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[música] [música] [música] Olá, pessoal. Mais um na Casa do Povo no ar. A gente tá na temporada ex-vereadores e o nosso convidado de hoje é o ex-vereador Pedro Tourinho. E como é de pra eu vou fazer a minha auto e descrição e audiodescrição também. Eu sou Mirna Bre, uma mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas [música] loiras. Hoje eu estou com uma blusa chamada por nós mulheres, né, assim, ombro a ombro. Ela é bem clarinha. Os antigos dizem um pouquinho bege, nude, mais ou menos nesse estilo. Tá bem? Eu tô aqui ao fundo, nós temos o estúdio do Na Casa do Povo, nosso podcast todo em preto. À minha esquerda, um televisor com o logotipo do nosso podcast na Casa do Povo em azul e branco. Pedro Tourinho, prazer recebê-lo aqui. Também já o convido a fazer a sua auto e audiodescrição. Maravilha, Mirna, um grande prazer estar aqui de volta na Câmara de Vereadores. Deixa eu me descrever, então. Sou um homem de pele branca, cabelos castanhos, lisos, uso óculos, não tenho barba depois de muitos anos com barba, agora tô sem barba. É, uso uma blusa branca, xadrez com xadrezinho bem fininho, né? E é isso. Tô aqui, [risadas] Pedro Tourinho. Eu vou fazer aqui uma breve, né, um breve resumo aqui. Olha, ele é médico do SUS no centro de saúde do Jardim Pau Sururama, professor licenciado da PUC Campinas, foi vereador por 8 anos, esteve na Câmara Federal como deputado em 2024 e atualmente preside a Fundação Jorge do Pra Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho, a Funda Centro, vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego e é presidente do PT em Campinas. Tourinho, vamos começar um pouquinho de trás para frente, então, né? Como que tem sido essa sua experiência lá na Funda Centro? Conta um pouquinho para nós. Bem, Mina, a Funda Centro ela é a maior instituição da América Latina eh para pesquisa, formação, eh, difusão na interface entre saúde e trabalho, né? A gente sabe que o trabalho é algo que todos nós realizamos, é algo que é necessário, pelo menos pra maioria de nós que não é herdeiro aí, que não, né, que tem que trabalhar. E, portanto, é é algo que tem tudo a ver com a maneira como a gente vive a vida, se a gente tem saúde, se a gente não tem. O trabalho pode ser promotor da saúde ou pode ser fator de adoecimento. E a funda centro se debruça exatamente sobre essa dimensão, indo desde aspectos mais, vamos chamar assim, físicos e mecânicos, explosões, quedas, né, intoxicações na área de riscos químicos, biológicos, mas também no universo, por exemplo, da saúde mental e do trabalho. Hoje a gente se eh eh debruça sobre o tema do burnout, do estresse, da ansiedade, da depressão relacionada ao trabalho. é uma fundação que tem 13 unidades espalhadas pelo Brasil. São todas elas administradas a partir do nosso eh centro nacional, centro técnico nacional que fica em São Paulo, né? Então eu tô eh ali em Pinheiros, em São Paulo, na rua Capote Valente, né, número 710. E a gente administra unidades que estão presentes em Belém do Pará, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Vitória no Espírito Santo, eh eh Santos, uma unidade aqui em Campinas, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, né? Então, é, tem 60 anos, quase, fez 59 anos, aliás, essa semana passada a Fundação Centro é uma entidade antiga, muito tradicional e tem tudo a ver com a história da promoção de ambientes de trabalho mais seguros. Eu tô achando uma experiência muito rica, viu, Mina? Eu eh posso dizer que a vivência como gestor da Funda Centro, ela me me habilita a compreender melhor o que é a dinâmica do poder executivo, a dinâmica da gestão do orçamento, a dinâmica da execução de políticas públicas. E dessa maneira eu diria que eu eu tenho amadurecido enquanto agente público, né? Fui vereador, fui deputado federal, pude eh estar nos dois lados, né? Como deputado, um deputado que apoia a administração do presidente Lula. como vereador. Eu fui aqui 8 anos vereador de oposição e e a verdade é que hoje cada vez mais eu sinto que eh eu tô ficando mais preparado para uma contribuição pública. Mas aí Tourinho, você fala dessa contribuição à saúde pública, né, como gestor e tudo mais. você que inclusive aqui na Câmara muitas vezes eh falava sobre essa questão, a saúde continua sendo um calcanhar de aquiles para muitos municípios brasileiros, pro nosso país, né? A gente você estava aqui naquele período da pandemia, inclusive, mas eu queria que você falasse como vereador que que qual que é muito diferente, né, ver naquele âmbito do legislador e ver agora no âmbito de gestor? Veja, Mirna, eu sou médico sanitarista, né? Então, a minha formação é uma formação que já tem um componente de gestão muito muito forte. Então, desde 2010, eu diria que eu vivencio, pelo menos parcialmente, o que que é a gestão municipal em Campinas, o que que é a gestão em diversos municípios. Você ainda atua no Ipal Sururama ou não? Agora eu tô licenciado porque eu tô presidindo a Funda Centro, mas até até o final do ano passado, até dezembro de 2024, sim, eu tava no Ipalsurama, né, e estive ao longo de desde 2012, pelo menos de forma eh eh intermitente, eu estive no centro de saúde no Ipalsurami, no Integração ali na região noroeste. Inclusive, se tiver gente desses desses bairros assistindo, quero mandar um abraço muito carinhoso, porque eu tenho carinho imenso por essas comunidades. É, mas a então essa vivência, quando eu era vereador aqui, a minha vivência era uma vivência que já tinha esse enriquecimento da da experiência da residência médica, mas fazer o debate a partir do legislativo sempre é diferente, né? O debate do legislativo é o debate dos grandes temas, debate debate da da gestão mais ampla do orçamento. E agora no espaço da gestão, eu tô tô tô vivenciando o que eu diria que é a gestão mais detalhada, mais microscópica ali das das tarefas orçamentárias. Então, é nesse sentido que eu percebo que tem uma uma complementação, né? foi uma experiência muito importante, muito rica a de ser vereador aqui durante 8 anos e de fato eh experimentar o que que era e tentar enfrentar esse gargalo que é o do atendimento à saúde na cidade de Campinas, também em outros municípios, mas no caso aqui na cidade de Campinas a gente o SUS de Campinas já foi uma referência muito importante pro Brasil todo e a gente sabe que infelizmente e a gente vive crise atrás de crise, então a gente precisa muito seguir construindo e batalhando para que a saúde pública na cidade melhore, porque isso não acontece sem muito esforço. como o vereador acabou de falar, né, esteve aqui no legislativo da nossa cidade, nós estamos nessa temporada. E o seu tempo como vereador, como que você avalia isso hoje de fora, digamos assim? Olha, eu tenho memórias muito boas e tenho um orgulho muito grande do papel que eu pude cumprir aqui na Câmara, né? Eu fui responsável por eh diversas iniciativas que foram aprovadas, que mobilizaram eh eh setores da sociedade de Campinas. Estive ao lado de movimentos sociais na luta por políticas públicas de melhor qualidade, política de habitação, política de saúde, política de educação, né? Então, foram vários, eu diria, várias lutas, vários enfrentamentos e várias conquistas, né? além de algumas alguns algumas contribuições importantes, eu diria, pro destino da cidade, como o caso eh do escândalo verde, por exemplo, que foi um escândalo que chocou Campinas e nosso mandato teve um papel determinante na denúncia original daquele escândalo que revelou aquele escândalo e depois no acompanhamento das consequências daquela situação. Então, eh eh acho que a gente pode dizer que foram mandatos que eh passaram e deixaram uma marca, que é o que a gente pode pedir dessa vida, né? que a nossa contribuição eh eh faça da da do nosso entorno um lugar melhor e que a gente deixe a nossa marca e as pessoas lembrem a gente por aquilo de bom que a gente pôde contribuir. Você estava aqui no período da pandemia? Tava no primeiro ano da pandemia, 2020. Eu era presidente da comissão de saúde da Câmara. É isso que eu queria perguntar. Os desafios que foram colocados naquele momento, como foi para você? Foi das situações mais difíceis da minha vida, Mirna. Eu fui médico da linha de frente da pandemia também. Importante que as pessoas saibam, mesmo no período que eu era vereador e ou deputado, enfim, eu nunca deixei de atuar como médico. Aliás, hoje eu continuo atuando como médico também do plantão e urgência e emergência nas horas que me sobram no meu mês. E então, nesse período, eu vivia as duas dimensões da pandemia, a dimensão de de agente público que buscava ter subsídios e e conhecimento para tomar a melhor decisão possível para proteger a vida das pessoas coletivamente. e de médico vivendo individualmente a realidade de cada paciente, de cada pessoa, né? Acho que essa dinâmica também foi muito, favoreceu muito para que eu tivesse uma postura firme aqui no debate com a Secretaria de Saúde, né? Eu durante vários momentos fui quem eh, vamos dizer assim, vocalizou a tarefa de proteção à população, da garantia de equipamentos de proteção individual aos trabalhadores que estavam na linha de frente, de e promoção do isolamento social para defesa da vida das pessoas. Tivemos embates importantes com a administração naquele momento, né? Mas eu acho que a gente contribuiu para que Campinas tivesse uma uma um manejo, uma gestão nesse período que fosse uma gestão responsável, né? Nós não tivemos aqui em Campinas, por exemplo, iniciativas estapafúrdias, como a promoção de kits de medicamentos que não tinham eficácia, né, de falsas soluções paraa saúde das pessoas, como aconteceu eh em outras cidades do Brasil, que a gente teve, lamentavelmente, prefeituras impondo o kit COVID, que hoje a gente sabe que não funcionava em nada para ninguém, né? eh eh como medida de política pública, literalmente um charlatanismo transformado em política pública. Isso não aconteceu aqui em Campinas e acho que a gente tem uma contribuição nessa história. E esse trabalho também foi super importante porque eu lembro que naquele momento Campinas fazia coro a outras câmaras, a gente tem parlamento metropolitano e a comissão atuava muito nessa questão de precisamos de mais leitos, precisamos de mais equipamentos e tudo mais. teve uma articulação importante da comissão nesse sentido, super importante para que Campinas estivesse preparado para o que viria a ser os momentos de pico da pandemia. Nós tivemos um momento sério de pico em 2020, depois no começo de 2021, aí sim nós vivemos o pior da pandemia, né? Foi o momento mais dramático. Eh, e aí a cidade teve condições de ampliar sua oferta de leitos, né? Não dá para dizer que a gente não viveu um colapso. A gente viveu também um colapso, como todos os municípios do Brasil entraram em colapso. Milhares de vidas foram perdidas, né? Talvez muitas dessas evitáveis se a gente tivesse conseguido vacinar mais cedo as pessoas, se a gente tivesse conseguido dialogar melhor sobre o que era necessário para proteger as pessoas, mas infelizmente não foi o que aconteceu no Brasil, inclusive no âmbito nacional. Eh, mas Campinas conseguiu avançar bastante para para executar sua parte no que diz respeito à ampliação de oferta. Isso eu não tenho dúvida. né? Eh, foi importante que a cidade tenha dado conta disso. E naquele momento também você foi um defensor aqui na Câmara do programa Mais Médicos. Vamos lembrar para quem tá lá em casa o que que tava acontecendo que você inclusive trouxe esse debate aqui paraa casa. Foi, Mirna. Eu eu inclusive eu diria que eu fui responsável por ampliar a oferta de médicos do Mais Médicos aqui na cidade, né? Mais Médicos é um programa que foi instituído no final de 2013, começo de 2014, como resposta do governo federal às demandas das ruas por mais saúde pública. Um programa que trouxe médicos brasileiros formados no exterior e médicos no programa de cooperação com a Organização Pan-Americana de Saúde, a OPAS, eh, com o governo cubano. E a nossa defesa é de que Campinas precisava de mais médicos e a gente não podia abrir mão desses médicos para que eles pudessem atuar na cidade. E a a contribuição que enquanto mandato eu eu ofereciar que Campinas chamasse a totalidade dos médicos que o Ministério da Saúde oferecia. Eu lembro que naquele ano a nossa intervenção contribuiu para que mais 66 médicos viessem para Campinas, cada um para cuidar de cerca de 3.500 pessoas. Então a gente fala que a contribuição do nosso mandato garantiu assistência à saúde para mais 200.000 campineiros e campineiras, né? Isso é outra coisa que eu tenho orgulho, que é um legado do nosso mandato. E isso se deu por conta da articulação que o mandato tinha com o Ministério da Saúde, com a Secretaria Municipal de Saúde, promovendo esse diálogo, né, e assegurando essa essa oferta. Eu não tenho dúvida que milhares de campineiros e campineiras tem boas lembranças desses médicos que vieram aqui. Alguns deles quando foram embora foram eh tiveram despedidas com grandes festas das comunidades, com choro das comunidades também por estarem perdendo bons profissionais e contribuiu para que a gente ampliasse e estruturasse a atenção básica na nossa rede, nos centros de saúde, que é fundamental que funcione bem para ser a linha de entrada da população no no sistema de saúde. Tourinho, lembra que a gente tem aqui uma lei sua de 2020, que é o combate ao trote violento, que eu me lembro quando você a propôs foi justamente porque nós tínhamos tido alguns casos em relação a essa questão. Queria que você falasse daquele momento e como hoje esses trotes, eu acho que nem chama-se mais assim, eles têm uma outra conotação, uma outra vivência para quem tá chegando no mundo da universidade. Pois é, Mirna, essa lembrança é muito boa. Eu aqui na cidade, eu fui quem recebeu denúncias, queixas de trotes violentas em algumas das nossas universidades e foi justamente no período em que tava acontecendo a CPI do trote na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. E aí nós contribuímos para que tivessem acontecessem as as oitivas eh da CPI da do trote aqui na cidade. Problema que foram dias inteiros tensos que ocuparam o plenário da Câmara com depoimentos de jovens que sofreram as mais variadas formas de violência, assédio moral, sexual, abusos, eh agressões físicas durante o momento do trote. E a como consequência disso, naquilo que cabia a esfera municipal fazer, a gente propôs essa lei que trata da do combate ao trote violento. A gente entende que o momento do ingresso do estudante na universidade é um momento para festa, para celebração, para comemoração, mas isso não pode reproduzir rituais arcaicos, violentos de submissão, dominação, de humilhação, que é, infelizmente, uma cultura do trote. Eu acho que essa cultura tá sendo gradativamente combatida, dissipada, ainda acontece em alguns contextos, em algumas cidades, em algumas universidades, mas eu diria que cada vez mais isso é residual, porque hoje já se formou um certo consenso de que isso é inadmissível, né? Essas formas de violência não tem nada a ver com a comemoração alegre do início da vida universitária. Então é mais um legado que a gente pode dizer que a gente contribuiu aqui pra cidade. Voltando um pouco à medicina, você inclusive trouxe um debate aqui na Câmara que era sobre a questão da medicalização da educação e da sociedade e depois isso inclusive virou lei. Eu queria que você lembrasse essa questão que era, lembra que se falava muito na ritalina, uma série de coisas e a partir disso, então a gente tem essa questão dessa de conscientizar sobre essa esse, digamos que esse modos operando, né? É, mais uma vez, né? Legal porque é uma interface entre a saúde e uma outra área, no caso a educação, né? A a gente enfrentava naquela época e ainda enfrenta hoje de alguma maneira uma uma epidemia de diagnósticos de transtornos do desenvolvimento, né? o TEA, o TDAH e outras formas de de transtorno do desenvolvimento. E durante algum tempo, a prescrição, de forma, eu diria, muito acelerada ou ainda não tão baseada em evidências de medicamentos, no caso, a Retalina era um deles, eh para as crianças que apresentavam algum tipo de dificuldade de aprendizado, se tornou quase que regra. E isso fez com que pesquisadores, no caso da Unicamp, tanto da pediatria quanto da Faculdade de Educação, me procurassem e falassem: "Pedro, nós precisamos formular um projeto que mostre que os transtornos do aprendizado eles não são exclusivamente decorrentes dos diagnósticos. os diagnósticos existem, é importante a gente ter o arsenal para poder tratá-los, mas muitos desses casos t a ver com a a questão da estrutura social dessas famílias, famílias vulneráveis, eh, com a ausência de estímulo, a baixa oferta de políticas públicas, no caso, em particular naquela época, de oferta de creche estruturada, educação infantil de qualidade, né? Tudo isso contribuindo para que a gente tivesse muitas crianças que apresentavam déficit de aprendizagem e a abordagem para isso necessariamente teria que ser uma abordagem que ao invés de tapar o sol com a peneira, dando um remédio e fingindo que os outros problemas não estavam lá, uma abordagem multiprofissional que envolvesse múltiplos setores, assistência social, educação, saúde, para poder recuperar a oferta de estímulo adequado, de cidadania, de política de proteção às famílias em que e isso isso tivesse acontecendo em decorrência de um problema mais social, um problema mais coletivo. Então esse foi o o desenho do que a gente propôs, né, que é quando a gente fala da medicalização, é isso, é você transformar um problema que é de ordem social, por exemplo, num problema médico. E aí quando você coloca num problema médico, você deixa de abordar o problema na sua raiz, na sua causa social. E o que a gente fez foi fazer essa discussão. Nós enchemos muitas vezes esse plenário aqui, né, para fazer esse debate, para poder amadurecer juntos. E a gente ajudou, inclusive a garantir que a prescrição desses medicamentos fosse feita com protocolos mais responsáveis, mais cuidadosos. Isso trouxe economia para cofre público, isso trouxe eh o acerto na prescrição dessas medicações e, portanto, fez bem para as nossas crianças. É, além disso, você trouxe uma outra discussão que também depois se tornou um projeto sobre a questão das doenças negligenciadas, que ainda é um entrave quando a gente pensa nesse problema, né? Pois é. Aí foi uma parceria com a a Fim de Chagas, né, a Associação dos Portadores de Doenças de Chagas, que é uma associação nacional. E as doenças negligenciadas, elas constituem um um conjunto de algumas doenças que elas são muito frequentes, muito prevalentes, elas causam muito prejuízo para as pessoas, mas elas acometem predominantemente populações pobres dos países de terceiro mundo, populações vulneráveis e que, por isso não recebem investimentos em pesquisa, estruturação de política pública compatíveis com seu impacto epidemiológico. Eh, a gente fala, por exemplo, da dengue, nesse caso, eh, da das dasomose, né? eh das das doenças tropicais, de várias doenças tropicais, né? Doença de Chagas. E e o que nós fizemos aqui foi trazer, fazer uma parceria com a Organização Mundial da Saúde, eh, e trazer o debate para que a cidade de Campinas, eh, construísse políticas públicas para o enfrentamento dessas doenças negligenciadas, pelo menos no que diz respeito ao nosso território, ao nosso município. Eu sempre bato na tecla que Campinas é uma cidade rica, uma cidade com muita gente muito capaz, muito potente, que forma profissionais pro Brasil todo. E, portanto, aqui em Campinas, nós temos que buscar um único objetivo, a excelência, naquilo que a gente oferece pro nosso povo, sabe? E parte disso era a gente enfrentar e segue sendo as doenças negligenciadas, que eu diria que seguem sendo eh um problema para algumas delas, como é o caso da dengue, a gente tem hoje eh um avanço brutal com a oferta de vacinas, né? Nós já temos alguns setores da população eh vacinados e a gente vai ter agora uma vacina brasileira produzida pelo Butantã, né? um motivo de muito orgulho, um instituto público nacional e que vai estar disponibilizada pra população, possivelmente já no ano que vem e que hoje já só tem na rede particular. É, hoje nós tivemos na rede pública para um segmento pequeno da população, que é aquele que evolui com quadros mais graves, e na rede particular. E a partir do ano que vem a gente vai ter uma vacina em dose única desenvolvida no Brasil pelo Instituto Butantã, sendo oferecida para toda a população brasileira. Não sei se no primeiro ano já vai para todo mundo ou vai para alguma faixa etária específica, né? Isso vai depender da capacidade de de entrega de quantidade do ministério do do Butantã pro Ministério da Saúde, mas é motivo de muito orgulho porque é uma vacina nacional e eh é a ciência sendo usada pro bem para proteger a vida das pessoas. Porque a dengue em que pese ser uma doença eh que na maior parte das vezes evolui de forma benigna é uma doença muito desagradável. Ela dá sequelas e na média um a cada 8 a 10.000 casos, infelizmente ela acaba levando ao óbito, né? Aqui na cidade de Campinas, nós tivemos um número grande de mortes no último ano por causa dessa epidemia de dengue. O combate ao vetor é muito difícil, então a vacina vem realmente como um alento para proteger a saúde das pessoas, como é o caso, por exemplo, da febre amarela, que a gente sabe é uma doença mortal e hoje a gente não se preocupa mais com ela, nem lembra que ela existe mais, porque a gente tá todo mundo vacinado, né? tá todo mundo, a gente já se vacinou, então a gente já tá hoje protegido contra essa contra essa doença. Aliás, uma questão que fugindo um pouco da do universo do Pedro, mas como médico eu gostaria de falar isso que é uma preocupação, justamente as pessoas precisam voltar a se vacinar, né, Pedro? É, as pessoas nunca poderiam, deveriam ter deixado de ser vacinadas. Esse é um crime inafiançável, que não tem como pagar a conta que o Jair Bolsonaro e os seus seguidores negacionistas da ciência, covardes, fizeram com o povo brasileiro. Eles incutiram na cabeça de muita gente que vacina faz mal. Isso é um pecado, porque vacina é das medidas mais bem-sucedidas da história da ciência mundial. Nós erradicamos a a varíula, que era uma doença que matava milhões de pessoas todo ano. Nós hoje não temos medo de febre amarela, os nossos índices de hepatite B estão lá embaixo. Isso é tudo exclusivamente decorrente do êxito, do sucesso, da vitória da vacinação. Mirne, eu era médico na linha de frente da COVID. Eu já disse isso aqui. Era assim, você vacinava uma faixa etária, pessoal de 69, 70 anos, a vacina demorava 15 dias para fazer efeito. Eu juro, era 15 dias. Essas pessoas sumiam do pronto socorro, sumiam do posto de saúde com Covid. Por quê? Porque não estavam mais adoecendo. Elas melhorar, elas passavam a não adoecer mais gravemente. Sim. Mas você acredita que aquele movimento em relação à vacina da Covid espalhou para um movimento que inclusive a gente já tinha conversado aqui, você no questão de ordem, eu lembro que você participou que nós falamos inclusive de um movimento que existe fora do país, que olha, não precisa mais vacinar contra paralisia infantil, contra Sara. Sarampo voltou. Lembro que na época a gente recebeu aqui a representante. Você acha que com essa questão da COVID isso se pulverizou para as outras vacinas? Sim, isso no Brasil era era um negócio residual. A gente tinha isso em pequenos grupinhos microscópicos. ninguém fazia. Esse era um debate americano e não um debate brasileiro com a COVID, com a reprodução, né, por parte de formadores de opinião gigantescos, inclusive de parlamentares, eh falando dos riscos da vacina, o medo da vacina. Criou-se esse fantasma em cima desse tema. E é um fantasma que ninguém sério, nenhum profissional competente, qualificado da área da saúde, ninguém que leva a ciência a sério, eh eh concorda ou acha que esse é um tema que de fato devia ter a projeção que tem. a gente jamais devia estar discutindo aqui eh o o negacionismo antivacina à volta do sarampo. Sarampo precisa ter 95% de cobertura vacinal pra gente ter a plenea eficácia. Então é importantíssimo que as famílias de fato levem as as crianças para vacinar, que as pessoas que não se vacinaram se vacinem. Agora, fazendo isso, fica tudo resolvido. Se você tá tendo sarampo de novo, é porque você deixou cair essa cobertura vacinal. Não é só por causa do negacionismo da vacina, também foi por um processo de sucateamento do SUS que a gente viveu, em que os horários de funcionamento das unidades básicas foi reduzido, quantitativo de profissionais, o esforço para as campanhas de vacinação foi resolvido. Eu tive recentemente eh há umas uns duas semanas atrás com o ministro em exercício da saúde, com o prefeito Dário, né, para na na ver que a gente não tá aqui falando de oposição base amigo, não é amigo no centro de saúde da VIP. pro dia de esforço da multivacinação do Ministério da Saúde. Sim, nós estivemos juntos lá mostrando que quando se trata de defender a saúde das pessoas e vacinar, não tem oposição e situação, tem a favor da ciência, a favor do bem-estar das pessoas e quem é contra. Infelizmente essas pessoas também existem, né? Mas felizmente não era ninguém que tava lá naquele momento vacinando. Então a gente a gente entende que agora existe um esforço para recuperar esses índices, mas é um esforço que talvez a gente pudesse ter evitado de ter que fazer se a gente não tivesse passado por essa turbulência horrorosa que nós vivemos. Mas é preciso que a gente aumente a nossa cobertura vacal. Agora nós temos que correr atrás porque caiu tudo. Então tem que correr atrás, tem que ter vários dias. A gente já já recuperou, viu? Vale dizer que eh nos últimos 2 anos o Brasil tem sistematicamente recuperado os seus índices de coberturas vacinais. Isso é uma vitória do governo do presidente Lula, tem que ser dito, do ministério da ministra Nísia e agora do ministro Padilha. E e também é lógico das prefeituras municipais, do Sistema Único de Saúde nos Estados trabalha de forma coordenada para promover isso. Mas nós ainda estamos tendo que correr atrás do prejuízo. Não era a hora em 2025 de estar correndo atrás do prejuízo. Era hora pra gente estar incorporando novas vacinas e tornando a nossa nossa população cada vez mais saudável. Tourinho, você também encheu algumas vezes esse plenário, inclusive eu lembro que você trouxe outros vereadores para essa discussão, que é a questão das doulas aqui na cidade, né? A gente sabe que alguns hospitais particulares t, mas não sabemos se efetivamente isso também funciona pro SUS. Primeiro eu queria que você lembrasse aquela discussão da importância das doulas e como hoje o nosso Sistema Único de Saúde está ou não preparado para receber essa profissional na hora do parto, pós-parto, pré-parto? Perfeito. É, é um projeto, eu tive dois projetos nessa área, um em parceria com o vereador Gesiel, um outro que depois foi eh abraçado pelo ex-vereador Zé Carlos e pelo vereador Gustavo Peta, né? e depois por vários outros vereadores que se tornaram coautores com a gente desses projetos e e eles fazem parte de uma agenda, de uma política que é a política da humanização do parto. A gente entende que o parto é um momento eh do cuidado em saúde muito importante, muito singular, evidentemente, e que ele não pode ser um espaço em que acontecem violências, em que acontecem violações eh ao corpo da mulher, a possibilidade dela, das mulheres terem um um processo de parto que seja respeitoso, né? E as doulas são parte desse arcabolso de políticas, assim como outras políticas que estão incluídas nos projetos que nós apoiamos aqui, aprovamos aqui. Eh, que diz respeito ao respeito ao plano de parto, diz respeito à garantia dos acompanhantes, que até lei federal, mas nem sempre estava sendo realizado. E o projeto das doulas é um projeto que garante as mulheres que assim demandam a presença dessa profissional específica, que é uma profissional que ela tem um caráter e eu diria, comunitário praticamente, né? é uma uma são profissionais que têm uma formação um bocado heterogênea, mas que atuam no apoio às mulheres na vivência do parto durante o processo do parto propriamente, né? São mulheres que já são eh são chamadas parteiras e que ajudam. E tem estudos que mostram inclusive uma melhora do desfecho dos partos quando acompanhados de doulas. são mulheres que sabem o que que as mulheres estão vivendo, já viveram muitos partos e a gente batalhou para que essas essas profissionais pudessem estar eh junto das mulheres nos no momento do parto, sem que isso fosse obstaculizado pelos hospitais. É o que a gente acabou aprovando aqui na cidade. Tem avanços eh hoje a gente sabe que existe menos restrição a essas profissionais do que existia antes, mas a gente ainda tem gargalos, ainda tem eh depende, é uma questão que o setor público ainda não cobre. Sim. Então, a gente tem eh uma uma tem alguns lugares do Brasil que tem assistência com doulas comunitárias que se integram ao SUS e prestam esse serviço eh eh sem necessariamente estarem sendo pagas pelas mulheres, né? Não é o caso aqui de Campinas, mas é a gente sabe que ainda assim também no SUS tem mulheres que demandam a presença de doule e podem ter essa presença em várias situações, né? Os hospitais de Campinas de modo geral avançaram eh nessa discussão ao longo isso nós estamos falando. Esse foi um dos meus primeiros projetos, foi lá de 2013 e então nós estamos falando de 12 anos atrás. Mas eu acho que a gente avançou, né? E uma coisa que a gente aprende no parlamento é que a gente eh avança às vezes mais devagar do que a gente gostaria, mas a gente não pode parar de avançar. A gente não pode desistir da tarefa de de lutar por aquilo que a gente acredita que é valioso, que é importante. E essa, sem dúvida, foi uma dessas pautas. Quando a gente trata dessa questão, por exemplo, da humanização, né, do parto, como você diz, discutiu inclusive as violências que existe, que existem ainda, infelizmente, eh, como que a gente pode pensar em trazer isso para uma realidade mesmo, independente dessa questão de ser particular, de ter o SUS, de desse direito? Porque o atendimento pelo SUS nunca nem sempre preconiza essa autorização e tudo, mesmo sendo uma cidade em Campinas que tem uma lei de 2013. É política pública, né? Né, Mirna? A gente tem que ter a vontade da administração de com seus recursos mobilizar atores, setores, eh dá para fazer isso em parceria com organizações. A gente inclusive fez um curso de formação de dolas comunitárias quando eu era vereador em parceria com a Unicamp. foi até lá na Unicamp esse curso e a gente acabou formando doulas de diversas regiões periféricas de Campinas que foram fazer seu ofício, atuar em diversas regiões da cidade, no Campo Belo, na região, em vários bairros da região Doro Verde, no Campo Grande. Foi muito legal, foi uma experiência muito rica que eu acho que ajudou a a defender a saúde de mulheres dessa cidade em situações muito importantes. E acho que e eh a gente pode sempre pensar, feito, você falou aqui, que Campinas a gente tem que pensar grande e pensar no melhor pra cidade. Então, a gente segue pensando nessas agendas. Você sabe que eu não eu não desisto da tarefa de querer ver Campinas melhor, né? Tá certo? Então, agora a gente tá no mês de novembro já, né? a gente sabe que é o mês da consciência negra. E eu particularmente sempre digo que não basta, é um jargão, mas eu acho que é importante, não basta não ser racista, é preciso ser antiracista mesmo. E você, como vereador trouxe duas pautas importantes que parece que é uma coisa meio ah, é algo bobo, mas não é. Olha só na prática, gente, uma de suas eh leis fala justamente sobre o arraial afrojulino lá da comunidade João Gudito Ribeiro, que hoje já é considerado um patrimônio inclusive, né, e tudo mais. Você tambémou de certa forma no calendário oficial a festa do destaques do aché que acontece em dezembro, mas ela já começa nessa nesse movimento todo que é feito. Hoje tem temos outros parlamentares aqui da Câmara que até participam dessas festas. Eu queria que você fal falasse desse olhar, né, como homem branco, quando você também permeia esses temas. Mina, acho que você já matou. Não basta ser eh e não ser racista, tem que ser antirracista, porque a verdade a primeira é reconhecer que o racismo é uma chaga que permeia a sociedade brasileira e outros países e que compromete os sonhos, a vida, os direitos, a justiça de milhões e milhões de brasileiros do Brasil. É um país com mais de 50% da sua população, negro e parda. a gente precisa eh entender que que essa essa realidade do racismo, ela ela despotencializa o Brasil como nação, como povo, porque ela faz com que as pessoas sofram das mais diversas formas de violência. E a gente aqui na Câmara sempre, eu sempre fui eh eh parceiro do meu colega de bancada durante 8 anos, meu querido amigo, vereador Carlão do PT, que eu tenho maior estima, maior carinho. O Carlão era um grande protagonista, né? foi um grande protagonista dessa agenda. Ele lançou a campanha É racismo, não é um mal entendido, que foi uma campanha muito importante com disque denúncia. Ele fazia a promoção de várias agendas nesse sentido aqui também. E aí a gente contribuiu para para essa agenda eh com essas duas iniciativas. Uma é reconhecer a riqueza do patrimônio eh afro-brasileiro presente na cidade de Campinas. Campinas, nós temos expressões culturais de matriz africana, as mais diversas aqui na cidade, com centros culturais, com eh espaços de de afirmação e apresentação da cultura afro-brasileira. E o arraial eh do João Gudito Ribeiro, afrojulino, é uma delas e eu fico feliz de ter incluído essa festa no calendário eh municipal da cidade, a gente ter podido fazer essa essa essa essa esse essa contribuição para que mais gente conhecesse, entendesse, né? e a gente dessa maneira pudesse e e ir transformando isso a um evento que é de todos, que é de toda a cidade, porque essa riqueza ela é de todos. Então, acho que esse sempre foi o espírito do que a gente trabalhou aqui na cidade. Em 2024, teve um período que você assumiu como deputado federal. Fala um pouquinho dessa experiência para nós. Ah, foi uma experiência muito importante, viu? Eu eu fui o deputado mais votado da cidade de Campinas, o candidato a deputado mais votado da cidade de Campinas nas eleições de 2022. Isso foi uma honra muito grande. Eu quero agradecer muito aos campineiros e campineiras que que tiveram essa essa disposição. Eu tive quase 49.000 votos em Campinas, apenas para deputado, do total de 75.000 1000 votos aproximadamente que eu tive e poder representar Campinas, poder estar no no Congresso Nacional como parte de um esforço para que a gente pudesse aprovar as legislações necessárias pro Brasil, fazer os enfrentamentos do Parlamento para que o Brasil avançasse para esse caminho que a gente falou aqui, um caminho de defesa da educação, um caminho de recuperação das políticas públicas, foi uma vivência muito rica. Foi bom também para ver o quanto que falta aqui pra cidade de Campinas e pra nossa região, mais representação do campo político progressista, do campo político da esquerda, que é o meu campo político, né? E e a gente tá há muitos anos sem um mandato cheio inteiro de deputado federal ou estadual, né, de 4 anos aqui da nossa cidade que venha desse campo. E a gente entende que isso cria uma lacuna de representação, porque Campinas tem, né, muita riqueza também de produção desse campo, muita demanda. Nas últimas eleições municipais para prefeito, eu tive 123.500 votos. quer dizer, é muito campineiro e campineira que pensa de um certo jeito e que precisa estar representado. Então também foi um um momento em que para mim ficou muito claro que nós temos uma tarefa de seguir construindo essa essa esse esforço de representação no parlamento, em outras esferas, para além da Câmara Municipal, né? pude apresentar projetos de lei. Um deles, inclusive me foi proposto pelo ex-vereador Paulo Búfalo, que diz respeito à política ambiental, a criação de um fundo eh eh de de destinação para mitigação da crise climática, né? Para que para além do discurso a gente tenha condições de financiar as iniciativas de de de proteção e e e de diminuição dos impactos da crise climática. E nós batalhamos muito também e conseguimos com com que fosse feita a indicação do da Casa da Mulher Brasileira aqui paraa cidade de Campinas, que é um equipamento que eh abre um espaço para que mulheres que estão sendo vítimas de violência, que tão que precisam de abrigamento, apoio eh psicossocial, de apoio sociojurídico, pudessem contar com essa estrutura. A gente sabe que a violência contra a mulher segue sendo um problema muito grave. Campinas, infelizmente, se notabiliza por casos de feminicídio que acontecem todo ano e e ter um arcabulouso de políticas públicas reais presentes que contribua para isso. É parte desse enfrentamento também. Tá certo? Então, presidente do PT, conta para nós eh qual foi você é considerado um dos mais jovens do presidentes do PT, de PTS municipais, assim ou não? Como que eu [risadas] nunca fiz essas contas essa não, mas acho que deve ter alguns mais jovens que eu, com certeza, outros mais velhos. Mas a o fato é que o PT de Campinas é um partido muito importante do ponto de vista do PT nacional, do PT estadual, né, da luta social na cidade de Campinas. É um partido que já eh protagonizou eh diversas eleições, ajudou a a construir muita política pública na cidade, né? Nós já governamos Campinas em duas situações, né, como cabeça de chapa, já estivemos na vice-prefeitura uma vez também. Então é uma honra para mim, na verdade, poder presidir o PT e ajudar a organizar esse patrimônio do povo de Campinas, dos trabalhadores da cidade, que é um instrumento através dos qual do qual os trabalhadores podem se organizar na cidade. Sim. Mas você veio com a missão de dar continuidade ou de renovar o PT em Campinas? Como que é essa essa articulação? Ó, a gente nunca joga a o bebê o bebê fora junto com a água do banho, né? Então é é as duas coisas. Eu eu desde que eu cheguei na Câmara em 2013, eu tenho a tarefa de dar continuidade àquilo que a gente entende como precioso que o PT oferece pro povo brasileiro, pra cidade, que é esse compromisso com setores mais vulneráveis, essa convicção de que políticas públicas são necessárias pra gente fazer o país avançar com mais justiça, compromisso com a transparência, com a diversidade, com a pluralidade, né? Basta ver o perfil das leis que eu apresentei aqui quando eu era vereador. Eh, e essas e e ao mesmo tempo renovar renovar do ponto de vista da geração, da idade, mas também renovar do ponto de vista da conexão com novos temas que surgem e que são temas necessários pra gente seguir avançando eh enquanto país, enquanto cidade. Então, a minha chegada no PT de Campinas tem tudo a ver com isso também, é é seguir eh fazendo com que a cidade tenha essa esse essa possibilidade de um caminho eh de maior eh eh preocupação social, de um compromisso com uma uma cidade mais justa e ao mesmo tempo renovar essa essa agenda de lutas e de e de disputa na cidade. E como você analisa então o desenvolvimento aí e digamos que do das últimas legislaturas do seu partido aqui na Câmara? Ah, eu acho que o nós hoje estamos muito bem representados aqui na Câmara de Campinas. Nós temos três vereadores eh do mais alto nível que eu tenho certeza protagonizam debates aqui. vereadora Paula Miguel, né, que é uma liderança muito expressiva da cidade, foi reeleita com uma votação eh muito consagradora e que é uma liderança aqui de diversas discussões da luta da luta antimanicomial, da luta antirracista, da luta contra a a LGBT, que é a mais fobia, né, dentre várias outras lutas, o vereador Wagner Romão, que é um professor da Unicamp, um lutador pelo meio ambiente, um lutador pela educação, né, tem sido um grande protagonista da agenda ambiental aqui na Câmara e é um amigo também uma pessoa que eu tenho imenso respeito. É, e a vereadora Guida Calisto, que é uma conhecida lutadora em defesa dos servidores públicos, que faz o combate antirracista de uma forma muito vigorosa e e esses três vereadores, eh, hoje eu não tenho dúvida, enobrecem essa casa aqui e garantem que não só eh o o PT segue com uma representação sólida na Câmara, né, sendo um dos maiores partidos da da Câmara, mas também que a cidade identifica uma referência confiável, combativa para suas lutas aqui nesse espaço. Pedro Tourinho, infelizmente nosso tempo acabou, mas olha, foi muito bom conversar com você, tê-lo novamente aqui em um dos nossos programas, uma honra e sempre que precisar a nossa casa aqui, a casa do povo está aberta. Mina, eu que agradeço. Para mim é uma honra voltar nesse espaço aqui, que é um espaço pelo qual tem muito amor, muito carinho, né? Tá aqui para mim é rememorar muitas lutas e vitórias. Então, quero só agradecer esse convite, mandar um abraço a todos os vereadores e vereadoras aqui da casa e principalmente aos espectadores aqui da TV Câmara, ao povo de Campinas, né, que tem que estar aqui acompanhando e atento para garantir que essa cidade segue no melhor rumo, tá certo? Então, olha, gente, você pode ir lá na playlist do Na Casa do Povo no YouTube da TV Câmara Campinas acompanhar todas as entrevistas que nós fazemos aqui. Lembrando [música] que nós estamos agora na temporada de entrevistas com os ex-vereadores do legislativo da nossa cidade. Até um próximo na Casa do Povo. เฮ [música] [música] [música] [música] [música]