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NA CASA DO POVO - MARIANA CONTI
Em destaque · HD Vídeo · NA CASA DO POVO

NA CASA DO POVO - MARIANA CONTI

107 views Publicado 26/05/2023 HD · 44:01

Descrição do vídeo

Neste episódio Mariana Conti fala de sua história, da vinda para Campinas para estudar na Unicamp, a entrada nos movimentos estudantis e sociais e sobre como ela vê o posicionamento da mulher na sociedade atual.

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[Música] [Música] Olá pessoal Este é o na casa do Povo podcast da Câmara Municipal de Campinas produzido pela TV Câmara Campinas e a nossa convidada de hoje é uma das quatro vereadoras aqui da Câmara Municipal Mariana conte quem está aqui com a gente e como é de hábito para você que nos assiste antes de falar com a Mariana eu vou fazer a minha auto e áudio descrição Eu sou uma mulher negra de pele clara tem um metro e 55 cabelos encaracolados na altura do ombro com mechas loiras Hoje eu estou vestido com uma roupa preta em cima um blazer rosa choque ao fundo nós temos aqui o cenário do na casa do Povo nosso podcast que ele é preto a minha esquerda é uma TV com logotipo do programa em azul e branco Mariana seja bem-vinda eu já te convido também a fazer sua áudio descrição claro eu quero agradecer a mim agradecer todo mundo que tá acompanhando aqui o podcast Eu sou uma mulher de origem amarela tem os olhos um pouco puxados estou usando óculos tenho cabelo preto na altura do ombro estou com uma blusa colorida é bastante com cores diversificadas e acho que é isso né em Minas já descreveu aqui o cenário Tá certo então Mariana hoje a gente veio aqui não para falar da sua atuação como vereadora e tudo mais isso a gente vai deixar lá para o em pauta tá bom a gente veio aqui falar da Mariana quem é a Mariana a Mariana pelo pouco que eu vi aqui ela nasceu em Campinas mas nos seus primeiros 17 anos viveu aqui pertinho conta para nós então eu nasci em Campinas né mas eu vivi Até os 17 anos em Americana que é a cidade onde Meus pais moram até hoje passei minha adolescência lá e voltei para Campinas quando eu entrei na Unicamp vim para cá para fazer graduação na Unicamp e já com 17 entrou na faculdade Na faculdade com 17 eu fiz 18 no meio do ano que eu faço aniversário em julho né E aí fiquei aí eu comecei a participar do movimento estudantil e fiz voltei para Campinas e estou aqui há 20 anos né E lá em Americana nessa fase da adolescência você já tinha essa ligação como movimento estudantil de lá ou foi a Unicamp que te despertou isso não tinha ligação com movimento estudantil especificamente Mas eu sempre fui muito agitada eu gostava de remover nas coisas então eu estudei numa escola católica e eu participei da pastoral da Juventude um tempo gostava muito de participar de tudo que a escola propunha né e mas a política sempre fez parte da minha vida né porque o meu avô foi um dos fundadores do PT de Americana minha mãe também é uma pessoa bastante engajada foi ela é trabalhadora do SUS trabalhadora do INSS foi fundada no PT então a gente a gente a política fazia parte de casa assim a gente conversava sobre política na hora do almoço na hora do jantar lembro de eventos que marcaram bastante eu lembro do impeachment do Collor eu lembro de torcer pela infinita no colo era bem bem nova na época então eu lembro de fatos assim que na minha família as conversas sobre a política a situação econômica sobre tudo isso era presente assim então sempre sempre gostei bastante e como que é essa questão já que tem toda essa história da participação da sua mãe da influência da sua mãe na sua vida a minha mãe ela minha mãe socióloga né então de desde acho que quando eu resolvi É engraçado porque quando era criança eu não sabia o que fazia um sociólogo então o que que sua mãe faz sociólogo Mas o que ela faz não sei né socióloga mas a minha mãe porque é uma referência né pelo trabalho pelas discussões e eu achei uma referência também porque a minha mãe ela sempre teve uma ela trabalhou fora a vida toda sem teve quatro filhos trabalhou fora estudou fez mestrado doutorado pós-doutorado Então essa coisa essa coisa já rompia a Barreiras rompe a Barreiras Então minha mãe ela sempre foi uma pessoa que sempre teve muita defesa da com muita batalha assim ela coloca muita energia na carreira dela no trabalho dela mas sempre com uma como ela é Ela é da área da saúde do trabalhador mas ela para ela o trabalho ela é trabalho mas é trabalho também de uma sentido no sentido coletivo né então acho que tem uma referência forte é uma influência forte Ah tá certo e falando então na sua mãe ela fez questão de gravar um recadinho para você meu Deus agora vamos ver o recadinho e eu vou contar para vocês uma história da Mariana de quando ela era bem pequena tinha quatro anos foi na semana entre o natal e o Ano Novo e nós temos o passado Natal na casa dos meus sogros e Itapetininga e voltamos para trabalhar e ela e a irmã ficaram a irmã era mais velha um ano eu tenho quatro filhos mas naquela época eu só tinha as duas meninas e eu passei a semana bastante apreensiva porque era a primeira vez que elas ficavam sem a nossa presença eu ficava assim me perguntando o tempo todo né meu pensamento muito centrado nelas e perguntando se elas estavam bem não estavam chorando estavam sentindo a nossa falta quando finalmente chegou a sexta-feira eu saí mais cedo do trabalho né e eu e meu marido fomos para jantarmos com elas e com a família quando nós estávamos estacionando na garagem eu ouvi a voz dela de dentro de casa falando para os primos xi minha mãe chegou eu vou ter que jantar na mesa junto com todo mundo essa história eu acho que ela mostra que a Mariana era um espírito livre desde muito pequenininho Olha que história você lembra dessa história Mariana eu vi essa história mas eu não lembro disso e você sempre foi considerada como sua mãe disse esse espírito livre é eu fui eu era muito acho que é isso né Eu não eu nunca consegui muito ser controlada e é isso que a minha mãe fala essa história né enfim sempre queria fazer as coisas do meu jeito fazer as coisas e ainda em determinado momento quando se adolescência isso vida rebeldia né Não mas desde pequeno né Porque hoje a gente usa o celular para controlar os filhos Onde você tá naquela época não tinha ela falou fiquei a semana inteira pensando Olha tá chorando por minha causa e a primeira coisa que Ela ouviu vixe minha mãe chegou eu sempre eu sempre tive muito acho que faz parte né da personalidade de querer querer decidir as coisas por mim mesma é sempre assim isso em alguns momentos levou a minha mãe algumas situações que eu vou hoje hoje eu vejo que a minha mãe teve que aprender a lidar com isso né sim e olha que ela é uma pessoa super aqui e tudo mais naquela hora sempre teve e essa história de ir para Itapetininga é a sua família materna que mora lá é minha família do meu pai é dos meus avós tinha um sítio lá né Tem um sítio ainda meus avós faleceram e a gente passava o as férias era uma delícia então era isso né porque o sítio era isso no sítio tudo era mais livre sabe a gente saía e pegava fruta no pé e não tinha muita regra ele podia sentar na mesa tava senta na mesa podia almoçar jantar assistindo televisão e podia dormir até mais tarde ficar acordada até mais tarde dormi tarde as minhas tias era né e eu acho que era eu gostava muito do sítio por causa disso né porque era muito muito livre acho que é uma questão que eu que me fazia Sei lá eu buscava sim inclusive a Mariana disse no começo aqui do podcast que ela é de origem para ela olha ela chama na verdade Mariana conte Takahashi conta para nós sobre essa sua descendência Mariana é meu pai né meu pai é na verdade eu sou sansei né neta de japonês meu pai nicei filho de japoneses e isso sempre teve muito presente na nossa vida né Acho que até pela essa relação com o sítio que é onde meus avós moravam é aquela questão do agricultura orgânica e eles produziam produziam frutas né frutas Então tinha uva a gente ia sair para colher Uva em época de colheita era uma brincadeira também né os primos né a gente éramos em 15 primos e ficávamos ali né passávamos as férias então e aí fazia parte né a comida um modo de vida hoje eu vejo hoje eu entendo que que em grande carrego muito da não apenas dos gostos porque eu gosto bastante tem elementos da cultura japonesa que eu além da comida né que é uma delícia mas acho que tem umas questões também de personalidade que eu vejo que eu carrego um pouco da bastante assim da cultura também né sim da cultura japonesa sua família também veio naquela fase da imigração japonesa para cá meus avós japoneses eu não me lembro exatamente o ano mas eu sei que meu vô nasceu em 1906 e eu acho que se eu não me engano ele veio com 15 16 anos para cá então deve ser 1920 e pouco por aí sim e aí quando a gente pensa nessa Mariana com esse espírito tão livre que já os 17 anos veio para Campinas apesar de ser perto de Americana mas já veio nessa nessa busca né como foi vir com 17 anos para Campinas foi uma aventura naquele momento teve medos como foi isso Conta para nós Nossa isso uma história porque na verdade foi uma situação até um pouco de conflito eu dei trabalho para os meus pais devo confessar aqui que eu dei bastante trabalho para os meus pais porque eu morava em Americana e estudava em Campinas no primeiro semestre né mas eu queria muito participar das coisas na Unicamp tinha porque assim tinha debate filme eu tava conhecendo conhecendo música conhecendo o filme conhecendo um outro universo teorias conhecendo pessoas muito diferentes que eu não né então para mim aquilo tava sendo a sensação que eu tinha era que o mundo era que eu tinha vivido era pequeno demais eu queria eu queria conhecer as coisas e eu ia tinha que voltar para casa né não todo dia todo dia ah No começo eu fazia esse trânsito né só que aí eu comecei a vir para cá com uma mochilinha e ficar alguns dias aí fui ficando mais dias e aí isso meus pais preocupados com razão né preocupados com isso com essa situação e eu queria muito mas eu queria ficar aqui né E aí eu comecei a participar do movimento estudantil também né E aí teve uma e é isso né Queria participar e tinha que voltar e conflito e tinha tinha eventos lembro que tinha preciso ficar em Campinas hoje eu preciso ficar em Campinas é tinha reunião aí estourou a greve da Previdência né a greve da reforma da Previdência que eu participei mas tinha que voltar então tudo essas coisas e aí teve no final de 2003 no final não no segundo semestre teve uma ocupação na Unicamp porque tinha um Subway na frente do Bandejão e o Subway foi fechado pela vigilância sanitária e tinha uma série de grupos de extensão que era grupos que fazem trabalho então tinha o data e fazer trabalho com agroecologia com tinha grupos cursinhos populares que fizeram uma ocupação ali na no Subway que tinha feito fechado reivindicando uma sala da reivindicampo da Unicamp uma sala de extensão Onde é os trabalhos pudessem ser desenvolvidos né E aí esse movimento chamou o movimento suba que era da sociedade universidade em busca de alternativas E aí pessoal montou barracas E aí eu montei uma barraca eu ficava boa parte da semana não suba eu ia de vez em quando para casa mas eu ficava lá e mas já tinha essa comunicação com celular ou tinha celular mas não tinha WhatsApp nada disso sim né mas eu meu primeiro celular foi quando eu vim para cá E aí eu comecei a participar da ocupação e os meus que meus pais aí depois não há poucos meses depois eu arranjei o estágio né comecei a trabalhar aqui e aí meus pais falou não aí não tem como né Então mas essa conversa de mãe agora o pai eu vou ficar em Campinas foi com quem aí com os dois né mas ele se preocupavam não foi muito fácil na época e eu acho que na época é a gente jovem é dar trabalho né Eu acho que eu tenho bastante trabalho a gente tem até uma fotinha da Mariana com a mãe uma foto atual né mas essa coisa de dar trabalho né é uma coisa que a gente se vocês a gente percebe que vocês são bem parecidas né você acha Acho que sim Acho que um pouco o olho não é não sei o sorriso eu acho que talvez a gente pensa nesse momento em que em que a mãe dá o conselho E aí hoje você fala nossa Verdade Aquilo ela tinha razão aquilo ela não tinha como que é isso hoje para você Então é eu acho que que na época eu não me arrependo de nada né me arrependo de nada porque eu acho que também eu Eu Aprendi muita coisa né O que te trouxe até aqui Exato eu me Aprendi muita coisa E aí é para a gente aprende a se virar né a gente aprende a se virar e ter uma coisa que eu acho que é que me fez crescer enquanto pessoa foi aprender desde cedo a me virar e ir atrás das coisas que eu acreditava que eu queria que fazia sentido mas quando a gente é muito jovem a gente faz isso com muita intensidade Então eu acho que que mas a gente dialogava brigavamos também a gente teve momentos de conflito mas suas irmãs nesse papel as minhas irmãs a minha irmã mais velha ela era mais mais pacata se Ela morou com os meus pais durante muito tempo né Depois até ela saiu de casa quando ela casou e a minha irmã mais nova foi uma da meu irmão mais nova foi para o período preto o meu irmão também foi para São Carlos mas aí foi uma outra situação já era acho que eu fui eu fui um pouco o teste ali né porque é isso também os pais aprendem estão aprendendo também acho que foi uma situação muito nova para ele sempre foi o primeiro é um pouco mais duro né Depois dos outros não mas também já foi eles estão mais preparados então mais preparados é eu acho que já tinham passado já tinha sido vacinados Ali pela pela minha experiência Mariana hoje você tem doutorado é isso eu tô fazendo doutorado e toda essa sua fase de graduação mestrado é tudo tudo Unicamp eu fiz graduação mestrado e Doutor mais de 10 anos de vida na Unicamp 20 anos 20 anos vinha para cá em 2003 isso tudo que eu tava contente É verdade esse ano fez 20 anos e aí como que tem então a Unicamp digamos assim ela é uma célula super importante para você ela é eu me sinto em casa porque além de tudo eu sou funcionária da Unicamp Eu trabalho na Unicamp estou licenciada porque eu estou exercendo uma professora lá eu sou técnica administrativo então a Unicamp é minha casa né eu fiz a graduação participei do movimento estudantil fez em Ciências Sociais aí eu fiz uma história na sociologia agora eu tô fazendo doutorado na ciência política e sua funcionária da feagri que a Faculdade de Engenharia Agrícola E aí quando eu virei funcionária participei do movimento sindical também participei das lutas né para defesa do reajuste salarial das greves e tudo mais e hoje quando a gente pensa nesse doutorado e tudo mais o que que essa toda essa bagagem daquela Mariana que falou nossa que a sua mãe tinha falado do Espírito livre o que que permeia tudo isso quando você pensa por exemplo na vida acadêmica para mim assim a vida acadêmica ela é eu falo que é quase uma terapia para mim né porque é um momento em que eu consigo refletir refletir sobre a realidade de uma forma não não tão pragmática sabe que a gente tem que ficar dando resposta para as coisas enfim aqui mesmo né a gente tem que dar resposta aos problemas as situações e nem sempre dá para dar resposta Nem sempre dá para dar resposta então para minha estudar e ter ainda mais na área da Ciências Sociais que a gente estuda a sociedade ela significa assim eu poder me desprender um pouco do de ter que dar resposta assim poder poder deixar a cabeça a cabeça os pensamentos fluírem e até sonhar né porque acho que tem um aspecto também de Horizonte assim né É para mim um pouco assim como que a gente reflete sobre o horizonte de mudanças da sociedade e até momento que eu acho que quando a gente pensa e vê o trabalho de vocês vocês sempre tem que pensar em todo mundo Será que esse é o momento que você pensa em você Ah com certeza é um momento porque o mestrado doutorado é tem um elemento de fazer sozinho né é um trabalho que você tem que fazer que você tem que fazer a sua né É claro que você compartilha isso tem orientador você tem colegas tem as aulas eu tô fazendo uma disciplina semestre né minha última disciplina do doutorado e eu acho e assim para mim quinta-feira de manhã é o dia que eu me dedico a isso né falo assim não então eu vou para lá vou fazer minha aula aqui eu sou aluna Mariana que eu sou aluna Mariana então e eu acho acho que é muito é uma para mim é uma terapia assim é algo que me fortalece muito porque que a vida não é fácil aqui na cama né todos embate mora em Barão Eu morei até o começo desse ano agora eu não tô mais morando tive que sair de barão por conta do preço dos aluguéis tem essa questão também já morei em Barão sei como é e a gente também tem aqui que a sua Assessoria mandou o grande amor vamos ver quem é o grande amor vamos ver se tá certo Fala um pouquinho dele como ele chama John tem duas fotinhas dele Olha esse clique aí chama de ele tá com você desde pequeno desde pequeno faz 11 anos né 11 anos e agora nós estamos morando sozinhos eu e ele ele é minha companhia né E como tem um cachorro grande desse em apartamento tem 11 anos mas é assim já faz algum tempo que ele fica bastante dentro de casa né então quando eu morava em casa também ele só saía para fazer suas necessidades e voltava então ele é bem caseiro né então a questão para ele não é nem ficar dentro de casa e eu saio para passear com ele todos os dias e tudo mais o problema do Joe é que assim Eu Sempre morei com outras pessoas e agora estamos morando nós dois sozinhos e eu acho que ele tá muito apegado Ele desenvolveu um apego assim que ele nunca teve sabe uma pergunta e aí a gente teve algumas situações de nessa rotina maluca porque assim a gente tem hora para sair não tem hora para chegar e aí a gente teve umas situações que os vizinhos se incomodaram um pouco por causa dos latidos Mas agora estou com um método aí que eu vi na no YouTube ou então vai ter que ir logo procurar uma casinha nem que seja com quintal pequeno viu Mariana Ah mas é casada mais trabalho né mas eu acho que a gente vai resolver como que é essa questão para você que nem você disse olha tem uma hora para sair não tem hora para voltar chego cansada e aí tá o Joe lá te esperando Ah é bom né é bom é bom ele é parceiro né Ele é muito parceiro quando eu fiquei gripada faz algumas semanas né ele ficou de cama alguma coisa discutir inteiro do meu lado deitado vai lá e faz cara né vem ver se tá bem Vai conferir se tá se tá bem ele é um super parceiro Ah isso é importante outra coisa que a gente percebeu também e que a sua Assessoria nos enviou que você sempre está rodeada de amigos como que essa coisa de amigos na sua vida ah eu sei eu acho que para mim os amigos são são fortalezas são companhias são são aquele acolhimento né quando a gente passa a gente passa muitas coisas né enfim até mesmo muitos embates aqui tem uma coisa que a gente faz aqui tem Bates né e eu acho que para mim sai brava daqui vai na hora de abrir isso pode acontecer tem dias que eu só quero abraços né E aí é com os amigos que eu vou que a gente que eu vou a gente tem dois momentos aqui também as fotinhas suas com seus amigos eu vou pedir para o pessoal colocar essa daí é na praia na Réveillon a gente foi para o Réveillon na praia e a outra vamos e tem outra também ah essa daí foi uma uma baladinha uma baladinha Esse é o Carnaval O Carnaval Então vamos lá Mariana que gosta de viajar conta pra gente essa Mariana que também quando pode vai para praia com os amigos eu adoro viajar eu adoro viajar você tem uma coisa que eu gosto de fazer é viajar adoro praia mas eu gosto de viajar assim adoro viajar de carro de carro adoro dirigir em estrada eu dirijo a noite também adoro quer me deixar feliz por uma música e sair gosto de precisar assim aquela coisa quem vai dirigir eu dirijo ainda mais traindo lugares adoro conhecer lugares novos adoro fazer mochilão adora gosto de fazer mochilão de viajar de mochila e pingando em monte de lugar mas não tem tido mais tempo para isso é algo recentemente tem tido sido mais difícil e quando a gente pensa por exemplo a praia geralmente você vai que precisar de São Paulo mesmo é eu gosto muito do litoral norte né de Ubatuba para ti é mas aí ele divisa com de São Paulo com o Rio de Janeiro né mas uma praia que eu mais gosto assim é a Praia do Sono no Rio de Janeiro que é na praia em Paraty a baladeira só sou baladeira eu gosto eu gosto de sair gosto de curtir gosto de dançar mas que estilo Mariana Ah eu gosto de música Brasileira músicas com Brasil gosto de barão tem bastante né opção Eu geralmente eu vou bastante para Barão Geraldo gosto também de sair tomar uma cerveja com os amigos e tal mas eu gosto muito de sair dançar dançar dançar para mim festa boa quando você chega assim quando você chega com dor nas pernas de tanto dança Eu gosto muito de sair dançar música boa gosto de show Gosto de gosto muito de música e você no carnaval é a gente viu aqui esse carnaval de Campinas né Mas como que é essa questão para você sempre o carnaval é aqui ou não às vezes é aqui mesmo Você gosta de viajar no carnaval curtir hoje tá muito assim cada dia crescendo mais por exemplo os bloquinhos no rio em São Paulo como que é isso para você eu tenho passado dos últimos carnavais aqui em Campinas até porque Carnaval tem a parte da Curtição e tem a parte do trabalho também né porque a gente já teve histórico ico de conflitos aqui em Campinas Então eu fico eu tenho ficado aqui em Campinas até para caso aconteça alguma situação está por aqui esse último carnaval na verdade essa foto aí eu acho que foi o único dia que eu fui para o Carnaval foi aquele dia que começa na praça do coco e terminou lá na frente na escola foi daí foi o União Altaneira é porque eu também estou aproveitando aproveitei o carnaval para estudar também né então eu também resolvi ficar em casa também então eu eu faço tento entrar no equilíbrio porque nossa rotina é muito intensa né sábado e domingo geralmente Tem atividade tem trabalho então eu tento tem tentado ter um equilíbrio entre o trabalho ou estudo o ver os amigos né estar com os amigos curtindo né o doutorado você termina esse ano não pergunta deixa baixo da doutorado ela tirou uma selfie lá na Unicamp Mas você já tá trabalhando o a sua tese com a minha pesquisa assim eu estudo a redemocratização processo da Assembleia constituinte eu tô fazendo uma etnografia da Assembleia constituinte especificamente dei uma pirueta no meu doutorado porque era uma coisa virou E aí agora recentemente eu tô fazendo uma uma etnografia para sobre a como naquele processo de da Assembleia constituinte se definiu o papel dos militares entendi que foi exatamente a transição da ditadura militar da democracia e aí a gente teve uma série de eventos né que aconteceram que colocar nesse bom então eu acabei indo para essa essa para esse lado esse lado né e como é então a Mariana que um dia saiu lá de Americana veio estudar em Campinas colocou a universidade praticamente como a sua casa né e depois trilhou tantos lugares e que hoje como você disse Mariana tem que se dividir entre Claro trabalho parlamentar entre a mulher que gosta de balada entre mulher que tem que voltar para casa e dá atenção para o seu cachorro e gosta dos amigos e também tem aquela questão ainda da família que você disse que seus pais continuam morando em Americana como é isso para você olha não sei eu não sei vocês é a vida de muita gente né a gente não tem não pensa muito né só vai e no final das contas da conta de fazer tudo tipo a Ufa passou o dia porque a gente sempre né na mesmas mulheres né menina as mulheres nós somos assim né a gente acaba tendo que se desdobrar em tantas coisas e a gente vê Mariana no senso comum muitas vezes as pessoas cobrando das mulheres Olha quando você vai casar quando você vai ter filho quando você isso existe essa cobrança ou já existiu em relação a você já eu acho que já foi mais forte é Eu eu estive eu tive um poder junto com começo companheiro né durante um tempo 8 anos mas resolvi me separar quando eu entrei aqui com o vereador eu estava ainda né com meus companheiro Mas hoje nós né a gente nós decidimos né que era melhor cada um seguir sua vida até para a gente poder preservar as nossas as nossas o nosso histórico e o nosso carinho que nós temos entre um pelo outro e mas quando eu fui no primeiro mandato eu era a única mulher na cama né e eu tenho impressão que eu era muito diferente como vereadora do que geralmente é se estava acostumado né que né na Câmara eu acho que também foi um momento de muita eu fiz parte quando eu fui Eleita em 2016 foi quando foram Eleita várias vereadoras feministas do pessoal samba em São Paulo Mariele no Rio tá ali em Niterói então foi um momento assim que chegou uma mulheres vereadoras com uma outra cara né como a cara mais livre né mas [Música] então mas no seu meio que eu digo não não existia assim essa essa cobrança é você Mariana mulher ó Mariana ah você está vocês moram há tantos porque a gente vê Ah vocês moram há tantos anos mas vocês não sei da minha família ou não a minha família minha família desencarnou de qualquer coisa a minha família vai que a gente já pode é minha família é assim hoje a gente tá muito beijo faz muitos anos assim que ele sabe como eu sou eu amo eles eles me amam e é isso e como é você até falou essa questão de ser feminista a gente percebe hoje que não não é uma crítica eu acho que é uma percepção minha que os homens de certa forma acabam não sabendo lidar muito com essas mulheres têm assim Digamos que um posicionamento né você sente isso também acho que sim Acho que um pouco mas também varia né Depende muito Eu acho que eu não me importo muito com isso eu acho que é isso né acho que eu acho que eles que a gente vai a sociedade vai mudando né as pessoas vão mudando Então hoje eu acho que é muito mais muito mais muito mais aceito várias coisas do que é da 5 anos atrás se a gente for olhar para o que o recente né passado muito recente hoje a mulher hoje hoje eu sinto que as mulheres estão muito mais empoderadas Donas de si e tudo mais agora os homens assim Acho que né tem que aceitar não tem jeito não tem jeito não tem jeito ou aceito abandono não tem jeito a gente tá falando da questão política mas hoje a gente percebe que inclusive você tem uma preocupação e traz sempre esse tema eu sei que aqui hoje não é nem para falar da questão vereadora mas eu tô falando do posicionamento feminino da sua preocupação em relação a feminicídio em relação a mulheres que tem a questão do da violência doméstica e a gente percebe que Claro tem muito a ver com a questão financeira mas nem sempre tem a ver com a questão financeira como que é isso para você olha eu acho assim que grande medida essa coisa da violência doméstica e vários tipos de violência do abuso relações né porque se a gente olha para a vida das mulheres todas nós passamos de algum momento alguma relação abusiva e quando a gente conversa a gente vê que são fatos muito muito atrás fala gente eu vivi eu vivi exato e eu acho que assim como a gente sempre fala é uma decisão da mulher né assim o nosso o nosso papel fortalecer as mulheres e para tomarem isso decisões da sua vida né e eu acho que na minha vida eu tenho eu levo isso assim para mim assim que eu é claro né tenho relações tenho afetos tem amores também também já me apaixonei já me já sofri de paixão submetria algumas situações é mas assim mas para mim a questão é que a gente a gente vai aprendendo que a gente a gostar da gente né e que a gente gosta da gente que a gente é e que a gente não acha que a gente a gente a gente pode tudo sozinho não é isso assim mas que porque assim a gente tem um círculo de pessoas a gente tem amigos a gente tem família a gente tem todo uma um contexto e se relações vierem para somar para fazer a gente bem para fazerem Sabe para não é algo que falta é algo que agrega diferente exato não é um vazio né não é vazio o gostoso é não precisar eu não preciso fala bem a verdade para você aqui entre nós não precisa namoro né não tô namorando mas também se vê é uma coisa boa estamos aí na vida é a questão é o seguinte não é não é um vazio eu quero eu quero relações da minha vida assim como é com os meus amigos com todo mundo as relações elas venham para ser para ser mais para me agregar para trazer coisas então é isso e que bom que hoje a gente pode não só pensar mas agir dessa forma né Maria é uma conquista é uma luta uma é uma briga não só da sociedade mas com a gente mesmo a gente mesmo porque essa a gente sofre pressões a gente sofre de ter momentos de solidão né a solidão eu tô aprendendo bastante a lidar a lidar com a solidão eu acho que tá legal tá legal tá legal É porque tem momentos também que você não quer lidar com a solidão mas é parece que é um momento também que todo mundo tá ocupado fazendo alguma coisa e eu acho que algumas vezes assim é lógico solidão é Dói né Assim muitos dói Principalmente quando sei lá tem dia que você chega assim só eu só queria um abraço uma fala com carinho mas também depois você passa assim você passa aqui você fala Olha que bom eu me afaguei né eu cuidei de mim aí a gente vê que a gente é muito a gente é forte né a gente e a mulher Mariana o que que ela pensa assim não vamos falar agora da política né mas o que que ela pensa assim para ela do Futuro essa doutoranda Olha o futuro é tão certo é tão incerto Eu acho que eu quero terminar o doutorado né Preciso terminar quero fazer quero me dedicado bastante a isso eu acho que é o que mais tem agora na política não tem como a gente deixar de falar a Mariana que você na última eleição em Campinas foi a vereadora mais votada da cidade teve uma expressiva votação também para deputada como que permeia isso na sua vida você pensar que isso tá tomando cada vez mais uma proporção que você já parou para pensar nisso pensa às vezes mas eu não penso muito não pretendo se arriscar Ah eu acho que eu sempre fiz isso na minha vida né sim a minha vida foi sempre isso eu acho que eu gosto muito de Aventura sim e aí assim lógico Aventura seguro né claro mas eu acho que que a gente tem horas que você é convocada isso né que existe uma que você não é muito uma escolha né de uma certa forma é o que a gente é não tem muito jeito o que você diria para para uma mulher que esteja nos assistindo que seja vendo conhecendo a Mariana esse lado da Mariana que não é só o lado que a gente sempre vê na Tribuna que você diria para essa mulher eu diria que você nossas mulheres são maravilhosas maravilhosas todas assim se a gente olha para o que é a nossa vida né as mulheres aguentam cada coisa eu assim Claro a rotina é difícil tem um monte de coisa mas eu olho para algumas mulheres eu falo gente só por exemplo eu não sou mãe e não você já decidi não você decidiu eu tô decidida eu tô de boa de ser mãe mas olha para essas mulheres que são mães eu falo Gente do céu tenho amigas né que estão com inclusive agora a gente tá na gravação desse programa perto do Dia das Mães e tá tendo até umas discussões que eu tava vendo essa questão da culpa mas que as mães hoje estão querendo ser ouvidas tem dia que eu canso tem dia que eu não quero dar atenção e tem que estar tudo bem eu não posso me sentir culpada não porque assim ser mãe já é uma enorme assim é uma é uma responsabilidade é um conjunto de tarefas mãe com companheiros parceiros ou companheiras é já é difícil mãe solo então que a realidade da enorme maioria das mulheres ainda mais né então assim não tem o que a gente cobrar mais da gente sabe ainda mais eu acho que as mulheres na verdade a sociedade cobra tanto e a gente acaba internalizando uma cobrança acho que às vezes falta um pouco de empatia de nós mulheres para nós mesmos eu sinto às vezes um pouquinho disso também quem as mulheres a gente só sobrevive porque a gente tem as outras né É também temos apoios né É verdade mas sim eu acho que acho que a gente tem que se cobrar menos eu tô eu tô numa fase da minha vida que eu falo assim Você já foi muito autocrítica já já fui bastante Principalmente quando eu acho que no primeiro mandato aqui que é isso é a única mulher de oposição feminista e eu me cobrava muito no seguinte sentido assim porque eu achava que eu tinha que fazer ser muito mais aquela ideia antiga Aí você tem que provar Então você tem que ter duas vezes melhor é eu tenho que provar e tudo mais e né E vocês acompanharam vocês sabem o que que é esse percalço e hoje eu acho que eu tô me cobrando um pouco menos sabe dizer assim não né hoje não deu do jeito que eu queria mas tá tudo bem e aí Segue vamos lá é assim mesmo a gente tá aprendendo e no limite a gente tá fazendo um ótimo trabalho sabe estamos quebrando os paradigmas acho que contribuir Eu acho que eu fiz eu tenho Hoje eu tô hoje eu tenho um para mim que eu fiz uma contribuição importante para as mulheres na cidade de Campinas né estando nesse espaço de um espaço de visibilidade tenho feito né esse papel Então eu tenho aceitado mais assim até mesmo os nossos defeitos os nossos cansaço aquele dia que você tá não tá afim tem dia que você não tá afim de conversar com ninguém tal de mau humor tem dia que você tá Você tá esgotado também tem dia que você quer ficar de chinelo e de Pijama e eu acho que é isso assim tem eu tenho aceitado isso assim me cobrado é isso mesmo a gente se aceitar mais a Mariana Com certeza e olha que a gente quando a gente se aceita e começa a gostar da gente aí ninguém segura ninguém segura Mariana muito obrigada por ter vindo na casa do povo e até uma próxima oportunidade Obrigada amiga obrigada pela conversa e obrigado todo mundo que acompanha a entrevista gente na casa do povo fica por aqui Continue com a nossa programação até um próximo aí podcast e videocast aqui da TV Câmara Campinas [Música] [Música]
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