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Na Casa do Povo | Debora Palermo
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Na Casa do Povo | Debora Palermo

39 views Publicado 13/06/2025 HD · 46:19

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No episódio de hoje do Podcast Casa do Povo, recebemos a vereadora Debora Palermo, uma das principais vozes na defesa dos direitos de crianças e adolescentes em Campinas. Nesta conversa profunda e necessária, falamos sobre abuso e exploração sexual infantil, apresentamos dados chocantes da violência sexual no Brasil e em Campinas, e debatemos o que tem sido feito na política pública para proteger as infâncias vulneráveis. A entrevista aborda o papel dos Conselhos Tutelares, o funcionamento do SISNOV (Sistema de Notificação de Violência), e destaca iniciativas legislativas em tramitação na Câmara Municipal, como o Projeto de Lei nº 176/2025, que visa tornar obrigatória a notificação de qualquer tipo de violência contra crianças por parte dos conselheiros tutelares. Também discutimos a Semana Municipal de Combate à Erotização Infantil, outro projeto importante para conscientizar a sociedade sobre a proteção da infância diante da hipersexualização precoce, especialmente nas redes sociais. A vereadora relata ainda sua atuação como ex-conselheira tutelar e seu compromisso antigo com a pauta, inclusive desde quando lutava pelo fim da fila de creches — uma conquista importante para a cidade, com a construção de 16 novas unidades em 2024. Outro destaque da conversa é a atuação parlamentar voltada às crianças com deficiência, reforçando o trabalho da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência, que ela preside. Muitas dessas crianças, além da deficiência, enfrentam múltiplas vulnerabilidades sociais. A entrevista também traz à tona leis de sua autoria que tratam sobre a orfandade gerada por violência doméstica e pela Covid-19. São políticas que acolhem crianças que perderam suas mães de forma trágica e precisam ser amparadas pelo Estado. Durante o programa, relembramos ainda a palestra realizada em 20 de maio, com a assistente social Sônia Bonfanti, representantes dos Conselhos Tutelares e do SISNOV, que reforçou a importância de romper o silêncio sobre a violência sexual infantil e ampliar o diálogo entre setores da rede de proteção. A Frente Parlamentar de Políticas Públicas para Crianças e Adolescentes, da qual Debora faz parte, também está em movimento, discutindo a atualização da lei que rege os Conselhos Tutelares e a aplicação da Lei da Intersetorialidade, que visa integrar educação, saúde, assistência social e justiça na proteção de nossas crianças. Assista ao episódio completo e entenda como o envolvimento da sociedade civil, do poder público e das famílias é essencial para romper ciclos de violência e garantir o pleno desenvolvimento de meninos e meninas. 👉 Deixe seu comentário, compartilhe com quem precisa saber disso e ajude a espalhar informação de qualidade. A infância precisa ser respeitada, protegida e valorizada! Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, [Música] [Música] na Casa do Povo, no ar o podcast da Câmara Municipal de Campinas, produzido pela TV Câmara Campinas, que toda semana traz aqui um parlamentar que fala sobre os trabalhos do legislativo campineiro. Nessa semana a nossa convidada que está de volta aqui ao nosso podcast é a vereadora Débora Palermo. Ela que já veio aqui, já falou um pouco da sua história de vida, como ela entrou na política, quem era professora antes e tudo mais. Hoje ela vai falar um pouquinho da sua atuação com tema. Claro, a gente sabe que os vereadores trabalham em vários temas. Ela também tem um bem importante, até porque ela tem uma história no Conselho Tutelar. a gente vai falar de um dos temas desse trabalho que é direitos das crianças e dos adolescentes. Vereadora, seja bem-vinda. Eu já convido logo na abertura a fazer como eu vou fazer agora, tá bom? Eu sou Mirna Abreu. Eu sou uma mulher negra de pele clara, tenho os cabelos encaracolados na altura dos ombros com mechas loiras, olhos castanhos. Hoje eu estou aqui com uma blusa roxa mais pro vinho. Ao meu fundo nós temos aqui o estúdio do na Casa do Povo. A minha esquerda uma TV escrito Na Casa do Povo em azul e branco. Vereadora, convido também a fazer a sua áudio e autodescrição. Obrigada pela presença. Obrigada, Merna. Boa tarde a todos. Minha autodescrição. Sou uma mulher branca de cabelos castanhos claros na altura do ombro. Estou com uma blusa rosa. Eh, uso óculos. momento doc, mas daqui a pouco a gente recolha a ele. No meu fundo, uma um uma tela preta do ao lado, uma tela azul na casa do povo. E à minha frente a minha querida eh que que me convidou essa tarde, minha a repórter Minerna da TV Câmara. Ah, obrigada, vereadora. Olha, a gente lembra que recentemente tivemos aí o dados do SIS9, que a senhora inclusive usou a tribuna para falar sobre isso e convidou uma especialista para falar sobre essa questão da violência contra crianças e adolescentes. Vou voltar um pouquinho. A gente lembra que na época da pandemia tivemos números bem baixos. Naquele momento vocês mesmos e os especialistas apontaram que os números estavam subnotificados porque tudo estava velado dentro das casas. Hoje, como está essa questão e qual é a sua maior preocupação quando a gente fala nessa questão da violência, em especial a violência doméstica contra a criança e adolescente? Vereadora Mirna, eh, você bem lembrou, né, na pandemia, como tava estavam todos trancados dentro de casa, a violência ficou sendo ah velada, mas abusada, né? Eh, então agora a gente vê os números aí a a porcentagem aumentar de forma muito grande, uma forma considerável, com um enfoque maior pra questão do a auto eh mutilação e de ação suicida, tentativa de suicídio e suicídio, principalmente entre os adolescentes, crianças também, mas principalmente entre os adolescentes, o que nos causa muita preocupação, né? Então, esses números vieram aí, eu acho que a pandemia, na pandemia, pós-pandemia, a gente tem observado que as pessoas adoeceram muito, né? Principalmente a questão da saúde mental. Então noss nossas crianças e nossos adolescentes não ficaram impunes a isso, não ficaram fora disso. As estatísticas mostram aí a questão da saúde mental pegando, chegando de forma muito forte aí entre as crianças e adolescentes. Nós tivemos inclusive aqui por por seu convite, vereadora especialista Sônia Bonfante, quando a gente fala nesse contexto da violência, o que que tá acontecendo? Eh, as crianças e adoles, principalmente os adolescentes, eles chegam nessa ideiação e tudo mais por conta de ações violentas que acontecem na nas suas casas, de pessoas que deveriam protegê-las. Uhum. Ou é por conta também dessa questão da internet, o que que tá acontecendo no seio familiar, levando a muitos casos? Eu acho que são dois casos, né? A a estatística mostra também que o principal violador tá dentro da família, né? né, com a questão da violência, sendo os pais, pai e mãe, os os principais agressores. Mas nós temos também a questão da da das redes sociais, né, Mirna? Então, a questão da da do suicídio, da questão da saúde mental, principalmente, eu vejo que ela tá muito ligada a atualmente à questão da rede social, por rede social a vida é perfeita, né? É, é tudo muito bonito. Nós adultos, nós temos maturidade e já somos cidadãos e pessoas formadas em desenvolvimento completo para filtrar que nem tudo é aquilo ali que é é uma não é uma não é a realidade das coisas. A criança, o adolescente, ele não faz essa ele não consegue fazer essa leitura. Então ele começa a achar que todo mundo tem uma vida ótima, que tudo é perfeito pros outros, que a vida dele é uma porcaria. E aí eles adoecem e chegam a entrar em depressão e aí vem toda essa e ficam suscetíveis. Inclusive a essa questão, eu vi alguns especialistas falando da atenção que a gente deve ter nessa questão dos filhos ficarem fechados no quarto muito tempo, inclusive na internet, de desafios que são colocados, né, para eles. Nós temos a questão da pedofilia na internet. No começo se pega a confiança dessa criança, depois leva ela para uma sala secreta que existe dentro da internet e começa inclusive a, digamos que a fazer chantagem com essa criança, com esse adolescente. Então tá, tá acontecendo muita coisa que leva toda essa questão da saúde mental. Sim, a questão do do da pedofilia, de todos os riscos, né, que dos dos desafios aí que levam inclusive à morte. Também tem o bullying, né, que é na nas redes sociais também tem esses grupos que fazem vítimas, causam bullying de uma forma do difícil e a criança às vezes não conta pra mãe que ela tá sendo vítima. Então, a a as redes sociais t os pais têm que monitorar e e supervisionar muito os filhos, o que eles estão vendo, o que que eles estão acessando, porque a criança ela está em desenvolvimento, né? O estatuto fala isso, eles estão, eles estão em desenvolvimento, eles não são maduros suficientes para tomar algumas decisões e para ter um porque o a rede social, Mirna, ela é o mundo na tua mão, nas suas mãos, né? Você faz, você acessa o que você quer. Então nós não podemos dar essa autonomia para as crianças e adolescentes porque eles não têm maturidade para lidar com tudo isso ainda. Sim. E é uma coisa bem preocupante quando a gente pensa nessa questão do direito e tanta informação e como nós adultos não conseguimos assim muitas vezes lidar com tudo isso, né? É, sim. É, exatamente. Muitos adultos inclusive estão fazendo terapias porque eh adoeceram com as ficando horas de horas, dias na rede social que começou a ter não ser mais uma distração ou uma fonte de informação, mas um problema. Então, quem dirá, crianças, né? adolescente, sem supervisão, né, o que pode estar acontecendo com eles. Vereadora, a senhora já contou aqui inclusive a sua trajetória, né, como conselheira tutelar, uma grande atuação e a gente sabe de todo o carinho que a senhora tem por esse por esse órgão, né, que é muito importante. Inclusive, eu queria que a senhora falasse um pouquinho sobre a Frente Parlamentar e essa discussão de atualização da legislação que rege o Conselho Tutelar. O que que precisaria ser atualizado hoje? O que que tá acontecendo? É, a lei 13.510, ela tá totalmente desatualizada. Para começar no número de conselheiros, ainda consta como 20 cargos o salário. Eh, a lei municipal, a lei municipal, isso ela foi atualizada, acho que em 2015 da última vez, né? Então, antes de ser criado o sexto conselho ainda, antes de ser criado o quinto e o sexto. Então, ela tá totalmente desatualizada. Ela também na comissão de ética, ela consta que tem que ter um participante do fórum e o fórum não existe mais em Campinas. Então são atualizações que precisam urgentemente ser serem feitas, se se adequar a à atualidade, né? E os conselhos também estão apontando algumas coisas que eles falam de plantão, porque o conselho ele ele trabalha 24 horas por dia, 365 dias por ano. Então o conselheiro ele trabalha das 8 às 18 na sede, né? E e depois cada conselho leva um celular para casa. Então é por região. Tem um na leste, um na dois na sul, um na noroeste, um na sudoeste e uma na região e um na região norte. Então são seis aparelhos que fica cada um com um celular, com um conselheiro celular em casa, mas se chamado o conselheiro tem que sair. E muitas vezes, Mirna, eh não é uma atribuição, por exemplo, o Conselho Tutelar, ele não atende ato infracional, mesmo cometido por criança e adolescente, não é competência. Nossa, né? Nossa, não, porque agora não sou mais, não é mais conselheira competência do conselho. Mas, por exemplo, um ato infracional que aconteceu no final de semana, essa criança ou adolescente é encaminhada a uma delegacia. lá eles chamam o conselho, não chamam. Então, às vezes eles chamam e o conselheiro ele não tem essa atribuição, ele não pode atender ato infracional. Quem atende ato infracional é a justiça, é a vará da infância. Ah, entendi. A gente tem aí, pior que a gente tem ideia mesmo, tem que chamar o Conselho Tutelar aqui. Então, e não é ato infracional cometido por criança, o conselho pode atuar, mas depois de Mas adolescente não. Mas adolescente não, porque ato infracional cometido por criança não é feito BO, é aplicado medida de proteção, tá, né? Agora, a partir dos 12 anos, que é a gente chama, porque é bom até que as pessoas entendam que criança é até 12 anos incompletos. Nós chamamos criança pela lei, a partir dos 12 anos até os 18 incompleto, nós chamamos de adolescente. Então, entre 12 e 18 anos, antes 18 anos incompletos, eh, aí cabe BO e aplicação de medida de proteção pela vara da infância, que vai desde uma advertência até a internação na Fundação Casa, né, que a gente chama de internação. Mas essas atribuições, essas medidas, não é o Conselho Tutelar que aplica e às vezes eles são chamados. Então eles falam, eh, eles, desde que eu estava lá, a gente sempre defendia que deveria ter um plantão social da assistência social também para para auxiliar nesses casos que não compete ao Conselho Tutelar, entendeu? E sim, e a gente tem muitas e outra, né, tem bastante coisa então para atualizar, né? Tem muita coisa para atualizar. Muita coisa para atualizar na lei, certo? Ainda falando de conselho, vereadora, a senhora protocolou um projeto de lei que obriga inclusive a notificação de casos de violência a CIS9 pelos conselheiros. Como que é hoje essa notificação? Ela não existe. Ela não, o conselho não consegue fazer a notificação. Ele não tem acesso para entrar e fazer a notificação pelo tem que fazer a quem? Quem faz é a rede de proteção, o conselho não. Então, o que nós conversamos na última reunião, eh, os conselhos, os conselhos irão ter acesso, irão notificar o o deverão notificar o o SIS9. O o SIS9, para quem não sabe, é um sistema de notificação de violência, onde todos deve devem notificar a saúde, educação. Então os hospitais, o centro de saúde, todo mundo que atende uma criança vítima de violência, delegacia, tem que comunicar o CIS9 pra gente ter estatísticas e violência, uma senha direto para colocar lá, tá? Isso não só contra criança, o Sis9 é contra idoso, então é é contra mulheres, né? Então, eh, o hoje ainda o conselho não tem acesso para essa notificação. Quando eu estava lá, o Dra. Vancine, a Dra. Verônica, eles justificavam. Mirna, eu até entendo porque o conselho ele só atende casos que já eh normalmente casos que foram enviados para lá, né? Então ele chegou, o conselho aplica a medida. Então, a criança chegou por uma denúncia do centro de saúde, então já passou pelo centro de saúde, centro de saúde, então o centro de saúde já notificou, tá? Mas às vezes muitas, né, não às vezes não, muitas chegam pelo dis que denúncia. Então, às vezes o primeiro local que a criança chega vítima é o conselho e é constatado ali no conselho, nem sempre é o mesmo caminho. Então, exatamente. Mas só que daí o conselho aplica a medida de proteção, a gente encaminha pra rede de atendimento. Então, a criança tá sendo vítima de violência, a gente encaminha essa família, por exemplo, para para acompanhamento psicológico do dos pais para cessar a violência. O entendimento é, chegou ao centro de saúde, ele notifica que houve violência, que o conselho aplicou a medida e qual violência foi. Por isso que o conselho não notificava, porque a rede deve notificar. Mas agora o o X9 entende que é importante sim, eles vão usar um mecanismo para não duplicar a a notificação da mesma criança, mas o conselho é, por exemplo, ele ajudar com informações, ele somar informações junto com a rede naquele caso daquela criança sem ter uma duplicação ou até mais casos de da mesmo da da mesma criança ser notificada várias vezes pela saúde, pela educação, pelo conselho, entendeu? Daí a estatística ficaria fora do da realidade. Nessa legislatura, a senhora nesse biênio é a presidente da comissão da pessoa com Deficiência, né? A senhora já passou por outras comissões aqui da casa? Sim, eu fui presidi a comissão da criança e do Adolescente na na primeira nos primeiros dois anos do primeiro mandato. No segundo mandato, eu fiquei só como membro de algumas do de algumas comissões. E agora eu fiz assim, Mer, né? Eu queria muito continuar, queria não vou e sempre, né, continuar defendendo a criança e adolescente. Então eu falei: "Eu vou tentar montar uma frente parlamentar de políticas públicas para grandes adolescentes que porque daí se eu conseguir eu pego a comissão da pessoa com deficiência. Sim, e mobilidade reduzida, porque também tem muitas crianças que precisam de atendimento, né, de por conta das deficiências. E era um público que eu via que tava muito pedindo muito minha ajuda. É isso que eu ia falar. Eu percebi que durante, né, desde a sua primeira legislatura, a senhora nunca deixou claro o tema da criança do adolescente e aos poucos a senhora foi eh sendo procurada, entendendo mais, principalmente em relação às crianças com deficiência, as crianças autistas também, né, que é hoje também uma das pautas que a senhora tem trazido. Como que tá essa questão hoje que a gente sabe que ainda a gente não tem números específicos, apesar do último senso, né, do último senso trazer já alguma luz sobre isso, mas tem muita coisa para fazer em relação a essa questão do diagnóstico, a vivência dessa criança e a real inclusão dessas crianças na escola, tanto da criança autista quanto da criança, por exemplo, que é surda e que tem o direito também a estudar. Tem bastante coisa, né? Sim, tem muita coisa. Mana, eu até conversei com a minha equipe, falei: "A gente vai, eu quero pegar, mas vocês preparam que vai ter muito trabalho, eles estão a gente trabalha muito, eu sou muito acelerada, às vezes eles ficam eh meio apertados comigo porque a gente puxa muito." Mas, Mirna, não tem como a gente não olhar para eles e não dedicar assim com 100% também do da do que eles precisam, né? Da da necessidade deles dizer assim. Hoje o que eu vejo a a questão da deficiência eh eh a lei, como tudo nesse país, todas as leis nesse país são lindas, né? Mas ficam muito no papel. Nós temos que fazer aquela exercício de tirar do papel e tornar a realidade. Eu acho que esse é o principal, é a minha principal, meu principal foco, fazer com que a os direitos das crianças sejam cumpridos, que realmente políticas públicas elas sejam prioridades para criança, destinação de recursos eh eh seja prioridade paraa criança e pro deficiência é a mesma forma. Paraa criança com deficiência, pro adulto com deficiência, eles eles estão, Mirna, sofrendo demais. é um público que tá com com muitos direitos violados. Aí eu assustei a primeira reunião que eu fiz aqui da da comissão da da pessoa com deficiência e mobilidade reduzida lotou a o plenário. Tinham tinha muita gente porque desde desde mães eh falando dos direitos dos seus filhos até adultos, vereador, até adultos. produtos cadeirantes, cegos, surdos, vieram assim em peso, porque eles falaram e aí aumenta muito a minha responsabilidade. Eles falaram: "Agora a gente tem confiança que a gente vai conseguir avançar nas políticas públicas porque a senhora assumiu essa secretaria". Então, eh, eu levo muito a sério, né? Eu não brinco, eu falo que eu não vim para cá para brincar. Eu assim, eu levo muito a sério tudo que eu pego e as pessoas já entenderam isso, né? Então, a gente tem avançado essa semana ainda, eu ontem eu fiz uma reunião na INDEC para tratar da questão do pai, serviços, para entender porquê do problema do pai, né? Tá, não tá conseguindo atender todo mundo, os problemas que o pai está tendo também, porque a gente tem que ouvir o outro lado, né? A gente tem que ser entender as deficiências para ver como pode se ajudar. É, e a gente ia eh fazer assim, como que fazer? Fazer o possível para poder eh resolver aquele problema. E convidei eles para para virem aqui, eles vêm na não nessa próxima que nós vamos falar sobre a questão do suicídio, né, que é um uma preocupação muito grande também, mas na outra reunião eles vêm, o pai serviço vem para falar com a população sobre o O pai é da prefeitura ligada do estado, né? São coisas diferentes, tá? Isso. O pai é é do é do município e o ligado do estado e atende mais a educação, né? Sim. Ah, ele tem um propósito específico. Então, o pai atende educação também ou não? Não, o pai atende eh terapias, a locomoção para tratamento, tratamentos, terapias, é, desde hemodiálise, né, de tudo eles falam, eles têm uma, eles um número e o e eles mostraram, Mirna, eh, duplicou assim, não que duplicou, eles de 1 e poucos atendimentos que eles tinham até acho que o ano, um pouquinho antes da na pandemia, agora eles estão com quase 3.000 pessoas. Sim, porque as deficiências elas estão aumentando, ela, infelizmente tem aumentado muito. Então, eh, eles falaram: "Nós precisamos de ajuda, eles precisam de ajuda e nós também precisamos de ajuda". Então, é esse ajuste que eu acho que é o papel da gente enquanto legislador, assim, achar eh como é que a gente resolve isso, como é, porque é um problema que precisa ser resolvido. O deficiente não pode ficar esperando o transporte quando o transporte vai poder levar, né? Porque hoje eles, infelizmente, em alguns casos, eles estão deixando de atender, porque eles estão priorizando, por exemplo, quem faz hemodiálise, porque se ele não fizer, ele morre, tá? Então, mas aquele menino que precisa de fazer natação, porque ele precisa dessa, desse suporte na terapia dele para musculatura, para desenvolvimento, ele não tá conseguindo levar. E e é e é um é uma violação de direito, entendeu? Mas ele tem que escolher como, né? é muito duro para eles também. Então a gente vai tentar ajudar aí resolver esse esse impasse. Outra questão que sempre foi impasse quando a gente fala principalmente das crianças e das crianças nos primeiros se anos de vida é a questão da vaga numa creche. Isso já chegou também pra senhora? Isso tá superado? Como que é isso? A Frente Parlamentar vai em algum momento também trabalhar nesse nesse tema? Sim, Mirna. Eh, o problema de vaga em creche perdurou por muito tempo. Foi assim, era o problema, o maior problema do Conselho Tutelar durante todo o ano, os 12 anos que eu tive lá, era a maior demanda disparado, era vaga em creche. Com a construção dessas 16 novas creches, eh, praticamente zerou a a vaga, a a demanda. Ainda que eu penso e eu tenho conversado com os conselhos, havia uma subnotificação também, porque a mãe ela sabia que não tinha vaga, então ela nem procurava fazer o cadastro. Então ela deixava com a vizinha, deixava com a avó, deixava com a tia. A partir do momento que elas viram construir essas 16.000 16 creches, elas começaram a fazer a inscrição dos filhos. Vou atrás dos meus direitos. Começaram a vir atrás. Aí aumentou a fila de novo. Mas melhorou muito a demanda. melhorou muito. Tem algumas demandas, tem alguma, alguma demanda reprimida ainda mais perto do que foi eh depois da construção das 16 creches aí, que são foram projetos muito, a gente tem que elogiar o prefeito. Projeto lindo, muito bem feito, muito bem construído e que vai assim atender as crianças de uma forma muito muito boa, sabe? Sim. Mas agora o que eu tenho cobrado, Dário, é a questão do período integral pro G3, né? ainda é meio período. Sim, ele na no governo do Dr. Hélio que ele veio pro meio período antes era integral, né? Eram todos integrais, né? Todo toda educação f infantil era período integral. Sim. Como houve uma, foi até o Conselho Titular que fez uma representação ao Ministério Público por conta do tinham mais acho que de 10.000, 15.000 crianças elitas espera. Sim. Aí o que a gente fez? Ele fez, o conselho fez uma uma representação ao Ministério Público. O que uma das medidas que o governo Hélio tomou, ele tornou meio período para colocar pelo menos mais criança no outro período. Mas daí eu acho que é no meu ponto de vista, é uma crítica que eu faço há muitos anos, não atendeu nenhum nem outro. Sim. Porque que que mãe que trabalha até às 11 da manhã? Nenhuma, né? E a a outra mãe entra uma, sai às 4 e pouco também. Não. Então não adianta a gente achar, ah, mas é o direito à educação infantil, o direito do da da Tudo bem, é, mas é a necessidade também da mãe trabalhadora. Nós não podemos separar a a a criança da mãe, a mãe da criança. Isso que eu sempre falei. Eu sei que é ah, mas a gente tá atendendo ao que a lei fala, que a criança tem direito de estar numa numa escola. tem, mas a gente tem direito também de proteger essa criança em período integral, não é em meio período. Então por isso que eu sempre defendi que tem que ser período integral. Se a mãe trabalha o dia todo, não dá para você deixar a criança meio período na escola. Então essa agora é a próxima briga para Então, mas eu tenho visto inclusive em noticiários do próprio da própria prefeitura, né, que há uma inclusive nós tivemos recentemente a aprovação de uma lei que prevê aí em concurso, claro, a contratação de até 500 monitores de educação infantil, né, na verdade agora chamam agentes de educação infantil. Isso. Isso já é uma uma espécie de transição para esse modelo que deve acontecer ou ainda tem muita coisa para antes dele ser implementado, ser tratado aqui na cidade? Não, eu acho que já é um caminhar, viu? Porque não só não só creches, né? Até as escolas municipais em período integral também o o Dário tá avançando. Várias já estão com período integral e outras em vias de de se se transformar em período integral. E as creches também de AG3, sim, já há um estudo na na na educação, eles já estão vendo isso aí pra gente conseguir atender essas crianças período integral também vai depender do de como que vai depois de todas essas 16 creches eh eh ocuparem totalmente suas vagas, o que que como é que vai est o município com demanda, né? Porque se você transforma uma creche em período integral, Mirna, você tem que ter uma outra escola para atender aquela outra metade de criança. Sim. Entendeu? Hoje o espaço do amanhã é meio período ou já tá no modelo integral? Integral. Tá. Então esses novos já estão no novo modelo. Sim. Sim. Agora você você hoje é três, só que não, né? Tá. A criança até os 3 anos ela tá período integral. Depois os três, ela não é os três não, acho que é é a partir dos quatro que é o antigo infantil e pré, né? É daí que é meio período. Sim. Agora, vereadora, a gente falou bem na abertura do nosso bate-papo aqui sobre a preocupação e a senhora mencionou uma questão da violação de direitos que já tá aprovado por estatística que acontece dentro de casa. Tivemos recentemente aí a assim é uma campanha nacional em relação, né, a violência e exploração sexual infantil. Tem o caso da menina Aracele, que foi o que, né, fez com que tudo isso acontecesse. E a gente pensa, muitos de nós pensamos muitas vezes, ah, mas isso não acontece aqui, isso acontece lá em, né, na é longe, lá na Amazônia, acontece nos confins do norte e tal. Nós temos esse problema também aqui na região metropolitana de Campinas. Temos muito, Mirna, muito, muitos casos. Os casos aumentaram. O abuso sexual ele tá, eu falo, eh, ele é democrático, né? Então não, ah, não é na ah é na periferia, no pessoal vulnerável, na nas comunidades. Não, não. Ele é ele é democrático. Ele acontece na periferia, nas comunidades e ele acontece nos condomínios de alto padrão. Então, a gente tem que estar atento a aos sinais da da violência sexual, né? a criança que o adolescente que começa a sofrer qualquer tipo de abuso, porque hoje tudo é abuso pele. É abuso sexual, né? Tá? Eh, ele ele muda o comportamento. A primeira coisa que a gente tem que ficar atento é quando há uma mudança de comportamento na criança ou no adolescente. Isso é abuso. A exploração sexual é o quê? também a exp, mas ela é diferente do abuso no contexto jurídico. A exploração sexual são os principalmente adolescentes coptados para pra prostituição. É, pra prostituição, tá? Aí começa a chegar em casa com coisa nova, com presente, já ganhei esse presente, começa. Então tem que a mãe também, os pais têm que ficar ficar atento. Uhum. E o abuso sexual também, a criança fica quieta, eh, ou fica agressiva, são sempre ou ela fica muito recolhida, muito triste, ou ao contrário, ela fica extremamente agressiva, né? Então a gente tem que olhar mudanças de comportamento, acompanhar, não deixar nunca uma criança, Merna, não é só por questão do abuso sexual, isso que eu sempre alerto e fico muito preocupada e eu falo sempre, eu nunca falar isso. Criança tem que ter supervisão de um adulto 24 horas com muito cuidado, porque e a a criança ela é totalmente vulnerável, ela totalmente ela não sabe se defender de nada, né? Eu fiz ontem, segunda-feira ia pra pauta, infelizmente por falta de quórum, acabou a sessão. A sessão foi encerrada, mas ia ser votado o meu projeto de da questão do afogamento infantil. Sim, que é um minuto de descuido, uma criança cai na piscina e morre afogada. Sim, temos números absurdos de afogamento. É o mais recente num hotel aqui da cidade, que inclusive teve a questão da sucção lá do É que eu fiz o projeto de lei obrigando, né? que eu fiz agora o projeto de lei também obrigando a que esses filtros não fiquem ligados na hora do uso da piscina, uma série de medida aí para evitar esse que é uma morte terrível, né? Então a a se você não tá olhando, a criança ela pode eh como a gente via no conselho, virar o tanque em cima dela, ela vira o fogão com água quente em cima dela, ela porque ela vai subindo, vai, né? O bebê quando ele tá explorando, a gente é mãe, sabe, né? Qualquer pessoa que teve uma criança em casa, sabe, você tem que estar o tempo todo junto olhando, uma água no balde. Uma água no balde. Os afogamentos acontecem muito em banheiras dentro de casa, baldes tantes. Não. E com essa questão da internet, eu vi outro dia falando da uma reportagem justamente sobre a a mulher tá ali dando banho, ela vai atender o telefone ou vai responder uma mensagem, a criança já foga. É, é, é questão de, é muito, e por isso que eu digo, eh, tem que ter, principalmente na primeira infância, por isso que nós temos a lei da primeira infância, que é a prioridade da prioridade, né, que é do zero aos tr anos, aos 6 anos, né, de idade. Então, é onde a criança ela ela é mais vulnerável ainda, porque ela não sabe, ela depende quase 100% do adulto. Então, a gente tem que cuidar o tempo todo. O abuso sexual não é diferente, né? Para você, se você não quer que seu filho sofra abuso, você tem que tomar cuidado. E não adianta, ah, as Mirna, minha experiência no conselho, e eu falo pras pessoas, não confie em ninguém. Às vezes quem você menos espera é aquele que pode est sendo o o abusador ou o agressor do seu filho. Sim. E outra coisa importante falar é que as pessoas, muitas pessoas se preocupam com as meninas, mas os meninos sofrem. também estão sendo abusados. São muito muitos casos que o menino fica, ele tem mais vergonha ainda, ele ele não conta, mas ele sofrem abuso sexual também. Sim, a gente teve aí no no último dia 25 de maio também, que foi o dia nacional da adoção. E a gente tem aqui inclusive o notícias que trata justamente da questão de adoção no nosso país, né? uma conta que não fecha, que nós temos aí milhares de pessoas na fila lá do CNJ aguardando. E temos também uma outra fila bem menor de crianças aí à espera de um lar, uma conta que não fecha. Como que a senhora acha que a gente vai conseguir enquanto cidadão, né, enquanto sociedade olhar de fato para essas questões? uma união entre sociedade, política pública, justiça. Justiça, Mirna, a questão da adoção, eu ia sem falar agora os bebê reborns, né? É, daqui a pouco a gente entra, né? Com tanta criança esperando. Eh, eu acho assim, a questão da adoção, as pessoas perguntam muito isso para mim, mas Débora, por que que demora tanto? Eu falo: "Porque a pessoa põe 1000 exigências. Se você se inscrever e você não exigir praticamente nada, você adota em pouquíssimo tempo, desde que você passe pelo processo de avaliação da vara da infância, entrevista, né, se inscreve, faz o curso, aí tem a avaliação da do dos técnicos da vara da infância. Aí você fala, eh, isso que eu que eu sempre questiono, Mirna, quando a gente casa e ou não e fica grávida, a gente não escolhe se é menino, se é menina, né? Como vai ser, como vai ser você é aquilo que Deus enviou. Agora, a pessoa, ela vai pra filha da adoção, ela tem que entender que ela está, ela e o o olhar tem que ser assim: "Eu vou dar um lar para uma criança que precisa". Não é a partir da minha necessidade, mas a partir da necessidade da criança, criança, daquele ser humano, né, que é um ser humano. Então, quando a pessoa consegue entender que a adoção não é para suprir a vontade dela, o desejo dela, mas que é para atender a necessidade daquela criança que tá ali aguardando uma família, aí as coisas mudam, né? Olha, eu peguei aqui um número do CNJ, vereador. Ó, de acordo o número agora atualizado em 2025, nós temos 33.833 habilitados que estão lá, fizeram todo o processo e temos 5152, duas crianças e adolescentes na ali disponíveis. Disponíveis. Era para ter resolvido isso, né? Era, era para est zerado, não é? Então, mas daí a maioria quer menina branca até 2 anos de idade? a maioria, se você pedir os dados, então isso é muito complicado, porque uma criança quando ela é acolhida, Mirna, eh, raramente vai beber destituído, porque tem o o pia, né, que a gente fala que é o projeto da tem que dar chance para aquela mãe, para aquela família fazer o estudo, família extensa extensa. Demora isso. Então, até uns 2 anos, normalmente ela fica ali, a não ser que seja uma o caso de uma mãe que em situação de rua, que já teve outros filhos acolhidos e destituídos do poder familiar, que não tem família extensa ou que a família extensa não deseja mais, né, acolher mais nenhum filho daqu daquela já tem um histórico, né, da aí vai direto para adoção, alguns casos vai beber para adoção, mas raramente acontece isso. Nós temos inclusive recentemente o ministro Luís Roberto Barroso, a gente tem uma campanha que foi lançada justamente porque olha, desses 5200, né, números que eu apresentei agora, mais de 3.000 dessas crianças e adolescentes tem mais de 10 anos. Exatamente. E a gente tem uma, uma outra problemática além da da adoção tardia, que agora é a nova campanha para pensar, olha, essa criança mais velha que tem um pouco mais de consciência da sua história e tudo mais. Ela também merece um lar. Nós temos ainda as crianças com irmãos, é grupo de irmãos. E também temos agora, como a senhora falou, assim como tem em casa, o aumento de crianças com deficiência também na rede de serviço de acolhimento, que é um outro desafio. É, inclusive o a lei fala que não deve ter desmembramento de grupo de irmãos, né? Eh, então tudo isso eh acaba e sabe outra preocupação das pessoas, Mirna, que eu sempre falava, mas gente, filho não ai mas eh eu tenho medo de adotar e dar trabalho e ser um problema. Eu falo: "Mas filho também não dá trabalho, também não pode dar problema. Se o seu filho biológico der um problema, você vai falar para ele: "Vai embora, vai embora, você vai devolver para quem, né?" Então, eh, eu acho que as pessoas têm que entender isso. A criança que ela foi acolhida, às vezes ela teve um histórico que realmente na adolescência ela vai ter um vai dar um trabalho a mais. E não adianta a gente pensar também que aquela família que adotou, a partir de agora você vai ser uma outra pessoa e vai esquecer o que passou na sua vida. Seres humanos não esquecem e nem os animais esquecem. Exceão que anos depois ele reconhece quanto mais o ser humano, né, vereador e e não tem como, né? Eu acho assim, você que é querer demais, né, de uma criança que tá em formação, de adolescente, porque eu acho que às vezes o que falta para nós, né, seres humanos, é se colocar no lugar do outro, fazer esse exercício, sabe, de eh, e se fosse eu, se fosse comigo, quando a gente faz esse exercício, fica mais fácil também da gente saber lidar com a dificuldade do outro, com a dor do outro, com a revolta do outro, principalmente da criança e adolescente, né? E passa se a pessoa, eu sempre eu encontro mães hoje que fala: "Nossa, Débora eu lembro de você falando para mim: "Calma que isso passa, isso vai passar, é natural". E passou. Eu falei: "Então agora você fala para outras vezes que isso passa, fala pros seus filhos quando eles for pais que isso uma hora", porque é normal do adolescente. O adolescente é uma criança grande que tá com os hormônios, a flor da pele. Então é intenso, tudo é muito intenso, né? É. E no caso da criança, inclusive que tá e adotiva, eu acho que ela testa naquele sentido, será que você vai desistir de mim? É o medo, né? É o trauma. Será que eu sou plenamente amada a ponto de não que você não desista de mim, por mais que aconteça alguma coisa que não estava nos planos? É, é, é, eles têm e eles trazem muit muitos traumas e a gente tem que considerar isso. Mas devagar com amor, eu falo amor cura tudo, né? com amor, com carinho, com não é passar a mão na cabeça e deixar isso que eu falo. Às vezes também os pais acham que é quando a gente fala em carinho, amor, ai é para deixar fazer tudo, é para passar a mão na cabeça que não pode mais bater, que não pode. Não é isso. Criança precisa de regras e limites muito bem colocados para crescer seguro e com autoestima boa. Não é ser aquele que passa a mão e deixa fazer tudo. Mas você pode você pode ter a sua autoridade de paz, estabelecer regras, limites, exigir e ao mesmo tempo você ser carinhoso, amoroso. Sim, dá perfeitamente. Uma coisa não, não, uma coisa não é é não é uma uma opção ou outra. Dá para ser firme, dá para ser eh exigir regras, exigir que respeite, mas ao mesmo tempo ser carinhoso, ser atencioso, ser afetivo. Aí aí funciona. Verdade, vereadora. Não tava na nossa pauta. Sim, mas eu não poderia deixar passar, até porque até chegar a outra temporada pode ser que demore um pouquinho. Nós tivemos recentemente a aprovação de uma lei que cria a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, que a gente sabe que é uma luta que começou aqui na Câmara com a senhora. Sim, queria que a senhora falasse um pouquinho que representa essa possibilidade de Campinas ter esse olhar eh mais afinado quando a gente pensa na saúde da mulher, na segurança da mulher, na empregabilidade, em tantas outras áreas que a mulher precisa de um apoio maior, que claro que todos nós como seres humanos precisamos, mas é preciso ter esse olhar especializado. Mirna, eu fiquei muito feliz com a criação, né? Foi uma indicação minha pro prefeito Dário, eh, por conta na a época que eu fiz a indicação, o que mais me tava me machucando, me incomodando e ainda me incomoda é o feminicídio, tá? O feminicídio, ele insiste em aumentar dia a dia e nós precisamos ter políticas públicas que preparem as meninas para não ser para parar de ser vítimas. Tá? E isso é uma questão que vai precisar de um trabalho em rede, né, intersetorial, a saúde, educação, desde pequena educar essas meninas e esses meninos que nós mulheres não somos propriedade de ninguém. Porque, Mirna, eh, às vezes as pessoas se chocam quando eu falo isso, mas eu vi isso. Ah, os meninos também são vítima do feminicídio. Por quê? Eles são criados vendo como se a mulher fosse uma posse, uma propriedade deles. Aí eles perdem a a aquilo que é deles e eles não se conformam. Tanto que quando uma mulher ela é abandonada pelo marido, e isso eu vi também nos 12 anos como, ela chora, ela fica deprimida, ela fica triste, mas fica uma semana na cama, isso fica trocando pena, né? Verdade, a gente fica mal, mas você não tem aquela coisa de raras exceções, de matar, de ser vingar, acorda e ela fala: "Não, isso fica, cuida dos filhos, continua a vida, aquela loucura". Agora, ah, alguns casos, não todos de homens que são abandonados e eles amam aquela mulher, eles não aceitam. Sim. E eles adoecem. Isso eu vi nos olhos de vários deles que depois inclusive dois deles cometeram o suicídio, o feminicídio, tá? Eh, eu falo, eles ficam com o olhar, eles ficam enlouquecidos, eles ficam doentes, porque uma pessoa sã não faz, não comete um crime desse. Então, nós temos que ensinar os meninos, nossos filhos, nossos sobrinhos, nossa nossos nossos meninos, que eles têm que respeitar a mulher e a decisão da mulher e que ela não é propriedade. E nós temos que eh ensinar as meninas também a não se envolver. tem um perfil que você não se envolve, você percebeu, cai fora. Então esta é a questão do feminicído, que é cultural que nós temos que trabalhar e questão da segurança pública também. Nós temos que pensar política pública que mais ainda para essas mulheres vítimas. A a Secretaria da Mulher tem que olhar pra questão da geração de renda, sim. Empreendedorismo, muitas mães solos que cuidam aí, como a gente acabou de falar agora, essas exatamente abandonadas. com às vezes quatro, cinco filhos sozinha, tem que olhar com cuidado para elas, sabe? Eh, a questão de também eh emponderar mesmo, mas de verdade não ficar a saúde dessa mulher, será, será que ela tem acesso, por exemplo, cinco, seis filhos, será que ela quer fazer de repente uma cirurgia, uma laqueadura? Ela tem prioridade por ter essa condição de como que tá isso, né? O planejamento familiar, né, Merna? O planejamento familiar tem que ser trabalhado desde a escola, desde pequeno com as meninas, com os meninos, né? Então eu fico muito feliz com a criação dessa secretaria. Tem muito trabalho, tem muito, muita coisa para se fazer, né? E a questão da saúde mental da mulher, né? Sobrecarregada, o mundo tá difícil, a gente tem muitas polícias para trabalhar. Então eu fiquei bem contente. Eu falei que eu vou cobrar muito, vou dar muito trabalho. Ah, eu acho que vai dar bastante trabalho, né? trabalho para eles que a gente quer, vai ter muito requerimento, muita indicação, né, vereadora? Eu falei, não só eu, como as outras mulheres daqui da casa, né? Eu eu acho que nós nós cinco a gente se preocupa muito com essa questão. Mas o que eu achei interessante, até porque eu acompanhei as duas votações, foi também não só na hora do sim, mas também até as falas também dos vereadores, reconhecendo essa importância da secretaria, né? Eu acho que é isso é muito bom, né? Eu acho que a sociedade tá tá entendendo que a mulher ela ela precisa de uma tensão. Nós precisamos dessa atenção diferenciada, né? Acho que já está mais do que na hora da gente ter um foco maior nas políticas públicas para pro público feminino. Até porque aquele código lá atrás que colocava a mulher como propriedade do homem, como, né? Olha, para você fazer tal coisa, o marido tem que assinar, o marido tem que aprovar, podia votar. Isso tudo ficou para trás. Podia justificava se matar por legítima defesa da honra. Você tá vendo onde vem o feminicídio? Sim. Se você for fazer historicamente, Sim. A própria lei foi permeando isso naquela condição. Só que isso tem que ficar para trás. A gente tá agora 2025, nós temos que superar isso. Então, eu acho que eh tem muito trabalho pela frente aí. a secretária vai ter que trabalhar bastante, mas isso é muito bom. É verdade, né? A gente tem agora eh o prefeito vai sancionar e vai reorganizar inclusive algumas coisas que hoje muito muito do que se faz é a assistência que tá fazendo vai reordenar isso, né? É, vai. Eu acho que algumas coisas, algumas pastas do da assistência que é referente à mulher vão para essa secretaria e devem ir mesmo, lógico. Sim. Eh, porque também a assistência tava sobrecarregada, né, Mirna? Eu falo eh ali, tá? Eh, idoso, idoso, deficiente, criança, mulher, vulnerabilidade social, segurança alimentar, assistência social, é muita coisa para uma secretaria, correto? Eh, é mesmo, eles trabalham muito. Eu conheço, acompanho a assistência há muitos anos, é uma uma secretaria extremamente demandada, né? Mas por mais que faça, não consegue. Então tem que ter esse olhar. Eu acho que dá pra gente separar um pouquinho aí. É, a gente vai inclusive deixar muita coisa para um próximo, uma próxima participação da senhora, que o nosso tempo já acabou, passou super rápido, a gente conversou aqui, que foi que a gente tem a condição, né, da mulher usuária de droga, a mulher que hoje tá em vulnerabilidade, em situação de rua, a idosa, a idosa, preup, tem o abandono, tem a viol, olha, tem muita coisa, mas aí a gente fala num próximo, pode ser um papo pra próxima. Pode ser, vereadora. Lógico. Tá certo? Então, muito obrigada pela sua presença hoje e até um próximo. Então, eu que agradeço, viu, Mirna? Tô sempre à disposição. É sempre um prazer conversar com você. Tá ótimo. Então, vereador na Casa do Povo fica por aqui. Você acompanha esse bate-papo e outros tantos lá no YouTube da TV Câmara Campinas. Vai na playlist na Casa do Povo, tem as outras participações da vereadora também. E aí você vai conhecer um pouquinho mais da história dela, da atuação, da trajetória política, como foi que ela entrou na política e tudo mais. Olha, muito bom estar com você aqui no Na Casa do Povo e até um próximo podcast. [Música] [Música] [Música]
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