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TV Câmara Campinas. Emília Rutkovski a está presente aqui na mesa. O José Hamilton também. Tudo bom, Ivan? O Luís Marx tá online aqui conosco. Eu vou ter que Fala Luiz, eu vou ter que sair às 10, tá? que eu tenho às 10:30 que levar minha gata no veterinário que ela tá toda Tá certo. Já você vai ser o primeiro a falar, Luiz. Tá bom. Tá bom. E estamos aguardando a Ana Ávila, que é do Cepagre e, enfim, deve est chegando. E a deputada Juliana Cardoso também que confirmou presença. Precisamos ver se ela tá a caminho, tá? Mas acho que é importante a gente começar no horário até pra gente poder ter a fala do professor Luís Marques. Eh, tava vindo para cá e Emília me cobrou no zap de gente fazer uma introdução que possa falar um pouquinho dos objetivos, né? a gente, esse processo da COP, ela ele é um processo eh eminentemente diplomático, né, assim, de trabalho dessas dos ministérios de relações exteriores. Eh, são várias negociações que vem se dando ao longo desses últimos anos, né, o acordo de Paris, que foi esse que inicialmente propôs essa eh diminuição, né, das das emissões de gases de efeito estufo. Acho que o Luiz deve falar um pouquinho mais sobre isso, mas eh a partir dali essas essas reuniões elas têm acontecido. A gente tem sentido muita frustração também, né? porque as a temperatura da Terra vem vem subindo rapidamente. enfim, tem todo esse debate eh mais específico sobre a questão climática e como ela se desdobra, né, em diversos pontos de contato com aquilo que a gente eh trabalha, né, ou as políticas públicas que são realizadas pelos municípios, pelos pelos estados, né, pelas entidades subnacionais e também, claro, pelas pelos países, pelos estados nacionais. A nossa tentativa aqui hoje é de provocar, né, essas essas pessoas que a gente chamou para falarem aqui um pouco conosco sobre como que eh as políticas municipais podem também ser importantes, né, o quanto essas políticas são importantes pra gente eh colaborar com os objetivos da COP, né, os objetivos que estão sendo discutidos, que vão ser discutidos eh com mais, né, nesse nesse momento, eh, em Belém, embora a gente saiba que isso vem sendo discutido e dialogado entre os países e sociedade civil, empresas, enfim, já há muitos anos. Então, para começar aqui, eu quero apenas chamar atenção pros eixos, né, pros seis eixos da COP. São cinco eixos verticais e um eixo, um grande eixo transversal para que a gente possa iniciar e depois finalizando aqui essa essa fala a respeito dos dos eixos, essa notícia a respeito dos eixos. Eu passo imediatamente pro professor Luís Marques. Então, o primeiro eixo é o eixo de transição nos setores de energia, indústria e transporte, cujos objetivos são os seguintes: triplicar renováveis e duplicar eficiência energética. O segundo, aceleração de tecnologias de zero e baixa emissões em setores de difícil descarbonização. O terceiro, assegurar o acesso universal à energia. O quarto, transição para o afastamento dos combustíveis fósseis de forma justa, ordenada e equitativa. Então esse é o eixo da transição, principalmente da transição energética, né? O segundo eixo é o eixo Gestão Sustentável de Florestas, Oceanos e Biodiversidade, cujos objetivos são os seguintes: investimentos para parar a e reverter o desmatamento e a degradação florestal, esforços para conservar, proteger e restaurar a natureza e ecossistemas com soluções para o clima, biodiversidade e desertificação e esforços para preservação e restauração de oceanos e ecossistemas costeiros. Então esse é o eixo da gestão sustentável de florestas, oceanos e biodiversidade. O terceiro eixo e tá relacionado agricultura e a segurança alimentar, né? transformação da agricultura e sistemas alimentares. Os três objetivos são os seguintes: recuperação de áreas degradadas e agricultura sustentável, sistemas alimentares mais resilientes, adaptados e sustentáveis, acesso equitativo à alimentação adequada e nutrição para todos. O quarto eixo é construção de resiliência em cidades, infraestrutura e água, cujos pontos são os seguintes: governança multinível, construções e edificações sustentáveis e resilientes, desenvolvimento urbano, mobilidade e infraestrutura resilientes, gestão da água e gestão de resíduos sólidos. se, né, dialoga diretamente com os vários temas que nós vamos tratar aqui hoje. O quinto eixo é promoção do desenvolvimento humano e social, cujos pontos são promoção de serviços de saúde resilientes, redução dos efeitos da mudança do clima na erradicação da fome e da pobreza, educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima, cultura, patrimônio cultural e ação climática. Eh, o que dá dimensão, acho esse eixo, né, de que a gente tá falando aqui de muito mais do que, né, o clima, né, entendido assim no no seu estrito senso, né, estamos falando de saúde, estamos falando de educação, de erradicação da pobreza, da cultura. E o trecho, o eixo transversal se chama catalisadores e aceleradores, incluindo financiamento, tecnologia e capacitação, ou seja, tudo aquilo que é importante e que atravessa esses cinco eixos anteriores, né? Os objetivos são os seguintes: eh, finanças climáticas e sustentáveis com integração sistemática do clima em investimentos e seguros, eh, financiamento para adaptação, compras governamentais, integrando o clima, harmonização de mercados de carbono e de padrões de contabilidade de carbono, clima e comércio, redução de gases eh não relacionados ao ao CO2, governança, capacidade do estado e fortalecimento institucional para ação climática, planejamento e preparação, inteligência artificial, infraestrutura pública digital e tecnologias digitais, inovação, empreendedorismo climático e micro e pequenas empresas, bioeconomia e biotecnologia e, por fim, integridade da informação em assuntos climáticos. Então, um pouco pra gente ter uma base, né, do da extensão do que tá sendo do que vai ser discutido em Belém na nessa próxima semana, a partir da próxima semana, e do que vem sendo também trabalhado nas outras COPS, né? Vou aqui, Luiz, agradecendo a tua disponibilidade, eh, e passo a palavra a você para que você possa, você acha que a gente podia compor a nossa mesa aqui, Emília? Vamos para a que a gente vai ter que ver aqui o Luís, né? a gente vê a fala do Luís e depois a gente vai paraa mesa. Luís, a palavra é sua. Muito obrigado. Obrigado, Wagner. Obrigado pelo convite. Boa, Bom dia a todas e todos. Eu vou então passar a compartilhamento da minha tela. Eh, aqui tá ela. Vamos. Vocês estão vendo já? Não. Tá bom. Eu vou eu vou só colocar em módulo de exposição. Eh, vamos lá. Vamos lá. Computadorzinho me ajuda. Isso. Tão vendo agora? Ainda tá passando. Tá. Então tá ótimo. Eu eu adoro o quando consigo compartilhar. Então, vamos lá. O Zoom é o Zoom é o mais fácil de todos. Então lá gente, eu vou fazer uma coisinha muito rápida para vocês, um pouco o Wagner falou em 20 minutos, então vamos lá nos nossos 20 minutos. Então eu vou falar sobre um pouquinho sobre as COPES e sobre a questão de como a questão do clima se manifesta, não só o clima, uma crise ambiental de forma geral nas grandes cidades, já que o tema era esse. Então, alguns números das últimas quatro COPS não 5350 lobistas da indústria de combustíveis fósseis infiltrados e devidamente credenciados pelos estados nacionais nas últimas quatro cópies, Glasgow, Charmel Shake no Egito, Dubai e Baku, representando 180 corporações estatais e privadas, produtoras diretas de combustíveis fósseis e 859 entidades ligadas, traders, fundações, indústrias de equipamentos, etc. combustíveis fósseis. Então, evidentemente, as COPS são eh foram tomadas de assalto pela indústria de combustíveis fósseis apenas em BACU. No ano passado havia 1773 lobistas das fósseis. Se fossem um país, eles compariam a quarta maior delegação dessa cópia. Apenas 90 das petroleiras ali presentes extraíram em 2024 mais de 33 bilhões, não milhões, bilhões de barris de petróleo equivalente e representam 63% dos projetos de expansão dessa extração. O maior número de lobistas nessas quatro COPS representavam petroleiros estatais, Emirados Árabes Unidos, Rússia e Azerbaijão. A Shell enviou nos quatro cops, a Shell enviou 37 lobistas, a British Petroleum 36, a Exo Mobile 32, a Chevron 30, a Petrobras ao menos 28 lobistas. Segundo o artigo que eu mostro aqui para vocês, eh, o link abaixo. Depois se eu vou mandar isso aqui pro Wagner, se alguém quiser interesse ou quem quem quiser me contactar. Nos últimos 5 anos, apenas as quatro oil majors tiveram um lucro combinado de 420 bilhões de dólares e receberam bilhões em subsídios estatais, subsídios diretos, fora os indiretos. Muito bem falar dos, portanto, qual é a a o meu ponto aqui? Meu ponto é mostrar que as COPS foram completamente sequestradas pela indústria de combustíveis fósseis e nós estamos tendo então um aumento das concentrações da atmosfera CO2 cada vez mais rápidos de 2024 para 2023. Em relação a 2023 houve um aumento de 3,5 partes por milhão, o que é alguma coisa completamente excepcional. Então nós estamos numa curva ascendente e em aceleração em relação às COPS, em relação à questão neoclimática. E eu lembro a vocês que a convenção quadro das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas tinha por definição no artigo dois, né, evitar uma interferência antrópica perigosa no sistema climático. Isso em 1992. E nós então na época tínhamos alguma coisa da ordem de 390 partes por milhão e hoje nós estamos falando em 424 partes por milhão. Tanto não houve nenhuma, absolutamente nenhuma incidência das COPES em relação a a a curva de acréscimo dos das eh concentrações atmosféricas CO2, que são a responsável o indicador mais mais direto e imediato eh na mensuração das eh do aumento da temperatura média global. Muito bem, fiquemos agora um minutinho. Agora, foquemos agora nas cidades, né? Então aqui eu mostro para vocês esse mapa, o mapa noturno, mostrando então a Megalopes ou o complexo metropolitano expandido que pega a região metropolitana de São Paulo, seja dos Campos, Judaí, Campinas, Piracicaba, Sorocaba e Santos, né? Esses 174 municípios, seis dos quais tem mais de 700.000 habitantes, compõe 33,7 milhões de pessoas. Isso em dados de 2020, eu não tenho os dados agora de 2022. 75% da população do estado de São Paulo está nessa região e isso significa 18% da população do Brasil. A densidade demográfica do estado de São Paulo e na Megalópole, a estado de São Paulo tem 183 habitantes por km qu. Isso em 2018, né? É maior do Brasil após o Rio de Janeiro. O estado do Rio de Janeiro tem 365, praticamente o dobro. Se vocês pegarem essa escala que está aqui à sua direita, vão ver que o estado de São Paulo é a terceira maior densidade demográfica da do mundo. Você estamos falando entre 150 e 300, nós estamos com 183, nãoé? E o Rio de Janeiro é a segunda maior do mundo. Muito bem. a porcentagem da população urbana na América Latina e no mundo. Veja como ela tá aumentando enormemente na América Latina ela está atingindo em 2016 ela tinha atingido já 80% da população da América Latina estava concentrada em cidades. Dizendo que o aumento é muito maior, ele é superior ao aumento médio global. Pegamos a questão principal, no meu entender, a questão principal é a questão dos recursos hídricos do estado de São Paulo, né? Então temos aqui as 22 bacias hidrográficas do estado de São Paulo, né? são as UGRHI, né, unidades de gerenciamento de recursos hídricos e nós vamos nos concentrar em Campinas, em São Paulo, ou seja, Piracicaba, Capivara e Jundiaí, como vocês estão vendo, e auto Tietê. Aqui estão elas, portanto, bacia do Pelacicaba Capivaria de Jundjaí. Aqui está o sistema catareira e aqui está a bacia do Paraíba do Sul. Elas e a e a região metropolina de São Paulo, elas estão todas agora interligadas. E vamos dar uma olhadinha no que significa o em termos dos indicadores globais e da Sapesp, né? Eh, o déficit estrutural, o déficit hídrico estrutural do estado de São Paulo, né? Segundo a ONU, que é esse esse quadro mais embaixo que vocês estão vendo, eh, nós estamos falando aqui, portanto, de uma situação entre pobre e crítica. O estado de São Paulo, vejam o terceiro, temos abundante, correta, pobre e crítica, né? O estado de São Paulo está na situação pobre. O estado de São Paulo como um todo está na situação pobre, ou seja, ela tem entre 1500 e 2500 m³ por habitante por ano. Se nós pegarmos o a indicação da, portanto, pobre, se nós pegarmos as indicações da Secretaria da Infraestrutura e Meio Ambiente, Coordenaria Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, é a mesma coisa. está na situação pobre, né, ou atenção. É a mesma coisa, seja pobre, seja atenção. Eh, são duas palavras para indicar o mesmo nível de eh de abundância ou de escassez. Peguemos agora, então, essas dessas 22 unidades, peguemos a quinta e a sexta, né? A quinta é a Piracicaba Capiparia Jundí, exatamente aquela que serve a região de de Campinas, né? E nós temos aqui então 961. Deixa eu tirar isso aqui daqui porque senão não consigo ler eu nem eu. Deixa eu tirar isso aqui um momentinho. 961, né, 29 e met³ por habitante por ano. Portanto, umação completamente crítica. Lembra a vocês que crítica é menor que 1500, tá vendo? Menor que 1500 m³/antes por ano. A região Capibari na PR Capibari Jundjaí estamos falando de 1961. E a situação do Alto TT, que é a zona que é a o RGH 6, né? Estamos falando, portanto, da 5 e da 6. Vocês estão vendo aqui no gráfico, 127,26, né? É praticamente é completa, é pior que crítico, talvez, né? É, é catastrófico, digamos assim, né? Então, as unidades de gerenciamento de recursos urbanos hídricos, de recursos hídricos, eh, 10 e 13, vejam que são a Sorocabo e Médio TT e o Tit Jacareí, estão já numa situação de atenção, né? Então, essa essa é a situação mais eh grave que nós temos no estado de São Paulo. Estão exatamente onde se concentra então a maior concentração urbana por casões óbvias, né? Então, estado de São Paulo, a média vulnerabilidade é grande, 2221, próximo da vulnerabilidade, Baixada Santista, que é a região 07 2193, estresse hídrico, menos de 1700, Sorocabo e médio TT, que é 10, né, a região 10, escassez hídrica ou crítica Piracicaba Capivaria Jundiaí, menos de 1000, escassez hídrica absoluta, TT, exatamente São Paulo. A bacia do GT não colapsou ainda porque importa a água das outras bacias, né? Então, no caso da 05 que é a Capivari Prasco, capivaria Jundjaí, Campinas, os reservatórios dessa bacia garantem uma retirada média de até 36.000 L de água por segundo, sendo, vejam bem, 31.000 L desses 36 para a região metropolitana de São Paulo. Portanto, São Paulo tá pegando muito fortemente, praticamente quase totalidade da bacia Pirascaba Capibari Junjaí. dos 33 m³/ segundo de água, apenas 2 m³/ segundo são produzidos na bacia do do alto tet. Veja, a bacia do RT praticamente não colapsou apenas porque ela não ela ela pega dos outros. Dos 31.000 m³/ segundo produzidos pela bacia do Piracicaba, 22.000 vende os reservatórios Jaguari e Jacareí, cujas bacias estão inseridas sobretudo em Minas Gerais. Também as principais tributárias do rio Cachoeira estão em Minas Gerais. 45% da área produtora de água pelo sistema está em Minas Gerais, né? Fazendo uma piadinha aqui, se São Paulo entrasse em em guerra com Minas Gerais, a gente tava frito. Minas Gerais vinha mais na água que nós pegamos de Minas Gerais. 71 municípios e cinco apenas cinco em Minas Gerais, mas eles recebem 40, eles fornecem 45%, né? No caso da região metropolitana de São Paulo, veja a compensação urbana da Billings, isso aqui é a Billings, veja a situação da Billings, né? fornece água para Santo André, São Bernardo e Diadema. Dos oito braços, apenas três são utilizáveis pela Sabéspe, né? Uma situação completamente catastrófica. Aí a billings é enorme, se ela tivesse limpa, nós teríamos água. Mas a questão, portanto, aí existe uma interação entre escassez hídrica e poluição, né? Pegamos agora não a falta de água, mas a a excesso de água, né? A famosa chicotada hidroclimática, não é? Ou seja, alternância de escassez hídrica, de secas e de abundância, ou seja, de enchurradas, né? Então, vejam, isso aqui é apenas em São Paulo, tá? Não tenho dado sobre Campinas. Total de isso aqui foi lá de São Paulo, né? Coisa mais simples, tá? Total de afetados pelo efeitos das chuvas em 2022 é maior em 10 anos. Veja, em 2012, a o o os afetados, a ocorrência de chuvas e desastres, né, era de 513. Em 2022 passa para 2576. Ó, repito, 513 para 2576. Agora peguemos as pessoas impactadas por chuvas e desastres relacionados. Em 2012 eram 356.425. Em 2022 890.000 pessoas. Praticamente 1 milhão de pessoas. Isso em 2022. Não vamos falando do que aconteceu em 23 e 24. No que se refere até 2022 sempre, né? 27% das mortes por chuvas nos últimos 10 anos foram em 2022, né? Houve um salto gigantesco. Percebem aqui 27% no total são 478 dessas mortes, tá certo? Dessas 1770 mortos, né? 1281 mortos foi 72% no período 2013 2022. Praticamente tudo se concerta a partir desse dessa questão. Falemos agora das ilhas de calor urbano, né? As ilhas de calor urbano são a grande questão, sobretudo para grandes metrópoles, como é como são Paulo e Campinas, né? Então, a cidade, segundo a ONU, terão 6 bilhões de pessoas em 2045. As ilhas de calor urbano representam uma um uma diferença de temperatura de 3º a 10ºC, mais quente do que as zonas rurais circunstâncias, né? Então vocês percebem que quando tá acontecendo no campo tá acontecendo uma temperatura de 30º, estará 37, por exemplo, até 37 ou mesmo e perdão, até 40º, né? até 40º no numa região metropolitana, né? Então, o número de dias com ondas de calor na cidade de São Paulo deve ser 100 2015. São dados velhos, mas aqueles que eu tenho, né? Vocês veem, basta ver exatamente então, né? Essa essa escala vocês percebem que é é a o crescimento é gigantesco, né? Até 2015. E aí vocês pegaram de 61 a 2018, as 10 maiores temperaturas em estado de São Paulo, né? Os nos últimos 57 anos, portanto, as seis maiores ocorreram desde 2014. as oito maiores desde 2012, todas as maiores desde 1999, né? Então, São Paulo, que é o dado que eu tenho, eh São Paulo, capital registra a maior sequência histórica de dias com máxima acima de 30º aqui em 2025, né? Estado de São Paulo registrou um novo recorde de calor ao atingir 27 dias consecutivos com temperaturas máximas acima de 30º entre os dias 15 de fevereiro e 13 de março de 2025. nessa é a mais longa sequência já registrada na capital paulista desde o início das medições, né? Então, das 10 maiores sequências de dias consecutivos acima de 30º nos últimos 64 anos, 6125, sete ocorreram, vejam, das 10 maiores, sete ocorreram, 70% ocorreram desde 2014. Aí vocês vem exatamente nesse gráfico o aumento brutal que nós temos, sobretudo a partir de 2020. Vejam, né? 2020. Falemos finalmente da última coisa que são a a a elevação do nível do mar. Não é uma uma coisa que importe diretamente nem a São Paulo, nem a Campinas, mas importa definitivamente para Santos, não é? No caso do estado de São Paulo, mas poderíamos falar do Rio de Janeiro, Recife, eh, Fortaleza, etc., né? E aí vocês têm um trabalho muito muito já antigo do José Marengo, né? mostrando exatamente as áreas da região noroeste, que são as áreas mais pobres de Santos, e a região sudeste, que é a ponta da praia, que é a área mais rica de Santos. Qual é a situação delas? Elas serão regularmente inundadas em 2050, já em 2050, né? Se pegarem aqui as duas as duas as duas colunas da esquerda, eh, que são de 2050. Mas isso é um dado muito conservador, né? Isso é um dado muito conservador. No questão, finalmente, da poluição, né? A poluição é a maior causa ambiental de doenças e mortes no mundo hoje, responsável por cerca de 9 milhões de mortes prematuras. Nove em cada 10 pessoas no mundo respiram ar poluído, né? Organização mundial da saúde. A poluição está diretamente relacionada com 24% das mortes por doenças cardíacas, 25% das mortes por acidente vascular cerebral, 43% das mortes por obstruição das respiratórias e 29% dos óbitos câncer de pulmão. Muito bem. O impacto da poluição do na saúde no Brasil, 50.000 mortes por ano, mas alguns pesquisadores acreditam que o nome pode ser maior ou mesmo muito maior. Segundo Paulo Saldiva, que é um grande especialista dessa questão, morador de São Paulo perde em média um um ano e meio de vida por causa da poluição, né? Viver na capital paulista seria equivalente quatro ciganos por dia, né? A frota brasileira cresce para 124 milhões de veículos. É a maior da história. Isso eu tô vendo aqui fevereiro de 2025, né? sendo que os caminhões desses 124 milhões são 2,24 milhões e são os caminhões, sobretudo, a grande fonte da poluição, né? Caminhões e ônibus respondem por metade da população da da poluição do ar em São Paulo, né? Um novo estudo coordenado por físico da novidade de São Paulo calculou que veículos movidos a diesel com caminhões e ônibus são responsáveis por cerca da metade da concentração de compostos tóxicos na atmosfera, tais como o benzeno, tolueno e material particular. É basicamente isso. Falei em 20 minutos. Acho que deu, né? Oi, Luiz. Foi ótimo, maravilhoso. Obrigado você ter trazido essa apresentação. Ela já abre uma série de questões aqui para nós, né? Te agradeço. Eh, se você pudesse ficar, ótimo. Senão vai cuidar da sua gata, que ela tá precisando de você. É, eu vou eu vou ficar 10 minutinhos aqui porque dá tempo de chegar lá em 20 minutos, tá bom? Quer se for o caso que eu puder responder alguma questão, se for o caso, tá bom? Será que alguém tem alguma questão mais específica pro pro Luís ou a gente avança aqui? Fala, Emília. Luiz, já que você tá, você comentou, né, da macrometrópole paulista que as pessoas passaram a esquecer nos dois últimos governos, né, o o governo, desculpe, não fala de novo, desculpe, o governo Alkmin criou esse esse desenho da macrometrópole paulista, né, e o Dória pôs ele debaixo do pano, quer dizer, tirou o highlight dele, não que não deixou de fazer as coisas, mas sumiu com ele. E a privatização da Sabesporou muito essa situação, né? Porque na realidade na a princípio a gente ia privatizar o Cantareira, né? A Sabespia ganhar o Cantareira de Prente, em tese, ela não comprou o Cantareira, mas ela pode fazer o que quiser com Cantareira, porque é por onde a legislação tá indo, né? E eles agora estão pensando em trazer água lá do Vale do Petar, né, pra cidade de São Paulo. Tá. Sim. Que é a região mais pobre, que é completamente absurdo. Completamente absurdo. É a região mais pobre de todo o Brasil, né? considerado uma das regiões mais miseráveis do país. Então, queria um pouco que você também, já que você tá falando dessa geopolítica, né, da água, que é uma coisa bem delicada, o que que isso implica na questão da privatização da Sabesp? Que eu acho que as pessoas às vezes perdem um pouco o entendimento do que que foi privatizado e o que que tá em jogo, dado que a gente vai começar a discutir agora o novo decreto do Cantareira, né? Sim. N e tem um outro elemento, né, Emília, que é o o essa esses reservatórios que estão no sul do estado de São Paulo, eles estão muito próximo do Rio do Mar, né? Portanto, para levar para a região eh nossa aqui de São Paulo, Campinas, eles teriam que subir centenas de metros, o que levar a água a centenas de metros a a um nível eh do do mar. Isso equivalia a um dispêndio energético gigantesco que só poderá ser feito hoje em dia. Você sabe que tá aumentando muito mais o uso das das termelétricas em relação às intraelétricas porque por causa também da escassez hítos reservatórios e, portanto, seria uma alavanca enorme de emissões de gas de efeito estufo, né? Eh, eu não sei nem se isso é viável, sabe, tecnicamente se é possível você levar água de todo esses reservatórios ali da do do sul do estado que estão próximo do bar. para para nós aqui, como seria levar a água? É como o mesmo quase o mesmo problema de dessalinização, por exemplo, da água do mar em Santos e levar isso para subir a serra do mar, tá certo? É, não é um problema tecnológico, tá? É um problema econômico, porque tecnologico, não sei, não, não conheço o assunto o suficiente. Você que trabalha com engenharia, você sabe melhor que é muito melhor, mas o dispende energético disso é gigantespe, tá certo? Eh, então aí seria mais um casamento entre, vamos dizer, desperdício de recursos hídricos e aumento das emissões, né? Mas eu não tô a par do que você tá me dizendo em relação aos aos planos da Sabesp, mas pelo que você tá dizendo, é mais um ingrediente eh nesse caldeirão, né? E só um último comentário rapidinho. Cidade resiliente implica no uso racional de água, né? Claro. E é isso que eu não eu não consigo ver em nenhuma cidade nesse país até hoje. Uso racional de água é só para não perder a conta d'água, né? As companhias se preocupam em ver se alguém tá roubando água, não tá pagando, mas o uso racional, todas as tecnologias de uso racional não é implementada em lugar nenhum. Acho que é uma uma coisa que é importante a gente lembrar quando a gente fala da questão da água e da resiliência na cidade, né? É, exatamente. É, as pessoas reclamam muito da conta de água que evitente subiu enormemente, né? Eh, mas esse é um problema, claro, importante, mas não é o problema central. Gente, eu vou ter que sair mesmo. Bom, obrigado. Muito obrigado. Desculpe aí, viu, a questão, mas olha, ter gatas, eu tenho três, não é fácil, não. Verdade. Obrigado, Luiz, de qualquer modo. E obrigado. Foi ótimo ter você aqui conosco. Eu vou mandar para você, viu? A gente vai criar aqui. Tchau. Tchau, Luiz. Só bom, deixa eu aqui eh compor a mesa aqui direitinho. A Emília Rupkovs conhecem. Eh, vem aqui, Emília na mesa, por favor, Zé Hamilton e também a Juliana Cardoso, que acabou de chegar. Obrigado, Juliana, por você ter vindo. Gente, o o Gandolfo me pediu para falar sobre o Luís Marques. O Luís é um professor de história antiga da Unicamp, né, grande especialista e que nos últimos anos tem se dedicado a essa tarefa, né, de falar sobre discutir a questão ambiental, pesquisar a questão do Ele tem um livro fantástico que chama capitalismo e colapso ambiental, né? Então, e ele tem uma capacidade didática também espetacular, né? Pois é. né? Então ele tem uma uma obra aí muito interessante nesse campo, né? Vem cá, gente. Então, vamos a E a gente ainda tá esperando a Ana Ávila, que tá um pouquinho atrasada, mas mas tá chegando. É, só pegando esse gancho do do da questão do do PCJ Cantareira, né, nós vamos fazer na sub na comissão de meio ambiente, estamos propondo até a pedido efusivo do Vicente Andreu, né, uma subcomissão da comissão de meio ambiente da Câmara que vai tratar dessa, vai acompanhar esse essa renovação da outorga, né, do PCJ, eh, que deve se dar aí no no ano que vem ou nos próximos anos. E então essa é uma notícia também importante pra gente trazer esses temas que o Luís apontou aqui, né? Eu eh vou passar aqui ao ao Zé Hamilton, então, para que ele possa fazer a fala dele. Eh, e e depois passamos na sequência pra Emília se Ana chegar para ela e depois e e Juliana, vocês é se você vai apresentar também, fica à vontade. Pode. Claro. Não vai não. Fica à vontade. É, a gente foi para cá. Agora a gente pode vir. Vai ficar aqui. Conseguir ver. Então voltou. É microfone único. É esse aqui. Temador aí. Só fazer uma breve apresentação, né? Bom dia. Tá, mas depois eu vou sentar aí, tá? Eu vou Ah, não dá para passar com Um bom dia a todos, né? Meu nome é José Hamilton de Aguirre Júnior. Sou engenheiro agrônomo, engenheiro florestal. Ah, trabalho com o tema de arborização urbana há 25 anos. Eh, o fui responsável na tese de mestrado pelo primeiro estudo de uma de um bairro de Campinas que foi o bairro Cambuí. e trabalho com terceiro setor e na municipalidade, né, na prefeitura de São Paulo, com termos de ajustamento de conduta. Só pra gente dar uma breve introduzida, né, ao ao assunto. Eu agradeço a ao convite, Wagner, é um e a presença de todos. Ah, é um tema bastante de bastante relevância, mas eu procurei trazer elementos de discussão prática, né? Então, o que que a gente pode fazer, por exemplo, em Campinas para mudar essa realidade? é com base nos nossos estudos, com base nas nossas práticas, né? Então isso eh é uma apresentação um pouquinho densa, mas eu, como já foi abordada a questão da ilha de calor, vou pular o tema, né, para não ficar repetitivo. Então, contribuições e reflexões ambientais no município de Campinas no momento da COP 30. Antes de tudo, pessoal, nessa sociedade que a gente tá percebendo essa essa grande alteração, né, pela justamente pela emergência climática que a gente tá vivendo, eh um debate muito necessário que o Wagner iniciou, né, com a questão dos do linhas, né, que vão ser discutidas no na COP, é a linha da educação, né, e antigamente tinha uma linha específica de educação ambiental. Hoje em dia, a melhor linha que trabalha, né, na minha, no meu modo de ver, é da professora Mariel Cecília Foquese Pilicioli. Ela trata a questão da educação ambiental como uma educação cidadã. Se o cidadão é é já é educado, ele vai respeitar o próximo, ele não vai jogar lixo no no chão, ele vai respeitar as apps, ele vai ter um convívio pacífico, né? Então, antes de ser educação ambiental, ela é educação cidadã para essa formação do cidadão que a gente necessita. Ah, só pra gente entrar brevemente, então essa questão vem sendo discutida no Plano Nacional de Educação com eixos também educação socioambiental, enfrentamento da crise climática, visando preparar esse cidadão pro futuro. Eh, está tendo toda a alteração da grade curricular, né, de maneira transversal. Então, todas as matérias abrangendo esse esses temas. O objetivo também é criar cidadãos críticos, né, que possam compreender essa nova realidade e a integração multidisciplinaridar multidisciplinar com a legislação brasileira, prevendo que essa questão ambiental esteja presente em todas as disciplinas e níveis de ensino, reforçando a emergência climática que a gente ah vive nos currículos e base curricular. Só pra gente entender brevemente o processo de urbanização. Cidade é igual a deserto. Por quê? No deserto a gente tem areia em movimento. Na cidade a gente tem areia, vidro que é derivado de areia, metais, materiais construtivos, asfalto na forma imobilizada. Então, eh, no deserto a gente tem toda essa movimentação, na cidade a gente gera uma grande alteração do clima justamente por esse essas grandes áreas de superfícies eh acumuladoras e refletoras de calor. Então, então, o grande exemplo aí de São Paulo, né, só o município de São Paulo R.500.000 habitantes, numa macrorregião, né, de 20 mil.500.000 também aproximadamente e ele é o modelo de desenvolvimento, né, pro país. Então, essa questão de da questão macro de da grandiosidade de São Paulo, ela acaba influenciando todos os gestores, visando uma cidade grande, uma cidade próspera, né? Aí a gente vai ver essa essa correlação aí com os problemas urbanos, como se deu, né, o desenvolvimento urbano no país. Então, no início a gente tinha as áreas naturais, foi chegando transporte, habitação, mas a no último slide ali a gente pode perceber que não houve o planejamento para incorporar a vegetação nesse sentido. Em Campinas não foi diferente. Então, em 1950, a gente tinha uma distribuição arbórea, eh, muito muito bem muito equânime, né, na cidade, praça, jardim, quintal, a arborização viária mesmo, que é a de passeios públicos, né? H, o bosque do Jeibaz ali na no canto superior à esquerda, já um início de processo de verticalização ali no canto inferior direito. Em 1980, quando explode a questão de urbanismo, né, em Campinas, com a verticalização e consequente perda da vegetação. Região central de Campinas na atualidade, então já já temos um adensamento eh muito significativo, né? um prédio chega quase a encostar no outro. Já foi falado da da ilha de de calor, né? Esse é um grande problema, justamente correlacionando com aquela ideia cidade igual a deserto que precisa ser tratada. Então, nós temos a questão da, desculpa, nós temos a questão da das áreas, grandes áreas, né, que acumulam e refletem calor e com consequente pouca vegetação aí esquentando o microclima local, né, em diversas graduações. Só o perfil eh climático, né? Então, no centro nós temos as maiores temperaturas e a partir do momento que a gente se distancia, nós temos mais vegetação, o que reduz a temperatura. O exemplo também da cidade de São Paulo, eh, que o professor Luiz também acabou, eh, já mencionando, no mesmo local, a gente tem temperaturas com grande, graduação, né, de diferencial de temperatura, enquanto na Serra da Cantareira a gente tem temperatura de 18 a 20, na 25 de março 33º. Isso foi caracterizado em 1985 pela professora Magda Lombardo, né, com as ilhas de calor nas metrópoles, o caso de São Paulo. E hoje a gente tem ilhas de calor em São Paulo mesmo de 15ºC. Então, só pra gente mostrar aí também a correlação das áreas mais verticalizadas, habitadas, com pouca vegetação, com temperatura. Como se dá, no caso específico de São Paulo também o efeito da lei de calor, a gente tem uma brisa úmida oceânica. em contato com a temperatura quente da da cidade, principalmente no início da zona leste, já ocorrem as chuvas torrenciais. Ah, dias muito chuvosos, que é São Paulo era conhecida como terra da garoa, hoje ela é terra da tempestade, mas também dos dias secos. Então, aumentou a intensidade tanto dos dias com tempestades quanto de umidade do ar relativa muito baixa. Então essa correlação que a gente encontra. Nós interrompemos o ciclo da água, né, com a impermeabilização do solo. Ah, o outro grande problema, né, que é o primeiro, é ilha de calor, o segundo é canons urbanos. O que que são canons urbanos? Derivam dos canons naturais. Nos queremos naturais, a gente tem eh um vale que é desgastado por um rio e vai abaixando cada vez mais, provocando o emparedamento lateral. Na cidade a gente tem um emparedamento provocado pelos prédios, né? Então o que acontece com isso? A modificação do regime de ventos e de insolação com a formação de túneis na base dos prédios, né? Principalmente tem várias alterações, né, do regime de circulação do do vento, mas o básico é essa formação de túneis que afetam a vida de todos. Aqui o caso de Porto Alegre, que para reduzir o efeito do emparedamento dos canons urbanos, optou em fazer a arborização viária em eixo central e de calçadas, de maneira a barrar essa força desse túnel de vento. Ah, problemas óbvios, né, que só vou citar brevemente aí para não comprometer também a apresentação, a poluição que a gente tá mergulhada, né? problema do lixo. Então, a gente poderia ter o reaproveitamento desses materiais, que são materiais nobres, e não perder áreas significativas também paraa criação de parques, reservas naturais e pro próprio município ah lucrar com isso. Papel da vegetação e das árvores. Ah, aí tá nosso segredo, né? Então, a árvore ela é ou qualquer planta um ser autotrófico que produz seu próprio alimento, convertendo o calor e a luz do sol em glicose, água e oxigênio. Nesse processo, ela abaixa a temperatura por transformar esse é o calor do sol junto com a água e sais minerais em produtos que são assimilados pela própria planta. E ao mesmo tempo também pro sistema de funcionamento da planta, ela evaporanspira, que a gente vai falar um pouquinho melhor, ela aciona os estômatos, que são micro ah pontuações dentro das folhas para funcionar e impulsionar o sistema de funcionamento das raízes, né? Então é assim que a vegetação funciona, abaixando duplamente a temperatura, tanto pelo efeito da conversão direta do sol, quanto pela evapor transpiração que essas microgotículas reduzem a temperatura do entorno, além do efeito do sombreamento também direto. Ah, o conjunto, né, de benefícios aí proporcionados pela vegetação, a gente chama também de rede de infraestrutura eh de sustentabilidade, né? sustentabilidade ambiental das cidades. Aqui efeito comparativo pra gente ver esse efeito direto. O asfalto sem nenhuma proteção ao sol 50ºC. Árvore com grama 17ºC no mesmo momento. Concreto à sombra 37, 47 e 35 g. Somente a grama ao sol. Então, obtendo a maximização com com arborização, sombreamento direto e grama. Ah, só pra gente entender porque ocorre essa diferença em maximização pelo próprio sistema radicular. Quanto mais água a planta retira da do subsolo ou do solo, maior é vapor transpiração, maior o abaixamento que ela proporciona. Então, plantas pequenas tem sistemas geralmente curtos e e ah na superficialidade, plantas grandes, tem sistemas longos que atingem o lençol freático, evap transpiram mais e tem esse maior benefício consequentemente. aqui um estudo que foi realizado em Piracicaba. Então o asfalto é considerado a área mais refletora e acumuladora de calor. Aqui a gente tem o o a imagem termal, então justamente confirmando isso, né? Então área de asfalto, a área sombreada, mas não por vegetação. E o que significa isso? No comparativo com áreas vegetadas, azul, amarelo, poucas áreas vermelhas e o consequente conforto das pessoas a ao viver e ao caminhar, por exemplo. uma questão, vou lançar também algumas ideias já pra frente parlamentar, como Campinas conseguiu eh atingir um alto grau de eficiência quanto a arborização urbana da cidade. Eh, ela ela se pautou em duas leis, uma, a isenção do IPTU ao imóvel que tinha a árvore. Ele não era condicionado, né? Era pelo menos 5 anos. Então, a era uma isenção total. E a lei do abits, paraa liberação do documento, o imóvel já tinha que ter a presença de árvore na sua calçada. Isso gerou uma uma grande expansão aí da arborização na cidade e e consequente conservação das mesmas, porque era interessante economicamente pros habitantes manterem essa arborização local. Só citando também brevemente, um problema muito conhecido. Problema número um, o mais grave que afeta a arborização no Brasil são as sedes de serviços aéreos. Então não é só um problema que atinge o Brasil. O caso era em Nova York em 1890, um sistema até mais caótico que os nossos atualmente, mas eles resolveram, enterraram a fiação e propiciaram, né, uma grande transformação de realidade. nossas cidades atualmente, né? Então, sem palavras, né? Então, é uma uma rede, o sistema pertence a a ao município, mas a empresa é concessionária, né? O nome é concessão, né? E não reinveste a própria o próprio lucro que ela obtém. Então, os sistemas vão ficando caóticos, sobrecarregados e com riscos também aos cidadãos. Só pra gente ver a tipologia, né? Aqui uma rede convencional primária, começa de cima para baixo. Aqui uma primária eh protegida com spacer cable. Spaccer cable é esse espaçador. Aqui uma rede secundária isolada ou blindada. Essas duas redes são denominadas cabos ecológicos. E aqui uma rede primária secundária e a de serviços que é telefonia, internet. Essa aqui é toda blindada, então não passa, não tem corrente eletromagnética entre ela. O que a gente faz, né, aqui em Campinas, né, com a com a CPFL, então uma destruição do sistema de herborização, rua Maria Belina Couto. H aqui é o sistema convencional. Aqui é o sistema já modificado para os denominados fios ecológicos. Só olha a tipologia de poda, a mesma ou mais agressiva do que pro outro sistema. Então a questão não é a mudança de tecnologia, a questão é a mudança de manejo, né? um manejo radical que coloca em risco as árvores, por exemplo, você gerando um grande uma grande extremidade de de distribuição do peso, que vai consequente dar uma torção, né, ou uma um problema de de tração no eixo central da árvore, né, e em vento, chuva forte, a gente já sabe o que que é que que acontece bastante, né, reduzindo a vida útil, porque tudo isso é ferimento, tudo Tudo isso a árvore tem que despender energia e cicatrizar, que a gente chama compartimentalização, atrair doenças, cupins, brocas, então toda uma série de problemas que poderiam ser facilmente evitáveis, né? Então, um sistema vivo, que é o sistema de sustentabilidade da cidade, sistema verde, com um sistema de engenharia que pode ser modificado para qualquer lugar, né? engenharia existe para promover soluções e o que a gente vê é que ela vem promovendo, principalmente no caso das elétricas, conflitos por todos os sistemas ocuparem o primeiro terço de calçadas, né? Então, água, luz, esgoto, tudo ocupa arborização. O esse primeiro terço. E um sistema vivo não consegue competir com o sistema de engenharia, até porque ele é vivo. Por mais poda que que tenha, você vai esgotando a energia dele, vai tendo problemas e até pra própria segurança, né, da dessa desse sistema de arborização. Aqui, só pra gente ter uma ideia, um levantamento que nós fizemos no bairro Cambuí, com todas as árvores podadas radicalmente no bairro, né, em Vul L, a distribuição do bairro, tudo isso é ponto de risco, tá? Então, eh, 334 casos, 12,5% da população afetada, da população arbora afetada, é óbvio, né, pode unilateral, né? Então você descaracteriza o equilíbrio da árvore. Ah, isso aqui é no taquaral. Ah, uma prática completamente também eh indevida, né, com todo o risco envolvido. Nós nos privamos aí da beleza estética da cidade, da beleza da arquitetura da cidade e consequentemente toda a cidade se degrada, né? Então, para que que eu vou investir na beleza do imóvel se se na frente dele já tem todo um sistema eh bastante complexo e descuidado eh que que leva aí à própria degradação de tudo, né? Eh, é um ciclo que que se retroalimenta, né? Quanto menos investimento, menos mais degradação e assim por diante. Nós privatizamos o lucro, né? e dividimos o e socializamos os dividendos. Então fica pra sociedade esse custo de uma concessionária. Ah, as cartilhas, né, que pregam a redução do porte de arborização, ah, arbustificação, né? Até a primeira vez que eu ouvi o termo, o Ivan Alvarez, que tá presente aqui, começou a falar, né? Então, estudava com ele na época e isso começou a a ser falado, né? Arbustificação é quando se usa arbusto com o intuito de ser árvore que não é. Comparação da árvore, né? O benefício da massa vegetal e cobertura diretamente no asfalto, que é a a área que precisa ser sombreada. O efeito danoso em calçadas estreitas de arbustos, impedindo passagem de pedestre, bloqueio visual, a competição com cone de luz. Podem ser feita somente na necessidade e de acordo com a característica de cada espécie. Então você faz poda de limpeza para retirada de ramo seco, ramo morto, porque você não quer que caia, mas você reequilibra o exemplar para tá apresentando uma uma característica eh que é a comum naquele naquela espécie. Por exemplo, esse exemplar seria suprimido, ele tava todo avançado para pra rua, desequilibrado do lado esquerdo. Nós realizamos uma poda de reequilíbrio nele. Aqui 2 anos ele totalmente equilibrado. Um exemplar que seria perdido é está mantido ainda. Ele tem em torno de 50 anos. Aqui também Guanabara, então poda de rebaixamento com V. E aqui o exemplo que não é o caso da da fiação C convencional, que é o problema. O problema é o manejo. Aqui é em Sumaré, fiação convencional, mas pode em furo. Ó, toda a arquitetura da Copa, o equilíbrio dela preservado e eu tenho aonde tenho as fiações, ah, cumpro a regulamentação, né, estabelecido pela norma, pelas normas de segurança de energia elétrica e a fiação passa e eu preservo a árvore. Problema dois, brevemente também cabos subterrâneos. Então, a gente teve a entrada da Congas há pouco tempo em Campinas. Por oportunidade eu tava realizando ainda o mestrado em 2007. Ah, ela passou justamente nesse primeiro terço de calçadas. Então, a gente já tem, tinha a parte de cima, a parte de baixo e depois nos anos seguintes a gente correlacionou o aumento das quedas. Por quê? cortou raízes, teve afetação, não é um efeito imediato, vai ocorrendo ao longo do tempo, é uma área quente de calor, de umidade, né? Então isso deteriora ainda mais esse sistema radicular. Aí o um desenho, né, que ah nós elaboramos para demonstrar a afetação das raízes. Um caso mais grave de um que foi assim, a gente eu fiz a avaliação, na outra semana a árvore caiu, então a com gás foi, ah, perfurou aqui, ó, ess raízes grossas, raízes finas, todas eles têm uma perfuratriz direcional que é um um rotador gigante. corta tudo, pedra, raiz e passa pra passagem dessas dessas tubulações. Ah, o pessoal avisou, né, que a árvore poderia ah cair. Caiu. Por sorte, o motorista eh ouviu o estalado da árvore, acelerou o carro, ela caiu na parte de trás do carro, não gerou eh graças a Deus, não gerou dano para pra vida, nem foi dano material, né? Mas pra gente compreender que queda de árvore também tem um uma correlação direta entre o tipo de manejo que ela recebeu durante a vida. Bom manejo, vida longa, mau manejo, queda. A árvore é tratada como lixo em todas as obras públicas, né? Então isso ali no no Largo Santa Cruz, uma área histórica tombada. Ah, Cambuí também, rua Coronel Quirino, eh, implantação de de infraestrutura. Só que danificando todo o sistema radicular também, todo o sistema de equilíbrio da árvore. A árvore, ó, ela tem um sistema equilibrado. Foi receber o pó do unilateral, perdeu o equilíbrio desse lado. Pra gente ver os detalhes das podas de raízes grossas, queda. Então a gente olha brevemente, a gente não entende porque cai. Depois a gente vê. Foi reformado, cortaram raízes. Ah, ela apodreceu, perdeu seus sua sustentação. Soluções de engenharia. Então, em 1890, Paris, Nova York desenvolveram um sistema bem ah avançado, né, cavado manualmente. Nós já temos esses sistemas. H soluções de engenharia, por exemplo, não precisa ser enterramento e diretamente, pode ser o caso do Uruguai que coloca sua rede no na fachada do imóvel. Aqui o caso de Maringá com rebaixamento de iluminação pública, o cabeamento protegido. Aqui casos de Campinas que todos vão vão saber Glicério, como poderia ter ficado, como ficou, porque eles fizeram. latão na calçada em vez de fazer no no leito carroçável. Então, só voltando aqui, né? Ó, gestão como ficou com tudo que a gente quer, com enterramento de fios, mas não previu arborização. A população foi privada na na avenida mais conhecida da cidade. Poderia ter ficado assim ou de outro jeito, né? É só um desenho. Arborização em vasos que já foram trocadas, né? Compensação ambiental feita em vaso. Como era previsto, as árvores começaram a tombar porque o efeito vela e oxida tudo aquele vaso. E a questão também de como lidar com as mudanças climáticas, né? Os três eixos principais, mitigar, enfrentar e adaptar. Então, mitigar sombriar o asfalto, como a gente já frisou bastante na palestra. H, enfrentar políticas públicas como EPTU verde, eh, adaptar cidades esponja, a gente não vai entrar nesse mérito, mas soluções baseadas na natureza, água que cai na cidade fica e é infiltrada na mesma lentamente. Então, parques de inundação, jardins drenantes, rotatórias infiltrantes, incremento de arborização urbana, viária, parques, praças, áreas de preservação permanente, compondo essa grande rede de infraestrutura. Infelizmente, o criador do conceito Cidades Esponja faleceu justamente aqui no Brasil, né, num acidente de avião há pouco tempo. E algumas ideias também pra gente fomentar aí na Câmara, né, da da Frente Parlamentar. Ah, Campinas tem lei, né, a lei de arborização 11571 de 2003, preconiza uma árvore a cada 10 m. A gente tem isso na cidade. Canteiros mínimos, 2 m² para espécie de copa pequena, 3 m para árvores de copa média e grande. Ideal, lógico, calçadas verdes. Lei de rebaixamento máximo, que já existe, mas não é cumprida. Rebaixamento máximo de rebaixamento máximo de 50% apenas dos imóveis, né? Eh, com 10 m de testada. Aqui como poderia como a gente poderia transformar, né, a cidade também uma cidade acessível, com diversidade, respeito, árvore mínima por lote, né, no maior parte técnico possível. Caso emblemático também, Castelo, né, que prometeram que iam cortar, mas devolveriam, né, até hoje nada, como poderia ser, né? Então, eh, perdão, eh, só um exemplo aqui de do avanço também nas cidades. Aqui são parques temporários, então a população usufrui do eixo do do eixo, né, de de fluxo do trânsito e e do VLT. Passou o VLT, a população pode pode utilizar esse local aí com abaixamento de temperatura, o refrescamento, etc. Aqui só o exemplo também da pra gente prorrogar a vida das árvores através de exames bem bem eh direcionados. Então aqui o resistógrafo, tomógrafo de impulso, que é como se fosse uma tomografia humana. Caso emblemático agora também do caso da Coronel Quirino, que a gente foi fazer esse esse exame, eh, foi atestado a a necessidade de supressão, nós realizamos o estudo, a árvore tá com com 24% da sua base comprometida aqui, uma madeira de alerta, né? Mas pela população a gente optou em eh pela supressão e reposição. Aqui o caso do IP da frente da Nossa Senhora das Dores também o mesmo caso. Aqui a gente vê a sessão da área interna como tá aqui. O resistógrafo não tem nenhum problema na sessão que foi alegada pelo Corpo de Bombeiros. Não tinha que ter sido suprimida. Uma árvore histórica também. Tá aqui a aqui a documentação apresentada pelo Corpo de Bombeiros, uma foto com um círculo, né, falando que ela tava em risco iminente e não cumpriu nada da legislação. Então, só pra gente, ele não respeitou o inventário que você tinha feito? Não, nada não. A legislação de Campinas tem todo um rito, né? Não, não respeitou nada. Chegou, cortou. Uma coisa, foi do Laudo? Não, nem teve laudo. O a documentação foi aquela foto, mas ele tá ele tá emitindo isso. Emitiu isso e a secretaria passou para secr. É, é o que a gente vai fazer agora, né? Vai ter que entrar. A gente não não não teve licenciamento, não teve aprovação, não teve nada. Agora a gente vai ter como sociedade civil correr atrás do do prejuízo. E ações aí práticas que a gente pode tomar para para fomentar essa questão de de ah incremento educação ambiental com a população. Ah, no Cambui a gente conseguiu plantar com sucesso 375 mudas viárias, que é a árvore mais difícil para ser plantada. Quando você vai para uma área verde, você tem toda aquela área aberta, tal, fácil de plantar 100, 200 árvores por dia. Para plantar uma árvore na calçada, você tem que quebrar a calçada, destinar a o resíduo para para local adequado, ah, ter todo o envolvimento, compra de muda, transporte, adubação, eh deslocar as pessoas que vão participar do do do evento. Então, só também aí você já falou, me desculpe. as microfogas é vamos eu vou terminar depois tá bem no finalzinho. É, tá bem no finalzinho já aí pra gente comparar plantios feitos pela sociedade civil e plantios pagos pela prefeitura para fazer, né? Então aqui ações práticas, por exemplo, quando a árvore tá sobress, né? Não tem canteiro, não tem área suficiente para permeabilidade. Ela eh popularmente conhecido como estoura calçada, né? Em Campinas é prática o uso do anel de concreto que lesiona o colo da árvore. E é justamente essa área lesionada que vai dar a queda pelo rompimento das fibras do colo, né? Uma área muito frágil da planta. aqui eh o encadeamento, né, o paisagismo trabalhado junto, plantil da grama Minduim, né? Então, como isso transforma? Isso aí foi bem no comecinho quando a gente começou os plantios. As árvores já estão com 10, 15 m de altura. Novas ações, né, também de ampliações de canteiro. Ah, às vezes as pessoas falam assim: "Ah, mas quebrou toda a calçada, tal". Mas a calçada tem o tempo de vida útil dela também. Se eu não reformo a minha casa, a casa vai ficar toda, vai perder a pintura, vai ter degradação. No canteiro também, pedra portuguesa solta ou outro tipo de pavimento também. Ah, tem acho que uns três slides. Os replantil, outra questão pra Câmara, replantilos obrigatórios nos locais de supressão. Hoje em dia é só você doar as mudas. Então, cada suprimida, 15 mudas doadas. Não se pratica o maior porte técnico possível por local, se reduz os benefícios. Então aquilo que eu falei para vocês da minimização da arborização, a redução do porte está ocorrendo muito forte em Campinas. E áreas deficientes, emprego de técnicas de introdução do verde. Isso vou mostrar brevemente também. vaga verde em não é a questão de dinheiro só que que envolve a melhoria. Orururo na Bolívia, por exemplo, país pobre, tem canteiros muito grandes. A prefeitura, como é desértico, a prefeitura usa água de reuso e irriga os canteiros. A árvore que evapor transpira mais a água do solo reduz aí o impacto da secura do ar. E aqui métodos, né? Quando tem calçada estreita, você traz pra rua a arborização de diversas maneiras, né? Maringá no Paraná, que é o melhor exemplo que a gente tem hoje em arborização no país. Maringá. Maringá. É de em termos de técnica. É, em termos de técnica. E para finalizar aqui em Campinas, né? Então o que que aconteceu? A gente regrediu, né? Mesmo com todo o conhecimento tecnológico, conhecimento básico foi desperdiçado. Então, antes de ir para para as questões de COP, a questão de soluções baseadas na natureza, a gente tem que voltar pro pro básico. Metodologia de plantil, fazer com qualidade, irrigação, adubação, canteiros para preparo da cidade do futuro e de uma nova realidade aí que a gente tá vivenciando e eh com a interferência aí da emergência climática. Obrigado, Hamilton. Não, vamos ouvir as três pessoas. Temos aqui a Emília, a Juliana e a Ana. Ana, Ana. Ah, vem para cá. Ana, você tem alguma apresentação? Juliana, você tem alguma? Então, tá. Então vamos recompor a mesa aqui. Só falar que a gente tem, né, feito uma conexão muito eh o Fórum Socioambiental, todas as pessoas que militam nesse campo da arborização urbana, o Ivan também temos eh salvado algumas árvores e raízes, né, eh pela cidade. E e a gente tá entendendo que a gente realmente tem que ter ações muito mais contundentes, né? Não basta só a denúncia, mas a gente precisa ter ações contundentes e projetos de lei. A gente sabe que a gente tá numa situação política muito difícil aqui na Câmara em Campinas, não só aqui, né, Juliana, mas eh a gente precisa propor realmente soluções paraa cidade para provocar, né, esse governo municipal que tem eh atentado contra as árvores. Eu tava pensando aqui da gente fazer eh Emília fazer a a sua fala, depois passamos pra Ana e depois pra Juliana, tá? Pode ser, Emília. Obrigado pela tua presença. I Ana, obrigado por por ter vindo. Que é isso? Bom, bom dia a todos, todas e todes. Eh, o Wagner começou falando da a gente precisa criar resiliência para cidades, né? Então, vamos começar pensando o que que é resiliência na cidade. Quando eu tô falando em resiliência na cidade, eu tô falando em cidade segura, saudável, justa, preparada pro futuro e uma cidade que vai transformar suas próprias vulnerabilidades, portanto ela tem que as conhecer em força. É isso que é resiliência, né? E à medida que eu for falando, eu gostaria muito que vocês começassem a pensar na cidade que vocês moram, como é que isso é tratado, né? Porque toda vez que a gente tem contato com alguém da prefeitura, eu já falei, eu falei isso essa semana numa reunião, eu tenho sempre a sensação que eu moro num Campinas verso em relação à prefeitura de Campinas, né? Porque eu não consigo ver tudo que que a prefeitura diz que tem. E aí eu queria fazer aqui só um adendo ao que o Hamilton falou. Aquela lei de arborização que ele citou era da década de 60. Os planos diretores já acabaram com ela há muito tempo, né? Aquela que ele falou: "Ó, Campinas tem esse padrão de arborização lá no começo." É, era na década de 60, tá, gente? E foi por isso que a Campinas foi considerada ganhou o prêmio internacional de cidade mais arborizada, né, da América. Bom, na década de 60, 60 até 80 e depois em 80 eles sumiram com toda a proposta. Bom, então se resiliência isso, vamos pensar um pouco, tem quais seriam os quatro eixos da resiliência, né? Primeira coisa, é governança e instituições. E tem uma coisa que a gente já vem discutindo desde a Rio 92, que as a estrutura do estado planetário não dá conta da questão ambiental, mesmo que hoje ela seja chamada mutação climática, tá? A questão ambiental, ao longo desses pelo menos 50 anos que eu sou militante, ela vai criando novos nomes, né? Ela atualmente tá, já virou mutação climática, certo? E assim não dá conta. Por quê? Porque é hierarquizado, porque é encachotado, porque é fragmentado. Então, quando a gente fala de governança, a gente fala que a gente tem que desfragmentar a gestão, tá? Essa é a primeira coisa que nós temos que tomar muito cuidado quando a gente tá falando de governança e das instituições. Então, eu preciso de transparência, porque quando eu tô falando de resiliência, com aquelas características que que eu comentei, a gente tá falando de uma cidade que eu tô discutindo as pessoas e a natureza nas pessoas e a natureza na cidade, né? Então, sem transparência, portanto, sem que todo mundo se envolva com o que tá acontecendo e se aproprie daquilo que tá sendo proposto, não tem como a gente ir para lugar nenhum. Não existe resiliência. Resiliência não é a Defesa Civil te avisar, amanhã tem tromba d'água, se vira. Tá. Resiliência não é isso. Resiliência não é o relógio da CETESB lá na Paulista dizer o ar aqui está péssimo e você engarrafado. Você faz o quê? Você fecha o carro, sai correndo, você tem uma bomba, uma máscara de oxigênio no carro. Então isto não é transparência, tá? Isso não é produzir cidade resiliente, porque isso não é de fato envolver as pessoas, é assustar e criar pânico, na minha opinião, porque um monte de gente pode até se proteger e quem não se não pode, o que que faz? Suicida antes que o desastre aconteça, né? Então isso é uma coisa que a gente tem que tomar muito cuidado quando a gente fala da importância da econômica, né? E um outro um outro ponto importante da resiliência é a questão econômica. Porque se você não tiver uma economia diversificada, diversificada local e regionalmente, você vai colapsar o sistema, tá? Isso já tá provado, né? Independente do que que a gente tenha esteja falando, porque a gente precisa de cadeia de suplimento que sejam muito flexíveis, porque eu tô falando em resiliência, tá? E tem, portanto, uma questão que é social e é comunitária, que é o de envolver as pessoas, que é de ter criar comunidades de fato que sejam coesas, possibilitar a organização dessas comunidades, criar umas um sistemas de principalmente de saúde e educação, que as comunidades se envolvam, né, e participem disso, né? E finalmente tem a coisa que é a mais fácil de fazer, que é a tecnológica, que é a infraestrutura, porque isso é mais simples. Isso a gente não tem problema. Pensar sistema de drenagem, pensar a solução baseada na natureza, pensar a criação de parque. Tecnologia tá fácil, qualquer um sabe fazer. O problema é que sem as outras três coisas antes, não adianta eu vir com a tecnologia, porque ela não vai dar conta de ser resiliente. Tecnologia em si, tecnologia não é solução, tecnologia é ferramenta, né? Então, bom, posto isso, por que que eu coloco tudo isso? Porque na cidade, numa cidade como as nossas e num mundo que nós somos capitalista e o capital precisa da acumulação, porque sem acumulação o capital não sobrevive, o que que a acumulação gera? Se eu acumulo, eu produzo resíduo. É impossível eu acumular e não ter resíduo. Se eu não acumular nada, eu não tenho resíduo. Por isso que quando você olha qualquer ecossistema natural, ele não tem resíduo nenhum, né? Ele obedece todas as leis da termodinâmica e ele vai circular absolutamente tudo. Então eu tô trazendo a questão da resiliência paraa cidade, porque a gente precisa de entender o que que é isso, a resili por que tá se falando tanto em resiliência, qual é o composto, o complexo que tem os os quatro pés, né, que a resiliência tem para de fato dizer que vai chegar e existir numa cidade. E para isso a gente prec e porque é a partir disso tudo, pra cidade ser resiliente, a primeira coisa que ela tem que aprender é como é que ela não produz lixo, né? Então essa é a primeira coisa. Como a gente eh acumula, a gente pode produzir ou lixo ou resíduo, né? a gente vai tentar evitar com certeza resíduo. A gente já percebeu que não dá pra gente não produzir, mas a gente pode entender que quando eu produzo resíduo, ele é resíduo temporariamente, porque todo resíduo eu tenho que conseguir achar uma um destino para ele, para que ele continue no sistema. Quando ele é lixo, eu não consigo fazer nada, porque tá tão misturado, tão nojentamente misturado, que o tempo que eu vou gastar, a água que eu não tenho, porque o Luís já nos provou que é água que a gente não tem, né, que eu vou gastar para poder limpar tudo aquilo para separar, não faz sentido. Então, quais são as soluções tecnológicas que eu tenho quando eu já tô com a aquele furdunço daquele lixo acumulado? Eu só quero me livrar daquilo, porque aquilo além daquilo ser horroroso de ver ainda fede, né? Então, qual é as duas coisas que a gente sempre acha? A espécie humana, desde que a espécie humana começou a viver em coletivo, aprendeu a fazer quando ela não quer uma coisa por perto? Ela enterra ou queima? Tá bom. Bom, mas vamos ficar aqui com aquela coisa que já é desprezível mesmo, que já tá morta, né? Ou enterro ou eu queimo, tá? Em, se eu queimo, eu vou produzir poluição. Se eu enterro, eu vou produzir poluição. Não tem, não tem como eu escapar disso, né? Porque se eu enterro, eu poluo toda a atmosfera e se, desculpa, se eu queimo. E se eu enterro, eu poluo todo o aquío. Então eu mexo com o ciclo hidrológico o tempo todo, tá? Então, o resíduo é muito importante a gente entender que nós vamos lidar com resíduos e não vamos relitar mais, não vamos lidar mais com lixo. É a primeira grande questão. E essa decisão tem uma decisão que tem a ver com política pública, mas tem uma decisão que é pessoal. E isso é o que é o complicado, porque ao mesmo tempo que tem uma decisão que é da política pública, tem uma decisão que é do coletivo, tem uma decisão que é da pessoa. Porque quando eu olho para alguma coisa e falo: "Não quero, não preciso, não necessito, a decisão na sequência que eu faço a isso, eu produzo lixo ou resíduo." Mas para fazer isso, eu tenho que entender que resíduo é esse. Porque se eu não entender o que tá na minha mão, que tipo de resíduo é esse, ele só pode virar lixo. E aí aí eu começo a precisar da política pública, porque primeiro eu tenho que informar as pessoas e não basta pôr aquele triângulo que a gente já aprendeu depois de 50 anos de documentos eh sigilosos nos Estados Unidos, eles se tornam públicos, né? E a gente empreendeu da Associação de Produção de Plástico, que eles fizeram aquele triângulo, mesmo sabendo que nem todo o plástico era reciclável, eles puseram um falso triângulo, né, para poder colocar o número daquele tipo de plástico. Alguém comentou, mas vai parecer pras pessoas que tudo é reciclável e só dois dos oito são? Ah, mas tudo bem, né? A gente não tá escrevendo que é reciclável. Isso é problema das pessoas, se elas perceberem errado, né? Então eu preciso de uma política pública para dizer: "Olha, isto aqui que não dá para é possível voltar paraa indústria não pode ser produzido aqui." Isso é uma questão de política pública, né? Isso é uma questão da gente poder ter controle sobre a indústria, sobre o que que ela põe, porque no na 80% do resíduo que a gente tem não é nem produto, é embalagem. Então é é supérflo. Será que a gente precisa disso? Ó, esse copinho que tá todo mundo feliz com ele, porque ele é considerado um copo de papel, mas ele tá escrito aqui misto. Papel misto. Sabe por quê? Porque para você poder colocar qualquer coisa quente no papel não dá conta, né? Então eles vêm aqui por uma camada finíssima de parafina que é combustível fóssil. Olha a transição energética que não transita, né? aquilo que o Luiz falou, a gente tem que falar de transição energética, mas o que a gente tá vendo é que além da do combustível fóssil que a gente consome cada vez mais, a gente tá trazendo novas fontes de energias consideradas limpas e consumindo mais delas também, mas a gente não tá diminuindo o combustível fóssil. A única coisa que a gente tá estável no mundo é com o uso do carvão, né? O resto todo a gente só tá consumindo, né, aumentando o consumo. Então, temos que tomar muito cuidado com essas questões anteriores até eu poder dizer o que que eu vou fazer com a questão do resíduo. Vocês desculpem porque eu não eu achei que aqui não ia ter como fazer apresentação. Aí eu pus tudo aqui no celular e o celular vai indo para lá e para cá. Bom, eh, o resíduo, portanto, para paraa resiliência é das coisas mais importantes que a gente tem, né? E na COP 30 resido desde que tivemos as NDCs, que são as as a como é que fala isso em português? Eu sempre esqueço, não contribuições nacionalmente definidas, tá? Em português é isso, em inglês fica nd, né? Porque na COP de 2015, quando se decidiu que chega de começar a negociar e chega da gente começar a ver se vai ser 1%, 1 grau, 2 gra, se tem, não tem. Em em Paris, na COP 15, chegou à conclusão que agora a gente vai começar um plano de ação, né? E o plano de ação então foi criar essas contribuições nacionalmente determinadas, não é definidas, são determinadas, né? Então cada país ia dizer: "Olha, eu posso fazer isso até 2030, eu posso agir dessa forma." Então cada país ia definir isso. Uma das coisas que todos os países começaram a citar, e foi a primeira vez que isso aparece na discussão das COPES, é resíduos. E o Brasil foi um dos colocou a maior meta. A gente estava no governo Dilma na época e ela pôs uma meta super audaciosa pro Brasil. Nós íamos acabar com todos os lixões do país. Por que que a gente tinha que acabar com os lixões do país? Porque lixão, gente, produz metano. Metano é 70 vezes pior do que carbono pro efeito estufa, né? Mesmo que pareça que a quantidade é menor, o efeito é muito pior, tá? E aí tem coisas que a gente não consegue falar a respeito por questões religiosas, né? Não tem lixão pior no mundo do que cemitério. Sinto dizer isso, mas é, né? É matéria orgânica que a gente enterra e a gente tem uma uma todos os cemitérios são em cima de nascente de água, né? Pode olhar. Todo cemitério tá na beira do morro, tá próximo de nascente. Todo cemitério contamina nascentes. Então hoje para você montar um cemitério, você tem que montar um aterro sanitário para evitar as contaminações e você tem que fazer captação de chorume. Discutir necrochorume nesse país só foi possível em 2006. Todo mundo sabe que isso existe desde o século XVI, tá? E isso é uma coisa que só agora a gente tá começando a discutir também, né? Então, lixão é importante porque a gente tem aquilo que no cemitério a gente chama de fogo fato. Fogo fato é metâno que fica queimando, né? E que se você captura, você ainda produz energia. Olha que coisa boa, né? Você ainda pode mobilizar vários veículos com isso, né? Então isso é uma coisa muito boa. Bom, a outra questão era que a gente não ia ter aterro, porque a nossa lei desde 2010 diz que aterro é só aquilo que não consegue voltar pro sistema de forma alguma. Então o Brasil não tem política para ficar criando aterro. Prefeito adora construir aterro, né? Não é aterro que a gente tem que construir. A gente tem que construir uma política, uma de diminuir a compra daquilo que não é reciclável, porque tem que ter uma decisão do consumidor junto nessa história, né? Portanto, quanto menos coisa a gente comprar, quanto mais consumo responsável a gente tiver, quanto mais educação cidadã nós tivermos, para ficar aqui com a fala do do Zé anterior, a gente já começa a fazer a diferença. Dois, eu preciso reciclar esse material. Então, eu preciso separar o que que é reciclável seco do que que é reciclável úmido. Úido é matéria orgânica. Até hoje, 60% do que as pessoas compram, elas jogam no lixo como comida. É comida que vai pro lixo. Por que isso? Uma das causas é que a gente compra comida que não é produzida próximo da gente. Então, como a comida vem de muito longe e você tem que ir a lugares que são distantes para comprá-la, você tende a comprar mais do que você precisa, porque você não tem tempo de ir toda hora a uma venda, né, a um lugar de compra e aí você acaba desperdiçando a comida. Então essa é uma outra questão importante que quanto mais eu tenho um comércio diversificado próximo de onde eu vou consumir e uma produção de alimentos próxima de onde eu vou consumir, menos resíduo orgânico tende-se a produzir e o resíduo e a comida, o alimento estraga menos. Então, o conceito de cidades que alimentam tem essa característica, né? E aí a gente vai voltar à utopia, né, ali das cidades renascentistas, que todas elas deveriam ter em volta da área construída uma área de produção rural de alimento, né? Essa era a grande utopia renascentista das cidades. Então, a gente tá voltando a esse conceito. Esta cidade até 2001 tinha uma rua que conurbava. O resto Campinas toda, ela tinha um um alo enorme de área rural, né? Hoje a gente não tem mais área rural porque o plano diretor diz que a gente só tem área de expansão urbana, né? Ah, claro, é ordenada, óbvio, pelo capital, né? Esqueceram do pelo capital, mas é pelo capital, né? Tá? Então essa é esse é um outro problema, porque a gente tá produzindo mais resíduo, tá? E complicando mais ainda a nossa vida. O resíduo reciclável seco, ele tem que estar separado em resíduo reciclável seco, seco e limpo. Porque se eu coloco o resíduo sujo, portanto, se eu pego um copo de café, que eu acho que vai ser reciclável, e ele tem resto de café, já contaminou esse resíduo, ele não tá limpo e eu não vou conseguir reciclar. Então eu preciso estar sempre limpando as coisas, né, para poder dizer que vou colocar, vou fazer a reciclagem desse material, ele vai voltar pra indústria. E se eu tenho esse resíduo seco e limpo, eu posso ter cooperativas que vão fazer a triagem fina desse material próximo das residências aonde eu tô produzindo esse resíduo, porque uma cooperativa vai ser tão limpa quanto uma padaria. Tô fechando, tá? Por que que a gente sempre põe as cooperativas longe? De forma que eu tenho que gastar combustível fóssil no caminhão para transitar do lugar aonde eu produzo o resíduo para o lugar aonde eu vou fazer a triagem desse material? Se ele tem que ser seco e limpo, né? Tipo aqui em Campinas, dados muito antigos que a gente fez da cidade inteira nos diz que esta região que a gente tá aqui em direção ao gramado é 1, kg a 2 kg, incluindo Barão Geraldo, de produção de resíduos seco por dia, por pessoa. Aonde estão as cooperativas que é lá lá do outro lado, né? lá perto do do na região do Campo Grande, na região mais para baixo, depois do Campo Grande, ali a produção em torno de de 200 a 300 g de ia de resíduo. Então, por que que tod todas lá e a gente não tem nenhuma do lado de cá, né? Então, as essa cidade resiliente, ela tem que tratar dessas questões, né? E aí temos toda a outra questão com que é considerado resíduo especial. Que que a gente vai fazer com os eletrônicos? O que que a gente faz com lâmpada? Lâmpada não tem que ir pro lixo comum. Resío de saúde não tem que ir pro lixo comum. E tudo tem um lugar para você colocar em uma. Então, olha, eu preciso que as pessoas, é necessário, eu não necessariamente, mas nós precisamos que as pessoas se envolvam pra cidade ser resiliente. E para ela se envolver, ela tem que conhecer, porque sem conhecimento ninguém se envolve com nada, tá? E para ela conhecer, eu tenho que ter uma construção de política que seja coletiva, transparente e inclusiva. Então, percebe que eu não vou resolver resíduo fazendo um plano de resíduo técnico e tecnológico, porque a questão do resíduo eu tenho que começar muito antes. Obrigado. Obrigado, Emília. Também dizer aqui da notícia que acho que vocês já sabem que a gente tem uma comissão de estudos sobre a gestão de resíduos sólidos aqui em Campinas. Temos trabalhado bastante, visitado cooperativas, né? E esse é um outro campo do nosso mandato que tá eh bastante ativo e a gente sabe que é um desafio enorme, né? Emília tem nos ajudado bastante, Celeste também tem nos ajudado bastante. Enfim, Ana, queria te agradecer a tua presença. Sei que sábado de manhã não é fácil, né? Mas a Ana vai falar um pouco sobre redução de emissões de de gases de efeito estufa e e a Ana, para quem não sabe, é do CEPAGRE da Unicamp, né? E tem um trabalho muito, né? Tem um excelente trabalho eh nesse nessa instituição importantíssima da nossa cidade, região Brasil. Obrigado, Ana. Bom dia a todos. Um prazer muito grande, né, estar aqui. Obrigada, Wagner, pelo convite. Eu cheguei realmente atrasada, não consegui chegar antes. Questões pessoais. Eh, quantos minutos eu tenho, Wagner? De 15 a 20. De 15 a 20. Tá OK. Bom, a minha fala vai ao encontro da do que a gente tá vivendo, por exemplo, hoje. Não sei se vocês viram. Eh, teve um tornado no Paraná em escala F3, tá estimado, que matou cinco pessoas, né? Então, a gente tá vendo que os eventos eh severos eles vêm acontecendo, as áreas urbanas é onde a gente tem o maior risco, né, da, né, da exposição nossa. A gente, inclusive, eu não sabia nem se a gente ia conseguir vir por conta do alerta que, né, eh saiu e tudo em função dos eventos acontecendo, né, no boa parte aqui do centro sul do país e eles estão acontecendo com mais frequência mesmo, né? A gente saiu agora poucos dias eh de uma situação de alto risco de crise hídrica, né? Não que isso já tenha passado, mas eh porque agora a gente já tem vi o início das chuvas, né? is se configurando, a gente sai dessa situação eh crítica, mas a gente eh vivendo essa situação cada vez mais frequente. Agora, né, a gente tá eh eh esse ano, né, com esse risco de crise hídrica, quer dizer, os eventos severos, os eventos climáticos estão aí, estão acontecendo e e e é e qual que é a principal causa disso, né? São é o aumento da temperatura do planeta, né? a gente tá vendo que as temperaturas estão mais altas. Eh, o, até o ano passado, por exemplo, as temperaturas médias do planeta estavam em torno de 1,5 acima do que era esperado, do que perdão, do que foi medido na antes da da época lá da do desenvolvimento industrial antes, né, na pré fase pré-industrial, né? Então, as temperaturas 1,5 é muita coisa. Eh, e por que que isso eh tá acontecendo e por que a gente precisa tomar consciência disso, né? Incrível. Mas ainda existe pessoas que preferem não, uma uma boa parte que preferem não acreditar e e e ignorar essa informação, né? Então, eh, uma das questões, né, inclusive a gente tá vivendo a COP 30 no Brasil, né, hoje se, né, a gente tá acompanhando muito isso e são discussões super importantes que estão acontecendo em termos eh globais, né, eh, e as áreas urbanas, né, sobretudo uma metrópole aqui onde a gente está, tem uma contribuição muito importante, né, sobretudo aí na queima, né, de combustíveis fósseis. Uma das questões que mais presente aí é a questão do na área urbana, a questão do transporte, né? A gente eh para se deslocar a gente tem eh uma situação é complicada, né? A gente eh a a cidade expandindo a absurdamente. A gente para todo lado que a gente vê eh é construção, é uma expansão enorme das áreas eh urbanas. elas estão espraiando mais nas áreas ditas rurais que, né, vão se extinguindo e eh e e o deslocamento, né? Quer dizer, hoje uma pessoa eh eh precisa se deslocar, ela vai eh que não tenha carro, ela vai num sistema de transporte que é é um desafio, né, a nossa região. Eu eh logo que eu cheguei em Campinas, em 2001, eu não tinha carro, me deslocava de ônibus. É um desafio assim que a gente eh eu eu tenho essa noção do que que é. É, então que que é a gente o transporte, né? Domingo a gente quer fazer um passeio, você leva 2 horas no deslocamento, né? Sem falar, esperando, né? Eh, eh, então é um desafio muito grande a questão de transporte nas áreas urbanas e a nossa região sofre muito com isso, expandindo dessa forma como que como que vai ser lá em 2040, 2050, tanto pela queima de combustíveis fósseis, porque cada um de nós, né, podendo e que tendo eh a possibilidade, porque a gente também vê a população, envelhecimento da população, esse desafio, quem que, né, a exposição, dirigir, tudo é um risco. e a questão do do consumo mesmo, né, do consumo de combustíveis fósseis, né, eh, e o desafio no trânsito, que é uma uma questão muito grande com relação às áreas urbanas. Então, eh, a questão da da eh mitigação, a a eh reduzir, né, essa esse essa emissão de gases do efeito estufo. Por que que a gente fala que o transporte é um desafio, né, por conta do do do combustível mesmo, é, do combustível fóssil, né, que vai queimando o petróleo. tá lá no petróleo principalmente, né? Tem eh carvão também, né? Eh, que eh é uma é uma outra fonte, mas de forma geral, assim, se a gente for olhar em termos globais, né, a questão da do do do combustível mesmo, né, do CO2, eh, o petróleo tá lá embaixo, né, no subsolo, né, e uma vez que ele sai, ele vai eh pelo processo de queima, ele vai pra atmosfera e não não volta mais. não volta, né? É um processo químico, né? Você perde, né? Então você vai emitindo, emitindo, emitindo CO2, né? Para atmosfera, né? E aí você fala, a Emília falou bastante, né? A questão dos resíduos de plástico, quer dizer, tudo é petróleo, né? Hoje a gente tem eh os nossos, né? O copo, né? O plástico, né? Tudo é o quê? É petróleo para fazer para, né? Outro dia eu tava ouvindo um um pesquisador e ele falando que é muito difícil, é um desafio muito grande essa questão da transição e é muito séria, é muito importante e é um desafio porque você muda essa matriz, né, essa matriz energética para uma outra e tudo tem um custo, né? Até, por exemplo, a gente é um uma questão que a gente trabalha lá no CEPAGRE pelo próprio nome, Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas agricultura. A gente também tem um olhar muito eh pra questão da agricultura, né? A questão do da expansão do enfim, de toda essa forma, né? Eh, de como é feito, de como a gente precisa preservar essa natureza que ela tá numa num ponto crítico, né? uma inflexão aí que a gente não não sabe como que a gente vai ter a questão da biodiversidade, né? A questão tudo isso em função do quê? Dessa dessa e esse esse consumo. Então esse essa forma de consumo. Então é uma questão que envolve todos a forma como a gente vive, né? Não adianta a gente pensar: "Ah, não, então tem a transição energética, né? vão passar não não eh paramos com o petróleo, vamos paraa energia limpa. O Brasil é grande fonte, né? A gente tem uma área de expansão agrícola no sentido eh de biocombustíveis, de água. Água, água por enquanto, né? Mas a gente sabe que em função aí da mudança climática, a gente vai ter um um desafio muito grande na região central aqui, incluindo a nossa região, com relação à redução do volume de chuvas, né? Então, eh, é um é um é um consumo, um consumo, as palavras, né, que nem sustentabilidade, o consumo consciente, então são questões que vão vão eh sendo eh necessárias e e e paraa nossa interiorização, né, na forma como a gente vive. Nessa questão, não adianta a gente mudar eh parar o o a a o consumo, né, a energia não renovável para uma energia renovável e continuar no mesmo padrão de consumo, consumo, consumo, sem uma uma um equilíbrio. A gente não também essa energia que é que hoje é considerada energia renovável, ela também não não dá conta de tudo e é caro, né? Então, a gente é uma é uma transição e a gente tá num ponto de inflexão eh que é a questão da redução da emissão. Eu eu entendo que isso é fundamental, a gente não pode perder isso. E a questão da adaptação, né? Porque as mudanças climáticas elas já estão, a gente está num clima diferente. Eh, e não tem como a gente negar que a a pirâmide, né, é a questão climática. Então, por exemplo, eh, a gente, os eventos severos, né, eles vão acontecendo com maior frequência e a gente se expõe, né, a gente tá exposto. Você sai, aí de repente tem chuva, tem descarga elétrica, tem alaramento, né? Por exemplo, aqui a gente tem as áreas de risco aqui na região de Campinas e as áreas que são consideradas áreas de risco e as áreas que não necessariamente são consideradas áreas de risco, mas que alaram com muito facilidade e que a gente precisa se deslocar, né? Então, é é a questão da adaptação também, né? Então, a mitigação é no sentido de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, né? E a eh e a questão da da adaptação mesmo, como que a gente recebe essas informações e a gente usa pra gente ter a nossa segurança, né? E é claro, a a as a como que a sociedade, como que os jovens hoje recebem essas informações nas crianças, nas escolas, para ir transformando isso, né? Porque é meio que urgente, uma situação muito delicada, né, que a gente tá vivendo. Mas não é para pânico. Eu sinto que hoje a gente vê muito a questão daansiedade, né? os jovens eles estão sofrendo muito com isso, porque eles não sabem eh os que têm mais consciência, que estão acompanhando, que são muitos, né, eles não sabem como eles vão enfrentar o futuro, vendo todos esses desafios, né? Eh, e claro que tem outros fatores, mas eh que ameaçam, né, que as questões dos conflitos, né, cada vez maiores, né, essa questão aí eh eh que a gente vive, né, mas a questão climática, que é uma questão que vai vai eh perdura, né, para da biodiversidade, né, da questão da da saúde, né, da gente tá exposto a esse calor extremo, né, hoje a gente tem um olhar extrema eh de de eh com urgência, que é a questão do calor. né, a questão do calor, que as pessoas estão expostas e como que vão eh reagir. A gente não tem isso essa e e a questão cultural, né, pra gente poder interiorizar as informações e poder usar o nosso ao nosso eh ao nosso benefício pra gente ter saúde, né, e eh enfim eh manter a nossa eh qualidade de vida, né? eh exposto a tudo isso que a gente tá eh, vendo e vivendo de forma que a gente mantha a nossa saúde mental, né? Porque a gente não pode se deixar também abater, senão a gente acaba virando um problema, né? Né? Eh, então a gente tem que eh enfrentar e se se adaptar. Então, a questão da mitigação, que é a redução de gases de efeito estufa, porque a gente já 2000, o ano passado a gente atingiu 1 gra 1,6º, que é um uma meta já que ultrapassa o que era esperado, né? Eh e a gente tá vendo isso na prática em função desses eventos que a gente tá eh vivendo. Eu não sei se tem alguma pergunta, se vocês gostariam de fazer alguma pergunta ou se vai ficar para depois, Wagner. Então eu acho que eu encerro por aqui. Fico à disposição. Obrigado, Ana. E eu passo agora pra Juliana Cardoso, nossa deputada federal. Bom, quero muito te agradecer, Juliana, porque sei que você chegou tarde da noite ontem, né? Tem um compromisso familiar super importante hoje também, mas se dispôs a vir, né, conversar conosco e nós vamos te chamar cada vez mais para para você compartilhar o que que você tá vendo no Congresso, tua atuação lá na Câmara, né? E nessa expectativa da gente também batalhar muito pela reeleição do nosso presidente Lula no ano que vem. Então, Juliana, a palavra é sua. Obrigada. Olá, bom dia, povo de luta. E coisa boa nessa chuvinha. Eu às vezes quando a gente vê a chuvinha assim, ai meu Deus, eu quero ficar dormindo. Mas ai gente, aí acorda pra realidade porque a vida é intensa. E eu falo que, gente, chegou o Natal. Ontem, on de ontem, eu fui numa entidade, né, que fui, fui lá fazer um trabalho com eles. Aí quando abre a porta assim, uma árvore de Natal, pega a parede inteira, eu falei: "Meu Deus, socorro!" Voou o ano e eu falei assim: "Eu preciso de mais seis meses, pode ser?" Não, chegou dezembro. Quero agradecer muito, né, o nosso vereador. Acho que eh eu tenho a percepção que quando a gente conversa ou quando eu venho aqui que você tá movimentando o rolê aqui, hein? que a Câmara, né, tem tido que engolir as pautas, né, progressista, as pautas da vida, do dia a dia do povo. Isso, né, é muito importante quando a gente também pode ocupar esse espaço do legislativo, eh, para poder trilhar e, quem sabe a gente, enfim, conseguir chegar a governar essa cidade, né? estamos precisando. Então, quero agradecer a cada um aqui, representantes, né, eh, da mesa. Eu acho que foram eh muito interessante porque você montou uma mesa que cada um foi falando especificamente do tema. E aí o que me compete agora é falar um pouquinho sobre nacionalmente Congresso Federal. Socorro! Vamos sair correndo porque lá falo que o o é tira porrada de bomba a semana a a semana inteira, o mês inteiro. E quando a gente fala sobre a relação ambiental, meu Deus, é crime. É exatamente isso. E às vezes eu eu penso, né, que eh eu sei que nós vivemos num país democrático e precisamos viver nele, né? é importante, mas eh algumas falas, né, de deputados eh a gente tinha que ter algumas alternativas de não deixar acontecer, né, como eh muita terra para pôr com índio, né? A gente precisa vir com qualquer jeito, qualquer eh o lucro acima da vida das pessoas, né? A relação ambiental, ela passa longe daquilo que a gente precisa. E é um pouco o que eu quero falar. sobre essa COP, né? eh 30, quando a gente vem receber eh eh a COP 30 aqui no Brasil, ela eh não é só uma questão de recepcionar o mundo inteiro para poder dialogar sobre isso, mas também eu acho que a questão simbólica, né, de o Brasil, onde tem a nossa Amazônia e tem outros biomas e biodiversidades, né, a gente tá falando de vários eh eh biomas que a gente tem aqui no Brasil, não é só na Amazônia, Cada uma delas a gente precisa cuidar com muito carinho, porque é a junção delas que faz a gente, né, ter uma melhor qualidade de vida. Porém, o homem, né, o homem sempre pensa lucro, o homem sempre pensa eh sempre pensa no seuigo e muitas vezes sem pensar que a gente tem toda uma sociedade de todas as classes sociais, inclusive o deles, né? Porque quem quem vai primeiro sofrer e morrer com essa crise climática ambiental é o povo mais pobre. Mas daqui a pouco não vai ter água para mesmo para esses bambambãs, a gente que tem muito muito dinheiro, né? qual é a água que vai ter, qual é o alimento que vai ter, porque como que vai plantar, como que vai colher? Como Então eu fico falando assim, gente, é é um é um lucro burro, né? Um lucro acima da vida das pessoas de qualquer jeito. Então eu acho que essa a COP ela ela vem e vocês trazendo essa discussão aqui pro território, a COP vai começar daqui dois dias, né? Eu não vou no início, mas eu vou dia 12. Eu faço parte da comissão, sou vice-presidente da comissão eh dos povos originários, Amazônia e Ribeirinho. Então, a gente também tem enquanto comissões, tarefas intensas lá, né, junto também com o presidente Lula, eh, para poder, ã, falar um pouco das coisas que não só comissão, mas a poucas coisas boas que o Congresso tem aprovado, né? a gente tá na contramão. Enquanto tá cópia, a gente tá recebendo a cópia que eh projetos de lei que eu vou falar um pouco sobre ele, é contra a relação ambiental. Então, eh, eu, a gente precisa eh trabalhar a entender que hoje, ã, 80% da nossa população brasileira vive em áreas urbanas, né? a gente eh foi destruindo, né, essa natureza, destruindo e colocando a o concreto em cima da árvore, né, eu esqueci seu nome. O Hamilton colocou muito bem, né? Eu fico impressionada quando as pessoas falam assim, porque essa árvore tá aqui, tá atrapalhando, né? Tá quebrando a minha calçada, tá atrapalhando, sujando a minha. Aí eu fico bem olhando assim, eu acho que é o contrário, né? É você que tá atrapalhando a natureza e a árvore, não é? Sus fica brava, né? Porque às vezes vereador, não é isso, vereador? Eu preciso tirar a árvore da frente da minha casa, não tem condição aqui quebrando a minha até você fazer um convencimento que assim, eh, você precisa cuidar dessa árvore, né? É, é uma coisa, às vezes as pessoas ficam brava, né? O Brasil hoje é o quarto emissor de gases de efeito estufa. Tô falei certo, pesquisei certo, muito bom. Eh, eh, eh, e isso e tem 50% dessas emissões que vêm eh dos desmatamentos e queimadas. E aí, eh, desmatamento, que é muito grande, e queimadas, que é isso que a que a professora falou, né? As pessoas, o lixo você vai fazer o quê? Eh, enterrar ou queimar? Eu tinha longas brigas com meu marido, que hoje faz aniversário, né? Eu que ele pegava ali as coisas para queimar. Não vai queimar não. Não pode queimar não, porque não tem onde fazer. Vamos pensar outro jeito. E aí a gente foi pensando junto, né, caminhos de de porque a gente não tem muito acesso, né? Isso, isso é importante a gente também entender. Só são poucos acessos que você tem a informação de como que você faz uma reciclagem, como que você tem um acesso eh sobre isso. Eu fui nesse lugar que eu fui eh que chama mão eh é uma instão chama mãos dadas, eh ali em Tapecer da Serra. Eh, é uma escola que atende eh uns 100 alunos na média e eles têm eh essa coisa da relação da reciclagem, eles foram começando a trabalhar como um projeto pedagógico, só que virou a principal eh trabalho daquela escola. Eles fizeram eh um espaço que eles pegam eh coletam o lixo, né? Eh, as crianças vão, fazem toda a a reciclagem e o lixo orgânico eles também vão trazendo e no final de semana cada um leva o seu baldinho para casa. E aí quando chega segunda-feira eles trazem o lixo orgânico e o reciclável para a escola. E esse lixo, eles fizeram um bio, até notei o nome porque o biodigestor que eh eh coloca faz a o gás para poder fazer a comida deles. Eles falam assim: "A gente só conseguiu quatro bocas, a gente ainda não conseguiu mais porque tem que ter muito, né? Então estamos ali organizando a comunidade, não só as crianças, para poder trazer, para poder ter esse gás". Eu falei, é aí, é aí que nós vamos conseguir trabalhar com a a formação e a informação do que que a gente quer pro futuro, né? Se na educação ou os espaços, que aí essa coisa individual, né? O que que eu posso fazer? Eh, eu antigamente jogava assim, tá aqui, ah, tomei o café, pronto, joguei fora, eu não lavava, né? Porque tipo, para mim tá tudo resolvido, não. Então a gente sempre tá muito mais perto, né, da informação, tem dificuldade, imagine quem só vai lá ali jogar o lixo. Então isso é uma coisa que a gente precisa trabalhar muito. Bom, segundo a ONU, ó, eu sou faladeira, você fala tanto tempo. Segundo ano, eh, segundo a ONU, nove de de 10 desastres climáticos afetam as cidades. E o nosso governo do presidente Lula, né, retomou uma política de mudança de clima, onde ele relança o plano Amazônia sustentável e cria o fundo do clima com mais de 10 bilhões de investimentos previstos. Bom, 10 milhões, né, a gente olha, é muito dinheiro, é, mas não é quase nada em tudo aquilo que a gente precisa, né? Eh, oi. Se o congresso não diminui. Se o congresso não diminui, exatamente. Então, eh eh a gente precisa, eh, pensar que ã tem tentado se caminhar eh para poder pensar em projetos importantes, mas quando chega nesse espaço de disputa do Congresso Nacional, a gente tem impressões de uma bancada ruralista, uma bancada do lobby, do agronegócio, que é muito forte. Nós estamos falando em 513 deputados, a gente tem pelo menos uns 220, 240 que são ligados ao agro, né? O outro são a segurança, o outro são sei lá o quê, enfim. Então eles são muito, principalmente sul e sul sul eh eh e Centro-Oeste, né, que são os mais, né, assim eh difíceis. Os deputados do Mato Grosso, só socorro. Então, eh eh a gente vê projetos, por exemplo, que eh que querem que flexibilizam eh essa esse licenciamento ambiental, como a gente viu, P, o projeto da devastação, né, que é assim, é impressionante como que é tirar o poder, né, da participação social, mas também tirar o poder da eh do Ministério dos do Meio Ambiente, docebil, do IBAMA em cima. né, do território, né, não olhar a nossa a nossa mata atlântica, olhar o Brasil como um todo, né, querem eh eh territorizar, colocar no território. Aí lascou, porque vamos falar daqui de Campinas ou vamos falar de São Paulo, né? Porque as legislações no plano diretor são para quem? são organizadas para expulação imobiliária, são organizadas para se pensar aquela aquela aquela eh calçadão que não tem uma árvore. Socorro Deus, entendeu? Então pensa só no concreto, pensa só naquilo que vai ter lucro, porque até aquele calçadão, né, tem geração de de licitação, tem dinheiro, enfim. Então, eh, não se pensa o que pode se melhorar, mas o que posso lucrar em cima disso. Então, essas bancadas, elas elas elas têm projetos que atacam esse direito eh diretamente, que é o socioambiental, como ã o PL, por exemplo, do veneno, né, do veneno que é liberado. Pronto, vamos lá, vamos ter alimentação que vai durar mais, vamos jogar veneno e o povo que precisa de se alimentar. se alimenta com esse veneno e que causa diversas outras milhões de doenças, né? Eh, é difícil quando você, vamos falar, por exemplo, da alimentação orgânica, qual a quando for vai se comprar, quem não, a gente vai ali querer ter uma alimentação é saudável, sem veneno, tal. Coloca o preço disso e coloca o preço, né, do agro. Óbvio que é mais barato o com veneno, né? E óbvio que a gente não consegue também estruturar eh tão intensamente esses projetos que vinculam a alimentação saudável sem veneno, né? Quem faz isso mais perto que a gente conhece, que tá mais perto da nossa vida, é MST. Porém, tem outras cooperativas, tem outras entidades, tem uma gama, né, de gente trabalhando com isso, mas mesmo assim ainda é insuficiente para que a pessoa entenda que ela não pode ficar comendo veneno. Ela só só entende que ela precisa só precisa comer, eu só preciso me alimentar, né? Como isso acontece? Não tem. E esse PL do veneno acaba com a vida das pessoas. Eh, a gente tem eh propostas, claro, muito progressistas que estão sendo defendidas no parlamento, né, com com base na esquerda, com base eh no governo do presidente Lula, assim, o que dá para se fazer, porque o que você manda pro Congresso, mas se muda tudo, né? Mas a gente precisa efetivamente fazer uma transição ecológica. Nós precisamos trabalhar muito com a com a agroecologia, com a agrofloresta, com saneamento, com energias renováveis. E eu acho que é é isso que é central, né, na minha opinião, hoje na COP. Deixa eu pegar o meu outro eh minha outra colinha aqui, porque eu fui colocando pouquinho em cada lugar. Eh, para que isso aconteça na COP, a gente tem que falar um pouco também sobre o que que vai tá sendo discutido lá. Aí é assim, né? A gente quando quer eh achar rápido, a gente não acha, né? E enfim, vamos aqui. Então, a COP hoje eh ela tem uma um um protagonismo, como eu falei, né? Mas ela vai discutir muito a relação da transição energética justa, né? Ela vai trabalhar para que a gente possa eh e deve cumprir as metas. E aí vou falar devagar porque senão vou enrolar minha língua da descarbonização e a necessidade de financiamento para os países em desenvolvimento. Quando a gente fala sobre financiamento, os países do primeiro mundo, né, que eles se acham, né, eles ali se acham os melhores do mundo, mas foram eles que financiaram todo esse desastre, né? Foram eles que financiaram toda essa crise climática ambiental. Então, acho que a nossa principal discussão agora é o seguinte, a gente tem que trabalhar para que eles também financie o inverso, né? que eles coloquem recurso para inverter, paraa gente poder ser eh nós somos a única geração e nossos parentes, né, os os meus parentes indígenas sempre fala isso. Nós somos a última geração para evitar queda no céu. Sinto falar para as pessoas, ah, Juliana, vocês são muito exageradas, indígenas são muito exageradas. Não, não são. A gente sabe o que tá falando, né? Nós somos a última geração a evitar a queda do céu. Acho poder legislativo, executivo ou individual. Então o o a gente precisa trabalhar isso. Acho que uma das coisas que o presidente Lula tá trabalhando muito nos bastidores, indo, né, desde daqui e eh de Brasí, de lá de Brasília até a chegada dele antecipadamente, né, a COP, foi para poder começar a ouvir, né, principalmente o movimento, né, ã, que as escutas que tem as experiências territoriais também possam passar por essas negociações internacionais, né? né? Eh, então a gente precisa imediatamente de financiamento climático para que a gente possa ter uma justiça, né, internacional. O norte global ainda não tem, não cumpre, né, os compromissos financeiros com o Sul, né? E por que será? Por que será, né? Como falei, né? Eles se acham. O Brasil ele deve eh defender o mecanismo como fundo verde e o fundo da Amazônia para ampliar a participação das cidades. Ou seja, esses recursos eles têm que ser dialogado para depois voltar para essas cidades, pros municípios e pros estados, pra gente poder efetivar o início, né, dessa recuperação climática ambiental. o início, gente, porque é décadas, né, de destruição. Então, você tem o pontapé inicial, mas ele ainda vai depender de muita coisa, né? Bom, eh, a COP ela vai avançar com um debate, né, de quem paga a conta da crise, que a esquerda defende de verdade, defende historicamente, né, que os países assumam essas responsabilidades concretas. E nós vamos ter que ter uma adaptação com resiliência, né, as cidades, especialmente as cidades periféricas e urbanas, que são que tem maior foco de calor, né, e de ã e de enchentes. A gente vai falar de Brumadinho, a gente vai falar, né, eh, de algumas cidades de Minas, a gente vai falar de Porto Alegre, a gente vai falar em várias outras cidades. Se a gente não se acertar, se a os planos diretores não se acertar e girar, né, de tirar lucro e fazer ou um lucro, né, ambiental, porque tem aí várias teses nesse sentido, né, fazer esse reverso, nós vamos ter cada vez mais problemas. E para isso, né, a gente eh vai ter eh uma base, o PT em si eh tá tem muitas atividades partidárias lá, né, que vão se contrapor em outras articulações, eh, na disputa. É um evento grande, né, que tem vários lugares. E aí a nossa estratégia sempre é fazer as nossas reuniões, marcar a posição para depois ir nas outras mesas e colocar não só as coisas que são relacionadas ao governo do presidente Lula, mas também o que a gente defende enquanto sustentabilidade e projetos, né, pro clima para poder buscar o financiamento. Isso não é só o PT. a gente sabe que tem diversos movimentos sociais populares que já tão lá, tão chegando, chegam esses dias para que a gente para que também eh se tenha uma tarefa ágil e tenha acesso, né? Porque hoje também, por conta que tem muitos, muitos pops, né, que eu falo, muita gente, né, eh eh presidentes, muitos, eh, eh, pessoas que têm uma segurança mais eh eh forte, né, mas que a gente também consiga trabalhar o acesso para chegar nesses lugares, nesses nessas mesas, para que a gente se posicione e cada vez mais tenha essa organização. Quanto tempo eu tenho? Já deu. Bom, então para finalizar eu acho que é o seguinte, ã, políticas públicas que precisam ser concretas e já estão acontecendo, que são o PAC das cidades sustentáveis e resilientes, projetos como minha casa e minha vida, mas minha minha casa e minha vida verde. Antigamente você tinha minha casa e minha vida que você não pensava a relação ambiental verde, horta, eh, eh, a não pensava. Então, nesse eh edição, né, você tem a minha casa, minha vida verde, né, que você vai olhar a cisterna, como que é que fala que a a água onde que vai a captação de água, né, reuso, enfim. Então isso tudo dentro dos projetos que são vinculados ao governo federal é obrigatório. Então quem vai fazer o edital é obrigação pensar isso para poder pensar essa minha casa, eh, minha vida verde. Planos de mobilidade urbana, né, com redução de emissões. Isso, né? Cada vez mais a gente tem que usar eh outros mecanismos, né? Não só o carro, não só e os ônibus, os transportes públicos, cada vez mais tem que girar para essa questão ambiental. Saneamento, harmonização e agricultura urbana nas periferias. Isso é uma coisa que precisa ter. E na educação, isso que lá em Tapercirica tá fazendo é uma das regras no Plano Nacional de Educação de que também nas escolas possam se dialogar efetivamente de trazer e essas esses jovens, essas crianças para entender que a gente precisa reciclar. É um mundo, gente. Enfim, a gente tem muita coisa educador ambiental. Sim, isso eh tem no plano está eh pensado, porém quando você volta para cidades, vol aí é uma briga, né? Mas isso é o que tá passando. E por fim, por fim mesmo, eh, a gente precisa levar as voz das mulheres, a voz periférica e a voz dos povos originários para a COP. E a gente vai tá presente com muita intensidade. Para vocês terem uma ideia, o o Ministério dos Povos Indígenas trabalhou o ano inteiro para inclusive fazer a formação de nosso do nosso povo para falar inglês, para que possa acompanhar os nossos povos indígenas, que vai falar na língua, né, eh, sua. Nós temos 374. Óbvio, né, que os estrangeiros não vão entender nada, mas tem indígenas que estão falando inglês para nós mesmos falarmos a nossa voz, para que a gente não tenha uma tradução, porque tem muita coisa assim, não sabe se tá falando exatamente o que a gente quer falar, né? Então é sobre isso. Muito obrigada. Desculpa que eu falei demais. Eh, sustentar a terra que o que o céu não desabe sobre a terra. Sustentar a terra, o céu não des desabe sobre a terra. Isso. Obrigado, Passon. Obrigado, Juliana, pela tua fala. Importante trazer esse cenário. A gente, né, sabe que a coisa é difícil lá no Congresso. Aqui também não é fácil. Eu queria pontuar duas dois elementos, né? você comentou sobre ah o PAC mobilidade. Nós batalhamos demais aqui. A Prefeitura de Campinas conseguiu, foi uma coisa muito contraditória, conseguiu no ano passado, fruto dos técnicos da INDEC, né, que é a empresa de do transporte aqui da cidade, eh, 512 ônibus, uma mudança importantíssima da frota, né? E sendo que metade desses 512 ônibus seria um ônibus elétricos e a outra metade seria um ônibus com uma tecnologia muito positiva, assim, muito melhor, né, em termos de redução da emissão de de gás carbônico, enfim. E eles o e eles e eles eh recuaram, né? Conseguiram o financiamento. Aí na hora H eles recuaram e não entraram no financiamento. E eh hoje o edital eh de Campinas tá quase há 10 anos atrasado, né? Então, a questão do transporte é uma questão extremamente complexa nas cidades e Campinas, não é diferente. E a outra coisa é que fruto também de financiamento do BNDS, eh, são os a construção dos pisinões aqui na cidade, né, que é uma que entra inclusive na questão da mitigação, né, dos efeitos de mitigação da da dos das da questão climática, mas que eles optaram por fazer em um dos um dos pisinões numa área em que eles teriam que eles estavam prevendo a retirada de 348 árvores no meio da cidade, né? E a gente batalhou muito sobre isso. Hoje eles têm um projeto que vai retirar 48 árvores e a gente continua brigando para que nem essas, né, sejam retiradas, mas são essas contradições do que vem de financiamento, infelizmente, do nível federal para para cidades. Pessoal, ó, nós estamos gravando aqui. Nós estamos gravando. Então, quem for fazer, nós temos, olha, hoje 11:43 a gente tinha programado para ir até meio-dia, né? Então eu queria que quem fosse manifestar pudesse ser bem sintético e usar o microfone aqui para que para que a gente possa gravar. Tem aqui, por favor, quem tiver aqui, eh, pode, pode. Tem aqui uma fila já. Não, não precisa ficar na fila, não. Pode, pode ficar sentadinho. Vai, Ronaldo. Obrigado. Boa tarde a todos. Ronaldo, tô com fome. Então, meu nome é Ronaldo Hipólito. Eu eu sou do Fórum Socioambiental de Campinas e eu queria falar sobre duas coisas que foram faladas aqui e uma terceira que foi um seminário que nós fizemos há uma semana atrás. A a primeira que eu queria falar aqui é que demonstrar, colocar aqui para essa mesa e para esse grupo aqui a nossa preocupação com essa liminar que saiu contra a intervenção do Condema eh junto à sociedade trabalhando eh junto com a prefeitura ou para a subsidiar a prefeitura sobre os cortes de árvore. Essa liminária é preocupante, pode ter algum erro no processo do Condema, mas eu acho que a gente tem que brigar para que a gente derrube isso, porque se com isso já tá a cidade tá sendo devastada das árvores que tem, eles derruba 1000 árvores, depois planta 5.000, que vai morrer 5.000 por causa dessas mini florestas, eu acho que isso aí é muito grave e nós temos que trabalhar para que isso mude. A outra coisa que eu queria colocar aqui é um comentário sobre a descarbonização. Eu vi uma pesquisas que saiu essa semana falando sobre as pessoas que defendem a descarbonização e que são contra eh o que o Lula autorizou eh sobre a prospecção sobre a a prospecção de petróleo na calha norte. E nessa pesquisa, o as pessoas que defendem que a descarbonização é importante, elas quando são perguntadas que combustível que elas colocam no seu carro, que é flex, se é gasolina ou se é álcool, 79% dizem que colocam álcool ou colocam gasolina e normalmente colocam em função do preço. Então eu acho que isso aí também é uma coisa que a gente tem que começar a trabalhar, porque é fácil ser ativista de microfone e depois ficar falando bobagem por fora, né? E e não fazendo o que a gente diz. E isso vale também para resíduos sólidos também, tá? Então, falado isso, eu queria entrar no que o principal que eu gostaria de colocar aqui. Há uma semana atrás, nós fizemos um seminário aqui onde a a Frente Parlamentar eh foi um dos organizadores juntos com a gente, com a sociedade civil, sobre corredores ecológicos na na região de Campinas, abrangendo inicialmente três cidades Paulíia, Cosmópolis e Campinas. E desse desse seminário que tem tudo a ver com o eixo quatro da COP, eh saiu uma carta compromisso que nós acho que temos que dar eh colocar em exposição, inclusive ver como é que chegamos com essa carta, com esse tipo de de eh de discussão lá na COP, quem é de nós que pode ir, que que possa levar isso lá, porque na COP eh como a maior parte deve saber, Uma parte da discussão é a a discussão da cúpula, são os acordos internacionais grandes e a outra parte é a parte do que pode ser feito e está sendo feito para que a gente mitigue o que a gente tá estragando aqui. E os corredores ecológicos faz as duas coisas, ele faz a adaptação e também faz a mitigação. Então eu sou a o ponto principal que eu coloco é isso, é se é possível a gente ter alguém que possa levar essa esse debate para lá, até porque lá também estarão os financiadores também dos projetos também. Já concluí. Obrigado, Ronaldo. Calma. Tá gravando aqui. Tá gravando. Tem que ser lá. Ah, tá. Então vem. Você tem que vir para cá. Vai fala você seguinte, na verdade, bom dia, eu sou Xavier, eu moro no Bassol, no Jardim Lisa. E aonde mesmo? Ah, no Santa Lúcia. É, na verdade, eu vim trazer duas experiências. A primeira é uma denúncia, né, paraa frente parlamentar. O senhor, o senhor tá sendo muito bem, graças a Deus. Tá mandando muito bem essa denúncia. Exatamente. Lá no Jardim Rossim tem uma empresa chamada DKV. A gente já até trouxe pro Condema, acho que o Condema tá estudando de como vai agir ou não. Isso é Caetano Veluso. Essa empresa chama DKV, ela tem uma queima de resíduos. Uma delas, inclusive o Claudinei, mais o professor José Antônio foi lá o ano passado, eh tão trazendo eh lixos coco, né? Casca de coco lá do litoral para queimar lá. Mas a gente desconfia que não é só coco, coco velho que tá vindo do litoral para ser queimado, que lá lá e eh começa a queimar 4 horas da manhã, não termina 4 hor da manhã, tem um fogo intenso e aí eh emite uma uma fumaça que os moradores reclamam. Inclusive tem até uma baixa assinado que engavetaram, né, para poder alguém verificar isso. Ninguém foi lá verificar ou se foi, não deu e continência no Euma tóxica. Os moradores que são ignorantes em meio ambiente, eles emitem essa fumaça, eles inalam essa fumaça e aí é considerada tóxica, porque eles ficam torcindo, tem gente que vai dormir até no hotel, né, que é o um, o que que é hotel? Uma casa. Ele tem uma casa boa que é um morador eh parente do Rossim, né? E ele eu vou morar da vou sair daqui. Então, e os moradores ignorantes, que não é ele, né? Inala essa fumaça, tem uma escola perto e ninguém tomou providência de fazer essa investigação um pouco mais contundente, não agendoli nós somos, a dona Cete tá aí, cadê? lá já foi, tem a a usina de reciclagem, nós estamos lutando pelo ecoponto, que tá sendo um grande ganho, mas lá tem um condomínio que eu fui lá uma vez e tem umas árvores. É uma e e eu preciso ir lá de verificar que tipo de árvore que tem nesse condomínio que faz a diferença no condomínio. Eu preciso ir lá, mas existe lá, vou trazer eh mais pesquisas sobre isso. E aí no no outros condomínios tá faltando água. O poder público não tá sabendo, os nossos vereadores não estão sabendo. Tá faltando água porque a caixa, as caixas d'água são antigas de 12 anos atrás, mas tá faltando água nesses condomínios. E aí para fazer a manutenção ou troca dessa caixa precisa de R$ 12.000. O condomínio não tem condições de fazer isso. É outra denúncia. No Jardim Lisa, que é o meu bairro também, foi feito o asfalto, tá pronto para ser inaugurado, não foi cortado nenhuma árvore, ia ser cortado um IP, nós entramos no da comunidade da associação e aí a árvore, o o IP foi salvo e lá nessa mesma rua tem um cambará que é o símbolo da nossa rua, que é em frente à área de app do jardim. Então são três exemplos típicos que tá acontecendo no no Campo Grande de reliziência ou não. Esse é Caetano também. É isso. Mas eu trago a senor presidente, Bom dia a todas e todos. Eh, meu nome é Estela, eu sou funcionária pública municipal e minha pergunta e e também eh eu sou pós-graduanda na Unicampio em Aun deputada Juliana. Eh, o que a senhora tem feito em relação à contaminação dos ribeirinhos, em relação à grilagem do do mercúrio, a contaminação dos rios, né, em relação até a quinta, quarta geração da cadeia ecológica dos peixes contaminados por mercúrio, na qual todos os indígenas estão tendo um alto índice de leucemia, tá? e desnutrição também pela contaminação do dos rios em eh Mercúrio, tá? E a minha segunda pergunta vai pra professora eh Maria Emília. A gente eh nós estamos no ano da da nossa, ela é condecorada como o ano da da gente reciclar alguns alguns materiais, né? Eh, eu queria que a senhora, é um ano da economia circular, né? Então, eu queria que a senhora eh levasse um movimento paraa Unicamp, já que a senhora é é docente lá, em relação aos dejetos de copo, copos e materiais de plásticos na nossa no nosso refeitório, tá? É gritante o consumo de plástico nossos refeitórios. Então, assim, temos que cuidar da nossa casa. A Unicamp é a nossa casa, eh, a nível de ensino, né? Então, eu gostaria que a senhora levasse esse movimento para dentro da universidade. Obrigado. Obrigado, Estela. Quem mais? Acho que é o Marcos Fideles e o Ari e o companheiro. É, bom dia, né? Aí, bom dia. Uhum. Eh, e a gente participa de vários seminários, encontros, eh, onde o, a quantidade de informações que a gente recebe são muito, ô, Marcos, chega mais perto, são muito válidas. Eh, porém aqui se falou inclusive sobre a questão das escolas da educação ambiental, um ponto fundamental, a situação que tem, principalmente as escolas estaduais aqui, elas é impossível um professor trabalhar hoje, né? E vai passar o que e como a seus alunos. E a outra coisa que eu acho fundamental, vereador tá fazendo um excelente trabalho e a gente precisa levar mais o que a gente vê aqui, a gente constata nesses encontros pra população, como que a gente faz isso, qual é o caminho que a gente tem que fazer. Eu acho que isso é fundamental. A gente tenta fazer o muita gente sabe que eu saí do do macro e fui pro pro micro, né? Voltei pro bairro porque é fundamental que a gente leve isso, mas é difícil, né? Ontem mesmo a gente tava na na Avenida Joaquim Paiola, convoquei as pessoas e eu fui sozinho, tá? Então assim, é persistência, é chamar a comunidade, mas a gente levar essa informação para ela. Tá bom? Muito obrigado. É bem rápido. Só para saber eh na parte municipal se tem lei já aprovada para eh substituir o ônibus por eh ônibus elétrico. A Ana tá precisando ir, né? Eu queria te agradecer, Ana, você quiser fazer alguma fala finalzinha assim, não falar, não. Eh, só agradecer mesmo a oportunidade por questões pessoais mesmo, eu preciso sair. É um bom evento e espero que a gente possa se reunir novamente em outras oportunidades. Wagner, muito obrigado. Sucesso aí no trabalho tão importante pro nosso município, né? Obrigado, Ana. Obrigado mesmo. Pode, por favor. Eh, bom dia a todas e a todas. Meu nome é Antônio Trampolim. Eu sou assentado da reforma Agária em Sumaré e tô aqui representando a DEMA, é associação em Defesa do Meio Ambiente de Sumaré. E a gente vai, nós vamos fazer uma atividade lá no dia 6 de dezembro na beira do Ribeirão Quilombo. Qual que é a ideia? A ideia a gente tá lá que nós vamos trabalhar para ajudar dispoluir o esse esse ribeirão que nasce aqui em Campinas e atinge mais seis cidades. Nós vamos estar lá com algumas pessoas, vamos fazer um café solidário, as pessoas vão levar o café, vão levar uma gamela, eu não sei se as pessoas sabe o que é gamela. E as pessoas vão levar água das suas casas e aquela água vai pôr na gamela. Depois vamos fazer uma celebração econômica com padre, eh, pastores e santo, padre de santo e também indígena. E depois nós vamos jogar aquela água no quilombo, aquela água limpa e vamos fazer uma carta compromisso que nós vamos trabalhar para limpar essa essa esse ribeirão. E aqui nós vamos pegar 1 L de água limpa da da da do rio, não do rio e vamos depositar com a carta numa cápsula, fazer aquela cápsula do tempo e vamos levar no promemória de Sumaré. E durante 5 anos, depois de 5 anos que a gente vai abrir, não vai por mais tempo, porque muitas de nós estamos mudando território, né? Aí gostaria de convidar todos vocês. Depois nós vamos ter eh palestra lá no assentamento, vai ter um almoço comunitário que as pessoas vão e vão passar o dia lá, vai ter atividade cultural, vai ter capoeira, vai ter hip hop e vai ter forró à noite para quem gosta de dançar. Então é dois dias e vai ter feira dos agricultores que para vender nossos produtos lá. E deputada, uma dificuldade que agricultor tem, eu quero trabalhar orgânico, mas barra no financiamento, na burocracia, não tem jeito. E aí minha roça é aqui, eu planto goiaba, eu não jogo o veneno, mas o a roça do meu amigo do lado é ele joga veneno e aí os bichos corre de lá e taca a minha roça. Então, e a outra coisa que eu acho também que eu sinto é que tem muito conhecimento. Nós temos conhecimento capaz de resolver quase todos os problemas do do do nosso país, mas não chega até o que é não chega no lugar que precisa chegar. Infelizmente isso tem. E aí a outra coisa que eu me preocupo muito e o pessoal que veio, que veio das lutas e tal, a renovação. A gente tá chegando numa idade, por isso que eu tô pondo 5 anos, porque eu não sei se ainda tô nesse território. E a gente, nós temos que fazer, achar uns uma maneira de comunicar com a juventude. É isso. Obrigada. Bom, bom dia a todos. Eu sou Ari Fernandes, sou arquiteto urbanista, professor aposentado, eh dei aula de planejamento urbano muitos anos. Eh, eu queria resgatar um pouco a Eco 92. Eu tive a oportunidade de passar um dia e meio lá, quase dois dias. no Rio de Janeiro. E há muitas similaridades entre o que aconteceu lá e o que você relatou, que tá acontecendo agora. A ECO92 foi a primeira conferência mundial ecológica e foi feita no Brasil, né? A partir daí é que foram surgindo eh sucessivas conferências nos anos subsequentes. E ali já havia esse esse impasse, tinha o evento oficial e tinha o evento paralelo, né? Eu fui lá com o prefeito, com o Zé Machado, prefeito Piracicaba. Eu trabalhava em Piccaba nessa época, então eu consegui chegar perto do evento oficial, mas o evento paralelo era muito mais eh cheio de gente, né? Foi dali que saiu a questão da sustentabilidade. Não usava-se essa palavra, mas o termo desenvolvimento sustentável saiu dali, começou dali e eh foi passou a ser o já ali já foi absorvido pelos empresários que estavam presentes dizendo: "Ah, isso é ótimo, né?" Porque aí a gente continua fazendo tudo errado, mas a gente diz: "Estamos fazendo desenvolvimento sustentável, economia circular". Quer dizer, esse uso eh esse uso corrompido de expressões que tm uma origem legítima, né, e que no fim acabam andando nessas coisas. Ah, eu tenho uma perguntinha só pro pro Hamilton que eu tentei fazer aqui. O o nosso prefeito é um destruidor de árvores, né, Campinas é o Motoserra, né, o prefeito Motoserra. E ele eh ele tem foi alertado pelo pelo setor de de marketing dele, que tá com uma imagem muito ruim, né? Está pegando mal. O o o Marcos sabe como é que é a motosserra lá no bairril dele. Então, a ah ele eh passou a fazer uma coisa que tem muita gente aplaudindo aí, mas que na minha cabeça não de urbanista não dá certo. Microflorestas, né? micro microflorestas urbanas. O que que é isso, né? Isso faz parte dessa maquiagem. Todo mundo sabe que o problema não está dentro da cidade. O problema tá no fato da cidade avançar sobre as áreas rurais. Dentro da cidade você pode fazer um monte de coisa. E e esse é o repertório muito bom que o Hamilto trouxe. Agora nós temos que impedir que essa cidade cresça, principalmente Campinas, que cabe mais 500.000 1000 pessoas dentro da cidade sem fazer uma rua, uma quadra, um lote a mais. 500.000 pessoas nessas cidades. Se tiver que colocar as 500.000 tipo COP, né? Pô, tem que botar um monte de gente aqui. 500.000 dá para colocar fácil, tá? Isso na cidade que já existe. Se pegar os vazios urbanos que tem dentro dela, cabe mais gente ainda, né? Então o o essa história de microfloresta é para usar espaços públicos para dar uma resposta verde. Não, a gente tá derrubando árvore lá, mas tá, né? Agora, será que isso funciona? Eu tô pensando do ponto de vista, ah, vamos fazer isso. A a o primeiro a microfloresta, balão do laranja, acho que todo mundo aqui conhece, a Juliana, me desculpe, né? É, a o balão do laranja é um balão de circulação que dá acesso a a cinco, seis vias. Eles estão fazendo a microfloresta lá. A hora que essas árvores chegarem a 2 m de altura, vai ser só acidente, porque ali passar ônibus, caminhão, balão de circulação. É o negócio que você entra, já tá vendo quem tá entrando lá, quem tá saindo lá, tá vendo se tem um carro parado do outro lado e já vai desviar. Absurdo, absurdo total. de uma área com a outra. Então é, não, aí eu eu a pergunta pro Zé Hamilto é exatamente essa do se e se vinga uma microfloresta plantada desse jeito, mesmo que fosse um lugar adequado para isso ou não. Eu me parece que não. Obrigado. Obrigado, pessoal. Vou passar aqui pro Hamilton também, pra Emília e depois pra Juliana pras considerações. Especificamente sobre as microflorestas. Eh, floresta implica dinâmica e relações entre os seres, né? Então, animais que transportam sementes que trans que polinizam eh interações, extensão, conexão, fluxo gênico, né, que é uma planta cruzando com a outra e que garanta a diversidade genética. No meu ver técnico, eh, microfloresta está errado conceitualmente já na na origem. Ah, precisaria ter arbusto, árvore, ah, herbácias, bromeliáces, orquidáces, que são os componentes que estruturam uma floresta também no aspecto de vegetação, topo superior e o topo inferior. A preocupação nesses projetos em específico, ela é arbora estritamente e ela vai de acordo com um tom de crítica extremamente forte da sociedade, de ver a derrubada maciça de árvores em calçadas, principalmente ah conforme foi mostrado, árvore de calçada sombreia asfalto. sombreamento do asfalto é o que mantém estabilizada a temperatura climática da cidade, que são os lugares que mais vão sofrer os efeitos dos extremos. E a professora Emília falou um outro termo, extremos climáticos, falou um outro termo. Agora, mutação climática, né? Então, eh, uma questão de adensamento, o que que a gente trabalha tecnicamente? O menor adençamento 3 por 2. Os plantios estão sendo realizados 50 cm de distância a 80 cm de distância. Espécies gigantes uma ao lado da outra. Paineira do lado de Guapuruvu, do lado de Jectibá. Então, a questão além de ter a óbvia, o óbvio erro conceitual, no meu modo de entender, há um desperdício das mudas de compensação ambiental que poderiam estar sendo distribuídas pela cidade toda, pros bairros, paraas apps que são carentes. Nós resolvemos a solu a a questão das leucenas, que são espécies exóticas invasoras agressivas, que elas ocupam grandes áreas, já tá dominando Campinas, que é uma cidade verde. Sim. e oferecer a micro, eu chamaria de paisagismo caótico. Existe o termo paisagismo caótico. Paisagismo caótico é aquele que você semeia, que você faz movente, que você trata a dinâmica de uma outra maneira, que a própria seleção vai fazer, não com muda, né? Só que esse conceito só tem o aspecto de resultado no conjunto. Ele não pode ser só quantitativo. Hoje ele é quantitativo. Cortamos 10.000 árvores na cidade, plantamos 200 microflorestas, que agora, se não me engano, tá na 18ª, né? E daí com 2.000 árvores em 600 m². Sim. e só funciona com conexão, interligando fragmento, interligando praça, interligando parques públicos. Então, no meu modo de entender, microfloresta é um termo bonito, né, que capta a atenção a um termo de marketing, porém com uma efetividade baixa. A colega falou lá, elas vão crescer, muitas estiolam. Estiolar é ficar muito fina, frágil, sem copa e passível também de de risco, né? A gente vai ver isso. Obrigado, Hilton. Emília, por favor. Que é mais engraçado que se fosse feito para um aluno de paisagem, ele tomava pau na faculdade, né? Porque nem para bosque paisagístico serve, né? Mas enfim. Eh, Ronaldo, vamos por etapas aqui que tem coisa para caramba. Existe um fundo novo que chama Tropical Forest e Tropical Forest Forever Facility, tá? que nessas 24 horas que as autoridades chegaram précões de dólares, né? O governo britânico pôs dinheiro, americano, finlandês, o Brasil colocou dinheiro e ele e eu tô indo pra COP na terça-feira, tá? E eu tô lendo o que que tá acontecendo. Não vou pra zona azul, vou pra zona verde e paraa cúpula dos povos, como eu já fui nas outras, nos outros eventos que tiveram no Brasil sobre isso. Eh, não tem como levar essa carta, a não ser que você tenha alguém que vá até a a zona azul, aonde vai ter o lançamento, para que alguém possa querer incluir a carta compromisso naquela situação, tá? Então é uma coisa assim, tá muito em cima da hora, isso tinha que ser tido articulado com mais tempo. Pois é, pois assim, enfim, adianta, eu tô só dizendo que tem uma um Agora, a o que seria importante é acompanhar quais são esses fundos, porque tem vários fundos novos sendo criados que tão com verba e eles todos estão na mão do ministro da fazenda. No Brasil tá com Hadad, né? é ter acesso direto para entregar um projeto como esse. A tendência a tendência do que eu vi das reuniões que o governo brasileiro tá promovendo na zona verde sobre a apresentação dessas questões, é toda de est trabalhando com municípios, tá? ou com estrutura de estado, portanto, com parlamento. Então, se tiver alguém da região indo, seria interessante que que esses vereadores fossem assistir a apresentação desses fundos. Já tá, programação já tá no ar, né? Fácil você descobrir o que você vai fazer, né? E aí levar na apresentação do fundo essa proposta desta região, tá? Mas não é uma coisa que adianta uma pessoa individualmente carregar a carta. tem que ter uma estrutura de estado para tá fazendo isso, né? Eh, o que eu aprendi desde da Rio na Rio 92, porque eu estive na na na no fórum global, que depois se transformou na Rio Mais 20 em cúpula dos povos, que continua até hoje, né, que é onde a sociedade civil se organiza, tá? Eh, Estela. Sim, a gente tá no ano da economia circular, esse foi o ano. Teve a reunião mundial, o Fórum Mundial de Economia Circular aconteceu em São Paulo no começo desse semestre. Eu tive no fórum. Eh, nós já estamos fazendo isso. Se você frequenta mesmo a Unicamp, você deve ter lembrado que na semana de setembro, na última semana de setembro, foi a semana Unicampo Zero que a gente fez, recolhemos durante uma semana os copos do restaurante. A gente recolheu 10.000 copos em um restaurante durante 5 dias úteis. A Unicamp hoje fornece de jejum, almoço e janta, né? As pessoas usam de de modo descuidado. A gente antes da pandemia tava chegando ao terceiro dia dos restaurantes sem copo algum. Com a pandemia isso virou tudo porque tinha uma questão de que tudo tinha que ser descartável, né? Exageradamente, na minha opinião, descartáveis. A gente não existe copo nem na no restaurante de Piracicaba, nem no restaurante de Limeira, né? Então a gente tá dos campos da Unicamp lá fora já não tem. Então isso já já tem acontecido. O resíduo orgânico da Unicamp, ele é levado por uma empresa que faz compostagem, né, e que a Unicamp tá pagando. A gente tá tentando discutir a Unicamp, fazer a sua própria compostagem, porque as terras a Unicamp tá precisando. Mesmo a gente está, mesmo estando sentados em terra roxa, a terra roxa tá começando a ficar ruim, precisa de terra vegetal. Mas isso é uma primeira coisa. Eh, a ponte entre a frente e as comunidades. Acho que alguém comentou sobre isso. Eu acho que precisa trazer as demandas às comunidades. Eu acho que a questão de fazer a comunidade vir, não adianta eu ir para lá com uma proposta. Isso tô falando porque eu trabalho direto nisso, né? Não adianta eu chegar no lugar e falar assim: "Ó, eu sei que o problema aqui é esse ou eu tenho esta pauta, vem, vem aqui." Se as pessoas não conseguirem ver a pauta, se não for a pauta que elas puderem trazer, então talvez a gente precise começar a frequentar btiquim, né? Igreja, eh, pastoral, porque é onde as demandas aparecem nas comunidades, entendeu? Querendo ou não, assim, todas as vezes que eu fui bem-sucedida em Campinas, foi porque eu parei no bar e comecei a conversar com as pessoas ou conversei com as pessoas de pastoral, entendeu? Ou porque encontrei alguém, alguém da comunidade de uma igreja evangélica, porque esse pessoal sabe o que que tá precisando, né? Então isso acho que é a primeira ponte, trazer a juventude é um problema que a gente na universidade tá tentando entender, né? Porque a atual eh essa atual geração, eu não os considero rebeldes como a gente era no nosso nosso tempo. Eles são muito apáticos, não não são apáticos, não. Eles fazem coisa para caramba, mas eles trabalham em questões de coletivo. E o coletivo assim é temporário. Eu olho uma coisa e falo: "Vamos montar um coletivo para resolver o problema, por exemplo, da compostagem na moradia. Aí eles façam um ano, fazem o projeto, vão atrás de dinheiro, compram coisa, no ano seguinte fala: "Não, agora, agora eu vou começar a ver que que eu vou fazer com a questão de que as vias de bicicleta não permite que eu ande de skate, aí eu monto um coletivo e vou cuidar disso." Então, tem um fluir nessa coisa que também é muito complicado pra gente que é docente lidando com eles. Como é que a gente lida com isso? Porque é uma lógica diferente, temos que aprender. Acho que a gente tá aprendendo aí, tentando fazer as coisas. Bom, eh, seria legal se se desse a data, mandasse pro fórum, né? Porque no fórum e no Articula, articula Campinas eh pelas águas, tem um pessoal que é da região do quilômetro. Então se você mandar informação detalhada pode ser interessante. Bom, ari desenvolvimento sustentável surgiu no nosso futuro comum, não foi na Rio 92, não. Lá ela já tava consolidada como tal. E na realidade a Agenda 21 já trazia perspectiva de ter que ser desenvolvimento sustentável. O fórum global, como eu disse, vira na COP 30 a cúpula dos povos, né? E de novo tá tá apartado, né? Ela tá na na Federal do Pará, no campus da Federal do Pará e a zona azul e a zona verde tão colocadas no Parque da cidade. Fica em torno de 6 a 7 km, se eu não me engano, de distância uma coisa da outra. Tá bom? O que que tem de novidade que vai acontecer, se não me engano, a partir de Joanesburgo, quando foi a a Rio mais 10, né? Ao invés de ficar a cúpla do estado toda lá, né, a sociedade civil toda aqui, criou-se uma zona meio termo, aonde o pessoal do estado traz informações, que é tal do que aqui no Brasil tá chamando de zona verde, e o pessoal da sociedade civil também vai fazer coisas ali, tá? Então essa zona verde todo mundo pode entrar e ver o que que tá lá. Tem standes e tem inclusive debates todos os dias. O governo brasileiro tá ocupando dois auditórios o tempo todo, durante as duas semanas, apresentando todas as programações do governo brasileiro, tá? Todas elas. Então você não precisa ter acesso à zona azul, que tem que ser super restritiva mesmo, porque você tem chefe de estado tudo quanto é lugar. Isso é um é um prato feito para quem quer fazer confusão, né? Então é bom restringir mesmo porque você precisa de ter controle de quem entra e quem sai. Mas na zona verde que não tem todo, o governo brasileiro selecionou dois auditórios para ele aberto aberto para todo mundo. Você só tem que se cadastrar online para poder ter acesso, porque tem limite, né, de gente que pode entrar, tá? Para saber todas as políticas que o Brasil tá fazendo, eh, sobre isso, tá? Então assim, e a cúpula dos povos tá trabalhando muito, a cúpula dos povos indígenas, né, tem todo um um trabalho. A teia da vida tá com trabalho específico deles, né? Tem a cúpula da infância e tem a cúpula das mulheres, tá? Todas essas três cúpulas tm atividades o dia todo, todos os dias. A cúpula vai vai funcionar do dia 12 ao dia 17, tá? ela é menor porque isso custa muito caro e as pessoas não têm condições de ficar. Não é estado, né? É a sociedade civil que tá se organizando. Você consegue um fundo aqui ou ali, mas você consegue muito menos verba para fazer isso, tá? Obrigado, Emília Juliana. Bom, a minha comissão, ela por si só foi um uma grande articulação de assim quando a gente quando eu chego, eu sou a única deputada indígena do meu partido e eu tenho mais, nós somos em 513 cinco indígenas, só que duas, né, que tá na linha de frente e uma muito mais do que eu, que é a Célia Chakriabá, que ela é eleita dos povos originários com a pauta junto com a Sônia Guajajara. Eu falo sobre os povos indigna, mas eu percorro todas, eu sou urbana, né? Fui vereadora da capital de São Paulo. Então a gente tá na assistência social, enfim, vários outros outras atuações. Então quando chega a primeira atuação em conjunto com Célia e Sônia, eh foi para que a gente possa ter uma comissão específica, Comissão dos Povos originários, ribeirinhos, eh, e Amazônia. Por quê? A a a comissão de meio ambiente, ela fala sobre tudo, né? E e tem que dizer, mas a relação ribeirinha, povos originários e Amazônia tem as suas peculiaridades que muitas vezes os ã fica lá no final da da da política, né, pra gente poder pensar em algumas coisas. Então isso foi a primeira ação. Depois essa comissão ela é uma comissão muito ativa, assim, ela fala com o Brasil inteiro, principalmente, né, na relação ianomames. Eh, e a gente vai muito para lá, né, para poder junto com o governo que teve ações efetivas. Assim, se eu depender, vou te falar exemplos, eh, lá, ã, na cidade, eh, lá onde estão os ianomames, quando você chega lá, eh, para que você consiga sair do seu local para ir paraas as aldeias que são mais distantes, que não, que precisa ser rápido, a gente muitas vezes tinha que depender da o governo, né, para poder dar as condições necessárias pra gente poder ir. ficava 5, 8 horas, passava de um dia. Por quê? Porque ou era o tempo de fazer a limpeza do garimpo, tirar os maquinários para que a comitiva chegasse. Essa que é a realidade. Governo do estado junto com, óbvio, com todos os municípios que ali presente. Então, teve que criar alternativas, estratégias imensas, né? peitar mesmo para falar nós vamos, vamos sem vocês para poder chegar. E chegávamos não através do espaço do governo estadual ou municipais, pelos indígenas que trabalhavam os caminhos deles para poder levar as comitivas. Por isso que chegou a saúde, por isso que chegou a assistência social, por isso que chegou o Ministério do Trabalho, vários outros, né? Vários ministérios, inclusive, né? Cafunai, Cesai e povos originários. Então assim, nisso eu estamos atuando muito, recurso de emendas parlamentares para FUNAI, CESAI, eh políticas voltadas à nossa população, mas também especial com recorte dos indígenas urbanos, porque também tem um pouco isso, né, eh dentro eh dos dos povos, né, a dos indígenas urbanos e dos indígenas aldeados. E tem aqueles que são os eh que não querem, não querem parecer para ninguém, mas que a gente também precisa dialogar sobre isso, que são os indígenas isolados. Eh, bom, ah, eu acho que nós, eh, temos e uma intens quando você tem governo que tá junto com você, mesmo com todas as dificuldades de governos estaduais, de governos municipais que vão na contramão do que a gente precisa organizar quanto política, você tem eh eh tensões, né? Você tem um congresso que não conversa, né? Não, não conversa nem na relação orçamentária, coloca legislações contra a gente, olha a relação do marco temporal, olha o que tem acontecido com eh os nossos indígenas guaranisca, que tão, né, por conta do marco temporal, têm sido ameaçados, assassinados e agora efetivamente o governo federal comprou, né, eh, porque falava que era é privado e não era, mas para poder parar a matança foi lá e comprou para poder pelo pelo menos amenizar essa esse enfrentamento do garimpo que tem tido lá. Foi uma dos itens assim para poder assegurar. Eh, era correto nesse momento fazer uma compra de um do privado. Muita gente vai olhar pra gente falar que não, mas presidente Lula achou importante parar esse confronto, né? Parar essa matança para que eles possam continuar fazendo aquilo que eles estão fazendo e enfim. Eh, e por fim, eu acho que eu esqueci de falar uma coisa importante, né, que também tá tendo uma política das cooperativas, né, da reciclagem, eh, projetos que são eh, de legislações eh federais, mas o governo também retomou um programa muito importante que é o programa pro catador, né, que foi criado lá atrás no governo Lula, mas enfim, chegou aí os golpistas foram trabalhando para tirar, mas a organização os catadores, né, da geração de renda, inclusão social, eh, no setor da limpeza urbana fez com que a gente precisa ter um pack e precisa ter recursos específicos para isso, para que a gente possa cada vez mais passar por esse processo, né, de reciclagem. Gente, eu tô muito à disposição. Quero mais mais uma vez agradecer, né, o meu querido vereador, companheiro de luta, né, eu sempre falo que o mandato é um instrumento da luta popular. a militância dele faz com que esse mandato seja ativo e a gente precisa se mobilizar muito. Então, me coloca a disposição, inclusive nessa questão de da de cortar árvore. Você vê que lá em São Paulo, Ricardo Nunes, ele tá indo pras pro Eles não têm mais nem vergonha na cara, nunca teve, né? Mas eles estão indo pro centro da cidade, nos lugares dos jardins, né? que sempre foi ali eh meio que protegido para passend na madureira, por exemplo, para poder eh cortar árvores, né? Essa semana você vê lá na Lapa teve de novo, foram para cima e ainda um prefeito xingou uma das pessoas que que é morador de lá que tava defendendo falou assim: "É, eh, você é um babaca, né? Acho que saiu na folha que vocês devem ter visto. E em São Paulo eles estão com o incinerador, voltou a relação do incinerador lá em São Mateus, lá no fundão da zona leste. Eh, quer dizer, ao a gente hoje tem diversas políticas, né, professor, no sentido de que a gente pode eh eh reduzir, fazer com que a gente não teja os lixões, né? Não, eles querem ampliar. Tarciso quer fazer um consórcio regional aqui na região de Campinas que também retraz novamente essa questão do incinerador. É isso, gente. É isso. É sobre isso. É sobre gestão de governo. Portanto, vamos caminhar para revolucionar, pra gente poder trazer governadores que são do nosso campo, prefeitos que são do nosso campo e reeleger o presidente Lula para que a gente possa ser, enfim, tentar eh fazer o inverso daquilo que esse grande capital, né, faz em cima dos nossos corpos. Muito obrigada, pessoal. Quero encerrar aqui, né? Nós já estamos bem adiantados. Agradecendo a Juliana por ter vindo, agradecendo ao Hamilton, a Emília que é nossa parceiraça faz tempo. Mas eu queria ressaltar uma preocupação que o Marcos Fideles colocou, né? Eh, nós aqui nós estamos praticamente com o grupo, né, que tá ligado ao Fórum Socioambiental. a gente tem feito, acho que já estamos na nossa quarta ou quinta atividade da frente. Infelizmente, Ju, a frente parlamentar ela é proposta por uma série de vereadores, mas acaba que o seu presidente é que toca os trabalhos e raramente a gente vê algum outro vereador participando das atividades da frente tão importante que é do meio ambiente, enfrentamento aos efeitos das mudanças climáticas, né? Eu acho que a gente conseguiu nesse ano, e aqui faço um parênteses, a gente vai fazer, Ju, no dia do do teu da comemoração do teu aniversário em São Paulo, na parte da vai ser à tarde o seu aniversário, na parte da manhã nós vamos fazer a nossa plenária de encerramento de ano, né? Nós fizemos já uma no metade do ano, vamos fazer uma a segunda agora nesse dia 29 de novembro pela manhã, tá? Precisamos ver o local ainda, mas decidimos isso ontem lá no gabinete. E aí tem uma questão que então tá todo mundo convidado para essa atividade que nós vamos fazer e pro aniversário da Ju, que vai ser no dia 29 em São Paulo. É, eu acho que a gente precisa fazer uma reflexão aqui entre nós, porque tá todo mundo que tá aqui, praticamente todo mundo tem acompanhado essas reuniões da frente, né, que acho que são muito boas em termos da gente pensar em política pública, pensar em projeto de lei, pensar em requerimentos de informação, enfim, uma série de coisas que a gente acaba usando no mandato. É, a gente tá sentindo, Hamilton, que a gente precisa muito dar uma um corpo e de programa legislativo, de projeto legislativo para a questão da arborização urbana, porque realmente tá muito difícil. A gente acaba, Ju, ficando com com, né, um pouco de pé seguro, assim, de pé amarrado, né, de é de fazer muita proposição de projeto de lei, que a gente sabe que a tramitação é muito difícil. A tendência do governo é passar o trator, né, literalmente. Pois é. Então, a gente tem uma série de questões que a gente precisa eh caminhar. Então, esse esse essa reunião nossa aqui, essas reuniões mensais quase que a gente tem feito, elas são muito importantes pra gente, né, assim, eh, e ir ah articulando o nosso conhecimento, compartilhando conhecimento, etc. e tal. Mas a mim também, né? A gente fica aqui, poxa, nós estamos pregando para convertidos e as pessoas são as pessoas que que estão preocupadas com o meio ambiente, que estão frequentando as nossas reuniões. Então, eu acho que a gente realmente precisa de uma estratégia, né, de chegar aos jovens, talvez por meio das escolas, né? Eu acho que elas elas são uma um caminho importante. A gente sabe que tem alguma dificuldade porque eu, né, eu sou um vereador de um partido político e a gente precisa ter algum nível de estratégia ou até de negociação com escolas para poder fazer uma reunião da frente ou fazer um debate, olha, a Frente Parlamentar em conjunto com Resgate Cambuí tá propondo aqui uma mesa sobre arborização urbana. Vamos conversar com os jovens sobre isso, né? E acho que tem uma série de entidades também e grupos nas regiões que a gente tem contato, passa a ter um contato até agora, né? A gente fez uma coisa muito legal, J que foi o as emendas participativas, as nossas emendas impositivas, nós fizemos delas emendas participativas, uma experiência inédita na Câmara aqui em Campinas e talvez até, né, a gente precisa ver aí se eh se tem vereador ou vereadora que faz nesse país eh a dispensação de todo o seu recurso de emenda de maneira participativa, com votação popular e assim por diante, né? Então, a gente fez isso e agora nós temos contato, né, com estamos tendo contato com as cooperativas, estamos tendo contato com entidades, né, que vão receber recursos a partir, né, da da participativos da partir da nossa iniciativa, mas que essas entidades confiaram também no nosso mandato para isso. Então eu acho que nós pod precisamos desenhar um pouco oportunidades, né, de trazer essas discussões para além do nosso grupo aqui, né, como é que a gente consegue chegar na cidade, na sociedade, em pessoas, olha, vamos topam fazer uma uma atividade aí num sábado de manhã, que seja lá no Campo Grande, lá no Bassolle, lá no Ouro Verde, enfim, em Barão Geraldo mesmo. Então, acho que a gente precisa caminhar nisso. Então, queria fechar com essa reflexão aqui. A gente também, né? Eu tenho percebido essa, né? É muito legal a gente se reunir e conversar, mas a gente precisa sair disso, né? Avançar. Então, queria agradecer a todo mundo, ah, desculpa, quero agradecer ao Caetano que veio aqui, né, nos ajudar com o som, com o áudio e aos companheiros da TV Câmara, que também, né, saíram lá da sede da Câmara Municipal para fazer essa essa assessoria aqui para nós. Muito obrigado mesmo por essa parceria e boa tarde. Bom final de semana. Vamos em frente. Dia 30 de novembro nós temos lá na avenida. Vamos tirar a nossa foto. TV Câmara, Campinas.