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NA CASA DO POVO - PAOLLA MIGUEL 2
Em destaque · HD Vídeo · NA CASA DO POVO

NA CASA DO POVO - PAOLLA MIGUEL 2

28 views Publicado 18/10/2024 HD · 44:28

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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[Música] Olá Mais Um na casa do Povo no ar o podcast da TV Câmara Campinas que bate um papo semanal com os vereadores aqui do Legislativo campineiro E hoje nós temos a presença da vereadora Paola Miguel e como é de prae logo na abertura eu vou fazer a minha auto e áudio descrição o meu nome é Mirna Abreu Eu sou uma mulher negra de pele clara tenho os cabelos cacheados acima dos ombros com mechas loiras olhos castanhos Hoje eu estou vestida com uma blusinha não chamando a gente chama de blusinha assim ela é verde piscina ao meu fundo nós temos aqui o logotipo logotipo não nós temos o cenário preto na casa do povo e a minha esquerda sim logotipo escrito na casa do Povo em azul e branco em uma TV aqui à minha esquerda vereadora seja bem-vinda também já convido a fazer a sua auto e audio descrição primeira Quero Agradecer o convite por est aqui pra gente poder conversar vou fazer minha auto e áudio descrição sou uma mulher negra de cabelo curto black power Estou com um Poncho branco e na ponta tem alguns motivos coloridos Além disso visto uma camisa croped e a minha minha direita tem um logotipo escrito na casa do Povo em branco e azul e nas minhas costas nosso cenário em preto Paola a gente falou na primeira temporada sobre a sua história né e toda aquela bagagem que você trouxe da vivência da sua mãe que também te despertou paraas questões políticas e depois mais ativamente né quando a gente teve lá aquela questão da da passagem né E aí eu quero que a Paola Me diga quando então ela pensa em eh cursar o caminho da política partidária como foi isso eh eu acho que é muito interessante né eu me filiei com 17 anos né porque nasci no ano ímpar então Eh completei a maioridade pro título né com 17 eh e me filiei né ao partido no qual estou hoje que a partir dos trabalhadores e quando minha mãe né eu acompanhava ela né participava de algumas debates internos mas não era o que eu queria debater né até porque eram as pautas dela né que tratavam sobre a questão eh do funcionalismo público a nível Estadual mas quando chega 2013 tem hent de passagem em Campinas né que foi posterior de São Paulo e isso fez com que tivesse uma mobilização na cidade de São Paulo inicialmente né não são só 20 centavos e depois em Campinas e quando isso começa né eu vou para rua com os meus amigos e consigo perceber que a política pública né ela pode incidir diretamente na minha vida na minha vivência e depois disso eu comecei a participar mais ativamente do partido até para que eu conseguisse eh entender um pouco melhor quais eram as reivindicações né ter uma formação política mais apurada com relação a isso e também para começar a organizar outras pessoas para também discutirem na aqu aquele momento o passe livre o aumento da passagem então é quando começa a minha eh atuação partidária eh como como eu tô hoje me tornei secretária adjunta de juventude logo depois desse período depois secretária de juventude e aí eu comecei a participar eh mais estadualmente né de alguns debates de algumas construções até para conseguir interar e trazer para Campinas algumas lutas que passassem por outros outros pontos a da do aumento da passagem da tarifa né então foi mais ou menos ali em 2013 que eu começo a avançar um pouco nessa política partidária e aí vereadora quando Então nesse contexto você decide Olha é a primeira vez que eu devo lançar o meu nome quando Como foi essa decisão eu sempre olhei né pros parlamentares que que eu que a gente que eu estou hoje hoje como sendo um perfil muito distante de mim né nunca vi como sendo alguém que poderia ter a minha cara o meu rosto minha mãe também ela a militância dela é mais interna né ao Sindicato não é de de ser uma cara pública então mesmo os do seu partido na época sim mesmo no no no meu e no meu partido quando me torno secretário de juventude né Eh meu grande desejo a primeira vez que eu saí candidata foi me tornar seria me tornar Secretária Estadual de juventude porque todas as pautas né até por conta da minha mãe que eu tinha mais conhecimento né E que eu dialogava mais eram nas pautas estaduais e que a minha mãe né ela se aposentou como professora eh do Estado de São Paulo então isso fazia com que o debate da Segurança Pública né que é um debate que passa muito pelos movimentos negros que é uma um debate Estadual a educação né no ensino médio que é quando eu começo militar também é uma apó Estadual algumas considerações como por exemplo assistência ela é no municipalizada né o modelo que a gente conhece mas tem como por exemplo o bom prato que ele é uma política estadual Então eu tinha naquele momento mais conhecimento sobre a pauta Estadual mas né tinha esse distanciamento quando eh em março de 2018 a Mariel é assassinada executada brutalmente e eu acho que para mim aquilo foi uma mudança de chavinha porque eu vi alguém que tinha a minha cara né uma uma trajetória uma história muito parecida com a minha até Aquele momento que conseguiu ser a quinta masada do Rio de Janeiro e teve uma mudança significativa no Parlamento então ali foi a primeira vez que eu saí candidata né naquele em 2018 a deputada Federal e e a gente conseguiu fazer 10.000 votos a gente tinha certeza que a gente não ia ganhar né a gente tinha a certeza que a votação seria muito menor inclusive Mas eh e o nosso principal desejo né era conhecer as pessoas dialogar conversar entender saber o que que as pessoas esperavam né tentar saber né de como que a gente poderia ouvir a população como que a gente poderia apresentar paraas pessoas eh pautas e debates que pudessem ser construtivos né E também aprender sobre o que que era né Essa política que não era a Estadual que eu tinha mais conhecimento né e que era a nacional que tem uma maior visibilidade então aquele foi o primeiro momento que eu saí candidata a deputada Federal a gente conseguiu fazer 10.500 votos e isso sem dúvida nenhuma foi motivada pela execução da Marielle sim e naquele momento quando você mapeou eh quem foi esse eleitor a maior parte é de Campinas ou não Não era como foi isso para você foi bem dividido a gente conseguiu fazer se eu não me engano esse mapa de 2018 não tá tão eh tão vivo na minha cabeça mas e se eu não me engano a gente conseguiu fazer 4.000 votos na cidade de São Paulo eh 3.000 votos na cidade de Campinas e os outros 3.000 votos foi espalhado né pelo pelo Estado né em cidades que temos amigos parentes e na cidade de Campinas ele foi bem localizado aonde a gente andou mesmo né então na região do Campo Grande no bassol uma região que que até hoje a gente frequenta muito dialoga muito a gente conversa muito com aquelas pessoas tudo isso Começou ali em 2018 e que foi uma campanha muito para eu apresentar pra cidade uma possibilidade né de de candidatura mas foi fundamental para que hoje eu tivesse aqui Sem dúvida nenhuma naquele momento então com esse um pouco mais de 10.000 votos já saiu dali com a decisão de que então eu estou pronta para ser candidata a vereadora foi isso não acho acho que estou pronta acho que é muito forte assim né eu voltei naquele momento eh voltei pra inativa privada né Sou formada engenheira de computa de computação trabalhei numa multinacional aqui na cidade de Campinas eh e continuei a militância então eu trabalhava né durante o dia e no período noturno ainda participava das discussões da Juventude do PT né às vezes ia para São Paulo ainda mas com menos intensidade eh até que chega em 2020 eh e naquele momento eu e meu grupo político a gente conversa novamente né Para Para justamente pensar né de quem poderia ser o nome né E como eu tinha sido candidata em 2018 né tinha tido um resultado exitoso mesmo na cidade de Campinas né até a gente falou assim não então vamos apostar né né nisso enquanto possibilidade recusei inclusive uma proposta de emprego que chegou logo no começo do ano numa empresa que queria muito ter ter trabalhado né na sempre mandei currículo para lá mas a gente precisava tomar uma decisão né E quando eu tô ali prestes a pedir demissão no emprego que eu tava né Eu falei assim não vou segurar mais um pouco né porque a campanha ainda não tá não tá iniciando vem a pandemia então Eh tudo isso fez a gente repensar inclusive se teria eh campanha se teria eleição Seria possível se a gente cons cheg aí você nem se da empresa ficou Home Office fiquei de home office porque o primeiro momento na na pandemia eh não tinha campanha a gente ficou em casa e nem o primeiro momento na verdade eu nem fiquei de home office porque eu tava entrei de férias né a empresa inteira entrou de férias e a gente foi voltando aos poucos né ali pro trabalho e a própria campanha ela era completamente virtual então a gente fazia a Live eh fora do de trabalho né Eh e quando precisava sair né que foi mais pro no final da campanha era já horário que eu já tinha terminado o trabalho que era geralmente final de tarde né que a gente acabava fazendo algumas atividades presenciais e já mais ali mais avançado e foi o tempo das lives né aquele tempo Nossa nem me fale o tempo das lives da Live no Instagram Live no Facebook eh tentar encontrar espaços em canais que não eram não era da maneira que a gente tem hoje né os podcasts também não é da mesma maneira que a gente tem hoje ali a gente tem um início muito forte desse movimento mas era de tentar dialogar com as pessoas por chamada nem nem a chamada de vídeo que a gente faz hoje né era igual naquela época então a gente se utilizava muito desses recursos né quando a gente saía pra rua a gente dialogava com as pessoas e se a gente conseguiu o contato eh e depois a gente ligava para elas ou então nos próprios posts né de redes social a gente dialogava conversava né para tentar avançar naquela campanha que acho que foi uma campanha muito muito muito muito virtual né até no no nível de ter estafado a gente com relação a esse ambiente e quando vem o resultado Qual é a sua reação Como que você analisou esses números Olha tem uma uma história um tanto quanto engraçada com relação a a isso porque naquela eleição eh ainda era pandemia né então eh acho que isso é importante ressaltar eh as urnas fecharam 5 da tarde eui fui para casa tomar um banho e começou a apuração mas a apuração tava muito lenta tava muito lenta e ela aparecia ali no no soquinho né então parecia lá 2% 88% né você não tinha essa continuidade que foi o processo de 2022 Então eu fui dormir porque depois deu aquela Pan lá no sistema também né exatamente nessa Pan eu fi assim eu vou dormir porque a forma da hora passar mais rápido é eu dormindo então eh as pessoas até contam que quem atendeu o telefone na verdade foi minha mãe né porque acordou tenho a minha mãe tem um sono mais leve do que o meu né Eu tenho sono um pouco mais pesado então o telefone tocou eu não ouvi minha mãe atendeu né Aí ela e acordou e foi me acordar né e falou assim Paola você ganhou né você ganhou e o pessoal comemorando mas eu tava com muito sono Voltei a dormir voltou a dormir Voltei a dormir ali no dia seguinte que eu fui realmente entender mas percebeu que era realidade que não era sonho não eu acho que acho que demorou um tempo para cair a ficha né no dia seguinte e já começaram eh entrevistas então alguns jornalistas eh me ligaram e aqui eu sempre Fiquei me perguntando assim como que eles conseguiram tão rápido né o o telefone aí a câmara também já já já entrou em contato então foi meio um processo eh rápido assim demorei um pouco para processar acho que só Você assustou um pouco certamente eu acho que eu só tive a consciência mesmo Primeiro de Janeiro que era o dia da p que foi aqui né na na Câmara que aí deu para entender realmente assim não a gente conseguiu ganhar esse mandato estou vereadora né e acho que foi uma uma grata surpresa que veio naquele dia é e foi uma posse super diferente até porque em 2021 a gente teve a posse virtual depois os vereadores só vieram ao plenário no momento da declaração do voto da eh mesa diretora inclusive foi o momento que assinaram o termo o livro de posse também pegar um diploma Mas você a vereadora Guida Débora Palermo e a Mariana que presidia vocês ficaram todo o tempo aqui no plenário não foi isso isso mesmo porque a vereadora a vereadora Mariana conte foi a mais otada né então mais otado tem Preside a sessão e ela convidou né pra gente fazer esse momento histórico na Câmara onde toda a mesa e diretora era composta por mulheres então a gente teve ali com distanciamento a gente não ficou na mesa a única pessoa que ficou na mesa ali foi a Mariana naquele momento e para fazer esse momento solene eh de posse dos vereadores assim eu acho que foi um dos momentos que tava muito muito nervosa inclusive e mas muito gratificante também de ter tido essa oportunidade e a partir daí como foi que então a jovem Paola eh de toda essa experiência com comunidade essa experiência até partidária chega e e se coloca na Câmara Municipal de Campinas Olha eu acho que o primeiro ano foi um ano de muito aprendizado né primeiro por começar a entender como que os processos funcionavam aqui dentro né as comissões doos departamentos como que era de fato colocar eh um projeto em Pauta né protocolar um projeto Quais as ações que a gente poderia fazer a utilização do plenário e sempre ressalto para as pessoas que a gente começou o mandato na pandemia então a gente não tinha contato nem mesmoo on tudo online nem mesmo com os outros vereadores Então eu fui conhecer mesmo alguns vereadores depois de 8 meses de que tava acontecendo Eu lembro que a gente voltou para uma sessão presencial no dia 22 de fevereiro e eu lembro que é porque é meu aniversário sim e logo mas no mesmo dia o prefeito já tinha decretado eh alerta vermelho e a cidade fechou novamente então a gente voltou né a gente teve uma presença uma sessão presencial e a gente já voltou pro modelo virtual e isso eh acho que até a forma que a gente tem hoje né a fluidez né E como tudo funciona na Câmara naquele momento a gente não tinha e nem tinha oportunidade não tndo uma clareza de como era na verdade né Não exatamente diferente de outros vereadores que estão aqui a dois três né seis mandatos né eu conheci alguns parlamentares só de vista mesmo né ou alguns deles nem nunca tinha visto então isso fez com que esse entrosamento né e até mesmo o funcionamento das comissões ficasse naquele primeiro ano bem truncado assim né a gente começou a ter uma possibilidade de voltar para cá se não me engano no final de 2021 eh ali Novembro mais ou menos quando começou a voltar quando a gente volta a gente volta sem público ainda depois a gente tem o retorno do público eh mas depois tem a reforma do plenário a reforma do plenário tem Vocês vão pro Teatro que a gente vai pro Teatro que era uma não sei se um transtorno mas era era difícil assim porque muitas vezes a gente marca a comissão no meio do dia né ali e as sessões né ali às 18 horas então você tá aqui e não é simplesmente andar do minutos até o plenário até o plenarinho né para você e participar da comissão você ter que ir até o teatro às vezes pegava trânsito então e um trajeto curto que acaba virando 20 minutos fazia com que as atividades ali no teatro tivessem uma outra forma né até porque o teatro é muito bonito e quando a gente estava lá né a gente percebia muito isso mas um um tempo a mais de deslocamento que a gente acabava tendo que investir para conseguir estar presente em todas as coisas e também eh eu não peguei a fase que a câmara que as sessões eram na prefeitura né Nem tenho essa memória Então para mim sempre foi os gabinetes o plenário né toda a estrutura no lugar só Então para mim foi um pouco difícil nesse período o teatro apesar da gente ter feito algumas atividades lá que foram muito muito bonitas né até pela possibilidade que ali tinha né sim Paola você quando foi Eleita tinha uma bandeira uma né trazia ali aquela Bandeira dentro daquele escopo O que que você conseguiu apresentar Como projeto como indicação e d andamento aquelas suas ideias Olha a gente eu acho que tem uma quando a gente ganhou esse mandato eu acho que sempre tem uma dificuldade da gente entender o que que é possível ptar no âmbito Municipal né como eu falei a minha trajetória ela passa muito pelas políticas de debates estaduais né então Segurança Pública né quando a gente fala de movimentos negros não tem como a gente não falar de Segurança Pública por exemplo e quando a gente chega no âmbito Municipal a gente também tem a segurança pública Mas ela é da guarda municipal então eh eu acho que a primeira coisa foi de ter realmente que se debruçar sobre o entendimento do que que é a gestão Municipal né a onde um limite digamos assim qual é o limite né e a saúde é uma das coisas que eu acho que é o mais difícil da gente entender porque se for olhar pro governo federal ele tem responsabilidade na saúde o governo estadual tem responsabilidade na saúde e o Municipal também tem responsabilidade na saúde então muitas vezes as pessoas chegam pra gente com uma demanda de saúde e a gente tem que saber estudar né mesmo então eu acho que das maneiras que a gente chegou até aqui quando a gente fala dos movimentos negros a gente conseguiu avançar bastante então a gente protocolou o DNA África o infância sem racismo eh a gente conseguiu protocolar projetos que não são diretamente ligados à população negra mas que acaba atingindo majoritariamente como medida sócio educativa para jovem infrator o espaço coruja pras mães eh que trabalham né no no shopping né Eu acho que um bom exemplo é o shopping ou que estudam à noite eh o quando a gente falar da paa das mulheres a gente protocolou uma mulher viva A Procuradoria da mulher aqui na na câmara do esp de Campinas a gente protocolou projeto sobre a dignidade menstrual eh com relação à população lgbtq PN mais né sua primeira vereadora assumidamente LGBT na casa a gente protocolou o transcidadania a gente protocolou bem recente que é sobre utilização de nome social em lápide porque pode parecer uma coisa muito pequena mas quando alguém da comunidade T morre né volta a ter muitas vezes esse nome de registro né o documento ainda acaba sendo um passo a pessoa já nem se via mais com aquele nome né exato às vezes passou eh 20 30 anos utilizando um outro nome e nem os amigos e sabem desse nome né então Eh pra gente também também tem esse resgate de memória eh sobre mas a gente também avançou sobre pautas muito importantes né que é como a cannabis medicinal que foi uma coisa que a gente construiu junto com a população né através dos coletivos populares e voltamos pra origem né Eh do Movimento Passe Livre que foi onde eu comecei com o o o protocolo do projeto tarifa zero aqui na Câmara Municipal de Campinas Então eu acho que a gente avançou bastante com relação a as bandeiras que a gente levantou na campanha né na campanha a gente dialogava sobre transporte mas a nossa principal Bandeira foi sobre segurança alimentar hortas urbanas e esse projeto Hoje ele tá implementado na cidade de Campinas né o Executivo encampou isso Apresentou um projeto e pegou uma parte do nosso projeto e acabou incorporando eh também nessa lei que tá hoje aprovada né regulamentada então a gente conseguiu avançar mas eu acho que quando a gente chega aqui a gente percebe o quanto alguns processos são morosos né E como que alguns avanços que a gente achava que era tão simples e imediatos eles demoram um pouco mais né então a gente tem discutido muito eh como que a gente pode tentar fazer com que os nossos projetos avancem dentro da casa para que a gente tenha mudanças reais né de perspectiva e é óbvio que sou 1:33 né então todo mundo aqui tem eh ideias pautas projetos diariamente a gente discute 10 projetos nas sessões né a gente não não consegue vencer a pauta ali D conta mas a gente tá lutando também para que os nossos sejam priorizados sim e inclusive às vezes vocês usam posicionamento digo vocês os vereadores do partido dos trabalhadores e um posicionamento interessante que é nós vamos aprovar esse projeto mas a gente tá pontuando algumas coisas dele como que é isso para você né enquanto vereadora de oposição mas às vezes aprovar algum projeto mesmo pontuando que algumas coisas precisariam de algum aprimoramento eh a gente precisa ter o entendimento de que a cidade de Campinas precisa de progresso então muitas vezes o progresso que chega através da câmara desses projetos não é aquele que a gente espera né não é o mundo ideal ainda mas é um primeiro passo então a gente eh discute muito a gente dialoga muito a gente pesquisa muito para saber também né aquilo vai trazer alguma melhoria pra população de Campinas vai trazer algum benefício e se traz algum benefício a gente vota favorável mas a gente critica porque poderia melhorar mais ainda né Poderia transformar mais ainda a nossa cidade poderia trazer um benefício de atingir mais pessoas né muitas vezes Eh esses entendimentos né de projetos ele passa muito também por Da onde vem a origem do projeto né se ele é do executivo se ele é de de um outro eh Vereador a gente já fez algumas discussões aqui na casa sobre projetos que eram fundamentais que eles eram urgentes e que eles podem mudar a realidade da cidade de Campinas mas as vezes tem um detalhe né na forma da escrita né ou Um item ali que falta que pode muitas vezes desvirtuar o projeto então a gente discute muito sobre isso e acho que também tem o contrário né de ter muitas vezes uma distorção daquilo que nós apresentamos dentro da casa para que tenha um olhar criminalizado né Um Olhar ideológico que muitas vezes eh acaba prejudicando a parte da população acho que um bom exemplo disso é o projeto sobre cannabis medicinal né que a gente eh tem aqui na casa tiveram uma uma tentativa de desvirtuar o que que era o projeto Mesmo ele sendo eh muito nítido Então até um aprendizado pra gente a forma de escrever né que é o aquo que a gente vem aprimorando desde o primeiro ano para que todas todos e todes entendam o objetivo eh dele tem o trans cidadania também que é um projeto que de elevação de escolaridade e formação um projeto que você inclusive eu acho que fui eu mesma quem falei com você logo que você protocolou ele traz um modelo que já existe não é isso ISO mesmo um modelo semelhante alguma coisa nesse sentido isso mesmo a diferença é que eh ele é um programa né que tá implementado na cidade de São Paulo eh mas lá ele foi implementado pelo executivo né então quando a gente traz pro legislativo a gente precisa fazer algumas alguns ajustes então o projeto ele consta no projeto né poderar oferecer bolsas então eh ele não necessariamente cria uma obrigatoriedade despesa Exatamente porque nós vereadoras e vereadores não podemos gerar eh despesa pro município Então tem um um um poderá eh e E aí alguns vereadores Falam assim Ah mas isso vai criar despesa assim ol poderá né então a gente pode pensar agora a gente tem experiência das emendas impositivos a gente pode pensar né a gente de colocar emenda sobre isso pensar no fundo né Eh e a outra coisa que um o vereador conversou comigo é sobre a plaquinha né porque lá também tem né de que os espaços públicos né repartições departamentos tenham fixado plaquinhas sobre a utilização do nome social mas e pontos do projeto né que a gente pode conversar melhorar a redação pensar junto com utilização do nome social já é uma lei federal já é uma lei federal a plaquinha é só para só para informar pras pessoas de que essa lei federal existe porque muitas vezes as pessoas não entendem isso né ou ou eh fingem que que ela não existe então a gente tá sempre aberta diálogo pra gente conseguir construir mesmo né e trazer melhoria para uma população que nesse caso é a população T que é marginalizada esquecida e alguns vereadores Falam assim olha ideologicamente né isso não não me favorece mas é um programa de elevação de escolaridade né apenas voltada para uma população sim e Campinas tem um o o esse nicho que precisa ser olhado que precisa ter os seus direitos garantidos também sem dúvida nenhuma a cidade de Campinas tem o primeiro centro de referência LGBT do Brasil né que completou 19 anos quase 20 agora vai ter a primeira eh acho que quando esse programa for exibido já vai ter tido né A primeira marcha trans da cidade de Campinas eh e tem o núcleo de consciência trans na Unicamp que tá discutindo junto a Unicamp e cotas TRANS e essas cotas né um dos debates que são feitos é justamente pelo fato de esse processo de escolarização né o ambiente escolar muitas vezes ele é excludente Então existe um Bully racializado existe um bullying eh LGBT fóbico né existe um bullying transfóbico principalmente e isso faz com que uma parte da população né em especial população T tem a dificuldade da permanência nos espaços de educação formal então acabam indo buscar outras alternativas e quando chegam no mercado de trabalho né Eh tem uma dificuldade ainda maior por não ter essa formação e acabam recorrendo à prostituição Então o que a gente quer é trazer dignidade e principalmente reconhecer a existência e humanidade na comunidade T na cidade de Campinas esses projetos ainda tramitam na Câmara ainda tramitam na Câmara eles eh espero que a gente consiga aprovar né e avançar com relação a eles alguns a gente conseguiu Aprovar Na comissão de constitução e legalidade já eh outros a gente trouxe pro plenário mas a gente eh verificou a necessá a necessidade de de revisar um pouco né de de tá ali construir junto ao aos colegas é quando vocês pedem a retirada desse projeto da pauta é isso isso isso mesmo retirada eh às vezes arquivamento também eh no na comissão de constitução legalidade a gente Às vezes a gente pede vista para que a gente tenha um pouco mais de tempo né com os apontamentos que os colegas fazem realmente que a gente consiga aprimorar o nosso trabalho então é um dos recursos que a gente tem feito e Espero muito que a gente consiga avançar na cidade de Campinas a gente teve aqui no final principalmente do primeiro semestre uma discussão em âmbito nacional que deve continuar no segundo semestre a respeito da questão do projeto né sobre a proibição do aborto e você eh protocolou um projeto apelidado de criança não é mãe né que prevê aí de regulamentação ao acolhimento de crianças vítimas de violência sexual que buscam o sistema público de saúde de Municipal para realizar o aborto autorizado pela lei brasileira Fala um pouquinho dessa proposta em âmbito Municipal eh é importante ressaltar que a lei do aborto ela é uma lei de 1940 né E ela tá eh tá na nossa Constituição né ela anterior a 88 e ela prevê que caso de estupro né A mulher pode recorrer eh ao aborto né caso de estupro em caso de risco de morte da mãe ou do beb ser eh anencéfalo anencéfalo eh obrigada então nesses casos que já são previsto em lei né e com autorização judicial né caso eh a mulher até 22 semanas é isso ah ou não prevê tempo eu acho que na lei de 1940 ela não tem eh isso apresentado acho que essa questão de 22 semanas ela é mais recente foi um apontamento que o conselho de medicina apresentou porque acima de 22 semanas o procedimento com que o aborto é realizado é outro né então se a gente lembrar de um caso de uma criança de 9 anos se eu não me engano que teve inclusive o o o local né que ela tava realizando um aborto eh colocado numa rede eh radical ideológica né as pessoas foram pra porta desse desse Hospital protestar ela tava com um pouco mais de 22 semanas e por isso que ela teve que ir para esse hospital inclusive se eu não me engano são três hospitais no país que realizam aborto acima de 22 sem cor mas no caso eh do que tá previsto em lei quando uma criança de 13 anos é que a maior incidência que tem hoje chega no posto de saúde o que a gente tá dizendo é que o posto de saúde ele precisa comunicar osis nove a gente precisa ter esses dados né a gente precisa saber né se essa criança tá sendo violentada né nesse caso a gente precisa saber que essa criança está sendo violentada e mas Campinas tem hoje é diferente Claro dessa questão do aborto um abrigo para crianças e adolescentes que por exemplo porventura adolescente ven a ser mãe temos né temos temos a gente tem sim eh mas o que a gente tá falando aqui nesse caso é muitas vezes uma criança de eu vou usar a mesma idade né de 13 anos que tá em casa ali a mãe começa a observar né que a barriga tá crescendo leva no Posto de Saúde né Então se ela quiser realizar o procedimento né que tenha todo o acolhimento e se ela não quiser realizar o procedimento que também tenha o acolhimento que também tenha uma orientação de como que aquilo tá tá procedendo o que acontecendo progama não existe em Campinas hoje Até onde eu sei existia um programa no passado que era o nome tinha o nome de luz eh e nessa perspectiva Campinas tem uma lei eh do benace né sobre o aborto que que Mas ele não fala sobre o acolhimento específico e a garantia dos dados né então o que a gente tentou fazer é ter essa garantia do acolhimento principalmente para crianças e adolescentes que forem violentadas né a gente não tá falando aqui de da gravidez adolescência então dois jovens de 16 anos que namoram né a gente não tá falando disso a gente tá falando né de muitas vezes crianças vulneráveis que são eh estupradas violent adas sexualmente eh ali de forma sistêmica porque é uma das coisas que a gente tem observado que não é uma vez né que isso acontece isso acontece de forma sistemática e principalmente na recorrência disso a gente tem alguns casos eh famosos no país de crianças que tiveram um filho com 9 anos um filho com 10 anos de idade né filho com 11 anos de idade e que são não são apenas filhos dela são também irmã são sobrinhos e isso é um grande alerta pra gente no no país né então Campinas não tá fora desse contexto infelizmente não eu gostaria muito que Campinas estivesse fora desse contexto mas a gente observou que na pandemia eh a violência né violência contra as mulheres a violência contra as crianças adolescente a violência contra os idosos quando não tem ninguém olhando ela cresceu muito mas a gente não tem hoje de forma sistematizada esses dados pra gente conseguir falar Ass ol a cidade de Campinas acontecem eh realizam partos de crianças adolescentes acontecem sem partos de crianças adolescentes ao longo do ano a gente não consegue responder isso então Eh o projeto é um um para que a gente tenha esse conhecimento mas principalmente que haja o acolhimento E lembrando que quando a gente fala de crianças e adolescentes há o sigilo então a gente quer a gente não quer saber eh o nome da pessoa a gente quer saber eh a idade raça cor a região né e que tenha o acolhimento para principalmente entender se aquilo aconteceu fruto de uma violência né de e é importante também ressaltar que qualquer relação sexual com adolescente né abaixo de 14 anos é considerado estupro né considerado eh vulnerável não há o consentimento né Isso é a lei que diz né E pra gente entender aonde esses casos estão incidindo né e evitar que isso se repita de forma sistêmica Tá certo Paola você no início falou inclusive dessas questões da saúde né que há muitas demandas na cidade e desde 2023 vocês têm como ferramentas as emendas impositivas por determinação da legislação 50% do montante vai paraa saúde e os outros 50 pode ser assim serem distribuídos nas mais diversas áreas diante dessas demandas especificamente na saúde O que que você conseguiu ou tem conseguido fazer com essa ferramenta acho que isso é uma pergunta muito interessante né Eu acho que as emendas impositivas elas são uma experiência fantástica que a gente tá tendo no município porque a gente consegue priorizar muitas vezes coisas que são eh que o Executivo não consegue olhar então no a gente tava eh no cess do Dick e a necessidade era ter um bebedour Industrial né então a gente destinou emenda Para que houvesse ali uma bebedour Industrial pras pessoas que fossem né realizar consultas acolhimentos né exames para que elas conseguissem eh tomar água naquele espaço né no Jardim bassoli a necessidade Ali era da mudança da infraestrutura para que houvesse uma maior refrigeração e isso a gente também destinou a emenda mas a gente percebeu que isso a gente não poderia fazer porque era uma reforma mais de longo prazo que vai além daquele montante é na verdade ele nem ia além daquele montante mas ele iria além daquele período porque a emenda impositiva ela tem que eh ser executada no período de um ano então quando a gente foi destinar né quando a gente falou com a Secretaria de Cultura de Cultura não perdão Secretaria de Saúde ela falou pra gente assim olha Eh o valor é suficiente mas como é um processo que depende de licitação Depende de ter dispon ilidade né a compra do equipamento isso acaba levando mais de um ano né e a emenda se perderia por conta disso a gente tem conseguido e destinar para pequenos reparos por exemplo que foi que a gente fez no CS e do Anchieta mas chegando lá a gente esse caso a gente destinou a emenda e tava com uma infiltração né e eles falam assim vamos utilizar para para corrigir isso E aí se esbarrou no mesmo problema de que a fitração não era uma reparo né era uma reforma então eles tiveram que devolver isso pra gente a gente teve que readequar para que pudesse ter ali a a utilização correta então a gente tem destinado bastante também pro serviço de saúde mental aqui na cidade consultório na rua a gente destinou emenda para compra de um ultrassom portátil para que a população tivesse a população São de rua que tivesse grávida né conseguisse mesmo os profissionais né ti mesmo que tivessem numa situação adversa conseguissem ali realizar o ultrassom eh dessas mulheres eh destinamos também pro para algumas unidades do cândido pro do Cândido Ferreira pro fortalecimento pra Construção de hortas aquisição de equipamentos eh e tudo isso a gente faz a partir da conversa com conselheiros com servidores com com os trabalhadores né dos espaços para que a gente tenha uma mudança de perspectiva mas que se seja priorizado a partir do que eles entendem que que é prioridade né então e a experiência das emendas tem estou muito muito muito positiva inclusive ainda no primeiro semestre nós tivemos aqui a última reunião da comissão de Cultura com a presença da secretária de cultura que apontou aí que das emendas impositivas depois da saúde que tem os 50% obrigatório a cultura é a que mais recebe emendas no montante Se não me engano de R 14 milhões deais eu queria e inclusive vocês discutiram o que tem sido efetivado e o que precisa ainda ser feito dentro de todos aqueles eixos da cultura que nós temos em Campinas queria que você falasse um pouco dessa análise eh a cultura a secretaria de cultura é uma das secretarias que tem eh um plano Municipal de Cultura Então logo quando a gente foi destinar a emenda no primeiro ano a eu acho que no primeiro ano ficou foi um ano de desafio para todo mundo nécia foi uma experiência para todas as secretarias inclusive né então a gente não sabia muito bem o que que a gente poderia fazer a secretaria de cultura logo no primeiro ano já mandou pra gente um catálogo né trazendo algumas possibilidades né ali priorizando alguns equipamentos né Falando Aonde que a cultura qualquer os déficits na cultura então isso foi no primeiro ano e a gente teve uma experiência positiva no segundo ano né o plano Municipal de Cultura ele foi aprimorado posso dizer assim né e mais do que isso né ele foi completamente priorizado porque a própria secretaria teve uma experiência Positiva em alguns casos com relação à destinação de emenda mas muito negativa com relação à execução de alguma a parte de outras emendas eh então o segundo ano eh pela nossa própria experiência com outras secretarias a gente destinou eh a mesma quantidade de valor na verdade e a diferença que no primeiro ano a gente teve que remanejar pra cultura e o segundo ano a gente fez isso de forma eh a gente leu muito o plano Municipal de Cultura para que a gente pudesse priorizar a partir do que eh foi tirado pelo conselho de Cultura né aqui e algumas coisas também novamente a gente acabou esbarrando ali né então a gente gostaria muito de poder fazer algumas eh reformas em patrimônios tombados Como é o Miss como é a casa do Jambeiro né que depende de licitações porque é um restauro né uma reforma assim simp e isso acaba extrapolando o ano né então a gente tem trazido muito esses debates da da do Conselho de Cultura mesmo para dentro do mandato e dialogado com a secretaria para que a gente possa ter uma priorização do que é importante pra cultura de Campinas mas principalmente como que a gente pode fomentar a cultura periférica regionalizada Bairrista que muitas vezes não chega Paola Como tem sido para você então a gente tá encerrando na casa do Povo ser vereadora como que tem sido essa experiência para você olha tem sido uma experiência muito nova uma experiência muito muito gratificante é um aprendizado diário não só com os outros parlamentares mas principalmente com a com a câmara aqui n na comissão de direitos humanos que a gente não falou né sim tô eh presidente da Comissão de Direitos Humanos eh com a população né mas a servidoras e servidores da Câmara São que mais conhece esse espaço desde o início né a gente tem alguns servidores aqui que estão praticamente na Fundação da da da câmara e tem ajudado muito a gente a entender o que que é possível construir né porque ah ser parlamentar né e subir na Tribuna discursar falar eu acho que essa é a parte que depende só da gente mas a construção de projetos de ideias a execução del eles os requerimentos as moções todo o rito de como isso funciona como isso caminha se a gente não tivesse servidores a gente Sem dúvida nenhuma não conseguiria fazer nenhuma dessas coisas e principalmente a população de Campinas Porque sem ela a gente não teria as demandas as necessidades então Eh eu costumo dizer que sou uma mediadora né entre a população a câmara para que a gente tenha transformações através do Legislativo mas nada disso acontece sem a gente dialogar eh com as pessoas nossos coletivos nossas demandas inclusive você que tiver assistindo a gente acompanhando a gente quiser trazer uma sugestão e siga a gente nas redes sociais @paola dol ou então vem até o nosso gabinete pra gente poder conversar dialogar trocar e quero agradecer também a oportunidade de est aqui mais uma vez tá certo até a próxima então até a próxima e você que assiste a TV Câmara Campinas Lembrando que você pode assistir a primeira temporada que nós inclusive falamos aqui com a vereadora Paola Miguel vai lá no youtube.com Bar tvcâmara Campinas entra na playlist do na casa do povo e você confere todas as entrevistas que nós fazemos aqui até um próximo na casa do [Música] Povo Y
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