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Povo de Terreiro Contra a Violência: Enfrentamento da Violência de Gênero e Doméstica
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Povo de Terreiro Contra a Violência: Enfrentamento da Violência de Gênero e Doméstica

24 views Publicado 21/11/2019 HD · 1:57:30

Descrição do vídeo

Responsável: Vereador Carlão do PT

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a tv câmara campinas pela vereadora mariana conte então fique conosco ao vivo aqui na tv câmara campinas alô boa noite a todas ea todos eu gostaria de agradecer a presença de todos vocês eu estou aqui representando o vereador carlão do pt que é responsável por essa esse evento infelizmente o vereador teve um problema um outro compromisso teve que se ausentar então estarei aqui representando vereador carlão que é presidente da comissão de direitos humanos aqui da câmara é esse é um evento organizado em parceria da comissão de direitos humanos da câmara o terreiro estrela matutina ea onu mulheres é com esse essa temática a temática da violência de gênero o enfrentamento não é contra a violência de gênero é contra as mulheres então eu gostaria aqui de apresentar à mesa né a ana clara tomás carneiro que vai ser mediadora desse evento que mede umbandista da tenda de umbanda estrela matutina a luciana brasil cataldi que essa certeza de umbanda da tenda de umbanda estrela matutina a mãe dango sacerdotisa de matriz africana nizzo muzambo iso muzambo angolano man ângulo 6 casaco íris desculpa gente ea fernanda gras grama gramou shishin representando ss mulheres de campinas a eva hatch nimb cacique guarani miba milha nba a ana carolina querino representante interina da onu mulher ea maria regina teodoro representando a cplp de campinas e diretora do sindicato dos trabalhadores doméstica ou sexual da presença também da marcela moreira que é historiador aqui dessa casa e então passa a palavra para nossa mediadora pra fazer the usa e fazer a condução dos espaços para na lama cauã a umbanda saravá axé motumbá vácuo boa noite a todos e todas é primeira pessoa bênção ea permissão ao meu pai espiritual ao meu pai encarnado mas trabalhar o pai medeiros e eu gostaria de agradecer imensamente as mães os pais de santo que hoje estão presentes capuz que apoiar e fortalecer essa discussão é desejo axé é eu agradeço também a presença das autoridades políticas a mariana que está conosco e gostaria de fazer um agradecimento colorado às minhas irmãs meus irmãos que sem eles essa noite não seria possível é eu agradeço a presença dos movimentos populares da dos movimentos de mulheres as promotoras legais populares também e todos e todos que saíram de suas casas com a intenção de conhecer e somar nesse debate se posicionando contra a violência seja ela de gênero doméstica mas qualquer tipo de violência eu agradeço à comissão de direitos humanos saúde e da cidadania da câmara de campinas que a promotora de ações no âmbito dos direitos humanos que foi parceira na construção desse debate agradeço também a onu mulheres brasil que une e fortalece e amplia os esforços mundiais em defesa dos direitos humanos e das mulheres agradeço a todos que aceitar um convite desta noite é agradecer ana carolina agradeceu a fernanda a maria regina a eva muito obrigada eva está conosco a mãe dango ea mestra ea táchira lucena brasil sacerdotisa de umbanda antes de passar a palavra elas eu gostaria de enfatizar que essa mesa composta por mulheres foi pensada para abarcar toda a sociedade todos os vieses do tema nosso objetivo com essa mesa é esclarecer e difundir e a firmar parcerias para que juntas juntos possamos lutar contra as desigualdades e todas as formas de violência temos que nos posicionar coletivamente como sociedade e como seres espirituais o quão inadmissível é aceitar e naturalizar que mulheres sejam elas de qualquer idade raça condição social religião permaneçam com seus direitos à vida violados resultando em desequilíbrios e desigualdades nos mais diversos campos seja no meio do trabalho nas diferenças salariais eo não reconhecimento de suas habilidades no meio público nas relações amorosas e afetivas nas relações familiares e por que não nas relações entre mulheres por esses motivos e por compreendemos que todos os seres espirituais são merecedores da felicidade e do respeito que propomos essa mesa e reconhecemos que sem informações sem conhecimento e sem diálogo não há caminho para uma sociedade que busca igualdade a melhor forma de resistirmos enfrentarmos a violência é estarmos como sociedade juntos fortalecendo nossos vínculos e criar uma rede que possa colocará fim a essas violências juntas juntos podemos e temos condições de emitir com a garantia dos direitos básicos devemos ter em mente a importância do conhecimento ea importância de políticas públicas que sejam capazes de assegurar os direitos humanos hoje teremos falas de cada uma dessas mulheres que compõem essa mesa cerca de 20 minutos 15 a 20 minutos de que teremos o prazer de saber conhecer um pouco mais a entrar sobre o assunto e temos a honra de ter mulheres importantes para a sociedade é espero que a mesma seja proveitosa que possamos formar participar de nossas redes de enfrentamento e estendendo o convite para que não hoje estejamos mobilizados não apenas hoje que seja uma discussão e preocupação constante paraná lançará vá axé eu começo a mesa com ana carolina bom muito muito obrigada na clara pelas palavras iniciais por ter mobilizado e articulado e se esse evento em parceria quero saudar cada uma das mulheres que está aqui presente nessa mesa contribuindo pra pra esse debate quero saudar a cada uma das pessoas que que está aqui presente que está acompanhando como ana clara ressaltou que saiu de suas casas em uma terça-feira à noite então é é uma honra para mim estar aqui e poder compartilhar e reencontrar antigas parceiras poder reencontrar pessoas amadas pessoas queridas e conhecer cada um de vocês eu estou aqui na qualidade de representante interina do escritório da onu mulheres brasil pode passar por favor quero agradecer também o que não perguntei o nome dele mas que está me apoiando aqui nessa para conduzir essa apresentação quando mulheres ela é organização o braço da onu da organização das nações unidas para a promoção da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres ela foi criada em 2010 a partir da reunião de outras quatro instituições que cuidavam da temática não pode manter lá favor que cuidavam da temática das mulheres na organização para fortalecer e consolidar o trabalho então é a única organização da onu que tem um mandato tripo que é normativo o que isso significa que acompanha toda a normativa internacional e à presta assessoria técnica para os estados membros da onu para na implementação e tradução desta normativa em políticas públicas tenham mandato programática por meio da internet da implementação dos projectos comuns e têm um mandato de coordenação porque como tema dos direitos das mulheres é um tema que abarca distintas áreas de conhecimento e atuação é uma área que diz respeito a diversas outras agências e entidades das nações unidas pode passar por favor aqui no brasil nós trabalhamos basicamente em quatro eixos um primeiro eixo que é o enfrentamento da violência contra as mulheres que é o principal tema de discussão dessa noite eu tenho a grata sua satisfação de estar nesse evento inaugurando a série de eventos que compõem os 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres que eu vou falar um pouco mais daqui a pouco é a promoção da democracia paritária e participação política e estruturas de governança participativa a promoção e acolhida de mulheres refugiadas migrantes e refugiados que é uma área que nós não tínhamos forte no brasil mas dada a situação da venezuela vem se fortalecendo porque é muito diferente a situação de homens e mulheres migrantes mulheres vêm com crianças pequenas têm mais dificuldades de inserção econômica e sofrem distintas formas de violação de direitos e violências ea promoção do empoderamento e autonomia econômica das mulheres pode passar por favor o nosso trabalho ele é baseado e é inspirado nos objetivos de desenvolvimento sustentável a onu junto aos estados membros a corda essa já é a segunda agenda de desenvolvimento a primeira foi fórum sobre o desenvolvimento do milênio de 2000 a 2015 a partir de 2015 essa nova agenda cedeu lugar a uma agenda que abarque incorpora todos esses componentes normativos que vêm sendo discutidos e reafirmadas pelos estados membros é da onu então ali tem uma imagem que é uma imagem bastante significativa são 17 objetivos nas mais variadas temáticas desde o fim da pobreza passando pelas parcerias que são centrais para poder avançar a concretização dos direitos humanos da população um tema que é chave é no como princípio básico dessa agenda porque tem como o seu princípio não deixar ninguém para trás por isso que aqui ela vem com essa esse símbolo da da mulher ao centro normalmente são só aqueles círculos coloridos mas a mulher o centro para demonstrar e reforçar a transversalidade desse tema nas distintas temáticas então tem um objetivo específico de direito das mulheres que o objetivo número 5 mas ele está refletido por meio de metas indicadores que os estados membros acordaram em todos os outros 16 e ali essa imagem ela também reforça um outro elemento que é a conexão entre cada um desses objetivos e os artigos da cedaw que a convenção pela iluminação de toda forma de discriminação contra as mulheres que esse ano completa 40 anos e é um dos instrumentos mais ratificadas pelos estados membros da onu pode passar por favor e para reforçar esse tema da intersetorialidade da transversalidade do do tema da da violência e dos direitos das mulheres têm essa imagem que mostra como esses desafios que são tratados especificamente por diferentes objetivos faz com que as mulheres se tornem mais ou menos suscetíveis saúde ao fenômeno da violência contra as mulheres então é uma menina que nasce um lar pobre que está relacionado com a meta 1.2 objetivo um que se envolve em um casamento infantil da meta 5.3 têm maior probabilidade de abandonar a escola o objetivo da educação dar à luz mais cedo que está relacionado com um objetivo da saúde sofrer complicações durante o parto e ser violência sobre a violência doméstica do que uma outra menina que nasce que não passa por nenhuma dessas situações o que não quer dizer que uma menina que nasça em uma e condições - é de menor vulnerabilidade também não esteja suscetível ao fenômeno da violência pode passar por favor e como mencionei hoje amanhã a gente inaugura no brasil as celebrações dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres que no brasil na verdade é acabou sendo 21 dias né mundialmente é do dia 25 de novembro que é o dia internacional pelo fim da violência contra as mulheres ao dia 10 de dezembro é o dia internacional dos direitos humanos passando por diversas datas comemorativas da agenda de direitos humanos no no meio desse período e aqui começa no dia 20 justamente pra destacar o fenômeno como dia 20 ao dia nacional da consciência negra passa justamente por destacar esse fenômeno da intersecção na lidade o que quer dizer intersexualidade quer dizer essa análise das discriminações cruzadas é que as mulheres sofrem então quanto mais ao centro do que eu não tenho essa imagem do círculo mas quanto mais ao centro de um círculo com diversas interseções que se relaciona com a identidade orientação sexual identidade de gênero e orientação sexual pobreza civil não com hiv ver se é branca negra mulher o homem quanto mais ao centro mais discriminações cruzadas essa mulher sofre diferentes manifestações de descriminação e privações de direito essa mulher está sujeita então tratar as mulheres de uma forma diferente a partir de cada uma descida cada um desses componentes identitários é essencial para fazer com que nós de fato alcançamos uma igualdade plena para todas as mulheres e no brasil que é uma um país onde temos mais de 50 por cento quase 55% já né de população negra é impossível tratar desse fenômeno sem abarcá conjuntamente o sexismo eo racismo pode passar por favor rapidinho voltando é esse este ano cada ano existe passando temos escolhemos uma temática específica para ressaltar um componente da da manifestação do da violência contra as mulheres e esse ano o tema selecionado é a violência sexual aqui no brasil a gente tem bom no brasil em outros países é muito difícil acessar de fato dados que sejam reais e fidedignos ao fenômeno da violência sexual mas dos dados que são divulgados temos que mais de 50 mil mulheres foram estupradas no ano passado mais de 70% dessas mulheres foram estupradas por conhecidos então por pessoas com quem tem relações seja da família vizinhos amigos é uma mulher é estuprada cada oito minutos o que dá mas quase 180 por dia então é um fim nisso só desses casos que são notificados e que chegam a ser denunciados pode passar por favor e enfim é o fenômeno da violência ele é basicamente a forma mais extrema da violação de direitos que as mulheres sofrem e pensando em diversas formas que essa violência se manifesta desde a violência psicológica passando pela violência moral chegando à violência patrimonial violência física que é quando temos uma noção mais clara de que aquela mulher está sendo vítima de violência até chegar no fenômeno extremo que é o assassinato das mulheres que é o feminicídio pode passar por favor e pra poder abarcar toda essa essa situação existem diversos modelos um modelo muito muito amplo pra pra responder e para entender o fenômeno então temos desde esse componente social que é quando o que explica basicamente a raiz das discriminações baseadas em gênero né que é são a formação dos estereótipos e dos papéis é que são atribuídos a homens e mulheres ao aspecto comunitário organizacional que se relaciona com fatores cotidianos de expressão desses desses dessas situações de violência passando pelo modelo relacional que passa não só pelas relações familiares entre marido esposa filhos e pais né mais filhos e filhos ao âmbito individual e cada uma dessas esferas têm respostas e têm formas distintas tanto de prevenir e da resposta no nível individual só pra citar alguns exemplos é das muitas meninas 40 por cento das meninas que vivem em um ambiente onde a mãe é vítima de violência contra as mulheres ela tem grande possibilidade e probabilidade desenvolvendo uma relação também onde ela própria vítima eo mesmo vale para os homens dos meninos que vivem em um ambiente familiar onde o pai agride a mãe ele tem grandes probabilidades de também perpetuar essa situação de violência então trabalhar no âmbito familiar e trabalhar no âmbito comunitário é essencial pra fazer com que essa essa violência não se perpetue e não se reproduza em relação a esse aspecto relacionado e vai falando que eu tô passando pela fronteira em relação ao aspecto relacional elas mulheres que são vítimas de violência elas perdem cerca de 18 dias de trabalho o ano é em função das agressões que sofre e enfim seja pronta para tratamento de saúde sejam afastamento é psicológico alguma coisa o outro aspecto relacionado o que é muito parece é muito pensando no que gerou esse esse afastamento mas é muito menos do que os homens que muitas vezes se afastam por motivos diferentes até mesmo por por contusões nos jogos de futebol né do final de semana e esse esse aspecto ele gera em torno de 1 bilhão de prejuízo à economia em função das ausências e do tratamento de saúde que essas mulheres têm que ser submetidas justamente pelo fenômeno da violência pode passar por favor é como eu tinha mencionado anteriormente o feminicídio que essa forma de violência mais extrema que as mulheres são acometidas ela ele é o fenômeno que no brasil tá tipificado por lei desde 2015 então é uma forma uma caracterização agravante há os casos de homicídio o brasil é o quinto país no mundo que mais onde as mulheres mais são assassinadas é responsável por 40% da quantidade de mulheres assassinadas na américa latina é isso pensando assim ele é o quinto em proporção mas a gente pegar em termos numéricos é uma proporção número que é avassalador temos é enfim mais de três mulheres assassinadas por dia pelo menos em nosso país e existe uma diferença muito grande entre as mulheres brancas e as mulheres negras mais de 60% dos feminicídios eles são contra mulheres negras nessa são essas representações nas mulheres negras enquanto e é o número aumentou em torno de 29% pensando nos últimos dez anos os últimos dez anos pensando 2007 2017 que é o dado da pesquisa realizada pelo mp e pela pelo fórum nacional de segurança pública enquanto de mulheres brancas é aumentou menos de 5% e esses aumentos eles são é importante destacar que não sabemos se um aumento específico pela pela maior quantidade de mulheres assassinadas ou se é em função da tipificação e do reconhecimento é desses assassinatos enquanto feminicídio pode passar por favor a onu ela tem como como marco de prevenção é esse quadro que que está mostrado ali então de de prevenção desde construir as estruturas sociais e normas e práticas protetivas contra as mulheres então trabalhando basicamente é na educação trabalhando na prevenção então trabalhar com jovens para que esse ciclo não se perpetue é tenho o eixo de intervenção precoce que é de trabalhar com as meninas de forma a conscientizar las dos seus direitos e de reconhecer situações em que são potencialmente vítimas de violência e de resposta que é o trabalho com as instituições e por meio é das tanto de políticas públicas quanto por meio de comunidade porque a gente sabe que é uma mulher ela vítima de violência pode acessar os serviços públicos serviços de saúde e delegacias e etc mas muitas vezes essas mulheres chegam é não e onde elas se sentem mais acolhidas então é se frequentam alguma religião e aqui no caso dos terreiros eu imagino que vocês é já possam ter tido algumas experiências como essas de acolhimento a mulheres vítimas de violência que por muitas vezes não chega a os canais de políticas públicas da os canais de serviços públicos mais que representa um espaço de confiança pra elas então é um espaço para se trabalhar tanto na prevenção quanto esse acolhimento seguro pode passar por favor e um ponto básico em todo esse tema da violência nos seus mais variados fenômenos é acreditar nas mulheres acreditar nos seus relatos e acreditar é no que ela está trazendo como experiência cima já se sente mal se sente desconfortável antes que chegue um caso de violência física de ou de feminicídio há que se ver se essa mulher não está sendo vítima de algum tipo de violência psicológica ou material ou moral desculpa pode passar por favor e é isso muito obrigada com a palavra fernanda pronto ligado é eu também queria agradecer imensamente a camilla ana clara o povo do terreiro eu sou muito grata por tá aqui pra poder falar de vocês um pouco do trabalho né então é de verdade uma felicidade pra mim não é felicidade está falando a respeito de violência contra a mulher mas a gente está reunindo principalmente num momento tão difícil que a gente está passando né em que as mulheres em que o feminicídio está cada vez maior como ela falou a gente não sabe se sempre houve não havia uma tipificação mas o que a gente tem hoje é que esse aumento né eu queria agradecer muito e dizer que estou feliz por isso por outro lado eu venho trazer uma grande tristeza porque eu represento essa mulher e família mas essa instituição se a gente não levantar um dinheiro se a gente não tiver parceiros ela fecha agora em dezembro e isso pra mim é uma tristeza e eu precisava falar pra vocês porque eu vejo que muita gente nem sabe né são 40 anos que a gente trabalha com mulheres são 40 anos que a gente trabalha com crianças é não tanto tempo assim mas nós trabalhamos com o homem o suposto autor de violência então veja pra mim é de uma imensa tristeza né eu sou psicólogo trabalho como voluntária lá quatro anos eheheheheh uma causa não é uma causa minha e enfim vou falar pra vocês um pouco desse trabalho que vou falar no passado porque hoje a gente não faz mais isso não é porque estamos próximos de fechar eu tenho uma esperança de verdade porque pra mim também isso é um tipo de violência né fechar o é se essa mulher e família né pra mim é uma violência só pra mim mas como pra todas as mulheres que que a gente poderia atender né enfim vou falar um pouco do trabalho né nós acolhemos dessas mulheres era uma demanda espontânea então podia ser encaminhada pelo posto de saúde cras creches né é um hospital é ela chegava para o s até nós a acolheremos na e verificava mos a qual era a demanda dessa mulher né às vezes elas iam lá para ter um atendimento psicológico ou um atendimento jurídico ou pra falar com a assistente social porque esse era o nosso trabalho a gente entendia que se fazia necessário não só tem o atendimento psicológico mas o atendimento jurídico que às vezes ela chegava elas só queriam ser atendidas para saber se realmente o é qual é o caminho para elas e parar né e ou então ela ia pra olha eu quero esse atendimento psicológico ou então elas é saíam fugido de casa precisava de um abrigo então todo esse movimento era o que o ss fazia então se eu consigo pensar e falar desse nosso trabalho com toda essa tristeza eu achei eu achei sim eu não sei se vocês viram mas no começo do ano a maria da penha ela foi no roda viva e daí ela disse olha é preciso trabalhar com essas crianças né porque essas entre essas crianças estão vendo violência e gente pasmem nós temos um trabalho com crianças né que todo dia essa violência que chama recriando vínculos já faz 18 anos que a gente trabalha com isso ea maria da penha vem falar isso no roda viva então assim é muito triste a gente ver todo esse trabalho é com a mulher talvez se acabando né mas vamos lá é uma das nossas preocupações era pensar é é na violência e e e assim porque quando as mulheres chegam ela já sofreram a violência e já pensava se não a gente tem que fazer alguma coisa pra gente fazer uma prevenção né e aí a gente começou a pensar o que a gente podia fazer para as escolas né é enfim e falar é de uma coisa que é um relacionamento abusivo que a gente fala muito pouco ele já fala da violência mas quando ela já se está instaurada e as pessoas a gente pode começar a falar do relacionamento abusivo e ele tentar entender porque hoje em dia a gente está vendo que o relacionamento abusivo ele já está em relacionamentos entre adolescentes é isso a pessoa que é é violenta ela não é violenta logo de cara ea gente pensa que é na violência só quando a violência física só quando ela já chegou e não antes disso tem a violência psicológica né tem a violência patrimonial à violência física é a última e nos relacionamentos abusivos é esse homem eu vou falar o homem porque a gente vive numa sociedade patriarcal e machista tá porque assim a violência é o relacionamento abusivo ele está muito relacionado ao poder o poder excessivo que um tem em relação ao outro né mas assim como o que a gente vê né o que é tipificado porque a nossa sociedade é machista porque a nossa sociedade é patriarcal então geralmente isso acontece com as mulheres então é por isso que eu vou dizer que é o homem que geralmente prática mais é essa essa violência muitas vezes esse homem né esse menino ele não sabe que ele é violento porque porque a violência é naturalizada o pai dele era assim o avô era assim é só um jeitão dele gente né ea gente pensou é preciso falar sobre isso é preciso entender que quando o o o menino chega pra namorada e diz assim pra ela é lavar com essa saia tá muito curta não vá com aquela pessoa eu não acho que aquela sua amiguinha ela é ela é boa pra você ou então aí você não é muito inteligente deixa que eu cuido de você veja ela essas falas ela vem com uma conotação de cuidado né quem pensaria puxa isso é violência né quem pensaria que essa violência e é e é porque o homem se coloca de maneira a acha que ele pode cuidar da mulher que ele que tem o direito de sobre o corpo dela né porque roupa que ela usa né e direcionar a ela e as coisas mais difíceis quando a gente tá adolescente quando a gente está apaixonado é entender esse tipo de violência porque a gente pensa não olha como ele gosta de mim é como ele cuida de mim né e aí fica mais difícil ainda e uma das coisas que a gente viu que mais acontece é são as pessoas não saberem como chegar e falar para essa menina para essa mulher que talvez isso que talvez ela esteja no relacionamento abusivo e aí ele se pergunta pra gente fernanda mas e aí como é que a gente faz né porque a gente só chega nessa rede de assistência quando já houve violência física e aí como que a gente faz né essa violência que é quase invisível como é que a gente faz a gente vai buscar uma rede que é a rede família que a rede é religiosa né que é o médico né ô ô ô alguém um advogado não sei que seja da família porque fica muito difícil pra gente explicitar para essa mulher que ela está sofrendo violência fica muito ela ela não entende por causa dessa naturalização né que que é passada de se cuidar e pelo amor que ela sente e aí a gente diz assim olha é preciso a gente buscar primeiro é falar com os pais ou alguém mais próximo um tio né que a pessoa respeita que ela acha que que ela pode ouvir é preciso primeiro e eu acho que isso é uma questão da da comunidade neder disse huhne e e e pensar como é que a gente pode antes de levar né pra pra rede que a violência realmente aconteça e aí eu volto para aquele ponto é quando ela quando ela chega na violência física que seria pra ir né por uns e amo aqui que a gente tem oceano eu gostaria de deixar claro que os amo também faz o atendimento para a mulher né mas é o ss faz um atendimento psicológico individualizado né teria esse atendimento jurídico teria se esse atendimento social e não tem e talvez não tenha mais assim é tem um tempo e se a este assunto a gente poderia ficar falando horas não é mas eu queria infelizmente eu sei que é um dia é de alegria mas eu queria deixar isso pra vocês que a gente precisa lutar a gente precisa lutar para que mais nenhum ss já que nenhuma ong nenhuma instituição feche mais porque pra mim de verdade isso é uma violência então queria agradecer muito obrigada com a palavra maria regina é primeiramente quero pedir a bênção ao mel bolo e agradecer pelo convite e pela oportunidade de está numa mesa desta importância quero pedir a bênção meu pai e quero cumprimentar mesa com a licença de todos pedindo a benção mãe dando como é complementar à mesa na pessoa da mãe bangu e dizer a todas e todos é boa noite e bem vindos eu vou pedir pra o nosso colega de passar pra mim sá apresentação estamos a realidade que eu represento aqui nessa mesa hoje favor estamos na américa latina algo de lutas sonho a ti e resistência do solo brasileiro respingado de sangue de golpes sucessivos pessoas guerreiras se levanta nas ruas nas escolas nas periferias as mulheres se organiza e trazem a esperança na ponta da lança escrita no corpo e gritado a plenos pulmões é nesse campo do globo terrestre que surge uma nova idéia de compartilhar experiências sobre acesso à justiça e direitos das mulheres a metodologia feministas se juntou a educação popular para criar um novo movimento com a coordenação da união de mulheres de são paulo e o apoio de diversas entidades feministas há mais de duas décadas mulheres se encontram durante um ano aprendem e ensinam sobre leis direitos e políticas públicas ao final do curso elas se tornam promotoras legais populares promotoras legais populares combatem diariamente machismo racismo e todas as formas de discriminação ajudam outras mulheres a buscar justiça e cidadania às armas de uma promotora legal popular são informação afeto e coragem [Música] de casa diante dessa apresentação eu me apresentar sou regina teodoro hoje 63 anos i sou um bandido está é representando a associação de promotoras legais populares eu gostaria de dizer que a gente à nossa associação siga da terra ela trabalha especificamente com as mulheres da periferia o nosso papel enquanto promotora legal é trazer todas essas informações da qual foi apresentada mas que a gente é alcançasse as mulheres com menos informação às mulheres com menor condição de entender e conhecer os direitos à lei e é os equipamentos que nós temos na nossa cidade para o atendimento às mulheres é como um banditismo eu aprendi que na minha religião é uma religião que tem fundamento de caridade também percebo que parte das entidades cultuados representam a parcela mais discriminada é nesse tipo de sociedade que a gente vive como por exemplo é posso lembrar que as pretas velhas a ficar bocas e as pombas giras dentro da umbanda e pra quem não é umbandista é são a as entidades que são discriminadas mas também por outro lado a gente chique quando está no nosso na nossa casa de caridade quando as mulheres vão procurar a ajuda ao falar das suas dores ou falar da do que lhes a free aflinge elas vão procurar essas entidades femininas e aí a gente tem é uma denúncia não chega a ser uma contradição mas aí a gente vê que dentro da casa de caridade é é até essas entidades essas entidades elas é nos acolhem mas quando quem não é umbandista estar na sociedade discrimina né então isso é uma condição muito difícil é de quando a gente vai trazer da nossa crença da nossa religião pra fora pra sociedade tão bem como mulher negra trabalhadora doméstica pobre moradora da periferia eu sinto cotidianamente à violência contra a mulher eo e omar que é um mal social que a gente precisa achar um caminho para combater esse mal social eu consigo hoje como militante e feminista feminista popular subsídios pra atuar no combate a essas desigualdades a essas desigualdades sociais que nós mulheres enfrentamos e sofremos o nosso dia a dia seja na família seja no trabalho que isso é muito comum e muito gritante principalmente pra gente mulher negra independente da sua graduação em qualquer espaço de trabalho que a gente esteja a gente é discriminada e isso é uma violência em e na garantia dos nossos direitos é dos nossos direitos básicos e fundamentais quando a gente não tem o conhecimento e quando a gente não sabe que a gente pode ir em busca essa violência ela triplica né e a gente chega a esquecer dos direitos humanos é é é que os direitos humanos eles estão colocados de verdade pra eu digo que pressa gama de pessoas e de mulheres é de pouca informação e de pouco conhecimento então assim enquanto promotora legal popular e como umbandista que estou um aprendizado soma umbandista informação é que iria pensar com vocês eu queria pensar com vocês como é que a gente combate a essa violência eu queria pensar com vocês como é que nós que se a gente olhar aqui nessa nessa platéia somos todos informados é como é que nós vamos trabalhar e atuar pra combater essa violência considerando os dois debates anteriores a mim como o que nós podemos é lidar com essas mulheres que estão próximas da gente ou na nossa casa ou a nossa vizinha ou mesmo dentro da do terreiro onde a gente é ou é filha ou é assistente como contribuir na prevenção dessas diversas violências que ana carolina já colocou aqui não se faz necessário repetir como a colher as como acolher essas mulheres nessa diversas vivem nessas diversas situações nós vamos reproduzir o que elas sofrem quando ela ela sofreram a violência e elas vão buscar o atendimento no hospital o elas vão buscar atendimento na delegacia que de verdade é o primeiro lugar que a mulher acha que ela tem que ir na delegacia né e não é dependendo do grau da violência ela tem que para é aqui em campinas vou falar da minha cidade para o caism e fazê la a todos os os atendimentos necessários e ela não tem necessidade de procurar uma delegacia imediatamente né ela faz todos os atendimentos necessários e depois ela vai buscar os outros vamos dizer assim os outros socorros né inicie nesse lugar quem é que está do lado dessa mulher se a gente tiver como é que nós vamos fazer como é que nós vamos é é dar a ela o acolhimento para que ela se sinta protegida quando ela vai buscar essa ajuda e assim e quando a gente e quando a violência está tão próxima que a violência pode inclusive ser do nosso irmão né eu falo e manda de telha e mondo da da caridade então quando a gente é recebe quando uma mulher vem dizer que está sofrendo essa violência como é que nós vamos fazer nós vamos ficar falando para todo mundo nós vamos procurar ajudá la no numa situação de de acolhimento e cuidado né então é parece meio é grosseiro mas é real a gente tem todas as violências em todas os lugares é e falando de caridade é um negócio muito difícil também a gente não basta a freqüentar uma casa e fazer a a a vivência e e depois a gente quando vamos para a nossa vida é me perdoe a palavra mais profana a gente não produzia localidade a gente se sente superior agente assoberba eu sou um bandido está eu visto branco você e aí quando a gente vê uma mulher violentada nesse lugar a gente fala deve ter culpa do que aconteceu com ela ela deve ser responsável por que aconteceu com ela então é são os problemas que a gente vivencia no dia d enquanto promotora legal popular e aí promotora legal popular a gente não vivenciei isso só lá na periferia só lá na favela só lá não é na sociedade em geral no trabalho é muito fortes é outra coisa que nós precisamos enquanto plp nós fazemos é levar pra essa pressa as mulheres que estão informação é os equipamentos públicos inclusive é essa questão que você nos traz de quisse um espaço como s o s 1 está prestes a fechar como é que nós vamos mobilizar a comunidade como é que nós vamos mobilizar a sociedade como é que nós vamos atingir essas mulheres que precisa que não precisam do s pra que esse equipamento público não se feche né eu acho que esse é um papel de todas nós homens e mulheres então é dentre outras coisas eu pra finalizar gostaria de lembrar os ensinamentos né com a permissão do meu avô dos ensinamentos que a gente tem na casa que a umbanda somos todos nós é o que eu entendo quando eu aprendo lá quando estou em aula ea minha interpretação dessas palavras é que nós mulheres estamos em situação de desigualdade e que à violência nos deixa mais desiguais ainda então um verdadeiro umbandista ele deve contribuir para o fim da violência contra as mulheres e essa é uma qualidade e que faz necessário e que se faz urgente a gente colocar em prática obrigada com licença na clara só um minutinho eu gostaria de agradecer a presença do jogo sacarias nessa ocasião representando o vereador pedro tourinho com a palavra cacique eva é guarani biya obrigado cacique para está conosco ele agradeceu também pelo convite e na verdade eu vim apresentar todas as mulheres não é que a gente tem organização eu trabalho há dois anos fiquei com uma liderança cacique está já tinha trabalhado nessa é só de contra a violência porque é um em um carro que acontece brasil todos né então a gente já estava começando e hoje trabalha aqui no rio silveira é a minha aldeia que o trabalho gente é conversa muito sobre isso a gente vai na escola conversas sobre quanta violência ea preocupação que hoje a gente tem porque é assim na verdade é a gente a cultura nossa ela é ela é bem respeitada porque a gente o nosso medo é acontecer né violência contra nossos o nosso filho é e principalmente é na nossa família então nessa parte a gente a gente conversa bastante a gente temos cinco é cada liderança e o cacique theo resolve toda então aonde a liderança resolvem o problema que vá direto ao cacique ele e cada um de vocês que eu fiquei prestando atenção é que é a nossa cultura um pouco diferente né então a maior preocupação de vocês né aqui é como nós né porque a nossa cultura é principalmente é hoje não é mais deitada neta por esse motivo é acontecem muitas coisas que não deveria acontecer na então é e eu faço parte e dou muito conselho para as jovens de então a gente trabalha com o jovem na casa de reza gente tem uma cultura diferente mais a gente organiza e e como que a gente tá bom é protegendo a nossas crianças e nossos jovens é na cultura nossa é começa assim como a gente não recebe assim é visita de o pessoal dele por exemplo assim até porque pra apitar mesmo esse tipo de violência porque a gente não sabe é qualquer porque a gente está recebendo na própria aldeia e toy a gente tem esse controle na nossa aldeia e e também assim na verdade é o quintal onde eu trabalhei é como eu foi dois anos de casa então eu nunca eu vim falar assim não aconteceu esse tipo de violência na aldeia nunca escutei no entanto a graça a a tese e dou graças a deus eu o meu pai que tem 120 anos a ênfase é esse mesmo então pela experiência que eu fui aprendendo como que eu vou repassando-a é pra pro meu filho por meus netos não que aprendi com eles nem tão eu da graça a ele meu pai ea minha mãe também né vai sendo que ela tem também e pelo convite e eu acho que a gente não não vamos parar por aqui porque a violência nunca vai acabar sempre vai ter continuidade então a gente tem que se procurar é aonde é como a gente vai proteger né na verdade é porque assim na verdade é porque eu vendo vocês falarem que a violência pode até na nossa casa na nossa planeta gente não sabe que então esse tipo é uma coisa que é um doloroso né é na própria sina na comunidade oppose na na é na cultura diferente né que é assim a gente fica lá eu mesmo fico triste com tudo isso que acontece porque é eu participo bastante né assim na reunião o banco no encontro então eu é a gente ouve é mais assim que sempre é quem leva mais violências a moça helsinque e estamos os os quilombolas caiçaras no entanto essa parte nem parece que a gente é mais mais alentado né diz brasil né então é uma coisa é uma coisa que a gente beijam já sofrendo esse não de agora é pior agora que a gente é é um pouco diferente porque hoje mesmo mudou todo então a gente qual é o perigo você vai à lei acc não sabe se vai e volta então é uma coisa é uma tristeza que a gente sempre porque assim já depende muito desses povos casar a gente trabalhamos junto com grupo que fizeram a casar quilombola eo guarani né que a gente tem organização ea gente é país troca de spray experiência junto com ele traz pra gente ea gente faz também junto com eles nem toda a gente faz a troca né e por ali a gente vai aprendendo muita coisa né é assim a gente ouvir deles ea gente também fala tá da nossa cultura então a gente sempre estava junta a poder a juntar line e eu tô feliz em participar mas assim qualquer coisa né só me chamar que eu sempre vou estar aqui com vocês também pra a gente se unir nós mulheres que hoje nós não estamos mais anse e mais fortalecido então eu acho que nós mulheres está na hora de a gente mostrar também é passar por cima disso também é porque é a luta sem vai continuar a gente tem que percebeu fé em deus que a gente cada um de nós nós temos nosso deus né eu tenho de você também tem então eu acho que é ele que vai proteger de tudo né então e só queria agradecer à minha vida mesmo né eu estou feliz aqui com vocês e espero que eu vou levar a cada uma forma de você lá na minha comunidade também chegando lá tem que organizar o jovem falou que vocês falaram aqui para poder passar pra eles também o cacique também está ele me mandou pra mim é participar e ele confiou em mim então essa é uma é uma luta que eu vou levar vá pra eles também nem mostrar pra eles né só que a gente tem essa é esse trabalho junto não quer participar mas também junto com vocês quero aprender mais e eu não sei falar muito bem mas eu tô aprendendo também e é isso eu só queria agradecer mama mas é obrigado com a palavra mãe dando olé tá meu tacado né olha pessoal primeiro eu quero assim agradecer aos nossos ancestrais por mais uma vez aqui na câmara quero cumprimentar primeiro vocês que saíram de casa e que está à disposição na terça feira pra mim aqui e quero cumprimentar rapidinho a mesa quero cumprimentar a mesa na pessoa da cacique mambí que é uma mulher que é é uma representando aqui os ancestrais mais velho aqui no brasil é que quando cheguei que ela já estava aqui nem tão o nome dela e não a pessoa dela complementa toda todas as mulheres aqui na mesa quero cumprimentar essa casa é como como legislativa na pessoa da encomenda de em comendador eva para complementar o carlão é nem comendador aed porque é um grande homem não posso deixar de falar porque eu sou convocada muitas vezes pra mim aqui e esse evento com certeza é pedindo a bênção do pai medeiros ea todos os mais velhos ea todos os mais novos essa casa ela tem é prestado um grande serviço que agora com não posso também deixar de parabenizar porque ela a vereadora mari é mariana né ela disse mãe eu sou a única vereadora falei 'não você é vereadora da casa né é mulher e itaqui muito frio muito feliz isso e quero dizer que é é agradecer às minhas filhas rapidinho e dizer que tem aqui também o movimento de catadores de cooperativas que está na meta aí a jessica minha casa minhas filhas a família do meia muito agradecido e mais uma vez aqui pra falar com vocês assim de lá pra cá já o que houve é tão importante é que agora eu vou eu gosto muito de falar mas hoje vou falar menos porque elas falaram muito que eu gostaria de falar mas eu gosto eu vou e falar sobre nossa casa terreiro contra a violência terreiro povos de terreiro contra a violência eu penso que o povo de ter o terreiro em si ele já é um uma ong um quilombo de acolhimento isso é fato e não começou comigo começou há 300 anos atrás ou há 500 anos atrás as nossas mais velhas vindo debate folha até possam já tem mais de 400 anos é o lugar onde acolhe a mãe o filho à mãe o filho marido a mãe filha tia a mãe o filho e agregado então o lugar de terreno o terreiro ele já é de fato o que lombo que acolhe todo mundo mas o que a aaa regina falou que foi muito interessante eu vou falar para o nosso povo é o que reforçará o que ela disse a violência é dentro é que nós buscamos a com o aluga contra a violência eu vou separar de praia de todas as mulheres eu vou separar as mulheres negras e as adolescente negra carmo jardim que a minha filha que está aqui ela falou um uma conversa comigo há dois dias atrás não é ela ela disse mãe eu não aguento mais ter privilégio porque eu sou branca ela é do santo né ela é branca é do santo é doutora mas ela é branca ela disse que o que fazer o que eu posso fazer pra que eu posso a amenizar tá mais de 30 anos comigo em todos os eventos ela vai é rua é discutindo é brigando mas ela começou a sentir culpada porque ela é muito privilegiada porque ela é branca isso é fato dentro do terreiro quando a gente fica aqui discutindo pra fora a violência doméstica da violência da mulher nossa me precisa tomar cuidado nós pra dentro do terreiro onu o povo de terreiro hoje tá embranquecido que bom povo de terreiro embranquecido que bom alguém tem que fazer alguém que culto aos ancestrais né eu sou de angola só de tradição angola só do povo quanto e foram os primeiros povos que chegaram aqui e os primeiros povos a a a sofrer violência quando a batizar o ele tirar o nome deles não é mas a violência é da mulher negra em todos os lugares então hoje na verdade eu só queria uma reflexão é é a deixa eu ver que a ana carolina ela deu os dados ali então nós todos é como ela disse disse hoje as pessoas já têm informação às pessoas é informação quantas mulheres morrem por dia enquanto as negras mãe por dia quantos adolescentes morrem por dia quando os negros morre por dia quanto às mulheres violentadas é por dia conta as negras são violentada por dia então já está claro então quando o povo de terreiro veio pra falar de violência e parabéns para mais uma casa apesar do pai medos porque está sempre comigo várias vezes na vagem né mas parabéns para mais uma casa está vindo aqui nessas nessa casa pra dizer que o povo de terreiro é contra a violência mas nós não podemos falar para os outros aquilo que nós não falam pra nós como é que nós tratamos as nossas mulheres negra dentro dos nosso dinheiro como é que nós tratamos nossas crianças dentro do nosso dinheiro porque se nós não tomar cuidado nós discutir a violência em volta de nós né e dentro do nosso terreiro se não tomar cuidado nós vamos é não enxergar aquela irmãzinha negra que está lá dentro do nosso terreiro como ela disse preta velha são que negro preto velho é negro não tem preto velho europeu então se mesmo que você seja branca de leite quando você fala com couro cai o saravá você vai está com sangue negro com pele negra vestida na pele branca então essas questões eu estou dizendo aqui porque nós temos que às vezes olhar para dentro de nós porque porque vai fechar a onu a desculpa porque vai fechar a mulher e e é essa mulher cernan será é complicado às vezes eu já peço desculpas pois não têm culpa disso não todos nós estamos aqui às vezes sim porque nós sabemos que toda um toda a situação toda a situação tá ligada o que ao comando político no dia nós com de isso e às vezes nós nós sabemos disso que a violência que nós estamos sofrendo é uma violência é racial constitucional e violentamente pra fechar principalmente todos os lugares de acolhimento o terreno é um lugar é mas a essa mulher também é então nós temos duas coisas para pensar aqui nós de terreiro o que nós vamos fazer para parar de matar pai de santo o que nós vamos fazer para parar de jogar pedra nosso terreiro o que nós nós vamos fazer isso a vida inteira olha eu tô com mais de 60 os 67 anos 40 anos de rua 40 anos de militância e eu ando muito pensando nisso hoje jovens aqui tô vendo os jovens talvez há pessoas aqui a primeira vez vi num no bate-papo né de de violência talvez aqui eu não sei se todos são de terreiro porque a gente quer dinheiro dele tem costume de estar pelo menos contou se com um fio mas são todas as apaes ano mas eu acredito que a maioria estão aqui primeiro é de movimento não tenho vontade de sair de casa ou é dinheiro esse é de terreno uma das coisas que têm que assumir é que eu sou de terreiro eu sou da umbanda eu sou do campo bem e aí que acontece a partir daí nós vamos começar a pensar que estratégia nós vamos fazer o dia o nosso irmão porque enquanto nós estamos aqui lá no rio de janeiro dá invadir no terreiro e matando pai de santo adentro porque a igreja evangélica tão lá dizendo que não é pra pôr roupa branca no varão e aí nós estamos dentro do terreiro vamos lá recebemos nossos guias fazemos nosso santo e vão embora né você que é mulher negra se você sair de branco é por isso que sem sair de branco por isso que talvez você não veste branco porque você já sofreu tanto seja sofreu tanto preconceito que você vai sofrer mais esse que se você sair de branco de dentro do terreiro você é médica enfermeira se você sai você é negro saiu de branco ser macumbeira então o a a mulher negra o homem negro aqui os nossos jovem negro então que não vão para a escola com um field conta porque ele vai sofrer o preconceito duas vezes uma por que ele é negro ou não porque ele está na macumba então o que fazer pra que a gente possa é permitir que as nossas nossos ancestrais nossos guias nossos orixás possa trabalhar através de nós pra cuidar das pessoas como é que nós podemos fazer de as mulheres de pele branca dentro do terreiro delas como ela vai acolher as suas irmãs de fé com mais carinho mais compreensão mulheres e homens mas principalmente a mulher porque nossa tradição é mais feita de mulheres sabem disso no terreiro você pode contar 30 ong vai contar 70 mulher como é que a gente faz isso como é que nós vamos conversar com as nossas crianças para que a criança possa dizer com o maior orgulho eu sou de matriz africana eu não sei eu não sou eu sou matriz africana em angola nem que tu nem geninho banda eu sou de matriz africana eu vim de uma matriz helvídio de de algo mais forte do que é simplesmente a palavra um bando a palavra angola a palavra que tu nós ambos de tradição como fazer isso ea partir daí assumindo a sua a sua é é capacidade de c&t sido escolhido usando um pombo deus por jesus por alá por jeová por c filhos-de-santo merecer ter uma entidade no no seu corpo pra fazer a caridade como é que nós vamos discutir politicamente aqui fora porque é fácil lá dentro batam vestir se de branco recebeu guia recebeu santo e tira a roupa embora sem nada ninguém vai te discriminar ninguém e se você é negra e não vai porque você se você quer que o negro é mais corajoso nesse sentido notou desmerecer ninguém mas é muito muito difícil uma pessoa negra não assumiu santo e não assume que a roupa não assume contudo mais a cultura não ele tem medo ea partir daí como é que nós vamos resolver isso na questão política aí eu não tão posso deixar de falar pra vocês que quem violenta nós principalmente eu não estou aqui para criticar nenhuma religião mas são as pessoas que acreditam que nós usa a bíblia então nós vamos o demônio nossa tradição é a oralidade nossa tradição é ouvido guia do orixá do mentor o que nós vamos fazer a nossa tradição não tem uma bíblia então nós vamos ser mortos porque aqueles que eram é que entrou num caminho complicado ele voltou que bom que ele voltou mas ele pegou uma bíblia na mão ea partir dali ele não tem mais problema ele já foi sanado e ele tem que nos matar essa questão é muito séria mas é a gente só não percebe isso terminamos e dá um toque é e aí vocês não percebe isso porque a maioria uma vez vale para medeiros em primeiro é fácil cedo santo mas é difícil pra rua eu eu sei o que eu sofri aqui nessa campinas eu sei o que eu apanhei aqui nessa campinas torcedor santo então assim eu acho que nós temos eu vou o que gostaria de contribuir dessa forma quando a ana clara foi me convidar para dizer mãe dando nós vamos discutir a violência é povo de terreiro contra a violência aí eu até falei pra ele assim ana paula vai conseguir trazer todo mundo eu falei foi mandando eu vou convidar e porque ninguém quer discutir isso porque é fácil não discute isso não está acontecendo não está acontecendo comigo não está acontecendo na minha casa não tá acontecendo mas está acontecendo e nós só vamos conseguir resolver isso pela lei é lei pra tudo quanto à já não precisa fazer mais lei essa casa de leis vereador não precisa tá cheio de lei eu quero ver executar mas para executar a gente precisa ter gente do nosso lado a gente não pode ter sua capitão do mato que nós só temos hoje nós temos poucos fala ai nem ai de um saiu me ajuda é abolicionista e temos um monte de capitão no mato nós temos abolicionista brancos pobres nós não podemos nós que somos negros não podemos já foi embora do movimento negro toda a vida foi de movimento negro mas já foi negócio mil km tem negros e branco já tamos a ultrapassamos isso precisamos entender que ainda samus o maior castigado samus mas esse negócio natal já passamos isso agora nós sempre se vão entender é que nós vamos envolver todo mundo quem qual é o capitão do mato né seja sem saber quem é o capitão do mata está sentado na cadeira todo mundo sabe eu sei de mim e não foi o cubo teila mas o capitão do mata aí e quem colocou ele lá agora tá vendo né então é isso quem colocou o capitão do mato lá precisa entender que ele pôs o capitão do mato e não vai ter oferenda certa não vai ter oferenda certa para tirar esse homem só porque ele é o próprio demônio e o demônio já oferenda por si tão diante do ascendente velhinha gente desculpa mas eu não consigo eu tenho lutado muito e não ter lutado sozinha é ó estamos todos aqui cada um está fazendo a sua parte mas eu vou dizer uma coisa pra vocês eu fiquei dois anos no encarceramento dentro da minha casa e não vou mexer com mais nada porque ninguém tá mexendo porque eu tenho que ir mas quando o capitão do mato entrou eu falei 'não posso ter que voltar para a rua tem que voltar pra rua eu tenho que voltar pra rua eu ainda não acabei o meu trabalho então olha meus irmãos e minhas irmãs primeiro muito obrigado por me ouve muito muito obrigado mesmo é etona clara a disposição como eu disse pra você tô com gente recolhido na casa lá está um pandemónio mas eu disse para minhas filhas e nós não podemos deixar nossos irmãos sozinho como ele também não deixa não sozinho é e regina vamos continuar como promotora legal como a gente como cacique como vereadora como é essa a ser notícia da banda bora gente mora vamos daqui nós passou dezembro nós já podemos começar a fazer como é que a gente virar esse jogo eu espero de morrer e virar o jogo boa noite pra vocês brigada com a palavra luciana mestre a táchira cdc de um banner paraná ao an macauã bandana saravá achemos um barco eo peço a bênção e permissão meu pai espiritual mestre trabalhar em sua bênção meu pai a bênção aos mais velhos aos meus iguais e aos mais novos o cumprimento às componentes da mesa ana carolina fernanda maria regina cacique eva mãe dango cumprimento mariana vereadora muito obrigada mariana cumprimento também as autoridades os sacerdotes e sacerdotisas aqui presentes cumprimento meus irmãos da tenda de umbanda estrela matutina cumprimento a todos os presentes bom a a violência de gênero e doméstica ela está em toda parte do planeta atingir os mais variados povos classes sociais etnias mulheres que independente de cor raça crença religião condição social ou orientação sexual sofrem algum tipo de violência simplesmente porque são mulheres e falar sobre isso é muito importante porque leva informação ajuda no combate ajuda chamar a atenção aí aos índices ea ausência deles na mesma ana carolina e nós pra nós do movimento em band está a ciência é um dos quatro pilares do conhecimento ciência filosofia a arte ea religião ea matemática é uma ciência sagrada tanto que nos dedicamos dentro da iniciação a numerologia sagrada e eu vou trazer aqui alguns números pra vocês e aí a gente vai poder confrontar que realmente nós não temos índices reais sobre a violência no brasil bom é em 2018 houve um levantamento do datafolha onde diz que 16 milhões de mulheres acima de 16 anos sofrem algum tipo de violência 3% ao se divertir num bar 8% no trabalho 8% na internet 29% na rua e 42% em casa o número de agredidas fisicamente alcança quase cinco milhões de mulheres uma média mais ou menos de quinhentos e trinta e seis mulheres por hora em 2018 e cerca de 177 espancamentos a cada duas horas uma mulher é assassinada no brasil ea cada dois segundos uma mulher é violentada essa pesquisa também nos diz que 76 9% das mulheres vítimas de violência contam que conhecia o agressor marido um ex marido namorado e ex namorado um vizinho um conhecido e quando perguntados depois dessa agressão o que elas fizeram mais da metade respondeu nada sequer chamou a polícia ou seja isso só revela como é difícil quebrar o silêncio nem ana carolina e aí muitas vezes essas mulheres elas não procuram ajuda não chama polícia porque tem medo de ser mal interpretadas mal entendidas e aí com tristeza a gente escuta que o ss mulheres está fechando e viver uma vida livre de violência é um direito de todos né mas hoje temos uma sociedade desigual então há grupos sociais vulneráveis então mulheres morrem mulheres são agredidas sofrem violência sexual por serem mulheres ignorar isso faz com que atrapalhe que a gente consiga realmente impedir que isso aconteça é nós vivemos numa sociedade que desde pequenas né no círculo de amigos na casa nas escolas nos ensinam que as mulheres são inferiores aos homens isso estou falando de uma maneira geral é claro que não são todas as casas todas as escolas todos os círculos de amigos mas nós temos números reais aqui né e sendo assim as mulheres são vistas como propriedades e essa violência é considerado uma correção pela insubmissão então a mulher ao longo dos tempos ela sumiu papéis importantes na história empoderando seus sentimentos suas ações trazendo responsabilidade e assumir no destaque na sociedade esse empoderamento muitas vezes ele gera conflito de opiniões de atitudes e causa então essa abominável agressão que pode ser uma agressão psicológica uma agressão física uma agressão moral patrimonial uma agressão sexual então as mulheres sofrem agressão por serem mulheres bom em alguns casos essas agressões elas chegam à morte o desencarne e quando pensamos que seres espirituais encarnados iguais perante a divindade suprema são brutalmente violentadas em sua ética sua vontade e seus desejos nos perguntamos o que nós de casas de iniciação de terreiros de umbanda nós que vivemos dores e sofrimentos todos os dias como estamos nos posicionando diante dessa desigualdade nós entendemos que o movimento umbandista ele é universal porque nos quatro cantos do planeta nós temos caboclos pais e mães velhas caboclos e caboclas né pais e mães velhas crianças guardiões e mesmo que com roupagem diferente da que conhecemos esses ancestrais e lustres de altíssimo grau eles baixam por misericórdia nos templos nos terreiros na choupana para nos auxiliar e recebem cada dia mais pessoas com mensagens de amor e sabedoria mensagens de simplicidade e essa máxima essas mensagens de amor e sabedoria elas são trazidas através de conversa que traz pra nós palavras de conforto e direcionam e trazem muito respeito por aquele ser espiritual e aqui no caso das mulheres e aí eles não julgam nem dão importância que o assunto requer e aí nós nos perguntamos sobre uma das virtudes que beira a i a igualdade que faz com que as pessoas sejam iguais que é o respeito e chamando a atenção para o respeito nós fazemos essa ponte entre o que é o sagrado eo profano quando nós ouvimos e vemos histórias de mulheres que sofrem violência em nome do amor de amor é esse em nome da justiça em nome da proteção da família em nome de deus tupã de caboclo zambi de pai velho e aí o deus menino das crianças entendemos o quanto nós estamos longe das virtudes superiores do ser espiritual e essa situação está alheia a semus umbandistas isso acontece em toda religião e quando esses seres espirituais que sofre vem até as nossas casas as entidades que conhecem as histórias delas direcionam o entendimento para a mudança dessa realidade que há cada vez mais cresce nós do movimento umbandista acreditamos que podemos e devemos levar as virtudes os valores que permeiam nossa doutrina para fora do ct o vírus porque entendemos que através do despertar dessas virtudes através da educação espiritual com aumento da espiritualidade né essa condição essa realidade da violência doméstica e de gênero pode ser revertida ela pode ser erradicada ela pode ser venerada claro que isso não vai acontecer de um dia pro outro mas as nossas acções auxiliam pra esse caminho a nossa responsabilidade como conhecedores dessas virtudes conhecedores do caminho do bem que tanto nos ensina as entidades nós como formadores de opinião vai além das portas das nossas casas porque essas mulheres que enfrentam a violência seja ela qual for muitas vezes elas não vamos terreiros em busca de ajuda então nós precisamos nos mobilizar mobilizar a sociedade e mostrar que é um caminho a ser revertido mostrar às pessoas o entendimento das coisas do sagrado nós precisamos refletir sobre esse tema e buscar propostas e reconhecer a violência que atinge meninas e mulheres mostrar que este não é um movimento feminista não é um movimento político e sim um movimento de seres espirituais iguais nem mais forte nem mais fraco seres espirituais que buscam a igualdade o respeito ea harmonia entre os iguais é um movimento acima da ideologia e aí quando a gente fala né de políticas públicas a gente não pode nesse momento a gente não pode também deixar de falar sobre as políticas públicas porque porque quando acontece uma agressão vemos uma agressão às vezes próximo de nós ou distante nós temos que entender que essa agressão não pode ocorrer também com esse agressor porque entramos um ciclo virtuoso vicioso e não num ciclo virtuoso né nós temos que nos lembrar da lei da ação e reação agredir o agressor não nos leva a entrar nesse círculo de virtudes e aí sim temos sim que ter órgãos competentes para nos auxiliar e dentro e fora dos terreiros nós médios precisamos respeitar todos ser espiritual independente de gênero orientação sexual cor credo religião com exemplos de igualdade nós da tenda de umbanda estrela matutina nós desejamos em coração há uma verdade que todos consigamos despertar as virtudes do ser espiritual as virtudes dos sete espíritos de deus a paciência o respeito o entendimento a justiça a sabedoria o conselho as boas palavras os pensamentos e os sentimentos puros que nós todos nós aqui presentes e todos os ausentes nós que consigamos ser multiplicadores semeando e cultivando a simplicidade com amor e sabedoria paraná ao an macauã a umbanda saravá [Aplausos] é nós entregamos um papel pra vocês realizarem perguntas é o ps pros meus irmãos responsáveis entregarem é em decorrência do tempo a gente não vai poder fazer muitas perguntas mas eu vou selecionar algumas pra pra gente poder ter uma conversa com os componentes da mesa é acreditar que estava olhando aquilo eu to nunca caiu 19 horas é bom algumas perguntas aqui foram direcionadas eu vou fazer uma pra maria regina perguntaram se a senhora poderia falar mais sobre o caism e o seu papel sobre a ajuda à mulher eu vou fazer três perguntas e aí respondi a gente responde em conjunto fizer uma pergunta para ana carolina quais órgãos nacionais e internacionais podemos ter acesso a dados ou levantamentos estatísticos sobre feminicídios violência contra a mulher etc e por último uma pergunta pra cacique eva é a pessoa perguntou é que a senhora comentou que nunca tinha ouvido falar sobre violência entre homem e mulher na aldeia ela disse que imagina que a relação de respeito entre homens e mulheres na aldeia se costuma desde cedo como é construído como é construído essa relação de respeito entre homens e mulheres na aldeia indígena eu comece o primeiro com a maria regina respondendo a quem perguntou se eu tenho um homem não não tem não lamentar então é muito simples é eu citei o caso não é porque é o primeiro local que a gente deve encaminhar ou se a pessoa se sente suficientemente em condições após uma violência de de buscar essa ajuda porque é no caism existem pessoas qualificadas para o atendimento néné a mulher quando ela é sofre a violência é naturalmente o caism para quem sofre estupro né e que é uma violência que hoje ela está meio ela está é como eu diria exagerada mais pouco falada então as mulheres quando elas é só foi estupro e ao invés de pra delegacia e hoje essa violência ela está é numa qualificação assim bastante é como eu diria está muito violento é esse é esse estudo está muito violento ele está é detonando com as mulheres então a tem uma equipe especializada para atender essas mulheres para dar o acolhimento pra fazer com que ela dê conta de de passar o que ela sofreu viveu e que ela faça os primeiros atendimentos de da pílula dos medicamentos necessários para a contração de doenças sexualmente transmissíveis nem por isso caiu e é um órgão que de verdade a gente tem que ter realmente fazer uso dele muito fazer uso dele muito quando passar por essa situação porque corremos o risco e de todos os equipamentos que o estado é tem para atendimento à mulher ele realmente estão sendo desorganizado e aí pela durma pelo desumanização as pessoas não vão em busca e com isso ele fica sem efetivamente o atendimento com o o o uso e aí acontece como ss que se feche mas é nessa situação o caism ao primeiro lugar e também outras violências é o corpo delito mas aí oriento que ninguém vá fazer o corpo delito sem alguém acompanhando porque realmente a gente recebe outro abuso a que é disso está tão só quem passa aqui sap [Aplausos] é na carolina para responder oi boa noite é existem diferentes fontes de dados que por vezes é podem apresentar diferentes informações ou diferentes aspectos da mesma informação se formos pegar os dados de violência contra as mulheres o ministério da saúde tem uma fonte uma base de dados que é bastante robusta a forma como analisam e disseminam publicamente é que nem sempre apresenta as informações que estamos buscando mas a base de dados deles a partir dos casos que são retratados relatados nas unidades de saúde é muito boa tem uma publicação que se chama mapa da violência que é produzida pela flacso pelo professor júlio jacobo que é muito boa que traz dados não só de diferentes tipos de violência contra as mulheres de assassinato contra a mulher das mulheres mas também outras formas de violência que se somam e que muitas vezes impactam as mulheres de uma forma diferenciada como por exemplo os altos índices de assassinatos de jovens negros sabemos os impactos que que esses assassinatos têm na saúde das mulheres negras e que se torna uma outra forma de violência e violação que essas mulheres sofrem no brasil é um jovem negro é assassinada a cada 23 minutos então é um dado realmente alarmante é outra fonte de dados muito robusta e confiável é o que é publicado periodicamente também pelo ipea e pelo fórum nacional de segurança pública que foi a informação que o trouxe hoje e que por ter a metodologia diferente buscar e usar uma base de dados diferente também a gente tem é o mesmo fenômeno mostrado de forma distinta então por exemplo no mapa da violência fala que é no período de 10 anos aumentou a quantidade de mulheres negras assassinadas em 54 por cento e reduziu das mulheres brancas em quase 10 por cento no dado que é mostrado pelo ipi que eu compartilho com vocês mais cedo a informação é bastante mais conservadora mas ainda assim mostra as diferenças entre homens e mulheres o ibge é que é a fonte oficial e que é o instituto responsável por monitorar os avanços do brasil em relação aos compromissos internacionais têm um portal muito interessante do g1 que é que monitora não só esses dados de violência mas que por vezes apresenta a história de vida dessas mulheres que muitas vezes são números né então ao retratar a história de vida dessas mulheres traz uma oportunidade de identificar e reconhecer de uma forma precoce situações que podem levar essa essa esse extremo né que são os assassinatos e tem também uma publicação que nós fazemos junto com o e fé e que se chama retrato das desigualdades de gênero e raça que está disponível no site do ipea que traz não só informações sobre violência mas de outras 12 áreas é do campo social em que as desigualdades de gênero e raça se manifestam de forma muito evidente internacionalmente existem outras disse diversas fontes destaco o que é publicado pelo centro global de excelência estatísticas de gênero que fica localizado no méxico e que é uma parceria do governo mexicano a onu mulheres e pau e outras instituições então existem diferentes fontes que podem contribuir com essa elucidação das realidades diferentes realidades vividas pelas mulheres a pergunta pra cacique eva é você quer que eu repita é a pergunta é perguntaram sobre é que você a senhora falou que não havia ouvido falar sobre violência entre homens e mulheres na aldeia ea pessoa imagina que é seja pela relação de respeito entre homens e mulheres dentro da aldeia é que costuma sê desde cedo e ela pergunta como que é construído esse respeito entre homens e mulheres na aldeia indígena à noite então é porque assim na verdade eu fiquei com uma liderança então o controlo nem a comunidade que é a gente a preocupação ano eu tinha da comunidade dos jogos então eu começou a fazer esse é organizar o jovem a criança e comerciantes não é porque a gente não pode esperar e da preocupação se ajeitar preocupado a gente tem que agir diante não deixar acontecer primeiro para poder agir então é a gente tem é a cultura que é a gente tem uma uma casa nem marcar de resto que a gente chama onde os mais antigos repassa para eles né projovem onde eles aprendi a iaa depois esse banco a escola que vai estudar então aonde está o perigo então mas mesmo assim a gente é é controlado né a gente faz palestra com as crianças com jogos casas mãe junta junto com o pai e também é como quem diz a violência através da bebida através da uma festa através de um amigo amiga e então isso a gente já corta antes então a gente não tem pra china não não tem não tem a nossa festa que é o batizado que a gente tem as danças do escoural apresentação então isso é uma festa que a gente tem mas é falando de algumas aldeias é também acontece muito violentos por causa que izma mora muito próximo da cidade né então isso é também é é importante alguns que têm malteria que mais próximas da cidade verde também houve também deles né pra gente saber também é porque eu não posso em fala daquela idéia nem eu posso falar da minha aldeia então é isso é que eu tô falando também né e também assim porque é isso por isso que eu falo assim a gente controla nem controla pela na nossa aldeia não tem não tem rolo tem pressa não tem nada tudo é repassado na casa de reza a brincadeira é futebol por exemplo a gente tem é corrida dos guerreiros andinas aprende né então isso é o trabalho do centro pai na aldeia é por isso que a gente controla a gente não pode receber as outras pessoas que vêm da outra aldeia e deixarem que tem que é pesquisar e saber da onde ele estava em porque tamino então está protegendo a aldeia porque assim você deixar entrar você pode deixar entrar um droga pode você não sabe né então você não pode abrir as portas você tem que ver primeiro a poder abrir as portas aí você defende a comunidade defende a família também não essa parte que obrigada bom eu gostaria de agradecer às pessoas que fizeram suas perguntas é nosso tempo é muito curto a gente tem que deixar a casa às 10 horas é então as perguntas que foram feitas nós estaremos publicando nos históricos e estaremos publicando na nossa página no facebook podem ficar tranquilas e tranquilas que nós estaremos respondendo e já encerrando é eu recebi uma fala de uma das filhas da mãe dano obrigada é e ela diz aqui sobre é que a gente precisa viver a solidariedade a solidariedade feminina antes de jogar a mulher ao lado de sofrer uma violência pensar e compreender qual situação que ela vive o que ainda mantém ao lado do agressor então são todas todas e todos tiveram algumas inquietações e nós estaremos respondendo é não deixaremos ninguém sem respostas e e sem que tenha as suas palavras ditas para as pessoas da mesa mas como temos que encerrar e eu agradeço muito a presença de todos vocês aqui conosco até essas horas é na umbanda tudo notou tudo nós agradecemos né seja em forma de preces ou de cânticos sagrados para agradecer é essa noite de hoje e reforçar nosso convite de parcerias queremos finalizar com o poder feminino o poder da natureza pra isso convido a mestra bichará sassa a tânia regina para entoar os mantras e cânticos sagrados boa noite minha cabeça e meu pai é era na uan aos meus irmãos planetários todos os dias é dia de louvar de pedir e agradecer e hoje não seria diferente que a mãe d'água possa com suas águas tranquilas serenas e transformadoras trazer a todos nós o embalo o envolvimento ea proteção da água puré luz mãe d'água tem muito amor [Música] muito água gosta de ver filhas do mundo feliz mãe d'água é pura elos boa tem muito amor gosta de ver filhas do mundo feliz [Música] e nem [Música] i e ii [Música] i e ii i a 11 a 1 i a uma ára a ua a a1 dura e assim damos por encerrado no evento desta noite agradeço a participação e presença de todos e que eu achar lá possa abençoar a todos que possa proporcionar a todos luz na mente paz no coração e energias positivas e concretizadores da felicidade era na lan saravá achei [Aplausos] é em nome da câmara municipal em nome da comendador é gina e do vereador carlão do pt que são que é membro e presidente da comissão de direitos humanos gostaria de parabenizar e saudar essa mesa grandiosa parabenizar a ao terreiro estrela matutina ea onu mulheres pela realização desse evento e desejar a todos um bom retorno para casa e declara encerrada então esse evento muito obrigado [Aplausos] pois é terminou agora pouco debate público aqui na câmara municipal de campinas um evento é muito interessante um assunto certamente muito importante eu estou aqui com a vereadora mariana conte que representou o vereador carlão do pt bom pra falar ao vivo aqui na tv câmara campinas a respeito da importância é de um debate como esse se de um tema como esse uma noite pra senhora uma noite boa noite a todos os nossos telespectadores é um debate super importante como foi colocada à violência contra a mulher da violência de gênero ela tem dados impressionantes e esses dados com certeza estão subestimados porque é uma violência silenciosa que muitas vezes é difícil de acessar difícil de reconhecer e difícil de combater e a gente sabe que muitas vezes a violência acontece perto da gente né maior parte dos casos de violência contra mulheres acontece dentro de casa acontecem relações íntimas relações afetivas e é super importante que os povos de terreiro possam discutir isso né como lugares de acolhimento como lugares comunidades que têm um papel aí um compromisso no combate a todos os tipos de violência discriminação e é também a discriminação de gênero ea violência que decorre disso eu acredito muito na questão na na prevenção a prevenção é a melhor forma de combate ea gente está discutindo o tema orientando dizendo como as casas como as comunidades devem lidar como proceder como apoiar essas mulheres nedeson com desconstruir aquela proposta aquela ideia que muitas vezes está presente de responsabilizar de culpabilizar mulheres isso é super fundamental então foi um debate riquíssimo e eu espero que a gente tenha mais e mais eventos como esse eu tenho percebido inclusive vereadora que a câmara municipal de campinas tem aberto oportunidades é para o pessoal tantas religiões de matrizes africanas não é a primeira vez que isso acontece isso é importante também na água super importante na verdade de campinas tem inúmeras casas de diferentes religiões de matriz africana e é super importante porque a gente sabe que é muitas vezes essas religiões elas sofrem preconceito nem a gente sempre diz é que o racismo que está presente nas ruas na nossa sociedade ela recai também sobre essas religiões ea gente lembrando é que na verdade a gente tem uma multiplicidade de religiões e que todas as religiões têm que serem respeitadas na independentemente da vertente da matriz do ghana de quem pratica é todas as religiões têm que sempre é respeitada né e por isso o estado é laico por isso nós defendemos um estado laico o estado é laico para que seja o espaço de realização de todas as religiões então essa é a isso não é a primeira vez que acontece e eu espero que mais mais vezes aconteçam da visibilidade visibilidade em relação ao preconceito que essas religiões sofre avisa visibilidade em relação à violência que está acontecendo é muitas casas têm sido atacadas sofrendo com essa violência então é super importante compromisso da câmara nesse nessa com a defesa dessa pluralidade democracia que passa também pelo direito das pessoas poderem exercer seu credo suas crenças livremente sem qualquer represália sem qualquer tipo de repressão e preconceito obrigado vereador obrigada não tava muito obrigado conversamos ao vivo aqui no plenário da câmara municipal de campinas com a vereadora mariana conti e você segue a vereadora mariana conte que representou o carlão do pt na noite desta terça feira bom você segue com a programação normal aqui na tv câmara campinas muito obrigado pela audiência [Música] a tv câmara campinas
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