Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] TV Câmara Campinas. Olá, um bom dia para você que acompanha a programação da TV Câmara Campinas. Estamos ao vivo aqui do plenarinho da Câmara Municipal e você confere a partir de agora o segundo simpósio de autismo de Campinas com o tema Com amor as peças se encaixam. A iniciativa é do vereador Eduardo Magoga. O simpósio continua eh eh será realizado aqui no plenarinho da Câmara Municipal até às 13 horas da tarde. Para você participar aí do evento, é só se dirigir aqui ao plenarinho com entrada pela Avenida da Saudade número 1004, bairro Ponte Preta. As palestras do período da tarde serão gravadas e posteriormente disponibilizadas no canal do YouTube da TV Câmara Campinas. Com a palavra o vereador Eduardo Magoga. Segundo simpósio sobre o autismo, com o tema com amor as peças se encaixam. E eu quero aqui neste momento convidar para fazer parte aqui da mesa a senhora secretária Vandecleia Moro da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social do Município de [Aplausos] Campinas. Também quero convidar a senora Maria Cecília de Oliveira, presidente da AFAG. [Aplausos] e convidar também o vereador Leco da cidade de Americana. [Aplausos] Nesse momento eu quero começar aqui ao nosso segundo simpósio lendo uma passagem da Bíblia, versículo capítulo 6, que diz assim: Pai nosso que estais no céu, santificado seja o teu nome, venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dá hoje. E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores. E não nos deixe cair em tentação, mas livra-nos do mal. Pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém. Assim eu declaro a todos vocês não somente um bom dia, mas um excelente dia de sábado e agradeço a cada um de vocês que está presente aqui neste momento. Também quero aproveitar, já composta a mesa desse segundo simpósio, a nossa secretária, que a gente tem um carinho especial por ela. Então, um bom dia, secretária. Deus continue te abençoando. A Cecília, que também é uma amiga, uma parceira nossa. e o vereador Leco, que esta semana nos recebeu também na cidade de Americana e lá realizamos o simpósio também, porque a intenção nossa é levar esta ação como na caminhada que fizemos aqui na Alagoa do Taquaral, eu costumo dizer, às vezes não é uma caminhada, não é duas, pode ser 10, 15, 20, não é um simpósio, dois, mas são vários. a sequência dessas ações que vão nos trazer um resultado futuro. Então aqui neste momento, começando pelo vereador Leco, eu passo a palavra para fazer suas considerações iniciais. Alô ficou. Alô, alô. Bom dia a todos. Eh, antes de mais nada, eu queria agradecer o convite. Até fiquei aqui surpreso aqui que eu vim mais para prestigiar e aí acabei aí sendo agraciado aí pelo convite de estar aqui na mesa. Queria cumprimentar nosso vereador aqui de do Podemos de Campinas, Eduardo Magoga. Eh, parabéns pelo trabalho, pelo empenho também. Eh, cumprimentar aqui a secretária de assistência, VCIA. Vandecleia, parabéns também pelo trabalho. Também cumprimentar representante da PAI, a FAG, a FAG, é, da cidade de Campinas. e cumprimentar todos aqui presentes, todos os as autoridades que estão aqui, todos os representantes das entidades, todas as mães atípicas, né, que estão aqui, que eu falo que o trabalho que acontece aqui é só por causa de vocês. A luta é de vocês e é vocês que fazem com que a gente tenha coragem de poder trabalhar e poder ajudar numa questão e numa causa tão nobre que é a questão do autismo. Eu queria agradecer também a a Dra. a Kathern que tá aqui hoje aqui presente, a Luciana também aqui for audióloga que tá aqui presente, o Magagoga que se a semana passada nós tivemos em Americana também lá um um seminário e eles estiveram lá presente com a gente. Obrigado, viu, pela presença de vocês lá, nos agraciou bastante, eh, no eh cresceu muito em relação aos nossos conhecimentos lá, oos conhecimentos de vocês e a porta de americana tá aberta. Eh, é só falar que assim, eu quando eu fui paraa Brasília, eu conheci a doutora, o Magagoga lá, estavam lá e nosso lá eu numa audiência pública, eh, a questão deles hoje de poder buscar essa ajuda para que esse trabalho que elas fazem de pesquisa possam caminhar cada vez mais aqui no nosso país, eu vi muita esperança nesse trabalho deles e é isso que eu quiser. levar pra americana. E é isso que eu tô aqui hoje, para que a gente possa trazer esperança às mães, para que a vida seja melhor, que a qualidade de vida dos autistas seja melhor. Então é isso. Eu acho que aqui hoje é um momento de esperança, né? Que a gente pode ficar um pouco mais feliz em saber que tem pessoas trabalhando, pesquisando, estudando para que a qualidade de vida dos autistas, dos familiares seja melhor cada vez mais. Então, mais uma vez, obrigado pela pelo convite. É, obrigado por cada uma de vocês aqui que lutam todos os dias para que possa ter qualidade de vida e melhorar eh a vida de muitas pessoas, que é o nossa função enquanto poder público, enquanto pessoas públicas. Eu falo que se eu não se eu não eu tô como vereador americana hoje, mas se eu não trabalhar para poder ajudar as pessoas, eu vou embora. É, eu tenho minha função de fiscalizar o governo, fiscalizar, mas se eu não tiver lá para trazer coisas boas, para ajudar as pessoas, eu acho que a minha função já não tem mais valor nenhum ali. Então, obrigado de novo e parabéns a todos aí pelo pelo pelo simpósio aí e pelo trabalho. [Aplausos] Obrigado, vereador. Também quero cumprimentar aqui o Thigo Ferrara, que é coordenador do PIC, primeira infância campineira, que tem feito um excelente trabalho na cidade de Campinas, reconhecido e inaugurou um espaço lá na Vila Padrancheta, que deu outra cara lá pro espaço. Obrigado pela presença, Thago. Agradecer também a Márcia Helena, presidente do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência. Obrigado, Márcia. [Aplausos] E o João que é assessor da vereadora Débora Palermo, que também deixou um abraço aqui, não pôde participar conosco, que teve um compromisso em São Paulo. Obrigado, viu, João? Bom, neste momento eu passo a palavra para Maria Cecília fazer suas considerações iniciais. Bom dia a todos, a todas. Antes de mais nada, eu queria agradecer muito essa oportunidade à Câmara Municipal de Campinas, ao vereador Eduardo Magoga, a secretária por estar aqui conosco, ao vereador de Americana pela presença, vereador Leco e a todas as autoridades presentes, a todos vocês, mães, pais, familiares, as pessoas do espectro autista, né, que é para elas que nós estamos fazendo esse evento, que é algo extremamente importante e caro para nós, né? Porque é uma é um assunto que a gente tem sempre que abordar e nunca esquecer eh que a gente precisa lutar por ele, né? A eu sou presidente da AFag, a Associação de Familiares, Amigos e Pessoas com doenças graves, raras e deficiências. Também sou conselheira nacional eh do CONAT, Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Conselheira Nacional de Saúde do Conselho Nacional de Saúde. Estava até ontem em Brasília e também ali lutando, né, por todas as pessoas com doenças graves, raras e deficiências. E a gente sabe que é não é uma luta fácil, né? a gente está vivendo momentos muito difíceis e a gente celebra alguns avanços, mas muitos retrocessos. Inclusive, eh no dia 10, ontem, não, antes de ontem, iniciou novamente o julgamento do rol taxativo. E isso é algo absurdo e que mais uma vez a FAG se põe à frente contra essa atrocidade. Então, nós estávamos lá também presentes mais uma vez para isso e tenha certeza que essa bandeira também é nossa. Eh, estávamos também presentes o ano passado eh contra o tema 1 2 3 4, o tema 6, que eu acho que vocês sabem o quanto isso prejudica as pessoas com doenças graves, raras e deficiências. e não só as pessoas com doenças graves, raras e deficiências, mas prejudica toda uma sociedade. Isso é um retrocesso, é um desacato, é uma afronta à nossa constituição, é um desrespeito. E isso a gente tem que mostrar a nossa indignação, a gente saber o que está acontecendo, porque não afeta só aquele, aquelas pessoas que mais precisam, as que são mais custosas, como eles falam. Eles afetam o princípio da equidade, que é um princípio do próprio SUS, da própria Constituição, que é tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais nos exatos limites das suas desigualdades. E isso é gravíssimo. Isso eu levei e eu levo sempre para dentro dos conselhos e eu falo assim para todo mundo que muitas vezes faz cara feia para mim. Eu não estou aqui para ser amada por ninguém. Eu estou aqui para ser respeitada e para que respeitem os direitos das pessoas com doenças graves, raras e deficiências. Então, gostaria sempre que vocês soubessem disso, tenham na gente eh essa ajuda, né? Mas a gente precisa de todos também. E é muito bom quando a gente encontra, né, pessoas como Eduardo Magoga que enfrenta isso conosco, outras autoridades também que a gente sabe que a gente pode contar lá em Brasília e a gente também tem ido atrás disso e a gente tem algumas pessoas que estão levantando essa bandeira, mas são momentos difíceis e que a gente precisa realmente estar eh muito imbuído nessa luta e nessa união, Porque isso não é favor, isso é direito. E as pessoas com transtorno do espectro autista merecem respeito. Elas merecem todo o tratamento necessário, elas merecem a inclusão necessária. Isso não é favor, isso é um direito garantido pela nossa Constituição Federal. Então, nós temos que lutar e esses eventos são importantíssimos. E como o vereador falou, não é um evento, não é dois eventos, é a constância, é a sociedade cada vez mais mostrar essa importância, essa indignação. E nós temos que fazer isso. Quem muda o Brasil, quem muda um país somos nós. Então, eh, conte conosco e um bom evento a todos. Muito obrigada. Obrigado, Maria Cecília. Também quero aproveitar o momento, agradecer a Cleide Francisca dos Santos, assistente social do CE, agradecer a Dayane Felipe, coordenadora do Conselho Tutelar CT3, o Dr. Pedro, que é representante do Dr. Arli de Lara Romeu, presidente da beneficiência portuguesa. Bom dia. Obrigado pela presença. Neste momento eu passo a palavra pra nossa secretária Vandecleio. Olá, bom dia. Bom dia a todos. Começo com minha auto inscrição. Meu nome é Vandleia, sou uma mulher loira, estou vestindo um vestido azul, tênis branco. Nós estamos sentados à frente de uma mesa marrom. Do meu lado esquerdo está o vereador Eduardo Magoga. Do meu lado direito está a Maria Cecília, quem acabou de falar, e ao lado dela o vereador Leco. À frente, então nós temos uma plateia que está lotada, cheia de pessoas que querem fazer a [Aplausos] diferença. Pronto, agora eu cumprimento o vereador Eduardo Magoga. Parabéns pela iniciativa. Muito feliz de estar aqui representando o nosso prefeito Dário nesse segundo simpósio sobre o autismo. Parabenizá-lo pela iniciativa, pela mobilização. Nós estivemos juntos domingo e podemos ver o quanto é importante ter o legislativo também atuando nessa ação. O legislativo tem um papel muito importante, seja de fiscalizar, seja de elaborar projetos de lei, leis que vão transformar a cidade. Mas este papel de ser o representante do povo com a escuta do povo é fundamental e o senhor tem o desempenhado de forma plena. Parabéns, vereador. Da mesma forma cumprimento o vereador Leco, lá da cidade americana. A gente estava conversando um pouco sobre os avanços que ele tem buscado para essa pauta na cidade. Parabéns pela toda a mobilização, João. Manda um abraço pra vereadora Débora, também muito ativista, esteve conosco no último domingo também. Eh, cumprimentar a Maria Cecília, que fez uma fala emocionante, muito importante, uma fala que traz o quanto a responsabilidade de todos nós esta causa, este movimento é de todos. Cumprimentar a Márcia, presidente do Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, gestora de uma OSC, também está aqui conosco. A Mariá, conselheira do Conselho Municipal de Pessoa. Ninguém conhece, né, Mariá? Onde ela tá? Ela, essa aqui é fulana, essa aqui é fulana. tava apresentando todo mundo, representando também todas as mães atípicas aqui, que entende sabe o desafio que é estar eh com a responsabilidade não só do cuidado do seu filho, mas também da garantia de direitos dele. Tô vendo aqui o mineiro de espetinho. Parabéns, prazer vê-lo. A nossa conselheira tutelar, a Dayane, cadê? Tava aqui. Olhei. Pronto. Coitada. Bem na hora que eu falei o nome dela. Mas tá bom. a Daane, o quanto é importante o Conselho Tutelar, porque a gente, não vou entrar ainda no discurso, deixa eu terminar os comprimissos. Conselho Tutelar é muito importante, pastor Alexandre, quem em respeito não só ao senhor, mas a todos aqueles que têm deficiência visual, fizemos então a autodescrição. Diz, a gente tem, então estou aqui, obradeço, é uma obrigação, na verdade. Eh, nós estamos aqui para representando o prefeito Do. Então, eu poderia falar apenas que enquanto prefeitura na assistência social nós temos 200 vagas em entidades para Acabou. Nossa! vai falar do prefeito Caiu. Vai, pronto, FR. Agora sim. Pronto. Eh, nós temos 210 vagas destinadas a pessoas com deficiência. Nós temos um centro de referência pessoa com deficiência que faz o atendimento, encaminhamento em assistência social, mas que pode abrir portas em outros locais. Nós temos o cartão bem acessível para que as mães e aqueles que têm algum tipo de deficiência não precisem, vereador, ficar andando com laudo para cima e para baixo, provando que o filho que tem uma deficiência oculta ou que a pessoa tem uma deficiência tem aquela deficiência. Então, o cartão bem acessível tem esse perfil. Nós temos o programa Renda Campinas com olhar paraa mulher e para aquelas mulheres cujos filhos têm algum tipo de deficiência ou que tem idosos na composição da família. Mas não é isso que eu quero falar aqui. Representando o prefeito Dá, eu quero dizer o quanto é importante essa construção conjunta, seja legislativo, seja executivo, seja assistência, seja família, pode atender, não tem problema nãotadinha. o quanto essa escuta de qualidade é importante e essa escuta de qualidade só vem escutando quem faz parte, quem vive dia a dia. Eh, nós temos participado, vereador, em várias rodas de conversa de mães atípicas. Você sabe, Maria, Maria Cecília, uma coisa que em todo lugar que eu vou, eu falo porque me chamou muita atenção, foi ouvir uma mãe dizer que ela não sabe o que é lavar um cabelo com tranquilidade, porque ela não tem um cuidador de casa e ela tem que tomar banho correndo com ouvido atento, porque a qualquer momento o filho pode ter uma crise, ela tem que sair correndo do banheiro para fazer o cuidado. E essa é uma realidade de desta mãe, mas muitas outras vivem essa realidade. E o olhar pra mãe é importantíssimo. Quantas mães que ao receber o laudo entram em luto, em luto pelos seus sonhos, sonhos que elas planejou pro filho. Ela tem que reconfigurar a rota, ela tem que repensar. Mas e aquelas que ainda nem o laudo tem e ficam naquela expectativa? Porque quando tem o laudo, você tem o tratamento, você tem o diagnóstico, você sabe qual o tratamento adequado, mas muita mães ainda estão nessa expectativa. Então estar junto para que a gente possa construir, aprender, porque aqui vão ter muitas profissionais que vão poder falar, aprender, tô vendo as pessoas com caderninho, mas também conhecer o dia a dia, tá perto daquelas mulheres. E eu falo mulheres porque, infelizmente, vereador Eduardo, quando se tem o diagnóstico de criança ou pessoa com deficiência na família, os homens, ó, a maioria deles abandona. são as mães solos, as mulheres que ficam com essa responsabilidade. Então, é muito importante fazer a escuta das mulheres. A gente vê aqui que o plenário não em detrimento dos homens, a maioria são mulheres. E o quanto é importante ter homens que sabem que isso é importante e que se fazem presente, se manifestam, falam: "Eu apoio essa causa, contem comigo." Então, parabéns, vereador pela iniciativa, toda a sua equipe, todos que aqui estão. Fecho a minha fala dizendo que a gente tem muito o que avançar. Comecei dizendo o que que a gente tem, mas o que nós precisamos avançar. São muitos diálogos que precisam ser feitos, diálogos sobre a escola de tempo integral, o quanto isso afeta e de que forma temos que fazer. A Maria tava, a, a Márcia tava conversando sobre isso comigo, o quanto a gente tem esses desafios, a criança fica, a criança ou o adulto fica o dia inteiro na escola e depois como fica os tratamentos, como que vai fazer? Tem o suporte? Nós temos que dialogar sobre o rol taxativo. Sim, o rol taxativo é uma conquista que estão querendo tirar, dizendo que é inconstitucional. Então a gente tem que a gente quer o exemplificativo e o quanto isso não, o rol táativo não é uma conquista, é o exemplificativo que é uma conquista. estão querendo retirar isso de nós e a gente precisa de mobilizações. Parabéns a vocês, porque a mudança começa com cada um de nós. A o avançar, a mudança que a gente quer não tá no outro, não tá na outra pessoa, não tá em outro movimento, está em nós e vocês fazem essa diferença. Parabéns a todos. E eu não posso deixar de citar aqui o Thiago Ferrari, que é o nosso parceiro. Quando eu falo de mudança, o Thiago é o responsável pela primeira infância campineira. Então ele é responsável pelo futuro dos nossas crianças, dos nossos adolescentes. Então parabéns, Thago, pelo trabalho que você faz. Então quando a gente fala de mudança, você tá envolvido, faz parte e tem um grande significado todo o trabalho que você realiza. Obrigada a todos. [Aplausos] Como a secretária Como a secretária falou, as mulheres estão sempre dominando as nossas vidas, hein, homens? Olha aqui. Eh, obrigado, secretária. Deixa um abraço também pro prefeito. Gente, o prefeito, ele gostaria de estar em todos os os eventos. Se tem alguém que acorda cedo na cidade, é ele. É 3:30, às vezes 4 horas da manhã, tá respondendo mensagem. Mas ele não pôde vir, mas deixou um abraço para todos vocês também. Bom, continuando aqui, quero aproveitar agradecer o Fábio, presidente da Associação dos Agentes de Viagem. Agradecer a Dra. Regina Helena, que é doutora cirurgiã dentista, que trabalha com as crianças Teia. Nossa, isso aqui é parabéns, viu, Dra. Regina? Eh, Fernanda, representante do Lar da Vita, Dona Vita. e cumprimentar também o vereador Campos Filhos, ex-vereador dessa casa, que se faz aqui presente. Obrigado, vereador Daniele Schimit, coordenadora pedagógica da ELECAMP aqui da Câmara. Bom dia a todos vocês. E agora, gente, eu quero anunciar os nossos palestrantes do dia de hoje. Nós temos aqui pessoas que vão trazer muitos dados e também muita esperança às mães atípicas, às famílias e até pra gente que estamos representando aqui o legislativo da cidade de Campinas e também o executivo da cidade. Eu vou anunciar eh os falar o nome dos palestrantes. ao Dr. Rodrigo, D. Luciana, Dr. Vinícius, o Diego e a Dra. Catherin. Quero pedir uma salva de palmas para eles. Quero quero dizer também que todos esses palestrantes eh não estão sendo pagos. Eles estão aqui porque eles também militam nessa causa, acredita que com essa força de todos nós juntos podemos chegar em algo positivo paraa sociedade. Então essas salvas de palmas é para agradecer eles por nesse sábado de manhã eles deixarem os afazeres deles para estar aqui atendendo, trazendo uma palestra, conhecimento do fundo do coração deles. Sei porque eu convivo eh com eles no dia a dia e sei que para eles isso daqui é um prazer de estar aqui conosco. E antes de anunciar o primeiro palestrante, eu quero chamar a Maria Neves para também fazer as considerações eh iniciais desse simpósio, porque a Maria Neves, ela dedica uma boa boa não, vai 24 horas do tempo dela, é lutando e brigando. Às vezes não é nem pelo Pedro, filho dela, é pelo filho de outras mães. Então, Maria, por favor, faça as suas considerações. Bom dia. Bom dia. Bom dia. Bom dia a todos. Vou fazer minha autrição. Eu sou uma mulher de cabelos tingidos, mas tá pago a tinta. Tá tudo certo, né, Vand? Eu uso armação dourada. Eh, sou baixinha pequena, tocou um blaze azul, um colado símbolo do autismo e uma calça social preta. É com muita alegria, vereador Eduardo Magoga, que a gente chega esse momento aqui no Abril Azul e muitas conquistas a gente teve, não é, Thiago Ferrari? Mas a gente tem muito ainda a avançar eh em educação, em saúde, em direito da pessoa com deficiência. É por isso que o Dr. Rodrigo, promotor, tá aqui para representar a a comunidade autista nas questões dos direitos. É muito importante que todos vocês estejam aqui. A Ju Rossim, da Ampli, Rodrigo, Dra. Luciana, a minha presidente do Conselho Municipal, aonde eu sou conselheira, Márcia Helena, que é uma lutadora, e agradecer também todos os palestrantes que vieram, que não disseram não. E é importante falar, vereador, que mais palestrantes queriam estar aqui hoje. A gente, só eu recebi 28 pessoas que são especializadas em autismo e queriam estar aqui. Então assim, isso é muito grande, Dra. Luciana, porque vai de encontro com o que nós mães queremos. A gente quer resposta do poder público. A gente, meu filho é autista, mas eu vivo o autismo. A minha família é atípica. Então, a gente tá muito feliz com a participação de todos vocês, dizer que cada um de vocês é muito importante para esse momento. A Vandercleia, que trabalha diretamente com a gente sabe da importância de cada um de vocês. Eu tô muito feliz por essa casa cheia de hoje e dizer para vocês que o autismo é como mar. Tem dias que ele é forte e tenebroso. No outro dia o mato tá sereno e calmo. Ontem na minha casa foi uma ventania e hoje ele serenou. Então se vocês acham que tem um problema muito difícil, nunca esqueça, lute como a mãe de um autista. Obrigada. As mulheres querem fazer nós chorarmos hoje, hein? Bom, eu quero convidar agora para fazer a nossa primeira palestra o promotor da vara da infância e juventude do Ministério Público de Campinas, o senhor e Dr. [Música] [Aplausos] Rodrigo. Acho que a gente vai desfazer a mesa, né? Senhora vai bem? Tudo bem? Tudo bem. Não. Eh, você sabe que que eu, Dr. Rodrigo, eu vou pedir para vocês permanecer na mesa, porque eh a gente tá com um pouco de falta de espaço e e o Dr. Rodrigo fica aqui com a gente. Eu só tô pedindo licença pro vereador porque E aí, Dr. Rodrigo, nós estamos com a mês de abril, graças a Deus, com várias ações. Então eu vou dar uma corrida ali no Paica e retorno aqui pra gente, porque vocês vão ficar até 1 da tarde, parece que vai ter almoço pago, então eu volto pra gente almoçar junto, tá bom? Obrigada, muito obrigada. Pronto, dá licença. Obrigada. Aí é o Alexandre tá garantindo. Secretário, queria convidar a Érica para sentar aqui com a gente na mesa. Muito bom dia a todos, a todas. É uma honra ter sido convidado novamente para esse importante momento, né, de reflexão, de discussão sobre as questões, né, que afligem aí a as pessoas com autismo. Eh, eu sou um promotor de justiça, sou um homem de meia idade, mais para mais do que para menos. Cabelos castanhos, barba grisalha curta, 1,74 m de altura, um pouco cheinho assim, né? Precisa controlar o peso. Nessa idade não é muito fácil não. E estamos aqui, não é? Eh, cheio de alegria, atendendo o convite do vereador Magoga, a quem saúdo, em nome de quem saúdo, todos os demais ilustres componentes da mesa já nominados, em nome de quem saúdo a Mariá também, que fez esse convite tão especial, né? Eh, o Ministério Público é um órgão, né, ao qual eu, com muito orgulho, faço parte. ingressei no Ministério Público por concurso no ano de 94 e era um sonho já meu enquanto estudante da Faculdade de Direito aqui da PUC de Campinas, onde eu me formei, né? Eh, como vocês sabem, a partir da Constituição de 88, que trouxe um novo paradigma, né, a figura do promotor eh passou a ser assim um, vamos dizer, um advogado da sociedade, sobretudo, né, muito mais do que aquele promotor do júri criminal, que continua com essas funções que são importantes também do parecerista, né, na na nas ações cíveis envolvendo menores. e tudo mais, nós temos a figura desse profissional incumbido de defender os direitos da sociedade. E aí a gente pode elencar, né, as pessoas com deficiência, os direitos da infância da juventude, os direitos do consumidor, do meio ambiente, eh dos idosos, enfim, né? Então, o Ministério Público é um órgão que deve estar sempre aberto à cidadania. É essa conformação, vereador, que o constituinte de 88 deu ao MP. Então é por isso que eu sempre recebo com muita alegria esses convites, porque é uma oportunidade da gente dialogar com a comunidade, da gente estreitar, né, o os laços, de e fazermos reflexões como hoje, não é, haveremos de de fazer aqui. Inclusive tô sabendo, né, que a a professora da Unicamp que está entre nós vai falar sobre o laboratório, que é algo muito importante, né, a gente aprofundar esses estudos. E já que a gente fala da Unicamp, me vem a cabeça aqui eh um fruto de luta, né? Fruto de mobilização de algo muito importante que aconteceu, que eu não sei se todos sabem, né? Mas recentemente a Unicamp aprovou lá no dos seus vestibulares a cota para as pessoas com deficiência, né? essa semana agora foi também aprovada a cota das pessoas trânsito, muito importante também, mas eu vi um um né, uma mobilização, divulgação, quando foi aprovada as pessoas com deficiência, eu praticamente não vi nada, né? Então é importante que as pessoas que estão nessa luta eh estejam mobilizadas e engajadas e tem mais por vir, não é? Eu digo isso porque o Ministério Público tem cobrado isso da Unicamp. Nós temos um procedimento cobrando e essa instituição das cotas e tá pendente ainda de aprovação as cotas paraas eh eh pros colégios técnicos da Unicamp, tá? E vocês sabem como tudo isso começou? Como que o Ministério Público foi provocado a atuar nessa questão? Isso foi fruto de uma reclamação, não é, de um encaminhamento feito pela mãe de uma de um adolescente autista, tá? Se me permite até mencionar, a Regina, que é professora inclusive, tá? Então isso fez com que o Ministério Público instaurasse um procedimento, se mobilizasse junto com a comissão das pessoas e com deficiência da OAB Campinas, Dra. Vivian, que é uma lutadora também, eh, com professores da própria Unicamp. Enfim, né? Hoje nós temos aí essa aprovação das cotas e em vias de ser aprovada aí as cotas pros colégios técnicos. né, que é muito importante. Gostaria de falar um pouquinho eh de um detalhe que às vezes passa desapercebido, né, mas que é muito importante, trazido pela lei 12.7642 764 2012 que institui a política nacional de proteção dos direitos à pessoa com transtorno do espectro autista, né, Berenice Piana, que ela prevê lá no seu parágrafo 2º que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada a pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Isso aqui, gente, tem um um um poder, tem um valor que vocês não fazem ideia, né? em termos jurídicos, quando a gente vai partir, por exemplo, para cobrar do poder público que destine a um estudante, uma criança autista, um profissional de apoio, seja eh paraas atividades pedagógicas dentro de uma sala de aula, seja fora da sala eh de aula, o chamado eh cuidador, né? Porque eh essa previsão nós temos muito claramente na lei brasileira de de inclusão, né? Então essa equiparação, ela do ponto de vista legal traz um um um ganho e dissipa qualquer tipo de dúvida. Porque eu já tive discussões às vezes com o pessoal da área da da educação, fala: "Não, mas esa aí eh eh esse direito do professor auxiliar, do profissional de apoio é para as pessoas com deficiência, né? O o autista não se enquadra aqui. Opa, pera lá, como que não se enquadra? Tá aqui, olha, acabou. Ponto final. Se enquadra e é direito, né? E aí quando a gente fala, né, eh, dessa questão das pessoas com deficiência, eu acho importante a gente sempre relembrar, vereador, que nós estamos inseridos eh dentro de uma concepção que hoje traz pra sociedade o modelo social de deficiência, né? Então, o que que é o modelo social? Em rápidas palavras, né? A exclusão deixa de ser culpa da pessoa, algo individual, que era o modelo médico, né? Algo individual, como no modelo médico, que tem um corpo fora do padrão e passa a ser responsabilidade de toda a sociedade que não acolhe a diferença e que deve rever suas estruturas para diminuir barreiras. Então veja, no modelo social a gente passa a cobrar do poder público as suas responsabilidades para que essa pessoa com deficiência ela esteja totalmente integrada na na na nas sociedades para que ela não seja vítima de discriminação, né? Para que ela seja mais do que integrada, incluída, né? Então acho que essa que é assim a a luta de todos nós. E o Ministério Público ele serra fileiras, né, com todos a todas as mães aí das das pessoas com autismo, os pais, as entidades, né, que fazem essa defesa, o o legislativo, o executivo, enfim, é uma luta de toda a sociedade. E para ser breve, né, que eu acho que a gente vai ter assim exposições muito interessantes aqui hoje, eu tava conversando com o vereador Magoga de algumas preocupações que eu tenho na minha atuação enquanto promotor da infância juventude e na área de educação, né, e aí relacionadas diretamente a questão do autismo, né, e das pessoas com deficiência. Primeira, a quantidade de processos, né, onde se pede o profissional de apoio escolar para crianças com autismo ou com outros tipos de deficiência. É algo realmente assustador, né? E eu não sei se isso é fruto apenas de um diagnóstico hoje mais fácil de se obter, mais aperfeiçoado, ou se estamos tendo realmente na sociedade, né, um fenômeno de de que está acontecendo com mais frequência, né, seja por motivos genéticos, ambientais. Então daí porque a importância também, né, do da ciência estudar isso e e e trazer paraa sociedade eh elementos pra gente poder melhor compreender. Mas o fato é que nós temos então essa demanda muito grande por esses profissionais. E o que que eu já estou vislumbrando, né, assim no no futuro, vereador vereadores, né, temos dois aqui, a mesa e demais componentes. Eu tô estou vislumbrando uma situação onde não vai bastar daqui um pouco um provimento judicial dizendo que aquela criança, aquele adolescente tem direito ao profissional de apoio escolar, né? Muitas vezes até dentro da sala de aula, na área pedagógica, porque nós vamos ter esse provimento, mas nós não vamos ter esse profissional disponível para est trabalhando ali dentro da escola. E por que que nós não vamos ter esse profissional? Eu acho que tem vários motivos aí, né? Um deles, talvez as universidades devessem ser incentivadas e o Ministério Público já instaurou um procedimento nesse sentido aqui em Campinas, incentivadas a formar esses profissionais, tá? Então, eu chamo a atenção das entidades ligadas à área, não é, a ao ao poder público municipal, a aos vereadores, para terem uma atenção em relação a isso. É preciso acompanhar, monitorar, incentivar, fomentar a formação desses profissionais, porque não, gente, de o direito não é matemática, né? Tem gente que às vezes que fala: "Não, o juiz deu a sentença aqui, tá tudo resolvido". Não tá. Porque se não tiver na outra ponta profissional, de onde que ele vai vir? De Marte, da lua, ele vai sair do nosso meio, da sociedade. Então, se a sociedade não forma esse profissional, de onde vai vir esse profissional? Então, a gente já tem que antever as questões, né? Olha aí, profissional da educação falando. Então isso é é é uma questão premente, sabe? Porque você não forma também um professor do dia paraa noite. Outra coisa, por que que nós não temos professores e não só para trabalhar com as pessoas com deficiência, né? Eu já tive procedimentos na minha promotoria faltando, eu era promotor americana ainda, vereador. Um belo dia chegou uma reclamação lá para mim que não tinha professor de inglês numa escola estadual. Eu fui para cima do dirigente de ensino na hora. Tinha um bom diálogo com ele, mas catei o telefone, viu o que que tá acontecendo, que não tem professor e aí você vai vendo que o problema é mais embaixo, né? Porque falou: "Não, promotor, eu já fiz dois editais e não aparece gente interessada em dar aula. Por que que não aparece? Será que o professor ele ol lá, olha lá, é isso mesmo, o professor não está tendo a valorização que deveria ter no nosso país, né? Então, é é mais um uma questão que eu chamo a atenção aqui de todos, né? de todos, porque é um problema que acaba afetando o país, não só a cidade de Campinas, a cidade de Americana, né? Tá faltando professor, será que não tá na hora então da gente criar mecanismos para que o Brasil, né, para que as pessoas se sintam valorizadas, para que os jovens tenham vontade de ser eh professores? Nós sabemos que tem muitos que tem, apesar das adversidades são muito abenegados, mas a gente poderia ter um número muito maior se os incentivos fossem maiores também, né? Então, chama atenção para isso, formação desses profissionais, porque eu imagino que num período muito curto de tempo, esses profissionais vão começar a faltar. Já está, já está faltando. Tá? Outra questão que eu chamo atenção também é muito importante que nessas ações onde se postulam esses profissionais que os pais das crianças, adolescentes com autismo apresentem, né, através do do advogado, defensor, enfim, quem tiver entrando ali com ação, um laudo, não só médico, porque nós não estamos mais também e no modelo médico da deficiência. Então, é fundamental que um relatório pedagógico, psicopedagógico, atestando, demonstrando que aquela criança precisa desse profissional. E a própria lei fala isso, né, a Berenice Piana, não é algo automático. A criança tem autismo, ela já tem que ter o o professor C, não. Você tem que ver caso a caso. Então, para isso é importante que você tenha esse estudo, esse laudo, né? E aí a gente se depara também com discussões eh eh doutrinárias, né? Discussões. Há quem entenda, né? Professores de gabarito que não, que o professor regente tem que dar conta, não tem que ter professor auxiliar, porque isso daí vai atrapalhar, porque, né, isso vai contra a inclusão. Eu não sei onde, mas há esse entendimento e forte. De outro lado também tem aqueles que entendem, não, a criança tem lá um laudo médico, ela tem que ter o profissional. Não importa se um, se dois, se 10 professores auxiliares dentro da sala de aula. É óbvio que isso também não é o melhor caminho. Então a gente precisa ter um caminho centrado. Eu procuro aí no caso, ter um o caminho do meio, né? eh entendendo que em havendo essa necessidade que precisa ser bem demonstrada, inclusive do ponto de vista psicopedagógico, pedagógico, é direito sim daquela criança, daquele adolescente ter esse profissional que vai trabalhar em sintonia com o professor regente. Nós não estamos falando que nós não vamos colocar ali um profissional que vai fazer o que bem entende na cabeça dele, não. que vai trabalhar em sintonia com a autoridade máxima ali dentro da sala de aula, que é o professor regente. É isso. E aí a gente vai entrar na na tal da equidade que foi falado aqui, né? onde você tem o estudante lá que consegue fazer a a lição, o o a tarefa que o professor passou rapidamente e de repente tem o outro que precisa de um tempo um pouco maior, precisa de um auxílio e se ele tiver esse auxílio, ele vai caminhar também. Poxa, não é difícil de entender, gente, que no no princípio da equidade, né, com as pessoas que querem colher a maçã da da árvore, o mais alto não vai precisar de escada, o o com meia altura, talvez uma escada pequenininha e o mais baixo vai precisar de uma escada maior para todo mundo colher a maçã. É isso, a equidade. E a igualdade. Sabe o que que é? Você põe uma escadinha pequena para todo mundo. O maior, o altão que não precisava, ele vai tá com a escadinha lá, não precisava. E tem o de meia altura, ele vai conseguir pegar a maçã que ele não pegava com a escadinha. Só que o mais baixo com essa escadinha não é o suficiente para ele. Ele vai continuar sem a maçã. Então, o que a gente quer não é igualdade, a gente quer equidade, que é diferente, tá certo? Então, eu quis trazer para vocês algumas questões muito concretas, né, até como e eh para que tenha um efeito de mobilização, né, sobre o o os pais, as pessoas com autismo, os vereadores, as organizações e o Ministério Público se irmana com vocês nessa luta, né, os profissionais de educação. a gente tem que ter esse olhar para a formação desses profissionais que já estão começando a faltar. E para isso a gente tem que cobrar, né? cobrar dos nossos governantes providências, medidas, porque senão vai estourar ali na criança, no adolescente, na pessoa com autismo ou com outras deficiências que vai ficar sem esse profissional que poderia fazer uma diferença muito grande desenvolvimento dessa desse estudante, né, ali na na escola, tá certo? Então, eh, agradeço a a atenção de vocês, o convite para que está e é sempre uma oportunidade de aprendizado, tá? A promotoria de justiça continua, como sempre esteve, de portas abertas. As reclamações que precisarem ser encaminhadas ao Ministério Público, nós temos lá o nosso portal, não é, do MPSP, e ali tem um espaço do cidadão onde pode encaminhar aí as as suas demandas, suas reclamações, que isso chega até nós, tá certo? Muito obrigado pela atenção, que seja um sucesso este evento, né, como já está sendo. E é muito importante, vereador, porque é uma maneira de manter a mobilização, de manter a discussão sobre os problemas que afligem as pessoas com autismo. Então, quero parabenizar a todos vocês que aqui estão, não é, reforçando esse esse movimento. Obrigado, [Aplausos] Dr. Rodrigo. Somos nós que agradecemos e você sabe que só a presença do doutor aqui hoje nesse simpósio já traz eh uma esperança pras mães de saber que o poder público está atuando na causa deles também. Não é somente entrar lá com requerimento, mandando uma denúncia, mas a presença do doutor aqui hoje traz essa essa aproximação. Então já passa pra gente essa sensação de que elas não estão sozinhas. Então, é nós que agradecemos hoje a presença do doutor aqui para trazer esse pouco de conhecimento e mais do que isso para deixar sempre as portas abertas para que o doutor e outros colegas de trabalho possam estar atuando em prol do autista. Obrigado, viu, doutor? Deus continue te abençoando. [Aplausos] Bom, dando sequência aqui, eu agora eu quero eh convidar a nossa Dra. Luciana, fonudióloga para também fazer aqui a sua apresentação e depois nós vamos passar a palavra para uma mãe, uma mãe atípica, a Jana Calim. Ela está aí. Você quer fazer uso da palavra agora, então? Tá bom. Primeiramente, desligados. Pode falar, pode, pode, pode ser. Pronto. Aí, primeiramente, bom dia a todos. Bom dia. Eh, quero agradecer a oportunidade de estar aqui hoje, agradecer a todos vocês aqui, agradecer aos palestrantes também por essa oportunidade de fala. Eh, eu me chamo Janaína, eu sou autista, também tenho um filho autista. E essa oportunidade aqui, eu diria que é para trazer um lugar de fala a nós mães. Então, tanto como eh eu como autista, né, fazendo parte dessa comunidade, como também entendo a luta das mães, né, do dia a dia, como já foi falado, né, como a gente bem sabe como que funciona. Os dias nunca são iguais. E eu costumo dizer assim que a luta da mãe ela é como um grito, né, preso na garganta. tá sempre esperando uma oportunidade para poder falar. E hoje a gente tá tendo essa oportunidade. Então, em nome de todas as mães, eu quero agradecer a todos vocês. Eh, o tema, né, de hoje fala sobre o amor, né, as coisas se encaixam. Eu gostaria de falar um pouco sobre isso, que realmente o amor ele constrói pontes, mas isso de repente no âmbito familiar, como foi falado, né, já com relação ao poder público, muitas lutas, né, muitas respostas. vocês trazem pra gente, até para trazer um um consolo, um conforto de que eh essa luta tá indo pra frente, tá tendo respostas, embora eh seja devagar, mas são são conquistas que pouco a pouco vão se vão se fazendo presentes, mas ainda a gente encontra barreiras muito grandes dentro da própria sociedade. É, utilizando, né, o exemplo do tema que com amor as coisas se constróem, a gente consegue fazer essas pontes entre a nossa família, os nossos filhos. Mas na sociedade e até como autista, eu digo que a gente é sempre como peças que não se encaixam em lugar nenhum. Eu costumo dizer que a gente é como peças redondas tentando se encaixar nos ângulos quadrados da sociedade. E até esse símbolo que ele é mundialmente conhecido, né, como eh até tá aqui, né, pra gente ou quebra-cabeça, eu acho que é um símbolo que ele traz uma conotação muito capacitista. Primeiro que ela não foi construída pelo por um autista. E quando você olha para um quebra-cabeça, você procura uma solução. Então é como se sempre tivesse alguém precisando e que solucionasse a gente, né, falando como autista ou nós como autista fosse uma peça solta, sempre precisando ser encaixada em algum lugar e nunca dá ângulo. Então nós, né, da comunidade autista criamos o símbolo do infinito como representação da neurodivergência e da aceitação, porque enquanto a sociedade olhar pra gente como uma peça de quebra-cabeça, a gente nunca vai se encaixar em lugar nenhum. Então, acho importante trazer esse tema que, por mais que seja uma coisa muito subjetiva, talvez vocês nunca tenham parado para reparar nesse detalhe, eh há muito tempo a comunidade ela luta para que a gente consiga, eh, trazer mais forte essa questão do símbolo do infinito do que do quebra-cabeça, porque nós não somos uma peça que precisa ser encaixada a qualquer custo dentro da sociedade. Infelizmente é isso que a gente vê. Eu, por exemplo, com o meu filho na escola, eh, o professor muitas vezes sem preparação, tentando fazer com que ele se encaixe naqueles termos sociais. Às vezes ele fala assim: "Mamãe, hoje eu pedi pra professora que eu queria deitar no chão, porque é a forma dele se regular." Mas não pode, porque não é uma regra social você deitar no chão. Você não pode deitar no chão. Eu, como adulto autista, hoje eu aprendi as regras sociais, mas quando eu era criança, eu também queria fazer coisas que a minha mãe dizia: "Não, não pode fazer isso". E eu nunca entendia porquê. Então é essa questão dessa pecinha que tá sempre tendo que se encaixar em algum lugar e isso acaba sendo muito exaustivo e cansativo pra gente que acaba eh não conseguindo achar nossa tribo. A gente nunca consegue ter a nossa comunidade, a gente sempre tá tentando se encaixar no meio de todo mundo. Então essa oportunidade de hoje de poder falar com vocês é até para trazer um pouco da voz, né, do outro lado, não só do poder público ou de repente da sociedade, mas também a voz do autista, falando um pouco sobre o que que é o autismo e como a gente vive isso no dia a dia. E é o que eu gostaria de dizer hoje, tendo essa oportunidade, é que a sociedade lembra muito do autismo no mês de abril, mas pra gente autista e pras mães, o autismo é todos os dias, é 24 horas por dia. Então, a oportunidade hoje é para que se possa olhar o autista muito além do espectro, mas como pessoas, pessoas comuns, pessoas que têm sentimentos, que tsaço, que tem as suas exaustões, como todos vocês aqui também t. De repente a gente sente de uma forma um pouco diferente, mas no final das contas todos nós somos iguais, todos nós somos seres humanos e a gente busca muito isso, ser olhado além do espectro. E eu agradeço muito por essa oportunidade de poder falar isso um pouquinho para vocês que estão aqui presentes hoje, né? E vamos ver, né, se essa fala alcança mais pessoas e que isso possa ser eh um pensamento, né, para ser aí nutrido, cultivado. E a próxima vez, né, que vocês observarem algum símbolo desse do quebra-cabeça, vocês lembrem disso, né, que nós não somos as peças, nós somos parte de vocês também. Muito obrigado, [Aplausos] Jana. Muito obrigado, Jana, por compartilhar com a gente eh esse momento, suas palavras, parabéns. Continue firme, porque a sua firmeza é que vai inspirar nos para continuarmos também nessa luta. Muito obrigado. Bom, agora eu quero convidar a Dra. Luciana F audióloga para também fazer aqui a sua apresentação. M. Bom dia. Tudo bem? Ficar em pé? Pode ser. Meu nome é Luciana Rolon, sou fonodióloga também. Eh, vivo o autista, não só atendendo, mas na minha família. Eh, eu sou uma mulher alta, 1,70 m, não sei se é considerado tão alta assim. Eh, meu cabelo é claro, eu tô com um blazer verde, uma calça amarela e uma blusa branca. Eu também, eh, sou da comecei a atender autismo da época que era um para cada 10.000 nascimentos. há mais de 25 anos atrás. E eu já tenho a a na para mim a consciência do do quebra-cabeça é muito bonita, porque o autismo é uma alteração do neuro desesenvolvimento, né? Um desenvolvimento atípico em que a gente precisa entender para tratar de uma forma adequada. Então, quando eu vejo as peças do quebra-cabeça, eu vejo cada avaliação, cada detalhe que deve ser respeitado de uma maneira muito eh individual para ser tratado. E quando a gente fala em medicamento também, né? Eh, a gente não pode tratar todo mundo da mesma forma. Eu já tenho eh pessoas que eu tratei com autismo e tá na faculdade, já tenho autistas fazendo terapia ocupacional, que quanto que falta o terapeuta ocupacional, funaldiólogo. Então a gente quando eu olho quebra-cabeça, eu vejo o amor, eu vejo essa dignidade de olhar cada um de forma diferente porque eu não sou igual a todo mundo, né? Então, quando eu eu olho esse símbolo, né, para mim me traz eh um respeito pra pessoa. Então, clar claro que cada uma tem a sua eh concepção, né? Mas para mim ele é positivo e não negativo. Tá bom? Bom, vamos lá. Eu como fono audiólogo, vou falar da fone audiologia, tá bom? Eh, pode passar. Ah, tem o passador. Aí vocês vão me falando o tempo, tá bom? Não, fica à vontade, doutora. Doutora, só vou te pedir um minutinho. Obrigado. Olha só, pessoal, aproveitando aqui, nós estamos com abaixo assinado, que é muito importante. Eu acho que no final desse mês estaremos com a ministra de Ciência e Tecnologia, eh, a Luciana e Dra. Cather, e Dra. Luciana também vai nos acompanhar. Então, você, eu queria a sua ajuda. Tá vendo esse QR code? Isso. Pega esse Qcode aqui, espalha nos grupos. Nós estamos com 26.000. quase 26.400 assinatura, preciso de 50.000. Preciso de 50.000. Então, às vezes, quando a notícia é ruim, né, passa tão rápido, né, chega em todo o país isso. Então, tá espalhado aí, deve ter algum papel aí circulando aí, mas tem solto aí, vai passando e vai aderindo aí o nosso abaixo assinado. Doutora, desculpa, pode continuar. Com certeza. É uma luta aqui. Nossa. Bom, eh, o autismo é um transtorno de neurodesenvolvimento, então isso quer dizer que ele vai alterar a questão neurológica da pessoa. É um funcionamento neurológico atípico, diferenciado, que precisa ser respeitado e entendido para que a gente possa eh ter não só o tratamento eh na questão de terapias, mas também tratamento medicamentoso. E e por isso que a gente tem que pensar o autismo, não só com uma questão de comportamento. Eu tô falando um comportamento eh de uma forma eh de senso comum, né? A criança tem esse comportamento tal, ai será que é birra? Será que é uma crise? Então cada um precisa ser entendido, porque às vezes não é birra, às vezes é uma crise. Então a gente tem que pensar sempre no autismo como uma alteração do neurodesenvolvimento. E aí a gente tem, nossa, ficou tudo fora no alteração na comunicação e interação social. Então por isso a importância da fonodiologia, né? e os comportamentos restritos e repetitivos. Eu acho que a hora que eu passei para pro WhatsApp deu uma desregulada no nos slides, né? E esses sintomas muito importantes precisam estar presentes desde a primeira infância. Então, se acontece depois eh dos três, 4 anos, pode ser outros transtornos, outras eh síndromes e precisa ser observado. Bom, eu como fonodióloga vou falar hoje aqui um pouquinho diferente, tá? sobre comunicação, linguagem e fala. Porque um dos grandes problemas a muitas vezes até de comportamento da criança com autismo, é a dificuldade de se comunicar, de falar, de passar aquilo que ela tá sentindo. Então, a gente precisa entender o que que envolve, né, todo esse aprendizado para que a gente possa, enquanto eu, fonudióloga, vocês pais e profissionais de diferentes áreas, trabalhar não de uma forma única, mas todo mundo trabalha comunicação, todo mundo se comunica, né? Então, comunicação é uma coisa mais além, né? Eu tô me comunicando pela roupa que eu uso, pelo meu olhar, pelo meu gestual. Quando a gente vai pra linguagem, aí a gente já tá falando de uma questão de formação de símbolos, de formação de pensamento, que envolve muito mais coisas. E a fala nada mais é que eu produzir sons através dos fono articulatórios. Então, bochecha, lábio, língua, tá bom? Opa, vai para lá, para cá. E elas se entram e relacionam, tá bom? Então aqui só um slide para vocês entenderem. comunicação. Então eles estão se comunicando, um tá olhando pro outro, linguagem, pensamento, fala, né, a produção. E aí a questão eh da linguagem, ela é muito complexa. Até brinco, às vezes, não é espremeu, saiu, né? Parece que é fácil, né? Ah, meu filho não fala, mas por que que se filho não fala? Então, vamos entender um pouquinho por o que que envolve a linguagem. Então, quando eu falo, eu acho que tem ponto aqui, não, não tem. Na questão da fonologia são os sons, tá? Morfologia, como esses sons, eles se combinam para formar palavras. A semântica é o conceito, a sintaxe como a a frase é estruturada, e a pragmática, como eu utilizo essa linguagem em diferentes momentos. OK? Bom, eu vou citar Piag porque eu gosto muito do Pia e eu sei que sempre tem professor e a gente conhece muito o Piag, o Vigotsk, o Valon, né? Mas assim, eh, o Jean Piag ele fala muito assim que a criança ela só fala daquilo que ela tem conceito. Então, se você não tiver um conceito de alguma coisa, você não pode pedir, você não pode falar. Aí vou fazer só um dar pedir aqui para uma licença, né, para falar sobre a minha caixinha, né? Se eu eu tenho uma coisa aqui dentro da minha caixinha, vou falar para você. Pede o que eu tenho aqui. É, mas se eu quero o nome. Poxa, não, não dá, né? Agora eu vou te mostrar. Agora dá para você pedir pelo nome, por favor. Porque se você é uma criança autista e você quer isso aqui, você tem que falar o nome para mim. Você não sabe. É um exercerador labial. Ó, mulheres, ó. Bigode chinês. Isso aqui tira bigode chinês, ó. Ó, todo mundo ficou interessado, vão querer o contato para saber onde compra, tá? Você quer ver? Quer ver? Você quer ver? Mas por que você vai pegar? Oi, desculpa aí. Por que que você vai pegar? Porque se você não pega, você não tem conceito. A gente tem que precisar do tato, precisa da visão, precisa da fala. Então, é isso que eu vou falar. como a gente forma [Música] conceito, a gente não pode pensar na nossa pessoa sendo autista, disléxico, a criança que tem atraso para falar, o down. Se quiser passar pro pessoal ver, pode passar. Depois senhor me devolve, tá bom? Sem pensar na questão de como esses conceitos se formam através dos órgãos do sentido, principalmente no início da vida dessas crianças. Então, por exemplo, eh, a mãe fala assim, ó: "Você quer doce?" Doce para aquela criança é brigadeira. Tá ouvindo o nome doce? Tá. Ela vai ver o doce, ela vai sentir o doce na mão, porque beber, comida é tudo na mão, né? Eles fazem aquela lambança e é importante isso, precisa sentir. Ela vai sim comer e depois vai sentir o cheiro também através de repetição que vai produzir memória, vai reproduzir um um automatiso que a aprendeu ela consegue pedir doce. Agora, por exemplo, você consegue me pedir, né? Eu quero. Ai, é para tirar o bigode chinês. O aparelhinho que tira o bigode chinês. Bom, e aí vai passar pela rotulagem. Então, a criança decorou lá doce, né? Brigadeiro. Então, primeira coisa, criança, tudo é auau, não é? Todo bichinho no comecinho, quem tem filho não é auau. O cavalo é auau. Mas aí você fala assim: "Não, esse é cavalo, esse é gato, ele faz miau". E a gente vai ensinando e a criança vai tendo essas entradas auditiva, visual para aprender. Então, primeiro é o rótulo, depois vai passar por um agrupamento. Quando a criança começa a fala assim: "Ah, se você chega pra criança e fala assim: "Você quer doce?" Aí ela fala: "Que doce?" Ela já entendeu que doce não é só o brigadeiro, é o cupcake, é o sorvete. Então ela já ampliou a questão do conceito. E o próximo é a construção de rede, que aqui é a maior dificuldade de pessoas que têm transtornos. Eu não tô falando só do autismo, não. A dislexia, tá? a questão eh da surdez, outras questões que são envolvidas eh em atraso, a criança com símbolo de D, a deficiência intelectual, vão ter dificuldade. Isso não quer dizer que eles não vão desenvolver, porque nós vamos dar todo o suporte, né? fonodiologia junto com a psicologia, junto com a terapia ocupacional, dá todo suporte para esse desenvolvimento, mas é onde tem a dificuldade que é a construção de rede. Então ali você tem as pessoas ali num restaurante, o cara fala pra moça: "Você é um doce doce, né?" O que que é o doce aqui? A a moça lá que tá ali, ela precisou fazer uma associação de pensamento, entender que doce é uma coisa agradável, então ele tá querendo falar que ela é agradável. Então doce tomou agora um conceito não concreto, mas um conceito abstrato. E ele e a gente pode chegar assim, docinho você, né? Aí é questão da prosódia que a dificuldade também, porque aí eu tô falando de maneira ao contrário, né? Irônica. Então tudo isso envolve a formação da linguagem, a formação da fala, da comunicação e essa construção que vai dar para nós, pras pessoas a condição de se adequar, certo? Então quando vai fazer uma avaliação fonaludiológica, eu tenho que pensar em todos esses aspectos. E aí eu coloquei, tá? Então, desculpa pra pessoa que não gosta desse símbolo, mas eu enquanto eh fono e enquanto assim vivendo o autismo, né, diariamente, eu vejo muito isso porque eu faço isso com cada criança, tá bom? Eu tento montar, eu tento entender, eu só consigo eh fazer uma mudança comportamental se eu entendo porque aquele comportamento funciona, porque que aquele comportamento acontece, como ele é reforçado, eu só consigo modular comportamento se eu entender, tá bom? Bom, então como que o indivíduo com teia percebe, interprete e responde as estímulos do ambiente? Só aqui dá uma palestra, só aqui já dá um curso. Mas assim, eu vou fazer de uma maneira bem simples para vocês entender. Bom, a percepção seria um abraço. Aí no ensino sensorial ele vai, era para ele perceber como tátil, como dor. Só que aí que que aconteceu aqui? A resposta ele teve dor. Então, muitas vezes, só colocando aqui, existe uma fala assim: "Eh, a pessoa com autismo não gosta de ser abraçada". Não é isso. Muitos autistas não gostam de ser abraçado, não gostam de ser tocado porque eles têm dor, tá? Eles têm uma alteração na questão da dor. Então, a gente vai falar um pouquinho desse transtorno do processamento sensorial, porque ele tá totalmente ligado à construção dos conceitos, tá bom? Então, quando eu penso assim eh na questão do autismo, eu posso ter uma pessoa que funciona de forma normal em relação aos sensores. Eu posso ter uma pessoa que tem uma hiperresponsabilidade, ela responde de mais ou uma hipresponde de menos. Então, vamos pensar no tato. Então, o hiper seria sentir dor, o ipo seria aquele que não sente dor nenhuma e que precisa de muito estímulo sensorial, tá? A criança eh com hiper foco seria aquela que fica só olhando peças, então ela esquece o ambiente todo ao redor e ela fica ali centrada só em um estímulo visual. O hiper seria que não para com nada, né? Não se aten a nada. Então, nenhum dá para aprender. Então, assim, pensando na nos no nos estímulos, cinco órgãos sentidos que eu passei para vocês a importância de se criar conceito através deles, tá? Eh, sente dor com sons ou ou finge de surdo, que são as características, né? Tem seletividade alimentar, não come nada, que pode ser relacionado ao tato também, ao cheiro, né? ou come de tudo. Já tirei pedra de da boquinha de criança. É, colocou pedra pedra, pedra. Come tudo. O a sensação de cheiro, né? Então, tudo que é cheiro não aceita. Ou tem muitas isso, né, de cheirar pé, de cheirar lixo, muitas vezes tem essa questão sensorial alterada. Cheiro é muito complicado, porque eu tenho, por exemplo, pacientes que eles acabam desenvolvendo respiração bucal. Essa respiração aqui, que não é uma respiração adequada, eh dá problemas inclusive na questão do sono, não dorme bem, acorda várias vezes à noite por conta de não eh conseguir aceitar cheiros do ambiente. Então é tudo isso aqui, gente, dá muitas vezes aquilo que a gente chama é do matd, que são os comportamentos disruptivos, porque a pessoa não filtra, vem tudo ao mesmo tempo e ela tem aquele roupante, aquele, né, a gente aquele comportamento onde a pessoa grita, chora e ela não consegue se controlar. Isso não é birra, né? precisa ser bem avaliado. Existe protocolos para se avaliar isso. Eh, ou pro outro lado, né, o shutd, que muita shutd é uma coisa muito comum em mulheres autistas, porque você também não consegue filtrar os estímulos e depois você entra num estado como se você entrasse numa depressão, você não consegue levantar, você não consegue comer, você não consegue fazer nada. Mas é por essa entrada de muito estímulos, sem filtro, que dá esse cansaço realmente e a pessoa apaga. Então tem os dois lados. Então para mim a questão sensorial é uma questão que precisa ser muito bem avaliada. E a gente tem também os sensores, né, adicionais, que esses estudos já são mais novos, né? Então, a questão eh dos canais vestibulares, então crianças que têm dificuldade para descer escada, para subir escada, tem medo de altura, isso é muito importante, porque o equilíbrio, né, faz parte também do nosso desenvolvimento. a gente precisa ter um bom desenvolvimento do equilíbrio para poder andar, para poder desenvolver eh questões de de eh centro perceptivas do ambiente, esquema corporal, quer dizer, onde eu estou, estou aqui, aqui tem uma mesa, eu não posso passar aqui, senão eu vou bater na mesa, eu caio, eu tenho que dar volta, eu tenho que saber até onde meu corpo vai, onde eh são os limites dele para poder explorar de maneira adequada e poder fazer a linguagem e poder desenvolver o o conceito e desenvolver o meu pensamento em linguagem. A questão eh prosceptiva é muito importante porque eh eu tenho que ter uma uma sensação do meu corpo, mas para também poder ter a sensação dele no ambiente e entender esse ambiente o que passa por ele para eu poder me adequar e funcionar desse ambiente de maneira adequada. A questão de sensações interceptivas, por exemplo, criança que tem dificuldade para tirar fralda, ela pode não perceber que tá com vontade de fazer cocô, de fazer xixi. Então, ela tem uma dificuldade muitas vezes introsceptiva, então ela não percebe, não tem fome, não tem sono, então é um sensor alterado. Aí você tem eh a questão da temperatura, né, receptores de termocepção. Isso aqui é muito também comum. Às vezes a criança sente muito calor ou muito frio e tem um um tá calor, tá com a manga comprida. Claro que é tudo avaliação, porque às vezes a manga comprida é a questão eh que ela necessita de estímulo, né, para se sentir segura ou pode ser a questão eh térmica e também a questão eh de dor, né, o nosso sepão, que é a criança não sentir dor ou sentir dor demais. Então tudo isso eh vai colaborar pro desenvolvimento da criança num todo, tá? Então se ela tiver alteração em qualquer um desses sensores, vai estar atrapalhando o desenvolvimento dela como um todo, seja na questão da linguagem, depois nas questão escolar, na questão eh dela enquanto pessoa, na comunicação também, tá bom? Bom, e aí a gente tem a questão da entrada dos sentidos, eles entram pelo um sensor que é o pelo uma parte do cérebro que chama tálamo e depois eles são distribuídos nas partes, né, do cérebro. E aqui a gente tem eh nos estudos eh em relação a cérebro de autistas a questão do déficit de conexões neurais. Aí depois a a gente vai falar sobre medicamentos que, se Deus quiser, vão ser desenvolvido para melhorar essas conexões neurais. e nos dá qualidade de vida para essas pessoas, para essas famílias, porque a gente sabe o quanto é sofrido, tá? Então, eh, os sentidos eles trabalham em todo o desenvolvimento da pessoa. Quando eu falei para ela assim, não precisa pegar, precisa, porque se eu não pego, eu não tenho noção se é pesado, se é leve, o movimento, tudo isso vai nos fazer conceito. E aí, desse conceito eu vou conseguir falar. E aí eu quero, tem mais tempinho, posso falar sobre processamento? Eu quero falar um pouquinho do meu olhar diferenciado enquanto fonodióloga sobre a questão eh de algo que tá, já falei da fala, agora vou falar do audiólogo, né, da questão da audição. Eh, desde quando eu comecei lá atrás atender o autismo, mais ou menos a questão do processamento auditivo central é o que eu faço com aquilo que entra pelo sensor auditivo, como que eu compreendo aquilo que eu tô ouvindo. quando veio pro Brasil o processamento ativo central, eu fui numa das primeiras eh eh reuniões que teve na apresentação, era um simpósio, se eu não me engano. E eu já tava atendendo pessoas com autismo, porque as pessoas eu trabalhava numa pai, era uma pai deiba, era 1999, quando começou a chegar os primeiros autistas. Aí eu falei assim: "Meu Deus, se na criança normal ela ouve, mas ela é como se fosse surda e ela não compreende, como será na questão das pessoas com autismo?" E eu comecei a fazer pesquisa ali de campo, não pesquisa, né, propriamente dita, mas de campo para entender como que funcionava. E muitas vezes eu dava uma frase paraa criança repetir no meio assim era como se tivesse um vazio, porque ela falava o começo, o final, uma só falava o final, outra assim e colalia, repetia, mas não tinha noção do que tava repetindo. E eu comecei a me questionar como que isso acontecia, porque gente, a audição é um sensor extremamente importante, é o que dá nome à coisas, que dá sentido muitas vezes, né? Então ela é um sensor que nomeia, é o que interpreta, né? Ela codifica e decodifica. Então, quando eu falo para vocês doce, e eu não tinha dado imagem nenhuma de doce, cada um fez uma imagem na sua cabeça, o doce que mais gosta, né? E aí você pode dar uma resposta, né, que é a decodificação. Ela dá intenção, quando eu falei da questão eh de falar de forma eh contrárias e assim fazer uma pergunta, é uma afirmação. Oi, bom dia. Oi, bom dia. Oi, bom dia. Fiz entonações diferentes. Então isso é prosória, tá? E eu gosto muito dessa dessa frase, né, da análise aplicada do comportamento, que fala o seguinte: eu primeiro preciso me tornar ouvinte para me depois me tornar falante. Então a disção extremamente importante. Então você pega um bebê bem pequeno, você fala assim: "Fala tchau, ele já tá lá". Antes de começar a falar, vocês chamam o nome dele Joãozinho, ele já te olha antes de começar a falar. Então não tem como a gente desenvolver linguagem numa criança se o e a fala se ela tem um auditivo atrasado, se ela tem um auditivo com déficits, tá bom? Então, e todo conceito tem um significado dentro de um texto ou num contexto. Então, só vou passar o próximo slide. Então, assim, come a manga? Qual? 10 minutos. Tá bom. Então, tá terminando, Talita. Qual manga? Eu brinco muito assim, não brinco, né? Eu falo eh porque eles acabam assim gostando disso, né? Pros autistas, que o dicionário é na verdade eh um livro dos conceitos, né? Então lá tem conceito 1 2 3 manga são seis conceitos. Então manga pode ter na luz, tem em vários lugares. Então come a manga. Isso só vai ser real manga fruta. Ele não vai pensar que vai comer a manga da da camisa. Então isso precisa ser construído, ser construído através da eh da questão dos órgãos do sentido. Então, como que a gente ouve e a gente escuta? Então, na verdade assim, mulher fala assim: "Nossa, eu falo, falo, falo, eu ouve, mas não escuta o que eu falei, né? Não é?" Todo mundo olha, mas é verdade. Porque assim, eu vi, você não controla. Eu fiz um som aqui, todo mundo ouviu? Certo? Agora escutar e a gente entender o que o outro tá falando é diferente. E o que acontece? Então, eh, obrigada. Ah, claro. O que acontece? Vamos lá. Entra uma palavra aqui, bola pelo ouvido direito. Ela vai fazer toda a conexão ali, vai passar. Então aqui nessa primeira parte aqui eu não controlo, é a questão de quando a audição ela tá mais mecânica, tá? Quando começa a chegar na subida do cérebro paraa sua coca, que é aquela bolinha, já começa a ser uma questão de sinapse neurológica, tá bom? Então ela vai subir, vai ser decodificada lá no hemisfério esquerdo, se a pessoa for destra. Então isso vai cruzar. Quando ele entra pela orelha direita, ela vai lá pro hemisfério direito e também vai serido, entendido no hemisfério esquerdo. Então isso aqui é processamento ativo central, certo? Quando entra a palavra com certeza são ligados várias áreas do cérebro, porque ocipital vai me mostrar a imagem, né? Eh, o temporal vai me mostrar o som. Então, cada área do cérebro são ligadas. Na verdade, o cérebro é ligado como um todo, né? Então isso tem a ver com aquilo que eu tô falando aqui. E aí existe muita alteração de habilidade do habilidade do processamento ativo central em pessoas com TEA por essa questão de conexões neurais, né, que vai desenvolver essa hipersensibilidade, a hipossensibilidade e a resposta atípica aos estímulos auditivos. E aí com isso também a questão da dificuldade de entender. Então você tem lá finge de surdo, não é que finge dissurdo, existe uma latência. Quando a gente faz um exame que chama PAT, potencial evocado auditivo de curta latência, ele vai justamente pegar a a audição quando começa a subir a, desculpa, a ô meu Deus, o conexão quando começa a subir o tronco cerebral aqui no pescoço. você tem um ouvido que vai mais rápido e outro um pouco mais devagar. E aí foi a explicação que eu entendi, porque que tinha aquele meio que eles não entendiam. Chega uma aqui, mas a outra demora para chegar. Então a criança não tem a questão de to de toda a a frase ou palavra chegando ao mesmo tempo. E aí ela tem dificuldade para entender o que fala. Ou às vezes você fala uma coisa, ele entende outra e dá outra resposta, principalmente se tiver ruído, figura funda. É isso. A gente tá aqui, o ar condicionado tá fazendo um som, vocês não estão nem percebendo porque eu sou a figura, vocês estão prestando atenção em mim e não no ar condicionado. Pessoas com autismo muitas vezes t dificuldade porque ela presta atenção no ar condicionado, naquilo que tá acontecendo aqui, na pessoa que tciu atrás, aquele que fica. Eu tinha um uma criança que ela falava assim: "Eu não consigo prestar atenção na aula porque o menininho atrás de mim tem alergia, tia Lu fica tempo todo e não consiga prestar atenção mesmo porque ele não consegue filtrar. E como a gente faz, o nosso cérebro, ele entra em acomodação da criança com autismo, muitas vezes não entra". Tá bom? Fechamento auditivo seria assim, eh, muitas palavras a gente fala pela metade que nem se tá bem. né? Você tá bem, você está bem. Só que tanto a gente ouvir você está bem, o nosso cérebro completa a E Mas assim, isso muitas vezes para pessoa com autismo, que já tem essa latência na subida eh das conexões, ela já vai ter muita dificuldade para entender que que você falou, que que é isso? Você tá bem, entendeu? Eh, aí compreender ordens. Isso é muito importante, gente. Muitas crianças muitas vezes vêm para mim com quase um diagnóstico de toque fechado, porque não obedece. Aí eu falo pra mãe: "Pede pra criança repetir a ordem que se deu." Ai, doutora, não repete nada. Então, vamos trabalhar para ele repetir a ordem, fazer a compreensão, faz junto e a gente vai mostrando para ele como trabalha. Isso aí não tem mais o toque, porque ele não compreendia aquilo que era pedido. A questão eh dessa memória de trabalho na sequência, né? E ouvi tudo ao mesmo tempo. E só rapidinho aqui, todas as pessoas com autismo precisam passar por essas avaliações. Essa última aqui é um pouquinho mais complicada, mas eu vou explicar. Avaliação né? Aquela que a criança tem condição de fazer na idade que tem condição de fazer. Então, não consegue responder, tem potencial evocado. A gente precisa entender se essa criança ouve e ouve em todas as frequências. Eh, a avaliação do processamento central. Essa avaliação, a criança tem que responder. Então, são para aquelas pessoas com autismo que consegue entender e dar uma resposta, mas assim, nível dois e nível um, muitas vezes consegue responder. Os de baixo são eletrofisiológicos, esses são extremamente importante. o PAT, que é aquele que eu falei que é audição no tronco, P300, como a passagem do som tá daqui para cá e daqui para cá, pegando o corpo caloso e o frequência de folponse que se Deus quiser vai est cada vez mais aberto que o Brasil, que é o seguinte, na área da linguagem a gente percebe como que tá sendo o funcionamento neuronal, tá? O que acontece com os meus pacientes, que eu tenho mandado paraa universidade, paraas pessoas minhas amigas, a gente percebe falta de funcionamento neuronal na área da linguagem e geralmente isso vai criar aquelas questões eh do fim de dissurdo e que vai ter uma um atraso muito grande ou ausência de fala por não conseguir desenvolver. Então aqui a audição é um assessor extremamente abstrato. Então aquela questão que a gente fala: "Ah, autista é concreto". Não é que o visual ele realmente é mais concreto. Tá aqui. Aquilo que eu tô falando, eu falei e já passou, certo? Então precisa ser, tem que ter esse olhar trabalho auditivo com as crianças que t, porque a audição junto com a visão tato, fato e gustação, vai fazer o quê? Desenvolver os conceitos. E aí os sentidos constróem o pensamento. Acho que eu passei isso para vocês. Espero que todos tenham entendido que isso é muito importante. A linguagem traduz e a fala compartilha com o mundo. Muito obrigada, [Aplausos] Dra. Luciana, muito, muito, muito, muito obrigado por mais esta aula. Eu quero dizer para vocês que estão aqui assistindo tudo isso, que nós que estamos aqui presentes somos os replicadores de todo esse conhecimento. Às vezes tem pessoas que têm dificuldade de vi, além de est sendo gravado, está passando também ao vivo uma parte dessa desse simpósio, mas vocês aprendem esses ensinamentos são os compartilhadores para que possam chegar essas informações. Olha, mas eu não entendi direito, eu compreendi aqui. Entra em contato com a gente que a Dra. Luciana vai est sempre à disposição aí para mandar o material. E o Dr. Rodrigo que tá sentado ali também, acho que ele foi a pessoa que mais prestou atenção na palestra, só que eu não sei se ele prestou atenção no que ela falou nela, que é o marido da doutora. Obrigado pela sua presença, doutor. Deus continue abençoando vocês. Bom, agora eu quero convidar aqui o especialista falando sobre os tratamentos de carnibiol, eh, o Dr. Vinícius. Dr. Vinícius, por favor. Deixar ele sentar aqui. É, eu não sei se ele Doutor, o senhor fica à vontade. Se você prefere de pé, se você prefere sentar aqui. Olá, bom dia a todos. Não sei se eu vou conseguir transmitir aqui a minha apresentação. Colocando aqui, tá, tá joia? Enquanto isso, eu vou então eh eh pegar aqui para também não esquecer o nome das pessoas para agradecer. Então, primeiramente gostaria de agradecer o vereador Eduardo Magoga pelo convite, pela oportunidade e eh pelo pela iniciativa realmente do quanto que é importante a gente trazer vários aspectos da sociedade hoje que estão trabalhando com o transtorno do espectro do autismo, porque é uma condição que hoje tá prevalente e a tendência é que essa prevalência aumente pelo que a gente vê dos últimos estudos, né? uma tendência cada vez esse aumento de prevalência. Então, iniciativas como essa, entender o que que a ciência hoje tem trazido para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas é cada vez mais importante. Também gostaria de agradecer a Mariá, que foi quem me indicou para fazer essa palestra, Dra. Luciana, pela palestra anterior, foi brilhante. E aí eu queria falar um pouquinho, né, sobre eh o meu percurso. Não sei se tá tem alguma passador. Tá ótimo. Será que dá para fazer para aumentar para expandir? Dá. Então é uma é uma delícia voltar aqui para Campinas. é uma cidade que eu tenho um carinho muito grande. Fiz minha residência aqui em Campinas, né? Então eu fiz minha graduação aqui em Sorocaba, onde eu moro hoje, na PUC de São Paulo. Foi, vim para cá fazer a residência em Campinas. Depois eu fui para Paris para fazer uma uma um fellowship em eh psiquiatria da infância e adolescência, ela chama pedopsiquiatria, com ênfase no autismo e nas esquizofrenias precoces. E hoje eu tenho trabalhado, principalmente nos últimos 10 anos, sobretudo com o transtorno do espectro do autismo. E hoje eu tenho feito algumas atividades, né, principalmente nesse momento, eu coordeno o núcleo de cannabis medicinal do Hospital Círio Libanês. Também agora acabamos de inaugurar o núcleo de psiquiatria, no qual eu sou responsável pela área do autismo. E com muita honra, eu faço parte da diretoria da Associação Nacional para inclusão da Pessoa Autista, que é uma das primeiras associações no mundo, que são de autistas que fazem o self advocated, que eles mesmos se eh defendem, vamos dizer assim, não tem, na verdade, os pais ou outras pessoas que fazem essa mediação às vezes. Então, eu tenho dado aulas em vários lugares. Hoje eu faço parte do Hospital Círio Libanês, mas também faço parte de outras associações. Não tenho como falar do autismo e do tratamento do autismo sem falar um pouco do conceito do autismo que nós temos hoje. Então, quando nós falamos do autismo, às vezes a gente pensa no autismo do Cané daquela época de 1943, quando ele definiu o que era o transtorno do espectro do autismo, como a incapacidade daquelas crianças de se relacionarem de maneiras normais com pessoas e situações desde os princípios de suas vidas. Mas o conceito ele tem se modificado, ele tem se expandido. E talvez por conta dessa expansão nós também vemos uma expansão do diagnóstico, né, a prevalência desse diagnóstico. Então, se lá em 1970 nós tínhamos um caso para cada 10.000, eu lembro que na época da minha residência era difícil ainda a gente ver pacientes autistas. Hoje nós temos pelos dados dos Estados Unidos de 2023 que crianças de 8 anos, uma cada 36 tem o diagnóstico do transtorno do espectro do autismo. Então eu não acho que essa curva vai diminuir, infelizmente, né? Não que seja um problema ter autismo, mas de novo, a gente sabe que as pessoas precisam cada vez mais de suporte e a gente tem dificuldade muitas vezes de prover esse suporte para elas. Então, quando a gente fala do autismo hoje, que é um transtorno definido pelo diagnóstico psiquiátrico dos transtornos mentais, então, apesar do autismo não ser só um transtorno psiquiátrico, ele tem envolvimento com a genética, com a neurologia, com várias outras, o conceito do autismo é psiquiátrico, por isso que não tem exame para fazer esse diagnóstico. O diagnóstico ele é feito pelos sintomas, pelas apresentações clínicas, principalmente hoje pelo prejuízo na comunicação e na interação social em múltiplos contextos. e também pela pelo padrão restrito e repetitivo de interesses, atividades e comportamentos. Só que isso, na verdade, é como se fosse a consequência do quadro. Então, assim que as a as crianças vão se apresentar, mas o que tá associado a isso é o universo. A gente vai ter principalmente quadros que vão estar associados ou não a com deficiência cognitiva. Outros quadros não vão ter deficiência cognitiva, pelo contrário, pode ter uma superabilidade, uma super adotação, né? altas habilidades e superdotação. Eu posso ter um comprometimento da linguagem, eu posso ter uma criança que que comunica de uma forma normal, eu posso ter impulsividade, agitação, ansiedade, praticamente, né? Todos temos, né? No autismo isso vai ser mais prevalente e algo talvez mais intenso, né? alterações clínicas, eu vou falar um pouquinho disso, alterações em exames que cada vez mais a gente identifica, mas principalmente várias alterações genéticas que estão associados ao quadro do autismo, principalmente naqueles quadros em que eu tenho um impacto maior tanto na questão cognitiva quanto na questão da linguagem, né? E por que que isso é importante? Porque cada um desses genes acaba tendo uma função diferente no cérebro. Cada um desses genes atua por um caminho diferente, mas todos eles vão levar a um desfecho comum, que são os sintomas do autismo. Mas não dá para eu achar que o autismo é uma questão somente de um comportamento. Pelo contrário, é uma questão biológica que altera o comportamento daquele sujeito. E quanto mais às vezes impactante é um gene, eu vou ter um impacto também maior para aquele desenvolvimento, para aquele funcionamento cerebral, né? Então aqui não sei se dá para ver muito bem, mas nós temos alguns genes que estão relacionados à comunicação direta entre o neurônio e o outro, né? Então, tem alguns genes que estão envolvidos no neurônio que manda o sinal, que manda os neurotransmissores, que é o neurônio pré-sináptico. Eu vou ter alterações em outros genes que daqueles que recebem a informação. Às vezes, uma medicação que atua no que manda pode fazer mal para aquele que tem uma alteração onde recebe a informação. Por isso que o remédio não funciona muitas vezes, que um funciona e vai muito bem, o outro piora com aquela medicação. Outros quadros não estão nem envolvidos na questão da neurotransmissão, mas na capacidade que os genes têm de se expressar. E aí isso vai, lógico, alterar todo o neurodesenvolvimento, porque esses genes vão precisar se expressar no neurodesenvolvimento, mas também vão atuar no momento que essa criança vive, fazendo com que ela tenha dificuldade, por exemplo, de se adaptar a mudanças ambientais, porque eu preciso selecionar alguns genes em alguns momentos e silenciar outros. Se eu não consigo fazer bem isso, eu não consigo me adaptar a mudanças. Para vocês terem ideias só de genes que a gente considera hoje sindrômicos, ou seja, tendo esse gene alterado, leva a uma síndrome. Qual uma das características é o transtorno do espectro do autismo, a gente tem mais de 300 genes que são de alta confiabilidade, mais 300 genes que são fortes candidatos, mais 711. Por isso que a gente fala que existe uma influência genética muito importante no autismo. Agora, não é só a questão genética, porque toda genética tá submetida a um determinado ambiente e cada vez mais, esse daqui é um estudo de Oxford, que é o autismo genoma Project, ele mostra que sim, a influência genética teria aqui 62%, mas a gente vê que o ambiente parece que contribui com quase 40%. E é lógico que uma pessoa que já tem uma alteração genética nesse ambiente que é mais nocivo para ela, ela vai ter muito mais dificuldade do que aquela que às vezes não tem uma mutação genética. Então é importante a gente entender alguns fatores de risco que hoje nós temos pro autismo, pelo menos o que a evidência científica nesse momento suporta. gestação, eh, diabetes médico, gestacional, uso de alguns medicamentos como ácido valpróico, idade materna com mais de 40 anos, idade paterna com mais de 50, ter irmão com diagnóstico de autismo, o parto pré-termo, obesidade materna e a falta de ácido fólico. Agora, existem outros que a gente ainda não tem uma certeza, por exemplo, alteração por exposição ao pesticida, história de doenças autoimune na família, poluição do ar. Aqui tem uma alteração que é estranha, né? nascimento no verão. A gente não sabe muito bem ainda por são dados estatísticos que não trazem nenhuma conclusão, ainda tem um fator de confusão. Então nós precisamos estudar isso, porque se isso for realmente algo que impacta, nós precisamos começar a prevenir ou diminuir o risco, pelo menos, desse impacto ambiental para essas crianças. Existem outras coisas que a gente sabe que não trazem impacto, por exemplo, rutura prematura de membrana, hipertensão na gestação, uso de de tabaco, eh, cesárea ou parto vaginal assistido, reprodução assistiva, parto prolongado e vacinação. A gente sabe com certeza que isso não tem uma evidência de que aumenta o risco do quadro do autismo. Esse estudo é um estudo que tá sendo em andamento nesse momento, que é o Gema, que vai trazer talvez mais informações pra gente, porque ele tá avaliando lá em Harvard um estudo que é o goma, que é esse DNA que pode ter algum tipo de alteração, o E do environment, que é esse ambiente qual se tá submetido a esse esse organismo, a microbiota intestinal, aquilo que a gente fala cada vez mais do eixo cérebro intestino e das correlações que hoje a gente entende que acontecem, o metaboloma, que é a capacidade que esse organismo tem de metabolizar as coisas, alimentos, metabolizar nutrientes, metabolizar coisas que são tóxicas, né? E aqui para mim realmente é algo que a gente precisa estar atento, que são a esses fatores ambientais de risco. E existem hoje estudos que mostram que a gente pode dosar no sangue para ver quanto que essa criança pode estar exposta a substâncias que fazem mal pro cérebro, pro desenvolvimento dela. E isso desde a gestação, né? porque isso vai tá impactando essa criança desde esse momento. Então, quando a gente fala de tratamento, a primeira coisa que a gente tem que lembrar é que aquelas mutações genéticas, elas não vão impactar só o neurodesenvolvimento, elas vão impactar também várias outras áreas do corpo. E é muito comum nós termos, principalmente no autismo, alterações clínicas são muito mais comuns na população autista do que na população em geral. Então, alguns dos sintomas físicos que essas crianças apresentam, elas foram erroneamente atribuídos às características comportamentais dessas crianças. Por quê? Porque é justamente a deficiência na comunicação e na interação que faz com que elas tenham diagnóstico do autismo. Isso impede com que elas conseguem dizer, por exemplo, que estão sentindo alguma dor ou desconforto. Então, é fundamental que a gente se conscientize dessa importância, né, da lacuna entre a saúde física e a saúde, né, mental, mas entendendo o autismo como uma condição que afeta o corpo inteiro. Porque se a gente não faz o diagnóstico dessas condições, a gente vai ter uma mortalidade, uma morbidade pratura desses pacientes. E aqui eu tô falando de quais alterações? por exemplo, alterações metabólicas, erros de metilação, de detoxificação, erros inatos do metabolismo, alterações mitocondriais, estress oxidativo, alterações da inflamação, então neuroinflamação, quadros alérgicos, autoimunes, infecções. Não é isso que é o autismo. Não são todos os autistas que vão ter esses quadros, mas alguns desses pacientes vão ter uma alteração clínica que precisa ser cuidada. Se a gente, por exemplo, uma criança que tem um stress muito intenso, que responde pequenos gatilhos, ela já responde a um estress muito intenso, ela pode ter uma desregulação no eixo de resposta ao estress eixo de hipófise pituitária adrenal. Então, na verdade, ela não controla o estresse que ela sente. Então, qualquer gota da água cai num copo que já tá transbordando. Por isso que ela entra em disruptivo muitas vezes. Mas não é ela que controla o quanto que libera o corpo dela de cortisol, de nãoadrenalina, por exemplo. Alterações gastrointestinais, inflamação intestinal, alterações. É toda criança que vai ter doença celíaca. Não, mas imagina se um autista tem uma doença celica, a gente não diagnostica isso. Ele vai ter dor, gastrointestinal que não vai conseguir dizer que tá sentindo, né? Epilepsias, alterações motoras e uma questão que a doutora trouxe muito bem, que são as alterações sensoriais, inclusive a hipersensibilidade à dor. Que que é isso? É sentir dor onde não deveria ter dor. É uma alteração da percepção, da interpretação. Isso vai aumentar quando? Quanto mais estressado tiver a pessoa, quais são algumas dores que a gente conhece que são sensoriais? Enxaqueca, fibromialgia, síndrome do intestino irritável. Não tem lesão naqueles órgãos, mas a pessoa sente dor. E como é que a gente sabe que a pessoa tem esse problema? A pessoa fala: "Tá doendo aqui, tá doendo aqui". Se a examina, faz exame, não tem nada e a pessoa continua falando que tá doendo. Só que se a pessoa não consegue dizer, né? Então, a gente tem que estar muito atento pelos sintomas que podem manifestar de dor e desconforto. E esses sintomas, muitas vezes são interpretados às vezes por uma análise do comportamento um pouco eh eh não tão adequada, que aquilo seria um comportamento que precisa ser extinto e não o sofrimento que aquela pessoa tá passando, né? Então, desculpa, tá em inglês, mas eu vou falar algumas delas que eu acho que são importantes. Então, perda de habilidade anteriormente adquirida. Criança que passa pela poda neural de uma maneira que às vezes perde habilidades anteriores. Mudanças de comportamento, irritabilidade e mau humor, crises e comportamentos opositores, acordar à noite, ranger de dentes, mudança da dieta, aumento da ansiedade, bater ou tocar em alguma parte do corpo, criança que fica batendo na cabeça, por exemplo. Alterações sensoriais, o aumento da alteração sensorial. O que que acontece mesmo com a enxaqueca? A gente tem fotofobia, a luz incomoda, a gente tem audiofobia, fonofobia, perdão, e a e o barulho vai incomodar. Não é exatamente o que a gente vê as crianças sentindo muitas vezes, tendo que proteger o ouvido, colocando às vezes um bloqueador para diminuir o input sensorial, porque incomoda, dói, né? Andar na ponta dos pés, cobrir as orelhas com as mãos, comportamentos em volta da evacuação, a agressividade, a careta facial, a sobrancelha franzida, criança que tá sentindo ali que tá um desconforto, mas ela não consegue dizer, né? Então, se a gente não olha para isso, né? comportamentos autolesivos, principalmente se eu tenho uma criança que tá se machucando, primeira hipótese, segunda hipótese, terceira hipótese é dor e desconforto. Porque se a gente não trata isso, gente, não tem canabidiol nem nenhum medicamento que vai resolver, entende? E quais são os mais comuns, né? Agitação, pulando para cima e para baixo. Quais são as condições mais comuns? Dor de cabeça, dor de ouvido, dores musculares, dor de dente, né? eh epilepsias que às vezes são subclínicas, a criança não se não fala, então é difícil ela ver que ela tá convulsionando. Constipação intestinal, alterações inflamatórias, perdão, intestinais, né? Tudo isso precisa ser avaliado. Então eu acho que hoje o mais importante, mais do que às vezes o canabidol, é o cuidado clínico desses pacientes, né? O canabidiol pode ajudar na dor de dente, por exemplo. Que que vocês acham? Hum. Cannabis ajuda na dor de dente? Hum. Exatamente. Depende. Na verdade, o que acontece? A cannabis ela é anti-inflamatório e ela é analgésica. Então, pode sim aliviar a dor daquela pessoa. Agora, vai tratar a car que ela tá tendo, vai tratar o canal dela, não. A gente vai dar uma medicação, vai aliviar um tempinho ali os sintomas, nossa, melhorou o quadro. Aí depois piora, fica mais profundo aquele quadro e aí, ah, o remédio não tá mais funcionando. Por quê? Porque você não tava tratando uma disfunção cerebral. Às vezes você tava diminuindo a dor que aquele paciente tava sentindo. Então a Kylie Flashman conta pra gente que às vezes mesmo quando não tem dor física, eu posso ter dor sensorial. E ela fala, né? A Carl é uma autista nível três do suporte com comportamento muito autoesivo. Ela fala: "Ninguém sabe como me sinto". O que é não poder sentar quieta porque parece que minhas pernas estão pegando fogo ou como se centenas de formigas estivessem escalando os seus braços. Então imagina você tá sendo pedido para sentar, sendo que sua perna tá parecendo que tá pegando fogo e você precisa ficar andando de um lado pro outro para aliviar aquele desconforto. Imagina sentir formigamento igual quando a gente senta em cima da perna e começa a formigar isso no corpo todo, na cabeça, pinicando. A vontade é de bater a cabeça na parede mesmo, né? Isso não é o comportamento. Então o que acontece? Ou antigamente a gente achava, a criança autista se machuca, então ela não deve sentir dor. É o contrário. A criança sente de uma forma muito mais intensa, porque o cérebro dela é muito excitado e não filtra o estímulo. Então tudo ela sente. E nesse sentir tudo, na verdade, às vezes ela deixa de sentir alguma coisa que o corpo deveria sentir mesmo, por exemplo, uma dor de barriga, né? Então às vezes a criança sente menos uma dor física e sente mais uma dor sensorial. E aí a gente vai falar um pouquinho de tratamento. Eu não tenho muito tempo, então eu vou pular a parte do tratamento terapêutico multidisciplinar, mas eu acho que a gente tem que ter muito cuidado, porque primeiro, né, eu não tenho nada muito nada contra as pessoas que aplicam a abordagem ABA. Eu tenho algumas críticas e algumas queixas em relação à abordagem ABA, mas o que mais me preocupa são as pessoas que falam que o ABA teria algo que ele não tem, que é uma evidência muito robusta e muito clara. Isso não é verdade. Pelo menos é o que a gente tem até o momento. Infelizmente a evidência científica que a gente tem não é que ela não exista, mas ela não é muito boa como a gente gostaria para ter uma tranquilidade de fazer isso de uma maneira tão difundida, tá? Então é um alerta que eu tô trazendo. E vamos falar da medicação, né? Porque o tratamento psicofarmacológico que nós temos, então é isso. Se a criança tá agressiva, se ela tá agitada, o que que eu dou para ela? Respiridona, né? que esperidona não é um medicamento, por exemplo, que trata dor e desconforto, é uma medicação antipsicótica que contém aquele sujeito. Por quê? Porque atua a via dopaminérgica, que é a via motora. E a doutora sabe o quanto que é importante o motor pro desenvolvimento, né? Então, às vezes eu tô tentando conter uma agressividade da criança que tá tendo dor e desconforto, que eu não tô sabendo que tá existindo e a respiradora não vai ajudar, pode melhorar um pouco dos sintomas, mas não vai ajudar no sofrimento daquela pessoa. E essas medicações, tanto os medicamentos que nós temos para os sintomas de TdH, que podem estar associados quanto a risperidônio, aripiprasol paraa irritabilidade, agressividade, eles têm muitos efeitos colaterais, né? Então, na verdade, Esperidona, que é o mais prescrito, né, no mundo da obesidade, aumento do peso, alterações metabólicas, aumento de síndromes como eh diabetes, hipertensão, alteração do colesterol, né, aumento da mama, porque aumenta a prolactina, que é um hormônio que tem no cérebro, né? Então são medicamentos que a gente tem que ter cuidado e às vezes eles também são vendidos como remédios que tivessem uma grande evidência científica para poder ser usado. Na verdade, a única evidência que tem é paraa irritabilidade, que a gente tem aqui uma evidência de certeza moderada. Pra agressividade, a evidência de certeza é muito baixa. Pra autolesão, a evidência de certeza é baixa também. E os efeitos adversos são tontura, fadiga, sonolência, sedação, aumento do apetite e tremor. Aí você imagina aquela criança que já tava com dor e desconforto, com dor de cabeça, com dor de barriga, tomando um remédio desse, aí não desenvolve mesmo, tá? Ou medicamentos pro TDAH, né? Paraa irritabilidade. De novo, evidência de baixa certeza. Não houve evidência para autolesão, certeza muito baixa. Então o que a gente tem hoje nesse momento é muito pouco, quase nada para tratar esses pacientes. Os únicos dois medicamentos aprovados são pelo FDA Risperidona e o Aripazol. Então, o que eu vou trazer aqui em relação ao canabidiol, não é que a gente também tenha uma certeza absoluta de que o canabidiol é a melhor medicação, mas talvez até por um princípio que é o princípio básico da medicina, que é o primo serere, primeiro não fazer mal, o canabidol pode ser sim uma droga cada vez mais utilizada, porque o potencial de efeitos colaterais dele comparado aos outros medicamentos é muito mais baixo. Mas de novo também não vai ser a resposta para todos os pacientes, né? Tá bom, eu acho que eu consigo. Até porque, né, de novo, eu não falei que aqueles pacientes têm um jeito diferente do outro. Cada um cérebro funciona de uma maneira diferente. O canabidol não vai funcionar para todos também, tá? Mas o que que os estudos têm trazido? primeiro, né, que eh não somente pode ajudar no controle dos sintomas alvo, que são aqueles sintomas que acompanham o autismo, que não fazem parte dos critérios diagnósticos, como irritabilidade, agressividade, agitação, né, mas também podem atuar nos sintomas centrais, principalmente na interação social e na comunicação. E eles têm um baixo perfil de efeito colateral. Então esse estudo é um estudo interessante, é um estudo da USP de Ribeirão que mostra os potenciais efeitos terapêuticos do canabidiol, né, principalmente pelas vias metabólicas. Então, além de melhora de sintomas que acompanham o TEA, como ansiedade, depressão e sintomas obsessivos compulsivos, ele tem efeito antipsicótico, né? Então, pode ajudar nos sintomas psicóticos. Ele é um anticonvulsivante, então ele é uma medicação que atua tanto como antipsicótico como anticonvulsivante, né? E para aqueles pacientes que têm epilepsia, atua na irritabilidade, na agressividade, na impulsividade, mas também pode atuar na comunicação, na interação social, nos comportamentos estereotipados e faz um efeito neuroprotetor que é fundamental para aquele cérebro que já tem ali alguma injúria, que já tem algum tipo de mau funcionamento, né, principalmente nos pacientes de novo, né, com comprometimento mais grave, com quadros, né, com prejuízos cognitivos. Então, alguns estudos, por exemplo, principalmente foram feitos em Israel, né? O país que mais pesquisou hoje o uso da cannabis medicinal. Esse aqui é um dos estudos mais importantes, é um estudo de vida real com 188 pacientes em que mostrou que 83,8% dos pacientes tiveram efeitos terapêuticos com essa medicação, né? Que houve uma melhora na qualidade de vida significativa e que 20% 24% dos casos conseguiram diminuir ou interromper os outros medicamentos. E aqui é importante, todos os estudos foram feitos ed, que que é isso? Adicionando medicamento, aquele medicamento que o paciente já tava usando, né? Então, adicionando o canabidiol às vezes ao uso da risperidona, ao uso do aripiprazol, né? Então, aqui a gente vê como é que tava a qualidade de vida desses pacientes, né? Antes do tratamento em azul e depois do tratamento, como é que teve a mudança, né? Então, melhora significativa em 30,1%, melhora moderada em 53,7% e melhora leve 6,4, sem mudança 8,6. Lógico, o estudo de vida real não é a melhor maneira de se fazer pesquisa para uma medicação. A melhor maneira é um estudo que a gente chama duplo cego, randomizado, com crossover, como esse estudo, por exemplo, que é um estudo prova de conceito feito também em Israel, em que ele usou três tipos de produtos diferentes, né? Um que foi o placebo, lógico, né? aquele que não tem efeito farmacológico, um produto que era de canabidiol e THC em uma proporção 20 para um da planta inteira. Então, uma planta que por sua própria genética produz 20 partes de CBD e uma parte de THC. E tem todos os outros compostos juntos, né? Outros canabinoides, aquilo que dá o aroma dos vegetais, como os terpenos, né? E aqui o outro produto foi um isolado do CBD com esse THC na mesma proporção 20 para um, né? Então é a mesma proporção, só que sem aqueles outros componentes da planta. E o estudo mostrou que 49% das crianças tiveram melhor numa escala que é uma escala de melhora de comportamento, uma escala de clínica ou global impressions, né? Uma melhora de clínica de de melhora global, né? Esse estudo também mostrou que numa escala que a gente usa para avaliar a interação social, que é a SRS2, Social Responess Scale, a gente também teve um valor significativo de melhora, mostrando também então uma possível melhora de interação social desses pacientes. Esse é um estudo que a gente fez aqui no Brasil, é um estudo eh em vida real também, né? De novo, tem as suas limitações, né? como estudo de vida real, eh, em que a gente utilizou, eh, um extrato de cannabis medicinal da planta inteira, né, para fazer o tratamento de 18 pacientes, tá? Então, um estudo muito menor do que aqueles estudos de Israel, né? E a gente desenvolveu um protocolo também, como é que seria, né, para indicar também pros colegas e pros médicos qual que seria um possível protocolo de tratamento que aqui no Brasil, infelizmente, a gente ainda não tem, tá? Então é um estudo inicial, uma proposta que precisa ser de mais estudos, precisa de estudos maiores para que a gente possa ter uma certeza que isso vire realmente, né, um protocolo. Mas a gente viu melhores significativas, por exemplo, né, aqui AB é aberrant behaviors, comportamentos aberrantes, com melhora de 61% de uma melhora significativa, 22% com uma melhora moderada. Mas lógico, a gente tem aqui 6% sem mudança e 11% de piora de sintomas. Então, de novo, o canambidol, assim como qualquer outro medicamento, pode ter efeitos colaterais e pode também não ser benéfico para alguns pacientes. Mas se a gente for pensar na melhora de qualidade de vida, que esses dois aqui embaixo, né, a gente vê que foi bem significativo, né? Então, sintomas de TDAH também para o sono. Os estudos não mostraram muitos benefícios, apesar de na clínica a gente vê que sim, alguns pacientes melhoram o sono. O que o estudo trouxe até esse momento não mostrou nem melhora de resistência para ir pra cama, nem atraso no início do sono e nem na duração do sono. Esse é outro estudo. Esse é um estudo que também foi feito com 82 pacientes com protocolo de 6 meses de tratamento. Embora alguns pacientes não tenham apresentado nenhuma melhora, como eu falei que isso pode acontecer, eh houve melhorias globais significativas na habilidade de comunicação social, conforme as escalas A, SRS e Vinland, sobretudo dos pacientes que apresentavam sintomas iniciais mais graves, né? Esses achados sugerem que o tratamento de cannabis rico em CBD pode produzir melhoria, particularmente em relação à habilidade de comunicação social. Então aqui são um pouco desses valores e a segurança, né? Eu falei que seria algo interessante pelo perfil de efeito colateral, né? Então, alguns estudos que foram feitos inclusive com produtos que são aqueles que eu disse anteriormente, 20 partes de CBD para uma parte de de THC foram o que foi estudado e foi o que também foi avaliado nesse estudo de segurança. Ele mostrou que não teve alterações de biomarcadores, então enzimas hepáticas, eh anticorpos tiroidianos, prolactina, testosterona, né? Então esse óleo, né, ele se mostrou eh seguro no uso de 3 meses, o uso pequeno também, né, que é o que é feito no estudo. E quais foram os principais efeitos colaterais? Sonolência, diminuição do apetite, diminuição do peso, que para alguns casos isso às vezes não é tão ruim, né? Vamos lembrar que às vezes o paciente estava usando respiridona com excesso de apetite e o aumento do peso, cansaço, fraqueza, euforia, aumento de excitação e ansiedade, tá? A gente ainda tem muito para fazer. Esse daqui, por exemplo, é um estudo farmacogenético que usa a inteligência artificial para determinar qual canabinoide atua melhor para cada paciente. Então, um estudo realmente que quem sabe mais para frente a gente vai ter essa possibilidade de individualizar o tratamento, porque são vários canabinoides e a gente sabe que às vezes alguns pacientes começam com canabidol isolado, não funciona muito bem, quando vai para uma planta inteira funciona melhor. Outros começam com produto da planta inteira, podem ter efeitos colaterais e quando vão pro isolado funciona melhor. E é isso que a gente ainda não sabe, né? Assim como a gente também não sabe se a respiridona vai funcionar, se o aripiprazol vai funcionar e se outros medicamentos vão funcionar, tá? por conta da heterogeneidade. Por isso que a gente tenta cada vez mais fazer estudos, não pensando no autismo como aquela grande condição, né, que pode ter várias possibilidades, mas pensando naquelas síndromes genéticas específicas. Uma delas, por exemplo, é a síndrome do Xfrágio. Lembra que quando eu tava aqui na Unicamp, eu apresentei exatamente esse projeto. Esse daqui, na verdade, foi utilizado um gel transdérmico, né? uma um gel na eu tinha feito um projeto que era com o uso da via oral justamente paraa síndrome do Xfágil, que é a síndrome genética que mais leva ao autismo, mas a que mais leva leva mais ou menos a 1% dos casos. Então de novo, mesmo que mais leva ainda é muito pouco perto do universo dentro do autismo, né? Então aqui a gente vê que nesse estudo hoje houve melhora significativa em relação à interação social e o isolamento, né? diminuição de isolamento entre comportamentos disruptivos e no quadro geral, tá? Esse daqui é o que hoje a gente tem de única regulação internacional. Bom, então, quando a gente fala, por exemplo, doisperidô, do aripiprasol, no autismo, a gente tá usando uma regulação internacional que é dos Estados Unidos, do FDA, que fala: "Olha, esses produtos podem ser utilizados para essa condição." A gente pode usar, por exemplo, a, eh, da Europa, por exemplo, né? E ter lá na Europa não tem nenhum medicamento que seja aprovado, né, exclusivamente, né? Então, eles ousam mesmo dos Estados Unidos. E aqui a gente tem um que é de Israel, né? Em Israel, então, por ser o país que mais pesquisou o uso da cannabis medicinal, eles têm um protocolo, como que essa criança pode acessar o uso desse medicamento e que pode nos ajudar e servir de modelo, inclusive pro Brasil, né? Então, hoje eles falam que crianças acima de 5 anos de idade, tá? Mas há exceções para crianças com menos de 5 anos de idade que não tenham feito uso de nenhum medicamento antes. Por quê? Porque a partir dos 5 anos é que a gente pode usar risperidona, a partir dos 6 anos que a gente pode usar ipiprazol e abaixo dessa idade não tem nenhum medicamento aprovado. E de novo, pelo perfil de efeitos colaterais, eles entendem que o canabidiol pode ser mais interessante do que essas medicações nessa idade de três de dois até 5 anos. Então a gente tem aqui, mas isso precisa ser feito por especialista, né, neuropediatra e psiquiatra da infância. O paciente com mais de 5 anos, então ele tem que também ter, né, eh, distúrbios comportamentais graves por mais de 6 meses, como gritos, ansiedade intensa, autolesões, agressões, agitação psicomotor intensa, destruição de objetos, né, quadros graves, né, quando há uma falha no tratamento convencional. Então, aquele paciente que começou a usar risperidona ou aripiprasol e o tratamento falhou, né? Isso junto com a abordagem terapêutica, né? Não dá para ser só o remédio, não terapia, né? Ou quando o paciente tem, né, ganho de peso significativo, surgimento de síndrome metabólica, que aquela que altera, né, o colesterol, a glicemia e síndromes motoras. Então, a pessoa pode ficar tremendo com o antipsicótico, né? Pode ficar com rigidez motora pro antipsicótico ou quando agrava a convulsão que aquele paciente já tinha, né? Porque os medicamentos antipsicóticos eles também diminuem o limiar convulsivo e podem fazer aquela pessoa que já tinha uma convulsão a vir convulsionar. E aí, quais são os medicamentos que hoje Israel autoriza pros médicos prescreverem? Eles dão três opções de medicação. Um óleo que é da planta inteira, naquela proporção 20 para um, que foi o que eles estudaram, foi as pesquisas que eles fizeram. Um outro óleo que seria também da planta inteira com a proporção 28 de CBD para um de THC. e um outro produto que não seria da planta inteira, mas que seria, né, o óleo da planta inteira, onde se retira só o THC, que é aquele que tem um potencial de efeito psicoativo, né? Então, na verdade, ele dá essas três opções de as pessoas poderiam prescrever que os médicos de lá. Então, o que que a gente tem tentado fazer? Esse aqui é o grupo que eu participo hoje, que é o grupo Eco, eh, onde a gente trabalha e pesquisa e discute casos do mundo inteiro na síndrome de Filan McDemid, que é uma mutação genética causada pelo Chank 3, uma mutação no chank 3. Então, é um grupo internacional, são pessoas do mundo inteiro e principalmente dos Estados Unidos. Então, é o chefe de Harvard do autismo, o chefe de Stanford do autismo, o chefe do Montina, que é quem coordena, que é o Alex Colvisson. Então, o que a gente tem tentado fazer são protocolos específicos para cada uma das síndromes que podem levar ao autismo, porque aí eu vou pensar naquele medicamento específico. Por quê? Porque se esses pacientes, por exemplo, do Chank 3 fazem uso de risperidone, de aripiprasol, sabe o que acontece com eles? Eles entram em catatonia, eles começam a ficar rígidos e não conseguem relaxar essa musculatura. Isso dói. E essas pessoas às vezes têm que ir para uso, não só de medicamentos potentes, como bem uso de azepínicos, como tem que às vezes para eletroconvulsoterapia, ter para sair desse estado de rigidez motora causada pelos medicamentos, que seriam as primeiras medicamentos aprovados pro uso no autismo. Como é que eu não vou saber se um paciente tem uma síndrome dessa ou não? Eu preciso fazer exame, eu preciso pesquisar, né? E aqui a gente tem alguns protocolos e a última palavra, último slide meu, que é isso que a gente tem hoje paraa irritabilidade, agressividade, comportamento autolesivo, o canabidiol já tá como segunda opção antes mesmo da risperidone do aripiprazol e da ketiapina e do lanzapina que podem levar esses sintomas. E pra ansiedade ele vai estar também presente, mas lá embaixo junto com os bens do diazepínicos e antes também dos antipsicóticos. Então, o que a gente pode esperar, né, no futuro dos possíveis efeitos terapêuticos, a gente precisa de mais pesquisa, assim como eu tava criticando o ABA em relação à necessidade de mais pesquisas, também a cannabis também precisa de mais pesquisas para que a gente possa dizer, olha, esse realmente é o melhor medicamento ou não? Mas eu acho que, de novo, vai ser um bom medicamento para algumas pessoas, não vai ser o bom medicamento para outra, a gente precisa desenvolver outros medicamentos para esses outros quadros. Mas o que a gente pode esperar muitas vezes é uma melhora do comportamento e uma melhora em relação à interação social. Então eu fico a disposição se tiver alguma questão. Não sei se teria tempo para isso. E obrigado, [Aplausos] Dr. Vinícius. Eh, quem depois quiser separar perguntas para o Dr. Vinícius e até para outro, pros outros palestrantes também que já passaram aqui, eh, vocês ficam à vontade. No final nós podemos encaminhar essas perguntas ou se o palestrante estiver aqui, ele possa responder. Mas, Dr. Vinícius, eu queria agradecer o senhor eh por esta palestra que o Senhor nos deu, esse ensinamento que o Senhor nos trouxe muito respeitoso até pela abordagem de um tema que causa na sociedade muitas discussões ainda e mas são informações ricas e e é isso aí. O simpósio é pra gente ajuntar todas as partes da sociedade, do nosso meio de de vivência, o máximo possível de informações para que todos nós chegamos num consenso e podemos caminhar para melhorar a vida dessas pessoas. Então, foi de extremamente importância essa palestra do senhor. Agradeço muito. E aqui a gente tem aqui também a presença da Dra. Kathern que vem eh nesse sentido que o senhor traz o estudo e a pesquisa, que é o que a gente não temos não temos muito isso ainda disponível, mas é algo que a gente quer quebrar essa barreira e trazer aqui, que é parte do nosso tema. eh a importância da implantação do laboratório de pesquisa em autismo, mais eh focado para que a gente laboratório, não só um laboratório normal, mas a gente costuma colocar a palavra avançado porque a gente quer focar mesmo nesse assunto. Mas muito obrigado, Deus continue te abençoando. Bom, agora seguindo aqui a nossa a nossa planilha aqui, é a Juliana Rim. Ela está presente, Ross. Então tá bom, Juliana, você fica à vontade. Você tem aí 5 minutos para poder colaborar aqui nesse simpósio. Certo. Obrigada. Eh, primeiro eu gostaria de agradecer a Mariá pelo convite. Eh, eu gostaria de fazer alguns apontamentos, né, até pegando um pouco da fala da mãe, né, trazendo, eu sou psicóloga, analista do comportamento. É um prazer grande estar aqui, né, ouvindo essas palestras e é um espaço de diálogo, um espaço de escuta, um espaço importante pra gente poder falar sobre esse tema. E eu gostaria de trazer a reflexão de novo sobre o uso do quebra-cabeças, tá? Por que que eu gostaria de trazer isso hoje? Porque historicamente e a gente precisa pensar no impacto do uso do quebra-cabeça. Eh, historicamente falando, por quê? eh antigamente, eh primeiro porque não representa a comunidade autista, então eh como especialista e também representando os meus pacientes e as mães de autismo, por mais que a gente tenha cuidado, afeto e a gente queira usar esse símbolo como algo que transmite amor ou mesmo de modo a gente pensar que a gente tá eh querendo decifrar ou entender, compreender mais o autista e eh a gente precisa usar hoje o símbolo do infinito, que traz pra gente de uma forma mais acolhedora e respeitosa eh sobre eh o autismo em si. Então, historicamente, a gente sabe que o quebra-cabeça ele vem com essa ideia. Eh, primeiro que ele foi criado por uma instituição que entende o autismo como algo que a gente precisa decifrar, como algo quebrado, como algo incompleto. Então, a gente precisa olhar para além da nossa experiência individual e pensar que hoje a forma como a comunidade autista mais se sente representada, e a gente precisa ouvir essas vozes porque a gente é o local de fala deles. Então, se eles não se sentem representados, eu gostaria de deixar essa reflexão para que a gente use o símbolo que represente a comunidade autista que luta diariamente eh por igualdade e que a gente pense em adaptar esse ambiente para receber e não a gente ter que incluí-los, né? H, de modo eles conseguirem seguir padrões que já são existentes pela sociedade, mas que a gente consiga adaptar através de políticas públicas, através de adaptações escolares ou arranjos ambientais que também respeitam as o o que o doutor acabou falando também aspectos sensoriais importantes. Então, hoje a gente tá numa sala iluminada, mas imagine se a gente tivesse aqui uma pessoa com autismo, como é que a gente adaptaria esse ambiente para receber? Porque incluir é isso. Então, o princípio de inclusão é a gente adaptar o ambiente para receber essa pessoa, seja com som, seja com iluminação, de qualquer outra forma, respeitando as formas únicas dessa pessoa existir. Então, eu queria deixar essa palavra. Obrigada. [Aplausos] Obrigada, Juliane. Também quero fazer um agradecimento especial ao Rodnequirino, que também é uma das pessoas que nos ajudou a a contribuir aqui com esse simpósio. Agradecer a Cris Monteiro e agradecer também a Ana, eu acho que é Ana que eu não entendi direito. É, é, eu acho que é Ana, não sei se é loucura que tá escrito aqui, mas se sinta aí cumprimentada. Bom, também agora neste momento eu quero eh convidar aqui o nosso amigo Diego, chegou cedo, participou aqui. Diego, olha, independente, eu acho que eh supervisor e especialista em educação especial do estado. Eu agradeço a sua presença e passo a palavra para que você possa fazer uso nessa nesse simpósio. [Aplausos] Eh, bom dia a todos. Bom dia. Bom dia, nobre vereador. Agradeço. Bom dia e respeito à pessoa cega na plateia. Eu sou o professor Diego, né? Professor Diego Assis. Atualmente estou como supervisor de ensino estado de São Paulo, na Secretaria de Educação e trabalhando atuando na região Campinas Leste aqui em Campinas. E venho então já há dois anos coordenando a pasta da educação especial dentro da supervisão de ensino do estado e articulando um pouquinho da política pública. Então para mim estar aqui é muito bom, é um prazer enorme para poder apresentar a nossa política de inclusão do Estado e explicar um pouquinho de cada um dos profissionais que fazem parte de todo o que nós hoje chamamos dentro do estado de ecossistema da inclusão. E abrindo um um parêntese, eh eu quero agradecer os meus alunos que estão aqui, né? Na falta de profissionais, na falta de formação de profissionais, convoquei todos os meus alunos. Então, os meus alunos que além de dar aula no estado, além de ser supervisor no estado, também dou aula numa faculdade no período noturno. Então, agradecer meus alunos que estão [Aplausos] aqui. Toda essa discussão faz parte da formação deles. Eh, trabalho com eles também muito processo de inclusão. Tenho alegria de dizer que contaminei alguns, principalmente um que já tá atuando na área, mas eh e é com muita alegria que eu trago então os meus alunos não para eh me ouvir falar, mas para ouvir a temática e a discussão de grandes especialistas na na temática. Bem, eu vou falar então eh propriamente dito da nossa política estadual, né? a política da pessoa, a política de educação especial dentro do âmbito do estado de São Paulo, principalmente naquilo que a gente determina hoje e nós falamos como ecossistema da inclusão. A Secretaria Estadual, ela já vem trabalhando há diversos anos com uma na perspectiva da inclusão da pessoa com deficiência dentro do âmbito escolar. E essa eh esse processo ele vem se transformando conforme o conceito de deficiência vem se transformando, o conceito de ser pessoa com deficiência e o e o conceito de inclusão escolar também vem se eh se transformando. A nossa última política é reformulada e revista é em 2023. o decreto a o decreto SEDUC eh, 23/21, que vem trazer todo o ecossistema de inclusão, toda a estrutura da inclusão, toda estrutura de profissionais e tudo aquilo que a Secretaria de Educação entende como um desenvolvimento educacional especializado e voltado paraa pessoa com deficiência dentro das escolas públicas. E aí eu tô falando de uma realidade dentro de Campinas, de na Campinas Leste um total de 79 escolas e na Campinas Leste um total um total de 97 escolas. Oeste total de 97 escolas e na leste um total de 79. Então esse é o desenvolvimento, né, em todo a as barreiras e desafios que nós temos cotidianamente para poder eh fornecer toda a estrutura que a pessoa com deficiência necessita e toda essa política pública, toda a nossa ação, todo o nosso desenvolvimento educacional tem sido sempre pautado em cima da equidade. Muitos, né, algumas pessoas já vieram aqui falando sobre a questão da equidade, mas a nossa política pública, ela é pautada nesse sentido. Já passou pelo momento de integração, já passou pelo momento de socialização, já passou pelo momento de discussão de igualdade. Eu tenho 13 anos de rede, né, de rede pública de ensino. Comecei como professor e quando eu entrei lá há 13 anos atrás, quando eu comecei no desenvolvimento da sala de recurso, comecei a fazer as minhas pesquisas sobre inclusão, ainda começar ainda falávamos sobre uma questão de eh igualdade. E nós conseguimos em 13 anos avançar o discurso paraa questão da equidade. E a esses últimos 2, 3 anos, nós estamos trabalhando com muito empenho e com muito foco no no sentido de equidade educacional, sempre prezando a diversidade dos nossos alunos, o respeito à diversidade e também como princípio máximo, uma educação de qualidade para todos os nossos estudantes. Então, dentro da perspectiva de igualdade, né, e equidade, como bom educador, não posso deixar de trazer os exemplos e começar, né, apresentando a partir dessas perspectivas de que o que nós eh entendemos dentro da Secretaria de Educação é realmente a questão do quesito de equidade. Dentro do que eu vou apresentar para vocês, do que a gente chama de política de um ecossistema de inclusão, nós temos aquelas questões que são de igualdade, ou seja, é a mesma coisa para todos os estudantes com deficiência e não somente para pessoa com autismo, mas todas as pessoas com deficiência. E nós temos as questões de equidade, que aí é a cada um aquilo que ele necessita. Então é a eh pegando ali o gancho do do Dr. Vinícius, é o remédio certo paraa pessoa certa, né? Então dentro da perspectiva educacional, nós temos uma gama de profissionais que podem atuar dentro da sala de aula e no espaço escolar. Contudo, nós não podemos correr o risco de eh ao dar tudo, perdermos o grande elemento chamado autonomia. Então nós também trabalhamos com foco no desenvolvimento de autonomia dos nossos alunos. Então é sempre isso, a igualdade e equidade e sempre primando pela autonomia do nosso estudante. Então a a nossa experiência de construção histórica dentro do estado vem sendo desenvolvida dentro do acolhimento aos estudantes, né? desenvolver também esse acolhimento dentro do âmbito das escolas. E eu sei que em algumas escolas pontuais o acolhimento não tem sido tão eh correto como deveria ser para a pessoa com deficiência, mas nós estamos falando em um universo múltiplo de quase 200 escolas, né? Todo chão de escola não é igual. Cada escola tem o seu perfil, tem a sua comunidade, tem o seu entorno, é formado por pessoas que, como todas são diversas. Então nós temos grandes desafios também para transformar todo o ambiente, todos os ambientes sociais em ambientes acolhedores. Então, mas nós vamos e a Secretaria de Educação já vem aí numa há anos fazendo, então a acolhimento desses alunos da educação especial e não só da educação especial, como todos também, né, dentro de alguns outros programas que vem se desenvolvendo e principalmente no na primazia do acolhimento, tem o Conviva, que é o programa de desenvolvimento de convivência dentro do âmbito escolar. também o planejamento de estratégias, metodologias e recursos em toda a estruturação daquilo que o aluno pode ser apoiado dentro da escola, né, no seu desenvolvimento e na promoção eh e da evolução da aprendizagem significativa do nosso estudante. E a aprendizagem significativa do nosso estudante, quando nós falamos de um aluno da educação especial, não é a mesma eh evolução de significativo de aprendizado do aluno típico. Então, eh, falar de educação especial dentro da escola também é tocar num assunto sensível, que nem são não são todos os alunos com deficiência que vão sair da escola lendo e escrevendo, mas ver a evolução daquele aluno no seu desenvolvimento no ambiente social e no ambiente educacional. Então, eh, é uma magia também que a gente tem que desmistificar um pouco sobre a área da educação, porque a educação ela é particular de cada um. Claro que a gente quer que todos saiam aprendendo a ler e escrever de dentro da escola. Sim, mas nós também temos que ter o olhar objetivo para nossas pessoas com deficiência para que alguns, não todos, alguns respeitando os seus limites, entender os seus avanços particulares. E aí o que nós chamamos então dentro de ecossistema de inclusão dentro da nossa política pública se estrutura a partir desses cinco passos. Eu vou pedir desculpa, eu reformulei o o o slide, já era mais de 10 horas da noite, então passou aqui dois qu, tá? Mas é o quinto aqui. Então nós temos a o nosso ecossistema de inclusão apresentado em cinco passos. O primeiro passo é o professor, o fornecimento do professor especializado através do atendimento educacional especializado e do ensino colaborativo. Eu vou falar um pouquinho especificamente de do elemento de cada um deles, principalmente do professor do ensino colaborativo, que há dois anos vem sido reformulado e reestruturado na nossa rede, tá? o professor regente. Nós trazemos o professor regente dentro do nosso ecossistema de inclusão como ponto principal e chave, por nós temos um professor especializado que tem todas as suas habilidades, o seu estudo, o seu foco na pessoa com deficiência, mas nós temos dentro da sala de aula o professor regente, que nós colocamos como o mestre do currículo escolar. Eu sou eh formado em filosofia, pedagogia, mestre em educação e tenho algumas especializações na área da pessoa da da deficiência na sua amplitude. Principalmente meu primeiro foco foi em deficiência auditiva. Sou formado em intérprete de Libras profissional. Também tenho ah extensão em inclusão num contexto mais amplo, também adaptação de material didático, psicopedagogia, neuropsicopedagogia. E aí nós temos o quê? Eu entendo de filosofia, sou professor de filosofia, primeiramente, antes de tudo, eu entendo do desenvolvimento educacional especializado. Eu não entendo de currículo de matemática. Eu não entendo de currículo de língua portuguesa. Eu não entendo do currículo de ciências, química, física. Como eu, especialista de educação especial posso assumir o lugar de um professor regente. Então, o professor regente, ele tem que estar dentro do ecossistema inclusivo. Ele é um primordial para o nosso aluno. Claro que não sozinho, com o apoio da da do profissional especializado, que aí eu vou delimitar como esse apoio hoje em dia é entendido. E aí, esses dois primeiros passos a gente pode tratar numa questão de igualdade, no sentido de que todos os nossos alunos com deficiência dentro da nossa rede, ele tem que ter o professor regente de sala e ele tem que ter acesso ao professor especializado, não necessariamente no AE, porque nós temos uma diversidade de instituições que trabalham a EE em parceria com o estado. em parceria com a prefeitura e que não necessariamente ele vai fazer o AE dentro da escola, mas mesmo não fazendo o AE dentro da escola, esse aluno tem que ter o acesso ao professor especializado no ensino colaborativo. Então, de qualquer forma, o nosso aluno vai ter acesso ao professor especializado, seja em atendimento educacional especializado, seja através do ensino colaborativo. E aí do 3, 4 e 5 eu falo da questão da equidade, aquilo a cada um a necessita, aquilo que cada um necessita. Nós contamos então com o apoio do tradutor intérprete de língua de sinais dentro de sala de aula pros nossos alunos surdos e surdos cegos, tá? eh que a gente não acaba não delimitando o G intérprete, mas eh o Gui intérprete fica dentro da questão do tradutor intérprete de língua de sinais, que comumente na rede nós chamamos de eh o nossa, fugi o nome do professor agora, professor interlocutor. Nós chamamos o intérprete de língua de sinais dentro do da nossa rede, é chamado de professor interlocutor, que ele vai desenvolver o papel ou de intérprete de Libras ou do papel de Guinérprete. Nós temos então de apoio educacional o PAE AAE e o PAE AVD, o profissional de apoio escolar, perdão. Nós temos o professor, o profissional de apoio escolar das atividades escolares, o PaE, que aí eu vou conversar um pouquinho, falar um pouquinho qual é a função dele, que hoje eh na rede o mais comum eh estar chegando vias a de por ação judicial, que é um pouquinho aquilo que o Dr. Rodrigo falou no início e também o PAE AVD, que comumente nós conhecemos dentro da rede como cuidadores, mas na legislação dentro da rede o nome oficial dos cuidadores é Pae e Pa, tá? Profissional de apoio escolar de vida diária, tá? que vai fazer o apoio nas vidas diárias, na vida diária dos nossos estudantes. Então, o professor especializado, eu e o meu dedinho, o professor especializado, né, dentro da nossa legislação, ele vai atuar como duas frentes. Mas quem é o professor especializado? O professor especializado é o docente que vai fazer a mediação pedagógica e vai trabalhar e vai fazer o a API. e o pai e que é o que vocês comumente ouvem como PI, pei pai, que é o plano de atendimento educacional especializado na nossa rede, o nosso PPI, ele é dividido em dois instrumentos, API e PAE. Quem vai fazer esse instrumento que vai ditar a qual é a adaptação necessária para esse aluno, é o professor especializado dentro da escola. seja no ae ou seja no no ensino colaborativo. Eu começo a falar um monte de sigla e o povo às vezes para começa assim: "Pelo amor de Deus, vai devagar, mas se não entenderem, faz um sinalzinho assim, vai dando uma sinalizada e eu vou dando uma retomada." Porém, nós temos então a esse professor especializado que vai fazer essa mediação e que vai fazer a elaboração desses plan do plano educacional especializado desse aluno dentro da escola a partir de uma avaliação pedagógica inicial e depois da observação das suas necessidades específicas dentro da escola, delimitando eh atendimento em sala de recurso duas vezes na semana, quatro vezes na semana, Qual é a necessidade desse estudante? Ele precisa de qual apoio? Ele precisa do AVD? Ele precisa do AE? Ele precisa de um de uma adaptação de material? Ele precisa de eh quais são as melhores metodologias para você trabalhar com esse estudante. Então, todo é o professor especializado que vai tá executando dentro da eh escola. E aí nessas duas perspectivas, seja dentro da sala de recurso na ou na modalidade itinerante, que ela acaba sendo a mesma coisa, a diferença de sala de recurso e modalidade itinerante é a sala de aula física. sala de recurso, eu tenho o espaço delimitado para o atendimento fixo. Itinerante, eu tenho, não tenho esse espaço fixo. Então, a escola se torna um ambiente para a realização do espa do atendimento educacional especializado, tá? E dentro do da sala de recurso, esse estudante vai fazer o quê? Um ensino personalizado, uma um aprendizado e um trabalho em estratégias e metodologias. e também a acessibilidade na aprendizagem. Através do quê? Através do trabalho com as habilidades suportes dentro de sala de aula. Traduzindo, eu não vou fazer um reforço escolar, eu não vou levar o aluno lá na sala de AE e vou dar o reforço para ele. Isso é um professor de currículo que tem que fazer. Eu vou trabalhar com ele as habilidades que ele precisa para estar dentro da sala de aula. Então, comumente alguma mãe me chega e fala assim: "Eu não vou levar meu filho na sala de recurso." Ele só vai lá para brincar. Mas é naquela brincadeira, é no quebra-cabeça, é no jogo de cartas que a professora tá fazendo com ele, que tá trabalhando as habilidades de concentração, de sustentação, de concentração, de de interação. Então, comumente a gente coloca dois alunos com deficiência para brincar com alguma algum elemento dentro da mesa. Para quê? Para eles interagirem. Eu vou fazer a estratégia de sustentação de ficar sentado. Então, ele vai ficar sentado, depois ele vai ficar de pé e depois eu vou trazendo ele de volta pra mesa, ele levanta e vou trazendo, eu vou trabalhar com ele o desenvolvimento dele estar dentro de sala de aula na sala de recurso. Isso é a sala de recurso, não é reforço. Eu sei que esses alunos necessitam, mas não é esse o espaço dele, tá? E aí também no projeto de ensino colaborativo, que a resolução em 2023 delimitou melhor, porque na 81, né, alguns anos atrás, aí a resolução já trazia essa questão desse ensino colaborativo, desse apoio do professor especializado pro professor regente. Só que na 23 foi tirado e foi estruturado realmente um atendimento maior e melhor pro suporte do regente de sala. Então é no projeto de ensino colaborativo que o professor vai ter um tempo dentro da escola para poder conversar com os outros professores. No ensino colaborativo, ele vai atender o aluno diretamente? Não, no ensino colaborativo, professor eh especializado vai atender indiretamente o aluno, porque esse é o período que ele vai estar dentro da escola, que ele vai ajudar o professor lá da sala de aula a adaptar as estratégias. O professor lá regente da sala de aula que tá perdido, não sabe o que fazer com o aluno com deficiência, o especialista vai poder trocar com ele o que é para ser feito dentro de sala de aula. Então, é nesse momento que a gente vai fazer, eu brinco quando eu vou conversar com as professoras de que no projeto colaborativo ela é o meio de toda a engrenagem. A gente vai ter várias engrenagenzinhas e o meio a que vai fazer rodar todas as outras é o ensino colaborativo. Meu Deus do céu, só isso. E é ela que vai fazer rodar toda a questão do da inclusão dentro da escola. Então ela vai pegar tudo da sala de recurso e levar para fora e fazer isso acontecer dentro da sala de aula. Aí nós temos o professor Regente, que é o especialista de currículo, que vai focar no ensino e aprendizagem do aluno e trazendo ele para uma discussão como um todo, tá? Trazendo ele numa integralidade dentro da sala de aula. E aí nós temos também o intérprete de Libras que vai fazer a acessibilidade da comunicação. Ele não é o professor do do surdo, ele não é o professor de Libras do surdo, mas é ele que vai ajudar a pessoa surda dentro da sala de aula em tudo aquilo que ele necessita. Temos o professor, o profissional de apoio escolar, que aí entra o professor AVD, que é o que vai fazer auxílio dentro do ambiente escolar para alimentação, higiene e locomoção desse estudante e o PAEAE no apoio no desenvolvimento das atividades escolares na interação social. E aí tem um grande nó de discussão aqui, né? Porque eh na rede o que nós entendemos é que esse profissional ele não é um profissional de carreira docente. Porque quem é o profissional que vai fazer a adaptação curricular do seu filho? Quem é o que vai? O professor da sala com o apoio do AE. Esse profissional é para ajudar a executar. O professor do AE vai fazer o plano de educacional especializado. O regente, com o apoio do especializado, vai produzir o material, vai produzir a adaptação e esse profissional vai ajudar a executar. Então, por isso esse profissional não é de carreira docente, porque ele não é pedagógico, ele é de apoio, tá? Ele é de apoio para dentro de sala de aula. E aí também nas atividades sociais e na interação social, é ele que vai ajudar o aluno a construir pontes com os outros estudantes dentro da sala de aula, tá? E aí nós estamos trazendo para dentro da rede, a rede começou esse ano trabalhar as questões de nivelamento de eh de suporte educacional, diferente do nível de suporte dos nossos alunos com TEA, tá? Eu sei que tem uma discussão que não tem mais, que tem alguns relatos chegam pra gente com nível ainda, outros não, mas esse aqui a gente não se pauta nessa perspectiva, porque pode chegar para mim um aluno com nível de suporte dois no laudo e dentro lá da escola eu vou encaixar ele no nível três, porque eu tô falando de habilidade educacional, tá? Eu não tô falando das habilidades dele eh numa perspectiva médica. Eu tô trabalhando uma habilidade dentro do desenvolvimento da escola. Então, quando eu tenho lá um estudante que é capaz de realizar a maioria das atividades de forma autônoma, eu vou colocar ele como nível de suporte um, porque ele não precisa de um apoio substancial, ele não precisa de um apoio dentro de sala de aula de todas as disciplinas. tem disciplinas específicas que esse aluno precisa do apoio. Então a gente vai fornecer para ele especificamente naquilo que ele tá precisando. Aí ele, então aí o aluno já necessita de um suporte maior, mais substancial pro desenvolvimento. Ele precisa de um apoio maior. Nível dois, eu vou ter esse profissional com ele por mais tempo. Nível três, ele precisa de um apoio muito substancial. Então esse profissional vai ficar full time com esse estudante. Aí é um para um a todo momento dentro da escola. E sempre no quê? No princípio de autonomia. Nós temos que ter esse olhar no princípio de autonomia para os nossos estudantes, porque nós estamos observando dentro da rede com eu vou falar fenômeno que aconteceu das ações judiciais na minha diretoria, na região aqui das nossas 79 escolas, nós estamos com uma média, cada dia sobe mais, mas uma média de 250 liminares ganhas numa realidade de 79 escolas em torno de 100 alunos com deficiência. E nós temos então eh esse profissional concedido. E aí eh nós observamos o quê? Em algum os nossos casos mais antigos, o que nós observamos? O aluno era o nível um de suporte. Ele precisava de suporte, precisava. Não estamos negando que precisava, precisava. Porém, ele recebeu um suporte de nível três. Hoje o aluno é nível três. Então nós precis, o aluno perdeu a autonomia dentro do espaço escolar. Então nós precisamos olhar pro nosso aluno e pensar na autonomia. O nosso aluno, ele passa 12 anos dentro da escola com a gente, 9 anos com a gente, mas paraa sociedade é para toda a vida. Então nós temos, uma das missões da educação é formar o nosso aluno para a vida. É para formar pra vida. Então, a gente precisa conceder nossos alunos com deficiência o apoio necessário no sentido de equidade, mas para desenvolver para ele o apoio e a autonomia que ele vai precisar dentro do desenvolvimento social. Bem, eh, eu queria apresentar, eu apresentei assim rapidinho para vocês o ecossistema. Se depois alguém quiser conversar, tiver dúvidas, eh, pode entrar. A Mariá tem o meu contato. Eu vou eu vou pedir, por favor, me dá mais 5 minutos, tá bom? Obrigado, porque a Mariá já me mandou nove, oito perguntas que vocês já elencaram como as perguntas que vocês gostariam de fazer para mim. E aí eu gostaria de responder as perguntas que vocês já fizeram antecipadamente. Vou pedir desculpa para pegar aqui o celular que ela me passou e eh foi impresso para mim. Ah, muito obrigado. Facilita. Senão eu pego no celular, não tem problema. Ah, aqui. Obrigado. Vamos lá. Vocês mandaram algumas perguntas. E aí eu já quero eh eu acho que na apresentação, boa parte delas eu consegui já ir apresentando, mas pontualmente eu vou responder para vocês. Então, na primeira aqui colocaram como professor eh identifica as necessidades de cada aluno. Então, quem identifica as necessidades de cada aluno é o professor especializado dentro do eh ensino colaborativo ou da sala de recurso. Dentro da escola. Então, quem vai fazer esse olhar é o professor eh especializado. Diego, é uma realidade que nem todas as nossas escolas têm professor especializado. Infelizmente é. Eh, nós estamos numa ampliação das nossas salas de recurso. Com muita alegria, eu falo que das nossas 79 escolas nós já estamos eh nesses dois últimos anos a gente conseguiu ampliar e nós estamos aí já com em torno de 55 escolas. Das 79, a gente já tem salas de recurso em funcionamento e umas cinco em processo de instalação. Então, a gente tá caminhando para que a nossa diretoria chegue a 100% de todas as escolas com professor especializado. Porém, nós estamos começando a ter escassez de profissional. Então, a gente tá com cadastro, inclusive nós estamos com cadastro emergencial aberto. Quem que quem tem aí a formação e educação especial e quiser entrar pra rede, por favor, vai lá no site da diretoria de Campinas Leste e se inscreva e vem trabalhar com a gente na rede, tá? Dois, como criar planejamento para produzir material adaptado se cada aluno é diferente um do outro com as suas limitações e capacidades? Como que nós fazemos isso? Nós fazemos através do PAE. É no PAE que a gente vai delimitar esse a essas adaptações curriculares, essas adaptações que eu precisa, que o pai o que dentro da da da sala de aula o professor precisa fazer. Tá bom? Eu vou acelerar. o que o que o professor precisa fazer e aí eh com o apoio do professor eh especializado executar. Então, como produzir esse material? Com o professor especializado dentro da escola, com o professor especializado lá através do API do PAE. Como garantir a participação das famílias no processo educativo? Todas as escolas estão de braços abertos e tem que ter o braço aberto. Vocês fazem parte da escola. Os pais são parte da escola. A escola não é equipe gestora. A escola também é a equipe gestora, mas é toda a comunidade que tá lá dentro com seus alunos, professores e pais e todo o mecanismo do entorno. Então, todos vocês fazem parte da escola, especificamente na questão da pessoa com deficiência. Eh, estamos orientando os professores de sala de recurso para uma prática que estava em desuso, que é chamar os pais para realmente fazer a avaliação inicial com a fazer lá o escrutínio inicial, a entrevista inicial, a namnese inicial e também dar a devolutiva da API PAEE para vocês. Depois que a API PAE está pronta, nós estamos cobrando das escolas chamar os pais para tomarem ciência, porque foi uma questão que caiu em desuso. Então assim, vocês também podem estar participando. Eh, como promover a parceria entre professor e profissionais da de apoio escolar através do professor do ensino colaborativo. É ele que vai fazer todo esse desenvolvimento. É ele que orquestra o desenvolvimento da inclusão dentro da escola. Por isso que ele é extremamente importante, tá? Eh, o que a Secretaria de Educação Especial, no caso de Secretaria de Educação Estadual, tá? A educação especial é uma pasta, eh, tem feito com a alta demanda de crianças autistas matriculados na rede pública de ensino para inclusão social e a negativa de matrículas nas escolas. Gente, negativa de matrículas da escola, vá até a diretoria de ensino e denuncie. Isso é crime, não pode acontecer. A escola é pública, é para todos e todos têm que estar lá dentro, tá? E se tá acontecendo alguma coisa disso, é nosso dever como supervisor educacional de ver o que está acontecendo e entender. Às vezes nós temos umas algumas das nossas escolas que são prédios antigos em que a gente a acessibilidade arquitetônica é quase que impossível. Então, nós temos escolas históricas aqui em Campinas que fazem parte da minha diretoria, que precisa de elevador, só que é patrimônio tombado pela cidade, estado e federal. Eu preciso da autorização dos três entes para que eu possa colocar uma rampa, que eu possa fazer qualquer modificação. E tem alguns departamentos que eu não posso ter modificação arquitetônica porque é patrimônio histórico. Então eu não consigo acolher, por exemplo, um aluno estudante numa escola que tenha várias escadas e por essa questão eu não posso. Então, infelizmente, eu tenho que falar pra família, olha, eu tenho essa outra oportunidade, essa outra escola que a questão arquitetônica acolha o seu filho. Isso não é uma discriminação, é uma limitação que nós temos, tá? Então essa questão e com a alta demança das crianças matriculadas, a gente tá tentando expandir o AEE, expandir sala de recurso para fazer o melhor acolhimento, tentar expandir o ensino colaborativo para ter a presença desses profissionais para poder acolher e fazer a inclusão escolar. Eh, como prover a como prover a educação especial em sala de recurso, porque o que temos eh vemos são salas que têm adaptação alguma, inclusive falta de materiais adaptados. O que é material adaptado? Todo material eh um lápis, ele pode ser um material adaptado. Adaptação não é algo extraordinário, é algo pequeno. É fazer que aquilo chegue pro nosso aluno e seja funcional. Às vezes a gente não tem nada extraordinário. Eu sei que eu já eu já tô acabando, eu prometo. São duas perguntinhas só. Ai meu Deus, 2 minutos. E então não é algo extraordinário. As nossas salas de recurso, o que é necessário pro que o aluno precisa e não tenha, a gente pede e a gente pede paraa Secretaria Estadual para ser eh para ser providenciado. E aí a e a gente tem também a carência de professores, tá? gostaria de solicitar que as escolas for eh façam o colaborativo e a TPCs professores de sala de recurso, eh porque isso seja uma exigência, porque a gente como mãe vê a maioria dos professores em sala de aula, não sabe o que fazer quando a sala tem 35 alunos e três autistas. Os alunos autistas vão sobrar ficando no canto da sala. Olha, nós estamos num processo de formação permanente, continuada com os nossos professores. Dentro do estado, a gente tem uma escola de formação chamada EFAP, online virtual, para todos os professores poderem fazer a sua, o ATPC, fazer os seus planejamentos de aula e sempre tem a questão da educação especial que eles podem, eles devem assistir. Os professores de sala de recursos sempre tem momentos dentro dos ATPCs para conversar com os outros professores e até falar de problemáticas gerais que estão acontecendo dentro da escola para um desenvolvimento melhor da inclusão dentro da escola. As escolas quando não chamam a equipe de educação especial e nós vamos até a escola para ver o que tá acontecendo e poder fazer formações em loco. Nós chamamos, convocamos os nossos professores de educação especial, que esse ano, graças a Deus, é em torno de 50, eh para, eh, formações pontuais dentro da Secretaria de Educação, porém eu não posso chamar toda hora, todo dia, todo mês. ten que fazer uma escala e trabalhar alguns pontos mais específicos com ele para formação continuada. Então, tem todo esse desenvolvimento, porém todo dia eu tenho professor novo na rede. Então, essa formação continuada, ela é constante, acontece, tá? vem acontecendo. Eh, vamos falar sobre os cuidadores. A empresa que presta serviça de cuidadores de Campinas para rede estadual, recebamos recebemos uma reclamação que eles estão sem salários sem salários, com salários atrasados, sem vale transporte. Eh, e às vezes eles cuidam de até três crianças dentro da da mesma escola. Cuidador, pode. Vocês estão tantas perguntas? Essa era a última. É a última. se você não poderia depois gravar um vídeo para essas respostas, aí a gente repita. Posso também porque eu acho que eu falei bem rápido, então assim fica um pouquinho. Mas a questão do cuidador para finalizar, que é a última pergunta que me mandaram, a cuidador ele é uma empresa terceirizada que atua dentro da rede e aí quem está articulando é a secretaria eh de educação numa questão de gestão centralizada. Então é lá em cima, a diretoria de ensino, a gente tem pouca atuação dentro da questão dos cuidadores, a não ser pegar o formulário de vocês, fazer a análise técnica, enviar e também enviar as questões de reclamação. Algum problema com cuidador? Procurem o diretores das escolas de vocês para que eles repassem isso para o setor competente, para que possa ser feito e olhado de alguma forma pro o que pode ser feito nessa nessa circunstância, tá bom? Espero ter ajudado vocês, espero ter esclarecido, espero ter conseguido apresentar um pouco do ecossistema do estado e se precisar em tua disposição. Obrigado, Diego. Que aula, Diego. Diego, obrigado mais uma vez você e seus alunos que estiveram aqui conosco, estão aqui conosco. E eu queria te fazer um convite especial. Senta aqui do meu [Aplausos] lado, gente. Eh, Dra. Kat é a nossa próxima palestrante e eu quero eu quero conversar com vocês um pouquinho até com o meu amigo Diego aqui do meu lado. O que nós estamos propondo com o trabalho da Dra. Katlen eh é algo inovador aqui no nosso país, gente, estamos falando do laboratório de pesquisa avançado em autismo. Esse laboratório de pesquisa, a tendência dele, Diego, é de trazer resultados para a fabricação de medicamentos. Hoje, como foi falado aqui nesse simpósio, a gente tem buscado amenizar a vida dessas pessoas com deficiência, das pessoas com autismo e e a busca por remédios, por uma medicação, isso pode ajudar em muito e reduzir muito esse tempo de tratamento a essas pessoas. Então, o que a Dra. Cher traz aqui é algo muito importante. Dia 29 agora deste mês, nós estaremos com o vice-presidente do Brasil e estaremos também com a ministra de Ciências e Tecnologia. É um projeto que vai custar acima de 50 milhões final, mas nós precisamos de um recurso muito importante para começar essas pesquisas. Inclusive, as pesquisas vão trazer mais de 2.000 mapeamentos genéticos aqui paraa nossa região, mapeamento genético do autista. E quando esses remédios já estiverem disponíveis paraa nossa sociedade, o quanto que o governo do estado, os municípios vão estar eh amparados com a melhora de todo esse tratamento. Então eu peço a vocês que nesse momento a gente possa prestar muito atenção, porque já é difícil a gente colocar na nossa cabeça eh esse dia inteiro de simpósio. E aqui é algo bem específico. Então é isso que eu peço a vocês e agora nesse momento eu passo a palavra pra Dra. Catherine. Obrigado. Bom dia, Eduardo. Obrigado pel por nos dar a oportunidade, né, de estarmos todos aqui. Também o vereador Leco que nos recebeu em americana essa semana. Meu nome é Kath Mirer, eu sou cientista. Eu tenho 50 anos feitos ontem. [Música] [Aplausos] Obrigada. Obrigada. E nós estamos, a primeira coisa que nós estamos aprendendo cada dia. Então, meu slide já tava ali, eu não pude mais mexer nele, mas eu já sei que eu vou trocar esse símbolo pelo infinito para dar o [Música] reconhecimento à neurodiversidade, né, e ao respeito individual que vai sendo amadurecido, né, ao longo do tempo. Então, eu acho que a gente precisa só às vezes um tempinho de ouvir, compreender, né? Então eu também gostaria nesse sentido, de tirar uma dúvida com o Alexandre, que quando a gente faz a autodescrição, eu imagino que cores não possam ser incluídas, porque eu não sei o que significa um verde ou um rosa para você. Então, será que eu devo falar de cores na minha autodescrição? Pois não, eu respondo a pergunta da senhora. Eh, eu não sou deficiente de sol de nascença. Sim, eu enxerguei até os 47 anos de idade. Então, tem noção de cores, né? Mas se pensarmos em alguém que é de nascença, então aquele que é de nascência é complicado. Então eu acho, então eu acho que cores talvez também não devam ser um foco grande, né, nessa autodescrição. É assim, vou dizer no universo da do cego, assim da pessoa com cego, a grande a maioria que ficaram, eles vieram ficaram, né? Ceros, certo. OK. Então, acho que é um tópico importante, não vou poder expandir muito nesse para eu conseguir falar também do outro, mas é mais um lembrete de nós estarmos sempre atentos. Eu acho que aqui a gente aprendeu nessas palestras, é, a gente aprendeu, né, nesse simpósio que o olhar atento é a coisa mais importante no aspecto pedagógico, no da saúde, no familiar. Então, é assim que a gente amadurece, vai aprendendo e também vai aprendendo a maneira correta, né, de conversar, de usar os termos. Então, se a gente usa algum termo que às vezes não é adequado, obviamente a gente quer se desculpar quanto a isso, né? Então, entrando no tópico aqui, eh, oi. Primeiro ano, temos também os de baixa visão e os muito populares. Uhum. Né? Esses também pode ser de cores também, certo? Então, acho que as cores as cores vão ficar um pouco, é, então eu tenho agora essa parceria, né, com o vereador Eduardo Magoga, acho que há praticamente 2 anos, como a gente já falou aqui, as ideias tir amadurecendo para elas chegarem num ponto importante. Então, nós estamos propondo na Unicamp, onde eu atuo como cientista, um laboratório avançado de pesquisas em autismo. Também é muito importante entender que cada um tem o seu foco de trabalho, né? Então aqui é o Diego, né? Diego na educação, eh o Dr. Vinícius e a Dra. Luciana, né? na parte de saúde, o meu foco é fazer pesquisa científica, então eu não tenho como oferecer atendimento, né? Então isso a gente foi entendendo junto, né, Eduardo, que na universidade o que a gente consegue oferecer em termos de pesquisa é avançar novos medicamentos e trazer medicamentos do exterior também para estarem disponíveis aqui, né, como o Dr. Vinícius falou, praticamente ele tem uma indicação maior de três opções, sendo que é tudo muito complexo, então nós precisamos desenvolver mais medicamentos. Eh, deixa eu pegar aqui para passar. Então, nós ficamos na Universidade Estadual de Campinas, muitos conhecem o hospital, mas a universidade tem 20.000 pessoas, né? eh 2.000 professores e pesquisadores. Então, nós também estamos inserido nesses marcos de sustentabilidade, eh, tanto, né, social, econômica, da saúde, sempre observando a direção do futuro aí bem atual. E, eh, eu fico lá na Unicamp eh deixa eu ver só aqui o pointer. Acho que não. Eu fico nesse prédio eh num laboratório chamado Centro de Química Medicinal, que fica próximo ao hospital. Então, nós temos interação com o hospital, mas somos um centro de pesquisa formado por um grupo grande de profissionais. Aqui estão alguns deles, né? Eh, eu atuo no desenvolvimento de novos medicamentos, pequenas moléculas no laboratório. O professor Fábio estuda a parte neuronal, professor Mário as proteínas do cérebro e essa equipe estuda outros aspectos como o auditivo visual. Então, nós temos um espaço grande onde nós fazemos experimentos a cada dia no laboratório, né? não experimentos com pacientes, mas com partes dessa questão do autismo. Então, nós temos um grupo de 20 cientistas que já fazem pesquisa na área de câncer, na área de doenças neurológicas. E nós queremos trazer para essa estrutura que a gente já tem uma aula inteira de estudo focada em novos medicamentos de autismo. Falando da acessibilidade, nós temos no nosso grupo uma aluna que já acabou a faculdade, ela faz doutorado com autismo. E em trabalho com a Dra. Luciana, nós fomos compreendendo a sensibilidade auditiva dela, separamos uma área que tem uma marcação no sentido de que a área onde ela senta e trabalha, os colegas sabem que aquela é uma área silenciosa e existe muito respeito. Então, é relativamente fácil prestar atenção e acomodar o ambiente, como nós falamos, para uma necessidade de uma maneira inclusiva, com que quem está ao redor saiba o respeito que precisa ter por aquela pessoa e, como a gente também falou, que ela mantenha a sua autonomia. Então, eh, isso é possível, né, praticamente em qualquer ambiente, desde que seja bem conversado. Então, nós ficamos felizes de dar essa oportunidade também para um adulto com autismo estar sendo cientista com todas as capacidades possíveis. Eh, aqui também é uma área um pouco controversa, né? Já sabemos essas redefinições dos graus. Para nós ainda é importante ter alguma referência de graus ou de aspectos clínicos, porque isso guia a pesquisa para compreender necessidades de eh um grupo de pessoas. Então, por exemplo, uma criança, um adulto que tem convulsões, eu vou precisar dar um tratamento direcionado à aquelas convulsões. Então, vai ter que ter uma tensão maior quando há um risco de vida, certo? Quando há um algum sinal que precise de atenção, no caso, eh, muito específica, né? Então, pensando nos graus mais como um guia, né, de eh como separar um modo de ter um foco em tratamento e em desenvolvimento de medicamentos, a gente ainda acaba utilizando, né, eh, esse guia. Então, se nós pensarmos aqui, né, que quando temos, né, um óvulo, um espermatozoide, que precisam se juntar e dentro deles, de cada um deles, tem 3 milhões de pecinhas que são combinadas, né, entre um óvulo e um espermatozoide e que se encaixam e se combinam de alguma maneira, que resulta a cor dos olhos e tantas outras características. né, da nossa diversidade. Isso também inclui as diversidades neurológicas. Então, essas diversidades podem vir de diferentes combinações, também de alguns fatores ambientais. Eu tô tentando falar rápido para ficar no tempo. Tá acabando o fôlego aqui. Eh, deixa eu lento, né? É, não. Tá. OK. Então, eh, a gente tem que pensar que não tá muito provado até agora se existe um fator do ambiente que cause um autismo. Quando se busca isso, é difícil ter fatores provados, mas a gente tem que entender que é uma complexidade de combinações, né, que pode ser muito particular em cada pessoa. Então aqui temos um exemplo, né, que é como também é por acaso o professor falou que eh escolhi um gene aqui, chank 3 é uma partezinha do código, né, do genoma de uma pessoa que pode lá em cada célula do corpo tá em excesso ou tá faltando. Então, a gente precisa desenvolver um medicamento para tentar fazer aquele aquela marquinha chegar no nível que ela precisa, né, para eu às vezes remover algum sintoma. Então, a gente tem que entender essa genética, mas ela é muito complexa, não tem uma causa única, uma relação única que você vai tratar, né? Por isso, avaliar os sintomas junto com partes genéticas. Uma vez que a gente identifica, é possível desenvolver novos medicamentos. Então, hoje já se sabe que tem 400 dessas marquinhas no genoma, né, no nosso código de cada célula do nosso corpo que tem alguma relação com autismo. Por outro lado, existem avaliações onde a pessoa faz a investigação dessas 400 marcas e nenhuma delas aparece. presente numa pessoa com autismo, porque ainda existem muitas outras que não se conhecem. Então, quando o Eduardo fala de mapeamento genético, é isso que já existe. Tem 400 marcas que a gente pode investigar para tentar compreender, né, e classificar as pessoas com autismo para procurar um tratamento individualizado. Mas isso são fases ainda iniciais, né? Nós também temos a ansiedade de acelerar essas pesquisas, mas elas têm que ser feitas com muita calma, muita cautela para que os tratamentos corretos sejam encontrados. Então, em cima dessas 400 marcas que já se conhece, nós estamos escolhendo algumas dessas marcas, ou mais frequentes ou que tenham um efeito muito forte. Por exemplo, para mim, convulsões é um efeito muito forte. Eu já presenciei uma criança que a cada 2 minutos tem convulsão. Ela faz isso, é uma convulsão. Quer dizer, aquilo ali pode estar causando um dano cerebral, né? Então, a gente tá escolhendo essas marcas para desenvolver um grupo de novos medicamentos. Então, o que nós queremos fazer é montar esse laboratório, estudar novos medicamentos e trazer terapias modernas também do exterior para ter aqui no Brasil, né? e não depender do exterior. Então, nós temos esse projeto para expandir o laboratório com diferentes plataformas que a gente chama, né, para poder avaliar tanto experimentos eh no laboratório, como receber células ou amostras, né, de famílias para fazer comparações entre as famílias e também depois eh poder devolver esses resultados pra comunidade que possam guiar, né, e interagir. com outros setores. A gente não consegue entregar um laudo numa universidade. É uma pesquisa científica para ajudar a equipe médica a ser guiada, né, sobre aquele grupo de características com essa ideia de ir achando os tratamentos individualizados. Então, nós fazemos tipos de experimentos como eh isolar células de algumas famílias, né? a gente pode tirar da pele, leva pro laboratório, faz um experimento de tentar eh guiar aquela célula para ser um neurônio e adicionar muitas moléculas, né, como se fossem muitos medicamentos e avaliar qual seria o medicamento mais eficaz relacionado com aquela pessoa. É, também esses essas células derivadas, né, que são neurônios, podem ser observadas com uns corantes, né, que a gente utiliza. Aqui a gente enxerga um neurônio de uma pessoa com autismo e um irmão que não é diagnosticado com autismo. E nós vemos que na direita existem menos desses galinhos, né, desses dessas ramificações do neurônio que eh recapitularia o que a gente vê no cérebro. Então, eh, em algumas parcerias como a Paia da Camp, nós podemos ter acesso, né, a grupos de pessoas, eh, que já foram bem definidas em termos de características para planejar que a gente consiga, então, oferecer essas avaliações genéticas em termos de pesquisa, como eu falei, né? E essa colaboração já acontece de maneira no mundo, né, internacional, e por isso nós queremos fortalecer ela mais aqui no Brasil. Então nós estamos em conversa, né, com a parte pública de termos recursos para ampliar a infraestrutura, trazer equipamentos modernos e poder mais rapidamente estudar esses novos medicamentos. Eh, o reitor da universidade já tem uma parceria forte com a prefeitura e nós aqui com a Câmara, né? Então, em várias áreas a universidade já interage com o município para avançar a saúde, educação, engenharia, várias dessas áreas, né? E isso sempre fortalece as relações da universidade, trazer um retorno paraa cidade. Eh, aqui nós também recebemos alunos de escolas para incentivá-los a serem cientistas do autismo, assim como nós queremos os professores do autismo, os auxiliares, os coordenadores, pedagogos. Nós incentivamos que esses jovens queiram compreender as doenças do cérebro, as doenças complexas, também o câncer, né? E nós fazemos essas explicações de como se tornar um cientista, ir pra faculdade, fazer um trabalho que possa contribuir com a sociedade. Eh, esse trabalho nós sempre divulgamos também em termos nacionais e internacionais para que as pessoas saibam o que a gente tá estudando dentro da universidade. É por isso que nós estamos aqui hoje, né, para mostrar que o que a gente estuda num local, num laboratório fechado, tem que chegar pro público, pra sociedade, pra saúde pública. Então, nós sempre interagimos com vários dos jornais, né, do Brasil e do mundo para explicar sobre autismo, sobre como que o cérebro funciona, como que os neurônios funcionam, como a gente pode trazer novos medicamentos e assim a gente quer ir avançando, né? E aí o a Luciana tem o a ferramentinha dela, né? A minha é essa aqui que a gente mandou fazer, que é, como eu falei, a gente tem muitas pecinhas, né, no nosso corpo e a gente tem em torno de 20.000 proteínas diferentes no nosso corpo. Então, cada uma tem um formato e ela tem que est nesse formato certo, no lugar certo. Então, isso aqui é mais ou menos 50.000 1 vezes aumentado do que a gente tem, por exemplo, uma proteína lá no cérebro que ela tá relacionada com a dor de cabeça. Se essa proteína lá no cérebro não tem esse formato bem certinho, talvez ela funcione para mais ou para menos. Se você tem uma inflamação, ela pode alterar essa essa forma e ela pode causar, por exemplo, uma consequência como uma dor de cabeça, né? E aí nós temos que desenvolver medicamentos que eles são como se fossem é uma molécula que ela tem que encaixar num lugar muito perfeito para ela conseguir lá e bloquear aquela função. Então, se eu tô com uma dor de cabeça, essa aqui é a molécula do ibupofeno, né? Quem nunca tomou ibupofeno? Então, eh, leva anos para desenvolver, chegar nesse bupofeno e compreender, como cientista de que ele tem que encaixar nesse lugarzinho e lá no cérebro ou em algum local onde você tem dor, né, e consiga ir lá e bloquear aquela dor. Alguns desses medicamentos atuam no corpo inteiro, eles não sabem onde ir, mas o que tá se procurando também são medicamentos que consigam ir num lugar muito específico, no cérebro ou num tumor, certo? Quem já fez alguma quimioterapia especializada, às vezes sabe que tem medicamento que vai lá no pulmão, lá na mama. Então são essas moléculas que a gente quer desenvolver para elas encaixarem nessas nesses locais. onde a gente precisa ter um equilíbrio, né, no corpo, no cérebro. E cada uma dessas moléculas leva em torno de 5 a 10 anos para ser descoberta. Tendo essa estrutura toda no Brasil, a gente quer acelerar muito essas descobertas e com isso a gente agradece o apoio, né? E estamos eh indo atrás de trazer para Campinas esse laboratório avançado. Obrigada. [Música] [Aplausos] [Música] Mais uma vez agradecer aqui nossa cientista, Dra. Kathern por trazer esse conhecimento tão importante. Pessoal, quero chamar a atenção de vocês um um minutinho. Eu eu não tinha eu não tinha visto Dr. Vinícius. Gostei que isso sentar aqui conosco, Diego, aqueles que puderam ficar. Dout. Luciana também está aqui. Bom, a pesquisa é algo que no nosso país, infelizmente, não é prioridade. Isso aí é fato. Mas vamos entender um pouquinho de pesquisa. Quando o Dr. Vinícius, ele falou muito que a gente tinha que estudar. Estudar faz parte também de pesquisar. Eu recentemente eu vou nós vamos se encontrar com a ministra de Ciência e Tecnologia, sabendo que foi reduzido da pasta de ciência e tecnologia mais de 3 bilhões de investimento, foi reduzido. Nós estamos indo lá falar sobre a construção de um laboratório de pesquisa sobre um tema que no nosso país tem ficado cada vez mais falado. Não se sabe se aumentou por questões de ambiente, genética ou se hoje, por conta de nós termos a facilidade de buscar um laudo para um familiar, a gente vê esse aumento. São respostas que também estamos buscando. Mas o fato é que o SUS já não tem condições de atender praticamente as doenças rotinais que nós temos no dia a dia, quanto mais se nós tivermos que eh capacitar toda a rede pública de saúde para atender especificadamente eh um autista que procura esses pronto atendimento. Então isso me preocupa muito, porque o que vem por detrás disso, desses atendimentos públicos, seria os planos de saúde, os planos de saúde do nosso país, que há um ano atrás está excluindo a família do autista. Por quê? Porque todo plano de saúde privado quer ter lucro. E você fazer o tratamento de um teia às vezes custa 15 a R$ 20.000 R$ 1000 pro plano de saúde. Então, pro investimento privado, seria vantagem você ter muitos planos de saúde atendendo Teia? Não tem. E nós já estamos vendo aí hoje eh os planos de saúde querendo fazer uma seleção de quem ele vai dar o convênio. E aí o que que nós vamos ter, doutores? Nós vamos ter a rede pública que não está preparada para ter um atendimento qualificado e humanizado dessas pessoas que vão ficar desassistidas no no no plano de saúde. Já temos o debate aí sobre o rol taxativo e simplificativo, que eu briguei muito nessa casa há dois anos atrás quando eh mexeram nisso, que cada vez vai prejudicando. Agora, que que nós vamos fazer daqui alguns anos? Nós vamos pegar os autistas acima de 21 anos que já são adultos, vão fazer o quê? Porque a mãe e o pai um dia vai vão morrer e o autista vai estar na nossa sociedade. Então o tema é muito importante e a Dra. Katen, ela teve um olhar tão específico nisso, porque ela se engajou nisso. Ela não precisa se engajar nisso. Ela é uma cientista. Ela está lá no laboratório, numa universidade ali fazendo o trabalho dela. E quando ela se propôs a abrir essas portas de montar um pavimento na Unicamp inteira, um bloco somente para fazer pesquisas avançadas sobre o autismo, já é um ganho. Porque tudo que você vai fazer, primeiro você tem que ter um local. Ela já cedeu um local e mais do que isso, ela tem mais de 20 alunos, pessoas qualificadas, pronta para fazer isso de coração, mas não temos os equipamentos e não temos os insumos. Toda essa ação em conjunto é muitíssimo importante e a participação de vocês são mais ainda, porque se vocês não cobra da gente, o promotor do Ministério Público não estaria aqui abrindo a nossa palestra hoje. Uma pessoa que veio falar sobre educação. Quantas pessoas me procuram, Dr. Vinícius? Ô vereador, eu não quero colocar meu filho lá na escola estadual porque lá não tem um um educador de apoio e meu filho pode sair correndo da escola. Então, muitas respostas estão buscando. Mas se nós não tivermos um olhar para tratar na raiz o nosso problema, daqui alguns anos esse problema vai tá muito maior do que a gente pode imaginar e a gente vai est enxugando o gelo, ou seja, sempre correndo atrás daquilo eh que já está atrasado. Então, a proposta desse laboratório é dar condições para os nossos cientistas poderem atuar numa medicação. Ô, Du, agora eu sou o Du, não sou mais o vereador. Por que que você se engajou nisso? Quem conhece a Unicamp aqui levanta a mão, por favor. Não, vocês conhecem. Quantos pais quis colocar um filho para estudar na Unicamp? Levanta a mão, por favor. A Unicamp, ela é uma referência no nosso país, uma referência mundial também. Ela fica sempre disputando nos cursos com com a Universidade de São Paulo, a USP, primeiro e segundo lugar. Sempre é assim. Então, nós temos uma conclusão que a universidade, a Unicamp é uma universidade bem conceituada. É ou não é? Se você ouvir alguma coisa falar da Unicamp, você fica tranquilo, não fica? Então, eu quero só ler o que o dia, um dia eu li. E eu li porque o meu sobrinho é autista, ele tem problema cognitivo e ele não mexia o dedinho e eu ficava orando no dedinho para ele poder voltar a funcionar, porque eu não conhecia o sobre o tema. E muitas vezes a gente só acaba buscando esse tema quando está acontecendo conosco. E aí, nesse momento, a minha cunhada tinha vergonha, ela não queria aceitar que meu sobrinho é autista. Eu e a Patrícia em casa ficávamos orando para toda essa situação. E aí o que que aconteceu? com o mais tardio, ele começou fazer a a passar pela equipe multidisciplinar e ele teve uma melhora significativa. Agora você imagina quando eu li essa matéria que eu vou ler para vocês rapidamente, Unicamp testa a nova terapia genética para tipos de autismo. Isso aqui foi dia 5/06/2022. Um estudo feito em parceria por cientistas brasileiros da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, e da Universidade da Califórnia, San Diego, nos Estados Unidos, buscou desvendar o mecanismo causador da síndrome Pit Hopts, disfunção neuropsiquiátrica que tem característica de transtorno do espectro autista. O grupo também testou em laboratórios terapias genéticas ou gênicas para corrigir mutações do gen TCF4 que estão relacionados não apenas a pitopts, mas a várias condições neurológicas e psiquiátricas. A terapia genética tenta corrigir o defeito genético, o problema no gene que é defeituoso dentro das células do paciente. Alguns tipos de autismo, como esse estudado, tem um defeito em um gene específico. A terapia busca corrigir esse problema. As crianças com tipo de autismo que estudamos não desenvolveram a fala e nem tem capacidade de se locomover sozinha. Tem um atraso cognitivo profundo, além de outras características que causam sofrimento a elas e às famílias. O desenvolvimento da terapia para essa doença é algo muito importante para a sociedade", explicou o professor do Instituto de Biologia da Unicamp e pesquisador do Centro de Química Medicinal da mesma universidade, Fábio Paps. Ele também foi um dos coordenadores do estudo. O trabalho para testar os tipos de tratamento foi feito em laboratório com uma metodologia moderna, o desenvolvimento de organo dos cérebros. Eles são uma espécie de mini versões do cérebro humano dentro de um tubo de ensaio. Eles são cultivados em laboratórios a partir de células humanas do próprio paciente. As crianças com esse tipo de autismo, ou seja, da fala cognitivo, vieram a Unicamp, onde um médico dermatologista coletou um pedacinho da pele do braço, uma pequena biópsia. Essas células da biópsia do braço foram colocadas em um tubo de ensaio para fazer com que elas começassem a crescer dentro do tubo e se multiplicar. Depois disso, as células foram transformadas em mini versões de cérebro no tubo de ensaio, como se fosse um pedacinho de tecido nervoso, mas feito com a célula das próprias crianças. Isso chamamos de organoide cerebral. Com as intervenções, os organoides passaram a crescer normalmente e tiveram um aumento de proliferação das células progenitoras, que no cérebro dão origem a diferentes tipos de célula, inclusive neurônios. Além da terapia gênica, foi testada uma droga usada em estudos com células tumorais. Entretanto, a terapia gênica teria a vantagem de desenvolver o problema na origem, de resolver o problema na origem. Fábio Paps também explicou o problema no gene TCF4 e como o tratamento pretende corrigi-lo. Cada gene do ser humano, para ele funcionar precisa ter duas cópias presentes nas células, uma herdada do pai e uma da mãe. O problema nas crianças com esse tipo de autismo é que apenas um desses genes funciona direito. O outro é defeituoso e tem alguma mutação. Para corrigir esse defeito, a estratégia mais promissora dentre as estudadas é a inserção de uma cópia extra no gene dentro das células. Com isso, seriam três cópias em cada célula do paciente, sendo que a cópia extra é funcional, de modo que as células teriam duas cópias funcionando corretamente. A principal célula do cérebro das pessoas é o neurônio. Uma célula é capaz de transmitir sinais elétricos como se fosse uma rede elétrica. O que fizemos foi mostrar que as células do paciente não transmitem sinais elétricos de maneira apropriada, mas a célula submetida à terapia gênica volta ao normal. Outras duas possibilidades foram testadas, uma que envolve a tentativa de fazer com que a cópia do gene funcional passe a expressar mais proteínas que a Dra. Car tava falando, compensando a Copa efetuada, afetada pela mutação causadora do Pitt Robins. Essa técnica ficou conhecida como Cris Casdov. Para explicar o que aconteceu nessa estratégia, ele comparou os dois genes com duas velas, como se fosse duas velas. É como se uma pessoa tivesse em uma célula qualquer duas velas acesas lá dentro. No paciente com a síndrome existe só uma velinha acesa. O que fizemos foi fazer com que essa vela que estava acesa queimasse duas vezes mais rápidos. A atividade do gene passa a ser maior do que a do gene normal. Então ele compensaria a falta de atividade do gene que é defeituoso dentro da célula do paciente. Exemplificou. E apesar dos resultados promissores em laboratório, a pesquisa ainda precisa passar por novos testes, os chamados testes clínicos, quando passará a ser aplicada em voluntários humanos. Essa etapa, segundo PAPs, pode demorar ainda entre 5 ou 10 anos para começar dar resultados. Agora, presta bem atenção. Uma empresa dos Estados Unidos, a Ultra Ultrax já licenciou o projeto e ficará responsável por essa etapa dos estudos que ainda não tem data para serem iniciados. A previsão é que a fase clínica seja aplicada em diversos países, entre eles o Brasil. Aí eu tô lá sentado, estou lendo uma reportagem da Unicampor, cientista e pesquisador brasileiro com a equipe, que a Dra. Clin compõe essa equipe e tô vendo a possibilidade de ter um remédio que ajude o meu sobrinho. Eu fiquei estasiado. Eu falei, eu preciso de ver isso de perto. Pedi para conhecer o professor Fábio Paps. Demos aqui honraria nessa casa para todos eles, para todos os cientistas que participaram eh dessa pesquisa nos Estados Unidos. Agora a minha pergunta é, saíram daqui da Unicamp, foram fazer pesquisa nos Estados Unidos, lá praticamente avançou em novas terapias e resultados expressivos. Tanto até que uma empresa já está já patenteou essa pesquisa. E é isso que eu trago para vocês da importância desse laboratório estar funcionando aqui no Brasil. é um laboratório avançado em pesquisa de autismo, especificamente em pesquisa de autismo. E não é no fundo de quintal, não é em qualquer lugar, é na universidade, é dentro da Unicamp. Então, esse esse segundo simpósio que estamos fazendo, eu quero pedir a ajuda de vocês, porque esse abaixo assinado aqui que o Dr. Vinícius terminou de escanear, eu preciso na primeira audiência pública que fizemos na Câmara de de Deputados em Brasília, Dra. Cata, enquanto isso, estava palestrando com a Dra. Luciana, pessoas também lá do Líbrio Círio Libanês também participou. Tivemos também lá a palestra sobre carna de biol. e outras pessoas que participaram. Foi uma audiência lotada, Dr. Vinícius, lotada, Diego. E mais de 3.000 pessoas estavam participando online neste momento. Isso chamou muita atenção do poder público. E a Dra. Kathern foi convidada para apresentar isso pra ministra de ciências e tecnologia. E eu gostaria que essas ações, as passeatas que vocês veem, o movimento das associações, a FAG aqui participando, nos ajudando e muitas outras pudesse colaborar conosco para que a gente chega lá com mais de 50.000 assinatura, porque eu quero esse ano ainda bater o martelo nesse laboratório, porque desde quando eu li essa reportagem, já se passaram 3 anos. Então, toda vez que eu olho pro Fábio, pro Dr. Fábio, eu falo: "Ó, falta sete só para mim medicar o meu sobrinho." Amém. Então, é dessa maneira e dessa seriedade que eu tenho tratado esse assunto. Eu aqui hoje minha cabeça já tá até confusa porque é muita informação, é muita coisa e eu já tô ficando assim, eh, é muita coisa pra gente gerir para vocês verem a complexidade do que temos que lidar no nosso dia a dia. Agora, se para mim que tô aqui apresentando, estudei um pouquinho, fui ver um pouquinho da vida de cada doutores que tá aqui, já é difícil compreender, imagine a mãe, imagine a família, as declarações que tivemos aqui, qual que é o dia da mãe do autista que ela vai poder ir no shopping passear? Ai, deixa eu lembrar de uma amiga minha do passado e tomar um café. Qual que é o dia da mãe do do autista que ela vai falar assim: "Olha, hoje eu vou ter um dia de beleza, vou passear um pouquinho porque tá tudo bem". A mãe atípica é todo dia pensando num milagre que tem que acontecer para ela poder simplesmente viver aquele dia. Então eu vejo com muita esperança e com muita expectativa esse laboratório funcionando, porque já foi colocado no coração da Dra. Kathern e daqui um tempo a gente ter respostas de medicamentos. E aí essa resposta com medicamentos, com medicamentos ligado à carne de bioló, com muitas respostas, com estudos, com a escola, o estado fazendo a parte dele, com as equipes multidisciplinar, continuando os tratamentos que hoje é feito, o tempo que a gente pode reduzir da vida desse autista para que ele já esteja incluso totalmente na sociedade pode diminuir de 15 para 4, 5 anos. É, essa é a minha expectativa. Não é aumentar 200.000 e o médico no nosso país para tratar o autista, não é tratar o autismo, tratar o autismo. E é isso que a gente busca nesse simpósio. Então, eh, eu quero agradecer a cada um de vocês que permaneceram aqui até o final, estiveram aqui conosco. Se tiver alguma pergunta específica para algum desses doutores e professores, vocês ficam à vontade. Pode levantar a mão. Eh, Diego, obrigado. É, foi assim muito importante a participação, porque muitos dos problemas a gente encontra na escola e às vezes o município não consegue abraçar toda eh eh todo mundo do município. A gente conversa muito, é o município e o estado tendo que fazer o trabalho junto. Quero agradecer aqui o Dr. nisso, porque a tua palestra foi tão educada, foi tão Eu fiquei apaixonado da maneira que o senhor conduziu esse esse tema que é importantíssimo. E lá em Brasília também foi falado desse estudo de Israel que que lá o pessoal eh seguiu bastante essa linha, foi muito produtivo, ensinou muito a gente e eu quero contar com a presença do Senhor nas próximas edições que nós vamos fazer e também até eh se a gente precisar de viajar paraa Brasília e reforçar o nosso time de batalhadores para que saia esse laboratório. Então fica aqui os meus sinceros agradecimentos. E D. Calin, mais uma vez a senhora tem levado esse, como é que chama? Essa proteína 50.000 vezes maior. É que aqui ela não abriu. Dentro da proteína também tem um encaixezinho lá. Ela não abriu, mas você vê que a dedicação dela tá tanto no coração dela de poder estudar, ela quer estudar isso aqui, que eles desenvolveram essa proteína para trazer e as pessoas entenderem. Dout. Luciana, entreguei ela na casa dela esses dias 2 horas da manhã, porque sem ganho nenhum estavam também participando, nos ajudando lá na cidade de Americana, porque é é algo que eu não consigo fazer sozinho. Eu acho que é uma grande lição. Acho que sozinho a gente não consegue fazer quase nada, né? a gente sempre eh tá dependendo das pessoas estarem nosso lado. Então, eh aqui a Maria Cecília em nome da AFag, que também nos ajudou a elaborar esse esse seminário aqui. Os meus assessores que saímos daqui, eles ficaram fazendo patê dentro do do gabinete para ver se o sabor tava bom, pra gente poder agradecer a Mariá, as mães aqui que participaram e dizer a todos vocês que Obrigado, viu, Dra. Atalita, a todos vocês que a minha meta esse ano é colocar esse laboratório de pesquisa para funcionar. Depois disso, vou me dedicar a trazer centros de especialidade, vou me dedicar a [Aplausos] trazer trazer recurso paraas entidades que hoje já faz o atendimento. Só que tem que ser uma coisa de cada vez, porque igual eu já falei, minha cabeça já tá bagunçada. Então, laboratório de pesquisa, centro de especialidade e depois recurso para as instituições que já atendem essas mães. Então, quero deixar aqui meu muito obrigado a cada um de vocês. Ten um final de semana mais do que abençoado. Eh, e que Deus continue abençoando a cada uma de vocês. Muito obrigado, viu? [Aplausos] [Música] TV Câmara, Campinas. M.