida um aumento do preço dos aluguéis e o abandono das nossas periferias né porque na verdade também essa urbanização Espraiada quer dizer os núcleos urbanos localizados distante do centro distante do acesso aos aos equipamentos públicos cria eh essas situações de áreas que são áreas onde os os pobres moram que são completamente abandonadas pelo poder público que tem dificuldade de acesso ao ao a ao ao a infraestrutura pública isso do ponto de vista das periferias urbanas mas também as áreas que que não estão urbanizadas ainda né a gente tem muitas áreas rurais que não tem infraestrutura de política públicas etc e tal e que acabam sendo abandonadas eh esperando eh que chegue a infraestrutura urbana quando chega a infraestrutura urbana você aumenta o custo do preço dos imóveis e dos aluguéis e aquela população ali residente é obrigada para ir para outros lugares né então existe uma gentrificação nós estamos observando isso por exemplo na região de todo o eixo da John Boy onde antes eram áreas a eh vazios urbanos que agora tem Empreendimentos e nós estamos vendo aí o custo do preço dos aluguéis e uma população que tá ali há muito tempo e muitas vezes até por porque precisa do dinheiro enfim acaba vendendo sua sua casa né E aí as incorporadoras acabam incorporando fazendo Empreendimentos condomínios etc e tal e a gente tem visto ali é uma população que tem um histórico de uma de de inclusive de de uma população de comunidades negras com uma cultura Negra etc e tal e nós estamos vendo isso de uma forma muito cruel por exemplo nas obras da Miguel Melhado né a a Rodovia Miguel Melhado que liga Indaiatuba e que liga o aeroporto de Viracopos está tendo um processo uma processo truculento de remoção de famílias numa uma política gentrificação porque o Governador Tarcísio resolveu criar um alteamento um muro separando o bairro exatamente onde acontece hoje a feira do rolo que é uma feira cultural uma feira que é inclusive eh eh fonte de renda para muitas pessoas e que esse alteamento tá fazendo expulsão daquelas famílias né Nós estamos nesse processo de enfrentamento foi feito um acordo com a Defensoria Pública hã e as águas né e as águas essas pessoas exato É é é eassim mas é uma coisa é uma coisa a truculência é muito grande nesse processo né então é um processo que é um processo que põe em risco o os nossos Rios não recuperam os rios que foram deteriorados ao longo desse processo então a gente tá falando ali do Rio Capivari do Rio Capivari e a apa do Campo Grande que foi abandonada e que você tem um monte de de loteamentos clandestinos mas que esses t a permissão da prefeitura ou a a permissão se não oficial mas extraoficial dos órgãos públicos de permanecerem por outro lado você tem tem o pids e o rids na região de Barão Geraldo que também vai essa essa expansão para uma uma uma classe média que pode pagar um alto custo com grande Impacto sobre os o a né tanto as áreas rurais e os serviços públicos de Barão Geraldo mas que a gente já pode prever outras inundações enchentes lá né Isso é isso é é evidente que com a com as chuvas que nós estamos né noos eventos climáticos extremos nós vamos ter outras inundações na região de Barão Geraldo além do risco que representa também PR PR pro pros nossos Rios ali né Ribeirão das eh Ribeirão Rio das Pedras Anhumas e tudo mais e também eh a truculência que nós estamos tendo eh com relação as as ocupações que estão acontecendo porque o problema da moradia é um problema real as pessoas não têm onde morar e estão acontecendo ou ocupações eh digamos assim ocupações que que as pessoas as existe um agravamento do problema da moradia Porque as pessoas não têm pagar aluguel e a gente tem acompanhado ocupações que estão sendo reprimidas de uma forma truculenta pela prefeitura por isso eu acho importante também a presença da MST aqui porque nós vivenciamos o que a MST tá vivenciando no começo dessa semana mas não é um caso isolado né Nós já tivemos uma uma truculência dessa natureza em outras áreas de ocupações a truculência também ali na região da Miguel Melhado que apesar do acordo firmado entre o Dr a defensoria pública e os moradores a gente tá tendo investidas de funcionários terceirizados a mando da DR que tem feito assediado moradores e e forçando moradores a saírem das suas casas a saírem a abandonarem seus l nós fizemos um ato há duas semanas atrás porque isso aconteceu contra uma mulher que mora numa num barraco ela e os seus filhos né Então na verdade é foi um assédio para que aquela mulher os seus filhos saíssem de uma de uma casa já em situação de precariedade e para onde com aquela mulher ia ia pra rua né então é essa essa truculência que nós estamos vivenciando é a mesma truculência que tá acontecendo contra os brigadistas populares que fazem um trabalho de combate a a aos focos de incêndio super importante na cidade que estão sofrendo um processo de perseguição num cenário né nós fizemos uma reunião com os técnicos da acema que é a Associação dos técnicos eh de servidores ambientais que estão apontando que o o a verba destinada pelo Governo Federal para a contratação de brigadistas emergenciais é uma verba que assim que não veio e que se está esperando um cenário agora com o período de estiagem de seca que o Brasil vai pegar fogo a verdade é essa né então existe uma luta também dos Servidores do Ibama Chico Mendes Pela recomposição do da do do orçamento paraa contratação de brigadistas ao mesmo tempo nós temos movimentos populares de brigadas na cidade de Campinas que fazem esse trabalho e que estão tendo dificuldade de reconhecimento da do seu trabalho da sua militância e estão sofrendo processo de perseguição né então Eh nesse cenário que nós estamos vivenciando e as legislações porque o que o que tá acontecendo desde 2017 desde a mudança da lei da APA que era a lei do Toninho que eh devo dizer assim que o o o o o Toninho deixou um legado importante paraa cidade de Campinas que foi o vários legados um deles foi a lei da APA já para ir terminando que eu acho que né Eh já já deu já deu tempo mas assim a mudança da lei da APA ela permitiu Ângela a gente estava junto nesse enfrentamento O Vicente O Vicente também no porque so o argumento da construção da barragem de Pedreira com toda a problemática que tem da barragem de Pedreira se o Vicente quiser comentar depois acho que seria importante eh com toda a problemática que tem a barragem de Pedreira mas para poder Construir aquela obra aquele elefante branco da barragem de Pedreira se mudou a legislação aqui de campinas que permite a supressão dos fragmentos da APA de Campinas o que qual que é a importância desses fragmentos a importância desses fragmentos é que a apa de Campinas é a principal região produtora de água da cidade é onde está o Rio Atibaia é de onde sai a nossa fonte de abastecimento de água infelizmente a gente tem aí uma uma uma certo fetiche uma alienação de que as pessoas acham que a água sai da torneira né você liga você você Abre a Torneira e sai a água mas aquela água só está ali por conta pelo menos aqui na região por conta do Rio Atibaia que precisa dos fragmentos para produzir água para que a água possa penetrar por conta das características do solo e tem uma série de discussões aí enfim que é uma nossa grande região de produção de água e é por nome dessa dessa dessa da constução da barragem de Pedreira se alterou a lei permitindo a supressão mediante interesse público dos fragmentos depois veio a lei de uso ocupa do solo veio o essa figura da da macrozona de expansão Urbana eh que é isso que a Angela colocou que coloca toda a área de Campinas né passível as áreas rurais passíveis de serem urbanizadas e e e um conjunto de legislações assim a verdade e e assim nós eu tenho né Acho que seria exaustivo fazer a sistematização mas eu tenho feito esse levantamento sobre toda a legislação aprovada e a verdade que ele eles fatiar a maldade fatiar a maldade há duas semanas atrás teve um projeto de lei que isentava eh eh Imóveis ah de até 500 m qu de apresentarem laudo de rebaixamento de lençol freático quer dizer isso tá sendo picado toda sessão cada semana nós temos visto a mudança de tanto aprovação de leis Aqui quanto decretos que estão regulamentando a legislação para quê para transformar nessa cidade numa terra sem lei para os Empreendimentos Então é isso é é a terra sem lei para os Empreendimentos e a lei da da da truculência das armas da repressão contra os movimentos sociais que estão questionando esse cenário numa situação em que nós temos agravamento da situação de vida do aumento do custo de vida de moradia preço do transporte tudo isso que também esbarra nesse projeto gentrificador excludente racista eh machista que se está e truculento que se instala na na cidade de Campinas e que tem como elemento articulador a antiga gestão Jonas Donizete os dois mandatos mas agora o mandato de daro Saad que é tá sendo aí eh dig assim o a o articulador junto com o Tarcísio desse projeto de de cidade então aqui para encerrar eu acho que é é mais ou menos isso que eu queria apresentar um pouco um cenário mais geral e eu acho que é importante que a gente possa eh inclusive que e eh me parece que esse cenário geral assim eh gostaria de socializar com vocês porque eu acho que esse é É acho que a gente precisa construir uma leitura comum que nos Oriente até para que a gente possa articular as diversas iniciativas né porque eu vejo que tem muitos movimentos muitas contestações muitas iniciativas mas que elas estão desarticuladas estão sem um cenário geral né então eu tenho tentado fazer essa essa construção E aí eu coloco aqui para vocês para debate né divergências opiniões eh da do conjunto aqui das das entidades é isso então eu passo a palavra para o is não se move ele se move ele só ele só uma pressão na Olá boa noite a todos e todas pessoas aqui eu sou Gerson Oliveira da coordenação do MST tô com um pouco de tose talvez atrapalhe um pouco eh bom eu eu queria agradecer aqui o convite da vereadora Mariana conte saudar a Ângela o Vicente Andreu ali Gerardo importante liderança aqui em Campinas e todos e todas presentes dizer que nós estamos numa Jornada Nacional de lutas entendemos essa atividade como um momento importante dessa jornada uma continuidade e esse ano completa-se 28 anos da impunidade do Massacre de Eldorado dos Carajás lá no sul do estado do Pará que vitimou 21 trabalhadores e trabalhadoras que lutavam para exercer o direito constitucional à terra para reforma agrária ser implantada e foram violentamente assassinados por jagunços junto com a Polícia Militar do Estado do Pará e eh patrocinados pela Vale do Rio Doce e o governo daquele estado eh puxando o fio desse massacre e dessa jornada falar rapidamente e deixar aqui registrado o profundo repúdio do nosso movimento em relação à truculência a ação desastrosa eh empreendida pela guarda municipal com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo e eh coordenada pelo Senhor Prefeito dessa cidade na remoção de 200 famílias que estavam ocupando A Fazenda Mariana na zona norte aqui da cidade próximo ao Xangrilá eh sem nenhum tipo de documentação de base legal para executar aquela ação Então existe um decreto desde 2010 aqui na cidade que estabelece eh a remoção um grupo de contenção formado por várias né secretarias né organizações não somente a guarda mpal e eh que estabelece essa contenção de ocupações em áreas urbanas áreas públicas eh e não estabelece para as áreas rurais Então essa é a principal ilegalidade cometida no dia 15 na segunda-feira eh segundo a ação está sendo denunciada a gente tá dando continuidade o pós despejo mas fazendo uma denúncia junto a ao Ministério Público junto a vários órgãos eh para que se apure possíveis crimes cometidos naquele despejo e em tantos outros como já foi dito pelos representantes do governo Municipal esse decreto existe há 14 anos e Durante 14 anos Possivelmente vários crimes vê sendo cometidos com essa suposta legalidade dada por esse decreto então Eh registrar esse repúdio dizer que o MST eh nós adiamos a nossa Conquista na Cidade de Campinas e n e que nós continuaremos lutando para construir um assentamento rural no município de Campinas para produzir alimentos saudáveis nessa cidade nós Eh estamos eh aqui na região de Campinas enfrentando já há bastante tempo uma aliança um amálgama entre o capital imobiliário e O agronegócio então a A Mariana já colocou muito bem eh os antigos Barões do Café né Eh proprietários de pessoas escravizadas eles tentaram várias iniciativas né produtivas né ou mesmo especulativas no pós abolição a própria abolição a própria escravidão ela precisa ser vista como um grande empreendimento de especulação e mais recentemente sobretudo a partir da eh da conferência da sobre o meio ambiente a eco-92 sobre as conferências seguintes Campinas foi eh definida como um local eh fundamental para o avanço de empreendimentos considerado verdes Empreendimentos considerados sustentáveis da do Capital imobiliário Então se a gente pegar Valinhos Vinhedo né Jaguariúna e Campinas esses vários municípios existe esse apelo né de áreas verdes sobre os condomínios eh as empresas imobiliárias da região isso eh somado a toda uma uma uma versão né do medo né do Datena e Companhia que tá vinculado à empresas de segurança eh privada né Eh e a o forte apelo dado pelo avanço sobretudo a partir dos anos 2000 né desse setor com os vários programas de incentivo eh consolidou um bloco né poderosíssimo de empresas que hoje coordenam nacionalmente a especulação imobiliária no país né Essa fazenda que nós ocupamos na segunda-feira que é uma administrada por um grupo de São João da Boa Vista uma empresa pequena mas no empreendimento que eles querem fazer naquela área está por exemplo a cela Empreendimentos que é uma das maiores empresas brasileiras do ramo imobiliário então é um setor que ele mobiliza né especulativo grandes quantias e muitos interesses né então uma das ações questionadas eh por um dos vereadores aqui dessa casa em relação à ação de segunda é justamente sobre Quais são os interesses que levam a prefeitura colocar a guarda municipal para despejar Famílias sem terra de uma área particular quem é que financiou aquele despejo da onde que veio a grana para montar uma operação uma mega operação né e executar aquele despejo então a gente precisa a população né de Campinas precisa de ter essas informações e saber Inclusive a eh a transparência em relação à aprovação e à instalação desses Empreendimentos na cidade e a construção civil trazendo um pouco pro debate aqui em relação a a à água ela é um dos setores que mais eh explora né Eh o uso da água por exemplo no no concreto né Cada metro cbico do concreto utiliza entre 160 a 200 l de água para na construção como um todo é de 200 a 250 l de água por met quado Então quem trabalha na construção tá aqui pessoas do Acampamento Marielle vive de Valinhos né Eh que tem trabalha no dia a dia com isso e sabe quanto a água é necessária para você bater um cimento para você fazer uma massa e a além disso a própria instalação dos condomínios né ela impermeabiliza grandes áreas de solo né então ela vai destruindo os solos férteis e impermeabilizando uma área enorme que vai refletindo não só na inundações né Eh mas também vai levando através desse processo de de lixiviação né das enxurradas vai levando toda a matéria orgânica a cobertura vegetal a cobertura viva desse solo né para dentro desses das canaletas né Eh Ou dos rios e isso vai fazendo com que esse solo vá ficando cada vez mais arenoso né e impróprio inclusive para realizar a atividade eh agrícola do ponto de vista do agronegócio né Eh e por fim um terceiro elemento que é o impacto que todos nós estamos sentindo e cada vez mais sofrendo né é a o próprio aquecimento global né Eh e o aquecimento significa né Eh a piora da qualidade de vida e da Saúde de amplos setores da população então ilhas de calor se formam por exemplo a aqui no centro da cidade mas principalmente nas periferias e isso eh a expansão desses condomínios só contribui para piorar essa sensação climática e os efeitos dessas mudanças climáticas né no durante o período da da crise hídrica do sistema que refletiu no sistema Cantareira né em 2015 houve vários levantamentos né e um acho ache bastante interessante que é sobre quem são os principais consumidores de água nesse sistema né E somente no no sistema pcj né que é o Piracicaba Capivari Judiaí da qual faz parte também o sistema Cantareira está integrado né Eh oito empresas naquele ano foi feito esse levantamento que oito empresas desse sistema consomem o dobro do que a população de Campinas consome oito empresas consomem mais mais do que 1 milhão né naquele ano 1. 100.000 eh habitantes de Campinas consome Então isso é um bom exemplo pra gente derrubar um pouco essa coisa de que né Eh do ponto de vista das empresas o problema é o desperdício de quem né tá deixando o chuveiro ligado ou de quem usa água para lavar a calçada e isso apenas é uma cortina de furma pra gente não ver as empresas do setor da da celulose por exemplo uma das empresas é a própria Suzano que explora essa bacia ou pra gente não ver empresas da do Metal alumínio que são forte consumidoras de água para você produzir e a a que lidera aqui na nossa na na bacia é a empresa química da rodia que todos conhecem aqui na cidade né então ela lidera o consumo de água não sei se ainda hoje lidera Talvez o Vicente tenha informação mas esse é o levantamento de 2015 e a própria eh Petrobras que também eh está nesses grandes eh consumidores então nós precisamos aprofundar o debate porque falar da água é falar da própria apropriação capitalista do território né é falar da apropriação capitalista dos recursos que transforma Elementos da natureza em Recursos né em mercadoria e nós eh eh essa iniciativa ela é muito importante diria fundamental porque eh isso vai além dos movimentos sociais né os movimentos sociais são os que estão puxando o debate né os mandatos como da vereadora Mariana Conte mas a gente precisa cada vez mais fazer com que o cidadão né comum as pessoas eh do eh que lidam cotidianamente com a escassez que elas cada vez mais se politize nesse debate né para que a gente consiga de Fato né avançar em vários temas que são urgentes né que talvez se a gente postergar isso nós não teremos o tempo necessário para fazer as mudanças necessárias não só no nosso município mas eh no planeta eu diria eh de uma forma estrutural a área eh hoje ocupada pela malha urbana da cidade é 141 milhões de m qu a área da expansão definida uma das áreas de expansão definida prevê um aumento para 227 milhões né né e somados aí teremos quase 400 milhões de área urbana né E isso que foi falado pela Angela e pela Mariana que que isso significa né Eh por outro lado o número de imóveis vazios em Campinas é 35% maior do que aquelas famílias que estão cadastradas no programa habitacional então tem algum problema né não é só no no o setor Imobiliário para nós ele é pedagógico para revelar uma fratura fundamental nessa sociedade Como pode ter 35% de imóveis vazios nesse município né 35% mais maior o número de imóveis vazios do que a quantidade de pessoas cadastradas no programa habitacional então Eh esse é o debate que tá na ordem do dia e eh tem algumas questões que se apresentam como soluções e que também a gente precisa debater uma delas é o crédito de carbono né que aqui a gente muito rapidamente não vão aprofundar mas o capital imobiliário cada vez mais ele agora foi regulamentado né cada vez mais ele vai acessar esse sistema para poder remover né como lá na fazenda Mariana já foi removido grande parte da Mata Atlântica ou toda né Eh só restou a reserva legal e a app né e com a reforma no clo Florestal foi inclusive reduzido a Área de APP lá dá para ver bem que é justamente os 30 m né O que era 100 né Eh anteriormente eh só que com o crédito de carbono eles vão poder eh destruir as áreas que não são reserva legal que não são app com essa suposto reflorestamento ou compra de outras áreas verdes né Eh em outros locais né então Eh é perverso né é perverso no sentido de que estamos comprometendo né estamos do ponto de vista dos capitalistas né estão comprometendo eh a qualidade de vida e a própria existência humana nesse planeta três pontos pra gente encerrar eh por isso que nós defendemos a reforma agrária como um eixo estruturante não só para combater a especulação imobiliária mas pra gente apostar né enquanto sociedade numa outra lógica de desenvolvimento uma outra lógica de fazer o uso e ocupação do solo a gente tá falando reforma agrária Não é só para nós né os Sem Terras que estão ali lutando né mas a reforma agrária ela precisa ser vista cada vez mais nesse sentido eh Ecológico nesse sentido de recompor a diversidade da própria natureza né então nós estamos debatendo a agroecologia e a agrofloresta e fortalecendo muito esses dois eixos porque para nós é a forma metodológica né da qual a gente consegue produzir o sustento para as famílias que estão na terra produzir os alimentos saudáveis para as pessoas que estão na cidade mas também e recompondo essa diversidade natural dos biomas então falar da reforma agrária aqui na Mata Atlântica é uma coisa Falar da reforma agrária no semiário é outra coisa mas Unificado todos por uma ideia básica da gente recompor né essa relação sociedade de natureza produzindo eh saúde produzindo uma nova perspectiva pro nosso planeta a gente tem desafios urgentes né e eu queria colocar não dá para debater eh a água né a apropriação da natureza se a a gente não colocar uma proposta eh que ela é radical mas no sentido que ela eh possibilita a gente ir a raiz da questão que é a proposta da reforma agrária E aí não é só o MST mas principalmente o MST que defende nesse país outra questão eh que nós precisamos E aí é fundamental o papel da dos mandatos né para que a gente intensifique né Eh ainda os poucos instrumentos de fiscalização que existem e as denúncias né desses crimes ambientais que vê sendo cometidos e parece que isso não não serve né como aprendizado para eh principalmente pros governantes que T os interesses comerciais mas eh não é possível né que ministério público né órgãos de defesa inclusive do próprio pcj né que não questionem que não questionem a fundo Quais são os problemas reais que a gente tem na bacia e não somente na aprovação desse desses novos Empreendimentos então agradeço muito o convite Saúdo essa iniciativa nós temos disposição de contribuir na medida do que for demandado e parabéns vereadora Mariana conte pela pela [Aplausos] proposta Obrigada Gerson para nós é muito importante a presença do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra nessa nessa reunião Quero saudar a presença também do elel Santos da Lúcia Rita e do Ivan Souza e de outros companheiros do Acampamento Maria L vive que estão aqui eh e dizer da importância de estarem aqui até para com uma forma também de estabelecer a denúncia da truculência que aconteceu na segunda-feira e como a alternativa real concreta eh construída pela classe trabalhadora da saída da encalacrada que nós estamos aí enquanto sociedade então Quero agradecer imensamente também agradecer a presença da Ângela sempre parceira eh a Mônica entrou em contato comigo ela teve um problema eh provavelmente ela não vai conseguir chegar a tempo mas eh eu queria Então Abrir pras falas aqui eh do plenário para discordâncias sugestões encaminhamentos e Relatos também eh dos dos Presentes eu queria convidar o Leandro Sartori para começar fazendoo da fala nosso Vereador lá de Tapira por favor Leandro vamos combinar uns 4 minutos por por por fala para só pra gente não estender muito e dá para todo mundo falar Anes mais nada boa noite audiência pública e Mariana muito obrigado pelo convite é muito importante an esse debate porque é um debate também que nós enfrentamos nas cidades menores eu sou Leandro Sartori eu estou Vereador pelo pessoal em Itapira aqui na nossa região E acabamos enfrentar ano passado Mariana lá a revisão do plano diretor em Itapira e essa revisão do plano diretor literalmente transformou toda a área de Itapira em uma área que pode ser o quê comercializada então não existe praticamente mais área rural na cidade então toda a área agora está sendo o quê sendo agora foco de l Mas isso não é de hoje nos últimos 8 anos Itapira teve autorizados antes dessa revisão do plano diretor autorizados mais de 7.000 novos lotes para construção de casas e praticamente nenhuma Popular apenas Empreendimentos que são vendidos o lote a 100 120 R 150.000 e há sempre essa questão o lucro sempre é individual só que prejuízo socializado a prefeitura o prefeito e toda a bancada que dá suporte a ele aprova empréstimos aprovaram empréstimos de 70 milhões na cidade nesses últimos anos uma obra de 3 milhões na abertura de uma avenida e já estão o quê Já estão loteando as laterais dessa Avenida que ainda está sendo feita então já é o casado já é o empreendimento casado aonde o prejuízo é socializado mas o lucro vai ser de certas empreendedoras e grupos da cidade então Ah nós temos um problema seríssimo da água na cidade temos uma coisa Tapira tem muito importante tô aqui com a presença de José Flávio um professor que me ensinou muito sobre a água na cidade e uns fundadores do sistema auto de D esgoto da cidade de Itapira e na cidade nós temos um um rio exclusivo que utiliza-se na cidade é o rio que nasce numa cidade vizinha mas não é não tem nenhuma captação E esse rio tá sofrendo obviamente com Tod desgaste que tá ocorrendo e o crescimento da cidade Itapira hoje tá com 72 2000 habitantes e seria necessário a abertura de uma nova capitação no rio vizinho que chamado Rio do Peixe o rio que a gente utiliza é o Ribeirão da Penha só que eh não há uma previsão e o futuro para Itapira tá muito claro quando esses loteamentos estiverem prontos Quando essa expansão Imobiliária Urbana estiverem prontas vai faltar água essa água que o rio atual não vai dar conta E logicamente a população que mora nos bairros mais distantes já sofrem e vão sofrer ainda mais com isso que está acon então ouvindo vocês já mostra que é um problema não é Infelizmente quem quem der só de Campinas é um problema que enfrentamos nacionalmente e na região a empreendimentos imobiliários falta de água e no caso né Nós temos esse problema também na cidade então agradeço a oportunidade de estar presente de ouvi-los E logicamente de também levar essas pautas e ampliar essa discussão em Itapira obrigada obrigada eu convido Ronaldo Hipólito do fórum socioambiental para fazer uso da fala bante Eh boa tarde a todos Quero Agradecer o convite feito pela Mariana conte e essa discussão é uma discussão que tem tudo a ver com a região toda porque nós somos de uma região que o Vicente vai falar um pouquinho depois que a área dele que é uma região que ela é toda trançada de de microbacias nós fazemos parte da da Bacia do pcj como foi falado aqui mas que não temos o o pendão não temos a vontade política de tratar isso com seriedade na discussão de tudo que se vai fazer e nós estamos falando aqui sobre água e eu faço parte de um do fórum socioambiental onde é um grupo de entidades várias entidades e ambientalistas que discutem o geral da cidade na área do meio ambiente que no momento nós estamos travando a batalha que já foi colocada em parte pela Angela podowski que é a batalha contra a ampliação do espaço urbano sobre o rural de Campinas para quem é não é da cidade Campinas a 20 anos atrás era 51% da área rural e 49% da área urbana com essas mudanças que estão acontecendo aí só vão ficar de área rural as Apas que dão mais ou menos em torno de 25% da área e mesmo assim vocês vão comendo pela beiradinha aqui uma beiradinha lá então A ideia é essa quando você faz o negócio desse você começa não só a pressionar a área rural Mas você começa a matar também as nascentes nesses lugares sem nascentes também eu não sei quantas tem nascentes na apa mas a apa deve ter mais de então 2 2500 só na apa Campinas que fica na região Sousa aqui aqui na apa lá do Campo Grande tem mais 300 400 500 não sei quantas tem lá e cada vez que você faz um empreendimento desse você vai matando uma a uma essas essas coisas então você vai trazer um problema muito grande pra água então baseado nessa discussão como um todo nós do fórum socioambiental junto com a frente parlamentar ambientalista aqui de campinas nós fizemos um seminário em outubro do ano passado onde tiveram presente em torno de 60 entidades aqui a que foi aqui na Câmara Municipal e de lá nós tiramos Algumas propostas de ação e um e alguma dessas propostas tem tudo a ver com a proposta da Mariana de fazer uma CPI que seria uma ela tá propondo que seja uma popular e não parlamentar é CPI do mesmo jeito né mas que tem a ver com o que que a gente tem que tomar cuidado que a gente tem que lutar para que a a água de Campinas e região eh não se torne cada vez mais escassa escassa Em certas horas e abundante de maisis e outras horas que são as enchentes que são causadas porque você impermeabiliza o solo ela não corre mais por baixo ela corre por cima Então os problemas são dos dois lados então na nesse seminário nós colocamos a aparecer Algumas propostas Algumas propostas que são da cidade para a cidade e Algumas propostas que são para a gente tentar trabalhar na na na na na Então eu queria colocar aqui as propostas que nós levantamos naquele momento que eu vou deixar pra gente discutir a partir de agora nessa comissão que vai ser estabelecida uma delas já foi falada aqui que é a questão do Rio Capivari Capivari como tinha uma uma captação que está desativada Mas eles ativam esporadicamente mas é porque fica muito caro para o Rio tá tão mal mal tado que ele fica muito caro para ser e para tratar essa água então nós temos que fazer um questionamento de como como se chegou a isso e o que que você está fazendo para que a gente retorne porque o Rio Capivari ele passa por aqui vai para outras cidad outras cidades também usam esse mesmo Rio então nós temos que fazer essa discussão como é que nós vamos trabalhar para para exigir que haja um planejamento pra gente ter a recomposição desse desse desse Rio né Eh propor um regramento que obrigue de irrigação que proporcione um melhor e gasto possível de água aqui foi falado que tem poucas empresas gastam eh muita água perto do que a população gasta no seu banho diário no seu nos seus afazeres diários então isso aí tem tanto na área rural como tem na área industrial também então tem temos que ter algum regramento para que isso seja mais Eh mais coeso mais que seja mais lógico né Estou terminando eh eh questionar também eh o tratamento de esgoto e os métodos de eliminação de agrotóxicos e medicamentos que essa Nasa faz e que outras empresas faz porque a Antigamente os não tinha o problema da da da contaminação de medicamentos porque era muito escasso Néa pouca a população vai aumentando aí você vai aumentando isso como é que se tem como é que se faz isso não existe coisas que eh provavelmente ainda não tem métodos para fazer isso então tem que ter um parâmetro eh incentivar a mudança de hábitos do consumo e de serviços dois serviços principalmente que é mais do do que o consumo eh e fomentar o debate sobre a construção das barragens na cidade essas barragens das cidades de volta aqui nossa toda e também do que que se pode fazer de contenção de água dentro da cidade na na em função do do do que já foi ocupado né e também eh organizar eh o movimento eh Regional nas sobre ser presas de Americana a proposta da das barragens que estão sendo feitas as duas propostas das barragens e também a gente tem um um trabalho melhor na região metropolitana aqui junto a tanto junto às câmaras dos vereadores tal e as prefeituras mas também junto ao pcj nós temos que ser mais ativos junto ao pcj Então essas são algumas das propostas que surgiram e que eu acho que tem um um bom campo de discussão nessa CPI Obrigado aí desculpe a me alongar obrigada Ronaldo eu vou convidar o Tiago Lira que é da proesp e também candidato ao condema também né da proesp e candidato ao condema Boa noite a todos meu nome é thgo Lira T secretário da entidade mais antiga do Estado de São Paulo aqui né a segunda mais antiga do Brasil que é a Sociedade Protetora da diversidade das espécies e como a Mariana disse estamos aí numa Chapa aí disputando a presidência do condema aqui de campinas né É bem eu eu queria trazer eh brevemente eh primeiro aqui a gente tem uma questão essencial que é a questão do da contaminação das águas né Aqui passamos por várias questões Aqui foram citadas assim eh por cima aqui por exemplo por casa da rodia né Eh que que é uma área que já foi contaminada do lado do onde o o MST fez a o fez a ocupação tem an fenol que é uma área contaminada também então assim a gente tem um problema também de contaminação da água gravíssimo né E a minha recomendação aqui para essa comissão que se inicia eh da gente pensar inclusive como que a gente coloca dentro dentro do ordenamento jurídico nosso aqui essa responsabilidade da sanasa no caso aqui da nossa cidade da contabilidade ambiental né porque a sanas é uma empresa que depende integralmente da água Mas qual é efetivamente o investimento que a sanasa faz na preservação das águas na cidade de Campinas né e eu não vou eu não vou chover aqui no molhado aqui mas a gente tem eh n problemas na cidade de Campinas relacionado ao uso acesso e à contaminação da água por todos esses motivos já foram colocados aqui principalmente pela essa questão de quem domina a propriedade né Quem são os donos da terra na cidade de Campinas eh mas essencial ente assim a gente tem um problema muito grave na cidade que é a questão do acesso a essa acesso à água né porque se vocês pensarem aqui perguntar para qualquer cidadão aqui na cidade de Campinas eh se ele tem lazer em algum espaço na cidade de Campinas em relação à água se ele pode acessar água para lazer por exemplo que é algo cultural no Brasil né se você for pro interior mais pro interior do que a gente tá aqui eh se usa muito né as águas como lazer né na cidade de Campinas é muito muito pouco exatamente por quê Porque a gente tem uma visão primeiro de que nossos Rios são todos contaminados a maior parte é mesmo né e por outro lado o que não está tão contaminado Como o Rio atibai a gente tem uma visão completamente distorcida do Rio né então o acesso à água não só para consumo mas como lazer também né Por que que a gente deixou de ter eh acesso a lazer na água que obviamente é uma uma questão que foi construída para afastar a gente das águas né existe uma mentalidade por trás desse pensamento de ocupação do território em que afasta o cidadão do do acesso ao lazer à água que é algo essencial pra gente né então eu acho que é algo pra gente se pensar aqui inclusive né mas eu acho que é muito importante do meu ponto de vista para essa comissão a gente pensar a questão da contabilidade ambiental quem tá usufruindo da água faz esse investimento efetivamente eh na recuperação na manutenção na conservação das águas na cidade de Campinas Eh nem vou ampliar aqui paraa nossa pra nossa bacia muito aqui aqui porque meu tempo não me permite mas eu acho que é essencial a gente pensar disso daí tem uma série de denúncia aqui eu ao longo do trabalho dessa comissão quero fazer por exemplo do Ribeirão Quilombo o ribeirão Quilombo recebe esgoto da sanasa eh a primeira denúncia que eu fiz eh do Ribeirão Quilombo Se não me engano é 2003 2004 lançamento de esgoto ass Nasa jogava esgoto na nascente do Ribeirão Quilombo ali no chapadão na nascente a gente através de muita denúncia foi feito um taque o taque não foi cumprido hoje a sanasa tirou o esgoto joga o esgoto 50 m para frente da ainda Nascente mas continua dentro do Ribeirão Quilombo eh o ribeirão Cruzeiro na apaa do Campo Grande a sanasa tem uma dutora na beira do Ribeirão Cruzeiro que toda vez que o o que é sempre que o que essa dutora vaza ela vaza totalmente pro Ribeirão Cruzeiro então assim poderia continuar aqui falando Enes desse desses casos eh então assim eu acho que é fundamental pra gente aqui pros movimentos populares é pensar exatamente essa questão de como como colocar isso inclusive né como tensionar com aa Nasa considerando inclusive todo toda essa mentalidade que tá sendo eh tá tá sendo imposta à sociedade civil de privatização que ontem aconteceu esse desastre inclusive em São Paulo um absurdo do Absurdo na verdade a gente vive de absurdo de absurdo né O que aconteceu ontem aqui na Câmara Municipal de Campinas é o absurdo absurdo absurdo pensar a Perseguição que foi feita inclusive contra a vereadora Paola aqui é é é é triste lamentável né de de de presenciar isso como a casa do povo se se porta né mas o que foi feito em São Paulo é um crime contra eh contra o cidadão de São Paulo né e obviamente que a gente não tá aqui num discurso privatista porque a gente não tá falando da sanasa porque a gente quer que o que o setor privado tome conta ou achando que o setor privado é melhor do que a gestão pública Pelo contrário né então a gente tá fazendo que a gente quer fazer essa discussão inclusive para impedir porque o setor Privado não tem compromisso nenhum se hoje a gestão da sanasa não tem compromisso com contabilidade ambiental ou pensar e que a sanasa depende da água e é o material dela é a fonte de renda dela e ela não faz ela não faz absolutamente nada nada e de investimento para conservar as águas imagina o setor privado né que só quer tirar mesmo efetivamente né então eu acho que eh não vou me alongar mesmo obrigado desculpa eu não vou conseguir ficar até o final porque eu tenho um comércio aqui na cidade meu comércio abre agora ten um bar e meu bar abre agora 19 horas e mas mas eu acho que é um ponto essencial pra gente pra gente colocar nessa comissão que é a questão da contabilidade ambiental né e a gente tratar essa questão das contaminações porque tem muitas empresas aqui que a gente vai ver até propaganda dessas empresas nessa história de SG aí e fazendo uma grande uma maquiagem ambiental mas são empresas contaminantes são pessoas são são empresas que estão ali deteriorando a água destruindo a nossa chance de futuro mas estão fazendo propaganda Então acho que nomear essas empresas levantar eh quem são essas empresas Inclusive a questão dos poes de combustíveis aqui que a são os maiores contaminantes na cidade de Campinas São os poos de combustíveis e a gente tem uma associação inclusive de de pos de combustível que faz muita propaganda sobre sustentabilidade etc mas são os maiores contaminantes são os maiores contaminadores da água na cidade de Campinas eh são esses pontos que eu gostaria de colocar eu acho que Parabéns Mariana pela iniciativa acho que é muito importante apesar da casa aqui né lamentavelmente a gente não conseguiu o mínimo de assinatura que é um absurdo porque que interessa para todo mundo não importa no no espectro político que você tá você acorda cedo você precisa de água e e né Mas o comportamento deles é só pensando no lucro e principalmente nos seus financiadores de campanha né A casa que inclusive vai homenagear Talvez um dos principais especuladores da cidade né homenageou já né é isso né então enquanto enquanto persegue uma vereadora numa casa que teve poucas vereadoras eh negras na história né por outro lado vai lá e homen se o principal especulador e talvez uma das pessoas que tá destruindo inclusive aqui na beira Norte Sul a patriane é responsável por soterrar nascentes na na na beira da da Orozimbo Maia eh Então é isso acho que é uma luta grande não é não é fácil mas eu acho que a gente tem a chance aqui histórica inclusive de construir na cidade de Campinas um primeiro relatório do Estado Real das águas na cidade né fazer esse apontamento com muita clareza é de quem são quem são esses esses grandes contaminadores da água né quem são esses grandes poluidores da água e a quem interessa como o próprio camarada falou ali né porque No No No Limiar No Limiar mesmo a a população a massa da população não consome esse esse volume de água mas as grandes indústrias consomem então obrigado e e boa sorte aqui para todo mundo nesse trabalho Obrigada thago peço assim como foi apontado aqui peço que a proesp nos digamos assim nos a gente pode ir conversando depois mas nos auxilie na formação de tudo isso que você apresentou pra gente sistematizar no dossier Tá bom obrigada thgo eu vou convidar o Vicente Andreu para fazer uso da fala eu vou anunciar o próximo né e depois eu quero convidar o pessoal tib A Neia e o Lucas também para falarem Boa noite a todos a todas e queria que o Thiago desse o endereço do Bar dele quebra 19 que aí a gente saindo daqui a gente já vai tudo para lá é o bar flor da Lua a gente já vai todo mundo lá também prestigi já faz o oor depois bom eu queria agradecer o convite Mariana e gostei muito da das intervenções são muito qualificadas né da Ângela do Gerson a sua e fico à disposição Gostei muito também da sua ideia para montar a CPI a CPI a comissão Popular para que a gente possa denunciar permanentemente esse estado de coisas que vocês aqui relatam eu fiquei muito eu não vim para queria tô muito desanimado chega a est muito mas tô desanimado com com com com com contexto político geral e a Ângela que insistiu para que eu viesse e a reflexão de vocês eu queria eh trazer para vocês algumas coisas me fizeram pensar sobre algumas coisas são muito importantes primeira delas é sobre a renovação da do da da daut do sistema Cantareira a gente começou quando eu tava na Ana a renovação da outorga do Cantareira Venci em 14 nós começamos em 12 acabamos em 17 nós estamos a concessão agora a outorga vem em 2027 ninguém tá falando nada tá todo mundo achando que a situação do sistema Cantareira tá com 76% de água que que tudo voltou a uma confortável eu me lembro quando tava na Ana também de uma frase que aprendi lá de que a primeira coisa que a memória lava é a primeira coisa que a água lava a chuva lava é a memória da seca Então parece que nós estamos imunes né a situação de seca que pode acontecer numa situação mais grave do que aconteceu em 14 e 15 2021 mesmo que provocada pelo setor elétrico nós tivemos uma do Paraná seca 2023 a bacia amazônica né e as pessoas acreditam que a gente vai tá aqui numa situação confortável num rio né que nós estamos pendurado em 10 m c por segundo da que é a garantia de vazão do Rio para uma cidade que capta 4 m c por segundo n eu não acredito não me lembro de uma situação assim trão dramática e ainda mais nessa informação que vocês eh levantaram eu estava ali olhando alguns dados cidade de Campinas tem o município tem eh 797 km qu 80000 km qu nós estamos fazendo a água passear por 80000 km qu Com um único Manancial São Paulo tem 1800 km qu tem seis Mananciais se tiver problema em um a água consegue chegar de outros Mananciais aqui se cair um caminhão né um limpa fossa cair dentro do ca al Dom Pedro dentro do Rio atib acabou a cidade de Campinas e praticamente nada tá sendo discutido sobre isso e o pior e o pior numa situação em 2014 onde mesmo sendo uma empresa pública a Sabesp retirou eu nunca vi isso é a gente fala ninguém Divulga a Sabesp retirou as réguas do sistema Cantareira as réguas do sistema Cantareira pra gente não poder acompanhar como tava de fato a evolução dos reservatório Imaginem essa besp privada né em 2017 nós renovamos a outorga com 9 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo penduradas no sistema Cantareira hoje são 7500 7600 7600 ou seja tem uma idade muito maior de você fazer uma outorga que propicie não mais quantidade de água mas sim segurança hídrica que é água o tempo todo que é muito mais importante do que você ter uma tonelada de água num determinado momento e depois você não não tem mais essa água mas o que que vai acontecer vai acontecer que a Sabesp quando a gente conseguiu lá fez o a a garantia dos 10 m c por segundo no ponto de captação ali em em valin em Campinas logo em seguida a Sabesp logo depois do nosso mandato queria reduzir para sete sete para quatro 7 m c para 4 m c são 4 minutos também né então a situação que nós vamos é tudo é quatro eh a situação que nós vamos enfrentar é uma situação muito mais complexa do que a situação que a gente já enfrentou em 2014 ainda mais com a diretoria da Ana que defende a privatização da água a maioria ainda indicados pelo bolsonaro né então eu acho que a CPI e com um pcj um comitê de joelhos pras questões importantes aqui da bacia como Gerson levantou comitê muito importante mas nas questões políticas fica de joelho pro Governo do Estado né então eu eu queria aproveitar esses 4 minutos para para não só ficar à disposição mas ressaltar de que um ponto importante nessa comissão popular de Inquérito é a gente levantar aspectos que propiciem segurança hídrica pra nossa bacia pra cidade de Campinas e para todas as cidades da nossa região então agradeço a oportunidade parabéns pela iniciativa grande vi Obrigada Vicente pela colaboração Vicente que é uma das pessoas né que tem maior conhecimento técnico aí que eu conheço e e político sobre a questão então da gestão da água muito importante sua presença e eu espero que você possa nos ajudar nessa na compilação na e inclusive na na interpretação das das múltiplas denúncias que a gente possa vida receber então eu queria convidar o pessoal tib Neia e Lucas quiserem vir aqui para fazerem uso da fala Pode ser aqui boa noite a todas as pessoas eu sou Néia Costa sou do pessol Atibaia e faço parte de um grupo que é expedição pelas margens do Córrego do Onofre que é um dos Mananciais que vai desembocar no Rio Atibaia e que também vem sendo altamente atacado não só pelo saai de Atibaia como pela prefeitura porque não existe nenhum trabalho de recuperação e preservação desse Córrego eh como bem disse o colega a gente sempre tem que tomar cuidado quando a gente fala de algum órgão público Porque se o órgão público não tá Cumprindo com o seu papel Quem dirá o privado então Eh nós não estamos falando da instituição mas sim da gestão desses órgãos e a tib vem enfrentando né esse crescimento desenfreado A verticalização eh sem ter um planejamento com os serviços e principalmente com a água que ela é finita e aterrou todos os Brejos eh eh olhos de água né nascentes e a gente vem passando eh por isso sem qualquer transparência em relação a essas concessões E nós soubemos agora há pouco tempo atrás que o a gestão municipal Prefeito Municipal de Atibaia fez um empréstimo aí faraônico para ser pago em suaves prestações eh paraas gerações futuras arcarem com isso em dólar e uma das coisas que nos chamou muito atenção é que eles que querem gastar 80 milhões para canalizar os Córregos dentre eles o Córrego do Onofre e não apresentou nenhum projeto Qual é a parte eh que vai ser canalizada não abriu nenhum diálogo enfim eh já existem Córregos canalizados lá em em Atibaia e que transbordam porque ou é a falta d'água ou é enchente e eh a gente vem cobrando sobre isso inclusive é uma questão que a gente tentou iniciar um diálogo na Câmara e eles não querem que a gente se coloque né que coloque nada em relação essa questão porque vai esbarrar no prefeito e na casa Legislativa então é o nosso questionamento é é o que que eles vão fazer E por que que não investe isso na recuperação e na preservação dos Córregos inclusive o Onofre ele abastece 30% eh da região periférica de Atibaia e vai desembocar e no Rio Atibaia então se ele também não tá tratado porque a parte baixa dele é praticamente suja e é quase que um corredor já de esgoto e tá indo pro Rio Atibaia também então essa água precisa ser tratada e então que a gente possa unir forças né Mariana Obrigado pelo convite né o rio atibá é importante o Córrego do Onofre também e como o colega falou quando a gente canaliza a gente não tem mais contato com o Rio né porque a água ela não sai da torneira ela é plantada né então a gente tem que plantar árvore recuperar os Mananciais eh as nascentes para que a gente possa ter água não só pra gente como paraa geração futura Então parabéns nós estamos juntas né E que a gente possa somar esforços para enfrentar essa questão [Aplausos] Obrigada Lucas Obrigada Neia Boa noite meu nome é Lucas Eu também sou do pessoal Atibaia e hoje eu estou como pré-candidato a prefeito em Atibaia eu t colaborando com a Ness de uma frente em defesa da água e aí dialogando com ela a gente sugeriu né Essa regionalização do debate porque a tibaia ela apresentava movimentos semelhantes ao que tava sendo narrado aqui em Campinas e na nos municípios do entorno de Atibaia também então como primeira sugestão eu queria dizer para as pessoas que não fazem parte daqui da da área de Campinas mas das cidades ao entorno que a gente leva essa proposta da Mariana para as outras cidades e instaure comissões populares de inquérito para apurar a responsabilidade dos nossos administradores é imperioso que a gente requisite informações sobre capacidade de tratamento e Distribuição d' água as contrapartidas que estão sendo exigidas dos incorporadores Imobiliários e a verificação de fato se não tá existindo uma socialização do desses prejuízos O que poderia em tese configurar o ato de improbidade administrativa e é muito bom fazer as representações aos órgãos de controle ainda que de lá verifiquemos inação dessas autoridades no entanto estamos entrando no debate eleitoral eu queria parabenizar muito meu companheiro G eu acredito que se nós no processo não dialogarmos as questões da agroecologia a questão da agrofloresta dos assentamentos a gente não vai conseguir ter tração no debate para dizer a necessidade e o valor não o preço dos alimentos de uma água limpa e de uma economia que funciona independente do dinheiro independente do capital e que ela a partir disso ela Supra as nossas necessidades então o meio ambiente aer da água emergência climática e social ela vai ser o centro do debate eleitoral e o MST tem a solução para isso porque cria dignidade independentemente do Capital Então esse ponto ele se mostra essencial no nosso debate porque muitas vezes nos questionam mas H viabilidade econômica do projeto Mas qual o interesse noso em Econômica se o lucro é direcionado para financiador de campanha Eles não estão conosco quem está conosco é quem sofre quem não tem terra quem não tem trabalho e também não adianta falar em excesso de trabalho porque a vida vai além do trabalho que é um outro movimento que deve ser lançado agora dia primeiro de maio é preciso ter lazer é preciso ter um momento com a família Então esse capitalismo tá jogando a gente numa via de trabalho sem fim como se nossa vida se resumisse ao trabalho então a agroecologia essa conexão com a terra a agrofloresta hortas comunitárias uma integração Comunitária ela tem tudo para ser o norte o motor do convencimento da tomada de de consciência da classe trabalhadora Então isso que eu deixo aqui como mensagem um vamos investigar os gestores e apontar os atos de improbidade Vamos levantar os dados através dos coletivos socioambientais que existem Nessas cidades e não se não tiver vamos incentivar a construção vamos todo mundo trabalhar junto e levar isso pros mandatos estaduais da Mônica e se necessário da Sâmia para que interceda junto ao Ministério do meio ambiente e na na noss no nosso meio vamos conversar com o pessoal sobre água Ecologia sobre a terra sobre a água e dizer que isso não tem preço não tem dinheiro que compre porque daqui a pouco a gente não tem água e não adianta se não tem mercadoria não tem dinheiro que compre É essa a mensagem que eu queria i deixar aqui agradecer muito a atenção de vocês e me desculpar caso eu tenha me excedido [Aplausos] Obrigado ah Gerson por favor se puder um dia fazer uma visita em Atibaia e nos ajudar articular uma intervenção do MST estamos cheio de lugar plantando soja que tá louco para receber uma visita ali palavrinha Gerardo só uma palavrinha Claro Claro agora eu esper por favor antes do Gerardo ir embora por favor antes do Gerardo embora uma palavrinha agradecer a presença Gerardo que é um companheiro de lutas de décadas de luta aqui na cidade de Campinas Metalúrgico a palavra é tua Eu eu preciso sair porque eu preciso tomar e remédio daqui a pouco mas eu queria eu sou nordestino moro nessa cidade há mais de 50 anos mas eu queria que rapidamente dizer duas coisas importantes para mim e para aqueles que necessitam do meio ambiente e da natureza como nordestino eh nós Sofremos muito muito muito com a falta de água nós vimos os animais morrerem e vimos também as pessoas cidades e regiões ficar 10 anos sem chuva e sem diamos assim alternativa e isso para nós era o meio de vida a necessidade de sobreviver ao chegar aqui em campin vi aquela abundância muita água muita natureza aquilo era uma coisa magnífica e eu olhando hoje as iniciativas que foram feita no nordeste dentro da cisterna e tantas outras iniciativas cuidar da natureza tá se vindo como exemplo não só pro Brasil mas para outros lugares e ao aceitar a vida aqui hoje né não vim para fazer uso da palavra nem nada eu vim dar um testemunho que os problemas existem as pessoas precisam de soluções agora as soluções não são individuais não são individuais se a gente quiser fazer um debate sobre a questão da natureza a questão da vida das sobrevivência e do futuro do ser humano e do futuro da plan do planeta temos que fazer coletivamente eu não acredito em soluções apesar de gostar muito do Vicent considero ele assim um dos meus Mestres a experiência que nós tivemos de governo aqui nessa cidade duas vezes eh eu acredito no trabalho coletivo terceiro eu acredito no trabalho coletivo naqueles e naquelas que TM ideias e não estão para parcer mas querem construir algo quer construir algo que foi feito no passado por outros tá sendo feito por hoje por esses que estão aqui e os que virão depois com esse plenário aqui tem uma grande quantidade de juventude né serão o nosso futuro Muito obrigado parabéns e contes conosco De vez em quando nem sempre né minha saúde não é muito boa né mas as ideias estão maravilhosas né e acredito na luta e vamos junto até a Vitória Muito obrigado obrigado Mariana Obrigada Gerardo tua presença aqui tua contribuição pra gente é uma honra te receber aqui porque é a história viva da luta da classe trabalhadora na cidade de Campinas muito obrigada gente eh chegou Mônica Seixas Nossa deputada estadual do mandato das pretas veio de São Paulo para passar aqui pra gente o cenário Estadual né Afinal eh a gente tá falando de bacias de redes hídricas então eu quero passar a palavra pra Mônica para fazer uso da fala eh Mônica que tá muito envolvida na questão da privatização da Sabesp e serve aí como Alerta e contribuição para todos nós boa noite a todas Boa noite a todos primeiro começar me desculpando com vocês pelo atraso não tá fácil o estado de São Paulo esse governo embora ele não falha as mesmas atrocidades que chamavam a atenção no bolsonaro ele é muito mais eficiente nas ideias malucas bolsonaristas e esse é um momento trágico para Estado de São Paulo a gente tá vendo a destruição da educação acontecendo a a largos passos a destruição da Saúde quem tá eh acompanhando os prontos socorros as upas dos bairros precisando passar na OBS ou esperando por especialista sabe do tamanho das filas que tão de dobrar o quarterão a destruição da Segurança Pública que sempre foi uma pauta polêmica cont controversa mas agora a destruição da Polícia Civil tá dada e assumida Hoje ele anuncia que a polícia militar vai passar a ter as atribuições de investigação da polícia civil rivalizando mesmo então É um cenário que a gente tá sem fôlego um pouco por isso talvez eu tenha me atrapalhado na agenda hoje peço desculpas é um momento de muito trabalho e nesse cen áa a gente também tá tendo que enfrentar o negacionismo climático enquanto Dubai tá embaixo d' água Hoje choveu nas últimas 24 horas o que lá geralmente Chove em 2 anos ainda não se contabilizaram os mortos e etc enquanto na América Latina a gente tá em franç saindo do El Ninho e ainda não se sabe o que vai ser o Laninha e o próximo período mas a gente já sentiu o friozinho batendo né depois de períodos de muito calor a própria dengue é Reflexo das alterações climáticas muita chuva muito calor proporciona esse tipo de insetos e mosquito que aqui eh no sul é dengue mas que no norte é malária cungunha zica que é propagado por esse período nesse momento caótico o que a gente tem de mais precioso e essencial à Vida está à venda que é a a Sabesp a Sabesp ela administra 55% dos usuários de água do Estado de São Paulo mas a gente não consegue mensurar a quantidade de água que tá sob a administração da Sabesp se só isso não bastasse a gente também tá falando de vocês a Sabesp No Limite também se Vale do pcj também se Vale dos corpos d'água que no momento de emergência tira daqui para por lá a gente não consegue mensurar quanto vale um sistema Cantareira um sistema Guarapiranga o alto e o baixo Cotia a gente não sabe como vão se dar as relações políticas entre quem vai comprar a Sabesp todas as regiões da onde a Sabesp tira a água se não bastasse isso o governo Tarcísio influencia os prefeitos começa agora um grande movimento privatista e quem tem serviço de água Municipal a gente tá vendo em Bauru já começar o serviço de privatização conversando com com os vereadores L Mari a gente vê as empresas municipais pouco a pouco também sendo colocadas em São Caetano também então é um momento de negacionismo climático porque a água ela não é um recurso facilmente produzido água se planta mas isso se leva tempo demanda planejamento demanda respeitar o curso natural da água demanda respeitar a água como um jeito de direito essa é uma batalha que a gente tem no mandato de algum tempo quando a Maria Apresenta pra gente a perspectiva que eu acho de uma lindeza de uma sensibilidade de uma elaboração política fina que só poderia vir de Mariana conte eu acho que Maria é um dos maiores quadros que a gente tem hoje uma comissão popular de inquérito para discutir água quando Mara apresenta isso pra gente eh a gente estava discutindo um pouco e eu falo um pouco da batalha que a gente tem há anos para reconhecer a água como sujeito de direito que tem direito a não ser transportado que tem direito de não ser concretado que tem direito a não ser poluído que tem direito a não ser morto porque sen não revida e mar tava falando das regiões que a especulação imobiliária coloca sobre Nascente sobre corpos d'água e eu tava falando de volta que a água sempre volta a ser água geralmente a avenida que alarga é um rio que tá ali embaixo Geralmente as casas que eh São soterradas é porque passava um corpo d'água ali porque ali havia uma Nascente quando tem problema estrutural no prédio é porque aquele que prédio desrespeitou O Sagrado da Nascente de um rio então precisa respeitar a água como sujeito de direito e esse é um debate que é difícil de ter com as pessoas eu sou de tu interior de São Paulo quanto tempo eu tenho Desculpa cheguei atrasada e tô uns 10 mais uns 5 minutos da 10 aí depois a gente tá bom conclu a partir do 10 eu sou deu interior de São Paulo e a o início da minha trajetória política ela passa pela luta pela água porque tu em 2014 vocês também já falaram do evento de 2014 para Campinas mas e tu em 14 passou um ano sem receber água na torneira não era rodízio Era não tinha água para geral mesmo e aí foi um momento que todo mundo entendeu que água não nasce na torneira teve quase uma guerra civil na cidade porque era caminhão pipa os caminhões pipas atendiam primeiros bairros ricos e a população pobre teve que organizar grandes saques de caminhão pipa para conseguir sei lá 2 l d' água por dia uma garrafa PET de água por dia e nesse Marco Eu Preciso Dizer Que Não é fácil discutir com as pessoas a necessidade de preservar os direitos da água como parte essencial da nossa dignidade humana mas é necessário e as pessoas Elas começam a a entender na medida que o problema se materializa na medida que a água chega Branca leitosa ou Barrosa na torneira na medida que falta na medida que a gente entende a divisão da repartição da água porque nos bairros ricos que gozam de toda a infraestrutura onde tem o melhor asfalto o melhor postinho o melhor ponto de ônibus também não falta água enquanto nas favelas e periferias as donas de casa precisam se virar para lavar louça cozinhar lavar roupa e fazer a higiene da casa e pessoal esse debate ele precisa antes de mais nada e sobretudo mas consistentemente ser feito na rua na rua na rua na rua e na rua com aulas públicas com panfletos com os adesivos nos terros de umbanda porque o povo de matriz africana tem água como sagrado e tem mais facilidade de entender esse debate mas com os cristãos também porque Jesus falou que tudo que nós precisamos para viver estava bem Debaixo dos Nossos Pés quando a gente nasceu que foi a água e a terra que nos dá tudo que a gente precisa a gente precisa discutir reflorestamento eh plantil de árvores urbanas repartição da terra reforma e urbana porque antes de construir a apartamentinho populares para jogar pobre em área que amanhã vai alagar de novo ou que o prédio vai cair porque tá em cima de nascente é melhor reciclar os grandes centros urbanos usando a infraestrutura que já existe e os prédios dos n pagadores de impostos é preciso antes de mais nada tratar esgoto tratar esgoto e tratar esgoto porque enquanto a gente não tratar esgoto a gente vai continuar jogando cocô na água que a gente precisa para beber mas é preciso garantir que a água continue a ser antes de uma mercadoria um patrimônio das pessoas com uma gestão integrada participativa e transparente porque nós que não somos negacionistas climáticos precisamos dizer que vai faltar água e que logo daqui a pouco a gente vai est morrendo embaixo d' água e que meses depois vai faltar água de novo e que assim por diante vai ser a do próximo ciclo humano da terra e pra gente aprender a conviver com os momentos que tem pouca água mas pra gente evitar que pretos pobres periféricos continuem a morrer debaixo d'água a gente precisa ter uma gestão participativa e solidária da água para que a gente possa partilhar o pouco e livrar as pessoas do momento de muito nada melhor para dar start numa cidade pra discussão da água do que uma comissão popular e permanente por isso de novo termino como comecei só Mariana conte esse mandato para pensar numa iniciativa necessária como essa é uma jornada longa Não é um debate fácil a se fazer ouv aqui especialistas ouv aqui ativistas ouv aqui gente que tá se atrevendo a participar do Conselho Municipal ambiental e etc nasce com muita força essa comissão conte comigo da próxima vez não tão enrolada mas é um debate muito n necessário Parabéns ao mandato e Parabéns a todos que vão ingressar nessa jornada com Mariana conte obrigada obrigada Mônica Mônica que é sempre faz eh Mônica tem o talento de trazer as questões mais complexas para uma questão muito sensível da nossa vida Então essa é uma é uma um talento que a Mônica tem Mônica que foi uma é uma Lider que nasceu da luta pela água de uma luta muito radicalizada num momento muito crítico na cidade de Itu e tem sido uma parceira muito grande aí nesse processo de elaboração porque nós queremos também eh reproduzir essa comissão popular de inquérito nas cidades aqui da região e enfim que isso possa ser um exemplo de como que a luta Popular como que a a população pode se organizar para ter o direito a essa água então você é uma inspiração nessa luta Mônica Obrigada pela tua presença por fazer esforço de vir para cá e vamos levar à frente esse essa digamos assim essa essa proposta de organização Eu quero convidar agora o Guilherme que é da Brigada Popular cachorro do mato e logo depois o Júlio do Ribeirão do Bloco do Ribeirão o Júlio dias do Bloco do ribeirão porque água também é cultura né gente Olá boa noite eu sou Guilherme eu faço parte do partido político Rede Sustentabilidade aqui em Campinas e faço parte do coletivo brigada cachorro do mato a gente trabalha com a prevenção e a Detenção de incêndios florestais e acaba tendo uma ligação direta com a água Mais especificamente no município de Campinas porque a gente tem sofrido uma persegui política com relação à atividades que a gente realiza porque a especulação imobiliária Ela utiliza do fogo como um dos modelos de poder atingir os seus objetivos com relação ao ambiente com a qual ela explora então a gente tem ambientes com a qual estão lá guardados para no futuro poderem ser utilizados como condomínios e esses ambientes entendem que eles não devem ter vegetação lá para na hora que forem serem utilizados eles estarem propícios para essa esse parcelamento e a gente tem combatido esses focos de incêndio então não tem gerado felicidade para esse grupo GR político com a qual faz a gestão da cidade e não é uma novidade na cidade de Campinas Campinas tem um problema hídrico histórico com a qual a captação da água ela acontece num tipo de ambiente a gente tem duas bacias hidrográficas aqui e aonde a gente acontece o despejo dessa água suja é numa bacia secundária Então a gente tem um um um um racismo ambiental que acontece na cidade de Campinas já H há décadas e com a qual a população não não participa dessa decisão então nos ambientes com a qual a gente pega esse líquido que a gente poderia chamar ele de tratado ou não desloca ele de uma bacia para uma outra bacia e joga lá mata o o o o o o rio que tem lá e a gente não se preocupa com isso ou quando a gente se preocupa por exemplo a gente falar que já que não tem uma solução momentânea Vamos então pegar água de uma outra bacia ou essa mesma ou uma terceira e injetar água pra gente poder ter ter fluidez E aí conseguir plantar árvores e fazer com que as nascentes que já foram degradadas consigam se restabelecer a gente ouve isso como um grande absurdo que a água que a gente vai captar em qualquer momento ela só pode ser usada para bens humanos ou Parabéns de plantação ou e às vezes uma proposta de simplesmente vamos renovar uma Nascente com água causa um estranhamento Inicial então o trabalho que a gente tem feito tem sido um trabalho pontual aquele trabalho de formiguinha de abelhinha e por isso eu fico muito contente de poder participar dessa comissão Popular porque a gente pode sair daqui com uma proposta concreta desse trabalho de formiguinha então a gente colocar metas de plantil de árvore a a água a gente consegue plantar ela então a gente tendo árvore no ambiente a árvore a água Possivelmente está naquele ambiente ali também então a gente colocar no primeiro mês 100 árvores no segundo mês 200 árvores é um movimento popular e as pessoas conseguem se organizar nas suas próprias residências ela faz uma Mudinha de abacate ela consegue fazer uma acerola e daqui a pouco pouco a gente tem um histórico de replantio em ambientes que a gente consegue atingir essa água porque a gente sabe que o poder público não vai fazer que a sanasa vai ajudar a denegrir esse ambiente mas a gente já passou do momento de recuperação a gente já tá vivendo naquilo que a gente não consegue falar pros nossos netos se a estabilidade ambiental Existe Para eles a gente não tem essa tranquilidade de falar Olha eu vivi num planeta e esse planeta tá garantido para você então o momento é o momento de ação eu fico eh triste de ter essa Identificação do momento mas contente da gente ter Pessoas igual vocês capazes da gente poder fazer a diferença em nome da Brigada Muito obrigado e estendo ao convite conheçam a brigada cachorro do mato nas redes sociais a brigada cachorro do mato ela oferece cursos gratuitos para todo mundo que quer aprender a resolver o problema pequenininho na onde você tá o fogo quando ele tá pequeno em qualquer ambiente ele é muito fácil de controlar e a gente pode fazer a diferença num problema gigante no ambiente obrigado obrigada Guilherme toda solidariedade também porque Obrigada cachorro do mato tá sofrendo esse processo de perseguição Então acho que é importante que todas as entidades estejam lado a lado com essa que é uma brigada que tá tá fazendo muita diferença na nossa cidade então convidar o dias e o Júlio que são do Bloco do Ribeirão para fazer uso da fala olá boa noite sou o Júlio sou do Bloco do Ribeirão mas acho que eu preciso contextualizar porque na verdade eu sou um produtor audiovisual do laboratório cisco e o bloco do Ribeirão tem a ver com a nossa história porque a gente fez uma série pro Canal Futura chamado da Nascente a Foz que a gente viajou pelo Brasil fazer é uma série socioambiental onde a gente foi mapeando nos principais rios brasileiros os problemas socioambientais de cada um deles eh e aí quando a gente a série ficou pronta foi lançada no canal futuro acho que tá disponível ainda a gente tá começando a fazer a segunda temporada agora e aí no lançamento dessa série eh uma série bem deprimente diga-se de passagem né porque todos os rios brasileiros têm problemas gravíssimos tanto ambientais quanto de ocupação de todo de todo gênero eh e aí no lançamento a gente né convidou uma especialista da Unicamp a professora Emília e a gente naquele né que que a gente pode fazer professora Emília ela falou olha o rio TT o rio Tapajos o Rio Doce realmente tem problemas seríssimos muito complicados mas a gente se esquece que o Brasil não tem só esses Rios o Brasil tem esses Rios Rios começam pequenos e aqui né na no nosso entorno tem um uma série de Ribeirões e tal que a gente se quer percebe que eles existem eh isso eh lançou uma fagulha pra gente que a gente falou Nossa é verdade tem o Ribeirão das Pedras que passa que a gente atravessa ele todo dia para ir pra Unicamp e a gente nem lembra que ele existe então a gente começou ali pensar o que que a gente podia fazer e como a gente é carne de carnaval a falar bom vamos fazer um bloco de carnaval então para tentar sensibilizar o nosso distrito para essa questão e o bloco tá indo pro terceiro ano eh um pouco a ideia é aproveitar o carnaval aproveitar a mobilização em torno do carnaval para levar as pessoas pra beira do rio a gente tem sorte porque o rio tem uma Matinha ciliar ou tem assim tem vários fatores ali é um rio que corre por um por um caminho que já tá eh tem um caminho Zinho que dá para você ver o rio enfim não tá muito complicado de recuperar ele então assim a gente tá nesse movimento pensando aí numa ideia de um projeto Piloto para ver se a gente consegue de alguma maneira contribuir pra sensibilização eh da nossa sociedade ali da nossa comunidade em torno desse Rio Dias quer continuar Obrigado queria agradecer queria parabenizar também a Mariana por esse por essa proposta incrível Eh boa noite a todo mundo aqui queria começar parabenizando mesmo a proposta e eu acho que o fato de ser uma comissão Popular eh é uma coisa muito boa e é muito boa porque de tudo que foi falado ficou até tímido de tantas intervenções incríveis assim e se falou muito de cultura sem falar da palavra cultura e quando a gente pensa na biodiversidade a biodiversidade do da dos humanos é a nossa cultura inclusive foram as culturas que aqui estavam antes da invasão dos dos dos europeus que cuidaram de tudo isso fizeram plantaram eh desenvolveram espécies e fizeram tudo isso então é muito importante porque assim como no estado também tem aquela líder de seita Cult Lover que também tá fazendo um estrago na cultura no governo do estado aqui em Campinas a gente tem perseguição de manifestações culturais das mais diversas e quando a gente fala da da da Justiça climática e tem pessoas que realmente você começa a entender quais são mais AF a gente precisa ter um um olhar eh atento a isso mas convidá-las envolvê-las porque elas são parte da solução e não só elas ali mas assim resgatar todas as culturas importantes o MCT quanto de tecnologia não traz ali a gente precisa valorizar a gente precisa aprender a gente a gente precisa lutar para para que a vida do campo volte a existir que o campo seja valorizado que não seja sinônimo de desenvolvimento acabar com a área rural a gente tem que ir para para esses lugares recuperar os diálogos com os povos indígenas com os povos quilombolas Então são fontes a cultura Nossa é fonte e tem muita riqueza que tá perdida porque tá lá tá excluída tá renegada E essa violência cultural que se pratica faz com que as pessoas também deixem de acreditar então a gente precisa trazer essas pessoas de volta dá d d essa potência que elas são a gente só vai conseguir mudar e arrumar tudo isso é ótima essa comissão eh do inquérito e tudo mais e eu queria já trazer com convocar o pessoal da cultura para vir junto pessoal das Artes porque todo esse conhecimento que vai ser produzido desenvolvido precisa ser recom Unic e aí a gente precisa dos movimentos sociais já é maravilhoso mas assim com a cultura e com a arte também acho que a gente chega longe Então já me comprometo a tentar fazer essa mobilização para isso pra gente conseguir vencer aí [Aplausos] obrigado gente alguém que gostaria fazer o da fala não foi com eu Como é teu nome I IV e depois a Micaela próximo Carnaval vai todo mundo lá gente já Boa noite a todos aí Boa noite a todas Boa noite companheiros aí do MST agradecer Gerson e a n que a també queo parte desse movimento agora há pouco tempo agradecer a Mariana né que teve com a gente lá na ocupação foi lá quase levou uma bomba na cabeça né literalmente então Eh eu quero falar gente para vocês que eu tô há pouco tempo no MST mas eu tô aprendendo muita coisa inclusive o que que é plantar água né que plantar água é uma coisa muito interessante tem gente que não sabe que reflorestar é segurar a água no solo e plantar a água isso é muito importante a água cinza também ela pode ser consumida Né desde que ela seja transformada eu falei isso com uma aqui na câm há um tempo atrás e desculpa que eu tô um pouco meio nervoso então eu falei com a uma pessoa que a gente poderia usar água cinza em casa e pode ela falou imagina água cinza é muito suja não pode ser usada em casa eu falei o que seria da desação pensado há 60 anos atrás hoje é possível né o telefone a Quanto quanto tempo atrás seria impossível hoje você consegue falar com outro planeta então eu acredito que daqui 100 anos a gente vai tratar nossa própria água em casa e vai vai consumir ela é isso que eu queria falar e agradecer a todos boa noite obrigado obrigada Ivan depois a Micaela e a gente vai pros encaminhamentos depois pro encerramento dos nossos convidados Eh boa tarde boa noite todas e todos Eh meu nome é Micaela eu faço parte de um coletivo feminista chamado juntas e eu sempre brinco que todos os problemas são problemas das mulheres porque a gente tá em todo lugar eh Eu Sou professora de Geografia da rede pública do Estado e todo dia eu tento ensinar paraos meus alunos que a água se planta e é muito difícil né porque dentro da escola na separação de disciplinas que hoje principalmente o governo do Tarcísio junto com o seu secretário feder tenta fazer uma separação sobre elas a gente não consegue conectar aquilo que é mais básico né eles pensam como a Mariana colocou C água é simplesmente ligar a torneira e temos água né e a importância de esse espaço né um espaço para refluir a água mas que passa por tudo quando a gente fala de água a gente passa por educação quando a gente passa por água a gente fala por moradia a gente fala por terra a gente fala dos problemas urbanos dessa cidade que é muito segregada a cidade de Campinas é uma das cidades mais segred do país a gente tem lugar aqui de rico e tem lugar de pobre tem lugar de preto e tem lugar de branco Essa é a verdade e e o o consumo da água né tenta todo tempo todo se vender que é Não lave sua calçada Campinas foi uma das primeiras cidades sobre a não lavar a sua calçada porque quer vender que é um problema individual e como um um dos militantes do MST falou aqui nossos problemas Jamais vão ser individuais nossos problemas são coletivos e o problema da água é um problema que ele vai atravessar muito a gente ainda como a Mônica colocou a gente vai passar por momentos de enchados e a gente vai passar por momentos de chuvas intensas e a gente vai passar por momento de seca e nosso povo precisa estar preparado a saber plantar água e é por isso que a gente vai fazer uma CPI da água Popular para ensinar o nosso povo a plantar água e para saber que a água não sai da torneira e que a gente precisa um longo caminho de rios de estiagem de tempo da natureza para que ela chegue na nossa torneira obrigada [Aplausos] gente eu vou quero passar alguns encaminhamentos que eu vou tentar aqui sistematizar eh e pra gente pensar os próximos passos também a primeira coisa é que assim muita gente tem procurado a gente para fazer uma série de denúncias como foi apresentado aqui né pela proesp enfim tem algumas entidades órgão ou mesmo pessoas que têm eh entrado em contato como a gente tem trabalhado essa questão as pessoas têm entrado em contato para para falar sobre diferentes temas né então eu queria pedir paraas entidades sistematizarem eh da forma como for possível sem muito apego à forma porque acho que nesse momento a forma não é o mais importante O mais importante é o conteúdo de nos encaminharem as entidades que quiserem mandarem pra gente elaboração propostas né o próprio Forum socioambiental a gente vai incorporar o os encaminhamentos do seminário mas também eh el entra mandarem pra gente tanto elaboração quanto também denúncias nós estamos criando Nós criamos um abaixo assinado da CPI da água que eu peço para todo mundo ajudar a compartilhar e tudo mais nós vamos continuar eh essa pressão sobre a instalação de uma comissão parlamentar e a melhor forma de pressão é fazendo a comissão popular na verdade nós vamos fazer o trabalho que os vereadores não querem fazer essa que é é a verdade então nós vamos continuar na pressão pela abertura da comissão parlamentar então a gente tá pedindo para circular o baixo assinado e estamos criando também um canal de denúncias online então além das entidades que quiserem mandar documentação sistematização Para incorporar nesse dossiê nós estamos criando esse canal online para que todo mundo que tá assistindo que esteja um munícipe né possa eh encaminhar essas informações nós vamos tratar lidar enfim sistematizar tá e para que também seja subsídios aí dessa comissão Popular essa é a primeira coisa a segunda coisa é porque a ideia de uma comissão Popular ela passa principalmente pelo acesso à população pela discussão com a população então nós também estamos fazendo criando aí eh essa semana nós começamos várias pessoas aqui participaram Alessandra que tá aqui com a gente enfim pessoas que já estão participando do que nós estamos chamando do trabalho de base pela água né então nós estamos indo paraas diferentes lugares da cidade diferentes eh terminais de ônibus bairros feiras e fazendo essa discussão com o conjunto da população Então quem quiser tiver disponibilidade também ou seja para fazer esse trabalho eh somando com a gente com a militância tá a militância do pessoal enfim eh mas também se somando com a gente ou também quem quiser fazer um debate Na sua escola na sua associação eh ou no grupo no movimento que a gente possa organizar essa discussão também fazendo eh esse trabalho de base e também apresentando a necessidade de uma comissão parlamentar mas convidando as pessoas também para serem parte dessa comissão Popular né Essa é uma questão a segunda questão eu acho que a gente precisava pensar um calendário eu acho que a gente não tem con Imagino que cada cada movimento entidade vai precisar discutir enfim mas que a gente acho que a gente precisava pensar um calendário de próximos passos eu queria sugerir algumas coisas para um calendário que depois a gente pode ajustar junto com as entidades a gente pode né criar um grupo enfim para que a gente possa sei que grupo de WhatsApp é sempre um problema mas a gente pode pensar um método para a gente ajustar o calendário que é uma eu Eu quero propor para que a gente possa em nos próximos meses fazer uma plenária né dessa comissão Popular eh de inquérito a gente possa fazer uma plenária eh para plenária dos movimentos acho que o local nem deve ser a câmara municipal que seja um espaço mais de movimento mesmo pra gente debater essa questão do do da comissão Popular não precisamos discutir exatamente a data aqui depois a gente pode acho que a gente tem que ir dialogando com os nossos parceiros vendo Qual a melhor data vendo aí né a partir da data dos próprios movimentos entendo que a gente precisa ir eh construindo isso essa plenária que também seja um ato político né porque eu acho que a gente tá precisando marcar a cidade de Campinas quase como a reação dos movimentos sociais a destruição da água então uma plenária barra um ato político que a gente possa eh demarcar isso eh Outro ponto ah antes que o pessoal da comunicação me passe e me puxe a a orelha nós também estamos pensando eh a partir da comunicação a elaboração de um vídeo em que a gente quer convidar as entidades movimentos associações para serem parte da construção desse vídeo de divulgação eh da comissão popular e desse Alerta da cidade de Campinas e da Região sobre a questão da água então a gente queria o Mateus tá ali o Ed não tá mais aqui porque ele foi para a aula mas o Mateus e o Ed eles vão coordenar a elaboração desse vídeo Então nós vamos pedir a gente tem o contato de cada uma das entidades dos movimentos nós vamos nós vamos entrar em contato com vocês e pedirem para vocês gravarem um breve muito breve eh eu sei que às vezes é 10 segundos né mas assim um breve eh relato eh ou relato ou uma mensagem ou uma experiência enfim pra gente formar esse vídeo que a ideia é fazer esse vídeo como uma forma de comunicação também pra gente conseguir chegar mais longe sobre essa questão da da da água eh que mais que eu deixa eu só repassar aqui os meus encaminhamentos e também paraas cidades da região tá aqui Atibaia Itapira mas a gente tem eh contato já tá a gente já tá falando sobre essa comissão Popular eh Valinhos também né Valinhos também eh a gente a gente tá falando com o pessoal de Pedreira estamos conversando com o pessoal de Ortolândia Mas quem tiver relações enfim contatos nos movimentos A ideia é que a gente possa fazer em Atibaia em Itapira em Ortolândia em Valinhos a gente reproduzir essa comissão Popular para que a gente possa a partir das do trabalho de Base a partir da da relação com os movimentos locais que a gente possa de fato concretizar essa que já é uma objetiva há muito tempo de uma articulação Regional né E que sai Estadual quem sabe é para que a gente possa eh construir então aí um debate popular em defesa da água e criando chegando em plataformas comuns eu acho que é um pouco esse a a os encaminhamentos que eu queria propor eh vou passar aqui pra conclusão dos nossos eh convidados Se tiverem encaminhamentos adicionais Ah eu esqueci um que eu tava aqui coxixando com a Mônica que eu acho que no nosso calendário a gente podia pensar eh não sei ainda uma proposta vou aqui só jogar como uma semente para a gente né cultivar um estágio de vivência eu muito eu eu eu Jerson eu comecei minha militância na MST né e e a gente fazia muito estágio de vivência e eu acho que seria interessante a gente pensar um estágio de vivência que podia ser lá no Rio Atibaia ou em algum lugar porque e eu devo dizer assim que eh quando quando é é é muito impactante quando eh sendo moradora de Campinas e depois de 10 anos mais de 10 anos a primeira vez que eu fui até o o os fundões da APA de Campinas que foi quando aconteceu a questão da denúncia da construção da barragem da sanasa aquilo mudou a minha relação que eu tenho com a a questão da água e com a questão do do da importância que aquela região tem pra cidade de Campinas né Eh então eu acho que isso isso é impactante acho que é importante que a gente possa pensar não talvez não sei se é se a gente é uma elaboração que a gente pode construir mas pensar um estágio né Essa quer Quer comentar a Expedição pelo Onofre começou com um grupo e depis desculpa Maria na expedição pelas margens do Córrego do Onofre começou com um pequeno grupo E aí a gente divulgando a nossa experiência hoje em dia várias pessoas querem fazer essa travessia Aí a gente faz grupos e faz uma ação de limpeza faz o plantil porque a gente planta água e isso vem eh eh tomando um Eco importante para nós e pro Onofre ele ficou conhecido por conta disso então essa questão é muito importante e tem que acontecer isso ISS dá certo viu É eu acho que a gente pode tentar costurar entre nós aqui que tenha a participação de né quer dizer tenha que possa ter uma construção de um estágio de vivência eh que a gente consiga fazer aí trazer as pessoas para terem um contato com uma experiência que é importante do ponto de vista da própria formação da consciência né então eh e aí acho que a gente pode ir fechando isso também no calendário Então essas são as minhas propostas E aí eu vou passar então pra conclusão final e de 5 minutos podemos começar com a Ângela fazendo a mesmo o mesmo caminho pode ser pode eu vou ser mais breve possível vou começar aqui pela tarefa que o Ronaldo me passou nós do Fórum socioambiental de Campinas convidamos a todos para uma reunião no dia 27 de abril às 9:30 nesse próximo sábado em Barão Geraldo tá disponível nas redes do fórum socioambiental Onde que vai ser o ponto de encontro eh nós estamos tratando das questões socioambientais de Campinas e óbvio que envolve esse tema eh eu fico muito feliz de receber a deputada aqui que fala maravilhosamente bem dá até ânimo a gente vê um deputado que representa de fato o que a gente pensa ela falou do direito da água e eu e eu vou além eu falo do direito do Rio porque que já existe uma prerrogativa em Roraima que foi criada o direito de um dos rios eu ouvi isso até do Márcio porman e eu fiquei Encantada quando eu li sobre esse rio de Roraima e eu queria trazer pro Rio Atibaia eu tenho do Rio TT a Mar aqui me tocando para protocolar do Rio eu tenho projeto de lei de direitos do Rio TT Pois é a gente tem que ampliar isso porque o corpo do Rio ele é Vivo ele tem que ter os seus direitos preservados na ocasião do Vila santian na implantação desse loteamento que tava ocupando As Margens do Atibaia me ligou um primo que é do Ibama ele falou mas a gente não tem o que fazer porque não tinha lei que eh a h pudesse proteger além daquilo eh a o agravante para para pro pra expansão Urbana de Campinas em relação aos Rios viu Mariana é porque a PP Urbana diminui ainda mais as a As Margens da eh a a mata ciliar da do Rio então o rio fica mais vulnerável ainda eh eu eu temo muito pelo município de Campinas eh se a gente não conseguir barrar esse PL 88 e por último para concluir eh que eu acho que é o mais importante eu acho que a gente da luta ambientalista que eu faço parte eu tô aí falando de nascentes Ribeirões corredores ecológicos há muitos anos há 10 anos que a apa viva fala da importância da Preservação dessas 2500 nascentes da APA metade delas tá sem proteção eh de vegetação nativa eh hoje eu entendo viu Gerson que a gente não vai conseguir manter essa área rural viva permeável com solo Vivo se não tiver a luta social junto com a gente então é é urgente que a gente junte as nossas forças o pessoal que tá na luta eh Social pela terra com a gente que tá tentando preservar águas florestas fragmentos florestais e etc isso que isso tá para para mim cada vez mais claro as a ocupação do umst é muito mais saudável para Campinas do que que a ocupação de um loteamento e da impermeabilização do solo então nós temos que nos unir na produção orgânica na produção de alimentos e sim no uso e ocupação do solo de forma sustentável saudável pelo menos no Cinturão Verde de Campinas que é o que eles estão querendo eliminar de vez com o PL 88 então o Rio Capivari o Rio Atibaia e O entorno da idade pode eh ser preservado se tiver ocupação e produção eh de alimento orgânico eh organizado e eu acho que a luta dos acampamentos e do MST é super bem-vinda porque a vocês sabem fazer isso eu tenho acompanhado eu tô vendo que não só a produção de alimentos e a ocupação da terra mas a Regeneração das matas ciliares e das Nascentes que tá acontecendo nos acampamentos eles já estão despertos a maior parte da população de Campinas ainda não tá mas quem tá dentro dos acampamentos já está disperto pra causa socioambiental e urgente das emergências climáticas etc é isso [Aplausos] obrigada obrigada Ângela e a fala da Ângela na verdade colocou um novo encaminhamento né Eu acho que pode ser um desdobramento da da comissão popular a gente elaborar um projeto de lei aqui que seja um projeto de lei que seja abraçado pelas frentes ambientalistas e tudo mais que seja um projeto de lei que eh junto elaborado junto com a Mônica também eh precisamos ver se é Estadual se é municipal enfim qual qual vai ter que ser Estadual mas um projeto de lei que defina então o direitos do Rio Atibaia eu acho que pode ser uma coisa que a gente pode arular junto com o pessoal de Atibaia enfim acho que é um encaminhamento que a gente pode pode ter aí como um processo de uma proposta e um processo de luta né fez o Fórum Mundial da Água Vicente peço para você falar na no microfone para registro uhum quando foi organizado o Fórum Mundial da Água em 2018 em Brasília nós fizemos um painel só sobre os direit do Rio e essa é uma discussão inclusive de caráter global é assim é sempre Marginal mas não é uma coisa pontual não tá acontecendo num lugar só então acho que tentar recuperar também o material do Fórum Mundial vieram pessoas de outros países eh o próprio Ministério Público tem um um setor que eles trabalham é a e chama sobre a água né dentro do Ministério Público Federal e eles estão trabalhando com isso eu acho que a gente não precisa sair do zero tem aí contribuições importantes para para ajudar nessa perspectiva de o direitos os direitos do Rio muito bom né os direitos da água mas os direitos do Rio nesse caso só como contribu muito bom eh depois a gente pode pegar esse material e a gente vai vamos trocando figurinha né Mônica bom eu vou passar a palavra obrigada viu Vicente vou passar a palavra pro Gerson então paraas suas conclusões bom eh eu agradeço mais uma vez eu ten várias coisas aqui que eu fui anotando né do debate que vai instigando mas eh tenho pouco tempo eu queria saudar né foi falado pela anja de fato a a Mônica eh a fala dela acrescenta muito assim nos no escopo né Desse dessa comissão e o direcionamento que a gente tem que dar e com essa fala da Ângela agora eu acho que é isso a parceria né Eh do movimento social com essa batalha parlamentar institucional e a gente tá num momento em que a democracia tá sendo desgastada atacada né e mas isso mostra que só o arcabouo legal ele não dá conta né dos Desafios que a gente tem e a gente precisa cada vez mais eh criar alianças né coletivo como falou Gerardo para levar adiante as nossas propostas né porque hoje eh assim eh é chega a ser ingênuo né a gente ficar só eh nos trâmites legais achar que a gente vai conseguir resolver né e eu acho e se isso não tiver combinado inclusive para transformar em lei não vai tornar né mesmo essa dos rios assim né Eh a gente vai eh criar eu acho que nacionalmente a gente tinha que pensar algo nesse sentido né Eh são vários Rios Mananciais que a gente precisava ter um já tem um regramento né mas a gente precisa eh talvez dizer melhor o que a gente quer dizer né quando a gente fala de proteger os direitos do do Rio né uma das coisas é não alterar o seu curso natural né Eh então acho que a gente precisa aprofundar o que que dá para levar do ponto de vista da lei o que que é da luta Popular né E como é que isso tá embc pra gente pensar essas ações eh eu tinha falado e a a fala da Ângela ela coloca para nós essa questão da lei de expansão Urbana eh nem todo mundo conhece né a Mariana diz que andou um pouco por esse lado lá na zona norte na nas margens do Rio atibai a gente tem uma das maiores áreas ainda do município a mata já foi quase toda devastada mas são 640 hectares de uma fazenda que a sede dela inclusive tá dentro da app do Rio Atibaia né mas é uma das áreas que para nós ela seria junto com a A Fazenda Mariana que foi ocupada eh seria um dos assentamentos assim num local privilegiado porque além de tudo que a gente já falou eh é é um é um é mais um crime quando a gente tem um um uma margem de Rio né tanto para ser reflorestada mas para produzir alimentos são solos extremamente férteis né que poderiam estar servindo pra gente fazer uma série de coisas assim né de alimentos que não são produzidos em Campinas né então a lei de expansão eh não vou falar o nome da área né mas a lei de expansão do Urbana ela comete vários crimes né E ela praticamente afirma eh que não vai mais haver agricultura no município de Campinas né O que a lei tá dizendo é isso vamos acabar com a agricultura em âmbito Municipal e toda os alimentos aqui vai vir de fora né então é isso que a lei eh tá mostrando né Eh o argumento do ex do proprietário da a tibai é isso nós não temos mais interesse na produção agrícola né então eles Clamam para fazer um condomínio lá na fazenda bom nós estamos com o grupo do Mariele vive aqui né Eh nós iniciamos essa batalha lá contra especulação Imobiliária a questão da água foi usada desde o início como elemento de domínio e de expulsão da gente a gente ficou um ano e qu C meses sem água eh sem abastecimento por parte do poder público e nós só conseguimos né Depois que foi assassinado o nosso camarada Seu Luís Ferreira justamente num dia em que a gente estava clamando pela água distribuindo mudas lá na frente do Acampamento né então foi falado aqui de pensar nomes né Eh fazendo um Lobby aqui para mas pra gente pensar né Talvez o nome dessa comissão popular e ah nó nós conseguimos algumas conquistas ainda que estamos com a ordem de despejo né uma delas é que no plano diretor E aí é exemplo disso que eu tô falando né do movimento lá em defesa do verde da APA na cidade é que na no novo desenho do plano diretor a parte onde está o acampamento ela tá mais restritiva ela entrou como restrição para a expansão Urbana que antes era tudo né Então não conseguimos eh Total a totalidade da área ser eh direcionada pra reforma agrária e pra proteção Mas pelo menos a parte onde está o acampamento que são 32 hear eh tá com uma restrição para o avanço da expansão Urbana embora outra parte que é muito maior está sendo liberada para o o o expansão eh da da cidade por fim eu só queria convidar para duas iniciativas propor uma pro pra comissão e socializar duas uma da proposta Eu acho que a gente precisa fazer um grande movimento político em torno dessa CPI eu acho que tem que ter um canal de WhatsApp para todo mundo que quiser fazer denúncia na cidade postar um vídeo uma foto marcar o endereço né ou uma página né pra população que visualiza né outro dia um vereador falava que foi correndo numa área em que uma empresa tava despejando contaminantes aí ele chegou lá e aí ele foi falar e disse olha existe uma porcentagem mínima permitida e eu tô dentro falou assim eh se era sei lá 0.3 eu tô despejando 0.2 não era 0.4 tô despejando 0 três significa que eu ainda estou ajudando né eh recuperar contaminando menos do que o permitido né Essa foi a fala do empresário então assim eh Será né Será que realmente tá dentro do permitido E por que que é permitido uma parte de de contaminação né que é um absurda essa essas normas que eh dos efluentes né então a gente precisa eh a parte da fiscalização ela é muito falha assim né a gente precisa cobrar isso inclusive do poder público para que se cumpra minimamente o que tem de de da Lei Nacional sobre o gerenciamento dos recursos hídricos né tratamentos de afluentes e assim por diante eh nós estamos numa campanha Nacional de plantil de árvores e produção de alimentos saudáveis a gente quer plantar 100 milhões de mudas nos próximos anos eh já plantamos aí umas 5 milhões eh ou 10 nem lembro agora mas a gente tá plantando em todos os nossos territórios né Tem uma um assentamento aqui no Estado de São Paulo do MST que ele tem 8.000 ha de Mata Atlântica preservada e só está preservada porque virou assentamento Então tem um sentido também da função social ambiental quando a gente conquista um assentamento que essa área passa a ser preservada porque se ficar só como Fazenda vai chegar o condomínio e vai eh destruir né então Eh nós topamos né esse desafio que foi lançado e talvez essa esse estágio de vivência pode ser um estágio produtivo de plantar mudas né a gente tá com instalando alguns viveiros aqui na região né queremos trazer para Campinas fazer um grande mutirão de plantil de árvores nesse nessa vivência né e a gente lá no Mariele estamos com esse desafio também de construir um novo viveiro né com ajuda inclusive de vários parceiros né alguns de da região de Piracaia lá né que é um dos locais bastante interessantes pra gente pensar a agricultura plantil de Alimentos mas principalmente ali tem muita gente que sabe esse negócio do plantar água a gente aprendeu muito com a turma de Piracaia né Zé Antônio uma turma que sabe restaurar nascentes e que sabe fazer um trabalho incrível assim do ponto de vista de melhorar a a produção de água né enfim nós teremos a feira Nacional a feira Estadual Nacional já foi da reforma agrária de 24 a 26 de Maio e vocês todos e todas estão convidados na Estação Cultura onde a gente vai trazer toneladas de alimentos para Campinas vamos ter shows aí de Francisco Elom vários eh artistas e a gente convida todos e todas para estarem presentes e e a gente continuar essas trocas 24 25 e 26 de Maio na Estação Cultura Obrigado pelo convite mais uma vez e vamos em frente com mais essa essa batalha Obrigado muito bom Gerson Angela rapidamente eu me lembrei de uma coisa importante do pessoal da cultura Por que que a gente não faz um programa na TV Câmera um programa não mas que tenha um espaço na TV câmera para se falar de água pessoal da cisco aqui pode ajudar apa Viva o dias todo mundo a gente não consegue porque a TV Câmera ela tem audiência eu conheço muita gente que assiste e a gente pode trazer esse debate para um público maior Com todas essas proposições a gente pode agendar e eventos eh por exemplo assim por exemplo a gente pode por exemplo se a gente for fazer eh quero dizer assim a gente pode tem tem os programas um os programas regulares que eles são ocupados pelos vereadores numa proporção então assim eu eu eu ou qualquer Vereador pode agendar a um programa específico sobre o assunto para tratar desse dessa desse tema entendeu então nós é uma coisa que nós podemos pensar e fazer Sei lá uma entrevista um câmara nas ruas que talvez quando a gente for fazer essa estágio de vivência esse plantil podemos agendar o câmara nas ruas para que a a TV Câmara vá até onde a gente estiver fazendo para fazer a cobertura então é e tudo isso a gente pode são ideias que a gente pode pode ir digamos assim cruzando aí a gente pode agendar um programa de entrevistas etc e tal temos só que apresentar proposta para produtora da TV e aí a gente ir ir costurando isso eh Mônica vai passar é tá sendo transmitido né ao vivo não mas vai passar a gravação bom eu quero ir no bloco tô me convidando pro ano que vem eu quero ir na feira tô me convidando eu quero plantar quando a gente for plantar vocês Me cham eu tô me convidando eu acho que a CPI deveria ter um espacinho na feira assim um já falei é tem um espacinho na feira para apresentar e eu acho também que a gente deveria pensar através da Cultura como tornar o espaço mais amplo aí Relembrando a minha própria experiência de como foi construir um movimento social em torno da água em 2014 A partir da Necessidade a gente teve festival cultural que era músicas tocadas sobre a água e no meio a gente debatia política ou uma roda de samba e no meio a gente distribuí muda eh e acho que abrir com a plenária É sempre bom mas a plenária tem uma cultural a gente consegue dar um Mat em geral que se organiza em torno da do tema a Negritude que é a mais atingida as mulheres que são mais interessadas em plantar as crianças que estão super interessadas no futuro meu filho debate meio ambiente na escola todos os dias na escola e é impressionante como a geração dele tá interessada dedicada ao tema e elas querem brincar né debate político para a cidade tem que ser através do brincar a cidade de Campinas que tá com vido atento aberto depois desse incidente com com a ocupação do MST e a violência empregada eh na coisa a falta d'água gente que quer morar que quer o direito ao futuro mas que também não quer estar numa área porque quando a gente tá falando de construir em área de Nascente a gente não tá falando apenas isso já é bastante grande de destruir ou matar a nascente a gente tá falando que essas pessoas vão estar com problema de infraestrutura no futuro e a gente tá colocando pessoas em situação de risco Então eu tenho certeza que as pessoas não querem isso pro seu futuro né não querem essa ameaça suas vidas então pensar em tecnologias sociais de debate é sempre muito importante eh sigo à disposição já tô aqui já saio daqui com a responsabilidade de protocolar o projeto de lei de direito do Rio Atibaia aos moldes do que o que a gente tem já protocolado do do direito do Rio Tietê que é verdade eu copiei a ideia do Chile que por sua vez copiou da Colômbia que por sua vez foi é um debate gigantesco Tá se fazendo em toda a América Latina sobre o direito da água como encarar a água como sujeito de direito ou sagrado para alguns ou como parte essencial da vida humana que é o que de fato é cientificamente né então a batalha aqui é gigante mas eu tenho certeza que vai prosperar só tem uma outra coisa que eu preciso tirar de dúvida com você existe cidades que o plantil de árvores frutíferas são Ilegais eu já tomei uma série dessas multas de mergulho muitíssimo e eu acho importante que se for é porque parte do pressuposto que as pessoas podem se envenenar ou se você não tiver um planejamento do plantil uma pessoa pode sofrer um acidente com abacate na cabeça ou no capô do carro eh uma coisa nesse sentido Vale verificar e se for o caso de Campinas produzir legislação retirando a a proibição porque plantar árvore frutífera é produzir comida de graça inclusive para as pessoas em situação de vulnerabilidade e ainda falando dessa Minha experiência do plantil eh plantar na calçada ela também é uma medida de mitigação como já foi falado aqui reflorestar faz parte de trazer a água e armazenar água no subsolo plantar na calçada é ampliar o sistema de drenagem hoje as cidades elas estão todas tomadas por asfalto calçada e etc Quando chove muito acumula fácil então você ter a eh ruas arborizadas significa ampliar o sistema de drenagem e aí como que a gente fazia também lá ituu a gente oferecia a partir das mudas paraa sociedade quem quisesse disponibilizar a sua calçada a gente mapea I Ava os bairros e falava tudo bem venham tirar no bairro tal na frente da casa da dona Maria a gente quebrava uma calçada mostrava como era o plantil a manutenção da muda por um tempo e incentivava as pessoas que pegassem e replicasse E tu recebeu um prêmio da cidade mais arborizada do Estado de São Paulo recentemente graças ao projeto muda que a gente desenvolveu durante os anos 2013 2014 tá lindíssimo de ver e também também vale a forma de ampliar o debate chegar nas pessoas também porque às vezes as pessoas não chegam pelo debate político mas querem ter uma muda de IP na frente de casa querem ter uma árvore Nativa querem ter uma mora na rua de novo PR as crianças poderem colher querem ter um abacateiro na rotatória que é seguro e as pessoas possam podem ir lá pegar então esse é um debate que promove encontros fora da bolha também quero deixar aqui de sugestão tem trabalho para todo mundo da cultura da comunicação do meio ambiente da ocupação Mas vamos embora o trabalho é necessário contem muito com a gente Obrigada Mônica e sabe que o nosso prefeito aqui a gente a gente apelidou ele de daro motoserra né porque ele fica cortando um monte de árvore pela cidade a expansão calças a especulação imobiliária também tá acabando com as nossas árvores urbanas gente então chegamos pro final eh não se assustem se chegar um WhatsApp no celular de vocês falando eh para vocês convidando para entrar em mais um grupo de WhatsApp mas nós queremos pensar uma gestão que seja uma gestão que consiga digamos assim contemplar não sei aqueles grupos que fica um monte de gente mandando um monte de coisa que a gente acaba nem vendo mais porque fica muito cheio então nós vamos estamos aí pensando também como elaborar uma gestão desse grupo vai chegar para vocês também o pedido para vocês eh opinar sobre o calendário e também sobre o vídeo para que a gente possa elaborar enfim eh acho que o MST a gente tem que conversar aí sobre a questão da feira né a gente já tem aí conversado mas eu acho que pode ser também o momento da gente articular essa questão da comissão Popular Então a gente vai trocando figurinha trocando figurinha com a Mônica também sobre essa questão do projeto de lei e Com todas essas questões sobre a questão do estágio de vivência e os encaminhamentos tá bom gente muito obrigada pela participação Obrigada para o pessoal que veio de longe pessoal de Tapira nosso Vereador Leandro eu o José Flávio que tá aqui presente o pessoal de Atibaia Néia Lucas e Geovani todo o pessoal do Mariele vive que tá aqui presente acho que a gente já pode aqui por aclamação eh a denominar a a comissão popular de inquérito como luí Ferreira em homenagem ao seu Luiz que foi uma vítima do autoritarismo fascista e que nada mais justo que a gente dê homenagem de uma comissão popular da água para o seu luí então aqui então está instalada a comissão popular da água luí Ferreira obrigada gente o movimento dos atingidos por barragem que a gente vai convidar paraa CPI eles T uma palavra de ordem que ensinar todos aqui que se diz assim águas para a vida e não para a morte vamos lá águas para vida não para morte águas para vida não para a morte águas paraa vida e não para morte é isso [Aplausos] [Música] [Aplausos] aê foto eu sei faz tempo mas a gente que eu fui mas eu não me [Música] L TV Câmara Campinas
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