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[Música] TV Câmara Campinas. Um pouquinho mais com vontade, mais LGBT, por favor, mais feliz. Boa noite. Boa noite. Uh, eh, gosto assim, gente. Eh, eu gostaria de convidar todos vocês a participarem desse momento, que é um debate público sobre o PL27 de 2025, de coautoria das vereadoras Mariana Conte e Paula Miguel, do Pesso e do PT, respectivamente. É, e eu gostaria para esse momento chamar a mesa a vereadora Mariana Conte. Eu vou dar um tempinho para eles se apresentarem também depois, tá? Mas eh pra mesa eu também vou chamar a vereadora Paola Miguel. [Aplausos] Para continuar abrilhantando a nossa apresentação, eu vou chamar o presidente da Associação da Parada LGBT de Campinas, Douglas Holanda. [Música] [Aplausos] Chamo também eh a conselheira tutelar e também que também é do Vale, [Aplausos] [Música] [Aplausos] Gabines. Vou chamar também nossa NB bonita de da Unicamp. Eh, Satira Bernardes do núcleo de consciência Trans. pra mesa. Eu chamo também Igor Andrade, ativista LGBT e organizador da parada de Osasco. E por último, mas não menos importante, uma pessoa que cuida da das LGBTS de São Paulo, Marcela Morais, do meu partido, Partido dos [Aplausos] Trabalhadores. Nesse momento eu vou dar uns dois minutinhos de saudação para cada um que tá na mesa. Obrigada. Alô. Aí deu. Boa noite, gente. Boa noite. Eu quero cumprimentar todas, todos e todes. Cumprimentar essa mesa maravilhosa. Agradecer a vereadora Paula Miguel, que topou aí, né? a gente teve essa parceria para apresentar esse projeto que vai ser uma luta grande, vocês bem sabem. E e mais do que isso, né, Paola, pela parceria do cotidiano, porque eh não tá fácil nas câmaras municipais do Brasil inteiro, federais, eh assembleias legislativas e aqui em Campinas também nós estamos vivendo uma escalada também da violência política de gênero. E então é muito importante essa parceria. É uma breve saudação. Depois eu acho que a gente vai ter um momento de falar mais do projeto e tudo mais, mas então quero só agradecer todo mundo, eh, agradecer a presença e dizer que nós vamos ter que fazer uma luta muito grande agora pela tramitação desse projeto, que eu acho que é um projeto muito importante, de um valor simbólico, de um valor cultural e de um valor político. Mas depois a gente entra nesse debate de forma mais aprofundada. E quero agradecer também as trabalhadoras e trabalhadores da Câmara Municipal, da TV Câmara, que toparam se deslocar para cá pra gente tá aqui nesse teatro. Então, e a gente sabe que deu um trabalhinho. Então, queria agradecer e agradecer também o Éd Lucas que tiveram aí, que são dos nossos gabinetes que tiveram envolvidos, envolvidíssimos com a organização dessa atividade. Obrigada. [Aplausos] Boa noite. Gostaria de saudar todas as pessoas aqui presentes, saudar a vereadora Mariana Conte, saudar essa mesa maravilhosa, agradecer cada um e cada uma de vocês, agradecer em especial Lucas e Edizaram tudo. Então, boa parte desse roteiro também é surpresa pra gente. Estamos animadíssimas, mas quero dizer que eu sou a primeira vereadora subidamente LGBT da história da Câmara de Campinas e isso não é um grande fato. Isso, na verdade deveria ser a nossa luta, porque cada vez mais a gente tenha essa representatividade expressa dentro do parlamento. E a vereadora Mariana Conte, uma grande aliada dessa construção, topou esse debate, tem feito enfrentamento e a defesa da nossa comunidade dentro da Câmara, que não tá simples. Esse projeto é um projeto que eles já tentaram derrotar, mas nós apresentamos novamente, dessa vez em conjunto, para que a gente consiga unir forças e ter essa transformação aqui no nosso município. Então, para mim é uma grande honra a gente estar aqui nessa noite com a nossa bandeira enorme, maravilhosa ali esticada aqui na mesa também. Estou animadíssima. Muitíssimo obrigada. [Aplausos] Bom, boa noite. Primeiro, obrigado pelo convite. Eh, meu nome é Douglas Rolanda, eu estou presidente da Associação da Parada LGBT de Campinas. Pretendo que seja meu penúltimo ano. Quero descansar a partir do ano que vem, mas é importantíssimo. Acho indispensável eh projetos como este, até porque é importante ressaltar que essa luta começou há muitos anos. Tem muitas e muitos e muitos que ficaram para trás, que estão até hoje contando essa história e é importantíssimo que a gente nunca esqueça de quem veio antes e que fez com que seja possível a gente estar aqui hoje. Então, muito, muito boa noite e vamos viver esse momento inesquecível. Boa noite a todas as pessoas presentes. Quero saudar a mesa, saudar todo mundo, agradecer as vereadoras pelo convite, parabenizar, né, por todo eh o espírito combativo dentro daquela câmara que ela é LGBT fóbica, misógena, racista, né, e o dia a dia ali mante, vocês conseguirei mesmo assim apresentar um projeto tão importante pra cidade de Campinas. Que seja uma ótima noite de diálogo pra gente. Obrigada. Boa noite, gente. Boa noite, gente. Eu sou Satira, sou coordenadora do núcleo de consciência trans da Unicamp, também sou servidora pública e estudante da mesma universidade. É, gostaria de agradecer o convite da vereadora a Paola, vereadora Mariana, mas também agradecer os esforços desses dois mandatos em conectar a comunidade LGBT de Campinas toda eh as parcerias com o núcleo em termos de todos os espaços que a gente vem construindo para garantir a cidadania da nossa população. É muito importante que a gente tem que a gente esteja aqui hoje. Eu acho que em linhas gerais, porque Campinas também tem demonstrado que a nossa comunidade não vai abrir mão dos nossos espaços. seja da parada, seja da marcha trans, da casa sem preconceito, do atelier transmoras, de todas as coletividades que e espaços que a gente vem construindo para garantir que com luta ou na marezia da calma a gente vai tá, a gente vai estar presente, porque enquanto LGBTs, enquanto pessoas que precisam do orgulho para viver, a gente sabe que sem coletividade, sem a presença, nós desaparecemos e a gente combinou de não morrer, né? É isso. Obrigada. [Aplausos] Boa noite, galera. Tudo bem? Eu sou o Igor Andrade, sou organizador da parada de Osasco, idealizador da volta depois de 11 anos a Parada de Osasco voltou e tá aí na rua. Saudar esse espaço pela Paola, pela Mari, a garra e a força de chamar uma audiência pública, porque não é fácil, né? cidades pequenas e conservadoras chamar uma audiência pública para tratar sobre a pauta LGBTQA+. Também sou assessor da deputada estadual Mônica Seixas, que deixa aqui um abraço. Então, a gente tá junto aí e saudar pela luta de Campinas, inclusive dos estudantes da Unicampas Trans, que é uma vitória incrível, não só para Campinas, mas pra universidade. Obrigado. [Aplausos] Boa noite, pessoal. Eh, queria saudar esse espaço na figura dessa plenária, de todas as pessoas que vieram aqui hoje e que estão presente nas ruas, porque Mariane e Paola tiveram muito, muita coragem de propor esse projeto, certamente, né, um projeto que vai render muitos debates e calorosos debates dentro de uma câmara que é conservadora, que é LGBT fóbica, que é machista, mas que certamente é com essa população mobilizada e colocada na rua que a gente vai conseguir fazer pressão dentro desse desse instrumento, né, que é a Câmara, pra gente conseguir sobreviver e a gente conseguir se manter vivas, né? porque combinaram de nos matar, mas como diz a companheira, a gente combinou de não morrer. Estaremos aqui dia a dia, todos os dias, fazendo o nosso trabalho de base, se mantendo nas ruas para conseguir fazer com que a parada em Campinas se torne patrimônio, com que a parada, as paradas que acontecem em São Paulo se tornem patrimônio da nossa população, porque certamente esse é um dos primeiros movimentos em que as pessoas se identificam com a causa LGBTQ e a PN+ e é a partir daí que a gente constrói outros espaços de luta. Então, saudar aqui mais uma vez essa plenária maravilhosa que tá aqui hoje, que vai conseguir fazer com que esse projeto se torne lei de fato na cidade de Campinas. Obrigado. Eu adoro quando o pessoal segue a ordem, né? É, a saudação foi bem suscinta, tá tudo certinho. Eh, bom, primeiramente eu queria levantar algumas questões, né? Até questionaram a gente sobre o título do do evento, né? Foi a ideia do Ed, inclusive e em marcha para fazer um trocadilho com Marcha, né? E porque Mar P Johnson foi a primeira travesti negra que começou tudo isso, né? todo esse movimento e e e a gente sabe que, igual Angela Davis diz, quando a mulher negra ela ela se move, ela se levanta, a sociedade inteira muda junto. Então, a gente quis fazer também essa esse paralelo aí com esse movimento que começou nos Estados Unidos, mas que a gente também, né, não só assimilou, mas também a brasileirou e levou com as nossas, né, com as nossas credenciais, com as nossas identidades, com as nossas eh maneiras, jeitos de ser, individualidades. Eh, agora eu queria até pedir pr pro Ed umas imagenzinhas aí com isso que eu falei sobre Mar P. Johnson. Eh, a gente chega num momento que inclusive até por causa dessas pessoas, eu gostaria de fazer isso no começo, né? Eh, de homenagear as pessoas que vieram primeiro, né? A gente sabe que a gente sempre tem que saudar as pessoas que estiveram antes da gente, né? E a gente tem um um número de pessoas presentes aqui hoje que nos honram muito com a sua presença e que a gente queria homenagear como pessoas que estiveram na primeira parada e que organizaram a primeira parada. Eh, então algumas fotos aí estão passando pro pessoal saber como foi a primeira parada. E eu gostaria de lembrar que hoje a parada LGBT de São de Campinas é uma das maiores do interior do país. Eh, é uma parada grande onde a gente recebe apoio, recebe apoio das vereadoras, recebe apoio, né, com alguma dificuldade da Secretaria de Cultura também. E mas eh no começo não era fácil como é hoje. Não que hoje continue sendo fácil, não que hoje a gente ainda não tenha que brigar contra o conservadorismo, que tem se apresentado cada vez mais na nossa sociedade. Mas eh eu tô disputando aqui com com as fotos que foram ótimas, né? as fotos são ótimas, mas eu queria inclusive agradecer ao Paulo que mandou as fotos pra gente. Mas eh nesse momento a gente vai homenagear as pessoas que estiveram nesse momento importante de começar a parada. Então, eu gostaria de primeiro chamar aqui na frente e tirar uma foto. Vou pedir para as vereadoras se levantarem e tirarem uma foto para com o Paulo Mariante do grupo Identidade, que foi uma das pessoas Salva de palmas, gente. [Aplausos] Só não quer. Eu vou exigir um pouquinho do centro e levanta das vereadoras que eu vou passar a palavra agora pro Paulo Mariante para ele dar uma uma falhinha de como foi essa experiência e o que ele pode falar sobre esse momento que a gente tá honrando ele. Por favor, Paulo, assuma aqui a a tribuna e pode falar. Bom, primeiro queria agradecer, saudar a iniciativa. O projeto é muito importante porque a parada se legitima eh na rua, mas é importante o reconhecimento institucional para dizer que o estado, seja em nível municipal, estadual ou federal, é nosso também. Então, parabéns pela iniciativa do projeto e a gente tem que lutar para que ele seja aprovado. A gente sabe que a Câmara anda período difícil, mas a nossa tarefa também ir para cima para aprovar. E eu queria, tô vendo aqui Paulo Reis, Lúcia Castro, em 2001 a gente tinha o movimento coisa de 6 anos, né? o Expressão fundado em 95, mas em 98 a gente saiu do Expressão para fundar o Identidade. O Expressão depois parou, né, de funcionar e a gente tinha organizado desde 2000, desde 98 caravana para Marcha de São Paulo. Em 97 o Expressão organizou na primeira um ônibus, em 98 uns 5 se ônibus, depois foi crescendo, lembra Lúcia? 20, né? Difícil viu? É uma tarefa. Mas ali em 2001 a gente já tinha levado quatro, cinco, seis ônibus. Se bobear, eu acho que até foi um máximo uns 10. Aí foi aquela pergunta, tá bom? 10 ônibus para São Paulo e em Campinas nada. A gente reuniu e basicamente o Paulo Reis, a Lúcia, eu e a Elena e vamos fazer a parada. Aí eu e a Lúcia, vamos vamos o Paulo, a Helena, vamos ver, vamos ver. O Paulo chegou a falar, não, vamos fazer um show ali na praça? Falei: "Não, tem que ser na rua, a gente tem que ocupar a rua". Resolvemos fazer na seguinte situação. Primeira parada, quantas pessoas vêm? Então tu não vai começar essa parada na glico largona. Como o lugar que a gente concentrava para pros ônibus paraa parada de São Paulo, era no Largo do Pará, concentração no Largo do Pará. E vão fazer quando? No dia 28. Dia 28 era uma sexta-feira, 28 de junho de 2001. Então a gente marcou a concentração a partir das 4, para sair já no escuro, né? Certo. Eh, na época algumas pessoas falaram: "Tinha 100, 150, 200, 300". Eu, como a gente não tinha catraca para contar, valeram várias possibilidades. O fato é que para a tensão que a gente tava, acho que a Lena tá lá em Brasília, mas estivesse aqui ia compartilhar isso, porque foi aquela que que vai acontecer, quem vai aparecer. Deu para ocupar um um quarto, uma quadra, né, durante a marcha no na Barão de Jaguara. Essas imagens aí são interessantes porque assim, a primeira parada vai ter alguma coisa cultural, cara, fazer a parada já é o cultural, não dá nada. Então assim, é ir pra rua e sair marchando. Aí apareceram as ratinhas, aparecendo que eu ouvir viram falar que ia ter uma parada em Campinas, achando parada em Campinas e vieram. Então, a imagem que aparece as ratinhas que nós não conhecíamos, conhecemos na parada. Eh, a faixa, importante, isso é uma lembrança assim que emociona demais. A faixa foi levada na faixa de abertura por três travestis. Ailinha que aparece numa das fotos, né? Baixinha, maravilhosa, que a Sheilinha, a Gabi de Valinhos e a terceira que eu não lembro o nome agora, não sei se é maconha, se é idade, mas né, tudo é possível. Elas que carregaram a faixa de abertura. É a coisa mais legal, uma das melhores lembranças que a gente poderia ter. E eh chegamos no lar do Rosário e até foi interessante, não tinha cultural programada, mas ratinhas fizeram meio, né, que uma performance. Então na época eh foram o Identidade, né, que tava acho que um 4 anos, três, indo para 4 anos, eh, moleca recém fundado, o núcleo de gas lésicas do PT, eram esses grupos. E foi assim que aconteceu. Eh, e acho que é importante só duas coisas ainda, né? O Paulo Reis que providenciou o arco de balões. Tinha que ter o arco de balões. Como não vai estar parada, não tem o arco de balões. Hoje eu sinceramente para fazer manifestação, tô me lixando para arco de balões. Na época era um ponto de honra. E a outra coisa é que a prefeitura apoiou a parada eh com cartazes através da Sanasa, que eram duas fotos, duas fotos, uma aqui de dois meninos se beijando e duas meninas se beijando. A dos meninos tinha uma peculiaridade. O Réges, que era um cara que trabalhava no Cândido, foi o cara do maluco beleza, um figuraça, que hoje tá em Londrina, fez as fotos e eram dois meninos tão parecidos que pareceram que eram irmãos gêmeos. e se bejando. Imagina o BO. E colocamos cartaz por tudo que eram lugares, alguns bares que tinham frequência LGBT. Eh, a gente soube o cartaz depois que a gente colou, saiu 10 minutos, arrancaram na prefeitura, colocaram em todos os andares. Aí liga, Paulo, talvez lembre disso, liga um cara da administração, tem mais cartaz porque arrancaram metade e não a prefeitura, gente homofóbica, né? Então, acho que eh queria colocar isso porque eh iniciar a parada foi importante porque a gente já tinha feito manifestações públicas em Campinas, né, várias contra homofobia, transfobia em bares e mas a parada teve esse significado, né? Importante dizer também que em 2001 aconteceu a parada, não por acaso. E aí eu tenho que mencionar, a Lúcia, a nossa foi a primeira conselheira do orçamento participativo do segmento LGBT e não por acaso dentro do orçamento participativo a gente conquistou inclusive o primeiro centro de referência LGBT do país, né, que é o de Campinas que, aliás, nós queremos registrar aqui que está gravado. Nós queremos centro de referência LGBT com equipe completa, porque é um escândalo, uma vergonha que há mais de 10 anos se ante referência não tem advogado ou advogada não tem profissional do direito. E se a gente começou a parada lá em 2001, a gente começou para conquistar e para não perder nada, não ter retrocesso. Então, queria mais uma vez saudar a todas as pessoas aqui, a Mari, a Paola, essa mesa aqui de companheiras, companheiros e companheiras, lembrar que eu espero que a gente faça isso esse ano. A a direita sempre nos ataca, mas eu espero que a gente entenda que esse ano tem um ataque que nós temos que colocar como eixo central. O Conselho Federal de Medicina quer impedir a vida de crianças adocentes trans. Se a gente tem um mínimo de consciência, a gente tem que ter isso como central em todas as nossas lutas. Enquanto a gente não revogar, a gente vai fazer manifestação em todos os lugares até que isso aí aconteça. Porque é isso, parada é para lutar. É bom beijar, fechação, fritação, mas a parada tem um sentido de luta que a gente tem que garantir que nunca, nunca seja secundarizado. E esse ano eu espero, já vou fazer dois convites aqui. No dia 28, que é um sábado, a gente vai fazer uma atividade, vamos estar divulgando isso lá no Largo do Pará para lembrar a primeira parada. Todo mundo vai ser devidamente avisado, convidado, porque memória a gente é fundamental paraa luta política. A outra é que no dia da parada, até falei com o Douglas na reunião lá da parada ontem, a gente vai se organizar e e vamos ficar junto ali do trio com um bloco antifascista LGBTQPN+, porque se os fascistas querem nos matar, a gente vai na rua mostrar que eles vão ser derrotados e que a gente vai vencer. Parabéns, saudações e muito obrigado. Muitíssimo obrigado, Mariante. Eh, agora eu vou chamar, já que ele já citou ela algumas diversas vezes, gostaria de chamar a frente Lúcia Castro. Ela é do Aus Brados e também estava na Uh. Ficou um pouco abafado, vou repetir. Lúcia Castro é doos Brados, também ajudou na organização e participou da primeira parada LGBT daqui de Campinas. [Aplausos] Queria queria convidar. Lúcia, quer dar uma faladinha? Vou pedir para você ser um pouquinho mais suscita que o Mariante. E é isso. Salve a todos, todas e todes. É bom falar depois do Mariante, porque como a gente já tá idosa, né, Mariante, ele vai e adianta essa essa questão da história. Mas é é muito importante e dentro do registro da história entender que a Campinas nós fizemos a primeira parada do interior do estado de São Paulo. É, tem muitas paradas hoje, tem muitas ações acontecendo, muitas atividades, mas entender, né, vamos pegar um pouco do recorte da fala do Mariante e vamos seguindo, né, entender que as ações dessas paradas sempre foram por direito à vida, sempre foi por direito a lutar, sempre foi por direito que a gente pudesse existir, permanecer na rua e fazer aquilo que bem nos entendesse. com respeito e dignidade a todos os corpos. E é muito importante que hoje, né, depois de muito tempo, as paradas estejam discutindo a questão da idosidade. Nós temos que discutir como é que tão a população LGBT que é alijada de direitos, de direitos eh do INSS, que não tem a questão eh de direitos com os seus companheiros, que na idosidade a família, por exemplo, eh já tinha nos expulsado, agora elas não vão nos recolher novamente para dentro de casa. Nós temos que discutir a cidade de Campinas, por exemplo, por que que a prefeitura municipal não apoia e não senta com a casa sem preconceito? É uma política pública sendo feita na cidade e a cidade de Campinas não dialoga com a casa sem preconceito. Ah, e eh documento que tá faltando. Quais quais são os documentos? Vamos sentar com a gente para dialogar. Por quê? Porque a população LGBT tá indo para esses espaços. E aí quando não tá nos espaços de direito, que é a questão da casa LGBT, eh, da casa sem preconceito que não tem dotação orçamentária da da Prefeitura Municipal de Campinas, acaba indo para essas casas que recebem a dotação e ainda fazem um processo de cerceamento essas pessoas. e além da questão da da questão da religião. Então, eh é muito importante que a gente consiga começar a fazer os debates públicos e que ele seja público realmente, que a parada continue na cidade de Campinas e em outros espaços pedindo o direito de lutar, o direito à vida. como Campinas, né? Nós somos aqui a a primeira parada da região da da cidade, é uma das mais idosas. Eu acho que a gente tem que rememorar e lembrar. Então, eu acho que é muito importante. Já digo que vou estar no dia 28, viu, Mariante? Eh, e vamos construir, né? Eu acho que é uma das coisas que é que é importante dizer que dentro das mulheres, né, tanto eu quanto a Lena, eh a gente fala da da política pública e da atividade feito por por pela população LGBT e não esquece das das mulheres, das companheiras, né, que fizeram todo esse processo. E é muito importante esse registro, né? Eh, por mais que a Lena tinha um pouco de insegurança da gente sair paraa questão da rua e que talvez não seria muito interessante, mas não não deu para trás, foi lá, foi firme, foi forte e saímos todos. Nós não tínhamos muito espaço para comemorar depois. Então, para aquelas que só dão a memória, né, o bar era o nosso escritório. Então, que a gente possa ter o nosso escritório público, que a gente possa ter o nosso escritório na parada, que a gente possa ter políticas públicas sendo verdadeiramente feita pra população LGBT. Esse PL é muito importante, Paolo e Mariana, e que a gente possa bater de frente com assistência e dialogar pelo centro de referência e também a regularização da casa sem preconceito. Palmas aí pra Lúcia Castro. Eh, e agora eu eu amo porque o pessoal é inteligente, eles já introduzem a próxima pessoa que eu vou chamar. E aí, como a Lúcia falou bastante, eu queria homenagear agora da Casa Sem Preconceitos, uma pessoa que inclusive é muito querida de todo movimento, Suzi Santos. [Aplausos] [Aplausos] Boa noite a todos, todas e todes. Quero agradecer a homenagem, eh, a foto, né, que eu disnifeta há muitos anos. Eh, mas eu quero muito lembrar desse dia, né? Eu acho que esse dia foi muito importante para nós, né? Eu acho que o Paulo eh acabou não mencionando, mas eh as gatas apareceram porque as gatas estava sendo perseguida, né, tanto pela associação de bairro do Bosque, quantos eh dois policiais major que chegava à noite, se dividia em território, não deixava nós trabalhar. Quando a gente pegava algum cliente, eles fechavam o carro, estorquia os clientes e fazia a gente sair do carro. Eh, nessa nesse momentos já identidade junto com Janaína já estava politizando nós e descemos para dizer que a gente não ia sair daquele espaço, né? incorporamos junto com a parada para dizer que a gente ia resistir sim à aquela perseguição e ali nós entendemos que a gente tinha direitos e também deveres. E aí com o decorrer dessa primeira parada é que nós fomos se unindo, se chegando até a gente chegar onde a gente chegamos. Quero agradecer quando se media a casa sem preconceito. Sim, uma casa que vem se resistindo com muita luta por conta das faltas de políticas voltadas desse município, inclusive pela terceira idade que hoje eu tenho lá acolhido, a Miúcha, que ficou dois meses no Ouro Verde lá esperando eh de alta esperando o lugar para poder ser levada, porque não tinha esse lugar com tantos abrigos, com tantos casos paridos. e a nossa população mais uma vez, mesmo na terceira idade, vai se deixando para trás. Então esse também é um pedido que eu faço pelos mandatos que estão aqui presente, né? Eu já disse que eu gostaria de sentá-las pra gente poder conversar, porque a gente tem muitas coisas para amarrar voltadas sobre a nossa população, né? Estamos aí desde o ano passado sendo perseguidas e perseguidos, inclusive o mandato da Paula, que foi um dos enfrentamentos do nosso movimento, para que hoje também ela possa estar aí seguindo o nosso seu segundo mandato. Então, muito obrigada. Parabéns a todos da mesa. Não vou ficar até o final porque eu tenho que voltar para casa, né? Porque tá lá os filhos para cuidar. Mas eu agradeço a todos e a todas e todos. Continuando as homenagens, eh, já citado pelo Mariante, inclusive, eu gostaria de chamar Paulo Reis dos Santos. [Aplausos] Aqui tem mais uma pessoa. Nossa, eu vou passar para dois [Aplausos] Bom, Eh, boa noite a todes, todas e todos, né? Eu queria agradecer a Paola e a Marina, né, por essa iniciativa e, enfim, eu acho que já tenho muito pouco a dizer, né? Já foi tudo já foi dito, né? O Mariante fez um um relato histórico aqui da nossa da primeira parada, né? a Suzi, eh, e a Enfim, e aí não, eu tô eu tô nervoso. Vocês vocês vão desconto, né? A Lúcia Castro. Eh, eu tô nervoso e tô assim muito emocionado, né, pela lembrança, né, porque assim, eh, a gente vive num num período histórico assim muito distópico, né, onde a memória tá sendo escanteada, né, e que a história tem sido reescrita, né? Então, fazer essa homenagem, né, relembrar o início da parada e e a trajetória, né, eh, a nossa trajetória, a trajetória de luta, né, de LGBTs de Campinas, né, eh, para mim é muito significativo, né, e eu queria agradecer eh pelo projeto, né, e, enfim, e é isso, né, me pediram para ser suscinto. Eu acho que a gente vai ter uma conversa, né, e a gente pode estender da nossa fala. Então, obrigada a todos e todas. [Música] E por último, mas não menos importante, uma pessoa que também estava na primeira parada e que depois construiu o coletivo Moleca, que infelizmente não existe mais e que hoje inclusive toca o Mulheres que leem Mulheres. Bruna Pimentel se lendo. [Aplausos] [Aplausos] Boa noite a todas as pessoas presentes. Quero agradecer a a Paola e a Mariana Conte aí pela oportunidade de estar aqui hoje, pela homenagem. E eu queria dizer que eu tô numa posição diferente um pouco, porque para mim essas as pessoas que subiram palco até agora, elas na verdade são as pessoas que me inspiraram tá no movimento, né? Eu tava nesse dia, mas eu não estava na organização. Eh, na verdade, eu fui com muito medo, então eu fui e eu vi gente tirando foto, eu fui pela calçada, eu e um amigo da faculdade, fazia direito aqui no no campo central. E a gente queria ir e pouco eh um pouco eh acho, não lembro se foi eh a parada de São Paulo foi antes, né? Então eu li um artigo do Marcelo Rubens Paiva que mencionava o moleca, movimento lésico de Campinas e eu já fiquei curiosa e o artigo era lindo. Eh, e falei: "Vou na parada para conhecer essas pessoas que são desse movimento também". E e foi muito bonito ver essas eh as pessoas que estão aqui, que estiveram no palco e a Lena Freitas, Adriana Ramos, que eram do Moleca, eh, fazendo aquilo acontecer. Para mim, de fato, não parecia muita gente, era umas 100 pessoas, 150 pessoas, mas eh fez, representou para mim, para aquele meu amigo e tenho certeza para outras pessoas estavam vendo, que eu via pelos prédios assim as pessoas olhando o que que tá acontecendo aqui, eh que aquilo eh representava algo novo para Campinas, assim mesmo, algo inédito. Eh e como as pessoas estavam dando a cara e falando o que elas eram, né? Gays, lésicas, travestis, transexuais, enfim. E ah, eu acho que eh é preciso muita coragem. Então, é, é muito emocionante ver que essas pessoas ali que me motivaram tanto estão aqui até hoje, né? Ainda estamos aqui, né? Eh, e enfim, eu acho que eu fico muito feliz que vocês estejam eh encampando esse projeto de memória. A gente tava conversando um pouco sobre isso, né? o quão importante é a questão da da memória. A gente doou tudo que era do moleca, que durou de 2000 a 2010 para o AEL, que é de da Unicamp, né? Então todo o acervo do molécalico e do Identidade também, né? Certo? Eh, e o quão importante é isso, porque se a gente precisar resgatar quem são as as pessoas, o que fizeram, né? Moleca fez a mostra de arte lésbica aqui, né? a gente colocou um eh um monte de imagens, um monte de de eh filmes que não é não eram passados, né, para para ninguém. Então, assim, foi algo que eh marcou e que a gente sabe que marcou um tempo, tem outras coisas que a gente não falava e que hoje se fala, né, eh se discutia. E a gente o o Mulheres que lê Mulheres do qual eu faço parte hoje, ele nasceu desse reencontro dessas mulheres. A gente falou: "A gente não quer reconstruir o moleca." Acho que ele teve a história dele, eh, mas a gente queria eh continuar conversando e a gente falou e a gente queria ouvir a entender outras outras mulheres sis e trans, homens trans também. Acho que a gente só não tá muito interessado tanto na leitura dos homens sis, não que a gente não goste de alguns deles, mas a mas assim eh e então a gente resolveu, falou: "Não, a gente quer se encontrar e estudar mais sobre isso". Então foi daí desde 2017 que a gente passou a se reencontrar. E eu acho que é propício para o mês agora de junho, que a gente vai ler Mau Hábito da Lana S Porteiro, que é uma mulher trans eh eh espanhola. E inclusive me comprometo aqui com vocês a levar essa questão pra gente também somar dentro do Mulheres que nem Mulheres a essa luta que vocês vão travar na Câmara, essa Câmara retrógrada, né? Eh, como a Gabi colocou, né? misógena, racista, eh, e enfim, transfóbica, eh, a gente somar nessa luta. Conte com a gente, tá bom? É isso, Bruna, seu certificado. Pera aí, Bruna, segura, segura, segura um pouquinho, Bruna. Eu queria chamar todos os homenageados para tirar uma foto com todos aqui, por favor, rapidinho. E as vereadoras para se juntarem com os homenageados também. Enquanto eles estão tirando a foto, eu gostaria de anunciar a a presença de Karen Silvia, vice-presidente do PDT de diversidade de ex-vice-presidente do PDT de diversidade, Danilo Alves, do conselho do CR de ST AIDS e do distrito Distrito Norte de Saúde e secretário geral do grupo samaritano, Kelly Donizete, secretária estadual do PSB, Catrina Lima, diretora da Juventude de Cultura da União Nacional LGBT, que também tem a Fá Morais, também da UN LGBT, Sérgio Pereira da Silva, que é presidente da instituição crianças, eu confesso que eu perdi um pouquinho essa palavra aqui, eh, Júlia Márcia Olhe da Tribo Cabelos e Afetos. Eu gostaria de fazer uma falinha e dizer que o a gente trouxe esse momento de celebrar os pioneiros não apenas pela coragem, não apenas pelo pela visão, mas também porque a gente precisa celebrar as pessoas que estão vivas no nosso movimento. Nós sabemos que muitas pessoas, infelizmente, caíram pelo caminho e mas é muito, muito, muito feliz quando a gente vê Suzi, quando a gente vê Mariante, quando a gente vê Bruna, quando a gente vê Lúcia e saber que a nossa luta continua todos os dias. Eh, eu vou passar a palavra agora pro Douglas. Bom, já que a gente tá falando de história, né, eu quero chamar o palco. Eita, como tá alto, né? E olha que minha voz nem tá no melhor dia, viu? Brincadeira. Bom, eu gostaria de chamar o palco ela, que é uma das dragues mais antigas em exercício hoje da cidade de Campinas, que já viajou ao mundo e veio nos presentear com seu talento, com seu brilho e com a sua arte. Então, gostaria que vocês recebessem com muito carinho ela, Elo Meirelles. [Aplausos] Show them all the beauty they inside them a to make it easier. Let the [Música] children us how we used to be searching for hero. People need someone to you. Never found anyone who fulfill my need a l face to I learn to depend on [Aplausos] [Aplausos] love of all inside of [Música] me [Música] [Aplausos] and will [Música] Lord [Música] [Aplausos] [Música] I will love I know. Will I know if he really loves me, I say a heart I fall whenever we me you know about things I know if he really loves me. Say whenever we love whenever we me you don't you know about things how will I know he thinking of me [Música] but in love lost my senses spinning through the town. or later the fever ends and I w [Música] up now it's the day that shows me and when the falls [Música] lonel some with some [Aplausos] really going out like that. See, I'm moving on and I refuse to turn back. Yeah. See all the time. I thought I had some down for it. It turns off. You are making a [Aplausos] [Música] me and [Música] [Aplausos] Chamo o Samu agora. Eu ouvi que tem alguém de samaritano aí. Oi. Ué, se você nem te falo nada, viu? Essa tem tecantar tanto assim, né? Um minuto para respiração para eu só conheço a Decant pela pelo YouTube. Não é da minha época. Só eu sou da Subo. E para cá. Bem louca amor. Eu sou do Bubs. Alguém conheceu o Bubs? Só centenárias tombadas pelo patrimônio histórico de Campinas, né? Gente, tô sem fôleo aqui porque, é claro, são 55 anos de idade. Estou bem, estou bem, estou bem. Mas é claro que não é. Não tem uma cachaça como que que que você falou? Como que é mesmo? Ditado. Um copo de água não se nega ninguém, né? Tem a continuação, né? Mas deixa para lá, né? Não se nega nada. Um minutinho, por favor. Meu copinho de água com muito com muita sedução. Para que eu sou Obrigada. Olha, paguei R$ 10 para eles. A subiarem para mim. Ai, nada como uma água de sucar. Douglas sabe o que é isso, né, Douglas? Olha a pele do Douglas. Olha a pele do Douglas, gente. Mas nada, muito obrigado pelo respeito, muito obrigado pelos aplausos. Eu acho que um artista só existe. Eu, como por exemplo, há 36 anos em cima do salto, só existo, porque eu recebo o carinho de vocês, os aplausos de vocês. Muito obrigado. Muito obrigado de coração por pessoas como vocês que eu estou aqui há tanto tempo, tá bom? E como exemplos também que eu tenho de Suzi, por exemplo, que tá ali diariamente batalhando, né, Suzi? guerreira, que eu sei a sua história e você sabe a minha história também. Estamos aí na luta. Muito obrigado de coração pelo carinho e até uma próxima oportunidade. Obrigado mesmo. Tchau, gente. Uh, o depois do ditado a gente acerta no camarim, tá? Eu gostaria de lembrar que essa apresentação é livre para todas as idades. É um protocolo que a gente precisa seguir. Eh, quem entendeu entendeu, né? Eh, gente, agora a gente chega no momento eh sério, né, onde eu vou passar a palavra pra mesa para eles darem uma explanação sobre o PL, sobre a importância da parada. E é isso. Bom, boa noite mais uma vez. Eh, falar depois de tantas falas e Eloá maravilhosa, incrível, gente, eu vi ela chegando e falei assim: "Gente, que tudo?" Mas enfim, depois eu vou teetar. eh falar desse projeto, ele é um projeto eh de minha autoria juntamente com a vereadora Mariana Conte para que a gente torne a parada LGBTQN, mas como patrimônio cultural e material da cidade de Campinas, reconhecendo seu poder social e turístico. Muitos dos nossos hotéis se beneficiam muito desse momento, já estão sem vagas. Muitas cidades ao entorno vem para Campinas. Então os nossos estabelecimentos, bares, restaurantes, casas noturnas, casas de shows, a gente tem um um momento, né, de fato, onde o nosso Pink Money vale muito, mas o reconhecimento de que nós somos importante, de que essa parada ela deve acontecer, não aos trancos e barrancos, né, Douglas, eh, dificilmente vem. E nesse momento que a gente teve uma mudança inclusive das emendas, né, que a gente tem a instalação das emendas da cidade de Campinas, ela acontece basicamente, né, ela tem o seu o seu o valor, mas ela acontece porque a gente fomenta e a gente garante. Por isso que a gente tá fazendo esse reconhecimento, porque a parada é o espaço e esse ano tem uma temática que, sem dúvida nenhuma, dialoga muito com esse começo da nossa audiência pública, que é sobre envelhecer LGBT, reconhecimento, memória e futuro. Sem as pessoas que passaram por aqui, Mariante, Lúcia Castro, Paulo, Bruna, Suzi, a gente não estaria aqui hoje. a cidade de Campinas, que hoje consegue ter a maior parada do interior do Brasil, não existiria. E a gente tá na sua 25ª edição. Então, eh, é esse momento que a gente quer poder dizer que nós vamos pra rua, sim, seremos resistência, sim, que nós vamos andar colorido, de mãos dadas, vão fazer beijaço, que a gente vai poder lutar inclusive pelos nossos direitos. seja com relação à utilização de nome social, com relação à existência de crianças, como foi dito aqui, seja pelo fato da gente conseguir garantir o nosso direito de ir e vir, né, pela nossa cultura, eh reconhecer também a importância das nossas artistas, da cultura drag, da cultura da ballroom, né, da cultura, inclusive que muitas vezes obriga a gente ser mais cômico e muitas vezes não levado a sério, né, que é esse o refúgio e a alternativa que nós encontramos para conseguir lutar nesse mundo. Então, esse projeto é um projeto muito querido, eh, de que eu espero que a gente consiga avançar nas construções dentro da Câmara. A gente tá no meio de orgulho, numa câmara que tá se mostrando cada vez mais de extrema direita, ultra conservadora, com a violência política de gênero acontecendo todos os dias. e pra comunidade LGBT que i a PN+ não tem sido nem um pouco fácil, porque falar sobre isso nas sessões já a gente já começa a ouvir piadinhas, retalhações. Então esse é um projeto que não poderia que a gente não poderia deixar de ter essa mobilização, de ter esse esse debate público, porque isso fortalece, nos fortalece, né? fortalece a luta paraa nossa comunidade, fortalece a luta pelo nosso reconhecimento. E aqui, para concluir, eh, eles combinaram de nos matar, de tirar os nossos direitos, de tirar a nossa dignidade, sobrevivência e a gente combinou de não morrer, resistir e lutar e, principalmente, continuar sendo LGBT, que a PN, mas com muito orgulho. Muitíssimo obrigada. Bom, boa noite novamente. Eh, quero dizer que eu fiquei emocionada com as falas eh dos pioneiros. Eu acho que foi muito importante. Acho que nos ensina e nos faz refletir bastante. Quero agradecer os Paulos, a Lúcia, Súia, a Bruna, eh, e falar desse projeto. É um projeto que tem uma um significado histórico, cultural e político, né? Porque eu acho que é importante dizer que nós estamos no momento em que a extrema direita elegeu a comunidade LGBTQ e a PN+ como alvo prioritário das suas políticas e da sua do seu ódio e da sua dos seus ataques. Não é pouca coisa o que a gente tá vivendo, por exemplo, no centro do imperialismo norte-americano, nos Estados Unidos, as pessoas trans serem perseguidas de forma sistemática pelo governo, que é um governo genocida, né? Então, a o Paulo mencionou aqui da luta contra a resolução do CFM, do CRM, por conta da da restrição da hormonoterapia para crianças e adolescentes trans, quer dizer, que querem tirar a vida dessas crianças. Mas esse é o projeto de morte que tá estabelecido, por exemplo, na Palestina. A quando a gente tem 70.000 crianças que estão eh sob o risco iminente de morte na Palestina agora nesse momento, por conta da ação imperialista, é para dizimar o futuro. Então, esse projeto que tá na pauta dessa resolução do CRM, é sim uma um projeto de morte que faz parte dessa desse dessa receita que a extrema direita vem adotando de assassinar determinados corpos, determinadas eh populações e, é claro, com interesses eleitoreiros e dos mais mesquinhos possíveis. é muito mesquinho. Na verdade, eles usam desse pânico moral para angarear apoio político dentro dessa tentando caracterizar a comunidade LGBTQN+ como eh das eh como uma um desvio moral e tudo mais, mas a forma isso é apenas para seguir com seu projeto extremamente mesquinho, autoritário e de enriquecimento próprio. Não tenham dúvidas disso. Não tenham dúvidas disso. Então, eu acho muito importante isso que o Paulo Mariante falou, que a parada desse ano vai levar o lema do antifascismo. O antifascismo é uma coisa que nos unifica. E eu acho que é muito importante dizer quando fala, né, do como foi eh lá em 2001, como foi vanguarda, como foi diferente, como as pessoas estranharam. Vejam, a gente mudou, as coisas estão mudando. Não dá para dizer que a gente tá no mesmo lugar, não dá para dizer que as que a sociedade não muda, a sociedade está se transformando. A o protagonismo que as mulheres trans, que a comunidade trans, que a população trans como um todo tá tendo, eh a juventude eh trazendo novos elementos. Eu tava conversando com a Bruna antes de começar e a gente falou assim: "Nossa, tinha uma agora tem coisas que nem fazem mais sentido, né? E, ou seja, outros temas, outros debates, né? Então as coisas vão se alterando na sociedade. Então eu acho que é isso, é importante a gente valorizar as mudanças, valorizar aqueles que tiveram coragem lá atrás de enfrentar esse preconceito, de enfrentar essas adversidades e a gente trazer pro nosso tempo, porque o nosso tempo também vai exigir coragem, também vai exigir pioneirismo, também vai exigir protagonismo e vai exigir que eh ousadia para colocar coisas que as pessoas não estão acostumadas a ver. As pessoas não estão acostumadas a ver, as pessoas não estão acostumadas a ver uma universidade pública cheia de pessoas trans, né? Isso. E aí e porque a universidade pública estar cheia de pessoas tran transignifica que daqui a pouquinho vão ter professoras a, né, advogadas, juízas. Imagina o STF com uma com uma enfim, né? Olha, as pessoas vão ter que se acostumar com isso, né? E e então eu acho que a gente tá num momento de mudança, de transformação. Eh, e exatamente nesse contexto, já para concluir, porque eu sei que meu tempo já passou, eh, para concluir esse projeto, ele, eu acho que esse projeto da gente transformar, né, ter aqui em Campinas a parada, é, é como um patrimônio histórico, cultural da nossa cidade, é um elo de ligação. Nós precisamos construir esse elo de ligação dessas histórias que vieram antes para que isso torne referência. Então, a a a importância disso é para que a gente tenha esse reconhecimento que é simbólico, que é político. E aí assim, não vai ser fácil, né? a gente a gente e eu eu e a Paula, a gente já tinha apresentado um projeto cada uma e aí a gente foi derrotado e nós resolvemos unificar para conseguir eh ter mais força. Nós vamos ter que fazer um enfrentamento muito grande, né, se puderem divulgar na parada, porque gente, 100.000 1 pessoas na parada aqui de Campinas. Eh, é um, é assim, é muita gente, isso só ainda não se tornou uma força política organizada para que esse para que a parada seja reconhecida. Então, eu acho que é importante a gente ter uma força aí nas nossas mãos, mas também é um começo, né? Na verdade não um começo, né, uma continuidade, né? Mas é um passo para porque depois da aprovação, espero que a gente consiga aprovar e depois venha a a defesa do patrimônio cultural. Então eu fico pensando, por que não uma exposição ali no MIS? Por que não a gente ter eh símbolos pela nossa cidade nos espaços públicos, né? Tudo isso é importante para que a gente tenha, não que esteja condicionado aprovar o projeto, mas é uma, vai virar uma luta também política para que a gente consiga a preservação desse patrimônio. Então é isso, gente, muita força e esse ano vamos lá pra parada, vamos pra parada antifascistas na parada para derrotar a extrema direita e pelo direito de ser, de existir contra essa política de morte, tá certo? E aí a gente conta com vocês pra gente conseguir força para aprovar o projeto. Valeu. Bom, ah, já que a gente tá falando de história, eu quero começar saudando quem me formou, quem me fez estar aqui hoje, eh todas as pessoas que fizeram com que eu aprendesse. Então, eu gostaria de saudar a Lúcia Lisboa que tá aqui, Maria Amélia, a Fernanda, ao tio Pereira, a Priscila Dreg e tantas outras pessoas que me ensinaram tudo que eu sei hoje ou que pelo menos me deram a base para estar aqui hoje, para estar à frente desta luta que é tão grande. Eh, a gente vê a parada na proporção que ela está hoje com reconhecimento e a chancela do governo do estado. Ah, recebendo aí a o município, a gente tratando de maneira tão mais calma, eh, porque já foi bem mais difícil eh tratar com o poder municipal e ainda não tá 100%, mas a gente tá trabalhando para isso. Eu fico extremamente honrado em que essas pessoas tenham visto em mim a pessoa para continuar. Eu escutei de todas elas. Eu confio em você para continuar contando essa história. É, e junto comigo a gente tem muita gente trabalhando, muita gente ah se doando para continuar contando a história, mas isso também só é possível porque muitas pessoas vieram antes, porque muitas pessoas ficaram no caminho. E eu sou extremamente grato por estar aqui hoje contando um pouquinho disso, contribuindo um pouco mais pra história e eu espero que daqui a alguns anos essa história não deixe de ser contada. E é por isso que eu tenho dito que os jovens precisam se engajar, eles precisam participar, porque se a gente a gente só vai dar continuidade nessa história se as pessoas que estão chegando literalmente se interessarem em continuar contando essa história, né? Assim como eu e tantas outras pessoas se interessaram em continuar contando, a gente precisa de pessoas jovens e determinadas que continuem fazendo isso. Bom, eu acho que o projeto, eu não preciso dizer a importância, eh, o, eu acho que vai se tornar ainda mais fácil trabalhar e construir isso. Ah, e eu acho que além de tudo é reconhecimento por tantas pessoas, por tantas histórias, né? poder ir até o MIS e encontrar a nossa história exposta de maneira respeitosa, porque a gente tá num processo de apagamento, a gente sabe disso, né? Então a gente, ah, tem muita gente que acha que a gente tá no melhor momento e nós não estamos, né? Então, prestem atenção porque a coisa pode ficar bem pior. Não vou me prolongar. Lu, muito obrigado por ser minha vice-presidente e tá aí comigo na luta todos os dias. Muito obrigado. Eu quero dizer que eu tô aqui à disposição pra gente continuar fazendo e lutando pelo que for precisos, tá? Gente, boa noite novamente. É, é rico demais, é gostoso demais, né, estar nesse espaço rodeado de história e vivenciando essas histórias contadas, performadas, enfim. Tava passado que eu subi no palco, ganhei o bonezinho da parada, né, ela dando um show e eu fingindo que eu sabia dançar alguma coisa, enfim. Então, reviver essas coisas, elas são sempre eh muito importantes. E aí eu quero trazer pro meu lado de atuação, né? Eu estou hoje como conselheira tutelar aqui no município de Campinas e o debate eh LGBT para dentro do Conselho Tutelar, ou seja, de crianças e adolescentes LGBT, ele é algo tão dificultoso que eu nem consigo estar hoje, nessa noite representando o Conselho Tutelar de Campinas. Eu estou como conselheira que ocupa este lugar, mas não me é permitido representar, né, o órgão neste espaço, sendo que a gente tá dizendo, gente, de um órgão que tá para zelar e garantir pel os direitos de criança e adolescente e ser existir não tem direito maior do que ser e existir dentro de quem somos. Então, eh, quando a gente diz, né, de transformar a parada que foi, né, tão aqui bem revivida historicamente, um patrimônio cultural, né, uma manifestação cultural, isso e caminhando para esses lugares. A gente diz, por exemplo, da gente parar de ouvir de alguns vereadores lá da Câmara Municipal de Campinas de que quando tem alguma festa XY LGBT, o conselho tem que ir lá arrancar as crianças. A gente começa a coibir os e-mails que chegam pro Conselho Tutelar de que ele precisa estar nesses eventos para fiscalizar se as crianças podem estar lá, que nem atribuição nossa, né? Mas os outros tantos eventos, por exemplo, a marcha para Jesus, ninguém quer que a gente vá lá fiscalizar se tão sendo LGBT fóbico com as nossas crianças. Eh, então quando a gente diz disso, né, quando a gente diz desses projetos e de trazer isso à pauta, de discutir, ah, mas já foi, né, aprovado por duas vezes, agora vai ser uma terceira, que a gente espera muito que passe e se não passar que vem a quarta, quinta e a gente vai continuar, né, nessa luta, porque pautar isso também é pautar a garantia, a nossa garantia dos adultos, do envelhecimento, como já foi dito, mas também das nossas crianças e dos nossos adolescentes, né? né? Eh, LGBTs e aí também trabalhando essa questão, eh, de respeitar, né, do respeito, da convivência, dos limites. A gente tem hoje espaços públicos que essas crianças e adolescentes frequentam extremamente LGBT fóbicos. E a gente precisa também olhar para isso. Quando a gente transforma um movimento de luta LGBT num patrimônio cultural, a gente também diz, por exemplo, de começar a falar disso nas escolas com outro olhar, né? não com olhar marginalizador, mas com olhar inclusivo. Então eu acho que eh esse projeto ele é de uma riqueza diversa, de frentes assim que dá pra gente ir longe. Então parabenizar as vereadoras, a Paola, Mariana e contem comigo aí pro que precisar. Muito obrigada, gente. Uma ótima [Aplausos] noite. Gente, eu acho que tem uma coisa que para mim é sempre importante quando a gente fala de reconhecimento das produções de pessoas da LGBT, que é PN+, é entender que não existe cultura brasileira sem a gente, não existe mais. Isso é impossível. é entender que a luta de pessoas LGBTs eh pode ser um fio transversal para se entender a história de lutas da classe trabalhadora brasileira, porque é possível a partir da nossa história compreender, inclusive os limites da esquerdas da esquerda em cada processo histórico. Eh, e dito isso, eu acho que enquanto coordenadora do núcleo de consciência, eu não poderia est num espaço como esse, sem trazer o que já foi trazido pelo Paulo Mariante, de que a gente tá vivendo um um momento histórico muito problemático e que não só afeta pessoas trans. A resolução 2427/2025 do Conselho Federal de Medicina, além obviamente de atentar contra a vida de crianças e adolescentes trans, ela traz um retrocesso histórico para pessoas LGBTs. Ao colocar que cirurgias de afirmação de gênero só possam ser feitas aos 21 anos, ela ataca a maioridade legal LGBT, que sempre constituiu pras pessoas LGBTs um um momento de conseguir se emancipar do familiar e, portanto, dos regimes jurídicos que a família impõe sobre os nossos corpos. entender que o que tá acontecendo com a fiscalização de mulheres transravestes, principalmente nos banheiros, eh, nos de banheiros, não só é sobre mulheres transvestis, joga para mulheres lésbicas e bissexuais um policiamento sobre seus corpos, pensar as parentalidades e as paternidades de homens transar é sobre P. [Música] é cercear um avanço histórico da comunidade LGBT em termos de subjetividade, em que a gente sai de apenas um lugar de sobrevivência para um lugar de orgulho para produzir a vida. As pessoas LGBTs decidiram que a nossa luta seria na política com baixas, às vezes a gente retorna de forma mais contundente, mas o presente na política brasileira nos mostra que a luta é o espaço que a gente consegue os nossos direitos. A luta LGBT é o que vem fazendo fascismo recuar. Foi o movimento feminista com movimento LGBT que foi às ruas quando Bolsonaro foi eleito. É um movimento LGBT que está nas ruas até hoje tentando eh botar os fascistas na lata de lixo da história, garantir governabilidade, inclusive sendo oposição a à governanças municipais, estaduais e federais no que no quando elas elas falham com a nossa população. Então diz que reconhecer a Parada do Orgulho de Campinas como manifestação cultural, como patrimônio material, é dizer que não haverá sociedade, não haverá municipalidade, não haverá cultura sem nós. Mas agora tem que ser nossos termos. Não é mais só sobre reconhecer que nós fazemos parte da sociedade, mas dizer que nós eh lideramos e encabeçamos os movimentos culturais, políticos, de cidadania para refundar marcos civilizatórios. Isso não é uma experiência nova. Nós vivemos aprendendo isso com a experiência dos movimentos negros, com com a experiência do movimento feminista, com as travestis que fundaram a antem 92 antes da primeira parada nacional, inclusive de Marup Johnson, a Silvia Riveira, a Suzi Santos, Janaína. E para finalizar, eu não poderia deixar quando a gente tá nesses espaços para celebrar nossa vida, a nossa luta, a nossa produção, lembrar Agnes Lemos, tombado por uma sociedade transfóbica, lembrar Janaína, Leandro Vicente, Kelly, porque é sobre isso, é sobre a nossa vida, é sobre lembrar quem tombou e para dizer que para armário nenhum a gente volta, que a gente não vai só mais sobreviver, que a cidade de Camp Campinas é território LGBT, que a que a Câmara dos Vereadores de Campinas é território LGBT, porque não é só a parada que é patrimônio e cultural dessa cidade. A vida de pessoas LGBT é um patrimônio imaterial pra humanidade. Para nos lembrar que o brilho, a luta, as nossas vidas valem a pena, a nossa vida presta. E não poderia deixar de finalizar dizendo que das esquinas de prostituição ao doutorado, a presidência da República, pessoas trans vivem, viverão. Um beijo trans e um abraço nobinário. [Aplausos] Gente, só um momentinho. Eh, nós temos ainda mais a fala do Igor, né, mas do Marcelo. É, nessas duas falas, quem quiser fazer fala, né, a gente vai abrir um espaço pr para uma falhinha do pessoal de dois minutinhos, né, e se inscreve ali com Ed, por favor, é só mandar o nome para ele e sinalizar para ele, que ele aí a gente continua o o evento. Boa noite. Tá funcionando. Satira arrasou nas palavras. Eh, e eu acho que esse projeto é um projeto essencial, inclusive para Campinas, né? Eh, que eu vejo aí a luta de vocês na Câmara e tudo mais. E é essencial também dizer da onde veio as paradas, né? As paradas veio, a gente tá lutando pela vida nas paradas, antes de tudo, né? A direita falar que luta pela vida, mas quais vidas? A gente luta pela vida sem fazer exceção. É engraçado que a nota do CFM fala que é de 18 para 21, mas a gente pode votar os 16. É engraçado que a nota do CFM fala que eh hormônioterapia vai passar de 16 para 18, mas a gente pode votar com os 16 anos contraditório, não. O país que mais mata LGBTQA+ mais mata transit travestis e mais consome pornografia trans e travesti. E aí trazendo pra parada LGBTQA+, por que que eles estão na rua, né? Eles estão na rua. Porque que é saúde? Porque que é cultura? Porque que é trabalho e renda? Porque que é o fim da escala 6 por1? Que a gente precisa falar sobre isso? Porque que é saúde para pessoas trans? E da onde veio a parada, né? Eu acho que a parada é importante a gente falar, Douglas aqui que não me deixa mentir, que veio dos movimentos sociais e são os movimentos sociais que não podem arredar o pé da parada. É sobre o movimento social que a gente tá falando e a gente precisa fazer os recordes. Existem LGBTs Q+ de classe média, mas eu acho que é necessário a gente faltar uma travesti preta da periferia, porque quando os problemas dessa pessoa, dessa travesti, serem sanados, o problema de toda a sociedade é sanado. o problema da segurança, o problema da saúde, o problema da educação. E quando se fala de educação, a gente precisa falar das escolas cívico-militares, que é para afrontar, inclusive a população LGBT, que tem policiais e escolas estaduais para ditarem como os alunos vão se portar e as pessoas trans dentro das escolas. Imagine a violência que não vai ser. E aí, enquanto a gente tá avançando, tendo a parada de Campinas como referência com 100.000 1 pessoas na rua. O governo quer retroceder nas escolas cívico-militares. Ou o governo quer retroceder na saúde da população trans, ou o governo quer falar para adolescentes e crianças, não mais para adolescentes, ou você estuda ou você trabalha com as com as escolas de período integral. Que sociedade que a gente tá vivendo? E aqui eu falei de pautas gerais. Porque é exatamente o que a Satira colocou. Nós estamos em todos os espaços e nós vamos ocupar todos os espaços. Reconhecer a Parada de Campinas como patrimônio cultural é reconhecer a nossa existência enquanto votantes, enquanto munícipes, enquanto pessoas que vivemos a cidade e exigimos não só respeito, mas moradia, saúde, educação e dignidade. Então, contem comigo. Tem um manifesto, manifesto não, abaixo assinado que eu sei que o mandato tá fazendo. Então, quem não assinou, assinem. B compartilhar esse abaixo assinado, não só entre Campinas. Acho que a gente tem que passar os muros da cidade e se unir nessa luta, porque a luta LGBTQ+ não é só de quem é LGBTQ+. Então, a luta das LGBT de Campinas tem que ir pro Brasil inteiro. Então, tá aqui o meu apoio. [Aplausos] Obrigado. Ai, é verdade. Preguiçoso, né? Querendo falar sentado. Eh, boa noite, pessoal. Eh, difícil, né, falar de processo de participação social e de construção de espaço de participação social, né? Eu fico pensando o quanto eu venho de São Paulo, né, moro na na cidade de São Paulo e São Paulo tem uma dimensão gigantesca ali a cidade, ao ponto da gente ter que construir uma série de paradas LGBTs também nas periferias da cidade, né? Então, hoje nós temos na cidade de São Paulo, não sei exatamente qual é o número de do tanto de paradas que tem, mas a gente tem uma série de paradas na zona leste, na zona sul, na zona oeste. E aí eu fico pensando o quanto a necessidade, né, de construção desses espaços. Ele vem muito porque as paradas LGBTs, ela certamente é o primeiro contato que muitas pessoas e principalmente nas periferias tem com as causas LGBTs, né? Tenho certeza que o Douglas aqui já deve ter visto nas paradas muitas pessoas que nunca estiveram em algum outro espaço de militância, LGBTQN+. E a parada se constrói assim como a porta de entrada das pessoas para esse processo de participação social, de se colocar na luta, de se colocar nas ruas. E digo isso inclusive porque eu entrei no movimento LGBT por conta de uma parada eh por conta da parada de São Paulo. Eu já fazia parte do movimento religioso e depois de ir a uma primeira parada com uma amiga da minha mãe, eu entendi que o movimento LGBT também cabe uma série de outras populações que estão em outras militâncias também e se coloca transversal na nossa luta, né? Porque eu não sei se eu vou conseguir um dia, né? Acho que quando eu morrer, eu vou deixar de ser o Marcelo, o homem gay, vindo da periferia de São Paulo. Mas antes disso acontecer, a minha existência no mundo se coloca como existência de um homem homossexual, né? Acho que é importante a gente entender que as paradas elas são assim como um movimento cultural e assim como devem ser patrimônio cultural das cidades, elas também são instrumento de luta, né? Elas também são um instrumento de conter o apagamento histórico que a gente vem sendo posto cotidianamente, né? Eu tenho certeza que muitos aqui sabem o que vem acontecendo no estado de São Paulo com relação ao movimento LGBT, mas é importante a gente colocar aqui de fato como uma denúncia mesmo o que o governo Tarcísio vem colocando pra nossa população hoje. O estado de São Paulo, eh, eu vou começar do menor pro pior, tá? A gente passou por um processo de eleição do Conselho Estadual de Políticas LGBT do Estado de São Paulo, que deveria ter a sua posse colocada no dia 8 de abril. Até agora isso não foi feito. E pelo contrário, né, o governo do estado publicou um decreto agora rebaixando a coordenação, a coordenadoria de LGBTs do estado, retirando o status de coordenadoria desse espaço e assim retirando todo o orçamento que já era quase nulo paraa nossa população. Mas acho que é importante a gente colocar aqui, certamente Mariane e Paola sabem o quanto o repasse de insumos de prevenção de STS e HIV no estado de São Paulo vem sendo reduzido gradativamente. Nós temos municípios que já chegaram a perder 30% do seu repasse de insumos paraa prevenção de HIV e STS no estado de São Paulo. Nós temos alguns municípios em que as pessoas precisam viajar durante 1 hora meia pra cidade, é, pras cidades polos ali, né, mais próximas. Digo isso a cidade de Rincão, por exemplo, próximo de Araraquara. As pessoas precisam viajar até Araraquara para ter acesso às profilaxias pré e pós exposição. Então, a gente combinou de não morrer, mas tem um plano gigantesco do governo do estado, fazendo com que nós sejamos assassinadas todos. os dias, quando a gente precisa passar por uma eh consulta de acolhimento com uma assistente social de uma UBS para que a gente consiga ter acesso a preservativos interno e externo, eles estão dizendo pra gente que todas as campanhas do uso e camisinha que nós fizemos desde a década de 80, elas não valeram de nada, que mesmo a gente construindo um processo de conscientização na nossa população de que os preservativos internos e externos são fundamentais para prevenir as ISTs. Mesmo assim, mesmo assim o governo do estado de São Paulo, que é dizem ser, né, a locomotiva do país, né, tá fazendo com que as nossas populações cotidianamente não tenha acesso aos insumos, não ten acesso às profilaxias e morram na fila de espera de uma UBS para conseguir tratamento com infectologistas, os homens trans e as mulheres lésbicas. bissexuais com eh eh os ginecologistas, urologistas nem se fala, né? Porque conseguiu urologista no UBS é um um inferno, né? Então eu acho que é importante a gente pautar que as paradas LGBTs, elas são sim um momento de festa, porque é importante a gente se colocar na rua e mostrar a nossa beleza, porque a gente esbanja a beleza, né? Então é importante a gente colocar o nosso colorido, colocar o nosso glitter, colocar a nossa pouca roupa e ir se mostrar na rua. Mas é importante a gente entender que esse também é um espaço de luta, defervescência, de construção de política pública. E mais do que nunca é um momento em que as organizações das paradas precisam se juntar com os movimentos LGBTs das suas cidades, porque são os movimentos que vão garantir 365 dias todos os anos de luta na cidade. A parada ela é o momento de explosão, né? onde a gente coloca ali a nossa beleza na rua, mas que eh sem dúvida nenhuma, as secretarias LGBTs dos partidos, é a UNA, são todos os movimentos LGBTs que estão na rua cotidianamente que vão fazer com que os projetos de lei sejam aprovados nas câmaras municipais, vão fazer com que os retrocessos colocados pela extrema direita dentro do nosso estado e no Brasil inteiro, né? Porque a gente não pode esquecer que tem uma série de fascistas colocados nas assembleias legislativas, na assembleia no nosso Congresso Nacional, nas câmaras de vereadores, né? A gente vem tentando fazer um movimento gigantesco para denunciar essa parcela da política que faz essa política de morte, essa necropolítica que todos os dias pauta a nossa morte. Mas é só com luta, é só com resistência. E é só com os patrimônios a serem colocados na nossa cidade que a gente vai fazer com que eh essa política de morte não nos atinja. Queria aproveitar aqui fazer um convite. Eh, a nossa parada lá de São Paulo vai ser no dia 22 de junho, mas antes da parada acontecer tem uma série de processos aí de formação, de luta, que são colocadas na semana da parada. E aí, o convite que eu faço aqui é pro dia 17 de junho. Nós teremos uma audiência, uma sessão solene lá na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, com lideranças do Estado inteiro sendo chamadas, sendo convocadas para denunciar mais uma vez a LGBT fobia que o governo Tarcísio vem colocando cotidianamente nas nossas vidas, o desmonte da política LGBT que o Tarcísio, Ricardo Nunes e uma série de outros prefeitos vem colocando nas suas cidades. que certamente vai ser também um movimento de luta pra gente e de arte e de construção para que a gente consiga mais uma vez sair aí com uma parada de resistência, uma parada de luta e que a gente continue aí mais um ano fazendo festa, se colocando na rua e construindo a nossa luta mais uma vez. Obrigado, Campinas. Parabéns pelas vereadoras por terem colocado esse projeto. Acho que ele é fundamental pra gente conseguir pensar a continuação de nossa luta. E mais uma vez Campinas se coloca na vanguarda, né? Porque é importante a gente pensar que eh a última cidade abolir escravidão no país, né, no no nosso país, acho que na no nosso continente inclusive, né, eh, é a cidade que tá pensando também a continuidade da nossa luta. E só tá pensando porque nós temos duas figuras que representam a comunidade LGBTQ e a PN+ dentro da Câmara de Campinas. E são esses mandatos que vão garantir que isso aconteça na Câmara de Campinas. a ausência deles vai fazer muita falta dentro da Câmara. Então, por favor, eu que não sou da cidade de Campinas e não voto na cidade de Campinas, peço aqui para vocês cuidarem com carinho desses dois mandatos, porque certamente são os mandatos que pensam cotidianamente na nossa luta. Então, mais uma vez, muito obrigado, muito obrigado pelo convite e me coloco aqui à disposição o tempo inteiro para lutar ao lado de vocês duas, porque a cidade de Campinas certamente, como minha amiga Débora fala, é a maior cidade do interior do Brasil. Então, a cidade de Campinas precisa ter protagonismo nessa história. Mais uma vez, obrigado, Campinas. Obrigada, Marcelo, para pela excelente fala. Eh, e estamos perto de encerrar. Eu gostaria de dizer que no termo de sessão daqui da do teatro, eu tô como responsável, então a gente precisa encerrar cedinho, tá? Eh, porque senão o CPF que tá lá no contrato sou eu. E aí eu gostaria de chamar agora aqui na frente Loara Santana para fazer a fala dela. [Aplausos] Eh, depois a Luara já é a fa, então já fica pronto aqui pertinho. Boa noite. Ah, deixa eu. Ai, como que mexe nesse trem aqui? Acho que foi. Oi, gente. Boa noite. Para quem não me conhece, sou Luara Santana. Fui candidata a vereadora por Campinas o ano de 2024. Sou afiliada pelo pessool e eu não preparei nada como sempre. Nunca preparo para falar porque eu acho que tudo que vem do natural acho que vem com mais verdade, né? Eu acho muito importante a gente lembrar que a gente tá vivendo um momento no nosso país que tem a bancada da bala e se nós não se juntarmos, eles vão acabar com a gente. E não é brincadeira. Muitas pessoas falam: "Ai, mas é que vocês são mimizent. Ai, porque vocês são os isso, aquilo e não é bem assim. Só nós que somos LGBT sabemos o que passamos. Então é é fácil as pessoas falar quando não está no nosso lugar, não está no nosso dia a dia, né? Então é isso, eu não tenho muito o que falar, mas nós temos que seguir na luta, temos que seguir juntos e juntas e juntes para transformar transformar Campinas, transformar esse momento político que está que estamos vivendo. E gente, você que talvez não é afiliado a um partido, filia-se, tente lutar pela gente. Eu sei que não é fácil, foi meu primeiro ano como candidato a vereadora. Eu nunca fui diretamente do meio político, porque, infelizmente, nós, principalmente eu que sou uma mulher trans, eh, onde os poderosos querem é onde eu estava e acabei voltando, que é paraa prostituição. Mas eu falo isso com muito orgulho, não é a prostituição que me faz ser uma pior pessoa. Tanto que para mim é um prazer brigar com os poderosos. Através dos poderosos que nós podemos mostrar quem somos e mostrar que nós podemos estar em todos os lugares. Sabemos que vivendo um cenário político, cafona, ridículo, gente despreparada. E é isso, gente. Obrigada. F Morais já pode vir vindo e por favor e Júlia já pode se preparando também. Paz entre nós e guerra aos senhores, né? Como como ela bem diz. Bom, primeiro quero saudar essa mesa e dizer que nós da União Nacional LGBT temos muita alegria em poder atuar na cidade de Campinas desde 2020 oficialmente, mas desde sempre, né, desde que o movimento LGBTQ, QN+ do Brasil passou a ser de fato representativo. Eh, quero só fazer algumas considerações ao que diz respeito à representatividade. É verdade que as paradas elas são eh meios sim de aglutinar pessoas, trazer pessoas para perto, mas também é importante dizer que nem toda LGBTQI PN+ está do lado da classe trabalhadora. Há muita burguesinha tô brincando aqui com as palavras, mas é importante dizer que nós do movimento social LGBTQ PN+ somos signatáries do movimento negro brasileiro. Então, é importante dizer que a luta, né, o combate às opressões, sejam elas quais sejam, são necessárias a partir de uma palavrinha que tá em alta, né, a intersecção, ou seja, o cruzamento, né, das opressões que estão correlatadas na sociedade. É importante dizer que a transfobia não cessará, a homofobia não cessará, a bifobia não cessará, a lesbofobia não cessará enquanto nós estivermos diante de um sistema econômico que é feito para triturar e matar pessoas. Nós estamos falando de um sistema com C, que inclusive é SIS, né? Ou seja, é um sistema que é pensado a partir de uma normativa padrão. Se nos minutos iniciais da minha fala eu estava falando sobre eh o cuidado que nós vamos ter com uma palavra que tem tido um esvaziamento, é sobre a representatividade LGBT, que é a PN+. Ou não é verdade que a direita está a direita popular, vou dizer assim, né? e nem é bolsonarista ou é cria de ou criou o bolsonarismo. Não é porque é gay que nos representem. Tomem muito cuidado porque já há um anúncio aí de pré-candidatura à presidência da República de uma gayizinha lá do sul. tomar cuidado, [Aplausos] gente. E também isso não é um ataque direto ao CPF das pessoas, mas é importante dizer que os espaços de construção de política para diversidade sexual de gênero precisa sim também abrir o o olho pra diversidade da nossa comunidade, não só da sociedade no geral. Então, quando se fala que é importante pautar pessoas transetas em instâncias de poder, não apenas só para representatividade, pela representação, porque é isso, não é porque é trans que é minha amiga e que quer o meu bem. Olha que coisa triste falar isso numa audiência popular como essa. Mas é isso, porque senão vão colocar todas as pessoas da nossa comunidade num balaio que vai caber também fascista, porque há pessoas da nossa, né, aí não é da minha, pode ser a de vocês. É importante dizer, nós da União Nacional LGBT, desde quando chegamos no município, temos o compromisso de denunciar fascismo de farçado de companheirismo, de denunciar LGBT fóbico, usando a nossa comunidade só como tótem e como oportunidade de ter viabilidade em projetos, em editais, em enfim, os caramba não pode falar palavrão, não é verdade? E é isso. Então, gente. Nós da União Nacional LGBT estamos aqui em várias frentes, mas uma frente que é importante, gente, nós somos a comunidade que está a mercê de qualquer política pública que inclusive vai olhar a normativa. Ou seja, se vocês derem uma passeada só por dois bairros, vila industrial e centro da cidade, vocês vão ver um monte de pessoa trans em situação de rua, por exemplo. vocês vão ver um monte de situação de pessoas eh da comunidade LGBT que é na PN+, né? todes, senão a maioria pessoas negras em situação de uso. E a política de drogas do município, eu não vou dizer que é uma piada, porque existe um esforço muito grande de pessoas, né, do nosso campo que tá lá, mas e também a política que pense pessoas em situação de rua no município é problemático. Eu vou eu vou pedir para você segurar um pouquinho. É, é problemático. Por nós estamos falando aqui, pessoal, de uma realidade que nós temos a segunda maior, isso é sim uma denúncia, nós temos a segunda maior parada do estado. Isso não se reflete em política pública para nossa comunidade. Assim como na cidade também, Marcelo de São Paulo, nós temos a maior parada do mundo na nossa nação e isso não reverbera em qualidade de vida, em política pública real paraa nossa comunidade. E se eu fizer o recorte de gênero e raça, o negócio fica mais complicado. Por enquanto, o que rola de efetivo mesmo em e aí em todo o território nacional das paradas, é que ainda precisamos eh de fato e rasgar o véu do padrão hegemônico que muitas vezes só reproduz LGBT e fobia e aquele ódio de clássica que a gente sempre sabe, né, que as elitistas têm. É isso que a gente queria dizer para vocês. No caso, estamos junto, lógico que é importante todas as paradas se tornarem, né, até porque a gente consegue fazer com que isso seja mais democrático, né, nos processos de construções de mecanismos como esse. Mas é sim importante dizer, as paradas também são espaços de coopação fascista, gente, que engana muitas e muitos de nós. Então, ligeiro, unidade e venceremos, gente. Rafa, ela sempre arrasa, né, gente? Júlia e já se prepara Catrina que depois da Júlia você. Boa noite. Eu sou a Júlia. Eu criei um espaço chamado tribos, cabelos e afeto. A parada é muito importante. Eu aprendi muito em todas, acho que eu não tenho certeza se eu fui na primeira, mas em todas eu estive presente. Sempre pegava os panfletos, lia muito. Com a abertura do meu espaço, eu tô me envolvendo mais com a política, aprendendo muito para poder ajudar os nossos. Tribos é o primeiro espaço LGBTQN+ de Campinas. Nossa base profissional só profissionais LGBTs. Aí onde eu segrego, a gente atende heterofriendly, tem uma cota, mas a prioridade é erguer a brandeira, é gritar, é mostrar que existe um espaço para barbearia, salão, estudo de tatuagem e terapia com psicóloga da comunidade. Então a gente atende a todes. Estou aprendendo muito com muita gente, com a Fá, me colocando nos grupos, o pessoal da Unicamp. Eh, esse ano é a primeira vez que a gente vai participar da parada como parceiro, então é um orgulho poder estar na segunda maior parada do Brasil praticamente e dizer que estão todo mundo convidado para conhecer o nosso espaço. É um espaço acolhedor, é um espaço com respeito, não é só um corte de cabelo, é uma afirmação de gênero, é uma identidade, é uma história. nas nossas cadeiras a gente ouve coisas absurdas e dali a gente tá fazendo história. Esse espaço eu criei para ser um legado pras próximas gerações que eu quero que fique. Eh, somos empreendedoras LGBTs, vamos fazer de tudo para que isso aumente em Campinas, que está no Brasil todo, que é o que eu espero do tribus. Então tá todo mundo convidado, gente. E um recado, toda primeira terça desse de cada mês desse ano, o tribus ele tá com a terça trans. Então é para travestis, trans e não binários com valores diferenciados do que a gente cobra. Então, dia 3 a gente já tem uma nova terça trans. Então, compartilhe, entre na página, segue a gente, a gente compartilha tudo que a gente pode. Eh, quando eu não consigo estar fisicamente, a gente tá compartilhando, convidando os nossos clientes para participar de tudo que pode para poder ajudar a levantar a bandeira. Até falei pra minha esposa, eu quero uma bandeira dessa no nosso telhado, porque a IPTV, a câmera mostra o nosso telhado. Eu falei ali o pessoal vai ficar curioso e falar que lugar é esse? E eu levanto a bandeira, acordo todo dia preocupada, achando que podem pedrejar o lugar ou pxarr, mas a luta não vai acabar. A gente tá junto sempre. Obrigado, Catarina, por favor. E Giovana já vem aqui pertinho aqui da Eh, gente, a fala da Catrina, da Giovana, são as últimas falas, tá? Já estamos encerrando. Olá, boa noite a todos, a todas e a todes. Sou a Catrina, sou diretora de juventude e cultura da União Nacional LGBT. Faço parte da comunidade Ballroom de Campinas. Um gostaria de uma salma de palmas à comunidade Ballroom, comunidade transnegra vivente em Campinas há mais de 12 anos vivendo e resistindo dentro desse território. Gostaria de trazer aqui para vocês que a parada LGBT de Campinas, assim como todas as outras, é um grande marco, porque nos traz a justamente a história de luta e resistência dos nossos coletivos e nos leva as nossas pautas, às televisões, ao Instagram, as grandes mídias e fala: "Essas pessoas existem, elas estão lutando e elas estão nas ruas para falar assim: "Pessoal, a gente precisa de apoio. Quantas pessoas trans passam fome hoje? Quantas pessoas trans não têm uma renda de trabalho totalmente desenvolvida? Mais de 90% da população trans trabalha com serviço de prostituição, apenas 10%, e eu me sinto muito vitoriosa por estar dentro dos 10% de ir lutando e que a juventude cada vez mais traz um espaço de resistência. A cidade de Campinas nos mostra o quanto ela nos negcia, o quanto elas nos cala, o quanto elas tenta cada vez mais fazer a gente ficar bem quietinha, bem murchinha, quietinha para mulher, para morrer velhinha, mas a gente vai falar sobre todos os nossos aspectos. Gostaria aqui de fazer um convite para todas as vereâncias, para as duas vereâncias aqui presentes, olhar para a comunidade trans, não pensar só no patrimônio da parada, mas falar: "A parada acontece só no mês de junho e todos os outros meses." A gente consegue viver, consegue pagar a conta, o nosso aluguel e a nossa resistência. Sauda aqui Sátira do NCT, uma amiga próxima, as amigas mais que conseguiu seas rotas transicamp. Uma salma de palmas, por favor, a essa movimentação aonde pessoas trans Sim, a gente vai ocupar a universidade pública, nós iremos nos formar e nós estaremos aí do meu, do seu, do nosso ladinho do escritório, seja de qualquer um ou de qualquer espaço. Eu gostaria muito de agradecer esse espaço e lembrar a todos vocês, repensem e é uma provocação que eu passo, que eu faço aqui para vocês. junho é apenas um mês dos 12 que nós temos. Como que essas pessoas sobrevivem? Pensem sobre isso. Obrigada. Oi, boa noite. Tô chegando agora representando minha criança trans, mães pela diversidade. Também tô na formação das PLPs. Trouxe a bandeirinha da Camila, que ela, uma amiga dela, fez para ela na escola. Tá escrito pessoas preconceitosas. Meu sapatão pisa na sua [Aplausos] homofobia. Eu sou uma mãe LGBT, tenho o Caetano e a Camila. O Caetano é Bia. Camila é uma menina trans de 10 anos. Eu queria colocar a pauta, não sei se já foi colocada, do diálogo entre a marcha e a parada, né, que eu acho que é um ponto de atenção. E também falar um pouco sobre a participação das ONGs. Eh, tem uma divergência bem grande, né? A minha criança transa, ela costuma na parada de São Paulo levar as crianças, fazer todo o movimento para as crianças estarem presentes e, enfim, existem bastante discordâncias assim internas em relação a isso, mas eh é pra gente ficar marginalizada em silêncio, né? Então essa invisibilização diante do do fascis que a gente tá enfrentando mesmo é o fascismo, né? Acabou de sair sobre a resolução do CFM, que é mesmo na linha da Inglaterra, né? Então, eh, é isso, gente. Estamos, estamos junto. Obrigada por estarmos aqui. Valeu, pessoal. Chegou aquele momento que todo mundo espera, tudo que é bom acaba, né? Eh, eu queria agradecer especialmente a iniciativa da vereadora Paola e da Mariana de fazer esse esse PL. E acho que todo mundo falou tudo que tinha que falar. Eu só gostaria de deixar um informe que é a gente vai lançar a Frente Parlamentar de Combate a IST, HIV Aides e Hepatites virais no dia 12 de junho lá na Câmara. Eu sei que é o dia dos namorados, mas né? e deixar uma reflexão que uma vez eu ouvi que eu acho que fica muito pertinente, ainda mais agora que a gente tá falando com esse ataque à população trans, de que estima-se que a população trans é entre 1, 2, 3% da sociedade. Isso é uma estratégia deles para que a gente não olhe o 1 2 3% da população que fica com todo o lucro da nossa sociedade. E é isso, gente. Muito obrigado. Vou encerrar. É isso. Ah, só para terminar bonitão, eu vou pedir para todo mundo vir aqui pra frente pra gente tirar uma foto. E é [Música] isso. Am. TV Câmara Campinas.