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[Música] [Música] Olá, mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana traz aqui uma entrevista com o vereador ou vereadora do legislativo campineiro. E nesta temporada já com os vereadores da casa, nós falamos sobre alguns temas. E o de hoje que nós vamos tratar com esse convidado é algo bem peculiar que é o vereador Nelson Ostre, que vai tratar de algumas iniciativas com foco principalmente a questão da prevenção às drogas. Ele que tem uma longa trajetória de trabalho neste segmento, vai falar um pouquinho sobre a sua opinião, sobre o que ele acha que tá acontecendo aí. na nossa sociedade, que se a gente precisa mudar ou não legislação e tudo mais que envolve esse tema. Para começar, eu vou fazer a minha auto e audiodção. O meu nome é Mirnabelu, sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros que estão com mechas loiras. Hoje eu estou com um vestido que é chamado de verde limão e ao fundo nós temos aqui o estúdio do na casa do povo, todo em preto à minha esquerda, uma televisão com o logo do nosso podcast na Casa do Povo em azul e branco. Nelson seja bem-vindo novamente, vereador. E eu já peço também para você fazer a sua auto e audio descrição. Tenho 1,83 m. Eh, sou branco, eh, cabelos grisalhos, tenho barba, bigode. Tá com uma blusa preta? Estou com uma blusa preta e tem ao fundo uma televisão com o logo do programa Na Casa do Povo em azul e branco. Nelson, eh, quem te conhece sabe que a sua trajetória aqui, inclusive você tá a desde que assumiu aqui como vereador pela primeira vez, como presidente da Comissão Permanente de Políticas de Prevenção às drogas, mas tem uma história que antecede a isso. Antes de você ser vereador, você já foi inclusive coordenador, né, de uma coordenadoria que trata de políticas públicas aqui em Campinas. Como que você analisa hoje, 2025, dessa trajetória sua, essa questão das drogas na nossa cidade, partindo dos aspectos de sociais, claro, e de segurança pública. Exatamente. O o trabalho na área de prevenção de drogas, né, sempre fez parte da minha vida. Desde 2005 comecei com o padre Aroldo, né, fazendo um trabalho de prevenção nas escolas. Eh, logo depois tive a oportunidade em 2009 de criar a segunda coordenadoria de políticas de prevenção às drogas no município de Campinas, no qual fui coordenador. Depois, em 2012, eh, tive aí também a oportunidade de coordenar, né, aqui em Campinas um programa do estado de São Paulo, do governador na época, que concedeu o programa Recomeço, que era um convênio com o Padre Haroldo, né, com o Instituto do Padre Haroldo, para que essas pessoas pudessem desenvolver o tratamento gratuito da dependência do álcool, craque, outras drogas lá na comunidade. terapêutica do Padre Aroldo. Eh, esse trabalho tomou proporção aí que levou para mais de 60 municípios no estado. Esses municípios começaram a trabalhar o programa Recomeço também, mas Campinas foi pioneira e eu fui o primeiro coordenador desse programa que depois acabou indo pra capital. Então, hoje em Campinas ele não existe mais. Ele existe em Campinas. Ah, tá, né? como existem em outros 60 municípios, né, mais de 60 municípios. Aqui em Campinas ainda é o Padre Aroldo ou tem outras instituições também? Não, é o Padre Aroldo, né? É o Instituto do Padre Aroldo que para você ser conveniado e ao programa Recomeço, você precisa ser uma comunidade terapêutica realmente referência. São vários critérios, né? Vários critérios. Você tem que seguir a risca. Eh, desde a janela, número de funcionários, ter um psicólogo, ter um enfermeiro, né, para para algumas ocasiões, ter também coordenador, monitor, tem que ser um trabalho técnico, né, com profissionais realmente eh gabaritados para que possam trazer segurança também pra família. Sim. Que quando ela interna lá um ente querido, ela tem essa preocupação, não é só internar. Sim, porque existem muitos escândalos, né, envolvendo centros de recuperação, comunidades terapêuticas que não segue nenhum tipo de procedimento, não tem metodologia, né, nenhuma. E acaba até piorando, porque o dependente químico, ele quando aceita o tratamento, né, você tem que fazer de tudo para que ele consiga vencer a abstinência, a falta da droga, que é a pior fase que tem. Então, se a comunidade terapêutica não tiver um corpo técnico, não tiver um um grupo realmente de profissionais qualificados, eh, vai acabar atrapalhando a vida desse dependente químico que está querendo parar de usar da droga. Sim. Agora você falou aí uma coisa, uma palavra assim, quando dependente químico aceita, né, esse tratamento, o que que você pensa sobre essa questão da intervenção, eh, de aceitar ou então até de promover a internação compulsória? Eu sou ferrenho defensor da internação à força, da internação involuntária, da internação compulsória em alguns casos. Quais? Eh, risco de vida. Por exemplo, uma criança, uma mãe lá usando o craque numa gestante usando o craque, o que que você faz? Você vai deixar ela matar essa criança na barriga usando droga? Então, tem que ter a intervenção do Estado, tem que chegar, internar a força, fazer essa pessoa eh resgatar a sua dignidade, o discernimento, né? entender que ela está prejudicando outra pessoa. Aquelas pessoas que estão nas ruas cometendo atos de violência, criminalidade, violência sexual, por conta do uso e abuso de drogas, elas precisam também ter a intervenção e serem tratadas de forma compulsória ou involuntária. Mas isto a gente tá falando das pessoas, você citou então as pessoas em situação de rua, mas por exemplo em casa, como que as famílias agem dessa? Porque elas ficam entre, olha, eu quero que que o meu familiar, a pessoa que eu estimo, que eu amo, eh, faça o tratamento. Aí a pessoa aceita, mas aí num segundo momento ela fala: "Eu não quero ir mais". A família fica entre: "Será que eu consigo a internação compulsória quando essa pessoa tá sob? Como que ia lidar com todas essas emoções?" E eu digo por quê? Porque você atendeu muitas famílias vivendo esse drama. É, continua atendendo, né? O meu gabinete hoje tem uma demanda absurda de eh pais, representantes legais, filhos também, né, buscando ajuda para os pais por conta do uso e abuso de várias substâncias, álcool e outras drogas, né? Não é só o alcoolismo, né? Hoje o perfil do brasileiro é de poliuzuário, então ele usa álcool e cocaína, álcool e maconha, álcool, maconha e cocaína, álcool e craque. O álcool sempre tá presente, então sempre o álcool tá sempre presente, certo? Mas não é o gatilho, né? O gatilho normalmente é drogas ilícitas, como por exemplo maconha, né? E cocaína. Sim. Mas como que é essa questão para você? Como que você vê essa questão da família ficar em cima do muro dessa forma e se ver de mãos atadas? Sim. É, realmente é essa palavra, mãos atadas. É muito difícil, não é brincadeira. O tratamento voluntário, que é aquele que o dependente aceita, né, já é complicado, porque ele oscila. Um dia ele quer, outro dia ele não quer, mas chega uma hora que ele ele percebe que não tem muita muito para onde correr. Ess essa são os esses são os casos aonde o dependente químico ainda tem discernimento. Então ele oscila em querer e não querer, mas no final das contas ele topa o tratamento e inicia e completa o tratamento e tem uma vida resgatada. Aqueles que já estão na fase, que não é mais só um usuário, mas já é um dependente mesmo, né? Ele depende da droga. Ele usa até sem querer usar, até sem ter vontade de usar. A droga fica no automático, né? É, a dependência química é exatamente isso. É quando a pessoa não quer mais usar, mas a droga tá usando dele. Então ele não consegue ficar sem, ele não consegue frequentar um ambiente que não tem droga, ele não consegue fazer amizades com pessoas que não usam drogas. Então ele começa a viver só aquele meio, aquele campo e normalmente acaba indo paraas ruas. Nesses casos, até por isso, eu sou autor do projeto que autoriza o município, né, a fazer o tratamento, a internação compulsória involuntária. E é bom aí eh diferenciar a involuntária da compulsória. A compulsória através de uma medida judicial, tá? a involuntária. Basta uma assinatura, um acordo ali de um representante legal, de uma autoridade, e essa pessoa pode ser internada em voluntária. Normalmente são clínicas particulares. Sim. Quando a família tem um caso eh que o dependente químico não tem mais discernimento, está colocando em risco não só a vida dele usando droga, a saúde dele, a vida dele e também a vida, a segurança da família dentro de casa. A família tem como opção hoje correr atrás de uma clínica particular, pedir o resgate e pagar o tratamento de forma involuntária. Não é um tratamento barato. Sim. Porém, esse projeto eu rezo todos os dias para que seja aprovado, porque a internação, a força é a salvação para essas pessoas que não tm mais discernimento, porque se eles não se matarem, eles vão matar outras pessoas. E é justamente nisso que eu queria chegar. Olha, a gente tem aqui em 2024, você inclusive trouxe um especialista na Comissão de Prevenção às Drogas que falou aqui, inclusive esse vídeo está na íntegra no YouTube da TV Câmara Campinas, que trata justamente da questão da codependência. Como que fica esse núcleo familiar em torno desse problema? a família adoece e até mais que o próprio dependente químico. Então, por isso que é importante as famílias que estão ali adoecidas por conta de um caso ou outro, elas procurarem grupos de amparo, grupos de apoio. um um grupo muito conhecido, muito famoso, que é o Amor Exigente, também idealizado pelo padre Aroldo, coordenado pela a nossa sempre eh amiga Mara Menezes, né, que tem um um coração maravilhoso, um depoimento também muito forte. Porém, esses grupos eles são de voluntários a partidários, a político, grupos que focam única e exclusivamente na recuperação da família e também do dependente químico, mas atendendo de primeiro momento a família, aqueles que convivem com o dependente químico, aqueles que estão adoecidos. Nesses grupos, eles são gratuitos, são voluntários, eles ocorrem quase seis eh eh seis grupos, então tem praticamente um em cada região. Sim, são seis grupos hoje, certo? E são grupos que você vai compartilhar e ali você vai criar a estratégia para que a família fale a mesma língua e possa a ajudar de fato o tratamento. Porque convencer um dependente químico a parar de usar usar da droga é muito difícil, né? O que que o dependente químico quer fazer da vida? Quer usar, né? Ninguém para de usar droga porque deixou de gostar. Para por algum motivo. E para não chegar naquele motivo trágico, né? Então, é muito importante que esses grupos eh sejam observados por essas famílias que sofrem desse pior mal do século, que é o problema das drogas dentro de casa, e possam procurar ajuda no grupo Amor Exigente. Esses grupos vão ajudar eh você a falar a mesma língua e convencer o dependente químico a aceitar o tratamento. Ninguém vai ser convencido no primeiro dia. Isso daí pode tirar da cabeça, mas eu tenho certeza que essas famílias que buscam pelo amor exigente, elas acabam se fortalecendo para enfrentar essa situação que não é fácil, nem pro dependente químico e nem pra família, tá certo? Então, olha, eu aproveitei aqui que o vereador falou das unidades em Campinas, eu vou falar de algumas delas. A gente tem o grupo Amor Exigente Ver Veracidade Veracidade, que fica na rua Coelho Neto, no Guanabara, fica no subsolo da Igreja São Paulo Apóstolo. E as reuniões acontecem aos sábados às 2 horas da tarde. Aí depois nós temos, geralmente são nas comunidades, né? Olha aqui, a gente também tem o tempo de ser feliz que fica na rua Pastor Cícero Canuto de Lima, 272, no Parque Itália. Lá as reuniões acontecem à segundas-feiras às 2:30 da tarde. Vou ler mais um aqui que é o recomeçar. O recomeçar ele funciona lá na paróquia Santa Cruz, no Jardim Nova Europa, na Praça Pan-Americana 250. Já as reuniões que acontecem lá são as quintas-feiras às 7:30 da noite. E se você quer mais alguma informação, é amor exigentudojo.org. Aí você procura Campinas e tem aí todos os endereços. Aqui a gente tem, deixa eu ver um outro aqui. Olha, cambui, falar um cambuí. Exatamente. O caco que é ali na rua Santos do Mon. Sim. Do lado da Igreja Nossa Senhora das Dores. Lá as reuniões são as terças-feiras 8 horas da noite. Então quer dizer, as pessoas podem ver o melhor horário e não precisa morar perto para ir. Pode morar em qualquer lugar. É, os grupos são espalhados, mas todos podem participar de qualquer grupo, presidente da região. Olha, gente, tem um aqui, olha, no Taquaral, no Taquaral, ali na salão paroquial da capela de São Sebastião, na Avenida Nossa Senhora de Fátima. As reuniões acontecem às quartas-feiras às 7:30 da noite. Então, qualquer informação amorigente.org. Siri, quando a gente fala nesse contexto da família e quando entra pro legislador lidar com essas questões emocionais, mais com a questão da legislação, como que é isso para você? Tanto que você falou agora há pouco, olha, para mim seria muito bom que esse projeto eh entrasse em vigor para que a gente pudesse salvar vidas. Como que é isso para você? Eu vejo como uma salvação. É mais uma ferramenta para tentar salvar a vida de alguém que tá precisando. Uma pessoa que não tem discernimento, tá usando droga. Vamos colocar aí uma droga devastadora. Todas são, né? Não existe qual que é a pior droga. A pior droga é aquela que você usa. Mas vamos falar do craque, né? um dependente de craque, o cara não consegue parar, tá cometendo atos de violência, tá colocando em risco a vida dos outros, tá colocando a sua própria vida em risco, a sua saúde em risco, né? Alguém tem que fazer alguma coisa, né? O estado precisa intervir, o município precisa ter uma atitude. E a internação compulsória, a internação involuntária, ou seja, a internação à força, ela é bem-vinda. Eu falo isso com propriedade porque eu atuo com dependentes químicos. e os dependentes químicos que não têm discernimento e às vezes precisa de um tratamento involuntário, eu normalmente eh acabo encaminhando para clínicas particulares, porque é o que nós temos, porque o próprio município é contra o tratamento involuntário, a saúde mental do município é contra. Isso é um problema seríssimo, porque eles ficam trabalhando só redução de danos, só que não adianta, você tem que trabalhar redução de danos é o CAPS quem faz. É o CAPS quem faz, é saúde mental do município. Só que eles só acreditam na redução de danos. Nós temos que acreditar no tratamento involuntário, nós temos que acreditar na comunidade terapêutica, nós temos que acreditar nos grupos de amparo como amor exigente, alcoólicos anônimos, narcóticos anônimos. Nós temos que acreditar no internamento, na internação compulsória ou involuntária, a internação à força. Sim, porque cada caso é um caso e quem tem que escolher é o dependente químico. E se ele não está tendo mais discernimento para escolher alguma coisa, para tentar melhorar, mudar a vida, alguém tem que fazer. Então, que seja um representante legal. E normalmente você tem que internar em clínicas particulares, sim, né? que são aquelas que fazem a internação involuntária. E a maioria desses casos que vão através de uma internação involuntária ou de um tratamento compulsório, passam-se 3 meses, que é o período normalmente para desintoxicação, o dependente químico passa a aceitar o tratamento, ele passa a te agradecer. Ele fala: "Obrigado por ter me levado a força". É, porque eu não tinha discernimento, eu não conseguia ter a opção de pensar em parar. Sim, a droga ela fala mais alto. Então nós eh trabalhamos dessa forma, acreditamos nessa política de não só redução de danos, mas prevenção, tratamento, grupos de amparo, compulsória, involuntária, voluntária. Nós temos que tratar através de um cardápio com opções. Eu não posso me restringir a um tipo de trabalho de política pública, né, e achar que isso daí vai salvar. Não vai salvar. E se tivesse salvando, nós não estaríamos com as ruas lotadas de morador de rua dependente químico. Sim. Agora a gente tá falando de dois públicos diferentes, né? A gente tem o público que tem o familiar que ainda mora junto com algum ente querido e que leva esse problema lá paraa sua casa. E nós temos, infelizmente, esse público que é o público da população em situação de rua. Como que você vê essas diferenças e como lidar na sua visão com políticas públicas para esses dois grupos? São as mesmas pessoas, aquele que tem a família e aquele que está na rua, tá? Ninguém nasce na rua. As pessoas se tornam moradoras de rua e se tornam moradoras de ruas por n motivos. 80% é por conta da dependência química. Então você ter o vínculo familiar rompido e está hoje largado em situação de rua, usando da droga, né? É o mesmo cidadão que até então eh estava naquele estágio que ainda a família aceitava até o momento dele ir pra rua. Então a política pública, ela tem que ser a mesma. A internação voluntária não é só para quem está na rua. A internação é voluntária para muitos que ainda estão debaixo de um teto, que ainda estão lá com o vínculo fragilizado ou não com a família, porque aquele ambiente, aquela casa, por mais que a pessoa esteja lá, o dependente químico ainda morando na casa com a família, é um ambiente sem paz. Aonde tem droga, não tem paz, não tem alegria, não tem harmonia, não tem nada, tem guerra, tem briga, entendeu? é um desgaste muito grande e pessoas adoecidas, então tem que ter o tratamento involuntário para aquele que está dentro de um teto, que ainda tem vínculo com familiar, como para aquele que também está nas ruas. A política é a mesma. Não dá para fazer uma política seletiva de chegar e falar: "Olha, internação e voluntária só para quem tá na rua, quem tá em casa nós vamos trabalhar só a família para tentar convencer". Não, nós temos que trabalhar os dois. Eu conheço, por exemplo, na época de coordenadoria era mais intenso a procura, né? Eh, de mães ligando para mim com o filho com faca atrás dela para ela dar dinheiro para ele poder sair de casa para poder usar droga. Eu tinha mães me ligando à noite, quase madrugada, para falar que chegou do trabalho, o filho não estava em casa e além do mais ele tinha vendido todas as panelas que ela não conseguiu nem esquentar a janta. Ela falou: "Meu filho vendeu todas as panelas, bujão de gás". Então assim, esse essa quando chega nesse ponto de vender as coisas de casa já é um ponto, é digamos que seria a última escala, a luz vermelha, tá? É a luz vermelha, né? Deu tudo errado. Chama, ajuda, pede ajuda, porque eh a luz vermelha é é trágico. Mas essa ajuda, Nelson, tá intrinsecamente eh ligada à decisão de fazer então a internação compulsória. Tem que fazer a internação compulsória. Por isso que eu defendo a internação compulsória, a internação involuntária, né? Tem que usar da força, tem que tirar de circulação dependente químico que não tem discernimento, porque se ele não se matar, ele vai matar alguém, sim. Entendeu? E destrói mesmo. Não é da boca para fora, não é? Quando fala de droga, não é brincadeira, infelizmente é só notícia ruim. Sim. É violência, violência física, é violência verbal, é violência doméstica, patrimonial, é violência de tudo que é jeito. Sim. Entendeu? Então assim, é uma violência que ela vem, ela começa aos poucos, ela não vem direto para uma agressão, ela começa aos poucos, começa com a violência verbal, depois com autoritarismo, desrespeito com os próprios pais, né, ou vice-versa. E é aquele momento que começa a ter a violência física, aí os roubos, furtos, né, para sustentar o vício, começa primeiro trocando as coisas de casa, depois começa a roubar na rua. Então o político, né, ele tem que ter um foco nessa questão das drogas para que possa ajudar e aprovar o projeto que que eu apresentei, que é a internação involuntária compulsória. Sim, eu falo sobre isso já há décadas. Eu falo sobre internação involuntária, falo de internação compulsória, porque é necessário se nós continuarmos fechando os olhos, levando para lado ideológico, falar: "Ai, mas e a liberdade do cidadão, né? É, problema é dele. Se ele quer usar, não é problema dele, porque aquela droga que ele tá comprando, ele tá financiando não só o crime organizado, o tráfico de drogas, ele tá financiando também, né, a arma. que amanhã tá lá roubando a sua casa, que tá lá apontada na sua cabeça no trânsito. A gente inclusive tem uma discussão em torno da cannabis, por exemplo, né? A gente já tem aí alguns estudos que tratam do uso, né, dessa planta, da semente para medicamento, para tratamento de algumas questões. Como que você analisa esse uso medicinal da cannabis? Eu tenho assim eh toda absoluta certeza que todos vão entender o que eu vou falar aqui. Quando nós falamos de maconha, né, nós temos que tomar um cuidado muito grande, porque existem substâncias da maconha que são importantes na área da saúde, tá? Se nós estamos falando de uma droga, toda droga pode ter o lado benéfico e o lado maléfico, certo? A cannabis, no caso, ela tem o cannabidiol, que é um elemento dela que é muito bem aceito na saúde, muito bem aceito por eh pessoas que têm epilepsia, o próprio autismo, né? Existem várias situações ali que essa droga ela é aceitável, ela é benéfica, né? Alguns se adaptam, outros não. Então assim, eu sou favorável. Agora eu sou contrário aqueles que usam do discurso da maconha medicinal para falar da maconha para uso recreativo, da legalização, da legalização, a achando que a maconha medicinal é o baseado que o jovem tá usando. Mas e aquele discurso que a partir do momento que houver a legalização, eh, por exemplo, a questão do tráfico de drogas, ela vai ser bem minimizada? Impossível. Nós temos a droga mais apreendida no Brasil que chama-se cigarro. É uma droga legalizada, é a droga mais aprendida no contrabando. Os próprios traficantes estão partindo pro contrabando porque a pena é menor. Ou seja, legalizar a maconha vai fazer o quê? Que tem o contrabando, correto? Vai ser mais um cigarro para contramadear. Então assim, eh é muito fácil criar-se narrativas, né? O Brasil não é um país que produz droga. O Brasil é um país de usuários de droga. Brasil é o número um no mundo em usuário de craque. É o quarto em uso de cocaína. É um país etílico onde a bebida tem um símbolo de comemoração, de festa. Ninguém tira foto com um copo de água na mão. Sim. Não é? Agora se é uma latinha de cerveja, tá? Sorrisão e segura na mão. Mostra, exalta. Não é? É a cultura do país. A cultura. é um país etílico, até o próprio vinho tem um significado dentro da Igreja Católica, né? Então assim, o que precisa eh é é entender que existem políticas públicas, existem substâncias, drogas, como sempre vai existir, e a gente saber como mostrar isso pra população, como informar. A população é muito carente de informação e muita da informação que não chega, principalmente pro público menos favorecido, é a informação correta, entendeu? Que eles acabam assim acreditando muito naquela narrativa errada, que é aquela narrativa que maconha não faz mal, que maconha já tá legalizada, não vai dar nada. A maconha é uma das piores substâncias que existe. Ela é o primeiro caminho para outras drogas mais fortes no questão de drogas ilícitas. É, ela ela não deixa de ser um um pontapé inicial pelo fato de aparentar ser inofensiva. Só que poucas pessoas sabem que a maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso central. Ela é uma droga que pode aumentar sua ansiedade, levar depressão, desenvolver sintomas de esquizofrenia, dependendo a quantidade e a frequência que você usa. Então, eh, quando falamos de maconha, nós estamos falando de uma das piores drogas que existe. Pelo simples fato de ser uma droga silenciosa, de aparentar que não vai acontecer nada. Ninguém vai vender a mãe para usar maconha, para comprar a maconha. É diferente de um craque. O craque é mais devastador porque o efeito, o prazer que gera é rápido. Agora a maconha ela já leva um tempo. O único problema é que ela não vai eh permitir uma uma abstinência silenciosa. a mudança de humor, a mudança de comportamento, né, e até atos de violência, muito acontece por conta da frequência do uso de de cannabis. Nelson, a gente abriu esse bate-papo, você falando justamente daquele seu primeiro trabalho que é palestra nas escolas. Sim. seu. E você inclusive tem um um projeto de lei que não é exatamente nas escolas, mas é que torna obrigatória a exibição de vídeos educativos antidrogas com duração mínima de 2 minutos em grandes eventos aqui da cidade de Campinas, que é shows artísticos, musicais, espetáculos, entre outros. Como que é essa questão da escola e pensar também nesse vídeo educativo, nesses grandes eventos? Eu acho que todo grande evento precisa ter advertência, né? E se nós estamos falando de um país que tem um consumo aí exagerado de drogas, tanto lícitas quanto ilícitas, eu acho que é o mínimo, né, que um político deve prezar, que é a conscientização, que é a prevenção, que é levar a informação correta, mostrando os prejuízos que pode a droga causar. Então eu apresentei esse projeto já aprovado, né, sancionado também para que grandes eventos tenham 2 minutos. O que que é 2 minutos? de uma advertência para uma pessoa que tá lá num evento, tá tendo o seu lazer, tá tendo um evento ali cultural que seja, e de repente eh assistir um vídeo que tá mostrando que se bebê não dirige ou o uso da de qualquer droga substância ilícita, os prejuízos, sim, falando: "Olha, maconha é uma droga perturbadora do sistema nervoso central, pode desenvolver isso, isso, isso e isso ponto." Entendeu? cocaína, tum tum tum, coração, vai explicando. Sim, 2 minutos para falar de uma droga, para prevenir, para conscientizar, é muito bem-vindo. A população precisa estar informada e receber informação correta. Você continua dando palestra nas escolas? Continuo. Agora menos palestras, né, por conta do trabalho também aqui na Câmara, que é que é muito forte, mas eu continuo. A minha agenda tá sempre aberta. É o que eu mais gosto de fazer, mina, de coração mesmo. Trabalho de palestras para mim falar de drogas, eu acho fantástico. Como que é pensar que a gente tem que falar para crianças, desde as menores até os adolescentes, os jovens, sobre um tema tão delicado e você precisa ter uma didática, porque você não vai falar com a criança pequena da mesma forma com o jovem, até porque a gente percebe que as crianças pequenas quando assistem qualquer tipo de palestra, elas chega em casa e fala: "Ó, na palestra eu ouvi que isso não pode." Como que é pensar nessa pedagogia, Nelson? Tem que falar, mina, não adianta, né, a gente esperar fazer o uso para depois querer conscientizar. Então, tem que prevenir a todo momento. A escola é o melor melhor ambiente que tem, porque é lá que você vai encontrar não só o jovem, como também os pais e levar a informação, aquilo que eu prezo, a informação correta, baseada em estudo, com credibilidade, né? Ninguém precisa usar droga para falar da droga. você precisa ter um um sentimento sensibilizar pelo ser humano, entender que aquilo é prejudicial e levar a informação correta. Eh, com o público infantil, normalmente quem quem vem fazendo esse trabalho muito bem feito é o ProED, né, que é um programa da Polícia Militar. Sim. E também o Proim da nossa Guarda Municipal. Eu já pego aquele público a partir dos 14 anos de idade, tá? São palestras gratuitas que vai dos 14 até os 100 anos de idade falando das substâncias, falando do álcool, falando do cigarro eletrônico, falando do craque, falando das consequências. Cigarro eletrônico é considerado uma droga também. também a gente tem visto inclusive e esses dias sim, mas esses dias eu vi inclusive um alerta de pessoas falando: "Olha, dá uma olhada sempre no Instagram do seu filho se ele não tem, por exemplo, um perfil eh digamos que que eles falam que é PVD particular, né, que os pais não vêm, que ele mostra pros amigos que ele tá usando o tal do cigarro eletrônico. Como que você vê essa esse bu, esse essa essa questão principalmente pros adolescentes? É a palestra que mais me solicitam é falado sobre esses cigarros eletrônicos, pen drive, que eles apelidam aí de vários nomes, vape, né? Vape, é por conta do dois metais, né? Existem dois metais, tanto no narguile como também no cigarro eletrônico, que é cromo e chumbo, que são metais que não são eliminados do organismo. Então, uma vez utilizado, você tem cromo enchumbo dentro do organismo. E o problema, como qualquer droga que é fumada, que passa via pulmonar, via pulmão, né, pode gerar inúmeros tipos de problema. Então, câncer de pulmão, você pode ter câncer de boca, o que é muito comum, muito normal para quem faz uso de drogas eh que são fumadas, né? Que é o caso do narguile, que é o caso do vaper, que é o caso da do cigarro, que é o caso da maconha, que é o caso do craque. São drogas fumadas. Então é pulmão, né? Sangue, coração e cérebro, cada uma no seu tempo, correto? Esse é o trajeto que a que a substância vai fazer e vai gerar prejuízo. Dependendo, é que eu falo, cada um é cada um. Tem muita gente que fala: "Ah, mas meu tio fumou até os 80 anos e nunca teve problema nenhum". É um, é uma mega cena, mas em números a gente sabe que a maioria não tem essa sorte. A maioria tem problema, não tem como não ter, entendeu? Não tem como a a predisposição, você se tornou dependente, você vai fazer um exame daqui 10, 15, 20 anos, você vai falar que o seu pulmão tá normal? Sim. Não tem como, né? O médico pode até dar lá um laudo falando: "Olha, parabéns, eh, pô, pelo tempo que você fuma". Tá muito bom, tá muito bom, mas de repente não é o bom para uma pessoa que não fumasse. Como tem pessoas que não fumam e tem e acabam adquirindo câncer no pulmão, correto? Não é? Tem gente que tem lá toda uma vida regrada com atividade física e tudo mais e acaba desenvolvendo. Só que assim, tudo que é fator de risco, como cigarro, drogas fumadas, craque, cigarro eletrônico, eh você tem mais condições aí, mais possibilidade de tá desenvolvendo alguma doença. Certo, gente? Quem já viu a imagem aqui do nosso podcast, agora, inclusive apareceu na tela aberta, vou pedir para colocar no aberto aí. Olha só, o vereador desde o começo ele tá com um papelzinho aqui na minha frente e apesar de eu ter colocado paraa assessoria que hoje a gente vai tratar das questões relacionadas à prevenção às drogas, ele trouxe aqui um outro tema que é em relação aos autistas. Vereador, quando foi que a gente tá com tempinho final e aí a gente pode até marcar um novo podcast pro senhor falar exclusivamente sobre isso, mas quando foi que o senhor percebeu também que tem essa bandeira, que tem espaço para trabalhar e que tem muita demanda quando a gente fala das questões do autismo em nossa cidade? É o que eu falo, Mina, a política para mim ela não é limitada. Meu gabinete ele atende a cidade toda, né? Não é porque eu cheguei aqui com a bandeira de prevenção às drogas que eu vou me limitar a só falar de drogas. Logo que eu cheguei, eh, começaram algumas demandas relacionadas ao autismo. Eu não sabia nem o que era. Eu achava que era doença, tá? Não é doença, é um espectro. Logo depois veio eh algumas autoridades nessas questões, como a Suzi, que é lá da entidade Paica, que me levou para conhecer, me convidou, fez um café da manhã, conhecia as salas, ela mostrou as necessidades. Hoje eu encaminho emenda parlamentar para lá. Por isso que eu falo, as emendas, né, eh, elas são muito importantes para esses resultados, para essas frentes que muitos às vezes não conhecem, para dar apoio a esses trabalhos, né? Apoio e principalmente pro que pros que mais precisam, né? Então, assim, eh, tudo é de entender que a política é ajudar o próximo. Não adianta você vir pra política para ficar rico, porque não fica. Você só fica rico se for roubando, entendeu? Você só vai ficar rico aqui dentro da política se você se envolver com falcatrua, correto? Né? Então assim, a política ela é uma ferramenta para você ajudar o próximo. É ajudar o próximo. Então é isso que nós estamos fazendo. E a questão dos autistas é mais uma demanda que chegou e hoje nós estamos aí como o vereador que mais fez pelos autistas, né? Nós temos aqui o dia da conscientização do autismo, tem o selo amigo da pessoas com teia, nós temos aqui o centro de atendimento para autistas que eu encaminhei a a emenda de mais de R$ 1.260.000. O centro já tá funcionando, gover? O centro não está funcionando. É aquela parceria com a Unicamp ou não? Não, o centro foi com a Secretaria de Assistência Social que nós tivemos alguns problemas e o prefeito já se comprometeu eh em reaver essa situação para que a gente possa esse ano ainda eh destinar a emenda que possa favorecer aí um centro de atendimento através de uma entidade de autistas que já está consolidada no município, tá? Hoje a gente tem um local lá em Souzas. Ele hoje é lá que faz o atendimento. Até que tem alguma questão multissensorial lá ou não? Não. Hoje tem a Paica, hoje tem a PAI. Tá. São as entidades. São entidades. Não tem um centro municipal exclusivamente da prefeitura? Não, não. Não tem um centro do município, não. Tá. Tem eh centros de atendimento particulares, né? alguns com convênio, tudo com prefeitura, mas eh não tem particular. Sim. E isso eu falo do Centro de Atendimento ao Autista, correto, né? Não, desculpa, não tem particular não, não tem público. Não tem público. É verdade. É oo contrário, gente. Não tem público. Hoje é tudo com cofinanciamento. Tudo não. Algumas particulares e outras com cofinanciamento. Isso. Exatamente. Mas é isso. Tem o projeto também dos acompanhantes terapêuticos, que é o suporte essencial para alunos, né, que tem a o teate. Tem até um caso que eu vou te contar aqui bem rápido de uma criança que não estava se alimentando. Toda vez que voltava da escola. A criança tava chorando e a mãe identificou que ele não estava se alimentando. Quando observou, me procurou e falou que não tinha acompanha terapêutico. E quando a companha terapêutico particular foi autorizado a entrar na escola e acompanhar essa criança durante o período da escola, identificou que ele não estava se alimentando porque a comida que era colocada no prato dele vinha tudo misturada e ele só questão da seletividade, né? A comida toda separada. Sim. Então, por conta de um negócio tão simples, né? Nós entramos aí nessa questão de autorizar os acompanhantes terapêuticos, aqueles que têm particular pessoal, que possa adentrar a escola e poder acompanhar. É uma forma de ajudar públicas e privadas. Públicas e privadas tem que acompanhar. Se ele tem o o acompanhante, qual que é o problema? E não é necessariamente o pai e a mãe, é um profissional gabaritado para isso. Profissional. É, tem todo um tema para poder participar, não é? Qualquer um. a gente percebe que cada vez mais há estudos, né? Tem muita coisa ainda para ser pesquisada, estudada para esse público, mas cada vez mais também o legislador tem que amadurecer para essas questões e pensar nas políticas públicas também para os autistas. Sim, acho que 24 horas. da política. É o que eu falo, é isso. Você não pode ser limitado. Vereador, governador, prefeito, senador, deputado, não pode ser limitado. Ele tem que atender a população e demanda não falta e demandas diversas. Sim. Se eu ficar aqui só falando de causa animal, né, eu vou ser um vereador, um político limitado. Se eu ficar aqui só falando de droga, eu vou ser um político totalmente limitado. Você tem que atender a demanda e todos aqueles que te procurarem, você se interar, estudar para tentar buscar o melhor caminho a a oferecer essas pessoas. É assim que eu faço desde o começo. Você você inclusive, ó, ele falou agora a pouco sobre a importância das emendas impositivas na questão da prevenção às drogas. você também utilizou essa ferramenta na questão também de apoio ao trabalho com os autistas e também na cultura, né? Na cultura também, porque a gente percebe a carência, né, de eventos. Eh, normalmente, por exemplo, vamos colocar aí eh um evento de samba, que é o que a gente mais normalmente eh é procurado, né, que é mais ali pra região da Vila Costa Silva, Miguel Vicente Cures, Santa Genebra, que é o berço do samba, né? Então não tem como você levar outro tipo de música para lá ou pagode, enfim. E são grupos que jamais aquela população teria condições de pagar um show. Sim. não teria acesso. Então você fomentar a cultura, você tá mexendo com a economia, você tá gerando emprego indireto para aquelas pessoas ambulantes, aquelas pessoas que estão lá querendo vender ali o seu produto, não só bebida, mas comida, alimentos, né? Então, tudo isso é muito gratificante e é o que eu falo, a emenda, ela é uma ferramenta que se bem utilizada você traz lazer, você fomenta a cultura, você fomenta o esporte, você ajuda a questão da saúde, que é uma questão delicada e também que todos sabem que está sucateada. Não adianta a gente vir aqui com um discurso que, ah, eu mandei tanto pra saúde, então agora a saúde vai resolver. é a pasta que mais recebe e a pasta que mais problema tem, porque tudo que chega, infelizmente, é pouco. Sim, né? E nós temos um SUS. Então, assim, qual país tem um SUS? E a gente não pode esperar nada do SUS diferente do que está acontecendo, porque existe falta de estrutura, os médicos estão se desdobrando. Quando a gente vai fiscalizar a saúde, temos que ter todo o cuidado para fiscalizar, porque a gente não tem que ofender quem tá lá trabalhando, a gente tem que ofender aquele que é o gestor, entendeu? Vai xingar o prefeito, pedir dele, né? Vai xingar prefeito, vai xingar secretário, entendeu? e não quem tá lá trabalhando. É um desgaste absurdo. E se mesmo quem tem convênio já não dá conta, porque o atendimento também já não é 1000 maravilhas, você imagina o SUS. Então assim, você não precisa usar o SUS para sensibilizar pelo SUS. Você tem que entender que existe toda uma dificuldade e que não é atacando. E a emenda ela ajuda, mas não é ela que vai resolver, tá certo? É uma questão muito mais ampla, muito mais complexa. A gente pode então pensar inclusive em bater um próximo papo aqui no na Casa do Povo tratando dessas questões da saúde e outros que eu sei que também você tem muita bagagem aí para trazer aqui pra nossa pro nosso telespectador, Nelson. Sim. E a saúde agora acabei de sair de uma inauguração de uma emenda que eu encaminhei de mais de R$ 1.200.000 paraa Santa Casa de Campinas, onde foi reformada toda a cozinha. da Santa Casa que alimenta todos os pacientes e funcionários, né? Fizeram até a parte de do centro de nutrição. Então ficou um negócio muito bem assim montado, organizado e tivemos a presença da senhora Laércia, que é a senhora Laércia é a cozinheira mais antiga da Santa Casa. A Santa Casa tá completando agora, a irmandade tá completando 153 anos. Ela tem mais de 50 anos lá dentro. Nossa, como cozinheira, hoje aposentada. Ela hoje ela está na cadeira de rodas, mas ela participou, essa cozinha recebeu o nome dela, né? E foi muito assim, homenagem em vida mesmo. É, homenagem em vida. E isso é gostoso porque assim, eu me senti ali muito bem, muito bem mesmo. E até comentei que a emenda é importante, mas para esse dia, para esse momento, o melhor foi conhecer a senhora Laérscia. É impressionante essa senhora. O tanto que ela é exemplo como mãe, como vó, né, como mulher e também como cozinheira. Tá certo? Então, muito obrigada por ter vindo aqui e até a próxima, viu? Eu que agradeço. Obrigado. Lembrando que você pode assistir as entrevistas do Na Casa do Povo na programação da TV Câmara Campinas e, claro, no youtube.com/tvcâmara. Até um próximo podcast na Casa do Povo. [Música] [Música]