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Na Casa do Povo | Mariana conti
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Na Casa do Povo | Mariana conti

41 views Publicado 22/08/2025 HD · 53:51

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No episódio de hoje do Podcast Na Casa do Povo, recebemos a vereadora Mariana Conti (PSOL) para falar sobre sua atuação na Câmara Municipal de Campinas e os desafios de enfrentar as violências relacionadas ao trabalho. A parlamentar acaba de assumir a presidência da Frente Parlamentar de Enfrentamento às Violências Relacionadas ao Trabalho, um grupo que tem como objetivo realizar diagnósticos sobre o adoecimento no ambiente profissional, acompanhar sindicatos, entidades e movimentos sociais, além de propor políticas públicas para combater o assédio moral, o assédio sexual e outras formas de violência no trabalho. 👉 Durante a entrevista, Mariana relembra sua atuação na Legislatura anterior, quando também presidiu uma frente sobre o tema. Naquele período, uma das conquistas foi a criação da possibilidade de registrar denúncias de violência e adoecimento no trabalho por meio do canal 156, ampliando o acesso da população à defesa de seus direitos. 📌 O que a Frente Parlamentar pretende? Debater com trabalhadores, sindicatos e entidades as formas de violência e assédio presentes no mundo do trabalho. Revelar os impactos das más condições de trabalho sobre a saúde mental e física da população. Democratizar o registro de acidentes e doenças ocupacionais. Propor soluções legislativas e políticas públicas de prevenção e enfrentamento. 📌 Trabalho e dignidade Entre os temas discutidos no podcast está o PLC 9/2025, que dispõe sobre critérios de licitação para empresas contratadas pelo município que não utilizem a escala de trabalho 6x1. A proposta defende a redução de jornadas abusivas e a valorização de condições mais humanas de trabalho. Outro ponto é a terceirização das escolas, assunto que também está no radar da vereadora, sempre relacionado à defesa da qualidade de vida dos trabalhadores da educação e dos serviços públicos. 📌 Meio Ambiente e Saúde Coletiva A entrevista também traz à tona outro projeto de grande impacto: o PLO 245/2025, que cria a Brigada Municipal de Combate a Incêndios Florestais em Campinas. A proposta surge diante de dados alarmantes: entre maio e setembro de 2024, foram 885 focos de incêndio identificados por satélites do INPE e 930 registros feitos pelo Corpo de Bombeiros. Esses incêndios comprometem a fauna, a flora, a qualidade do ar e a saúde da população, além de sobrecarregar os profissionais de segurança e impactar a economia local, especialmente nas áreas rurais. Mariana defende que é essencial a criação de uma brigada municipal que atue em conjunto com as brigadas populares já existentes, fortalecendo a prevenção e a resposta emergencial em períodos críticos de estiagem. Além disso, o projeto prevê a criação de um conselho paritário para acompanhamento das políticas públicas, reforçando o caráter democrático da iniciativa. 📌 Frentes Parlamentares e participação social O episódio também explica a diferença entre Frentes Parlamentares e Comissões Especiais de Estudos (CEEs). Enquanto nas CEEs apenas parlamentares participam oficialmente, nas Frentes há espaço para representantes da sociedade civil e de entidades como integrantes efetivos dos trabalhos, fortalecendo a participação popular. 👉 Este episódio do Podcast Na Casa do Povo mostra como a atuação parlamentar pode fazer diferença na vida da população, seja no combate à violência no trabalho, na defesa da saúde do trabalhador ou na preservação do meio ambiente. 🔔 Inscreva-se no canal da TV Câmara Campinas, curta este vídeo e compartilhe! Deixe nos comentários: qual é o maior desafio que você enxerga hoje no mundo do trabalho? Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] [Música] começa agora o Na Casa do Povo, o podcast da TV Câmara Campinas. Muito obrigado pela sua companhia, pela sua audiência. Hoje, novamente, estou substituindo a Mina Breu, que é a apresentadora aqui do podcast e ela sempre começa com uma audiodescrição. E eu vou fazer da mesma maneira. Então, eu sou um homem branco, eu tenho por volta de 1,80 cm. Sobre o cabelo é a parte mais complicada para mim falar. Eu já adianto aqui a Mariana Conte está comigo hoje neste podcast. Meu cabelo é castanho, estou ficando calvo já com algumas entradas. Cabelo é liso, bem ralinho. Estou vestindo uma camisa cinza. O fundo do nosso estúdio aqui é preto com a televisão com o logo do Na casa do Povo. E a minha convidada de hoje é a vereadora Mariana Conte. Seja bem-vinda, vereadora. Olá, Gabriel. Olá, todo mundo que tá acompanhando esse podcast. É um prazer estar com vocês novamente, né, dialogando sobre esses temas. Bom, eu sou uma mulher amarela, eu estou usando óculos, tenho o cabelo liso, eh, preto com poucos de fios brancos também. Então aqui minha solidariedade, a calví do Gabriel são é os meus fios brancos na cabeça, eh, com um cabelo desigual, estou usando uma blusa cinza cinza e com fundo preto. A aparência é importante para você, vereador, antes da gente citar aqui as coisas sobre os projetos que são estão tramitando aqui no legislativo campineiro, mas já que eu brinquei com a história do meu cabelo, que é uma história para mim que eu vou discutir lá na terapia, mas para você como parlamentar, como vereadora, é algo que te importa, que te incomoda? Hum, tô com cabelo branco, será que eu vou ter que pintar a roupa que eu tô utilizando? Como é que o outro vai receber? Isso é algo que te preocupa, que você precisa prestar atenção ou não? Olha, eu costumo, para mim a aparência ela ela é resultado mais da essência. Eu costumo ver nas pessoas mais a essência do que a aparência em si. Então eu não vou dizer para você que eu não ligo muito para isso não. Na verdade, até tem um pouco de preguiça, sabe? Eu não vou pintar meu cabelo, não. Vou assumir meu cabelo branco, porque eu, como diz meu pai, não tem por ficar jogando tinta na cabeça, né? jogando química na cabeça. Eh, e eu não ligo muito para isso não. Eu acho que tem outras coisas muito mais importantes, até porque tem uma pressão também pras mulheres, né? Sim. Tem uma pressão da das mulheres estarem enquadradas como Bela Recatadas e do Lar. Uhum. E eu nunca consegui me enquadrar nessa nesse modelo, nesse formato, e fiquei e me tornei muito mais feliz na medida em que eu simplesmente desencanei do formato, porque eu acho que o formato eh se a gente fica tentando se enquadrar no formato, isso deixa a gente mais nos tole do que Então, quando eu que eu desencanei disso, eu fiquei muito mais feliz e aí a sua vida segue, porque daí muitas vezes a gente não segue a nossa vida, né? segue esses padrões que são estabelecidos começa a ficar a internet tem um papel importante nisso. Os padrões são muito, para nós mulheres, os padrões são muito pesados, né? E acho que esse é um tema muito importante para até para dialogar com a juventude, né? Porque a juventude hoje em dia, que é uma juventude que já chega, né, com já é já nasce no meio redes sociais, em que tudo é muito o aparente, né? aquilo, a imagem conta muito e eu acho que isso é um peso muito grande. É, tem um peso muito grande. Lógico, tem pessoas que f que eh extrapolam os padrões. Eu acho que existe um espaço para isso, né? Hoje se fala com menos, muito menos tabu sobre várias coisas, mas eu acho que tem um peso muito grande. E eu acho que isso é um elemento também desse problema de saúde mental que nós estamos vivendo, né? Tantas mulheres, juventude, enfim, mulheres negras, né? Eh, e eu acho que é muito importante esse movimento de afirmação de que existem o o o padrões foram feitos para ser quebrados e existem belezas, existem características, né, contra a gordofobia, contra o racismo, defesa da da de assumir o cabelo, né? Eu quero assumir aqui. Eu tô fiz 40 anos e meu cabelo tá ficando cada vez mais branco. Eu vou assumir o cabelo branco porque eu acho que é isso faz parte, faz parte. É, são a experiência. É verdade. Eu acho que eu vou assumir também a careca em breve, mas talvez por falta de dinheiro. É, mas eu vou colocar com essa justificativa aí que é a questão da experiência. Eh, vereadora, a gente pode dizer que o seu trabalho ele está pautado bastante em algumas frentes, como trabalho e a preocupação com o trabalhador, a questão da educação e a questão do meio ambiente. São três frentes que para você são importantíssimas aqui pro legislativo de Campinas. Com certeza. São aspectos que fazem parte, que não são transversais, né? Porque toda vez que a gente tá falando de serviços públicos, de condição de execução, a gente tá falando de trabalho, né? As coisas não acontecem sozinha, apesar de terem a todo momento tentam tirar, colocar o trabalho e o trabalhador na sombra como se não existisse, né? Eh, o fato é que as coisas demandam, né, a execução de qualquer política, qualquer serviço, precisa de trabalhadores para executar. E quando a gente tá numa crise dos serviços públicos, como a gente tá vivendo aqui na cidade de Campinas, eh, eu acho que é muito importante a gente dar eh espaço para que os trabalhadores possam relatar, porque quem quem sabe os problemas é quem tá no cotidiano. Sim. E as soluções, não só os problemas, mas as soluções. Não existe trabalho eh e serviço bem feito se não passar pela pela atividade, né, pela opinião, pela orientação, pela responsabilidade dos seus trabalhadores, né? Então eu acho que isso é essencial. A questão ambiental é também porque o o a questão da emergência climática é um assunto sério. Eu acho que não se dá o devido peso, não se dá devida importância, também é um tema transversal e educação também, né? Porque afinal nós precisamos nos educar, né? nos educar politicamente, nos educar eh o direito à educação que tem sido tão tão atacado, tão mercantilizado, eh e sobretudo negado, né, pra grande maioria dessa juventude. Eu me preocupo muito com a juventude, sabe? Uhum. Eu me preocupo muito com a juventude e eu acho que o nosso papel enquanto vereador também é ser um exemplo de educação política, né, de poder compartilhar uma parte do que nós acumulamos de experiência para que a gente possa ser exemplo de caminhos de de luta e de resolução das coisas, porque eu sinceramente eu não acredito muito, estou muito discrente de que a possibilidade de solução venha lá do andar de cima, da buroc desses que estão comprometidos mais com os negócios do que com a realidade da vida real concreta de quem tá lá embaixo penando. Então eu acho que é que é por aí. Ô vereadora, sobre essa preocupação com a juventude, você acha que ela tem dimensão do que tem acontecido ou do que tem sido discutido? Porque passando, né, e eu tomo o exemplo de quando eu era adolescente, de quando eu tava na escola, eu confesso que eu acreditava piamente naquilo que o professor tava dizendo. Eu estudava e não sei se não se discutia tanto essa questão de a existe doutrinação, não existe doutrinação, porque o professor é isso, porque o professor é aquilo. Talvez eu fosse alienado, pode ser. Mas essa discussão você acha que já tinha no passado, ela é mais de hoje. E esse essa juventude de hoje, ela tá se importando com esses assuntos ou é só uma parte e aí tem uma preocupação? Eu acho que assim, existia um movimento deliberado, muito bem pensado e financiado para colocar, para espalhar eh ideias e ideologias que colocam em cheque a o trabalho do professor. Isso é um movimento e muito bem pensado. Tem os think tanks, que são as empresas, né, financiadas pelos por empresas, por grandes monopólios, por empresas, sobretudo pelos Estados Unidos. Estados Unidos fez muito essa esse movimento, que são formadores de opinião, né? são meio que organizações que t o objetivo de pensar e disseminar opiniões. E para que pudesse implementar a privatização das escolas, para que pudesse implementar o modelo neoliberal de ataque educação pública, o professor foi colocado em cheque. Então essa ideia de que o professor faz doutrinação, isso na verdade aqui no Brasil apareceu com escola sem partido, né? Mas ele tem raízes. Às vezes as eu vejo as pessoas falando, achando que que tão tirando, inventando a roda, né? Mas elas estão reproduzindo ideias que tem ou que que foram ideias formuladas, foram ideias pensadas. Tem gente que que gasta dinheiro e tem gente que ganha dinheiro para pensar essas ideias e para colocar essas ideias em prática na sociedade, né? Então, eh, eu acho assim que é muito novo isso e isso diz respeito à ascensão da extrema direita. A extrema direita constituiu no mundo um programa e atacar a educação pública e rebaixar a e rebaixar os conteúdos curriculares. E mais do que isso, porque tem uma questão que é que é algo próprio do ato de educar, que não é você passar uma informação, é você ensinar a pessoa a ler o mundo, você ensinar a pessoa a estudar, você ensinar e conseguir despertar reflexões para que a própria pessoa faça, possa refletir. O bom professor não é aquele que passa o conteúdo eh mastigado. O bom professor é aquele que desperta a reflexão nos seus nos seus alunos até a ponto de que talvez os alunos ultrapassem o professor em termos é aprender a fazer pesquisa, aprender a olhar a realidade, os dados, os conteúdos e elaborar sobre aquilo. E aí nós temos visto que isso é uma relação humana. Não tem chat GPT que substitua, não tem vídeo. Eh, hoje eu sei que tem muito EAD, né? E, e, e a gente conversava esses dias com colegas que fizemos, né, que eu estudei na Unicamp, colegas que que a gente fez Unicamp eh os prós e contas do EAD, quando a gente tá nessa rotina insana que a gente vive. Eu sei que para muita gente é uma forma de estudar, sim, mas assim, se perde, não dá para dizer que não tenha perda dessa relação humana que é estar se educando. É uma relação humana. E e aí eu vejo assim que esse ataque sistemático aos professores como uma forma de justificativa, porque a gente sabe que quem tem quem tem feito o processo de resistência contra as privatizações das escolas tem sido estudantes e tem sido o os professores, têm sido os educadores que têm feito esse processo de resistência. Agora nós estamos vendo aqui o Dário Saad querendo privatizar escolas públicas, né, que tem um ensino reconhecidamente de qualidade. O o ensino, o ensino eh municipal é o ensino que chama atenção pelo fato dele ser de qualidade, porque ele tem bons profissionais, né? Eh, e o Dário aproveitou o recesso para anunciar a privatização na toada do seu aliado, que é o Tarcísio, porque o Dário, ele é um dos principais aliados do Tarcísio no estado de São Paulo. O Tarciso, que é um bolsonarista que fez aquele o vexame de botar o boné do Maga, né, do do movimento do Trump, do fazer América de novo, o falso patriota, né, porque afinal Campinas vai ser uma das mais atingidas pelas tarifas, né, cerca de 25% das nossas exportações é pros Estados Unidos. A previsão é um um custo aí de 100 milhões de dólares eh eh de perda anual para a cidade de Campinas em termos de exportação. E o Tarcísio fez essa essa fez essa pataquada de fazer eh de não só eh defender o Trump, mas também defender o Bolsonaro contra a prisão. Mas aí aí a gente vê qual que é a política que o Tarcísio tá apresentando. A política é privatiza tudo. privatizar tudo que significa entrega a gestão das escolas na mão de empresas. N em São Paulo, a uma das empresas que conseguiu ganhar o administração de uma escola é uma empresa que é que faz a gestão de de cemitério. O que que uma empresa que faz gestão de cemitério sabe sobre educação, consegue entender sobre educação, consegue propor enquanto política educacional? Então, eh, eu acho que essa, esse rebaixamento das condições da das condições de trabalho, né, de chegamos de novo nisso, né, um ataque político, porque é uma processo de perseguição política dos professores, que é para amordaçar os professores, né, o processo de militarização, que virou um cabidão também para muitos eh militares da reserva para poderem, né, você vão ganhar altos salários para para assumirem cargos que não deveriam ser de militares, que deveriam ser cargos pedagógicos dentro das escolas e a privatização das escolas, que é que junta assemelha muito o projeto de Tarcísio e Dário. Você gera negócios e você cria eh você tira da possibilidade da juventude de ter acesso ao conhecimento acumulado pela humanidade. você tira a possibilidade de uma formação que possibilite que essa que essa juventude consiga refletir por si mesmo os rumos, caminhos, que consiga ser crítica. Então, eu acho que é tá por meio que por aí as políticas no infelizmente no momento. E como que a juventude ela enxerga tudo isso que você tá falando? Porque é a ideia que eu tenho e que eu vejo através de redes sociais e de algumas conversas é uma parte quando tem movimento estudantil que é contrária a isso e que faz protesto em escolas. Eu não tenho aqui uma estatística, mas eu acho que não é muito grande. E o resto dos estudantes é uma preocupação que você tem? Olha, eu acho que assim, a gente como jovens existem de diferentes eh existe uma diversidade muito grande, até porque existe uma diversidade social, você tem diferenças de gênero, de etnia, de espaço geográfico, de concepção de mundo e divisão de mundo. Eu estive recentemente no congresso da UNI, no Conuni, reuniu mais de 7.000 jovens do Brasil inteiro em Brasília. Em em Goiânia. É, eu fui lá porque eu achava que era importante me conectar com que, né, queria ver o que que a quais são os debates que a Juventude tá fazendo. E eu achei muito, muito potente o que aconteceu lá. Nós estamos falando de um congresso gigantesco que reúne jovens do Brasil inteiro com delegações internacionais e estão debatendo, por exemplo, a questão da Palestina, né, que é um tema, uma preocupação da juventude, não só no Brasil, né, mas eh porque a, aliás, não tem como a gente não falar sobre isso, né, até porque recentemente nós tivemos um ataque contra toda a delegação de jornalistas da Aljazira com a morte, quer dizer, os jornalistas que fazem esse papel de retratar a realidade ali do que tá acontecendo nesse genocídio, foram mortos. Eh, nós estamos tendo aí o o Benjamin Nateniarro falando que vai avançar para uma solução final com a ocupação definitiva de Gaza. E um dos setores de resistência tem sido a juventude, inclusive a juventude dentro de Israel. Tava vendo uma uma pesquisa falando que estima que 40% da juventude de Israel está negando o alistamento, né? Então, estão se negando a listar no exército israelense. Nós tivemos ocupações de universidades o mundo todo, sobretudo nos Estados Unidos, pelo fim da dos acordos eh militares com Israel, de acordo acordos das universidades com pesquisas com Israel. Aconteceu aqui na Unicamp. A Unicamp acabou de aprovar inclusive eh esse uma no Conselho Universitário que estaria que encerraria qualquer tipo de acordo de pesquisa com Israel, né? pesquisas militares. Então, quer dizer, a gente vê que é um é uma é uma preocupação da juventude. Eu vejo a preocupação com a questão climática, né? A emergência climática, é porque eles estão falando, não, a gente precisa pensar se a gente é o futuro, mas que futuro que tá colocado, que esse capitalismo fóssil, né? No momento em que nós estamos, que o mundo todo tá falando, olha, nós estamos ultrapassando 1,5%, que é o que o ciência aponta como a crescimento limite global, o oceano fervendo, as mudanças climáticas acontecendo, onda de calor, onda de frio, enchente, Rio Grande do Acord, acordos não sendo cumpridos e a gente avançando paraa exploração de mais petróleo. E é importante falar do que tá acontecendo aqui no Brasil, né? Porque a a o o pele da devastação que foi aprovado num golpe pelo Congresso da Mamata e que o Lula vetou só 63 artigos, né? não votou integralmente e um dos artigos ali que permanece é a licença especial para obras do governo. E e aquele artigo tem como intenção liberar a exploração de petróleo na Foz do Amazonas, mas não só na Foz nas Amazonas, é toda a margem equatorial que vai, é todo o litoral que vai desde o Rio Grande do Norte até a Guiana Francesa que vai se abrir uma novo campo de exploração de petróleo e que assim não existe transição energética você abrindo novos campos de exploração de petróleo, né? Transição energética passa por você reduzir carro. E sabe o que eu acho que é o principal elemento de da transição energética? Precisa ter transporte gratuito de qualidade. Não se faz transição energética se a gente não tiver com transporte caro como a gente tem. Transporte privatizado que vira balcão de negócios para meia dúzia de empresas que prestam serviço. Com um transporte ruim que nós temos, as pessoas fazem de tudo para ter um carro, às vezes fazem dívida e a indústria automobilística ganhando dinheiro e a indústria, a indústria da do do petróleo ganhando dinheiro. Então assim, esse é um tema que é claro que a juventude vai se interessar, é claro que é uma questão pra juventude, fora temos existenciais que dizem respeito a à política de gênero, por exemplo. Hoje a gente tem uma afirmação muito mais forte da juventude trans que se reconhece e tem e tá lutando pelo seu direito de afirmação da juventude negra que tem aí que tá discutindo o o o neocolonialismo, a colonidade que tá discutindo inclusive do ponto de vista da cultura, do ser, né, das manifestações culturais, dos espaços, da violência que a juventude negra submetida, porque nós estamos tendo o o Israel é um laboratório, né, o que Israel faz em Gaza. É um laboratório de teste de armas, mas você tem acordos militares e de prestação de serviço para armas de armas e muitas prefeituras, né? Tô aqui o preito, os prefeitos quando deu a crise, os prefeitos lá do do Centro-Oeste ali estavam vários deles em Israel. Por quê? Porque você tem acordos, acordos de cooperação militares, as armas que são testadas contra o povo de Gaza, o povo da Palestina, depois vai ser replicado nas nossas periferias, está sendo usada para matar os nossos jovens, né? Então eu acho que tem esses temas. Agora, também faz parte desse avanço da desse ultraliberalismo, né, e da extrema direita, uma certo um investimento muito grande em formadores de opinião, opinião, que em grande medida são meninos eh antifeministas e defensores do liberalismo econômico, né? Eu eu eu fico olhando essas coisas, eu falo assim, gente, o liberalismo, a ideia da liberdade é uma utopia do modo de produção capitalista, porque o capitalismo segue pro monopólio, caminha para o monopólio, né? Não é à toa que as bigtechs estão cada vez mais acumulando toda uma rede de empresas subsidiárias. Você tem os fundos de investimento, capital financeiro, né? Então você teve, você t uma acumulação de riqueza como nunca teve e você tem aí uma, um certo exército aí de de jovens convencidos da defesa do liberalismo. Pois bem, eu acho que assim, nós precisamos debater, né? Precisamos debater, discutir, enfim, são visões de mundo e mas tem coisas que a gente precisa combater, porque eu vejo que também existe aí uma um incentivo inclusive em termos da do próprio algoritmo da rede social. Sim, você tem eh instrumentos de disseminação de cultura como Brasil Paralelo, como o Instituto Vomises, que são esse esses think esses think tanks que ficam fazendo propaganda ideológica proliberalismo, próneoliberal, como forma de justificar basicamente duas coisas, a destruição ambiental e a destruição do mundo do trabalho. que é isso que o Brasil, o que que o Brasil tem de mais valioso, né? O seu povo. É o seu povo. É, é, é nas nossas riquezas e é o povo. E o que que o que que esses grandes conglomerados estão interessados na nossas riquezas e na força de trabalho que tem que ser cada vez mais barata? É para isso que aconteceu a reforma trabalhista, é por isso que aconteceu a reforma da previdência, é por isso que acontece as privatizações. Então, eh, sem querer, já tô aqui falando, eu engato aqui, eu engato. É, tá tudo interligado, né? É, mas eu acho que acho que é um desafio, né? Por isso que eu acho que quando a gente assume uma, eu eu eu sei que nem todo mundo concorda integramente comigo, entendeu? Mas eu sei que as pessoas sabem que eu quando eu assumo uma posição, eu assumo uma posição. E eu acho que é importante que a gente assuma essa posição. Então dizer aqui: "Olha, eu acho que a gente precisa dialogar com a juventude para cada vez mais a juventude visando o futuro, visando melhoria, visando soberania, visando eh possibilidade de futuro que tenha uma posição radicalmente antineoliberal e e em solidariedade aos povos do mundo, né? Eu acho que é por aí. No fim da sua resposta agora, você tava falando sobre essa precarização eh do trabalho, sobre combater as desigualdades que existem e você é presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento às Violências relacionadas ao trabalho que começou no ano passado já este trabalho, né, e com dá uma continuidade e este ano. Por que desta continuidade? Como foi esse trabalho para quem está nos acompanhando? Bom, primeiro que a ideia dessa frente surgiu porque a gente vê que as pessoas estão cada vez mais adoecidas no seu mundo do trabalho. O mundo do trabalho ele está adoecedor, né? Se a gente fizer uma pesquisa e perguntar: "Gente, vocês estão felizes no seu trabalho?" Eu tenho um amigo que fala: "Não, a gente é feliz das 5:30 para diante. A felicidade tem hora de É, a felicidade tem hora de chegar. É, a partir das 5:30 da tarde você começa a ser feliz. Mas veja, olha só, a gente passa a maior parte do tempo no trabalho. Sim. O trabalho organiza a nossa vida. E então, quer dizer, se as pessoas estão cada vez mais infelizes no trabalho e o trabalho está adoecendo, temos um problema, né? E aí não é um trabalho que pra grande maioria da das pessoas mal dá para pagar aluguel, pagar as contas, né? Porque você tem um aumento do custo de vida e o trabalho, o salário não acompanha. Eh, essa você não tem um reajuste salarial que acompanha as perdas salariais. Então, você ganha pouco, mal tá sempre no aperto, né? Você vai no mercado, cada vez você compra menos e você gasta mais e ao mesmo tempo você tá trabalhando cada vez mais esse trabalho flexível, que é o WhatsApp que você tá o tempo todo ali e tal, né? tá? Que as pessoas estão tomando remédio para conseguir suportar, as pessoas estão, né, eh, enlouquecendo literalmente e e você tem um problema seríssimo de saúde pública, inclusive com números enormes de suicídio. Você sabe, Mariana, só desculpa te cortar até para corroborar com isso, porque eu lembrei de uma história, uma vez eu tava conversando com uma pessoa, né, e ela falou assim: "Ah, como é que você se define? Como é que você se descreveria?" E a primeira coisa que eu falei, falei assim: "Olha, eu sou jornalista, eu sou não sei o quê". E aí ele falou: "Mas pera aí, por que que a primeira coisa que você falou é jornalista? Por que que isso te define? Por que que o Gabriel Ca primeira coisa, é jornalista e não outra coisa?" E aí, sabe quando você começa a refletir? Você fala: "Pô, mas é verdade, né? A gente dá uma importância pro trabalho tão grande que quando você vai se apresentar para uma pessoa que você não conversa, que você vai falar: "Ah, eu sou jornalista, eu sou vereadora, a minha atuação é essa, essa" e poderia ser bem diferente. Então, de fato, a nossa vida ela é condicionada ao trabalho. Muitas vezes o trabalho nos define, né? a sua profissão é quem você é. E poderia ser muito diferente, né? Ei, ou o eu acho que assim, porque o trabalho organiza a vida, né? Agora, o problema é quando aquele trabalho não faz o menor sentido, quando você não tem autonomia nenhuma sobre seu trabalho, que é o que a grande maioria das pessoas fazem. Porque o modelo de gestão do trabalho sobre isso que nós estamos falando no neoliberalismo hard é você tirar completamente a autonomia sobre o trabalho do trabalhador e você estabelecer eh mecanismos de controle. Por, né, o que a gente tá vivendo é você tem cada vez mais uma diversidade de de tarefas, de atividades. Você tem que sempre ficar cobrindo o cobertor que é curto, né? Porque a primeira coisa que se pensa é como é que você reduz força de trabalho para economizar. Então a gente tá sempre operando com baixo baixo baixo quadro de RH. Sim. E aí você aumenta a pressão e você tem esses esses mecanismos de concorrência, sabe? A ideia de que você tá numa equipe, você não tá solidário na equipe, sabe? Você tem essa as ideias que vão sendo disseminadas. você tem que eh cumprir meta. Aí tem o puxador da meta, aí fica todo mundo de de olho torto porque o cara tá cumprindo a meta, você gera conflitos e não solidariedade na equipe do trabalho. Então tem toda uma técnica, lógicas de gestão, eh, que são feitas para isso, porque que a e esse e esse adoecimento ele é também tá muito carregado sobre essa questão do assédio. Mas uma coisa que a gente chegou à conclusão e eu tô convencida disso, que o assédio não é um trama individual. O o assédio é um método de gestão, de organização. A prefeitura Darrio SAD, por exemplo, utiliza o assédio e a perseguição como método da gestão. E qualquer pessoa que a gente vai perguntar trabalhador que eh exerce uma função no serviço público, por exemplo, vai ter isso. Isso ainda pior com as terceirizadas, porque as terceirizadas tem umas tem umas tem umas uma uma a ideia de que você não pode se organizar. Você tem instrumentos de perseguição contra a organização autônoma e legítima para reivindicar seus direitos. você tem uma série de absurdos, como por exemplo, né, quer dizer, eh, encerra um contrato, não paga o trabalhador, fica devendo direitos trabalhistas e aí a terceirizada empresa some ou, né, eh, tem muito menos responsabilidade e o contratante da da que fez esse contrato não assume responsabilidade nenhuma. Aham. Você tem a jornada 6 por1, que também é um é ela é adoecedora em si, as pessoas elatam, né? eh, que cada vez, tipo assim, a pessoa não tem, não tem condição de estudar, de tá com a família, de na igreja, de, quer dizer, a as pessoas têm que ter o direito ao óscio, até porque se um dia às vezes não é nem fim de semana, porque às vezes as pessoas falam: "Ah, é domingo, às vezes esse um dia cai numa terça-feira, na outra semana cai na quinta, não é dia fixo, não é dia fixo, você não tem condição de planejar, você não pode ter os momentos com a sua família, porque muita a gente fala, não, pessoas que têm filhos, né? Quer dizer, minha folga cai no dia que meus filhos estão na escola. Eu não tenho nem a possibilidade de vivenciar com os filhos. Aí depois vem uma série de cobranças, sabe? Porque as mães, né, geralmente a mãe, né, porque as mulheres são as mais julgadas, né, sobretudo as mães, ai as mães não dão atenção pros filhos, mas, pô, você tá trabalhando na jornada que tá trabalhando. Então, por isso é tão importante, por exemplo, que você avance no Congresso Nacional o fim da escala 6 por1. Por isso que eu apresentei um projeto para acabar com a escala 61 no serviço público e nos contratos terceirizados da prefeitura. a prefeitura, o como serviço público, prefeitura e poder legislativo e tudo mais, pode dar o exemplo e não e acabar com a escala 6 por1, sem redução de salários, porque essa é reivindicação, mas é uma necessidade. Isso vai gerar emprego, porque na medida que você reduz a jornada de trabalho, você tem geração de emprego. é uma necessidade, ainda mais que nós estamos tendo num cenário em que a inteligência artificial, se prevê que a inteligência artificial substitua boa parte dos trabalhos e dos trabalhadores, nós vamos ter vivenciar daqui para os no próximo período uma crise grande de uma substituição que tem sido comparada só a revolução industrial. vai ter substituição da força de trabalho. Nós vamos ter uma uma crise do do sistema laboral sério. Então, reduzir a jornada de trabalho é fundamental para que você também amplie o número de empregos e para que você consiga diminuir esse processo de adoecimento que é um que é epidêmico. Porque assim, as pessoas estão ficando, o adoecimento mental ele é epidêmico. E e é nesse sentido que a gente tem feito, a gente fez um canal de denúncias, mas que é, eu acho que é importante, foi uma conquista ter um canal de denúncias, mas o que a gente vê também é que como você dá consequência a essa denúncia, né? Como é que essa denúncia é recebida? Por isso que eu acho que que a o fortalecimento das organizações, dos sindicatos, nós precisamos retomar fortalecimento do sindicato. Sindicato precisa ser fortalecido. É isso que eu queria te perguntar para quem está nos acompanhando e pensando assim: "Tá, este assunto é importante, tá acontecendo um assédio aqui no meu local de trabalho, mas se eu denunciar, provavelmente eu vou ser demitido. E aí eu posso até na justiça, mas vai demorar para acontecer alguma coisa. A frente parlamentar em algum momento esbarrou nisso o medo do funcionário de denunciar e da impunidade. Nós estamos esbarrando início o tempo todo, Gabriel. Até porque eh você fazer, o que a gente vê é que o processo de perseguição contra os trabalhadores, ele tá cada vez mais intenso. Então eu acho que assim, a gente é o tipo da coisa que a gente vai aprendendo a fazer fazendo. Eu acho que passa, tem um um elemento que é o fortalecimento das organizações dos trabalhadores. Então, nós precisamos fortalecer sindicatos, precisamos fortalecer eh sindicatos, associações, porque é só isso que dá, pode dar. É, é na base do coletivo que você vai, as soluções são coletivas. Tem saídas que às vezes são mudanças na forma de organização do trabalho que já diminuem o impacto sobre o sobre o trabalhador, né? Então tem, existem possibilidades de mudanças. Isso existe todo um campo da política pública que é a saúde do trabalhador, né? O Sereste, que é o centro de Ferencial Trabalhador, ele tem um papel além de fazer o acolhimento e fazer, né, eh, muitas vezes fazer reabilitação ocupacional e tudo mais, ele tem o papel de fazer vigilância sanitária. Então, nós precisamos prevenir que o trabalhador adoeça. Essa é a lógica, né? não só ficar lidando com adoecimento pós realizado, mas eh lidar, fazer com que o trabalhador não adoeça. O Sereste também ele tá passando por uma série de problemas, né? Porque passa por falta de equipe, passa pela ingerência que é estabelecida também de perda de autonomia, tirar autonomia dos trabalhadores. Agora, inclusive tá sob ameaça de ser, por conta da construção do hospital metropolitano, tá sob ameaça de ser eh desalojado, né? Então, nós estamos inclusive questionando a prefeitura mais informações sobre isso. O Ministério Público do Trabalho entrou nessa debate também. Questionamos a prefeitura sobre qual é a destinação e para onde que é que vai, né? Eh, semana que vem, dia de agora na dia 19, 20, 21, tem a Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador. Eu vou até lá, eu vou, vai ser em Brasília, vou participar dessa conferência e eu acho que a gente precisa se articular porque a gente precisa dar uma resposta eh em relação a esse processo de adoecimento, porque é muito sério, as pessoas estão se matando. É que é um tabu. Uhum. É um tabu, pouco se fala no assunto, mas quando você começa a conversar, todo mundo conhece alguém que se matou no um colega de trabalho que se matou. Os próprios dados do do CIS9 também mostram isso, dados da da questão da da violência contra a mulher, o número de suicídios de mulheres jovens aumentou, é o segundo maior registro de casos de violência. Então, é uma cenário difícil. Eu acho que isso passa pela eh a terceirização piora isso, né? Eu acho que Campinas de mais de imediato, esse é o cenário, mas o que que a gente pode fazer mais de imediato? Eu acho que primeiro primeira questão é precisaria ter um a prefeitura precisaria assumir a responsabilidade de ter uma um uma conjunto de iniciativas para recompor de todos os seus trabalhadores, seja dos aqueles que prestam serviço direto paraa prefeitura, seja naqueles que são prestam serviço paraa prefeitura ou pro poder legislativo também, né? eh, seja aqueles trabalhadores terceirizados. E significa redução da jornada, significa recomposição do quadro salarial, não estabelecer contrato de de empresa que que tem essa escala 6, que tem histórico de adoecimento, que tem histórico, por exemplo, de abandono de trabalhador sem receber direitos trabalhistas, dá uma prioridade para as empresas que não fazem essa escala 6 por um. É, isso, isso é uma isso é um elemento imediato, entendeu? Aos poucos, eu acho que a gente precisa ter um plano para aumentar o quadro de de servidores públicos municipais, né? Porque eu acho que assim, hoje boa parte do dinheiro tá indo para privatização, uma grande parcela do dinheiro tá indo para privatização. Você contrata empresas que é e aí vem esse papo que na verdade é um papo furado essa lá da INA de que ai tem a expertise não sei quê, não sei quê, não sei quê, não sei qu grande parte da, sei lá, a gente vê a experiência do que tá sendo processo de privatização nos centros de saúde. A a prefeitura colocou trabalhadores terceirizados na recepção, por exemplo. É o caos. É o caos porque não tem trabalhador suficiente. Porque a Porque a empresa quer economizar, ela recebe dinheiro público num contrato, ela quer economizar e não contratar trabalhador suficiente. Uhum. E aí não é o problema daquela trabalhadora que tá ali, sabe? Porque eu acho que ela merece tá trabalhando, ela merece ganhar mais, ela merece ter melhores condições de trabalho. Acho que ela tá sofrendo perseguil, trabalha no mesmo local em que você tem trabalhadores que são que t regime de trabalho diferente. Isso, isso dificulta a solidariedade, mas isso é, o problema é o projeto, que é terceirizar toda a rede de saúde, como aconteceu nos UPAs, como que tá acontecendo no Hospital Mario Gate, o que dificulta inclusive a vigilância, dificulta o controle social, abre espaço paraa corrupção, porque onde tem onde tem terceirização é uma avenida para corrupção. Então eu acho que a gente precisa melhorar as condições de trabalho, valorizar o trabalhador que tá terceirizado, mas ao mesmo tempo nós precisamos ter um plano para ampliar o quadro próprio da prefeitura. Nós precisamos de mais trabalhadores, né, da rede própria, porque aí você vai fazer política de eh longo prazo e tem espaço para isso. Esse é um projeto de lei que a vereadora Mariana Conte citou sobre os critérios de licitação para as empresas contratadas pelo município de Campinas que não utilizem a escala de trabalho 6 por um deve tramitar aqui no legislativo campineiro. Vai tramitar, vai ser uma polêmica. Vamos lá. Vai pro debate. Vamos pro debate. Vereadora. A gente já tá na reta final aqui do nosso podcast, mas eh para eu citar a questão do meio ambiente, dar algumas estatísticas, alguns dados para quem está nos acompanhando aqui em Campinas, pra gente ter uma ideia, de maio a setembro de 2024, portanto, poucos meses, nós tivemos 885 focos de incêndio aqui na cidade. Isso por meio de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o IMP. e você protocolou um projeto de lei para criar uma brigada municipal de combate a esses incêndios florestais que tem a função também de prevenção, como que funcionaria essa brigada e aí vai ter que fazer uma parceria com a Defesa Civil, com o Corpo de Bombeiros. Qual seria a função dessa brigada aí dos incêndios? Eu acho que tem funções diferentes. A defesa civil, ela cumpre um papel diferente do de combater o fogo. A Defesa Civil faz monitoramento. Eu inclusive tenho apoiado a Defesa Civil, atribuí emenda parlamentar para compra de equipamento. O vereador Paulo Búfalo, na época, nós atribuímos eh emenda parlamentar para que a Defesa Civil tivesse mais eh equipamentos para fazer o monitoramento, para fazer o alerta, para fazer a prevenção, inclusive, né? E o bombeiro, a principal objetivo do bombeiro é apagar incêndio no que quando tem compromete pessoas e, né, como é que fala? Imóveis, estruturas, bens assim, né? O corpo de bombeiros também não tá adaptado para pagar incêndio florestal. Então, a questão é o seguinte, com um monte de foco de incêndio acontecendo, com incêndios grandes que tiveram, como, por exemplo, aquele que quase atingiu o Observatório de Campinas, ali em Joaquim Egídio, eh com esse monte de incêndio acontecendo, nós precisamos de uma brigada de combate de incêndio florestal, porque é uma outra cenário. Eu fui, eu, eu estive num parque ecológico, foi bem numa época que nós temos a brigada popular e brigadas populares que têm feito esse trabalho, como a cachorro do mato, a cachorro do mato tava sendo perseguida porque não só a o o Dário Saad não investe na criação de brigada, mas como persegue que dá quem tá pagando incêndio, né? E aí eles me chamaram, eu estive lá nesse nesse incêndio porque a ideia era fazer uma denúncia, né? eles estavam apagando. Então, se a gente não dá visibilidade para isso, o prefeito fica perseguindo os brigadistas e aí as pessoas nem ficam sabendo. Então eu fui até esse incêndio e assim, o Corpo de Bombeiros não ia chegar, o carro do Corpo de Bombeiros não chega, precisa. E a gente chamava o Corpo de Bombeiros, chamamos várias vezes. Eu estando lá chamei várias vezes e registrei a ocorrência. Você precisa de brigadas florestais, que são outros equipamentos, que são outras técnicas, que são outros carros, que são outras, não é o Corpo de Bombeiros. Eu acho que o Corpo de Bombeiros cumpre um papel importante, mas já não tá cumprindo esse papel de combate aos incêndios florestais. E a gente tá vivenciando uma situação em que você tem cada vez mais, né, a as as as temporadas da seca. Exatamente. Por conta desses desse cenário deência climática, de emergência climática e de fenômenos climáticos extremos, nós temos cada vez mais uma condição climática para propagação de incêndios. E nós, isso coloca necessidade, urgência, porque já começou semana passada já, já teve um monte de foco de incêndio e fica os lutadores, brigadistas, né, militantes, que eu acho que é muito importante e é importante que hoje quem tá fazendo o controle dos incêndios são os brigadistas populares, são os os o as brigadas populares, né, mas com muita dificuldade, falta de acesso a equipamentos, muitas vezes em combate com os poderes estabelecidos que não reconhecem a a importância dessa desse trabalho. Então eu acho que é é importante que a gente tenha uma brigada própria na cidade de Campinas e é uma reação em cadeia porque daí a gente tem um incêndio que daí prejudica a nossa fauna, a nossa flora, prejudica a qualidade do ar, mas pessoas ficam doentes, sobrecarrega a área da saúde. Claro, a gente vai chegando a um período da seca, começa, né? Falta de leito eh infantil, as crianças são uma das mais afetadas pela problemas respiratórios. adoecimento de idosos. No geral, todo mundo fica meio fica, né? Eh, problemas respiratórios, eles eles atingem todo mundo, você afeta a área da saúde. A queimada também tem sido um instrumento que o que eu tenho visto, eh, é que a queimada tem sido um instrumento para muitas vezes às vezes você queimar uma mata, que eu vejo é isso. queimar uma mata acaba auxiliando quem quer fazer, quem quer vender, quem quer fazer condomínio, quem quer, quem quer, eh, digamos assim, comercializar, comercializar, entendeu? Então acho que essa vigilância também é importante. A Sâmia Bonfim apresentou um projeto que eu achei muito bom, que é proibindo o comércio de terras que forem eh terras de terras que forem devastadas por por incêndios, porque tem incêndio que é criminoso. Tem incêndio que é criminoso. E a gente sabe que quando você tem áreas fragmentos e remanescentes de fragmentos, isso coloca uma série de complicação para você fazer o uso daquela terra. E é importante que tenha, porque nós precisamos, é uma questão de equilíbrio climático. Veja, eu vejo eu vejo assim, a ganância, né, da dos negócios, dos lucros se colocam acima inclusive da preservação da espécie. Nenhuma outra espécie conspira contra si mesmo, só nós. E e ainda dizem que somos evoluídos e ainda dizem que é inteligente, que tem inteligência, entendeu? Então assim, é um cenário grave, por isso que nós apresentamos essa criação da Brigada Florestal. Apresentem também a criação dos do da do cinturão verde. O prefeito eh um pouco tempo depois apresentou essa construção dos parques lineares. que é OK, precisa ter parques lineares, mas assim, você precisa ter parques lineares, mas você precisa ter equipes dentro da da Secretaria do Clima para poder fazer a manutenção dos parques lineares, porque os parques lineares que já existem, que foi contrapartida, como o Parque Linear lá no Santa Genebra, no Ribeirão das Pedras, que foi uma contrapartida do Shopping Dom Pedro, uma vez feito, ele fica abandonado. E o a essa semana, e agora final de semana teve até um atropelamento de uma raposa, né, que até circulou nas redes sociais. Então os a os animais vão lá sendo atropelados, as pessoas não podem usar o parque, né? Você tem eh fora que aí chega a Secretaria de Serviços Públicos, que assim, a Secretaria de Serviços Públicos faz umas umas podas que não é poda, né? é uma é uma eh para destruir, destrói a a as nossas árvores, né? E assim, gente, a gente precisa cuidar. É uma questão do do é uma questão de saúde pública. É uma questão de saúde pública. Nós estamos falando numa situação em que nós vamos ter ondas de calor, nós vamos ter climas cada vez mais secos. E tem isso tudo de diferença, né? Tem área mais arborizada, temperatura mais baixa, área que não tem temperatura sobe e assim bairros próximos uns aos outros. Tem estudo de diferença e tem e eu acho que isso é uma coisa que que as pessoas sentem nessas ondas de calor. Você pegar John Boy e entrar naqueles ponto de ônibus da John Boy do BRT, eu falo assim: "Aquilo foi feito para ser um forno". É um forno. Escolas, as escolas, escolas, principalmente escolas periféricas, elas estão assim, a gente foi, a gente esteve em escolas durante a onda de calor que assim era impossível, era impossível ficar lá. Como é que você, como é que você fala assim, ai a pessoa vai, aquela criança vai ser, vai ter algum condição, a pessoa a criança não condição corpórea de aprender. Os professores não têm condição corpórea de ensinar e os estudantes não têm condição corpórea de aprender. E aí também tem a questão do trabalho, porque aí você tá novamente chega na questão do trabalho, porque quem mais sofre, quem tá no ar condicionado sofre menos, né? Lá no quarto andar sofre menos. Os vereador aqui várias vezes eu falo, vocês ficam falando aí, ai vão arrebentar, tem que cortar árvore, tem que cortar a árvore. Peço o seguinte, sai aqui do ar condicionado e vai lá fora para você ver como é que tá a situação lá fora. Então, quem que acaba sofrendo? ambulante, carteiro, vendedor, eh, motorista de ônibus, eh, sei lá, profissões que as pessoas estão em contato direto com a rua. é exaustivo e é adoecedor e e além de tudo aumenta o risco de queda, porque tantas podas que a Secretaria de Serviços Públicos faz, essas podas destrutivas, quantas podas que a CPFN faz, elas aumentam o risco de queda, porque elas matam a nossa vegetação. A nossa vegetação está sendo está sendo dizimada, dizimada. Aí vem falar: "Ai, vamos fazer as microfloresta urbana". Tá legal rotatória plantar, mas assim, isso aí vai ser para para 10, 20 anos, né, até você ter umas árvores robustas, para não poder crescer. E ah, ele foi foi feito de um jeito que eu acho que assim foi feito como nariz, porque eh você não tem nem espaço entre as entre as árvores para que ela tenha ela tenha plantou. Eu não sei qual que a capac, eu não sei, eu eu não entendo como que uma prefeitura de uma cidade do tamanho de Campinas não consegue ter uma equipe técnica. Não tem equipe técnica porque eu conheço, entendeu? Mas toma. São decisões políticas. Eu acho que que é é decisões políticas de gente que que tem uma cabeça assim eh completamente retrógrada. Não é possível. e Mariana, todas essas discussões que nós tivemos aqui no nosso podcast, dessa questão ambiental, dessa questão de educação, eh, da defesa do trabalhador para esse segundo semestre, você acredita que vá continuar? Vamos continuar. Vamos continuar fazendo. Nós estamos apoiando a luta pela redução da jornada de trabalho pelo fim da escala 6x1 em nível nacional. Vou paraa conferência da saúde do trabalhador agora. Eh, quero ir paraa COP 30 também. Nós queremos levar, nós nós porque a gente em Campinas tem a lei 207, que foi a lei que é uma lei, a lei da devastação ambiental na cidade de Campinas. O PL da devastação de Campinas é a lei 207, que permite expansão urbana em torre todo o território de Campinas. Nó, eu estou fazendo essa denúncia desde que ela foi aprovada. votei contra e estou fazendo essa denúncia e nós estamos e cada vez mais as pessoas vão vendo que as consequências da lei, porque é ampliação, perímetro urbano, é empreendimento imobiliário em regiões que eram regiões de de mata, que eram regiões que, bom, ali, né, eh aqui Nova Europa, ali na o condomínio lá na região de Barão Geraldo, lá no Campo Grande, enfim, a gente tá vendo assim a John Boy, então ser o negócio, né, que Empreendimento imobiliário rodo, não resolve o problema da moradia, porque o a moradia tá cada vez mais cara. Muitos empreendimentos deixam as pessoas aí, como tá acontecendo com a MRV, que que há 8 meses, faz 8 meses que era para ser entrega ou gerou uma perturbação na vida das pessoas, né? Então assim, é são liberações de empreendimentos sem a mínima responsabilidade, né? É, é a Campinas é o paraíso das empreiteiras, né? E isso tem raiz na lei 207. E nós estamos fazendo essa denúncia que a lei da devastação é a lei 207. Por isso a revogação e nós queremos debater com outras cidades. Nós queremos debater experiências. Não sei se vai ser possível ir pra COP, porque tá muito hiperflacionado tudo. Moradia, eh, habitadia. Não, acho que esse vai ter que ser no alojamento, barraca, no estilo barraca e acampamento. vão ter que resolver isso porque olha, é, mas assim, vai ter bastante trabalho e eu acho que a gente precisa, o que eu acho que eu, o que que eu acho que é o mais importante nisso tudo, eu acho que nós precisamos avançar em termos de consciência, as pessoas, a gente precisa de ferramentas políticas, ideológicas para que as pessoas avancem em termos de consciência, porque eu acho que a a saída disso é só com luta social, com mobilização, com povo na rua, com organização, com pressão, com denúncia. É dessa forma que eu acho que resolve. Se não tem não, não vejo que a burocracia vai dar conta de resolver não. Mariana Conte, muito obrigado pela sua participação aqui no Na Casa do Povo podcast da TV Câmara Campinas e até a próxima temporada. Até a próxima. Obrigada, gente. E eu agradeço você aí de casa pela sua companhia, pela sua audiência e até o próximo episódio. Tchau, tchau. [Música] [Música] [Música]
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