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Olá, [música] mais um na Casa do Povo no ar, o podcast da Câmara Municipal de Campinas, que toda semana traz aqui [música] uma entrevista com o vereador e uma vereadora do legislativo campineiro. E hoje quem a gente convida para [música] conversar é o vereador Aítlon da Farmácia. Ele que vai participar pela primeira vez na Casa do Povo. Olha, se você não sabe, ele não é vereador de primeira viagem. Ele volta à Câmara Municipal de Campinas, mas isso a gente vai deixar para um próximo bate-papo, porque hoje a gente vai saber quem é o Aílton, o que ele faz, onde ele nasceu, do que ele gosta. A gente vai contar um pouquinho da história dele. Seja bem-vindo, vereador. Mas antes de mais nada, antes de fazer começar a contar essa história da sua vida, eu vou [roncando] fazer como é de pras aqui no na casa do povo, a minha audiodescrição e também vou convidar o senhor a fazer. O meu nome é Mirnabreu, eu sou mulher negra de pele clara, tenho 1,55 m, tenho cabelo cacheado na altura dos ombros. Hoje, inclusive, que estão com coque afro, tô com um brinco de coração dourado. Hoje tá frio no dia da gravação do nosso programa, então eu estou também com uma com uma caixa ré, que é aquela blusa que tem vai até o vai até o pescoço e também com um vestido marrom aqui de lã, vereador. E ao meu fundo, esqueci de falar, gente, ao meu fundo, nós temos aqui, claro, o estúdio do Na Casa do Povo todo em preto e uma TV com logotipo do nosso podcast em azul e branco. Vereador Aílton, por favor, faça também. Eu sou Aton Fernandes Sarmento, natural de Osvaldo Cruz. Nasci 1 de agosto de 62. Estou em Campinas há 50 anos. Sou uma pessoa clara de Clara Morena, tem uso bigodes, cabelos e eh grisalhos. Eu sou fofinho e tenho 1,63 m de altura. Tá com uma blusa de manga comprida azul, clara. Azul clara. E que mais? E aqui o fundo também o estúdio do nosso podcast. Isso mesmo, dona Aton Sarmento, me conta um pouquinho de Osvaldo Cruz, você que tem vários irmãos, que eu já sei aqui, já recebi um pouco de uma ficha aqui, me conta um pouquinho como que foi essa infância em Osvaldo Cruz ou já veio para cá pequeno? Como que é essa história da sua família de Osvaldo Cruz a Campinas? Olha, eu sou quarto de uma família de seis irmãos, né? Minha mãe Maria e meu pai José. E em 1962 nasci na na Santa Casa lá de Osvaldo Cruz. E lá eu fiquei muito pouco tempo, porque com 5 anos meu pai e minha mãe tent foram tentar uma vida melhor no Paraná, uma cidade que chama chama Ivaté. Na época pertencia, era o distrito de Umoarama. Nós fomos tentar uma nova sorte, né? Ter uma qualidade de vida pra família com meu pai e minha mãe procurou dar o melhor pra gente. Lá no Paraná nós ficamos até 75. Fiquei 8 anos, portanto lá na lá. Tenho muito que agradecer esses 8 anos que a gente ficou lá. Mas lá é muita na região de café. Eh, como pouca gente sabes, mas os antigos sabes que deu uma geada em 1973, deu uma novamente 1975, chamada como geada negra, outra chamava geada preta, queimou todo o café daquela região. E a gente foi obrigado a procurar um novo município. E esse município que foi escolhido, que nos ofereceu até ajuda, foi minha tia Madalena e meu tio Eu viro, irmão do meu pai, vem para Campinas. Vocês estão aí com dificuldade no Paraná por causa da geada, vem para Campinas. Então nós viemos em 7 de setembro para Campinas numa Pilua Combi. Só trouxemos uma televisão, acho que Telefum que eu colocar. Mas já tinha algum parente aqui em Campinas ou ou escolheram Campinas aleatoriamente? Então é que a minha tia Madalena, né, e que é casada com meu tio, irmão do meu pai. Então, o irmão do meu pai também falou: "Vem para Campinas, né? A gente vai ajudar vocês aqui. Aí em abril, abril veio o meu irmão primeiro, os mais velhos, meu irmão Laérso, o meu irmão Ludércio e minha irmã Laíde. Eles vieram primeiro aqui pra cidade, arrumaram os serviços aqui. Quando nós chegamos em 7 de setembro, tava os três irmãos, todos empregados na cidade, bem empregados. E a gente veio, né, como diz numa perua come trazendo a roupa do corpo, mais umas duas, três trocas, né, na cidade. Vocês vieram para morar onde? Nós viemos para morar no primeiro dia que nós chegamos aqui. Nós saímos de lá, moramos uma meia-noite, chegamos aqui à tardezinha do outro dia, a noitezinha, né? Nós ficamos na primeira noite nessa minha tia Madalena, do meu tio Eu vio, aí na rua Tatuí, eh, com a esquina com a vilinha de Oliveira Valente, acho que número 17, mais ou menos. E aí no outro dia, graças a Deus, meu tio já tinha conversado com a pessoa para arrumar uma casa pra gente poder pagar aluguel. Mas que bairro que era? no bairro da Mina Jorgina, na rua Francisco Bianquini, que naquela época não era nem asfaltada, eh, 1120, que é a região que o senhor mora até hoje. É a região [limpando a garganta] que eu moro, que eu trabalho há 50 anos nessa região. Mas e aí, veio para cá com a família? Hoje os irmãos são todos vivos? Como que tá hoje essa grande família que veio e se instalou em Campinas? Olha, eh, eu vou te contar que assim, eu cheguei em 7 de setembro, em outubro esse meu tio Valdivino pediu também para arrumar um serviço para mim. E o meu irmão Ludércio, ele também já estava trabalhando nessa farmácia, né, do seu Dionísio da Silva Lima, na drogaria Curadar, hoje há 50 anos, 51 anos, que ela é de 1974. Eu entrei nessa drogaria lá para trabalhar, para fazer faxina, limparleira, sessão. 13 anos. 13 anos. 13 anos. Então, chegou aquele primeiro mês, o Dionísio, o meu patrão, né, falou assim: "Ó, eu tô pagando aqui o teu salário". Ele falou assim para mim, não me lembro como se fosse hoje. Eu falei para ele, mas eu não não combinei nada com o senhor e ele falou: "Não, mas nem nem relógio trabalho de graça. Eu quero que o senhor receba e um caroto criança. Eu quero que você receba o seu primeiro pagamento." E eu recebi e foi uma emoção. Eu recebi esse primeiro pagamento. Mas e naquele dia, lembra? Saiu para gastar o dinheiro ou levou o dinheiro para casa? Não, a gente sempre levava o dinheiro paraa nossa mãe. Eh, por muito tempo fiz isso. Sim. Hoje ainda, né, a gente puder ajudar a mãe e o pai, é tudo que a gente tem que fazer. Vamos ver um pouquinho das A gente tem aqui algumas fotos da sua família. Vamos dar uma olhadinha. Sim. Ai, aí é quem aí? A minha mãe, a minha filha Naara, eu e o meu filho Renan. Certo. Vamos ver a próxima. A gente fez aqui uma, a gente recebeu bastante fotos, olha aí. E de, de azul mais baixo, meu irmão Laérso, de vermelho a minha irmã Laídio, meu irmão Luderson, minha mãe dona Maria, né? Aí também la lá voltando lá eu, a Nild, minha irmã e o Vanderlei também. Vanderlei da farmácia também, meu irmão. Ah, tudo em farmácia. Ele tá tudo na farmácia. Tudo em farmácia. E aí vocês estão? [limpando a garganta] Aqui nós estamos numa chácara, né? O Laerso, a Nild, a minha mãe Laí, o banderlei ao fundo, a Laí aqui, o Lula, que é o Luderso, né? E o e o e o Vanderi, que é o caçula, da família de seis pessoas. Ah, entendi. E aí, olha aí é o fundo, aí é o morro do Maluf, o morro de Campinas, entre a praia de Enceada e a praia de Pitangueira, ao fundo da minha irmã Laí, primeira, minha mãe, dona Maria e meus dois sobrinhos, né? Meus sobrinhos é o Felipe e o Mateus. E eu aqui, ó, minha Isso. E o senhor começou a contar essa história, então, na farmácia, né? Eu, enquanto então o vereador vai contando, eu quero que a produção vaiá soltando então as imagens dele na farmácia nessa história que começou quando ele tinha 13 anos. Pessoal vai soltando aí a fotos dessa vida que mistura um pouco. Olha, olha aí essa foto. É como eu disse, ó, essa foto aí eu já tinha, era até meu cabelo. Aí eu cortei ele nessa época ele era mais longo ainda. Ah, é. Era a moda do cabelo. É, esse é meu meu patrão, né? Falecido. Sim. Em 1996. Eu aí muito bonito, jovem, ó. Tá vendo? Aí numa farmácia na esquina, no meio da quadra na rua Valdemar C da Silveira. Aí Amanda, filha do meu patrão. Sim, né? E Amanda e ajudei do Ganisuk, né? É essa aí. A a Daniela, a outra filha deles também. É, ajudei muito a criar eles. É, em que momento então nessa história, já que a gente percebeu que ai ó, comemorando aniversário na farmácia. Faz até a festa na farmácia, vereador. Aí eles fazem a surpresa para mim, né? Isso aí foi uma surpresa lá dos funcionários, amigos, né? Né? Aí o meu filho, a dona da farmácia, dona Neite, a Daniela, a minha filha, eu, a mãe dos [limpando a garganta] meus filhos, a Luziane. É assim, quer dizer, o trabalho e a família biológica acabou se tornando uma grande família, foi isso? Uma grande família. Uma grande família de farmácia. De farmácia? De farmácia. É. E o senhor é farmacêutico? Não, eu não sou. Só tô sou técnico de enfermagem. Técnico de enfermagem. E aí essa história na farmácia, o senhor até falou, meu meu ex-patrão, como que foi essa história de foi ficando e hoje tem essa confiança da família da farmácia? Me fala. É assim, o meu irmão entrou primeiro, Candio primeiro e eu entrei em outubro, né? E aí o passou uns meses, o meu irmão pegou e falou: "Ô, Dioniso, eu vou sair porque arrumei um serviço melhor para um pagamento melhor". E aí o Dioniso pegou e falou assim para mim: "Ó, o seu irmão foi embora, agora você vai fazer o que ele fazia, você vai ajudar tomar conta dessa farmácia". E eu fiz isso, né? Eh, quando acho que tinha mais uns dois anos que eu estava lá, esse meu patrão de unío, ele falava assim: "Aí eu tô indo pescar pro Mato Grosso, você cuida da farmácia." O senhor tinha quantos anos nessa época? 15 anos. 15 anos. Senhor, cuida da farmácia, sen que responsabilidade. Senhor, cuida da farmácia, eu vou pescar e depois, né, a gente, ele voltava, a gente prestava conta, tudo certinho da farmácia. Sempre uns 10 dias ele tirava duas, três vezes por ano. Sim. Ia pescar lá em Miranda, Mato Grosso. Então, e assim foi cada vez mais tornando um funcionário de confiança. Sim. E aí, E quando foi que o seu Dionísio faleceu? Ele faleceu em 1996, praticamente no meu colo. Que aconteceu? Ele chegou da pescaria lá do Mato Grosso e tava passando mal. E aí a irmã dele marcou com cardiologista lá na na no café, né? Largo de café, aquele da Andrade Neves ali. Aí eu fui na casa dele pegar ele e ele falou: "Vou assim". Eu falei: "Pode ir assim, tal, tal". Aí peguei o carro dele dirigindo, né? Estacionamos, passamos, subimos no elevador simplesmente antes de chegar no quarto andar, que nós, né, era o quarto andar, o consultório da médica. Ah, já tava no prédio do consultório. Já consultório. Simplesmente ele falou: "Eu não aguento mais, hein? de bumba caiu. Eu rapidamente chamei o pessoal que tava no corredor, me ajuda, me ajuda, me ajuda. Me ajudaram eu tirar ele do elevador. E tem uma lembrança muito forte que foi assim: secretária da médica tirou o batão, foi fazer respiração boca a boca nele. A própria médica já parou de consultar, veio também, fez aquela massagem, né, no na cardíaca, cardíaca, tudo. E dali o Dionísio se foi. Sim, 1996. Sim. A esposa dele me ligou, eu liguei para ela, ó, o Dionísio tá aqui no consultório e tal, tal. Eu falei para ela, vem para cá, né? Vem para cá. Só falei: "Vem para cá, né?" Não falou no telefone que ele que ele tinha falecido, não. Não tinha falecido. Falei: "Vem para cá". E foi ali que ele Sim que ele faleceu. E dali começou a história, né? Ela falou assim: "A, como é que eu vou tocar [roncando] essa farmácia aqui?" Até então ela já trabalhava na farmácia ou nem trabalhava? Já trabalhava, já ajudava. Até então ela falou assim: "Como é que eu vou tocar essa farmácia com minhas crianças tudo pequeno, acho que 8 10 anos, como é que eu vou tocar?" Aí eu acabei optando por tocar, continuar trabalhando lá, tocar farmácia. Sim. E naquela época o senhor já era pai? É. Não, naquela época não. Casinha 80 não. Já já era assim. Já era. Tinha as crianças. Um de 80, nasceu em 88 e a menina em 93. Sim. Que é dentista na era. Ela é dentista. [limpando a garganta] Hum. E naquela época são dois filhos. E naquela época, né, eu é dois filhos, um casal. Naquela época eu tinha uma farmácia que eu tinha montado para tocar essa farmácia. E eu não fui tocar essa farmácia para tocar para continuar trabalhando pra família do Dionísio, né, para fazer essas crianças. Entendi. Crescer e continuar na vida. Hoje estão tudo formada e eu me sinto Como chama seus filhos, vereador? O meu filho chama Renan Gomes Sarmento e a minha filha Dra. Naara Gomes Sarmento. Ah, vamos ver umas fotinhas deles também. Olha, meu filho, Renan. Hã, da Maria Fumaça aqui de Campinas. Senhor já tem netos também ou não? Não, menina. Ainda não. Ainda não. Eu quero logo [roncando] a minha princesa, que eu chamo ela de princesa. É, é a Naiara. Sempre chama ela de princesa, né? Qualquer hora que eu chamo, falo com ela, minha princesa, tudo bem? É linda, né? Aí eles lá no no Taquaral, né? Sim. Renan e a Naiara. Eh, aliás, um lugar muito lindo para Campinas. que eu aqui tive um processo de infarte, né? Aí foi e a família toda ali junto, ali toda ali. Foi na época que que eu tava na Câmara já, que eu tava de vereador, passei mal e tinha que fazer a cirurgia, minha filha, minha mãe, meu filho. E é sempre assim essa questão de tá na farmácia, mas tá sempre ali ligado à família, tá ligado aos amigos? É isso, vereador? Sim, sempre, né? Né? É, quer dizer, a gente respira aquilo ali, né? Sim. A gente, as pessoas, a família, os amigos, os colegas, tudo, né? Senhor falou no come É, é verdade. Senhor falou no comecinho do podcast que inclusive, né, olha, eu sempre entreguei o dinheiro pra minha mãe e até hoje como quando posso, tô sempre ajudando. Qual que é o papel da sua mãe na sua vida? É, o papel da minha mãe é a base minha, né? a minha base. Eh, hoje até eu falo muito que eu tenho que viver para ela, para que a minha mãe eu continue, eh, ela ela continue me apoiando e eu continuando apoiando ela, ajudar ela. Eh, é uma das coisas mais importantes na minha vida, é minha mãe e meus filhos, sabe? Uma coisa assim que é difícil. Eu não consigo viver sem minha mãe. Entendi. E ela, olha, ela também tem um recadinho aí. O senhor tá deixando esse recadinho que ela com certeza vai assistir o nosso podcast na Casa do Povo. E ela também gravou um recadinho pro senhor. Ai, a sua mãe gravou um recadinho pro senhor. Juro. Verdade. Vamos pedir pro pessoal se puder soltar aí o recadinho da mãe do vereador, por favor. É, estou aqui para falar sobre o Aít, um filho muito maravilhoso. É, foi nascido em Osvaldo Cruz, um menino muito inteligente e a minha vinda aqui para Campinas foi muito, sinto muito feliz porque ele começou a trabalhar aqui com seu 11 anos de idade e é um filho muito maravilhoso. E eu me sinto muito feliz por ser mãe do Aítono. minha vinda aqui para Campinas foi para principalmente pelos estudos deles e sinto uma pessoa realizada porque aos 11 anos de idade ele começou a trabalhar na farmácia e continua trabalhando até hoje. É um um menino muito maravilhoso, foi um filho muito maravilhoso, não me deu trabalho nenhum, muito estudioso. E é isso aí. Sinto muito honrada por ser mãe do Aíton. O Aíton é uma pessoa, ele tem mais cinco irmãos, muito trabalhador, eh, se dá bem com todos os irmãos, tem uma amizade maravilhosa aqui em Campinas, maioria gosta dele, que é uma pessoa, não tenho defeito nenhum para colocar no AT, porque é uma pessoa muito maravilhosa, trabalhador com os irmãos sempre se deram bem. Todos eles até hoje aqui mor aqui no Jardim Centenário há 50 anos e ele tem quase 40 49 anos de farmácia. Os patrão gostam muito dele. É uma pessoa muito feliz. Ela casou aos 20 e poucos anos, tem dois filhos maravilhosos, lindos. Me sinto uma pessoa muito feliz de ter o Ato como meu filho. Dona Maria, meu Deus do céu. Olha aí que coisa, que surpresa vocês fizeram para mim, hein? É, menor. Ai, prepara o coração, então, porque tem mais aqui hoje, hein? Eu chorei muito. Ah, olha, tem mais. E a dona Maria, ela mora perto da sua casa, mora com o senhor? Como que é a rotina de vocês hoje? A rotina é assim, eu moro com ela, meu irmão também, o Larso, mora com ela. Sim, né? Ele não tá muito bem de saúde no momento, mas a gente tá orando por ele. Sim. Minha mãe também não tem uma pessoa de muita saúde. Ela tem quantos anos hoje? 87. 87. A gente já passou por um câncer, tá cuidando, tá tomando medicação. É uma mãe assim que cuida, sabe assim? quer cuidar de mim, de tudo quanto é jeito, de roupa, daquilo, de tudo. Aí, mãe, deixa eu pagar alguém para poder ajudar a senhora. Ela não aceita. Ai, não. Deixa, mãe. Então, assim, eh, descansa um pouco, mãe. É, eu sou uma pessoa, por exemplo, que eu já falei algumas vezes, eu faço um café, acordo 6:30 da manhã, vou lá, passo um cafezinho, passa um pãozinho na chapa, aí eu falo: "Ô mãe, o café tá pronto? Tô indo. Ela logo já se levanta na cama, [limpando a garganta] fica sentadinha lá esperando lá o café quentinho com pãozinho na chapa. Aí a minha irmã também dorme lá nelas também leva um copinho de café lá pras duas paraa minha mãe poder ficar um pouquinho mais tarde na cama e descansar, né? Sim. Ela trabalha muito, trabalha demais pra idade dela ainda hoje ela faz questão. Então é, é, minha mãe sempre foi uma trabalhadora, uma costureira nata. As costureira costurava para fora demais. A costura dela ajudou e muito a sustentar a nossa família e muito, muito aquela essa minha mãe é uma heroína pra gente ela, né? Meu pai também me ajudou muito, mas a minha mãe foi o pilar, é o pilar e vai continuar sendo o pilar sim da nossa família. Tá certo? Então, vereador, um beijo então pra dona Maria, né, que eh tá ali junto com vocês, senhor, podendo cuidar dela, né? E aí a gente tem aqui uma foto que eu queria, a sua assessoria mandou, eu queria que o senhor falasse um pouquinho de quem é essa pessoa e o que essa pessoa representa pro senhor. Vamos lá. Nossa, gente, esse é meu compadre e é o Carlos. Carlos Carlos Alberto da Graça, essa pessoa, nossa, é um é o é o mais um irmão que eu tenho na família, muito mais que um irmão, mais que um amigo. É, é. A gente viveu assim, a, ele hoje não está aqui, que ele faleceu e não veio que Deus o tenha. Ele é uma pessoa que eh ajudou, [limpando a garganta] ajudou a cuidar, passear, levar a minha família junto para passear com a família dele. As nossas famílias, os nossos filhos são muito unidos, sabe? Unidos demais com mulher, não são que nem primo, são como irmãos, sabe? Sim. E infelizmente ele se foi agora em novembro. Nossa, é uma coisa assim que eh nossa, eu não tenho, eu me sinto, sinto muita falta dele. Sim, ele ele me considerava demais. A gente considerava demais. A gente fez muita viagem junto e para muito longe. Os filhos tinham a mesma idade, mais ou menos. Mesma idade. A gente fez muito passeio sem ter rumo. Sim. Sem ter. Vamos para Santa Catarina. Vamos. Vamos alugar alguma coisa. Vamos. Entendi. E também trabalhou na farmácia ou não? Não, não. Ele trabalhou no SESI lá de São Paulo. Ah, tá. Não trabalhou na farmácia não. E o senhor tava falando, inclusive a sua mãe enfatizou bastante essa questão. Olha, meu filho é trabalhador desde trabalha desde cedo, desde os 11 anos na farmácia. E a gente falou desde o começo aqui do nosso na Casa do Povo que a farmácia meio mistura com a sua vida pessoal. Então era acordar cedo ir pra farmácia, um momento, principalmente que o senor Dion veio a falecer. Como que foi pro senhor naquele momento ter essa responsabilidade sendo tão novo? Eu acho que assim, Deus me deu sempre uma responsabilidade muito cedo. Uma coisa boa que eu tenho é de trabalhar, tentar ajudar as pessoas, né? as pessoas que estão sempre ali no balcão da farmácia, que estão precisando de alguma coisa, numa doença, numa coisa. Eu sempre procurei sempre ajudar as pessoas de um jeito ou de outro ou pegando meu próprio carro, levando as pessoas para hospitais, sabe? sempre fiz esse tipo de trabalho, indo também na casa das pessoas, fazendo, né, uma pressão, a diabetes, aquele vi que a pessoa já estava muito ruim, eu mesmo já f, gente, vamos pôr no carro, vamos levar para hospital. Mas essa questão também, olha, o senhor abriu mão de ter o seu próprio negócio para cuidar de um negócio de outra pessoa, né? Foi uma decisão muito importante naquele momento. Sim, foi uma uma eh porque assim eh eu sempre falei a mim que a minha vida é pras pessoas, a minha vida é pro povo, então minha vida sempre foi sempre foi servir. Então assim, eh, posso ter errado, não errei. Eu acho que a minha vida foi pro povo. Tanto é que, né, a gente tá onde tá hoje devido a as pessoas que que a gente ajuda e vai continuar ajudando. Então vamos ver que tem uma dessas pessoas que o senhor ajudou a falar agora. Vamos ver quem é. Com certeza. Vamos lá. Vamos lá que a pessoal da farmácia deixou um recadinho também pro senhor aqui. Meu Deus, né? Quanta surpresa, hein? 11 lá a Nild. É, deixa, vamos ver o que ela tem recado para falar pro senhor. Meu nome é Anilde. Eu sou irmã do Aít. Nós somos em seus irmãos, né? E e meu irmão para mim, além de ser irmão, é um amigo, né? É um pai para mim também, que foi uma pessoa que me ajudou muito, como eu sempre quando eu precisei. E tivemos uma infância boa, né? embora. O Ato começou a trabalhar muito cedo, né? Já era uma pessoa responsável desde novo e mas sempre foi unido a nossa família, muito unido mesmo, né? Então, eh, o que eu posso dizer para ele? Tudo de bom, porque ele pra gente não temos o que reclamar. Eh, sempre foi presente na nossa vida, dos nossos pais, né? sempre foi um menino obediente, um menino eh trabalhador e sempre foi de ajudar as pessoas. E meu pai sempre falava, né? Ai, esse meu filho eh o meu sonho é que ele é um médico, porque ele ele ajudava todo mundo, as pessoas que vinham em casa, às vezes procurar por medicamento, consulta, alguma coisa. Ele sempre foi prestativo. Então, eh hoje, até hoje estamos juntos, né? Eh, sempre estamos presente um com a vida do outro. Eh, foi escolhido, né, por ser uma ótima pessoa. É o padrinho da minha filha mais velha. É um pai e participativo pros filhos dele, Naari e Renan. É um ótimo filho para minha mãe. Não desamparem nada. Os vizinhos aqui da gente, todo mundo gosta dele. Eh, então é o que eu posso dizer do Aíton. A referência é ótima e e eu agradeço a Deus por ele estar na nossa vida. Olha, ela enfatizou isso que o senhor falou, essa questão de ajudar os outros, essa questão de estar presente na vida dos outros e bem presente na vida da sua família também ajudando seus irmãos. É isso. É, não somente minha família, mas e sim as pessoas que nos procuram com aquelas dificuldades, né, de todo tipo. Sim, sim, né? A gente não vai descrever quais, mas alguém precisa alguma coisa. Se a gente puder ajudar, é melhor ajudar, viu? Tá certo. A Daniela também deixou um recado pro senhor, hein? Ah, [limpando a garganta] essa é uma filhada. Eu convivo com Aít convivo com ATO, porque quando eu nasci, ele já tava aqui na farmácia, já era o braço direito do meu pai e sempre foi uma figura muito querida, né? E ele sempre foi uma figura eh de que sempre inspirou muita confiança. E depois que que meu pai morreu, ele acabou ficando ainda mais à frente aqui da farmácia e se tornou uma figura paterna para mim também. Então hoje quando as pessoas me perguntam: "Você é filha do Aít", eu falo: "Ah, não sou mais". E isso é motivo de muito orgulho, porque o Aton é uma pessoa muito comprometida. prop ele sempre fez o propósito da vida dele sempre foi ajudar as pessoas, mesmo quando ele era um menino ainda aqui. E foi assim que ele se tornou tão conhecido, né? Ele é o cara que resolve. Pessoa já é até um bordão, né? Vai lá que o Ailro resolve. E isso é uma coisa que ele faz de coração. Ele é ele era de uma atenção com as pessoas muito grande, né? E ele é uma pessoa, a credibilidade dele também transformou ele no hoje é um cara que todo mundo conhece, todo mundo confia e ele construiu isso por ele mesmo, por um propósito que ele sempre teve. Vai lá que o Aílton resolve. É isso mesmo. Então, vereador, não, Deus resolve. Aon ajuda. [risadas] Deus resolve. E essa questão, olha, importante. Daniela falou, olha, as pessoas falam: "Ah, ele é seu pai". Não, mas é, né? Como que é essa questão também de ter esse papel tão importante na vida, né, dos filhos do seu Dionísio? É assim, eles fazem parte da minha família, sabe assim? Estudaram até com meu filho e se formaram junto, eh, fizeram curso de farmácia, tudo. E ela também fez farmácia? farmácia também, tá? Então, hoje é ela que toma conta, né? Sim. Da mãe, da mãe largou, ela que toma conta. Ela e Amanda lá em Prudente. Amandinha, você vai ver isso. Um abraço no seu coração. Que é, eu vivo mais com a Dani, né? Mas eu não esqueço eles. A Amanda, o filho delas também. É, é família, né? É, é. Eu gosto, faço do que gosta. Eu faço por prazer, a gente faz por amor, a gente não faz por dinheiro. A gente faz porque a gente gosta das pessoas. Sim. A gente não vê o a gente vai ver o lado humano. Mas nessa trajetória, Ilton, por que que você com essa questão profissional e pessoal? Porque a gente percebe que em muitos momentos, eu já disse e esses depoimentos reforçam isso, de que a sua vida pessoal se mistura um pouco com a farmácia, né? Tanto que apesar de se chamar Aton, Alton Sarmento, todo mundo chama ele de Aton da farmácia. Por que que nisso Mas você fez eh enfermagem? Que que aconteceu? Por que você não fez técnico em farmácia? Não, eu fiz técnico de enfermagem porque é o seguinte, eh eu fiz até um curso de desenho técnico mecânico também, porque eu queria fazer alguma coisa que ganhasse mais do que ganhasse em farmácia na época, né? Isso eu fiz em 82, o curso técnico de enfermagem. Eu, ah, então em algum momento falou: "Eu vou abandonar essa farmácia aqui." É, mas eu ia, mas só que assim, aí quando eu fiz o curso, eu trabalhava durante o dia na farmácia e fazia o estágio na clínica Santo Antônio, tá? É, em 82. E aí o o pessoal falou: "Você não quer ficar trabalhando aqui no hospital na época?" Eu falei: "Quanto que ganha, né? Ganha tanto, né?" Eu falei: "Não, mas a mesma coisa, tem um pouco menos, né?" Falei: "Não, vou ficar na farmácia mesmo". Sim. Aí eu acabei ficando na farmácia e até porque eh eu sempre [limpando a garganta] esqueceu a enfermagem. É, esqueci a enfermagem inclusive. Mas apesar que usa no dia a dia, quando vai aferir uma pressão, né? Verificar aí a a glicemia, serviu para alguma coisa, não foi de todo fora. Saturação, esse tipo de coisa. É, a gente tem no dia a dia, na época da pandemia, chegou também a a tá aí, porque do setor da saúde trabalhou demais, né? Eu trabalhei muito, graças a Deus. Fui na casa das pessoas que estavam com COVID e daí uma semana a gente ia voltava na casa da pessoa, aí a esposa já tinha tido, tava com Covid, aí o esposo já tava com Covid também. Peguei toda essa onda. Chegou a ter COVID ou não? Não, eu creio, eu creio que não, que se eu tive, ela passou e eu tive, é, não soube porque é, era todo dia tinha, a gente tinha esse ir na casa das pessoas, só vai lá, vai lá, vai lá ver, vai ver. É porque as pessoas não nem conseguiam, só se em casos eh muito graves iam para hospital, porque não tinha nem como ser atendido no hospital, né? Verdade. Eh, criou-se um um negócio que a população falava assim: "Se eu for pro hospital, se me entbarem, eu não volto". Sim. Ficou aquele aquele negócio assim que, ah, fulano foi depois que tubou. Eh, mas mesmo assim muita foi salva muita gente. Sim, muita gente. Eh, dizer que os hospitais também não suportou. Sim, não suportou tanta. Foram, foram feitos hospitais campanha, né? aqueles hospitais provisórios foram feitos tudo para ajudar sim no no atendimento, né? Mas e naquele naquele momento, naquela época, que que sentimento quando o senhor lembra daquele daquele período? Qual que é o sentimento que vem como profissional da saúde? do meu dever cumprido, do ser humano, como a gente tratar o ser humano bem, aquela pessoa tem que ter qualidade de vida, ter saúde. Gente, às vezes as pessoas só dá valor à saúde quando tá doente, quando tá com a dor, quando tá com problema de saúde, aí ele dá valor. Quando não, ele esquece. Ele não agradece a Deus, ele esquece. Então tem que ter fé, tem que fazer oração, tem que no dia a dia pedir saúde a Deus. Sim, sempre. Tá certo. Então, ah, a gente tá falando muito aqui do Aíton Profissional, mas tem tempo nessa história para lazer, para passear um pouco? Olha, olha, eu tenho pouco, né? O meu lazer, que o meu lazer preferido é uma pescaria, né? Pescaria. É, é. Ah, e é bom pescador? É, eu tô aprendendo, viu? Mas pesca no Rio mesmo? Eu pesco Rio mesmo no Rio Grande. Lá no Rio Grande, em que parte do Rio Grande? Eu vou, eu vou na de Vida dasinas aqui. Não, lá é lá em Planura, né? E também vou lá onde eu tenho um onde ficar lá no Rio Grande, lá em Ouroeste. Ah, entendi. Dá para pescar. A gente tem uns cliques aqui. Vamos ver se o senhor é bom pescador. Vamos ver que o senhor gosta de fazer aqui, além de pescar. Vamos lá ver umas fotinhas. Vamos aí. É onde, vereador? Ah, isso aí foi lá no sul com a minha filha. Hum. Agora eu não me lembro onde que é uma, tipo, uma caverna. A gente já era, aí foi Aparecida do Norte, fazer agradecimento lá Aparecida do Norte, tá? A gente foi agradecer. Sim. E aí sempre que pode E aí? Isso aí é é uma cidade chama Carlópolis. Eh, uma amiga minha pediu aon eu tô sem carta, você consegue me levar lá em Carlos, é para levar, ó, na roça. É isso aí. É lá no interior de São Paulo, uma cidadezinha bem pequena. A gente foi comprar leite cedinho, cedinho a gente foi comprar leite para [tosse] virada da vaca. Ah, e começou a pescaria. É. Aí foi aí já foi aqui na praia do Astúrio, aqui na do Guarujá. Tem diferença de pescar peixe de água doce e água salgada. Ah, ó o peixe aí, hein? Olha. É isso aí. É o cachara, né? Mas é verdade. Foi o senhor que pescou esse? Era um pintado. Éã esse aí eu pesquei e eu me lembro. Esses são tucunarés. Esses aí lá do Rio Grande, né? Aquele lá cachara pintado. Eu soltei porque não dava piso, tá? Ah, é. Não tinha peso suficiente. A gente solta. Tem, tem que ter isso também. Tem que ter. A gente tem que ter a consciência que qual que é o peso mínimo, por exemplo, no caso do pintado é é normalmente acho que é 70, 80 cm. Ah, pergun 5 6 kg. Olha, na praia também. Aí isso aí a dona Maria pediu. Ah, meu filho, me leva no Guarujá. Aí eu peguei, ela pediu naquela outra foto também anterior, me leva meus netos no Guarujá e eu levo também. E leva também. Mas tem um momento também, ó, de comer um torresminho isso. Isso aí foi no Bar do Camuí. Sim, isso aí foi lá no bode cheiroso. Cheiroso lá no Rio. No Rio. A gente foi lá também experimentar o torreso. E faz tempo que o senhor não passeia ou tem passeado bastante? Gosto. Olha, eu tenho passeado assim mesmo pra pescaria, né? Eu tenho ido agora na Já foi esse ano? Já fui, já fui. Pescou lá no Rio, no Rio Grande, pesquei e peguei no rancho lá, daoeste. Ah, isso aí. Tá certo. Então, vereador, agora a gente tá falando de toda de toda essa história, de toda essa vivência, esses momentos que foi falar, vai passear com os netos, vai passear com a família. E falou sempre, né, a questão esse carinho com os filhos, né? Os filhos hoje, o que que eles representam pro senhor? Ah, meus filhos, eu amo eles, né? Eu amo Renan, Manaiara. E o Renan faz o quê? Ele tá na farmácia. Ah, ele é farmacêutico. Ele tem farmácia também. E ela? E a minha filha é dentista, consultor dentário. Dente já, já, já atende. Já atende, já atende São Paulo também. Vai São Paulo, vai todo dia para São Paulo, volta à tarde. É correria esse trabalho. A gente dá estudo e o resto ele se os restos. Então, e mais no meio dessa correria eles também conseguiram gravar um recadinho pro senhor. Vamos ver quem é de quem é o primeiro recado. Vamos, vamos, vamos lá, hein? Segura coração aí. Bom, falar do meu pai, eu acredito que inicie sempre com simplicidade. Eu acho que essa palavra que mais resume ele, ele é muito simples. Ele é assim, poucas coisas já fazem ele muito feliz e essas coisas às vezes não são coisas que a gente espera que sejam, né? E pelo fato dele ser dessa maneira, a gente se surpreende com a forma dele dele ser feliz. As primeiras lembranças que eu tenho do meu [limpando a garganta] pai, eu acredito que sempre envolvam farmácia, né? Já começo ali com com o seu Dionísio, que era o antigo patrão dele, eh brigando comigo porque eu mexia todas as prateleiras e tal. Então, meu pai sempre me deixou hum dentro da farmácia, dentro do trabalho dele, porque eu acho que uma outra palavra que resume ele seria trabalho, né? Porque ele sempre tava na farmácia, sempre tava na farmácia. Ah, final de semana, ã, queremos sair com a família. E aí meu tinha que esperar meu pai chegar para para sair de domingo horário e sempre fez muita força, muita luta para poder dar o melhor estudo pra gente, para mim e pra minha irmã e e eu não tenho nem nenhuma maneira de de de recompensar ele hoje em dia se não sendo grato, né? E tudo que ele pede, que se tiver a meu alcance, eu sempre tento fazer. Ele é um cara que para todo mundo e para assim, eu acredito que mudou a vida de muita gente pelo fato de uma escolha que ele fez lá atrás de estar trabalhando com farmácia. Hoje em dia eu tenho uma farmácia, eu trabalho com farmácia, eu nasci dentro de uma farmácia e a gente não sabe onde começa, a gente só sabe como a gente tá aqui agora, né? Mas parando para pensar, eu acredito que tudo isso envolva o hoje o Auto da farmácia, né? E dentro da farmácia, eu acredito que poucas pessoas tenham eh essa sensação que que eu tenho, que é de receber um elogio gratuito do seu pai praticamente todo dia. A gente trabalha 100, 150 m uns um do outro, né? Da lojas da distância. E todo dia eu acredito que eu escute mais elogios dele do que ele próprio, porque as pessoas não costumam elogiar, né, as outras assim. Mas sempre que alguém pode pontuar e falar: "Seu pai é 10, seu pai é muito bacana, seu pai é gente boa, seu pai é super simples, seu pai é humilde, gosta do seu pai". Eu escuto isso diariamente. A gente faz 100 atendimentos todo dia e todo dia alguém pontua isso para mim e isso acho que não tem preço que pague. Eh, acho que são poucas pessoas no mundo que podem ter um pai que recebe elogio todo dia. E eu sou um deles. Eu sou muito feliz, muito grato por isso. E sua vez é isso, pai. Queria dizer que que eu te amo, que eu tenho muito orgulho de você, da pessoa que você é, de tudo que você lutou para tá onde tá. E não é por acaso. E eu sou muito feliz em ser seu filho. Tenho uma gratidão enorme que eu provavelmente não vou conseguir te recompensar nem com tudo que eu fizesse para para poder tentar, tá bom? Eh, um abraço, sucesso sempre, que eu vou estar do out do seu lado e te ajudando, te auxiliando no que no que vier. Obrigado. Deus é maior. Deus é glória a Deus. Olha, você viu o que ele falou? Ele levou ele pra farmácia também. Levei ele, levei meu irmão caçula também. Eh, levei muita gente pra farmácia. É, é, graças a Deus, né? É verdade. Deus. E essa questão se viu 150 m. Vocês trabalham pertinho? Então pertinho do outro. Pertinho. Na mesma rua. É praticamente na mesma rua, só que eu tô na esquina daqui da Paula Souza, ele tá na esquina da bolição, né? Entendi. É pertinho demais. Ah, alguma coisa meu meu filho, tem aí, pai. Tem aí? Entendi. Tem um remédio aí, alguma coisa a gente influenciou, então. Influência positiva na profissão do filho. Graças a Deus. Nossa, eu tenho um filho maravilhoso. Esse menino nunca me deu trabalho, gente. Esse menino é uma alegria que eu tenho. Ele, a Naara, nossa, eu levanto as mãos pro céu e falo: "Glória a Deus, muito obrigado, meu Deus, tudo." Ah, e a Naara também gravou pro senhor, hein? Ah, gravou sim. Vamos lá. Aí o coração não aguenta, mas vai aguentar sim. Tá bom, gente. Olha. É. Vamos lá, gente. Vamos ver o que a Naara gravou pro pap. Meu pai sempre foi um pai muito dedicado, sempre foi um pai, mesmo trabalhando muito, muito presente, ele sempre tentou estar bem próximo da família, principalmente aos finais de semana. Ele sempre foi um pai que assim, ah, vamos pra praia, entrava no mar com a gente, se divertia, ia em parque de diversão, tava sempre ali brincando, se divertindo, festejando. Um, um dos maiores ensinamentos que meu pai me passou, assim, que que eu vejo aí no dia a dia, é continuar sendo uma pessoa humilde, sendo ele mesmo, sendo uma pessoa amiga, uma pessoa grata, uma pessoa presente e sempre disponível para ajudar as pessoas a amar sempre, em primeiro lugar a família, né? Meu pai, ele é um um ótimo filho, um ótimo irmão, um ótimo pai e um bom amigo. Então, eh, falar sobre o meu pai é fácil. Meu pai, ele é uma pessoa incrível, assim, todo lugar que ele vai, ele cativa as pessoas, ele tem um jeito único ser, né? Todo mundo fala: "Nossa, como pode, né? Meu pai não muda. Meu pai ele tem uma essência assim linda, uma essência que que eu amo e que eu adoro me identificar nela, né? Que é o Aíton. Eu tenho orgulho de várias coisas que meu pai faz, de vários gestos, de de muita coisa mesmo. Meu pai, ele sempre se dedicou muito aos filhos assim e à família. Ele abicou muito da vida dele para sempre proporcionar o melhor pra gente, tanto para mim quanto pro meu irmão. Ele perdeu muita parte assim de de algumas fases nossas assim por trabalhar tanto e sempre, né, dentro do possível priorizar um bom estudo, uma boa saúde. Meu pai, ele é um cara que eu vejo assim ele se emocionar, né, muitas vezes por ajudar o próximo. Eu volto mei assim, eu sempre escutei de muitas pessoas à minha volta, tanto clientes como pacientes, como pessoas que conhecem meu pai às vezes muito mais tempo do que eu tenho de idade, né? Nossa, mas seu pai, seu pai sempre me ajudou muito. Seu pai cuidou da minha mãezinha, seu pai cuidou do meu sogro, do meu filho, né? Ai, a gente veio de outra cidade, na época não tinha tanto acesso, né? Às vezes ao hospital, meu pai sempre ajudou muito as pessoas, né? Ele, e eu acho que esse é o grande propósito dele, né? de vida é ajudar o próximo. E eu tenho muito orgulho do meu pai, é difícil de falar porque eu sou muito grata de ser filha dele. Ele é muito afetuoso, ele é amoroso. É difícil falar em um único momento sobre a minha relação com meu pai. A minha relação com ele, ela é única, é de parceria, é de companheirismo, é de troca. Eh, eu amo ver meu pai muitas vezes se divertindo, pescando. Ele vai para longe, aí quando ele chega, ele traz macarrão, doce de leite. Eh, essa é a forma dele de amar, de demonstrar carinho. Ele liga, ele manda foto, ele manda vídeo, ele fala que ama, ele faz churrasco, ele faz assim tudo para agradar a gente. E e é isso, assim, ele é uma pessoa muito fácil de lidar na maior parte do tempo, completamente o meu oposto. Bom, pai, eu quero falar que eu te amo muito, você sabe. Eu procuro sempre estar do seu lado, sempre demonstrar o quanto você é importante para mim, o quanto eu sou grata por tudo que você me fez, tudo que você me proporcionou, por todo esse por todo o amor que você me deu. É, eu amo ter você na minha vida, eu amo ter você por perto e muito obrigada. Obrigado por tudo. Obrigada. Ai, é maravilhoso ser sua filha. Eu só tenho agradecer a sua princesa aqui. Te ama muito. Eu também, princesa. Te amo muito demais. Amo meu filho, viu? Graças a Deus. Vereador ficou aqui. Olha, da minha vida. Sim. Ah, é muito bom, né? E olha, ela sabe essa princesa aqui que o senhor chama ela de princesa, o senhor falou todo o tempo aqui, né? É, todo tempo. Eu sempre chamo de princesa. Vereador, o que que de toda essa trajetória que a gente viu, dessas pessoas importantes que passaram, as que estão ainda na sua vida, com uma frase resume isso para nós. Agradecer a [limpando a garganta] Deus. Deus. Agradeço a Deus por tudo que ele me dá, ter essa família, ter os amigos, ter os clientes, ter as pessoas que gostam de mim, tá podendo servir. Deus é muito maior. Deus é grande. A gente tem uma foto, parece que muita gente junta, então para fechar o nosso podcast de hoje, é com um monte de gente aí que o senhor Olha aí a família e amigos. Verdade, gente. Olha só. Nossa, gente, eu amo todo mundo. Eu amo todos. Eu gosto demais de família, eu gosto muito de amigo, de colega, deu Eu não tenho, eu não tenho pessoas que não gostam de mim, não tenho mesmo. É, o seu filho falou, cada 100 pessoas que vai, passam por lá, 99.9 fala verdade do quanto gosta da senhora. Aítlon da farmácia, muito obrigada pela sua participação hoje com a gente. A gente conseguiu conhecer um pouquinho da história dele e já vamos combinar aqui. No próximo semestre a gente vai conhecer quem é o Aílton vereador, por entrou na política. Mas aí o senhor me encontra num outro programa. Pode ser? Pode. Mas a próxima vez você me avisa para mim trazer uma toalha para chorar. [risadas] Isso. Ai, vereador. Olha, mas é isso. É a gente mostrar, né, que todo mundo vê eh o vereador, o político e não sabe que tem, muita gente não imagina que tem uma história, que tem toda uma questão que para chegar aqui tem muita coisa que aconteceu antes, não é verdade? Nesse próximo assunto aí, pra frente, pra política a gente vai falar sobre isso, tá certo? Então, como o vereador chegou, tá certo? Então, vereador, muito obrigada, viu? Eu que agradeço, vi agradeço a TV Câmara, tá certo? Olha, o na Casa do Povo fica por aqui. Até um próximo podcast. Lembrando que você pode ir lá no youtube.com/tvcâmaracampinas vai na playlist na Casa do Povo e ali você acompanha todas as entrevistas que nós [música] fazemos com os vereadores e vereadoras da Câmara Municipal de Campinas. Até um próximo na Casa do Povo. เฮ [música] [música] Oh. [música]