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[Música] TV Câmara, Campinas. Bom dia a todos. Eh, bom dia a pessoas que nos assistem pela TV Câmara. Bom dia a todos que assistem nós eh por meio de online. Eh, gostaria de falar aqui a Comissão dos Idosos Aposentados e Pensionistas, pauta dos trabalhos da quinta reunião ordinária da Comissão dos Idosos, Aposentados e Pensionistas, a ser realizada no dia 27 de junho de 2025, sexta-feira, começando às 10:15 no plenário José Maria Matozinho da Câmara Municipal de Campinas. A reunião terá como pauta Júnior Violeta, conscientização da violência contra a pessoa idosa. Campinas 23, presidente da comissão de idosos. Vamos lá. Bom, como todos já sabem, né, junho é um mês aí eh violeta, né, que foi criada em 2011 pela Organização das Nações Unidas para conscientizar sobre a violência contra a pessoa idosa e promover a proteção de seus direitos. Celebramos em 15 de junho o dia mundial da conscientização da violência contra a pessoa idosa. Segundo o censo de 2022 do IBGE, a população idosa de Campinas, com 60 anos ou mais representa 18,4% da população total de Campinas. Em detalhes, essa população é composta por 88.027 27 homens e 121 e 240 mulheres. Essa reunião da comissão hoje será um debate com convidados especialistas para esclarecer muitas dúvidas nossas e da população em geral. Hoje nós temos aqui como convidada Carla, presidente do Conselho Municipal dos Idosos. Seja muito bem-vinda. Obada. Do nosso lado aqui direito temos o Dr. Leandro também que sempre tá participando junto com a gente dessa comissão que é muito importante. Muito obrigado pela presença, Dr. Leandro. Agradeço mais uma vez, vereador. Bom, quando a gente fala eh de idosos, eu acho que a gente tem que ter um carinho muito grande e especial, porque eu acho que todos nós um dia vamos chegar, eu quero chegar também aos 100 anos, então é muito importante, né? E a gente sabe hoje com a globalização as dificuldades que nós temos hoje de enfrentamento, né, de enfrentar essa realidade com os idosos, né, essa dificuldade que eles têm, eh, a própria confiança, né, eh, que a maioria hoje, como é maioria tudo online, então não existe essa confiança assim, eh, até nos próprios filhos, né, tem essa diferença. Até os carinhos dos próprios filhos. a gente fala assim que eh como a gente foi criado antes, né? A gente tinha uma diferença que a gente não pode culpar também os jovens de hoje pela globalização eh de como tá tudo hoje. Mas, por exemplo, na nossa idade, quando a gente era jovem, começaram a trabalhar muito cedo e a gente tinha a função de ajudar os pais. Então, acho que você trabalhava, você vinha e ajudava os pais no que era necessidade de um aluguel, de uma da comida, de tudo em cima. Então eu acho que hoje, como a a globização hoje vem mudando muito, então existe as dificuldades para as pessoas aposentadas, as pessoas quando chegam uma certa idade, às vezes até de comunicação com os próprios filhos, né, em casa, que eu acho que é uma dificuldade muito grande hoje de você superar isso hoje, porque hoje nós temos o quê? Hoje nós temos os celulares, né, que hoje faz com que as crianças de hoje, os jovens de hoje entram muito em depressão, eh, devido à forma como você explica, porque o celular é igual um papel, né, doutora, né, doutor? ele aceita tudo. Então, hoje, eh, você tem uma dificuldade de criar um filho seu jovem hoje, porque existe comparações. Quando a gente fala comparação, é você pegar, você compara um filho com o outro, então e você acha que você não tem condições de fazer aquilo pro seu filho, o seu filho estressa e você acaba estressando também. Então, as dificuldades é muito grande. Eh, a gente tem que só um minutinho. Diego é é do conselho coordenador. E aí, Diego? Beleza? Seja bem-vindo aí, tá? Valeu, um abraço. Então, a gente tem uma dificuldade muito grande hoje. Eh, eu tenho três filhas, né? Tem até uma neta, a gente vê como que hoje eu, graças a Deus, eu não posso reclamar assim porque ainda peguei uma fase que ainda que foi mais fácil de de educá-las tudo. Então a gente às vezes culpa as pessoas de idade, as pessoas hoje que às vezes fala assim que eu sempre tenho o senhor naquela opinião, os filhos são importantes demais, porque se você tem três ou quatro filhos, pelo menos um, vamos torcer que cuida da gente, que isso faz parte do processo, né? que às vezes pode mudar, morar longe, eh as dificuldades do dia a dia. Então eu gostaria aqui de iniciar, eu vou começar aqui com a Dra. Carla, que é a presidente do Conselho Municipal de Idoso. Muito obrigado pela presença. Você pode dar as considerações. Obrigada. Cumprimento a todos na mesa. Obrigada vereador pelo convite. É muito importante nesse mês o conselho da presente. Nós temos feito muito em conjunto com a Coordenadoria de Políticas Públicas para Pessoa Idosa várias ações de divulgação dos direitos da pessoa idosa, mas é um mês muito importante, é um mês que nós estamos até renomeando. Ele não é apenas um mês de conscientização à violência contra a pessoa idosa, mas também de combate. os números vem mostrado um grande aumento dessa violência contra a pessoa idosa. Logicamente que a população idosa vem aumentando. Campinas é uma cidade longevoa, é uma cidade que nós temos uma maior qualidade de vida e isso vem demonstrando nos números, mas isso também traz pra gente uma grande um grande desafio. O desafio que nós falamos do respeito, o respeito à pessoa idosa, né? Eh, nós temos uma cultura social de que o velho nós jogamos fora, o velho nós destruímos, né? Então isso faz com que a população olhe paraa pessoa idosa como alguém mais que não mais seja útil para a sociedade e ao contrário, ela tem muita utilidade, né? É o que a gente fala em muitas palestras. A pessoa idosa tem muito o que nos passar. Eu apesar dos meus 40 anos, eu brinco que eu não tenho nada de eh destreza manual. Então não sei nem pregar um um botão, passar a linha na agulha para mim é uma coisa de louco. E a pessoa idosa, ela tem não só essa destreza, mas a paciência até de nos ensinar a fazer isso. Então eu falo assim, eu tenho certeza que um dia eu ainda consigo aprender, que eu vou aprender com certeza com com a com essas pessoas, né? Então, eu acho que é importante quando a gente fala eh de combate é isso, é passar a educação, é passar o conhecimento e passar os direitos da pessoa idosa, porque toda essa violência são violações, são crimes também previsto no estatuto. Vereador, tá bom? Vereador Eico, obrigado pela presença aí mais uma vez, né? Juntos, né? Novamente aí juntos sempre, Marrão. Juntos. Eu acho que o senhor tem quase a mesma idade, né? Eu acho, né? E de quem? Eu sou mais velho aqui. Por isso, por isso é importante essa comissão aqui. Muito importante. E o Diego, o senhor já conhece, né? Nós tivemos oportunidade, né, de ter participar juntos. A Carla, ela é presidente do Conselho Municipal de tá e o Dr. Leandro aqui também que participa sempre junto com a gente. Obrigado pela presença. Obrigado. Cumprimento também o Dr. o o vereador Luiz e Abico. É importante ver nesse junho todo mundo em prol dessa campanha mesmo. Gostaria de fazer uma pergunta. Gostaria de fazer uma pergunta aqui. Uma pergunta. Eh, foram entregues 43 instituição instituições do selo moradia legal. Qual é o caminho para as instituições conseguir esse selo tão importante? Vamos lá. O selo Morada Legal é um selo criado eh pela prefeitura, pela municipalidade, mas que fica dentro da coordenadoria do do Diego, né? eh a coordenadoria que eh dá esse selo, emite esse selo. Esse selo é uma grande é um um grande ganho pra população idosa. Por quê? Eh, ele diz que aquela instituição está devidamente regularizada dentro da Secretaria de Urbanismo, dentro da Secretaria de Saúde pela devisa, pelo departamento de vigilância e dentro do Conselho Municipal do Idoso. O Conselho Municipal do Idoso também é um órgão fiscalizador das instituições de longa permanência. Nós aqui em Campinas nós tínhamos um problema, eh, vereador de que as instituição, as instituições não procuravam conselho para estar devidamente inscritas e hoje não. Com a criação do selo, eh, o Diego tem feito um grande trabalho e isso tem demonstrado dentro dos números do Conselho Municipal, das entidades já inscritas dentro do conselho, que as entidades elas vêm procurando sim a regularização. E isso é muito importante porque as famílias agora quando a gente fecha uma instituição de longa permanência antigamente nós ouvíamos: "Ah, mas é isso, é uma questão burocrática, o que tá faltando é documentação". e não quando a vigilância ela verifica violações graves referente à saúde e o conselho também verifica violações graves aos direitos porque dentro do estatuto, vereador, no a partir do artigo 48 até o 56, o estatuto disciplina tudo que uma instituição de longa permanência para pessoa idosa precisa ter, tanto particular como eh governamental ou não governamental, que a gente fal fala, né? E e isso é importante porque o conselho tá ali para que resguarde aqueles direitos daquela pessoa, né? Então aí não era apenas burocrático, haviam violações. Então hoje com esse selo, as famílias também sabem quais são as instituições que estão devidamente regularizadas, porque muitas vezes elas não têm noção da documentação que essas instituições precisam ter. Então é importante para que a população saiba que existe esse selo e procure uma instituição, se lógico seus idosos precisarem de cuidados e precisarem ir para uma instituição dessa que procure a instituição que tá devidamente com selo. Maravilha. Viicos, o senhor quiser fazer umas consideração aí, alguma pergunta também, tá? Fica à vontade aí. Vereador Marrom, eu tô eh ouvindo primeiramente eh aqui todos vocês, depois eu faço as perguntas no final. Obrigado. Maravilha. Então gostaria agora que o Diego se apresentasse aí, Diego, e a importância do seu trabalho na coordenadoria. Olá, bom dia a todos. Quero Olá, bom dia a todos. Eu quero aqui cumprimentar o Dr. Leandro, o vereador Marron, vereador Ibico e a nossa presidente do Conselho Municipal do Idoso, a Dra. Carla. Quero parabenizar o vereador Marrom aí pela iniciativa, vereador Iabico. É muito importante diálogos como esse aqui dentro dessa casa para que a gente possa levar mais e mais informações sobre esse tema tão importante que é a questão da da violência contra a pessoa idosa. Eh, eu sou o Diego, atualmente sou como coordenador de política ali pra pessoa idosa aqui do município de Campinas e lá nós temos essa responsabilidade de acompanhar as políticas já existentes dentro do município, de formular novas ações e de trabalhar ali de forma intersetorial para que nós possamos aí construir novas políticas públicas aqui dentro do nosso município. E nós estamos num momento muito importante, né, que é durante a campanha do Junho e Violeta, assim como já foi citado, que é um dos temas que nós vamos tratar aqui hoje. Porém, eh, o nosso desafio ele ele parte, ele vai além disso, né? Porque é muito importante diálogos como esses, assim como nós estamos tendo durante o mês de junho, que tem sido aí de forma intersetorial, com apoio do Conselho Municipal do Idoso, com apoio de diversas secretarias, juntos nós estamos realizando a maior campanha do Junho Violeta da História de Campinas. E isso se dá pelo eh pelo trabalho em conjunto que nós estamos realizando. Conselho tem sido um grande parceiro nessas nessas ações e é e algo muito importante que que é que vale ressaltar aqui é que essas a principal ferramenta que nós temos aí, muitas pessoas têm dito poxa, e o número dessas notificações que que estão aumentando, mas vale ressaltar também que conforme a gente recebe aí esses números que t se sim aumentados, nós também aumenta a nossa responsabilidade de intensificar mais ainda o nosso trabalho. Então, a campanha do Jun Violeta desse ano, ela atingiu todas as regiões da cidade, ela finaliza aqui agora dia 30 de junho. Até deixo aqui o convite aos vereadores, nós vamos ter um evento de de encerramento onde eh que vai ser agora no dia 30/06 a partir das 8 horas ali no centro de educação da centros de eventos da Secretaria de Educação. Então é importante a presença de do dos senhores lá. pra gente prestigiar esse momento do encerramento, onde nós vamos ter ali a participação de grupos da de pessoas idosas de toda as regiões da cidade. E eu conto muito com o apoio aqui desta casa também, vereador, para que a campanha finaliza dia 30. A campanha do junho violeta finaliza dia 30. Agora, a o nosso a nossa luta ali pelo combate desses tipos de violência, ela vai se estender durante todo o ano. Por isso que a gente conta aí com parcerias como nós temos com o conselho, como nós temos com diversas secretarias, porque nós entendemos que nós estamos falando de um tema tão tão importante, porque a pessoa idosa ela ela pode ocupar o lugar que ela quiser. o mesmo, a mesma pessoa idosa que é pode estar dentro ali da Secretaria de Saúde, fazendo uso ali do centro de saúde, dos hospitais, nós temos a contramão ali também da Secretaria de Esporte de de Idosos que estão desenvolv desenvolvendo ali algum tipo de aditividade dentro da Secretaria de Cultura. E durante essa campanha a gente tem observado muito isso. Nós fizemos aí ações junto com a Secretaria de Esporte, junto com a Secretaria de Saúde, levando as informações, porque nós acreditamos que com quanto mais informações a gente levar aí para essas pessoas, mais importante é, porque é uma forma de capacitar essas pessoas para que elas possam reconhecer quais são os tipos de violência, como que elas devem, aonde que elas devem buscar aí eh algum tipo de ajuda. Então isso é muito importante porque o primeiro passo para que tudo aconteça, para que chegue essa notificação lá dentro do conselho, para que o conselho possa ali tomar as providências cabíveis, é eh o reconhecimento ali do dos tipos de violência. E é esse trabalho que nós temos feito, levando as informações até essas pessoas em todas as regiões da cidade. Ô Diego, gostaria de fazer uma pergunta para você também aqui, eh, referente assim, qual o canal para denúncias de maus tratos pelas instituições e aos próprios familiares? Bom, né, nós temos diversos mecanismos aí que essas pessoas podem eh fazer as denúncias. Uma pergunta muito comum também, o receio de muitas pessoas é a questão de será que minha denúncia vai é de fato anônima? E nós temos aí um canal muito importante que é o Disque 100 que funciona aí 24 horas por dia, todos os dias da semana. Então, as pessoas que que notar aí ou forem vítima de algum tipo de violência contra a pessoa idosa, elas podem disc fazer aí sua denúncia através do do discú chega chegue lá no nos órgãos competentes para que a gente possa tomar as providências cabíveis. E desculpa, vereador, além disso também as pessoas elas podem procurar ali o CRAS mais próximo, o centro de saúde para que eles possa fazer o referenciamento. Muito bem. Ô Dr. Leandro, eh eu gostaria que você fizesse as considerações do senhor aí, se apresentasse, né, para que pudesse fazer alguma pergunta também poderia fazer as perguntas paraa Carla e pro Diego. Perfeito. Primeiramente, bom dia a todos. Gostaria de cumprimentar a mesa na pessoa do vereador Marrom. Eu sou Dr. Leandro, componho as comissões da OAB, algumas comissões temáticas, inclusive a comissão da pessoa idosa. Eh, no meu caso, eu vejo mais a situação do idoso no âmbito particular, né, atuando em algumas causas próprias. E a gente também, através do setor público do gabinete do vereador Marrom tem feito alguns projetos de leis para tentar melhorar a vida dos idosos no município e tentar combater as violências sofridas por eles, inclusive o programa municipal de apoio e proteção ao idoso de forma integrando todos os órgãos e instituições. Isso. Tudo bem? Major tempo. Bem-vindo aí. Jorz, muito obrigado pela presença. Jarez é presidente presidente do do sindicato, né? Associação dos Idosos, Associação dos Idosos, Campinas. Muito obrigado pela presença. O senhor gostaria de se apresentar? Dr. Joarez. Alô. Bom dia a todos e a todas. Meu nome é Joarez Bispo Mateus, fui ex-presidente do Conselho Municipal do Idoso, sou atualmente membro do Conselho Municipal e atualmente sou presidente da Associação dos Idosos e do coletivo de aposentado. Quero aqui em nome dessas entidades agradecer o convite do vereador pra gente fazer essa reflexão nesse mês importante que se debate, se reflete com relação à violência do idoso. Então, desde já agradeço pelo convite e estamos junto aí para não só apresentar o diagnóstico, mas ver as ações que podemos construir junto. Eu que agradeço muito a presença do senhor. Acho que é importantíssimo, né, a gente participar desse debate aqui, dessa comissão, que eu acho que é muito importante, eh, para ter esse eh eh audiências públicas, né, eh, juntamente ao poder público, executivo, que a gente possa ajudar com projetos, né, tanto legislativo como executivo, que a gente possa levar até eles para que possa passar pela essa câmera aqui. Eu gostaria de fazer uma pergunta pro senhor, ô Joarez, eh, como os idosos podem chegar até o sindicato e os contatos? Olha, nós temos Associação dos Idosos, fica ali na ao lado do conselho na Ferreira Penteado 1331. O telefone, o telefone é 199968 5913. E nós temos aí esse coletivo que representa mais quatro instituições aí, é o departamento de aposentado do Sinergia, do STU e do sindicato dos metalúrgicos. Essas são as instituições que a gente está trabalhando coletivamente na cidade de Campinas. Muito obrigado, Dr. IABC. O senhor gostaria de fazer algumas perguntas? Vereador Morrão, agora devidamente instalado aqui na comissão do idoso, queria cumprimentar o senhor especialmente pela pela presidência desta comissão tão importante paraa cidade de Campinas. O outro dia nós estivemos juntos aí junto com o Diego num programa da TV Câmara, ponto de encontro, se não me engano, esse era o nome do programa. Durante uma hora nós debatemos previamente o assunto do idoso, especificamente sobre como fazer as denúncias de maus tratos. É muito importante aquela aquele esclarecimento pela TV Câmara. Eu tenho certeza que serviu de ajuda para muita gente aí que não sabe a quem recorrer quando depara com problema de violência contra o idoso. E nós demos ali vários canais de denúncia disque 100, por exemplo, né? ou até para a polícia, mas eu disse que sim, eu disse que 24 horas para fazer as denúncias para caso de violência contra idoso. Foi muito importante. Então é um prazer estar de novo aqui com o Diego, prazer estar aqui com o Dr. Leandro Juariz, velho batalhador de de há muito tempo já, o nosso amigo Joarez e a Dra. Carla, que gostaria de trazer pra senhora aqui alguns assuntos. Eu tava lendo o código da defesa do idoso, é uma uma lei já muito antiga, né? mas que tem tem algumas lacunas que a sociedade e o poder público tem que estar em cima para que não tenha um a permanência desse problema, dessas lacunas. Por exemplo, a implementação e fiscalização insuficientes, apesar das garantias estarem formalmente estabelecidas, muitas vezes há dificuldade de fiscalização efetiva na aplicação dessas medidas que prejudicam os direitos dos idosos na prática. Igual igual temos direito do consumidor, direito criança, adolescente, não foge, não foge a regra, né? Recursos limitados também, né? Nós temos a discriminação de e violência persistentes. A falta de educação e conscientização é o mais recorrente, eu acho, em todas as instâncias. Os desafios no acesso a serviços oferecidos. Muito aqui diz o seguinte: "Muitos idosos enfrentam dificuldades no acesso a serviço de saúde, transporte, habitação adequada, especialmente nas áreas rurais e periferias urbanas. Não, não, acho que isso não é diferente em Campinas, né? e dose situação de vulnerabilidade. O código muitas vezes não consegue abarcar todas as nuances da vulnerabilidade do idoso, porque eles podem precisar de cuidados especiais ou atenção diferenciada. Então o código tá aí bonitinho no papel, é muito bonito, mas na vida na prática, é um pouco eh diferente. Então eu gostaria que senhora comentasse essas vulnerabilidades, essas lacunas no Código de Defesa do do idoso, só pra gente trocar uma conversa aqui. O Estatuto da Pessoa Idosa, é o eu tava até conversando com o Dr. Leandro antes de nós iniciarmos, eh o papel acaba aceitando muita coisa e colocar a lei em prática, né? colocá-lo em prática cria muito desafios, né? Eh, o a violência contra a pessoa idosa, o conhecimento ou estatuto vem se mostrando inúmeros, né? Então, uma coisa que nós pelo conselho temos percebido, por exemplo, as denúncias pelo disque sem 100, eh, a grande, a sua grande maioria chega até o conselho. Então, em 2021, quando eu inicio, né, a minha caminhada dentro do Conselho Municipal do Idoso, o Conselho recebia em torno de 80 denúncias por ano contra de violação contra os direitos da pessoa idosa. Hoje nós estamos recebendo em média de 100 denúncias por mês de violação dos direitos da pessoa idosa. Então isso fez com que nós criássemos um GT, né, para que nós pudéssemos fazer os encaminhamentos. Nós verificamos sim a violência institucional dentro da saúde. Muitas vezes quando chega nós encaminhamos a secretaria de saúde para que as providências sejam tomadas, né? Eh, mas a o grande desafio que nós vemos é o respeito mesmo, né? Quando nós respeitamos a pessoa, né? Por isso que o estatuto em 2022 ele deixou de ser o estatuto do idoso, passou a ser o estatuto da pessoa idosa, né? Ele é uma pessoa, essa pessoa ele tem uma história de vida e nós temos que respeitar. E a essa história que vai deixar eh, como que eu posso dizer, marcas na hora da velice, se esse idoso vai ser mais vulnerável, se esse idoso vai ser ter capacidade, se esse idoso vai ter doenças. Então, tudo isso vai ser da história de vida, da caminhada dele ali, né? E aí é isso que a gente precisa fazer, é o respeito. E dentro desse respeito pegando os seus direitos e fazendo efetividade dele, né? Nós temos trabalhado muito com isso. O conselho tem apoiado em várias ações. Eh, uma das ações que o conselho lutou durante anos, o Juarez também eh faz parte dessa luta, é o centro dia da pessoa idosa dentro da dentro da assistência social. ele fica na média complexidade eh para para idosos em violações de direito, né? Então ele vai passa o dia, tem o o dia, a família é acompanhada para que esse idoso não necessite efetivamente de um abrigamento, né? Quando a gente fala em instituição de longa permanência, eh, dentro da assistência social, é para para pessoas idosas que tão em violações. As casas, a quando a gente fala em LPI particular, muitas vezes é porque a família ali naquele momento não consegue dar conta 100% do cuidado. Mas dentro da assistência social, nós temos que falar em idoso em vulnerabilidade social e idoso em violações de direito. Tirando as LPIs, quais as eh opções que a rede pública oferece para convivência do centro de convivência, o lar do idoso? Existe uma rede nesse sentido de Campinas? Sim, existe uma rede, sim. O conselho também tá para para soltar um edital para fortalecer mais ainda essa rede. Nós temos hoje dentro da da proteção básicas que a gente chama dos CCIs, né? Sim, sim, centro intergeracional, né? E convido, isso. Em que eles trabalham com acima de acima de 16 anos com ações, né? Até aí a gente fala até a idade que a pessoa quiser estar ali frequentando. Isso é dentro da básica. dentro da básica também, eh, a partir de agosto do ano passado foi criado o serviço do proteção do do cuidador em domicílio, proteção social, para que vai o a são 9 99 famílias que estão sendo atendidas por esse serviço. a a assistente social dos Cras, eles vão até a residência dessa pessoa, verifica os benefícios sociais estão chegando até ela, verifica se precisa fazer uma articulação em rede com a saúde. Existe um incremento na propagação desse serviço, uma ampliação desse serviço. São 99 cuidadores. Tem uma perspectiva, uma programação para aumentar esse número de cuidadores, pô. É, é, é, o projeto se iniciou agora, né, pela secretaria, se iniciou em 2000, agosto de 2024, mas eu acredito é interessante, né? Então, porque é uma tendência todo planeta, não só Campinas, mas Campinas é e o e o conselho vem também nessa tocada, no segundo, com certe com fé em Deus, agora no segundo semestre nós vamos estar soltando o edital. tem um edital previsto dentro do conselho, um edital que já vem correndo desde 2019, né, Jare? eh um edital de 3 milhões para que nós possamos eh incentivar as políticas públicas dentro do município. Eh, nós tivemos que fazer todo um trabalho de chamar as OSCs para chegarem perto do conselho, estar inscrita no conselho, porque o conselho queria soltar o dinheiro, porém eh nós temos que elas estarem inscritas, presentes junto ao conselho. Então, não adianta soltar um edital, o edital da deserto, é o mínimo da legalidade, né? é o mínimo. Então nós eh se tiver também alguma que tiver assistindo, queira estar indo até o conselho, o conselho pela resolução 27 tem que tá inscrita 2022 tem que tá inscrita toda toda a entidade que presta serviço essa pessoa idosa pelo estatuto e por essa resolução tem que estar escrito junto ao Conselho Municipal do Idoso. E se se não estiver nos procure, a gente orienta, a gente informa como que essa inscrição pode ser feita. E aí a gente fez esse primeiro trabalho de aproximação, né, pós pandemia. E aí agora já estamos hoje eh com várias inscrições dentro do conselho. Estamos terminando junto à secretaria eh de assistência e o departamento jurídico da prefeitura de fazer a última leitura desse edital para que nós possamos no segundo semestre estar publicando esse edital e que a gente possa cada vez mais fortalecer. Estamos também estudando para dentro uma mudança dentro do fundo do município, fundo municipal da pessoa idosa, para que a gente possa eh atrair mais empresas para que possam também estar investindo o seu imposto de renda dentro dessa política pública. OK? Depois eu depois eu continuo a pergunta, Marrom, se quiser. Não, não pode, pode continuar. Mais uma questão, uma coisa curada da dentre as, vamos dizer, as violências que os idosos sofre hoje, eh, nós comentamos naquele programa que que o Diego participou conosco, né, Diego? Mas a D. Carla, eh, existe aí a violência da exclusão, violência econômica, o o assédio, né, contra o idoso. Dessas, quais as as denúncias que mais chegam ao conselho? Que tipo de de violência assim que que é mais comum contra os idosos? Infelizmente é o que a gente fala, começa-se sempre com a violência psicológica que vem do preconceito, né, como a gente fala, o preconceito ao velho, que é aquilo não traz mais nada pra sociedade. Então, que eu posso tirar dele o que eu quiser e na hora que o idoso pega e fala assim: "Não, chega o, eu tenho um direito". Vai paraa violência física. Infelizmente é o que a gente acaba vendo de maior dentro do conselho. Violência econômica também. A violência econômica a gente sempre fala, é, começa na violência econômica, não? A gente fala que começa na violência psicológica junto com a violência econômica, né? Vai junta e aí acaba chegando na violência física. econômica. Indo nos detalhes mínimos, é, é o cartão que utiliza do idoso, o jovem, o neto ou filho utilizaquele cartão. É que a gente fala, é que a gente fala assim, sabe? A aquela famosa, deixa que eu vou te ajudar. Vou me dá o seu cartão, eu vou até ali no banco, pega a sua aposentadoria, você não precisa ir pegar o ônibus que tá cheio, eu vou lá tudo. E aí na hora que o idoso puxa, tem empréstimos que ele não foi feito, que ele não sabe quem fez, ele desconhece esses empréstimos. E essas denúncias chegam até vocês, chegam. E daí qual o a sequência disso? Então, pelo GT é assim, a gente tem um fluxo, né? a gente criou um fluxo, a denúncia chega, ele transforma num processo interno dentro do conselho, vai para esse GT, nós temos eh conselheiras que são psicólogas, assistentes sociais e a gente lê a denúncia e vê em qual o melhor serviço que ali atenderia essa pessoa idosa. Eh, o que a gente sempre pede pra população, é importante, é que tenham dados do idoso. suspeito é questão de polícia, não é conosco. O nosso papel é fortalecer aquela pessoa idosa, né, e orientar os direitos da pessoa idosa. Então, o que que a gente quer chegar até a pessoa idosa? Então, muitas vezes vem assim todos os dados do suspeito e não vem nenhum nome do idoso pra gente e fica difícil muitas vezes da gente localizar essa pessoa. Então, o que o que nós temos feito de grande você dá para quem tá nos assistindo? Sim, porque os dados assim que a gente sempre fala, todo mundo conhece um caso parecido, né? É, a gente sempre fala o nome do idoso, de preferência o nome completo, né? O endereço tá com maior número de referência desse endereço, porque a gente tem uma dificuldade muito grande de localizar endereço. quando fizer via disque 100 e vou algum nome de rua eh mais tradicional de Campinas, mas um pouco mais difícil de falar, de preferência eh dite, né, para o para o quem está ouvindo através do disque sem o nome, né, porque vê uns nomes assim que a gente fala assim: "Não, essa rua não existe". Aí a gente joga no Google: "Ah, é tal rua, porque o Google corrige a gente". E aí a gente vai tenta localizar e tenta localizar o idoso. Então a gente a gente faz quase praticamente uma investigação dentro desse jeito, localizando endereço, nome do idoso, nome do idoso e se tiver o telefone, porque algumas vezes, principalmente quando é violação eh financeira, tudo, a gente faz uma orientação e faz os encaminhamentos junto a pra Defensoria Pública, né, tanto do estado como da união também. Obrigado. Imagina, chegou o meu titular. Eu sou suplente do Roberto Alves, meu titular na mesa. Eu tô, mas eu tô aqui muito bem assistido pelo presidente, viu, vereador? Obrigado pela presença, vereador. Queria sentar aqui com nós aqui, faz favor. Ô, Marrão, por enquanto eu tô eu tô tranquilo. Depois continua os questionamentos. Só dar um pinho para esse aqui. Botar aqui atrapalh por favor. Presente. Bem, já chega atrapalando tudo. Como é que você tá? Beleza. Bom, obrigado mesmo. Boa tudo bem. Tá bem. Eu tô bem, graças a Deus. ligar para uma um arroz do do velho do Sant, por favor. Ainda bem que agora eu fiquei o mais novo aqui. Senhor gostaria de falar, falar alguma coisa pra gente aí. Eu já não sei se eu já conheço a Carl é presidente do Conselho Municipal dos Idosos, temos o Diego, que é coordenador e o Jarez é presidente também do sindicato dos Idosos também. Eu queria eh, vereador Marrom, cumprimentar Vossa Excelência, nosso vereador Ibico, nosso vice-líder aqui da Câmara, Dra. Carla, nossa companheira já de longas datas aí, o Diego, o Dr. Leandro, eh, e cumprimentar por essa audiência pública, dizendo que o idoso ele tem que ser reconhecido não só na cidade de Campinas, mas em todo o nosso país. Porque se o Brasil é o que é hoje, é porque o idoso ajudou a construir o nosso país. E às vezes eu vejo, doutora Carla, que o idoso ele parece que ele é meio deixado de lado, parece que ele é meio rejeitado. Eh, é muito importante que que o idoso seja reconhecido. Diz que aos 60 anos ele já é idoso. É isso. Então eu já tô já Então eu já passei cinco. Eu já eu já tô com 65. E a bica é o mais velho da turma aqui. A bica 77. Eu vejo assim, eu não eh eu tenho eu eu recebo eu recebo muitas eh reclamações e questionamentos de muitas pessoas idosas, porque se eu não me engano aqui em Campinas o idoso só pode ter gr ser gratuidade dele no ônibus a partir do 65. E eu queria pedir a Vossa Excelência, vereador Marrom, que a gente pudesse estudar um projeto para que pudesse ser 60 anos, porque tem muitas pessoas aí aos 60 anos, eles precisam do ônibus para ir no médico, precisa do ônibus, então e e às vezes eles não têm essa condição toda de pagar. Por isso que eu queria que puder essa casa pensasse junto com com vereador Marrom, vereador Eiabico e os e os outros vereadores dessa casa. para que a gente pudesse fazer um projeto ou se já tem o projeto para que diminuísse de 65 para 60, para que então os idosos pudessem a partir dos 60 anos já não ter mais que pagar os ônibus aqui na cidade de Campinas. Mas eu quero mais uma vez parabenizar e cumprimentar a todos os senhores e senhoras por essa audiência pública. Agradeço muito pelas palavras. Eu acho que por isso que é importante a gente ter esses debates, né, essas audiências aqui públicas, paraa gente possa com o poder público também junto a eles, eh, questionar a respeito dos 60 anos, que muito importante e a gente poder realizar também um projeto junto à comissão aqui para que nós possa realizar isso aí. Eu acho que é muito importante aí o que o senhor falou. Eu acho que a gente tem que trabalhar em cima disso. Por isso que a comissão ela é feita para isso. E nós estamos aqui para realmente trabalhar para que nós possa, eu fui não querendo cortar, eu estive um evento sexta-feira passado em São Paulo, num congresso em São Paulo, que eu vi eles falarem muito do voto, voto, voto do voto do voto e falando da juventude, dos jovens e e o palestrante por várias horas que ele estava palestrando e foi uma palestra muito boa, muito proveitosa, só que eu não ouvi ele falar e eu fiz um questionamento sobre isso. Falei assim: "Eu ouvi você falar da importância do jovem votar, eu vi importância disso. Você falou muito da juventude do adolescente, eh, mas você não falou do idoso. Será que o idoso não tá servindo mais nem para votar nesse país? Por o voto do idoso vale como voto de um jovem de 18 anos. é válido. E às vezes parece que a gente vê que o idoso ele é sempre colocado de lado, mas o que o jovem está colhendo hoje? Porque os o idoso atrás plantou. O que os jovens colhe hoje? Porque nós, você e a Bico, nós somos os três mais velhos aqui. Nós plantamos, nós plantamos e hoje eles estão colhendo. Então é muito importante que o o idoso sempre seja lembrado. Não ser lembrado em fila de hospital, ah não, não. Ser lembrado em todo o sentido da sociedade. É muito importante que o idoso seja lembrado. Parece que o idoso só é lembrado para ir paraa casa de repouso, só é lembrado quando é fila de hospital. Não, ele tem que ser lembrado em todos os lugares, até no cinema que tem idoso igual de um cineminha, de um baile. Eh, inclusive, eh, o Dr. Leandro tá aqui e a gente tá explanado também. Eu gostaria que ele falasse que a, eh, a experiência também que ele tem. E a gente estamos bolando também, ô e bico Roberto Res, a gente tá bolando também alguns projetos que a gente quer colocar na Câmara aqui. Eu gostaria também que você explicasse um pouquinho, ô Dr. Leandro, sobre isso aí, esses projetos, que passasse aqui pros vereadores também, para e pra comissão aqui, entendeu? do outros projetos que a já estava em andamento, mas nós não colocamos ainda, por isso que tá tendo essa comissão. É, nós temos em andamento, né, o programa municipal de apoio e proteção ao idoso, que é um projeto de lei municipal que nós estamos tentando estabelecer aqui, onde nós vamos unificar os órgãos, unificar o sistema de saúde, unificar a Guarda Municipal, unificar o o sindicato, unificar o todos os entes que protegem o idoso e que tenha trabalhado em prol deles de forma unificada no sistema só. Quando houver algum tipo de violência, algum tipo de dano ao idoso, o sistema vai estar integrado para de forma mais efetiva e mais rapidamente poder proteger esses idosos. Então, é uma iniciativa do gabinete do vereador Marrom tem se empenhado em trabalhar em prol disso. Nós já fizemos a elaboração do projeto de lei, eh, tá sendo conversado com as secretarias para poder ser colocado em plenário posteriormente. E o idoso, na verdade, e ele tem direito à vida, ele tem direito à saúde, alimentação, educação, cultura e, principalmente, ele é um cidadão que merece respeito, como o nobre vereador Roberto falou aqui na mesa agora a pouco. Infelizmente, nós temos um cenário, tanto acompanhado pelos entes públicos quanto na na esfera privada, que o idoso tem sofrido de vulnerabilidade, porque as pessoas que acabam usufruindo e abusando dele são pessoas próximas. A pessoa não tem mais o respeito, não tem mais lealdade e acha que simplesmente ele é descartável. Infelizmente, a pessoa idosa tem passado por isso com frequência, porque tem faltado humanidade, tem faltado transparência, tem faltado o respeito com o próximo, porque as pessoas esquecem que posteriormente ela pode estar naquele mesmo cenário de vulnerabilidade e hoje nós temos que lutar e proteger os idosos acima de tudo. Muito bem, ô Jores, você tem a palavra. Acho que primeiro a fala do vereador e agora a última fala também é muito pertinente. Nós temos um país que envelheceu. Nós temos hoje na cidade de Campinã 18% da população idosa. E essa câmara tem um papel importante, porque nós temos aí o SIS9, que ele faz um dia e tem uma um diagnóstico muito fantástico, acho que é uma experiência exitosa na cidade de Campinas, que é a com relação ao diagnóstico da violência na cidade, mas tem áreas que ela não pega. Eu acho que uma das ações que nós podemos fazer, eu sugiro nessa audiência, é tipo a Secretaria de Transporte não tá inclusa nisso e há muita violência. Na questão do transporte público, nós tivemos na cidade de Campinas 153 pessoas que morreram e uma parte dessas pessoas são idosas, seja no atropelamento, seja o desrespeito dentro do ônibus, onde tem aquelas vagas preferenciais, mas não são respeitadas. seja o motorista que, infelizmente, mal treinado e mal educado, não atende adequadamente o idoso. E tem outro ponto que é um debate muito e foi referência inclusive na nona conferência, é essa questão da gratuidade. Essa questão da gratuidade há mais de 20 anos tem sido debatido nessa Câmara, já teve até lei aprovada, depois vetada. E a o grande debate que fazia naquele momento era que quem vai pagar a conta, esse é o grande debate. Mas hoje nós temos uma realidade diferente na cidade de Campina e é isso que eu quero que inclusive essa comissão nos ajude nessa reflexão na linha que o nosso último vereador falou. Porque a cidade hoje quem paga a conta não é apenas quem paga a catraca, porque há 15 anos, 20 anos atrás, quem pagava conta do transporte público era usuário do transporte. Então, todos que passavam na catraca passava, pagava inclusive a gratuidade do estudante e do idoso até o 65 anos. Há uma contradição porque a nossa constituinte garante a gratuidade aos 65 anos. Vê, o estatuto regulamentou as políticas públicas a partir dos 60 anos e jogou a responsabilidade da gestão pública a garantir ou não a gratuidade no transporte. Tivemos experiência 15 dias a semana passada, a cidade de Valinho garantiu a gratuidade no transporte. Aqui, além de termos uma tarifa de aproximadamente R$ 6, nós temos um subsídio de R0 milhões deais. Então, a pergunta que nós fazemos para INDEC, e é importante que ela venha aqui talvez no momento para essa comissão dizer o seguinte, tá bom? Qual é a conta disso? O idoso de 60 a 64 anos, qual é o custo disso? Será que esse subsídio que nós já pagamos hoje não é suficiente? Se não for, vamos fazer o debate. Não dá. É para não atender essa demanda, porque essa demanda tem um impacto. É aquilo, porque o idoso quando passa de 60 anos, na verdade o a o passou de 50 anos, você não arruma mais emprego. 60 anos você fica muito vulnerável. Você não tem emprego, não tem renda. Eu tenho tido duas experiências. Eu tô na cozinha do São Marcos, são 460 marmita por dia. 1/3 desse pessoal, vereador, sou idoso. Eu estou na cozinha do Prodica, são aproximadamente 400 refeições por dia. Na quinta-feira 1/3 desse pessoal é idoso. Se eu for ali no centro, no no Bom Prato, a partir das 9 horas tem fila do idoso. Se eu for na rua de madrugada, se eu for na cidade, uma monte de idoso lá na na na rua. Então eu acho que a gente tem que ter um outro olhar para acolhimento disso. E isso não depende apenas da secretaria de assistência, tem que ser uma política de governo, tem que ter mais investimento para que a gente dê humanidade. É o que nós queremos. Nós somos cidadão. O a preocupação que nós tinha há 15, 20 anos atrás com a criança, que é importante ter o acompanhamento do pediatra. Hoje nós tem que rever a questão da saúde do ponto de vista ter geriata, ter psicólogo, ter uma delegacia do idoso na cidade de Campinas, porque a violência tem que ter um espaço onde o idoso possa tá tendo o diferencial, ter um abrigo do idoso, porque um grande problema que temos hoje é que a criança, o idoso que é violentado, diferente da mulher e da criança, que é importante, a criança é violentada, você retira daquele local de violência, ele vai para um abrigo e tem a proteção. A mulher violentada sai daquela daquele daquele local de violência e é e é acompanhado. Temos que ter um abrigo porque a maioria da violência acontece em casa. Então se ele faz uma denúncia, ele não tem como voltar. Então, a importância de ter abrigos para que você possa fazer isso. E a outra mais importante também tem uma lei ness na Câmara e é fazer com que ela faça comece a funcionar é nós repensar na no currículo escolar o a questão do envelhecimento, da violência. Nós temos que estar no currículo escolar o debate com relação a esse tema para preparar o para diminuir esse conflito que existe. Então o debate do envelhecimento tem que estar no currículo escolar. E aí a prefeitura, eu quero sugerir a nossa companheira Carla, que é a presidenta, nós podemos começar com nossas escolas municipais e depois cobrar do estado. Aí nós vamos fazer o enfrentamento e colocar o idoso no orçamento. Nós somos 18% da população. Se nós pegar o orçamento que tá previsto aí com certeza é 00 qualquer coisa. Só vamos fazer o enfrentamento da violência e implementar a política pública se o idoso estiver no orçamento. Alguém gostaria de fazer alguma pergunta, falar mais alguma coisa? Acredito que, como foi ponderado, tava até conversando com o vereador Roberto aqui no no momento, essa é a importância do programa municipal de apoio e proteção ao idoso, porque ele vai estar integrado e a gente vai ter um monitoramento mais próximo desse idoso para tentar eh combater e evitar essas violências que ocorram frequentemente. Por isso que é importante nesse momento a Câmara se unir em prol desses dois projetos para poder ver se a gente consegue de fato transformar o cenário atual, porque não é possível uma cidade como Campinas, com a qualidade de vida que nós temos, com um poder público efetivo, atuante, não deixar falhar e deixar de prestar assistência a esses idosos. Acredito que se nós não fizermos algo de forma urgente e imediata, pode ser que a longo prazo o cenário pros idosos acabe piorando com o tempo. Obrigado, Leandro. Eh, Jor, respeitante o que você falou, acho que de muita importância aí, realmente, eh, justamente por isso que nós fizemos essa comissão, é para que nós debatemos aqui a importância de ser e o que a necessidade. Aí nós vamos fazer o quê? convidar o presidente da INDEC, o secretário da INDEC para que venha aqui, que nós possa fazer as perguntas e o que nós podemos realmente passar para eles que o Robert falou, porque eu acho que é uma necessidade muito grande quando você chega aos 60 anos eh e e pelo que você vem entendendo a forma que vem vindo daqui uns dias 70, porque eles não, eu eu já tiro assim pela a dificuldade que você tem até para você ter um convênio hoje pro idoso, a forma de pagamento, o quanto ele custa. Então, quer dizer, você trabalhou a vida inteira, você dedicou, criou a sua família trabalhando ardemente. Aí você chega na sua velice, porque não são todos que se prepararam, né? Nesse meio do caminho aí, muitas pessoas, muitas pessoas que que eu conheci, vários empresários que chegou nessa idade do 60, 65 e perdeu tudo. Entra em depressão, família que abandona. Às vezes, às vezes, tá, a gente não pode generalizar, às vezes a própria esposa abandona. Por quê? que cada um tem um diferencial, cada um se preparou de uma forma de aposentadoria. Tem pessoas que são mais audiciosas, tem pessoas que que vê que são pessoas que batalham para conseguir, aí chega na sua idade, ele realmente ele perdeu tudo. Então, essas dificuldades que tem hoje, que você vê aí, eh, pessoas eh se matando, pessoas em depressão, aí a família não consegue entender ele. E você também passa a não entender, porque a justificativa, como que eu ajudei, hoje ninguém quer ajudar. Então o o diferencial hoje que eu falo é que nem eu ensino muito para minhas filhas, né? Eu acho que tudo que você faz aqui um dia a vida vai te cobrar. Então eu acho que tudo eu falo assim que a vida nossa é uma roda gigante. Hoje você pode estar aqui embaixo, amanhã está lá em cima, depois você vai voltar no mesmo lugar. Então eu acho a importância hoje dessa comissão da gente fazer esses trabalhos, esses dois projetos que a gente tem em mãos aí pra gente dar entrada, eu acho vai ser muito importante essa comissão e o debate aqui, tá, cara? Joarez. vai ser muito importante e o que vocês também tragam eh projetos que a gente possa passar pela pela Câmara para que a gente possa trabalhar em cima disso, que a gente possa mostrar que essa comissão realmente tá aqui à disposição de vocês, tá? O que vocês falar assim, precisamos de trazer secretários, presidentes, vamos trazer. Eu acho que é importantíssimo esses debates aqui dentro da Câmara do Legislativo, porque a gente tem que estar próximo do executivo, porque tudo tem um alinhamento. Às vezes você tem certos projetos que não passam. Então eu acho que a importância de ter vocês aqui para que possa transmitir isso pra gente, para que a gente possa criar essas leis e nós chegar lá e batalhar para que possa ser solucionadas e acho que vai ser de grande importância. Eu acho grande importância que Joariz falou ali é o trabalho do sindicato para que as pessoas também Joarez possam procurar vocês, tá? Aí depois de vocês também você pode explanar também qual é importante sindicato para as pessoas idosas, tá, Diego? Então eu gostaria assim eh de agradecer aqui muito o como tá sendo eh essa comissão tá sendo transmitir o IABIC, o Roberto Alves. São pessoas aqui muito importantes também, né? que a experiência que vocês carregam, a bagagem que vocês têm aqui dentro, os exativos, o que eu aprendi aqui dentro, eh, tô indo pro segundo mandato, mas eu acho importantíssimo. Por exemplo, eu conheci a bicicto Alves, mais assim de falar, mas nunca tive esse esse convívio e hoje eu tenho a experiência que eles passam pra gente aqui nos debates, nas reuniões da Câmara e eu acho que a gente tem que aprender. Então, quando Roberto fala assim, a importância de quando você chega à sua idade, a importância você passou para as pessoas mais jovem, então Roberto, e isso tem sentido que às vezes você vai em reuniões aí da juventude, eles realmente esquecem às vezes até de falar do próprio pai, do próprio ensinamento, eh das dificuldades hoje que você tem de transmitir os valores que também a gente trabalhou a vida inteira que possam passar para eles. Porque não é só a globalização, né, amigo? Eu acho que também tem que essa parte que eu acho que tá faltando, esse afeto, esse afeto, né? É esse aconchego do dos pais com os filhos e os filhos com os pais. Com certeza. Eu vejo que o idoso, que as pessoas eh eles têm que ter dignidade. Todos nós. Eu falo, eu estou eu falo por eles porque eu também já estou com 65 anos, bico 66. Nós podemos falar pelo pela classe dos idosos. Eu me lembro que meu pai vai fazer 5 anos que ele faleceu. Eh, eu sempre pedia a bênção para ele com 60 anos de idade. Todas as vezes que eu cheguei perto dele ou da minha mãe, eu sempre fui, eu pedi a bção. Hoje a gente não se vê mais isso. A gente já não se vê hoje mais isso acontecer. Mas nós temos que entender que o idoso ele tem que ter, ele tem que ser respeitado no nosso país e merece, como se diz, todas as honras, porque se se hoje nós temos grandes advogados, grandes médicos, doutores, aí pode ter certeza que tem a mão de um idoso que ajudou ele chegar onde ele chegou. ou ou é o pai, ou é a mãe, ou é um amigo, mas alguém, um idoso, chegou e eh fez ele chegar aonde ele chegou. Então eu quero mais uma vez parabenizar, agradecer pelo convite e dizer que nós estamos juntos e é muito importante, vereador Marrom, que chame assistente social, que chame eh representantes da INDEC, representantes da área da saúde, vários representantes aqui e principalmente que chame os idosos para que eles possam vir participar e dar as suas opiniões. Gente, falar aqui é uma coisa, mas quando você ouve o idoso que vem aqui e tem a oportunidade dele expor as necessidade deles, vai ajudar e muito. Por isso, eu quero mais uma vez eh parabenizar por essa atitude e conte comigo o que eu puder ajudar. Estamos junto. Muito obrigado. O senhor tocou num assunto aqui que é muito importante mesmo. Eu tenho três filhas e as três filhas também tem hoje da bção para mim. Então acho isso é muito importante também, né? Mas a gente vê que as dificuldades eh também são grandes até para isso, né? Então a tá aberto. Gostaria Diego que você falasse mais alguma coisa, Diego. E tem só uma pergunta que, por exemplo, eu sei que você tem vários trabalhos, mas as informações, né, são só vinhas online, vocês têm essa parte de cartaz nos espaços públicos e vocês podem fazer esse trabalho, principalmente sem posto de saúde e nesses órgãos públicos para para que possa eh que eles possam fazer denúncia, para que eles possam estar eh interagir com vocês também. Tá, vereador. Quero aqui parabenizar o o vereador Roberto Alves também por pela fala ali que ele que ele citou, porque nós acreditamos muito que a política pública ali ela é construída através desse diálogo. Então, acredito que e eu tenho essa estou tendo essa experiência de forma viva ali. Tenho vivenciado muito isso, que é a forma de aprender com essas pessoas idosas. E aqui eu trago alguns alguns dados que eu tenho citado bastante. Eh, a coordenadoria hoje ela tem trabalhado de forma assim muito ampla com o diálogo. Eh, agora no primeiro semestre, agora no primeiro semestre nós já visitamos aí mais de 70 instituições de longa permanência. E não somente essas instituições de longa permanência. Nós temos visitados também diversos grupos aí da Secretaria de Saúde. Hoje nós temos quase 60 grupos eh espalhado por toda a cidade de Campinas de pessoas idosas que que vem ali através do centro de saúde. Então o que que nós temos feito? eh feita eh fazendo essa discussão aí junto com os coordenadores dessas unidades de saúde. Eh nós vamos fazer uma rodada agora muito importante no mês de julho em parceria com o conselho novamente. Nós vamos rodar todas as intersetoriais para que nós possamos não somente ir lá levar algum tipo de informação. Nós sabemos que isso também é muito importante e vamos fazer isso. Mas não apenas levar essas informações, mas também ouvir aquelas pessoas que atuam ali na ponta. ouvir aquelas pessoas que que desempenham ali algum tipo de serviço paraa pessoa idosa, seja na dentro das oscas, seja dentro desses grupos nos CRAS, nos CREAS, no centro de saúde, porque nós acreditamos que que quanto mais nós ouvimos essas pessoas idosas, principalmente, é através daí que vai nascer mais e mais políticas públicas que sejam de fato efetivas, porque essas políticas públicas não podem nascer somente ali de uma ideia do Diego ou de ideia de de alguien se e sim da vivência. Por isso que acredito que o respeito é o é a base de tudo. Por isso que eh respeito pessoas como Joarez que já tá nessa luta. Eu digamos que eu cheguei agora, né, Joarez? Mas Joarez já tem aí uma luta muito grande durante muito tempo. O vereador Roberto Alves, a todo a bancada aqui de vereadores, a Dra. Carla também que já tem uma atuação de muitos anos. Então, o trabalho da coordenadoria hoje tem sido através da escuta. Então, a entrega do do selo Morada Legal que foi citado aqui, foi uma conquista que veio através das escultas, tanto das instituições de longa permanência, tanto das pessoas que atuaram antes também no Conselho Municipal. Então, foi uma conquista assim muito ampla pro município, não somente para essas instituições, mas também ali pros familiares da das pessoas idosas no município de Campinas, que hoje quando quiserem, quando precisarem colocar ali um ente querido, um familiar em alguma instituição, ela vai poder entrar no site da prefeitura e vai ver todas as instituições que estão certificadas ali com esse selo, todas as instituições ali que optaram por caminhar de forma correta ali, obedecendo todo tudo aquilo que diz ali o estatuto, tudo aquilo que que a dentro do município que é exigido, todas as normas legais ali. Então, acredito que essa é a base de tudo, que é o diálogo, é saber ouvir essas pessoas que tanto construíram, não apenas construíram, mas continuam construindo muitas coisas aqui dentro do nosso município. Então, agradeço novamente pelo espaço e espero ter mais momentos eh como esse, que acredito que é de grande valia, que a gente traga aí outros representantes também do poder público, da sociedade civil e principalmente que a gente traga também, a gente pense junto. Coordenadoria está completamente aí aberta para ouvir aí tanto a população, tanto eh e a gente conta muito com o apoio dessa casa. Eh, vou deixar para pra Dra. a Carla fazer aí depois o convite, mas é importante também ter representantes dentro do Conselho Municipal para que que essas pessoas possam trazer essas demandas aqui para pra Câmara e para que a gente fique por dentro também de tudo que acontece aqui dentro. Então, acredito que é um, eu não vou falar que é o primeiro momento porque nós já estivemos juntos, né? Mas eu acredito que é o início aí de uma grande parceria, porque nós esperamos de fato contar com essa casa, assim como nós já vem contando aí, porque assim como eu disse, a falando ainda sobre essa campanha, campanha finaliza dia 30, agora na segunda-feira às 23:59, mas o nosso trabalho, o nosso compromisso, a nossa responsabilidade de levar informação, de lutar aí pelo combate da violência contra a pessoa idosa, ela não, ela é algo diário que antes fosse se a violência contra a pessoa idosa acabasse agora durante o mês de junho, né, Jariz? Seria ótimo se finalizasse agora. Mas nós sabemos que nós temos aí um trabalho muito árduo pela frente, que eu acho que é o momento da gente dar as mãos aí, se juntar, seja poder executivo, seja a sociedade civil, não pode ser uma pauta somente de uma secretaria e sim de todos nós, até porque o slogan da campanha a gente já foi pensado aí em conjunto, que é envelhecer é uma conquista e torná-la digna é dever de todos. Então, quando digo todos, é o poder executivo, é o poder legislativo, é a secretaria de assistência, é a secretaria de transporte, é a secretaria de saúde, de esporte e as instituições de longa permanência, é um dever de todos. Então, agradeço pelo espaço e eh estou muito feliz de estar aqui. A gente fica à disposição aí para continuar construindo muitas políticas públicas voltado para a pessoa idosa. Não, muito bem, Diego, que você acabou de falar aí. Eu acho que uma importância muito grande eh at conversando até que abo, né, abícula? A importância assim de você primeiro é os debates, né? Sim. Entre a gente para saber e para entender, né, o trabalho de vocês, para que a gente possa a seguir o caminho e trazer realmente e aí fazer o convite também, né, paraas entidades vir aqui participar, porque é sempre quando eu fui presidente pessoa com deficiência, comissão, eh, eu sempre gostei assim de ter um debate, por exemplo, vamos bater, vamos debater o transporte. Então a gente traz só o transporte e e vem as entidades trazer pessoas que venham aqui, que nem o Roberto falou aqui, que transmita para eles, não só a gente aqui que e que tem esse esse calor humano junto aqui com eles para eles sentir que realmente é dificuldade. Então, eh, eu peço a vocês aí, vocês podem trazer os debates, pode passar que todo mês nós tem uma comissão em aberta, temos um dia, tá? São 2 horas. hoje, eh, não tá sendo ao vivo porque tá tendo outra comissão ao vivo, mas geralmente é ao vivo pela TV Câmara, mas eu acho que é de tamanha importância trazer vocês aqui e que daqui para frente a gente possa trazer essas entidades e trazer os secretários também e os presidentes que possa a gente estar junto aqui e fazer esses debates, essas audiências porque acho que é muito importante, tá? Agradeço o vereador pelo espaço, vereador Ibico, o vereador Roberto Alves que estava aqui conosco. As falas são muito importantes e pro Conselho Municipal do Idoso é muito importante esse esse espaço. Nós realizamos no último mês de abril a nona conferência municipal eh dos direitos da pessoa idosa. Foi foi um sucesso, né, Joarez? a gente teve que abrir mais vagas, vereador, para você ver como a política pública ela tá a a pessoa idosa, ela tá interessado em lutar pelos seus direitos. Então, é importante a gente colocar isso. O relatório tá sendo finalizado e que nós gostaríamos também, a gente vai tá fazendo essa entrega tanto pro poder executivo, mas também aqui pro poder legislativo, né? E isso é uma amostra do que a população está querendo para o município de Campinas e que vende solicitações. E o Conselho tem feito várias lutas e lutado bastante eh paraa efetividade dos direitos dela, das pessoas idosas. Então, para quem não conhece, o conselho é um órgão eh paritário, formado pelo poder público, pela sociedade civil. Eu tô pelo presidente até dezembro, eh, pelo poder público, a partir de dezembro assume por um ano e meio a sociedade civil, mas a gente tem feito um trabalho, eh, conjunto há muitos anos para que nós possamos estar nesse estágio já dentro da política pública, dentro do município de Campinas. A, apesar de nós estarmos eh necessitando de mais políticas, a gente tem que reconhecer que o município de Campinas é um município vanguarda dentro das políticas públicas e tem sido muito referência em todo, não só no estado de São Paulo, mas em todo o país. Então, é, é uma luta para reconhecimento mesmo dessa população que vem crescente e que nós sociedade precisamos olhar para essa população. Por quê? Eh, não só porque nós vamos chegar, né, a ser idosos, eu espero, né, mas também eh de reconhecimento do que essa população já fez pelo nosso país. O que o o vereador Roberto Alves falou é muito importante. Quando você respeita a pessoa idosa, você reconhece que essa pessoa ela foi importante para essa sociedade e a gente tem que fazer esse reconhecimento. Então, coloco as portas abertas. A reunião do conselho vereador ocorre sempre a segunda segunda-feira do mês na casa do conselhos. Quem não conhece Campinas tem uma casa dos conselhos, fica ali na rua Ferreira penteado 13:31, do lado da Casa de Portugal. E a gente faz o convite sempre às 2 horas da tarde, na segunda segunda-feira do mês. Então, ou seja, no mês de julho. Agora, a reunião vai ser no dia 14 de julho. Então é só olhar a segunda segunda-feira do mês no calendário. Ali a gente sempre tá reunido e é importante a participação de toda a população das OSCS, mas também ter representantes dos do legislativo ali nos ouvindo e muitas vezes nos auxiliando para que nós consigamos que o debate e o respeito aos direitos da pessoa idosa ocorram. Tem mais alguma pergunta? Vereador, eh me concede só um minuto, por gentileza. Eh, eu gostaria de pedir licença à mesa que eu tenho que ir para São Paulo para uma reunião lá para tentar também trazer melhorias juntamente com o gabinete aqui pros idosos. Então, como tá um pouco de chuva, um pouco de trânsito, eu peço licença a todos. Então, eu agradeço a sua presença. Muito obrigado, Dr. Leandro. fazer a saudação. Vereador primeiro, realmente é agradecer, vereador. Eu acho que nós estávamos um mês muito positivo. A Carla já falou porque tivemos uma conferência depois da conferência esse mês, eu acho que nós conseguimos fazer várias vários debates, rodas de conversas, porque é isso, o idoso tem que ser o protagonista. E aí a coordenação, quero parabenizar o Diego, o a Carla, porque a gente tem trabalhado com esse objetivo e a importância disso. E aí a recomendação nós temos a e a mais importante, foi aprovada a lei que que agora o mês de julho é lei municipal, isso ajuda do ponto de vista de recurso, de estruturar e quem sabe no ano que vem. Mas no ano que vem nós não queremos fazer avaliação de retrocesso. Por isso essa conversa hoje e essa comissão que tá se propondo é dialogar, trazer indec a questão da habitação. Nós temos vários problemas do problema trazer o secretário de habitação, a questão do Procom, aquilo que o vereador Iabico falou, viico, porque dos grande violência acontece lá, vai lá no Procomo, eu passei por lá semana passada que também fui vítima de violência, tá? essa questão da previdência e é importante a gente ter esse diagnóstico. Então é importante o Procon falar para nós qual é a demanda que tem lá, quais os encaminhamentos que foi feito. Então eu acho que porque nós tem um diagnóstico que é muito positivo, que pega habitação, que pega saúde e assistência, mas nós não tem esse outra ponta que nós não temos. A ideia é ter esse diagnóstico para no mês de outubro, até outubro nós ter o diagnóstico e apontar ações efetivas. Uma das ações efetivas, vereador, que eu proponho é nós repensar a lei municipal do idoso do conselho, porque há uma mudança no Conselho Nacional de amplitude, da importância do empoderamento da mulher, de participação de outros segmentos que não estão hoje no conselho. Então é importante a gente rever a lei do conselho e essa é o momento, esse é o espaço adequado para fazer esse debate, trazendo o conselho, trazendo a sociedade civil, porque a partir disso a gente vai estruturar o conselho para fazer junto a sociedade civil e poder público o enfrentamento e a defesa da política pública e pensar em políticas integrada. Não pode jogar o problema do idoso ou da mulher ou da criança apenas no colo da secretaria de assistência. Nós tem que pensar que o problema da tem que fazer uma política de integrada junto com assistência, cultura, esporte, lazer, porque aí nós vamos ter um resultado diferenciado. Nós estamos enxugando o gelo e aí a partir do momento que a gente faz as políticas integrada, nós vamos ter possibilidade de ter sucesso na implementação das nossas políticas pública. Muito bem, Jor eh, vereador. Vamos lá. Vamos lá. Obrigado, vereador Marrom. Mais uma vez parabenizando Vossa Excelência pela presidência, uma ótima condução, excelente condução dessa comissão. O vereador Roberto Alves, um dos membros, aliás, ele é o titular, sou suplente, muito ativo esta comissão e aqui, como disse Jorêz, Dra. Carla, é o é o é o é o é o espaço ideal dentro da cidade de Campinas para esse tipo de debate, porque isso alcança toda população. Tem muita gente que está nos assistindo e está atento aos esclarecimentos que o conselho fornece nesse momento. E começando pela pelo exemplo do vereador Roberto Alves, que perdeu o pai recentemente, há 5 anos atrás, até até então ele pediu a benção pro pai e não foge também a regra, a minha família, meus novos irmãos com o meu pai. Eu fiz um vídeo agora recentemente visitando o SEGESP em São Paulo, onde meu pai ia até São Paulo todos os dias, 5 horas da tarde, carregava o caminão do tomate e vender tomate lá. durante 30 anos educou os nove filhos e todos e todas as vezes que ele saia de casa era bção pai. Os nove filhos nove nove filhos. E meu pai já se foi há quase 40 anos atrás, 30 e poucos anos atrás. E até hoje eu tenho a boa lembrança do do pai que não era idoso ainda. Hoje seria idoso e com certeza se ele tivesse vivo conosco, o tratamento, os cuidados seriam bem diferenciados das coisas que a gente vê por aí. Daí a importância do conselho estar ativo, porque não não se trata o idoso como se tratava antigamente, tá muito diferente. Eu recentemente, vereador Marron, numa agência bancária, que eu não vou citar o nome aqui, eu tava conversando com a minha gerente, um assunto e tem um biombo ali, você não você não vê quem tá do lado, mas a conversa jor era clara. Você percebe que o jovem fala pro idoso assim: "A senhora tem que assinar aqui". É só assinar. E a gerente não pode impedir porque a a senhora estava lúcida, tava consciente, mas com certeza já muito eh frágil, né? E tava fazendo um empréstimo ali grande em nome dela. Então tem essa essas situações que eh a justiça não pode impedir, quer dizer, é é da vontade daqueleidoso, mas muitas vezes é refém de uma situação. Daí a importância desse debate, né? de digo, paraa gente estar orientando a quem a quem está nos assistindos a fazer essas denúncias. O próprio Jor falou que talvez a denúncia maior hoje é econômica, começa com a psicológica, vira para econômica, depois vai vai para violência física, porque não serve nem para fazer a o abuso econômico. Então são coisas sérias, isso é recorrente. Campinas inteiro sofre com isso, país inteiro, um planeta inteiro. E somente para fortalecer aqui nós nem que aqui algum plano pra proteção maior do idoso, buscar aqui políticas públicas para educação e conscientização do da situação do idoso, fortalecimento da rede de apoio para o idoso, a capacitação profissional para as entidades, especialmente LPIs e a rede pública, não é? as políticas públicas e as leis. Jor falou para fortalecer as leis, rever as leis, isso é importante. É aqui o espaço, viu Jor? Podem trazer pra nossa comissão aqui que o presidente Marromteza Catará. E o fomento autonomia do idoso e apoio psicosocial. Quer dizer, são vários itens que dá para se fortalecer, melhorar, como você disse, Dra. da Carla Campinas é uma referência o país inteiro e continuará sendo referência pela dinâmica que é o Conselho Municipal de Idoso hoje, pela participação efetiva na sociedade e por vocês estarem aqui na Câmara esclarecendo a nossa população. Então quero agradecer a presença e participação de todos. Obrigado presidente Marrão, pela oportunidade. No vereador AB que agradeço. Eh, Jor, você tem a você quer finalizar agradecimento? Já finalizou, Diego. Tudo certo, doutora? Então, primeiramente, eu gostaria de agradecer a todos vocês, tá? Eu acho que é a importância de estar aqui e aprender com vocês a experiência, né? Eu acho que isso aí é muito importante pra gente para conduzir. E a importância que eu sempre falei pro Abico eh na primeira entrevista que nós tivemos com o Diego, eu fiquei muito feliz de ter participado com o nobre vereador Eabic, né, na naquela entrevista, né, e tá participando aqui agora. Até que eu falei, ó, se o senhor não vi amanhã, eu não vou conduzir não. Então acho muito importante isso aí. O Roberto veio aqui para preencher, né, para somar com a gente. Então agradecer Jorz mais uma vez. Muito obrigado, Diego. Tem alguém da da mesa? Tem alguém levantando a mão querendo falar aí. Meu nome é Modesto e sou auxiliar de enfermagem aposentado pela a Unicamp e tem 53 anos em que eu conheço essa casa. Quero parabenizar pelo trabalho dessa casa há todo esse tempo que eu conheço e me desculpe pedir a palavra porque é uma audiência pública, né, a respeito do transporte, foi falado aí, é o que mais precisava dentro desse contexto, porque na verdade é como já ouvi todo mundo falando, é um negócio vergonhoso, ó. Se for apresentar uma questão em forma de teatro, seria muito vergonhoso para nós em Campinas, porque vem uma pergunta assim, já me fizeram isso porque eu trabalho dentro do sistema de políticas públicas no TJE. Aí o que que acontece? A pergunta é essa. Pega um ônibus Campinas, vai lá em Recife e volta, não paga R$ 1. Se for o caso, ele exenta daquela taxinha de R,70 que desce lá na na no embarque. Aí pega um idoso, pega um aqui com 64 anos, faltando dois dias para para 65 para ir lá no Mário G. gente paga R$ 12 e se ele não tiver os R$ 12, ele termina não nem na consulta que vai. Senhores vereadores, me desculpe eu tá dando essa sugestão, mas se já tem uma lei de 1974, se não me engano, que a passagem de Campinas 60 anos é válida, não precisa mais trazer ninguém dende para provar uma lei dessa que já tem, porque eu já participei duas vezes aqui que o Juarez mesmo trouxe presidente, secretário, não sei de onde e não resolveu nada. E se a Dra. da Carla, não publicou um edital ou a a competência da Câmara Municipal publicar um edital dizendo que tem essa lei ou não emenda, não vai resolver nada. trazer novamente aqui o secretário ou mesmo a Débora que é responsável dessa dessa demanda da educação do trânsito e vai emendar novamente, vai marcar outra audiência, nós vamos chegar 2026, não vai ser resolvido. Muito obrigado. Então pede o vereador é de competência da do legislativo, pede uma emenda na lei. Não, se a lei de municipal acabou, se se exentou, ela sumiu no computador, pega a lei federal e faz uma emenda de lei e e publica a partir de hoje que foi tratada essa audiência pública a partir de segunda-feira, que dia 2, parece ou dia 1 ou o ou o idoso tem direito a passar de 60 anos. Só isso que eu tô sugerindo. Coloca o nome da lei. A lei municipal deve estar por aí ainda que até pouco tempo eu peguei no num gabinete, não sei qual o gabinete que eu peguei. E tem a lei federal e tem a lei estadual, 60 anos. A MTU anda na cidade aí, Hortolândia, Montó, eh, como é chama lá? Pedreira não paga um tução, tem a carteirinha. Então é um é um compromisso da Câmara Municipal nessa demanda da lei. E no dia 12 eu falei sobre essa parte aqui e nós vamos trabalhar com comissão de bairro em cima da de fazer valer a lei. Tá bom, vereador? Essa parte aí tá ótimo. Primeiramente, primeiramente, senor Mandesso, agradecer aí. Eh, eu eu tava até ficando eh na realidade o senhor não precisa nem pedir desculpa para nós. Eu acho que isso é muito válido. Nós estamos aqui, a casa é aberta para justamente para esses debates, né, que são muito importantes, que que o senhor trouxe pra gente. É uma informação às vezes, né, a preocupação nossa é justamente em cima disso, de nós fazer nossas, nossa comissão para ter pessoas igual aos senhor que sempre possa estar aqui para nos ajudar também a conduzir essa essa comissão. Então, a Dra. a Carla vai responder umas perguntas do senhor aí. Tá bom. Muito obrigado. Eh, Modesto, muito obrigada, né, primeiramente pela manifestação. Eh, efetivamente existiu essa lei na no município, está dentro do nosso diagnóstico. Campinas, eh, sempre na vanguarda, né, como a gente fala. Eh, em 82 já havia uma comissão de políticas públicas para pessoa idosa antes mesmo de existir o conselho, tá? Eh, e Campinas foi um dos primeiros municípios a instituir a gratuidade eh do ônibus com 60 anos de idade, mas infelizmente diante de algumas, né, eh consistências das legislações, a foi modificada essa lei e passou a 65 anos, conforme a Constituição Federal. A Constituição Federal, ela é de 88 e ela prevê a gratuidade a partir dos 65 anos, do mesmo jeito que ela prevê o benefício de prestação continuada. A gente como jurista acaba entendendo que naquele momento o legislador constituinte entendia que idoso teria que ter 65 anos. Porém, quando vem o legislador ordinário, eh, no ano de 2003, eu ia falar 2002, 2003 e vem o Estatuto da Pessoa Idosa, eh, se refaz o estudo sobre o envelhecimento no nosso país e se chega à conclusão que a pessoa idosa é a partir dos 60 anos, né? Hã, porém o quando se fala do artigo dos direitos ao transporte, a gratuidade do transporte, o estatuto ele coloca que a gratuidade, respeitando a Constituição Federal, é obrigatória a partir dos 65 anos, tá? Mas dos 60 aos 64 anos é facultado a ente federativo, ao ente estadual e ao ente municipal disciplinar dentro da sua competência, a gratuidade ou não. E após 2002, não houve nenhuma legislação dentro do do município de Campinas que alterasse essa legislação. Então hoje a gente vê um grande problema e principalmente para os idosos em vulnerabilidade social que eles acabam muitas vezes andando muitos quilômetros a pé para poder pegar os ônibus intermetropolitanos para poder fazer o transporte dentro do município. Então, principalmente os idosos do Campo Belo, muitas vezes eles descem até Santos do Mão para pegar o ônibus que vende em Indaiatuba, porque o ônibus que vende em Daiatuba é gratuito, mas o ônibus de dentro do município de Campinas não é gratuito. Então é uma coisa que o conselho vem levantando essa bandeira. Muito obrigado. Tem mais alguém? Alguma pergunta? Não, vereador, somente a questão do senhor Modesto que está nos visitando aqui. É uma honra estar aqui conosco e acatar aí a sugestão dele, propor encaminhamento na comissão a esse assunto, né, vereador Romer? É isso, presidente. Então, tá joia. Às 11:40 encerra a quinta reunião ordinária da Comissão dos Idosos, aposentados e pensionistas, que foi realizada no dia 27 de junho de 2025. sexta-feira no plenário José Maria Matozinho da Câmara Municipal de Campinas. Eu agradeço a todos os envolvidos. Meu muito obrigado. Um abraço. Valeu. Obrigado novamente. [Música] TV Câmara, Campinas.