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5ª REUNIÃO COMISSÃO ESPECIAL DE ESTUDOS POPULAÇÃO DE RUA 2023
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5ª REUNIÃO COMISSÃO ESPECIAL DE ESTUDOS POPULAÇÃO DE RUA 2023

65 views Publicado 03/07/2023 HD · 1:44:20

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[Música] TV Câmara Campinas Bom dia a todos bem-vindos a nossa quinta reunião da comissão especial de estudos sobre a população em situação de rua hoje o tema da reunião é o convite a secretaria de saúde do município de Campinas e nós temos grandes ilustres convidados aqui o secretário lairza bom eu já vou passar para Doutora Mônica falar mas vou anunciar aqui então o Marcelo que é o coordenador da área de saúde mental da secretaria municipal Alcione januzi que a coordenadora do consultório na Rua também da secretaria municipal a doutora Mônica Macedo Nunes que é coordenadora da atenção primária da secretaria municipal a Desiré losque que a coordenadora da casa de passagem no Instituto Padre Haroldo e também a Vanessa Gaspar que é coordenadora também do Instituto Padre ludo A Casa da Gestante tem ao meu lado aqui o Nobre Vereador Cecílio Santos nosso relator também a palavra em seguida Então vamos lá Mônica Doutora Mônica por favor tem que apertar aqui bom primeiro Bom dia a todos bom dia nobres vereadores Alcione Marcelo de mais assim representa os demais representantes da mesa Nós Somos convidados para estar aqui hoje debater sobre um assunto de extrema importância né que envolve diversos setores diversas secretarias e a gente cada vez mais tem procurado construir políticas no sentido de atender a demanda dessa população né em nome da secretaria justifica a ausência do Dr Lair eles são bom que infelizmente estava tudo certo pelo está aqui com a gente hoje mas acabou tendo um compromisso que não conseguiu se desvencilhar por isso que ele não está presente mas ele estaria assim hoje aqui com a gente tá bom muito obrigado Eu que agradeço então continuando aqui as ilustres os ilustres presentes temos o Marcos bernadelli ex-presidente da Câmara Municipal de Campinas Muito obrigado a pâmelane cannoni psicóloga do sos Rua e comitê internacional de população de rua o Alexandre Giovanetti diretor da consciente empresa de saúde emocional e agradeço a todos aqui presentes Tem bastante gente aqui pessoal que vai nos assistir pela TV Câmara não está sendo transmitido ao vivo porque temos um outro evento aí ao lado com o presidente Rossini mas será disponibilizado aí Ou hoje ou amanhã na TV Câmara para todos assistirem bom falando sobre o tema de hoje antes de passar o nosso Dr Marcelo para fazer apresentação Cecília Antes aqui para dar uma palavrinha eu gostaria de dizer da importância dessa reunião de hoje porque essa Comissão da população uma situação de rua ela foi criada no intuito de tentar resgatar aquele aquelas ações que já foram feitas aí alguns anos atrás e até depois eu gosto de gostaria da palavra de vocês aqui sobre o tal do comitê que foi criado para atender os assuntos da população em situação de rua aqui em Campinas Eu até gostaria de uma das perguntas depois saber como anda essas reuniões se cometer tem se defetivo ou não o que que precisa para ele para a gente turbinar esse comitê enfim essa é o intuito da comissão é a gente ter esse trabalho intersetorial de várias secretarias que a gente sabe né então a saúde aqui é uma das principais porque a gente sabe que a pessoa que vai para a Rua ele vai por n n motivos né que vão desde problemas socioeconômicos disrupção com os laços da família problemas emocionais mentais enfim moradia e números porém a partir do momento que ele tá na rua ele fica altamente suscetível a dependência do álcool das drogas e aí para tirar essas pessoas que são A grande maioria Se não me engano algo em torno de 80 e 85% das pessoas que estão na Rua São viciadas em algo e droga ou um outro então esse é o grande desafio e uma vez que essas pessoas já estão na rua e essa situação piora a cada dia não só em Campinas como no Brasil e no mundo todo a gente tem um grande desafio aí que eu acho que a secretaria de saúde e o serviços conveniados E associativos aí que tem essa grande missão nesse primeiro momento de tirar essas pessoas do vício da dependência química do álcool e aí entra a assistência na sequência para dar esse tratamento quem sabe que é uma são doenças incuráveis né mais controláveis e que devem ser acompanhadas para o resto da vida da pessoa então muito importante que a presença de vocês agradeço demais a disposição de todos os técnicos aqui presentes já passo para o sítio Santos e na sequência por Marcelo Bom dia a todos sejam todos bem-vindos bem-vindas quero cumprimentar o vereador Paulo Gaspar que Preside esta comissão importante comissão vale dizer que hoje é o aniversário do vereador Paulo Gaspar né então sair daqui tem bolo né Parabéns Vereador muitos anos de vida saúde Deus lhe dê sabedoria e muita luz nesse trabalho na vereança que é tão importante eu quero cumprimentar também o vereador ex-vereador ex-presidente Desta Casa Marcos Bernardelli Seja bem-vindo pessoal do sos Rua Alexandre Dra Mônica e a equipe aqui Marcelo Alcione A Vanessa sejam bem-vindos importante todas e todos aqui presentes neste tema que a gente trata hoje na comissão que é de grande relevância a população em situação de rua precisa ser assistida e eu sei que é um grande desafio para a equipe de saúde porque uma população que às vezes está em cada ponto da cidade mas o SOS Rua as outras equipes eu sei que se desdobram para fazer o atendimento O que é De grande valia de grande importância certamente nós teremos mais informações hoje e eu desejo da comissão eu como relator dessa comissão nosso intuito é justamente conhecer melhor o trabalho e apresentar sugestões para que a gente possa que está Superar esta questão que é tão vulnerável no nosso município que é um a população em situação de rua é um desejo um bom trabalho comissão e um bom dia a todos e todas Obrigado Vereador cílio também quero anunciar a presença da cheridan Luiza de Oliveira coordenadora do programa feminino de recuperação do Instituto Padre Haroldo Muito obrigado então Doutor Marcelo bom dia gostaria de agradecer o convite dessa comissão que se dispõe a tratar de um tema tão complexo de uma forma profunda enfim e alinhada a complexidade do tema e enfim eu eu preparei na verdade antes da apresentação como foi citado o comitê acho que vale a pena relevar que temos aqui representantes do comitê pop Rua a Pâmela Marlene vejo Humberto também não sei se me esqueci de alguém o comitê tem se reunido regularmente penso que é uma interlocução fundamental para para o avanço para das reflexões e o avanço principalmente das propostas relacionadas ao tema eu fiz gente eu vou percorrer muito rapidamente a apresentação porque a ideia então uma um retrato do que a gente tem hoje posto dentro da rede de atenção psicossocial é a rede de saúde mental do município tá para depois então avançarmos um debate nos Desafios que a gente tem no cotidiano Então vou apresentar de forma sucinta as ofertas de tratamento e os pontos comuns estruturantes do processo de trabalho da hapz raps é rede de atenção psicossocial e comporta serviços da tensão primária A Urgência emergência de Campinas a partir de um arcabouço legal assistencial e conceitual Geral com ênfase claro que é o nosso tema aqui hoje na articulação do Cuidado ofertado a pessoa em situação de rua fiz uma lista Breve Aqui do acabou-se legal né são quatro a gente tem inúmeros outros Marcos partindo então gente o primeiro eixo é a atenção primária em saúde a gente parte sempre dá atenção primária tá hoje o município conta com 67 unidades distribuídas pelo 5 atuais distintos de saúde do município o Centro de Saúde é importante seja para o cuidado integral da pessoa que está em situação de rua então acesso ao cuidado odontológico vacinas em uma série de outras coisas depois vai também contar um pouco disso e ele tem um papel fundamental também enquanto operador das políticas enquanto um dos operadores das políticas e prevenção tá quando a gente olha então para o nosso tema um dos aqui que é o uso abusivo de craque álcool e Outras Drogas tá o município conta com 67 unidades eu sublinho o nasf que é o núcleo de apoio de saúde da família porque no nasf nós temos a concentração dos profissionais que a gente considera de atuação mais afeta ao tema então psiquiatras psicólogos terapeutas ocupacionais assistentes sociais fonoaudiólogos que tem uma interface um pouco mais íntima com a saúde mental evidentemente que sempre em articulação com outros núcleos profissionais tá seguindo a nossa lista a gente tem um consultório na Rua atualmente o consultório na Rua de Campinas é composto por duas equipes coordenado pela Oceânica na nossa mesa vai dizer isso muito com uma propriedade muito maior que a minha e tem atuação concentrada na região central do município através de Campos fixos então aqueles que tem uma regularidade então todo toda quarta-feira de manhã o consultório na Rua se concentra no Largo do Pará tô dando como exemplo eu não sei se é isso e tem os campos móveis de atuação que aqueles que são dimensionados conforme a semana tem ações de busca ativa enfim e a ideia que ele atue sempre próximo as principais cenas de uso de substância psicoativo Então esse USP aqui é o uso de substância psicoativa o consultório na rua tem como objetivo ampliar o acesso da população em situação de rua inclusive aquela com necessidades recorrentes e derivadas às vezes do uso de álcool craque Outras Drogas ampliando o acesso dessa população as ofertas e aos Serviços de Saúde então se não é possível acessar por uma série de Barreiras que a gente sabe que no cotidianos no cotidiano se impõe o consultório faz essa ponte e muitas vezes leva a oferta até o usuário em situação de rua vacinação contracepção em alguns momentos enfim as equipes multiproficiais do consultório na Rua desenvolvem essas ações de saúde integral para atender a necessidade dessa população e a tua em conjunto com as equipes do Centro de Saúde dos 67 evidente que não são 67 que a gente tem uma prevalência maior nas articulações com centros de saúde da região central Então esse centro Taquaral enfim atenção especializada acho que aqui vale um destaque ao ao centro de referência ST que é infecções sexualmente transmissíveis o consultório na rua é muito próximo e as ações de vigilância em saúde tá por fim dentro do eixo da atenção primária a gente tem o centro de convivência e cultura que vai operar também mais na lógica da promoção de saúde e na no apoio a estabilização de alguns quadros é um serviço aberto ele não é feito a partir de encaminhamentos qualquer um da população do município qualquer município pode frequentar as atividades ofertadas pelo Centro de Convivência tá hoje a gente tem sete unidades de centros de convivência dentro da rede de saúde mental divididos aí alocados no cinco distritos de saúde a leste e a Sul tem dois de dois centros de convivência seguindo gente a gente entra aqui no ponto que a gente chama de atenção psicossocial estratégica que aqui a gente tá no eixo da da da nossa discussão sobre o que é apps então aqui se encontra a rede dos Caps tá o Centro de Atenção psicossocial O que é importante a gente considerar diante mão o caps ele se divide entre modalidades então eu tenho três modalidades de caps eu tenho Caps tá o chamado Caps que é o serviço estruturado para o atendimento dos transtornos mentais graves e persistentes que acometem a população adulta tá Eu tenho seis Caps dessa modalidade a segunda modalidade é o caps álcool e drogas Tá bom então eu tenho Caps álcool e drogas a gente tem quatro aqui no município eu tenho depois um detalhamento desses quatro e a terceira modalidade é o caps infanto-juvenil o campo o caps infanto-juvenil quando a gente olha também de novo para temática álcool e Outras Drogas ele também é bastante estratégico porque os adolescentes Sim a gente sabe que inclusive Algumas crianças muito jovens né iniciam um uso de álcool craque Outras Drogas eles essa população de adolescentes então dos menores de 18 anos ela Será atendida no Caps infanto-juvenil Ela não vai para um Cafezal com hidrogas a população adulta Tá bom então isso é importante que a gente separe três modalidades de caps e tenho três Portes de caps porte de caps é o tamanho da equipe que eu tenho no Caps e a missão tá Campinas pelo tamanho da cidade e pelo pela pela área de escrita que a gente pensa para cada para cada um dos Caps só tem Caps três o caps três é o que funciona 24 horas ou Caps 2 que é o que funciona de segunda a sexta é mais tem uma equipe maior do que seria um Caps 1 Tá bom então quais são Hoje os caps de Campinas tá Eu tenho seis desses Caps 3 que funciona então de segunda a segunda funciona 24 horas tá bom inclusive através da oferta de leito noite já explico também para vocês o que é esses seis Caps 3 São capitoninho que a referência para o distrito de Saúde Sul Caps estação que a referência para o distrito de saúde Norte Caps Esperança referência para o distrito de saúde Leste fica ali próximo à Lagoa Taquaral Caps integração Noroeste e dois Caps que são referência para o distrito Sudoeste Caps Davi Capistrano e Caps novo tempo tá bom seguindo todos esses seis funcionando então das com leito noite hoje a gente tem com exceção do CAPS Novo Tempo oito leitos noite em cada um deles tá o novo tempo tem sete em função de uma questão estrutural da casa o caps álcool e drogas e evidente a gente assim quando a gente olha para a população em situação de rua a gente está dizendo também que a inúmeras situações uma interface com essas seis unidades tá porque a população em situação de rua também eh também se encontra ali transtornos mentais graves e persistentes cuja demanda deve ser direcionada para um Caps tá daquilo que se diz respeito Evidente é o tratamento em saúde é quatro Caps álcool e drogas Então eu tenho o Independência no distrito de Saúde Sul o reviver quer referência para o distrito de saúde Leste e para o distrito de saúde Norte o caps Antônio Orlando que fica ali no Londres que é referência para distrito de saúde Noroeste e na Sudoeste o capitalismo Sudoeste Tá e por fim o caps os quatro Caps enquanto juvenis que a gente tem no Município carretel que a referência para Leste para Norte travessia Noroeste espaço criativo Sudoeste aqui eu fiz um Eu dei um foco no Caps álcool e drogas tá que é também acho que uma pauta prioritária para a gente tá esses dados foram coletados ontem e eu acho que retratam um pouco da do tamanho do nosso Desafio em função do aumento efetivo da demanda relacionada à população em situação de rua tá o caps Independência então ele é um Caps que funciona 24 horas fica na região sul ele tem atualmente 400 usuários ativos usuários ativos são aqueles que tem um projeto terapêutico singular operando na unidade Então são usuários que estão inseridos efetivamente é que não entram as altas quem passou por lá e não permaneceu enfim desses 400 112 estão em situação de rua tá e eu tenho uma média de acolhimento de pessoas em situação de rua por mês aqui em 2023 de 12 então o caps Independência colhe em média por mês se a gente for olhando para esses cinco primeiros meses do ano tá 12 pessoas em situação de boa o capsa de reviver também funcionando 24 horas ele tem atualmente 485 usuários ativos dos quais 97 em situação de rua e tem uma média de acolhimento de pessoas em situação de rua por mês de 11 de 11 tá essa média de acolhimento mês da representa em torno de 30% da demanda posta tá então eles acolhem em média e 30 novos pacientes mesmo inserem 30 novos pacientes mesmo o caps AD Antônio Orlando que fica na Noroeste ele tem atualmente 498 usuários dos quais 108 em situação de rua com uma média de acolhimento de pessoas em situação de rua por mês de 20 o caps adesso do Oeste ele tem 451 usuários ativos dos quais 112 em situação de rua uma média de acolhimento de 11 tá um destaque do CAPS Adeus Sudoeste o captador do Oeste ele não funciona 24 horas ainda mas a gente está em momento de redimensionamento da equipe e agora com o concurso já recém anunciado de Enfermeiros a gente deve contemplar deve dimensionar já para um funcionamento 24 horas aí garantindo uma composição desejada de dos 10 caps direcionados para a população adulta funcionando 24 horas tá ele tá previsto já tá previsto no dimensionamento a contratação via concurso de um Enfermeiro para aquele vídeo imediatamente 24 horas viram alguns enfermeiros para a gente converter Então essa atuação e ampliar lá então com mais oito leitos noite o caps adeus do Oeste fica ali do lado do AME tá para quem seguindo então a gente passa da rede de caps a gente passa para as estratégias de reabilitação psicossocial aí eu destaco muito rapidamente o programa de inclusão social pelo trabalho está dentro da da rede de saúde mental tá então no total existe uma oferta de 17 oficinas de geração de trabalho e renda elas são divididas em dois polos tá então duas duas sedes eu tenho Note que é o núcleo de oficinas de trabalho ele fica lá em Sousas na sede do Cândido Ferreira e ele ele oferta a partir das oficinas a possibilidade de reinserção no trabalho para oferta é uma oferta de direcionada para 250 usuários tá bom da Saúde Mental e eu tenho a casa das oficinas que fica na Noroeste contempla 50 usuários depois ou informações mais detalhadas a gente pode também colher e avançar num debate Tá mas a ideia que é um Panorama mais geral mesmo eu tenho seguindo a lógica as estratégias e desinstitucionalização são voltadas para aquelas pessoas que ficaram muito tempo nos hospitais e voltam para convivência tá aí aqui a gente inclui tem um desafio geralmente que se eleva nessa situação que é desinstitucionalização de usuários advindos do hctp que é o hospital de Custódia tá então Em alguns momentos a gente também se depara com essas demandas e tem que pensar em como fazer isso de uma forma responsável cuidadosa é de uma de uma certa forma olhando sempre para o coletivo em jogo em cada uma dessas casas a gente chama essas casas de serviços residenciais terapêuticos e eles esse serviço tem como objetivo efetivar o processo de desinstitucionalização e resgatar a cidadania através da oferta de moradia prioritariamente as pessoas acometidas por transtornos mentais inclusive aqueles associadas ao uso de drogas né então álcool Cracker Outras Drogas e submetidas a longo para períodos de internação em hospitais psiquiátricos hoje em Campinas né Essa divisão não é só de Campinas mas essa as unidades de serviço Residencial terapêutico se dividem então tipo um e tipo 2 A grande diferença que é tipo 2 eu tenho mais equipe porque eu tenho usuários com uma maior dependência tá é tipo um eu não tenho ali uma equipe fixa a ideia que seja realmente uma moradia ao lado do CAPS elas estão referenciadas no território por cada um dos seis Caps 3 Então eu tenho para cada para cada moradia Eu tenho um Caps de referência tá atualmente são 20 casas São 20 unidades operantes 15 das quais nas imediações dos seis Caps 3 então perto ali de cada um dos Caps que a gente tem todos os distritos e outras cinco que a gente chama de maior complexidade de alta complexidade que são situadas em Sousas tá bom existe temos aí uma previsão de inauguração de uma outra casa então de uma vigésima primeira casa também no distrito de Sousas considerando a demanda que a gente tem para setembro de 2023 a gente tá num momento de finalizar a locação do imóvel as moradias são todas conveniadas com o serviço de saúde Cândido Ferreira aí por fim a gente entra na a gente tem olha vagas a gente deve ter tem uma uma variação assim a casa ela comporta de 7 a 10 pessoas tá 7 a 10 pessoas a gente tem uma ocupação bastante elevada como tem algumas casas mistas tem uma preocupação da organização dos quartos e isso às vezes ou por conta de algum quadro apresentado Às vezes a gente tem que segurar uma outra vaga enfim deve ter hoje a gente deve ter em torno de 150 pessoas tá nesse ponto a ideia que claro a gente tem uma reunião mensal para tentar otimizar isso pensando a dinâmica de cada caso que pensa é uma casa tá bom com 10 pessoas ou sete pessoas oito pessoas convivendo então belíssimo desafio fazer a gestão disso no cotidiano Tá bom então mas mais ou menos por aí cada casa de 7 a 10 tem uma questão da estrutura de cada casa enfim aí por fim entrando aqui na no eixo da atenção e urgência emergência aí destaco as roupas que a gente tem no Município as portas hospitalares de atenção urgência pronto-socorro aí com com sublinhando PUC Unicamp Ouro Verde que tenha a retaguarda psiquiátrica é posta e o SAMU que também é um parceiro fundamental para a gente conseguir costurar o cuidado das situações de crise tá no final de 2022 todos esses parceiros do escapes da urgência emergência a gente fechou um documento orientador para tentar mitigar eventuais rupturas e prejuízos no tratamento em função do deslocamento de um serviço para o outro tá então a gente sentou escrever esse documento pensando que para uma rede funcional ela tem que estar alinhada ele tem que ser usado tem que sair de um serviço e conseguir chegar no outro esse é um grande desafio que a gente tem sempre desde sempre tá e nada dentro da atenção hospitalar a gente tem uma enfermar especializado em Saúde Mental no Complexo Hospitalar Prefeito Edvaldo Orsi com oferta de 20 vagas de internação hospitalar tá E todos esses leitos são regulados em todos os serviços tem acesso a essa solicitação através da central de regulação acesso sistema Cross Tá bom então também quando há uma internação no Ouro Verde é preconizado que haja uma construção do caso entre a equipe que trabalha na enfermaria do Ouro Verde com os caps porque de novo a ideia é que a gente tente ao máximo Minimizar as possibilidades de ruptura no tratamento e otimizar os efeitos que uma internação tem para crise e trazer isso para o cotidiano da vida daquele paciente depois tá bom é isso gente acho que a gente tem é um retrato bem geral é claro que a gente tem depois entrar no mérito de cada um desses pontos conforme a discussão aqui nos permitir essa é a nossa rede de saúde mental de Campinas tá bom Obrigado Dr Marcelo é também quero anunciar a presença do William Azevedo que é coordenador da secretaria municipal eles têm social E também o Michael gorin que é coordenador dos programas de recuperação masculino e a e as repúblicas terapêuticas do Instituto Padre Haroldo também chegou aqui o Eduardo Cruz consegue Cambuí e acho que chegaram por enquanto Então dona Mônica vai falar agora ou não Alcione Bom dia a todos Obrigado pelo convite é um prazer estar aqui falando um pouquinho do consultório na Rua sou suspeita para falar do consultório na rua porque eu estou desde o início consultório na rua em setembro faz 11 anos de existência né e é um programa que hoje é referência nacional no que se refere a consultório na Rua ele tá sobre gestão do serviço de saúde Doutor Cândido Ferreira né E a gente tem orgulho dizer que somos 100% SUS o objetivo do consultório na Rua da total acesso à saúde a pessoa que vive em situação de rua ou faz dela o seu meio de subsistência eu acho que é importante a gente dizer isso porque muitas pessoas questionam mas vocês atendem pessoas que não moram na rua que estão em pensão São pessoas que não se vinculam a rede de saúde e os preconiza que a saúde é para todos e é para isso que o consultório na Rua está ele faz uma né para que essa pessoa chegue a nossa rede formal ou por muitos e muitos tempo ela ela use o consultório como o seu acesso à saúde então a gente atende sim pessoas que que moram na rua pessoas que trabalham na rua no semáforos em casas as profissionais do sexo né que trabalham na rua né e que muitas vezes são não conseguem porque tão o dia inteiro ali na rua e a hora que elas voltam para sua casa e aí já tá já tá no horário onde elas não conseguem mais acessar ou por outras questões né para você acessar o consultório na Rua você não precisa ter documento você não precisa ter nome né Você precisa ter o desejo de se cuidar e se não tem a gente faz um trabalho para que você tenha né Então aí as pessoas perguntam sempre Ah vocês trabalham só com pessoas que usam droga as pessoas que usam droga é uma parte da história da vida delas né A gente trabalha com pessoas e aí Eu sempre gosto de contar que logo no começo do consultório na Rua uma pessoa chegou e perguntou assim quantos usuários usam crack aí a gente diz não sei né E aí sai na reportagem consultório na rua coloca o crack de lado e o que era para ser uma crítica A gente achou um excelente elogio né porque a gente realmente não cuida do crack a gente cuida da pessoa que usa o crack né e é isso né é a gente a gente tem um Uma Outra vantagem muito grande que é que a gente não tem parede a gente atende em cima de quatro rodas então Obrigatoriamente a gente tem que trabalhar em rede e trabalhar em rede não é fácil a gente briga muito né mas é muito linda essa rede de Campinas né e a rede que eu digo não é só a rede de saúde tá que o pessoal do sos que vive com a gente constantemente na rua e a gente se pega a gente me mata mas a gente tem um único objetivo atender esse usuário Campinas vocês vão me cortar porque eu falo demais tu consultório na rua que eu sou muito apaixonada mas enfim consultora na rua Somos duas equipes né modalidade 3 O que que é modalidade 3 a melhor modalidade de consultório na rua que é a modalidade que tem médico porque a modalidade 1 e 2 não tem médico e a nós temos médicos né E aí Maria Helena tá aqui para dizer né a gente tá sempre um dos nossos Campos fixos é o lago do Pará e volte meia a gente recebe uns elogios assim sabe da população tipo porque eles têm médico e a gente não né E aí a gente diz sempre assim você não tem que discutir porque eles têm médico disputa porque você não tem né eles têm médico Sim essa equipe tem médico todos os dias né E eles têm acesso a médico todos os dias se eles quiserem Então somos duas equipes modalidade 3 e aí a gente fica no distrito Leste porque a gente fica no distrito Leste porque é a área onde tem uma concentração de pessoas em situação de ruas de Campinas já vou logo dizendo que é um desejo desse município né que isso seja seja ampliado E aí a gente tá estudando as melhores formas de isso acontecer visto que houve agora pelo Ministério uma ampliação que Campinas pode ter quatro equipes de consultório na Rua Estamos pensando nisso que é o que a gente quer muito né então somos divididos em campo fixo e Campo móvel né porque Campo fixo para que um morador nos encontre Então quem quiser conhecer o consultório na rua por exemplo pode passar toda terça-feira de manhã que a gente tá lá no lago do Pará e qualquer pessoa sabe que a gente vai estar lá né A não ser que cai uma chuva como a gente trabalha na rua quando chove a gente não consegue atender e esses dias a gente um senhor né que ele tinha ido para Argentina né E aí ele volta no Largo do Pará Depois de dois anos Onde você tava Ah eu tava na Argentina eu falei oxe que maravilha né e agora agora sabia que vocês iam estar aqui agora eu tô com o pé machucado eu voltei aqui pronto o objetivo atingido eles nos encontram né E aí o que que a gente faz nesses Campos fixos então eles sabem que nós temos uma agenda que depois a gente pode disponibilizar onde a gente tá né E ali a gente chega e a gente monta um centro de saúde faz coleta de exame sim né coleta de sangue faz exames consultas médicas que envolve desde pré-natal até qualquer outro tipo qualquer ser morador de rua tem pressão alta morador de rua tem diabetes morador de rua tem depressão e enfim aí tem a equipe de saúde mental tem a equipe de redução de danos a gente a gente não trabalha com abstinência mas a abstinência é um cuidado né Essa não é a nossa linha nós trabalhamos dentro da linha da redução de danos mas abstinência também é um cuidar aí a gente trabalha junto com os caps também muitas vezes os cactos estão com a gente na rua e até fazer essa ponte para aquele jeito é tudo lindo não é tudo lindo não é tudo simples né quem trabalha com populações de rua sabe cada dia é Um Desafio cada dia é um planejamento que a gente vai que vai por água abaixo porque quem faz o nosso planejamento é a rua né e é por isso que o console na rua dá certo porque ele foi desde o princípio criado pela pessoas em situação de rua né a gente começa numa Kombi com duas mochilas hoje a gente tem uma van com mesa cadeira barraca né E aí a gente foi aos poucos montando dentro da Necessidade deles então os campos fixos acontecem dessa forma então a gente tem medo bonitinha assim mesmo cadeira barraca tal e aí a gente faz os atendimentos e tem os campos móveis os campos móveis é que a gente vai até onde o usuário está que ele ainda não consegue chegar até a gente então é para isso que a gente trabalha então é mochila nas costas e vamos aí junto com outras equipes não só da Saúde como da assistência por exemplo ai tem um pessoal lá na linha do trem vamos lá vamos com esse médico vamos fazer essa avaliação para que isso aconteça fora isso a gente tem um trabalho com outro departamento por exemplo a vigilância sanitária que a gente faz vários tratamentos de tuberculose enfim que já abandona de tb o consultório hoje faz na média 480 a 600 atendimentos enfim é bastante para uma região só né acho que é mais ou menos isso eu vou tentar me segurar aqui para não ficar contando muitas histórias eu tenho milhões de histórias maravilhosas né agradecer sempre a parceria de todas as toda a rede de Campinas né a rede da Saúde da Mulher quando a gente trabalha aí com a parte de anticoncepcional e a mesma pré-natal a da assistência a da Justiça né contar que Campinas tem eventos importantes né antes de falar desse evento da Justiça acho que o importante dizer que essa população tem acesso a vacina né fazemos todos os anos a campanha de vacinação da influência agora nos últimos tempos de covid né consultório na Rua ficou dentro do Abrigo emergencial de convite junto com assistência né é uma equipe é um equipamento de Campinas que atua na área da prevenção importantíssimo né essa população sim faz mamografia essa população senta com coleta de CEO que muitos de nós conseguimos fazer em dia né Tenha e tem toda a sua carteira de vacinação aí cuidada por nós e aí também com outros por exemplo a semana retrasada acho que foi um evento Fantástico do tribunal de justiça em Campinas onde estava presente a assistência à saúde o sistema é o defensoria enfim um evento Fantástico de 400 pessoas por dia fizemos isso embaixo de chuva né e que eles tiveram Total Acesso respeitoso porque eu acho importante dizer que não é porque é para morador de rua que tem que ser qualquer tipo de serviço foi um evento extremamente respeitoso quem tava lá pode ver né e eu uma das coisas que eu falo assim é que bom foi ver ele serviria uma refeição extremamente quente né porque não é com lugar para sentar com um lugar para comer com enfim com todos os cuidados que qualquer ser humano tem E aí eu costumo dizer sempre que a gente precisa tomar muito cuidado com o nosso julgamento né porque a gente dizia que a única profissão que a gente não tinha ainda encontrada na rua como situação de rua era médico e hoje a gente não diz mais isso porque a gente atende advogado médico enfermeiro Professor qualquer pessoa pode inclusive amanhã eu posso ser uma pessoa uma situação de rua acho que é isso obrigada Obrigado Alcione mas pode deixar que você vai falar mais porque eu já tenho uma pergunta para você aí pode ser a Desirée depois da Vanessa Pode ser então Bom dia a todos cumprimentar a pessoa do vereador Paulo Gaspar agradeceu o convite em nome do Instituto Padre Haroldo eu sou a minha formação em enfermagem eu sou enfermeira mas eu faço hoje a coordenação da nossa casa que é a casa de passagem para pessoas em situação de rua pessoas adultas de 18 a 59 anos nós temos 25 vagas para acolhimento 20 vagas para homens e cinco vagas para pessoas trans é importante dizer que nós somos da região metropolitana a primeira casa de passagem abre as vagas para as pessoas trans isso acontecer inclusive de uma forma muito natural assim não foi planejado né Nós temos 10 anos de serviço completamos agora em abril fizemos uma festa muito bacana e esse é uma das nossas características assim né acolher a diversidade das pessoas pessoas que estão em situação de rua nós temos uma equipe multiprofissional eu tô à frente dessa equipe desde o início da casa e isso é uma característica também acho que 50% da nossa equipe tá lá desde que abriu né inclusive as assistentes social e o psicólogo né acho que isso é muito importante assim não ter essa rotatividade né isso traz confiança para o serviço e traz um vínculo para o usuário né o vínculo é a principal ferramenta meu ver assim para que esse usuário chegue na casa se sinta acolhido e consiga construir junto com a equipe um projeto de vida porque esse é o nosso objetivo construir com ele um projeto de vida de saída da rua com autonomia é claro que se a gente for pensar em números é um número pequeno mas se a gente for pensar o quanto isso é modificador é significativo na vida da pessoa é uma coisa incrível assim não tem dinheiro que pague né a gente tem vários casos nesses anos aí de serviço em que a pessoa chegou lá morou sete anos na rua Independente de Craque de álcool de tudo sem tomar banho semanas chega para gente magro extremamente emagrecidos Sem Dente não todos né muito mal assim sem a roupa do corpo eu tô falando exclusivamente de uma pessoa que essa semana nos ligou lá ficou com a gente 9 meses isso há quatro anos atrás e ele era um grande pintor e eu me lembro que essa pessoa especial ele ficava dentro do quarto dele ele se cobria com o cobertor no verão para passar se a crise de abstinência dele para ele não sair ele fala não posso sair daqui eu não posso sair eu não posso sair e ele foi ficando ele foi ficando e a gente junto né E hoje ele retomou a profissão dele de pintor um baita num pintor e ele abriu uma empresa agora ele contrata as pessoas e é muito legal porque Vira e Mexe ele liga lá odeia você tem um rapaz bom aí porque eu peguei um monte de serviço eu tenho tanto serviço e eu quero dar emprego para as pessoas que estão aí então ele é um empregador hoje é muito legal isso né e o objetivo da casa é esse acolher desenvolver as habilidades e principalmente fazer com que a pessoa repele sua autoestima Isso é uma das primeiras coisas primeiro ficar sem o uso de droga de alguma forma embora a gente seja Instituto Padre Haroldo que a gente tem a comunidade terapêutica os dois representantes está aqui estão aqui mas a gente trabalha na linha de redução de danos né a gente entende perfeitamente que principalmente o craque a cocaína e o álcool ele não vai ficar do dia para noite sem usar isso né então muitas vezes essa pessoa usa a maconha como redução de danos e é muito válido e a gente trabalha na singularidade isso é muito importante Cada pessoa tem a sua característica a sua história o seu sonho né o seu desejo Às vezes as pessoas chegam naquelas mesmas condições mas o caminho dela vai ser diferente porque a história dela é diferente e o objetivo assim que a gente tem é primeiro assim é documentação civil é um cidadão de direito ele tá chegando ali a um ser de direito ele precisa ter acesso a esse direito a saúde a educação ao trabalho a moradia né então a gente tem muitos que ficaram no sistema prisional por muito tempo né Isso é uma rotina lá para gente ele chega às vezes 10 15 20 anos de de história prisional e às vezes esse cara tá com 54 anos o que ele vai fazer né E aí a gente tem um parceiro um grande parceiro que é o programa ao amiga que era da Secretaria de Assistência né e uma amiga é um é um baita parceiro assim que é o que dá um pouco de caminho um pouco de luz um pouco de esperança para essas pessoas ele recebe uma bolsa né aproximadamente um salário mínimo mensal ele pode ficar de um a dois anos nesse programa ele fica no acolhimento né ou na casa de passagem ou nos abrigos que tem na cidade e ele fica ali então ele vai conseguindo ele vai aprender a lidar com esse dinheiro porque a maioria deles não consegue lidar com dinheiro porque o dinheiro vem ele acaba indo para o uso mas por isso que essas pessoas ficam dentro da nossa casa né para que a equipe junto com ele conquistar um espacinho para ele para ele morar né devagar alguns recuperam o vínculo familiar que os vínculo familiar é totalmente fragilizado e muitas vezes rompido não tem como contar com essa família de novo né Principalmente as trans olha 99,9% das trans que estão nas ruas é porque foram expulsas pela família é isso assim não falo de 100% que pode ser um caso outro que não mas é muito dramático e na adolescência então a família percebe aquela transição da pessoa A Busca da sua identidade de gênero e essa pessoa ela não é aceita na família ela é expulsa né E aí que que faz um adolescente de 15 anos que tá numa transição que tá sofrendo muito porque é o sofrimento né aí sem o acolhimento da família Ela vai para a Rua as cafetinas aqui vão adotar essas adolescentes e vão para a rua né Essa é a realidade é muito triste né então assim a gente acolhe essas meninas a gente tem a segunda trans onde que tá no mão amiga né A primeira foi a Kimberly tô falando o nome dela aqui porque ela já me autorizou falar o nome dela e ela tá muito bem ela ela conseguiu o trabalho ela trabalhou um ano e meio no Hopi Hari depois tá trabalhando hoje como caixa de supermercado é a gente tem também a gente não acolhe só as meninas trans os homens trans também e é muito assim a gente tem que cuidar muito desse preconceito inclusive dentro da casa porque a população de rua uma população brasileira é tem muito preconceito né Tem muito machismo tem tem muitos dogmas aí que a gente tem que cuidar e dentro da casa né a gente faz conversa a gente chama para falar sobre preconceito mostrar as diferenças né e o respeito acima de tudo a gente teve alguns problemas no bairro a gente fica no Guanabara né mudamos de casa três anos mas é coincidentemente a segunda casa também no Guanabara e assim e a população ela tem que entender que assim não é lá longe que vai que vai recuperar essas pessoas não essa pessoa tem que ter acesso a ônibus a saúde a escola a trabalho a entrevistas emprego né e muitas vezes a população quer que eu se serviço sejam quanto mais longe melhor e não é não dá para ser assim né Muito pelo contrário para incluir tem que estar próximo de tudo né e é o trabalho que a gente faz eu convido todos a conhecer o nosso serviço nosso serviço é aberto acho que uma observação importante é dizer que o padre Haroldo saudoso Padre Haroldo ele começou o trabalho dele em Campinas no Jardim Itatinga com as mulheres que vendem sexo né não lava isso até antes de morrer ele começou o trabalho dele na rua e ele tinha assim pai do padre Haroldo era alcoólatra viveu nas ruas e ele tinha uma sensibilidade enorme com essas pessoas né então é um legado que a gente segue né Com muito respeito com muito amor e eles o que eles mais precisam é afeto Então a gente tem assim uma característica do nosso serviços é o amor é o afeto é o acolhimento é claro que a gente tem que ter limite né A casa tem regras lá dentro e elas têm que funcionar não tem não tem outra forma e é para todos né mas é muito importante que a gente se coloque um pouquinho no lugar do outro e que a gente acolha principalmente com afeto e com amor é isso muito obrigada [Aplausos] e passo para Vanessa então bom dia bom dia meu nome é Vanessa eu tô representando o Instituto Padre Haroldo Sou coordenadora da casa da gestante estou a pouco pouco poucos meses na gestão mas na casa eu já estou a cerca de cinco anos e é um trabalho excepcional assim eu sou apaixonada pelo serviço da Casa da Gestante já inicio minha fala dizendo isso muito grata ao convite A Casa da Gestante foi inaugurada em dezembro de 2015 Inclusive a Desiré fez parte da construção desse equipamento de saúde tá que a casa da gestante é um equipamento de saúde a casa já está funcionando acerca de 7 anos né ela faz um atendimento com mulheres gestantes ou puérperas que podem ser acolhidas com seus bebês de até seis meses no plano atual é com filhos também de até oito anos de idade a permanência dessa mulher pode ser de até cerca de um ano e meio na casa é o limite máximo porém as portas estão abertas se ela se sentir preparada já para sair antes desse período ela pode fazer essa saída o acolhimento dessas mulheres vem a partir da solicitação via saúde consultório na rua tem uma parceria muito grandiosa e com a Casa da Gestante nos direciona o usuárias bem como a rede de saúde de Campinas as UBS mulheres que fazem uso de substância tem alguma questão com saúde mental ou vulnerabilidade tá dentre elas a situação de violência doméstica E de gênero que também ocorre muito temos muitos acolhimentos aí é relacionado a isso a partir da entrada na casa é o cuidado básico é saúde é o Inicial é a saúde né da mãe do bebê gestante né A Casa trabalha com um assistente social uma psicóloga e uma enfermeira que tá aqui a nossa Bruna excelente enfermeira a gente faz esse Cuidado para dentro da casa temos 11 cuidadores que se revezam em plantões é que fazem o auxílio no Cuidado da mãe e filho né Porque a Casa da Gestante surgiu a partir de uma necessidade que se viu de bater de encontro com mulheres que tinham seus bebês separados delas já ali pós-parto né justamente pela questão da vulnerabilidade e do uso de substância né então a casa veio para possibilitar é que essa mulher pudesse fazer né exercer o direito dessa maternagem é bem como o direito de dizer que não está apta a exercer essa maternagem e ser acolhida de forma respeitosa né porque casa vem para proporcionar esse vínculo mãe e filho mas se também não for possível a gente vai trabalhar com essa questão dentro da casa também né Nós temos uma parceria com os serviços do CAPS e as UBS né é que eu acho que isso é uma constante construção que a gente tá de aproximar e ofertar mais qualidade no atendimento ao usuário a gente tem feito reuniões aí ultimamente para isso para qualificar mais o nosso o nosso cuidado né dentro desse desse Cuidado para dentro para mulher a gente trabalha com projeto terapêutico singular onde ao longo da permanência dela dentro da casa a gente vai trabalhar as questões de saúde é de educação moradia Cultura né E o planejamento financeiro para que quando ela saia da casa ela tem a sua independência né Tem uma moradia digna tem a possibilidade de fazer uma revinculação familiar que às vezes ela está distante dessa família já bastante tempo né Trabalhamos também com planejamento familiar que é fundamental para essa muitas dessas mulheres já tem vários outros filhos e se assim for o desejo dela a gente entrar com método contraceptivo né o consultório na Rua cito mais uma vez que tem uma parceria muito bacana com a gente nesses últimos tempos com a inserção do implanon né nas nossas usuárias nos atendem lá na casa é o implanon ele tá pouco tempo né Alcione cerca de quanto tempo Ah esse é um projeto lindo né junto com a saúde da mulher da secretaria da Secretaria Municipal de Saúde em que nos fornece já existe né na rede wiudiu isso de cobre que também é um desejo deles né está aí chegando merena que também vai nos auxiliar bastante e o implano é o mais um método anticonceptivo que você coloca no braço com duração de 3 anos e que já tá na aí no nosso dia a dia na secretaria É nos últimos dois anos acho que cerca de 60% das mulheres das usuários que passam pela casa te adquiriram o implanon tá foi feito a inserção lá na casa da gestante eu não posso deixar de ressaltar que foi um empenho muito grande da Dra Miriam da Saúde da Mulher da secretaria de saúde né Eu acho que ela vem se empenhando muito por cuidado integral mesmo e principalmente na possibilidade da mulher ter a possibilidade é a opção de não ter filhos né acho que isso é uma opção então a gente vem trabalhando isso de uma forma muito integrada e só queria ressaltar que a casa da gestante é 100% financiada pela Secretaria Municipal de Saúde né é um trabalho 100% da saúde né a gente vem lutado aí como o consultório na rua no sentido de ter algum financiamento via Ministério mas a gente até o momento não tem né então mas a gente acredita entende a importância e a necessidade cada vez mais a gente vai aí ampliando as ações possíveis né porque eu acho que é um pouco disso que eu até pedi para falar né Eu acho assim tem várias frentes a gente precisa trabalhar de uma forma muito organizada enquanto assistência e serviços né públicos mas também olhando para pessoa como um ser humano como uma pessoa com direito e que não necessariamente uma solução vai dar conta de tudo né então a gente olha para isso então de fato a Tânia na época quando foi o início aí da Casa da Gestante era uma preocupação Nossa de dar a gestante a oportunidade sim de ficar com a sua criança né mais em condições adequadas porque também não adianta só a gente né não olhar para isso pelo bem na saúde da criança então assim a gente abre um monte de frentes mas a gente de fato não tem uma solução única e ela se compõe com outras políticas públicas né da assistência trabalho e renda habitação enfim a gente pode citar aí quase que educação pode citar todas as nossas parcerias agora de fato uma das coisas que a gente que eu queria muito ressaltar e que a gente tem que que cuidar disso é em relação a condição da sociedade entender a necessidade do aceite desta população né Eu acho que a gente tem que trabalhar muito nisso enquanto setor político setor assistencial setor porque assim o que ela traz é mais ou menos isso os nossos Caps as nossas residências Nós também temos resistência quando a gente vai alugar casa para fazer a residência terapêutica não é simples pelo contrário Às vezes a gente tem até um movimento grande no sentido de retirar mesmo de tirá-los daquele local porque Ela ouviu o absurdo de falar ela é 100% Residencial Que bom porque nós estamos fazendo uma residência né mas eu acho que a gente ainda tem muito que avançar com aceitação e com respeito a essas pessoas né só assim eles vão conseguir ter alguma chance de de volta conseguir ser um cidadão mesmo né Se eles forem tratados como então eu acho que a gente tem que avançar muito nisso desculpa te interromper mas é que eu tava agoniada para para falar um pouco da importância disso né mas milhões de desculpas interromper não acho que as conversas elas se entrelaçam mesmo aqui para concluir assim falar da casa da gestante que assim como o trabalho da do nossa casa né onde a Desirée coordena a gente também não é não é lindo né é um serviço maravilhoso é um equipamento que vem para agregar é um equipamento de sucesso na cidade mas sofre as suas dificuldades né é uma realidade trabalhamos com redução de danos são mulheres na sua maioria que fazem uso têm a possibilidade de maternar talvez não dê conta mas ela tem o direito como pessoa de ser a mãe possível né Nas condições dela obviamente fazendo prevalecer os direitos do Cuidado tanto dela quanto da criança também no término da passagem dessa mulher na casa algumas delas é aderem esse projeto também do mão amiga né a gente tem essa parceria muito bacana com eles que é uma fonte de renda que essas mulheres podem ter no período de dois anos que é o curso né também temos a possibilidade de projeto qualifica que é um projeto em parceria com a feaque que oferta o curso de manicure e pedicure estética e algumas das nossas meninas participam também desse curso e no término da passagem dela pela casa a gente continua com o trabalho que se chama pós casa ao longo dos anos a gente foi mudando um pouco a nossa nosso rumo de trabalho com essa usuária vem da Necessidade que a partir do momento que ela sai a gente tinha que manter um contato a gente tinha que fazer a inserção dela nesse território com contato com a rede né então a gente precisa discutir isso constantemente né manter os cuidados por exemplo simples da criança lá na UBS transferir a pasta do território que ela tá que é na casa da Casa da Gestante hoje quem nos representa é o território ABS Eulina Então ela foi para o Satélite Íris Então a gente tem que fazer esse trâmite todo para ela que talvez ela não não vá fazer sozinha e a gente nessa parceria vai reinserir o cuidado dela lá no território de saúde o direito à educação tanto da mãe e do filho também e a mulheres que no mínimo a gente fica seis meses de pós casa né com visitas quinzenais ou mensais dependendo da quantidade de tempo que ela tá conosco e até um pouco mais se haver necessidade né dizendo do seu sucesso dos seus insucesso porque eles também existem né mas a parceria Nossa é conjunta é longa até hoje Já foram atendidos cerca de 225 mulheres e filhos né são vagas também é controladas pela pela Via Cross né Nós temos 20 vagas mas ao longo desses sete anos foram atendidos cerca de 220 pessoas Nosso trabalho se Embasa mais ou menos nisso e é um trabalho maravilhoso na cidade de Campinas obrigado Parabéns Vanessa Parabéns a todos aqui que falaram então vamos começar a sessão das perguntas Cadê a nossa até que horas a gente vai 11:30 tá vamos lá eu tenho eu vou fazer a primeira pergunta e depois a gente o Cecília na sequência e depois a gente abre aqui para o pessoal das Mesas quem tiver atrás do vidro quiser vir para mesa aqui por favor fique à vontade eu não sei acho que é para Alcione vamos ver o consultório de rua faz o atendimento para o cidadão usuário lá no caso é o usuário que eu tô falando né como é que ele fala assim você faz o exame lá de sangue ou qualquer outro exame essa pessoa que é um dependente ele fala eu quero fazer o tratamento eu quero ah vamos encaminha padrão enfim Qual que é o caminho né Então a partir dali do atendimento quais os exames vão ser feito na hora para onde esse exame vai quanto tempo essa pessoa que fez acabou de fazer o exame lá no consultório vai ser encaminhado para garoto existe uma fila para isso então eu queria entender a pessoa que faz o contato quanto tempo vai levar para iniciar fato esse tratamento tá existe em Campinas a Coordenadoria também de álcool e drogas né que encaminha para o padre Haroldo né Eu acho que o outro Secretaria de verdade é eu não tenho propriedade para narrar sobre isso mas vamos dizer do consultório na Rua o usuário chega ele é um usuário de substância naquele momento da vida dele e ele quer ser cuidada a partir do momento que ele chega ele já iniciou o processo de cuidado né Então essa equipe começa a atendê-lo ou a equipe médico ou a equipe de saúde mental que é composta por psicólogo terapia ocupacional e assistente social e aí ele vai construindo a entrada dele no serviço aí normalmente a gente encaminhar o caps ou Caps vai até o consultório e começa a ser feito o cuidado dele dentro dos Caps aí vamos dizer que esse usuários chega e fala Eu quero ir para o padre Haroldo se ele é um usuário nosso ele é um usuário do SUS ele tem dentro a esse encaminhamento então ele faz todo o processo de exames dele lá né E aí a gente faz um relatório que for necessário é isso E aí ele vai para outro porque é uma escolha dele né aí então dizer ah o consultório não encaminho para garoto não a gente cuida do usuário e Ele Decide qual a linha de Cuidado que ele quer ter né quando é da Coordenadoria né ele acessa ao centro de saúde de referência se ele for no usuário do console na rua Ele atende o usuário do consultório na Rua se ele não é ele se ele chegar aonde a gente estiver ele vai ser atendido né E aí ele entra no fluxo do Centro de Saúde porque acho importante dizer que o consultório na Rua Somos duas equipes dentro do SESC centro né legalmente nós temos dentro desse acesso então nossos exames vão todos para o laboratório municipal de Campinas então ele faz a coleta na rua ele é encaminhado ao laboratório municipal de Campinas e o resultado vem até nós através do sistema todos os usuários ai tem uma coisa muito que assim agora o consultório na rua tem acesso ao prontuário eletrônico que é atendido na atenção básica então esse usuário ele tem um lugar nessa rede garantido né então é muito comum por exemplo Ah eu sou do CS união de Barros eu vi aqui no prontuário que ele foi atendido no consultório na Rua Poxa vida né é isso esse usuário Então agora ele é atendido nessa rede ele é fiel essa rede ele é inserido nessa rede então isso abre um leque para que ele seja atendido em Campinas né e que todos tenham acesso a informação porque antes a pessoa em situação de rua antes era invisível aos nossos olhos né e eu acho que esses equipamentos que hoje a gente tem e é não é só na saúde né na assistência enfim faz com que eles faça parte dessa rede então assim como eu tenho o meu cartão de vacina registrado que qualquer pessoa dessa rede pode pode acessar a pessoa em situação de rua também tem respondi mais ou menos né É só complementando então o consultório de rua ele encaminha para o caps e do CAPS quanto tempo ele leva para ser para começar o tratamento e desintoxicação né A minha preocupação é essa pessoa mora na rua se demorar um dia dois tipo você não acha de repente você não acha mais a pessoa né porque ela desiste da ideia facilmente tem aquele que vai voltar que sabe o dia que o consultório tá lá tem aquele que vai atrás do carro aquele que é persistente mas tem aquele que hoje eu quero amanhã eu não quero essa é a minha preocupação deixa eu tentar explicar mais na linha daquela senhora e falou a gente não faz nada de imediato no sentido de encaminhar a não ser que no caso de urgência e a gente vai tomar alguma atitude de crise imediata tá fora isso a gente trabalha com usuário no sentido da redução de danos de ele querer o tratamento porque quem lida com essa população sabe se ele não quiser não tiver de fato com o desejo de realizar essa mudança mesmo que a gente O interno hoje amanhã ele vai sair vai então a gente faz todo o trabalho por isso que é importante o caps a gente faz todo um trabalho com ele de conscientização de como nós vamos lidar não existe um mecanismo pelo menos na saúde não de eu fazer desintoxicação internado rapidamente para ver isso isso não é a linha que a gente segue enquanto saúde mental aí o Marcelo me ajuda certo do município a gente faz o tratamento o cuidado e tem que trabalhar com o desejo e a capacidade de autoestima do próprio usuário tá então é só para gente entender que a gente não vai pegar nenhum consultório na Rua Nenhum serviço nosso e falar então tá agora você sai daqui e vai para lá agora se ele quiser ele vai ir mas não por intermédio da Saúde ele vai ir para o intermédio da assistência por intermédio de outras tá outra secretaria só para deixar isso claro eu acho que assim a base do nosso do nosso cuidado né com a situação de rua qualquer outro cuidar de saúde é um vínculo né a gente tem que fazer um vínculo para que ele tenha um desejo e competir com a droga não é fácil não né porque a droga dá muito prazer né então a gente tem que tem que tem que tem que lutar com ela com atividades que dá prazer então não é só eu não é só o atendimento médico por exemplo na rua tem as oficinas né nas casas também porque a gente tem que lidar com algo que dê mais prazer né Por exemplo a gente tem uma oficina de música e eu me lembro de um senhor que a gente nunca passou ele nunca passou pelo médico mas ele sabia que para ele fazer parte daquela oficina de música que ele tinha que fazer a redução do álcool porque ela não conseguia tocar né E aí aos poucos ele foi indo foi indo foi indo até que ele parou de usar porque ele tinha tanta apresentação para fazer que não dava para chegar com o uso de álcool não é simples por exemplo eu sou uma ex fumante n vezes eu tentei parar de fumar e voltei n vezes eu tentei parar de fumar e voltei até conseguir parar né e é isso e os usuários tem que ter a tranquilidade de chegar para a gente falar poxa não deu recaída Poxa não deu Vou tentar de novo e é isso a gente está ali para fazer com que eles porque pessoas acreditarem em mim fala você vai conseguir você vai conseguir podia também não ter conseguido tudo bem Eu tô aqui né e é isso o uso do álcool uso do crack é a depressão é isso você tem que fazer um vínculo que ele tenha que ter confiança que a gente que a gente vai tá ali para auxiliar no processo o processo tem que ser dele Eu sempre gosto de usar um exemplo que é assim ó é que nem o diabético a gente não vai fechar todas as padarias de Campinas é porque ele não pode comer açúcar ele vai ter que aprender a passar na frente da padaria e entender que ele não pode entrar e comer uma bomba de chocolate né Eu acho que é isso ele vai ter que lidar ele vai ter que lidar com a droga ali do lado dele né e ele vai ter que lidar com esse consumo e não vai deixar ele vai ter que dominar a droga a droga não vai ter que dominar é isso que a gente faz com diabético é isso que a gente faz com usuários de craque é isso que a gente faz com usuário de álcool eu acho que é mais ou menos isso eu posso só complementar a questão do tempo que o senhor perguntou sobre a internação acho que é muito importante a gente deixar claro aqui que as comunidades terem terapêuticas Elas têm uma regulamentação né tem que ter essa regulamentação e tem então tem algumas normas para entrar para fazer o tratamento e os exames clínicos os exames de sangue eles são fundamentais Porque você não sabe como é que tá a história Clínica daquela pessoa então eu estudo palhoroudo ele às vezes pode demorar um tempo que às vezes tem até espera para entrar e muitas vezes quem tá na rua inclusive pode esperar até dentro do samin né ele muitas vezes ele fica lá é difícil porque ali na frente tem muito uso mas às vezes ele coleta aquele sangue e ele fica lá dentro também ou dentro do serviço esperando a sua vez para entrar na CT é muito comum isso né mas é muito importante assim Acho que Alcione tocou num ponto que assim quanto mais a gente expandir e abrir esse leque para esse usuário é melhor para ele então ele pode escolher se ele vai na igreja se ele vai na arte se ele vai no Caps se ele vai nos grupos de auto-ajuda né n a ou se ele vai na comunidade terapêutica eu acho que quanto mais a gente ofertar tratamento é melhor para quem tá precisando desse tratamento né é isso obrigado ligou é bem rapidinho também acho que a sua questão é muito boa porque ela ela diz da janela de oportunidade né então como é que a gente se aproveita de uma janela de oportunidade para alguém que está num momento de uso muito intenso de dependência e enfim e a gente sabe que o uso intenso a dependência química tem uma perspectiva infelizmente porque a gente adoraria né Tem uma resposta mais resolutiva em termos de uma diminuição de recaída de reincidência e tudo mais então como é que a gente otimiza essas janelas de oportunidade não é esse é um grande desafio para nossa rede tá da articulação intercessorial não tô nem dizendo da rede de saúde da articulação intersetorial aí necessariamente a gente tem que incluir um debate sobre os espaços públicos arquitetura urbanismo enfim a Constituição da cidade e garantiu o acesso rápido também é o caps tá então Alcione fala disso hoje quando aqueles dados que eu apresente de um número ali de média 12 novos inseridos nos cabos Ades uma parte significativa vem espontaneamente busca espontaneamente o caps a ideia que ele seja atendido e de repente dá um exemplo aqui pode ser que ele esteja numa situação de uma síndrome de abstinência alcoólica isso é bastante grave esse caso vai demandar uma articulação rápida porque é grave clinicamente é muito grave vai precisar de assistência médica enfim por vezes vai precisar de uma retaguarda na urgência emergência de internação de acesso à UPA Enfim então esse ponto da janela de oportunidade é interessante pra gente eu concordo plenamente com a Desiré eu acho que a gente tem que pensar sim dentro da perspectiva das Ofertas regulamentadas um cardápio significativo porque o tema é muito complexo a gente está dizendo está tratando aqui de um tema bastante complexo eu não posso achar que eu tenho razão ou que alguém tem razão e estamos resolvidos não é é complexo os fatores de riscos são muitos biopsicossociais tá a gente tem inúmeras inúmeros gatilhos e os fatores protetivos são frágeis então a gente precisa cuidar mesmo tá então pensando nisso Sim a gente tem um desafio de pensar como se apropriar bem dessas janelas de oportunidade enquanto sociedade para cuidar da questão obrigado acho que a comissão eu tenho certeza disso né ela também serve para que a nossa Câmara os vereadores e a população do modo geral porque através da TV Câmara essas falas essas apresentações ficam à disposição da população entender que o município de Campinas tem essa Gama de atividades de rede ofertando política pública a população de situação de rua e às vezes a gente é questionado né Mas que que vocês estão fazendo tem que resolver Não é uma coisa que a gente resolve de um dia para outro e aqui eu quero retomar três palavras e falou depois a senhora também comentou que é essa questão da deixa eu pegar aqui as três palavras que foram muito significativas eu acho que é parte Sem dúvida da nossa primeira necessidade amor afeto e acolhimento sem isso nós não vamos a lugar nenhum entende porque é primeiro nos dispie deste deste juízo de valor que a gente acaba fazendo primeiro Nos despedir isso é eu quero fazer três perguntas a primeira em relação a essa questão da convivência que eu sei que não é fácil a gente tem eu acompanho sei que que é conflituoso mas na experiência de vocês tanto do padre Haroldo quanto dos outros serviços como é que vocês têm trabalhado isso tá de repente tem algumas situações que nos ajudam melhorar essa convivência essa é uma questão a outra Marcelo em relação à rede de apoio social tem várias [Música] entidades que participam e todas ofertam oficinas né ou alguma ação para que as pessoas possam ali conviver mais eu queria te perguntar que você falasse um pouquinho mais sobre a importância das oficinas eu acho que é uma ação importante nesses espaços e a região noroeste se eu não me engano nos passou aqui tem um número de 20 20 atendimentos eu queria que você Contasse um pouco eu achei um pouco elevado este número para aquela região se tem alguma razão mais específica Tá certo e por fim das minhas questões aqui vereador a da casa de da gestante Vanessa também atende as mulheres em situação de violência ou esse é um público que é atendido no outro serviço queria que você Contasse um pouco sobre isso obrigado um serviço é isso tá tá é assim faz parte do perfil que a gente atende as violências né porque muitos eles viveram anos dentro do tráfico né a violência familiar violência doméstica violência de gênero elas estão muito presentes na nossa sociedade uma forma geral então assim eu já tive por exemplo usuários lá em que a mãe fez medida protetiva né então não são todos mas alguns vem de uma forma muito hostil para gente e acho que a melhor forma é assim a equipe tá muito próxima né então é muito importante as rodas de conversa mas principalmente esse atendimento com esse usuário assim o que a gente fala papo reto né então é tá muito perto desse usuário e fazer ele refletir sobre uma atitude que ele tomou sobre uma forma de ser dele muitas vezes essa pessoa tá na rua inclusive porque ela não conseguiu conviver com ninguém né porque ele tem uma personalidade difícil às vezes transtorno às vezes não é porque ele tem uma personalidade difícil que você for levantar o histórico é desde a infância né alguém que sofreu um bullying depois começou a usar droga e nunca mais deixou Então assim eu acho que a proximidade da equipe a transparência e a verdade assim essa equipe tem que ter sensibilidade para perceber isso é fundamental e a gente é muito próximo né então assim aconteceu acontece muitas situações de conflito e primeiro lugar acho que assim você não pode deixar isso esticar né já aconteceu conflito a gente já atua já chama Já conversa e tem que ter essa manutenção dessa situação e a gente tem né por isso que a gente não tem hoje questões com vizinhança a gente já teve muito no começo a gente não sabia muito como é que era sertanejo né a gente apanhou muito mas hoje é bem difícil a gente ter esse conflito com a vizinhança muito pelo contrário assim é é muito amistoso é muito tranquilo assim né com a vizinhança hoje a gente tem isso né Mas é por conta disso por conta dessa proximidade que a gente tem você não pode deixar o que eles falam assim o fio solto né se você percebe no quarto tem conflito por causa de qualquer coisa conflito porque o cara deixou a toalha de banho e molhada em cima da cama do outro né E aí eles assim eles querem se vingar muita raiva então a gente tem que trabalhar muito isso e é muito no teste né querido Vem cá vamos bater um papo E aí vamos lá vamos conversar e a gente vai cuidando muito disso cuidar das relações é basicamente é isso não sei se eu respondi eu acho que a gente tem que entender porque é que a pessoa está em situação de rua né eu eu você tá o caso de uma menina que a gente atende a uns 10 anos e que ela era violentada todos os dias sexualmente pelo pai com consentimento da mãe né então aí eu vou dizer assim onde ela tava mais segura dentro da casa dela ou dentro da rua né E aí ela era uma pessoa que qualquer um que chegasse perto dela ela era extremamente violenta porque era assim que ela era tratada todos os dias desde os 8 anos de idade então eu costumo dizer que quando a gente entende né a situação que fez com que aquela pessoa estiver ter ido para rua né a gente entende a revolta né E também existe as pessoas com pavio curto Como existe na nossa família vamos analisar a nossa família né a gente tem é isso A vida é assim né e eu acho que a gente tem que entender o momento por exemplo e tem outro lado Quantas vezes a gente foi chamado por algumas equipes de saúde e falou assim poxa mas eles chegam aqui brigando com todo mundo batendo E aí a gente começou a intervenir isso também porque eles também tem um lado que precisa ser cuidado que precisa ser transportado aquele Centro de Saúde não recebe a gente como é que você chegou lá Então vamos junto né E vamos conversar com aquela equipe também do Centro de Saúde para entender Qual é a realidade deles né eu me lembro quando a gente estava começando a construir a casa gestante né as reuniões eram assim como é que vai ser porque ela chegam ela o pessoal das maternidades diziam assim ela chegam não tem jeito tem que levar o bebê pra produção lembra disso é porque porque não tem jeito é lógico que não aquele pessoal que trabalhava lá ela já chegavam parindo eles tinham 48 horas para resolver uma questão que era da vida e esse era um dos grandes da abertura da Casa da Gestante né para que eles pudessem ter esse tempo de retomada do vínculo da família desse tempo a gente tem que entender o tempo da pessoa em situação de rua né o tempo é diferente por exemplo quando hoje quando a gente chega em qualquer equipamento fala assim será que a gente pode fazer uma ultrassom agora porque a gente precisa não adianta marcar para daqui dois três dias porque é na hora é na hora que ele quer e hoje Campinas está preparado para isso porque a gente tem 11 anos de experiência com essa população e no começo a gente fez muita bobagem né a gente fez a gente construiu coisas erradas e tá tudo bem errar a população de rua é violenta eu quero te dizer que em 11 anos a gente nunca sofreu uma violência muito pelo contrário eles nos protegerem Em algumas situações com outras questões que acho que não cabe né então assim eu acho que é uma é uma vez de Mão Dupla o que a gente dá a gente recebe não vou repetir tudo sobre convivência eu acho que tem tem sim os espaços hoje dentro da rede a gente tem uma parte então que é conveniada com Cândido Ferreira a gente tem alguns serviços de gestão direta da tem três Caps que são de gestão direta da Secretaria de Saúde e a gente tem a rede Mario Kart aí pensando mais A Urgência emergência né então são esses três atores a gente acho que tem que necessariamente para discutir o tema também como todo mas recortando para saúde mental que falar da gente tem que falar do efeito da pandemia não é assim é constatável em toda Metrópole em todas em toda cidade grande os efeitos e eu acho que ainda a gente vai descobrir muita coisa nova ainda infelizmente enquanto um efeito disso nos Caps assim a gente ficou muito tempo sem poder fazer grupo por conta da pandemia Então os atendimentos eram só individuais tem uma até a lógica do suporte de pares é muito funcional para dependência química para então a gente perdeu isso nesse tempo da pa E agora tem retomado os grupos tem funcionado grupos de familiares porque isso também é muito importante né quando possível então sim o os espaços tem que ofertar essas oficinas esses as vezes a oficina que é mais aberto um grupo terapêutico que é mais fechado porque mais restrito enfim aí sobre a Noroeste né esse dado também foi foi trazido ontem eu eu faria uma Faria seguinte hipótese eu penso que hoje a região noroeste Tem sim ali em torno do CAPS Antônio Orlando uma concentração significativa de pessoas em situação de rua mas você vai estar aqui também eu acho que esse é um fator que incidiu no aumento no número de acolhimentos lá Inclusive a gente fez a gente foi conversou com com na associação de moradores com aí Assistência Social Segurança Pública enfim para discutir a região tá o acesso aos direitos da população em situação de rua e outros outras questões relativas ali então tá um presente os moradores os Comerciantes Enfim então penso eu que numa hipótese preliminar que esse número um pouco mais elevado vem justamente disso né foram muitas obras na John Boy semáforos reorganização do espaço e tudo isso hein tem que ser computado na conta que a gente faz pensaria um pouco mais por lá mas dá depois pra gente também com o caps Antônio Orlando re buscar um pouquinho bom relacionado a ao nível de violência aí que essas mulheres que a gente atende na casa da gestante é passam [Música] uma boa porcentagem das meninas que entram lá elas estão em situação de rua mas elas têm um lugar para voltar mas é uma família já não acolhe mais ou esse companheiro extremamente violento com ela é ou mantém aquela convivência com o companheiro e não consegue enxergar isso como a violência temos várias mulheres que nós atendemos que não vê aquilo como a violência é ele me ama ele gosta de mim às vezes a mulher adentra a casa ela tá num processo bacana o projeto terapêutico dela tá transcorrendo bem e aí o companheiro aparece no portão de repente declina tudo aquilo a gente tem que recomeçar tudo de novo Muitas vezes a mulher desiste de ficar na casa pelo tempo né que ela pode ficar total porque o companheiro chamou não é melhor eu voltar com ele vai ser bom para mim é ele me faz bem a mulheres por exemplo que tem um companheiro que é o pai da criança e não quer fazer o reconhecimento da paternidade né Ele fala pô você vai fazer isso comigo você vai pedir o DNA né então ela sofre vários tipos de violência onde a casa também através acho que dessa coisa do vínculo tá dessa proximidade a gente trabalha com atendimento de referência de equipe tá para a gente ficar cada vez mais próximo desse usuário e fazer ela enxergar os direitos que ela tem enxergar o quanto violentos são as relações que ela tem é para fora né da casa trabalhar eu acho junta em equipe para que a gente também fica livre do moralismo dentro do grupo de trabalho que a gente sofre isso dentro do serviço a gente sofre isso na rede quando uma mulher vai ser atendida Nossa mas ela tem sete filhos por que que vocês não fizeram ela então isso é uma violência né e a gente discute isso todos os dias para a gente melhorar esse cuidado e desse desse moralismo e cuidar né dessa mulher mas é um processo difícil eu acho que ele tem que ser feito a várias mãos e ser continha obrigado bom nós temos 15 minutos aí para o término da reunião Vamos abrir as perguntas como é que é seu nome Maria Helena depois alguém mais só para a gente saber o Evandro Humberto o Eduardo o Alexandre então nós temos cinco pessoas aí 15 minutos então vamos ser breve vamos lá Bom dia a todos né primeiro eu quero parabenizar o nosso consultório na rua porque eu lembro do início né foi Teve muita dificuldade né Quando iniciou com aquela Kombi ali agora e também Alcione na pandemia uma vez me deu um suporte muito grande com dois usuários que a gente tinha do Centro de Saúde não tinha visita e eu procurei ela lá e resolveu o problema bom mas agora vamos lá nós só temos na rua que atende três vezes na semana né um dia no Largo do Pará um dia ali no centro acho que é perto do fórum e o outro dia no Castro Mendes Por que que não tem um atendimento ali perto do terminal central que é onde tem uma concentração maior das pessoas que que ficam lá né E você falou que a secretaria quer dizer faz tempo que tá essa luta para expandir ter mais na rua mas até hoje a gente não conseguiu concretizar né esse serviço então porque aí também à tarde à tarde Vocês atende onde não tem um atendimento à tarde né você falou que tem os volantes eu sei que tem os volante que vocês vão nos locais que tem as pessoas e poderia aumentar também os dias para atender que política que a secretaria não teria que ser do ministério né Pensa para resolver o problema desse pessoal do das pessoas em situação de rua que além de seus moradores a gente tem os traficantes temos drogados temos todo mundo porque essa política que a gente vê que tem aqui que a gente que existe não tá conseguindo resolver o problema a gente vê porque eu sou moradora da área Central A 41 anos já falei e a gente vê a população maior aqui no centro até vou questionar também os dados dele não me lembro se foi o CAPES Adeus ou o outro Caps que a região Leste só atende acho que 97 moradores quer dizer eu estranhei também seus moradores estão tudo na tá eu me estranhei também aqueles dados só que eu não marquei mas aí sobre aí a casa de passagem parece que no início quando que foi instituída tinha um problema para as pessoas entrarem lá dentro que exigiam uns exames Não me lembro e esse esse essa bolsa que eles recebem é bolsa para eles ou bolsa para manter eles dentro da entidade acho que é só isso obrigada Eu Vou sugerir que os cinco faça uma pergunta aí pode condensar as respostas Bom dia a todos primeiro eu queria cumprimentar pela apresentação do que foi exposto aqui que me deixou muito surpreso positivamente pelo trabalho incrível que vocês fazem e já lamento desde já isso não ser mais divulgado porque a gente conversa com as pessoas que vivem de circulam pelas ruas todos mostram essa preocupação todos entendem que é um trabalho muito complexo tratar disso E aí logo nos identificamos com a questão do conforto dessas pessoas né que foram excluídas pelas famílias de certa forma estão sendo incluídas pelo município e como arquiteto que sou colega do vereador Paulo Gaspar não consigo deixar de pensar se há uma solução física construível para que esse serviços todos integrados possam ser mais efetivos E aí também me vem a questão do acolhimento compulsório o que vocês pensam sobre isso se é viável ou não obrigado Bom dia Bom dia a todos meu nome é Eduardo sou do consegue Cambuí eu quero parabenizar o trabalho de vocês eu acho até que eu já vi uma palestra do Marcelo na no encontro da do Conselho Municipal de segurança pública e já conhecia um trabalho por cima agora me interando mais parabéns pelo trabalho de vocês muito importante diferenciado assim como é o trabalho também da Secretaria de Assistência Social a secretária veio fazer uma palestra um são programas diferenciados dentro até do Estado de São Paulo acho que a cidade única no estado oferecendo esse serviços mas o que a população entende é que ela percebe se não Nem teria essa comissão do vereador Paulo Gaspar muito importante com a visão muito real do que tá acontecendo porque problema tá aumentando então se há uns dois três anos atrás a gente tinha mil de rua hoje a gente tem cerca de 2.000 e a secretária na palestra dela ela disse que destes 85% usam alguma substância e 25% usam crack e a gente imaginar se fazer uma conta rápida 25% de 2000 é um batalhão de pessoas nas ruas da cidade usuários de craque dados oficiais da Prefeitura e eu ouvi que foi até comentado uma linha que a secretaria de saúde segue da não internação involuntária e a questão que eu coloco é que se é possível reavaliar essa linha atual porque existem ações em outros municípios do Brasil que sofrem tanto quanto Campinas que vem dando certo por exemplo em Chapecó Prefeito lá João Rodrigues eu liguei falei com a Paula que a diretora do programa que está sendo feito em Chapecó e tá reduzindo bastante de uma forma humana com amor com afeto mas internando involuntariamente porque essa pessoa muitas vezes não tem a condição de afirmar por mais que ela tenha a Lucidez de conversar ela tá Refém de si mesmo então essa questão de uma solicitação para uma reanálise da Secretaria de Saúde da linha que é seguida atualmente e a outra questão é que se aumente urgentemente o número de clínicas particulares porque se nós temos hoje 400 pessoas a 500 que usam drogas que usam craque pior ainda que é o pior nível de droga hoje que é conhecido a gente tem poucas vagas para atender todos então que se aumente de forma particular o mais rápido possível Bom dia meu nome é Evandro Cândido eu não queria ser muito irregulante mas eu vou ter que ser né gostaria de parabenizar toda toda a mesa pelo pelo trabalho né pelo a dedicação e esforço que está fazendo pelos moradores de rua Mas eu sou morador do centro da cidade né e sofro muito com essa invasão estamos tendo né e eu queria de uma forma efetiva tem uma resposta aproveitando na presença dos vereadores é sobre qual política pública tá sendo construída tá sendo pensada para minimizar esse fardo que os moradores estão tendo né Hoje é a gente tem medo de sair à noite né Tem receio de chegar em casa e tem uma pessoa na nossa porta deitada na iminente drogada com poder ter algum surto e de agressão de roubar eu gostaria de saber justamente isso se existe alguma alguma força nesse sentido para cuidar também dos munícipes dos moradores da cidade e de toda a Campinas e região Bom dia a todos todas São Bento trabalho com uma assistente social no centro pop e também para o senhor presidente dos trabalhadores da Assistência Social no comitê de polícia para a população de rua já estendo o convite aí para os vereadores por poder participar das reuniões do comitê são todas as segundas terças-feiras de cada mês as duas horas no plenarinho enfatizar aí conheço muitas de que estão sentados aí na mesa na mesa e acho que o que nos alegra é ver o amor com que o trabalho é desenvolvido acho que isso é fundamental foi falado muito isso do amor do afeto acho que se não tiver essa leitura do ser humano que tá ali sem julgamento sempre é julgamento sem criminalização eu acho que é um passo primeiro para a gente ter ido nos nossos trabalhos né lembrar que em 2018 teve uma comissão de estudos também que sobre a população de rua e aí seria válido resgatar esses esses diálogos que foi feito né Acho que sempre a gente vai ter que retomar esse tema que esse tema ele tá presente no cotidiano de todos nós todas as cidades né E também para enxergar o que que avançamos daquele período lá de 2018 quando foi feito essa comissão de estudos também para agora e a gente já vê algumas coisas que a gente teve ganho mas ainda algumas outras que que a gente vê que ainda precisa ser temos avanço avanço dialogando com alguns amigos aqui quando a gente falar sobre a revitalização do centro então não leva em consideração a população de rua nem para ouvi-lo Mas eles já exclui no processo de quando Pensa a cidade excluir a população de rua né então acho que isso também seria válido a gente teve na pandemia também algumas questões que nos bateram de frente a questão da higienização do acesso à água e como que a saúde também aí recompensa com essas pautas que vem presente a questão do banheiro químico do banheiro público como que a saúde dialoga sabendo que isso também faz faz reflexo presente na saúde e queria chamar o vereador para poder compor uma luta que a gente está tentando fazer de que o banheiro público ele ele se Estenda por 24 horas e não 12 horas 8 horas ou até dias que estão fechados se a gente quer de fato pensar um espaço mais higienizado dentro da cidade a gente também tem que ter garantias né se desejamos cuidar da população a gente também tem garante tem que ter garantias estendo pra saúde é como que ela pensa uma perspectiva de construção de novos serviços mas aí com gestão direta e pensando também nos entender a proposta de concurso público e a gente também é entender que a importância da gestão direta de serviço de Gestão Pública Eles são muito valiosos para para o município como que pensa quando a gente fala que grande parte da população de volta na região central há uma proposta de que a gente também tem um Caps região central e a questão constrói na rua que Alcione traz e ricamente essa discussão sobre ampliação da equipe ela não é de agora só que a gente também não pode estar sempre estendendo para daqui mais um ano dois anos acho que é urgente né Às vezes a possibilidade de ampliar o número de espaços às vezes ela não se dá porque é a equipe reduzida por mais que a gente fala de uma é duas equipes né mas a gente quando a gente vê o número de trabalhadores ele é reduzido né Não dá para estar em vários espaços que a população necessita que estivesse porque não tem condições então ampliação é urgente é que é necessário as pessoas quando tem um espaço que elas são bem recebidas bem acolhidas a possibilidade dela de fato assumir um tratamento de saúde é grandioso né porque a gente vê uma diferenciação né quando ela fala não nenhum tipo de violência a gente sabe porque pela relação que se criou com a população e a identidade a referência que ela tem e não é a equipe que fala que é referência são as próprias pessoas que falam um para o outro eles e eles vão enxergam né muitos conduzem as pessoas até o consultório eles mesmo conduzir ele então da importância também de pensar isso né estendo aqui para para que a gente também fortaleça a nossa comunicação intersetorial né a gente ainda tem uma deficiência aí nessa parte e aí não é da saúde é de todas as políticas públicas né a comunicação para que informações como essa que falaram contraceptivo que as mulheres têm acesso que elas têm essa informação né e outras questões mais aí mas a gente fundada que vocês trouxeram muito muito importante mas para a gente possa ampliar essa comunicação e Essa é a construção dessa rede interstel que que a gente sabe que que tem fruto quando a gente dialoga quando a gente enxerga que aquela população ela não é só da Saúde ela é da assistência ela dá da da do trabalho era da habitação da Segurança Pública ele até de serviços públicos quando enxerga essa pessoa na sua totalidade aí de fato a gente está respeitando respeitando enquanto ser humano que chegou nessa situação não porque a família é abandonou mas o estado também foi negligente nesse processo e a gente vai ter que se assumir também esse papel enquanto estado tá e agregado não então tá bom Acabou o nosso tempo não vai ter tempo para as respostas Eu Vou sugerir o seguinte centralizar aqui no meu Zap é o [Música] 97122-0663 vou repetir 9712220663 o relator Cecílio Santos está aqui que vai fazer o relatório da comissão tudo que vocês falaram vai fazer parte desse relatório eu sugiro que todos os membros aqui na mesa receberam as perguntas aí podem encaminhar para gente aqui eu centralizo vou alinhar com o Cecílio e a gente pode criar outras reuniões Aqui também tá se de repente o pessoal da mesa quiser voltar fala vamos marcar mais uma para esgotar o assunto duas três Sem problema nenhum vamos fazer a gente tá em recesso aqui no mês de julho mas Agosto a gente retorna já temos ótimo nós temos três datas aí em agosto já pré-agendadas que é dia 3 dia 10 e dia 24 Se não me engano 24 a Lúcia do padre Haroldo já confirmou junto com o Rogério Bosso que vai falar sobre housen first também que é uma república né que que eles têm lá no paderodo também enfim tem muita coisa para abordar dia 3 e 10 a gente mandou como datas de para o Ministério Público escolher dia 3 ou 10 Vamos ver se eles vão confirmar essa data no meio da reunião aqui o vereador Rossini presidente da Câmara junto com o juiz vou esquecer o nome dele então a gente quer já fiz o convite para o juiz e para o Ministério Público estar juntos nessa possível reunião em agosto e vamos abrir mais outras datas em agosto a gente abre né Adriana a gente pega a frente par cria mais uma data enfim Então pessoal vamos centralizar no Zap ali a gente faz a distribuição com as respostas todo mundo que perguntou tá não vai dar tempo de abrir para fazer a despedida para todo mundo aqui na mesa Desde já agradeço mais uma vez espero quem sabe a gente possa marcar uma outra reunião todo mundo já falou que está à disposição Então vamos vamos fazer o Como é que chama isso O repeteco Tá bom muito obrigado Mais uma vez obrigado a todos pela presença todos nós assistirem até a próxima obrigado [Aplausos] [Música] TV Câmara Campinas
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