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Na Casa do Povo | Célia leão: 30 anos de vida pública e superação na política
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Na Casa do Povo | Célia leão: 30 anos de vida pública e superação na política

31 views Publicado 31/10/2025 HD · 52:49

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A nova temporada do Podcast “Na Casa do Povo” estreia com uma convidada inspiradora e histórica para a política paulista e campineira: Célia Leão, advogada, ex-vereadora de Campinas, deputada estadual por sete mandatos consecutivos e referência nacional na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. 🌟 Nesta edição especial, Célia revisita sua trajetória marcada por superação, coragem e compromisso público, e fala sobre os desafios de romper barreiras, tanto físicas quanto sociais, em um ambiente político ainda predominantemente masculino. 💬 “Nada foi fácil, mas tudo foi possível com propósito”, afirma Célia, que aos 19 anos ficou paraplégica após um acidente de carro e transformou a dor em força motriz de uma vida dedicada ao serviço público e à inclusão. 🏛️ Uma trajetória que inspira gerações Com mais de 30 anos de atuação no Poder Legislativo, Célia iniciou sua vida política como vereadora de Campinas (1989–1992) e foi uma das fundadoras do PSDB na cidade. Em 1996, fez história ao se tornar a primeira mulher campineira a disputar o segundo turno das eleições para prefeita, abrindo caminho para futuras lideranças femininas. Como deputada estadual por sete mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), construiu uma trajetória de trabalho técnico, ético e comprometido com o bem público, apresentando centenas de projetos de lei e consolidando uma atuação firme em defesa da cidadania, da acessibilidade e da justiça social. ⚖️ Leis e conquistas que marcaram São Paulo Durante sua passagem pela Alesp, Célia foi autora e relatora de propostas transformadoras, como: Lei da Acessibilidade, que garante a inclusão e o direito de ir e vir a todas as pessoas com deficiência; Lei da Recompensa, de apoio à segurança pública; Lei contra o Roubo de Cargas em São Paulo; Lei que proíbe a propaganda de bebidas alcoólicas nas rodovias paulistas; Criação do Parlamento Jovem, programa de formação cidadã para estudantes da rede pública. Além disso, presidiu a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR), foi corregedora da Assembleia Legislativa, e participou de importantes comissões, como as de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, Turismo e Assuntos Desportivos. 🤝 Gestão pública e causas sociais Com um perfil de gestora visionária, Célia também se destacou no Executivo Estadual e Municipal, tendo sido: Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo (2019–2022); Secretária de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo (2023); Secretária de Educação de Jaguariúna; Atual Secretária de Desenvolvimento Social e Habitação de Valinhos. Sua experiência reflete o compromisso de unir políticas públicas, responsabilidade social e humanização no atendimento ao cidadão. 💼 Atuação institucional e liderança Célia Leão foi conselheira de importantes instituições nacionais, como: Agência USP de Inovação; Fundação Visconde de Porto Seguro; AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente); Fundação Dorina Nowill para Cegos; Fundação Padre Anchieta / TV Cultura. Atualmente, preside o Comitê LIDE Inclusão, ligado ao Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), onde atua para aproximar o setor privado das pautas de inclusão e diversidade, promovendo oportunidades igualitárias e valorização da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. 👩‍👧‍👦 Vida pessoal e exemplo de superação Casada e mãe de três filhos, Célia fala no podcast sobre o equilíbrio entre a vida familiar e a pública, o papel da fé e da perseverança em sua trajetória, e o que aprendeu convivendo com os desafios de ser mulher, mãe e pessoa com deficiência em posições de liderança. “Aprendi que acessibilidade não é apenas rampa ou elevador — é respeito, oportunidade e reconhecimento do outro”, afirma. 🎧 Por que assistir a este episódio: Uma conversa inspiradora com uma das mulheres mais influentes da política paulista. Reflexões sobre inclusão, liderança feminina e ética pública. Um mergulho na história recente de Campinas e do Legislativo Paulista. Lições de vida, superação e propósito que transcendem a política. ✨ “Na Casa do Povo” é o podcast da TV Câmara Campinas que revisita histórias de quem fez parte da Câmara Municipal, com entrevistas exclusivas, bastidores da política e relatos que ajudam a entender os caminhos da nossa democracia. 🎙️ Nova temporada – Ex-Vereadores de Campinas Um resgate de trajetórias que construíram a história política da cidade e continuam inspirando novas gerações. Continue assistindo conteúdos incríveis em nossas playlists: 📺 YouTube: https://www.youtube.com/@tvcamaracampinas 🌎 Conecte-se com a gente nas redes sociais: 📸 Instagram: https://www.instagram.com/tvcamaracampinas 🎵 TikTok: https://www.tiktok.com/@tvcamaracampinas 📘 Facebook: https://www.facebook.com/tvcamaracampinas 🎙️ Spotify: https://creators.spotify.com/pod/show/tvcamaracampinas

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Olá, mais um na Casa do Povo no ar. E agora a gente traz uma novidade a partir deste programa. Nós vamos até o final de 2025 falar com os ex-vereadores da Câmara Municipal de Campinas numa temporada em que a gente traz aqui quem ainda tem uma outra atividade legislativa, uma atividade política ou mesmo uma atividade executiva. A nossa primeira convidada desta nova temporada é a ex-vereadora Célia Leão, que hoje está aqui com a gente. E como é de praste, logo na abertura do nosso podcast, eu vou fazer a minha auto e audio descrição. O meu nome é Mirna Abreu. Eu sou mulher negra de pele clara, tenho os cabelos cacheados na altura dos ombros com mechas loiras. Hoje eu estou vestida com uma blusa chamada de verde água, um verde bem clarinho, um verde piscina, digamos assim. Ao meu fundo, o estúdio do Na Casa do Povo, todo em preto, com televisor, com o logotipo do nosso podcast. na Casa do Povo em Azul e branco, escrito temporada ex-vereadores. Vereadora Célia Leão, sempre vereadora aqui desta casa, seja bem-vinda. E também já a convido a fazer a sua auto e audiodescrição. Obrigada, nossa querida Mina, linda, competente, uma fala bonita e uma voz mais macia que a gente pode imaginar. Uma alegria tá aqui, tá aqui com você, tá aqui com vocês e dizer que Câmara Municipal é literalmente a casa do povo, mas para mim tem um sabor especial, Mirnar. Sabor especial porque eh posso dizer isso com carinho, com amor, com respeito. É a minha casa, eu não tenho dúvida disso. Começou lá atrás e a minha casa. E eu sou a Célia Leão, eh, branca. A estatura não precisa falar, mas precisa. Eu tô sentada, né? Mas é 1,60 m ou menos. Os cabelos são castan escuros. Quer dizer, castanho escuro porque a gente pinta, né? Essa é a verdade. A gente escolhe a cor que quiser. Eh, tenho olhos castanhos, tô de óculos e tô sentadinha na minha cadeira de rodas, que é a minha melhor amiga na vida, porque ela me dá liberdade, me dá possibilidade de fazer tudo que eu sonho e quero, ela me leva e me traz, ela me possibilitou ser mãe, eh, trabalhar, me possibilitou casar, cuidar da casa. Então, a cadeira de rodas também faz parte da minha vida. como a Câmara Municipal faz. Então essa é a Célia Leão. Tá certo, Célia? É importante salientar que a Célia, a gente chama carinhosamente de vereadora constituinte, porque a ela representa uma era de parlamentares de Campinas na retomada da democracia. A gente tá em um ano que quase, né, estamos quase completando aí aniversário da temos aniversário da Constituição, inclusive agora, né, em outubro. E me fala um pouquinho de como a Célia é aquela mulher, o que que tinha acontecido na sua vida que você tem o olhar paraa política, como a Célia entra na política. Então vamos voltar lá na constituinte, mas vamos voltar na Constituição de 88, né? A Constituição de 88, é, a gente chama de carta magna, é a lei maior que rege o país, que rege a nossa nação, o nosso povo. E essa constituinte de 88 mudou a história do Brasil, porque até então a gente vivia mais ou menos numa democracia disfarçada, porque nós vivemos a ditadura e muitos jovens, muitas crianças que entendem no tema, até pessoas de média idade não viveram aquela ditadura. E quando começa a democracia, vem a Constituição de 88, que garante legalmente direitos às pessoas, não é? Todos os direitos em todos os temas, que eu não vou entrar nesse detalhe agora. Então, 88 começou a Constituição, 87, mas depois 88 promulgada a Constituição Federal. 89 começa então a constituição dos municípios, né, do estado e dos municípios, 89 e 90. Quando a gente entra de vereador naquela época, tomamos posse em 89, era o momento então eh da legislação do município. O Brasil inteiro trabalhou essa questão. Mas até então vou voltar um pouquinho antes. Então quando a Célia fala: "Vou ser candidata vereadora". Qual foi o caminho que a mulher Célia Leão eh falou: "Não, é hora de ter esse olhar pra política. Porque você pegou toda essa transição da ditadura, eleições indiretas e tudo mais. Não vou me candidatar. O que que aconteceu naquela época? Na verdade, Mina, eu penso que cada um na vida tem uma missão que às vezes a gente até desconhece, ou, aliás, muitas vezes a gente desconhece. E era uma época, como você falou, de transição que você sai de um período difícil para buscar e construir um período mais fácil. Não vou dizer que é fácil, mas mais fácil. Eh, não adianta só a gente reclamar. É um direito do ser humano, do cidadão, até para o coração ficar mais leve, a gente chora, fica bravo, né? Às vezes fala palavrão que não é legal, mas a gente faz isso para ficar mais leve na vida. Mas não adianta só reclamar, você tem que fazer. E naquela época da minha vida, eu já tava num período de vida depois do meu acidente de automóvel, que obviamente muda a vida da gente também. Eu tô falando de 88, 89. O seu acidente foi qu foi em 74, né? Então, já tava numa nova, num novo momento da vida, aonde eu já tinha terminado a minha faculdade, tinha feito direito, passado no exame da ordem, já era uma advogada. Então você já tá num num super momento legal. Quando eu saí para isso, eu fiquei vendo muitas coisas que não estavam de acordo. E uma delas foi, eu trabalhava muito com pessoas com deficiência, obviamente pela obviedade da minha luta e da minha vida naquela naquela e nessa época agora atual. E eu fui buscar crianças com deficiência e e obviamente andando Campinas, andando aos bairros mais distantes. Campinas não era do tamanho que agora, não tinha os problemas que existem agora, não ex não tinha também as soluções que a gente consegue rapidamente até pela tecnologia, pela mudança de comportamento, pelas legislações que obrigam os poderes executivos a atuarem, os poderes legislativos, até os poderes judiciários. Então era um tempo diferente e eu fui buscar crianças com deficiência, porque isso me incomodava sobre maneira nos bairros mais distantes. E chegando lá, gente, eu não encontrei, claro que eu encontrei crianças e claro que eu encontrei crianças com deficiência, mas eu encontrei mais do que crianças com deficiência. Encontrei crianças que não estavam na escola, eu encontrei crianças que não se alimentavam direito, eu encontrei crianças naquela época que eram violentadas de diversas formas. Ou seja, eu encontrei aquela criança que eu fui buscar para abraçar no bom sentido, que precisava de socorro, precisava de ajuda. Aí eu vi que o mundo não era só das crianças que tinham deficiência, mas das crianças em geral, as crianças que não tinham seus direitos garantidos. Que não tinham seus direitos garantidos. E a gente tinha recém homologado no Congresso Nacional, Câmara e Senado, promulgada a Constituição Federal há poucos anos, né? dois anos, vamos chamar assim, um ano e tanto. E aí eu resolvi ver como é que a gente pode trabalhar mais, fazer mais. No meu sentimento, para você fazer paraa sociedade, você não precisa ser da política, não precisa ter um uma política que você defina partidária, não precisa est eleito. Quando a gente quer trabalhar pra sociedade, a gente trabalha de diversas formas, né? A solidariedade, as igrejas, independente da questão religiosa, qual é a religião que você professa, eh, numa associação de bairro, numa sociedade organizada. Então você também pode fazer, mas naquele momento, eh, para mim, aonde tinha essa, eh, esse momento de de poder transformar, eu enxerguei uma figura que eu tenho que colocar aqui que me chamou muita atenção. Muitos não conhecem no sentido físico, outros talvez tenham ouvido falar os mais jovens, mas era o Mário Covas. Mário Covas foi um grande governador de São Paulo, foi um grande político no Brasil e ele era naquela época senador, era líder daquela época do PMDB antigo. Ele tinha uma liderança imensa no país, era um homem forte. E ele disse: "Não, eu não quero continuar no partido porque eu tô não tô de acordo com algumas coisas, né, naquela época, faz 40 anos. Eh, e eu falei: "Ah, mas com todo esse poder que esse senhor tem, ele não vai sair do do partido, né? Ele é um homem forte também no partido e um mês depois, né, isso eu vi na televisão que ele tinha saído. Então isso me chamou atenção. Me chamou atenção porque eu acreditei que pessoas que têm ideais, seja quais forem bons, né, lógico, eh podem fazer a diferença e podem tomar rumos e medidas fortes na sua vida pessoal. E aí eu fui atrás. atrás me filei aquela época no PSDB que tava iniciando para onde ele tinha ido, né? lá atrás, quando ele saiu de um partido e entrou pro PSDB, eu não tinha partido político, eu fui pro PSDB e saí candidata a convite na época do prefeito Magalhãense Teixeira, que é um homem que que também tinha ido pro PSDB, que também tinha ido e ele era também naquela época do PMDB, ele tinha ido pro PSDB e eu vi lideranças fortes como José Serra, como Pimenta, como Pimenta da Veiga, como tantos homens que hoje tô na história e na saudade. e que foram também. Então eu fiquei pensando, por que mudar, porque tem outras ideias, outra programação, sei lá. E eu fui e naquela época eu fui no salão vermelho, eh, que ia ter um movimento político partidário. E estava lá o prefeito Mangalense Teixeira, que eu já o conhecia das minhas andanças, do meu trabalho. Eu não tinha atividade política, mas eu trabalhava na sociedade, trabalhava nos bairros, né? E e aí tava o Fernando Henri Cardoso, uma figura que até hoje tá aí com a gente, uma figura incrível em todos os sentidos, fez a diferença no Brasil como presidente, etc e tal. E eu fui convidada para ir pro PSDB e fui convidada depois pelo prefeito em 24 horas para ser candidata. Eu tinha um filhinho de um ano e eh meu sonho era ser mãe e eu tinha conseguido ser mãe com 32 anos naquela época, 31 para 32 e de parto normal. Então era uma coisa na minha vida que não dá nem para te contar, sabe? Vou contar é um sentimento que tá lá no fundo do coração. Mas eu eu sempre transmito isso porque isso mostra que quem tem vontade na vida vai vai à luta. Não desista nunca, nunca nunca nunca. Então eu tinha um filho de um ano e meu marido falou: "Mas você acabou de nascer o Rodrigo, ele é pequenininho, tal, tal". E aí ele me convidou o o prefeito, acabei aceitando, era um desafio. É um é uma oportunidade única, né? E vou dizer para você por que que eu aceitei no primeiro dia que ele me chamou lá, ele me ligou em casa, falou para mim, eu falei: "Não posso, prefeito, eu tenho neném de um ano, eu acabei de de construir aqui meu escritório, coloquei os móveis, né? Não tinha nem computador, fazer tudo direitinho. Quero ser advogada, já sou, mas quero trabalhar. Aí passou e bem no dia seguinte ele me convidou para tomar um café. Eu falei: "Não posso deixar de tomar um café com o prefeito". E fui, deixei o nenê com a minha mãe. Conclusão da história. Ainda meu marido falou: "Mas você não vai aceitar nada não, né? Não, não vou. Só vou conversar com o prefeito. Foi, você tava lá. Foi exatamente o que eu falei. Nina, não vou bem, vou lá. Quando voltou à noite, ele trabalhava em São Paulo, ele falou: "Bem, como é que foi?" Eu falei: "Aí foi ótimo, o prefeito é um querido, tal, tal, tal, tal". E e ele me convidou, fez todo aquele c tomou o café. Eu falei: "Tomei o café". Bem. E aí ele falou assim: "Mas aí você não aceitou, né?" Eu falei: "Claro, bem, claro que eu aceitei." Ele fez essa carinha, olhou para mim assim com olho. Falei: "Bem, sabe o que que o prefeito falou para mim?" E ele falou mesmo, gente, põe no coração Magalen Teixeira, que é uma figura da cidade que a gente, independente da questão político-partidária, quem era, quem não era a favor do prefeito na época, ele falou para mim assim: "Eh, Celinha". Ele me chamou de Celinha, Celinha, eh, quando a gente tem uma missão na vida, a gente não tem o direito de dizer não e a gente tem obrigação de dizer sim. Aí ele me cutucou lá no fundo da alma. Eu falei: "Ah, pestinha do meu Magalhines Teixeira". Ele mexeu lá no fundo e aí eu aceitei. Sim. Mas por esse desafio de querer de fato trabalhar, mudar um pouco a sociedade, né? Ninguém tem a pretensão de mudar tudo. Fazer projetos ou programas, eu não sabia direito o que que a gente podia fazer. E eu sei candidata. Eu acho que Deus põe a mão, acho não, Deus põe a mão nas coisas. Saí candidata, ganhei eleição. Naquela época foram cinco vereadores que se elegeram. Eu me elegi, fui a primeira vereadora do PSDB naquela época. Então tem coisas que você vai abraçando, Mirna, e vai vendo que as coisas estão acontecendo. Primeiro que Deus abençoe, Deus ajuda e Deus faz junto, mas Deus não faz sozinho. Ou você faz a sua parte ou você sabe disso. Aqui esse podcast nessa casa do povo, na minha casa do povo que eu comecei na Câmara Municipal, eh Deus tá junto, Deus perdoa até os pecados que a gente pensa que Deus não perdoaria, porque a gente humano não perdoaria jogar filho de sexto andar, né? A gente não perdoa. Sim. Mas ele não vai fazer sozinho, né? Eu digo sempre que é ação da mão humana que faz, é ação da mão humana que transforma e ação da mão humana que realiza. Sim. Então você tem que fazer. Se você não tivesse aqui, linda, como é? Já falei, é porque é bonita mesmo. Vocês estão vendo aí na TV e uma voz gostosa. O seu talento é esse. Se você não tivesse aqui, pelo menos nesse momento comigo, não ia ter o podcast, eu não ia estar aqui conversando com as pessoas. Ou seja, cada um tem uma tarefa e nessa tarefa a gente tem que ser a melhor possível. em cada um. É isso mesmo, Célia. E falando em a melhor missão, gente, olha aqui, veio uma, olha aqui na casa do povo, caneca na casa do povo. Isso mesmo. E aí, Célia, veio uma missão super importante. A gente tá falando aí, eu abri falando de constituição, mas fazer a constituição do nosso município. Grande parte das leis que hoje existem em Campinas nasce da lei orgânica. Elas não podem estar em desacordo com a lei orgânica do município, que é a nossa constituição municipal. Eu que particularmente fiz inclusive o Memórias da Cidade, te entrevistei na ocasião, lembrando daquele momento, verdade, a gente olhou muita foto e tudo mais, vocês faziam reuniões com a sociedade civil para saber dentro daquilo que era permitido pela Constituição, nós tivemos a Constituição Estadual também, o que valeria para Campinas, como foi fazer parte desse colegiado que hoje que plantou lá para trás as leis municipais. Eu não sei se eu acho uma palavra melhor do que essa agora, mas foi muito gostoso. Gostoso porque você tá ali com a mão na massa, não é? Eu era uma das vereadoras, vereadores da cidade. Naquela época nós éramos 19 vereadores, a quantidade de vereadores e de cadeiras na Câmara de Campinas e que nós tínhamos o direito porque tínhamos sido eleitos e tínhamos obrigação de fazer. E o que que a gente ia fazer, Mina? Você tá dando tanta importância para isso, eu tô muito feliz porque tem importância. É quando você faz uma constituinte federal, como foi que fez a carta magna, né, que é a Constituição Federal, quando você faz uma constituinte estadual, que fez a Constituição do Estado, quando você faz uma constituinte do município, as leis aqui de Campinas, elas todas elas elas têm que estar, como já disse a Mirna, em acordo e não pode estar em desacordo com o que preconiza a nossa constição municipal. Então, nós estávamos sentados buscando razões, motivos e isso é junto com a sociedade. Para você fazer uma norma, para você fazer um artigo, para você fazer um parágrafo, né? Aí você pensa eh na questão da segurança pública, aí você pensa na questão da saúde, aí você pensa na questão dos direitos humanos, você vai pensando junto com e você faz isso sozinho dá cabeça. Quer dizer, a Célia Leão era vereadora, acordou, veio para cá, pensou e não. Você chama quem é de direito aqueles que são os reais e verdadeiros protagonistas, que é a sociedade. Como é que você pensa eh eh cuidar da cidade? O que que você pensa que falta aí? E a cidade ela é ela é homogênea, né, de uma forma, mas ela é heterogênea de outra, porque as pessoas são diferentes, os bairros, as regiões. Então você tem que chamar todo mundo. Alguém pode levantar a mão em casa agora e falar: "Ah, mas eu não participei eu vou fazer muito carinho para você". Não sei a sua idade, né? Se você pensa isso, não participou porque não quis, porque a gente chamou toda a sociedade na época, né? Isso foi em 89, 90, né? Isso, a gente chamou todo mundo, mas aí quem vinha, lógico, não tô falando da pessoa que não veio de forma particular, a gente chamava os sindicatos, a gente chamava o pessoal da educação, associações de bairros, associações de bairros, todas foram convocadas, todas, sem exceção. a gente chamava instituições que estavam sendo compostas naquele momento, ou para pensar mulher, ou para pensar pessoa com deficiência, ou para pensar idoso, as universidades, ou para pensar eh a questão racial, ou seja, nós chamamos, inclusive, eu vi aqui, olha, você era na época eh da comissão de ordem social, juntamente com Arita Petená, Vanda Russo, Carlos Senhorelli, Odirfer, Francisco Selim e Luiz Carlos Pinto. Era uma comissão temática, né? Isso. Qual que era a responsabilidade de vocês quando a gente pensa nessa ordem social? Olha, vou dizer uma coisa para você, Mina. Primeiro o carinho, alegria de ouvir esses noves de grandes homens e mulheres maravilhosos. Uns deles, alguns estão no céu, mas eu tenho certeza que eh num lugar muito especial e outros estão com a gente aqui ainda. O tempo passou. Eh, para nós o social, hoje eu tô lá na na cidade de Valinhos como secretária de desenvolvimento social e habitação e fui em Jaguariúa a secretária de educação também ano passado. Então, todos os temas são importantes, todos, sem exceção, né? segurança pública, saúde, administração pública, meio ambiente, enfim, tudo é importante. Não tem nada que fique em segundo plano. Mas eu digo que o social ele abraça todos os outros temas, porque o social ele abraça toda a sociedade e toda essa sociedade participa de cada tema. Ela precisa da educação, ela precisa da família, ela precisa da tem secretaria da família, tem secretaria da mulher, ela precisa de tudo. Então, para nós foi um inseparado de de trabalho que eh trouxe a sociedade mais de perto. Se você vai discutir segurança pública, por exemplo, que é super importante, né? Todo mundo tem medo da violência, etc., que é uma paz na cidade, mas são aqueles mais achegados ao tema. Agora o social é todo mundo, todo mundo, tá todo mundo envolvido. Então, esses personagens que eu chamo de personagens maravilhosos que estiveram na comissão eh trabalhando, foi feito um grande trabalho pra cidade. Nisso aí se pensou todos os viés que hoje o Brasil fala, seja governo federal, seja governos estaduais, não tô falando partidariamente aqui, tô falando, né, de de partidos políticos em geral, porque hoje existe uma defesa intransigente contra a mulher em favor da mulher, contra a violência, intransigente contra essa questão racial, intransigente contra a questão de gêneros, que nessa época nem falava, não é? Intransigente pensando pessoas com deficiência. Então hoje o leque abriu assim de forma enorme, naquela época ele era muito fechadinho e foi isso que nós fizemos pra Constituição Municipal. Eu não sei dizer hoje com verdade para você e para quem tá nos ouvindo e participando, essa constituição está absolutamente a mesma coisa, porque ela pode ter sofrido ao longo desses anos algumas emendas, algumas modificações, mas eu tenho certeza que o escopo dela, quer dizer, a alma dela, eh, tá a mesma coisa. Agora a Célia inclusive mencionou aqui, ato falho o meu, vou dar um um resumo um pouco do currículo que a gente começa falando, né, da nossa ex-vereadora. A gente são mais de 30 anos de história política. Hoje acho que o programa vai ficar pequeno para ela contar tanta coisa para nós, mas olha aqui, olha. foi conselheira da agência USP de Inovação da Fundação Visconde de Porto Seguro, da ACD, da Dorina Noiu, Fundação Padre Anchieta TV Cultura, Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Secretária de Estado de Desenvolvimento Social de São Paulo, presidente do comitê lead inclusão do que é o grupo de líderes empresariais, secretária de educação do município de Jaguariúa e atualmente, como ela mesma disse, secretária de desenvolvimento social e habitação de Valinhos. Sete vezes deputada estadual. Eu queria que você falasse daquele momento, a gente vai sair um pouquinho já de Campinas e pular para um momento em que que aconteceu? Você foi vereador até 92, na sequência você já se candidata como deputada. Primeiro você tentou ser prefeito, o que que aconteceu na sua vida política para que você já passe então para essa graduação, digamos assim? Deixa eu colocar as datas, né? Porque as datas também nos levam à história. Quando nós nos elegemos vereador, eu digo nós, porque ninguém se elege sozinho, né? Se elege com a família, se elege com os amigos, se elege, mas se elege com a sociedade. Então fiz esse trabalho na cidade com muita vontade, com muito compromisso, com muita responsabilidade, etc. e tal, nem podia ser diferente, né? Isso aqui não é qualidade, isso aqui é obrigação. Eh, depois de 2 anos, vinha então é uma uma eleição para o legislativo estadual federal, para governo de São Paulo, governo estadual do Brasil, não é? Vem essa nova eleição e os vereadores e o governo de São Paulo, o governo não, e o partido estadual naquela época e o partido a nível nacional queria que os municípios lançassem candidatos a deputados estaduais, federais, etc. Eu continuava com filho pequeno, hein? Lembra disso? Eu continuava com filho pequeno. Eh, e o nosso partido naquele momento eh falou com a nossa bancada para ter um candidato a deputado estadual. Aí eu brinquei com, brinquei não, falei sério com a bancada, brinco com carinho. Falei: "Bom, fiquem à vontade, né, quem vai ser, quem quer ser, quem não sei quê". Não, vamos, vamos pensar, vão discutir na executiva, vão discutir no partido, vão discutir em São Paulo. Falei: "Tá bom, discutam, sejam felizes." Brinquei. E depois, no final da história, eles vieram que eh seria a Célia Leão. Falei, gente, eu tô com aí eu tinham dois filhos. Eu tinha o filhinho do do Diogo, o filhinho Rodrigo com três aninhos, porque ele já tinha um, depois passaram do anos e eu tinha o Dioguinho com se meses. Isso porque você me contou lá no Memórias da Cidade que gente não tinha celular, não tinha nada. Nesse período inclusive da lei orgânica, vocês tinham reuniões até tarde, madrugadas e seu filho em casa e você conseguia ligar em casa porque não tinha celular para saber se tava tudo bem. Exatamente, amor. Como muitas milhares de mulheres hoje, mais amor, naquela época não tinha licença maternidade, pelo menos pros legislativos do Brasil. E eu tive três nens, né? Porque depois eu te conto a história da terceira para vocês que estão conosco, porque é tudo junto com política, tudo junto com campanha, tudo junto com eleição. E eu dava mamar, dava mamar, dava mamar, mas eu tinha que trabalhar. Sim. E fazia com amor também. Então depois eu punha na mamadeirinha, né, igual sete anões. Sim. E depois não tem jeito, o leite seca. Então eu consegui amamentar meus três filhotes assim com com alegria. Não passou de três meses. Mas não tem problema porque tinha voltar ao trabalho. Mas tudo isso, assim eu brinco, né? Como diz nós brasileiros caipiras, se voltasse para trás, né? Eh, eu faria igual, porque eu penso que você deixa um legado de vida, de história, de mudanças, que é o que eu queria. Sim. Então, não tenho remorço, nem a cabeça com problema, nada disso. E aí, com o bebê com seis meses, tá bom, vou ser candidato deputado. Tô saindo, fui. E aí, meu amor? Aí para mim fica fortalecido que você tem missão para cumprir. Fica fortalecido que tem um Deus presente. Fica fortalecido que a família entende, embora fique enciilumada, mais distante e tal, né? Porque se você tá distante, não é a família. Sim. Mas isso aconteceu na minha vida o tempo todo. Aí eu me elegi deputada. Aí eu já não tava em Campinas, eu tava em São Paulo. Então eu ia, voltava todo dia. Eu vou, eu fui para São Paulo e voltei com como secretária e como deputada 34 anos. Fui e voltei todos os dias, com exceção às vezes de sexta-feira como deputada, porque sexta-feira a gente fica na cidade para cuidar dos interesses da região, né? Então, foi um tempo pra minha vida muito diferente, muito gostoso, mas também que cobrava muito, mas graças a Deus que foi cobrado, eu tenho certeza que eu fiz, eu não fiz sozinha, sempre com equipe, sempre com parceiros. Então, tomar um gole água. Sim. Enquanto isso, eu vou lembrar, olha, a gente tem aqui como vereadora eh já claro, em função, creio que até da própria condição, né, que a como ela sempre frisou e quem conhece desde o início, devido a um acidente, a vereadora, ela usa a cadeira de rodas, inclusive, que é uma grande aliada. Você tem uma lei de sua autoria de lá de que fala justamente sobre a construção de rampas em Campinas. né? Sobre isso tem ainda sobre a questão da regulamentação de símbolo internacional de acesso às pessoas portadoras de deficiência, que hoje não se usa mais esse termo, mas na época se usava, tá na lei, né? E também algo que é muito atual, lá em 1000, deixa eu ver aqui, 1990, olha, de sua autoria, você colocou um artigo na lei orgânica que criou abrigos para mulheres ameaçadas ou vítimas de violência doméstica, estabelecendo orientação adequada. Hoje a gente sabe que a gente tem o Saraem, foi uma grande luta até a gente ter essa realidade, mas já era uma preocupação sua daquela época. Era meu amor pelo seguinte, Mirna, porque não é só isso que faz você lutar pela mulher, mas eu também era mulher. Então você sente muito próximo da pele essa questão que depois virou feminicídio, muitos anos depois, né, virou feminicídio, mas acontecia não na proporção de hoje, mas acontecia. Hoje de manhã, logo cedo, eu ouvi numa rádio na CBN uma notícia de que em Americana hoje aconteceu um feminicídio muito grave, como todos os outros são, né? Não tem feminicídio que não seja grave. Então você pensa, nós estamos falando de 90, 2000, 2010, 2020, daqui a pouco é 2030, né? 35 anos. 35 anos e daqui a pouco 40. Então é um tema que independente de você ser do sexo que for, do gênero que for e da época que for, as pessoas têm que tá ligadas. Então, naquela época nós fizemos isso porque já vi essa preocupação, já tinha na sociedade essa preocupação. Eu trabalhava muito com mulheres naquele momento, as mulheres vinham pro nosso gabinete, né, reivindicar direitos, etc e tal. Então, tudo que a gente faz hoje, eh, de forma um pouco diferente, porque o tempo também muda um pouquinho as coisas e a facilidade era menor naquela época, hoje a facilidade é maior por uma série de razões, a gente já lutava por pessoas com deficiência, por mulheres, por crianças na questão racial, como eu te falei logo no começo. E porque isto é, lamentavelmente ainda é muito atual. Sim, lamentavelmente é muito atual. Se tivesse brigado lá 30 anos passados e tivesse acabado ou minimizado muito. Mas não é verdade. Não é verdade. Não só não minimizou. Se eu posso dizer aqui para você que tá nos assistindo, aumentou. Parece que aumentou, né? A sensação que a gente tem é essa, mas os números mostram isso. Sim. Agora, além dessas leis, como deputado estadual, a você é autora da lei da recompensa, que permite o pagamento em dinheiro por informações sobre foragidos da justiça no estado de São Paulo, da lei que proíbe a veiculação de propaganda de bebidas alcoólicas às margens das rodovias paulistas, da lei contra o roubo de cargas e do programa lixo zero em respeito ao meio ambiente, além de autora de uma emenda constitucional, né, do da Constituição Paulista, que permite ao governo fazer propaganda em outros estados para promover o turismo estadual. Fala um pouquinho para mim dessas leis. Pois é, rapidinho. Essa do turismo, eh, na construção do estado tinha uma proibição de que pudesse fazer propaganda do estado fora do estado. E, e na ent, né, obviamente é um baita equívoco, tanto que foi aprovado essa PEC na época para que São Paulo possa, assim como a Bahia faz, maravilhoso, assim como o Rio Grande do Sul faz, todos os estados fazem. E São Paulo não podia. Nós fizemos essa PEC, tivemos apoio de todos os deputados, ela foi aprovada, então hoje é uma facilidade maior. Eh, roubo de carga é uma coisa que ainda hoje acontece, né? Você vai vendo as coisas muito, muito. Então, quem quem tinha passagem por roubo de carga, essas coisas, as empresas que depois os receptadores, na verdade, das cargas roubadas tinha que fechar, caçava tudo, não tinha direito a nada, né? Então essas coisas eh que aconteciam lá ainda acontece hoje. Eh a questão que você falou de uma outra da bebida alcoólica propaganda e ainda é um problema enorme nos acidentes de trânsito. Pega, pega hoje eh qualquer pesquisa, hoje tem um celular, antigamente não tinha na estrada, mas o maior número de acidentes é bebida nas estradas. E aí vem uma baita. O sujeito, a pessoa tá viajando cansado e e com sede, beba não sei o quê e é alcoólico, ele para no restaurante dali no barestivo, acabou, entendeu? Então era um absurdo isso. A outra lei de de recompensa assim, recompensa, recompensa é uma coisa, porque não existe um crime. Eu imagino isso, Mir, até hoje tô convicta, não imagino. Não existe um crime que alguém não saiba que alguém fez, né? Eu fiz um crime, eu cometi alguém da minha volta, alguém da esquina sabe que alguém cometeu esse crime. Então, por que a recompensa? Porque você dá a pessoa que viu, que ouviu, que soube, né, que ouviu a fofoca, não importa o que seja, você dá ela um estímulo. A recompensa é um estímulo para que essa pessoa primeiro que tenha coragem, né, não vai aparecer o nome dela nem nada, mas ela falar: "Nossa, se eu fizer isso, eu vou ganhar um tanto". Ah, tem um sigilo então total. Sigilo total. Ninguém fica sabendo que alguém falou e falou de quem. Sigilo total. Então, essas coisas ajudam muito. Passando pro lixo zério, eu não sei o nosso tempo e a gente tem tanta coisa boa para falar. Ai, que bom. Temp. Então, a lei da recompensa é exatamente isso. Eu não sei hoje o governo de São Paulo porque depois você vê a regulamentação e obviamente cada governo que tá no estado, né, o gabinete do governo que tem as decisões da Secretaria de Segurança Pública, como é que eles estão trabalhando isso, se teve alguma emenda, se teve uma nova lei, que eu acho que não, mas enfim. Então isso também é mutável, né? uma lei, eu digo sempre que a lei foi feita pro homem e não o homem paraa lei. Se a lei não tá atendendo naquele momento, muda-se a lei, não muda-se o ser humano, tá certo? Então eu não sei exatamente se essa lei tá exatamente como foi. O lixo zero, o lixo zero é o meu sonho de consumo. Meu sonho de consumo até hoje. Ah, aí deve ser toque, não tem problema. Eu devo ter toque. Eu devo não, eu tenho toque com questão de lixo. No meu escritório, no meu gabinete hoje, ontem, quando eu tive em gabinete em São Paulo, não importa onde, eu junto o lixinho do meu escritório, da minha sala, ponho num pacotinho se ele é reciclável todo dia. Isso eu faço e levo pra minha casa e ponho no meu reciclável. E se não é reciclável, eu ponho num outro lixinho, levo na minha casa, ponho no meu orgânico. Por que que eu faço isso? Porque todos nós criamos lixos e e montanhas de lixo todos os dias. Sim. Eh, claro que o poder público, a cidade, não é, tem um trabalho para isso. O estado, a união, todo mundo tem. Mas se cada um ajudasse a fazer sua parte, então lixo zero é a pessoa cuidar do seu lixo também, é a é a família cuidar do seu lixo. E é consciência do consumo, até de embalagem, de todas essas coisas. Ontem tinha uma garrafa de um refrigerante que segue sempre uma sujeirinha nele, né? Você não toma tudo. Aí um funcionário da secretaria até de limpeza muito querida, ela falou assim: "Ai, dá para mim aqui, ela me chama de deputado, me chama de secretário, porque ela me conhece daquele tempo. Eh, me dá a garrafinha". Eu falei: "Não, amor, eu vou eu vou gastar nada de água, porque também não adianta você gastar um monte de água para limpar, mas eu vou botar uma gotinha de água para tirar o restinho, eu levo pra minha casa, eu reciclo." E tem mais, vidro. Vidro é um crime. Todo mundo quebra prato, todo mundo quebra copo, não é? Coisas que são cortantes. Não pode botar no lixo assim. Você tem que pegar uma garrafa pet, seja lá qual for, cortar no meio, botar tudo lá dentro, fechar com aquele, não sei, aquele durex largo que eu não sei o nome dele. E aquela fita, coloca a tampinha, porque senão cai o caco de vidro, pelo menos o pozinho do vidro e escreve com aquela caneta que dura para sempre. Cuidado, vidro, eu faço isso. Tem outras pessoas que vão lidar com aquele resíduo, né, Célia? E isso causa muito acidente de trabalho, inclusive. Mina, vou te dizer uma coisa, além de acidente de trabalho, les deixa com deficiência. como é um tema que eu trabalho, como é uma área que eu trabalho, eh, uma população importante, numericamente falando, se machucou, cortou, perdeu mobilidade. Eh, então é muito sério lixo que que pode machucar, que pode ferir, ficar jogado a ermo. Então, esse lixo zero tem isso e tem mais coisas. É que não dá para falar de toda a legislação, mas isso continua. Sim, infelizmente hoje é super super na moda, se eu posso chamar de moda isso, falar de lixo no Brasil e no mundo. É, a gente tá aí com a COP 30 chegando agora daqui a pouquinho. Exatamente. Para isso, né? Então o mundo tem que se concentrar. Partindo desse mundo legislativo para o executivo. Como foi isso na sua vida, Célia? Maravilhoso, porque eu digo que cada experiência que você tem na vida e pode ter na vida, tem que somar como uma coisa positiva. É uma graduação a mais, não de importância, uma graduação a mais de conhecimento. E quando você conhece, você tem possibilidade de trabalhar mais e trabalhar melhor. Ou seja, as pessoas erram ou às vezes cometem algum tipo de crime, não tô dizendo assassinato, não é isso, por falta de informação, não é? A questão do lixo é um crime, um crime ambiental. Por que que as pessoas fazem? Por falta de informação. Não tô dizendo que todo mundo não tem informação. Tem aqueles que têm informação e não fazem, não é? Mas você precisa informar, você precisa ensinar e você precisa aprender. Então é exatamente isso eh que a gente tem que fazer. E é o que eu, como é que a gente tava falando de que tema? Quando você foi ao executivo convidada, sair ali da Assembleia Legislativa pro pal do governo. Você tem a caneta na mão, tá? Você vai lá e faz coisa errada. Não, você tem que ir lá e fazer coisa certa. Por qual? Não errar. Não errar. O que eu tô falando é muito muito complicado. Mas aí a sua primeira secretaria foi dos direitos da pessoa com deficiência. Uma secretaria nova, não era? Não, já existia. Já existia. Não, não foi criada naquele momento e nem foi criada por causa de mim. Ela já existia. Eu só fui secretária. Eh, era um tema que a sociedade pouco conhece, né? conhece mais hoje, mas não é o tema do dia a dia. Sim, não é? Você liga a televisão à noite em qualquer canal, em qualquer jornal. Esse tema não é o tema que aparece na primeira tela e nem sei se aparece no jornal. Sim, você fez uma coisa linda aqui hoje, necessária, que a lei também incumbe, mas quase ninguém faz, quer ser a autodescrição, dizer quem é você. Porque alguém que é cego, tá ouvindo o som, mas não tá sabendo que aqui é um lugar bonito, todo de paredes pretas, não é? uma mesa com uma toalha preta para combinar com o ambiente, que tem uma lousa que é uma televisão azul, chama atenção escrito na casa do povo, que é o nosso programa. Quer dizer, uma pessoa que tem baixa visão ou é cega, ela tá ouvindo a minha voz, ouvindo a sua, não é? Mas não sabe o ambiente que nós estamos. Então, quando você faz a acrição, as pessoas escutam e se localizam. Então, quando a gente vai pro pro executivo, ainda mais na minha pasta, que era a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, você pega uma gama de que eu tenho certeza que hoje a população de São Paulo não tem ideia. Não é porque é porque não tem informação, não é? Não é falta de inteligência, é falta de informação. Sim. Hoje no estado de São Paulo nós somos 3.õ400.000 1 pessoas com deficiência, maior mina do que a população do Uruguai, que é maravilhoso. É um país menor, mas é um país maravilhoso. A população do Uruguai hoje, se eu não tiver equivocada, deve ter 3.õ200.000 habitantes. Só de pessoas com deficiência. No estado de São Paulo, nós temos 3.õ400.000. Mas qual o desafio que foi posto naquele momento diante dessas 3 milhões de pessoas que precisam de políticas públicas no nosso estado? Então, eu vou te contar o desafio daquele momento e vou te contar daqui a pouquinho para você e para todos o desafio, que isso foi 2019 e quando chegou 2020 me telefonaram, tô fazendo uma brincadeira, e falaram: "Olha, começou uma pandemia que chama Covid". Então nós pegamos um tempo do governo São Paulo e da nossa secretaria com COVID, onde nada mais funcionava, a não ser saúde, essa, claro, né? Sim, mas não podia ter relação próxima e nada disso. Mas vamos contar quando eu cheguei. Quando eu cheguei, nós tínhamos que garantir que as pessoas tivessem, tô falando de estado de São Paulo, que as pessoas tivessem nos seus municípios, que aí eu não cuidava de um município, que as pessoas tivessem no seu dia a dia o direito de chegar na escola, o direito de estudar, mas garantindo na prática. Então eu trabalhava com a educação, né? O direito a fazer reabilitação. Então eu trabalhava com a saúde, embora a nossa secretaria também tem eh intersetorial todos aí é 100% de todos os temas. Não tinha um tema fora da conversa. E aí foi isso que nós começamos a fazer, né? Transporte público. Sim. Que era um desafio. Nós temos o estado 645 municípios. Naquela época os municípios não tinham e nós conseguimos deixar. Eu não sei hoje exatamente como tá. Nós entregamos pros municípios uma van importante, grande para o transporte nas cidades, eh, de pessoas com deficiência que iam eh, fazer a sua reabilitação ou pro hospital. Isso não é uma coisa barata, uma coisa, economicamente falando, financeiramente para aquela época do orçamento, nós brigamos muito e conseguimos entregar nos municípios. Então, teve um trabalho eh árduo no sentido de você garantir para essas pessoas. Eu já tava feliz da vida com o trabalho. Aí veio a pandemia. E aí a pandemia serve para qualquer tema, serve para qualquer partido político, serve para qualquer cidade, serve para qualquer país e serve para qualquer ser humano. Sim, porque aí todos nós conhecemos de perto, sem contar daqueles que foram, né, lamentavelmente, quase 800.000 pessoas no Brasil, aqueles que ficaram com sequelas, porque tem essa também, né? Muitos ficaram com deficiência, algum tipo de deficiência por causa da COVID. Aí foi mais difícil o trabalho, mas nós não paramos nada. Todos os dias da pandemia, todou, sem exceção, eu fui paraa minha secretaria com duas pessoas. Cada um ficava numa sala, tudo paramentado. Sim. Eh, mas eu não podia deixar de atender a população do estado. Nós fazemos live, nós fazíamos fisioterapia. Olha a loucura. atendimento médico online. Online com quem estava numa outra cidade numa forma quando tinha computador em casa ou quando tinha uma tela ou então no local de saúde que era aberto e que as pessoas podiam adentrar. Então foi um grande desafio. Lamento que tenha ocorrido isso no mundo. Ainda tem. É bom as pessoas saberem que ainda morre hoje gente no Brasil, no mundo de COVID. as pessoas não dão muita importância para isso. Então, é bom a gente entender que essas essas grandes mazelas da saúde, né, não da saúde, do setor de saúde, mas da saúde que a gente tem, ainda continua. Aí depois você passou ainda pela Secretaria de Desenvolvimento Social, depois vem para mais perto de Campinas, que é aqui na Secretaria da Educação em Jaguariúna, correto? Isso é no desenvolvimento social do estado é uma outra é um grande desafio, né? Porque você pega um estado com 46 milhões de habitantes, é maior do que muito, muitos países por aí, muito maior em população e que obviamente você sabe da graduação das coisas, mina, a gente tem eh extrema pobreza, né? Eh, que são aquelas pessoas que vivem numa numa condição subhumana no sentido das necessidades não serem atendidas. Você tem a população que é pobre, né? você tem a população com uma baixa renda e hoje isso acontece no mundo, mas vamos falar do Brasil, vamos falar de São Paulo, vamos falar da nossa região. Então você tem que trabalhar com políticas públicas de atendimento. E isso já tinha acontecendo no estado e nós reforçamos o bom prato, né? O bom prato é alguma coisa que alimenta aquele que precisa na hora. A gente tem aquela história verdadeira, né? Não é dar o peixe me ensinar a pescar, tá bom? E a gente faz isso. Temos políticas públicas, temos programas, temos projetos. Fizemos esses programas, esses projetos no estado, mas você também tem que salvar na hora. Então tudo que passa, fome não espera, né? Fome não espera. Tudo que passa do serviço social, nós continuamos atendendo. E depois, você mesma diz, né? Nós viemos para Jaguarinho na convite do prefeito Gustavo Reis. Foi um momento importante também. Educação é uma tarefa maravilhosa, porque as os nossos adultos e as nossas famílias podem ser todos eles os adultos melhores na concepção, na acepção do termo e as famílias organizadas vindo da base da educação. Isso todo mundo fala, né? A educação é o caminho. Então, nós tivemos um grande trabalho em Jaguariú, o prefeito sempre apoiando. Tinha problemas diversos de todos os tipos, né? mas que a gente conseguia com a equipe da educação, lógico, nunca é sozinho, trabalhar. E agora eu tô nesse desafio em Valinho, com o prefeito eh que me chama muito atenção, o Franklin é alguém muito diferenciado, trabalha forte, eh toma decisão, faz coisas que tem que ter coragem para fazer. Só você ver aí depois a atuação do prefeito Franklin na cidade, né? mudando a educação, mudando a saúde, demitindo quem tem que ser demitido, proibindo obras faraônicas, enfim, fazendo o que tem que fazer. E isso nos dá, para mim, como secretário do município, muito conforto e ele dá liberdade pra gente poder tomar decisões tanto na habitação, tanto que nós estamos levando casas, eh, Minha Casa, Minha Vida, que já começaram as obras, estão começando as obras, coisa que não tinha 40 anos sem sem nenhuma obra na cidade, eh, para habitação popular, habitação fachada. A ideia que a gente tem, agora eu vou falar como leiga. A ideia que a gente tem para quem não mora em Valinhos, para quem não tem contato com as pessoas que moram em Valinhos, é que Valinhos não tem nenhum problema de habitação, que é porque que que Valinhos não precisaria em tese, eh, como Campinas, a gente sabe que é claro, a relação de populacional bem diferente, mas há esse olhar também social paraa habitação. Ah, querida, porque precisa de habitação. vendo o trem, o trem rápido, como a gente chama, que é como o povo conhece, que é o TIC, eh, intercidades, ele vai acontecer em 2029, 2032, cada um na sua etapa. E ele vai passar em Valinhos, aonde já passa a linha do trem, onde tem um núcleo de pessoas que moram lá muitos anos, não é de agora, tem três décadas, quase quatro, sim, e que moram de forma complicada, insalubre, quando tem enchente chove muito, como tem em Campinas, como tem em qualquer município, acontece lá também. As pessoas sofrem, entra água dentro de casa, mas as pessoas tiram a água, seca, volta, né? Não tem, eu não tô nem discutindo isso, eu tô discutindo que agora o trem vai passar lá. Então vai ter que sair de lá. Isso, vai ter que sair de lá e a gente precisa ter um local digno para colocar. E a primeira coisa que o prefeito fez quando ele me convidou para cuidar dessa área habitação e desenvolvimento social, nós temos diretores bons, ótimos para trabalhar, para ajudar, mas a gente tem que ter firmeza e e decisão e foco para fazer. Quando ele falou: "Nós temos que fazer", nós corremos atrás. E ele dá essa liberdade porque o Franklin e o Mair também que é o nosso vice-prefeito, que já tem uma história na cidade, já foi vice-prefeito. Então a gente tem uma equipe, um time, por isso que eu falo bem, não dá pergunta pro nosso prefeito Dáho aqui da cidade, não é? Eh, eu não tô falando de partido político, porque o prefeito lá de um partido, eu sou de outro lá em Valinhos. Aqui o o prefeito da área é de outro, mas precisa ter time. Se você não tiver time e ele construiu, não falo por mim, ele construiu um time valoroso em Valinhos, que ele ele chama paraa xincha, como eu digo, ele passa as ordens, as orientações e o pessoal vai atrás para realizar. Assim a coisa dá certo. Sozinho não dá e precisa cobrar. E ele cobra com sorriso, com carinho, com educação. Ele dorme pouco à noite, ele estuda, ele lê, ele vai nos secretários, ele vai nas pastas. Eu acho que assim dá para nós e pra cidade, eh, não é um momento eh eh o tempo todo do trabalho, a certeza que você tá no caminho certo. Certo, certeza. Então assim, nós estamos trabalhando. Certo, Célia. Infelizmente o nosso tempo acabou. Eu sei que você vai ficar brava, ó. Mas eu gostaria que você resumse em uma frase, né, toda essa trajetória. Eu sei que é difícil a gente fazer além da audiodescrição, né, a gente falar de si mesmo, é sempre uma coisa um pouco mais, mas a Célia que tem aí essa trajetória tão linda, fala um pouquinho. Eu diria que a Célia aprendeu que a vida sempre vale a pena. Sempre vale a pena. E a Céli aprendeu também que a gente nunca pode desistir. A gente tem que lutar até o último respiro. Se você acredita em alguma coisa, você quer essa coisa, coisa do bem, né? Não estamos falando nada aqui de negativo. É, vai atrás. Eu resumo isso em história de vida. A Célia, a Celinha, a Célia Leão, tinha alguns sonhos. Um deles eu tô fazendo na vida pública e trabalhando como eu gostaria de trabalhar, mas eu tinha um sonho maior ainda, eh, porque eu fiquei paraplégica, paralítica, na época, não andava mais, era muito jovem, essas coisas que acontecem na vida das pessoas. Mas eu queria casar, arranjei um namorado muito querido, tá comigo há 41 anos, casamos diferentes que somos. Eu sou cristã católica, ele é judeu praticante. Eu sou filha de baiano. Ele é filho de Alemanha polonesa. Ele veio pro Brasil morando no Rio de Janeiro. Eu estudar a região de São Paulo. Tudo diferente. E deu certo. Nós somos totalmente diferentes. Somos casados há 41 anos, nos conhecemos há 45. Já tava tudo lindo, mas eu queria ser mãe, queria ter filhos. Fui em cinco médicos que eles disseram: "Não, é perigoso". Naquela época, né? Quase 40 anos passados. Sim. Mas o meu sonho não parou. Meu sonho não parou. minha vontade. Até que eu fui num outro médico, eu não desisti. Ele brincou comigo, só tem que fazer aquilo, toma esse remedinho. Eu tomei, toma seis meses, você volta aqui. Eu tomei depois de um 28 dias, eu tava grávida. E ele falou: "Não é por causa do remédio". Eh, não tô dizendo que eu sou a melhor do mundo, sou a melhor mulher, a melhor pessoa, tenho defeitos, não vou contar para vocês quais são. A gente também tem qualidades, todos nós temos. você tem, o pessoal que tá com a gente aqui tem muitas qualidades. Eu vejo aqui no cheiro desse desse ambiente. Eh, mas eu não me satisfiz com o não. Que que eu faço na minha vida? Eu jogo a palavra não fora, a não ser quando ela seja necessária. E coloquei a palavra assim na minha vida lá atrás. Quando eu fiquei paraplégico, joguei o dicionário que só tinha uma palavra na minha vida, não. E nada dava certo. Comprei um dicionário do tamanho do universo e pus uma palavrinha lá no meio do livro. Sim. E Mirna, eu tenho que dizer para você com coração, com verdade, com emoção e com alegria, porque eu quero deixar isso para você, quero deixar isso aqui. Há quase 40 anos passados, eu tava aqui como vereadora. Eu pus essa palavrinha assim e deu certo. Dá certo porque você acredita em você. Nunca deixe de acreditar em você. Você é maravilhosa. Seja você quem for, homem, mulher, qualquer gênio, qualquer idade, qualquer raça. Acredite em você. Acredita no seu sonho. Acredita na sua luta. Vai atrás. A Célia Leão deu certo nos sonhos que ela teve. Então eu deixo isso. Não sou a melhor do mundo, tenho meus defeitos, também tenho qualidades, mas eu tive sonhos, acreditei num Deus presente e acreditei na força que certamente eu tinha. Sei que tenho muita humildade, tanto que deu certo. E tanto que deu certo que eu volto aqui depois de um tempo e sou entrevistada pela Samirna linda, por essas pessoas que estão aqui, que vocês não estão vendo que são lindos. Um moço aqui de um cabelo lindo, uma barba linda. Como é que ele chama? Cristóvão. Cristóvão. Ó, viu? É importante o nome Cristóval. Num lugar gostoso, fazendo uma entrevista depois de quase 40 anos. Então, a vida é boa, sempre vale a pena. Problemas todos nós temos, mas a vida vale mais do que qualquer problema. E soluções sempre aparecem, principalmente quando a gente luta por elas. Muito obrigada, Célia. Olha gente, nós encerramos o na Casa do Povo por aqui nessa temporada de um bate-papo com os ex-vereadores da Câmara Municipal de Campinas e você pode acompanhar o Nacadoo Povo lá no youtube.com/tvcâmaracampinas. Entra na playlist na Casa do Povo e você vai ver também lá o bate-papo que nós já fazemos aqui com os parlamentares do legislativo da nossa cidade. Até um próximo na Casa do Povo. [Música]
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