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Olá, [música] começa agora mais um por dentro da Câmara que mostra todos os setores [música] e também o funcionamento interno. A gente vai mostrar hoje, conversar um pouquinho sobre a diretoria de gestão de [música] pessoas. Ao meu lado está a Jaqueline Rebelo de Oliveira, ela que é diretora de gestão de pessoas. Obrigada por nos receber, Jaqueline. Eu que agradeço a presença de vocês. Bom, é importante a gente mostrar um pouquinho dos bastidores, né, do que realmente acontece internamente aqui na Câmara Municipal de Campinas e falar um pouquinho sobre esse departamento que muita gente conhece, mas não sabe como que funciona dentro da casa de leis. Então, queria que você explicasse um pouquinho o que é esse departamento, né, e quais são os trabalhos que vocês desenvolvem. Então, eu costumo dizer que a diretoria gestão de pessoas, ela é uma diretoria orgânica, ela é viva. É, são muitos servidores e que t as suas vidas, que o fator humano traz essa questão da imprevisibilidade, mesmo que a gente respeite, a gente tem um uma grande normativa, né, dentro da casa de regras a se seguir, mas a vida humana ela impede de da de todas as variáveis serem abraçadas por por tudo que está previsto nas normativas. Então, é uma diretoria que vem passando muitas mudanças. Antigamente a diretoria de gestão de pessoas, muito eh falado RH, né? Era muito voltado apenas para folha de pagamento, para a questão da contraprestração, né? A folha de pagamento, que é um braço nosso hoje da Coordenadoria Gestão de Pessoas, ela é essencial, né? ela é a contraprestação do trabalho prestado pelo servidor e então ela tem uma força eh de extrema importância, né? Ela realmente ela é um dos dos nossos mais pontos de mais atenção. Qualquer impacto, o erro acaba impactando na parte alimentar, substancial, né, da da vida daquele servidor. Mas hoje em dia a diretoria gestão de pessoas, ela tem uma gama muito maior de abrangência da vida funcional, da saúde do servidor. Então nós temos a coordenadoria de gestão de pessoas. Uhum. a a coordenadoria de desempenho e desenvolvimento e a Coordenadoria de Saúde e Qualidade de Vida, né? Então, a Coordenadoria de eh de Saúde e Qualidade de Vida, ela acompanha os exames admissionais. Uhum. Ela tem o nosso plano de eh o nosso plano PR CMC, que cuida da saúde do servidor, né? E também eh hoje em dia com a chegada da NR1 vai ter uma ligação muito maior com a com a nossa direção. Sim, referente aos cuidados e a da à saúde mental, né, que é um desafio essa aplicabilidade. A gente ainda não tem eh estamos implementando Uhum. a ideia aqui na casa com já contratando empresas para deixar a gente preparado para esse essa nova realidade, novo modelo novo modelo. Então, eh lá ficam nossos médicos e então toda a parte de atestado, frequência impacta diretamente aqui também na folha. Então sempre as coordenadorias se conversam, se complementam, né? a Coordenadoria de Desempenho e Desenvolvimento, que acompanha a parte de avaliação do servidor, né, avaliação do desempenho, clima organizacional, também de extrema importância. Hoje em dia, a é uma tendência, não só daqui da casa, mas é uma tendência que vem muito forte das novas gerações, principalmente, virem com necessidade de serem atendidas em questão de escuta, em questão da participação, em questão de eh buscar um equilíbrio. Equilíbrio que antigamente se falava muito pouco, né? mais equilíbrio entre o trabalho, a casa, vida, família, como tudo isso impacta, né? E tem então junto com todas essas coordenadorias, a diretoria de gestão de pessoas vem também de forma estratégica conversar com as demais diretorias para conseguir realizar esse trabalho de forma mais otimizada possível, né? Nós temos dentro da minha diretoria tem a parte de certidões. Sim. que atesta a vida funcional do servidor, o que ele realizou, né, para para devidos fins que ele precisar. Temos a nossa analista [limpando a garganta] jurídica também, que acaba justamente muitas vezes naquela lacuna da lei, alguma imprevisibilidade que não está escrita diretamente naquele caso concreto que está acontecendo na vida daquele servidor. Tem uma lei, mas não fala exatamente o que tá previsto. Então, como que a gente pode agir? Se é por analogia alguma situação, se precisa de alguma outro tipo de avaliação, né? Então, eh, a complexidade da diretoria gestão de pessoas, [risadas] ela é ela é bem bem ampla, mas é um é um departamento muito rico, muito rico mesmo de se trabalhar. E Jaquelina, você comentou sobre essa esse novo modelo que antigamente, né, as pessoas falavam, era na verdade teve essa mudança de nomenclatura que antes era RH, né, só recursos humanos e voltado paraa folha de pagamento. a parte burocrática hoje, eh, fala-se muito sobre esse atendimento humanizado mesmo, que vocês não olham, né, apenas pro pra tarefa que o funcionário ele executa, que o colaborador e o servidor, mas na pessoa mesmo, né, no indivíduo. Essa talvez seria essa diferença do departamento, né? Eu acredito, acredito que isso mudou bastante a valorização do servidor. Eh, essa questão da do servidor bem acompanhado, um servidor bem assistido, ele contribui mais para casa, ele contribui eh da sua a sua longevidade de uma forma muito mais rica no sentido de estar disposto, de de diminuir a as ausências, né? Eh, então é claro que o clima organizacional, nós somos mais felizes tratar com as pessoas que estão com uma saúde bacana, né, e com um prazer de vir trabalhar. Isso devolve pra população que precisa do também de dos serviços aqui da casa. ela, um servidor bem assistido, ele devolve melhor um trabalho de de qualidade pra população, sem dúvida. Isso então é um é assim, é uma é estrategicamente falando, né, acaba trazendo mais produtividade e é esse clima que você mencionou, né, dessa convivência de fazer, porque a demanda é muito grande, mas unindo, né, as tarefas que vocês executam com esse olhar diferenciado, acaba tendo um resultado positivo. Sem dúvida. Eh, a gestão de pessoas, ela é voltada justamente para essa parte humana, né, para essa parte da da aproximação do dos servidores com a casa. Então, a gente consegue fazer muitas pontes, mediações, né, eh, nos relacionamentos, no clima. Eh, a gente traz as potencialidades que podem ser desenvolvidas, ajuda muitas vezes o servidor a enxergar suas próprias potencialidades e e esse clima que a gente prega de ter o calor humano, de ter a conversa, é um clima que ah, eu acredito muito que seja pilar pra gente ter uma estrutura forte, sabe assim, que eh a nossa a saúde física, mental, ela impacta demais o nosso rendimento e na nossa colaboração e acaba sendo uma coisa que eh você acaba influenciando a vida do outro, né? Então, se você está bem, você influencia positivamente quem está ao seu lado também. E Jaqueline, vocês recebem bastante assim sugestões, pessoal, aqui os servidores eles chegam até vocês para sugerir alguma alguma mudança ou pedindo algo ou trazendo alguma ideia para tentar implantar. Vocês têm esses diálogos assim entre os corredores? [risadas] Entre os corredores, por meio de ouvidoria muitas vezes também, né? Nós temos a nossa limitação que nossa a realização estrutural de mudanças de aplicabilidade de algumas ações precisam ser eh vistas no meio jurídico para ver se tá dentro de uma previsibilidade orçamentária da legalidade. Então, é claro que diferente da iniciativa privada, nós temos nossos entraves, sim, que tem tudo tem que ser muito bem eh comprovado a questão do da daquela ação estar voltada para o público, né, estar voltada para em benefício da população, né, que é o o nosso ponto maior de de preocupação é voltar o o trabalho, voltar esse serviço de qualidade. para a população. Então, as ações, principalmente, a gente trabalha muito na parte preventiva, né? Então, eh, recentemente a gente fez uma ação que foi ação antitabagismo. Então, estamos realizando ação do setembro amarelo, que é justamente a parte da saúde mental, né? eh, de a mandar várias mensagens positivas pro pessoal, pro pros gabinetes, pros servidores, para você tomar em atenção. As mensagens, é claro que elas não são um [limpando a garganta] aprofundadas sim na nas questões que envolve, mas ela lembra é a conscientização. É para você estar atento, né, que muitas vezes na rotina a gente passa desapercebido com essas questões. Então eu acho que uma agenda de saúde, ela é importante justamente isso para trazer a baila, né, essa memória de pensar no assunto, de buscar dentro de você a melhoria sobre a sua saúde ou do próximo, né? Então, a aqui a gente tem pela ouvidoria Uhum. Eh, um fluxo bem grande de informações também que a gente precisa prestar, né? A ouvidoria ela pelo sistema fala BR, né, de acordo com a lei do acesso à informação. Então a população geral, os exservidores trazem também eh questionamentos do que fazemos, do que podemos fazer, né? Temos prazos para responder esses questionamentos e isso é um fluxo substancial aqui aqui na casa. Jaqueline, queria que você falasse um pouquinho sobre o programa A Câmara Integrada, né? como que ele é pensado e o que ele traz aí pros servidores, né, essa integração de fato. Ah, esse é um projeto muito feliz da DGP. Ele é pensado justamente, como o nome diz, na integração dos servidores, né? a oportunidade de aproximar os servidores em comemoração aos aniversariantes do mês, né, correspondente, com um café, um tempo de bate-papo, de conversa, né, que traz essa energia bacana, essa muitas vezes troca de ideias sobre os setores. No meio dessa descontração, a gente consegue captar muitas vezes justamente como o a o servidor está satisfeito, quais são as ideias que ele tem, né, para compartilhar com os amigos de por de determinado assunto. E normalmente eh tem tem sido de muito sucesso. o pessoal participa com alegria, assim, a gente tem a perspectiva de continuar com eles sempre e cada vez mais o pessoal está aderindo a e é muito gostoso de ver o a turma reunida e participando do nosso projeto. É um momento, né, porque a pessoa sai um pouquinho daquela rotina, né, extensa de trabalho. Aí um tempo que tem para colocar a conversa em dia ou até mesmo para falar de outras coisas e também até do próprio trabalho, mas mudando um pouquinho ali o ambiente já gera outra produtividade, né? A pessoa volta diferente, né? Sim. tem impacto no clima organizacional, justamente porque ela sai da rotina e encontra outros colegas queridos, muitas vezes estreita relações e isso tudo reflete na no bem-estar, né? O ser humano, ele é ele é um ser humano, um ser de trocas, um ser de aproximação. Então a gente faz isso de uma forma muito leve e tem a gente tem tido bons retornos assim desse projeto. O pessoal fala muito bem e a gente tem a perspectiva de continuar. Nesse período que você atua aqui, há quanto tempo que você tá na Câmara, Jaqueline? Então, eu fiz meu estágio de direito aqui, então eu estou aqui desde 2005. e fui estagiária de direito. Aí eu terminei o estágio, fui assessora de gabinete por um período, entrei no concurso da prefeitura em 2014 que eu entrei eh no concurso da Câmara como técnica legislativa e então a minha trajetória aqui na casa já faz um bom tempo. Já faz um bom tempo. E como que você eh vê essas as mudanças, né, as evoluções dos departamentos pelo qual você passou até hoje, né, com o convite de assumir a diretoria, como que você vê a sua trajetória também, né, pessoal e profissional dentro da Câmara Municipal? Não, eu fico muito realizada, né, de est assumindo essa posição. Eh, eu acredito muito na nessa equipe, então são pessoas que me trazem muita segurança, são pessoas que gostam de realizar. E desde que que eu cheguei aqui na casa, pela forma que os processos eram realizados, as mudanças foram gigantescas, né? a tecnologia trouxe uma otimização dos processos de forma exponencial, que eu acredito que a gente não tinha essa capacidade de prever, né? Então hoje até essa questão dessa essa prestação tecnológica, acelerar tanto as informações, tanto otimizar as informações, os procedimentos, que o nosso até público mudou o nosso atendimento, tanto o atendimento externo como o atendimento dos servidores aqui, eh eles buscam uma celeridade. Antigamente você dava um prazo e a pessoa sabia que aquele prazo, né, ele eh pela força burocrática, a aquela questão analógica dos procedimentos, era realmente tinha que ser cumprido. Hoje a gente tá se acostumando a ser imediatis artista e isso a gente tem que conseguir, [risadas] a gente tem que conseguir trazer muitas vezes aqui pro nosso cotidiano respostas mais rápidas. Sim. e com fundamentos tão de boa qualidade quanto antigamente, né? Então a gente traz aí muita, temos essa ajuda da IA e temos ajuda de sistemas e a gente traz esse fluxo maior de atendimentos, de muita informação, mas ao mesmo tempo tem que ser da mesma qualidade que prestava antigamente, com os fundamentos certos, com a análise correta, né? Então, mas claro que isso só veio melhorar, só veio otimizar, enriquecer a o fluxo do nosso trabalho. E daqui para frente, né, o que que você acredita que pode ser melhorado também já eh utilizando essa informação que você trouxe, né, do de trazer com qualidade as respostas mais rápidas aí pro pessoal e o que precisa ser modificado, o que que você acha que vai otimizar mais tempo de vocês, né, daqui num olhar daqui algum tempo em futuro. Tá cada vez mais difícil de opinar, né? Porque as [risadas] mudanças estão sendo rápidas. Na verdade, a gente tá correndo para acompanhar, né? Seria ideal ano a gente ante TV, né? qualquer mudança para poder, mas hoje em dia a gente procura acompanhar as que já estão sendo realizadas nesse presente. São tantas notícias e tantas fontes que a gente busca se atualizar, se informar e cada vez com uma opção mais ampla que fica até difícil você ter um olhar estratégico para isso. Eu preciso eh realmente eu conto muito com a colaboração da casa toda, inclusive com o pessoal de TI, que é excepcional, excelente aqui, né? Então, já estamos alinhando algumas ideias a diretoria com a diretoria de TI, um uma busca de uma IA dentro do sistema que possa ser utilizada para pequenas dúvidas, paraas dúvidas mais práticas de pronto atendimento, que é muito comumente utilizado hoje nos serviços que a gente vê, né, de banco. Sim, até a própria saúde, né, a gente já tem essas informações. É, tem. E aí temos a um desafio de precisar, de repente de um computador maior do que nós já temos aqui. Então as formas de realizar esse serviço vão ser trabalhadas aí dentro de uma expectativa plausível e adequada, mas que o céu limite para pra gente sonhar e prever algumas otimizações que sejam eh de bom retorno aqui pro setor e paraa prestação do nosso serviço. Com certeza. Tá certo. Obrigada, Jaqueline por compartilhar um pouquinho do seu trabalho, né, e trazer pro pessoal que está nos assistindo conhecer um pouquinho os bastidores. Obrigada. É um prazer. Muito obrigada. [música] Vamos entender um pouco agora sobre a folha de pagamento e também outras atribuições com o Renato Francato. Ele que é analista legislativo administrador da Coordenadoria de Gestão de Pessoal. Seja muito bem-vindo. Prazer. Obrigada por nos receber aqui no seu departamento, Renato. É um prazer. Estou à disposição. Bom, explicar um pouco, então, pro pessoal entender melhor como que funciona esse o seu departamento e a sua função principal. Além, é claro, da folha de pagamento, tem outras atribuições, Renato? Sim, tem outras atribuições. A principal é a folha de pagamento, onde demanda realmente a maior parte do tempo, mas há há outras atribuições, como por exemplo, uma parte de benefício de vale alimentação e refeição, que eu e também eh a equipe, né, da folha de pagamento também eh a gente faz esses pedidos mensais eh do vale alimentação pros servidores, tanto em comissão quanto os efetivos. também tem uma prestação de informações na ADESP, que é um sistema do Tribunal de Contas. Mensalmente a gente tem que gerar arquivos que são transmitidos para ADESP e tem conferências, enfim, essas são as principais eh atividades que eu executo, né? Além da folha, Renato, além da folha de pagamento, você tem outras atribuições, outras funções aqui no departamento? Sim, além da folha de pagamento, que é o que demanda a maior tempo, mas a gente tem outras atribuições, como por exemplo, a parte de benefícios de vale alimentação, refeição, eh, sou eu que faço, junto com uma outra pessoa também, a gente faz esse pedido de mensal do alimentação ou refeição pros servidores efetivos e os em comissionados. Além disso, também tem uma outra atribuição muito importante que são as informações prestadas junto a, que é um sistema do Tribunal de Contas. Isso é mensal, são vários arquivos, várias informações prestradas que geram, né, eh, uma conferência grande e a gente encaminha todo mês. Essas seriam acho que as principais funções. E qual que é atribuições? E qual que é o maior desafio? Porque assim, é um número, né, gigantesco de funcionários entre, né, os colaboradores, os servidores, realmente tem essa demanda muito grande. Você eh disse que tem outras pessoas também que acabam, né, ajudando ali, fazendo essa divisão das tarefas. Qual que é o o ponto mais desafiador para você nesse sentido? Por conta dos prazos, né, Renato? É, porque os prazos são rígidos, né? Não importa o que aconteça, você tem que cumpri-los. Uhum. H, eu entendo que seriam vários pontos desafiadores. Você tem uma situação que você sempre tem que estar atento a uma legislação que pode estar mudando, né? Não tem não tem tempo para mudar, que é uma legislação tributária, previdenciária, trabalhista. Então, ã, você tem que estar muito atento a isso. Isso é um desafio. Evidentemente que você nunca trabalha sozinho. Você tem pessoas que realmente vão te auxiliando, que vão te dando informações, suporte para que você fique atento a tudo isso. Mas de qualquer forma você tem que estar muito atento. Então, esse é um desafio também. Além desse, você tem uma variável muito grande de informações. Uhum. É uma quantidade, pensando em folhas de pagamento, você lida com várias coisas, não é só o pagamento em si, é o que compõe esse pagamento, essa remuneração, muitas vezes é atrelado a várias coisas. Você tem férias, você tem 13º, adiantamento, 13º, você tem situações de de falta, por exemplo, né, que envolve uma frequência, que já é um outro setor dentro da coordenadoria, enfim, a variável muito grande com os prazos sempre fixos. Então, dependendo da situação, realmente eh você tem que estar muito atento, né? Ah, então esse é outro desafio. Enfim, tem vários, mas eu acho que eu, se fosse para citar o principal, eu falaria que o principal desafio é a comunicação. Uhum. Porque ela é muito importante essa comunicação, porque você pode estar com uma folha fechada, por exemplo, e você não fecha isso num dia, né? A folha de pagamento em si, ela gera muita atenção, porque você não é só o sistema rodar a folha, entendi. Você tem toda uma conferência, né? Então você imagina e você tem prazos para entregar relatório para outros setores, enfim. Então, muitas vezes ocorreu já de você tá com uma folha fechada e você tem que reabrir essa folha por uma informação que já deveria estar. Entendi. E não foi colocada, vamos dizer assim. Então isso gera um retrabalho muitas vezes. Então é bastante, acho que esse é o maior desafio. Isso seria, a comunicação, ela seria para minimizar, né, esses erros assim, né? É, exato. Porque assim, é diferente, eu não tô querendo dizer com relação às exceções. Sim, porque exceção são imprevistos, acontece, você tem que lidar com eles. Agora, há muitas vezes informações que já eram para nós da folha eh estarmos sabendo e às vezes acontece, não é evidente, todo mundo tem suas falhas. Pode acontecer uma falha nesse processo e uma informação, por exemplo, uma licença, eu poderia eh eu fechei uma folha de pagamento onde tem um tal pessoa que está de licença e eu não tenho essa informação. Entendi. Eu tenho que refazer isso porque isso gera eh outras situações, né, previdenciárias, por exemplo. Então acho que esse é o maior desafio de tá tudo muito bem alinhado e de todo mundo entender a importância de no que você tem uma informação que gere impacto na folha dela ser informada assim que você recebeu essa informação. Eu acho que esse é o maior maior desafio. Eu otimizo o tempo também, né, de outras tarefas que vocês têm no dia a dia. Você disse que não fecha no no mesmo dia a folha, né? Qual que é esse tempo de fechar a folha de pagamento? Você trabalha basicamente com duas folhas no mês, uma que é o adiantamento, que ela é bem mais simples porque ele é 40% da toda da tua remuneração. Então assim, a demanda de rubricas que a gente fala é só um adiantamento, fica mais simples. E uma segunda folha que é do final do mês do pagamento. Hoje para você começar entre rodar a folha, gerar, né, processar a folha, todo o processo de conferência e entrega de relatórios pelo menos 5 dias. Entendi. Exclusivos com isso. Nesses dias você não toma conta de outra coisa, não faz outra coisa a não ser porque precisa estar com tempo livre, olhar bem é muito detalhado. Conferência, né, Sim. Sim. A conferência, você tocou nisso, ele é um ponto que muita gente não imagina. Uhum. Eh, você gera uma folha, só que ela é conferida item por item, por isso que você precisa de uma equipe. Uhum. Né? Eh, nunca você faz nada sozinho, não só em folha, acho que em todas as coordenadorias aqui é tudo um processo, sim, que começa em outros setores, às vezes em outras coordenadorias, mas não importa. É um processo a ser seguido até chegar na Folha. Normalmente a folha é o final, mas e como é que eu vou gerar um processo, um pagamento se de repente uma pessoa que entrou está com uma documentação errada? Entendi. Essa pessoa ainda não tá aqui. Sim, né? Então é tudo um alinhamento que tem que ter realmente para que a coisa e flua, né? E e as suas atribuições, as suas funções, elas dependem também de outros setores, né? esse resultado por isso que é uma cadeia de por isso que a comunicação é muito importante. A partir do momento, eu tô dando um exemplo apenas, tem vários exemplos, mas a partir do momento que há uma admissão e exige-se um um roll de documentos grande, a partir do momento que esse roll não está completo, não consegue ir pra frente. Então não consigo cadastrar essa pessoa no sistema de folha e muito menos pagar, porque tá pendente, né? Então tem que tá tudo muito bem alinhado mesmo, porque se lida contra o tempo. E Renato, falando sobre essa gestão mesmo de sistema, né, do sistema mesmo, auxiliar na em otimizar mesmo o tempo de vocês, isso faz toda a diferença, né, por conta do do legislativo mesmo, que é muita demanda, né? Como que você enxerga hoje esse trabalho, a tecnologia vindo a favor, né, dessa ajuda ou existem algumas tarefas que ainda são manuais? Como que é o trabalho assim no dia a dia? Bom, é impensável hoje você visualizar uma folha, por exemplo, sem o ajuda da tecnologia. Eu diria que é impossível num prazo de 5 dias. Com toda a tecnologia você tem 5 dias para conferir. Imagine 100, né? você lida com uma gama hoje de 460 servidores, sem contar vereadores, eh, pensionistas, enfim. Eh, então, realmente é muito favorável e é um processo que tem que continuar. Uhum. Porém, não tem como algumas coisas eh ainda, pelo menos, você escapar de um trabalho manual, a própria conferência. Uhum. Eu não tenho um sistema para conferir o próprio sistema, né? Então, eh, ainda há esse trabalho manual, porque não tem como não haver, mas eh não tem menor dúvida que se você parar para pensar, por exemplo, a coisa de 10, 11 anos atrás, quando eu entrei, a gente gerava o lerite físico, tomava fila aqui no balcão para pegar o lerite no final do mês, para assinar o pessoal vir e agora é tudo eletrônico. Examente. Tudo eletrônico. Hoje tudo é um processo digital que a pessoa assim que a gente fecha a folha, entrega os relatórios, uma das informações é gerar isso num sistema RH online, onde a pessoa visualiza o lerite dela o momento que ela quiser durante o mês, durante o ano, não importa. Ela mesmo pode lá tirar o o a todos acesso. Exatamente. Todos têm o seu acesso individual e ali ele pode, por exemplo, pegar o olerite, mas é um programa muito bom que tem várias coisas. Ele verifica a frequência dele, ele consegue eh colocar as férias dele, né? Ele consegue ah agendar as férias dele, enfim. Então não tem como você pensar hoje nessa gama de atividades, nessa quantidade de servidores, em processos manuais. Só os que não tem jeito mesmo. Só os que não tem jeito. Porque imagina o tempo também assim que é perdido, né, nesse sentido de receber o pessoal um por um para assinar. Então, como eu disse, às vezes formava fila, e aí não tem como se fazer outra coisa, né? você acaba tendo que atender só isso. Então, não tenho menor dúvida que eh é um caminho sem volta, ainda bem. Uhum. E e facilitou muito, não tem menor dúvida. E como que é o cenário, como que você enxerga o departamento, né, quando desde quando você entrou até os dias atuais em questão assim também de eh dessa triagem, né, da dos trabalhos, da organização com o pessoal, né, falando sobre coordenadoria de gestão de pessoal, né, como que você avalia esse trabalho e com essas novas tecnologias surgindo aí ao longo dos anos. É, é um, tudo é uma evolução. A hora que você olha há 11 anos atrás, você tinha uma questão, por exemplo, tecnológica muito eh abaixo do que tem hoje. Porém, por outro lado, eh você também verifica que 10, 11 anos atrás você tinha uma demanda menor do que hoje. Uhum. Hoje surgiram muitas coisas, né? Porque é dinâmico, tá certo? Vão coisas vão surgindo, necessidades vão surgindo, leis vão surgindo, atividades novas vão surgindo. Então, é tudo é uma evolução, faz parte. Então, caminha junta, se durante 10 anos você teve um aumento de atribuições, porque realmente surgiram demandas, paralelamente a parte tecnológica vem para te ajudar a a confrontar, lidar com isso. Então, é um é um caminho de evolução e não para por aqui, com certeza. E o que representa trabalhar aqui na casa de leis, no poder legislativo? Olha, eh, eu estou há 11 anos aqui. Ah, representa muita coisa, né? Eu acho que foi assim, pessoalmente, para mim é um local que eu não me vejo trabalhar fora daqui. Ah, evidente que há desafios, há há coisas a serem melhoradas, né? a a problemas que você tem que resolver, que você tem que continuar eh analisando, lidando, mas é muito bom, eu acho que é muito bom trabalhar. A gente tem uma estrutura muito boa. Eu, felizmente, eu posso dizer que estou num setor, não sei se eu dei sorte ou não, mas que a gente se entende muito bem todos aqui, embora cada um tem a sua função. Sim. né? Dentro da coordenadoria da qual eu trabalho, por exemplo, você divide, tem uma parte de cadastro, uma parte de frequência, uma parte de férias, uma parte de folha de pagamento. Então, eh eh são várias demandas e você precisa de gente para isso. Hoje na diretoria, acho que ela é uma das maiores da Câmara, são 17 servidores, entre todas as coordenadorias, né? A diretoria gestão de pessoas, são 17 servidores além da diretora. Então você eh é muito bom trabalhar em harmonia com essas pessoas. Isso acho que faz uma diferença muito grande e isso ajuda, né? Flui em tudo. Eu tô muito sozinho. [música] Vamos conversar agora com a Bruna Gabriela Falce, ela que é psicóloga aqui da Coordenadoria de Desempenho e Desenvolvimento. Tudo bem, Bruna? Tudo joia. Bom, Bruna, quanto tempo você está aqui na Câmara Municipal? Eu tô aqui desde 2016, são 10 anos. Sempre atuando como psicóloga aqui no departamento. Isso, o cargo de psicóloga ele é específico da diretoria de gestão de pessoas. Então, eu tô aqui desde o começo. E como que é para você, né? como que a sua formação em psicologia ela contribui para humanizar então, né, todo esse processo de avaliação, de desempenho, né, dos servidores, dos funcionários, como que você enxerga essa sua atribuição? Bom, falando especificamente das avaliações de desempenho, eu acho que a principal contribuição da psicologia é trazer esse foco pra pessoa que tá por trás do resultado. É entender que a avaliação de desempenho pra gente, ela é mais do que a nota. Ela é uma ferramenta pra gente entender como que esse servidor tá desempenhando as atividades dele, quais são os pontos fortes, o que que ele precisa ainda desenvolver. E pra gente, o principal ponto da avaliação de desempenho, por conta disso, é o feedback, é o gestor poder conversar com esse servidor para que ele possa entender através do diálogo o que que significa esse resultado, porque muitas vezes ele não tem, não tinha às vezes conhecimento, não tinha ciência de determinada dificuldade, de determinada necessidade ou ele ainda não tinha tido a oportunidade de conversar sobre aquilo. Então o feedback paraa gente é primordial nesse processo de avaliação. E Bruna, como que é feita então essa avaliação? Tem uma periodicidade na prática, né, pro pra gente entender melhor como que funciona essa rotina? Bom, a gente tem dois tipos de avaliação hoje. Eh, a gente tem avaliação de estágio probatório e tem avaliação de desempenho, sempre dos servidores efetivos, né, que a gente tá falando. Então, quando o servidor entra, ele passou no concurso, quando ele entra aqui, os três primeiros anos, ele vai passar pela avaliação de estágio probatório que acontecem a cada 6 meses. No início do semestre é feito um plano de atividades para ele pelo gestor. ao longo daquele semestre, ele vai ser avaliado em cima daquele plano que foi criado. Ao final do semestre, ele é avaliado e um novo é plano é criado pro semestre seguinte, isso até o final do estágio probatório dele. A partir do terceiro ano, do final do terceiro ano, ele entra no processo de avaliação de desempenho, que aí é uma avaliação anual, são diversos pontos ali em relação ao desempenho dele, que é avaliado ao final de cada ano avaliativo. Uhum. Uhum. E aí nesse na avaliação de desempenho, ele faz uma autoavaliação, ele tem uma avaliação da equipe dele e uma avaliação do gestor. E aí a média dessas avaliações que vai dar a nota daquele ano avaliativo dele. E dentro dessa avaliação, né, vocês eh qual que é o principal a principal característica que vocês avaliam desse servidor? Então, a avaliação ela traz diversos pontos, né? Ela é baseada nas competências dele. Então são vários elementos que são elencados ali e tem uma graduação de nota desde zero, né, a 10 pontos que o gestor ou ele mesmo ou a sua equipe vai avaliar daqueles pontos o que ele conseguiu atingir de forma plena, de forma parcial. E isso no caso da avaliação de desempenho. No caso da avaliação de estágio probatório, ela é baseada em atividades mesmo. O gestor ele faz ali um plano para ele do que que ele vai ter que desempenhar ao longo daquele semestre, eh quais ferramentas ele precisa para desempenhar aquelas atividades e ao final do do semestre ele é verificado se ele conseguiu cumprir aquelas atividades que foram eh pensadas para ele. E nessa avaliação de desempenho, Bruna, se esse servidor não atingiu aquela nota esperada, como que é feito o trabalho em cima disso? Então, eh, como eu te falei, pro pra gente da psicologia, ele a gente faz uma análise dessa nota para além dela. A gente quer identificar por que ela, aquela nota foi alcançada, por que ele eh ficou a quem em determinados elementos. determinados pontos. em cima disso que a gente vai fazer uma estratégia de atuação para ele ali. Então a gente precisa avaliar se essa se esse resultado ele é pontual, se ele é um resultado recorrente, se é individual, se é sistêmico, pra gente poder eh avaliar qual que é a melhor estratégia pra gente lidar com aquilo. Às vezes vai ser uma ação com o próprio servidor, às vezes é uma ação com o gestor dele, às vezes uma proposta para casa, se for identificado, que é uma dificuldade mais geral. Então vai depender muito do que que foi identificado pra gente propor pra instituição uma forma de lidar com aquilo ali. Mas nós somos em dois psicólogos aqui na Câmara, tá? Uhum. E eh depende do que que a gente tá trabalhando, daquela necessidade, o que que a gente tá vislumbrando para ela. Se aquela eh o nosso foco naquele momento ali for uma ação realmente voltada pra instituição como um todo, aí a gente vai procurar Elecamp, que cuida aqui das palestras, dos cursos, para que eles possam desenvolver isso. Eles têm esse noal para isso, né? Então, a gente recorre a eles. Eh, muitas vezes, eh, no caso, por exemplo, de de gestores, a gente faz um acompanhamento individualizado com roda de conversa, com eh um acompanhamento em cima de um planejamento ali da necessidade que o que o setor dele tenha. Então é bem dinâmico, vai depender muito de qual foi a necessidade que despertou ali a o plano que a gente tem que elaborar. Qual que é, falando assim nesse cenário, né, a principal atribuição sua nesse sentido de ser um diferencial, né, dentro da Câmara Municipal? Porque quando a gente fala sobre eh psicólogos, né, entende-se que ou é clínica ou então a psicólogo de recrutamento e seleção dentro de uma organização, dentro de uma instituição. Mas falando sobre Câmara Municipal de Campinas, a visão é diferente, né? Então assim, é um diferencial mesmo, né? O que que contribui exatamente pro funcionamento da casa? Sim. Bom, eh, realmente essa confusão ela acontece muito até quando eu falo que eu sou psicóloga na Câmara, mas falo, mas você faz recrutamento de seleção, você faz atendimento e realmente essas duas coisas aqui a gente não faz. Eh, as pessoas aqui, os servidores efetivos, eles entram pro por concurso, então a gente até atua no concurso, mas é um outro tipo de recrutamento, então não esse que as pessoas estão acostumadas de entrevista de emprego. E no caso da clínica, o nosso trabalho aqui é psicologia organizacional. Então, a gente não faz o atendimento clínico, a gente até faz o acolhimento, que é obviamente por ética profissional. Um servidor, ele tá com uma necessidade, ele tem ali uma demanda pontual, a gente vai atender, vai acolher, vai orientar, vai às vezes sugerir um acompanhamento externo, mas clínica, o psicólogo organizacional ele não faz. Então, o nosso trabalho aqui, ele é orientado para conseguir que o servidor tenha o melhor desempenho com a melhor qualidade de vida. né? Então ele trabalhar da melhor forma, oferecer o melhor possível, mas junto com isso ter ali sua saúde plena no trabalho. Então, eh, a gente vai trabalhar para que a as informaçõ que a Câmara ofereça informações em cima dessas informações a gente trabalhar no desenvolvimento dele. Então, isso vai depender de cada necessidade. muitas vezes é uma necessidade ali de eh uma adaptação melhor no setor. A gente trabalha também em cima da administração de conflitos que acontece, faz parte do universo do trabalho. Então a gente vai trabalhar em cima desse conflito que tiver acontecendo para poder manejar. pode ser um conflito entre servidores, entre servidor e gestor. A gente vai trabalhar no desenvolvimento de gestão. Eh, esse é talvez seja o nosso principal foco aqui, que é trabalhar com gestor para partir dele conseguir que o setor trabalhe da melhor forma possível, então, desenvolvê-lo para poder lidar com a equipe, para poder motivar a equipe ou para ou às vezes ali a equipe tá com alguma necessidade, alguma dificuldade ou com conflito até e ele saber como manejar isso. Então, na maioria das vezes, vai ser através do gestor que a gente vai manejar ali as dificuldades que ele esteja tendo ali na sua equipe. E todo esse trabalho, né, unindo as forças, né, e os braços com os outros setores também. O resultado é exatamente o que a Jaqueline disse, né, que tem esse clima de harmonia, toda essa integração que é realmente o diferencial de vocês, né? Exatamente. Exatamente isso. O nosso trabalho é voltado sempre para fora, é sempre pros demais setores para que a gente consiga ali ter o melhor possível de cada um, certo? É isso. Obrigada, viu? Obrigada. Este foi o por Dentro da Câmara. Você pode acompanhar esse conteúdo na íntegra pelo portal tvcamaracampinas.com.br. br. Te espero na próxima edição. Até lá. [música] [música] [música]