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[música] [música] Olá, mais um na Casa do Povo no ar. E agora nós estamos em um novo cenário, porque você pode conferir o nosso podcast na TV Câmara Campinas e também na Rádio Câmara Campinas. Por isso, nós estamos aqui em um novo estúdio para que você possa ser cada vez mais informado nesse novo ambiente que hoje conversa aqui no na Casa do Povo na temporada de ex-vereadores com Elias Hernani Azevedo. O pastor Elias que foi vereador aqui na Câmara Municipal de Campinas. Seja bem-vindo, pastor. Muito obrigado pelo convite. M. Que prazer estar aqui com você [música] hoje. Cumprimentar todo mundo aí que tá ouvindo já no nosso início é de pra aqui no na casa do povo nós fazermos a nossa audiodescrição. Vamos lá. Então vou fazer a minha depois o senhor faz a do senhor, tá bem? Combinado. O meu nome é Mirna Breu. Eu sou mulher negra de pele clara. Tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras, olhos castanhos. Hoje eu estou com batom vermelho, terra. E eu tô com também uma blusa sem gola. Ela é preta com fundo bege. Tô com uma saia rosê de salto preto, que aí quem tá assistindo na TV não dá para ver, mas esse é o meu look em novo estúdio. Nós temos aqui o estúdio do na Casa do Povo, no estúdio da Rádio Câmara Campinas, um televisor à minha esquerda escrito na Casa do Povo, que é o logotipo do nosso podcast, temporada ex-vereadores. ao meu fundo. Aqui nós temos aqui essas espumas que elas isolam justamente a questão do Audi para outros ambientes e também protege aqui onde nós estamos gravando. E você que está assistindo a TV Câmara Campinas está vendo esse novo estúdio. Pastor Elias, agora sua audiodescrição. Vamos. Eu me chamo Elias Azevedo, estive vereador eh por 8 anos. Eu tenho um pouquinho mais de que 1,75 m. Show e negro. Estou com uma calça verde, uma camisa bege, um sapato preto e muito feliz por estar aqui com você hoje, Mirna. E aproveitando aqui já para dar os parabéns, né, por esse novo espaço muito muito agradável. É uma forma da nossa informação, aquilo que é feito pelo legislativo de Campinas, chegar aí muito mais gente. Às vezes a pessoa tá ali, não tem oportunidade de assistir, entra lá, todo mundo hoje tá ouvindo uma rádio, porque pastora, além dos nossos programas, nós temos uma programação musical também na rádio Câmara que agora chega todo mundo também. E o bom disso que ele é é uma é uma programação bastante diversificada, né? Então, tem um período de música, tem um período de entrevistas, as notícias que a TV Câmara faz com tanta excelência que a TV Câmara transmite também de reunião dos vereadores também o nosso ouvinte pode ouvir e aí chega em todos os casos. Não precisa necessariamente eh estar, por exemplo, em frente uma televisão, pode ouvir no carro lá, coloca o aplicativo, né, a a internet e participa. Legal, parabéns. Antes de nós falarmos o seu período de vereador, vamos falar o que que o senhor tá fazendo hoje, qual é o seu trabalho. Conta para quem está nos ouvindo e nos assistindo. Mais uma vez, Mirna, agradecer aí pelo privilégio de estar aqui com você hoje e, como você mesmo disse, inaugurando aqui, né, e esse novo espaço. Eh, já agradecer inclusive o presidente da casa, vereador Rossini, que tem feito um trabalho brilhante e a gente acompanha de longe, né? Eh, eu estive aqui até dezembro de 2020 e depo e acho que essa é a segunda vez que eu volto aqui na Câmara de Vereadores. Mas respondendo a sua pergunta, hoje eu trabalho na Secretaria de Habitação, estou diretor de um departamento que é responsável eh pelo monitoramento na cidade de Campinas. Eh, para você ter uma ideia, nesse departamento, Mirna, passa o o programa Auxílio Moradia, que é um um programa do governo eh municipal para ajudar as pessoas que estão eh em área de risco. Não dá para permanecer ali por conta justamente por conta da do perigo que essas pessoas correm, né? E aí o município então eh contribui, ajuda com essa essa família, eh dando a elas um auxílio moradia. Então hoje nós temos perto aí de 1500 famílias que representa dizer um pouco mais de 900.000, perto de 950.000 de aporte mensal. Até pra gente entender melhor, pastor, eh qual é a definição? Elas estão em área de risco e aí precisa ir para um lugar mais protegido. Seria o quê? Um esse auxílio um aluguel ou é exatamente? É a a cidade ela é muito grande, né, Mina? Nós temos 800 km de território. Desses 800, 400 km em área urbana e a outra metade, é claro, em área em área rural. E nós temos algumas pessoas que precisam, a situação mesmo da família acabam que ocupando área pública e área pública de risco, por exemplo, a a beira de um de um córrego, de um rio e a linha do trem, né? E nós temos aqui que aí já é uma área pública federal, né, da SPU. E e aí então a prefeitura para poder garantir a a segurança desse desse grupo de pessoas, eh propõe então o ingresso no programa Auxílio Emergencial. É um auxílio moradia. Acho que vale a pena a gente fazer essa distinção. A ainda que que a pessoa use esse valor para custear o seu aluguel ou parte do aluguel. Eh, mas a definição ou a forma como nós chamamos é auxílio moradia, porque a pessoa pode ir para casa num lugar mais seguro, né? Paraa casa de um parente, de um amigo, é pra casa dos pais, por exemplo. Claro, cada um que sabe aí até onde pode ir. E ainda assim ela continua sendo assistida, eh, na expectativa de que ela consiga se reerguer e aí poder caminhar com as suas próprias condições. E pro senhor, como tem sido essa experiência? Eu tô vendo aqui, passou inclusive pro para por outros departamentos, não só esse lá na Secretaria de Habitação. E como tem sido pro senhor essa vivência, essa experiência, principalmente porque é um público que tá em extrema vulnerabilidade. É, é, é totalmente diferente do legislativo, né, Mirna? Porque o legislativo você acaba produzindo, elaborando leis eh, para alcançar a população de um modo geral. Agora, na na no executivo, né, na prefeitura, a gente se depara com uma outra realidade. Eh, eu aprendi bastante. Eu fui no primeiro momento eh trabalhar no FUNDAP, que é um departamento também da Secretaria de Habitação, que eh auxilia, ajuda o munícipe a construir ou reformar a sua casa. E aí é é um é um programa bem interessante, viu, Mirna, porque o o FUNDAP ele oferece a planta todo o projeto elétrico, hidráulico e financie então o material e de construção além da mão de obra. É claro que tem as suas exigências, os critérios, né? Mas é um programa que tem alcançado bastantes bastante pessoas aqui na nossa cidade. Aí depois do fundo, eh, que a gente chama carinhosamente de fundo, né? Depois do FUNDAP, em janeiro de 24 eu fui assumir a diretoria de monitoramento, que aí é um pouco mais abrangente, que acaba alcançando aí eh as pessoas que estão em área de risco e de vulnerabilidade social. É, mas há algum tempo a gente sabe que a Secretaria de Habitação ela faz todo esse trabalho, mas eh de certa forma a gente tem aí a COAB, mas ela não tem mais aquela função que muita gente ainda acha, ah, vou colocar meu nome lá para ter uma casa própria como era antigamente. Hoje é totalmente diferente, né? É o o o programa habitacional, ele parte necessariamente basicamente do governo do estado ou do governo federal, né? seja através da CDHU ou eh o programa Minha Casa, Minha Vida, por exemplo. Inclusive, nós estamos construindo a a Prefeitura de Campinas assumiu o compromisso com o governo federal e e nessa parceria, Mirna, acho que é interessante a população ter conhecimento, a prefeitura ela entra com a área, com a terra. Sim. o o Ministério das Cidades, então, eh, proporciona a construção dos imóveis, tudo puxado pelo pelo governo federal e a indicação é do município. Então, esse programa Minha Casa, Minha Vida, ele é muito e ele é muito abrangente. Nós temos um 320 unidades que estão sendo construídas ali na região do Taubaté, mais precisamente no Jardim das Bandeiras, ali na divisa do do município do dos bairros. Eh, um outro que vai acontecer com um um início de 100 apartamentos também, 100 imóveis lá no satélite íris e já colocamos o mais uma área lá na divisa com Hortolândia para construção de mais 96 apartamentos. Então aí a gente vai ter um alívio. Eh, então o essa questão habitacional há um entendimento que há uma carência mesmo, né? Mas conseguiu abaixar muito o número de pessoas que estavam na fila. justamente por conta eh das muitas parcerias que foram feitas aí, eu falo só a título de informação, através da COAB com eh com as construtoras e as construtoras então por uma contrapartida, entregam alguns apartamentos para a COAB e a COAB então eh transfere isso para os que estão cadastrados no cadastro de interesse em moradia. Então tem tem diminuído sim a quantidade de pessoas da na lista de espera. Bem, pastor Elias, vamos lembrar quando o senhor chegou aqui então na Câmara Municipal, né, quando lá em 2013 o senhor teve 3.594 votos. E aí eu queria que o senhor falasse um pouquinho dessa primeira experiência, quem era o pastor Elias quando chegou à Câmara Municipal de Campinas, qual era o trabalho que o senhor fazia e depois como legislador que que o senhor qual foi a sua primeira percepção naquele momento? Ô Mirna, foi assim um um período bastante eh emocionante para mim, porque foi a primeira vez que eu coloquei meu nome a época, né? Em 2012, eu coloquei o meu nome para apreciação da população e tive aí perto de 3.600 votos, como você bem relatou. Eh, e aí nós assumimos então a posse foi no dia primeiro, dia dois eu estava aqui. Assim que amanheceu o dia, é vida que segue, vamos trabalhar. E foi um período de muito crescimento, porque uma coisa, Mirna, é quem está do lado de fora, eu costumo dizer, eh, talvez haja concordância ou não, que na época da Copa nós temos no Brasil em torno de 200 milhões de técnicos, né? porque cada um tem uma opinião, eh, deveria chamar isso ou aquele, aquela coisa toda. Eh, e não é diferente na eh na no governo, por exemplo, quem está do lado de fora, e eu não sou diferente, sempre tem resposta para tudo, mas quando a gente chega aí você consegue ter a real dimensão do que é isso tudo, né? Eh, a a época, eu sei que não é diferente. Nós nós tínhamos aqui, além de mim mais 32, temos 32 33 vereadores atuantes, né, e cada um aí defendendo o município. Então, foi assim, foi bastante interessante para mim. Aprendi demais e percebi também eh algumas necessidades que a população tem, embora a gente já tinha essa percepção, mas aí a gente teve condições, por exemplo, de apresentar um projeto de lei e e meu primeiro projeto apresentado aqui foi aprovado, foi um projeto que instituía na cidade de Campinas, instituiu, se se não me fala a memória, dia 15 de junho. o dia municipal de combate à violência contra a pessoa idosa. E esse projeto foi foi apresentado por mim. E então o vereador Cid Ferreira, né, que foi presidente da comissão dos idosos, né, da pessoa idosa aqui na Câmara, assinou comigo, então acho que foi o meu primeiro projeto aprovado, inclusive sancionado pelo prefeito à época e e que tá aí em plena vigência e valendo pra nossa cidade. Sim, a gente tá falando o quê? De 20, não, 13 anos. É, esse foi exatamente foi em 2014, 2015. Então já é então a gente já tava 11 anos 12 anos. E um tempo em que agora a gente quando fala inclusive da pessoa idosa, a gente tem estatisticamente já que é há uma tendência do nosso país e Campinas não é diferente de que cada vez tenhamos mais idosos. E lá atrás já tinha essa preocupação quando lançam uma lei como essa para que a cidade já tenha esse olhar para já ter uma política pública nesse sentido. Eu acho que esse deve ser o essa deve ser a percepção do legislador até para se antecipar eh em relação àquilo que pode acontecer, né? A população está cada vez mais experiente, né? Nós temos um grupo de pessoas aí na casa do dos 80, 90 anos, né, que estão atuantes. Inclusive, eu tive eh uma consulta recentemente e o médico disse que os 60, que eu já tô na casa dos 60, né? Eh, que o os 60 de hoje são os novos 40, né? Então, nós e eh a idade avançou, então os de 80, 90 talvez esteja na casa aí dos 60, 70, né? Então tem muita coisa pela frente ainda. É isso. Então quando a gente pensa nessa política pública também sempre se falou muito da infância e que ela deve sim ser prioridade de toda a sociedade, mas também precisamos olhar a população que tá envelhecendo e precisa envelhecer com qualidade de vida. Além do que esse esse grupo de pessoas tem uma experiência que não dá pra gente desconsiderar. a experiência do trabalho, da mão de obra, da sua produtividade, além da sua experiência de vida. Porque você sabe, Nirma, Nirma Mirna, perdão, o que é hoje não é amanhã. E a experiência desse grupo de pessoas eh é muito válida para nós. Aliás, eh você me apresentou no início falando do pastor Elias Azevedo, né? Então, eh, vale a pena eu trazer aqui uma reflexão que o texto sagrado diz que na multidão de conselheiros a sabedoria, né, e que a gente deve honrar as cãs, né, os cabelos brancos. Então, acho que vale muito a pena a gente ouvir esse grupo de pessoas. Tem muito para acrescentar na nossa vida, viu? Sim. Dessa, a gente tá falando, claro, de algo pontual e daqui a pouco vamos falar de mais leis de sua autoria, mas de toda forma essa experiência legislativa de dois mandatos, eles foram parecidos. ou o segundo foi muito diferente do primeiro, até porque quando a gente fala no segundo mandato, que foi 2000 17, em 16, o senhor foi reeleito com 4029 votos, teve muita diferença ou pro senhor foi uma continuidade bem tranquila ou não? Olha, alguns aspectos naquele período pela situação e tudo mais, acabou mudando alguma coisa? Como foi isso? Eu avalio que que foi mesmo uma continuidade, né? Eu eu não vejo, não me lembro de ter tido dificuldade à época ou alguma coisa que eu tenha feito, que eu tivesse feito a época, que fez com que eu tivesse um pouco mais em torno de 400 votos da da votação anterior. Acho que as pessoas foram conhecendo o trabalho. Eh, e é claro, um um trabalho sério. Estive também, inclusive vice-presidente na Câmara, né? foi primeiro secretário por nas duas legislaturas. Eu acho que a população viu e isso foi bem natural para mim. Não teve muita dificuldade, não. Sim. E aí a gente vem num período de pandemia, né? Aquele período de pandemia em que as redes sociais e a internet mudou. Inclusive, a gente teve prova esse ano nas eleições gerais, mudou o jeito de fazer política. mudou tudo. Em 2000, a a pandemia eh teve o título de 19, né, Covid19, mas ela pegou na nossa cidade mesmo, aliás, no país todo. Em 20, no comecinho de 20, começamos aí com algumas eh com algumas notícias e ela foi se avolumando. É bem verdade que inclusive aqui a a Câmara nós ficamos à distância, né? Sim, das plenárias à distância. Naquele momento, a a rede social ou as redes sociais, de modo geral eh elas acabaram tomando uma outra proporção, né? E essa e agora não é diferente, né? Eu costumo dizer que tudo que é feito é publicado, cada um tem a sua opinião. E eu acho que isso é muito válido. É a democracia, né? as pessoas são livres para expressarem a o seu entendimento em relação àquilo que está sendo discutido. Mas é uma nova é uma nova fase, né? A a o político Mirna, ele ele costuma dizer que nenhuma eh eleição é igual à outra, né? Nenhuma campanha é igual à outra, né? Então é eh a cada ano que passa as coisas vão mudando mesmo. Ainda falando sobre preservação da vida, e neste caso o senhor inclusive tem uma lei de 2020 que trata do disque Campinas semerol. A gente sabe que inclusive, principalmente na época das férias, os governos fazem muita campanha. Recentemente eu pedi um colega que, né, passou no Cerol, infelizmente teve esse acidente. Mas quando a gente pensa em um município ter uma lei, um lugar que você pode ligar, que você pode denunciar justamente para cada vez mais que as pessoas tenham essa consciência de que o serol, fala um pouco dessa proposta e como o senhor vê a importância de se ter uma lei que trata, claro, de conscientização e também ao mesmo tempo de poder fazer denúncias com a guarda, inclusive fazendo intervenções. Mirna, isso é uma preocupação antiga, até porque eu eu ando de moto e eu acho muito interessante, é muito gratificante ver uma criança, por exemplo, soltando pipa. Eu acho que isso e deveria ser resgatado, inclusive pelos pais. Vou mais longe. Eu acho que deveria. É certo que tem algumas alguma alguns órgãos aí que acabam incentivando a a fabricação da pipa, né? Eu acho que isso é muito legal, esse trabalho manual. É bonito ver o o céu colorido, as crianças se divertindo, mas também eh é é um esporte, é uma brincadeira um pouco perigosa quando extrapola essa essa questão do da diversão. Sim. quando parte mesmo para a as rinhas, né, as brigas para poder cortar a pipa do outro, né? E aí o problema que acaba colocando o cerol é vendido de forma irregular, clandestina na nossa cidade, porque é uma proibição para isso. Eh, a INDEC, inclusive, ela faz uma campanha anual distribuindo as antenas. nós temos um número eh eh altíssimos de de motociclista na nossa cidade. Então, eu penso que o legislador ele também não pode pensar somente naquelas coisas eh eh em temas que que é tido como mais voltado para pro bem-estar da cidade no sentido de finanças ou qualquer outro assunto de saúde e segurança também cotidiano. O cotidiano é o dia a dia mesmo. a gente precisa olhar pra população e propor para pro pro executivo eh projetos que que amenizem aí riscos, né? E esse e essa proposta que inclusive foi aprovada, sancionada, tem esse esse esse viés primeiro para conscientizar. A escola pode fazer isso com mais liberdade e também aqueles que sabem que aquela linha, né, eh, está com com o famoso cortante, denuncia, porque é quem sabe seja uma vida a menos em risco. Verdade. O senhor falou agora a pouco da INDEC, a gente sabe que quando se fala de multa é o calcanhar de Aquiles de muitos que andam por Campinas. E o senhor tem uma lei de 2017 que trata da questão do pagamento da multa de trânsito por cartão de crédito e débito e também que ampliou as alternativas para facilitar a regularização de débitos dos motoristas. Fala um pouco também dessa iniciativa porque gente, recebeu a multa tem que pagar, tem que se virar e tem que pagar. Mas e aí? O que que tava acontecendo na época? O senhor pensou, não é que vai deixar de pagar, mas vamos fazer um jeito, facilitar que esse pagamento aconteça. Mirna, você sabe que o cidadão não tem prazer em sair à rua com o carro irregular. não tem prazer. Eh, ele vai no mercado fazer compra com o dinheiro contado e com medo de ser parado na rua por um por um uma autoridade. Ele tem medo. Então, ele não vai pra rua com prazer. É que a situação não não lhe permitiu fazer a documentação do carro. o IPTU, perdão, o IPVA, eh, precisa ser pago. Aí tem a questão do o pneu que já já venceu e precisa trocar. Primeiro deixar registrado que a primeira a preocupação foi exatamente pra gente não punir esse cidadão mais uma vez, porque você sabe, uma vez o carro sendo recolhido ao pátio, de pronto tem o guincho. Sim, virou 24 horas, já tem que pagar o o a remoção e o pátio, trocar os pneus, se for o caso, fazer a a regularização do documento, se for o caso. Aí o cidadão não tem em espécie, ele não consegue fazer isso no primeiro dia, no segundo, no terceiro, vai acumulando o pátio que precisa ser pago. Aí e vai ficando cada vez mais difícil para ele conseguir resgatar o seu carro. Então, a época, pensando nesse nessa fatia da sociedade que às vezes comprou o carro com muito sacrifício, Mirna, e é a situação, não dá pra gente fugir disso. E aí nós apresentamos esse projeto. Eh, eu conversei à época com o então presidente da INDEC para ele entender eh qual que era a proposta e e deu tudo certo. A gente conseguiu aprovar aqui na Câmara, o prefeito sancionou e já tá valendo. Aí pega o cartão do pai, do irmão, dá um jeito lá, tira o carro, piora, viu, M? E paga. E paga. Agora, pastor, hoje, inclusive a gente vai, às vezes em muitos restaurantes, você fala assim: "Olha, eu quero a água da casa", né? Eles já sabem o que é. Mas antes não se ouvia falar muito disso, inclusive foi é uma lei sua que obriga o fornecimento gratuito de água filtrada em bares, restaurantes, lanchonetes e estabelecimentos semelhantes. Na época eu lembro até que deu um bafafá [risadas] e eh deu o que falar. A imprensa foi em cima, aos bares e restaurantes não gostaram muito inicialmente, mas enfim. Ela aí na nossa cidade. Você sabia aí que quando você for a um restaurante, você não necessariamente precisa comprar a água mineral. Você pode falar: "Eu quero a água da casa". Vai virar água filtrada em um copo para que a pessoa se sirva. Não precisa ser gelada se a se se o restaurante não quiser oferecer. Mas ele precisa ofertar essa água porque é o mesmo desenho do dos carros. na situação é difícil paraa população. Eh, às vezes o cidadão vai pro centro da cidade, trabalha no centro da cidade, embora a gente fala do centro da cidade porque era uma referência para nós, né? Eu sou daquela época, Mirna, que a minha mãe falava assim: "Eh, o seu pai foi pra cidade como se nós morássemos na zona rural, né? Mas eu morava ali no Jardim do L. A cidade sempre foi o centro. Eh, mas independente disso, quem trabalha no shopping, quem trabalha nos distritos da nossa cidade, eu moro lá na região do Ouro Verde hoje a pessoa trabalha, ela tem aquele dinheiro contado também é contado e salvo um ou outro que tem eh condições de almoçar num restaurante e poder comprar, por exemplo, uma água mineral com gás ou 100. Sim. Mas veja, uma garrafinha de água mineral hoje, dependendo do lugar, você vai pagar R$ 5, R$ 6, R$ 8, depende do lugar que que que a pessoa tá. Então, ela já tá ali limitada no seu recurso financeiro e ainda assim ela se vê eh eh quase que obrigada a adquirir água eh para para beber. Então nós fizemos esse essa essa proposta, apresentamos e deixar registrado aqui, Mirna, a minha gratidão aos vereadores da época, boa parte deles estão aqui ainda, que acolheram as propostas que a gente apresentou, esses que nós temos 19 leis, eu tenho 19 leis que foram aprovadas e todas elas com a anuência dos vereadores, a maior parte eh eh com maioria é com unanimidade Eh, e aí, independente se era a base ou não nos seus projetos de at a proposta era para beneficiar literalmente o povo, né? A ideia é que o povo fosse alcançado como eh como aconteceu. Então, eh essa da água, como você mesmo disse, teve um burburinho, porque onde já se viu, não precisa pedir água porque a gente oferece. Mas você sabe que é ruim pro cidadão ele pedir um copo de água. Hoje não acontece mais isso, eu acredito. Mas no pass no passado, se pedir pedindo uma água, alguém diria assim, eh eh mineral ou torneral, né? Sim. E aí de uma certa forma é meio ruim isso. Então e pode ser torneral mesmo, não tem problema. Diz que seja potável, não tem necessidade de ser gelada, mas se quiser também acho que não tem problema não. Sim. Aí também a gente pensa na questão escolar. Hoje, inclusive pós pandemia, a pandemia foi onde a escola, principalmente a as escolas públicas tiveram que acelerar um processo de informatização com aulas online. Hoje é algo que se torna até comum estudo à distância, mas lá em 2013 o senhor lançou o boletim escolar eletrônico na rede municipal de ensino, em que a família tem acesso. Hoje, inclusive, eu sei porque eu tenho uma filha na estadual e outra na municipal. Eh, foi feito até uma cooperação entre prefeitura e governo do estado. A gente consegue em um único aplicativo ver a, como se diz, o andamento, progresso de alunos, tanto do municipal quanto no estadual, já num boletim escolar eletrônico. Mas lá em 2013 o senhor pensou, olha, vai acompanhar a frequência, desempenho e saber tudo o que tá acontecendo com aluno ali, ó, direto num boletim eletrônico. Mirna, eu sempre fiz questão de acompanhar o desenvolvimento escolar das minhas filhas, inclusive de olhar o caderno e dar um vistinho e participar também eh da reunião da chamada da chamada reunião de pais e mestres, né? a reunião com os professores, mas em um determinado período eu não eu não tive condições de fazer isso. E não é a realidade da maioria da população eh da nossa cidade que tem condições de de acompanhar o o o crescimento do seu do seu filho, eh, no que diz respeito à área educacional, indo na escola. Então, a proposta foi justamente pra gente encurtar esse esse caminho. O pai continua tendo acesso, ou melhor, ele tem acesso agora. Então, quando na inscrição do filho, na matrícula do filho, ele pode solicitar o seu login em senha e aí então ele pode fazer esse acompanhamento. Você sabe que lá na na fabricação da lei eh em torno de 50.000 1000 famílias eh foram alcançadas através desse projeto que virou lei e tá aí valendo pra nossa cidade. Acho que isso é também bem bem interessante. Sim, pastor Elias, muito obrigada pela sua participação, por estar aqui hoje, inclusive eh nesse novo, nesse novo, digamos, nessa nova roupagem do nosso podcast na Casa do Povo, falando aí um pouco da sua atuação. Parabéns pelo seu trabalho e a gente se coloca à disposição. Sempre que tiver que apresentar algo que a secretaria esteja fazendo, manda notícia aqui pra gente também. Mirna, muito obrigado mais uma vez pelo convite para você que tá acompanhando. Eh, quero agradecer pela oportunidade de de me fazer ser conhecido, né, e para um grupo de pessoas, porque enquanto vereador, essas informações que você passou aqui, eh, eh, Mirna, esses sistemas que você abordou, eh, a, a vereador, eu não tinha essa esse negócio de ficar divulgando que era feito, até porque eh alcanchou o o resultado para mim era até porque era o era o obtivo. É, e também não era a época da internet que tudo você dá publicidade, aquela coisa toda, né? E quando eu recebo o convite para participar de um de um bate-papo como este, num ambiente agradável como esse, sendo conduzido aqui por você para falar de projetos que que foram apresentados e que viraram leis eh para para abençoar a população da cidade. Eh, eu sou muito grato e me coloca à disposição. É, precisando a gente tá à disposição. Muito obrigada. E lembrando que toda sexta nós temos estreia na Casa do Povo, na TV Câmara Campinas e na Rádio Câmara Campinas. Você também pode acompanhar todos os nossos episódios lá no tvcamaracampinas.com.br e também no canal da TV Câmara Campinas no YouTube. Você vai lá na playlist na Casa do Povo e acompanha todas as nossas entrevistas. Até um próximo na Casa do Povo. [música] [música] [música] [música]