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56ª reunião solene
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56ª reunião solene

9 views Publicado 03/10/2025 HD · 35:08

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EVENTO: 56ª Reunião Solene Honraria: Título de Cidadão Campineiro Homenageado: Daniel de Almeida Autoria: Vereadora Paolla Miguel

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[Música] TV Câmara, Campinas. Senhoras e senhores, muito boa tarde. Iniciamos neste instante a 56ª reunião solene de 2025 da Câmara Municipal de Campinas para homenagear o senor Daniel de Almeida com entrega de título de cidadão campineiro por proposição da vereadora Paola Miguel. Convidamos para compor o dispositivo e para presidir esta reunião solene, autora desta honraria, a vereadora Paola Miguel. [Aplausos] Convidamos também a coordenadora geral da 15ª Mostra Curta audiovisual, Mariana Atauri. [Aplausos] E convidamos Stephanie Batista dos Santos, que é prima do nosso homenageado, [Aplausos] perdão, sobrinha do nosso homenageado. Uma vez composta a mesa de autoridades, convidamos os seus componentes e demais presentes a receber nosso homenageado desta tarde. Por favor, recebam Daniel de Almeida. Convidamos todos os componentes do dispositivo a tomarem assento. Com a palavra a vereadora Paola Miguel para declarar aberta esta reunião solene. Boa tarde a todas as pessoas presentes. Para mim é uma grande honra est fazendo essa singela homenagem a Daniel de Almeida e nesse espaço que é tão simbólico que a 15ª mostra curta, que tem trazido a oportunidade, né, não só para mim, mas para diversas pessoas, de conhecermos atrizes, atores, principalmente negros, negras, que são referências na cidade de Campinas. E mais do que isso, nesse momento a gente tem a oportunidade de reconhecer e valorizar um ator que tá saindo, tá ficando, mas que tá fazendo com que a cidade de Campinas fique cada vez mais conhecida. Então eu declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para entrega de título cidadão campineiro a Daniel de Almeida. Convidamos todos os presentes para cantar em posição de respeito o hino nacional brasileiro com letra de Joaquim Osório Duque Estrada e música de Francisco Manuel da Silva e do Hino da cidade de Campinas com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. [Música] Ouviram do Ipirangas mais báscidas de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos brilhou no céu da pátria nesse instante. O Senhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte em teu seio. Ó liberdade, desafio o nosso feito à própria morte. Ó pária, salve salve. Brasil com sono intenso, um raio vívido de amor e de esperança. A terra desce sem o formoso céu risonhe límpido. A imagem do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza. És velha papa e tulo e o teu futuro espelho a grandeza terra dourada entre outras vilas do Brasil pátria amada dos filhos existem gentil pátria amada Brasil [Música] Deitado eternamente esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo. Fulguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do novo mundo, do que a terra mais garrida, teus bisonhos e dos campos tem mais flores. Nossos bosques tem mais vida. Nossa vida no teu sei mais amores. Ó pári amar salve salve Brasil de amor eterno seja símbolo o lavar os tentas estelado e digam verde louro desta fórmula faz no futuro e glória no passado. Sergues a justiça, clava forte. Verás que o filho teu não foge a rua nem que te adora a própria morte. Terra adorada entre outras vilas do Brasil. A pátria amada dos filhos deste solas mã gentil. Pátria amada Brasil. [Música] [Aplausos] [Música] [Aplausos] [Música] Progresso. Seja a nossa divinaça. Pressa, promessa seja nossa [Música] poras. [Música] Precisamos [Música] agir. Precisamos calhar agir. Proto, protam o povo que sabe os lros da glória acolher e com alma de luzes. 70 a luz do trabalho vai colher. contra o povo que sabe os dobros da glória, da glória todos, todos sabes todos glória ao povo, ao povo que sai da glória [Música] Promessa [Música] se a nossa conquista. [Aplausos] [Música] Convidamos todos a tomar assento. Enviou sua justificativa de ausência com cumprimentos ao nosso homenageado desta tarde, o prefeito municipal de Campinas, Dário Sad. Com a palavra a vereadora Paola Miguel para a homenagem da Câmara Municipal ao agraciado desta tarde. Boa tarde mais uma vez. Quero eh dizer que uma solene, né, uma solenidade da Câmara, ela sempre tem alguns ritos, né? Então, eh, primeiro queria agradecer aqui, né, a Câmara que topa nossas nossas nossos eventos, né, de fazer fora das dependências, até pra gente conseguir desconstruir um pouco desse modelo. Quero aqui agradecer a presença da Stephanie Batista dos Santos, né, que é a sobrinha do homenageado. Agradecer também a Mariana, que é a coordenadora geral da 15ª AMRA curta de audiovisual, que abriu esse espaço para que a gente tivesse aqui nesse momento despojado, né, mas fazendo um pouquinho de formalidade. E principalmente gostaria de agradecer Daniel de Almeida por todo o trabalho que ele tem feito, mas acho que hoje é um dia da gente celebrar a trajetória, né, de Daniel de Almeida, que é reconhecer a força de um artista múltiplo que transforma cada espaço que passa em palco de vida, memória e resistência. Nascido no estado de Alagoas em 1979, Daniel carrega consigo as raízes de um Brasil que reflete em sua arte, em sua presença marcante no teatro, no cinema e na televisão. de Alagoas a São Paulo, construiu construiu uma carreira sólida passando pelo núcleo de artistas cênicas do SESI, pelo grupo de dança folclórico e mais tarde criando o grupo Carcaça, onde expandiu ainda mais seu olhar como diretor, pesquisador, roteirista, sonoplasta e ator. Sua dedicação o levou a experiências diversas das peças de teatro às produções do audiovisual, dos documentários que dirigiu as participações em série de destaque como Pico da Neblina, de uma grande internacional HBO e sintonia que também de uma grande produtora de streaming Netflix. Nos tempos, nos longas e curtas, Daniel deu sua vida a histórias imensas, contribuindo para um cinema brasileiro com talento e entrega. Hoje, ao olharmos sua trajetória, vemos não apenas um ator e um educador social, mas um homem comprometido com a arte como ferramenta de transformação. Daniel de Almeida é inspiração, é resistência cultural e é uma presença para a cena artística brasileira e de Campinas. Por isso, hoje se torna oficialmente um cidadão campineiro. Que a sua caminhada continue iluminada nos palcos e telas e que sua voz siga ecoando com força de quem acredita que a arte é sobretudo vida. E acho que é muito importante mencionar também, né, alguns outros trabalhos de de Daniel que chegaram principalmente acho que pro público em mãe geral, que ainda estou aqui premiado, né, no Oscar, mas também a gente tem o dona Elsa que passou por esse espaço, né, pela sala dos toninhos, que a gente teve a oportunidade de ver a vida industrial, a cidade de Campinas e que eu tive tive a oportunidade também de conhecer a Teca Pereira, né, conversando ali com os diretores, com todo mundo que participou do filme, principalmente de quais foram os desafios de retratar a cidade de Campinas e fazer com que o Brasil todo tivesse essa oportunidade de ver o que é a nossa cidade, do que vê a arte da nossa cidade. e também Garota do Momento, que é uma novela que passou e que trazia, né, consigo uma protagonista negra, diversos atividades e o Daniel de Almeida tava lá. Cada vez que ele passava na telinha, eu lembro se eu tava assistindo com alguém, eu falava assim: "Eu conheço ele, ele é de Campinas". E é muito gostoso a gente poder saber que alguém de Campinas tá chegando pro mundo, mas mais do que isso, de que essa pessoa é comprometida com a arte, com a arte popular, com a arte campineira e principalmente de que ele é alguém acessível, de que os palcos, né, de Hollywood pro mundo não subiram a cabeça, permitindo que hoje a gente esteja aqui com ele, tietando, conversando e perguntando também qual que será o próximo filme, qual será o pró próxima Oscar. Então, quero, tô muito feliz de estar aqui, quero mais uma vez saudar a mostra curta e que venham diversas outras mostr curtas retratando a cidade de Campinas, transformando o olhar que a gente pode ter e quem sabe a gente consiga que o que com que os nossos curtas também cheguem ao Oscar. Muitíssimo obrigada. [Aplausos] Neste momento, teremos a entrega do título de cidadão campineiro a Daniel de Almeida. O documento tem o seguinte teor: A Câmara Municipal de Campinas, nos termos do decreto legislativo número 6092 de 11 de setembro de 2025, concede a Daniel de Almeida o título de cidadão campineiro pelos relevantes serviços prestados ao município de Campinas. Campinas, 20 de setembro de 2025. Assinam o documento o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luís Rossini, e a vereadora Paola Miguel, autora da honraria. [Aplausos] [Música] Bom, nós convidamos aqui à tribuna, o o nosso homenageado Daniel de Almeida, para seu discurso de agradecimento. Eu vou tentar ser breve professor educador. Costumo falar bastante, né? Eh, mas eu não tenho sobrenome fuxo, então vou ser breve aqui. É uma honra receber esse título. Sei que papéis jamais terão o poder de uma árvore, de que letras e brasões nunca se compararão aos que constrói diariamente uma cidade. Adoto Campinas e acredito que ela me adota também na década de 90. Chegamos aqui, minha família, com desejos e sonhos. É nessa cidade que pela primeira vez temos uma casa nossa, numa ocupação, hoje um bairro organizado devido ao poder do povo, no Jardim Caraí. Meu pai sempre foi um consultor. Trabalhou até seus últimos dias como pedreiro. Construiu até onde pôde seus sonhos com a dona dona Maria de Lourdes. Minha mãe costureira desde seus 9 anos de idade, como sempre repetia, ela, minha mãe, nossa mãe, costurou não somente os rasgos das roupas que ganhávamos, mas costurou a cada dia uma família sólida, digna e justa. É em Campinas que eu, o primeiro de uma geração, também consigo um diploma universitário. É nessa cidade que o menino sonhando com os palcos, telas, como sempre sonhei, se torna artista. E é aqui na cidade, na cidade de Barões, que a educação se torna minha segunda arma de combate às desigualdades, me aproximando de tantas crianças e adolescentes nos meus cursos de cinema e teatro. Quando estou com eles, estou em família, pois nossas realidades não se diferem. Muitos também migrantes nordestinos como eu, do Bassole ao Campo Grande, ao buraco do Sapo, Fumaça, Santa Cruz, Vila, Vila Costa Silva, Padre Anchieta, Oziel, Castelo Branco, Satélite Iris, Dick, tantas vidas que se relacionaram e se relaciona comigo até hoje. O menino que sonhava em ser artista ganhou o Oscar e nesse momento da vida me vi abraçado novamente por essa cidade. Receber esse título tem muito mais importância de ser dessas mãos, desse mandato. Paola, uma jovem preta, periférica, que assim como eu, sabe as agruras e doçuras de estarmos onde estamos. Eu espero estar aqui quando você se tornar prefeita. Meu voto você já tem. Minha vida, minha vida como artista me leva para diversos lugares, mas sempre volto para o meu lar. tijolo por tijolo que se transformaram na casa que hoje me acolhe. Receber essa honraria nesse espaço que tem um grande carinho, pois essas paredes e chão foram feitas e mantidas por trabalhadores. Isso também me honra muito. A sala dos Toninhos não tem grades e eu espero que nunca tenha, porque independente de onde estávamos, estamos e onde chegaremos, temos que sempre lembrar para quem devolvemos. Receber hoje nesse espaço com a presença da minha família sanguínea e das minhas milhares de famílias construídas nessa cidade é um momento único em minha vida. Amostra curta, cedendo seu tempo para me dar tempo, é presente de significância intangível. Agradeço a toda a minha ancestralidade aqui estampado nessa camiseta, a mulher que me guiou e me guia por todos os dias, aos mestres e mestras formais e informais que são alicerces de meu dia a dia. Campinas, leva esse nome devido aos seus campinhos, áreas de descanso aos bandeirantes que desbravaram o interior do Brasil. Mas hoje eu vejo Campinas desbrava diariamente sua história preta. Se ela se tornou uma metrópole, é pela influência de cada trabalhador que faz todos os dias essa cidade. Obrigado, Paulo Miguel. Sei que Campinas é uma cidade de uma eloquência grande, mas com todos os problemas de uma grande metrópolis. Quero aqui salientar eh que nós às vezes prestamos muita atenção no fora, mas aqui na nossa cidade ela continua com seus problemas. Recentemente lá no meu bairro, coladin no meu bairro, que é os bairros ficam todos juntos, se misturam, três crianças perderam a vida carbonizadas porque sua família precisou sair para pedir alimentos. Ou seja, a nossa cidade precisa de muita mudança ainda. E a gente às vezes tem que tomar cuidado com falsos governantes, com ideias progressistas que nos ludibriam, seduzem. Mas o papo reto a gente sabe como é, porque a gente de quebrada a gente sabe com quem a gente tá falando. E quando um preto ou uma preta se encontra, às vezes a gente não precisa falar nada, a gente já se olha e já saca o que tá pegando. Então, obrigado, Paulã Miguel, a Prefeitura de Campinas, a todos os meus alunos, a todos os companheiros e companheiras. A Fênicas, a Fênix renasce todos os dias nos guetos, vielas, favelas, gírias, dialetos, rimas e poesias. E aí eu termino aqui dizendo que a vida presta e nós vamos sorrir muito, pois a gente é um povo preto. Aché. [Aplausos] Convidamos a tribuna para suas homenagens à sobrinha do homenageado Stefan. Opa, Stephanie Batista dos Santos. Boa tarde. Bom, fiquei sabendo dessa homenagem agora, então eu não tenho um discurso exatamente pronto, então vai ter que ser aí na escrevivência, né, citando Conceição Herbaristo, eh, da vida mesmo e da lembrança. E eu quero começar falando de ancestralidade, né? Eu fiquei muito emocionada quando eu cheguei aqui e vi a minha avó, a mãe do Daniel, né, na camisa. E essa foto, né, de um momento que eles foram paraa praia, né, de que a minha mãe tava presente. E essa e esse momento que eu gostaria muito que ela estivesse aqui também, porque ela era fã número um do Daniel, né? Nas nossas conversas, quando eu ia pra casa dela às tardes de segunda, terça, comer bolacha a coquinho, ela sempre trazia Daniel à mente, ã, falando de uma história muito específica de quando ele era criança e ele pegava um novelo e ficava enrolando no dedo e falando: "Ainda você é ator". Ainda você é ator. Ainda você é ator. E não é que virou ator, não é? Que foi pro Óscar. Que orgulho, que orgulho pra dona Maria, Daniel, tio Daniel. Eh, tenho certeza que onde quer que ela esteja, ela tá vibrando muito por você, pela gente, pela nossa família, né? A dona Maria, ela ensinava eh toda a consciência de classe que ele trouxe aqui. Isso daí começou lá com ela, que ela me ensinou também. E saindo um pouco da ancestralidade da da minha avó, indo pro meu pro meu tio querido, eh, eu lembro muito bem de um dia que eu tava na escola, né, e ele foi de Zagotinha e eu achei, nossa, o meu tio tá de Zagotinha, fazendo um teatro aqui na escola e ninguém acreditava que era o Zé Gotinha era o meu tio. Hoje em dia eu sou professora, né? Então eu falo muito, então eu entendo o quanto as crianças elas ficam eh maravilhadas. Nesses tempos eu trouxe um documentário da Cucus Clan, né, para tratar alguns assuntos. Sou historiadora e eh aí os garotos falam: "Nossa, parece o Zé Gotinho". E aí isso daí falando: "Cara, Zé Gotinho não tem nada a ver com a com clã". Enfim, eh, saindo um pouco disso, eh, então, desde criança, eu visualizei o Daniel como essa figura nos palcos, né, assistir, né, por muito tempo peças dele no teatro, né, que o teatro que se faz o real presente mesmo, né, embora, né, o audiovisual ele tenha maior prestígio na sociedade, é no teatro que a coisa acontece mesmo, né, a gente tá vivenciando ano presente, né, e vivenciando passado, futuro, enfim. E eu acho que o teatro trouxe, né, todo essa essa vivência de vida, né, pro Daniel e e a pessoa que ele é assim, essa essa pessoa do pessoal mesmo da família, né, uma pessoa muito querida, eh, presente. E eu acho que é isso. Eu não sei se eu consigo falar mais coisa, porque eu realmente eu não preparei o discurso. Eu tô, eu trouxe mesmo essa, essa parte mais pessoal da família. né, essa parte que que me toca, né, que me toca de de ter o meu tio, né, embora que existe o Daniel ator, o Daniel eh arte educador, né, mas também existe o Daniel tio de confidências, eh momentos da pandemia, né, tio, que a gente passou junto, né, e compartilhou tanta coisa. Vamos tomar a vacina juntos, né? Te acompanhei a para tomar vacina, enfim. Eh, parabéns e é uma honra estar aqui presente hoje. Eh, e tenho certeza que é uma honra para todos os nossos antepassados, né? E você soube honrá-los e continua honrando-nos muito bem. Obrigada. [Música] Convidamos agora a coordenadora geral da 15ª Mostra Curta audiovisual, Mariana Atauri. [Aplausos] Boa tarde a todas, todos, tod. Eh, é uma honra estar aqui, né? Eu tô representando uma equipe de mais de 40 pessoas. A amostra curta, ela é construída coletivamente por muitas mãos, muitas reuniões e a gente constrói isso junto. E o Daniel tá com a gente também já algumas edições, né? Então, eh, falar aqui no nome da amostra, né? O Daniel, a gente se conheceu, eu acho que foi aqui nesse espaço, ele me convidou para vir dar um curso, era mais aqui para trás, um curso de cinema independente. Eu lembro que o Valentinha ainda era neném e eu vim eh num dia de chuva, tal, e a gente se conheceu. Depois disso, a gente foi fazendo alguns cursos juntos e nós somos muito amigos, né? Então, além de trabalharmos juntos, a gente tem essa relação de afeto, né? Então, acho que mais do que um realizador, mais do que um parceiro, ele é um parceiro de jornada, um semeador de ideias, de encontros e de afetos. Sua presença no audiovisual é viva e pulsante, deixando marcas profundas, não apenas nas obras que ajuda a construir, mas sobretudo nas pessoas que têm a oportunidade de compartilhar com ele esse caminho. E eu sou uma delas e todos da amostra também. Então, nós agradecemos. Eh, na celebração de 15 anos da Mostra, quando reafirmamos o cinema como linguagem viva e transformadora, é impossível não reconhecer no Daniel alguém que acredita no poder dessa arte para mover consciências e criar novas realidades. Estivemos juntos aí em várias comunidades viajando, fazendo projetos e eu vejo a relação que esse cara tem com as crianças e é realmente uma coisa sensacional de acompanhar. Que esse momento seja também de agradecimento. Obrigada, Daniel, por tudo que você tem nos dado e pelo tanto que nos seguimos inspirando. Boa tarde. [Música] [Aplausos] Com a palavra a vereadora Paola Miguel para suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. Eh, gente, eu quero dizer que essa é uma das solas que eu fiquei mais nervosa e ansiosa para acontecer, né? Porque essa homenagem, né, que é um pouquinho do que a gente pode fazer pelo Daniel, eh, para mim ela me toca muito por ser um homem negro na cidade de Campinas, que foi a última cidade do Ocidente, libertar o povo negro escravizado. E é justamente ele que tem a possibilidade de trazer um dos maiores prêmios do cinema paraa nossa cidade dentro desse espaço que é amostra curta, que traz o cinema, que pulsa o cinema e que traz a possibilidade da gente viver o cinema e muitas pessoas terem contato com o cinema. Então, quero dizer que conte com o nosso mandato paraas próximas edições, pra gente também pensar projetos para que a gente possa cada vez mais fazer com que essa cultura do audiovisual seja acessível. Acho que Daniel, eh, você é uma pessoa que conseguiu, né, nesse tempo reunir aqui artistas, atrizes, atores, familiares, amigos, entre o espetáculo espectador, né, entre as memórias, as raízes, a ancestralidade e os frutos, conseguiu com que a gente tivesse um momento de reflexão e pensar que é possível, né? Acho que a história que a Stephanie traz do novelo de ficar ali pensando, eu vou ser ator, hoje você é um grande ator, você é reconhecido, você faz com que a cidade de Campinas seja vista, lembrada e principalmente que ela fique eternizada, né? Para mim, eh, dona Elsa, é um uma um marco pro nosso pro nosso espaço, porque lembra tudo que a gente é, tudo que a cidade de Campinas é e mais do que isso, tudo que a gente pode ser. Então, para mim é uma grande honra, né? Vou vou repetir, até sendo repetitiva, tá aqui nesse momento com nesse espaço, nesse território, né? acompanha a mostra curta, já faz algumas edições e saber que isso é apenas o início de uma caminhada muito vitoriosa, muito gloriosa entre palcos, telas que passa pelas crianças, como muitos trouxeram, e que a gente também pode sempre contar com você nessa luta e nessa resistência para que a cultura popular chegue a todas as pessoas, independente do local onde ela mora, da classe social, da onde ela vem. Então, Daniel, nosso cidadão campineiro, né, que a gente consiga cada vez mais transformar a cidade de Campinas através da arte e que a gente possa contar com você para isso. Então, com isso, eu declaro, Daniel falou que tem uma surpresa ainda. É, você quer fazer antes de Vamos, vamos pode ser, pode ser direto. Ah, sim. Eh, o tambor ele é nosso ancestral. E aí eu queria trazer um uma música bem curta do Messi Lumba pra gente saudar, que também teve nesse espaço e representa muito. Eh, e aí quem souber acompanhe também. Toquem tambores para anunciar graças e louvores a todas as Áfricas. Quem sabe vamos cantar. Toquem tambores para anunciar graças e louvores a todas as Áfricas. Vocês estão muito na solenidade, ó. Vai. Toquem tambores [Aplausos] para anunciar. Graças e louvores a todas as Áfricas. Dire. E com isso eu declaro encerrada a presente reunião solene. Muitíssimo obrigada. [Aplausos] [Música] TV Câmara, Campinas.
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